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As dez leis fundamentais da economia (versão sucinta)
Sociedades que as respeitam e não tentam revogá-las enriquecem

1. Para consumir é necessário antes produzir.

2. O consumo é o objetivo final da produção.

3. Não há nada que seja realmente gratuito.

4. O valor das coisas é subjetivo.

5. Sem poupança não há investimento e sem investimento não há acumulação de capital; sem acumulação de capital não há maior produtividade e sem mais produtividade não há aumento da renda.

6. Gastos são custos; o multiplicador da renda implica a multiplicação dos custos.

7. O dinheiro, por si só, não é riqueza. Dinheiro é um meio de troca; riqueza é abundância de bens e serviços e bem-estar. O governo criar mais dinheiro não significa criar mais riqueza.

8. O trabalho, por si só, não cria valor; para ter valor, um bem produzido tem de ser útil e demandado por consumidores que voluntariamente querem consumi-lo.

9. No capitalismo de livre concorrência, o lucro econômico é o bônus extra que uma empresa ganha por ter sabido alocar corretamente recursos escassos.

10. Todas as leis genuínas da economia são puramente lógicas e, como tais, não precisam ser verificadas e nem podem ser empiricamente falsificadas.

 

Sociedades que entenderem e respeitarem essas 10 leis econômicas — sem tentar revogá-las — irão prosperar.


29 votos

autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Ricardo Duval   03/12/2016 14:09
    O Mises deveria repostar esse artigo toda a semana, talvez dessa forma alguns cabeçudos que acham que se pode violar as leis da economia impunemente se conscientizem de que elas são tão invariáveis quanto as leis da física.
  • Sergio Braga  03/12/2016 14:10
    É isso mesmo. A n°8 precisa ficar mais evidente para todos.
  • anônimo  04/12/2016 21:59
    Não adianta ficar evidente, pois o valor de um bem (conceitos e idéias entre eles) é subjetivo. Daí, mesmo que esteja claro o nº 8, se subjetivamente atribuírem ao nº 8 um valor menor que qualquer coisa irrealízavel, mas idealmente preferível, comportar-se-irão na tentativa de fazer prevalecer o discurso (e pouco importa todas as utopias fracassadas anteriores e suas montanhas de cadáveres) não importando as conseqüências reais.

    O problema com o valor subjetivo são as subjetividades doentes.
  • anônimo  04/12/2016 23:39
    Não adianta ficar evidente, pois o valor de um bem (conceitos e idéias entre eles) é subjetivo. Daí, mesmo que esteja claro o nº 8, se subjetivamente atribuírem ao nº 8 um valor menor que qualquer coisa irrealízavel, mas idealmente preferível, comportar-se-irão na tentativa de fazer prevalecer o discurso (e pouco importa todas as utopias fracassadas anteriores e suas montanhas de cadáveres) não importando as conseqüências reais.

    O problema com o valor subjetivo são as subjetividades doentes.
  • Igor  03/12/2016 14:13
    Só a lei de número 8 já refuta Marx com uma simples frase. Maldita lógica.
  •   03/12/2016 14:13
    Vale tanto para países quanto para indivíduos.
  • Lel  09/12/2016 00:46
    Verdade.
  • Andre  03/12/2016 14:34
    Posso usar essas frases para colocar em um outdoor na frente da prefeitura e outro na frente da igreja?

    A nova administração pretende gastar os tubos com gastos públicos usando empresas da cidade para reanimar a economia local, quando me procuraram para "ajudar" com meus recursos, conhecimentos e influência para gerar empregos aos locais disse que não faria pois não daria certo e me chamara de ignorante econômico e partidário do quanto pior melhor.
  • Pedro Couto  05/12/2016 22:08
    Claro que pode, no Mises não existe propriedade intelectual. ;)
  • Estagnação econômica  03/12/2016 14:40
    Como os brasileiros não conhecem e não obedecem nenhuma dessas leis, vão seguir elegendo políticos idênticos e assim posso continuar meu trabalho de empobrecer famílias, desesperançar jovens e condenar os velhinhos aposentados à miséria.
  • jean cordeiro   03/12/2016 15:38
    quando vc falam que quanto mais poupança mais dinheiro pra investir e menor o juros , inclui bolsa de valores e tesouro direto ?
  • Lucas  03/12/2016 16:45
    Poupança é abstenção do consumo, e não excesso de dinheiro. Confira todos os HyperTalk nos do item 5.
  • Joao  05/12/2016 19:22
    Poupança significa poupar/investir, e não aquela porcaria que paga menos que a inflação. O mercado financeiro tem inúmeras oportunidades de investimentos. Tudo que for abaixo da inflação, é perder dinheiro sem fazer nada. Ao alocar dinheiro na caderneta de poupança você certamente perde menos que alguém que efetivamente não faz nada. Mas investir em ações pode sim ser uma excelente forma de se "poupar" dinheiro, desde que você saiba o que esta fazendo, e assim ajuda a empresa emissora do papel a crescer também.
  • Matheus Lago  06/12/2016 00:39
    Investimento é tudo que caracteriza aumento de produtividade. Poupança é o dinheiro ou recurso não usado para consumo, logo voce poupa com ações ou titulos publicos ou Caderneta de poupança. Para esse assunto, Bohm-Bawerk em A Teoria Positiva do Capital.
  • Bode  03/12/2016 17:17
    A Bíblia diz em Gênesis 3:19 "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra, pois dela foste formado: porque tu és pós, e ao pó tornarás". Toda ciência econômica pode ser derivada dessa palavra.
  • Mário Salvoni  03/12/2016 19:20
    Na boa, isso deveria ser tópico de prova para contratação de economistas para trabalharem no governo.
  • Guilher,e  03/12/2016 20:36
    Os economistas que estão no governo sabem disso, só não querem aplicar...
  • Murdoch  03/12/2016 20:23
    epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2016/12/e-hora-de-repensar-o-euro.html
    oglobo.globo.com/economia/investidor-que-apoiou-brexit-projeta-fim-do-euro-em-cinco-anos-20554373
    www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/wolfgang-munchau/interior/o-referendo-em-italia-tem-a-chave-para-o-futuro-do-euro-5508828.html

  • Capitalista Opressor  04/12/2016 02:18
    zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/12/para-cada-servidor-publico-estado-tem-dois-funcionarios-inativos-8587042.html
  • Rupert  04/12/2016 02:20
    A zona do euro indo de mal a pior. Veremos os próximos capítulos.
  • Gabriela  03/12/2016 20:25
    Não entendi a 6, como multiplicar a renda implica em multiplicar os gastos/custos?
  • Malthus  03/12/2016 20:42
    O "multiplicador de renda" se refere a um conceito keynesiano que diz que, quanto mais se gasta, mais se enriquece. Quanto mais todos gastam, mais ricos todos ficam. O que significa que quanto mais você gasta, mais rica você fica.

