Em
uma economia capitalista, a riqueza dos indivíduos mais ricos, bem como das
empresas que eles controlam, está na forma de capital. Capital é toda a riqueza acumulada que
pertence a empresas ou a indivíduos, e que é utilizada para o propósito de se
auferir lucro ou juros. O capital
abrange todas as fábricas, minas e fazendas agrícolas, bem como todos os
maquinários e equipamentos, todos os meios de transporte e de comunicação,
todos os armazéns, lojas, escritórios, imóveis comerciais e residenciais, e
todos os estoques de materiais, componentes, suprimentos, bens
semimanufaturados e bens acabados que são propriedades de empresas.
Capital,
portanto, é a riqueza empregada na produção, e subsequente venda, de bens e
serviços. Essa riqueza é o alicerce
tanto da oferta dos produtos que as pessoas compram quanto da demanda pela
mão-de-obra que as pessoas vendem. Quanto
maior a riqueza dos capitalistas, maiores serão os salários reais.
E por dois motivos: haverá uma maior oferta de bens produzidos e uma
maior demanda pela mão-de-obra de assalariados.
Tributar
os ricos significa privar-lhes de fundos que eles utilizariam para adquirir
bens de capital e pagar salários.
Déficits governamentais também geram o mesmo efeito, pois são
majoritariamente financiados com o dinheiro que os ricos emprestam para o
governo. Portanto, tanto a tributação
dos ricos quanto os déficits governamentais irão reduzir a demanda por (e a
produção de) bens de capital e a demanda por mão-de-obra. Em outras palavras, déficits governamentais e
tributação reduzem o nível da produção, contribuem para a elevação dos preços e
impedem o aumento de
salários.
Consumidores
não são os responsáveis pelo desenvolvimento industrial de nenhum país. Consumidores possuem uma miríade de
necessidades e desejos, os quais permaneceriam totalmente não realizados caso
empreendedores e capitalistas não investissem sua riqueza e capital acumulado para
encontrar maneiras de suprir essas necessidades e desejos. Empreendedores e capitalistas, portanto, irão
investir sua riqueza e capital na criação e desenvolvimento de novos e
aprimorados produtos, bem como de mais eficientes e menos custosos métodos de
produção, tudo para satisfazer os desejos dos consumidores. E quando tais aprimoramentos forem
introduzidos, só então os consumidores irão adquiri-los, e frequentemente em
ampla escala. As empresas e indústrias
que produzirem os melhores produtos, ou os mais baratos, e com isso
conquistarem grandes fatias de mercado, irão se expandir continuamente,
tornando-se assim grandes integrantes do sistema econômico.
Isso,
no entanto, não significa que haverá um aumento geral no número de
empregos. Por exemplo, ao passo que o
desenvolvimento da luz elétrica levou a um grande aumento no número de empregos
relacionados à produção de lâmpadas incandescentes e de fiação elétrica, tal
fenômeno também levou a uma quase total extinção da produção de velas,
lanternas e lâmpadas a gás, com uma correspondente perda no emprego nestas
áreas. Similarmente, quando o automóvel
substituiu o cavalo e a charrete, o vasto número de empregos criados na
indústria automotiva foi acompanhado de uma maciça perda de empregos nos setores
de construção de charretes, ferraria, criação de cavalos, fabricação de selas e
cultivo de aveia.
Levados
pela crença de que é o consumo o que gera emprego, economistas keynesianos
também defendem estimular o consumo por meio da inflação monetária — isto é,
da criação de quantias adicionais de dinheiro.
Tal procedimento tem o potencial de aumentar o emprego apenas sob
determinadas circunstâncias: somente se aqueles vendedores de
bens de consumo que estiverem sendo premiados com esse volume adicional de
gastos dos consumidores pouparem e investirem essas suas receitas adicionais. Nesse caso, eles poderão expandir sua
produção e contratar mais mão-de-obra.
Porém, se eles também consumirem essas suas receitas adicionais, ou se o
governo tributar essa receita adicional, não haverá aumento nos gastos para
mão-de-obra ou bens de capital.
