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No capitalismo de livre mercado, quem sempre ganha é o consumidor
O objetivo do capitalismo é melhorar a vida do consumidor, e não do empregado ou do empregador

Nos EUA, Walmart e Amazon estão se engalfinhando em uma brutal guerra de preços. A história em detalhes está aqui.

Ao redor do mundo, Uber, Lyft e Cabify estão em guerra não apenas contra o cartel dos táxis (mantido e protegido pelo estado), mas também entre si.

O AirBnB está reduzindo os lucros das grandes redes hoteleiras.

Nos mercados que têm um setor aéreo mais livre, como na Europa, voar está cada vez mais barato.

E isso sem falar na contínua redução dos preços dos produtos tecnológicos e eletroeletrônicos, bem como dos serviços fornecidos por eles. A Amazon, por exemplo, hoje concorre com a Netflix na área de streaming de filmes. Ambas tiraram clientes das TVs a cabo. E ambas também sofrem a concorrência de vários sites dos quais você pode fazer download de filmes.

A história do capitalismo de livre mercado é a história da competição de preços. Isso foi explicado, e sempre de maneira muito clara, por Ludwig von Mises ao longo de toda a sua vida.

O que é o capitalismo de livre mercado? É aquele arranjo econômico em que não há subsídios (ou empréstimos subsidiados com os impostos da população) governamentais para as empresas favoritas do governo, não há protecionismo via obstrução de importações, não há barreiras governamentais à entrada de concorrentes em qualquer setor do mercado (como ocorre em setores regulados por agências reguladoras), ninguém é impedido de empreender em qualquer área da economia, e não há altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. Quanto mais próximo uma economia está deste arranjo, mais genuinamente capitalista ela é.

Um capitalista bem-sucedido é aquele que não apenas sabe como atender aos desejos da massa, como também está sempre tentando aumentar a satisfação dela. A maneira como esse capitalista aumenta sua presença no mercado — sua fatia de consumidores — é por meio da concorrência de preços. Dado que seu objetivo é sempre aumentar seu público consumidor, o que ele realmente tem de fazer é ir atrás de pessoas que até então não estavam dispostas a, ou não tinham condições de, gastar dinheiro naquilo que ele está tentando vender. Ao utilizar a concorrência de preços, ele adquire acesso a esse grupo.

Isso é um ótimo negócio para todas aquelas pessoas que queriam comprar o produto, mas não tinham condições. E aquelas que já pagavam para adquirir o produto poderão agora pagar menos. A diferença entra o preço (mais alto) que elas pagavam antes e o preço (mais baixo) que irão pagar agora sob as novas condições é chamada pelos economistas de "excedente do consumidor". É apenas um dos maravilhosos benefícios do capitalismo de massas.

Sempre haverá um mercado específico para produtos prestigiosos, sofisticados e caros. Relógios Rolex são um exemplo. Eu jamais compraria um. Estou muito bem servido por um relógio digital da Casio. Não preciso de mais do que isso. No próprio Walmart, consigo relógios digitais por US$ 15, e são excelentes em termos de marcar a hora. É isso o que me interessa. Tudo o que quero de um relógio é que ele me mostre que horas são. Não ligo para prestígio. Mas há quem ligue. E tais pessoas são servidas por mercados específicos.

Não faço a mais mínima ideia de como os fabricantes que vendem produtos para a Amazon e para o Walmart conseguirão manter uma margem de lucro sobre cada produto vendido. Também não sei como a Uber, a Lyft e a Cabify — com sua guerra de preços cada vez mais acirrada entre si mesmas e contra os táxis — conseguem se manter no mercado. Mas isso não é problema meu. Isso não tem qualquer relevância para mim. Sou um mero consumidor. Na condição de consumidor, estou olhando apenas para meus próprios interesses. Quando varejistas que atendem às massas estão concorrendo ferozmente entre si e forçam seus fornecedores (indústrias) a reduzir os preços, isso é ótima notícia para mim.

Por isso, é um total equívoco imaginar que o capitalismo funciona primordialmente para beneficiar os produtores. Isso é uma total incompreensão sobre os princípios deste sistema. O capitalismo — ao menos o genuíno — opera em benefício do consumidor. E há um motivo simples para ser assim. Os consumidores possuem aquilo que os produtores querem: dinheiro. O dinheiro é a mercadoria de mais fácil comercialização em uma economia. Por isso, todos estão atrás do dinheiro. Quem tem dinheiro consegue trocá-lo pelos bens e serviços que quer. Quem tem dinheiro sempre será servido. Quem tem dinheiro está no assento do motorista em uma economia capitalista. E quem tem o grosso do dinheiro em uma economia de mercado? A massa dos consumidores.

Produtores e empreendedores estão no mercado para ganhar acesso ao dinheiro dos consumidores. Os bens e serviços que eles produzem não podem ser utilizados como dinheiro. Não importa quão popular seja um produto específico, ele nunca será tão popular quanto dinheiro. Consequentemente, produtores e empreendedores têm de vender esses bens e serviços aos consumidores para conseguir dinheiro; eles não podem ir ao mercado e simplesmente tentar trocar, como num escambo, seus bens e serviços por outros bens e serviços. Para conseguir o que querem, eles têm de ter dinheiro. Para conseguir dinheiro, eles têm de vender para muitos consumidores. Eles ganharão dinheiro no volume, e não nos preços altos.

