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Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana
A tentativa da socialização da medicina nos EUA gerou elevação de preços e precariedade de serviços

A grande plataforma de Barack Obama sempre foi a reforma do sistema de saúde americano.  No dia 23 de março de 2010, ele promulgou o Patient Protection and Affordable Care Act (Lei de Proteção ao Paciente e de Assistência Acessível), que passou a ser popularmente conhecido como Obamacare.

Há quatro elementos essenciais do Obamacare que merecem ser mencionados:

1) Os planos de saúde são legalmente obrigados a fornecer cobertura a todos os requerentes, independentemente de seu histórico médico. 

Para isso, foi criado um sistema parcial de "classificação comunal" para os prêmios, o que significa que os planos de saúde passaram a estipular seus prêmios baseando-se (majoritariamente) na geografia e na idade dos requerentes, e não no sexo ou nas condições médicas pré-existentes.

2) As apólices dos planos de saúde têm de atender a padrões mínimos (chamados de "benefícios essenciais de saúde"), o que inclui não haver um limite máximo para indenizações anuais ou vitalícias das empresas seguradoras para uma apólice individual.

3) Absolutamente todos os cidadãos dos EUA são obrigados a comprar um plano de saúde. 

A aquisição de um plano de saúde é obrigatória para todas as pessoas. Os mais pobres que se declararem incapazes de arcar com as mensalidades recebem subsídios do governo federal. 

4) Empresas com mais de 50 empregados que trabalham em tempo integral (30 horas ou mais por semana) têm de bancar o plano de saúde deles. Caso não o façam, são pesadamente multadas.

Ou seja, o governo Obama obrigou as pessoas a comprarem planos de saúde e obrigou as seguradoras a conceder planos de saúde para todos os requerentes.

O motivo dessa obrigatoriedade é que, se todos pagassem às seguradoras e se as seguradoras aceitassem todos os requerentes, então aqueles mais pobres que não tinham nenhum plano de saúde poderiam agora ter acesso a um. 

Mas as consequências foram exatamente as previstas por todos os economistas sensatos: os custos das mensalidades explodiram.

Com o governo estipulando a cobertura mínima que tem de ser fornecida pelos planos de saúde; obrigando todos os cidadãos americanos a adquirir apólices homogêneas e com cobertura completa; e obrigando os planos de saúde a aceitarem pessoas com condições médicas pré-existentes e a cobrarem delas o mesmo prêmio que cobram de pessoas saudáveis, que não têm nenhuma condição pré-existente, os preços da mensalidade só poderiam ir para o alto.

Mais: com milhões de novas pessoas repentinamente indo à procura de mais serviços médicos do que antes, e sem que tenha havido um igual aumento na oferta de serviços (criar mais médicos, mais hospitais, ou mais máquinas de ressonância magnética não são coisas rápidas e desburocratizadas), os custos dos serviços de saúde também foram para a estratosfera.

Em última instância, o Obamacare foi o evento que fez com que os eleitores independentes votassem em Donald Trump.

O inacreditável amadorismo de Hillary Clinton

A importância do fator Obamacare é inegável. O sistema de serviços de saúde dos EUA vivenciou uma acelerada dissolução durante este ano eleitoral, afetando profundamente a vida de todos, exceto dos extremamente ricos (que votaram em Hillary). E mesmo que você nada soubesse sobre a campanha eleitoral e sobre as propostas dos candidatos, você tinha de presumir que a questão da saúde teria grandes repercussões no resultado eleitoral.

Hillary Clinton não apenas defendeu este atual sistema que todos os americanos trabalhadores odeiam, como ela ainda quis levar todo o crédito por ele: em várias entrevistas, ela sempre fazia questão de enfatizar que o Obamacare era antes chamado do Hillarycare, pois a ideia sempre foi dela. Na prática, era como se você quisesse levar os créditos pelo Zika vírus. Ela se comportou de uma maneira totalmente indiferente aos problemas criados por esse programa, o que mostra seu inacreditável elitismo. Por outro lado, Donald Trump prometia acabar com o odiado programa em todos os seus discursos e em todas as suas propagandas.

Vida e morte

A palavra "serviços de saúde" não é simplesmente um assunto político; trata-se de um assunto crucial, algo no mesmo nível de importância de se você terá dinheiro para pagar o aluguel ou para colocar comida na mesa. É algo que afeta diretamente a sua vida, literalmente.