Consequentemente, não haverá aumento no emprego.
O
poder da inflação monetária em promover o emprego também depende de os
sindicatos serem fracos ou até mesmo não existentes. Se existirem sindicatos e eles forem
poderosos, então eles irão se aproveitar da inflação para exigir maiores
salários nominais — mesmo em meio a um maciço desemprego –, anulando desta
forma a capacidade de um maior volume de gastos por mão-de-obra aumentar o
emprego.
Ainda
dentro do quesito inflação, vale enfatizar que é a inflação monetária,
particularmente na forma de expansão do crédito, a responsável pelo aumento nas
disparidades de renda. Quando o sistema
bancário, por meio das reservas fracionárias, cria do nada dinheiro para ser
emprestado — e sempre com a sanção e proteção do Banco Central –, esse
dinheiro cria um imediato aumento na renda das pessoas que o recebem
primeiro. Frequentemente este dinheiro
vai primeiramente para as grandes empresas com conexões políticas, para o
mercado de ações, e para o mercado imobiliário, gerando desta forma ganhos de
capital em volumosa escala.
Essa
criação de dinheiro, bem como o maior volume de gastos que ela gera, também
serve para aumentar os lucros nominais.
Um maior volume de dinheiro e de gastos faz aumentar as receitas de
vendas das empresas imediatamente, ao passo que os custos contabilizados nos
balanços das empresas irão aumentar somente mais tarde, após um considerável
espaço de tempo. E se esse processo
continuar, todos os aumentos nos custos contabilizados nos balancetes serão
precedidos por aumentos ainda maiores nas receitas de venda.
Consideremos
um exemplo bastante simples. Um
empreendedor gasta $100 no dia 1º de janeiro para produzir um produto que ele
irá vender no dia 31 de dezembro por $110.
Durante este ano, no entanto, há um aumento de 10% na quantidade de
dinheiro e no volume de gastos da economia.
Consequentemente, esse empreendedor poderá vender seu produto por $121
em vez de $110 (aumento de 10%). Os
lucros agora serão de $21 em vez de apenas $10, que era o inicialmente
planejado. Em termos percentuais, em
relação aos custos e às receitas de venda, os lucros praticamente dobraram: em
relação ao custo de $100, uma receita de $121 equivale a um lucro de 21% dos
custos, ao passo que uma receita de $110 equivale a um lucro de 10% dos
custos. Já em relação às receitas, uma
receita de $110 gera um lucro de $10 (isto é, 9% da receita), ao passo que uma
receita de $121 gera um lucro de $21 (isto é, 17,35% da receita). Ou seja, percentualmente, o lucro dobra em
relação aos custos e em relação às receitas.
Consequentemente,
os lucros aumentam em relação aos salários.
No
entanto, este cenário não leva em conta os efeitos da tributação. Se considerarmos a existência de um imposto
de renda de pessoa jurídica, esse cenário de lucros aparentemente altos será
revertido, e o que ocorrerá será um acentuado declínio nos lucros reais. Suponhamos uma alíquota única de, por
exemplo, 50% sobre o lucro. O
empreendedor que, no cenário sem inflação, tivesse obtido uma receita de $110,
teria tido um lucro de $10 e ficaria, após o imposto de 50%, com um lucro de $5
e uma receita líquida de $105. Esses $5 de
lucro poderiam ser utilizados tanto para consumo quanto para novos
investimentos em seu empreendimento, pois os $100 restantes seriam suficientes
para repor os bens que ele vendeu (os quais continuam custando $100, pois não
houve inflação).
Por
outro lado, no cenário com inflação, sua receita de $121 gera um lucro bruto de
$21. Como a alíquota de imposto de renda
é de 50%, seu lucro líquido será de $10,50, deixando-lhe com uma receita final
de $110,50. Porém, como houve inflação
de 10%, os bens que ele produz agora estarão custando $110 para serem
produzidos. Logo, esse lucro de $10,50 será
praticamente todo gasto apenas na reposição de estoques. Ao final, o empreendedor terá apenas $0,50,
os quais ele poderá utilizar para consumo próprio ou para novos investimentos.