    Nem precisa refutar, certo? No entanto, clique no hyperlink contido naquela frase e leia um artigo a respeito.
  • Gabriela  03/12/2016 22:49
    Obg
  • ROQUE EUGENIO  04/12/2016 17:53
    Entendi :" multiplicar renda aumenta custos" ,mas se tiver ganho de produtividade teremos multiplicação da renda com menor custo;"mais,melhor,com menos custo" é atrajetória posssível,multiplica a renda...
  • Joao  05/12/2016 19:26
    Um bom exemplo pode ser do dono da padaria que tem que elevar artificialmente (obrigado pelo Estado) o salário dos funcionários. Isso significa maior custo de produção, que certamente será repassado aos consumidores. Os funcionários também são consumidores (de alguém no fim das contas) e é quando percebem que seu "aumento de renda" não teve efeito prático algum.
  • cristão  03/12/2016 20:37
    Eu só acho que, como dizem os católicos distributistas, a economia deveria estar subordinada à moralidade e ao bem comum. Numa sociedade hedonista como a nossa atual, determinadas ofertas devem ser restritas ou até proibidas....
  • Felipe  03/12/2016 21:34
    Que tipo de oferta, e por que?
  • Anderson  04/12/2016 01:30
    Só pode ser um personagem irônico...
  • Antônio Conselheiro  04/12/2016 03:02
    Pois o anarcocapitalismo é arranjo perfeito para você, e já foi feito antes, Canudos, a cidade tinha os benefícios, obrigações e proibições baseados na fé católica, TODOS deviam trabalhar, as crianças deviam ir à escola, cada casal tinha direito nos arredores a um lote para cultivar e construir sua casa, deviam pagar 10% de sua produção como imposto, prostituição e bebidas alcoolicas eram proibidas.
    O Belo Monte chegou a contar com 30 mil pessoas, todas voluntárias, entretanto o governo republicano da época interpretou que a horda de sertanejos analfabetos e famintos que foram ao Belo Monte tentando praticar sua fé, cultivar seu sustento e viver sua vida em paz eram uma ameaça ao regime.
  • Raphael  04/12/2016 05:39
    Este arranjo que você citou nada tem de capitalista, pois o modo de produção dele não é baseado na acumulação de capital e nas trocas voluntárias.

    Aliás, ele nem sequer pode ser considerado anarquista, pois há uma autoridade central impondo ordens e fazendo redistribuição de terras.

    Ou seja, não é nem anarquista e nem muito menos capitalista. Informe-se melhor.
  • Vladimir  04/12/2016 10:27
    Toda vez que ouço o termo BEM COMUM me dá calafrios, me lembra perseguições, genocídio, massacres, ódio, sofrimento.
  • Vladimir  04/12/2016 10:39
    Quanto a distribuição de renda:
    Aqueles que a devendem deveriam olhar para o item nº 3, ou resumindo não existe almoço grátis. Só dar dinheiro não resolve problema e nem tiram as pessoas da pobreza. O que resolve é dar LIBERDADE para as pessoas fazer trocas voluntárias sem restrições ou impedimentos.
  • Carlos  04/12/2016 14:00
    O que você "acha" é irrelevante. Se alguém, em algum lugar do mundo, conseguir enxergar uma oportunidade de lucro mediante a oferta de um bem ou serviço que o resto da população esteja disposto a consumir, esse alguém, com a mais absoluta certeza VAI vender esse produto ou serviço. Claro, existem os mais estúpidos obstáculos à atividade empreendedora, dependendo da senzala - Estado - em que se viva, mas não é esse o ponto aqui.

    E quem é o tiranete que coagirá todas as pessoas a agirem de acordo com o "bem comum"? Quem é o ungido magnânimo que nos dirá o que é o "bem comum"?

    Essa sua linha de raciocínio leva, inevitavelmente, à instituição de um Estado tirânico e todas as coisas "maravilhosas" que acontecem sob seus auspícios.
  • Sérgio  04/12/2016 15:53
    "O que você "acha" é irrelevante. Se alguém, em algum lugar do mundo, conseguir enxergar uma oportunidade de lucro mediante a oferta de um bem ou serviço que o resto da população esteja disposto a consumir, esse alguém, com a mais absoluta certeza VAI vender esse produto ou serviço."

    Aí se alguém ve oportunidade de lucro na pedofilia (por exemplo, distribuindo pornografia infantil para atender às demandas dos pedófilos), é irrelevante, né? Seu sem vergonha!

    Vocês são como os esquerdistas, não pensam mais...

    Esse comentário resume bem o pensamentoliberal/libertário/capitalista: o que importa é a oportunidade de LUCRO, não interessa com o que... Não interessa se é com a pedofilia, se é com assassinato de inocentes (no caso do aborto)... O que importa é a oportunidade de lucro atendendo a uma demanda ( pouco importa se é uma demanda imoral isso é irrelevante)...
  • francisco  05/12/2016 00:19
    E o que a pedofilia tem a ver com isso tudo? Pedofilia é crime, assim como vários outros previstos no código penal. O que o rapaz disse é que qualquer pessoa que enxergar uma possibilidade de lucro vai empreender, e não existe essa balela de "bem comum", é conversa fiada de comunista para viver do trabalho alheio!
  • Pedro Lemos  06/12/2016 01:49
    O pensamento libertário não se cinge à procura de lucro sem olhar a meios, dado que existem restrições, muito poucas, mas existem, sendo essas os Direitos Humanos, logo nunca poderia existir esse tipo de oferta, dado que vai contra os mesmos.
    Especificamente para o caso do aborto que você mencionou, existem argumentos libertários para ambos os lados, se você tiver a disponibilidade de os ler, pode apenas ir ler o artigo neste website sobre o assunto:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=241
  • Ted  06/12/2016 12:56
    Sergio, quem não pensa é vc.

    O seu comentário deixa isso bem claro.
  • Andre Cavalcante  04/12/2016 20:00


    Afora o que os demais já falaram, que mostram que essa visão nada tem moral de nem representam a liberdade, o que definitivamente mostra o quão longe do cristianismo tal posicionamento é, tenho alguns comentários.

    Leis econômicas, como leis naturais, são como a gravidade. Simplesmente não podem ser revogadas. Tentar revogar a gravidade só vai produzir acidentes (tentar levantar voo com um avião por meio de um decreto só vai fazer piada - interessante é que ninguém pensa que é piada tentarem revogar leis econômicas).

    Entretanto essa sua frase: "a economia deveria estar subordinada à moralidade e ao bem comum" é absolutamente verdadeira.

    Para me fazer entender vou aqui dar os meus conceitos (e.g. a gente briga porque fala coisas diferentes com as mesmas palavras e a mesma coisa com palavras diferentes... :) ).

    Moralidade: conjunto de princípios relativos, considerado o bem, que regem uma sociedade qualquer.

    Bem comum: conjunto de bens e serviços aceitos por uma sociedade qualquer.

    Então, a economia, entendida como o conjunto de interações entre compradores e vendedores é, sempre subordinada à moralidade e ao bem comum (segundo os conceitos acima) de uma determinada sociedade.