Guerra de preços entre empresas sempre beneficia dezenas de milhões de consumidores. Consumidores não têm de negociar descontos com fabricantes ou implorar por preços menores; eles deixam esse serviço por conta das empresas. Na prática, eles terceirizam essa atividade, deixando que as empresas em concorrência façam essa negociação por eles. Na condição de vendedores de bens e provedores de serviços, Amazon, Walmart, Uber, Cabify, Lyft, Netflix, AirBnB e todas as grandes redes varejistas têm de agir em prol dos consumidores. E é assim porque elas estão visando às massas. Elas querem vender para as massas. Elas querem o dinheiro das massas. Sua estratégia é fazer com que mais pessoas comprem seus bens e serviços.

A segunda pessoa mais rica do mundo é Jeff Bezos. Ele criou a Amazon. Se Sam Walton ainda estivesse vivo, ele seria a pessoa mais rica do mundo, pelo menos se não considerarmos Vladimir Putin. Bezos seria então o quarto. Esses dois homens incrivelmente ricos se tornaram ricos porque compreenderam como funciona a concorrência de preços.

Os críticos do capitalismo, que são muitos, simplesmente não entendem que capitalismo significa concorrência de preços, e que o marcado de consumo em massa criado pela concorrência de preços representou o maior benefício econômico para a humanidade nos últimos 200 anos.

[N. do E.: sim, os preços das coisas estão sempre aumentando, principalmente no Brasil. Mas isso se deve às distorções criadas pelo governo, como a inflação da oferta monetária. Ainda assim, o custo real das coisas — isto é, a quantidade de horas de trabalho necessária para se conseguir comprar um bem básico — só faz cair].

Os críticos destas empresas que se esforçam para reduzir seus custos — como a Amazon, a Walmart e a Uber — sempre as atacam "em nome dos trabalhadores". Tais críticos sempre vêm a público denunciar os baixos salários pagos aos empregados. Mas a função do capitalismo é melhorar a vida dos consumidores, e não dos produtores, empreendedores e dos empregados. Produtores, empreendedores e empregados só irão se dar bem em uma economia de mercado se souberem satisfazer os consumidores. Eles só terão lucros se souberam agradar aos consumidores.

Quanto aos empregados, sempre vale ressaltar que eles também são consumidores. Consequentemente, na condição de consumidores, empregados também são beneficiados. Agora, se eles não são bem pagos em termos salariais, então é porque os consumidores não querem pagar bem para eles. Consumidores sempre estão interessados apenas em conseguir as melhores barganhas para si próprios, e não os melhores negócios para os produtores, empreendedores e empregados do setor industrial, atacadista e varejista. Quem determina a sobrevivência de empregos, salários e lucros são os consumidores, e não os capitalistas. Os críticos do capitalismo jamais entenderam isso.

Tais críticos são guiados essencialmente pela inveja, e sempre quiseram atacar e destruir capitalistas e empreendedores. Eles odeiam empreendedores. Só que, ao atacar empreendedores e exigir que o governo confisque grandes fatias de seu lucro, eles estão apenas reduzindo os benefícios que acabariam sendo ofertados aos consumidores (ver aqui e aqui).

Mas eles não ligam. Eles são motivados pela inveja. Eles querem dar uma lição nos ricos. Eles preferem destruir um rico, e com isso sofrer preços mais altos em decorrência desta redução na concorrência, a permitir que o empreendedor continue rico, e com isso se beneficiar de preços menores.

É por isso que a inveja é um pecado horrendo, e os críticos do capitalismo são conduzidos por ela. O indivíduo invejoso jamais poderá ser apaziguado pelo rico. Somente a destruição do rico irá satisfazer o crítico motivado pela inveja.

Para mim, na condição de consumidor, só me resta recostar e apreciar toda a guerra de preços feita por empreendedores que querem o meu dinheiro. E com um adendo magistral: eu não compro muito no Walmart, mas compro muito na Amazon. Não uso muito a Lyft (nem Cabify), mas uso bastante a Uber. Não tenho TV a Cabo, mas tenho Netflix. Se a concorrência de preços do Walmart obrigar a Amazon a reduzir seus preços, se a concorrência de preços da Lyft (e da Cabify) forçar a Uber a reduzir seus preços (ou a não aumentá-los), e se a concorrência de outros serviços de streaming obrigar a Netflix e manter seus preços baixos, isso será um grande benefício para mim.

Isso é o capitalismo em ação.

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Leia também:

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A discussão do CEO da Uber com o motorista mostra que, no livre mercado, quem manda é o consumidor

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Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

7 votos

autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Fábio Povh  03/04/2017 16:17
    Texto excepcional, triste saber que esquerdistas não irão ler e continuarão repetir que o capitalismos defende o empresário opressor
  • Repensando os Tratados  03/04/2017 16:24
    Este é um ótimo insight. Aliás, foi ele que me fez mudar de ideia em relação aos "tratados comerciais".

    Sim, como este site sempre apontou, tratados comerciais nada mais são do que acordos de comércio gerenciados pelo governo, e não representam um genuíno livre comércio. Sim, concordo plenamente. E concordo também que tais acordos são ruins para as pequenas empresas e bons para as grandes empresas.

    Só que tem um detalhe: eles são bons para os consumidores. O resultado final para os consumidores é que as tarifas de importação diminuem radicalmente e oferta de produtos bons e baratos aumenta. Foi assim com o NAFTA e seria assim com o TPP, vetado por Trump.

    Sim, grandes interesses corporativos seriam os maiores beneficiados e os mais contemplados. E os pequenos empreendedores seriam os mais prejudicados. Só que os consumidores também sairiam ganhando. E, para mim, como consumidor, é isso o que importa.

