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Algumas singelas constatações econômicas e sociais que seguem incompreendidas - ou ignoradas
Três grandes economistas do século XX dão a sua contribuição

O compêndio de incoerências e desconhecimentos acerca de princípios básicos de economia é, literalmente, infinito. Ainda mais trágico talvez seja o fato de que, na área social, o raciocínio crítico foi substituído por aquilo que simplesmente "soa bonito".

A seguir, as melhores frases de três grandes economistas do século XX que capturaram bem este espírito de desconsideração para com o bom senso.

Thomas Sowell

Um dos mais lamentáveis sinais de nossos tempos é que demonizamos aqueles que produzem, subsidiamos aqueles que se recusam a produzir, e canonizamos aqueles que só fazem reclamar.

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Se você vota em políticos que lhe prometem benesses com o dinheiro dos outros, então você não tem o direito de reclamar quando eles tomam o seu dinheiro e o distribuem para terceiros, inclusive para eles próprios

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É difícil imaginar uma maneira mais ignara e mais perigosa de tomar decisões do que colocar essas decisões nas mãos de pessoas que não pagarão preço nenhum por estarem erradas.

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O argumento utilizado pelos defensores da saúde pública é o de que os custos da saúde são altos demais. Sendo assim, a população não tem condições de arcar com médicos, hospitais e remédios. Consequentemente, os serviços de saúde têm de ser fornecidos pelo estado.

Mas se a população não pode bancar médicos, hospitais e remédios, então como é que ela poderá bancar médicos, hospitais, remédios e mais toda uma burocracia federal para administrar todo este sistema de saúde estatal?

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Quando você quer um "serviço grátis", o que você realmente está querendo é dar o seu dinheiro para um burocrata do estado, que então irá repassá-lo terceiros escolhidos por políticos, os quais irão prover o serviço de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não por você, consumidor.

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A ciência econômica e a ciência política lidam com o mesmo problema fundamental: a soma de tudo aquilo que as pessoas querem é maior que tudo aquilo que já foi produzido. A demanda e os desejos são sempre maiores que a oferta.

Economias de mercado lidam com este problema de maneira simples e imbatível: por meio do sistema de preços. Os indivíduos são confrontados com os custos de produzir tudo aquilo que querem, e então têm de fazer decisões mutuamente excludentes de acordo com os preços que transmitem esses custos. Isso gera prudência, frugalidade e disciplina, sempre de acordo com as circunstâncias e preferências de cada indivíduo.

Por isso, a primeira lição da economia é a escassez: os recursos não são infinitos. A quantidade de bens e serviços existentes nunca é o bastante para satisfazer todos os desejos e necessidades das pessoas.

Já a primeira lição da política é desconsiderar a primeira lição da economia.

A política lida com o mesmo problema da economia de maneira oposta: fazendo promessas que não podem ser cumpridas, ou que só podem ser cumpridas criando outros problemas que são ignorados no momento em que as promessas são feitas.

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Sempre pedem que economistas prevejam como a economia estará em uma data futura. Só que previsões econômicas envolvem prever o que os políticos farão com a economia — e nada é mais imprevisível que isso.

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O governo, por definição, não tem como "criar empregos".

Todos os recursos que o governo possui foram extraídos do setor privado (via tributação ou empréstimos). Consequentemente, utilizar esses recursos para criar empregos (seja na máquina pública, seja por meio de obras públicas) significa reduzir a disponibilidade destes mesmos recursos para criar empregos no setor privado.

Enquanto as pessoas forem incapazes de olhar para além das aparências superficiais, os políticos continuarão brincando de Papai Noel com todos os tipos de promessas mirabolantes, ao mesmo tempo em que deixam um legado de ruínas e destruição pelo caminho — como um maior endividamento, uma maior carga tributária e um maior desemprego, não obstante todos os empregos "criados".

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Se houver alguma vaga no Livro Guinness dos Recordes Mundiais para palavras que são repetidas frequentemente ao longo dos anos como sinônimo de algo bom, mas sem qualquer evidência disso, "diversidade" seria uma candidata imbatível.

A diversidade é necessária para gerar sociedades robustas? A população homogênea do Japão deixou o país mais atrasado? Ou mesmo a população homogênea (ainda que em menor grau) dos países escandinavos?

Os Bálcãs por acaso foram abençoados por sua heterogeneidade — ou a própria palavra "balcanização" nos remete a séculos de lutas, derramamento de sangue, e inenarráveis atrocidades, que duram até hoje?

A Europa se tornou um lugar mais seguro após importar um vasto número de pessoas do Oriente Médio com uma cultura hostil aos mais fundamentais valores da civilização ocidental?

Não é a diversidade mas sim a capacidade de superar os problemas inerentes à diversidade o que torna uma nação forte e próspera.

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Se as instituições educacionais de hoje — desde escolas a universidades — estivessem tão interessadas em diversidade de ideias quanto estão obcecadas com diversidade racial e sexual, os estudantes ao menos adquiririam experiência ao ver as pressuposições que existem por trás de diferentes visões, e entenderiam a função da lógica e da evidência ao debaterem tais diferenças. 

No entanto, a realidade é que um estudante pode passar por todo o seu ciclo educacional, desde o jardim de infância até seu doutoramento, sem entrar em contato com absolutamente nenhuma visão de mundo que seja fundamentalmente diferente daquela que prevalece dentro do espectro de opiniões autorizadas e politicamente corretas que domina o nosso sistema educacional.

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O fato mais fundamental sobre as idéias da esquerda política é que elas não funcionam. Por isso, não é de se surpreender que a esquerda esteja majoritariamente concentrada naquelas instituições onde idéies não têm de funcionar para sobreviver.

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Dizer que a ganância é a causadora de algum problema econômico específico é o mesmo que dizer que a gravidade é a culpada por acidentes aéreos.

