Nada demonstra tão claramente o caráter de uma sociedade e de uma civilização quanto a política fiscal que o seu setor público adota.
Joseph Schumpeter, History of Economic Analysis (1954)
Que o estado seja uma gangue de ladrões em larga escala, uma entidade que sobrevive exclusivamente do roubo da propriedade alheia, e a qual adquire apoio ideológico para tais feitos por meio da redistribuição de uma fatia desta propriedade espoliada, é algo por demais óbvio para qualquer observador atento e minimamente informado.
Vagabundos que não trabalham e nada produzem recorrem ao furto ou aos assaltos para sobreviver. Na maioria dos casos, o assalto é praticado de forma violenta e explícita, abordando-se a pessoa na rua e ameaçando-a com um revólver, uma faca ou qualquer outro objeto cortante.
Há, porém, uma forma mais sofisticada e eficiente de assalto, na qual os vagabundos se agrupam e criam uma quadrilha cuja fachada é tida como respeitável (para os mais ignaros, obviamente). Os vagabundos trajam terno e gravata, têm aparência normal (embora sejam mentalmente perturbados) e utilizam a tecnologia como arma.
Essa modalidade de assalto é duplamente mais vantajosa que a primeira: a receita auferida é muito maior e a prática é 100% segura, pois é tida como legítima pela maioria das vítimas — resultado de um longo processo de doutrinação realizado pelo braço intelectual dessa quadrilha, o qual é sustentado pela redistribuição de uma fatia da propriedade espoliada.
A quadrilha acostumada a praticar tal modalidade de assalto é sofisticada e goza de plenos e irrestritos poderes de atuação. E, principalmente, é salvaguardada pela lei — que foi criada por ela própria.
Esta quadrilha sofisticada, muito bem armada e plenamente poderosa, sempre teve como aliados os empresários e industriais mais poderosos do país, cujos interesses convergem: os empresários, por serem os financiadores majoritários da quadrilha, pedem em troca proteção para seus produtos no mercado. A quadrilha, por ser fartamente financiada por estes poderosos, aquiesce prontamente à demanda. E a conta, obviamente, vem para nós, o rebanho.
Foi um cavalheiro chamado Benito Mussolini quem apresentou a elegante definição abaixo para este arranjo de conluio entre estado e grandes empresas:
O fascismo deveria ser mais apropriadamente chamado de corporativismo, pois trata-se de uma fusão entre o poder do estado e o poder das grandes empresas
Com sede de dinheiro e com o aparato judiciário ao lado da quadrilha, você cidadão comum não pode fazer absolutamente nada a não ser acatar as ordens do assalto, obedecer bovinamente e entregar sua propriedade. Com um meliante de rua você ainda pode negociar. Caso consiga escapar dele, estará livre. Já com essa quadrilha, não só você não pode negociar, como também, se tentar escapar, irá em cana — repetindo, o sistema judiciário está do lado dela.
No Brasil atual, os principais financiadores da quadrilha estão passando por dificuldades empreendedoriais (que ganhou o pomposo jargão técnico de “desindustrialização”), pois aparentemente o rebanho vem se recusando a adquirir os produtos por eles fabricados, preferindo adquirir produtos lá fora, mais baratos e, muitas vezes, de melhor qualidade. Tamanha liberdade é intolerável e os financiadores pediram providências.
As providências inicialmente vieram na forma de aumentos nas tarifas de importação, com o intuito exclusivo de encarecer os produtos estrangeiros. Como o efeito surtido ainda não havia sido o esperado, a quadrilha adotou revisões de acordo de importação e determinou a utilização de farto conteúdo nacional em bens produzidos aqui no país. Como isso ainda não satisfizesse os financiadores, a quadrilha partiu para o “modo desespero”: confiscar direta e explicitamente todas as compras feitas pelo rebanho no exterior, enviando assim um claro sinal para aqueles futuros infratores que ousarem adquirir produtos fora do cartel.
