O conceito de neoliberalismo

Um conceito marxista

Neoliberalismo sempre foi um conceito confuso. Em quase todas as situações é citado de forma negativa: trata-se de um mau sistema. Isso ocorre porque o neoliberalismo é visto como representação ideológica máxima do capitalismo. E o sistema capitalista é dividido em duas classes: capitalistas e explorados. Os primeiros exploram os segundos através da mais-valia. Essa linha de pensamento é tipicamente marxista. O neoliberalismo, então, seria sinônimo de livre mercado: desmantelamento do Estado de Bem-Estar Social, desregulamentação de mercados, proteção da propriedade capitalista, entre outras ações. E o governo cuidando das pessoas é uma forma de amenizar o mal que o sistema capitalista causa nas pessoas.

Se aceitarmos tais termos, estamos caindo num debate claramente marxista. E aceitar o marxismo é cair numa discussão apenas ideológica. Apesar de já estar provado por vários autores que existe uma ciência positiva e outra normativa, os marxistas insistem em atribuir conteúdo ideológico a tudo. É fácil entender isso, porque o próprio marxismo nasceu assim. Caso os marxistas rejeitassem a ideologia em outras escolas econômicas, estariam negando sua própria base. Então esse caminho é impossível.

Ludwig von Mises e Friedrich von Hayek provaram que a economia planificada, ou marxismo, é impossível. Mises vai além e diz que Karl Marx confundiu classe com casta. Para Marx, a sociedade é composta por classes separadas, e as que estão no poder não permitem mobilidade. Mises demonstrou que no capitalismo não existem castas econômicas: os que conseguirem atingir a demanda das massas ganharão dinheiro, não importando sua origem ou escolhas pessoais.

Na prática, nenhuma das profecias de Marx se cumpriu: a revolução nos países capitalistas, quedas na taxa de lucro, aumento da classe operária etc. Mesmo assim, os marxistas criaram desculpas para tais falhas, como, por exemplo, uma teoria do imperialismo. O filósofo Imre Lakatos chamou o marxismo de 'programa degenerativo' justamente porque, no lugar de abandonar as bases erradas da teoria, tentou proteger as ideias originais de Marx. Todavia, não é intenção deste artigo se estender sobre esse debate. Apenas gostaria de deixar claro que o neoliberalismo é um conceito tipicamente marxista. Quaisquer autores que se pegue para ler sobre esse conceito, seja Perry Anderson, Atílio Bóron etc, no final se chega à mesma conclusão: o neoliberalismo é o representante ideológico máximo da economia de mercado e dos capitalistas e seu programa político é a desregulamentação dos mercados.

O programa político: Consenso de Washington

Em 1990, John Williamson publica What Washington Means by Policy Reform, artigo que daria origem ao Consenso de Washington. O artigo contém dez propostas para a América Latina que tinham dado certo em outros países. As propostas consistiam numa tentativa de modernização do estado visando substituir o de Bem-Estar. Defendia-se o equilíbrio fiscal e a prioridade na eficiência nos gastos públicos. Ou seja, seria saudável se os países não mais incorressem em altos déficits. Também era preciso visar à eficiência dos gastos públicos, não necessariamente diminuindo-os, mas criando uma máquina burocrática mais limpa e que atendesse aos anseios dos cidadãos. Uma reforma tributária também seria necessária, pois altos impostos indiretos acabam pesando mais no bolso do pobre, e a base do imposto de renda deveria ser ampla com alíquotas marginais reduzidas.  

As taxas de juros e de câmbio deveriam, segundo o CW, ser estabelecidas pelo mercado, e não controlada pelo governo. Os direitos de propriedade também deveriam ser amplamente defendidos pelos governos, pois sua fraqueza jurídica afasta investimentos. Na América Latina da década de 1980, os setores da economia eram amplamente cartelizados e existiam diversas estatais. Assim, o CW propôs que se privatizassem estatais ineficientes (não necessariamente todas) e que se desregulamentassem os setores privilegiados, pois tal estado inibia a concorrência. Para finalizar, o país deveria abrir seu mercado para o Investimento Estrangeiro Direto.

Esse é um resumo das propostas do CW. Para mais detalhes, ver o artigo do Paulo Roberto de Almeida, O Mito do Consenso de Washington, e o próprio artigo do Williamson.

O que é livre mercado?