É fato que aviões não cairiam se não fosse pela gravidade. Porém, quando milhares aviões voam milhões de quilômetros diariamente sem cair, atribuir à gravidade a explicação por um desastre aéreo específico não o levará a lugar nenhum. Tampouco terá algum efeito esclarecedor falar que um problema específico foi gerado pela "ganância", a qual é uma constante tão inevitável quanto a gravidade.

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Quando adolescentes criminosos e assassinos são rotulados de "jovens problemáticos" por pessoas que se identificam como sendo de esquerda, isso nos diz mais sobre a mentalidade da própria esquerda do que sobre esses criminosos violentos propriamente ditos.

Raramente há alguma evidência de que os criminosos sejam meramente 'problemáticos', e frequentemente abundam evidências de que eles na realidade estão apenas se divertindo enormemente ao cometer seus atos criminosos sobre terceiros.

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Os justiceiros sociais — também conhecidos como "Os Ungidos" — jamais atribuem culpa ao indivíduo. Para eles, desgraças como pobreza, sexo irresponsável e crime são causadas exclusivamente pela 'sociedade', e não pelas escolhas e pelo comportamento do indivíduo.

Acreditar em coisas como 'responsabilidade individual' seria abolir todo o papel especial desempenhado pelos Ungidos, que se vêem como os únicos salvadores das pessoas tratadas injustamente pela 'sociedade'.

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É difícil encontrar um progressista que ainda não tenha inventado uma nova "solução" para os "problemas" da sociedade. Com frequência, tem-se a impressão de que existem mais soluções do que problemas. 

A realidade, no entanto, é que vários dos problemas de hoje são resultado das soluções de ontem.

No cerne da visão de mundo da esquerda jaz a tácita presunção de que pessoas imbuídas de elevados ideais e princípios morais — eles próprios — sabem como tomar decisões para outras pessoas de forma melhor e mais eficaz do que estas próprias pessoas.

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De acordo com a teoria defendida pelos adeptos da redistribuição de renda, confiscar a riqueza das pessoas mais bem-sucedidas e redistribuí-la para os mais pobres fará com que toda a sociedade se torne mais próspera.

Só que, no mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

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O fato de que muitos políticos de carreira são mentirosos descarados e compulsivos não é apenas uma característica inerente à classe política; é também um reflexo do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos demagogos podem satisfazê-las.  

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Será que é realmente tão surpreendente que eleitores com expectativas fantasiosas e irreais elejam políticos que mentem descaradamente sobre serem capazes de cumprir tais fantasias? 

Promessas sublimes sobre "justiça social" e "igualdade" não passam de estratagemas feitos para aumentar o poder destes próprios políticos, uma vez que tais belas palavras não possuem nenhuma definição concreta.  Elas nada mais são do que um cheque em branco para criar uma gigantesca disparidade de poder — a qual, em comparação, ofusca completamente as disparidades de renda. E é muito mais perigosa.

Quem não entende o completo cinismo que existe na política não entende nada de política.

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Walter Williams

No infindável debate sobre "justiça social", a definição de "justo" tem sido debatida por séculos. No entanto, permita-me oferecer a minha definição de justiça social: eu mantenho tudo aquilo que eu ganho com o meu trabalho e você mantém tudo aquilo que você ganha com o seu trabalho. 

Discorda? Então diga-me: qual porcentagem daquilo que eu ganho "pertence" a você? Por quê?

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Democracia e liberdade não são sinônimos.  A democracia é apenas a irracionalidade das multidões; a liberdade é a soberania do indivíduo.

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Os beneficiários de políticas protecionistas e de políticas de subsídios sempre são muito visíveis. Já suas vítimas são invisíveis. Os políticos adoram esse arranjo. E o motivo é simples: os beneficiados sabem em quem devem votar em agradecimento ao arranjo; já as vítimas não sabem quem culpar pelo desastre.

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Para os adeptos do multiculturalismo e da diversidade, coisas como cultura, ideias, costumes, artes e habilidades são uma questão racial, e são determinadas pelo grupo ao qual você pertence. Para tais pessoas, assim como um indivíduo não tem controle sobre a raça a que pertence, ele também não tem controle sobre sua cultura. 

Essa é uma ideia racista, mas é um racismo politicamente correto. Ela diz que as convicções, os valores e o caráter não são determinados pelo discernimento pessoal e pelas escolhas feitas, mas sim determinados geneticamente. Em outras palavras, como os racistas de outrora afirmavam: a raça determina a identidade.

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Lawrence Reed

Você já notou como os estatistas estão constantemente "reformando" seu próprio trabalho? Reforma tributária, reforma trabalhista, reforma política, reforma previdenciária, reforma educacional, reforma sindical, reforma da saúde.

O simples fato de eles sempre estarem ocupados "reformando" suas obras é uma admissão implícita de que eles não acertaram nada nas outras 50 vezes que tentaram.

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Para a esquerda progressista, dado que as pessoas não são decentes e compassivas o bastante para ajudar seus semelhantes que estão na aflição, a solução é eleger políticos que sejam mais decentes e compassivos do que essas pessoas egoístas. 

Esses políticos irão confiscar o dinheiro dessas pessoas egoístas — sob a ameaça de aprisionamento caso haja resistência —, repassá-lo para uma custosa e ineficiente burocracia, e gastar o que sobrar com os pobres, não para realmente solucionar o problema da pobreza, mas sim para torná-lo perpétuo de maneira a criar uma dependência sem fim.

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O que dizer dos programas de transferência de renda, cujo dinheiro, em grande parte, não vai para os pobres, que ficam com as migalhas, mas sim para os próprios membros da burocracia que coordena todo o esquema, para os consultores, e para as empreiteiras que constroem as moradias populares? 

