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E se as escolas públicas fossem abolidas e as particulares não mais tivessem de seguir o MEC?
Eis uma verdadeira reforma educacional. E as consequências seriam surpreendentes - e positivas

Governos de todos os países do mundo querem estar no controle da educação das crianças. Nenhum governo quer voluntariamente abrir mão desse poder.

Pode observar: no extremo, governos abrem mão de controlar infra-estrutura, saúde, segurança e até mesmo a própria moeda. Mas não abrem mão do controle educacional.

Em termos estratégicos, não há nada mais precioso que o controle da educação. Afinal, é ali que está a semente de tudo. Se toda a propaganda governamental inculcada nas salas de aula conseguir criar raízes dentro das crianças à medida que elas crescem e se tornam adultas, estas crianças não serão nenhuma ameaça ao aparato estatal. Elas mesmas irão prender os grilhões aos seus próprios tornozelos.

Pergunte a qualquer pessoa devidamente doutrinada e surpreenda-se ao constatar como o governo foi muito bem sucedido em fazer as pessoas verem os serviços de educação estatal como uma evidência da bondade do estado e da preocupação de seus burocratas para com nosso bem-estar.  

E é por isso que a educação autônoma e domiciliar — a verdadeira educação — é uma enorme ameaça para qualquer regime. É por isso que ela é combatida tão veementemente pelo estado e seus burocratas. Se o estado perder o controle daquilo que entra em sua mente, ele perde o segredo de sua própria sobrevivência.

As escolas públicas já fazem parte da nossa religião cívica. Elas são a primeira evidência que as pessoas citam para mostrar como os governos municipal, estadual e federal estão sempre nos servindo. Mas há também um elemento psicológico: a maioria de nós entrega a elas alegremente os nossos filhos, certos de que o governo sempre tem em mente o melhor para os nossos interesses.

Mas será que isso realmente ocorre? Em seu livro Educação: Livre e Compulsória Murray Rothbard mostra que a verdadeira origem e propósito da educação pública não é exatamente a educação da maneira como a imaginamos: o propósito único é fazer a doutrinação de uma religião cívica, um consenso em torno da importância do estado.

Isso explica por que a elite governamental sempre foi contrária ao homeschooling e a um ensino privado que não siga as normas do Ministério da Educação: não é o temor de notas baixas nos exames educacionais que está guiando essa atitude, mas a preocupação de que essas crianças não estejam aprendendo os valores que o estado considera importante.

Mas criticar as escolas públicas não é o propósito desse artigo. Existem escolas públicas decentes, assim como existem escolas públicas horríveis. Portanto, não há razão para se fazer generalizações. Também não há necessidade de ficar mostrando dados sobre resultados de exames educacionais. Vamos apenas lidar com a economia envolvida na questão.

Na ponta do lápis, somando todo o dinheiro de impostos que vai para bancar tudo o que diz respeito à educação pública (da limpeza ao salário dos professores, passando por material didático, laboratórios e quadras esportivas), e considerando o que realmente é entregue em termos de ensino e educação, o desperdício é estrondoso. Neste quesito, o custo real médio de um aluno de uma escola pública — em termos de retorno e qualidade da educação — é bem maior que o de um aluno de uma escola privada. 

Isso é contrário à nossa intuição, já que as pessoas creem que as escolas públicas são gratuitas e que as escolas privadas são caras. Mas a partir do momento em que você leva em consideração a origem do financiamento de ambas as instituições (impostos versus mensalidades ou doações), verá que a alternativa privada é bem mais barata. 

O custo das escolas públicas é disseminado por toda a população, ao passo que o custo das escolas privadas é coberto apenas pelas famílias dos estudantes que as frequentam.

Como será ilustrado abaixo, se pudéssemos abolir as escolas públicas e todas as leis educacionais compulsórias, e se pudéssemos substituí-las por uma educação fornecida pelo mercado, teríamos escolas melhores pela metade do preço. E seríamos mais livres também. Além disso, seríamos uma sociedade mais justa, já que apenas os usuários dos serviços de educação pagariam por seus custos.

Fazendo a transição

Mas qual o problema com esse modelo? Bem, há o problema da transição. Existem óbvias e graves dificuldades políticas. O status quo já está amontoado de um número significativo de "subscrições" a esse serviço, e é muito difícil alterar essa situação.

Mas vamos imaginar como seria. Digamos que um determinado estado da federação, que está passando por severas dificuldades orçamentárias, decidiu que os custos da educação pública são muito caros em relação às escolas privadas. Ato contínuo, a assembléia estadual decidiu abolir as escolas públicas por completo e desregulamentar a legislação sobre a oferta de escolas privadas. As prefeituras deste estado, em situação financeira igualmente claudicante, decidiram fazer o mesmo.

A primeira coisa que deve ser notada é que isso seria ilegal, já que a Constituição requer que cada estado forneça educação gratuita. Sendo assim, eu não tenho idéia do que aconteceria com aquela assembléia estadual e com as câmaras municipais. Será que seus integrantes seriam presos? Quem sabe? Certamente eles seriam processados.

Mas digamos que, de alguma maneira, esse problema foi contornado graças a, digamos, uma emenda especial na constituição, que isenta certas localidades (ou o próprio estado) caso a assembléia aprove o pedido.

Feito isso, haverá um problema com a legislação federal e com o Ministério da Educação. Estou puramente especulando, pois eu não conheço as leis relevantes, mas podemos supor que o Ministério da Educação ficaria ciente do ocorrido, e haveria algum tipo de histeria nacional. Mas digamos que miraculosamente consigamos também superar esse problema, e que o governo federal — por se tratar de uma emergência — deixe essa localidade seguir adiante com seu plano e também libere todas as escolas de seguirem o currículo imposto pelo Ministério da Educação.

Haverá dois estágios para a transição. No primeiro estágio, muitas coisas aparentemente ruins acontecerão.

Por exemplo, o que ocorrerá com as instalações físicas dessas escolas públicas? Elas serão vendidas para os arrematadores que pagarem o preço mais alto, sejam eles proprietários de uma nova escola, empresários de qualquer ramo, ou meros agentes imobiliários. Isso gerará histeria.

E quanto aos professores e funcionários? Todos dispensados. Já dá até pra imaginar a choradeira.

Adicionalmente, para os pais cujos filhos estavam nessas escolas públicas haverá o grande problema de o que fazer com as crianças durante o dia. Também haverá, obviamente, uma lamúria maciça em relação aos pobres, que irão descobrir que não têm qualquer outra opção escolar senão as escolas privadas ou o próprio ensino doméstico por conta própria (mais sobre isso abaixo).

Simultaneamente, as mensalidades das escolas privadas iriam disparar: afinal, houve uma redução na oferta de escolas e um aumento na demanda por ensino privado. Vários alunos que estavam nas escolas públicas serão matriculados em escolas privadas. Maior demanda gerará maior preço.

Os mais pobres serão os mais atingidos, mas mesmo os pais de classe média e classe alta também sofrerão, pois as mensalidades das escolas particulares de seus filhos aumentarão.

Dito isso, tudo parece bem catastrófico, certo? De fato.

Mas essa foi apenas a primeira etapa. Se de alguma forma conseguirmos chegar à fase dois, algo completamente diferente irá emergir.

Para começar, com essas escolas públicas abolidas, os impostos sobre propriedade (IPTU), sobre automóveis (IPVA), e sobre serviços (ISS e ICMS), que antes eram utilizados para financiar essas escolas públicas, poderão ser substantivamente reduzidos. Vale lembrar que, hoje, quase 40% da renda das pessoas é confiscada pelos três níveis de governo na forma de impostos. Uma grande redução nesses impostos liberaria mais dinheiro para os indivíduos deste estado. Não seria exagero dizer que a redução desses impostos poderia trazer — por baixo — um aumento de pelo menos 25% na renda dessas pessoas.

Consequentemente, com esses impostos reduzidos, haverá dinheiro extra para pagar as mensalidades escolares. Principalmente para os mais pobres.

Em um segundo momento, com as atuais escolas privadas lotadas, haverá uma demanda premente por novas escolas. Havendo demanda, empreendedores de todo o país em busca de lucros irão rapidamente inundar o estado, fornecendo escolas que irão concorrer entre si. Isso pressionará os preços das mensalidades para baixo.