    Eu era contra o NAFTA e o TPP. Hoje sou a favor. E seria a favor da ALCA também.
  • Engenheiro Falido  03/04/2017 16:56
    [...]tratados comerciais nada mais são do que acordos de comércio gerenciados pelo governo, e não representam um genuíno livre comércio. Sim, concordo plenamente. E concordo também que tais acordos são ruins para as pequenas empresas e bons para as grandes empresas. [...]

    e ótimas para o estado

    [...]só que tem um detalhe: eles são bons para os consumidores. O resultado final para os consumidores é que as tarifas de importação diminuem radicalmente e oferta de produtos bons e baratos aumenta[...]

    Tarifas do governo..... reduzem a tarifa do país X penalizando os consumidores ao ter os preços do país Y elevado,
    quem ganha com isso?

    O que você está dizendo é que o governo afrouxar o roubo é benéfico...
  • Repensando  03/04/2017 17:06
    "e ótimas para o estado"

    Crescimento econômico também é, por definição, ótimo para o estado. Com mais pessoas investindo, empregando e consumindo, a arrecadação do governo aumenta, o que permite maiores salários para funças, burocratas e políticos, bem como mais contratação de funças, burocratas e apadrinhados de políticos.

    Aliás, maior arrecadação -- gerada por maior crescimento econômico -- gera aumento dos gastos do estado e aumento do próprio estado.

    Logo, por sua lógica, você deve ser contra o crescimento econômico, e deve defender políticas recessivas.

    "Tarifas do governo..... reduzem a tarifa do país X penalizando os consumidores ao ter os preços do país Y elevado, quem ganha com isso?"

    Não entendi absolutamente nada desta sua lógica. As tarifas de importação efetivamente caem, e os produtos importados efetivamente chegam mais baratos aos consumidores. Ponto. Foi exatamente isto o que fez o Nafta: barateou os produtos mexicanos para os americanos. O idiota do Trump só sabe falar nisso, dizendo que os americanos estão "perdendo a guerra contra o México" porque agora podem comprar mais barato dos mexicanos.

    Sua frase foi totalmente desprovida de sentido.

    "O que você está dizendo é que o governo afrouxar o roubo é benéfico..."

    Opa, mas é claro que é benéfico um ladrão passar a me assaltar menos! Você discorda?!

    Se o governo brasileiro anunciar redução nas alíquotas do Imposto de Renda você vai se posicionar contra, dizendo que essa redução do roubo é maléfica?! Se ele anunciar redução do IOF ou dos impostos de importação, você vai criticar dizendo que tal afrouxamento do confisco do seu dinheiro é ruim?!

    Tem certeza de que você está no site certo?
  • Engenheiro Falido  03/04/2017 17:44
    "Crescimento econômico também é, por definição, ótimo para o estado. Com mais pessoas investindo, empregando e consumindo, a arrecadação do governo aumenta, o que permite maiores salários para funças, burocratas e políticos, bem como mais contratação de funças, burocratas e apadrinhados de políticos. "

    Não distorça minhas palavras, crescimento econômico, primeiramente é ótimo para o indivíduo....

    "Logo, por sua lógica, você deve ser contra o crescimento econômico, e deve defender políticas recessivas. "

    Tratados não são medidas recessivas?


    "Sua frase foi totalmente desprovida de sentido. "

    zonas de livre comércio, o governo faz um tratado entre 3 países, os produtos dos 3 serão mais baratos que de outros países externos ao tratado, isso é benéfico ao consumidor? Desenhando, um pendrive chinês tem um preço de R$5,00 no Brasil, um Alemão tem um preço de R$10,00
    todavia, o Brasil tem um tratado com a Alemanha, tão logo o i.i da Alemanha será 0% e o da China 70%, na canetada mesmo.
    Final da estória, pen- drive alemão R$10,00 chinês R$16,66 - certo?


    "O que você está dizendo é que o governo afrouxar o roubo é benéfico..."

    Opa, mas é claro que é benéfico um ladrão passar a me assaltar menos! Você discorda?!

    Discordo, o ladrão não tem direito a me roubar... ou eu tenho que ter direito a me defender.

    Se o governo brasileiro anunciar redução nas alíquotas do Imposto de Renda você vai se posicionar contra, dizendo que essa redução do roubo é maléfica?! Se ele anunciar redução do IOF ou dos impostos de importação, você vai criticar dizendo que tal afrouxamento do confisco do seu dinheiro é ruim?!

    De modo algum, se extinguisse seria lindo.


  • Repensando  03/04/2017 18:22
    "Não distorça minhas palavras, crescimento econômico, primeiramente é ótimo para o indivíduo...."

    E tarifas de importação menores? E maior liberdade de consumo?

    "Tratados não são medidas recessivas?"

    São? Reduzir tarifas de importação é medida recessiva?

    "zonas de livre comércio, o governo faz um tratado entre 3 países, os produtos dos 3 serão mais baratos que de outros países externos ao tratado, isso é benéfico ao consumidor?"

    Confundiu tudo. Isso aí é União Aduaneira, por meio da qual se implanta uma Tarifa Externa Comum (tarifas aplicadas aos produtos de fora da União Aduaneira). A União Europeia funciona assim. O Mercosul também.

    Já acordos de livre comércio não necessariamente envolvem União Aduaneira e Tarifa Externa Comum. O Reino Unido, ao sair da UE, fica livre da Tarifa Externa Comum e pode negociar vários acordos comerciais com os países da Europa.

