Há exatos 20 anos, no dia 26/12/1991, esfacelava-se o regime mais tirânico e homicida da história: o regime comunista soviético. Após tímidas medidas de abertura, iniciadas por Mikhail Gorbachev, o sistema não mais suportou todas as suas contradições internas e, impulsionado por uma enorme insatisfação impopular, pelo caos, pela fome e pelo total empobrecimento do seu povo, o inevitável resultado final foi o colapso seguido pela desintegração. (Veja toda a sequência em detalhes aqui).
Essa desintegração do comunismo soviético não apenas representou um passo incalculável rumo à liberdade, pois libertou da opressão e da tirania milhões de pessoas, como também teve uma importância fundamental no campo da teoria econômica: o colapso da URSS demonstrou de maneira cabal a validade da teoria de Mises, explicitada ainda em 1920, a respeito da impossibilidade do socialismo.
Porém, quem não conhece a história está condenado a repeti-la, já diz o sábio ditado. Infelizmente, apenas teorias não são suficientes para convencer as pessoas sobre o quão perverso e diabólico é o comunismo, e o quão imoral é defendê-lo; muitas vezes são necessários relatos e imagens para ilustrar o quão abominável e execrável é esse regime.
Especialmente agora que estamos vivendo em uma época em que intelectuais, professores universitários e até mesmo a mídia estão acalentando com profunda intensidade ideias abertamente socialistas, nunca é demais ressuscitar e relembrar todos as “façanhas” do marxismo na URSS, pois elas ilustram vivamente tudo o que inevitavelmente acontece a uma sociedade quando o socialismo é imposto. Como explicou George Reisman:
Mesmo que um governo genuinamente socialista fosse eleito democraticamente, seu primeiro ato de governo ao implantar o socialismo teria de ser um ato de enorme violência, qual seja, a expropriação a força dos meios de produção.
A eleição democrática de um governo socialista não alteraria o fato de que o confisco de propriedade contra a vontade dos proprietários é um ato de força. Uma expropriação à força da propriedade baseada no voto democrático é tão pacífica quanto um linchamento também baseado no voto. Trata-se de uma violação primordial dos direitos individuais. A única maneira de o socialismo realmente ser implantado por meios pacíficos seria com os donos de propriedade voluntariamente doando sua propriedade ao estado socialista. Porém, pense nisso. Se o socialismo tivesse de esperar que os donos de propriedade doassem voluntariamente sua propriedade para o estado, este certamente teria de esperar para sempre. Logo, se o socialismo tem de ser implementado, então ele só pode existir por meio da força — e força aplicada em escala maciça, contra toda a propriedade privada.
O socialismo necessariamente deve começar com um enorme ato de confisco. Aqueles que querem seriamente roubar a propriedade alheia devem estar preparados para matar aqueles que pretendem oferecer resistência.
A seguir, aquele que provavelmente é o melhor (e mais chocante) documentário sobre a história da União Soviética (The Soviet Story), com legendas em português. Veja-o e entenda por que é absolutamente imoral ter sequer a mais mínima simpatia por esse regime.
À ala jovem que nos lê, sugerimos enviar esse vídeo como presente de Natal aos seus queridos professores de História e Geografia. À ala universitária, enviem-no aos líderes de seus DA e DCE.
Eu já tinha, num comentário neste site, feito alusão a tal vídeo. Fico contente por saber que o IMB publicou agora um artigo sobre o assunto, fazendo referência ao documentário.\r
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“Holocausto Revolucionário”…\r
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Oura coisa. Aquela história marxista de que primeiro era preciso haver a “ditadura do proletariado” para depois nascer a ampla liberdade não passa de engodo. O único jeito de manter o socialismo em pé (“de cada um conforme a sua capacidade; a cada um conforme a sua necessidade”) é pela força bruta ilimitada e irrestrita, pois a equivocada e imoral estrutura de incentivos acabará por destruir a coesão social (todos quererão se retirar do arranjo, o qual, em pouco tempo, não conseguirá mais satisfazer as necessidades básicas do ser humano, principalmente a da alimentação). \r
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O que os comunistas realmente querem é implantar a “ditadura do proletariado” (ou seja, que o poder total seja dado a eles, os únicos camaradas preocupados em promover o “bem comum”) e dominar tudo: todas as propriedades, todos os indivíduos, todos os corpos, todas as mentes. A fome de poder dessa gente é impressionante. Não se contentam meramente com roubar e matar; querem que tudo seja submisso a eles. O totalitarismo é o sonho dourado dos socialistas. A “totalidade perfeita” é o Éden.\r
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Meus parabéns ao IMB por falar do vídeo e por denunciar a verdade sobre o “bem comum”.\r
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Abraços!!!\r
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A Rússia comunista soviética foi o países que melhor implantou o socialismo marxista e o resultado disso podemos ver em vídeos e fotos com esses mortos-vivos que fariam os zumbis hollywoodianos parecerem coisas de crianças. O que mais me surpreende não é esses assassinatos em massa praticados por comunistas tanto na Rússia, quanto na China e em Cuba, afinal, desde a instituições de Estados que esses crimes vem ocorrendo neste planeta, o que mais me surpreende é que pessoas ainda concordem com tais crimes, desde que eles sejam “justificáveis”, pela ideologia deles, é claro. É simplesmente deprimente saber que hoje em dia o assassinato de um cachorrinho irracional estúpido tem mais apelo emocional e é motivo de manifestações de gente chocadas por tamanha barbárie que o assassinato de milhões de pessoas. Marx fez um desfavor à raça humana ao criar uma ideologia que justifica tais crimes visando criar o “novo-homem”.
Prezados,
1- Onde encontro literatura(em português)ou artigos relatando a situação econômica,
financeira e social da União Soviética,o que ocasionou a perestroika? E na China?
2- De acordo com George Reisman- “Mesmo que um governo genuinamente socialista fosse eleito democraticamente, seu primeiro ato de governo ao implantar o socialismo teria de ser um ato de enorme violência, qual seja, a expropriação a força dos meios de produção.” Não concordo.Parece-me que esta atitude não é um padrão, pois atualmente
o padrão é a aplicacão dos conceitos de Gramsci, ou seja, a tomada do poder por meios políticos, isto é, a destruição por dentro, sem o uso da força física/militar,
incluindo os valores morais da sociedade, da família, da igreja, das FFAA.
Segue link para video que complementa o artigo atual e que seria muito oportuno também publicá-lo.
Ele mostra o ex-expião da KGB Yuri Bezmenov dando uma aula nos EUA, mostrando como que eles eram treinados para subverter um país e implantar o comunismo.
http://www.youtube.com/watch?v=GAPbfjXJNUc
Tava demorando para o IMB tomar partido do que realmente esta acontecendo em nossas universidade, parece uma praga, só se falam em Marx e olha que o fenômeno parece ocorrer em 9 em cada 10 universidades brasileiras. De keynesianismo o site tem muito material explicando o porque de suas falhas, porém o que vem ocorrendo em larga escala não é só um keynesianismo, é uma mescla de marxianismo e keynesianismo, basta dá uma olhada no que vem sendo divulgado por economistas ganhadores de prêmios nobeis como Stiglitz: amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=19931&cod_canal=38
Bom, não posso dizer o que acho ou como deveria ser as publicações do site, porém, acredito eu, que um alinhamento com o discurso que esse pessoal vem tomando já seria de grande valia, pois muitos jovens estudantes estão caindo facilmente nas argumentações de “keyneomarxistas” como este Stiglitz.
O que mais vem me chamando à atenção é que: Assim como a EAE vem questionando, de maneira séria, os motivos pelos quais o mundo vem enfrentando problemas devido a má governança dos políticos, os “keyneomarxistas” alegam os mesmos problemas, porém devido a meios diferentes, parecem até que estão fazendo um paralelo com a EAE, mas não, é teoria marxista pura (crise do capitalismo devido as suas contradições internas). Talvez eu possa estar exagerando, não sei, mas acredito que o IMB deveria abrir mais o olho sobre o que vem de fato sendo divulgado como economia mundo a fora. Basta lembrar que no início de novembro deste mesmo ano em Harvard, um grupo de alunos de economia 10 deixaram a sala de aula do Prof. Mankiw sobre protesto, porém a impressão que eu fiquei é que se passava mais por um protesto "keyneomarxista" alinhado a manifestação occupy wall stret do que necessariamente um protesto pelos métodos ortodoxos de se fazer economia .hpronline.org/harvard/an-open-letter-to-greg-mankiw/
Abraços
Uma dúvida, a economia soviética chegou a ser totalmente estatizada ou o governo permitia mercado em alguns setores?E mercado paralelo, havia muito?
Abraço.