Veja a notícia abaixo:
Receita faz a maior apreensão de bagagens da história do aeroporto de Viracopos
Uma operação da Receita Federal no último sábado (24) resultou na maior apreensão de bagagens da história do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Foram retidas 39 malas de um voo proveniente de Lisboa (Portugal), que pesavam 1,1 tonelada no total. O órgão estima que o valor total das mercadorias apreendidas ultrapasse US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,8 milhão).
Entre os itens confiscados estão jóias de prata, produtos médicos, peças de computadores, telefones celulares, aparelhos eletrônicos, suplementos alimentares e anabolizantes. Segundo a alfândega local, somente dois passageiros que viajavam juntos traziam 13 malas com mais de 400 quilos de jóias italianas de prata. As demais mercadorias retidas estavam com outros oito passageiros.
A apreensão faz parte da Operação Maré Vermelha, deflagrada há uma semana pela Receita Federal e que visa a combater fraudes no comércio exterior. No caso de Viracopos, investigações levantaram a suspeita de que alguns desses passageiros atuam em quadrilha.
Cada passageiro que teve os bens confiscados receberá auto de infração e poderá perder definitivamente os produtos. Os fatos serão formalmente comunicados ao Ministério Público Federal e os passageiros que transportavam as mercadorias poderão ser processado pelo crime de descaminho (entrada ou saída do país de produtos legais sem o devido pagamento de impostos), cuja pena chega a quatro anos de prisão.
Em um único assalto, R$ 1,8 milhão. De matar de inveja assaltantes de banco.
Mas o problema do método acima é que, embora seja violento e intimidante, ele ainda deixa aberta várias brechas, as quais podem ser utilizadas pelos infratores mais espertos. Portanto, para garantir efetivamente o domínio de mercado para seus financiadores, de modo a dificultar ao máximo qualquer sucesso da parte dos infratores, a quadrilha adotou uma solução genial: a adoção do Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas, o qual já está em vigência.
Com isso, aqueles infratores que tiverem o atrevimento de comprar produtos eletrônicos no exterior terão gastos extras apenas para poder utilizar seus produtos em solo pátrio.
Como disse o presidente do IMB, Helio Beltrão:
A tomada universal que nós usávamos será extinta no Brasil, país da piada pronta. Ficamos com a tomada jabuticaba agora. Viva o lobby que financia as campanhas políticas…
E quem são estes lobistas? Muito certamente, os fabricantes nacionais de eletrodomésticos, que querem inibir importados, que vêm com outro plugue. Veja o absurdo em uma foto:
Segundo relatos de um pequeno empreendedor:
Ano passado compramos todo o estoque local de tomadas padrão antigo! E já acabou! Estou sofrendo com isso este ano! Acabo de sair de uma reunião sobre isso. Os eletrodomésticos que usamos aqui no meu trabalho são todos importados dos EUA! Imagina o tanto de aparelhos elétricos para as 400 residências oficiais que temos no Brasil! Só aqui em Brasília são 120! (Todas com geladeira, freezer, fogão, máquina de lavar, máquina de secar, lava-louça, bebedouro, e por aí vai!) E aí? Ah, é só trocar o plug, né? E a garantia? Dança!
Você por algum momento acreditou no conto do Inmetro, que diz estar adotando esta tomada única para “dificultar o contato do dedo com a corrente elétrica e impedir que seja inserido somente um pino do plugue, evitando o contato acidental do usuário”?
Se há algum consolo em todo este truculento estado policial sob o qual vivemos é que os próprios burocratas da Receita Federal admitem abertamente que nada mais são do que ladrões. Duvida? Pois veja o que diz este estudo tributário que está na página da própria Receita, e que foi redigido pela então Coordenadora Geral de Política Tributária da Receita Federal, Andréa Lemgruber:
[…] A condição necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária privada seria comparável a usurpação ou roubo. É justamente por referir-se à construção do bem-comum que se dá à tributação o poder de restringir a capacidade econômica individual para criar capacidade econômica social.
