clube   |   doar   |   idiomas
A economia em uma única página
Estes são os princípios básicos da economia e de uma política econômica sensata

O que faz da economia algo fascinante é que seus princípios fundamentais são tão simples, que podem ser escritos em uma única página, de modo que qualquer um consiga entender. No entanto, são poucos os que entendem. — Milton Friedman

A declaração acima feita por Friedman me fez pensar: seria possível resumir os princípios básicos da economia em uma única página? Afinal, Henry Hazlitt já nos deu um magnífico resumo dos princípios sólidos da ciência econômica em seu livro Economia em uma Única Lição. Poderiam esses conceitos ser reduzidos a uma página?

Sim, os princípios da economia são simples: Oferta e demanda. Custo de oportunidade. Vantagens comparativas. Lucros e prejuízos. Concorrência. Divisão do trabalho. E por aí vai.

Com efeito, um colega até chegou a sugerir que a economia pode ser resumida a uma única palavra: preço. Ou talvez ao seu sinônimo: custo. Tudo tem um preço; tudo tem um custo.

Adicionalmente, políticas econômicas sensatas são óbvias, diretas e claras: é a livre interação entre as pessoas (ou seja, o mercado), e não os burocratas do estado, quem deve determinar preços e salários. Mantenha o governo longe da política monetária. Os impostos deveriam ser reduzidos ao mínimo. O governo deve se manter exclusivamente por meio de suas arrecadações. Leis e regulamentações devem ser as mesmas para todos. Tarifas de importação e barreiras comerciais deveriam ser eliminadas ao máximo possível. Em suma, o governo que melhor governa é aquele que menos governa.

Infelizmente, os economistas tendem a se esquecer desses princípios básicos, e com grande frequência perdem tempo criando modelos esotéricos, teorias bobas, pesquisas acadêmicas desnecessárias e importando modelos matemáticos da física. O grande Armen Alchian dizia que 95% de tudo o que é publicado em jornais acadêmicos de economia ou está errado ou é irrelevante.

A seguir, a minha tentativa de resumir os princípios básicos da economia e de uma política econômica sensata.

Economia em uma página

1. Interesse próprio: o desejo de melhorar nossa condição já vem em nós desde o útero e jamais nos abandona até irmos para o túmulo (Adam Smith). O indivíduo sempre age visando a melhorar sua situação. Ele trabalha, empreende e consome tendo como objetivo supremo a melhora de sua condição de vida. Uma consequência de tudo isso é que ninguém gasta o dinheiro dos outros com a mesma cautela e sabedoria com que gasta o próprio dinheiro. Principalmente burocratas do governo.

2. Crescimento econômico: o segredo para um padrão de vida mais alto é expandir a poupança, a acumulação de capital, a educação e a tecnologia.

3. Comércio: Em todas as trocas voluntárias, nas quais as informações são previamente explicitadas, tanto o comprador quanto o vendedor ganham. A transação não ocorreria caso um dos lados não se beneficiasse dela. Consequentemente, um aumento no comércio entre indivíduos, grupos ou populações beneficia ambos os lados. Por definição.

4. Concorrência: Dado que os recursos existentes (mão-de-obra, matéria-prima, máquinas e ferramentas) são limitados, e dado que os desejos e necessidades a serem saciados são ilimitados, a concorrência sempre existirá em todas as sociedades, e não pode ser abolida por decretos do governo.

5. Cooperação: Uma vez que a esmagadora maioria dos indivíduos não é auto-suficiente, e praticamente todos os recursos naturais precisam ser trabalhados e transformados a fim de se transformarem em bens úteis, todos os indivíduos — trabalhadores, proprietários de terra, capitalistas e empreendedores — devem trabalhar conjuntamente para produzir esses bens e serviços valiosos e desejados.

6. Divisão do trabalho e vantagens comparativas: Cada indivíduo é único. As diferenças de talento, de inteligência, de conhecimento, de destreza e de propriedade geram especialização. Consequentemente, cada indivíduo ou grupo de indivíduos, ao se concentrarem naquilo que fazem melhor, adquirem uma vantagem comparativa em relação aos outros. Quando indivíduos especializados em um serviço e usufruindo uma vantagem comparativa nesse serviço transacionam com outros indivíduos especializados em outro serviço e com vantagem comparativa nesse outro serviço, o crescimento econômico e as vantagens do comércio são maximizados.

7. Dispersão do conhecimento: As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos. As informações sobre o mercado — isto é, sobre as demandas dos consumidores e a escassez relativa (ou abundância relativa) de algum bem ou serviço, bem o conhecimento sobre como atender a essas demandas — são tão diversas, dispersas e ubíquas, que não podem ser capturados e calculados por uma autoridade central.

8. Lucro e prejuízo: a ocorrência de lucros e prejuízos é o mecanismo de mercado que guia os empreendedores e mostra o que deve e o que não deve ser produzido no longo prazo.

