Há um interminável debate a respeito da tecnologia
digital. Ela ajuda ou atrapalha a defesa
da liberdade, do individualismo e dos direitos humanos? Aqueles que dizem que ela atrapalha apontam
para o fato de que os governos têm tido liberdade para utilizar informações
privadas a nosso respeito para melhor implantar seus objetivos. No atual estágio do desenvolvimento
tecnológico, os governos podem nos vigiar como nunca antes na história do mundo. Ele pode espionar, intimidar, tributar,
regular, controlar o comércio e até mesmo inflacionar mais eficientemente
utilizando as ferramentas da era digital.
Tudo isso é verdade.
Mas o que os eventos de ontem, o dia conhecido como quarta-feira negra,
demonstraram foi exatamente o oposto do relatado acima. Inúmeras empresas e setores operantes na
internet retiraram seu consentimento em relação ao estado e protestaram contra
a legislação que está tramitando no Congresso americano e que, caso
implementada, teria efeitos devastadores sobre como a internet funciona. O protesto foi dirigido, mais
especificamente, a dois projetos de lei tramitando no Congresso americano neste
exato momento, chamados de SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP
Act).
A Wikipédia, este monumento à colaboração humana em
prol da cultura global, liderou o protesto, deixando sua página em inglês
completamente negra e sem acesso. Este
apagão foi uma escolha — brilhante, aliás — de seu fundador, Jimmy Wales,
após ter consultado toda a comunidade da Wikipédia. Foi um protesto, uma declaração, um alerta
simbólico para o mundo sobre o que pode acontecer caso o governo ataque
decisivamente o livre fluxo de informações.
O protesto da Wikipédia foi uma maneira de dizer: se este negócio
avançar e for de fato institucionalizado, não haverá mais Wikipédia, a qual,
além de ser o site mais rico em conteúdo do mundo, é também a principal maneira
como as pessoas buscam conhecimento prático e rápido sobre algo hoje em dia.
O Google também fez coro, assim como vários outros
sites ao redor do globo.
Em vez de ser um abrigo contra o poder, o controle e
as distorções, e um refúgio no qual a informação é livremente produzida e
distribuída, a internet passaria a ser um mero sistema de entrega de conteúdos
e informações pré-aprovados pelo governo e pelos interesses corporativos que
trabalham em conluio com o governo, nada muito diferente do rádio ou da
televisão atuais.
Esta legislação transformaria completamente nossas
vidas. Mas, felizmente, a internet
declarou sua oposição com convicção e veemência. As instituições ao redor do mundo se ergueram
em protesto colocando em seus sites avisos de blackout, anúncios explicando
detalhes sobre estes projetos de lei e mensagens abertamente desafiadoras e provocativas. Foi um protesto pacífico, muito similar a
todos os outros do passado, mas com uma enorme diferença. Em vez de ser algo limitado pela geografia —
e, portanto, facilmente ignorável ou dispersado pela polícia –, o protesto
digital foi global, impossível de ser ignorado e interrompido. Embora tenha se dado com mais intensidade no
mundo anglófono, todos os grupos de linguagem também acabaram se envolvendo,
pois os efeitos desta legislação seriam genuinamente universais.
É sempre um enorme risco querer enfrentar o
poder. Você pode perder tráfego
comercial. Há a possibilidade de você
sofrer retaliações e até mesmo violência.
Há a real possibilidade de você perder a batalha e, com isso, em vez de
ser declarado um herói, ser considerado apenas mais um bobalhão. E, se analisarmos toda a história da
humanidade, podemos facilmente concluir que as chances de ser bem sucedido em
uma luta contra o poder são extremamente baixas. A liberdade sempre foi uma raridade ao longo
de nossa história, e por uma razão bastante simples: o despotismo sempre foi a
norma em quase todas as épocas e lugares.
Portanto, aqueles que optarem por lutar contra o poder jamais podem
ignorar este fato. Não se deve
empreender absolutamente nada sem antes ter plena consciência desta triste
realidade.