    Assim, por exemplo, quando se diz que há um "mercado" de prostituição para "meninas pobres", indica claramente que a moralidade de tal sociedade (o conjunto de indivíduos que pagam por esse serviço) aceita claramente o uso de meninas pobres para serviços de prostituição. Se isso é bom ou mal depende de quem olha o problema. Para mim, homens que tomam meninas pobres para prostituição deveriam ter o pinto cortado! Da mesma forma, eles, agindo assim, estão só expressando que o "bem comum" para eles (e é o que é aceito, na prática) é o uso de meninas pobres para a prostituição. A propósito, há inúmeras outras maneiras que considero mais éticas e morais no uso de meninas pobres, como por exemplo, o trabalho remunerado em casas de famílias (coisa que era comum no Brasil a coisa de 30 anos atrás e hoje é simplesmente proibido, o que mostra bem a moralidade e a ética do que é considerado "bem comum" na sociedade brasileira hodierna).

    Você, sem querer, acabou de mostrar, talvez, a 11a lei econômica: a economia está sempre subordinada aos desejos e moralidade da sociedade. Uma sociedade pervertida irá requerer produtos e serviços pervertidos e uma sociedade moral irá requerer produtos e serviços morais.

    Então, antes de culpar a economia por um desvio que é do indivíduo, lute para modificar a mentalidade e a moralidade desses indivíduos.

    Economia é uma ciência amoral. Ela simplesmente vai te dizer o que vai acontecer quando determinadas medidas (os incentivos econômicos) são colocados em uma sociedade. Novamente, quem deveria lutar com o aspecto moral, seriam outras instituições da sociedade, como escolas e religiões.

    Abraços

  • Sérgio  05/12/2016 22:07
    Meus Deus! Vocês não sabem o significado de bem comum. Bem comum não é coisa de comunista. O Papa Pio XI falava em bem comum.... A Doutrina Social da Igreja fala em bem comum.

    O bem comum é uma categoria especial de coisas que existem simultaneamente para o bem do indivíduo e para o bem de toda a sociedade. Um ônibus urbano pode existir para o bem de todos os membros de uma sociedade, mas nem todos os membros da sociedade podem compartilhar esse bem simultaneamente. As coisas que constituem o bem comum são "perfeitamente divisíveis", o que significa que todos podem ter uma parte igual deles. Não importa quantas pessoas estão lá, ou como rapidamente seu número aumenta ou diminui. Se uma parte do bem comum é aumentada, pode ser aumentada simultaneamente para todos, sem tirar de ninguém. Em outras palavras, o bem comum consiste apenas em coisas imateriais como paz, liberdade, justiça e segurança.

    Leiam mais em:
    distributistreview.com/the-common-good/
  • Andre Cavalcante  06/12/2016 00:32
    Sérgio,

    "Meus Deus! Vocês não sabem o significado de bem comum. Bem comum não é coisa de comunista. O Papa Pio XI falava em bem comum.... A Doutrina Social da Igreja fala em bem comum."

    ooops.

    Antes de sair por aí espargindo palavras na boca dos outros, é bom ler mais e prestar mais atenção no que lê. Veja a minha resposta:

    "Para me fazer entender vou aqui dar os meus conceitos (e.g. a gente briga porque fala coisas diferentes com as mesmas palavras e a mesma coisa com palavras diferentes... :) ). "

    E, sim, fora o conceito que eu dei (individualista), o termo "bem comum" é sim, mesmo dentro da Igreja, um conceito coletivista que, bem aplicado, leva ao comunismo.

    O seu conceito, por exemplo, é um contrassenso: "O bem comum é uma categoria especial de coisas que existem simultaneamente para o bem do indivíduo e para o bem de toda a sociedade". Ora, se é bom para o indivíduo é bom para o sociedade, logo, tudo e qualquer coisa que os indivíduos acham que seja bom, é então bem comum. Se há algo que o indivíduo não ache que seja bom para si, então, logicamente, não é bom para a sociedade, afinal, como são formadas as sociedades?

    A única forma de haver algo que seja bom para uma comunidade e não seja bom para o indivíduo, ou que seja bom para um indivíduo específico mas não seja bom para a sociedade, é quando há coação, de modo a fazer pessoas aceitarem determinados produtos, serviços, comportamentos, pessoas, que não consideram sejam um bem para si mesmo. Exemplo: quando um comerciante é obrigado a aceitar pessoas fumantes em seu estabelecimento, por uma questão de não poder discriminar ninguém, mesmo que ele por si não fume, essa obrigação é levada às pessoas outras que não fumam e que passam então a ter que conviver (por obrigação) com fumantes. Logicamente o inverso também vale.



  • Arthur Gonzaga  03/12/2016 21:45
    Acredito que essas leis podem ser bem sucedidas se aplicada através do esforço pessoal, único e exclusivo, junto com a demanda do consumidor, para o acúmulo de bens, como sustentado nas leis:

    8. O trabalho, por si só, não cria valor; para ter valor, um bem produzido tem de ser útil e demandado por consumidores que voluntariamente querem consumi-lo.

    9. No capitalismo de livre concorrência, o lucro econômico é o bônus extra que uma empresa ganha por ter sabido alocar corretamente recursos escassos.

    Logicamente, então, se retirará, como consequência, a herança acima dos bens de vida (casa e carro), redistribuindo a tudo além disso nas escolas para fortalecer a competição entre os novos integrantes da sociedade economicamente ativa.

    Reafirmando que a redistribuição é somente da herança que esta acima dos bens que constituem o meio de vida como casa, carro, móveis e etc, ou seja, ações, investimentos e imóveis outros. Isso porque a instituição da herança não é um bonus gerado por entidades que aproveitaram oportunidades com poucos recursos, mas é sim um costume gerado pela cultura biologista, com influencia de ideias religiosas, nada tendo a contribuir para o fortalecimento de um país economicamente. Teremos então verdadeiros empreendedores das gerações premiados pelos seus esforços, não filhos mimados de um geração que nunca contribuiu ativamente para a economia, ficando só aproveitando, preguiçosamente ou com uma enorme vantagem de recursos de aprendizado e desenvolvimento cognitivo, sobre os outros que realmente movimentam a engrenagem.
  • Ricardo Gomes  04/12/2016 05:22
    Cada um fica com aquilo que produz e faz o que quiser com os frutos do seu trabalho, inclusive deixa para os seus filhos. O que tem de errado nisso? Vc quer sair roubando a familia dos outros?

    Se eu trabalho a vida inteira e em um momento propício enriqueço por este trabalho, qual o crime em transmiti-lo aos meus descendentes? Explique melhor isso.

    Outra coisa: alguém trabalha e consegue bens, resolve me deixar uma parte quando morre e tenho que recusar? A última vontade de um morto não vale nada? Uma pessoa fez sacrifícios a vida inteira, economizou e deixou um dinheiro para mim e tenho que recusar em respeito a alguém que nunca trabalhou ou construiu nada?

    Dessa forma vc é contra a evolução, se vc sempre tem que começar sua vida do zero sem aproveitar nada que alguém deixou, nunca evoluiremos, estaremos sempre passando e fazendo as mesmas coisas que todos já fizeram.

    Meu pai saiu do zero e no final da vida me deixou uma casa e um bar, daí eu ignoro isso, começo td de novo a partir do zero e depois de uma vida tenho uma casa e um bar, meu filho abdica disso e volta ao zero, onde vai trabalhar a vida inteira para conseguir uma casa e um bar.