Notamos acima que o Consenso de Washington com certeza defendia um programa com mais liberdade econômica que o velho Estado de Bem-Estar. Contudo, concluir que por isso o CW é pró-mercado é um equívoco. Na verdade, o CW propõe melhorar o arranjo institucional do estado. Ou seja, é um modelo que defende uma melhor eficiência do governo nos assuntos econômicos. Mesmo o Estado de Bem-Estar considerava a economia de mercado importante, mas bem menos do que o modelo do CW.

Para clarificar o assunto para o leitor, vamos utilizar a distinção defendida pelo economista Fábio Barbieri. Para o autor brasileiro, as economias são mistas, possuindo características de economia de mercado e de planificação. Hong Kong é considerada a economia mais livre do mundo, mas não se pode dizer que lá exista uma economia de mercado plena. Há um grau de planificação econômica por parte do governo, mesmo que mínimo. Um leitor sagaz já pode imaginar então que algumas linhas de pensamento econômico acham que certo grau de planificação é necessário para alcançar a eficiência econômica. É o que acontece, por exemplo, com a Escola de Chicago, que defende a existência de uma entidade monopolista da moeda, apesar de defender também várias desregulamentações. Na Escola Austríaca se encontra economistas que defendem a economia de mercado plena, como Murray Rothbard, e outros que defendem uma pequena intervenção governamental, como Ludwig von Mises. Para Rothbard, o estado é desnecessário e sempre causa distorções nas ações dos indivíduos; então a máxima eficiência econômica só é alcançada com um arranjo institucional apenas com agentes privados.

Outros economistas defendem a total planificação da economia, que é o caso dos socialistas. Sendo que qualquer arranjo de mercado é ruim, o governo deve controlar toda a economia. Tal política é típica de regimes socialistas, como a Alemanha Nazista e a União Soviética. Mas, no geral, os economistas atuais defendem a economia mista. E o Consenso de Washington é apenas uma reforma das intervenções do governo, buscando mais eficiência, e abertura controlada para o comércio internacional. Se for perguntado a um socialista o que ele acha das propostas do CW, provavelmente ouviremos que tem "mercado demais". Se for perguntado a um rothbardiano, provavelmente ouviremos que há intervenção demais. Ou seja, o CW não defende planificação econômica e tampouco economia de mercado, é apenas reforma do velho intervencionismo estatal. É o que chamamos de Novo Intervencionismo (ou neo-intervencionismo).  Se defendesse o livre mercado ou a economia de mercado, o chamado "neoliberalismo" defenderia apenas soluções de mercado (ou seja, com instituições e agentes privados), sem nenhum tipo de arranjo governamental.

Debate teórico: uma refutação

A sessão anterior serviu para mostrar que as propostas ditas neoliberais do CW são na verdade neo-intervencionistas. Nesta, mostraremos como as propostas deveriam ser caso quisessem defender a economia de mercado. A primeira parte das propostas trata da busca de eficiência do estado através do equilíbrio fiscal, melhor gasto público e reforma tributária. Essa também é a parte mais fácil de esclarecer: são todas medidas de arranjo governamental, ou seja, de controle de mercado. Então, essas propostas vão contra a economia de mercado, não a favor. O CW também defende reformas tímidas sobre a privatização e desregulamentação, pois uma visão de mercado defenderia simplesmente a extinção das estatais e todo tipo de regulamentação governamental.

A taxa de juros e de câmbio, a princípio, parece ser dois pontos de paz entre a economia de mercado e o CW. Entretanto, um olhar mais cuidadoso nos trabalhos de Mises e Hayek revela o que seria um sistema financeiro de mercado: bancos privados emitindo moeda própria. Ou seja, num sistema financeiro de mercado não existiria banco central. Mais uma vez, o CW não defende a economia de mercado. A defesa dos direitos de propriedade e a abertura aos investimentos estrangeiros parecem ser o único ponto de comum acordo entre o CW e uma economia de mercado.

O debate aqui não é tentar descobrir se um arranjo só com instituições de mercado é bom ou possível, e sim mostrar que o CW não defende tal idéia. O correto significado dos conceitos é um pressuposto importante para qualquer debate e, infelizmente, na atualidade se tem usado o termo "neoliberalismo" associado ao livre mercado com intensa irresponsabilidade.

Evidência empírica: uma refutação

Devo confessar para os leitores que tenho pena de Fernando Henrique Cardoso. Apesar de ele ter se esforçado ao máximo para interferir no mercado, não foi o bastante: acabou sendo conhecido como pró-mercado (e como se sabe, isso necessariamente quer dizer uma coisa ruim no Brasil). E o que fez FHC para merecer tais títulos?