Somente quando algumas poucas pessoas firmemente
convictas decidem se erguer e enfrentar o poder, e seus protestos são apoiados
por algum nível de consenso público, é que alguma diferença realmente pode ser obtida. Isso é algo que aconteceu muito poucas vezes,
mas veja os efeitos. A liberdade
conquistada por meio da simples retirada de consentimento foi o que construiu o
mundo moderno. Tudo o que usamos para
melhorar nossas vidas é produto desta liberdade. Nossa saúde, nossa educação, nossa
prosperidade material, nossa fé, nossa música, nossas artes e nossa filantropia
— tudo deve sua existência à liberdade, e não ao governo.
O marco que sinalizou o início da era digital foi a
invenção e popularização do navegador da internet em 1995 — pelo menos é assim
que vejo as coisas. Isso significa que
já faz 17 anos que estamos vendo o que o livre fluxo de informação pode
produzir. E o resultado é nada menos que
estupefaciente. Todos nós, em nosso dia
a dia, aceitamos como fato consumado essa maravilha virtual; porém, quando
paramos para pensar e olhamos para o passado, essa transformação adquire
aspectos de milagre. Qualquer pessoa
pode se comunicar por meio de um vídeo, em tempo real e a preço quase zero, com
qualquer outra pessoa em qualquer canto do mundo. Ao alcance de nossos dedos, temos acesso
imediato às maiores obras literárias, musicais, científicas e de poesia do
mundo. Além de ser o veículo para nossas
redes sociais, a internet também nos auxilia em nossos esforços educacionais,
em nossa busca por informações sobre saúde, culinária, investimentos e qualquer
outra atividade de nossa vida que você puder imaginar. E tudo isso nos remete àquela maravilha que é
a capacidade de compartilhar e trocar ideias através de todos os veículos
possíveis.
O feito realmente notável é que a internet como a
conhecemos hoje foi totalmente construída por mãos privadas trabalhando em
conjunto e cooperativamente; ela não foi construída por burocratas e nem por
políticos. Esta é grande lição do mundo
atual, e ela aponta para uma verdade incômoda que todos os políticos querem
suprimir: a ordem é a filha da liberdade, e não a mãe. Como ousam esses burocratas e políticos se
presumirem os senhores daquilo que eles não fizeram absolutamente nada para criar?
O problema é que, quase sempre, tão logo os produtos
gerados pela liberdade passam a existir, as pessoas já começam a encará-los
como coisas corriqueiras e garantidas.
Raramente alguém se dá ao trabalho de imaginar um cenário
alternativo. As pessoas apenas seguem
vivendo suas rotinas, usufruindo as maravilhosas bênçãos geradas pela liberdade
e completamente alheias a tudo aquilo que tornou possível esta realidade. E elas sequer imaginam que tudo isso pode ser
abolido de um dia para o outro.
Mesmo hoje, em países outrora socialistas, a geração
mais jovem praticamente não se dá conta de que, apenas uma geração atrás, as
prateleiras dos supermercados estavam vazias e a vida era repugnante, amarga e
sem esperança. No mundo atual, nós todos
simplesmente esperamos e antecipamos — praticamente como se fosse um direito
humano — o lançamento dos mais novos brinquedos digitais, das atualizações
mais recentes para nossos apetrechos eletrônicos, e dos softwares cada vez mais
aprimorados e “sem bug”. Nós perambulamos
por lojas (físicas e virtuais) analisando e escolhendo com calma as maiores
dádivas do mundo tecnológico e quase nada pensamos a respeito.
Pode não parecer, mas isto é um problema extremamente
grave, pois a liberdade requer percepção de sua existência e conscientização de
suas bênçãos geradas. Caso contrário,
ela não sobrevive. Se o governo
americano conseguir aprovar esta legislação, certamente outras virão. Os custos serão imensos e tragicamente
invisíveis. A mídia digital e a
liberdade de informação são direta e indiretamente responsáveis pela maior
parte do crescimento econômico que o mundo vivenciou nos últimos 20 anos. Sem elas, todos os controles governamentais,
os impostos, as regulamentações e as guerras já teriam instituído uma nova era
das trevas sobre todos nós.
De alguma forma, e contra todas as possibilidades, o
debate sobre os detalhes técnicos do cumprimento das leis de propriedade
intelectual gerou algum grau de conscientização nas pessoas sobre a
irracionalidade desta ideia. Os protestos até agora têm sido contra a
censura, e de fato é disso que se trata a legislação. É bom pensar na realidade contrafatual de
como seriam as coisas caso um mundo movido pela informação fosse jogado nas
trevas. Porém, na realidade, há muito
mais do que isso em
jogo. A informação é o
pilar essencial daquilo que chamamos de civilização, bem como de todas as
coisas que aprimoram a condição humana.