    Consegue entender? Nunca haverá evolução...
  • Tulio  04/12/2016 05:32
    Sim, tributar herança é uma ótima medida. Ótima medida pra encher o rabo de políticos de dinheiro. Fosse eu um político ou um burocrata -- ou seja, alguém que mama nas tetas dos outros -- estaria fazendo lobby pesado para um imposto sobre a herança.

    Enquanto os otários trabalham a vida inteira para acumular algum patrimônio e legá-los para seus filhos, ficarei apenas esperando para que, no final, tudo venha para o meu bolso.

    Aliás, por que será que todas as pessoas que defendem mais impostos são justamente aquelas que nunca têm de pagá-los? Vide os nomes dos políticos na lista da Mossack Fonseca nos Panama Papers. Cheio de nêgo ali que defende estado de bem-estar social ao mesmo tempo em que mantêm seguramente seu dinheiro fora do alcance do estado.

    Aqueles que mais defendem aumentos de impostos são os que nunca arcam com eles. Defender aumento de impostos quando se está isento de pagá-los é bem gostoso.

    Aliás, pior ainda: você defende que as pessoas trabalhem duro, mas defende que políticos recebam de mão beijada o dinheiro do trabalho de uma vida inteira de terceiros! Sensacional...

    Aulinha básica de lógica para você: o dinheiro é meu, ganhei com o meu trabalho, mereci esse dinheiro (até aí você diz concordar) e, sendo assim, posso dar a ele o destino que eu quiser. Se, em vez de gastá-lo, eu decidir legá-lo para meus filhos, você quer me proibir?

    Pior, quer me obrigar a dar tudo para Renan Calheiros, Rodrigo Maia, Cunha, Lula, as empreiteiras amigas do governo e toda essa gente bacana.

    Qualquer pessoa que defenda que trabalhadores devem ter seu dinheiro confiscado em prol do governo é um ser totalmente abjeto e desprezível. Pior ainda é defender isso dizendo que está defendendo o trabalho duro.
  • Capital Imoral  03/12/2016 22:42
    1- Este pensamento parte de uma visão de mundo equivocada. Nós evoluídos, agora a verdadeira filosofia não utilizar termos burgueses como "consumir" e sim consumo consciente, onde cada ser humano deve ter o consumo visando o bem comum dos outros. Portanto, assim podemos trabalhar com o conceito: De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades.

    2- Errado, o objetivo final da produção é o bem estar social. Dizer que o consumo é o objetivo final, é partir de premissas capitalistas, de produção e consumo. Se quer um debate honesto parta de premissas corretas.

    3- isso acontece porque a sociedade é capitalista. Se a filosofia for socialista será gratuito, mas o mundo todo precisa aderir.

    4- O valor das coisas é subjetivo em uma sociedade se consumo. Em uma sociedade de bem estar social, o valor das coisas deve ser analisada por uma equipe filosófica, pois o pensamento da escolha, precisa ser devidamente regulado.

    5- De novo partindo de premissas de mercado. Não se pode debater partindo de premissas de mercado. Pois o mercado em essência é a exploração do homem pelo homem.

    6- premissa de mercado. Já foi refutado por capital imoral.

    7- Dinheiro só existe em uma sociedade capitalista, assim como os bens de produção. Em uma socialidade realmente socialista, o dinheiro, bens de produção, serão conceitos que não mais existirá pois o socialismo terá superado isso.

    8- o trabalho é exploração do homem via sistema capitalista. Em uma sociedade livre todos serão intelectuais, filósofos, poetas, e caso queiram trabalho braçal será uma mera escolha, seguida de devidos aconselhamentos.

    9- Recursos escassos só será alocados corretamente, se o mundo todo for socialista e se o governo for mundial.

    10- Veja que o próprio conceito de "economia" é um conceito falho. Pois tudo gira em termos humanos e sociais. No futuro e a sociedade irá superar a matemática, pois é uma mera ferramenta do capital.

    Capital imoral é filosofo e escritor.
  • Cerceau  04/12/2016 06:42
    Meu racha com os liberais se deve principalmente a essa visão de mundo onde produção se resume a sistema de trocas. Fora de um sistema de trocas a número 8 está certa por exemplo, pois você é para determinado tipo de produção o consumidor do seu próprio trabalho.
  • Andre Cavalcante  04/12/2016 17:01
    ??????
  • a  04/12/2016 09:10
    Sim.
  • Vladimr  04/12/2016 13:50
    Retificando errata:
    Sistema de produção não se resume apenas sistema de trocas mas na necessidade dos indivíduos que precisem de produtos ou serviços, ou seja se houver demanda há serviços ou produtos se não houver demanda não há produtos e serviços. É claro que aqueles que tem visão descobrem demandas reprimidas antes dos outros daí prosperam.
  • Antony Mueller  04/12/2016 16:30
    Desejos não são demanda.
  • vladimir  04/12/2016 18:06
    demanda +necessidade+precisão=reposta\entrega produto ou serviço, sendo material ou não.
    desejo+querer+cobiça=satisfação, sentimento por algo ou alguém sendo correspondido ou não
  • Henrique Zucatelli  04/12/2016 20:01
    Vladimir, boa tarde.

    Realmente esse conceito é confuso para quem está começando e eu mesmo já fiquei nesse impasse. Pois bem.

    A demanda a que você se refere é a demanda presente , de produtos e serviços já existentes, e que são tidos como necessários para o mercado, como peças de carro ou coca cola.

    Porém essa demanda nem sempre existiu. Na verdade há pouco mais de 100 anos era muito mais comum a compra de carroças e lamparinas, e a bebida preferida da garotada era provavelmente suco de alguma fruta do quintal da família.

    Onde quero chegar? A demanda (mesmo por coisas que consideramos básicas) sempre é precedida pela produção. E toda produção é precedida por poupança. Basicamente nós nos tornamos dependente de algum produto ou serviço, pois ele já foi fabricado por alguém.

    Qual o grande erro dos Keynesianos? Achar que enfiando dinheiro público em crédito para demanda presente vá gerar demanda futura . Pois gera mais crise, ao passo que as pessoas e empresas se endividam mais e mais. E não é só: a coisa mais necessária para se tocar um bom projeto é poupança. Sem poupança, não se tem futuro. Lembre-se do Brasil.
  • vladimir  05/12/2016 00:56
    Caro Henrique Zucatelli
    Desculpe se não fui claro, é que estava tentando ser bem simples, é as pessoas confundem sentimentos+desejos com necessidade de ou precisão de compra, por exemplo: todo final de mês faço compras, pago despendas ou que seja necessário e o restante guardo, agora se compro algo que desejo ou gosto aí é outra história, o real problema é que as vezes ou sempre as pessoas exageram nas compras, compram por impulso sem ter necessidade endividando-se, bem isso se chama consumismo, e quanto ao uso de cartão de crédito e débito, dívidas de compras etc, Ou seja: o real problema é que NÃO EXISTE EDUCAÇÃO FINANCEIRA BÁSICA NO BRASIL, daí os problemas que você apontou são consequência disso.
  • vladimir  05/12/2016 01:15
    Tudo bem: produção primeiro mas e a inovação dos produtos? como vc falou das carroças, bem aí foi inventado o automóvel sendo não havia demanda de carros só carroças, mas as pessoas queriam automóveis e produziu-se automóveis, outro exemplo o celular da Apple, não existia demanda, mas quando Steve Jobs mostrou o distinto todo mundo queria um. E porque achas que o comunismo foi pro espaço? Porque só se preocupavam com a produção, torram as economias guardadas, não sabiam das necessidades dos consumidores, não tinham noção de lucro tampouco de prejuízo, produziam grandes quantidades de produtos errados e os produtos certos eram insuficientes, poupança inexistente, produtos ruins, empregados desmotivados, gerentes desinteressados, líderes insanos e corruptos.
  • Henrique Zucatelli  05/12/2016 11:28
    Bom dia Vladimir, como vai?