Se eu mostrasse pra um prof de história provavelmente ele iria falar a mesma coisa que já me falaram antes, que a URSS não chegou a ser comunista realmente e que é injusto julgar negativamente um comunismo que nunca existiu de verdade
Fortalecimento do PC mostra insatisfação na atual Rússia
Com um discurso que prega a volta da URSS, comunistas começam a incomodar
MOSCOU – Um mês antes da eleição que fez o Partido Comunista da Federação Russa (KPRF, em russo) praticamente ressurgir das cinzas, a tradicional Praça Pushkin, na capital, amanheceu cercada de policiais. Eles vigiavam a manifestação marcada para aquele sábado frio, em que os comunistas iam se aglomerando e, aos poucos, pareciam fazer a praça viajar no tempo. A julgar pelas 300 pessoas ali reunidas, ninguém imaginaria que 20 anos após a desintegração da União Soviética, os velhos comunistas voltariam a se destacar nas urnas, conquistando, na semana passada, 20% dos votos para a Câmara baixa e se tornando a principal força opositora ao poderoso primeiro-ministro Vladimir Putin. Os comunistas, a nostalgia e a insatisfação que cercam a Rússia atual são o tema da primeira reportagem de uma série que O GLOBO publica nesta semana mostrando os desafios enfrentados pelo país duas décadas depois do anúncio, em 25 de dezembro de 1991, de que a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a URSS, não existia mais.
Os comunistas surpreenderam os institutos de pesquisa de opinião e o próprio Kremlin, que sempre tratou o partido como uma espécie de oposição domesticada e inofensiva. Mas com um discurso que prega a volta da URSS, eles começam a incomodar. Mais do que num projeto de retorno ao passado, no entanto, os russos votaram nos comunistas em um sinal de protesto.
– Eu e todos os meus amigos votamos neles. São os únicos que ainda conseguem juntar um número significativo de votos. É a nossa forma de dizer não ao que está aí – disse ao GLOBO o professor universitário Boris Andreevitch.
O público jovem na praça ainda era minguado. Russos de mais idade, soviéticos pela maneira de pensar e de vestir, carregavam medalhas e condecorações da época do regime. A grande bandeira vermelha com a foice e o martelo só não convencia o transeunte de uma volta ao passado por destoar dos anúncios capitalistas.
Até as eleições de 4 de dezembro, os comunistas eram praticamente o único grupo a receber a permissão para realizar os seus encontros nas praças mais importantes da cidade. Resta saber que tratamento terão a partir de agora. Depois do resultado da semana passada, o pleito para presidente, em março próximo, promete um pouco mais de emoção, embora todos considerem que já esteja ganho por Putin.
Mais uma vez, o eterno líder do PC, Gennady Andreevitch Ziuganov, disputará as eleições presidenciais. Será a sua quarta tentativa. Mas aos 67 anos, Ziuganov não soube se reinventar. Com um discurso antiquado, esse ex-professor de matemática é considerado pouco carismático e pouco espontâneo ao falar em público – características que não lhe favorecem. O candidato, no entanto, desta vez pode se beneficiar do descontentamento das ruas.
– Eu e meus amigos vamos votar nele para protestar, mas ele não tem a cara da Rússia. Todos sabem que não vai conseguir – admitiu a escritora Maria Polytaeva.
Os comunistas tomam o microfone e interrompem as velhas marchas para se queixar da atual situação econômica. O fato é que o fim da União Soviética desperta sentimentos contraditórios. Enquanto uns acreditam que há motivos para comemorar sua desintegração, outros não escondem o desânimo e admitem sentir falta da velha URSS, ou, pelo menos, das garantias que o Estado socialista oferecia, ainda que o preço a se pagar pelo benefício tenha sido alto. Cerca de 28% da população gostariam de voltar atrás e reconstruir a União Soviética, segundo a pesquisa do instituto VTsIOM.
– Há muita nostalgia, mas todos sabem que não é possível voltar atrás. Os mais novos nem sabem o que era. A juventude é alienada e apolítica. Só quer saber de ganhar dinheiro. Antes, os jovens queriam ser astronautas, sociólogos, físicos. Hoje, só querem ser businessmen, banqueiros e financistas – disse Igor Fescinenko, 79 anos, repórter de TV na União Soviética, hoje consultor e professor universitário.
A insatisfação está relacionada ao fato de que a economia e a vida política passaram a andar em círculos. Nem mesmo após uma década crescendo a uma média de 7% ao ano, o país conseguiu reduzir a sua dependência do petróleo.
Para o último ex-vice-premier da URSS, Vladimir Scherbakov, hoje presidente da União dos Industriais da Rússia, o país mudou para melhor.
-A Rússia entrou para a economia global. Podemos encontrar de tudo aqui. Se compararmos a evolução do salário médio na Rússia e nas outras ex-repúblicas, vemos que houve um incremento importante, praticamente dobrou – disse Scherbakov.
Outros afirmam que os ganhos limitam-se ao consumo.
– O que adianta ter tudo, se não tenho dinheiro para comprar nada? – reclama a funcionária pública Natalia Borisovna.
Boa parte dos russos vê naquele 25 de dezembro de 1991 o mesmo que Putin chamou de “uma grande catástrofe geopolítica”. Da União Soviética à atual Rússia, há uma diferença de cinco milhões de quilômetros quadrados – território dos outros 14 países que nasceram pós-desintegração – o equivalente a duas Argentinas. A sensação geral é de perda de território, a maior da História contemporânea.
Poucos comemoram a data. A agência Itar-Tass faz uma silenciosa homenagem com fotos na entrada do prédio, atraindo um ou outro pedestre. Na Biblioteca Lênin, escondida em um corredor do terceiro andar, há uma exibição com fotos-legendas que contam a história da instituição no período de 1917 a 1991.
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Desigualdades e na lanterna dos Brics
Em geral, só os oposicionistas falam abertamente no assunto. No site do PC, há um manifesto e um cartaz sobre os “20 anos sem a URSS”. Em um dos textos, o grupo diz que estas duas décadas foram, para a Rússia, “um caminho de dificuldades sem fim”. “Agora, às nossas dificuldades se soma a crise econômica mundial. Quanto tempo a Rússia ainda vai precisar para resolver os seus profundos problemas?”, pergunta o texto.
A estabilidade econômica pós-década de 90 é o que vem sustentando a situação. Mas os salários dos aposentados não acompanharam a bonança. Tampouco o fizeram a saúde e a educação, que perderam em qualidade e têm obrigado os russos a desembolsar cada vez mais por algo que supostamente deveria ser gratuito. Em 2008, logo após a crise financeira global, o país ainda conseguiu crescer 5,2%, mas despencou 7,9% em 2009, ficando na lanterna dos Brics (os emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Voltou a crescer 4% em 2010, mas continuou sem se modernizar.
As desigualdades nesse país que tanto pregou o socialismo também vêm crescendo. Os 120 mil milionários estão cada vez mais distantes da camada mais pobre da população. Tudo isso justifica o clima de insatisfação, manifestado nas urnas no último domingo, com a redução do apoio ao partido Rússia Unida, de Putin, e o indício de que a campanha para sua volta à Presidência não será tão tranquila.
oglobo.globo.com/mundo/fortalecimento-do-pc-mostra-insatisfacao-na-atual-russia-3426258#ixzz1hgE9jupK
Vladivostok votou comunismo para vetar Rússia Unida de Putin
07/12 20:18 CET
O mal estar dos russos em relação ao poder manifestou-se bem longe de Moscovo. Em Vladivostok, 600 mil eleitores na costa do Pacífico votaram no partido comunista para punir o partido Rússia Unida de Putin, um protesto silencioso que se fez sentir nas urnas.
Vladimir Grishukov, líder do partido comunista na região: "- As dificuldades económicas e sociais que se atravessam aqui pesaram no voto.
Atualmente, por exemplo, há muito menos construção civil do que no tempo da URSS. A população está na penúria.
No ano passado, só foram registados 17 mil nascimentos contra 21 mil mortes.
Esta tendência acentuou-se nos primeiros nove meses do ano. Ninguém vem viver para a região, pelo contrário, há muitos a partir."
"- As dificuldades económicas e sociais que se atravessam aqui pesaram no voto.
Atualmente, por exemplo, há muito menos construção civil do que no tempo da URSS. A população está na penúria.
No ano passado, só foram registados 17 mil nascimentos contra 21 mil mortes.
Esta tendência acentuou-se nos primeiros nove meses do ano. Ninguém vem viver para a região, pelo contrário, há muitos a partir."
Por estas e outras razões, os eleitores comunistas duplicaram. Mesmo os jovens optaram por vetar assim o Rússia Unida.
Alexei Shilovich, estudante:
"- Votei no partido comunista, não por querer o regresso à velha União Soviética, ams quero que se operem algumas mudanças".
