Em
uma palestra proferida na Universidade George Washington no dia 20 de março, o
presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse que, sob um padrão-ouro, a
capacidade das autoridades monetárias de abordar e resolver efetivamente
quaisquer condições econômicas se torna significativamente restringida. O presidente do Fed afirma que o padrão-ouro
impede um banco central de incorrer em políticas voltadas para a estabilização
da economia após choques inesperados e repentinos. Isto, por conseguinte — sustenta Bernanke
–, pode levar a severas turbulências econômicas.
De
acordo com Bernanke,
Dado que o padrão-ouro determina a oferta monetária, não há
muito espaço para o banco central utilizar políticas monetárias para
estabilizar a economia…. Se há um padrão-ouro amarrando a oferta monetária ao
ouro, não há flexibilidade para o banco central reduzir as taxas de juros em
uma recessão ou aumentá-las em uma inflação.
É
exatamente por isso que o padrão-ouro é tão bom: ele impede as autoridades de
incorrerem em uma temerária inflação monetária, exatamente como Bernanke vem
fazendo desde o final de 2007, jogando mais de US$ 2 trilhões de dinheiro novo
no sistema bancário.
A
base monetária americana, que era de US$ 889 bilhões em dezembro de 2007, pulou
para US$ 1,7 trilhão em dezembro de 2008.
A taxa de crescimento anual da base monetária, que estava em 2,6% em
dezembro de 2007, pulou para 152,8% em dezembro de 2008. Adicionalmente, o Fed agressivamente reduziu
a taxa básica de juros da economia de 5,25% em agosto de 2007 para quase zero
já em dezembro de 2008.
Contrariamente
ao que imaginam Bernanke e a maioria dos economistas convencionais, tamanha
injeção monetária gerou severos danos ao processo de criação de riqueza
real. Tal medida empobreceu severamente
os geradores de riqueza e criou as bases para novos e sérios problemas
econômicos mais à frente.
Por
outro lado, permitir que a oferta monetária seja determinada pela produção de
ouro gera estabilidade, e não o caos que Bernanke sugere. Em um ambiente onde o dinheiro é o ouro e
ninguém tem a capacidade de sair imprimindo dinheiro de papel sem nenhum
lastro, não há como haver oscilações econômicas — isto é, períodos de
crescimento econômico seguidos de recessão.
(Vale notar que o ato de imprimir dinheiro desencadeia uma troca de nada
— papel pintado criado por uma impressora — por alguma coisa, o que nada mais
é do que um ato de fraude ou peculato).
Ao contrário do que diz Bernanke, são exatamente as políticas voltadas
para a estabilização da economia que resultam em instabilidade e caos
econômico.
Bernanke
afirma que outro grande aspecto negativo de um padrão-ouro é que ele cria um
sistema de taxas de câmbio fixas entre as moedas dos países que estiverem em um
padrão-ouro. Não há a variabilidade e a
versatilidade que temos hoje, ele argumenta:
Se houver choques ou variações na oferta monetária em um
país, e talvez até mesmo a adoção de políticas ruins, os outros países que
estiverem presos à moeda daquele país irão também vivenciar alguns destes
efeitos.
Aqui
parece que o presidente do Fed está argumentando em favor de um sistema
monetário de câmbio flutuante. Mas
Bernanke ignora o fato de que, em um livre mercado, o dinheiro é uma mercadoria,
de modo que a moeda — seja ela o dólar ou qualquer outra — não é uma entidade
independente.
Antes
de 1933, por exemplo, o nome dólar
era utilizado para se referir a unidade de ouro cujo peso era de 1,505
gramas. Dado que há 31,103 gramas em uma
onça, isto significa que o nome dólar era sinônimo de 0,0483876 onças de
ouro. Isto, por sua vez, significa que
uma onça de ouro equivalia a US$ 20,67.
Observe
que $20,67 não era o preço de uma onça de ouro em termos de dólar, como
Bernanke e outros “especialistas” dizem.
O termo “dólar” era apenas um nome para designar 0,0483876 onças de
ouro, assim como o termo “metro” é um nome para designar 100 cm. É algo imutável.
Como
disse
Rothbard,
Ninguém imprime dólares (ou qualquer outra moeda) em um
mercado puramente livre, pois não há, com efeito, algo manipulável chamado
“dólar”. Há apenas mercadorias, como
carros, trigo e ouro.
Da
mesma forma, os nomes de todas as outras moedas eram simplesmente uma
designação para um determinado peso de ouro.