Além disso, é viável supor que igrejas e outras instituições cívicas também conseguirão arrecadar dinheiro suficiente para pagar pela educação dos mais pobres.

De início, é provável que as novas escolas seguirão o modelo das escolas públicas tradicionais, com a mesma carga horária e oferecendo as mesmas matérias. Mas, após um período de tempo, novas alternativas surgirão.

Haverá escolas fornecendo aulas durante a metade do dia. Haverá escolas grandes, médias e pequenas. Algumas terão 40 crianças por sala de aula, e outras terão quatro ou uma. Haverá uma expansão maciça de tutores particulares.

Escolas sectárias de todos os tipos irão surgir. Pequenas escolas serão abertas para atender interesses localizados: ciências, literatura clássica, música, teatro, computadores, agricultura etc. Surgirão escolas que permitirão apenas alunos do mesmo sexo. Se haverá ou não esportes ou filosofia na grade curricular de uma dada escola, isso será algo deixado unicamente para os pais decidirem.

Ademais, o já surrado modelo de "ensino básico, fundamental e médio" não mais será o único. As turmas não serão necessariamente agrupadas somente por idade. Algumas terão como base a capacidade e o nível de avanço dos alunos. As mensalidades variarão de gratuitas até extremamente caras. Empresas privadas poderiam fornecer bolsa de estudo para determinados colégios cuja grade curricular possa formar mão-de-obra do interesse dessas empresas.

O ponto principal é que o cliente — os pais — estariam no comando.

Simultaneamente, serviços de transporte surgiriam para substituir o antigo sistema de ônibus escolares. As pessoas poderiam ganhar dinheiro comprando vans e fornecendo transporte. Em todas as áreas relacionadas à educação, oportunidades de lucro iriam abundar.

E, para aqueles que não querem colocar filhos na escola, sempre há a internet. Hoje, há vários programas gratuitos de aprendizagem via internet (como por exemplo a Khan Academy). Basta os pais entrarem na internet, fazerem o download do material curricular e seguirem as instruções. Dá trabalho e exige dedicação? É claro que sim. Mas quem disse que ter filhos é um passeio?

Em resumo: o mercado para a educação iria operar da mesma maneira que qualquer outro mercado — como o de alimentos, por exemplo. Onde houver uma demanda, e obviamente as pessoas demandam educação para seus filhos, haverá uma oferta. Existem grandes redes de supermercado, e existem empórios e quitandas. Existem mercearias e existem armazéns sempre dispostos a prestar seus serviços para toda essa rede. O mesmo ocorre com outros bens, e ocorreria o mesmo com a educação.

Novamente, o consumidor é quem iria comandar. Ao fim e ao cabo, o que iria surgir não seria totalmente previsível — o mercado nunca é —, mas o que quer que acontecesse, seria de acordo com os desejos do público consumidor.

Após essa segunda fase e última fase, este estado (e suas cidades) emergiria como um dos mais desejáveis do país. As alternativas educacionais seriam ilimitadas.

Como as escolas seriam? Parece-me óbvio que:

  • O custo da educação cairia ano após ano, com as empresas encontrando maneiras de fornecer educação de qualidade a custos cada vez menores.  E todo o dinheiro que você gasta hoje para pagar pelas escolas públicas por meio de impostos ficaria integralmente com você, para gastar como achar melhor.
  • A concorrência faria com que as escolas tivessem de melhorar ano após ano.  Não dá para fazer previsões, mas é bem possível que houvesse escolas em que as crianças não teriam de ficar mais do que 3 horas por dia para receber uma educação muito superior à obtida hoje nas escolas controladas pelo governo.
  • As escolas seriam tão mais estimulantes, que as crianças poderiam perfeitamente querer passar várias horas por dia explorando o mundo da matemática, da história, da geografia, da literatura, da redação ou de qualquer outro tema que tenha despertado sua imaginação.
  • Dado que não haveria nenhum Ministério da Educação impondo um determinado tipo de currículo para todo o país, não veríamos mais as brigas amargas sobre os conteúdos ministrados, sobre a necessidade ou não de se ensinar religião, "sensibilidade social" e educação sexual; não haveria problemas com a imposição estatal de "kit-gay" ou com a aceitação ou não de professores homossexuais. Se uma escola quisesse se especializar exclusivamente em esportes, por exemplo, caberia aos pais decidir se querem ou não que seus filhos estudem ali. A liberdade definiria as escolhas. Não mais haveria as centenas de controvérsias que vemos na educação atual, completamente controlada pelos burocratas do Ministério da Educação. Se você não gosta do que a escola do seu filho está ensinando, você simplesmente vai atrás de outra melhor — do mesmo jeito que vai atrás de um supermercado que tenha o que você quer.
  • Haveria dezenas de opções disponíveis para você — escolas mais severas, escolas com disciplinas especiais, como música e cinema, escolas alternativas e até mesmo escolas que ofereçam um ensino completo sobre o funcionamento do livre mercado e do empreendedorismo, o que iria ajudar seu filho a obter uma vida mais confortável quando crescesse, além de poupar seu cérebro de infecções marxistas.  Algumas escolas poderiam perfeitamente criar um currículo personalizado baseando-se em suas expectativas e nas capacidades de seu filho, ao passo que outras ofereceriam uma educação mais simples a um custo menor para aqueles que precisam economizar.

E então as pessoas deste estado iriam desfrutar as melhores escolas do país pela metade do preço das escolas públicas. E aquelas que não têm filhos não teriam que pagar um centavo pela educação alheia. Pode algo ser mais atraente?

Conclusão

Infelizmente — e isso não é compreendido por todos —, enquanto o governo puder tributar os cidadãos para lhes fornecer serviços educacionais a preço marginal zero, todo um serviço educacional privado que poderia existir jamais é criado. 

Não deixa de ser irônico constatar essa contradição: ao mesmo tempo em que o governo vigilantemente pune empresas que praticam "concorrência predatória" (leia-se: fornecem produtos e serviços a preços baixos), ele próprio incorre nessa prática — só que de maneira totalmente coerciva, pois o faz com o dinheiro que confisca da população — no serviço educacional.

Não há nada de específico na educação que nos faça duvidar de que o mercado poderia fornecê-la.  Assim como qualquer produto ou serviço, a educação é uma combinação de terra, trabalho e capital direcionados a um objetivo claro: a instrução de assuntos acadêmicos e relacionados, os quais são demandados por uma classe de consumidores, majoritariamente pais.

E então: qual estado será o primeiro a tentar essa alternativa e nos mostrar o caminho?

________________________________________________

Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State

Harry Browne, autor de Por que o Governo Não Funciona e de vários outros livros, foi candidato à presidência dos EUA pelo Partido Libertário nas eleições de 1996 e 2000.


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Diversos Autores

  • marcelo donato  09/02/2017 14:26
    boa tarde!

    Concordo com muita coisa que está escrita nesse artigo. Apenas uma dúvida paira em minha cabeça...será que o governo iria reduzir a tributação no caso de não mais existirem as escolas públicas? gostaria que vocês me respondessem esse indagação.

    muito obrigado e parabéns pelo excelente trabalho, leio todos os dias e todos os artigos!

  • Raphael  09/02/2017 14:43
    Ué, isso vai depender da racionalidade do governo estadual e das prefeituras. As condições estão totalmente dadas para a redução (houve um profundo corte de gastos) e foi explicado o que aconteceria.

    Pronto, acabou aí a função do economista. Daí em diante, tudo vai depender da pressão popular sobre o governo. Não há mais nada que o economista possa fazer. Já houve um profundo corte de gastos; logo, não há nenhum obstáculo para a redução dos impostos em igual quantidade.

    Se o estado vai fazer isso ou não, aí está fora da alçada do economista.

    P.S.: sempre lembrando que, mesmo sem o corte de impostos (algo sem sentido, pois os gastos desabaram), ainda assim haveria a concorrência entre as escolas. Só os pobres é que não seriam tão beneficiados quanto.
  • esron  09/02/2017 19:43
    O problema seria o IPVA, pois ao reduzir esse imposto, haveria uma explosão de venda de automóveis....
  • 4lex5andro  10/02/2017 13:18
    Disparando tanto a venda de carros como de motos, de imediato geraria um desafio ao setor de transporte coletivo (ônibus ou trem) que teria de convencer a deixar moto ou carro na garagem.

