O
principal problema das privatizações no Brasil — como já explicado nestes dois artigos — é que
simplesmente não houve uma desestatização do setor. O governo apenas trocou um monopólio estatal
por um monopólio privado. E, para
“garantir” que o monopólio privado “funcionasse bem”, criou várias agências
reguladores com o objetivo de especificar preços e determinar metas a serem
cumpridas.
De
acordo com a ideia dominante à época, era perfeitamente possível entregar um
serviço monopolístico a algumas poucas empresas e fazer com que os resultados
fossem exatamente iguais aos que ocorreriam em um livre mercado — isto é, alta
qualidade e preços baixos. Bastava para
isso o governo criar agências reguladoras, as quais seriam geridas por burocratas
preocupados com o bem-estar da população e que saberiam perfeitamente como estipular
preços para os serviços e impor metas às empresas. Finalmente havia sido descoberta uma maneira
de se obter resultados de livre mercado em um mercado totalmente controlado e
planejado.
Ou
seja, não apenas o governo não se retirou do setor, como ainda continuou
praticando controle de preços e, no melhor estilo soviético, passou a
determinar objetivos a serem cumpridos, como nos planos quinquenais
stalinistas.
No
caso do setor telefônico brasileiro, os serviços só melhoraram porque a base de
comparação era péssima. Não tinha como
ser pior do que a Telebrás.
Como
era para ter sido feito? A resposta vem
da Guatemala, que possui um setor de telecomunicações totalmente
desregulamentado e, consequentemente, com ótimos serviços a preços irrisórios.
A
história inicial é simples e praticamente idêntica à do Brasil, em termos
proporcionais: em 1995, havia 11 milhões de habitantes no país e apenas 289 mil
linhas telefônicas. Um novo presidente
foi eleito e nomeou para a direção da estatal telefônica um economista de formação
libertária, Alfredo Guzmán, graduado na Universidad
Francisco Marroquin, atual centro austríaco da América Latina (graduandos
de lá fazem matérias obrigatórias que utilizam
Mises e Hayek como bibliografia).
Ao
nomear Guzmán, o presidente recém-eleito da Guatemala lhe fez um único
pedido: “Quero muitos telefones por todo
o país. E rápido!”
A
estatal obviamente detinha o monopólio das telecomunicações, era gerida por
cinco sindicatos corruptos, cobrava caríssimo para instalar um linha telefônica
(às vezes o serviço era pago mas não era feito) e não tinha a menor condição de
sair espalhando telefones pelo país.
A
primeira tarefa de Guzmán — e a mais difícil — foi domar os sindicatos. E isso ele fez por meio de uma
legislação. Uma vez controlados os sindicatos,
veio a parte mais fácil, a qual sempre foi defendida por nós do IMB como sendo
a única política moral, ética e economicamente correta a ser tomada em qualquer
situação: retirar o governo de cena e dar plena liberdade ao mercado de trocas
voluntárias.
Guzmán
simplesmente deu uma banana aos keynesianos do FMI e do Banco Mundial — que
insistiam que ele vendesse o monopólio estatal a um monopólio privado e criasse
agências reguladoras para estipular preços e determinar metas de expansão
(exatamente como fizeram aqui os keynesianos tucanos) — e colocou em prática
aquilo que Ludwig von Mises já havia sugerido ainda na década de 1920: acabar
com as regulamentações e com todas as barreiras legais de entrada ao mercado, e
permitir que a livre concorrência entre as empresas faça de tudo para agradar
ao consumidor.
Ato
contínuo, Guzmán abriu o mercado para absolutamente toda e qualquer empresa,
nacional ou estrangeira. Qualquer
empresa, de qualquer país, que quisesse ir ofertar seus serviços na Guatemala tinha
a total liberdade de fazê-lo. Sem
qualquer restrição governamental. Não
haveria privilégios, nem subsídios e nem restrições à livre concorrência.
Resultado:
hoje o país tem uma população de 13,5 milhões de pessoas e nada menos que 18
milhões de linhas telefônicas, móveis e fixas.