A libra esterlina, por exemplo, era uma referência a 0,25 (mais
exatamente a 0,2435) onça de ouro. O
atual hábito de se considerar estes nomes como sendo entidades totalmente
separadas do ouro surgiu apenas com a imposição do padrão-papel. Ao longo do tempo, à medida que o dinheiro de
papel adquiriu vida própria, tornou-se aceitável determinar o preço do ouro em
termos de dólares, libras, francos etc., uma total falta de lógica. É como se, repentinamente, um metro passasse
a ter centímetros variáveis — por isso, dizemos que a absurdidade atingiu
novos ápices com a introdução do sistema de câmbio flutuante.
Ao
contrário do que diz Bernanke, em um livre mercado, moedas não flutuam uma em
relação às outras. Elas são cambiáveis
de acordo com uma definição fixa. Se a
libra esterlina se refere a 0,25 onças de ouro e o dólar se refere a 0,05 onças
de ouro, então uma libra esterlina tem de valer 5 dólares. (Esta taxa de câmbio resulta do fato que 0,25
onça é cinco vezes maior que 0,05 onça).
E assim tem de ser imutavelmente.
Um
sistema de moedas flutuantes é tão absurdo quando a ideia de um dólar ter seu preço
flutuante em termos de centavos. Quantos
centavos equivalem a um dólar é algo que não está sujeito a flutuações. É algo que está fixo para sempre.
Uma
vez que se compreende que, em um livre mercado, o dinheiro é uma mercadoria,
torna-se óbvio que, similarmente a outros bens e serviços, seu valor de troca
não pode ser imóvel, mas sim irá variar de acordo com a oferta e a demanda.
Agora,
Bernanke argumenta que a variabilidade na oferta de ouro pode gerar
instabilidades. Mas por que seria
assim? Por acaso uma alteração nas
condições de oferta e demanda de vários bens e serviços produz instabilidade? Tudo o que teremos será uma alteração nos
preços. Obviamente, se a oferta de ouro
aumentasse vigorosamente, isto levaria a um aumento nos preços em termos de
ouro. Este aumento nos preços, no
entanto, nada tem a ver com inflação.
(Inflação, um aumento na quantidade de dinheiro “criado do nada”, leva a
uma troca de nada por alguma coisa — um ato de fraude ou peculato). Se o aumento na oferta de ouro persistisse,
as pessoas provavelmente abandonariam o ouro como meio de troca e adotariam outra
mercadoria como dinheiro.
De
acordo com o presidente do Fed, um outro problema com o padrão-ouro é que ele
pode desencadear ataques especulativos:
Normalmente, um banco central administrando um padrão-ouro
mantém em seus cofres apenas uma fração do ouro necessária para lastrear toda a
oferta monetária…. O Banco Central britânico mantinha somente uma pequena
quantidade de ouro, e para manter o sistema funcionando eles se apoiavam na
credibilidade que tinham junto aos mercados, credibilidade esta que julgavam
ser robusta o bastante para dar a entender que permaneceriam no padrão-ouro sob
todas as circunstâncias — de modo que ninguém jamais os desafiou quanto a
isso. Porém, se, por qualquer razão, os
mercados perderem a confiança em sua disposição e em seu comprometimento a
manter uma relação com o padrão-ouro, você pode se tornar alvo de um ataque
especulativo.
Um
possível ataque especulativo não é resultado de um padrão-ouro, mas sim de um
banco central que desrespeitou os princípios básicos do padrão-ouro e emitiu
dinheiro de papel não lastreado por uma equivalente quantia de ouro. Este aumento da quantidade de dinheiro não
lastreado por ouro fará com que os investidores, temerosos de não conseguirem
no futuro trocar seu dinheiro de papel ouro, corram para fazer esta restituição
imediatamente. Esta corrida ao ouro, na
qual se troca uma quantidade de papel maior do que a quantidade de ouro
existente, pode exaurir completamente as reservas de ouro de um país, dependendo
de quão grande foi a inflação do dinheiro de papel.
Em
suma, o que destrói um padrão-ouro e gera ataques especulativos é exatamente a
intervenção da autoridade monetária, que emite papel-moeda sem que haja uma
equivalente quantia de ouro lastreando estes papeis.
Também
em sua palestra, Bernanke afirma, de forma queixosa, que uma escassez de ouro
— isto é, uma baixa taxa de crescimento na oferta de ouro — pode levar a
redução generalizada nos preços, o que poderia prejudicar seriamente a
economia. Para o presidente do Fed, o
fato de a oferta de dinheiro não crescer a uma taxa que ele julga ser
apropriada é um desastre.