Ou seja, não apenas os adoráveis assumem que o que fazem “seria comparável a usurpação ou roubo” caso feito por entidades privadas, como ainda admitem que o fazem com o intuito de “restringir a capacidade econômica individual para criar capacidade econômica social”. Ou seja, se arvoram o papel de engenheiros sociais.
Se uma burocrata do alto escalão da Receita Federal, que entende perfeitamente como as coisas funcionam por lá, confessa que a entidade age como se fosse um assaltante com o intuito de fazer uma reengenharia social, quem sou para discordar?
Você não acha que a Receita Federal seria leviana ao ponto de colocar tais palavras em seu site e pensar outra coisa completamente diferente, acha?
Pelo menos agora, quando aquele estatista vier falar sobre as maravilhas da tributação e sobre como ela realmente nada tem a ver com roubo ou espoliação, diga-lhe apenas que nem a (ex-)Coordenadora Geral de Política Tributária da Receita Federal acredita nesta abobrinha. Segundo a própria, tributação é roubo.
Era realmente necessário que um burocrata admitisse esta obviedade para ela ser aceita por fanáticos governistas?

Finalmente um link da receita que vale (muito!) a pena ser difundido! No mais, ótimo texto como de praxe, Lenadro. Ironia cortante!
Menção “honrosa” ao setor vinícola, que também quer fechar os portos para que bebamos apenas seus vinagres.
Mas pelo menos nesta área está havendo reação dos consumidores.
www1.folha.uol.com.br/comida/1067940-boicote-tenta-impedir-o-aumento-do-imposto-de-importacao-sobre-vinhos-e-criacao-de-cotas.shtml
Lamentavelmente para os outros casos o rebanho segue passivo.
Muito bom, Leandro. Parabéns!\r
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Os brasileiros têm que recorrer a cada vez mais artifícios para sobreviver a isso tudo. Bem, no caso das tomadas, ainda dá para comprar/fazer adpatadores ou trocar os plugues.\r
Não que eu esteja recomendando, mas aqui vai uma técnica à la MacGyver para dar um chapeu nos burocratas:
http://www.youtube.com/watch?v=tGtJ5U_eeIU
Sobre as tomadas:\r
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Elas seguem uma norma internacional de padronização ([link=pt.wikipedia.org/wiki/IEC_60906-1]IEC_60906-1[/url]), cuja verdadeira intenção é criar um padrão universal de tomadas, facilitando o livre-comércio pela compatibilidade universal, mas que até o mommento só foi efetivado pelo Brasil e pela África do Sul. \r
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O erro do INMETRO foi proibir a produção, importação e venda de tomadas do padrão antigo, pois isto restringe fortemente a compra de mercadorias estrangeiras e afeta a liberdade de comércio enquanto o novo padrão não sofre adesão.\r
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Inclusive, o verdadeiro protecionismo é o das indústrias dos países que ainda não aderiram ao padrão, preferindo utillizar padrões vetustos e incompatíveis (é só olhar a maioria dos padrões europeus, que demandam um adaptador universal para qualquer um que deseje fazer um tour pelo velho continente).\r
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Quanto ao resto, concordo com o absurdo da tributação protecionista que bloqueia as importações de produtos melhores e mais baratos.
Inclusive, o verdadeiro protecionismo é o das indústrias dos países que ainda não aderiram ao padrão, preferindo utillizar padrões vetustos e incompatíveis (é só olhar a maioria dos padrões europeus, que demandam um adaptador universal para qualquer um que deseje fazer um tour pelo velho continente).
Se os países não proíbem a venda de produtos com o pluge no padrão IEC 60906, então não há protecionismo algum: as pessoas simplesmente não veem vantagem nisso. Afinal, um padrão universal que ninguém mais usa não é um padrão.
Leandro, seus textos estão cada vez melhores.
noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/transporte-clandestino-domina-centro-de-sp-20120327.html
Leandro,
Nesse último fim de semana me mudei para um imóvel usado que já deve ter pelo menos uns 10 anos. Empolgado com a casa nova, resolvi comprar eletrodomésticos novos.