Quatro
operadoras privadas disputam clientes em um ambiente de genuína livre
concorrência, sem regulamentações e sem controle de preços — considerando-se o
tamanho do país e sua renda per capita, trata-se de um número significante. Conseguir uma nova linha de telefone “é tão
fácil quanto comprar um cachorro-quente”, a qualidade dos celulares chega a ser
superior à existente em cidades como Nova York, Paris, Londres, Tóquio,
e os preços por minuto são ridículos. E
tudo isso, vale ressaltar, em um país pobre (renda per capita de US$ 4.800;
a do Brasil está na casa dos US$ 10.500) e de infraestrutura bastante
debilitada. Ao contrário do que
preconiza o “senso comum”, os malvados capitalistas não apenas se interessaram
em investir maciçamente em uma economia pobre, como ainda cobram pouco por
isso.
(Este
blog
narra alguns casos interessantes que mostram como os celulares são baratos na
Guatemala — de modo que até crianças engraxates possuem os seus –, e como as
ligações internacionais possuem preços ínfimos).
Enquanto
isso, aqui no Brasil temos economistas dizendo que o mercado telefônico seria
impensável sem suas volumosas regulamentações, pois as empresas certamente
iriam explorar e extorquir seus clientes.
Daí a importância indiscutível da ANATEL, a agência que protege os
consumidores fechando o mercado, proibindo a livre concorrência e decidindo se
um iPhone 4S pode ou não ser vendido por aqui…
Outra
diferença se dá na questão da internet.
Ao passo que o Brasil possui apenas 3 grandes ISPs — Telefonica
(Speedy), NET (Virtua) e Oi (Velox) –, a minúscula Guatemala possui quatro, fornecidos pelas mesmas empresas de telefonia. Embora não esteja em todas as residências, o
acesso a internet chega a 90% da população, pois foi praticamente universalizado
por meio de cafés, celulares, restaurantes e áreas públicas cobertas com Wi-Fi.
Para
infelicidade dos guatemaltecos, porém, as telecomunicações foram o único setor
que o governo desregulamentou e se absteve de intervir. É de se imaginar como poderia estar a vida na
Guatemala de hoje caso o governo tivesse se afastado de vários outros setores.
Conclusão
(óbvia, porém cada vez mais necessária de ser enfatizada): sempre que você quiser
serviços de qualidade, a preços baixos e que atendam ao maior número possível
de pessoas, de todas as rendas, só há uma opção: você tem de ter um livre
mercado.
Assim
como funciona para a telefonia, funciona também para o setor alimentício, para
o setor de informática, para o setor de vestuários, para o setor aéreo, e pode
funcionar perfeitamente para o setor médico, para o setor elétrico, para o
setor de saneamento e para todo e qualquer outro setor da economia.
O
livre mercado é a única “política” que genuinamente reduz as desigualdades
sociais e materiais entre pobres e ricos.
E de maneira ética e moralmente irretocável. Qualquer outro método inevitavelmente
implicará violações de direitos básicos do indivíduo, sendo um ataque direto à sua
propriedade e à sua liberdade. É um lamentável reflexo da indigência moral dos nossos tempos que algo tão ético e eficaz
continue sendo atacado e vilipendiado por grande parte da população mundial.
Veja
o vídeo abaixo (são apenas 8 minutos), com legendas em português.
O milagre nas telecomunicações da Guatemala
Agradecemos
ao Portal Libertarianismo pela
publicação e tradução do vídeo.
Abordagem interessante do tema.\r
A questão do menino engraxate com celular é um paradoxo: por um lado indica que qualquer um pode ter acesso ao recurso, por outro, expõe sua verdadeira condição, pois enquanto menino, jamais poderia estar inserido no mercado num período da vida em que deveria estar se capacitando para adentrar ao mercado. Perpetua-se seu estado de pobreza, não só material mas intelectual, pois lhe é negado o ensino, a despeito do acesso, por que barato, ao celular.\r
Questão complexa, ignorada por conveniência, afinal muitos defenderão que querem o engraxamento de seus sapatos ao menor preço possível, abstraindo por completo que quem está fazendo o serviço não é fruto da concorrência genuína de um livre mercado, é fruto da exploração da miséria humana, transmutada em acordo voluntário pela classe dominante.\r
Nada impede que o tal menino, estude, se prepare, o que de fato ocorre, ainda que raramente.\r
Mas sua condição degradante provavelmente leva-lo-á a cheirar cola, o que é comum.\r
Não vislumbro como o livre mercado passe a olhar esse menino como potencial humano e não como mão de obra barata. Marginalidade conveniente, a qual garantirá, pela perpetuação do despreparo intelectual, a procriação de futuros engraxates, salvo raras exceções.\r
Não vislumbro como não prosperar essa divisão de castas, não de fundo religioso, mas sócio-econômico.\r
\r
Estranhei muito o trecho a seguir, pela aparente contradição do ideal libertário versus matéria obrigatória: “Alfredo Guzmán, graduado na Universidad Francisco Marroquin, atual centro austríaco da América Latina (graduandos de lá fazem matérias obrigatórias que utilizam Mises e Hayek como bibliografia).”.\r
Preocupa-me essa orientação de quem decidiria o que seria obrigatório… coercetivamente.