    O serviço de ônibus (ou trem) teria de melhorar.
  • antonio  10/02/2017 16:47
    Tenho medo dos CARTÉIS, o Brasil é uma mafia.
    Dai este seria o papel do estado?
  • Tabet  10/02/2017 17:58
    Ao contrário.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair entender isso:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?


    E você ainda acredita que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural
  • Joao Francisco  18/02/2017 16:53
    Acho difícil que o governo reduzir as taxas. tributárias,talvez haveria um aumento para que as novas escolas particulares não vingarem e assim eles assumir novamente a educação
  • Luis  09/02/2017 14:52
    Propaganda. Propaganda move o mundo. Assistimos a um jogo de futebol que acontece no Japao, de graca. So tem o custo da energia da TV. Os custos de transmissao ( satelite, equipamentos, pessoal tecnico, reporteres) e com os jogadores sao basicamente pagos com propaganda. Entao eu imaginei um sistema de ensino que fosse gratuito para quem recebe, em que os custos fossem cobertos por propagandas. Cada familia teria de fazer um cadastro com informacoes relevantes para empresas de propaganda (habitos de consumo, idade, telefones, rede social...). Estas informacoes seriam vendidas para cobrir os custos da escola.

    Isso e' apenas uma ideia, nao pesquisei sobre a viabilidade. Se alguem me ajudar, agradeco.
  • Claudio M.  09/02/2017 15:42
    Posso ajudar. Os filhos e as famílias trocariam um senhor (governo) por vários outros (MacDonald´s, Burger King, Coca Cola, Ambev), fazendo destes indivíduos meros repositórios consumistas, sem questionar o que comem e bebem. Gênio.
  • Castro  09/02/2017 17:12
    Isso que você falou é sério? Uma escola patrocinada pela Ambev faria com que todas as crianças virassem cervejeiras?

    Quanta imbecilidade. Pois saiba que Jorge Paulo Lehman, um dos donos da Ambev, patrocina do próprio bolso a Fundação Estudar.

    https://www.estudar.org.br/

    Vá lá ver se tal instituição está "fazendo destes indivíduos meros repositórios consumistas, sem questionar o que comem e bebem."

    É cada babaca na internet...
  • Leonardo Alves  09/02/2017 15:04
    Algo que sempre pensei para meu filho de 4 anos é o ensino privado em casa e para interação social coloca-lo em esportes com o tempo que lhe restaria. Obviamente o ensino em casa me da a liberdade de escolher um professor com métodos que vão de acordo com meu filho. Não farei isso no Brasil, seria caro demais, meu objetivo é me mudar para o Canada ou talvez Austrália onde tem certa demanda na minha área de atuação. Sou amplamente acusado de estar "fugindo" do meu país ao invés de tentar melhora-lo. Nunca me senti na obrigatoriedade de lutar por algo que já perdi o interesse, além do mais estou na faculdade e estou sentindo na pele a censura de muitos dos meus professores, não desejo essa falta de liberdade para meu filho.
  • Ze da Moita  10/02/2017 12:02
    patriotismo é discurso dos comandantes do estado para pobre de um país ser contra pobre de outro país e aceitar mais fácil os desmandos do Estado
  • Minarquista  10/02/2017 13:54
    Cuidado como Canadá! Conheço um cara que migrou de lá para os USA por causa dos altos impostos de saúde ser toda pública. Nas palavras dele: "o sistema de saúde canadense matou meu pai... e minha mãe!".
    Quando ele viu o Reagan na tv, propondo um estado menor, ele não teve dúvida. Vive há 30 anos nos USA...

    []s
  • Flávio   09/02/2017 15:09
    É engraçado, eu e minha família somos (estamos ) pobres, mas minha mãe trabalhando duro e sem a presença do meu pai conseguiu arcar com os custos de um colégio particular. Assim como minha mãe milhares de famílias em situações menos confortáveis conseguem pagar instituições privadas de ensino com a ideia de que lá, seus filhos teriam um melhor desenvolvimento intelectual.

    Só que... Esses pais assim como minha mãe pagam. Pagam praticamente duas mensalidades (considerando apenas um filho(a) ) A da escola privada e da escola pública. Mesmo não utilizando seus serviços.

    Acredito que medidas tomadas do dia para a noite mais prejudicam que ajudam. Acredito que tudo é uma questão de fazer com que as pessoas se acostumem aos novos padrões.
    Um exemplo que acredito ser ideal seria o Estado desonerar aqueles que pagam entidades privadas de ensino. Já que eu não uso, não teria o pq pagar.
    Mas manteria a opção pública durante um certo período talvez 10 anos. Indo diminuindo paulatinamente seus investimentos nessa área até chegar a ZERO!

    Isso daria tempo para que as pessoas se acostumassem. Talvez ao ver o filho do vizinho estudando em um colégio particular essa pessoa veria que com a ausência de impostos a ser pagos, tenderia a conseguir arcar com esse investimento e até sobrar uma certa quantia.

    EM relação a alunos que apresentam ótimo desempenho mas não possuem condições financeiras, estes já possuem inúmeras instituições que dão bolsas integrais a eles.
    Estes inclusive servem de propaganda da qualidade de ensino da instituição.
  • Minarquista  10/02/2017 13:57
    Belo exemplo. Infelizmente, os pobres que se sacrificarem para pagar colégio particular, verão seus filhos em desvantagem no vestibular... As tais cotas sociais se encarregam de destruir a ideia de se esforçar para pagar um bom ensino para seus filhos. Estamos indo de mal a pior...

    []s
  • Marco Martins  09/02/2017 15:10

    Como exemplo de uma área livre aqui no Brasil é a de Analista de Sistemas que felizmente não possui regulamentação ainda. O próprio mercado tratou de criar as certificação 'selos de qualidade' onde e exigência não é obrigatória, posso contratar para minha empresa um profissional de banco dados altamente qualificado (com certificação) para um projeto ultra complexo ou posso contratar um profissional mediano para coisas simples. Em falar em pobres, também existem institutos como o IOS (Instituto da Oportunidade Social) que oferecem ensino gratuito patrocinado por empresas que necessitam da mão de obra 'especializada' desses futuros profissionais. Na minha opinião se tivéssemos regulamentação do governo nessa área nada disso seria viável. Teríamos sim, uma grande reserva de mercado, com profissionais improdutivos e caros, consequentemente todos os projetos seriam bem mais caros.

    Eu gostaria de ter exemplos no ensino fundamental, portanto, alguém conhece algum pais que possui politicas de ensino libertarias? Ou que esteja indo para esse caminho?
  • Mr Richards  09/02/2017 20:16
    A área de Análise de Sistema não é desregulamentada, e não sei porque você afirmou ao contrário. Como estamos em um artigo sobre educação, o problema já começa pela educação fundamental, o governo ainda não conseguiu implantar a reforma dos computadores em todas as escolas públicas do país, enquanto em outros países os alunos mais novos já começam a adquirir o conhecimento informático a partir do ensino básico, aqui não temos nada parecido com esses países. Seria até uma covardia comparar o Brasil com Coreia do Sul e Japão, onde já se usam computadores em aulas regulares, algo que aufere uma maior produtividade no aluno.(Obs: Não que eu esteja defendendo a rede pública)

    Como se não bastasse, ainda temos a educação superior, assim como todas as bolsas e cotas para os futuros estudantes, ainda temos a falta de incentivo e da prática na área quando estando na universidade, e alinhado a falta de estrutura que impacta na produtividade do futuro profissional. Falando por experiência própria, eu aprendi muito mais fora da universidade do que dentro, e todos os meus professores e colegas falam isso.