Qual não foi a minha frustração ao chegar em casa e não poder ligar um p*%* eletrodoméstico pois a porcaria dos três pinos do plugue novo não entram nas tomadas antigas. Ingenuamente, fui ao supermercado mais próximo para comprar um adaptador. Não encontrei. Fui ao shopping mais próximo. Nada. Até que um vendedor me disse que era proibida a venda desses adaptadores (não sei se procede, mas faz todo o sentido).
Felizmente, no mercado negro, que deveria se chamar mercado livre e não negro, consegui um adaptador "home made" numa ferragem perto de casa.
Passei o fim de semana salivando de raiva. Inclusive procurei textos no IMB sobre essa inutilidade chamada INMETRO.
Esse breve depoimento é para lhe agradecer esse excelente blog post. A leitura do seu texto me serviu como um desabafo pessoal.
É curioso que, após entendermos de economia (não preciso dizer austríaca, pois é redundância. O que as outras escolas ensinam é qualquer coisa menos economia) e liberalismo, passamos a enxergar as coisas da vida de uma forma diametralmente diferente. Quem antes víamos como cidadãos cumpridores de seu dever, agora vemos como espoliadores. Àqueles que antes nos pareciam nocivos ao bem-comum e à ordem social, agora são heróis.
Aqui no RS, havia uma campanha pública há alguns anos para melhorar a arrecadação do governo que estimulava os cidadãos a exigir nota fiscal. O slogan era "Paguei, quero Nota!". Confesso que desde que comecei a ler Mises e Cia, meu lema é "paguei, não quero nota, e com certeza não quero informar meu CPF!"
Um abraço à todos do IMB que prestam um verdadeiro serviço ao bem-comum: um oásis de razão e lucidez nesse deserto de ignorância.
Leandro, excelente texto!
Sem entrar na discussão do tamanho do estado e sua exagerada intervenção na economia, qual outra forma do estado se manter sem os tributos?
Abraços
Inmetro é ridículo. Brasil, país de tolos, um verdadeiro rebanho. Somos escravos e não sabemos. Ancap imediatamente!!
Ainda bem que existem Advogados e Contadores que tem expertise suficiente para driblar esses assaltantes institucionalizados..
Ao invés de reclamarmos da quantidade absurda de tributos que os consumidores arcam, por que não nos preocupamos com o destino destes recursos? A Constituição Federal alberga para si uma enorme quantidade de responsabilidades sociais. Para cumprir o objetivo de construir uma sociedade justa e igualitária são necessários investimentos volumosos em várias partes. Não me importo em dar muito dinheiro ao fisco, porém perco o sono com a forma que este dinheiro é empregado. Acredito num país melhor e mais desenvolvido tecnicamente.
A nossa democracia está caminhando para um futuro mais iluminado, apesar de ainda existir oásis de práticas paternalistas, que desde o primeiro mandato de Getúlio Vargas o Poder Executivo tenta expulsar da administração pública.
O curral continua sendo fechado e o rebanho continua apascentado (leia apenas se tiver estômago forte)
Receita amplia controle sobre importados
Mais da metade das importações de produtos de setores atingidos por concorrência desleal está sendo vistoriada, segundo a Receita
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,receita-amplia-controle-sobre-importados-,854900,0.htm
Como parte do esforço do governo de defesa da indústria, mais da metade das importações de produtos de setores atingidos pela concorrência internacional desleal está passando pela vistoria dos fiscais da Receita Federal nos portos, aeroportos e outras instalações aduaneiras do País. A operação irá durar enquanto houver a percepção dos empresários de que há fraudes e outras irregularidades nas importações. A orientação do governo é de guerra contra os importados irregulares que afetam a indústria nacional.
[…]
A orientação do ministro Mantega é barrar a concorrência predatória de produtos vindos de fora que têm prejudicado a indústria manufatureira do País.
O foco principal da fiscalização neste momento são os produtos de bens de consumo, como vestuário, eletroeletrônicos, calçados, brinquedos, artigos de plásticos, ótico e pneus. Outros setores poderão ser incluídos de acordo com uma avaliação conjunta com os empresários. “Havia uma percepção de setores da economia que legitimamente estavam reclamando de serem afetados por importações irregulares. A máquina da fiscalização não estava respondendo adequadamente a isso”, disse Checcucci.