    "Desenhando, um pendrive chinês tem um preço de R$5,00 no Brasil, um Alemão tem um preço de R$10,00 todavia, o Brasil tem um tratado com a Alemanha, tão logo o i.i da Alemanha será 0% e o da China 70%, na canetada mesmo. Final da estória, pen- drive alemão R$10,00 chinês R$16,66 - certo?"

    Isso aí, de novo, é União Aduaneira com adoção de Tarifa Externa Comum, e não acordo de Livre Comércio. Acordo de Livre Comércio não exige TEC. EUA, México e Canadá estão no Nafta, mas não têm TEC.

    "Discordo, o ladrão não tem direito a me roubar... ou eu tenho que ter direito a me defender."

    Ah, entendi. Então é 8 ou 80? Ou o governo abole todos os impostos e tarifas, ou ele mantém tudo exatamente como está. Qualquer redução seria um intolerável sinal explícito de que ainda está havendo roubo; logo, é inaceitável. Consequentemente, o bravo prefere deixar tudo como está em vez de ter alguma redução -- afinal, aceitar uma redução seria um sinal de concessão ao estado.

    Muito bem. Assim vamos longe.

    "De modo algum, se extinguisse seria lindo."

    Mas, em não havendo extinção, você prefere uma alíquota de 27,5% ou uma de 22%?
  • Engenheiro Falido  03/04/2017 19:19
    Me apresente o significado de zona de livre comércio por favor!

    E de modo algum sou 8 ou 80, meu caro, simplesmente, como deixei bem claro acima, qualquer redução seria bem vinda, e por favor em discussões, debata as idéias, não ataque a pessoa, colocando palavras na boca da mesma.


    "Ah, entendi. Então é 8 ou 80? Ou o governo abole todos os impostos e tarifas, ou ele mantém tudo exatamente como está. "
    Onde eu disse isso?

    "Confundiu tudo. Isso aí é União Aduaneira, por meio da qual se implanta uma Tarifa Externa Comum (tarifas aplicadas aos produtos de fora da União Aduaneira). A União Europeia funciona assim. O Mercosul também"
    Onde eu falei de tarifa externa comum? os países do acordo não tem tarifas, logo, o restante permanece, como no exemplo.

    "Qualquer redução seria um intolerável sinal explícito de que ainda está havendo roubo; logo, é inaceitável. Consequentemente, o bravo prefere deixar tudo como está em vez de ter alguma redução -- afinal, aceitar uma redução seria um sinal de concessão ao estado. "
    Se deu a lhe entender, me desculpe, porém, onde eu disse isso?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=106

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2198

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2203
  • Um observador  03/04/2017 20:36
    Vou me meter na conversa, porque eu estava acompanhando a discussão.

    "Se deu a lhe entender, me desculpe, porém, onde eu disse isso?"

    Engenheiro, o Repensando escreveu acima:

    "Opa, mas é claro que é benéfico um ladrão passar a me assaltar menos! Você discorda?!"

    E você respondeu:

    "Discordo, [frases verdadeiras mas que nada contribuem para a pergunta original, que era saber se é ou não benéfico]".

    Como você discordou da frase do Repensando, a lógica mostra que você está necessariamente dizendo que é ruim um ladrão passar a te assaltar menos.

    Como a história do ladrão era uma analogia com taxação do governo, então você estaria dizendo que é ruim o governo taxar menos.
  • uai  03/04/2017 21:33
    Meus caros, recomendo esta leitura:

    "A incoerência de esperar que o governo decrete o livre mercado"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2634
  • Fabiana Guida   03/04/2017 16:25
    O consumidor por sua vez deve observar de quem compra, e priorizar produtos sem trabalho escravo, sem degradação do meio ambiente, sem exploração animal, entre outros requisitos para que o consumo seja consciente!
  • Getulio Ribeiro  03/04/2017 16:29
    Por mim nada contra. Desde que isso não seja imposto coercivamente (pleonasmo intencional), beleza. Desde que seja apenas uma sugestão, ótimo.
  • Spartacus  03/04/2017 17:17
    "priorizar produtos sem trabalho escravo"

    Gostaria de saber uma única empresa que ainda utiliza trabalho escravo. E digo escravo de acordo com seu conceito, pessoas que são propriedades de alguém (estão sujeitas a vontade da empresa e não possuem o livre arbitrio para sair de lá).
  • SRV  03/04/2017 18:25
    Fabiana Guida ,

    A inexistência plena de propriedade privada proporciona muitas dessas atrocidades. Depredação do meio ambiente existe pois não existe o "proprietário do rio" ou o "proprietário da floresta". Tal qual tudo aquilo que é estatal, sobra descaso. Caso o rio tivesse um dono privado, ele teria interesse em preservar seu rio, cobraria na justiça danos causados por terceiros e teria cuidado com sua propriedade para que seu uso fosse contínuo e permanente, e não apenas temporário e destrutivo.

    O madeireiro ilegal na Amazônia quer extrair madeira o mais rápido possível pois está invadindo territórios que não lhe pertencem. E como não é o dono, ele não se preocupa com o estrago ou o custo de reposição da floresta. Já um dono iria preservar e extrair de modo sustentável pois depende que a produção de sua propriedade seja permanente.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1912

    Trecho retirado do link acima:

    "O mesmo princípio é válido para todos os outros recursos. Se não houver propriedade sobre um bem, certamente haverá abusos e malversações. Porém, se colocado sob propriedade privada, haverá exatamente a quantia necessária: a oferta suprirá a demanda."
  • Matheus  04/04/2017 15:02
    É interessante ver que o Estado tentar coibir esses produtos quase sempre não funciona, mas, as pessoas fazendo campanhas de conscientização e a crítica social é tem obtido mais sucesso.