9. Custo de oportunidade: tempo e recursos são bens limitados. Consequentemente, sempre haverá escolhas e concessões. Se você quer fazer algo, você terá de abrir mão de outras coisas que também gostaria de fazer. O preço de fazer uma atividade equivale ao custo de outras atividades das quais você abriu mão.

10. A teoria dos preços: Preços são determinados pelas valorações subjetivas de compradores (demanda) e vendedores (oferta), e não por algum custo objetivo de produção. O valor de bens e serviços não é determinado pelo valor dos insumos (como mão-de-obra e matéria prima); o valor dos insumos é que é determinado pelo valor dos bens e serviços que eles ajudam a produzir. E o valor dos bens e serviços é determinado subjetivamente pelos consumidores. Quanto maior o preço, menor a quantidade que os compradores estarão dispostos a comprar e maior a quantidade que os vendedores estarão dispostos a colocar à venda.

11. Causalidade: Para cada causa há um efeito. Ações efetuadas por indivíduos, empresas e governos têm um impacto sobre outros agentes da economia, impactos estes que podem ser previstos, muito embora o nível de previsibilidade dependa da complexidade das ações envolvidas.

12. Incerteza: sempre há um grau de risco e incerteza quanto ao futuro, pois as pessoas estão continuamente reavaliando seus planos, aprendendo com seus erros, e mudando de idéias. Tudo isso torna muito difícil prever qual será o comportamento das pessoas no futuro.

13. Salário e mão-de-obra: salários maiores só podem ser alcançados no longo prazo se houver um aumento da produtividade. E maior produtividade só é possível quando há bens de capital que tornam o trabalho humano mais eficiente e produtivo. O desemprego crônico ocorre quando os custos da mão-de-obra impostos pelo governo e pelos sindicatos (salários e encargos sociais e trabalhistas) estão acima do valor de mercado.

14. Controles governamentais: controles de preços, de salários e de aluguéis podem beneficiar alguns indivíduos ou grupos, mas não a sociedade como um todo. Ao final, eles criam escassez, mercados paralelos e uma deterioração da qualidade e dos serviços. Não existe almoço grátis. E nem subsidiado.

15. Dinheiro: tentativas deliberadas de se desvalorizar a moeda do país, reduzir artificialmente as taxas de juros, e adotar políticas de crédito farto e barato inevitavelmente se degeneram em aumento de preços, desarranjos e crises econômicas. O mercado, e não o estado, é quem deveria determinar o que é o dinheiro e como deve ser o crédito.

16. Finanças públicas: Eis os quatro mandamentos básicos que devem nortear qualquer administração pública: (1) O governo não deve gastar mais do que arrecada; (2) O governo não deve fazer nada que a iniciativa privada possa fazer melhor; (3) Se os benefícios marginais não forem maiores que os custos marginais, então tal medida não deve ser implantada; e (4) aqueles que se beneficiam de um serviço devem pagar por ele.

_________________________________________

Leia também:

As dez leis fundamentais da economia

As dez leis fundamentais da economia (versão expandida e ampliada)


13 votos

autor

Mark Skousen
é professor de Administração na Grantham University, ex-presidente da Foundation for Economic Education e membro da Mont Pelerin Society.


  • Murdoch  24/01/2017 14:26
    Leandro,

    poderia me explicar essa matéria, eu não entendi muito bem essas questões técnicas.
    Governo prepara reformulação das regras dos depósitos compulsórios

  • Leandro  24/01/2017 14:50
    Querem reduzir a alíquota dos compulsórios e unificá-las.

    Hoje, há uma alíquota para os depósitos em conta corrente, uma alíquota para os depósitos a prazo, uma alíquota para os depósitos em caderneta de poupança, e ainda uma alíquota que incide sobre estes três depósitos em conjunto.

    Parece que o BC quer unificar todas essas quatro alíquotas e diminuir o valor.


    P.S.: a matéria que você linkou é até bem clara, só que ao insistir em comparar essa reforma monetária com uma "reforma tributária", o jornalista acabou gerando uma confusão desnecessária. Na primeira vez que li, havia entendido que o governo iria reduzir os impostos que incidem sobre os compulsórios, algo nada a ver.
  • Murdoch  24/01/2017 15:25
    Essa parte dos impostos eu compreendi, mas o que eu não entendi bem foi o compulsório que seria utilizado para empréstimo. Eu confesso que não entendi como eles irão fazer isso.
  • Leandro  24/01/2017 15:56
    O dinheiro que está preso no Banco Central como depósito compulsório terá uma parte liberada para poder ser emprestada. Não tem muito segredo.
  • Diego  24/01/2017 15:39
    Do ponto de vista econômico, isso é uma medida na direção correta ou é indiferente?
  • Leandro  24/01/2017 15:59
    A princípio, tende a reduzir os juros (tanto do interbancário quanto dos empréstimos). A questão atual, no entanto, é ver se haverá demanda por esses empréstimos no presente estado da economia.
  • Pobre Paulista  24/01/2017 16:19
    Tende a reduzir os juros, com a contrapartida de aumentar a exposição do setor bancário...
  • Bruno Diniz  24/01/2017 16:28
    Incrível como os textos do IMB trazem consigo uma lucidez incomparável. Atualmente é o meu ponto de referência em matéria político-econômica. Muito feliz por existir sites assim!
  • Rafael Guimarães   24/01/2017 16:29
    Faço economia numa Federal, e posso dizer que tem muitas coisas que aprendo mais com os institutos liberal e mises do que com algumas disciplinas que deveriam dar esse suporte no meu curso.
  • Silvio  24/01/2017 19:39
    Ainda bem que você descobriu esse site durante a graduação. Pior seria tê-lo descoberto depois, pois assim você teria que desaprender todas as bobagens que aprendeu para dar espaço ao que realmente se aproveita.
  • Evandro  24/01/2017 16:30
    O que dizer sobre as externalidades?
  • Taxidermista  24/01/2017 16:36
    Está dito aqui (em vários artigos):