    Que bom que começou a entender o começo da história. Agora falta a outra metade.

    Não tem como prevermos a inovação. Pode parecer pleonasmo, mas inovar é fazer o novo, algo que ninguém fez até hoje. E isso pode dar certo (ou não). Claro que quando pensamos em inovações sempre vem a mente exemplos de sucesso como Apple, Microsoft, Ford e outros. Mas nos esquecemos que estes foram os vencedores. Em seus respectivos momentos, existiram dezenas (ou até centenas) de concorrentes brigando para saber quem iria se perpetuar, e a maioria caiu no caminho, foi absorvida ou simplesmente esquecida.

    Se quiser entender mais como funcionam todos esses sentimentos de um grande inventor nos primórdios de sua carreira, recomendo que leia um livro muito bom (meu de cabeceira) do próprio Henry Ford- Os princípios da prosperidade . Tenho um exemplar da primeira edição, com o autógrafo do tradutor, ninguém menos que Monteiro Lobato. É um tesouro que guardo com muito carinho.

    Voltando ao assunto, como toda inovação é nova (!), precisará de uma dose maciça de confiança de quem produz, aliado ao fato de que são recursos direcionados a esse projeto, com pouca ou nenhuma certeza de que irá dar certo. Repito à exaustão: quando olhamos invenções consagradas damos um valor a elas que não existia na época.

    Justamente por esse princípio, é necessária a existência de poupança para financiar esses projetos. Sem poupança, sem inovação, por melhor que seja a ideia. Se tiver interesse nesse assunto, recomendo um ótimo livro de Peter Schiff - Como a economia cresce, e por que ela quebra .

    Inclusive está a venda aqui no IMB: www.mises.org.br/Product.aspx?id=55 .

    Para finalizar, é melhor entender um pouco mais sobre como funciona o socialismo, e porque ele está sempre fadado ao fracasso. Como bem ilustra a Venezuela, os defensores do socialismo desconhecem uma lei básica da economia

    Um grande abraço, e ótima semana para ti.










  • Vladimir  05/12/2016 13:26
    Henrique Zucatelli
    Bom dia
    Sei que ter capital, fundos, poupança é importante mas:
    Será que os consumidores quererão os meus produtos e serviços.
    Se ninguém se interessar em comprar meus produto ou serviço que eu estou vendendo?
    Se surgir uma oportunidade de negócios vou perder?
    Meus concorrentes oferecerem melhores produtos e serviços que eu vou ter que aprimorar meus produtos ou serviços senão vou pra falência.
    Isso estou vendo do lado do produtor, fornecedor de produtos e serviços.
    Do lado do consumidor:
    Será que preciso desse produto ou serviço?
    Se preciso vou pagar a vista ou a prazo?
    Caso eu compre à vista vou ter de poupar para adquirir o produto ou serviço que quero.
    Caso eu compre à prazo vou ter de calcular quanto do meu ganho posso desprender para gastar.
    Qual é melhor comprar a prazos curtos ou longos?
    E finamente o que não se deve fazer:
    Vou tomar empréstimo para comprar bens de consumo.
    Vou compra itens no cartão de débito\crédito mesmo que não tenha fundos para cobrir o mesmo.
    Vou Tomar empréstimo para pagar o cartão.
    Isso do lado do consumidor.
    Do lado do produtor\finacista e fornecedor de serviços:
    Vou produzir itens em grande quantidade, mesmo que não consiga vender tudo.
    Vou me associar a políticos para que tenha venda cativa de produtos e serviços para o governo cobrando acima do mercado e oferecendo produtos e serviços ruis
    Vou toma empréstimo do governo para especular a compra e venda de empresas, mesmo que não entenda o que elas produzem ou serviço que elas oferecem.
    Criarei lobis junto ao governo para que os meus interesses sejam atendidos.
    Se falir terei AMIGOS no governo e me dá uma mãozinha.

  • Rafael  05/12/2016 11:16
    Alguém, por favor, explique para a esquerda que "não há nada que seja realmente gratuito".

    Se há alguém pagando meia entrada, há alguém pagando 50% a mais pela entrada (sou contra a meia entrada).
    Se há alguém pagando meia passagem, há alguém pagando 50% a mais pela passagem (sou a favor, mas custeada com recursos públicos e não pelos outros usuários - é economicamente mais eficiente e barato, e ambientalmente sustentável, utilizar o transporte público).

    Sugiro a leitura:
    - O colapso da Previdência Social (www.assessorfinanceiro.com/2016/11/o-colapso-da-previdencia-social.html)
  • Joao  05/12/2016 19:29
    Tudo que é gratuito, na verdade é muito caro!
  • Sobre a lógica  05/12/2016 12:39
    O item 4 é contraditório com o item 10.
    O professor Mueller tem uma visão um tanto equivocada com respeito à lógica.
    Tanto a lógica aristotélica, quanto a lógica simbólica, incluindo a teoria dos conjuntos, são sistemas de ordenação argumentativa orientados na direção dedutiva nos quais a inferência está ligada necessariamente às premissas.
    Para que o valor seja logicamente subjetivo, temos que incluir o valor campo dos objetos predicados por subjetivo.
    Ora, vejam:
    Para que isso ocorra, temos de recorrer às definições desses termos, pensando no método geométrico, as definições deveriam anteceder às teses, não estar incluídas nelas. Se ocorrer essa inversão lógica, o argumento é falacioso, chamada de Petição de Princípio (vide ORGANON - Aristóteles; COPY - Manual de Lógica; pesquisem sobre método geométrico)
    Além disso, para que não haja inconsistência entre os itens 4 e 8 o trabalho deveria ter sido definido, tal como o valor o foi, como subjetivo. Senão o item 8 cria uma ambiguidade na passagem (por si só) que, do ponto de vista lógico, é um condicionante. Sem tal definição, o valor parece ter uma parte subjetiva e outra objetiva e, pior ainda, somente o condicionante do valor parece ser subjetivo. Se o trabalho não for caracterizado como subjetivo, o valor é efetivado objetivamente e, portanto, é objetivo.