Todo mundo envelhece. Todo mundo adoece. Todo mundo tem de ir ao médico com certa frequência. Isso requer um sistema de serviços de saúde que seja estável. Caso contrário, a qualidade de vida será diretamente impactada. Isso está no mesmo nível de importância de coisas como serviços de alimentação, de vestuário e de moradia. Se o acesso a serviços de saúde se torna instável e não-confiável, toda a qualidade de vida se desestabiliza.

O fato de Obama, Clinton e todo o resto da quadrilha terem se imaginado capazes de criar um sistema único de saúde para toda a América — se utilizando de boas intenções, fita crepe, cola, leis, decretos, imposições, toneladas de coerção estatal, e zero cooperação bipartidária — mostra uma inacreditável arrogância. Eles pagaram por isso.

Cinco anos atrás, antes da imposição do Obamacare, os EUA tinham um sistema imperfeito e já altamente regulado pelo governo. Dentre outras coisas, o governo proibia que a seguradora de um estado fornecesse serviços em outro estado [é como se a Unimed só pudesse atuar no Rio, a Amil só em São Paulo, a Sul America só em MG e por aí vai], o que criava uma reserva de mercado tentadora. Adicionalmente, as seguradoras eram obrigadas pelo governo a cobrir até mesmo consultas de rotina. Se você fizesse algo tão simples e corriqueiro quanto um exame de sangue — que é coberto pelos planos de saúde e pelos programas Medicare e Medicaid —, o hospital cobrava um preço astronômico do governo ou da seguradora. Conseqüentemente, os preços das apólices só aumentavam. (Leia todos os detalhes aqui).

Ainda assim, havia alguma previsibilidade.

Porém, após o Obamacare entrar em ação, tudo explodiu em caos e incertezas. As experiências de cada americano variam de acordo com as circunstâncias. Mas, no geral, o resultado foi um desastre.

Ainda em agosto, escrevi que o Obamacare seria o requiem do estado de bem-estar americano. Tudo deu errado desde o primeiro dia. Para azar dos democratas, o pior do programa — acentuado encarecimento das mensalidades, seguradoras entrando em colapso, franquias disparando — se intensificou exatamente no ano eleitoral. Ainda na semana anterior à eleição, veio ó anúncio de que as mensalidades subiriam novamente, entre 25% e 90% — um fato que Trump fez questão de enfatizar em cada discurso e em cada propaganda ao redor do país.

No meu caso, apenas alguns dias após a implantação do programa, recebi uma notificação de que minha mensalidade subiria a níveis hilariamente intoleráveis. Não me lembro exatamente do valor específico, mas o aumento era tão absurdo que parecia até ter havido um erro de digitação. Claramente, a seguradora queria que eu saísse do plano. Era mais negócio para ela.

Consequentemente, eu me juntei a milhões de outros americanos que imediatamente perderam os planos de saúde que até então tinham. Encontrar um novo plano exigia navegar em um labiríntico sistema burocrático, caracterizado por uma confusão envolta no caos. Desde então, os serviços de saúde nunca mais foram os mesmos.

E isso foi apenas o começo. O colapso do sistema de planos de saúde nos EUA se acelerou desde então. Havia cada vez menos opções à medida que cada vez mais seguradoras iam à falência. Mesmo que você tivesse um plano de saúde, era impossível saber se o médico ou hospital aceitariam aquela sua seguradora específica, uma vez que ninguém podia obrigá-los a isso. Você não tinha como obrigar a seguradora a realmente cobrir aquilo que, no papel, o governo a obrigava a cobrir. As exigências das segurdoras por documentações e comprovações só faziam crescer, e tudo com o compreensível objetivo de tentar controlar as despesas.

Milhões de americanos repentinamente passaram a viver em um estado de extrema ansiedade. Uma visita ao médico poderia significar uma conta de apenas US$ 40 ou a total falência do indivíduo. Mesmo que você não tivesse problemas de saúde, o simples temor de se tornar doente já bastava para mantê-lo acordado à noite.

O novo sistema atingiu cada americano de classe média exatamente onde dói mais.