O problema é que no Estado moderno, as máfias privadas e públicas se auto protegem e impedem esse tipo de iniciativa.
O assunto é telecomunicações, Menau.
Você puxou um detalhe da história, causado por fatores que não tem absolutamente nada a ver com o sistema de telefonia.
Acha imoral as pessoas trabalharem sem serem escravas umas das outras? Tudo bem. Então mostre aqui o porque empresas de telecomunicações estatais ou privadas sob regulamentações seriam melhores do que o sistema da Guatemala. Esse é o assunto aqui, empresas.
Qual seria o problema se existisse livre-mercado de alimentos, vestuário, moradia, energia elétrica, telecomunicações, educação, medicina, transportes e por conta disso qualquer engraxate pudesse: Se alimentar, se vestir, alugar uma casa, ter luzes em casa, telefone, celular, tv a cabo, internet, fazer cursos, pagar um plano de saúde bom, andar de moto?
O engraxate ainda seria explorado por ser engraxate? Todas essas industrias estariam explorando o pobre rapaz? É a educação o problema mesmo?
As pessoas precisam parar de pensar no dinheiro de um trabalho quando discutirem política e economia e entenderem que a produção de bens e serviços é que diz que região é rica e que região é pobre.
Prezado Zé.
Entendo seu ponto, no que concordo em quase todo ele.
Mas nem mesmo num ambiente assim descrito eu ficaria confortável se meu filho escolhesse ser engraxate. Mas aceitaria que ele escolhesse essa profissão honrosa, por perceber que não teria aptidão para outra, não conseguindo acompanhar a escola.
O fato é que, a ser ignorada a condição do engraxate, pode perpetuar-se a ideia de que ele escolheu esta profissão, quando na verdade sua condição socioeconômica lhe impôs.
Parece-me inadequado creditar aos acordos voluntários, pura e simplesmente, a questão exposta, afinal a tendência para que um produto seja competitivo, além da qualidade é o preço, e o preço se forma também pela oferta barata de mão de obra.
Quem ofertará essa mão de obra barata?
Mais que isso – e daí minha verdadeira preocupação – por que é essa mão de obra barata?
Acho o assunto complexo, e não entendo como alguns podem zombar disto, não é seu caso.
Cordialmente.
O filho sendo seu, não aceite. Mas não tente proibir pessoas que não são sua família.
Ora, a pessoa aceita a profissão de acordo com a oferta e demanda. Ele tem outras opções que se encaixam dentro do seu perfil profissional, mas optou por engraxate. Ele pode até se candidatar para CEO de uma multinacional, mas dificilmente terá essa vaga.
Nem ele, nem ninguem merece ganhar de mão beijada uma “condição socioeconômica” diferente, mas sob um livre-mercado genuíno qualquer um consegue trabalhar para mudar essa condição.
Sob uma condição 100% voluntária, não existira desemprego. Isso por sí só já elevaria o nivel dos salários(que novamente é a sua preocupação, quando deveria ser o nível de produtividade). Mas isso ainda não garante acesso a todos os bens e serviços demandados. A produção por mão de obra tem que ser alta, e para aumentar essa mão de obra as industrias tendem a mecanizar os processos. Aí você junta tudo e encontra: Alto nível industrial, com pouquissimos ou nenhum “trabalho degradante”, alta produtividade, pleno emprego, preços acessíveis e abundacia de bens e serviços para todas as “classes sociais”.
Onde fica a tal “mão de obra barata” aqui?