A informação é a mercadoria mais valorosa do mundo. É muito mais do que aquilo que podemos ver e
que podemos ler. Trata-se do direito
humano de compartilhar e trocar ideias que possibilitam o nosso próprio
progresso. E, para a sorte da
humanidade, trata-se de uma mercadoria que pode ser infinitamente
reproduzível. Porém, hoje, os governos
recorrem a esta noção de “propriedade intelectual” e a utilizam como desculpa
para criar monopólios e censurar ideias.
Só estaremos a salvo destes tipos de legislação e lei arbitrárias quando
esta falácia for
extirpada em sua raiz e estivermos mais bem capacitados para distinguirmos
entre genuínos direitos de propriedade e falso direitos.
O governo atacar a liberdade da internet hoje seria o
equivalente a queimar os manuscritos de Santo Isidoro de Sevilha,
escritos no século VII, e que produziram, na mais difícil das épocas, o livro
que resumiu todo o conhecimento do mundo antigo (era a Wikipédia daquela época)
e que permanece sendo até hoje uma fonte essencial. Seria o equivalente a destruir a impressora
de Gutenberg no século XV, de modo a fazer com que a impressão de manuscritos
jamais pudesse evoluir.
Os historiadores constantemente nos relembram que
todos os grandes avanços ocorridos na história da humanidade foram inspirados
pela troca e difusão de informações.
Esta é uma pré-condição para o progresso. Foi quando os primeiros expedicionários das
cruzadas retornaram do mundo antigo trazendo manuscritos, que começamos a ver
os primeiros sinais do nascimento da modernidade no Ocidente. Quando populações, querendo deixar para trás
seu isolamento, se mudaram para cidades e começaram a colaborar entre si, o
resultado foi o crescimento econômico. E
quando a internet derrubou as barreiras que existiam ao redor do mundo e
permitiu que todos pudessem se comunicar entre si e descobrir novas ideias,
testemunhamos uma nova alvorada da tecnologia e da eficiência.
As assombrosas inovações desta era ensinaram a toda
uma geração sobre o poder miraculoso da criação e da dispersão de informação;
sobre as habilidades embutidas nas ações espontâneas dos indivíduos; e sobre a
capacidade de pessoas ao redor do mundo gerarem ordem e progresso por meio da
cooperação e das trocas voluntárias.
As duas tendências dominantes da nossa época são, de
um lado, o obscurantismo de um mundo físico gerenciado por governos e, de
outro, o re-iluminismo do mundo graças à ordem espontânea gerada pela mídia
digital controlada por todos nós.
Governos sempre quererão solapar nossas liberdades e apagar todas as
luzes. Os protestos contra estas
propostas de controle constituem uma poderosa declaração de que não deixaremos
os destruidores, os bárbaros, os vândalos se darem bem.
O movimento anti-SOPA foi um dos mais emocionantes
protestos que já presenciei em minha vida.
Ele aparentemente surgiu do nada.
Tudo foi construído ao longo de apenas alguns poucos meses. O momento crucial ocorreu quando a Wikipédia
anunciou que iria se juntar ao protesto.
E então parecia que, repentinamente, todos já estavam envolvidos, e
apenas em questão de dias. Programadores
criaram aplicativos para bloquear temporariamente seus sites. Milhões de pessoas trocaram suas fotos no
perfil de seu Facebook (ei, é muito mais fácil do que fazer greve de
fome!). O Congresso americano foi
inundado de mensagens vociferando oposição a estas leis em um volume nunca
antes visto.
As pessoas me pedem especulações sobre o futuro desta
legislação. Meu palpite é que os
protestos irão efetivamente matar as atuais versões dos projetos de lei no
Congresso americano. Elas serão
discutidas e os grupos de interesse corporativos por trás dela ficarão quietos
por algum tempo. Mais tarde, daqui a
aproximadamente uns seis meses, todo o processo vai se reiniciar, só que desta
vez com projetos de lei menos condenáveis, os quais, embora certamente alegarão
estar removendo as partes mais ultrajantes, estarão fazendo mais do
mesmo. Pessoas digitalmente conscientes
e politicamente astutas sabem que este foi apenas o primeiro assalto. As tentativas de todos os governos de
bloquear o fluxo de informações na internet irão continuar
irrefreavelmente. Para isso, a criação
de leis nem é necessária; os governos possuem hoje o poder de esmagar a era
da informação apenas com medidas burocráticas.