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=41
  • Mesquita  24/01/2017 16:36
    Externalidades (positivas e negativas) só são um problema quando os direitos de propriedade não estão bem definidos. Quando há direitos de propriedade e estes são respeitados, todas as externalidades serão "internalizadas". E os custos ficarão exatamente com os responsáveis por gerá-los.

    Há artigos específicos sobre isso no site. Eis alguns:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1148
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1691
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=706
  • Felipe Menegazzo  24/01/2017 16:30
    Economia para leigos em UM princípio: "não existe almoço grátis".

    A partir do momento em que você entende isso já entende 95% da Economia.
  • Economista da FGV-SP  24/01/2017 18:08
    Discordo do item 15. Foi exatamente por causa da inação do Estado, ao não fazer uma reforma cambial, que estamos nessa crise.

    Empresas precisam de lucros, e ao deixar a taxa de câmbio se apreciar por conta da exportação de commodities, sufocamos essas empresas. Vivemos as consequências da doença holandesa.
  • Menezes  24/01/2017 19:10
    Reforma cambial?! O que seria uma "reforma cambial"?

    Outra coisa, foi exatamente a desvalorização do câmbio o que destruiu as empresas. E a explicação é simples.

    No mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores. Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo. E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição.

    Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem — e irão aumentar —, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.

    Aliás, não deveria causar nenhuma surpresa o fato de a própria indústria automobilística ter vindo a público admitir que a desvalorização cambial — ao contrário do que pregam os economistas desenvolvimentistas — não apenas está encarecendo a produção, como também está gerando incertezas para o setor.

    Vale lembrar, adicionalmente, que a desindustrialização no Brasil chegou ao auge justamente no período em que a moeda mais se desvalorizou. A desindustrialização ocorreu justamente nestes últimos 3 anos, quando temos uma moeda fraca, inflação alta, e as maiores tarifas protecionistas da história do real.

    Exatamente ao contrário do que defendem os economistas desenvolvimentistas, é justamente quando o câmbio está se apreciando (como ocorreu de 2005 a 2008, e de 2010 a 2011 no Brasil), que a indústria fica mais forte. E é justamente quando o câmbio se desvaloriza (2009, e 2012 em diante), que a indústria encolhe. (Veja o gráfico 14 deste artigo).

    E o motivo é óbvio, o que nos leva ao segundo ponto: câmbio desvalorizado significa moeda com menos poder de compra. Moeda com menos poder de compra significa renda menor para a população e preços em contínua ascensão (o IPCA de 2015 fechou em 10,67% majoritariamente por causa da desvalorização cambial).

    E renda menor em conjunto com preços em contínua ascensão significa que a demanda por bens de consumo diminui.

    E isso afeta todo o setor industrial e atacadista. Afeta toda a cadeia produtiva, que entra em contração e gera o efeito contrário ao imaginado pelos desenvolvimentistas.

    No entanto, para sua turma, uma desvalorização cambial é algo perfeitamente possível de ser isolado do resto da economia. Não há efeito colateral nenhum. A desvalorização irá ajudar a indústria e não prejudicará mais ninguém. Todos ganham. Quanto mais desvalorizado for o câmbio — ou seja, quanto menor for o poder de compra da população —, mais rica será a economia. Faz sentido, não? Quanto mais pobre você está, quanto menos você consegue comprar, mais rico você é.

    "Destrua o poder de compra da moeda, e surgirão uma Apple, uma Microsoft e uma Google", parece ser o lema deles. Desvalorize o câmbio, e o país vira uma potência industrial.
  • Economista da FGV-SP  24/01/2017 20:45
    Caro ortodoxo, discordo totalmente, e para isso o faço embasado no fato de que a participação do setor industrial no PIB só faz cair desde o início da década de 90(22% nos anos 80 para míseros 10,8% no final de 2014). Ou seja, estamos ficando pra traz desde os início dos anos 90.

    Quanto o fato de que todo exportador é um importador, você se esquece que nós abandonamos a política de substituição de importações, corretamente iniciada nos anos 70~80 e destruída pelo Collor, o que nos deixa muito vulneráveis a volatilidades externas.
  • Humberto  25/01/2017 00:34
    Boa tentativa, mas não. O fato é que a participação da indústria em uma economia minimamente desenvolvida é decrescente. E ainda bem.