Zé, nem o filho sendo meu teria o direito de não aceitar sua ”escolha”, ou proibir.\r
Não é esse o ponto.\r
Salários mais altos gera produtos com preços maiores.\r
Produtividade alta, mecanizada ou robotizada, gera desemprego para mão de obra não especializada.\r
O ponto de equilíbrio o mercado livre alcança sem mistério algum.\r
Mas não é esse o ponto.\r
Existem certas castas de trabalhadores, totalmente sem capacitação técnica, os quais só restaria serviços degradantes, perigosos, insalubres ou penosos.\r
A condição socioeconômica é apenas uma das facetas que ”explicam” a aceitação destes trabalhos, a outra, já citei, pura limitação intelectual.\r
Não acredito em mitos, nem do pleno emprego, nem dos salários dignos, seja qual for o regime escolhido.\r
O que propus, pedindo indicativos, é além do mercado, esse é o ponto.\r
Mas a doutrina libertária não abre concessões, nisso elogio sua posição.\r
Cordialmente.
Guatemala? É sério isso? Curioso, estive na Guatemala em Julho de 2010 e simplesmente não conseguia completar uma ligação para o Brasil. E nem conseguia telefonar para a cidade de Puerto Barrios (outro lado do país) porque me informaram que lá era outra companhia telefônica (uma não falava com a outra). Beleza de privatização, né?
Governo quando não é corrupto já não presta. Casos de sucesso como esse narrado, são raríssimos, pricipalmente aqui na América Latina. Agora, se o governo além de INCOMPETENTE, é CORRUPTO como o nosso, então é caso perdido! É lamentável ver um país com tanto potencial como o Brasil, com AMARRAS tão grandes pelo dirigismo estúpido estatal!
“Salários mais altos gera produtos com preços maiores.”
Novamente, você está falando demais no dinheiro e esquecendo do nível de produção. Alto nível de produção gera alta capacidade de comprar bens e serviços mesmo para salários numericamente baixos. Esqueça os numeros do salário, o que define um salário ser alto ou não, é ele poder comprar as coisas, só isso.
Se o nível de produção permitir que uma pessoa viva com luxo ganhando R$100 por mês, é um alto salário. Hoje mesmo com R$3.000,00 não se encontra luxo.
Repito, o que importa é o quanto é produzido, o salário só vai dirigir os bens aos consumidores, só.
“Produtividade alta, mecanizada ou robotizada, gera desemprego para mão de obra não especializada.”
Mito, mecanização gera mais produtividade e libera mão de obra para onde ela é mais demandada, trabalho é infinito. Existe trabalho para todo mundo. O problema é quando ele passa a ser regulamentado.
“Existem certas castas de trabalhadores, totalmente sem capacitação técnica, os quais só restaria serviços degradantes, perigosos, insalubres ou penosos.”
A história nos mostra que conforme a sociedade vai crescendo e enriquecendo, esses trabalhos passam a ser menos demandados e a mão de obra melhor aproveitada. Isso é fato.
Em um momento ninguem mais quiser aceitar esses empregos porque têm trabalhos melhores, eles se valorizam. Ou as pessoas pagam maiores salarios ou desenvolvem máquinas para realizar o trabalho.
“A condição socioeconômica é apenas uma das facetas que ”explicam” a aceitação destes trabalhos, a outra, já citei, pura limitação intelectual.”
Se um trabalhador do emprego mais degradante do mundo tem acesso a tudo que ele precisa para mudar de vida, ele faz se quiser. Eliminação intelectual pelo que entendo é falta de estudo, se um trabalho ruim pode pagar estudos, assunto acaba aqui.
Menau, você entra em contradições gritantes. Exemplo: começa com um emocionado discurso a respeito do engraxate, e depois vem dizer que “não acredita em consciência social”. Aliás, sinceramente, você acha que eu nasci ontem? Essa de não acreditar em consciência social é um tipo de armadilha tão velha quanto a humanidade: afirmar alguma coisa esperando que alguém morda a isca e, implicitamente, concorde com você.
Para piorar, você inventa coisas para depois respondê-las. Afinal, só no seu mundo imaginário um libertário necessariamente ignora as questões sociais.
A “cereja do bolo” veio quando você chega ao ridículo extremo de achar que disciplinas obrigatórias não poderiam existir para um libertário. Eu nem preciso fazer uma sátira a respeito disso, basta ler o que você escreveu.
O que nos falta são exemplos reais.