Espera-se
que, com este exemplo, tenha ficado claro que, em um ambiente inflacionário,
jamais se pode dizer que os impostos sobre os lucros são baixos. Eles jamais poderão ser considerados
baixos. No exemplo acima, a alíquota do
imposto de renda teria de ser reduzida aproximadamente à metade (25%) apenas
para deixar a situação igual ao primeiro cenário não inflacionário. A inflação de 10% duplicou a fatia da receita
sujeita à tributação.
No
atual cenário mundial, em que a inflação é contínua e as alíquotas de imposto
de renda, na melhor das hipóteses, se mantêm constantes, o que salva as
empresas são as “brechas” legais e ilegais que existem nos códigos
tributários. Por exemplo, poucos países
possuem uma alíquota do imposto de renda de pessoa jurídica mais alta do que a
Suécia — 52% na última vez em que pesquisei.
No entanto, a Suécia também permite que as empresas automaticamente
deduzam até 50% de seus lucros para reinvesti-los no futuro, o que torna esses
lucros uma reserva isenta de impostos.
Com isso, a alíquota máxima do imposto de renda de pessoa jurídica na
Suécia cai para 26%, bem menor que nos EUA, que é de 35%.
[No
Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%.
Porém, aqui as coisas são mais avançadas. Não bastasse o IRPJ, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, há também a CSLL (Contribuição
Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 12%, o PIS, cuja alíquota
chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita
bruta. Somando todas essa alíquotas, a alíquota
efetiva do IRPJ no Brasil chega a 46,25%. E
ainda estranham os salários serem baixos.]
Artigo muito bom. Bem didático.
Desenho animado bem humorado sobre a crise econômica mundial e o papel do banco central americano em toda a história
http://www.youtube.com/watch?v=UzyyUKXE_N4 – O Sonho Americano Parte 1 de 3
http://www.youtube.com/watch?v=_AVu78yCNac – O Sonho Americano Parte 2 de 3
http://www.youtube.com/watch?v=6uzbP9K0N04 – O Sonho Americano Parte 3 de 3
Nao li o artigo todo, mas discordo já do titulo.\r
\r
Minha mae tem uma fabrica de roupas e quanto mais clientes ela consegue, mais gente ela emprega.
Senhores,
Admiro e acredito nas ideias da Escola Austríaca.
Entretanto, com o passar do tempo, criou em mim um problema de ordem moral: como sou funcionário público concursado e pretendo passar para um cargo ainda maior e de melhor salário, ocorreu-me um bloqueio psicológico: como posso seguir meus objetivos se já não acredito mais (devido aos estudos do Mises) no Estado como uma entidade necessária à sociedade?
Pior: tenho quase 40 anos, casado e sou pai. Quase nunca trabalhei fora do Estado. Não tenho a menor vocação para ser um capitalista, um empreendedor. O que faço com esse meu conflito psíquico?
A aliquota de irpj no brasil e de 25% + 9 % de contribuicao social sobre o lucro liquido.
Se num shopping aumenta a demanda, as lojas não contratam mais vendedores? Se numa pizzaria aumenta a demanda, não se contrata mais entregadores? Com um restaurante não se contrata mais garçons? Com um hotel não se contrata mais arrumadores e outros funcionários? Com um posto não se contrata mais frentistas? Numa fábrica não é a mesma coisa? Então como consumidores não criam empregos? E caso os empresários sintam que aa demanda continuará crescendo, fazem novos investimentos e geram mais empregos.
Meu Deus! Essa é uma discussão que não chega a lugar nenhum. É óbvio que sem empreendedores não há empregos, e também é obvio que sem consumidores não há empregos. Por que desmerecer o consumo, por que dar o mérito somente aos empreendedores da criação de empregos? Para mim isso só demonstra uma disputa de egos entre as escolas econômicas, não? Não seria muito mais proveitoso discutir COMO estimular o consumo (também abordado pelo artigo) que tentar justificar de quem é o mérito? No meu ponto de vista, empreendedores, consumidores e outros fatores devem estar em perfeita simbiose para que haja demanda, crescimento, empregos e tudo mais… O foco da questão, na minha opinião, não leva a lugar nenhum.