Como se sabe, até a década de 1980, era lugar-comum que o Estado de Bem-Estar Social era superior. Nessa década, essa idéia (na política prática, na teórica já era questionada) começou a perder força e líderes como Reagan e Thatcher desregulamentaram alguns mercados em seus países. Na década de 1990, no Brasil, Collor iniciou o programa de desestatização, onde, entre outras coisas, algumas empresas estatais seriam passadas para a iniciativa privada. Inclusive, Collor também é acusado de neoliberal, apesar de ter confiscado a poupança de toda a nação. Algumas outras inovações também foram trazidas: como a tentativa de se alcançar um equilíbrio fiscal, o estabelecimento de metas inflacionárias, independência do banco central, abertura do mercado financeiro etc. Com certeza foi uma mudança forte na política econômica. E quem mais a aprofundou foi FHC. E por isso ele é acusado de neoliberal.

Aqui entra a parte mais interessante: o presidente-sociológo aumentou impostos, gastos públicos, criou 10 agências reguladoras, privatizou 8 empresas em um processo que contou com a participação do estado (!) e de grupos com influência política (fundos de pensão), e no começo do governo, fixou o câmbio. Mesmo assim, é tachado de pró-mercado. Tem mais: segundo o índice de liberdade do Fraser Institute, as leis de propriedade privada pioraram no Brasil na época de FHC. A área que mais teve melhora em relação à desregulamentação foi o mercado financeiro. Durante a década de 90 o Brasil se tornou mais livre em relação à década de 80. Contudo, os índices de liberdade (tanto o do Fraser Institute como o da Heritage Foundation) mostram que o país passou longe de alguma reforma pelo livre mercado, se mantendo numa das economias mais intervencionistas do mundo. Não é preciso estudar o índice de todos os anos do Brasil (como o autor do presente artigo fez), basta apenas ler os feitos de FHC no parágrafo anterior e raciocinar se isso tem alguma relação com o livre mercado.

Então, dizer que FHC foi pró-mercado por privatizar algumas estatais é puro desconhecimento dos dados. É falta de estudo e necessidade de repetir jargões da esquerda. O que houve na verdade foi uma mudança no modelo de intervenção — adotando-se um mais leve, na verdade. E isso irritou os pensadores radicais pró-estado. E, para eles, a saída foi acusar os neo-intervencionistas (como Collor e FHC) de serem entreguistas. É isso o que acontece quando se mistura o debate acadêmico com o debate político: falácias, mentiras, manipulações e jogos sujos. Essa é a essência da política, e ela contaminou o debate nas academias.

Novo Intervencionismo

O leitor pode indagar que no artigo apenas tentou-se demonstrar que o termo neo-intervencionismo é mais correto que neoliberalismo. Todavia, a questão vai além. Quando se associa o liberalismo de alguma forma às propostas do CW ou do livre mercado, está se cometendo uma falácia, pois de nenhuma forma as ditas propostas (no conjunto, como vimos) neoliberais representam propostas de uma economia de mercado. Então, a questão é mais profunda do que a pura linguística. É questão de não cometer erros conceituais na investigação sobre o grau de intervenção e liberdade na economia. Neoliberalismo não existe. O Consenso de Washington possui propostas neo-intervencionistas. Os países que reformaram sua política econômica nos anos 1990 buscaram o neo-intervencionismo. O período pelo qual passamos na década passada e continuamos até hoje pode se chamar a Era do Novo Intervencionismo.


0 votos

SOBRE O AUTOR

Thiago Beserra Gomes
é estudante de Economia da Universidade Federal de Pernambuco. E-mail: thiagoeconomics@gmail.com


As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
------------------------------------
" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
---------------------------------------------


E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...
"Se um empreendedor construir uma ponte... Ele também consome itens escassos... A única diferença, é a eficiência com que ele gasta esse recurso."

1) Se a obra é estatal -- isto é, se ela é feita de acordo com critérios políticos --, então não há como saber que ela está sendo genuinamente demandada pelos consumidores. Não há como saber se ela realmente é sensata ou não, se ela é racional ou não. (Vide os estádios da Copa na região Norte do país). O que vai predominar serão os interesses dos políticos e de seus amigos empreiteiros, ambos utilizando dinheiro de impostos. Não haverá nenhuma preocupação com os custos.