    Uma reordenação não viciada desses itens deve começar supondo o item 4, isto é, ser uma hipótese (eliminação do item 10). Posteriormente, definir o trabalho ou, por extensão ampliativa, incluir o trabalho no item 4.
    "Se "4" e o trabalho for subjetivo, então "1""2""3""5""6""7""8""9""

    Outro problema, mais grave, é usar o termo subjetivo e, por extensão, objetivo como predicados lógicos, i. é., características de coisas. A distinção entre subjetivo e objetivo é maior, isto é, anterior no processo de conhecimento, do que aquilo sobre o qual a lógica trata: as relações entre enunciados. Digamos, em termos mais simples, subjetivo não é uma característica de coisas, mas de afirmações, frases (vide POPPER - Lógica da Pesquisa Científica; RUSSELL & WHITEHEAD - Principia Mathematica; TARSKI - A Concepção Semântica da Verdade). Para incluir subjetivo e objetivo no vocabulário é necessário realizar uma metalinguagem que, por definição, exigirá a suspensão e a revalidação das definições. Dizer o por que tais definições devem ser aceitas.

    A tentativa de criar leis em uma ciência que sejam a priori não funcionou nem na Física (vide KANT - Crítica da Razão Pura), mesmo na matemática (vide o embate entre FREGE e HILBERT) a tentativa foi, em parte, frustrada. Esse tipo de posição, chamada de Fundacionista, é uma visão, sinto informar, ultrapassada. A exigência de indicações empíricas e construções não totalizantes é regra fundamental para alcançar qualquer teoria saudável no pensamento científico atual.

    PS. Desculpem-me o tecnicismo, não tenho o hábito de escrever para leigos. Devo melhorar nesse aspecto.
  • Aristóteles  05/12/2016 14:16
    Esse aí acionou o gerador de lero-lero e jurou que estava abafando.

    Bem típico: disse que algo está errado, mas foi absolutamente incapaz de utilizar uma sequência lógica inteligível para apontar onde está o erro.

    Aqui vai outra chance:

    O item 4 diz que o valor que cada pessoa a atribui a um show de rock ou a uma pintura é subjetivo.

    Já o item 10 diz que se o salário mínimo for elevado hoje para R$ 100 milhões, isso gerará desemprego e informalidade.

    Por favor, mostre como o item 4 entra em contradição com o item 10.

    Mas agora recorra a um encadeamento lógico e inteligível de idéias. Pessoa que não se expressa direito é pessoa de raciocínio confuso e, logo, de inteligência limitada. Quanto mais inteligente e preparado é o indivíduo, mais clara é a sua comunicação.
  • Sobre a lógica  05/12/2016 15:54
    Sr. Aristóteles, o sr. não entende de lógica e não lembra do artigo acima.
    Tecnicismo, sim, um vício, não é não ser claro, mas pressupor um conhecimento básico do interlocutor.
    Se não compreendeu, não comente.

    O item 10 é "10. Todas as leis genuínas da economia são puramente lógicas e, como tais, não precisam ser verificadas e nem podem ser empiricamente falsificadas."

    Esse item afirma que as teses são a priori, em outras palavras, dogmáticas.

    Há dois problemas:
    Primeiro: 4 e 8, da forma na qual estão escritos, exigem que o trabalho seja definido anteriormente como subjetivo, pois.
    "se 4. O valor das coisas é subjetivo e 8. O trabalho, por si só, não cria valor; para ter valor, um bem produzido tem de ser útil e demandado por consumidores que voluntariamente querem consumi-lo", então, se o bem produzido é útil demandado por consumidores, o trabalho cria valor. Se o trabalho não for subjetivo, então, o valor é criado por algo objetivo" Para deixar de ser inconsistente, o autor deve ter apresentar a definição de que o trabalho é subjetivo anterioremente.

    Segundo: O que é subjetivo é a afirmação de algo, não a coisa. Exemplos: Tenho um lápis preto na mão - é um enunciado objetivo, ou intersubjetivo. Acho que tenho um lápis preto na mão - é um enunciado subjetivo.

    A contradição é: se o valor é subjetivo, mas o trabalho, que nas condições do item 8 cria valor, é objetivo, então parte do valor é caracterizado por condições observáveis, ou verificáveis, ou empíricas.

    Para fazer o teste lógico e saber se uma definição é necessária logicamente, elimine-a e busque inconsistências, se houver, então ela é necessária. Isso não ocorre com a teoria do valor subjetivo. Teorias objetivas do valor, geralmente valor-trabalho, não são inconsistentes, a teoria de Piero Sraffa, de Marx, de Adam Smith, de David Ricardo, são consistente.

    Consistente não significa ser verdadeiro.

    Busque a respeito do postulado 5 de Euclides. Sua história ilustrará o que estou falando.
    Só espero que o Sr. "Aristóteles" (sic) tenha vocabulário o suficiente para entender.
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  05/12/2016 16:09
    Prefiro a frase "a história é feita de exploradores e explorados". Para ter lucro, é necessário explorar alguém. Porque o trabalho de alguém é recurso (daí o nome recursos humanos). Aí entramos em várias outras questões (exemplo o trabalho escravo).As dez leis fundamentais são logicamente válidas. Mas, daí a sonhar utopicamente que isto é aplicável a um mundo com quase 7,5 bilhões de indivíduos (ou universos particulares) é a mesma coisa que acreditar em papai noel, que as pessoas amam ao próximo como a ti mesmo, que as pessoas são boas e outras coisas mágicas. Pode ser um caminho. Aliás, em qual país, cidade, província mundana as teorias da escola austríaca funcionam 100%?. Melhor, quantas pessoas conseguem viver colocando em prática tais teorias? Ainda, quantos anos, séculos ou milênios levariam para implementar tais teorias em todo o mundo ? teorias são tão belas.
  • Professor  05/12/2016 17:08
    "Para ter lucro, é necessário explorar alguém. Porque o trabalho de alguém é recurso (daí o nome recursos humanos). Aí entramos em várias outras questões (exemplo o trabalho escravo)."

    Quanta ignorância. O que possibilita o lucro é o sucesso em se ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores.

    O que possibilita o surgimento do lucro é a ação empreendedorial em um ambiente de incerteza. Um empreendedor, por natureza, tem de estar sempre estimando quais serão os preços futuros dos bens e serviços por ele produzidos. Ao estimar os preços futuros, ele irá analisar os preços atuais dos fatores de produção necessários para produzir estes bens e serviços futuros. Caso ele avalie que os preços dos fatores de produção estão baixos em relação aos possíveis preços futuros de seus bens e serviços produzidos, ele irá adquirir estes fatores de produção. Caso sua estimação se revele correta, ele auferirá lucros.

    Portanto, o que permite o surgimento do lucro é o fato de que aquele empreendedor que estima quais serão os preços futuros de alguns bens e serviços de maneira mais acurada que seus concorrentes irá comprar fatores de produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do mercado, estão hoje baixos. Consequentemente, os custos totais de produção — incluindo os juros pagos sobre o capital investido — serão menores que a receita total que o empreendedor irá receber pelo seu produto final. Esta diferença é o lucro empreendedorial.