    E ainda por cima existe o CREA, o que demonstra que mesmo com essa reserva de mercado, o mercado de informática e tecnologia funciona razoavelmente bem.
  • Dalton C. Rocha  09/02/2017 15:22
    Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:
    1- Privatize todas as escolas públicas.
    2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
    O resto é só demagogia eleitoreira. Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato e melhor, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas "públicas", mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência.
    Em resumo. Com escolas sob o controle de marxistas, estaremos fadados a vivermos num país pobre, falido, corrupto e endividado.
    Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A

    "Eu me pergunto sempre: "Quais são as pessoas que curtem a esquerda e, em espécie, o comunismo?" Geralmente os fracassados, aqueles que nunca iriam conseguir chegar onde sonhavam sem a ajuda de uma corrente política que precisa de acólitos. Tem gente que trabalha, estuda e ganha uma fortuna no meu pais. Esses geralmente, nem querem saber de política, na verdade não tem tempo para isso. Assim como tem gente que, não importa em que sistema eles viveriam, sempre vão se constituir no lixo da sociedade: alcoólatras sonhadores, preguiçosos, ladrões, bandidos. Toda essa a última categoria é o grosso do que se chama de "turma proletária*" mas não tem nada a ver com proletariado. É, na verdade, o esgoto da sociedade, a sujeira que fede de qualquer jeito à pobreza, ao medo e à covardia." > minutoprodutivo.com/internacional/entrevista-medico-romeno-conta-como-era-viver-num-pais-socialista
  • Pobre Paulista  09/02/2017 15:35
    O mais irônico é que esse é o melhor modelo possível para que surjam escolas exclusivamente Marxistas.

    Será que os Marxistas irão defender esse arranjo?
  • Jorgetta  09/02/2017 16:16
    Não, pq sabem que somente por meio da força do aparato estatal conseguem enfiar goela abaixo o entulho marxista.
  • Mr Richards  09/02/2017 19:14
    Surgir até pode, mas como o amigo disse que não iria conseguir se manter porque ninguém quer saber dessas idiotices marxistas.
    No mais, seria engraçado ver como seria uma escola autodeclarada marxista, o uniforme seria um Che ou um Marx na parte da frente? Na parte de trás do uniforme teria a foice e o martelo? Iriam aprender guerrilha?
  • Pobre Paulista  10/02/2017 11:30
    Como assim não conseguiria se manter? É um mercado em ebulição! Nós capitalistas não podemos perder uma oportunidade de lucro fácil delas.

    Eu seria facilmente sócio de uma escola Marxista, desde que isso ficasse em segredo, afinal se os meus "clientes" soubessem, certamente retirariam seus filhos de lá. Eu cuidaria da parte financeira e deixaria a parte "pedagógica" para algum lunático de confiança.

    Quer coisa melhor que dinheiro no bolso? Ainda mais dinheiro de Marxista?
  • Detalhe  09/02/2017 15:44
    O problema é que os assalariados não sabem o tamanho dos impostos que pagam.

    Os grandes empresários, principalmente os meios de comunicação, escamoteiam as informações sobre os impostos que realmente os assalariados pagam. Obviamente para beneficiar-se das tetas do governo, através do BNDES, Bancos Estatais, propagandas e etc. Sem grandes impostos não há tetas.

    Muitos impostos estão embutidos de maneira sorrateira. Atualmente, um funcionário de uma empresa de Lucro Presumido e Lucro Real, paga 8 a 11% de INSS, 27,5% - que a empresa paga e o funcionário não sabe - de INSS e outros micro impostos-, 8 a 9% de FGTS, a multa de 50% que a empresa paga ao demitir o funcionário. Que no total dá mais ou menos 50% sobre o salário. Muitos dirão que INSS e FGTS não é imposto, porque é do funcionário. Grande ilusão pelo fato que se vive no AGORA e não no futuro. Só existe o "AGORA" (é nele que se vive), o futuro ou a esperança é arma de esquerdista e do Estado para submeter as pessoas aos seu controle.
    Então temos aproximadamente 50% só de INSS, FGTS, Multa 50% que o funcionário poderia fazer o que quiser, inclusive fazer uma "poupança" de sua maneira.

    Continuando: A maioria dessas empresas pagam Assistência Médica, Cestas Básicas, PLR (divisão de lucros ao funcionário), e outros benefícios, que indiretamente é dinheiro do funcionário, e que ele poderia escolher se embolsava esse dinheiro ou se deixava a empresa pagar. Mas vamos desconsiderar isso.

    Quando o funcionário compra alguma coisa, os impostos embutidos, seriam aproximadamente de 37% ou mais, dependendo daquilo que ele está comprando.

    Com isso o Estado retém do funcionário, em impostos, uma média 87% (50% + 37%).

    IMAGINEM: 87%!!!

    Agora o que tem a ver com a questão acima?

    Simples: Se o funcionário aceita que o Estado lhe tire 87% e fica inerte (ou só reclama), como é possível convencer o povo a tirar a educação que o Estado fornece?

    Lembram-se da frase do Harry Browne?
    "O Governo é bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer:"veja, se não fosse pelo governo, você não seria capaz de andar!"."

    Tudo é feito propositalmente pelo Estado, o povo é manco porque o Estado já quebrou suas pernas. A muleta é a "Educação Estatal", "Segurança Estatal", "Orientação social Estatal", "o que pensar Estatal", e etc.

    É POR ISSO QUE A DIFICULDADE É IMENSA E O ESTADO NUNCA DEIXARÁ DE SE APROVEITAR DISSO.

    Pelo menos o Trump está eliminando o Ministério da Educação de lá. Mas só isso não basta.
  • Andre  09/02/2017 15:58
    Isso é Brasil, nem o indivíduo que sabe quanto impostos paga é capaz de somar porcentagens, imagina o nível matemático dos ignorantes...

    50%+37%= 68,5%
  • Mr Richards  09/02/2017 19:21
    Acredito que diante desse raciocínio, a população passou a enxergar a saúde assim como a educação como um direito, não como um bem. É através desse "direito" que começa a exploração estatal por meio dos impostos para custear a educação assim como a saúde estatal. Acho que se conseguirmos eliminar esse pensamento confuso sobre os direitos sociais, teremos finalmente um progresso.
  • Detalhe  09/02/2017 21:10
    Exatamente.
    Você disse que o indivíduo pensa que é de direito e não um bem.
    Mas o ponto que se distingue, é que você não comprou esse bem por livre e espontânea vontade. Você não foi na loja e analisou se a roupa que irá comprar é boa ou não, o Estado lhe deu a roupa, que goste ou não. Quando parte de sua própria vontade, você adquire um bem e não um direito.

    Mas esse é o jogo do Estado, ele faz com que você acredite que tenha direito sobre o "que o Estado lhe oferece". Veja o jogo das palavras: "que o Estado lhe oferece". Não é o que o indivíduo quer, mas o que o Estado quer. Com isso o indivíduo aceita que o Estado também tenha o "direito" de cobrar impostos. E pior, o Estado lhe arrancou sua LIVRE INICIATIVA, porque assim é que o Estado quer com o objetivo único de manipulá-lo.

    Então nós perdemos a individualidade e a iniciativa. Perdemos a energia de enfrentar o Estado. ESSE É O VERDADEIRO OBJETIVO DO ESTADO, TER OS INDIVÍDUOS EM SUAS MÃOS.



  • Mr Richards  09/02/2017 22:57
    Perfeito!
  • gabriel  09/02/2017 15:54
    No link sobre o preco por aluno no ensino publico, nao achei a informacao de que custam 2 vezes mais do que no ensino privado. So vi que o custo anual por aluno seria no minimo 2.5mil. Poderia esclarecer esse dado por favor? Obrigado
  • Mr Richards  09/02/2017 19:44
    Posso te falar que mesmo que joguemos dados para comprovar, ainda seria uma comparação injusta, porque não temos uma concorrência genuína no mercado privado da educação.

    Mas peguei alguns sites sobre comparações:
    https://robertolbarricelli1.wordpress.com/2013/10/28/escolas-publicas-estado-municipio-tem-custo-maior-e-qualidade-inferior-as-particulares-na-cidade-de-sao-paulo/

    www.abril.com.br/noticias/duelo-escolas-publica-privada/ - Neste site a comparação é ainda mais injusta, porque eles colocaram a escola pública como totalmente gratuita, como se ninguém pagasse impostos. Logo o placar seria 4x1 para escolas privadas.

    ultimosegundo.ig.com.br/educacao/educacao-basica-custa-mais-na-particular-superior-na-publica/n1597000724462.html - Neste site a comparação é absurda.

    "Para pegar um exemplo de ponta, o colégio paulista Vértice, primeiro colocado no Enem em 2009, cobra de R$ 1.460 a R$ 2.998, dependendo da série (entre R$ 17.520 e R$ 35.976 por ano). Uma mensalidade parecida com a anuidade do governo no sistema público."