2) Se a obra é estatal, haverá superfaturamento. (Creio que, para quem vive no Brasil das últimas décadas, isso não necessariamente é uma conclusão espantosa). Havendo superfaturamento, os preços desses insumos serão artificialmente inflacionados, prejudicando todos os outros consumidores. Os preços, portanto, subirão muito mais ao redor do país.

3) Por outro lado, se é o setor privado -- e não o estado -- quem voluntariamente está fazendo a obra, então é porque ele notou que há uma demanda pelo projeto. Ele notou que há expectativa de retorno. (Se não houvesse, não haveria obras). Consequentemente, os preços dos insumos serão negociados aos menores valores possíveis. Caso contrário -- ou seja, caso houvesse superfaturamento --, a obra se tornaria deficitária, e seria muito mais difícil a empresa auferir algum lucro.

Isso, e apenas isso, já mostra por que os efeitos sobre os preços dos insumos são muito piores quando a obra é estatal. Tudo é bancado pelos impostos; não há necessidade de retorno financeiro para quem faz a obra (o governo e suas empreiteiras aliadas); não há accountability; os retornos são garantidos pelos impostos do populacho.

Já em uma obra feita voluntariamente pela iniciativa privada, nada é bancado pelos impostos; a necessidade de retorno financeira pressiona para baixo os custos; há accountability; os impostos da população não são usados para nada.

Qual desses dois arranjos você acha que pressiona para cima os preços dos insumos, prejudicando todos os outros empreendedores do país?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Helio  24/11/2010 10:59
    O neoliberalismo começou nos anos 1930 (o Colóquio do Walter Lippman foi um dos importantes momentos da criação do conceito) como uma tentativa de síntese entre o laissez faire do século XIX (segundo o qual o estado seria em grande medida um observador na economia, e teria ênfase como protetor dos direitos à vida e propriedade) e a social-democracia.

    Muito antes do Consenso de Washington, se formou o consenso neoliberal na Mont Pelerin Society, sob a liderança de Hayek, no fim dos anos 1940. Tal consenso sugeria que o laissez faire deveria ser predominante, mas que se deveria acomodar políticas típicas dos social-democratas, tais como o conceito de renda mínima (salário-mínimo e distribuições de dinheiro do governo), medidas a "favor" da competição, como as das legislação anti-trust e acessórias, monopólio da moeda pelo governo e flexibilização do padrão-ouro, bem como regulamentações para cuidar de "ineficiências" ou "falhas" de mercado, etc. Claro que a missão de Hayek e seus colegas neoliberais (das quais Mises, obviamente, e outros, não faziam parte) foi fruto de um enorme temor do crescimento das filosofias estatizantes tanto no nível político, como no econômico (via Keynes, que foi instrumento para justificar a filosofia política estatizante já em prática).

    No entanto, em boa medida o neoliberalismo nasceu sob a ótica do "medo", e seus propenentes fizeram o que nunca se deve fazer na batalha de ideias (e na vida tampouco!): é o que eu chamo de "negociar contra si mesmo". Isto significa que o medo fez com que Hayek, Friedman e outros propusessem algo mais "palatável" para conseguir via "pragmatismo" um melhor resultado. Não se pode dizer que não tenham tido êxito, visto que nos anos 1980 a filosofia liberal veio a predominar nos US e Inglaterra, países muito importantes. Mas agora ficam claras suas contradições, e a crise do crédito de 2007/08 ilustra o grande fracasso da estratégia. A despeito dos honestos e heróicos esforços de Hayek e companhia, o neoliberalismo está definhando pateticamente, e está condenado ao desaparecimento, vítima de suas contradições internas.

    Finalmente, não acredito que o laissez faire do século XIX deva ser defendido sem correções, claro. O MisesBrasil defende uma visão muito mais progressista, e que inclui temas normalmente atribuídos à esquerda, como descriminalização das drogas, dos homosexuais, igualdade entre indivíduos (sem senhores e servos), fim dos monopólios estatais da moeda e de certas políticas bancárias em parceria com o governo (reservas fracionárias, ajuda em caso de crise com dinheiro do povo, etc), fim de monopólios do governo que servem para favorecer grupos de interesse, etc. Mas a discussão da estratégia é uma outra (longa) discussão.



  • Anônimo  14/02/2016 20:11
    O erro do termo "neoliberal" é que ele pressupõe que haja algum tipo de mudança em relação ao liberalismo clássico. O "neoliberalismo" foi criado imaginando-se ser uma forma de "liberalismo" com um pouco mais de intervenção do estado - alguns diziam que era uma mudança do "laissez-faire" do liberalismo clássico. Inclusive o criador desse termo, o ordoliberal Alexander Rustow, pensava assim.