Peraí. Peraí. Peraí. Você está lendo um comentário que fala explicitamente sobre o fato de que uma pessoa pobre consegue comprar um celular e falar com seus amigos, e consegue dizer que o que falta são exemplos reais? Meu Deus…
Se lembrarmos da situação do mercado brasileiro, com adulteração de combustíveis, de medicamentos e de leite UHT, p.ex., somado a casos comuns de exploração de trabalho infantil e escravo, fica um exercío ainda mais difícil, para não dizer que pressuponha extrema inocência.
Há, mas não temos um mercado genuinamente livre.
Dica: isso está acontecendo em mercados obsessivamente regulados. A adulteração de combustíveis ocorre e os mesmos postos continuam aí. Os medicamentos precisam passar por uma obsessiva regulação da Anvisa, que pode até decidir se eu posso ou não comprar uma porcaria de um colírio para um cachorro (aquela ideia estapafúrdia de retenção de receita). O leite UHT também acaba sendo controlado pela tal Anvisa. Não me lembro de casos diários de adulteração. Pelo contrário, os casos são rasos. Sabe como é, um empresário que se preze não vai ficar adulterando seus produtos porque, hoje em dia, as informações a respeito de más práticas se espalha quase que imediatamente.
E talvez não tenhamos nunca, extamente por isso mesmo, falta o material humano.
Alguém teria que nascer primeiro, o ovo ou a galinha.
Bom, se você quer dizer que nunca viveremos em um mundo (quase) perfeito onde (quase) nunca haverá gente com más intenções, isso deveria ter ficado claro para você há muito tempo.
Sugestão ao IMB: tragam o sr. Alfredo Guzmán para o III Seminário da Escola Austríaca. Certamente ele contribuirá muito com sua experiência prática.
Donde está a contradição gritante, se minha preocupação é justamente por NÃO confiar em toda essa benevolência com o mais humilde, no mundo libertário ou menos ainda do mundo real?\r
Ridículo extremo talvez seja essa sua falta de aceitar que sua doutrina é intransigente, por definição e preceito. Assuma que não adimite concessões, fica menos hipócrita.\r
Pessoa pobre da Guatemala que fala com seus amigos. É esse seu melhor exemplo real, contemporâneo? Deprimente…\r
Esses empresários que burlam as leis em franco desrespeito com seus concorrentes e clientes deixarão de existir no mundo encantado do libertarismo. Que fofo…\r
Seu último comentário nem retórico conseguiu ser, mas nem por isso vou fazer como é costume aqui em relação aos meus textos, não vou simplesmente deturpá-lo. \r
Por favor traduza, não vi nexo com a minha afirmação de que:\r
1- nos falta material humano para implementar o mercado autorregulado;\r
2- nem o material humano ser, então, fruto da autorregulação.\r
Dei o exemplo do ovo e da galinha, mas deixa pra lá, esta abstração carece um pouco mais de ”perda” de tempo e não está na sua cartilha.\r
Gostaria de pergundar ao Leandro se ele conhece algum estudo ou trabalho da escola austriaca que trate da questão do desenvolvimento econômico nos moldes do pessoal neoclássico que trata da Teoria do Desenvolvimento? Outra coisa é se ele também sabe de algo a respeito de Economia Regional e a visão do pessoal austriaco e se ve alguma importânica nesse campo?
Agradecido e parabéns pelo IMB.
M A N A U: Por “encreça que parível” eu entendi sua argumentação, sua preocupação é a mesma que Marx tem quanto se trata da reprodução do capital, da manutenção da sociedade através das estruturas e superestruturas ou algo do tipo, admita que seu viés é marxista. Porém respondendo a sua questão sobre essa continuidade da condição humana que se perpetuará ao longo das geração tornando uma classe sempre desfavorecida ou como queira chamar de “casta”, está mais ou menos certa: Porém a sociedade de mercado terá que fazer escolhas, ou seja, alguns andará de Ferrari em quanto outros de ônibus, isso é claro. Agora caso queira mudar esta condição, alguém sempre pagará por tal mudança, ou seja, você terá que tirar de uns para dar a outros e para isso será necessário uma intervenção do governo, o que torna o jogo injusto e destorcido levando muitas vezes ao empobrecimento de todos e não só do que está em um estado de pobreza. O outro ponto é que em um mercado livre o sistema de casta como você citou se torna uma falácia, pois todos tem o direito de competir e concorrer entre si, logo uma pessoa que é pobre poderá se tornar rica através de seu esforço e competência. Por fim outro ponto muito importante que vocês comunistas devem levar em consideração, é o fato de quem em um mercado livre as desigualdades existem, mas não tão evidenciadas como em uma sociedade regulamentada, pois são justamente as regulamentações que causam as distorções e consequentemente as desigualdades sociais.