Os pobres são maldosa e intencionalmente transformados em uma subclasse perpétua, dependente do governo, para que membros da burocracia e empresários ligados ao governo possam viver confortavelmente bem à custa de todo o resto da sociedade. O estado assistencialista fez com que praticamente não haja mais uma genuína mobilidade social.  Os degraus mais baixos da escada foram retirados em nome da compaixão.

Ser um progressista significa jamais ter de pedir desculpas.  Suas boas intenções valem mais que todos os resultados efetivamente obtidos. 

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Os progressistas de hoje pensam e agem como se houvessem acabado de chegar de um universo paralelo: 

a) Um endividamento trilionário significa que o governo federal ainda não gastou o bastante para resolver nossos problemas. 

b) Pessoas se tornam instantaneamente mais honestas, competentes e preocupadas com o povo tão logo são eleitas para cargos públicos. 

c) Se você obrigar patrões a pagar salários maiores do que a produtividade de seus empregados, eles ainda assim continuarão contratando mais pessoas, aceitando heroicamente seus prejuízos. 

d) Regulamentações sempre fazem o bem, pois seus defensores têm boas intenções. 

e) Confiscar dinheiro de terceiros por meio da tributação é algo perfeitamente correto e moral caso seja direcionado para "coisas boas". 

f) Civilizações ascendem e se tornam grandiosas ao punirem o sucesso e subsidiarem o fracasso. E entram em colapso quando adotam a liberdade e a livre iniciativa. 

g) As pessoas têm o direito de ter tudo aquilo que quiserem, e devem exigir que os outros paguem, como educação gratuita, saúde gratuita, transporte gratuito e aborto gratuito.

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Quanto mais o governo cresce, mais pessoas sem caráter ele atrai. Óbvio: o prêmio almejado por esse gente é o poder de mandar em nossas vidas e a licença para controlar um orçamento trilionário, comprando favores com o dinheiro dos outros e ganhando agrados. A consequência inevitável disso é a deterioração do caráter de quem está em busca desse prêmio.

Quanto mais o estado cresce, mais a liberdade do indivíduo honesto encolhe em prol do crescimento dos escroques. O poder atrai pessoas ruins e pessoas ruins não saem de cena sem causar estragos.

Governo grande, com grandes poderes, atrai gente sem caráter.  Os progressistas de esquerda, que são os mais incansáveis defensores desse arranjo, parecem simplesmente não entender isso.


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Diversos Autores

  • Capital Imoral  30/03/2017 14:43
    2042 - anarcocapitalismo

    Cena2 - Eu te amo
    Partindo da liberdade ilimitada, chego ao despotismo ilimitado." Fiódor Dostoiévski (Os Demônios)

    Já passa das 12:30 e Pedro ainda está se levantando da cama, está é a realidade de quase todos habitantes da terra. A produção da matéria chegou ao estado da arte, os homens passam grande parte do seu tempo em jogos de realidade virtual e consumo de pornografia. o ganha pão de cada homem é evoluir no jogo para ganhar moedas virtuais, aquele que não evolui, portanto não consome pixels suficiente, este não tem dinheiro real para sobreviver. Pedro se alimenta mal, o seu consumo diário de pornografia mais as 12 horas seguidas de jogos está deixando ele anêmico; dizem nos meios virtuais que seu vizinho Bruno morreu recentemente por falta de hidratação.

    Pedro decide ir pessoalmente para o supermercado automático, faz mais de 2 meses que ele não sai de casa; pouco importa, está é a realidade do mundo inteiro. Ele está praticamente só no supermercado, somente ele, os robôs, e os itens de consumo; o homem nunca esteve tão só.

    Apareceu uma garota, logo de cara ele desconfiou se é uma garota real ou apenas um clone robótico controlado pela garota via óculos de realidade virtual. Como sempre, devido ao seu vício em masturbação, ele não conseguiu ver a garota como um ser humano, mas logo imaginou como seria fazer sexo com ela; devido aos novos tempos onde a noção de amor e sacrifício foi totalmente destruído pelo culto do eu individualizado.

    Os homens perderam a capacidade de amar, eles apenas sentem; os olhos não cansam de ver, a boca não cansa de falar, os ouvidos não cansam de ouvir. Muitos sequer sabem pronunciar a palavra "caridade" - este é o tipo de palavra que morreu no tempo após a produção chegar ao estado da arte. Por que teria caridade se não existe mais fome? Ou desabrigados, doentes, fracos. o anarcocapitalismo permitiu que o homem mais miserável fosse um rei da matéria,educação, saúde. Todos são auto suficientes, todos são soberbos, todos são donos da verdade.

    O que? Você está ouvindo o mesmo que eu estou ouvindo? Sim! A garota do supermercado está cantando! Mas que bela voz, mas que voz doce, é como encontrar uma flor no deserto. De novo aquele sentimento que Pedro sentiu anteriormente com sua mãe, veio à tona, aquele sentimento de ser um ser humano novamente.
    Pedro sente aquilo que os homens sentiam antigamente no começo do século 21, aquele aperto no coração, um olhar brilhante para a vida, como se estivesse agradecendo a Deus por existir.

    Sim! A mulher é real e olha para Pedro; Com um simples olhar os dois sabem que são seres humanos novamente e estão ligados de alguma forma. Pedro não sabe, mas à alma da garota está podre, a garota está marcada pela ideologia e pelo ódio. O pior é que não há motivo para tal, é apenas o ódio pelo ódio. Por algum motivo, quando o homem deixou de lutar para sobreviver, ele tornou-se extremamente soberbo e começou a apontar o dedo para tudo e para todos. Absolutamente tudo foi problematizado, nasceu um novo mercado conhecido como "mercado das narrativas" - neste mercado nascia todos os dias novas ideologias e cultos que invadiam os valores das pessoas via acesso a informação, foi assim que começou o processo de destruição do cristianismo. Em todas ideologia e cultos havia apenas algo em comum: voltar-se contra o passado! Pois eles partiram da premissa que assim como a matéria, a ideologia chegaria ao estado da arte, só que esqueceram que homem é naturalmente corrompido.