No final, a liberdade da internet poderá ser garantida
não com a obstrução de novas legislações, mas sim com a abolição de legislações
antigas. Sob este prisma, os protestos
de ontem representam não o fim, mas o começo da batalha. Como dito, se quisermos nossa sobrevivência e
nossa liberdade, não podemos deixar que os destruidores, os bárbaros, os
vândalos prosperem. É o progresso da
humanidade que está em jogo.
Pelo que eu entendi, alguns congressistas americanos vêm a informação como um produto. Distribuí-lo livremente, sem remunerar quem a cria, seria uma espécie de falsificação, de contrabando. “Pirataria”.
Enxergar as coisas desta forma é essencialmente estúpido.
Acho importante lembrar também quem são os maiores apoiadores destas duas aberrações de projeto, que são os representantes da “indústria do entretenimento” (gravadoras, Hollywood, redes de TV). \r
\r
A internet veio e mudou completamente a forma de se ganhar dinheiro nesses campos, e os conglomerados, ao invés de se adaptarem aos novos tempos, preferem fazer uso do governo para sufocar o agente causador da mudança (o que não é nenhuma surpresa para quem acompanha regularmente este site, que sempre alertou para este “risco”).\r
\r
Mas voltando ao artigo em si, também experimentei a mesma sensação do Jeffrey Tucker ontem. A internet realmente é um divisor de águas na história da humanidade, não tenho dúvidas de que estamos vivendo algo da mesma magnitude que a queda do Império Romano, se não maior.\r
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A única coisa boa destes projetos é que eles forneceram uma ótima brecha para jogar o assunto da abolição desta excrecência que são as leis de propriedade intelectual.
“[…]a liberdade requer percepção de sua existência e conscientização de suas bênçãos geradas. Caso contrário, ela não sobrevive.”
Isso é uma tragédia e um paradoxo do capitalismo: quanto mais riqueza gerada, menor a percepção de sua origem e da quantidade de capital acumulado. As novas gerações passam a acreditar que tudo é garantido e automático, que só precisa de investimentos em mais “educação” – a panacéia atual para a pobreza.
Pensando sobre a internet ser um divisor de águas. Se ela não for destruída de alguma maneira(o que acho muito improvável de acontecer), dentro de alguns séculos a criação dela pode vir a ser considerada a divisão entre a "idade contemporânea" e alguma outra divisão histórica da humanidade. Ela é um dos maiores feitos do homem e um dos que mais tem poder de mudar completamente nossas vidas.
Me desculpe + e a propriedade privada ? e os direitos autorais ? horas eles criaram eles tem o direito de cobrar sobre isso é isso mesmo que a escola austríaca defende ? o Wikipedia é uma célula de tudo que esse projeto de lei ira afetar! e o Google, Youtube e o Face ? essa defensa nesse texto se aplica a esses sites tb ? pq se me vc me falar que SIM! a escola austríaca perde um dos seus maiores princípios!.
Podem existir soluções privadas muito simples e eficientes de direito de propriedade intelectual.
Por exemplo uma associação de músicos(voluntária, claro). Onde todos os músicos daquela associação estão comprometidos voluntariamente a não copiar músicas de outros integrantes.
Porém qualquer outro grupo poderia a qualquer momento fundar outra associação de músicos concorrente e copiar o que quisesse da primeira, e vice-versa, restando a possibilidade de um respeito mútuo entre as associações, ou não. E mais, qualquer pessoa não vinculada a associação nenhuma poderia copiar a musica que quisesse, quando quisesse, mas sem as possíveis vantagens de uma associação.
O mesmo princípio pode ser aplicado para qualquer outra ideia de propriedade intelectual.
Em casos de ideias “físicas”, como remédios:
Primeiro que a indústria de medicamentos não deveria ter obrigação nenhuma de ficar divulgando tudo o que existe dentro de uma fórmula, logo ela poderia usar dois artifícios:
1: Recorrer a uma daquelas associações voluntárias
2: Desenvolver maneiras de ocultar a fórmula, como faz a Coca-Cola.