O jornalista veterano Vladimir Pozner assegura que Putin já não é o "querido" do povo russo, por ter sido abandonado pelo poder:
"- As pessoas não compreendem o que faz o governo. Para onde vamos? Que se vai passar connosco e, principalmente, com os nossos filhos? Que é feito das promessas?
E as pessoas têm o sentimento de estar absolutamente entregues à sorte, sem proteção. Por exemplo, se alguém com poder nos persegue, não temos qualquer meio de nos defender, a maioria pensa que os tribunais não servem para nada, que a polícia faz o que quer. As pessoas não se sentem protegidas. Se alguém invejar o nosso negócio, pode apropriar-se sem dificuldade. daí o sentimento de mal estar e de impotência".
O antigo presidente da URSS, promotor da perestroika e da glastnot, Mikhail Gorbatchev, vai ainda mais longe na sua análise:
"- Não temos uma verdadeira democracia e não a teremos se o governo amedrontar a população e não deixar dizer as coisas abertamente para levar até ao fim o seu ponto de vista e sugestões"
A queda de popularidade de Putin não ameaça a eleição como presidente, em março, mas já constitui um aviso à candidatura.
pt.euronews.net/2011/12/07/vladivostok-votou-comunismo-para-vetar-russia-unida-de-putin/
Eu acho estranho quando aparecem vários comunistas por aqui em vários artigos, mas quando se coloca um vídeo desses não aparece nenhum. E mais, eles continuam sendo comunistas. Dá a impressão de que a destruição é de fato o real motivo deles serem comunistas, como demonstra o livro:
Marx e Satan
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Olá,
Não sou comunista também, mas vale um comentário.
Gostei do vídeo em várias coisas, principalmente a aliança da URSS com o nazismo, o qual é histórico. Mas não gostei no seguinte sentido: faltou explorar que o problema do nacional socialismo não é problema exclusivo da Rússia moderna, mas de toda a Europa e mesmo nos EUA (http://www.youtube.com/watch?v=aj24VzbMzTY&feature=fvst).
Acho que a lição que fica é a de que o verdadeiro e justo sistema político/econômico ainda está muito longe de vir, mas tenho a certeza que estará sustentado nos verdadeiros direitos e deveres naturais do ser humano e jamais na violência, seja ela de que tipo for.
Abraços
Havia um plano de “500 dias” para implantar uma economia de mercado na Rússia após a queda do comunismo. Esse plano chegou a ser implantado?
Sugiro uma retificação na data de extinção da URSS, de 26 de dezembro para o dia de Natal (25) daquele ano, data da renúncia de Mikhail Gorbachev e da oficialização do fim do regime. Seria interessante também publicar o vídeo que está completo no vimeo, ao invés dos vídeos, em partes, do Youyube, como está no blog.
O vídeo do Plantão da Globo para relembrar (25 de Dez. 1991):
http://www.youtube.com/watch?v=1XY7qWbdXe0
O horário do discurso de Gorbatchov foi as 21h Moscow(eram 18 h em Portugal), do dia 25 de Dezembro de 1991.
tv1.rtp.pt/noticias/?t=Fim-da-URSS-ocorreu-ha-20-anos-Gorbachev-discursou-na-criacao-da-entao-CEI.rtp&headline=46&visual=9&article=512834&tm=7djd
http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/urss.htm
Somente agora consegui terminar de assistir o video. Que tristeza. Me fez lembrar do Olavo, quando disse: “…há muitos anos já absorvi o conselho de Eric Voegelin: não estudar “filosofia”, estudar a REALIDADE…”
O que eu acho engraçado, são os comunistas brasileiros, que na época da ditadura militar, clamavam por um estado comunista e “livre”, não é possível que eles não soubessem, que um estado comunista era muito mais autoritário e cruel que a ditadura militar que acontecia. Eles apoiavam a União Soviética, o regima mais autoritário que já esteve nesse planeta.
Excelente artigo, muito bem “ilustrado” com vídeos de documentários absolutamente verossímeis, expondo esse povo (marxistas e derivativos de qualquer nacionalidade) que a tudo tentam relativizar. Esta verdade exposta neste artigo, apresenta o modus operandi dassa gente de modo muito claro, insofismável e cabal.
Parabéns pelo artigo.
Indiquei este vídeo a um conhecido meu: http://www.youtube.com/watch?v=LPNzua7Oj-E
E ele respondeu isto:
“Mas a maior besteira que o vídeo argumenta (e que é uma grande sacanagem com você, pois eles acham que você é bobo a ponto de acreditar no que eles dizem) é associar a teoria econômica de Marx à brutalidade de regimes ditatoriais. Marx não defendia o autoritarismo que se praticou em vários momentos do século 20 sob o rótulo de comunismo.”
Daí, eu ia falar da citação aos 7:10 do segundo vídeo aqui postado. Mas procurando o original, vi que a citação foi totalmente tirada de contexto…
Também não encontrei referências ao caráter homicida de Marx. Começo a suspeitar que ele não seja este demônio que tantos pintam.
Alguém tem provas cabais de que a idéia passada de Marx pelo vídeo é verdadeira?
Obrigado pela resposta Leandro.
Sim, eu sei que o marxismo leva necessariamente à violência, mas queria demonstrar o quanto Marx era desprezível, no que lembrei deste documentário.
O problema são as duas últimas citações que você postou, que são as que investiguei.
Por exemplo:
“The chief mission of all other races and peoples, large and small, is to perish in the revolutionary holocaust.”- Karl Marx Die Neue Rheinische Zeitung NZR January 1849
Citação completa:
“How did this division of the nations come about, what was its basis?
The division is in accordance with all the previous history of the nationalities in question. It is the beginning of the decision on the life or death of all these nations, large and small.
All the earlier history of Austria up to the present day is proof of this and 1848 confirmed it. Among all the large and small nations of Austria, only three standard-bearers of progress took an active part in history, and still retain their vitality — the Germans, the Poles and the Magyars. Hence they are now revolutionary.
All the other large and small nationalities and peoples are destined to perish before long in the revolutionary world storm. For that reason they are now counter-revolutionary.”
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1849/01/13.htm
http://www.mlwerke.de/me/me06/me06_165.htm
Pelo que eu entendi, Marx estava fazendo uma previsão baseada na história e não estimulando um holocausto, palavra que ele sequer usou.
Seria o mesmo que eu dizer que comunistas inevitavelmente morrerão de fome pela falta de alimentos e viesse um comunista falando que estimulo a matança de comunistas.
“The classes and the races too weak to master the new conditions of life must give way…. They must perish in the revolutionary holocaust.” – Karl Marx (Marx People’s Paper, April 16, 1856, Journal of the History of Idea, 1981)
http://www.mlwerke.de/me/me08/me08_541.htm
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1853/03/04.htm
Aqui, a situação fica ainda mais grave. A parte “They must perish in the revolutionary holocaust” nem está no mesmo artigo! De fato, esta é a citação feita no vídeo, e eles usam […] pra separar diferentes artigos! Pelo menos eles mostram embaixo que são artigos diferentes… Daí que eu disse que foi tirado de contexto. Achei isso bastante desonesto, pra falar a verdade.
Eu fui seco nos originais em alemão pra mostrar pro comunista e vi que o enganado fui eu!
Esta primeira citação que você apresentou parece mais promissora, vou analisar ela.
Abrass.
A minha primeira citação:
“All the other large and small nationalities and peoples are destined to perish before long in the revolutionary world storm.” Die Neue Rheinische Zeitung NZR January 1849
se refere à sua terceira:
“The chief mission of all other races and peoples, large and small, is to perish in the revolutionary holocaust.”- Karl Marx Die Neue Rheinische Zeitung NZR January 1849
Eu apenas a coloquei em seu contexto. E ainda coloquei os links dos textos completos em ingles e alemao. E segundo entendi pelo contexto do artigo, marx nao estimula assassinato, nem planeja, apenas prevê. Repito: seria o mesmo que eu dizer que comunistas inevitavelmente morrerão de fome pela falta de alimentos e viesse um comunista falando que estimulo a matança de comunistas.
Sobre sua segunda citacao: o fato de eles colocarem uma nota de rodapé confessando que as afirmacoes vêm de artigos diferentes não exime a falta de honestidade ao juntá-las em uma só frase, tirando-as de contexto e ainda traduzindo Weltsturm erradamente como holocausto. Além disso, “They must perish in the revolutionary holocaust” no original em alemao é “[Sie] haben zunächst die Mission, im revolutionären Weltsturm unterzugehen.” Segundo meu entendimento, enquanto a primeira frase o “they must perish” passa a ideia de uma ordem de Marx, na segunda, cuja melhor traducao seria “[They] have the mission to perish before long in the revolutionary world storm”, marx tenta fazer uma previsão, conforme escrevi antes. Veja, é muito erro (manipulação?) pra uma frase só.