    Eles pegaram um dos colégios mais caros para usá-lo na base da comparação com a rede pública, para ser uma comparação genuína deveria pegar colégios mais baratos que eu sei que existe com mensalidades aqui na minha cidade de R$100 a R$200.

    www.procon.sc.gov.br/index.php/noticias-procon-em-acao/369-verifique-quais-os-custos-medios-da-manutencao-de-um-aluno-no-colegio
  • Indivíduo em fase de conversão  09/02/2017 15:58
    Apesar de concordar que um sistema de livre mercado seria melhor e mais eficiente do que o modelo atual, minha dúvida, tanto em relação ao ensino como em relação à saúde, é em relação aos estratos mais pobres da população.
    Sem condições de pagar por educação ou saúde, a alternativa pública, por pior que seja (e é realmente péssima), é para eles a melhor escolha disponível, afinal, melhor uma opção porcaria do que nenhuma opção.
    Acredito que nem mesmo a redução de impostos ou a caridade sejam suficientes para superar esta barreira, já que, não necessariamente os impostos economizados por estas pessoas serão equivalentes ao valor de uma mensalidade escolar e nem há garantias de que a caridade será suficiente para atender todos.
    Neste caso, como assegurar o acesso a saúde e educação a estas pessoas?
    Acredito que esta pergunta seja recorrente e inclusive já tenha sido respondida em outros artigos. Se alguém puder me indicá-lo, agradeço bastante.
    Desde já obrigado pelas respostas.
  • Norberto  09/02/2017 17:03
    Não leu o artigo? Em que parte você perdeu sua linha de raciocínio? Pulou a parte do ensino gratuito na internet?

    Por último, e não menos importante, qual exatamente é a sua defesa do sistema atual? 40% de carga tributária e o Brasil ocupando sistematicamente os últimos lugares nos rankings internacionais de educação. Você realmente acha que esse sistema é insubstituível?

  • Indiv%C3%83%C2%ADduo em fase de convers%C3%83%C2%A3o  09/02/2017 17:33
    Prezado Norberto, acredito que podemos desenvolver um debate educado, ainda que, a seu ver, o meu comentário contenha falhas de raciocínio. Gosto muito do site, mas frequentemente me deparo com respostas desnecessariamente agressivas a pessoas que estão se iniciando no tema. Destratá-los ao primeiro sinal de dúvida não irá ajudar a divulgar suas ideias nem a conseguir novos adeptos.

    Quanto aos pontos que colocou, não considero o sistema atual bom (acreditava ter deixado isso bem claro ao dizer que o ensino público é realmente péssimo), nem insubstituível.
    Porém, não vejo qual a alternativa ao alcance dos miseráveis.
    Mesmo o ensino pela internet demandaria uma estrutura mínima (computador e o acesso à rede).
    E me pergunto se um pai analfabeto tentando alfabetizar seu filho conseguiria utilizar a internet adequadamente para instruí-lo. Um tutor ou professor seria necessário, ainda que em menor tempo, para encaminhá-lo às fontes de informação adequadas ao aprendizado. Esta solução seria certamente menos custosa, mais ainda não resolveria por si só o problema dos pobres.

    Outro ponto: minha pergunta tratou não apenas do problema do ensino (tema do post), mas também da saúde (que mesmo fugindo do tema do artigo, seria resolvida pelo mesmo caminho, segundo a ótica libertária).
    A internet não irá tratar um miserável melhor do que o mais precário posto de saúde.

    Se houver um artigo explicando como superar esta dificuldade, estou disposto a ler e compreender a visão libertária. Não estou aqui para brigar ou tentar mudar a cabeça de ninguém que não a minha própria. Se puder me ajudar, agradeço imensamente.

    Abraço

  • Mr Richards  09/02/2017 19:03
    Amigo, creio eu que você não apenas leu como não imaginou como seria um livre mercado na educação assim como na saúde.
    Vejamos:

    Moro no RJ, e posso te garantir que os pobres no mínimo tem um computador e um celular para se conectarem a internet, logo o ensino digital gratuito ou não estaria ao alcance dos pobres como você destacou de um modo extremamente errado. Mas para explorar ainda mais essas iniciativas privadas, em algumas favelas do RJ existem vários projetos educacionais feitos pelos próprios moradores, tudo isso eu vi com os meus próprios olhos. Logo em um livre mercado, ou essas iniciativas iriam expandir assim como vários mercados como escolas especializadas, integrais entre outros, isto faria com que os preços baixassem a cada ano por causa da concorrência que sempre está aumentando, assim os preços certamente ficariam ainda mais dentro do orçamento dos pobres.

    Na saúde eu digo a mesma coisa, o livre mercado empurrariam os preços para baixo. Haveria caridades privadas para o mercado da saúde, um grande empresário que eu conheço que tem caridade privada no ramo da saúde no seu próprio país é o Li Ka Shing de Hong Kong.

    Precisamos de mais liberdade e menos isso: www.ceert.org.br/noticias/educacao/12606/a-professora-que-usou-funk-para-ensinar-marx-e-acabou-repreendida
  • Pobre Paulista  09/02/2017 19:12
    Porém, não vejo qual a alternativa ao alcance dos miseráveis.

    Está escrito no texto e foi reforçado pelo comentário anterior. Você teve duas chances de entender, e passou vergonha nas duas.

    Depois não vá culpar a aspereza do comentarista pela sua própria falta de capacidade de interpretar texto, OK?
  • Futuro saco de pancadas  09/02/2017 23:26
    Tenho que dar razão ao tal indivíduo em conversão, os artigos são bons, mas o nível de educação dos comentários deixa muito a desejar.
    Os artigos ajudam a divulgar os ideais libertários, já a seção de comentários contribui para denegrir o site.
    Tomem como exemplo o caso acima: sujeito demonstra um interesse verdadeiro em aprender o ponto de vista libertário e recebe um coice atrás do outro.
    Mas não estou generalizando, existem também pessoas muito bacanas por aqui.
    Outros, porém, parecem ter um especial prazer em serem desagradáveis. E infelizmente não são poucos.
  • Márcio  09/02/2017 23:57
    Eu até concordo que os coices não são bons. Porém, sendo eu um frequentador assíduo deste site já há alguns anos, sou obrigado a reconhecer: nunca vi ninguém que fez uma pergunta educada e humilde levar coice.

    Só leva coice quem chega fazendo afirmações arrogantes, mentirosas e até mesmo caluniosas.

    Quem apenas pergunta com sinceridade e tem humildade é muito bem tratado; já quem chega dando voadora recebe voadora de volta.

    Fica desagradável? Fica. Mas é uma reciprocidade justa? Eu diria que sim.

  • SRV  10/02/2017 12:40
    Ao pessoal que tava falando sobre a educação dos comentários. Vejo que muita gente aqui é grosseira sem necessidade e sinto que só está aumentando. Não acredito que exista necessidade de humilhar e por um motivo simples: Não vamos ganhar a simpatia de ninguém.

    O sujeito vem aqui e faz uma pergunta. Ele está seguro de que é a pergunta certa e válida pois nunca teve contato com outras teorias sobre aquele assunto. Ele crê na visão "estatal". Pode ser que, para nós, seja uma pergunta seja corriqueira, mas para ele é exatamente o pilar que sustenta suas crenças estatais. Por exemplo saúde e educação aos mais pobres, quem vai construir estradas, o mundo seria o caos sem o Estado, etc. E ao invés de simplesmente direcionar aos artigos corretos e orientar sobre o uso da ferramenta de buscas para responder às dúvidas, a galera dá um coice.

    O sujeito agredido fica defensivo acaba ficando resistente ao diálogo. Como queremos vencer a propaganda esquerdista se não conseguimos ganhar a simpatia nem daqueles que aparecem nesse site?

    Se alguém está ficando tão incomodado com as perguntas, então deveria dar um tempo, ficar uns dias sem comentar e esfriar a cabeça. Essa é minha humilde opinião, fiquem livres para criticar.
  • Outro Leitor Assíduo  10/02/2017 12:50
    Concordo com você. E às vezes sinto que a atitude agressiva, infelizmente, vem (ou é chancelada) pelo próprio staff do site (por exemplo, já vi o "auxiliar" ser extremamente agressivo com quem havia feito uma mera pergunta).
  • Dom Pedro XVI  10/02/2017 12:37
    Prezado amigo em fase de conversão, por favor, desconsidere as grosserias.