O aperto na fiscalização faz parte da operação Maré Vermelha, a maior já lançada pela Receita. Em menos de 20 dias de vigência, a operação já reduziu o volume de importações e elevou o preço declarado das mercadorias. Levantamento obtido pelo Estado mostra que já foram retidas 5.960 declarações nas 10 maiores alfândegas do País.
Checcucci informou que, nesta segunda semana da operação, houve um aumento de 108% das declarações de importação selecionadas para a conferência dos fiscais. “A gente espera que a Maré Vermelha dure pelo menos o ano todo. Não demos data de finalização”, disse.
Ele informou que 1.200 servidores foram escalados para participar da fiscalização nas aduanas.
Aumentaram também os controles de passageiros nos aeroportos para evitar que os importadores busquem outras formas de trazer os produtos estrangeiros para o Brasil. Esta semana, dez passageiros vindos da Europa tiveram as malas apreendidas no aeroporto de Viracopos, em Campinas. Juntos carregavam 39 malas, com produtos avaliados em US$ 1 milhão, como joias de prata, produtos médicos, componentes de computadores, celulares, eletrônicos, suplementos alimentares e anabolizantes.
Outra porta de entrada que está tendo o controle reforçado são as compras feitas pela Internet que entram no Brasil por meio de remessas expressas ou pelos Correios.
No texto citado hospedado no site da receita é usado o termo “súditos” (aquele que está sob a vontade de outro) e não “cidadão” (indivíduo que tem plenos direitos e deveres num estado). Nunca imaginei a máscara caindo de maneira tão clara.
Oi Leandro, ótimo texto.
A “citação” de Mussolini define muito bem o q é fascismo, e uma frase que ele poderia ter dito, mas até onde sei ninguém conseguiu achar a fonte dela. Se vocês tiverem a origem, poderiam me passar ?
A citação da Receita é a propria confissão de culpa ! ! !
Caro Leandro,\r
eu havia comentado essa mesma notícia no blog do Líber (www.pliber.org.br/Blog/Details/391), mas você o fez com muito mais precisão e erudição.\r
O absurdo texto da burocrata da Receita é realmente um achado.\r
Excelente texto!\r
Abraço.
Brasil. País mais rídiculo que existe. Fala-se tanto de outros países em desenvolvimento, que como diz o nome, estão querendo se desenvolver, tanto economicamente como socialmente. E então eis que surge o Brasil,RJ,Amazônia,samba,carnaval e futebol, essa a imagem que o Brasil dá aos estrangeiros antes deles conhecerem o Brasil. Claro, com tantos recursos consegue ser o unico país que em vez de progredir esta em movimento retrográdo.
Dando uma de advogado do diabo….\r
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Uma associação não poderia reinvidicar isso sob a alegação de direito de propriedade? O aeroporto é dessa associação e, para usá-lo, você pagará X% sobre as mercadorias que trouxer do exterior. \r
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Vejo alguns pontos para esse argumento:\r
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– Direito de propriedade do Estado\r
Propriedades estatais são mantidas com recursos expoliados e isso justificaria o questionamento. Mas esse mesmo princípio pode ser alegado sobre várias outras propriedades (quase tudo no Brasil tem algum dedo do Estado). O MST não poderia alegar a mesma coisa para suas ações?\r
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– Limites ao direito de propriedade?\r
Partindo do princípio que o Estado exerge a posse sobre coisas fundamentais para a nossa vida, ele não pode impor suas condições? Tipo: para usar as ruas, você tem de pagar impostos. Isso entraria como um contrato que a gente não tem como negar. Novamente, a legitimidade do direito de propriedade poderia ser questionada, mas, voltando ao item anterior, isso poderia ser utilizado por qualquer um que questiona propriedade privada por natureza.\r
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Alguém pode comprar a área ao redor de sua casa e exigir o que quiser para vc poder sair de casa? Alguém pode se tornar monopolista em relação a algum recurso e, com isso, impor condições absurdas (tais quais nossos impostos)?\r
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Assim, tomando como aboluto o direito à propriedade, o Estado, como associação, legitimaria seu “contrato social” como sendo o contrato de utilização de suas estruturas. O questionamento desse direito do Estado também permitiria o questionamento do direito de propriedade de praticamente tudo no país, já que muita coisa foi no mínimo facilidade pela ação do Estado.\r
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Abraços,\r
Juliano
Pra mim a melhor é essa né: ‘Para cumprir o objetivo de construir uma sociedade justa e igualitária’.