Sobre sua primeira citação:
“Until its complete extermination or loss of national status, this racial trash always becomes the most fanatical bearer there is of counter-revolution, and it remains that. That is because its entire existence is nothing more than a protest against a great historical revolution… The next world war will cause not only reactionary classes and dynasties, but also entire reactionary peoples, to disappear from the earth. And that too is progress.” -Karl Marx, 1849, Neue Rheinische Zeitung.
presente em:
http://www.mlwerke.de/me/me06/me06_165.htm
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1849/01/13.htm
Aqui, não tem saída. A parte “And that too is progress” torna claro que o autor, ao fazer sua previsão (novamente não me parece que ele esteja dando uma ordem), é pelo menos simpático à ideia de que dissidentes morram. Porém, ora veja, o maldito artigo é assinado por Engels e não por Marx! Claro que posso afirmar que Marx foi no mínimo conivente, mas isso invalida o artigo como prova cabal pra refutar a afirmacao “Marx não defendia o autoritarismo que se praticou em vários momentos do século 20 sob o rótulo de comunismo”. A não ser que comunistas tenham deliberadamente mudado o nome do autor na versao online, o que poderia ser desmentido somente com os originais. Mas, pra minha infelicidade, nao consegui encontrá-los.
Veja bem, sou tao anti-comunista quanto voces, mas nao acho correto manipular frases. Assim como fazemos isto com Marx hoje, amanha farao o mesmo com Mises e Friedman. Acho que a razao está do nosso lado e nao precisamos mentir pra convencer as pessoas.
Hum, acabei de ter uma ideia pra minha refutacao: claro que nao “Marx não defendia o autoritarismo que se praticou em vários momentos do século 20 sob o rótulo de comunismo”! Ele sequer estava vivo durante estes regimes. Marx morreu no século XIX.
Agora só falta achar uma frase (nao manipulada, com o original em alemao, e assinada por Marx) na qual Marx explicitamente defende o autoritarismo.
Não mandei o link errado, nem estou querendo tumultuar. Desculpe se passei esta impressão.
Na verdade, a tradução está um pouco diferente:
“The next world war will result in the disappearance from the face of the earth not only of reactionary classes and dynasties, but also of entire reactionary peoples. And that, too, is a step forward.”
No original:
“Der nächste Weltkrieg wird nicht nur reaktionäre Klassen und Dynastien, er wird auch ganze reaktionäre Völker vom Erdboden verschwinden machen. Und das ist auch ein Fortschritt.”
E caso estivesse procurando a confirmação de que o texto é, na realidade, atribuído a Engels, estes são os trechos:
“Written: by Engels about January 8, 1849;”
e
“Geschrieben von Friedrich Engels.”
“Mas se você pensa diferente e acha que Marx está apenas fazendo divagações, sem problema. Direito seu. Mas a mim não convenceu.”
Veja bem, não é uma questão do que eu penso, mas uma questão de haver margens pra interpretação diferente do meu conhecido comunista. Também não quero te convencer de que Marx era santo. KKKKKKKKK, era só o que me faltava, eu defendendo Marx. Bem, então acho que esta frase já foi discutida, discutamos outras.
O que eu quero é “achar uma frase (nao manipulada, com o original em alemao, e assinada por Marx) na qual Marx explicitamente defende o autoritarismo,” pra mostrar que não só a teoria de Marx era perversa, mas também o próprio.
Eu já procurei por uma prova cabal e não encontrei. Poxa vida, não é possível que vocês não tenham nenhuma!
E novamente: não sou simpatizante ao comunismo, nem quero tumultuar. É uma questão legítima!
Valeu pelo link. Se eu encontrar uma prova, que na minha opinião seja incontestável, a postarei aqui.
Abrass.
Acho que encontrei a refutação que eu queria.
Vídeo que postei:
http://www.youtube.com/watch?v=LPNzua7Oj-E
Comunista:
Mas a maior besteira que o vídeo argumenta (e que é uma grande sacanagem com você, pois eles acham que você é bobo a ponto de acreditar no que eles dizem) é associar a teoria econômica de Marx à brutalidade de regimes ditatoriais. Marx não defendia o autoritarismo que se praticou em vários momentos do século 20 sob o rótulo de comunismo.
Minha resposta:
O vídeo não fala apenas sobre stalinismo, mas sim sobre qualquer revolução marxista. Note que o vídeo acaba quando a revolução acaba, não fala nada sobre o tipo de regime que se segue. O vídeo é exato ao mencionar assassinatos de opositores durante a revolução. Acho que até o próprio Marx pensava o contrário do que você pensa, já que existem várias passagens de Marx e Engels, nas quais eles admitem que, para a implantação do socialismo, violência teria que ser usada não somente durante a revolução, mas também imediatamente após. Citando apenas Marx:
"Well, then, to carry out the principles of socialism do its believers advocate assassination and bloodshed?"
"No great movement," Karl answered, "has ever been inaugurated Without Bloodshed."
http://www.marxists.org/archive/marx/bio/media/marx/79_01_05.htm
“Jeder provisorische Staatszustand nach einer Revolution erfordert eine Diktatur, und zwar eine energische Diktatur.”
http://www.mlwerke.de/me/me05/me05_398.htm
“Weit entfernt, den sogenannten Exzessen, den Exempeln der Volksrache an verhaßten Individuen oder öffentlichen Gebäuden, an die sich nur gehässige Erinnerungen knüpfen, entgegenzutreten, muß man diese Exempel nicht nur dulden, sondern ihre Leitung selbst in die Hand nehmen.”
http://www.mlwerke.de/me/me07/me07_244.htm
Além disso, é claro que “Marx não defendia o autoritarismo que se praticou em vários momentos do século 20 sob o rótulo de comunismo.” Ele morreu no século XIX! Como poderia defender? Considerando que ele acreditasse na própria teoria e que esta obteria êxito, não teria como ele prever que a manutenção do socialismo seria insustentável, podendo ser mantida somente por autoritarismo.
Com minha inocência, fiz um comentário num site sobre o comunismo, olhem a resposta que recebi no meu e-mail:
“@Deilton Rapaz, eu discordo completamente de você rsrsrsrsrs! se você continuar olhando meus artigos, vai saber porquê. Mas uma pista: na minha opinião, as suas críticas ao Estado beiram a inocência infantil. No capitalismo, manda quem tem poder econômico, e o poder político é apenas um subordinado que, nos casos onde há quem se importe com o ser humano e não com o lucro, é um subordinado rebelde e nada mais.
No documentário “A Estória das Coisas” existe uma imagem que reflete bem o que eu digo, a do governante engraxando o sapato de um dono de corporação. E corporações são fruto do livre comércio e da propriedade, e raramente se importam com a vida de quem não faz parte dela.
Me lembro do Manifesto Comunista, onde Marx “se defende” da acusação de que os Comunistas são inimigos da liberdade. Ele responde que, é claro, “se referem à liberdade burguesa”, não da liberdade humana — que para mim, Marx e meu pensador predileto, Erich Fromm, são exatamente o oposto um do outro.
É o que eu digo: o conceito de liberdade do capitalista é a lei da selva, onde ninguém tem garantia nem mesmo dos direitos humanos. A não ser que tenha dinheiro pra pagar. Salve-se quem puder.”
Perco ou não meu tempo respondendo isso?
Só por curiosidade e registro, os deixo a par do fim da discussão. Notem ao final a interpretação bizarríssima que meu colega faz do artigo dos kibbutz. Isso porque é doutor em literatura! O que a cegueira ideológica não faz.
ele:
http://www.youtube.com/watch?v=EaVbYyky-Bw
eu:
Esse é mais curto: http://www.youtube.com/watch?v=LPNzua7Oj-E kkkkkkkkkkk
ele:
Paulo, assista ao vídeo com o cartoon e veja importantes trechos do Manifesto original. O vídeo que você linkou não tem relação nenhuma com o que dizem os estudos de Marx.Ele só tem dois idiotas que nunca leram o texto original do manifesto. Se leram, são dois idiotas que não conseguem entender um texto simples de filosofia e querem fazer graça, mas nem isso conseguem, pois são fraquinhos, fraquinhos.