    Por outro lado, o empreendedor que estimar erroneamente os preços futuros dos bens e serviços irá comprar fatores de produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do mercado, estão hoje altos. Seu custo total de produção excederá a receita total que ele irá receber pelo seu produto final. Esta diferença é o prejuízo empreendedorial.

    Assim, lucros e prejuízos são gerados pelo sucesso ou pelo fracasso de se ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores.

    Lucros e prejuízos são fenômenos que só existem constantemente porque a economia está sempre em contínua mudança, o que faz com que recorrentemente surjam novas discrepâncias entre os preços dos fatores de produção e os preços dos bens e produtos por eles produzidos, e consequentemente haja a necessidade de novos ajustes.

    O que cria lucros e prejuízos não é o capital empregado. Ao contrário do que pensava Marx, o capital não "gera lucro". Bens de capital são objetos sem vida que, por si sós, não realizam nada. Se eles forem utilizados de acordo com uma boa ideia, haverá lucros. Se eles forem utilizados de acordo com uma ideia equivocada, haverá prejuízos ou, na melhor das hipóteses, não haverá lucros. É a decisão empreendedorial o que cria tanto lucros quanto prejuízos. É dos atos mentais, da mente do empreendedor, que os lucros se originam, essencialmente. O lucro é um produto da mente, do sucesso de se saber antecipar o estado futuro do mercado. É um fenômeno espiritual e intelectual.

    Condenar qualquer lucro como sendo 'excessivo' pode levar a situações tão absurdas quanto aplaudir uma empresa que, outrora muito lucrativa, passou a desperdiçar capital e a produzir ineficientemente a custos mais altos. Esta redução na eficiência e, consequentemente, nos lucros logrou apenas fazer com que os cidadãos fossem privados de todas as vantagens que poderiam usufruir caso os bens de capital desperdiçados por esta empresa fossem disponibilizados para a produção de outros produtos.

    E é por isso que empresas que operam continuamente com prejuízo — por mais importantes que elas sejam para o "orgulho nacional" — devem falir e ser vendidas para novos administradores mais competentes. Falências são algo extremamente positivo para uma economia, pois permitem que aqueles concorrentes mais produtivos e mais capazes tenham a oportunidade de comprar os ativos das empresas falidas a preços de barganha, permitindo-os fortalecer suas operações e voltar a criar valor para a sociedade. Um governo proteger empresas falidas ou que operam com seguidos prejuízos é a maneira mais garantida de empobrecer uma economia.


    Por último, quando é que havia mais lucros e riquezas no mundo: quando o trabalho era escravo ou quando ele se tornou assalariado? Como é possível uma mão-de-obra escrava produzir bens de qualidade, em altas quantidades, e com isso gerar lucros?

    É cada ignaro que despenca por aqui...


    "Aliás, em qual país, cidade, província mundana as teorias da escola austríaca funcionam 100%?"

    Onde elas funcionam?!

    Em todo e qualquer lugar.

    Onde elas realmente foram aplicadas?

    Aqui.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=729

    Ainda, quantos anos, séculos ou milênios levariam para implementar tais teorias em todo o mundo?

    Por que teria de ser em todo o mundo? Ora, interessa apenas para uma sociedade em específico que queira enriquecer. Exatamente como fez Hong Kong.
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  05/12/2016 18:30
    Professor. Agradeço por tentar me tirar da ignorância. Mas ainda tenho dúvidas :
    - ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário ? (joguei a palavra explorar porque queria provocar mesmo - mas é conta de mais e menos)
    - o trabalho não é fator de produção (um dos) ?
    - o trabalho é um recurso escasso ?
    - demanda pode ser "criada" pelo marketing ?(ou não?)
    - sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive) ?
    - não condenei e nem condeno o lucro como "excessivo". Todos buscam o lucro.
    - "O lucro é um fenômeno espiritual". Não entendi.
    - "Por que teria de ser em todo o mundo?" - poderia ser para o bem estar da humanidade - tudo bem se não for - é uma colocação somente.







  • Bruno  05/12/2016 22:45
    "ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores não pode ser redução de salário?"

    Não. Ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores significa produzir e vender exatamente aquilo que o consumidor quer. Se o empreendedor vai pagar salário astronômico ou mínimo para a mão-de-obra, isso é totalmente irrelevante para o consumidor.

    "o trabalho não é fator de produção (um dos)"

    Sim.

    "o trabalho é um recurso escasso?"

    Mão-de-obra é, por definição, algo escasso. Por isso mesmo, sempre haverá mais demanda por mão-de-obra do que mão-de-obra efetivamente disponível.

    Falta mão-de-obra para tanto emprego disponível.

    Sendo assim, a taxa de desemprego sempre deveria ser zero e os salários dos empregados sempre tende ao aumento. E por que o desemprego não é zero? Por causa disso.

    "demanda pode ser "criada" pelo marketing?"

    Desejo pode ser criado pelo marketing, não demanda. Demanda significa aquisição. Eu tenho desejo por uma mansão, por um helicóptero e por uma Ferrari, mas não tenho como demandá-los porque não tenho o poder aquisitivo para os três. E não há marketing que me faça demandar esses três itens. Resta-me apenas desejar.

    "sobre o trabalho escravo, nem entrei no mérito e na discussão sobre quando havia mais lucro e riqueza. Mas, o trabalho escravo é um fato que ainda existe. Existe por interferência governamental ou porque tem muitos empresários gananciosos e que buscam o lucro a qualquer custo (humano inclusive)?"

    Ué, ainda existe trabalho escravo? Não sabia. Ainda existem pessoas trabalhando sem salário, sob chicotadas, proibidas de pararem de trabalhar e proibidas de pedirem demissão? Não sabia. Manda aí um link, por favor.

    Até onde sei, nenhum indivíduo sai escravizado de sua casa e é levado a contragosto para trabalhos compulsórios. Um indivíduo, por definição, encontra trabalho porque saiu à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação atual (sem trabalho) não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar muito" é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

    A menos que você comprove que o indivíduo está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para ele.

    E se ele se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava antes. Cabe a você provar que esse indivíduo foi seqüestrado, levado a um emprego e ali mantido em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibido de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esse indivíduo ainda prefere seu atual trabalho (assalariado) ao desemprego.
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  07/12/2016 13:32
    Obrigado Professor. Sobre trabalho escravo existem vários links. Um deles aquiacontece.com.br/noticia/2016/11/08/mofficer-e-condenada-por-usar-trabalho-analogo-a-escravidao
  • Professor  07/12/2016 16:02
    Esse seu link é a perfeita ilustração prática da teoria que eu acabei de falar. Inacreditável.

    Ou seja, 6 bolivianos "viviam em condições precárias, com jornadas de trabalho exaustivas, sem carteira de trabalho assinada ou férias".

    Pelo bem debate, ignorarei a afirmação de que as condições acima denotam "escravidão" (uma total desconsideração para com os escravos de verdade) e irei direto ao ponto.