E assim por diante, pode-se desenvolver soluções práticas para praticamente tudo, músicas, programas de TV, remédios, marcas…
Agora leis de propriedade intelectuais totalmente coercivas, isso é errado.
Nada mais contemporâneo do que o clássico livro 1984, do Inglês George Orwell. Apesar de tê-lo escrito em 1948, vemos o surgimento de “tentáculos” do Grande Irmão invadindo a escassa liberdade que temos. No fim, tudo vai dar em S.O.P.A…\r
“Guerra é paz, \r
Liberdade é escravidão,\r
Ignorância é força”.\r
\r
Confiram em : pt.wikipedia.org/wiki/Nineteen_Eighty-Four\r
\r
Abraços!\r
Existe algum escrito do Mises ou do Rothbard sobre a questão da Propriedade Intelectual?
Um contra-exemplo que poderíamos citar para comparar com a propriedade intelectual é o que acontece com os estilistas. Eles podem registrar a patente de uma marca, um logotipo, mas nunca de uma peça de roupa, de um desenho, de uma cor. Ou seja, é ilegal eu produzir uma camisa com o selo da marca “Pierre Cardin”, mas é perfeitamente legal eu fazer uma cópia idêntica a uma camisa “Pierre Cardin” e colocar a minha marca. \r
\r
Por causa disto, se os estilistas não se renovarem o suficiente para surpreenderem o público no lançamento de uma nova coleção, eles vão perder sua credibilidade. Por causa da possibilidade de ser copiados, eles podem ficar desatualizados muito rápido. Logo, não é possível ficar muito tempo ganhando dinheiro com idéias velhas. O mundo da moda corre o risco de desaparecer por completo por causa disto? Óbvio que não.
Putz depois de escrever um sr. texto, qdo fui enviar deu erro hehehe! Então fico só com minha última observação: Ah, como gostaria de ver a China parar de comprar títulos do tesouro estadunidense! Uma das palhaçadas que não teria visto a luz do dia seria essa sopa insossa ai.
Todo mundo aqui teria que pagar royalties pra Adão e Eva porque, pelo que me consta, eles foram os primeiros a fazer filhos.\r
\r
Se vc fez filhos, vc tem que respeitar os direitos autorais de quem fez primeiro, pagando a quem os fez primeiro.
Esta legislação poderá ser a arma mais perigosa contra a liberdade de expressão na história moderna. As atividades ilícitas que poderão colocar um site na "lista negra" é definida de forma muito ampla. Parece também que a "lista negra" pode ser executada sem uma ordem judicial via provedor de internet. Esta é a tirania total de informação e todas as vozes independentes precisam se levantar e protestar ou com certeza nós vamos enfrentar a "lista negra" arbitrária
E outra coisa : Só eu percebi que isso é algo que o CONGRESSO AMERICANO vai votar, mas que irá afetar o MUNDO INTEIRO ?
Se decidirem tirar sites do ar por ”plágio”… pessoas de todos os países não poderão acessá-lo ou somente os americanos ?
A Internet é do governo dos EUA agora ? Fala sério…
Permitam-me uma citação:
833. Haverá no homem alguma coisa que escape a todo constrangimento e pela qual goze ele de absoluta liberdade?
"No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe amarras. Pode-se-lhe deter o voo, porém, não aniquilá-lo." (Allan Kardc, O Livro do Espíritos, q. 833, FEB, 2004).
Diria que a Internet é hoje o avião de cruzeiro para o voo do pensamento humano. E haveremos de conseguir que ninguém detenha-lhe a marcha.
Abraços.
A natureza humana não muda. Disso não há dúvida. No entanto, o comportamento social humano adapta-se à tecnologia existente. Num passado remoto, antes da tecnologia da Agricultura, nos tempos do canibalismo, um filho perguntava para um pai “Pai, por que nós comemos nosso vizinho?”, e o pai respondia “Filho, cala essa boca e come o vizinho senão vc vai morrer de fome”. Num passado nem tão remoto, antes da tecnologia da Industria, um outro filho perguntava para um outro pai “Pai, por que nós escravizamos nosso vizinho?”, e o pai respondia “Filho, cala essa boca, quem não escraviza vira escravo”. Hoje, antes da proxima grande tecnologia (da qual a Internet pode ser a primeira manifestação, ou não), um outro filho pergunta para um outro pai “Pai, por que alguns tem o direito à iniciação de agressão e outros não?”, , e o pai responde “Filho, cala essa boca e te associa ao governo, caso contrário tu vai ter que trabalhar pra sustentar essa cambada de vagabundo. É melhor ser verme do que hospedeiro”.