Esse MENAU está mais para piadista, para iguala-lo, vou parafrasear o grande Chaves (o mexicano, por favor):\r
\r
“Mas que burro, dá zero para ele”
Desde quando desigualdade econômica é um problema? Juro que ainda não compreendi isso.\r
\r
Porque os marxistas querem igualdade econômica? que benefício ela traz para uma sociedade?
Menau,
Pelo que eu entendi de seus comentários, a pergunta que você esta fazendo é: E as desigualdades sociais, e a pobreza (material e intelectual), como o livre mercado conserta essas coisas?
Me corrija se eu estiver errado, mas vou tentar aqui responder a pergunta acima da melhor maneira possível, porém acho que os integrantes do IMB podem fazer isso muito melhor que eu.
O foco do livre mercado não é a salvação da humanidade, mas sim alinhar um sistema econômico com o ideal filosófico da LIBERDADE. O Capitalismo é o único sistema (até agora) que garante a cada indivíduo a escolha de seu próprio caminho e recompensa aqueles que escolheram ajudar os outros (mesmo que indiretamente) e fazem isso de maneira mais eficiente.
Sobre a desigualdade; ela SEMPRE vai existir. Eliminar desigualdades é um objetivo de religiões não da ciência econômica. Na minha opinião ela é essencial para a existência da humanidade, assim como na natureza onde diferenças de potenciais criam movimento, entre os homens ela gera o impulso para agir.
O ideal de igualdade, ao meu ver, é igual o fogo que atrai mariposas, ele é muito bonito mas trás somente prejuízos para quem o persegue cegamente.
Não sei se falei muita besteira mas espero ter ajudado.
Excelente amostra de como o mercado funciona e como o estado não funciona.
Algo tão simples e cristalino que só a maldade e má fé podem se opor.
[off topic] Fugindo do assunto, gostaria de perguntar ao pessoal do IMB ou a quem possa responder se Estado gera produção, ou seja, se o Estado gera riqueza. Pois estou diante de docentes que afirmam que Estado gera produção e não estou conseguindo convencer meus colegas do contrário. Será eu que estou errado?tEM ALGUM EXEMPLO?
Desde já agradeço!..
Por que apenas quatro operadoras num ambiente livre?
Caro Leandro,\r
Embora o texto mencione que o preço das ligações é baixo e haja evidências do uso generalizado de celulares, há informações sobre o valor cobrado pelas operadoras, de preferência de modo que se permita uma avaliação vis a vis com o poder de compra da população?\r
Obrigado
Leandro,
A fonte da infor ação de que 90% da população têm acesso a internet não é nem um pouco adequada. Ela é um blog de 2007 que cita um jornal que fala de uma escola que achava que 60% dos pais não tinham internet em casa.
Segundo dados que amigos da Anatel me sugeriram, (www.itu.int/ITU-D/ict/publications/idi/2011/Material/MIS_2011_without_annex_5.pdf) o que se tem é que 10.5% da população usava a internet em 2010 na guatemala.
Correção: escrevi 2007 mas queria ter escrito 2009.
Leandro, não confundi, vai llá conferir a notícia que o blog cita.
É uma notícia de jornal que cita uma escola que acha que 60% dos pais não têm acesso à internet em casa pois a utilizam em cafés para acessar o
Vou copiar um trecho para ficar claro:
“Tal es el caso del colegio Capoulliez, ubicado en la zona 11, que según Olga de Toema, administradora de sistemas de ese establecimiento, a inicios de este año crearon una plataforma llamada Moodle, que consiste en un programa estandarizado de portal educativo que está dentro de la página web.
“Los padres pueden ingresar a través de un link que conduce de forma directa al sistema, donde se ingresa con una clave, allí encuentran desde tareas, calendarios, actividades, planificación, repasos y apoyo virtual, es una red para estar en comunicación”, agregó Toema.
No obstante, este establecimiento, mediante estadísticas y estudios, ubicó que un 60 por ciento de su población estudiantil no cuenta con Internet en casa, por lo que los padres verifican la página en oficinas o cafés Internet.”
Você está brincando, certo? É um jornal local falando de uma escola local, a “amostra” são os pais da escola! Isso não pode ser considerado estatística para um país em nenhuma hipótese!