    Até onde se sabe, imigrantes não saem escravizados de seus países de origem amontoados em navios negreiros e levados a contragosto para trabalhos compulsórios. Um imigrante, por definição, sai de um lugar para ir a outro à procura de trabalho. Sua intenção sempre é melhorar de vida. Ele faz isso porque quer; porque a situação em seu país de origem não lhe é atraente. Se ele está disposto a "trabalhar dia e noite, inclusive no fim de semana", é porque ele acha que assim ficará em situação melhor do que aquela em que se encontrava até então.

    A menos que você comprove que o imigrante está sendo [u]obrigado[u] a trabalhar sob a ameaça de um chicote, sem a opção de sair do emprego quando quiser, tal escolha sempre será benéfica para o imigrante.

    E se um imigrante se sujeita a condições que para nós parecem degradantes é porque, para ele, aquilo ainda é melhor do que a situação econômica em que ele se encontrava em seu país natal. Cabe a você provar que esses bolivianos foram sequestrados para São Paulo e ali mantidos em cativeiro, contra sua vontade, sendo proibidos de parar de trabalhar. Caso isso não tenha acontecido, então a única conclusão empírica é que esses bolivianos ainda preferiam essas condições às da Bolívia.

    No mais, vale ressaltar que os imigrantes que se sujeitaram a isso são, como dito, bolivianos. Parece que o paraíso criado por Evo Morales não está funcionando como o prometido. Bolivianos preferem "ser escravos" em São Paulo a continuar vivendo lá.
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  07/12/2016 18:06
    Professor. Eu provar ???? Eu não tenho que provar nada. Certamente haverá crítica à Justiça do Trabalho. Normal. Mas, quem foi condenado por "usar trabalho análogo à escravidão" foi a empresa. A sua visão de escravidão, amparada em momento histórico distinto. Mas, compreendo seus argumentos. São lógicos para defender tese. Deixam de lado um carrilhão de outras lógicas. Mas tudo bem, cada qual defende suas próprias convicções. Mas daí a considerar que hoje não há trabalho análogo ao escravo, é uma distância muito grande. Os proprietários de escravos no passado não consideravam o escravo como escravo. Considerava o ser humano que estava naquelas condições como mercadoria. E, garanto para você, que se alguém tentasse impor outra lógica ela ficaria furioso. Muitas vezes percebo que o pessoal dito liberal é um tanto quando radical. Mas compreendo.
  • Professor  07/12/2016 19:34
    Ué, nenhuma palavra quanto aos bolivianos que agora estão desempregados e sem renda graças ao "amor humanitário" da Justiça do Trabalho? (Como bem lembrou o Goulart ali embaixo).

    Isso sim é ser radical. Isso sim é colocar sua ideologia acima da vida das pessoas.

    Quero saber sua opinião: aqueles seis bolivianos estavam ali voluntariamente (ninguém os sequestrou), trabalhando e ganhando um salário. Aí alguém fez uma "denúncia humanitária" e agora eles estão sem trabalho e sem renda.

    Você realmente acha que eles agora estão em melhor situação? Sim ou não?

    Pergunta simples, direta e sem pegadinhas. Nada de tergiversar.
  • Eduardo Mendes  07/12/2016 23:39
    Professor. Pela sua lógica, não. Pela minha eu acho que só eles poderiam dar uma resposta objetiva.
  • Andre  07/12/2016 21:16
    A justiça condenou a empresa no papel, mas no bolso quem vai pagar são os bolivianos que agora estão desempregados, mas esse povo é trabalhador e unido, certamente sua comunidade irá arrumar outro empregador informal e bem relacionado que oferecerá um trabalho e pagará salário para eles.
    Bolivianos são trabalhadores exemplares e dão muito valor ao trabalho que tem nas oficinas do Brás, pois sabem que a opção é trabalhar numa mina de estanho ou prata em seu país, morrer precocemente aos 40 anos e não ver seus filhos crescerem.
  • Goulart  07/12/2016 16:03
    E o mais legal é que esses bolivianos que foram "salvos" agora estão desempregados e sem renda.

    Mas, segundo os humanistas, estão melhores assim.
  • Joao  05/12/2016 19:35
    "Recursos humanos" é um termo tão mal compreendido e mal usado, que não é a toa que vem sendo substituído por "Gestão de pessoas", "Administração de competências", "Gestão de talentos" ou "Departamento de pessoal"!
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  07/12/2016 13:37
    João. A alteração do termo "Recursos humanos" por "Gestão de pessoas", "Administração de competências", "Gestão de talentos" ou "Departamento de pessoal" não muda o fato que o trabalho (Humano) é um fator de produção. Gestões podem ser diferenciadas e resultar em aumento de produtividade. Certo ?
  • Henrique   06/12/2016 00:14
    JOÃO DÓRIA PRESIDENTE 2018

    https://jornalivre.com/2016/12/05/joao-doria-vai-abolir-o-uso-de-carros-oficiais-da-prefeitura-de-sao-paulo-veiculos-serao-vendidos-pela-futura-administracao/
  • Luiz Henrique  06/12/2016 10:08
    Gosto mais do Flavio Augusto!
  • Antony Mueller  07/12/2016 00:04
    Muito obrigado a todos pelos comentários. Em vez de responder individualmente fiz uma versão estendida, esta vez em inglês. Acho que pude esclarecer uma grande parte das dúvidas. Se encontra o novo texto sob este LINK:
    continentaleconomics.com/files/TEN_FUNDAMENTAL_LAWS_OF_ECONOMICS._CEI.pdf
    Abraços, Antony Mueller
  • Taxidermista  08/12/2016 16:26
    Prof. Antony:


    Talvez seja interessante realizar um paralelo entre "as dez leis fundamentais da economia", delineadas no seu artigo, e os "Ten Pillars of Economic Wisdom", compilados pelo Prof. David Henderson:

    econlog.econlib.org/archives/2012/04/the_ten_pillars.html


    Abraço cordial.
  • Antony Mueller  08/12/2016 16:45
    Henderson mistura sintêtico a priori e a posteriori. Assim sua "sabedoria" pode ser duvidada. Por exemplo "competition is a hardy weed". Outras sabedorias como ela sobre "incentivo" é tautológico - o que não é o mesmo como sintêtico a priori.
  • Taxidermista  08/12/2016 17:12
    Muito provavelmente pq Henderson é um chicagoan, né, Prof., daí os pressupostos metodológicos são outros, como sabemos.

    Abraço.
  • Emerson Luis  08/12/2016 12:48

    "3. Não há nada que seja realmente gratuito."

    Corolário: Em geral, o que é oferecido como "gratuito" possui custos ocultos elevadíssimos e é mau negócio.

    "4. O valor das coisas é subjetivo."

    Mas o preço é objetivo. Valor é diferente de preço, embora totalmente ligado a ele.

    Três amigos estão em uma loja e veem um produto precificado em R$10; um considera caro demais, outro considera um preço razoável e o terceiro, bem barato. Cada um avaliou o mesmo produto conforme seus próprios critérios individuais e subjetivos, atribuindo a ele um valor diferente. Mas os três concordam e têm que concordar que o preço solicitado pela loja por aquele produto é de R$10.

    * * *

  • Antony Mueller  08/12/2016 16:07
    Bom exemplo, Emerson.


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