    A solução para o problema que você colocou (a educação das pessoas extremamente pobres, incapazes mesmo de ter acesso a internet), não é nova: é a caridade privada.

    Muitos colégios para crianças pobres no passado foram financiados por doações de fiéis a igrejas. Muitas igrejas também mantinham hospitais para atender as pessoas extremamente pobres ou em dificuldades.

    Esse arranjo é perfeitamente possível, e no passado recente era comum, mas hoje é prejudicado pelos altos impostos, que aumentam o custo de vida de todos, deixando menos dinheiro para a caridade.

    O governo tomou para si o monopólio da compaixão. E tributa toda a sociedade para mitigar a miséria que ele mesmo cria.
  • Octaviano  09/02/2017 19:14
    Sobre a saúde, que não é o tema deste artigo (pois há artigos específicos), primeiro é imprescindível entender o problema:

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    Um retrato da saúde brasileira - um desabafo de dois médicos

    E então podemos partir para a solução:

    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

    Um breve manual sobre os sistemas de saúde - e por que é impossível ter um SUS sem fila de espera
  • Minarquista  10/02/2017 13:30
    Caros:

    Educação gerida pelo Estado não faz sentido em nenhum cenário, nem mesmo para os pobres.
    Os anarquistas acham que cada um paga pela escolha dos seus filhos, e os pobres que se virem (caridade, cursos gratuitos na internet, etc).
    Eu, como minarquista, até entendo as pessoas que acham que a educação dos pobres (aqueles que não conseguem pagar pela escola de seus filhos), deva ser paga pelos outros. No limite, se formos por aí, há 2 opções:
    a) educação pública (gerida pelo estado) para os pobres
    b) sistema de vouchers para os pobres
    O sistema a ser usado obrigatoriamente deve ser o de vouchers, e isso não é passível de escolha da maioria, nem de votação. É uma questão de lógica simples. Então a maioria não pode escolher ter escola pública! E porque não? Explico:
    Se vamos tirar dinheiro à força das pessoas (na forma de impostos) para pagar pela educação dos pobres, somos obrigados a usar o sistema que, dado um certo nível mínimo, tenha o menor custo. Escolher o sistema que, para dar o nível mínimo, tenha o maior custo é moralmente injustificável. Estaríamos tirando à força das pessoas essa diferença de custo, sem justificativa nenhuma. Seria um roubo totalmente injustificado.
    Acontece que o sistema público é sempre menos eficiente que o privado. A observação da realidade mostra isso facilmente. Não vi até hoje nenhum contra-exemplo, em país nenhum.
    E porquê o estado é sempre menos eficiente? Porque ele não tem o olho do dono, não sofre da concorrência, e tem muito mais corrupção. Ou seja: para entregar a mesma coisa que o mercado, o governo sempre gasta mais.
    Ou seja: dada uma qualidade mínima, o ensino privado é sempre mais barato.
    E, uma vez que acabei de provar logicamente isso, não é possível mais debater esse assunto baseado em opiniões e desejos. A lógica é soberana. Ensino público é uma impossibilidade lógica.

    []s
  • Indivíduo em fase de conversão  10/02/2017 14:05
    Agradeço a todos aos que me ajudaram com a resposta e principalmente aos que colaboraram para o debate se manter respeitoso.
    O comentário do minarquista esclareceu minha dúvida, vez que resumiu o ponto de vista dos anarco-capitalistas e o dos que defendem uma minarquia.
    E das diferentes visõs apresentadas, a que fez mais sentido para mim é justamente a do minarquista: um sistema de vouchers que perdure somente até o momento em que a sociedade atinja um nível de riqueza suficiente para os miseráveis serem atendidos apenas pela caridade.
    Sei que não é uma visão unânime entre os frequentadores do site, mas, dentre as apresentadas, é a que mais me agrada.
    Muito obrigado pela ajuda.


  • Minarquista  10/02/2017 14:35
    Caro Indivíduo em Fase de Conversão:

    Note que Minarquia signifiuca governo mínimo. O conceito do que é mínimo dá muito pano para manga. A maioria dos minarquistas diz que o governo tem como papel apenas prover a segurança (pública, de contratos, etc.). Esse é o Nightwatchman state.
    Agregar a isso uma camada de auxílio aos pobres é algo muito discutível. O meu comentário inclui a expressão "no limite".
    A camada estatal de auxílio aos pobres, mesmo que mínima, é uma discussão grande.

    Por último, uma crítica:
    O seu nick... Ele leva a crer que libertarianismo é algo parecido com religião. É exatamente o contrário: esquerda, direita e social democracia são coisas irracionais, parecidas com religião.
    O libertarianismo, ao contrário, começa na lógica filosófica (jusnaturalismo), e progride baseado apenas na lógica. Não existe conversão ao libertarianismo, assim não é conversão entender que 2+2=4.
    Dito isto, a lógica limita totalmente o debate ao espaço entre a anarquia e o governo mínimo. Governos maiores que isso são uma impossibilidade lógica. Todos os governos do mundo hoje têm uma configuração ilógica, irracional, e, por isso, muitíssimo violenta.

    []s
  • Edujatahy  10/02/2017 15:42
    Caro Minarquista.
    O ponto é que o "valor" do voucher já é uma imposição. Porque não mais ou menos? Como saber o valor mínimo de "mercado" que a população irá voluntariamente adotar?
    O voucher também é um tiro no escuro, que pode gerar distorções econômicas.

    Além disso. Isso parte do pressuposto que educação é o fator transformador de uma sociedade. Mas até hoje não vi ninguém me provar que é. Uma nação de analfabetos com liberdade econômica irá ser mais rica que uma nação socialista "educada" (vide Cuba).

    Eu não vejo lógica em querer financiar com dinheiro de impostos a educação. Educação NÃO é garantia de nada. Precisamos quebrar esta paradigma.
  • Zezim  10/02/2017 16:00
    Correto.
  • Minarquista  10/02/2017 18:14
    Caros:

    Entendo a preocupação com a questão dos vouchers. Vai na linha de "os vouchers são a maneira menos pior de fazer algo que não deve ser feito"...
    Não consigo afirmar que essa linha de raciocínio esteja correta, nem refutá-la logicamente. Essa questão fica num espaço cinza onde há margem para discussão.

    De forma macro, os libertários vão desde o anarquismo até, no máximo, vouchers para garantir o mínimo dos mínimos aos pobres. Dentro deste range, o debate não é fácil, mas é possível. O meu principal ponto é: fora deste universo, prova-se facilmente que o debate não é logicamente possível. É essa a linha de meus comentários aqui no site.

    Ou seja: usando o jusnaturalismo, a lógica moral, e a lógica econômica (utilitária) é possível definir de forma absoluta, o papel máximo do estado. Usando apenas a lógica, é possível definir de forma inconteste esse "Estado Máximo"...
    Qualquer estado que extrapole estes limites lógicos, é facilmente enquadrado na categoria de tirania, de violência não justificada. E isso de forma lógica e inconteste.
    Isso acaba de uma vez com todas com as pragas da direita, da esquerda do centro, do fascismo, da social-democracia.
    É o fim imediato de discussões políticas baseadas em opiniões, que mais parecem conversas sobre religião ou futebol.

    Assim, em vez de discutir qual o tamanho exato do "Estado Mínimo", eu passei a dizer: vamos imediatamente para o "Estado Máximo", para o máximo que a lógica permite debater. Esse já seria muito menor do que qualquer estado do mundo atual.

    Sei que o estado não vai desaparecer de repente. Devemos todos os libertários juntos evitar as discussões complicadas e dar esse primeiro passo. Vamos para o "Estado Máximo", com vouchers que garantam o mínimo aos pobres. Se conseguirmos isso, a transformação já seria enorme. E isso tornaria a transformação minimamente palatável às pessoas. É o único caminho viável.