Todas as pesquisas mostravam a insatisfação dos americanos, comprovando que este era um sistema incrivelmente ruim. E Hillary Clinton se recusava a admitir que a coisa era uma catástrofe. Tudo o que ela sabia fazer era se congratular por ter lutado muito por sua implantação. Quanta cegueira.

E a coisa se transformou em pura crueldade quando, nos debates, ela desprezava todas as preocupações demonstradas pelos eleitores. A cada debate, suas respostas sobre este assunto eram apavorantes e impressionantemente sádicas.

A Navalha de Ockham

E o que dizer de todas as outras questões presentes nessa eleição americana, do globalismo à política externa, passando pelos direitos das mulheres e o porte de armas? Invoquemos aqui o princípio da Navalha de Ockham (em homenagem ao especialista na teoria da lógica Guilherme de Ockham). Ela diz o seguinte: "Havendo diversas teorias, aquela que recorrer ao menor número de suposições deve ser a escolhida".

Com isso em mente, faz sentido adotar a seguinte suposição para explicar o resultado dessa eleição: os americanos odeiam o Obamacare. Nos estados decisivos (os swing states), o Obamacare foi o fator que determinou o resultado; foi o fator que transformou eleitores passivos em ativos; democratas em republicanos; e independentes em eleitores de Trump.

Veja o que ocorreu em Wisconsin, por exemplo: um estado majoritariamente democrata que surpreendeu a todos ao dar a vitória a Trump. As pesquisas de boca de urna mostravam que havia algum consenso em apenas uma questão: o Obamacare havia ido longe demais. Ao passo que apenas 17% disseram que ele era bom (e isso em um estado historicamente democrata), nada menos que 45% disseram que ele havia ido longe demais. Dentre esses 45%, 81% votaram em Trump. Isso, por si só, foi o suficiente para transformar o estado do Wisconsin de democrata em republicano, criando um ponto de virada na contagem eleitoral.

Uma pesquisa realizada em junho de 2016 pela Kaiser Family Foundation demonstrou o tamanho da encrenca. O número de pessoas que classificavam seu plano de saúde como "não tão bom" ou "ruim" aumentou de 20% para 31% entre 2015 e 2016. As pessoas que classificavam como "bom" ou "excelente" diminuíram na mesma proporção.  E isso foi em junho. De lá para cá, os problemas só pioraram.

O alerta de Bill Clinton

Ironicamente, foi o sempre astuto Bill Clinton quem fez o mais proeminente alerta sobre o Obamacare, um mês antes da eleição:

Então, você tem esse sistema completamente maluco, no qual, repentinamente, 25 milhões de pessoas adquirem um plano de saúde enquanto aquelas outras pessoas que estão se matando de trabalhar, em alguns casos 60 horas por semana, acabam vendo suas mensalidades dobrarem e sua cobertura cortada à metade. É a coisa mais maluca do mundo.

No dia seguinte, obviamente, ele recuou, disse que foi mal interpretado, e seus comentários foram imediatamente enterrados.

O Obamacare foi a maior e mais ambiciosa iniciativa doméstica de Barack Obama nestes últimos 8 anos. O programa tinha os melhores cérebros trabalhando em sua implantação, todos os recursos, todo o poder e toda a promoção da mídia. E ele fracassou. E destruiu a confiança das pessoas em algo que está no cerne de suas vidas.

E essa perda de confiança se traduziu em uma incredulidade generalizada em relação a tudo o que a candidata democrata dizia. Se ela era incapaz de falar a verdade sobre o que realmente aconteceu com o seu adorado programa, se ela era incapaz de ter empatia com todos os problemas que o americano médio estava vivenciando em decorrência de um programa que ela dedicou parte de sua vida profissional a implantar, por que o povo deveria confiar a presidência a ela? Eis a questão.

É fácil entender como essa dinâmica se transformou em revolta contra uma elite dominante distante e fria, que em nada se preocupava com as preocupações reais do americano médio. Isso comprovou verídica a narrativa de Trump.

Portanto, sim, a mídia pode continuar oferecendo suas interpretações específicas e apócrifas sobre esta eleição. Mas uma reação mais simples e mais humana é recorrer à Navalha de Ockham. A eleição foi um veredicto sobre uma fracassada reforma do sistema de saúde, e um veredicto sobre quem criou essa reforma.

O que vem agora?