Mas
o que importa não é a quantidade de dinheiro, mas sim seu poder de compra. Logo, havendo expansão na riqueza real,
havendo um aumento na produção e um consequente aumento na oferta de bens e
serviços — algo que depende exclusivamente da divisão do trabalho e da
acumulação de capital, e que nada tem a ver com a quantidade de dinheiro na
economia –, o poder de compra da unidade monetária irá aumentar e todos os indivíduos
terão acesso a mais riqueza. Uma redução
generalizada nos preços, algo que é erroneamente chamado de deflação (“deflação”, por definição, é
uma redução na quantidade de dinheiro na economia), faz com que mais indivíduos
tenham acesso a um crescente conjunto de riqueza.
Resumo e conclusão
Contrariamente
ao que afirma Bernanke, um padrão-ouro cujos princípios básicos não sejam
violados por um banco central não tem como produzir instabilidades. Ao contrário, a estabilidade é contínua.
Ciclos
econômicos e ataques especulativos são resultados de políticas monetárias que,
paradoxalmente, têm o suposto objetivo de estabilizar a economia. A suposta instabilidade das economias durante
o período em que elas adotaram uma forma adulterada de padrão-ouro adveio
justamente do fato de as autoridades monetárias terem emitido papel-moeda não
lastreado por uma equivalente quantidade de ouro, o que fez com que o princípio
básico do padrão-ouro fosse violado e, consequentemente, todo o sistema fosse
solapado.
Leia
também: As crises monetárias
mundiais
Este artigo só confirma o que eu aprendi com o Silvio Santos: Barras de ouro valem mais do que dinheiro.
Saudações, como sói acontecer, mandaram bem, impossível ser mais clara a explicação, aliás, 2(duas) explicações, lastreabilidade e câmbio.
Leandro, você acha verossímil um(a) comentarista econômica, ou até uma âncora,ter certas dúvidas sobre como funciona o mercado econômico, explicando: decorou o economês sem saber ou conhecer os elementos fundantes, ou seja, como acontece a inflação,deflação, etc.?
Parabéns!
por que que “pode haver um aumento de oferta monetária sem gerar inflação”, o que impede que a inflação ocorra quando se imprime dinheiro?
como se daria a questão dos juros sobre um padrão-ouro? Se eu empresto dinheiro lastreado em outro, o que ocorre com os rendimentos dos juros?
Houve uma época em que a economia funcionava sobre um padrao-ouro (estado unidos, se não me engano), o que deu errado? por quê não funcinou?
Abraços!
Leandro,\r
Parabéns por mais um artigo exclarecedor e fácil para qualquer brasileiro ler e entender como funciona o mundo e como poderia funcionar melhor.\r
Gostaria de sanar uma dúvida que não sai de minha cabeça. Como ficariam as Forças Armadas de um País ( Ex.:Brasil ) se adotasse uma economia baseada na EA sem BC e BNDES. De onde viriam os recursos para defendermos nossa soberania, já que a farra de impostos acabariam. Não levar em conta que nossas FAR’s estão sucateadas. GRATO.
Vejam também esse artigo escrito por Ron Paul, esclarecendo os mitos em relação ao padrão ouro, que eu encontrei no Mises Portugal:
mises.org.pt/posts/artigos/cinco-mitos-sobre-o-padrao-ouro-ron-paul-1981/
Leandro, Em uma economia com padrão-ouro onde a população prefere guardar o seu dinheiro em casa ao invés de depositar no banco, como ficaria o crescimento do investimento na produção já que a poupança não estaria disponível para empréstimo?
Gosto de pensar na estabilidade que o padrão ouro gera, mas o meu raciocínio acerca dessa questão não fecha apenas por um detalhe. Talvez por limitação técnica.
Vamos supor uma economia com apenas dois agentes (A e B), oferta monetária constante e 100% lastreada em ouro.
O Agente A é detendor integral dos recursos e o agente B decide tomar estes mesmos recursos para empreender um novo projeto. Obviamente o agente A irá cobrar juros para emprestar estes recursos, caso contrário não haveria estímulo para emprestar.
De que maneira o agente B poderá honrar sua dívida no futuro (t+1)?