    Agora, com relação ao debate possível, de qual o estado mínimo, eu vejo 3 grandes grupos:
    a) Anarco-capitalistas: estado = zero
    b) Minarquistas Nightwatchman State: estado = segurança (polícia, exército, contratos)
    c) Minarquistas com Vouchers: estado = segurança + assegurar mínimo para os pobres

    Minha visão (agora contendo opiniões):
    a) Uma viagem. Não funciona, nem é desejável. Tudo privado, no fim, significa menos liberdade. Haver ruas públicas me dá mais liberdade do que tira. Há muitas outras questões que justificam a existência do estado, como conflito de direitos, conflitos de imoralidades, moral natural e moral consuetudinária, etc.
    b) Uma possibilidade bem interessante, mas fica na mente das pessoas a dúvida de se os pobres não vão morrer de doenças simples. Essa dúvida assusta as pessoas. Por isso, não devemos pregá-la. É um tiro no pé.
    c) Uma possibilidade bem interessante. É palatável à sociedade. Já existem experiências. A Alemanha paga plano de sáude para os pobres. O Gary Johnson implantou vouchers escolares no Novo México (infelizmente para todos, e não só para os pobres). Há um sistema de vouchers escolares no Chile. O adicional de impostos introduzido pelos vouchers seria pequeno, e cadente. Afinal, só poderia receber um voucher total ou parcial, quem não pudesse pagar pelo mínimo. Estão automaticamente excluídos todos os que possuam carros, imóveis, investimentos ou dinheiro na conta... E, com impostos baixíssimos, a economia floresceria, tirando da pobreza quase todos, levando os vouchers a representarem um custo irrisório. Aí sim, seria a hora de questionar a sua existência.

    []s a todos
  • Indivíduo em conversão  10/02/2017 16:04
    Minarquista entendo seu ponto.
    Sempre que leio os artigos do mises, considero-os lógicos, bem fundamentados e aptos a destruir instantaneamente concepções equivocadas que me foram transmitidas ao longo de muitos e muitos anos.
    Quando digo que estou em processo de "conversão" não é porque preciso de mais elementos para me convencer. O "em conversão" significa apenas que não parei para imaginar como seria a lógica do livre mercado em todos os aspectos de minha. Essa mudança vem acontecendo aos poucos, a partir de cada novo tema que me vem sendo apresentado pelo site.
  • Gustavo Lima  09/02/2017 16:26
    Acredito que no contexto do Brasil, o Governo não está interessado em ter o controle da educação. Para constatar isso, basta ver como o governo é desleixado em relação as escolas. Se realmente estivesse interessado, a educação básica não estaria largada. Se duvidar, o governo brasileiro é o mais interessado em deixar a educação a cargo exclusivamente da iniciativa privada. O problema são a constituição, os ideólogos socialistas e sociais-democratas brasileiros que jamais abririam mão disso, pois esses, sim, são quem tem interesse em deixar a educação na mão do governo para que, através do currículo nacional, seus planos de educação ideológica sejam postos em prática.

    Países onde o Governo realmente está interessado em doutrinação das massas, a educação é uma prioridade, pois ela será um dos vários veículos de propaganda desse governo. O governo brasileiro não quer saber de educação. O governo quer saber de controlar Banco Central, subsidiar empreiteiras, controlar empresas públicas e qualquer outro setor econômico onde roubar seja mais lucrativo.

    Se nos Estados Unidos, que é um país mais liberal do que o Brasil, seria difícil fazer uma reforma educacional no sentido de deixar exclusivamente nas mãos das pessoas, imagina por aqui, onde 90% da população possui por condicionamento mentalidades estatista, intervencionista, socialista, protecionista etc.
  • Arthur  09/02/2017 17:05
    Aí você ignorou o básico. O controle estatal da educação não se dá necessariamente sobre as escolas públicas, mas sim sobre os currículos de todas as escolas (públicas e particulares).

    É através do controle curricular -- o qual é compulsório -- que o estado domina a educação.

    No dia em que o estado abolir o MEC e parar de impor currículos para as escolas, aí sim você poderá ter alguma razão.
  • Gustavo Lima  10/02/2017 16:28
    O ponto que eu quis enfatizar não é como o Governo controla a educação (se é via MEC, via escola pública), mas sim que, no caso do Governo brasileiro, não há um interesse ideológico por parte dele em ter esse controle. No caso, é mais uma obrigação constitucional que "interesse em controle". Quem, de fato, tem interesse em controle são os ideólogos (socialistas, comunistas etc.).

    Todos os partidos que presidiram o Brasil desde 1989 tiveram controle da educação, mas sem interesse em estabelecer qualquer doutrinação. Por exemplo, Fernando Henrique, Lula e Dilma, não realizaram nenhum currículo visando isso. Claro que no caso do PT, existem ideólogos que queriam usar o controle da educação com esse objetivo, mas isso não partiu da vontade direta da Dilma nem do Lula. Todos estes presidentes, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Temer nunca quiseram saber de educação nem de doutrinação. O interesse deles sempre foi apenas roubar e se manter no poder mesmo.
  • Leonardo Soares  10/02/2017 16:40
    "Todos estes presidentes, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Temer nunca quiseram saber de educação nem de doutrinação. O interesse deles sempre foi apenas roubar e se manter no poder mesmo."

    Se isso realmente fosse verdade, estaríamos hoje em uma situação MUITO melhor.

    Aliás, essa sua afirmação é típica de quem não tem filhos na escola ou nas faculdades de humanas. Você ficaria um tantinho assustado com a pedagogia marxista.
  • Gustavo Lima  16/02/2017 14:58
    Bom, Leonardo, se você tem dúvida de que esses partidos estão no poder pra roubar, não posso fazer nada.

    Assis, não disse que não existe doutrinação. O que eu disse foi que o governo federal não tem interesse nisso. Quem tem interesse nisso são os ideólogos. Nem todo mundo no governo é ideólogo. Muita gente que está no poder só está lá pra roubar. Aprenda a interpretar as coisas.
  • Assis  10/02/2017 16:40
    Nêgo falar que não existe doutrinação de esquerda no ensino brasileiro beira o escárnio. Ou ele tá de zoeira ou ele é só um agente de desinformação.
  • News  09/02/2017 18:36
    www.jb.com.br/economia/noticias/2017/02/09/wsj-peru-lidera-america-latina-em-esforco-para-abracar-a-economia-globalizada/?from_rss=esportes

    www.valor.com.br/brasil/4861688/economia-brasileira-nao-deve-crescer-mais-que-05-neste-ano-diz-cnc
  • 4lex5andro  10/02/2017 13:33
    Em 2017, o Imf já reajustou a perspectiva de crescimento da economia brasileira pra baixo.

    Talvez o Pib fique até abaixo de 1 p.p., o que faria o Brasil repetir 2014, e que na prática é uma recessão (em 2014 foi chamado de recessão técnica o que não passa de um eufemismo).
  • 4lex5andro  10/02/2017 13:40
    Fonte sobre retração econômica do país em '14: www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/10/24/internas_economia,582748/ipea-confirma-que-pais-esta-em-recessao-tecnica.shtml

    E link sobre análise do fmi pra economia em '17: www.valor.com.br/brasil/4844880/para-fmi-ainda-existe-possibilidade-de-recessao-no-brasil-em-2017

    Se confirmado seriam quatro anos seguidos sem expansão da economia brasileira o que parece inédito na história do país.

    E nesse cenário político é bem provável.
  • Leandro Campos  10/02/2017 00:08
    "E quanto aos professores e funcionários? Todos dispensados. Já dá até pra imaginar a choradeira."

    Foi muito bonzinho no que provavelmente iria acontecer se fechassem as escolas. Vai é ter um quebra-quebra generalizado, professores, alunos e pais de alunos saindo as ruas "manifestando" seu descontentamento e pedindo o direito a escola gratuita. Coloque ainda no meio os militontos da esquerda que viriam para ajudar e teremos a festa completa rss
  • Iniciante  10/02/2017 01:37
    O artigo traz muitas suposições...

    Se isso acontecesse, a transição teria q ser bem lenta, extinguindo aos poucos. Acabar com educação pública da noite pro dia seria um caos durante um tempo dificil de estimar.

    Obs. Meu comentário é mais uma suposição. :)
  • Minarquista  10/02/2017 18:16
    A privatização das escolas públicas levaria ao caos? Porquê? O empresário que assumisse a escola, os professores e os alunos faria um trabalho muito melhor do que qualquer gestor público...