Odiar um sistema ruim e punir seus defensores é fácil. Muito mais difícil é consertar o problema: os aspectos mais populares do programa (o acesso dos mais pobres a planos de saúde, por meio de subsídios do governo) são também a própria razão dos mais impopulares aspectos do programa (disparada dos custos e redução das coberturas). Isso explica por que Trump já recuou de sua promessa de abolir o programa, e passou a falar apenas sobre fazer reparos na lei existente.

E isso ocorreu apenas quatro dias após ele ter feito da abolição do Obamacare o ponto central de seu discurso em Michigan, outro estado majoritariamente democrata que lhe deu a vitória.

Os anos vindouros serão de um interminável fluxo de propostas confusas, complexidades e distorções regulatórias. Mas os americanos devem se fazer apenas uma simples pergunta: por que o acesso a itens como comida, roupas, transportes, Uber, objetos para casa, seguros de carro e todos os tipos de serviços digitais, bem como a precificação de todos esses bens e serviços, só melhorou na última década, ao passo que os serviços de saúde só pioraram?

Por acaso há algo de estruturalmente diferente no âmbito dos serviços de saúde, que fazem deles algo completamente diferente do resto da economia, de modo que o governo tem de estar no comando? Não. Se você coloca um serviço nas mãos do governo, o resultado é sempre o mesmo: escassez, encarecimento e politicagem.

A verdade é inevitável: o único caminho para consertar esse problema é por meio de menos governo e mais concorrência de mercado. Sempre que você quer serviços com mais qualidade a preços menores, você tem de ter livre concorrência e livre mercado. Não se conhece exceção a esta regra.

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Leia também:

Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde 

Como Mises explicaria a realidade do SUS? 

A saúde é um bem, e não um direito 

Como realmente funciona o sistema de saúde americano 

 

10 votos


  • Ciro Gomes 2018  16/11/2016 14:54
    Por que o Obama não copiou o sistema de saude da Noruega, Suecia, França e do vizinho Canada ao inves de fazer uma coisa capenga?
  • Ed  17/11/2016 02:34
    O Canadá pode se dar ao luxo de ter uma medicina socializada porque suas grandes cidades são todas próximas à fronteira com os EUA. Buffalo é a cidade com mais aparelhos de ressonância magnética per capita no mundo, justamente para atender à população da província de Ontario, que prefere pagar do próprio bolso (sim, eles não têm plano de saúde americano) a ficar esperando nas intermináveis filas daquele país.

    E o Obamacare apareceu para piorar ainda mais sua situação.
  • Ed  17/11/2016 02:38
    Aliás, aí vai um artigo que mostra a "maravilha" que é esperar por uma ressonância magnética no Canadá. Algo que leva mais de um ano. Até Pittsburgh, na Pensilvania, longe da fronteira, tem mais desses aparelhos per capita.

    www.bcliving.ca/health/mri-scans-waiting-for-public-health-care-vs-paying-for-a-private-mri-clinic

    E isso que mencionei apenas aparelhos de ressonância magnética.
  • Gabriel Armond de Lima  17/11/2016 14:34
    Sensacional, Tasso.
  • AHR  16/11/2016 15:02
    Um ponto para reflexão: se eu me cuido (bebo pouco, não fumo, não uso outras drogas e pratico exercícios físicos regularmente) pagarei a mesma mensalidade de plano de saúde que alguém com a mesma idade, mas que bebe exageradamente, usa drogas e não se exercita.
    Isso é correto?
  • Ricardo Malta  16/11/2016 15:17
    No caso do Obamacare (e cada vez mais também no Brasil), correto. E sempre lembrando que:

    Nem todos os problemas de saúde são seguráveis
  • Paulo Bat  16/11/2016 17:18
    Muito simples

    Vamos ao exemplo de um seguro de vida. Ao contratar o mesmo, você pode morrer daqui a uma hora, um ano ou cem anos. Nem você e nem a seguradora tem como saber quando você vai morrer. Apesar de que algum dia você vai morrer!

    O que eles fazem é um estudo sobre mortalidade e aplicam fórmulas para estabelecer quanto é o valor do seguro, dependendo de sua idade e diversos outros parâmetros.

    É o mesmo para um plano de saúde. Eles não tem como saber qual é o seu estilo de vida, sua pré-disposição genética e nem sua saúde no momento da aquisição do plano ou no futuro.