eu:
Hum, na verdade eles tiraram um sarro da teoria econômica de Marx, que já em 1920 havia sido desmentida por Ludwig von Mises, segundo o qual o socialismo é um esquema que, além de utópico, é ilógico, antieconômico e impraticável em sua essência (tanto que o Comunismo, de fato, nunca existiu). O vídeo ainda mostra o que acaba acontecendo com dissidentes em TODO regime socialista: fuzilamento. Quanto à graça… bem, é subjetiva… tanto que eu me matei de rir =D
ele:
Ahã. Paulo, cê tá confundindo duas coisas: a teoria econômica de Marx (que está no vídeo que eu linkei) e a prática totalitarista do Stalin (que é o argumento contra Marx que seu vídeo apresenta). Stalin praticou o seu próprio socialismo, que nada mais passou de um verniz pra encobrir seu regime ditatorial. A teoria marxista, em última instância, preconizava que em uma determinada altura o próprio Estado teria que ser abolido (pois, segundo Marx, na história humana o Estado sempre atuou como instrumento de uma determinada classe para o domínio das demais), e somente assim não deveria haver mais nenhuma diferença entre classes no meio social. Paulo, já ouviu falar em Kibutz? Herr Von Mises, que você menciona, fez de conta que não. Mises é um liberal que defende o livre mercado. Em 1920 ele "desmentiu" Marx provando a superioridade do capitalismo sobre o comunismo usando a sociedade americana como exemplo. E em 1929? O que aconteceu nos USA (e não lá apenas) foi um resultado direto da liberdade defendida por Herr von Mises. Do mesmo modo, a atual crise é originada nos devotos de Mises e na liberdade do mercado. Paulo, entenda que, pro liberais, "livre mercado" significa liberdade pra quem tem mais dinheiro fazer o que quiser. Mas a maior besteira que o vídeo argumenta (e que é uma grande sacanagem com você, pois eles acham que você é bobo a ponto de acreditar no que eles dizem) é associar a teoria econômica de Marx à brutalidade de regimes ditatoriais. Você diz que o vídeo mostra o que "acaba acontecendo com os dissidentes de TODO regime socialista". A falsidade do argumento é a orientação que ele tem para dizer nas entrelinhas que tal prática é uma exclusividade de regimes socialistas. O Brasil era socialista na época do regime militar, quando muita gente foi eliminada por ser "dissidente"?? E o Chile do Pinochet, era socialista? A Alemanha de Hitler?? Giordano Bruno foi morto por ser dissidente de um regime socialista?? Marx não defendia o autoritarismo que se praticou em vários momentos do século 20 sob o rótulo de comunismo. Bradley Manning e o pessoal que está hospedado em Guantânamo podem ser considerados "dissidentes"???? Abraço, Paulo.
eu:
1.O cerne da teoria comunista, conforme resumida por Marx e Engels no Manifesto Comunista, é a abolição da propriedade privada. Ao meu ver, Stalin e Mao seguiram perfeitamente a cartilha, e se eles se distanciam do “socialismo puro”, é exatamente pela sua impraticabilidade. Mas se acha que eles não eram socialistas “de verdade”, acredito que iremos concordar em discordar =)
Aliás, o vídeo não fala apenas sobre stalinismo, mas sim sobre qualquer revolução marxista. Note que o vídeo acaba quando a revolução acaba, não fala nada sobre o tipo de regime que se segue.
2. Pregar é fácil, o difícil é montar uma teoria econômica alternativa ao capitalismo e que funcione.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1141
en.wikipedia.org/wiki/Economic_calculation_problem#Criticisms
A história já provou que Mises estava certo. Tanto na distante União Soviética, quanto no Brasil de Sarney, o resultado da tentativa estatal de controle de preços foi a escassez!
3. Kibbutz? Realmente nunca tinha ouvido falar, mas creio que tenha sido um tiro no pé:
“The rise of the capitalist kibbutz”
archives.econ.utah.edu/archives/marxism/2010w09/msg00065.html
http://www.ft.com/cms/s/0/01e0cdcc-09fd-11df-8b23-00144feabdc0.html
Omer Moav, a former kibbutznik who now teaches economics at London's Royal Holloway University and advises the Israeli finance minister, argues that the kibbutz movement was always destined to fail. It worked, he says, only as long as kibbutzniks enjoyed a standard of living broadly comparable to, if not better than, the Israeli average. “People respond to incentives. We are happy to work hard for our own quality of life, we like our independence,” he says. “It is all about human nature – and a socialist system like the kibbutz does not fit human nature.”
4. Não existe consenso sobre as causas da crise de 29, uns dizem que foi por liberdade demais, outros que foi por interferências estatais demais. A crise atual é, conforme alguns, originada no livre mercado, e segundo outros, originada no alto endividamento das SOCIAIS-democracias européias. De qualquer forma, tanto Mises quanto Friedman não afirmam que o livre mercado é perfeito, apenas dizem que intervensões estatais tedem a aumentar o problema ao invéz de diminuí-lo. A teoria de ciclos econômicos de Mises prevê e toma como essenciais tais momentos de depressão, enquanto o Keynesianismo tenta evitá-las, jogando os custos para as próximas gerações. Mas aí já é outra discussão. Note que o Comunismo sequer consta como possível saída, já que é impraticável… Mas vamos supor que o capitalismo realmente não funcione no fim das contas… Em que isso prova que o Comunismo é viável?
5. Quem tem dinheiro (= poder) faz o que quer em qualquer sociedade. Vide a coleção de Mercedez de Kim Jong-il e as roupas da Nike de Fidel (a única coisa que regimes socialistas conseguiram até hoje, foi trocar os porcos capitalistas por burocratas autoritários). O que importa é a capacidade de geração de riqueza e a possibilidade de mobilidade econômica para os pobres. E nisso, Churchil já resumia bem as diferenças entre os dois sistemas: “The inherent vice of capitalism is the unequal sharing of blessings. The inherent virtue of Socialism is the equal sharing of miseries.”
6. O vídeo é exato ao mencionar assassinatos de opositores durante a revolução. Acho que até o próprio Marx pensava o contrário do que você pensa, já que existem várias passagens de Marx e Engels, nas quais eles admitem que, para a implantação do socialismo, violência teria que ser usada não somente durante a revolução, mas também após. Citando apenas Marx:
"Well, then, to carry out the principles of socialism do its believers advocate assassination and bloodshed?"
"No great movement," Karl answered, "has ever been inaugurated Without Bloodshed."
http://www.marxists.org/archive/marx/bio/media/marx/79_01_05.htm
“Jeder provisorische Staatszustand nach einer Revolution erfordert eine Diktatur, und zwar eine energische Diktatur.”
http://www.mlwerke.de/me/me05/me05_398.htm
“Weit entfernt, den sogenannten Exzessen, den Exempeln der Volksrache an verhaßten Individuen oder öffentlichen Gebäuden, an die sich nur gehässige Erinnerungen knüpfen, entgegenzutreten, muß man diese Exempel nicht nur dulden, sondern ihre Leitung selbst in die Hand nehmen.”
http://www.mlwerke.de/me/me07/me07_244.htm
7. Logicamente, o argumento não se torna falso por não afirmar algo que não está em seu escopo.
Afirmar que toda moto tem duas rodas não é o mesmo que afirmar que tudo que tem duas rodas é uma moto.
8. Realmente, existiram e existem vários exemplos de regimes capitalistas repressores. Mas veja que o problema está na palavra “repressores” e não em “capitalistas”, tanto que existem vários regimes capitalistas não repressores. No entanto, desconheço qualquer regime socialista, não repressor, e que ainda não tenha desabado. E não entendi a do Giordano Bruno.
9. Ora, é claro que “Marx não defendia o autoritarismo que se praticou em vários momentos do século 20 sob o rótulo de comunismo.” Ele morreu no século XIX! Como poderia defender?Considerando que ele acreditasse na própria teoria e que esta obteria êxito, não teria como ele prever que a manutenção do socialismo seria insustentável, podendo ser mantida somente por autoritarismo.
Mais um video bem legal: http: http://www.youtube.com/watch?v=hWTFG3J1CP8
Bem, é isso, não entendo que lugar uma teoria econômica falida como o Comunismo possa ter no século XXI. Quando até mesmo Cuba e China estão fazendo concessões capitalistas, defender o Marxismo é ir totalmente na contramão dos fatos.