Como um governo pode ser tão BURRO que não vê na telefonia uma ferramenta essencial ao progresso? Como não vê que ela, até mesmo em função da escala, enorme, tem que ter um preço quase imperceptível para os usuários? Vejam o custo Brasil, totalmente insuportável…quase inviável. Esse desgoverno é BURRO até não poder mais.
Eu acho hilário ver esses esquerdinhas de m…@, falando sobre distribuição de renda, quando o maior concentrador dela é justamente o governo que eles defendem apaixonadamente.
Esse Carlos é uma piada. Usa um blog como fonte e depois que dados e mais dados são jogados para ele ele diz que os dados não valem nada.
Só não é pior que o Menau…
Atenção!
Este Carlos aí que postou não sou eu.
Como o post dele ficou logo abaixo da resposta que o Leandro deu à mim, muita gente pode pensar que sou eu. Não é. Eu assino sempre nome e sobrenome.
Abraços.
Feliz a Guatemala na história da privatização da telefonia. Feliz o povo guatemalteco por desfrutar de um ambiente de livre mercado, ao menos nesta área. E feliz o engraxate, que teima em melhorar de vida a despeito das críticas sociolóides absurdas. Já no Brasil a história é bem diferente. Aqui em minha cidade, Sapucaia do Sul – RS, mais ou menos na virada do século, uma instituição universitária do centro do país tentou implantar um campus local, oferecendo cursos de nível superior a preços bem atrativos em comparação com os já existentes na região. Utilizaria uma área de um curtume antigo, desativado há décadas, adaptando-o às suas necessidades. Até aí, tudo ia muito bem, quando veio o lobby de duas grandes universidades privadas através de vias indiretas no poder judiciário. A área física do curtume, de repente, transformou-se em algo impossível de ser utilizado para qualquer fim, através de embargos judiciais de todo tipo – até o Patrimônio Histórico foi movimentado em defesa da preservação dos prédios por valor histórico. Depois que a empresa de educação desistiu do plano de instalar-se, curiosamente a área do curtume foi recebendo empresas de logística e afins, todas legalizadas. Venceu o oligopólio, perdeu a sociedade, mas ninguém fala nada a respeito, tudo é passado. Todos conspiraram contra, e no final todos beberam abraçados na mesa do bar, posando de amigos do povo e defensores da sociedade. Não fomos explorados pela sanha capitalista de um empresário inescrupuloso, fomos salvos pela boa mão do Estado, e todos focaram felizes.
Texto sensacional, adorei essa abordagem das privatizações que andam tão demonizadas no Brasil.
Porém, tenho uma ressalva. A desregulamentação do setor aéreo (se entendi bem se trata da redução de regras para certificação de aeronaves, aeroportos, etc.) não é segura. O setor aéreo é um capítulo a parte na economia, há muita segurança em jogo. Sou engenheiro aeronáutico e costumamos dizer que cada regrinhas das FAR (regras americanas adotadas também no Brasil) foram escritas com sangue, ou seja, revogá-las ou diminuí-las ou mesmo deixa-las ao sabor do mercado é um grande perigo. Para isso é fundamental uma agência nacional para certificação e regulamentação de aeronaves, no caso do Brasil a ANAC. Fora isso, acho que o setor aeroportuário deveria ser amplamente privatizado.
Tenho algumas ressalvas também ao setor alimentício e farmacêutico, regulamentado pela ANVISA, não sei se a população brasileira é suficientemente educada ao ponto de balizar o desenvolvimento destes setores dentro de padrões mínimos de segurança.
Fora isso tudo perfeito.
Abraços.
Efeitos das privatizações na Guatemala
laudyms.wordpress.com/2011/05/20/privatization-is-theft/
http://www.dominionpaper.ca/foreign_policy/2006/10/06/postcoloni.html
Os governos nos Brasil são tão NEFASTOS, que quando “privatizam”, mantem uma carga fiscal tão absurda sobre os serviços, que acabam virando sócios majoritários da “privatização”. Tá dificil se livrar dessa TIRANIA no Brasil. Que o digam a telefonia e a energia com suas respectivas cargas fiscais extorsivas.