Abraço
Muita gente confunde demandar com querer.
Um mendigo quer muitas coisas (comida, casa, roupas) mas não demanda nada.
Para demandar é necessário ter produzido algo antes para dar em troca.
Prezado Leandro,\r
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Como sempre os textos publicados por este renomado Instituto superam as expectativas pedagógicas e ajudam a explicar muitos pontos da economia que aparentam clareza mas que se revelam paradoxais.\r
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Um deles é o do tema deste artigo, a não geração de empregos com o consumo. No caso brasileiro especificamente, não consigo, contudo, entender as contradições da admininstração econômica pelo governo. Para afastar o risco de baixo crescimento, ele incentiva o consumo através da redução do IPI para automóveis, aumento do volume de crédito para pessoas físicas, programas como Minha Casa, Minha Vida, etc. Quando o aquecimento da economia começa a aumentar as pressões inflacionárias, ele tenta conter o consumo para que a meta da inflação seja alcançada. \r
\r
De fato, o apelo consumista no país é vigoroso demais pela irrefreabilidade de compras por grande parte da população diante das inúmeras possibilidades oferecidas pelos templos de vendas como Shopping Centers, ruas comerciais, compras pela Internet, ofertas e mais ofertas. Há um universo imenso de sedução para as compras alimentadas pelas maciças propagandas, pela glamurização das griffes e marcas, pelo desejo incontido por novidades, etc.\r
\r
Diante deste quadro, não é de se estranhar que possa ocorre um aumento da inadimplência e um progressivo endividamento da população, pois estou convicto que as ofertas de consumo parecem ultrapassar o poder aquisitivo. \r
\r
Então pergunto: – Não seriam irresponsáveis as ações governamentais no campo de consumismo da população? Ou seja, ajudar a promover hábitos que possam causar sérios problemas financeiros para a sua população e dificultando o aumento da poupança interna – não seriam políticas contraproducentes?\r
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De qualquer modo agradeço a atenção\r
\r
Um forte abraço\r
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Marco Aurélio Agarie
Que discussão ridícula, é OBVIO que tanto os capitalistas, quantos os consumidores são importantes, os dois dependem de si, o que acontece aqui, é uma disputa de egos SIM. Isso sim, é improdutivo, isso sim, obstrui a produção, essa discussão é completamente tola.
Voce diz que altos impostos para os ricos limita a produção, o que é verdade, mas altos impostos para a classe baixa, ou seja, os consumidores, limita o poder de compra deles, limitando assim o crescimento da produção. Isso é muito óbvio, ou voce acha que não importa a demanda da população, o que importa é produzir e produzir, e então, ninguém comprar nada? A discussão seria muito mais produtiva se alguns aqui deixassem o ego de lado, o extremismo de algumas opiniões, transformam essas opiniões em completas piadas, simplesmente não dá pra levar a sério.
Vamos por assim então, o capital produz, isso é fato. O consumo não produz, ele estimula o capitalista a produzir mais, ou a simplesmente manter essa produção. O consumo permite ao capitalista de acumular mais capital e investir mais, o que gera emprego.
Voce pode dizer que o capitalista não depende do consumidor pra produzir, isso é verdade, mas ele vai produziar algo totalmente sem valor, o que é simplesmente imbecil, vai levá-lo a falência. Eles dependem um do outro para obter sucesso, o sucesso do capitalista é ganhar dinheiro, e o do consumidor, consumir o que deseja.
“Consumo exaure capital”. Mas, caro Leandro, não há incentivos e incentivos para consumir, desde a publicidade até o crédito oferecido por bancos? Abraços.