    []s
  • 4lex5andro  10/02/2017 19:32
    E necessariamente não teria que haver uma privatização das escolas, um sistema alternativo seria o de concessão aproveitando-se a estrutura física dos prédios existentes.

    De similar modo as operadoras se valeram do espólio da Telebrás com seus prédios e torres.
  • LUIZ F MORAN  10/02/2017 13:26
    Vivemos num cativeiro sendo espoliados pelo Estado-Governo Leviatã.
    O Brasil é um país fadado ao eterno fracasso alimentado por uma dominante estupidez da grande maioria do seu povo.
    Estamos falidos e sem solução.
    Nâo existe salvador da pátria e não existe mais esperança.
    Isso aqui acabou !!!
  • Rodolfo  10/02/2017 23:20
    Acabou mesmo, frequento uma escola federal e ta cheio de aluno que se diz socialista, tem ate uniforme! E alguns progessores apoiam, tem um inclusive que vai com camisa do che guevara!
  • Pobre Paulista  10/02/2017 13:51
    Depois de ver comentarista reclamando de "coices" (?), estou agora esperando o meme Leitor do Mises Raiz X Leitor do Mises Nutella.
  • 16anos  10/02/2017 18:31
    Acredito que a completa abolição do ensino público é sim benéfica, se formos analisar através da lógica de mercado. Apeas disso, a ausência de uma base de conteúdos mínima torna o ensino fornecido por cada instituiçao privada, extremamente difuso e distinto. O que eu considero preocupante, principalmente no contexto de sociedade, onde as pessoas necessitam de certas habilidades e conhecimentos para o bom convívio e o desenvolvimento da cooperação economica. Não quero, com isso, legitimar o intervencionismo estatal associado a questões ideológicas nos conteúdos programáticos, muito menos diminuir a liberdade de escolha dos pais enquanto tutores de sua prole. Só suscito esse ponto por crer na necessidade de uma grade minimamente comum a todos os cidadãos como, por exemplo, ética, matematica financeira e empreededorismo. Ademais, a escolha dessas poucas máterias básicas preconizaria a imparcialidade ideológica e a ausência de juízo de valor por parte dos corpos docentes, além de serem selecionadas de acordo com a vontade da maioria , ou seja, por cada indivíduo através de um plebiscito ou consulta pública e não por um grupos de teóricos estatais e políticos burocratas, os quais intercedem nessa realidade, alegando estar fazendo o melhor para todos, quando nunca o fazem. Pode parecer que me assemelho aos estadistas quando afirmo isso, por propor uma medida de alcance amplo, no entanto, nenhum pai ou responsável seria obrigado a seguir esse argumento, creio eu que eles o fariam por boa vontade por compactuarem com o que eu alego. Assim sendo, na minha visão essa seria um solução interessante, pois, além de, em tese, retirar a doutrinação ideológica comum ao interesse estatal, estaria uniformizando o ensino em algumas poucas grades, por conseguinte, garantindo a todos os futuros cidadãos uma maior presença criticidade, ética, tolerância e conhecimento economico na sua vida. Fatores esses que são primordiais em uma sociedade de livre mercado, porém que na situação proposta pelo artigo (que por sinal é bem coerente e conciso) estariam a julgo dos responsáveis. Obviamente, os pais teriam o livre arbítrio de adotar um modelo de ensino que lhe parecesse adequado para o seu filho, por mais que a maioria (talvez) reconhecessem a essencialidade dessas virtudes.
    O que vcs acham?

  • João Carlos   10/02/2017 19:31
    "Só suscito esse ponto por crer na necessidade de uma grade minimamente comum a todos os cidadãos como, por exemplo, ética, matematica financeira e empreededorismo."

    Ué, e por que você acha que não haveria isso? Eu mesmo só colocaria meu filho em uma que tivesse isso.

    Agora, o curioso é que, no atual arranjo, nem se você quiser você encontra uma escola com essas matérias. Por quê? Porque não está no currículo imposto pelo MEC.
  • Ben Hassan-al  10/02/2017 22:09
    Bem, Matemática Financeira tem no conteúdo de matemática, inclusive é muito cobrada no Enem
    Ética é abordada em Filosofia, cai Platão, Aristóteles, São Tomás de Aquino, Kant... etc.
    Empreendedorismo não é uma área do conhecimento científico, nem literário, não deve estar presente mesmo.
  • Airton  16/02/2017 14:53
    Minha dúvida é relativa aos seguinte trecho do texto:
    "Dado que não haveria nenhum Ministério da Educação impondo um determinado tipo de currículo para todo o país, não veríamos mais as brigas amargas sobre os conteúdos ministrados, sobre a necessidade ou não de se ensinar religião, "sensibilidade social" e educação sexual; não haveria problemas com a imposição estatal de "kit-gay" ou com a aceitação ou não de professores homossexuais. Se uma escola quisesse se especializar exclusivamente em esportes, por exemplo, caberia aos pais decidir se querem ou não que seus filhos estudem ali. A liberdade definiria as escolhas. Não mais haveria as centenas de controvérsias que vemos na educação atual, completamente controlada pelos burocratas do Ministério da Educação. Se você não gosta do que a escola do seu filho está ensinando, você simplesmente vai atrás de outra melhor — do mesmo jeito que vai atrás de um supermercado que tenha o que você quer."

    Neste caso, caso uma escola resolvesse lecionar sobre nazismo, ou seja, formar nazistas, bastaria somente não matricular seu filho lá? E claro que haveria alunos matriculados nesta escola interessados em aprender sobre nazismo e disseminá-lo. Acho que neste caso caberia uma regulação para impedir que se propagasse esse tipo de coisa. Concordam?
  • Cena  16/02/2017 15:29
    Ué, por que parar no nazismo? O nazismo matou 6 milhões de pessoas. Já o marxismo matou 200 milhões. Comparado ao marxismo, o nazismo é amador.

    E, no entanto, hoje mesmo seus filhos aprendem marxismo livremente na escola. Cadê sua indignação?

    Quanto à sua pergunta em si, uma escola que ensinasse nazismo certamente sofreria um boicote do mercado. Não duraria um semestre. Hoje mesmo, qualquer empresa que faz um comercial ligeiramente politicamente incorreto sofre grandes represálias e os clientes ameaçam boicotar seus produtos. Rapidinho elas retrocedem e pedem desculpas.

    No caso da escola nazista, não só ela sofreria grandes boicotes sociais, como também seus eventuais alunos seriam socialmente rejeitados. Não conseguiriam fazer nada, muito menos ter empregos. Seria uma enorme burrice matricular filhos lá.

    Ademais, ensinar uma ideologia -- por si só -- não é crime nenhum. Difundir palavras e idéias não é crime nenhum. Crime é agredir fisicamente terceiros inocentes.

    Nesse quesito, ninguém supera o marxismo.

  • Observador  19/02/2017 00:55
    Pobres desse país mal conseguem se sustentar, veja aumentar renda com redução de IPVA do veículo que nem mesmo possuem. E como ficam os que não tem condições de pagar essas escolas? O brasileiro não é lá muito fã de educação e esse não seria um investimento atrativo.
  • Mauro  19/02/2017 13:03
    Já explicado no artigo. Com redução de impostos sobra mais dinheiro. Com educação gratuita pela internet (Khan Academy e vários outros), a única coisa necessária é ter disciplina. Com maior concorrência entre escolas (e agora com a internet oferecendo educação de gratuita), os preços da mensalidade despencam. Com escolas oferecendo currículos próprios e sob demanda, os custos são muito menores.

    Grupos de estudos e de ajuda mútua formados por vizinhos poderiam ajudar em qualquer um dos arranjos acima.

    Há inúmeras possibilidades. Agora, quem espera receber modelos de prontinhos, mastigadinhos e detalhados realmente não consegue visualizar nada além do modelo de nossas magníficas escolas públicas.
  • Mak  20/02/2017 04:49
    Excelente hipótese. Penso muito parecido com o texto. Ainda assim eu lhe pergunto: qual seu "grau" de certeza que instituições filantrópicas e religiosas subsidiarão solidariamente a educação do pobres de verdade? Outros questionamentos podem serem feitos, mas sempre na ideia de somar com a proposta...parabéns.


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