    Quanto mais eles matavam o passado, mais todos se voltavam contra o homem natural; contra a ideia de família e igreja; porque olhar para o passado significa uma mensagem moral que diz: você não é livre para fazer o que você quiser no âmbito individual. Está mensagem está em total desacordo com a nova cultura libertária. Como ainda não conseguiram destruir a natureza do homem, eles começaram a ter o ódio por tudo que é natural.
    Por que? A resposta está no ser; eu te odeio porque você é o que é. Eu te odeio porque quando olho para seus olhos, eu me vejo diante do espelho da eternidade. O que aconteceu com os homens foi o livre comércio do ódio pelo ódio, a guerra de ideologia atingiu outro patamar quando o cristianismo foi oficialmente morto.

    Os dois sabem que o sexo físico foi abolido há muito tempo, porém, mesmo assim decidiram fazer sexo pelo processo normal. beijaram-se e fizeram sexo com algum sentimento de amor, no banheiro, foi rápido e automático. Por algum motivo, Pedro associou este sexo ao simples ato de ir ao Banheiro fazer necessidades. - Talvez o costume consumista de Pedro, tenha transformado a visão dele para com os seres humanos de carne e osso.

    A mulher percebe que existe uma possibilidade de o feto introduzido nela ser um garoto, portanto, ela decidiu abortar. devido a ideologia feminista, ela sente um certo prazer neste processo de ver os garotos serem mortos. Ela sempre fez isso, sempre cantou para homens no supermercado para depois abortar os filhos. A lei, a todo momento garantiu o direito de propriedade da mulher naquela área específica de influência cultural feminista.Essas mulheres tem total controle sobre o que está dentro delas; dizem que tem mulheres que abortaram mais de 30 vezes.

    Dizem que no passado distante, até mesmo entre os libertários não havia consenso sobre a questão do aborto, isso ficou refletido anos depois na sociedade anarcocapitalista. Existem propriedades que praticam e propriedades que não praticam. o diabo torce pela sua falta de unidade.

    Mas não se engane, está cultura do ódio à vida acontece de várias maneiras. Existem mulheres negras que gostam de abortar filhos brancos, Homossexuais que pagam para ver garotas serem abortadas. Existem crianças que gostam de ganhar um trocado fazendo sexo com adultos - somente em propriedades específicas-. Existem até programas na internet que gostam mostrar o processo ao vivo, como um grande show.

    Neste mundo onde um come o outro, foi a vez de Pedro perder na equação. Embora fosse um processo comum o aborto, ocorrendo na ordem dos milhares ao ano. Por algum motivo, Pedro queria que o garoto sobrevivesse, talvez porque lembrasse de sua mãe. Mas não houve jeito, naquela propriedade específica já estava estipulado o poder absoluto da mulher sob o útero, talvez se fosse em outra propriedade isso não teria acontecido. A juíza até mesmo disse: Você não leu as regras desta propriedade? Não, ele não leu, ele é apenas um mero consumidor. Senhor, que mundo louco!

    Capital imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Adriel Felipe  30/03/2017 16:26
    Capital Imoral,

    Que acha de usar seu talento escrevendo livros e arrecadar milhões para doar cada centavo para os miseráveis da África Subsaariana?
  • João Paulo Lima  30/03/2017 16:34
    Nosso comediante voltou. Confesso que estava com saudades. Não a ponto de ler suas baboseiras, claro. Abraço.
  • Max Stirner   30/03/2017 17:46
    Todo esse papo de fetos,abortos e propriedade me fez lembrar da China atual, não só ela mas todas as histórias/casos que ocorrem diariamente na vida como ela é mas que não divulgados.


    Parabéns pelo texto.
  • Arnaldo  30/03/2017 20:10
    Sério por que tanto problema quanto ao aborto? Queria ver se fosse você que tivesse que parir e não pudesse decidir o que fazer com seu próprio corpo.
  • MB  31/03/2017 01:05
    Só que antes de abortar porque ela não evitou a gravidez,bem eu enquanto libertário respeito as escolhas e opções de cada um,mas aconselho a mulherada a usar o bom senso e evitar de engravidar para não passar pelo dissabor de matar uma vida em seu ventre,enfim sem querer bancar o moralista,mas é bem mais fácil evitar a gravidez do que praticar o(assassinato)aborto...
  • Vozes do Alem (você finge que não nos ouve mas o email você precisa apagar para fingir)  31/03/2017 03:11
    Aborto é decidir o que você pode fazer com seu próprio corpo?
    Nunca soubemos de uma pessoa brigar pelo direito de se mutilar, e saiba que já lemos a respeito de gente lutando pelo direito de se matar, e de gente se mutilando de verdade (body mod). Deve existir mas é muito mais raro do que de gente querendo abortar.

    O DNA do lixo hospitalar que se produz quando sai uma pessoa a menos da sala do aborto do que entrou é igual ao da pessoa que afirma que quer o direito ao próprio corpo? Se essa pessoa fosse perder parte do corpo no processo, como uma orelha, você pensa que essa pessoa ia querer esse "direito"?
    Ou essa pessoa sabe que não é realmente o próprio corpo?

    Afirmar isso é ofensivo, nos faz pensar que somos sou tão estúpidos que seriamos capazes de acreditar nisso e tão pouco inteligentes a ponto de repetir uma idéia tão maluca.