Infelizmente, vou ter que abandonar a discussão aqui pra me concentrar no meu Masterarbeit. =/
Abrass.
ele:
Bom dia, Paulo! Para que não se perca o cerne de nossa discussão, é bom lembrar o seguinte: a minha discordância é em relação ao vídeo que você postou, que simplifica um pouco (até aí não vejo problema grave) e distorce muito (e aí tem um gravíssimo problema) a Teoria Econômica de Marx, o chamado marxismo. O vídeo dos dois bocós quer fazer crer que a eliminação de opositores é uma exclusividade de sociedades socialista e, pior, que isso decorre das idéias defendidas por Marx. A violência contra aqueles que se opõem ao grupo que está no poder em uma dada sociedade é fato corriqueiro (isto sim já está provado pela história humana) e isto não tem relação nenhuma com o fato dessa sociedade ser capitalista ou socialista. É este o ponto central de nossa discussão aqui. Partindo deste ponto, respondo às suas observações conforme você as colocou:
1) O cerne da teoria marxista é a abolição da propriedade privada e das diferentes classes sociais, isto é, ninguém é proprietário e ninguém está acima ou abaixo de ninguém no meio social. Stalin e Mao não "seguiram perfeitamente a cartilha", pois mantiveram o que o pensamento comunista visava eliminar, o Estado, ou UM GRUPO no poder. Eles se distanciaram da essência do socialismo não pela sua impraticabilidade, mas exatamente porque a "praticabilidade " da organização social fundada na propriedade privada já tinha se mostrado poderosa. Como eu disse no outro post, eles eram socialista apenas por fora. E isto explica o enriquecimento particular dos líderes (ou seus filhos) desses regimes ditatoriais enquanto a miséria se divide pelo povo (o que é exatamente o resultado do capitalismo desmedido). Você diz: "Aliás, o vídeo não fala apenas sobre stalinismo, mas sim sobre qualquer revolução marxista. Note que o vídeo acaba quando a revolução acaba, não fala nada sobre o tipo de regime que se segue." Esta sua fala é um contrassenso em sua própria base, pois, se o vídeo fala "sobre qualquer revolução marxista" como ele "não fala nada sobre o tipo de regime que se segue"? Se a revolução é marxista, o regime há que ser marxista, ou será a aplicação da famosa teoria política do violino: O poder deve ser tomado com a esquerda e tocado com a dirreita. O vídeo NÃO FALA NADA sobre stalinismo e imputa idéias ao pensamento marxista que não são encontradas em nenhuma linha do que Marx escreveu. Em suma o vídeo diz que os socialista, marxistas ou esquerdista (já que o cagão eliminado no vídeo é apresentado como "direitista") não suportam ter contestadas suas idéias (que são bobas) e assim, somente lhes resta eliminar os oponentes pra não serem contrariados. Não é isso?
2) Eu não sei como a história (ou quem contou essa história) provou que Herr von Mises estava certo. Você me mandou o link da Wikipédia feito especialmente para explicar a teoria do Cálculo Econômico de Mises. Vejamos o que está lá quando clicamos no link (grifos meus):
Scale of problem
One criticism, though, has been that proponents of the problem overstate the strength of their case, in describing socialism as impossible, rather than inefficient.[9]
Bryan Caplan is a libertarian economist and wrote a piece explaining why he ‘is not an Austrian economist’. In it, he discusses the economic calculation debate, and, while admitting that it is a problem for socialism, denies that Mises has shown it to be fatal, or that it is this particular problem that led to the collapse of the socialist states.
Austrians have overused the economic calculation argument. In the absence of detailed empirical evidence showing that this particular problem is the most important one, it is just another argument out of hundreds on the list of arguments against socialism. How do we know that the problem of work effort, or innovation, or the underground economy, or any number of other problems were not more important than the calculation problem?[10]
[edit]Efficiency of markets
Another counter-argument is to dispute the claim that a free market is efficient at resource allocation. Alec Nove argues that in “Economic Calculation in the Socialist Commonwealth” von Mises “tends to spoil his case by the implicit assumption that capitalism and optimum resource allocation go together”,[11]
Joan Robinson claims many prices in modern capitalism are effectively “administered prices” created by “quasi monopolies”, thus challenging the connection between capital markets and rational resource allocation.[12]
Milton Friedman agreed that markets with monopolistic competition are not efficient, but argued that in countries with free trade the pressure from foreign competition would make monopolies behave in a competitive manner.[13] In countries with protectionist policies foreign competition cannot fulfill this role, but the threat of potential competition- that, were companies to abuse their position, new rivals could emerge and gain customers dissatisfied with the old companies, can still reduce the inefficiencies.
It is argued, however, that monopolies and big business are not generally the result of a free market, but government privileges, otherwise known as state capitalism or mercantilism, [14][15] non-free market systems which Mises and other Austrian economists argued adamantly against. State capitalism incorporates central planning into a national economy, which removes power from individual calculation and moves it towards bureaucrats and politicians, similarly to centrally-planned socialism, Austrian economists argue.
Alternatively, Joseph Schumpeter argued that it is large firms that drive economic advance though innovation and investment, and so their proliferation shouldn’t be seen as a bad thing: they are theUnternehmergeist that drive advance.
Se eu entendi direito, um dos problemas da teoria de von Mises é ele vaticinar sobre a inviabilidade ou ineficiência do sistema econômico comunista. Caplan, que está muito longe de ser comunista, NEGUA que Mises tenha demonstrado que há relação entre o sistema econômico comunista e o colapso daquelas sociedades. A escola austríaca (e Mises, que é o mais famoso representante dela) faz uma análise parcial dos fatos, pois assume como o mais importante APENAS UM ENTRE VÁRIOS IMPORTANTES fatores econômicos em suas análises. Alec Nove diz que Mises era fã de carteirinha do capitalismo e não fez uma análise imparcial dos fatos. Robinson e Friedman são céticos em relação à principal idéia de Mises, a liberdade dos preços num sistema capitalista e, sobretudo, no sistema capitalista do século XX. Robinson diz que os preços "livres" no capitalismo moderno, são na verdade preços administrados por "quase monopólios", ou seja, controlados por alguém, o que jogua água no chope da teoria da estabilização dos preços pela concorrência no livre mercado, que o Mises defendia. Foi isso que, pelo que lembro, aconteceu no governo Sarney. Os poucos donos da cadeia de produção seguraram os estoques, esconderam os bois dos pastos, pra forçar o governo a aumentar o preço ou não perder a margem dos lucros. Daí decorreu a escassez. Lembra disso? Você diz: " Pregar é fácil, o difícil é montar uma teoria econômica alternativa ao capitalismo e que funcione." Não, difícil é implementar uma alternativa que funcione sem a intervenção do sistema capitalista.
No outro link, você me manda pro Instituto Mises do Brasil. Hahahaha. Deve ser piada. É TFP pura. Mas veja o prefácio do livro de Mises. É muito interessante o primeiro parágrafo:
"O século XX testemunhou o surgimento, o desenvolvimento e o colapso do mais trágico experimento da história humana: o socialismo. Esse experimento resultou em monstruosas perdas humanas, na destruição de economias potencialmente ricas e em colossais desastres ecológicos. Tal experimento (teoricamente) acabou, mas a devastação continuará afetando a vida e a saúde das inúmeras gerações vindouras." Incrível! Adorei! Descreve exatamente o sistema capitalista e a situação de vários países da Europa, além dos USA! Não acha??
3) O artigo que você me enviou sobre o Kibbutz fala sobre uma transição do sistema, que está deixando de ser socialista e passando a ser capitalista, o que está reduzindo a qualidade de vida dos moradores daquela comunidade. E isto está ocorrendo por pressões do entorno da comunidade, que é capitalista, e viu no Kibbutz uma chance de mão de obra barata. Isto é, porque o sistema SOCIALISTA funcionava, os capitalistas vão lá pra faturar em cima. Não é isso que o texto diz? Estou em dúvida sobre em que pé foi dado o tiro.
4) Sobre a falta de consenso acerca das causas da crise de 29, você diz "uns dizem que foi por liberdade demais, outros que foi por interferências estatais demais". O que você não diz é que a liberdade demais foi para quem tinha dinheiro (muuuuuuito dinheiro) pra comandar a economia e a "interferência estatal" foi A FAVOR desses mesmos endinheirados, pra que eles otimizassem seus ganhos. Ou seja, novamente a história de um pequeno grupo ser privilegiado em detrimento dos outros. Quanto a crise atual…fala sério, Paulo! Em que mundo você vive (ou viveu, melhor dizendo) nos últimos três anos?? Todo mundo tá careca de saber (eu inclusive, literalmente) que a crise atual começou no bundalelê dos créditos do mercado imobiliário americano. E os bancos responsáveis por toda a Schei?e , que sempre foram contrários à intervenção do estado na economia (como você também defende), viraram todos keynesianos da noite pro dia e correram implorar pela intervenção estatal (para bancar os prejuízos). Assim é fácil o sistema econômico ter sucesso: no lucro somos capitalistas, no prejuízo somos socialistas. Não foi isso que o Obama fez?? Imprimiu dólares sem lastro e socializou a crise que era deles e criada por eles? Mises é um defensor da propriedade privada e do liberalismo acima de tudo, o que traduzindo pra realidade significa que ele defende os que tem dinheiro (poder) podem fazer o que quiser e o goverrno não deve intervir. O problema é que o governo deve governar para a maioria (que o elegeu) e não para uma minoria, como normalmente acontece. Você cita uma série de teóricos abertamente defensores do sistema capitalista que não vêem o comunismo como opção única e exclusivamente porque o comunismo exclui a propriedade privada e defende a igualdade de todos sem divisões em classes sociais, ou seja, todos devem ser iguais. Veja o site do Instituto Mises, está lá, pra todo mundo ver: propriedade. Umas das principais críticas às idéias de Mises é que ele assume de antemão que o capitalismo e o bem comum estão diretamente associados, sem explicar como ou por que. Isto é, ele defende uma posição por achar que é a correta, mas não prova com nenhum dado o que diz. Isso é torcida, não ciência. Assim, o que mostra que o comunismo é inviável?? A opinião de quem defende o capital? Práticas capitalistas que tiveram o rótulo de comunistas?