    Assim, eles também têm estudos baseados em parâmetros, como por exemplo a idade e etc. para determinar o valor do plano.

    Assim sendo, mesmo num cenário totalmente desregulamentado, pagaríamos pela média de cada faixa determinada por cada empresa, baseada nos estudos desta empresa de plano de saúde ou seguro, ou seja, pagaríamos a mais caso tivéssemos uma vida regrada ou menor pré-disposição genética para doenças e a menos, caso contrário.
  • Max Stirner   16/11/2016 15:29
    Achei muito interessante esse artigo, sou um curioso sobre sistemas de saúde...

    Mas gostaria que os amigos me tirassem uma dúvida...

    A socialização da saúde sempre será um erro ? Será mesmo que a saúde deve ser encarada como um produto como outro qualquer ?
    Os serviços de saúde(em todos os aspectos) são caríssimos, como que o pobre vai ter acesso ? Como fazer o pobre ter acesso aos serviços de saúde num ambiente contaminado com reserva de mercado em todos os cantos(planos de saúde, medicamentos etcs)
    Você começa consertando isso por onde ?
    Se nem o Obama com sua equipe de especialistas focados 24hrs por dia nisso não conseguiram achar uma solução...

    O que eu percebo é que o governo pensa em ajudar uma minoria e uma maioria vai pagar por isso. É melhor deixar a minoria morrer sem ter acesso aos serviços de saúde ? A desigualdade é inevitável, estamos brigando com o darwinismo social,estamos tentando intervir numa lei natural ?
    É um cobertor curto, o governo mexe de um lado e prejudica outro, se não mexe, um lado tbm vai ficar prejudicado... é muito difícil achar uma solução em que TODOS tenham acesso à saúde conforme prevê o discurso bonito da OMS.



  • Kincaid  16/11/2016 15:46
    "A socialização da saúde sempre será um erro?"

    A socialização de qualquer serviço sempre será um erro. Impossível querer que oferta e qualidade aumentem por meio de decretos, leis, controles de preços e várias outras restrições ao funcionamento do mercado. Essa talvez seja a lei mais básica da economia.

    "Será mesmo que a saúde deve ser encarada como um produto como outro qualquer?"

    Por que ela deveria ser encarada diferentemente da alimentação, por exemplo? Aliás, produzir, distribuir e vender comida é ainda mais importante que serviços de saúde: sem comida, ninguém vive. Nem mesmo os médicos.

    "Os serviços de saúde(em todos os aspectos) são caríssimos, como que o pobre vai ter acesso?"

    Ué, e por que você acha que eles são caros? Dica: qual é o único serviço que, em todos os países, é o controlado pelo governo?

    Bingo!

    Dica: serviços de saúde são caríssimos; serviços de saúde são pesadamente regulados pelo governo. Logo, qual a conclusão óbvia?

    Sempre leva um raciocínio lógico até o fim.

    Ah, sim, esse artigo será do seu interesse:

    Preços regulados pelo governo subiram muito mais que os preços de mercado

    "Como fazer o pobre ter acesso aos serviços de saúde num ambiente contaminado com reserva de mercado em todos os cantos (planos de saúde, medicamentos etcs). Você começa consertando isso por onde?"

    Acabando com as reservas de mercado (todas elas criadas e garantidas pelo governo) e permitindo a livre concorrência entre planos de saúde e serviços médicos.

    Um retrato da saúde brasileira - um desabafo de dois médicos

    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

    Um breve manual sobre os sistemas de saúde - e por que é impossível ter um SUS sem fila de espera

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    "Se nem o Obama com sua equipe de especialistas focados 24hrs por dia nisso não conseguiram achar uma solução..."

    Você, pelo visto, ignora os problemas mais básicos da intervenção governamental sobre o sistema de preços e sobre a livre concorrência. Eis a frase correta:

    O Obamacare não funcionou exatamente porque Obama e sua equipe de especialistas ficaram focados 24hrs por dia nisso. Caso nada tivessem feito, não teria havido tal magnitude de problemas. E Hillary estaria na Casa Branca.
  • SRV  16/11/2016 16:03
    Sem querer fazer propaganda, mas no Brasil começou a funcionar uma empresa que fornece consultas e exames com preços relativamente acessíveis (algumas consultas saem por R$ 80 ou menos). Isso com todas as regulamentações e burocracias que estão em vigor.