Talvez o exemplo seja demasiadamente simples. Numa economia com inúmeros agentes e oferta monetária não concentrada, aqueles que tomarem recursos e obtiverem sucesso em seus empreendimentos consiguirão reunir recursos para honrar a dívida e obter lucro, ao passo em que os mal sucedidos serão liquidados e liberarão os recursos mal utilizados. Mas enfim…se alguem puder clarificar minhas idéias, desde já agradeço.
Ao fim, acredito que a instuição do juros (que é uma prática plausível, não discordo de sua aplicação), em uma oferta monetária constante, implicará sempre em um perdedor que será a instituição que emprestou mal seus recursos (hoje em dia, com a impressão de dinheiro o resgate vem em forma de monetização).
Leandro,
o IMB possui algum tipo de curso sobre investimentos baseado nos pensamentos da escola austríaca?
Algo para quem opera no mercado de ações e para quem gostaria de aprender os momentos certos para comprar e vender ouro por exemplo.
Existe tal curso?
Gostaria muito de saber como os austríacos operam na bolsa.
Grato.
Leandro
O padrão ouro só é benéfico se os países com maior relevância econômica adotarem?
Caso o Brasil adotasse o padrão ouro,como se protegeria da expansão monetária mundial?
Parabéns pelos artigos.
Obrigado Leandro, fico no aguardo dessa turma!
Acredito que deva haver value investors(meu caso) e especuladores que utilizam-se da EA para operar na bolsa.
Grande abraço.
Leandro,
Parabéns pelos seus artigos. Junta forma e conteúdo duma forma admirável.
Escrevo para chamar a atenção (não a sua, mas a de alguns leitores) para os dois sentidos da palavra inflação:
– inflação como aumento da quantidade de dinheiro (que é, tanto quanto sei, a definição da Escola Austríaca e o sentido original);
– inflação como aumento de preços (que é a definição popular).
Normalmente, a 1ª acaba sempre por provocar a 2ª, mas pode haver um desfasamento temporal. Penso que é este desfasamento que os governos usam para lucrar com a criação de dinheiro, fugindo às consequências políticas e económicas: eles tentam sempre imprimir mais dinheiro sem que isso provoque aumento de preços. Como isso a longo prazo nunca pode resultar, surgem depois os controles de preços, de capitais, etc.
Concluindo, entendêmo-nos melhor se diferenciarmos “inflação monetária” e “inflação de preços”.
Bem hajam!
O problema sistêmico que Capitalismo tem enfrentado não vem exatamente do uso ou não do padrão-ouro e sim do excesso especulativo, feito por sistemas bancários desregulados e obscuros; e da cobrança de juros. Uma solução baseada no padrão-ouro seria impraticável nos dias de hoje pelo tamanho das economias mundiais em relação as reservas de ouro.
“Em uma palestra proferida na Universidade George Washington no dia 20 de março, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse que, sob um padrão-ouro, a capacidade das autoridades monetárias de abordar e resolver efetivamente quaisquer condições econômicas se torna significativamente restringida. O presidente do Fed afirma que o padrão-ouro impede um banco central de incorrer em políticas voltadas para a estabilização da economia após choques inesperados e repentinos. Isto, por conseguinte — sustenta Bernanke —, pode levar a severas turbulências econômicas.”
– Claro um padrão-ouro não permitiria fazer o Fed fez, inundar o sistema americano e mundial de dólar impresso dia e noite. Papeis pintados de verde que não valem quase nada. Só se sustentam baseados na tradição do Governo Americano honrar seus pagamentos…até quando o mundo vai acreditar nessa lorota, eu não sei. Mas assim que acordarem, e vai ser da noite pro dia; o mundo vai mudar. Ou melhor, já está mudando, pois mesmo com seu maior poder militar os EUA já estão perdendo o respeito dos países do mundo. Devido a sua enorme dívida e buraco sem fundo econômico.
" Países não tem amigos, tem interesses"
Tenho uma má vontade enorme em relação e esse senhor Ben Bernanke pois ele não passa de um pau mandado do UNICO BANDO CENTRAL PRIVADO DO MUNDO, – o FED ( Federal Reserve) que imprime o dólar e revende ao Governo Americano ganhando um lucro em cima. Essa anomalia econômica vem de uma jogada; um golpe dado no congresso dos EUA em uma votação a meia noite, na véspera do Natal..heheh. :pirata: No ano de 1913. Nesse dia o povo americano perdeu o controle de sua moeda e impressão do Dólar.