5) Você indica duas práticas capitalistas (que acontecem em todos os regimes capitalistas) como defeitos de dois lideres comunistas. Concordo com você quando você observa que, quem tem dinheiro, faz o que quer. O que não concordo é você usar Fidel e Kim Jong-il como exemplos do fracasso do socialismo por seus bens (que a maioria do povo por eles governado não tem) e não elencar exemplos de sociedades capitalistas exemplo de fracasso dessas sociedades. Por que? Qual era a "possibilidade de mobilidade ecônomica para os pobres" na sociedade governada por Churchil? Ela falava como alguém que tinha a sorte de dividir as bênçãos do capitalismo. Como você disse: falar é fácil. Veja no link algumas fotos das bênçãos do sistema capitalista da época de Churchil:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-imagens-historicas-da-grande-depressao
6) No manifesto do Partido Comunista (é disso que o vídeo fala, lembra?), pelo que lembro, Marx fala que o proletariado precisa se preparar para uma luta armada para se defender após a revolução proletária, pois o antigo regime não aceitaria isso passivamente e certamente tentaria a retomada do poder. Ele não fala nada de assassinar opositores. Marx não era ingênuo de achar que os dominantes iriam entregar a rapadura sem luta. Ele conhecia muito bem a história da humanidade e os processos revolucionários que já haviam ocorrido. E estava avisando que a mudança não se daria sem luta. Quanto ao excertos que você cita do que Marx diz, ah, Paulo, fala sério! Hahaha. Cê tá de sacanagem, não é?? Você recorta um pedacinho de frase pra provar sua afirmação e não lê o resto que está em volta? Veja só o primeiro exemplo que você traz, uma entrevista com Marx. Veja o que ele diz algumas linhas antes e a algumas depois do trecho que você menciona (grifos meus):
"The reverend gentleman alluded to," I remarked, "gave an extract from a letter which he said you addressed to the Communists of Paris in 1871. Here it is:
'We are as yet but 3,000,000 at most. In twenty years we shall be 50,000,000 – 100,000,000 perhaps. Then the world will belong to us, for it will be not only Paris, Lyon, Marseilles, which will rise against odious capital, but Berlin, Munich, Dresden, London, Liverpool, Manchester, Brussels, St. Petersburg, New York – in short, the whole world. And before this new insurrection, such as history has not yet known, the past will disappear like a hideous nightmare; for the popular conflagration, kindled at a hundred points at once, will destroy even its memory!'
Now, Doctor, I suppose you admit the authorship of that extract?"
"I never wrote a word of it. I never write Such Melodramatic Nonsense.
I am very careful what I do write. That was put in Le Figaro, over my signature, about that time. There were hundreds of the same kind of letters flying about them. I wrote to the London Times and declared they were forgeries; but if I denied everything that has been said and written of me, I would require a score of secretaries."
"But you have written in sympathy with the Paris Communists?"
"Certainly I have, in consideration of what was written of them in leading articles; but the correspondence from Paris in English papers is quite sufficient to refute the blunders propagated in editorials. The Commune killed only about sixty people; Marshal MacMahon and his slaughtering army killed over 60,000. There has never been a movement so slandered as that of the Commune."
"Well, then, to carry out the principles of socialism do its believers advocate assassination and bloodshed?"
"No great movement," Karl answered, "has ever been inaugurated Without Bloodshed.
"The independence of America was won by bloodshed, Napoleon captured France through a bloody process, and he was overthrown by the same means. Italy, England, Germany, and every other country gives proof of this, and as for assassination," he went on to say, "it is not a new thing, I need scarcely say. Orsini tried to kill Napoleon; kings have killed more than anybody else; the Jesuits have killed; the Puritans killed at the time of Cromwell. These deeds were all done or attempted before socialism was born. Every attempt, however, now made upon a royal or state individual is attributed to socialism. The socialists would regret very much the death of the German Emperor at the present time. He is very useful where he is; and Bismarck has done more for the cause than any other statesman, by driving things to extremes."
Paulo, ele diz que muita gente escreve artigos sensacionalistas e assinam com o nome dele, então é preciso tomar cuidado com a fonte utilizada pra dizer que ele disse isso ou aquilo. Além disso, na resposta (completa) que você cita como exemplo de que ele defende o assassinato de opositores, ele diz que banhos de sangue acontecem em todas as grandes revoluções, como a história registra. E ele acusa, inclusive, a manipulação que se fazia na época (e que, pelo jeito, você caiu nela), de dizerem que apenas o socialismo era violento e sanguinário. Ele diz que massacres e banhos de sangues sempre existiram na história (e dá vários exemplos) muito antes de surgir o pensamento socialista, mas que há um movimento de tentar associar tais práticas como exclusivas dos socialista, para desmoralizá-lo.
Os outros dois artigos, em alemão, são dá época em que ele escrevia no Jornal da Renânia e nas duas menções que você cita, Marx está se referindo à ações violentas da direita (governo provisório após a revolução de 48, no primeiro artigo) e a pequeno burguesia, a quem os proletários teriam que se juntar para conseguir a vitória na revolução, mas que teriam que ser vigiados após a almejada vitória, para que não ocorresse o que havia acontecido na revolução francesa, quando o povo foi usado como massa de manobra para a troca da classe dominante (segundo artigo). O "ser vigiados" aqui significa, segundo o que o artigo citado de Marx diz, não deixá-los esquecer os objetivos da revolução e pressioná-los para que as prometidas mudanças sócias motivadoras da revolução fossem de fato implantadas para o bem do proletariado.
É isso que os textos que você citou dizem.
7) Não entendi o que você quis dizer com tal comentário.
8) Já havia dito isso no outro post, o problema da União Soviética ou da Alemanha nazista não era ser capitalista ou socialista, mas sim ser ditatorial. O Kibbutz é um regime socialista que sempre funcionou bem, se está desabando (como o artigo que você mandou diz), quem tá acabando com ele é o capitalismo (leia o artigo). Giordano Bruno foi um exemplo pra mostrar que não é exclusividade do comunismo (como o vídeo dos bocós sugere) a eliminação de quem pensa diferente, argumento que você também usou. Na entrevista que você linkou, Marx diz que os jesuítas também promoveram derramamento de sangue.
9) Este argumento entra em conflito com o que você argumento na parte 8 de sua resposta. O socialismo defendido por Marx não foi praticado pelas ditos governos essencialmente OPRESSORES no século XX. Quando você diz: " Ele morreu no século XIX! Como poderia defender?" , CE tá de sacanagem, de novo! Hahaha. Ele "não defendia o autoritarismo" quer dizer que AUTORITARISMO não estava no programa socialista. Como já disse é o oposto da proposta socialista um estado com um governo ditatorial, após a implantação do sistema comunista não deveria ter mais um governo, pois isso representa um grupo acima dos demais, uma classe mais favorecida. Qualé, Paulo. Eles não se tornaram opressores porque os socialismo se tornou insustentável (como você diz), Stalin assumiu e implantou por sua vontade um governo ditatorial e isso levou o povo à condição a que ele chegou. Podia ser capitalista que dava no mesmo. Veja o que você diz no item 8. O vídeo que você postou é legal, especialmente porque ele faz uma crítica ao processo de apropriação do discurso socialista em nome de uma manutenção do sistema capitalista usando o caso da União Soviética.
Enfim, como eu disse, nossa discussão é sobre as besteiras que o vídeo postado tenta disseminar passando uma falsa idéia do que é o Marxismo e não, como você diz na sua conclusão, sobre o lugar do Marxismo no nosso século. Acredito que é exatamente pela falta de conhecimento sobre quais são verdadeiras idéias do marxismo que os dois bocós fizeram o vídeo e passaram uma idéia falsa e distorcida do que Marx escreveu. E esse mesmo fato faz você definir o marxismo como "teoria econômica falida" e "andar na contramão da história".
Paulo, grande abraço e sucesso no seu Masterarbeit.
Os últimos dias da URSS (documentário)
http://www.youtube.com/watch?v=1yPxtckNCqY
Um importante vídeo para lembrarmos os perigos do caminho da servidão.
Infelizmente, apenas posso lamentar pelas milhões de pessoas mortas brutalmente em nome da pura tirania ou da ideologia política.
Como ex-marxista, respeitava Marx e mesmo sendo austríaco o defendia contra os crimes feitos por seus aprendizes. Eu estava ciente da pouca leniência de Engels para com os inimigos da “revolução” e das fantasias onipresentes na doutrina dos dois.