    Veja a Alemanha, por exemplo. Ninguém jamais disse que a Alemanha passa por uma desindustrialização, correto? No entanto, a participação da indústria no PIB alemão caiu de 32% em 1970 para 19% em 2010.

    O futuro da indústria - por que a participação da indústria no PIB sempre será declinante

    Indústria só tem grande participação na economia em países ainda pobres e que estão começando seu processo de enriquecimento. Ou em países comunistas ao estilo soviético. Economias ricas têm a esmagadora maioria da sua população voltada para o setor de serviços. Apenas países ainda pobres em termos per capita (como a China) têm boa parte da sua população fazendo trabalhos exaustivos e excruciantes em indústrias. Isso é o exato oposto das características de uma economia rica.
  • João Paulo  24/01/2017 19:13
    Calma, Menezes. Como o próprio nick dele deixa claro, ele está apenas zoando o discurso típico do economista da FGV paulista, conhecido por seu protecionismo e pela sua defesa do câmbio desvalorizado (algo que ele acha que irá ajudar a Fiesp).

    Mas a sua resposta foi excelente e praticamente encerrou o assunto.

  • Danilo  24/01/2017 20:13
    Leandro,

    Agora que o livre mercado x protecionismo veio à tona com Donald Trump, quais contra-argumentos o IMB usa para neutralizar os argumentos do protecionismo, como por ex, a proteção à indústria nascente?
  • Magno  24/01/2017 21:19
    O que o IMB mais fez recentemente foi publicar artigos exatamente sobre isso (ao ponto de até eu ter achado excessivo). Pelo visto, parece que ainda foi insuficiente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2325
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2459
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2481
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2507
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2518
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2550
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2607
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2609

    P.S.: "indústria nascente" nos EUA é um argumento sensacional.... Nem Trump chega ao ridículo de usar esse argumento.
  • Observador  24/01/2017 21:19
    Eu também achava que estava meio que em excesso. Pelo visto, está é precisando de ainda mais.
  • Taxidermista  24/01/2017 21:40
    The Rothbard Reader

    Chapter 13: The Infant-Industry Argument

    mises.org/library/rothbard-reader/html/c/381
  • Teófilo Cavalcanti Dioclécio Duarte da Silveira Cortéz  24/01/2017 21:15
    Excelente texto do grande Mark Skousen.
  • Milton Chicoli   24/01/2017 23:18
    Li certa vez que a magia da economia está em criar teorias cada vez mais complexas de forma que ninguém pudesse entender nada, prever nada. Assim, a ciência se transformava em algo esotérico, somente para poderosos iniciados, filtrando a possibilidade de "aventureiros" se darem bem e preservando o mercado dos grupos dominantes.

    Cada vez que vejo "economistas" dando entrevistas ou comentando algum movimento do governo, mais me lembro da "mágica" em si. Que é a arte de criar uma ilusão para esconder o real movimento do truque.
  • Sérgio  25/01/2017 15:38
    Realmente, todo economista que aparece na TV tem uma aura de exotérico, gurú clarividente. Eles parecem saber exatamente como os consumidores irão agir.
    Se um dia eu não tivesse entrado aqui neste site por acaso e descoberto que existem economistas que são realmente técnicos, estaria até hoje acreditando que a culpa da inflação no governo Dilma era do tomate, dos "empresários malvados" e claro do "Imperialismo norteamericano".
  • Iniciante  25/01/2017 01:47
    O que acham do livro Economia para Leigos? Recomendam?
  • Vitor  25/01/2017 02:36
    Se você pouco sabe de economia, e procura alguma visão mais geral da matéria, eu recomendaria o livro "O Livro da Economia". Não é perfeito, obviamente, mas possui um bom e fácil formato de leitura, e indicação de autores e livros caso você queira se aprofundar em determinado assunto.
  • Empresa Pública  25/01/2017 05:43
    A companhia aérea LOT(Polonesa), é MARAVILHOSA!

    O governo polonês detêm mais de 60% das ações da empresa e é um exemplo de qualidade e profissionalismo.
    Os poloneses são orgulhosos dela!
    Inclusive famosa por um perigoso pouso de emergência sucedido com um 767 SEM TREM DE POUSO!!
    Inclusive já recebeu premios, uma básica pesquisa no google acha os bons resultados da empresa.

    Tem também a Aerolines Argentina, já utilizei o serviço e é MELHOR QUE AS BRASILEIRAS GOL E TAM!!!
    Um exemplo de empresa que deixa pra trás muitas empresas PRIVADAS!!!
    Mas isso vocês não falam... É possível sim ter uma empresa estatal de orgulho, do povo! Tão bom ou melhor que as privadas.
    Não que eu ache que tem que estatizar tudo, mas certas empresas são orgulho nacional e tem de ser preservadas.