    Vide: Natura e os casos de trabalho infantil no Amazonas. Depois de uma "caralhada" de marketing negativo ela viu que seria melhor "reduzir sua margem de lucro" ao não empregar mais crianças do que ver sua marca cair com a crítica negativa.

    Logo: para combater esses males, nada melhor do que mais livre mercado!
  • Andrius  03/04/2017 17:00
    Oi, mais uma dúvida ^^ .
    Preços de equilíbrio ou tendências a preço de equilíbrio existem?
    Se sim como demonstrar [provar] que existem?
    Se não como provar que não existem?
    E se possível a visão austríaca sobre o assunto. Grato!!
  • Kirzner  03/04/2017 17:12
    Não. Não existe nem "preço de equilíbrio" e nem "mercado em equilíbrio". A economia é dinâmica e está sempre sofrendo alterações. As preferências dos consumidores não são estáticas; elas estão continuamente mudando.

    Artigo inteiro sobre isso:

    O mercado é um processo dinâmico, e não apresenta "equilíbrio"
  • Felipe Lange Souza Borges dos Santos  03/04/2017 17:05
    Todos somos consumidores, inclusive o dono da Amazon.

    Enquanto isso, tenho de ouvir de professor de geografia de cursinho que o capitalismo deixa os ricos mais ricos e pobres mais pobres (isso até hoje não entendi)... Realmente, o MEC odeia o mercado, apesar de depender exclusivamente dele...
  • Marcos  03/04/2017 17:20
    Gostaria de saber como se faz para implantar o livre mercado de fato
  • José R.C.Monteiro  03/04/2017 17:37
    Calma, muita calma nessa hora, o sonho dos metacapitalistas é um bom, e eterno, monopólio, claro, com pouco de salsa, e muito fatiado; monopólio algumas vezes negociado, outras vezes nem tanto. Serafins e Querubins estão em outra clave.
  • Iago  03/04/2017 18:55
    Ao que exatamente você está se referindo?
  • WDA  04/04/2017 19:29
    Só que o autor está falando do que acontece em um ambiente CAPITALISTA, e não na hipótese de um metacapitalista ter obtido a graça de Estado em protegê-lo de seus concorrentes.
  • Taxidermista  03/04/2017 18:43
    É por isso que quanto mais "direitos" são conferidos aos consumidores (que implica imposição de obrigações aos fornecedores/produtores) menos soberanos ficam os consumidores.

    O establishment jurídico, econômico, político e midiático não compreende isso (ou se nega ou não quer compreender): quanto mais "direitos" aos consumidores, mais se pune os fornecedores/produtores; quanto mais se pune os fornecedores/consumidores, mais se pune os consumidores.

    O mesmo se dá quanto à relação entre empregado e empregador: quanto mais "direitos" são conferidos aos empregados, mais se pune empregadores (impondo obrigações); quanto mais se pune os empregadores, mais se pune empregados.

    Isso é o que dá se negar a compreender que quando a relação de troca é voluntária não há soma zero (ambos saem ganhando); quando há coerção (institucionalizada) na relação, aí sim é que há soma zero (um ganha e outro perde: quem ganha é o burocrata estatal).
  • Max Stirner  03/04/2017 19:06
    "O objetivo do capitalismo é melhorar a vida do consumidor, e não do empregado ou do empregador"

    Mas o empregado e o empregador também são consumidores...
  • Tiago  03/04/2017 20:25
    Então fechou. O pacote ficou completo.
  • Bruno Feliciano  03/04/2017 19:10
    Superavit comercial bateu um recorde, o melhor desde março de 1989. O que isso quer dizer?

    Nada né, isso se deve ao fato do real estar desvalorizado? Porque em 2015 e começo de 2016, com o Dolar a R$4,00 isso não aconteceu?

    Veja, o fato de nos estarmos exportando mais, não quer dizer necessariamente que estaremos importando mais correto?

    O Chile exporta vinho, em troca, o Chile importa carros e uma variedade de bens e serviço. Por isso ele mais importa do que exporta.

    Acontece que importar no Brasil é extremamente difícil e nem sempre da Lucro, portanto nos podemos estar quebrando recordes de exportação ano após ano, isso não quer dizer que estaremos importando mais no futuro.
    Correto? Aonde errei?



    www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/04/1872231-superavit-comercial-bate-recorde-em-marco-e-soma-us-71-bilhoes.shtml


    Abraços
  • Steve   03/04/2017 20:28
    Esse é mais um mito econômico (moeda desvalorizada ajuda exportação e moeda valorizada afeta) que a realidade explodiu.

    Ver o mito #5 deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2642
  • Fernando  03/04/2017 23:57
    Meus amigos, muito bom como sempre. Peço encarecidamente que falem sobre o imposto sindical. Virou mainstream: economia.estadao.com.br/noticias/geral,presidente-do-tst-apoia-fim-de-imposto-sindical,70001724109

    É agora ou nunca.
  • Eduardo  04/04/2017 00:26
    Já falado. E em detalhes:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2536
  • Etibelli  04/04/2017 03:01
    Falar que os empreendedores servem aos anseios das vontades propositadas do consumidor, gerando concorrência e, por conseguinte, preços menores e inovação é uma explanação extremamente palatável. Porém, não busca-se melhor analisar tais definições, implicando em lacunas conceituais e objeções.