    Não estamos mais na idade média. Inventaram aparelhos de ultrassom. Tenha a sinceridade com si próprio de assumir que aborto é provocar uma morte.
    Encare a realidade e tire suas próprias conclusões. Não se engane para se sentir melhor. Não funciona, uma hora você pensa, se arrende de não pensar mais e melhor antes de fazer a besteira.
    Aí você vai nos ouvir, mas é tarde, só sobra a culpa. Sua culpa. Você usou sua liberdade. Mas antes de usar a liberdade, use a inteligência.

    E se você concluir que matar é aceitável, aí tudo fica mais simples:
    Você não precisa convencer o outro quando pode matá-lo;
    Não precisa saldar uma dívida quando pode matar o credor;
    Você não precisa comprar algo se pode matar o dono, depois pegar. Isto é roubo?
    Governar então fica até fácil! A idéia é tão simples que já foi usada antes! Aumenta a chance de você morrer no final do governo, mas funciona.
    Tudo fica mais simples.

    Precisamos pensar muito para entender porque matar não é a solução mágica para todos os problemas, incluindo isso. Por que é mais fácil aceitar essa morte? Porque a pessoa não pode se vingar? Porque a família participou?

    Não temos mais a liberdade de se vender. a Liberdade é inalienável.
    Uma família não pode mais vender um filho para trabalhar em uma mina de enxofre (https://it.wikipedia.org/wiki/Carusi). Mas e a liberdade da família?
    Você vai ter que pensar sozinho para responder, não vai ouvir a nossa resposta.

    Quando o Brasil ainda era uma monarquia, o sistema era escravagista. A economia funcionava?
    O direito e o governo funcionavam até nesse sistema?

    Tinha escravos comprando a liberdade para virar "empresário" comprando escravos para montar um "negócio". A "justiça" decidia soltar o escravo que comprou a sua liberdade e não recebeu.
    E era um sistema que se formou espontaneamente, como o "capitalismo". Qual dos sistemas era mais "livre"?

    Sou livre se não posso vender a minha liberdade?
    Ou sou mais livre se não tenho a liberdade de vender a minha liberdade?

    A pessoa é mais livre se puder matar a família porque tem problemas financeiros para a sustentar?
    Ou é mais livre se puder vender um filho?
    Ou é mais livre se puder comprar comida com o dinheiro que ela escolher livremente, sem ter que dar uma parte do feijão para os "representantes" que ganharam um cheque em branco para governar por quatro anos estão "pensando" e "discutindo" o "direito ao aborto"?

    Se um administrador qualquer tivesse um cheque em branco chamado voto com validade de quatro anos e só pudesse ser despedido depois de condenado na justiça, quanto tempo você acha que demora para falir sua empresa? Escola? Chácara? Condomínio? Quitanda?
    O Governo só não faliu antes porque é impossível depois que descobriu o monopólio de emitir dinheiro.

    Alguém que não consegue sustentar os filhos deveria ser espoliado? Essa pessoa é livre? Seria mais livre se pudesse matar ou vender os filhos?

    Ou se pudesse comprar comida sem ser espoliada na posse do dinheiro (inflação) ou na transação (impostos)?
  • Edna  31/03/2017 11:04
    Pena que a sua mamãe não pensou o mesmo.
  • Arnaldo  31/03/2017 13:55
    hahahaha
  • WDA  31/03/2017 11:55
    Capital imoral, sou obrigado a dizer que este foi um texto excelente. É um texto para se refletir, mesmo! Você estabeleceu aí analogias muito boas com a mentalidade de certas pessoas e com certos movimentos que a sociedade vem seguindo. Claro que nem tudo isso tem a ver com anarcocapitalismo necessariamente. Mas é um texto que traça um quadro com várias questões e traços de mentalidade preocupantes mesmo. Estes elementos presentes no seu texto estão também presentes na sociedade, nela dispersos de algum modo.

    Normalmente seus textos fazem rir, este faz pensar. E você é bom e divertido nas duas coisas.

    Parabéns pelo texto!
  • Arnaldo  31/03/2017 13:53
    Parei de ler quando fala que pornografia e jogos deixam as pessoas anêmicas. HHAHAHAAH
  • EDP  31/03/2017 19:36
    Muito boa jogada, faz pensar mesmo!

    Legal a ideia usar o termo "anarcocapitalismo" para associar as ideias da esquerda.
    Quem defende o direito ao aborto é a esquerda, quem defende a criação de "um novo homem" é a esquerda, quem pretende substituir os relacionamentos humanos por algo compostos de castas é a esquerda! Dividir a humanidade, fazer com que todos sintam medo e não saiam de casa, criar a dependência por algo que os "proteja"... É a esquerda! Destruir a família, acabar com as relações sexuais e a procriação natural...

    Todos males do controle absoluto!

    Mas até aí, criar confusão na cabeça das pessoas também é costume dos revolucionários...

  • Felipe  30/03/2017 14:52
    "Todos os recursos que o governo possui foram extraídos do setor privado"

    No caso de uma estatal (seja um banco, uma pretroleira, uma mineradora ou etc..) e ignorando que a estatal possa ser deficitária, nesse caso o governo não estaria gerando recursos próprios?
  • Guilherme  30/03/2017 15:11
    Como a estatal foi formada? Como ela foi construída? Quem integralizou seu capital? Quem pagou os salários de seus funcionários? De onde, em suma, veio todo o dinheiro para isso? E o que poderia ter sido feito com esse dinheiro caso ele não fosse confiscado e direcionado para a construção da estatal?

    Essa é a questão.

    Mas, pelo bem do debate, vamos supor um cenário absolutamente cor-de-rosa. Suponha uma estatal extremamente eficiente e lucrativa, operando em um mercado aberto e concorrencial, e cujos funcionários são pagos estritamente com o dinheiro dos lucros operacionais, e não com o dinheiro de impostos (desconheço tal arranjo, mas tudo bem). O que temos aí? Simplesmente uma empresa como qualquer outra, a qual repassa uma parte de seus lucros para o governo na forma de dividendos.