    Que nem nossas riquezas na amazonia, onde ja se viu privatizar. Ai vem os gringos e produzem riqueza com nossos minérios e manda o dinheiro la pra fora... Como alguém pode defender isso?
    Nosso petroleo também, nego vem aqui explora e acaba com tudo, manda o dinheiro pra fora e a gente fica de maõs pro alto.


    A State Oil tem a gasolina cara por causa dos impostos, se não fosse isso seria mais barato.
    Mas ainda sim é uma empresa de exemplo, compete com as de mais mundo a fora e bate de frente!!!

    O que vocês tem a dizer? Contra fatos não há argumentos!!!

    Por enquanto é só, sem paciência de ficar digitando inumeros fatos que provam o contrário que vocês pregam.


    E não adianta, nossa C.F é democrata, preserva o estado democratico de direito, os direitos e a dignidade da pessoa humana.
    Desistem porque o Brasil NUNCA SERÁ NEOLIBERAL!!!

  • Evandro Tragancin  25/01/2017 18:06
    Bom, você disse sobre a empresa polonesa LOT. A LOT era uma empresa privada na maior parte até 2001 quando o governo decidiu expandir seu tamanho na empresa, porém, não deixa de ter uma parte privada. Mas, o mais importante é, quem paga pela compra da maior parte das ações? Ora, o governo, com dinheiro roubado das pessoas, inclusive de pessoas que não gostariam de pagar pelo aumento do estado na companhia. O governo não mandou um recibo na casa das pessoas com um valor "x" e dizendo "Se quiser que o governo expanda sua influência na LOT pague o valor X do boleto". Ele comprou as ações pela força, algo bem imprudente, não acha?
    Sobre a empresa argentina. Outra que era privada até 2008, afundou-se em dívidas e ao invés do governo deixar a empresa falir, ele comprou-a, volto ao exemplo do boleto, quem quis pagar pelas dívidas e quer pagar por uma companhia aérea estatal, que pague. Você esquece de citar que a empresa faz parte do grupo SkyTeam, um grupo que foi fundado por empresas privadas e que aloca vôos, portanto, este grupo é de suma importância para a estatal.
    Sobre a Amazônia, bom, primeiro que se tudo fosse privatizado, não haveria poluição, ou praticamente não haveria, pois seria considerado como crime contra a propriedade. Exemplo: Uma indústria da cidade faz muita fumaça, essa fumaça entra no meu apartamento, eu processo a empresa e ela tem duas alternativas, ou da um jeito na poluição, coloca um filtro ou faz outras coisas, ou ela paga uma taxa para mim, porém não sou só eu que me sinto mal pela poluição, outros indivíduos também entram na justiça, então ela dá um fim no problema e gasta menos do que gastaria pagando processos. A iniciativa privada solucionaria muito melhor o problema de desmatamento e de roubo de água que existe na Amazônia, coisa que o estado não sabe como solucionar.
    Qual o problema dos recursos irem para fora? Se nossas indústrias não usam, não há porque deixa-los parados sem uso, eles devem ser alocados de forma correta, seja para produção, pesquisa, inovação, etc. e não será dentro do Brasil (atual) que isso vai ocorrer.
    Quando o estado tem uma empresa, ele pode gastar da forma como bem entender, pois não é ele que paga a conta, ele manda a conta para os governados. Se você não acha que uma Shell da vida não é uma boa empresa, acorde para a realidade.
    E por último, mas não menos importante, você sabe o que é "NEOLIBERALISMO"?
  • Empresa Pública  25/01/2017 21:43
    Porque essas estatais dão certo?
    Essa você nem ninguém conseguiu me responder, independente se eram privadas antes ou não, elas continuam sendo de alto nível e melhor que muitas empresas privadas...
    São orgulho nacional e dão em troca muita coisa pro povo, muito mais que um simples orgulho..

    Sobre a amazonia, posso até entender esse pensamento, só não entendo como acham bom um americano vir aqui explorar tudo e mandar a grana e os recursos pra fora.... Vocês defenderem isso é a mais!
    Nego vem aqui arranca tudo e não da NADA EM TROCA! Quem ganha são os próprios americanos em nossas custas..GENIAL!

    PS: Não sou socialista, nem acho que tudo deve ser público...Assim como não acho que tudo deve ser privatizado.
  • João  25/01/2017 23:15
    Discordo de você. Acho que o Brasil precisa estatizar todas as empresas. É a única solução para esse país.
  • Kubica  25/01/2017 22:08
    Sim, a LOT é sensacional. Desde 2011, a empresa só tem prejuízos. Ao final de 2016, segundo a imprensa polonesa, a situação estava desesperadora:

    www.poselska.nazwa.pl/wieczorna2/bankowosc/lot-polish-airlines-deep-losses-about-pln-300-million-predicted-losses-2015

    A situação é tão calamitosa que nem a Turkish Airlines -- para quem o governo polonês tentou vender a LOT quase de graça -- aceitou a estrovenga.

    Enquanto isso, o pagador de impostos da Polônia vai sustentando a farra, os empregados da empresa e, principalmente, os sindicatos.

    Ai, que saudades da VASP estatal...