    Entretanto, o liberalismo clássico nunca foi realmente laissez-faire. Segundo o próprio Hayek, nenhum dos economistas clássicos defendiam que a única função do estado era defender apenas a propriedade privada. E isso a gente vê facilmente nos escritos de Adam Smith (que sustentou que o estado poderia ajudar com educação e obras públicas), David Ricardo, David Hume e tantos outros. Até mesmo John Locke acreditava que o estado poderia fazer mais do que apenas proteger a propriedade privada.

    John Stuart Mill também era um liberal clássico, porém foi ficando cada vez mais "social", influenciado pelo socialismo que crescia na época. Em razão dele e de outros, o "liberalismo" passou a significar, nos países de língua inglesa, quase o mesmo que aqui seria "social-democracia". Esse "liberalism" era o liberalismo social, fundado por Mill, focado mais em intervenções do estado e em concepções errôneas de "justiça social". Hoje, os "liberals" dos países ingleses são basicamente sociais-democratas.

    Essas pessoas que advogavam um liberalismo mais "social" criaram o mito de que o liberalismo, antes deles, era um total laissez-faire, que levou as pessoas à pobreza e que causava a maioria dos males do mundo. Inclusive hoje, muita gente ainda pensa assim do liberalismo clássico.

    Mas nem na Inglaterra do século XIX havia "laissez-faire". Isso é um mito. Havia ainda a participação do estado em vários setores. E o "manchesterianismo", a que muitos gostam de se referir como o legítimo liberalismo clássico, nem era totalmente laissez-faire. Vários daqueles que repeliram as "corn-laws" do século XIX defendia mais coisas do estado a não ser proteger a propriedade. E no parlamento da época, quase não se tem evidência da citação da palavra "laissez-faire" (palavra essa que, ainda, é de origem francesa, e não inglesa).

    Na época de Rustow, os ordoliberais acreditavam que se diferenciavam muito dos liberais clássicos, e alguns, como o tal Rustow, se denominou "neoliberal" para se diferenciar do "laissez-faire". O próprio Friedman cometeu o erro de fazer isso também, e elogiou o tal "neoliberalismo". Mas depois muito provavelmente percebeu o erro e passou a se denominar também "liberal clássico". Essa concepção de "liberalismo clássico" era um mito. Tanto é que depois os próprios Rustow e Friedman rejeitaram esse termo.

    Muito menos Hayek seria, por isso, um "neoliberal". Seu trabalho é todo baseado nas obras dos liberais clássicos - Locke, Montesquieu, Smith, Hume, Tocqueville - e ele reconhecia que eles nunca foram laissez-faire, e nem ele era.

    Claro que Mises pode ainda ser considerado um, já que defendia muitos dos princípios do liberalismo (mas, no caso, ele seria um liberal mais radical). Entretanto, dizer que apenas pessoas como Mises seriam liberais clássicas, por serem "laissez-faire", seria excluir todos os nomes mais conhecidos daqueles que representavam o liberalismo clássico, como os autores citados acima.

    O que vocês chamam de "pragmatismo" de Friedman e Hayek é algo que foi sempre presente no liberalismo. Ele sempre foi pragmático. Quem diz que não, provavelmente não tem leitura aprofundada deles. Então, não há razão de nomear aqueles que são a favor do livre-mercado, mas que rejeitam a concepção dogmática de laissez-faire (como Friedman, Hayek, etc) como "neo"liberais: a ideologia deles não é nada diferente do velho liberalismo clássico.
  • Bruno Gimenes Di Lascio  24/11/2010 13:01
    O artigo coloca uma questão muito importante em discussão: a espiral do silêncio. A partir das pesquisas da alemã Elisabeth Noelle-Neumann, ficou definido o fenômeno da espiral do silêncio, isto é, a partir do momento que um dos lados do debate se cala e permite que o lado oposto o nomeia, defina e o acuse sem direito à resposta, tem-se a total desequilíbrio entre as partes, promovendo a alienação e a distorção que circunscreverão os futuros embates.