Ora, se somos de fato indivíduos diferentes e a sociedade for igualitária então não será justa! E se for justa não pode ser igualitária! Impressionante como os ideais comunistas seguem vivos apesar de todos os fatos.
Não queria alongar no texto mas não posso evitar, dias atrás acho que tive uma epifania. Por minha vida toda sempre me senti um pária, diferente dos demais bovinos e nunca consegui dar voz ao que sentia desde criança: é o fato de perceber desde sempre que somos escravos! Escravos modernos, mas escravos. Escravos, escravos, escravos! Não somos vítima de roubo, somos é pura e simplesmente escravizados ao nascer. A pior parte sendo o fato de que a maioria nem percebe e outros tem esperança de que isso que observam não ser a verdade.
Concordo com praticamente todo o texto, mas o exemplo das tomadas não é bom porque a fonte – o quadro com fotos de tomadas – tem simplificações grotescas. Já morei na Europa e constatei que não há such thing as um “modelo europeu”. Para começar, em vários dos países por onde passei, notei que coexistem dois padrões: um para aparelhos “menores”, digamos, de 10 amperes. Este modelo – hexagonal, dois pinos – é idêntico ao brasileiro (isso na Espanha, por exemplo. Na Itália é diferente. O que comprova que a questão é bem mais complexa do que esse quadro – da Veja, se lembro bem – dá a entender). O plugue maior, que nesse quadro aparece como “modelo europeu”, é na verdade o modelo “Schuko”, 20 amperes, usado para os aparelhos de maior potência. Não é possível ligar um secador de cabelo ou uma cafeteira elétrica, por exemplo, na tomada 10A.
O Brasil tem outro problema, que é o fato de possuir redes com 110V e 220V, dependendo do estado. Acontece que o plugue do padrão americano (pinos chatos) não é adequado para redes de 220V.
Ou seja, esse assunto está longe de ser tão simples a ponto de caber numa foto. E o Brasil está longe de ser o único lugar onde essa questão é problemática.
Jesus! Grande achado esse texto da receita. A quantidade de imoralidades ditas ali é de cair o queixo.
Adoro seus textos Leandro. Muito esclarecedora essa exposição sobre as novas tomadas.
Aqui na minha cidade sábado (30/03/12),será feito leilão de produtos apreendidos pela receita federal, confiscado de cidadãos trabalhadores e que não conseguem empregos e ou melhorar a sua renda na formalidade. Isto é resultado da altíssima carga tributária. De onde veio estes produtos, o preço chega a ser de até 50% menor do vendido no Brasil. O interessante à observar nesta história, é que os produtos foram doados à uma instituição beneficiente,(APAE) para dar a impressão na população de que se está fazendo algo de bom para ela, quando na realidade, “é aquilo que se vê, porém aquilo que não se vê”, conforme dizia Bastiat, é o benefício para os espoliadores; governos e empresários umbilicalmente estorquindo. Para completar há rumores de que os melhores produtos já foram previamente selecionados para destino incerto.
O mais interessante é que de TODAS as formas que eu poderia encontrar para evitar choques caso fosse esse o meu interesse a que o estado me obriga é claramente a MAIS INEFICIENTE.
Eu poderia simplesmente usar um alicate isolado (como uso quando tenho que mexer com parte elétrica) para encaixar a entrada na tomada. Mas não, o governo me obriga a mudar TODAS as tomadas e por consequência TODOS os eletrodomésticos.