    Não há distinção entre produtores e consumidores, haja vista que os produtores também adquirem bens variados, enquadrando-os como consumidores, e os consumidores geram bens, quando ofertam seu poder de criar valor, colocando-os como empregados. Nesse sentido, em uma livre concorrência, os empregados estarão suscetíveis à uma redução de custos almejada pelo empreendedor com o intuito de maximizar seus lucros, de modo que seu consumo irá arrefecer continuamente. Portanto, num livre mercado, a concorrência acarretará numa instabilidade nova, os salários serão menores e, por conseguinte, o consumo e os incentivos para as inovações se apequenarão.

    Alguém me aponte o erro
  • Marcos Considera  04/04/2017 03:45
    Eu aponto. E com facilidade.

    "Não há distinção entre produtores e consumidores"

    Há, sim. E enorme. Produtores criam bens e serviços. Consumidores apenas consomem. Produtores também são consumidores. Mas consumidores não são produtores.

    "haja vista que os produtores também adquirem bens variados, enquadrando-os como consumidores"

    Correto.

    "e os consumidores geram bens, quando ofertam seu poder de criar valor, colocando-os como empregados."

    Completamente errado. Consumidores não geram bens nenhum. Consumidores consomem bens.

    E consumidores não criam valor. Quem cria valor são produtores e empreendedores. Consumidores apenas irão consumir esse valor criado caso julguem que de fato algum valor foi criado.

    Se você corta meu cabelo e eu considero que isso foi algo valoroso, eu lhe pago. Você produziu o serviço. Eu o consumi voluntariamente. Eu não criei
    nada. Foi você quem criou valor para mim (cortou meu cabelo como eu queria). Eu apenas consumi.

    "Nesse sentido, em uma livre concorrência, os empregados estarão suscetíveis à uma redução de custos almejada pelo empreendedor com o intuito de maximizar seus lucros"

    Se o empreendedor quer criar valor para os consumidores, então o mínimo de que ele precisa é ter uma mão de obra capacitada, bem treinada e motivada. Caso contrário, ele não produzirá nada de qualidade e, consequentemente, não conseguirá fatias de mercado. Ao contrário, aliás: produzindo porcarias que ninguém quer, ele rapidamente irá à falência.

    Ou seja, você inverteu completamente a realidade. E eu sei do que estou falando porque sou empreendedor e sei o quão importante é ter uma mão de obra boa é motivada, sem a qual é impossível produzir bons serviços e, consequentemente, se manter no mercado.

    Há ocasiões em que, quando abre uma vaga, você precisa contratar e demitir uns dois ou três funcionários até encontrar um que seja bom. E, quando encontra, tem que tratar bem para não perder. E pagar muito bem. Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.

    Já funcionário ruim tem que aceitar o que aparece. Esse, de fato, dificilmente vai progredir. Aliás, tem gente por aí que nem sei como consegue emprego.

    "de modo que seu consumo irá arrefecer continuamente."

    O do incompetente que nada sabe fazer na vida vai mesmo. Já o do competente, que é disputado a tapa por empresas, só vai aumentar.

    Qual exatamente é o seu problema com este arranjo que premia mais fartamente os melhores?

    "Portanto, num livre mercado, a concorrência acarretará numa instabilidade nova, os salários serão menores e, por conseguinte, o consumo e os incentivos para as inovações se apequenarão."

    Para os incompetentes que absolutamente nada sabem fazer, sim. Para os competentes é justamente o contrário.

    Artigos:

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Algumas observações fundamentais sobre a natureza benevolente do capitalismo

    Por que lixeiros e professores ganham menos que artistas e jogadores de futebol

    A teoria do valor-trabalho ainda assombra a humanidade e segue causando estragos
  • uai  04/04/2017 11:35
    Nesse sentido, em uma livre concorrência, os empregados estarão suscetíveis à uma redução de custos almejada pelo empreendedor com o intuito de maximizar seus lucros

    Não funciona bem assim. Seguindo essa linha de raciocinio, todos os funcionários estariam sujeitos a uma tendência que seus salários fossem em direção ao mínimo, mas veja que existem muitos (bons) profissionais no setor privado que ganham muito mais que um mínimo, pois seu serviço é disputado por empresas, de tal modo que ele pode escolher onde trabalhar.

    Esse pensamento que empresário quer maximizar lucro é falso e quem pensa assim nunca empreendeu na vida. O objetivo do empresário é, primariamente, manter a existência do negócio, desde que tal negócio seja lucrativo ao longo do tempo (caso contrário ele vende e/ou fecha as portas). Uma empresa é uma marca pública que está continuamente sujeita a todo tipo de problema. Entenda que:

    1) Se o empresário precisar demitir para manter a empresa em pé, ele vai demitir.

    De forma inversa:

    2) Se o empresário encontra um bom funcionário e este é dificil de encontrar, ele terá que pagar a mais para manter este em sua empresa. Não existe nada pior que funcionários ruins e/ou insatisfeitos oferecendo serviços ruins para o público e afastando a clientela. Isso também acaba influenciando na lucratividade do negócio (que irá declinar).


    Um empresário pensando apenas na maximização do lucro irá quebrar logo, pois seus serviços ruins serão desbancados pela concorrência. Você, como consumidor, irá continuar comprando de um lugar que te oferece um serviço porco ou simplesmente vai pra outro lugar?