    É o caso: o termo "neoliberalismo" foi criado pelos socialistas franceses, ávidos em nomear e definir todos os entreguistas - poucos, infelizmente - da França. Como bem sabemos, o liberalismo nunca teve sua bases alteradas para ser chamado de "novo (ou neo)" liberalismo. Desde Smith e Ricardo, passando por Bohm-Bawerk e Mises, chegando em Hayek e Rothbard que os valores da liberdade de mercado permanecem os mesmos: defesa da propriedade privada, não-interferência estatal e livre-iniciativa. Nada mudou, mas para os socialistas franceses, a queda do Welfare State propiciou a refundação o liberalismo, agora privatizante de tudo que é do "povo". Mas isso só aconteceu porque as forças liberais-conservadores consentiram, caladas, com a escalada da difamação reformista contra o arquivamento da espada estatal em voga nos anos 80.

    O erro não pode ser cometido novamente. É notável que os socialistas (tanto so vegetarianos quanto os carnívoros) sabem muito bem distorcer os fatos e aplicar alcunhas ao inimigo. Eles são competentes em confundir, dissimular e minimizar a imagem do inimigo, partindo de romantismos juvenis e terminando na mais pura violência política contra as instituições livres. Eles só não são eficazes em explicar como a benevolência da gratuidade estatal pode ser mais competente que a aplicabilidade do lucro nos serviços essenciais à população. Mas com a espiral do silêncio eles sequer precisam responder a esse tipo de dúvida.
  • Daniel  24/11/2010 20:33
    Helio, A Mont Peleryn Society defende liberalismo clássico.

    E mais absurdo é vc citar a crise do crédito, que foi gerada por políticas keynesianas, não liberais.
  • Helio  24/11/2010 21:53
    Não Daniel, a Mont Pelerin não defende o liberalismo clássico.

    Veja por exemplo a opinião do Professor Guido Hulsmann:

    As classical liberal economists were usually not employed in institutions of higher learning (the teaching of economic science was not primarily organized within the universities), they built other institutions, from loose networks to political parties. By 1860 governments realized the danger to themselves that the classical economists posed. Their answer was to create their own economists and thus control the market of ideas. This strategy was first applied in Germany with the German Historical School or "Schmollerism" and soon spread to other countries, each with its own specific national feature. John Stuart Mill in Britain for example changed the meaning of liberalism into interventionism, while the Russian government thought that Schmoller was too tame and hired Marxist economists instead.

    This trend continued into the 20th century, with Ludwig von Mises being one of the very few setting himself against it. After demolishing the case for socialism and putting the case for radical liberalism, he insisted that no "third way" was possible, as this would invariably lead to a loss of prosperity and in the end, socialism.

    In the first half of the 20th century, a number of societies were founded by liberals to counter the trend towards socialism. By 1938, four schools of thought were represented:
    1) Neoliberalism, i.e., practical and theoretical compromise with socialism; 2) F.A. v. Hayek, for whom a small amount of intervention was permissible; 3) Alexander Rüstow, who considered natural hierarchies as necessary for society; and 4) Ludwig v. Mises, who stood for complete laissez faire.

    Nine years and one World War later, these groups convened to form the Mont Pèlerin Society (MPS). At the same time, Leonard Read's FEE in America was publishing leaflets explaining the ideas of Mises and organizing seminars and speeches for Mises and others. These activities were extremely important for spreading Mises' thoughts, especially to young people. Ralph Raico, George Reisman and Murray N. Rothbard were among those influenced by the FEE papers. Without the FEE, the Chicago School would have totally dominated the field of free market ideology.

    Mises was skeptical about the MPS right from the start; he was particularly concerned because of the participation of certain people. In 1947, he stormed out of a meeting, saying: "You're all a bunch of socialists."

    Today, the MPS, a society of eminent scholars, mainly represents Neoliberalism.


    Finalmente, a crise do crédito foi criada pelo Fed e pelo sistema de reserva fracionária dos bancos, ambos entusiasticamente defendidos pela Escola de Chicago.

  • André Levy  25/02/2014 22:14
    "Neo-liberalismo [... b]uscaria usar a competição entre os produtores para proteger os consumidores de serem explorados por eles, a competição entre os empregadores para proteger os trabalhadores e os proprietários, e a competição entre os consumidores para proteger os próprios empreendimentos. O Estado fiscalizaria o sistema, estabelecendo condições favoráveis à competição e a evitar monopólios, fornecer uma fundação monetária estável, e aliviar a miséria e extrema pobreza. Os cidadãos estariam protegidos do Estado por um mercado privado livre; e um do outro pela preservação da competição."
    Friedman, Milton (1951), "Neo-Liberalismo e suas Perspectivas", Farmand, 17 fevereiro 1951, pp. 89-93.
    0055d26.netsolhost.com/friedman/pdfs/other_commentary/Farmand.02.17.1951.pdf
  • Helio  24/11/2010 22:12
    E Mises declarou à época:

    Mises identified in 1946 the association with the policies and proponents of interventionism
    as the fatal flaw in the plan of the many earlier and contemporary attempts by intellectuals alarmed by the rising tide of socialism and totalitarianism to found an anti-socialist ideological movement. Mises wrote: "What these frightened intellectuals did not comprehend was that all those measures of government interference with business which they advocated are abortive. . There is no middle way. Either the consumers are supreme or the government."
    The Mises quote is from "Observations on Professor Hayek's Plan," typewritten memorandum dated 31 December 1946; Grove City Archive: MPS files (unfortunately unpublished).

    In this memoradum, Mises stated that many similar plans to stem the tide of totalitarianism had been pursued in the past several decades-he himself had been involved in some of these projects-and each time the plan failed because these friends of liberty had themselves already been infected by the statist virus: "They did not realize that freedom is inextricably linked with the market economy. They endorsed by and large the critical part of the socialist programs. They were committed to a middle-of-the-road solution, to interventionism." At the end of the memorandum, he stated his main objection:
    The weak point in Professor Hayek's plan is that it relies upon the cooperation of many men who are known for their endorsement of interventionism. It is necessary to clarify this point before the meeting starts. As I understand the plan, it is not the task of this meeting to discuss anew whether or not a government decree or a union dictate has the power to raise the standard of living of the masses. If somebody wants to discuss these problems, there is no need for him to make a pilgrimage to the Mount Pèlerin. He can find in his neighborhood ample opportunity to do so.
    Hülsmann, Last Knight, pp. 865-66.
  • Fernando Chiocca  24/11/2010 23:04
    [1]Hayek of course did not heed his own advice and provide us with a consistent and inspiring theory. His Utopia, as developed in his Constitution of Liberty, is the rather uninspiring vision of the Swedish welfare state. [/i]

    Rothbardian Ethics

  • Daniel  24/11/2010 23:41
    cara, a Mont Pelerin tem site: https://www.montpelerin.org com onde explica o que eles defendem, te dou um bolo de chocolate se vc achar eles definindo a política deles como neoliberal.

    O que o autor do texto disse é isso, neoliberalimos é um termo vago, sem base, não existe uma definição real... é apenas usado como discurso pela esquerda, e sempre de forma pejorativa.
    Alguns acham que é o que o consenso de Washington, e muitos se vc perguntar, acham que a supremacia total do mercado.
    No final não existe economista que se considere "neoliberal", quem detem o monopolio de usar o termo são marxistas no palanque.

    E daonde que o liberalismo defende reserva fracionária de bancos? Forte intervenção de bancos centrais? Intervenção do Estado para concessão de créditos irreais, como a CRA dos EUA?

    E vc está confundindo conservadorismo com liberalismo e misturando questões de costume com economia.
  • Helio  25/11/2010 00:59
    Eu ficaria muito surpreso se eles (ou economistas) se auto-denominassem por uma corrente fracassada, definhante.g

    O termo neoliberalismo não é vago - há inúmeros livros que discorrem sobre o neoliberalismo, que começou nos anos 1930. Você está correto que essa corrente foi tratada de forma pejorativa pela esquerda. Mas agora também pelos liberais em geral, e por muitos keynesianos. Não há nada de vago - a esquerda em geral soube identificar os neoliberais, com ou sem descrição no site. Talvez alguns tenham chamado Mises de neoliberal, mas neste caso erraram feio.

    O neoliberalismo defende o banco central e as reservas fracionárias, e se objeta à atividade bancária livre. E também defende a forte regulação dos bancos pelos bancos centrais.
  • Thiago B. Gomes  25/11/2010 01:20
    O termo neoliberalismo é bastante vago.

    O problema está em classificá-lo como parte de uma política pró-mercado e pró-liberdade individual. Como falei no texto, o "neoliberalismo" é sim menos estatista do que a social-democracia, mas não deixa de ser pró-estado, é só questão de grau. O erro está em associar filosofia liberal com o que é conhecido como "neoliberalismo". O que há na verdade é só um intervencionismo diferente do antigo sistema intervencionista social-democrata. O "neoliberalismo" cai exatamente no que Mises chamava de intervencionismo, então é por isso que associá-lo a filosofia liberal é errado.