    Ah, sim, aproveitando a deixa: aqui vai um artigo bem curtinho que fala exatamente sobre este assunto: o fato de as estatais aparentarem prestar serviços baratinhos.

    Minha querida estatal - e como os pobres subsidiavam meus passeios de trem
  • Fernando Calazans  26/01/2017 01:00
    "[...] à frente da Aerolineas Argentinas, que acumula prejuízos na ordem de US$ 340 milhões. A companhia continua operando graças a um subsídio do governo de US$ 1,2 milhão por dia. Na previsão orçamentária apresentada pelo Ministério da Economia da Argentina, a empresa receberá um investimento de US$ 440 milhões em 2016."

    airway.uol.com.br/brasileira-assume-comando-da-aerolineas-argentinas/

    Isso deveria ser considerado crime. Os pagadores de impostos argentinos têm de pagar 1,2 milhão de dólares por dia para manter esse cabide de empregos. São os pobres subsidiando as viagens dos ricos. (Aliás, já voei pela Aerolineas e me impressionei com a ruindade do serviço. Pudera, são funcionários públicos).

    E tem otário "a favor do social" defendendo isso.

    O texto linkado acima pelo Kubica realmente é excelente.
  • Ronaldo da Silva Alves  25/01/2017 11:37
    Prezado Leandro. Sou novato no site estou gostando muito inclusive faço propaganda do mesmo. Sempre interessei por economia. A inflação sempre foi o tema que tenho a coragem de refletir. Quando a mesma não é ocasionada por demanda, mas pelo aumento das tarifas públicas como luz, água, gás de cozinha, tarifas de ônibus e combustíveis. Qual a terapia a EAE sugere ? Quais artigos tem no site sobre este tema ? Livros que explicam esta área da economia ?
  • Leandro  25/01/2017 12:17
    "Quando a mesma não é ocasionada por demanda"

    Não é correto dizer que "a inflação é causada por demanda". Comecemos pelo básico.

    A definição correta de inflação é "aumento da oferta monetária". O próprio termo 'inflação' denota que a quantidade de dinheiro na economia foi 'inflada'. Quando a quantidade de dinheiro na economia aumenta, isso, por si só, já é uma 'inflação'.

    Essa inflação da oferta monetária é o que pressiona os preços para cima. Quando a quantidade de dinheiro na economia aumenta, o valor de cada unidade monetária diminui. A moeda perde poder de compra. Se a moeda perde poder de compra, então, por definição, você precisará de mais moeda para comprar o mesmo tanto de antes.

    Portanto, eis a conclusão crucial: o aumento de preços é uma consequência da inflação monetária.

    Inflação não é sinônimo de aumento de preços. O aumento de preços é uma consequência da inflação monetária.

    Isso não se trata de uma mera pendenga semântica. É algo muito mais sério do que isso. Se você não define exatamente qual é o problema, você não tem a menor chance de resolvê-lo corretamente.

    Se inflação é "aumento de preços", então a solução para este problema não tem nada a ver com a quantidade de dinheiro na economia, mas sim com coibir o comportamento "maldoso" de empresários, que insistem em elevar seus preços sem nenhum motivo, levados apenas pela ganância. Se inflação é "aumento de preços", então a solução para este problema pode perfeitamente ser o congelamento de preços ou a imposição de um teto para os preços de qualquer bem.

    Saber a diferença entre inflação e aumento de preços é tão importante quanto compreender corretamente as causas de uma doença. É a diferença entre saber o que causa todos os seus sintomas desta doença e o que deve ser feito para eliminar a fonte dos sintomas, versus tentar lidar diretamente com os sintomas.

    Definir inflação como aumento de preços é o mesmo que pensar que 'doença' significa um aumento da temperatura do corpo apontada pelo termômetro, o que implicaria que a solução seria simplesmente colocar o termômetro na geladeira.

    Prossigamos.

    "mas pelo aumento das tarifas públicas como luz, água, gás de cozinha, tarifas de ônibus e combustíveis."

    O aumento das tarifas não foi obra do acaso. As tarifas não subiram por desígnio divido. As tarifas subiram porque houve expansão da oferta monetária. Mais especificamente no caso do Brasil, elas ficaram congeladas enquanto a oferta monetária se expandia (e, consequentemente, a moeda era desvalorizada), e em seguida tiveram de ser corrigidas à luz dessa desvalorização da moeda.

    A causa do aumento das tarifas, no final, foi a mesma de sempre: inflação monetária (causada tanto pela expansão do crédito dos bancos estatais quanto pelos déficits orçamentários do governo).

    Há vários artigos sobre esse tema no site, mas se eu tivesse de sugerir apenas um, que seja bem completo, seria este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466

  • SRV  25/01/2017 14:09
    Ronaldo da Silva Alves,

    A resposta do Leandro foi completíssima. Eu acrescento apenas que você vai ouvir muito as expressões "inflação de demanda", "inflação de oferta", "inflação de custos". São expressões usadas pelas escolas keynesianas e suas vertentes.