Segundo os austríacos, não é o consumo que gera a prosperidade. Um dos pontos fortes da ESCOLA AUSTRÍACA DE ECONOMIA é que ela não é incoerente quanto à poupança e quanto ao consumo. Se você é assalariado, gaste toda a sua renda; não poupe nada. Faça isso, de preferência, por vários anos. Se você é empresário, consuma toda a receita de sua empresa. Em ambos os casos, é fácil prever o futuro. Como poupar pode ser bom para o indivíduo e ruim para o conjunto de indivíduos ?
Ah, agora caiu a ficha.
Uma das coisas que o PT repete várias vezes é que o bolsa esmola, bolsa isso, bolsa aquilo, faz bem pra economia, faz bem pra todo mundo, porque cria consumidores
Senhores,\r
Corrijam meu raciocínio se eu estiver errado.\r
Concordo que o consumo em si não crie empregos e riqueza. \r
Mas o DESEJO de consumir estimula a NECESSIDADE de produzir. Quanto maior meu desejo de consumo (presente ou futuro), maior a minha necessidade de produção, seja através de uma atividade empreendedora (como empresário) ou de um emprego (como assalariado).\r
Esse desejo de consumir mais estimula um maior número de transações voluntárias entre indivíduos, o que permite uma maior criação de riqueza (bens e serviços) para todos.\r
Como exemplo do que quero dizer, considerem a seguinte comparação:\r
Suponha que existam duas ilhas idênticas dispondo da mesma quantidade de recursos naturais, e absolutamente isoladas entre si e do resto do mundo. Na primeira ilha, sua população é extremamente frugal, se contentando com uma vida simples e um mínimo de conforto. Na segunda ilha, a população é muito mais “consumista”, ou seja, tem um desejo muito mais intenso por bens e serviços que permitam um conforto maior.\r
Seria natural que este desejo maior de consumir da população da segunda ilha, desenvolvesse ao longo do tempo, uma sociedade muito mais rica (em termos de bens e serviços produzidos) do que a da primeira ilha.\r
Isso, no entanto, não quer dizer que a população da segunda ilha seria mais feliz que a da primeira. Simplesmente, a sociedade emergente na segunda ilha, seria mais apropriada para aquela população, bem como a sociedade emergente na primeira ilha seria mais apropriada para seu próprio povo.\r
O que não faz sentido é uma entidade (o governo) estimular artificialmente o consumo da população (através de impressão de dinheiro, juros artificialmente baixos, endividamento público, etc) sem que haja uma contrapartida no aumento da produção da mesma população. Esses falsos estímulos só servem para adiar e aumentar o sofrimento do povo e das futuras gerações, que mais cedo ou mais tarde terão de pagar a conta.
Consumidor não cria empregos. Mas o empresário tem que vender. Se ele não consegue vender o produto, ele terá de demitir operarios, ou para reduzir a produção, ou terá de fechar o negócio dependendo da situação. Porra, isso é Mises, lembram quando ele fala em soberania dos consumidores?
Off topic: online.wsj.com/article/SB10001424127887324616604578304072420873666.html?mod=wsj_share_tweet
As consequências do Obamacara já estão aparecendo.
Durante cursos de graduação e pós graduação só tive aulas sobre Adam Smith e Keynes. Confesso que sempre achei ambas confusas e nunca engoli a tal teoria da “mão invisível”, mas bem diz o ditado que “mentira repetida várias vezes vira verdade”, assim a escola keynesiana bate na tecla do consumo como motor do desenvolvimento econômico e várias nações também.
Acredito que as distorções de teorias estão relacionadas com os ciclos recessivos, já que são tratados como “Baixo consumo -> Baixo investimento – >Desemprego -> Baixo consumo”. A escola Keynesiana também menciona que poupança superior a investimentos em capital prejudica a demanda.
Aprendi muito com os comentários riquíssimos de vocês, no entanto, ainda não entendo como seria possível o equilíbrio das forças produtivas (empreendedores e assalariados), pois estudando os ciclos recessivos há claramente desequilíbrios que causam explosões de bolhas ou desemprego e paralisia de mercados. A distorção seria o consumo ou a especulação do crédito desenfreado? Vocês poderiam me indicar artigos ou livros da escola austríaca para leitura?