Admito que, mesmo após ter assistido este vídeo com fortes toques de senso crítico(afinal, é um vídeo anti-comunista), não pude evitar estar chocado pelo vasto campo de atrocidades legitimada por Marx.
Esse documentário é genial, tem um outro que eu recomendo:
Faith of the century
Não sei se existe em português, ele é gigante, dividido em 4 partes:
* 1917-1928, Utopia in Power
* 1929-1939, The Two Faces
* 1940-1953, The Peak Years
* 1954-1993, End Without End
É quase uma analisa teológica do comunismo… e por mais que seja nojento dizer isso, me diverti assistindo essa coisa, o final é cômico e deve ter irritado vários comunistas.
Se souber inglês, pode assistir aqui:
Adolf Hitler nunca foi comunista, ele era um fascista, um anticomunista que defendia a mesma coisa que defendia outra organização ultrarreacionária, o Ku Klux Klan. Socialismo não defende e nunca defendeu eugenia. Ideias de eugenia, pureza racial… são coisa de direitista, de nomes como o Imperador Dom Pedro II, como o Ku Klux Klan e do governo britânico, que inspirou os nazistas na criação de seu modelo eugênico.
Cartaz alemão de 1933, apresentando os países que influenciaram a política eugenista de Hitler:
upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d0/Wir_stehen_nicht_allein.png
Semelhanças entre o regime nazista e o norte-americano:
apaginavermelha.blogspot.com/2012/07/mundo-semelhancas-entre-o-regime.html
Como o “comunismo” ao qual você se refere pode ser preconceituoso se a primeira constituição a criminalizar a prática do racismo veio de um país que você considera comunista, a URSS? Isso enquanto nos EUA um negro era proibido de casar com uma mulher branca(e até mesmo de tocá-la no cinema).Quer saber o que é preconceito? Esse filme americano de 1915 mostra(época em que a URSS ainda não existia e portanto não podia condenar o racismo americano). Esse filme, pra quem não sabe, conseguiu o incrível feito de ressuscitar o Ku Klux Klan e foi usado para doutrinação no clã até os anos 70. Reparem em sua abertura, com o mesmo discurso “anti-politicamente correto” tão adorado pela direita política:
http://www.youtube.com/movie?v=FDiQWsENgnk&feature=mv_sr
Já esse era o cinema soviético, expressando exemplarmente os valores do internacionalismo proletário defendidos pelo grande Marx. No filme “O circo”, de 1936, Marion Dickson, estrelado pela célebre atriz Lyubov Orlova, foge dos EUA após ser quase linchada e apedrejada publicamente por ter um bebê negro. Após refugiar-se na URSS, onde ela acredita haver a mesma mentalidade, ela esconde seu filho como um segredo, até este ser revelado pelo ex-companheiro, que acreditava poder conseguir o mesmo efeito que conseguiria nos EUA, até este ser ridicularizado por populares e preso pelas autoridades soviéticas. (a partir de 1:17:50 no filme)
http://www.youtube.com/watch?v=vDty7mJrFcw
Documentário expressando o festival de intolerância, racismo e genocídio capitalista:
apaginavermelha.blogspot.com/2011/03/historia-racismo-uma-historia.html
E agora, qque sistema está associado a preconceito mesmo, caro “Guaraná”?
Esse The Soviet Story documentário é falso de cabo a rabo, tem um documentário denunciando isso:
http://www.youtube.com/watch?v=qAMa1GVseC8
Acho os textos de vocês fantásticos, todavia, ressalto que volta e meia encontro erros de digitação como “deintegração” no fim do primeiro parágrafo, este site é um farol numa caverna e quero que a credibilidade e os ensinos que vocês tem propagado tomem dimensões cada vez maiores, mas atentem para estas coisinhas.
Pessoal, eu gostaria de poder chorar em palavras.
Pena que não posso..
Como esses comunistas são desgraçados!
Mas pra minha tristeza, pouco a pouco a federação Russa está se tornando o mesmo monstro que se julgava ter morrido em 1992. Nada disso. Parece que o monstro só hibernou.
Vejam esse documentário sobre as Testemunhas de Jeová na União Soviética:
http://www.youtube.com/watch?v=_pIQTIvOLvE
Vejam a partir de 41:00
-> “Foi criado uma imagem desprezível desse povo. Anti-social, miserável, agressivo, até mesmo mentalmente desequilibrado. Em síntese, não havia lugar para eles na sociedade.”
Agora vejam o que está acontecendo atualmente na Russia:
http://www.jw.org/en/news/legal/by-region/russia/video-taganrog-court-case/
http://www.jw.org/pt/noticias/casos-juridicos/por-regiao/russia/revogada-decisao-de-tribunal/
A Russia está novamente tentando banir as Testemunhas de Jeová, taxando-as de extremistas, para poderem ter assim uma justificativa para agredi-las ‘legalmente’, assim como fez Stalin em 1937.
E agora com a ‘Blitzkrieg’ Russa na Ucrânia (Crimeia), parece que o monstro bolchevique despertou.
No lugar de ‘Stalin’, leia-se ‘Putin’. No lugar de ‘Lênin’, ‘Duguin’.
E nós vamos ficar sentados vendo novamente o teatro vermelho agir???
DIVULGUEM A VERDADE A TODOS!
O grande trunfo do comunismo não são seus tanques nem seus rifles. Muito menos os milhões de soldados que são recrutados à força para engrossarem as fileiras de seu exército. O maior trunfo do comunismo é sua rede de infiltração global. Não há nada mais elucidador do que isso do que a segunda guerra mundial.
Stalin, tão criminoso quanto Hitler, foi paparicado pelos aliados como se fosse uma donzela indefesa. É muito engraçado quando lemos que quando a URSS invadiu a Polônia e a Finlândia em 1939, a França e o Reino Unido “quase” interviram; quando a URSS invadiu e anexou a Lituânia, a Estônia e Letônia em 1940, novamente, eles “quase” interviram. Mas o fato é, nunca interviram! Não interviram porque um grande número de secretários de estado, assessores entre outros, provaram ser, na década de 50, espiões comunistas.
A parte mais cômica são as conferências de Yalta e Potsdam. Roosevelt acreditava piamente que Stalin cumpriria sua promessa de realizar eleições no leste europeu, ao mesmo tempo que o ditador soviético colocava seus lacaios para governar a Hungria, Romênia, Tchecoslováquia, Bulgária e a Polônia. Quando viram que Stalin havia chegado para ficar eles se acovardaram, fingiram que não eram com eles abandonaram todos os povos do leste a 45 anos de comunismo.
Stalin aquele que havia matado milhões de ucranianos, cossacos entre outros durante o começo da década de 30, tornou-se o “Uncle Joe” nos States e o “Goo’ld Joe” no Reino Unido. Era como se tivéssemos chamando “Tio Hitler” hoje.
Curiosamente, quem obteve seu “espaço vital” foi a URSS com sua dúzia de satélites – pilhados anualmente – sem serem importunados pelo oeste, afinal a liderança ocidental já havia sido amaciada pelos “intelectuais” e “burucratas” pagos pelo Kremlim. Talvez, no entanto, a maior prova de depravação moral do ocidente seja a aprovação dos planos de transferências populacionais entre 1945 e 1949, que ocorreram entre os satélites soviéticos sob as baionetas de Moscou. Se considerarmos que os aliados vencedores mais a URSS sejam os membros fundadores da ONU, então podemos dizer que a ONU, sob controle dos aliados, cometeu um crime contra a humanidade contra diversas etnias no leste(segunda a própria, transferência forçada população é um crime contra a humanidade!). Logo, essa instituição que clama a tocha da bondade e da salvação mundial foi fundada por criminosos, tendo nascida criminosa.
Absurdo é que nenhum desses burocratas pagaram pelo seus crimes.
E mais absurdo é que ainda existe partidos comunistas.
Se é proibido existir um partido nazista deveria ser proibido existir um partido comunista.
Sem dúvida alguma esse é excelente documentário sobre a realidade do comunismo e da União Soviética. Porém, esta citação atribuída a Marx : "AS CLASSES E AS RAÇAS, FRACAS DEMAIS PARA CONDUZIR AS NOVAS CONDIÇÕES DA VIDA DEVEM … ELAS DEVEM PERECER NO HOLOCAUSTO REVOLUCIONÁRIO."
é contestada de forma bem fundamentada nesse blog: “Holocausto Revolucionário”: Marx escreveu isso?
O COMUNISMO/SOCIALISMO matou covardemente 30 vezes mais pessoas que o nazismo. Então, se é proibido existir um partido nazista deveria ser proibido existir um partido comunista. Muitos países que foram satélites da antiga URSS já proibem a existência de partidos comunistas.