Brazucas against S.O.P.A. and P.I.P.A.
http://www.facebook.com/pages/Brazucas-Against-SOPA-and-PIPA/280190245373587
VAMSO DEIXAR CLARO PROS GRINGOS QUE SOMOS CONTRA ESSA PALHAÇADA.
A internet está aí pra ficar, quanto a isso não precisamos nos preocupar. O único meio de censura-lá seria que todos os servidores de todos os países fossem supervisionados, mas isso criaria uma oportunidade fantástica pra se ganhar dinheiro para aqueles que permitissem que os servidores não fossem supervisionados. E formas de acesso à rede seriam algo como o Onion Router. Lembrem-se proibição governamental só cria mercado negro.
“O Congresso americano foi inundado de mensagens vociferando oposição a estas leis em um volume nunca antes visto.”
Gostaria de ver tamanha mobilização também em ações contra o aborto.
Não sei se vocês ficaram sabendo, mas o site de Downloads do Megaupload foi fechado por pirataria… Acho melhor ter uma reação mais forte a essas arbitrariedades.
O fechamento do Megaupload foi claramente uma resposta a esses protestos. Era um dos principais sites da internet, o tráfego que eles comportavam era gigantesco.
E detalhe: o site estava em Hong-Kong e o fundador na Nova Zelândia. Fundador preso, site fechado.
É muita tirania. A degradação dos EUA está em marcha acelerada, e o mundo todo paga por isso.
O fechamento do site megaupload só comprova o que dito anteriormente, e ainda, significa o que o “Grande Irmão”, o grande imperador do planeta, pode fazer sem mesmo ter aprovado essas regulamentações (S.O.P.A e P.I.P.A).
Sabeis que tudo em nossas vidas são CÓPIAS, a base de tudo é CÓPIA. Olhemos em nossa volta, a base do ser humano e CÓPIA, pois há de termos olhos, boca, pernas, cabeça, braços, cérebro e inteligência. Fora isso, não há de ser uma pessoa. Somos nós imagem e semelhança de DEUS, ou seja, CÓPIA de DEUS. Quando criança, meu pai levava-me a passear de carro, observava-o a dirigir, ficava COPIANDO os seus jeitos e trejeitos de dirigir, aos 14 anos já sabia dirigir. A minha mãe sempre nos falava: "Meu filho a sua filha será a CÓPIA da sua esposa, pois é na maioria das vezes a mulher ser responsável por vestir as filhas e moldar o seu caráter de mulher. Se sua esposa tem um comportamento decente e também se veste com decência, assim será a sua filha." Mamãe também falava a minha irmã: "Minha filha a moral e o caráter do seu filho será a CÓPIA do seu esposo." E minha mãe estava certíssima. Quando nos começamos a falar temos que COPIAR de outras pessoas, pois dessa maneira seria impossível falarmos. Olhem o nosso próprio nome sempre e CÓPIA de outro e porque não dizer nossas atitudes e idéias. A base do que eu escrevi também é CÓPIA, pois as palavras já foram criadas, eu as COPIEI para compor meu texto, talvez alguém em algum lugar já tenha escrito esse texto. Com o mesmo sentido. Por falar em texto, olhem esses dois pequenos textos.
"Mas a flor de sua juventude, ela a viu desabrochar na atmosfera impura das torpes seduções que a perseguiam. Sem o nativo orgulho que protege sua castidade, talvez que o torpe hábito do vivo lhe maculasse o seio."
"Tudo isso e belo, sim – mas é a ironia mais amarga, a decepção mais árida de todas às ironias e de todas as decepções, a juventude."
Um texto parece completar o outro, mas são de livros e autores diferentes. O primeiro texto é do livro: Senhora; de José de Alencar, e o outro, Noite na Taverna; de Álvares de Azevedo. Em Algum momento sempre haverá uma CÓPIA de idéias, palavras, verbos, adjetivos e substantivos. Um escritor precisa ler para obter um dia as suas próprias idéias, essa leitura e pura CÓPIA.