    Alias, uma observação interessante, sabe onde empresários que maximizam lucros conseguem sobreviver? Onde há protecionismo estatal, pois podem oferecer serviços horriveis sem que outros concorrentes melhores venham a aparecer e desbanca-los. A população acaba ficando sem escolha. Quais são setores protegidos no Brasil? Automotivo, internet, aéreo, tv a cabo, telefonia, combustiveis, etc). Me diga um desses que oferece um serviço barato e de qualidade aqui no Brasil.
  • Max Rockatansky  04/04/2017 16:51
    "Nesse sentido, em uma livre concorrência, os empregados estarão suscetíveis à uma redução de custos almejada pelo empreendedor com o intuito de maximizar seus lucros, de modo que seu consumo irá arrefecer continuamente"

    Essa frase não faz sentido nenhum.

    O arranjo de livre concorrência, visando-se ao lucro, promove o aumento da produção de bens e serviços, aumentando o padrão de vida da população. Se aumenta a produtividade e o padrão de vida, não tem como o "consumo arrefecer".

    "num livre mercado, a concorrência acarretará numa instabilidade nova, os salários serão menores e, por conseguinte, o consumo e os incentivos para as inovações se apequenarão"

    Essa conclusão não decorre da premissa anteriormente colocada. Seja como for, independentemente disso, trata-se de uma besteira colossal.

    A livre concorrência gera aumento na produção de bens e serviços, aumento do padrão de vida e, logo, aumento dos salários reais (distintos dos salários nominais), pelo que não tem como o consumo se "apequenar", muito menos os incentivos para inovação, pq quem está inserido num contexto de livre concorrência precisa continuamente buscar por oportunidades de lucros.

    O que você está dizendo não passa de falácia decorrente de ignorância econômica.
  • Entropia Verde  04/04/2017 03:06
    "É por isso que a inveja é um pecado horrendo, e os críticos do capitalismo são conduzidos por ela. "


    AVAREZA também é pecado viu...
  • WDA  04/04/2017 18:48
    E desde quando pode ser considerado avarento alguém que gastou seu próprio dinheiro, assumindo o risco de perdê-lo, ao realizar um investimento produtivo?
  • João  04/04/2017 07:57
    Por favor, escrevam sobre a pesquisa da Perseu abramo (ligado ao PT) chamada PERCEPÇÕES E VALORES POLÍTICOS NAS PERIFERIAS DE SÃO PAULO. Foi feita com pessoas que ganham até 5 mínimos.

    O resultado é surpreendente!!!

    O povão é aparentemente liberal. Acham que o inimigo verdadeiro é o Estado, não os ricos, patrões ou empresários. Valorizam muito o mérito, o esforço individual. Valorizam também muito a família e a religião. Rejeitam conceitos como luta de classes, visões maniqueístas etc.

    Vamos divulgar essa pesquisa.

    Fiquei muito feliz com isso. Acho que podemos ter esperança no Brasil.

  • Andre  04/04/2017 14:34
    Oh sim, agora é fácil, só votar nas pessoas certas né?
  • Felipe  04/04/2017 15:04
    A pesquisa é interessante mesmo. Segue o link caso alguém tenha interesse:
    PERCEPÇÕES E VALORES POLÍTICOS NAS PERIFERIAS DE SÃO PAULO

    No final tem um resumão com as conclusões.


  • Leandro  04/04/2017 15:34
    Sendo escrito agora. Tudo dando certo, sai ainda hoje à tarde no blog.
  • Taxidermista  04/04/2017 16:56
  • Emerson  04/04/2017 13:16
    Essa aqui saiu hoje: "" brasil.estadao.com.br/noticias/geral,uber-faz-campanha-contra-projeto-que-pode-ser-votado-na-camara-dos-deputados,70001725464
    Nada como políticos - especialmente do PT que aparelhou o Estado nos últimos anos - para destruir boas idéias. E sempre em nome da dignidade humana: "líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), afirmou que o objetivo (do PL) não é proibir o uso dos aplicativos, mas sim regularizar a situação para "dar o mínimo de dignidade" aos motoristas." E o que o tal deputado pretende regulamentar? "Segundo ele, o projeto que deverá ser levado a plenário vai propor que a regulamentação seja feita pelas prefeituras. Ele, no entanto, defende que alguns pontos devem estar no texto, para servir como diretriz para os municípios. Um desses pontos é que a prefeitura deve limitar o número de motoristas cadastrado pela plataforma. A quantidade seria definida com base no tamanho da população de cada cidade. "
    Ou seja... é mais um carterização daqueles que conseguirem - sabe-se lá como - uma licença estatal para operarem. E a criação de algum sindicato deve vir logo atrás, juntamente com a criação e ou aumento de impostos nas tarifas do Uber para o Estado cuidar das tais licenças.
  • anônimo  04/04/2017 15:55
    O Estado brasileiro é realmente inacreditável.
  • WDA  04/04/2017 18:53
    E com isso o canalha relegará à "indignidade" todos aqueles que viam no Uber a única maneira de ter uma vida digna mas não poderão mais prestar esse serviço graças ao "bondoso" burocrata petista.
  • anônimo  04/04/2017 14:07
    Leandro, o mercado aéreo eh mais aberto na Europa do que nos EUA?
  • Leandro  04/04/2017 14:55
  • anônimo  04/04/2017 16:53
    Mas com todas as empresas aéreas nos EUA, porque o mercado é considerado mais fechado?
  • Gabriel  10/04/2017 17:17
    Porque não há liberdade para uma empresa aérea estrangeira fazer vôos domésticos dentro dos EUA (o chamado voo de cabotagem), um país de dimensões continentais.
  • anônimo  05/04/2017 03:33
    Eis a qualidade intelectual de alguns "conservadores":