    Ou seja, o estado continua sendo um mero extrator de recursos. A única mísera diferença é que ele possui ações de uma empresa, e dela recebe seus dividendos.
  • Arranjo  30/03/2017 16:12
    Guilherme, eu vi alguém comentando sobre o arranjo que você falou, e parece que ele existe na coréia do sul. Se eu achar o comentário dessa pessoa, posto aqui.

    Mas sim, o estado ainda é mero extrator de recursos.
  • Vitor  30/03/2017 15:14
    Se me permitem contribuir com uma:

    Henry Hazlitt

    Quanto mais coisas um governo se compromete a fazer, menos coisas ele pode fazer com competência. Quando o governo tenta fazer tudo, tudo será de péssima qualidade.

    E esta citação de Sowell,

    "O argumento utilizado pelos defensores da saúde pública é o de que a população não tem condições de arcar com médicos, hospitais e remédios. Consequentemente, os serviços de saúde têm de ser fornecidos pelo estado.

    Mas, ora, se a população não pode pagar por médicos, hospitais e remédios, então como é que ela poderá pagar por médicos, hospitais, remédios e mais toda uma burocracia federal para administrar todo este sistema de saúde estatal?"


    Me parece um tanto quanto ignorante. Quando se diz que pessoas não podem arcar com médicos, hospitais e remédios privados, diz-se porque o custo deste serviço recai totalmente sobre ela. Já os defensores de saúde pública dirão que é possível arcar com estes custos caso estes sejam socializados. Caso pessoas saudáveis paguem uma parte do custo de pessoas doentes.

    É perfeitamente possível -- e extremamente comum--, que o resultado final desse custo socializado que é pago através de impostos, acabe sendo ainda maior do que seria na sua ausência. Especialmente dado que, quando pessoas não arcam totalmente com os custos, elas não se preocupam tanto com a quantia que é gasta.

    Mas, ainda assim, no primeiro caso -- privado--, o custo é completamente do indivíduo. No segundo caso --estatal-- o custo é socializado, entre diversos indivíduos.
  • Michael  30/03/2017 15:36
    Seu raciocínio não está errado, só que o debate é outro. Principalmente nos EUA, a grande queixa é que os gastos com saúde em relação ao PIB são altos demais. Consequentemente, por serem altos demais, defende-se a estatização da saúde como forma de reduzir esses gastos totais. E, como você próprio corretamente mostrou, tal medida faria com que os gastos totais fossem ainda maiores.

    Daí a critica irônica feita pelo Sowell.
  • Retrucando  30/03/2017 16:07
    Engraçado, o livro econopower trás uma argumentação que os gastos na saúde privada são elevados devido a existência de seguradoras, que podem pagar por cirurgias mais caras, logo os hospitais e médicos não tem pressão para reduzir o preço dessas cirurgias.

    Até traziam um gráfico mostrando a evolução dos preços das cirurgias corretivas à laser e como o preço caiu ao longo do tempo, mas voltou a subir quando seguradoras começaram a cobrir esse tipo de operação. (quem leu o livro, favor confirmar, faz muito tempo que li e lembro apenas de cabeça).

    Alias, é uma lógica bem parecida com as bolhas de mercado imobiliários. Quando dão crédito muito fácil, os vendedores não tem mais pressão para manter o preço ligado ao poder de compra da população e os preços sobem vertiginosamente. Alias é por isso que existe gente que acha que sua casinha mediana num bairro comum vale 2 milhões.
  • Frederico  30/03/2017 16:55
    Sim, e essa é uma bizarrice do sistema de saúde americano: o governo federal simplesmente proíbe que as seguradoras de saúde concorram entre si além das fronteiras estaduais. Várias seguradoras não podem ofertar seus serviços em mais de um estado do país. É como se a Unimed só pudessa atuar no Rio, a Amil, em São Paulo, a Golden Cross, em MG, e por aí vai.

    Mas piora: pelo lado da demanda, 90% dos gastos em saúde ocorrem por meio de canais que não são o paciente: mais especificamente, ocorrem pelas seguradoras e pelo estado.

    Mais especificamente, de cada 100 dólares gastos na saúde americana, 45 dólares são desembolsados pelas seguradoras, outros 45 dólares pelos programas estatais Medicare (programa de responsabilidade da Previdência Social americana que reembolsa hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de idade) e Medicaid (programa financiado conjuntamente por estados e pelo governo federal, que reembolsa hospitais e médicos que fornecem tratamento a pessoas que não podem financiar suas próprias despesas médicas), e apenas 10 dólares são desembolsados pelo próprio paciente.

    Dito de outro modo, de cada 100 dólares gastos na saúde, o paciente — que é quem está realmente recebendo os serviços — arca com um custo de apenas 10 dólares. Quem paga os 90 restantes? O resto de seus compatriotas — seja por meio do Fisco, seja por meio de suas apólices de seguros, que compreensivelmente ficam a anualmente mais caras.

    Nos EUA, portanto, não há uma correspondência entre custos e benefícios. E dado que as seguradoras são obrigadas pelo governo a cobrir até mesmo consultas de rotina, os preços das apólices seguem em disparada. Se você fizer algo tão simples e corriqueiro quanto um exame de sangue — que é coberto pelos planos de saúde e pelos programas Medicare e Medicaid —, é comum o hospital cobrar um preço astronômico do governo ou da seguradora, a qual, por causa disso, irá aumentar os preços das apólices.

    Nesse arranjo, o incentivo para aumentar os gastos é o mesmo que ocorreria se milhões de pessoas fossem a um mesmo restaurante, pedissem individualmente os pratos que quisessem e, no final, dividissem igualmente entre todos a fatura total.