Projeto TOR
https://www.torproject.org/index.html.en
Tor is free software and an open network that helps you defend against a form of network surveillance that threatens personal freedom and privacy, confidential business activities and relationships, and state security known as traffic analysis
Mas a internet de hoje, não seria uma criação do capitalismo sendo usado de forma comunista (gratuidade/colaboração/ninguém querendo dinheiro…)?
Isso lembra a questão do cálculo econômico. Como saber se uma informação/conteúdo/assunto/tema é bom, se NINGUÉM paga por ela?
De acordo com as teorias econômicas, quanto melhor a qualidade (ser bom/barato) de um produto, maior o lucro. Bem, 99,9% da internet brasileira tem um conteúdo (produto) superficial, copiado… muito ruim. Isso talvez explique o “grátis”. Não por que os donos de sites são bondosos, mas porque, para competir nesse gigantesco fluxo de inutilidades, não pode-se cobrar nada, nem 1 CENTAVO.
Acho que esse é o problema dessa época pós-internet, e até, de um melhor entendimento dos economistas sobre o mundo atual, usando como exemplo o próprio Leandro, se esforçando para usar as teorias econômicas que foram pensadas, durante anos, para resolver os problemas de forma FÍSICA, na era digital. As regras (da vida) mudaram, as teorias terão que mudar também.
Felizmente, a criação da internet não prejudicou o produtos físicos (bebidas, comida, bens materiais em geral…), apenas… Ferrou com os não físicos (ingredientes que vem da mente), as idéias. Em um mundo (não digital) era fácil, apenas pegava-se tudo que vinha da mente e colava em LIVROS, mas com a invenção da internet… estragou esse modelo de negócio.
E outra coisa, pensem o seguinte:
Para haver criação (produtos, curas, luxos) precisa antes, haver conhecimento e a V$LORIZAÇÂO desta. Agora, com uma geração que passa os dias lendo conteúdo virtual que não possuem valor nenhum (R$ 0,00), como será o desenvolvimento do mundo daqui em diante?
Qual foi a última GRANDE invenção/Descobrimento depois da internet? Cura da AIDS? Inteligência artificial?… Não? aaah… claro, “REDES SOCIAIS”
Involução?
Só digo uma coisa: Ainda bem que inventaram a Coca-cola antes disso tudo!
Colegas, preparem-se!
The recent trial of Bernard von NotHaus, who coined his own "Liberty Dollars" manufactured of pure gold and silver, was accused of terrorism by the Department of Justice for a crime that, for two hundred years, was known simply as "counterfeiting":
Attempts to undermine the legitimate currency of this country are simply a unique form of domestic terrorism,� U.S. Attorney Tompkins said in announcing the verdict. While these forms of anti-government activities do not involve violence, they are every bit as insidious and represent a clear and present danger to the economic stability of this country,� she added. We are determined to meet these threats through infiltration, disruption, and dismantling of organizations which seek to challenge the legitimacy of our democratic form of government.
Pois é, já ouviram sobre o ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement) ?
http://www.gizmodo.com.br/conteudo/voce-achava-que-sopa-e-pipa-eram-ruins-conheca-o-acta-acordo-internacional-que-promete-limitar-a-internet/
Polônia assina ACTA no Japão e vira palco de mais protestos
tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5579277-EI12884,00-Polonia+assina+ACTA+no+Japao+e+vira+palco+de+mais+protestos.html
oglobo.globo.com/tecnologia/polonia-assina-acordo-antipirataria-que-provocou-protestos-3767493
A raiva que me acomete depois de ler essa notícia é indescritível!\r
Depois ainda tem gente que diz que eu me tornei muito radical de uns tempos pra cá.\r
Tem como ser relativista diante disso?\r
\r
“Criadora do ‘Diário de Classe’ é acusada de calúnia e difamação”\r
A estudante Isadora Faber, de 13 anos, teve de prestar depoimento nesta 3ª\r
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,criadora-do-diario-de-classe-e-acusada-de-calunia-e-difamacao,932468,0.htm
“Como ousam esses burocratas e políticos se presumirem os senhores daquilo que eles não fizeram absolutamente nada para criar?”