    Como você verá ao estudar mais profundamente, essas diferenciações de "tipos" de inflação são apenas mais erros e levam a muitas conclusões equivocadas sobre as soluções. É por isso que sempre há problemas com as economias Keynesianas.

    Bons Estudos!
  • Gustavo Franco  25/01/2017 15:11
    Cuidado com os estruturalistas, meu caro. Esses aí são os ''amigos da inflação'' como Gustavo Franco bem definiu. Para os iluminados, a inflação sempre tem uma mística que a impede de ser combatida com as políticas convencionais. Uma hora é a inflação inercial, outra hora é a inflação do tomate e agora é a inflação dos preços administrados.

    Inflação é o aumento da quantidade de dinheiro na economia, mas se for seguir a lógica do mainstream, a suposta ''inflação dos preços administrados'' nada mais é do que uma inflação de demanda que foi represada e está estourando agora...
  • SRV  25/01/2017 16:12
    Exatamente caro Gustavo Franco,

    Cada hora surge uma desculpa diferente pra inflação, e um remédio "novo" com efeitos colaterais muitas vezes piores do que a doença.
  • End the FED  25/01/2017 17:14
    O Leandro foi no ponto quando disse que não podemos considerar "inflação" e "aumento de preços" como sinônimos, apesar de hoje em dia até os economistas fazerem isso.

    Uma das primeiras coisas que aprendi aqui no IMB é que quando se fala em "inflação" esta se falando em "inflação monetária", e o "aumento de preços" é mera consequência dessa "inflação monetária".
  • marcela  25/01/2017 13:45
    O Trump diz que quer fazer a américa grande de novo,porém, tanto ele como seus secretários já disseram que vão enfraquecer o dólar.Eu trago aqui trecho de artigo do IMB que diz o seguinte:"De 1983 a 2000, o preço do dólar se manteve relativamente estável em relação ao ouro.  Naturalmente, esses foram os anos da pujança americana.  Alto crescimento, fartos investimentos, baixa inflação de preços, padrão de vida inigualável, pujança tecnológica, domínio econômico global.  A quantidade de pessoas empregadas em relação à população total alcançou um nível que não mais foi superado. Vale observar que grandes empresas tecnológicas como Microsoft, Intel e Apple, embora tivessem sido criadas em décadas anteriores, só realmente se expandiram forte na década de 1980, quando abriram seu capital.  Adicionalmente, a Cisco foi criada na década de 1980, e a Google, em 1998.  E não nos esqueçamos da incrível Amazon, fundada em 1994".Assim sendo, se o Trump realmente quer fazer a américa grande de novo ele deveria apreciar o dólar frente ao ouro,pois depreciando a moeda americana ele vai é levar o país para a recessão.O Bush deixou o país à beira da recessão justamente por causa do dólar fraco,então essa questão é de primordial importância não apenas para americanos,mas também para nós brasileiros,visto que foi o dólar barato que causou o boom das commodities e a pujança do governo do molusco que não fez nada além de discursos patéticos.Foi o FHC que saneou os bancos e foi o Bush que deu o dólar barato,então o molusco surfou na onda gerada pelo FHC-BUSH.É consolador para antipetistas saberem que o crescimento na década de 2000 não foi por causa do PT,mas aconteceu "apesar do PT".Aliás,se não fosse o PT teríamos crescido até mais naquela época,e a prova disso é que nossos vizinhos ,exceto o México, cresceram bem mais que a gente,sendo que a Colômbia e o Chile,não sofreram recessão e estão aí de pé.Evidentemente nós só vamos nos levantar por que nos livramos do PT.
  • Carlos Felipe  25/01/2017 13:46
    Bom sou novo no estudo de economia e li alguns livros por exemplo "Não Sr. Comuna", mais uma coisa que não me deixou claro a cerca da inflação e o seguinte:

    Se não houver aumento de produtividade e muito dinheiro no mercado ou seja "crédito" gera escassez e crise certo?!

    Agora uma duvida se o governo injeta muito dinheiro no mercado conseguintemente o empreendedor vai vender mais, ou seja vai acumular capital e reinvestir, então me fica a dúvida porque o aumento de dinheiro e ruim?? se o empreendedor vender tudo que tem, ou alugar todos seus prédios, e só com o lucro que teve aumentar a produtividade, comprar mais casas etc...

    Alguém pode por favor me ajudar nesta dúvida abraço!!!
  • Evandro Tragancin  25/01/2017 18:13
    Boa tarde Carlos. Imagine a moeda (dinheiro) como qualquer outro bem da economia, ele é escasso, essa é a primeira regra da economia, que os políticos costumam não respeitar. Quando você aumenta a quantidade de uma produto na economia, o preço dele cai, com a moeda não é diferente. Esse "dinheiro novo" que os investidores terão não valerá a mesma coisa que valia antes da inflação ter subido, por isso aquela piada dos 50 reais "Javali". A medida que o consumo aumenta, os salários aumentam, os preços dos serviços sobem, o preço das mercadorias sobem, e assim vai, e se a expansão da base monetária não parar, isso vira uma bola de neve e consequentemente hiperinflação. Moeda fiduciária não é garantia de progresso. Espero ter ajudado. Leia Mises e Hayek, ajudará a entender os perigos da inflação. Abraço.
  • Carlos Felipe   26/01/2017 01:10
    Obrigado evandro e SRV, Pelos comentarios ajudou bastante....comprei o livro as seis liçoes do mises qui mesmo to esperando chegar espero que no livro ele deixe mais claro ainda isso.