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano
  • Bruno Feliciano  30/03/2017 16:40
    Na minha cidade existe Libertarianismo VERMELHO!

    Libertarios de esquerda, fazem eventos e palestras direto aqui. Qualquer dia vou la, perguntar como é que se impõe o coletivismo sem coerção estatal...

    Pior que eles acham que detêm o monopólio do termo Libertário, eles acham que Anarquia de esquerda é Libertárianismo necessariamente e unicamente.


    Ai questionei uma vez em um grupo do facebook:

    Eu disse:

    ''-Que proposta libertária?
    Libertarianismo é necessariamente a defesa da propriedade privada!!''

    Ai ele me respondeu:

    ''Não se trata disso! Falamos da proposta libertária original, historicamente falando, da luta de classes. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=e4GIwQX13eU ''


    Alguém sabe do que isso se trata?


  • Curioso  30/03/2017 16:53
    Os anarquistas (de esquerda) são contra o estado, a propriedade privada (o qual na cabeça dele está associada ao estado) e a religião.

    Na cabeça deles a sociedade perfeita não teria nem estado e nem propriedade privada ( e também nenhuma igreja). Claro que isso gerá a tal pergunta, então quem vai impedir alguém de ter uma propriedade?

    Na prática um sistema desse resultaria em um estado totalitário (mas com rótulo diferente , algo como: centro de decisões comunitárias).
  • Bruno Feliciano  30/03/2017 19:42
    Show, obrigado!
  • Arranjo  30/03/2017 20:33
    Para esse tipo de proposta sempre faltou o básico fundamental:

    O ser humano não é uma espécie que compartilha uma rede neural coletiva. O mesmo se agrupou em sociedades por necessidades básicas, mas ao mesmo tempo, suas necessidades e desejos são individuais. Esse tipo de arranjo só funcionaria em sociedades extremamente homogêneas e fechadas, e como tal, numa sociedade assim, a existência de uma democracia e votação direta seriam redundantes.

    Funciona muito bem para outras espécies como abelhas, formigas, mas por que? porque o propósito de todo e qualquer individuo é manter a sobrevivência da colmeia e proteger a rainha, tanto que cada um já tem o seu corpo e mente adaptado para a função desde o nascimento (guerreiras são maiores e mais violentas, trabalhadoras nascem em maior quantidade, zangões são auxiliares para procriar e a própria rainha não é eleita, ela literalmente nasce com o corpo apropriado).
  • Vozes do Alem (você finge que não nos ouve mas o email você precisa apagar para fingir)  31/03/2017 03:37
    As abelhas são todas da mesma família.
    A seleção natural age. Quem tem genética que favorece a família aumenta a chance desta mesma genética sobreviver e se replicar.

    O principio da família funciona para todos os animais. É oportuno para a genética fazer um avô cuidar dos netos, pois é provável que esta genética esteja cuidando de sua cópia.

    Considerando isto, será que implantar o comunismo das abelhas ou formigas juntando animais que não são da mesma família vai funcionar?
    Ou vai haver guerras e disputa por recursos e os animais vão direcionar recursos da "sociedade" ou "governo" para a própria família?

    Este comportamento é o mais otimizado considerando a forma como a natureza funciona na realidade do mundo.
  • Jr  30/03/2017 18:30
    Mas esta é a essência desta "gente": esconder suas verdadeiras intenções. Não é contando a verdade que eles conquistam corações e mentes, mas sim ocultando sua verdadeira alma que é a malignidade.
  • Sebastiao Ferreira  30/03/2017 18:31
    A grande maioria da esquerda no Brasil é na realidade defensora do capitalismo patrimonialista ou de compadrio. Eles são conscientemente cínicos. O discurso funciona como uma justificativa para o acesso aos privilégios econômicos e sociais que obtém no poder. É uma minoria muito ideologizada que raciocina com as utopias marxistas. Tanto os cínicos como os sectários são parasitas.
  • WDA  30/03/2017 18:46
    Mais uma postagem FUNDAMENTAL do Instituto Mises Brasil!
  • FREDERICO HAUPT   02/04/2017 20:44
    Segundo o ranking abaixo, é impressão minha ou nem a Áustria, nem os demais países adotam a política econômica de Mises:
    O ranking foi feito com base no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (Irbes), criado pelo instituto como resultado de cálculo que leva em conta a carga tributária segundo a tabela da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2010 e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com a previsão do índice final para 2011. Quanto maior o valor do IRBES, melhor é o retorno da arrecadação dos tributos para a população.

    Confira o ranking:
    1º) Austrália
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,9%
    - IDH: 0,929
    - Irbes: 164,18

    2º) Estados Unidos
    - Carga tributária sobre o PIB: 24,80%
    - IDH: 0,910
    - Irbes: 163,83

    3º) Coréia do Sul
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,1%
    - IDH: 0,897
    - Irbes: 162,38

    4º) Japão
    - Carga tributária sobre o PIB: 26,9%
    - IDH: 0,901
    - Irbes: 160,65

    5º) Irlanda
    - Carga tributária sobre o PIB: 28%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 159,98

    6º) Suíça
    - Carga tributária sobre o PIB: 29,8%
    - IDH: 0,903
    - - Irbes: 157,49

    7º) Canadá
    - Carga tributária sobre o PIB: 31%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,53

    8º) Nova Zelândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 31,3%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,19

    9º) Grécia
    - Carga tributária sobre o PIB: 30%
    - IDH: 0,861
    - Irbes: 153,69

    10º) Eslováquia
    - Carga tributária sobre o PIB: 28,4%
    - IDH: 0,834
    - Irbes: 153,23

    11º) Israel
    - Carga tributária sobre o PIB: 32,4%
    - IDH: 0,888
    - Irbes: 153,22