    "Tem que regulamentar e impor limites sim! Do jeito que ta, ta uma verdadeira p*. Cada um faz o que quer, oq gera não só competição desigual, mas também -e mais importante- INSEGURANÇA e sucateameamento, tanto pra motoristas do aplicativo, quanto pro maior interessado na história toda que é o passageiro. E se nao for o estado pra regulamentar, quem vai na visão liberal? O papai noel? Ah é... me esqueci, na visão bonitinha digna de contos de fadas, o proprio mercado se "auto-regula", como se vocês desconhecessem as práticas acima citadas. Me desculpe, mas quem diz defender a liberadade, mesmo preferindo defender monopolio privado apenas pelo mesmo ser privado e ser oposto ao monopolio estatal, não passa de um merda. O que foi proposto até agora foi uma regulamentação de forma que o transporte individual operado por app possa COMPETIR de igual pra igual contra os taxis, e não de forma PREDATÓRIA como havia ocorrendo, fazendo-se valer até de dumping pra isso! E só por isso ta esse chororo liberal... pqp, vocês são uns m*s mesmo!"
  • Liberal  05/04/2017 12:41
    Ele fala, ele grita, dá chilique, mas não diz nada. Não há nenhum fato ou número, apenas argumentos vazios do tipo " ta uma verdadeira p*"

    No final das contas ele só demonstrou ser uma pessoa arrogante e imatura que se acha no direito de falar pelos milhares (ou milhões) de motoristas e passageiros e ainda acha que sabe o que melhor para todos.
  • Misael  19/04/2017 20:20
    Instituto Misses Brasil neste caso, como pode o pequeno entrar no mercado? Vocês explicam que o que impede o pequeno é a regulamentação estatal, mas num mercado onde o volume é a diferença o pequeno não está "de fora" também? Apenas com diferenciação? Porque o grande pode ter muita qualidade e já tem o preço. Como funciona nesse caso?
  • Leandro  19/04/2017 20:46
    Nesse caso não há nada de errado. Se há uma empresa já estabelecida no mercado, se não há nenhuma barreira artificial à entrada de novos concorrentes, e se essa empresa se mantém no mercado porque sabe fornece ótimos serviços a preços baixos, então não há nada a ser corrigido. O mercado está funcionando corretamente e o consumidor está voluntariamente premiando a empresa que lhe fornece bons serviços a preços baixos.

    O fato de você não conseguir entrar neste mercado livre -- talvez por falta de capital ou por falta de know-how -- não denota nenhuma falha de mercado. A realidade é que você simplesmente não descobriu uma forma de vender ainda mais barato e melhor do que a empresa já estabelecida.
  • George  19/04/2017 21:02
    Liberdade de entrada não significa capacidade de entrar em um dado setor. Se as pessoas não possuem a capacidade de entrar em uma determinada área da economia (porque, por exemplo, elas não possuem o capital para isso), isso não significa que a liberdade de entrada no mercado foi violada.

    Por exemplo, se for necessário um investimento mínimo de, digamos, $1 bilhão, para se ter uma mínima esperança de poder competir no setor de aparelhos eletrônicos e informática, isso não significa de modo algum que tal setor não possui liberdade de entrada, ou que a minha liberdade, como indivíduo, de entrar em tal setor foi violada de alguma forma só porque eu pessoalmente não tenho a capacidade de levantar o bilhão necessário.

    O fato de eu não possuir ou não poder levantar o capital necessário não implica uma violação da minha liberdade de entrada, assim como o fato de eu não possuir um canal de televisão ou um jornal, e não gozar do apoio de nenhum deles, não implica uma violação da minha liberdade de expressão ou de imprensa.

    Sob quais circunstâncias a liberdade de entrada estaria sendo violada? Ela estaria sendo violada se eu realmente possuísse ou pudesse obter o capital necessário — e, obviamente, fosse também capaz de satisfazer vários outros requerimentos necessários para poder concorrer, como ter montado uma equipe com administradores capacitados e mão-de-obra qualificada, dominar conceitos tecnológicos etc. — e fosse coercivamente impedido de entrar neste setor pelo governo.

    Isto seria o equivalente à censura. Tal arranjo também poderia muito adequadamente ser descrito como monopólio, pois eu estaria agora lidando com um mercado, ou com parte de um mercado, que estaria fechado para mim em decorrência do elemento essencial da iniciação de força física pelo governo — um mercado do qual fui forçosamente excluído e que, como consequência, foi transformado em monopólio de outros.
  • Emerson Luis  28/04/2017 13:55

    "O objetivo do capitalismo é melhorar a vida do consumidor, e não do empregado ou do empregador"

    "Quanto aos empregados, sempre vale ressaltar que eles também são consumidores. Consequentemente, na condição de consumidores, empregados também são beneficiados."

    Empregado, empregador, etc. e consumidor não são pessoas diferentes, mas papéis diferentes que podem ser exercidos pelas mesmas pessoas. Não existe "conflito de classes sociais" porque não existem "classes sociais", apenas indivíduos interagindo em busca de seus próprios interesses e em geral beneficiando-se mutuamente!

    Que todos os seres infantis cegados pela ilusão doutrinária esquerdista possam compreender essas nobres verdades e atingir o estado de iluminação existencial!

    * * *


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