    Hayek e cia estavam propondo um intervencionismo mais leve que o social-democrata, e não uma nova filosofia liberal (mesmo que eles achassem que o estavam fazendo). O termo "neoliberalismo" engana pois se pensa que está se partindo de bases pró-mercado. Mas se está supondo que o estado deve planificar a sociedade e permitir que o mercado funcione em alguns momentos.

    E, apesar desse movimento ter começado antes, o que ficou mais conhecido como seu principal programa política foi o CW. E é por isso que o foco da crítica foi direcionado a esse encontro.

    Não importa o termo, se é "neo-intervencionismo" ou outro qualquer. Mas, definitivamente, "neoliberalismo" é extremamente equivocado. Agora, caso não tenha ficado claro: o termo é vago, mas existiu sim um programa político com as características que a esquerda critica, a única falácia relacionada a essas críticas é que foi um programa a favor da economia de mercado. Não foi. Foi um programa intervencionista (o CW é intervencionista).
  • Johnny Jonathan  02/06/2012 00:30
    Acho que monetarismo basta. Posso estar errado nos atos históricos, mas escola de Chicago que é neoliberal. ao meu ver, todas as características estão presentes.
  • Miguel  25/11/2010 09:15
    O triunfo dos economistas neoliberais (reservas morais da economia) registra uma grande herança para economistas de mercado: mais de U$ 1 trilhão de dívida pública, sem contar a lesão ativa que terão direito nas zonas virgens da estrutura social brasileira.
  • Róbson  26/11/2010 02:19
    Desculpem se for uma pergunta ignorante, mas a doutrina de Keynes não é a que pode ser chamada de neoliberal?
  • Thiago B. Gomes  26/11/2010 16:24
    Róbson, o período depois das guerras e antes das reformas econômicas de 1980-90 é que se encaixam na doutrina keynesiana.
  • Randalf  09/03/2013 00:34
    Desculpem, eu li o artigo e os comentários, e não fiquei a saber o que realmente os neoliberais defendem. Compreendi que o termo é vago, mas também li que é mais pró-mercado do que a social-democracia (não percebi esta afirmação). O que realmente defendiam os neoliberais (e defendem)?

    Agradecia se alguém me pudesse responder.
    Obrigado
  • Malthus  09/03/2013 00:36
    Esse artigo é mais completo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=920
  • Gandalf  27/11/2013 23:16
    Quer dizer então que a Alemanha Nazista era um regime socialista? kkkk
  • Sauron  28/11/2013 00:15
    Certamente que sim. E o artigo abaixo explica por quê. E faz isso recorrendo a fatos e argumentos um pouquinho mais profundos do que o seu "kkkk", que é o modo de comunicação típico dos asininos.

    Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário
  • anônimo  28/11/2013 03:47
    Mas não pode, o meu professor de história da quinta série disse que era capitalista!
  • anônimo  30/01/2014 11:06
    O meu professor da história da sétima série disse que era liberal.
  • Wesley  29/01/2014 23:25
    Só a quantidade de vezes do uso da palavra "neoliberalismo" mostra o nível que chegou a intoxicação ideológica nas universidades e nas escolas. TODO livro de história ou sociologia que vocês lerem, seja nas universidades ou em escolas mostram o "neoliberalismo" como o oposto do estatismo, marxismo ou socialismo. Para vocês terem ideia, o próprio Hayek é citado como "neoliberal". Os livros que os marxistas dogmáticos gostam de citar é "O caminho da servidão", sendo que a palavra "neoliberalismo" sequer é citada no livro.
    Isso não consiste em charlatanismo intelectual? Você afirmar que a pessoa é algo ou defende algo que ela nunca defendeu, não consiste em falsificação intelectual? Por que nenhum marxista dogmático ainda não foi processado por falsificação?
  • Emerson Luis, um Psicologo  13/08/2014 22:29

    É um termo criado por marxistas para fazer com que os esquerdistas mais moderados parecessem reacionários e elitistas "de direita" e para confundir as pessoas sobre o que realmente é o verdadeiro liberalismo (além do verdadeiro conservadorismo). O resultado é que hoje a maioria só enxerga versões de esquerdismo.

    * * *
  • Antunes Hiroshi  30/09/2016 01:06
    "criou 10 agências reguladoras"
    Quais foram?
  • Auxiliar  30/09/2016 01:20
    ANA
    Anatel
    Ancine
    ANEEL
    ANP
    ANS
    ANTAQ
    ANTT
    Anvisa
    AEB (esta é de fevereiro de 1994, quando ele era Ministro da Fazenda)


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.