    12º) Espanha
    - Carga tributária sobre o PIB: 31,70%
    - IDH: 0,878
    - Irbes: 153,18

    13º) Uruguai
    - Carga tributária sobre o PIB: 27,18%
    - IDH: 0,783
    - Irbes: 150,30

    14º) Alemanha
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,7%
    - IDH: 0,905
    - Irbes: 149,72

    15º) Islândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,3%
    - IDH: 0,898
    - Irbes: 149,59

    16º) Argentina
    - Carga tributária sobre o PIB: 29%
    - IDH: 0,797
    - Irbes: 149,40

    17º) República Tcheca
    - Carga tributária sobre o PIB: 34,9%
    - IDH: 0,865
    - Irbes: 148,39

    18º) Reino Unido
    - Carga tributária sobre o PIB: 36%
    - IDH: 0,863
    - Irbes: 146,96

    19º) Eslovênia
    - Carga tributária sobre o PIB: 37,7%
    - IDH: 0,884
    - Irbes: 146,79

    20º) Luxemburgo
    - Carga tributária sobre o PIB: 36,7%
    - IDH: 0,867
    - Irbes: 146,49

    21º) Noruega
    - Carga tributária sobre o PIB: 42,8%
    - IDH: 0,943
    - Irbes: 145,94

    22º) Áustria
    - Carga tributária sobre o PIB: 42%
    - IDH: 0,885
    - Irbes: 141,93

    23º) Finlândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 42,1%
    - IDH: 0,882
    - Irbes: 141,56

    24º) Suécia
    - Carga tributária sobre o PIB: 44,08%
    - IDH: 0,904
    - Irbes: 141,15

    25º) Dinamarca
    - Carga tributária sobre o PIB: 44,06%
    - IDH: 0,895
    - Irbes: 140,41

    26º) França
    - Carga tributária sobre o PIB: 43,15%
    - IDH: 0,884
    - Irbes: 140,52

    27º) Hungria
    - Carga tributária sobre o PIB: 38,25%
    - IDH: 0,816
    - Irbes: 140,37

    28º) Bélgica
    - Carga tributária sobre o PIB: 43,8%
    - IDH: 0,886
    - Irbes: 139,94

    29º) Itália
    - Carga tributária sobre o PIB: 43%
    - IDH: 0,874
    - Irbes: 139,84

    30º) Brasil
    - Carga tributária sobre o PIB: 35,13%
    - IDH: 0,718
    - Irbes: 135,83
  • Rafael  03/04/2017 03:16
    "Política de Mises"? Ué, do meu ponto de vista adotam quase que integralmente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=729

  • uai  03/04/2017 17:04
    Análise de nível de imposto sobre PIB quer dizer muito pouco. Você tem que analisar o índice de liberdade economica (IEF) junto disso e o ranqueamento do PIB. Atualizei a lista para você:

    1º) Austrália
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,9%
    - IDH: 0,929
    - Irbes: 164,18
    -IEF: 5º
    -PIB: 13º

    2º) Estados Unidos
    - Carga tributária sobre o PIB: 24,80%
    - IDH: 0,910
    - Irbes: 163,83
    -IEF: 11º
    -PIB: 1º

    3º) Coréia do Sul
    - Carga tributária sobre o PIB: 25,1%
    - IDH: 0,897
    - Irbes: 162,38
    -IEF: 29º
    -PIB: 11º

    4º) Japão
    - Carga tributária sobre o PIB: 26,9%
    - IDH: 0,901
    - Irbes: 160,65
    -IEF: 20º
    -PIB: 3º

    5º) Irlanda
    - Carga tributária sobre o PIB: 28%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 159,98
    -IEF: 9º
    -PIB: 44º

    6º) Suíça
    - Carga tributária sobre o PIB: 29,8%
    - IDH: 0,903
    - Irbes: 157,49
    -IEF: 4º
    -PIB: 19º

    7º) Canadá
    - Carga tributária sobre o PIB: 31%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,53
    - IEF: 6º
    - PIB: 10º

    8º) Nova Zelândia
    - Carga tributária sobre o PIB: 31,3%
    - IDH: 0,908
    - Irbes: 156,19
    -IEF: 3º
    -PIB: 53º

    9º) Grécia
    - Carga tributária sobre o PIB: 30%
    - IDH: 0,861
    - Irbes: 153,69
    - IEF: 130º
    - PIB: 45º

    10º) Eslováquia
    - Carga tributária sobre o PIB: 28,4%
    - IDH: 0,834
    - Irbes: 153,23
    -IEF: 50º
    -PIB: 64º

    30º) Brasil
    - Carga tributária sobre o PIB: 35,13%
    - IDH: 0,718
    - Irbes: 135,83
    -IEF: 118º
    -PIB: 9º

    Veja que interessante: os top 10 são países ricos com elevadíssimos indices de liberdade economica, com a Grécia sendo o único ponto fora da curva (o que é bem questionável, pois só ouço falar que as coisas não andam muito bem por lá já faz um tempo) e a Eslováquia como um meio termo. O cerne da teoria libertária é a liberdade economica para os agentes poderem negociar. Já o pobre do Brasil é um país rico, mas bem reprimido economicamente, veja que ele vai parar em 30º, de acordo com a sua lista.

    Agora vejamos os top 10 menos livres economicamente:
    1. Korea do norte
    2. Cuba
    3. Venezuela
    4. Zimbaue
    5. Eritréia
    6. Guinea equatorial
    7. Turcomenistão
    8. Irã
    9. República democrática do congo
    10. Argentina

    Vixe....

  • Lel  04/04/2017 19:56
    Frederico, o seu erro é que você está cometendo a falácia post hoc ergo propter hoc.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • Jo%C3%83%C2%A3o  07/04/2017 12:12


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