outroladodanoticia.wordpress.com/2009/01/17/os-bastidores-da-criacao-do-fed-o-banco-central-dos-eua/
dissidentex.wordpress.com/2008/12/30/crise-financeira-americana-a-impressao-de-moeda/
Apesar de ser um segredo relativamente bem guardado é comum afirmar-se sem grande margem de erro, que pelo menos estes 10 abaixo designados são acionistas (donos) do FED:
1. Rothschild Bank of London
2. Warburg Bank of Hamburg
3. Rothschild Bank of Berlin
4. Lehman Brothers of New York
5. Lazard Brothers of Paris
6. Kuhn Loeb Bank of New York
7. Israel Moses Seif Banks of Italy
8. Goldman, Sachs of New York
9. Warburg Bank of Amsterdam
10. Chase Manhattan Bank of New York.
( Esses são a espinha dorsal da NOM :rocket: )
Diante disso afirmo: Esperem e assistam a queda dos EUA, não tem mais salvação. A dívida é impagável sem calote!!!!
Em uns 20 ou 30 anos serão apenas um país rico e com armas nucleares, nada mais( como Inglaterra ou França). Isso se caso não se separem em várias repúblicas independentes devido a sua Confederação, queda do padrão de vida e da dívida enorme. Os Estados seguirão seus próprios caminhos, de forma independente mantendo a língua e a cultura.
“Contrariamente ao que afirma Bernanke, um padrão-ouro cujos princípios básicos não sejam violados por um banco central não tem como produzir instabilidades. Ao contrário, a estabilidade é contínua.”
– O problema é justamente esse. Mesmo que arrumássemos ouro suficiente no mundo para isso, quem garante que esses princípios não serão violados??? Quem vai fiscalizar nações soberanas??
Levando em consideração os pontos positivo de se ter as reservas de dinheiro limitada sendo atrelada ao ouro, estancaria a volatilidade, limitando o endividamento público evitando variações bruscas em seu valor, mas o perigo de se ter a moeda atrelado ao ouro onde sua demanda fez os preços se valorizar em 114,2% de Abril 2009 a 11 set de 2011 , sem falar no poder de ESPECULAÇÃO que o ouro pode apresentar em relação a Prata e ou outros metais mais abundantes, evitando o poder de especulação dos preços, não sei quais os efeitos que poderiam causar com essa valorização na moeda ao amplo mercado nos tempos atuais, porem o poder de concentração e manipulação do ouro eu ficaria com a Prata como referencia.
Já tivemos disputas da classe dominante financeira em querer implantar o ouro em vez da Prata, pois na época o ouro era mais fácil de concentrar por consequência manipular seu preço, devido a sua escassez, porém os tempos mudaram e uma comandite surgiu que pode ser usado, relacionar à produção e os serviços à moeda com a arrecadação governamental dando o tom da valorização e sua emissão. O problema da emissão de dinheiro em reserva fracionada é sua regulação que difere geralmente com as configurações de mercado imposta, ou seja, a falta de fiscalização da relação em demanda de dinheiro seguro para o mercado.
Limitar um potencial desenvolvimento de uma economia, é um erro, ao se atrelar a Moeda ao ouro ou Prata, porém utilizar uma reserva fracionada e atrela a demanda de produção e serviço como um meio paliativo, misto, com outro regime monetário que não impeça o crescimento sustentável será a grande questão, por um lado, a supervalorização da moeda por está atrelada a uma comodities manipulada por sua demanda, por outro, uma moeda atrelada a produção e serviços onde sua demanda é regulada pelo aumento ou potencial aumento de sua demanda a media que a economia vem se desenvolvendo.
Leandro perdoe-me o lapso temporal de ignorância mas como assim, com uma moeda forte nossas exportações aumentariam,pois até onde sei nossa industria está sendo esmagada com o câmbio flutuante(declinante) e nossos industriais tem clamado por protecionismo haja vista serem ineficientes e peço-te que mim esclareça esse ponto,por favor e continue assim combativo e esclarecedor como sempre,não deixando de responder ninguém e tapando a boca desses críticos raivosos e sem argumentos plausíveis,afinal a liberdade é fundamental,um abraço, aguardo ansioso e humildemente a resposta visando esclarecer a mim e todos os leitores internautas incluindo os críticos de plantão.