Isso é pra ter uma noção do quanto de riqueza eu to desperdiçando pra ter um ganho MINIMO de segurança. E é minimo mesmo por que se as pessoas se preocupassem o mercado já teria suprido isso a muito tempo.
[…] A condição necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que ele emane do Estado, pois qualquer imposição tributária privada seria comparável a usurpação ou roubo. É justamente por referir-se à construção do bem-comum que se dá à tributação o poder de restringir a capacidade econômica individual para criar capacidade econômica social.
Assustadoramente utópico. Assustadoramente real.
Só para esclarecer. Tudo indica que os adaptadores para essas tomadas de 3 pinos NÃO FORAM PROIBIDOS, apesar de eu ter lido em uma postagem que tinham dito que eles eram proibidos.
O mesmo pode ser econtrado na Kalunga:
http://www.kalunga.com.br/prod/adaptador-p-tomada-2pt-pd-novo-p-ant-branco-23024-3-multi/144105
Ou em outras lojas.
No meu caso em particular, comprei vários desses adaptadores na Leroy Merlin. Se não me engano paguei menos de 5 reais por cada um.
È claro que é mais um gasto e mais uma chatice, mas não é necessário dar uma de McGyver para contornar o problema.
Para evitar contato com partes eletrificadas (a justificativa de tal plug) era só afundar o fêmea (exatamente como na “versão nova”) e isolar a base do macho (exatamente como na “versão nova”). Também seria bom aumentar um pouco a bitola tanto do macho quanto do fêmea, assim, a nossa universal ficaria realmente universal (pegaria praticamente todos os tipos: do americano ao europeu). Quanto ao pino terra, é uma forçação de barra, porque a grande maioria das instalações atuais não contam com pino terra. Também poderia simplesmente ter deixado na posição do terra no padrão americano e fazer uma base circular (em vez de retangular) para pegar também o terra europeu. De todas as alternativas, parece que a escolha feita é realmente a menos eficiente de todas (o que nos induz a pensar que a real justificativa é uma tentativa de criação de uma reserva de mercado). Resultado: o Brasil vai continuar sendo o paraíso do jeitinho… e haja adaptadores…
Parabéns ao Leandro por esse texto brilhante. Estou enviando a vários amigos meus por e-mail.
Em 5 anos, arrecadação com defesa contra ‘importado barato’ sobe 801%
Brasil tem 87 medidas de defesa comercial em vigor, segundo o MDIC.
Entre itens protegidos estão armação de óculos, lápis e ferro de passar.
glo.bo/IjA2jg
Para quem acha que de vez em quando exageramos nas palavras…
'Vou parar de importar'
Importador diz que não quer dor de cabeça
Murilo Destri Faccio é técnico em informática e mora em Jaboticabal (SP). Ele importa produtos eletrônicos pela internet e conta que foi taxado indevidamente. “As taxas são chutes. Comprei um produto de US$ 30. O fiscal da Receita simplesmente rabiscou esse valor e colocou US$ 100 e tive de pagar as taxas”, disse. Ele tentou recorrer e acionou o Procon, mas não teve sucesso.
Quatro encomendas feitas por Faccio estão paradas na alfândega há mais de dois meses. Segundo ele, as entregas começaram a “travar” no início do ano. Ele fez uma encomenda em janeiro que só chegou 10 dias atrás. “A demanda é grande e falta pessoal para a Receita. É muito produto para ser despachado e conferido.”
No abaixo-assinado na internet, os consumidores deixam comentários irados contra a Receita Federal. Carlos Henrique Vilela, técnico administrativo em Indaiatuba (SP), é um deles. “A operação é uma ditadura para inibir a importação. No governo do Lula, não era assim.”
Ele importa pela internet há mais de cinco anos, mas agora pretende interromper as atividades. “Vou parar de importar. Não quero mais essa dor de cabeça.”
Receita pratica velhacaria para poder bitributar empresas.
Esse estudo de tributação da receita citado no texto é um ótimo material a ser refutado, daria um bom artigo aqui no IMB