    Bom então pelo que entendi o certo para combater a inflação de preços e menos dinheiro na economia certo?!
  • SRV  25/01/2017 19:56
    Carlos Felipe,

    Completando a resposta do nobre amigo Evandro Tragancin, você precisa lembrar que a moeda emitida pelo governo não entra na economia de maneira uniforme. Ela entra através do sistema financeiro. Os bancos, em posse do novo dinheiro, são beneficiados pois irão comprar bens e serviços e realizar investimentos ANTES dos preços começarem a subir em decorrência do excesso de dinheiro.

    Conforme o dinheiro começar a circular e afetar os preços, a população enfrentará preços mais altos mas sem ter ainda recebido aumentos salariais. Ou seja, além de causar inflação/hiperinflação, o dinheiro injetado pelo governo traz benefícios aos que podem usá-lo primeiro, e prejuízos aos que acabam recebendo por último esse dinheiro. Funciona como um concentrador de renda, já que os primeiros a usar são os bancos, e os últimos são os trabalhadores em geral.

    Espero ter contribuído. Abraços.
  • Ronaldo da Silva Alves  25/01/2017 18:42
    Muito obrigado Leandro pela gentileza. Faltou apenas obras que a EAE indica referente ao tema.
  • David   26/01/2017 03:48
    estou lendo muito sobre economia nesse site e minha cabeça esta abrindo...Muito obrigado para todos que colaboram com postagens, perguntas e respostas, aprendo bastante com as explicações!!!
  • Rafael  26/01/2017 07:32
    Muita imaginação, muito irrealismo, não é à toa que a Escola Austríaca não é levada a sério na academia:

    "Mises fez importantes contribuições à economia monetária, teoria dos ciclos de negócios e obviamente economia socialista; porém, seus escritos posteriores sobre os fundamentos da ciência econômica são tão idiossincráticos e dogmaticamente enunciados que temos até dúvida que tenham sido levados a sério por alguém. Como Paul Samuelson (1972, p. 761) disse certa vez:

    'No que diz respeito à escravidão, Thomas Jefferson disse que, quando ele considerava que havia um Deus justo nos céus, ele temia por seu país. Bem, no que diz respeito às colocações exageradas que costumavam ser feitas na economia com relação ao poder da dedução e do raciocínio a priori - pelos escritores clássicos, por Carl Menger, pelo Lionel Robbins de 1932 (...) por Ludwig von Mises -, eu tremo pela reputação de minha disciplina. Felizmente, deixamos isso para trás'" BLAUG, M. (1980) Metodologia da Economia, p. 130. Edusp.

    - Mark Blaug é uma das referências em história do pensamento econômico e metodologia econômica.
    - Paul Samuelson foi o primeiro americano a ganhar um Nobel de Economia.?
  • Donatello  26/01/2017 10:17
    Sim, Paul Samuelson é "sensacional". Na edição de 1989 de seu livro-texto, Samuelson escreveu: "A economia soviética é a prova cabal de que, contrariamente àquilo em que muitos céticos haviam prematuramente acreditado, uma economia planificada socialista pode não apenas funcionar, como também prosperar".

    https://utopiayouarestandinginit.com/2015/01/24/paul-samuelsons-repeated-predictions-of-the-soviet-union-economy-catching-up-with-the-usa/

    Exatamente no mesmo ano, o comunismo começou a desabar. Dois anos depois, toda URSS implodiu.

    Taí um homem de visão.

    Quanto a Mark Blaug, ele é famoso por fazer ad hominens. Essa afirmação dele é um clássico exemplo. Cadê a argumentação?


    Certa vez perguntaram a Bobby Fischer do que ele mais gostava quando jogava xadrez. Ele respondeu: "Adoro ver meus oponentes gemerem".

    Austríacos são o Bobby Fischer da economia: quanto mais acertam suas previsões, mais seus oponentes gemem.
  • Cláudio Santos  27/01/2017 11:24
    Fantástico artigo que promove a compreensão de um tema não muito comum ou simples para maioria dos cidadãos de nosso país, abriu muitos horizontes em minha mente e espero que outros tantos possam se beneficiar dos mesmos valores, desde já agradeço e deixo aqui o site que tem me ajudado bastante a investir de forma consciente e precisa para outros que se interessam pelo tema. Um forte abraço a todos e muito sucesso!

    melhorinvestimentohoje.com/
  • Emerson Luis  01/04/2017 13:45

    Compreenda esses pontos e entenderá mais de Economia do que certos especialistas.

    * * *


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.