Prezado Leandro entendi a sua resposta ou seja enquanto nossa industria fica chorando pedindo proteção, a industria alemã inova e ganha mercados externos mostrando com isso que moeda forte em si não é o problema nem a solução, mas ao contrário os empreendedores de lá é que são ágeis e audaciosos e as medidas econômicas não são problema ou empecilho,muito pelo contrário são oportunidades para vencer e lucrar com elas.Nossa cultura é que precisa mudar,precisamos de empreendedores inovadores e não por necessidades(desempregados,vaidosos,lavadores de dinheiro e etc…)ai sim teremos exportadores dignos do nome e não esses chorões atuais e de sempre(Fiesp,Fiemg e outros)que mais atrapalham do que ajuda este país de bananas manipuladas por este politiqueiros asquerosos.
Gostaria de saber tb como investir baseado nas EA. Alguem poderia dar um curso? Lucio se souber poste ai. Abraços
Glaucio, desconheço a existência de tal curso.\r
Também estou interessado!
Só tem uma dúvida, citaram a Suíça. O Franco suíço foi a última moeda a abandonar o padrão-ouro em 1988, antes disso eles mantinham 40% do valor da moeda em ouro nos cofres da Confederação. Por que a Suíça abandonou esse seguro padrão de cotação de sua moeda? Porque seus produtos pararam de ficar competitivos, visto que seu dinheiro era mais caro que o "dinheiro de papel" dos outros países. Acho q o caso suíço é um claro exemplo de q o padrão ouro é impraticável nos dias de hj.
Tenho algumas dúvidas.
No padrão ouro, um país rico em jazidas, se tornaria instantaneamente rico? E um pais sem qualquer jazida, como ele faria para expandir sua oferta monetaria, mesmo que só um pouco? Por exportação, mas e se no fim das contas a balança comercial dele fosse negativa?
E sobre a vantagem de se exportar tendo uma moeda forte, eu não entendi bem. Comparando 2 países exportadores, digamos Alemanha e China que estão vendendo produtos para o Brasil.
Considerando as aproximações 1 euro = 2 reais e 1 yuen = 0.5 reais.
Os custos de produção da alemanha com mão de obra seriam 1 euro, aproximando, 2 reais, já o custo chines, seria 1 yuan que daria aproximadamente 0.5 reais, quando o produto chegasse no Brasil, o chines teria 1,5 reais a menos de custo, podendo cobrar este valor mais barato do que o alemão. Porque então um país de moeda forte teria vantagem na exportação?
Alguem precisa escrever um artigo “Explicando o basico de acao humana para Jeffrey Sachs”.\r
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Vejam algumas perolas da entrevista dele ao O Globo:\r
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“Todo mundo vê sua situação econômica, olha para o grupo que está logo acima e pensa: por que não posso ser assim? Isso leva a uma cadeia de desejo e pressão global, e é o impulso mais profundo à política em todos os lugares, que é aumentar as condições materiais. E, incrivelmente, até as pessoas mais ricas estão desesperadas para ficarem mais ricas.”\r
\r
“Estou tentando começar com o topo da cadeia, os mais ricos. Porque se você começa pelos pobres, dizendo "ah, não queira tanto", é injusto e indesculpável. Mas se milionários e bilionários agem de forma usurpadora (de recursos), não há desculpa. Estudos mostram que diretores-executivos de grandes companhias costumam não ter os valores sociais que se esperaria deles, como responsabilidade e honestidade. Há muito narcisismo e ganância, e isso polui os valores da sociedade como um todo.”\r
\r
“A legislação internacional é um instrumento muito fraco, mas é o único que temos. Não temos um regime de sanções. Tratados são obrigações que os Estados Unidos, por exemplo, simplesmente ignoram quase completamente. Desde a Rio 92, que aconteceu há duas décadas, (os tratados) estiveram nas mãos de advogados, que argumentam sobre o significado de cada palavra. Não estiveram nas mãos de engenheiros, que realmente fazem algo sobre essas questões.”\r
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MINHA TRADUCAO PARA ISSO TUDO: “Os pobres olham para os ricos e gostariam de viver como os ricos. Isso eh ruim para o meio ambiente. Minha luta eh para acabar com os ricos, nao para melhorar a vida dos pobres.”
Um cara tentando usar ouro como dinheiro em nova iorque
exame.abril.com.br/mercados/noticias/ouro-continua-a-subir-mas-e-possivel-comprar-uma-cerveja-com-ele
O último artigo de Paul Krugman no estadão, “Instabilidade de ouro”, demonstra o quão louca é esta pessoa, que me causou uma enorme indignação.
Como a escola austriaca explica essas altas variações na inflação dos Estados Unidos no padrão ouro?
http://www.multpl.com/inflation/
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