O IMB faz um maravilhoso trabalho no que concerne a defesa do ideal liberal, tanto no campo econômico quanto no campo político. Porém, faço uma ressalva importante quanto a esse artigo. A informação que sustenta a inexistência de um órgão regulador ligado ao estado naquele país é falsa. Existe, sim, e está aqui o site: http://www.sit.gob.gt/index.php?page=funcion
A GUATEMALA POSSUI UM ÓRGÃO REGULADOR! Basta acessar o site. A questão é outra: se o governo interfere ou não na sua atuação.
Ele, o órgão regulador da Guatemala, dispõe das mesmas atribuições que dispõe as agências reguladoras brasileiras. O grande problema, não é a existência de tais agências no Brasil, mas a ingerência do governo sobre elas, afinal, elas nasceram para serem autarquias, com administração própria, desvinculadas do governo. O que acontece, por exemplo, no nosso país? O desmantelamento completo das agências, por sucessiva intervenção do governo sobre sua administração, através, por exemplo, do corte de verbas e da indicação de cargos por conta de apadrinhados políticos, deixando-se a competência técnica para um segundo plano. À época do governo tucano, elas não sofriam tais intervenções. Com o governo petista, passou a ser constantemente atacada, de modo que o governo do PT sonha em acabar com elas, exatamente como prega o artigo do IMB. Nesse particular, a inoperância das agências decorrem de um governo ineficaz, corrupto e de caráter intervencionista.
As agências existem em qualquer país. Elas fiscalizam e permitem a aplicação de sanções às empresas quando estas não oferecem ao usuário o serviço contratado. Com esse artigo o IMB está fazendo o jogo do petismo, que também quer o fim das agências. Uma vez extinta as agências, o estado surge como uma alternativa. Fiquem atentos!
Tem que sair algo no Blog sobre o livro da Privataria Tucana.\r
\r
Leandro Roque, se puder, também é necessário um comentário sobre a expansão da telefonia móvel na China.\r
\r
Ao debater com alguns comunistas, percebi que eles vão sempre alegar que a telefonia na China não é privatizada e que, ainda assim, lá houve expansão maior que aqui.\r
\r
Os socialistas alegam que na China a telefonia não é privatizada e o cenário lá, icluindos os planos de expansão do governo, é bem melhor que aqui.\r
\r
Procede??
Olá Leandro!
Eu vi há alguns dias que a Guatemala mudou a lei geral de telecomunicações deles em 2012,isso é verdade? se for,quais foram as mudanças?
Leandro você tem a pesquisa feita pelo Felipe Rosa da Silva que mostrou a negativa dos pedidos de empresas estrangeiras pela anatel para as mesmas se instalarem aqui no BR?
Ae galera, vamo trolar la no participa.br
#PeloLivreMercadoDasTeles
http://www.participa.br/revisaodomodelo/outros-temas
Pessoal, uma dúvida:
conversando com uma pessoa da área, ela disse que mesmo se privatizasse todas as telecomunicações, e desregulasse, ainda assim haveriam somente 4 ou 5 empresas no mercado, por causa da faixa do espectro de transmissão.
ele mentiu pra mim, ele não sabe de nada, ou realmente existe essa limitação?
se sim, seria um dos poucos casos onde as empresas poderiam formar um oligopólio sem participação direta do governo?
Visto que o artigo foi escrito em 2011, pergunto se alguém sabe o que evolui de la para ca na Guatemala? Não só em relação ao mercado de telefonia e internet, mas também em relação ao desenvolvimento do país…
Pergunto porque vejo no fácil acesso a telecomunicação (internet principalmente) um dos grandes turbinadores do desenvolvimento.
Abç,
AHR
Senti falta de valores no artigo… argumento definitivo contra qualquer defensor da regulação.
Exemplo: quanto custa um iphone 6S PLUS de 128 MB e a mensalidade lá em relação ao Brasil?
Abç,
AHR
Eu estava lendo este estudo e depois de terminar, pensei que seria uma boa ideia indicar para o pessoal do instituto. Antes disso, decidi olhar se já não havia algo publicado sobre o assunto e… bem, aqui está. O pessoal aqui do instituto é muito rápido.
Infelizmente aqui ninguém tem coragem de abolir a Anatel e o Ministério das Comunicações.
Que tipo de doença precisa ter pra conseguir acreditar nisso daqui?
http://www.viomundo.com.br/denuncias/santiago-e-mentira-que-privatizacao-melhorou-a-telefonia-foi-o-salto-tecnologico.html