    Marcam a consulta por telefone, site ou app, existe atendimento aos domingos e prometem disponibilidade de consultas para o mesmo dia e com espera para atendimento de no máximo 1 hora.

    https://www.drconsulta.com/

    Se com toda essa burocracia que temos tal serviço pode existir, o que mais não poderia existir num contexto de liberdade total nos serviços de saúde?
  • Paulo Bat  16/11/2016 17:56
    Entrei no site e analisei.

    Achei muito interessante. São iniciativas como estas que mudam um pais.

    E não ficar discutindo o sexo dos anjos como a maioria dos leitores, e comentaristas, deste e de tantos outros sites, de qualquer tendência fazem.

    Não se fazem mudanças só com palavras. Se fazem com palavras seguidas de mudanças, mesmo que pareçam impossíveis.
  • Infiliz  17/11/2016 17:54
    Isso não é novidade, aqui na minha cidade existem várias "clínicas populares", um atendimento fast-food de clínico geral tá R$45,00 se precisar um raio-x é outros ~R$60,00.
    O problema que mata o sujeito não é no arroz-com-feijão do cotidiano, é quando tu descobre algo grave que precise tratamento prolongado, exames especializados, remédios específicos. Como um câncer, por exemplo, não tem a alternativa "popular", ou é rezar para entrar no SUS ("grátis" para o doente) ou morrer em uns R$20.000,00 para cima, que daí sim, não dá para dizer que tem acesso popular, nem classe média eu diria.
    Soluções existem mas com o pensamento dominante no mundo creio ser utópico demais! Só imagine todos remédios sem nenhum imposto.... nenhuma burocracia para importar/exportar qq remédio! Consultas online com um clínico geral lá da Índia que possa emitir uma receita válida para o paciente no brasil comprar uma amoxicilina na farmácia da esquina, ou melhor, liberar essa bosta dessa compra sem receita!
    É incrível as possibilidades do mundo hoje que permanecem tão perto e tão distantes...
  • Gabriel  16/11/2016 19:02
    Governantes tendem a pensar em soluções de curto prazo, pois precisam ser reeleitos ou fazer seus sucessores. O Obamacare é um exemplo claro disso. De que adianta ajudar o pobre agora, se os preços estão em elevação? Como você pode ajudar quem tem menos poder aquisitivo com elevações constantes do preço do produto ou serviço? Ora! É claro que é só uma questão de tempo para que o pobre, que fora beneficiado pela medida populista, se ferre também.
    Qualquer política que não resulte em aumento de oferta do bem/serviço e em queda de preço é uma medida que deve ser evitada.
  • Capitalista Keynes  16/11/2016 16:27
    O que me irrita é "pseudo liberal" falar que o Estado deveria cuidar somente de Saúde , Educação e Segurança.....mentira....para os verdadeiros liberais nem Saúde , nem Educação e nem Segurança. Estado zero.....pelo menos são verdadeiros em sua ideologia....agora esses caras de partidos políticos tipo PSDB da vida que não assumem o liberalismo para ganhar voto e mamar nas tetas do Estado são uma vergonha. Eu sou contra o liberalismo, mas respeito quem o é verdadeiramente, sem se esconder e sem ter medo de falar abertamente que o é...por isso gosto deste site.
  • Marciano  16/11/2016 17:22
    Sugiro você se informar um pouco sobre a ideologia liberal.

    Quem defende estado zero são os anarcocapitalistas que se autodenominam como libertários.

    Liberalismo é uma corrente bem mais antiga, e praticamente todos os seus pensadores concordavam que segurança era um serviço que cabia ao estado. Já saúde e educacação, assim como alguns outros serviços, possuem discordâncias entre os pensadores liberais.
  • Max Stirner  16/11/2016 16:29
    "Dica: serviços de saúde são caríssimos; serviços de saúde são pesadamente regulados pelo governo. "

    Mas você acha que não tem que existir uma certa regulação quando se trata de SAÚDE ?

    Estamos lidando com a vida das pessoas... profissionais da saúde, remédios entre outros...tudo isso não precisa ter um controle ? Você acha que o controle do mercado seria suficiente ?

    Parece muito simplista dizer que sim para essa pergunta...deixar tudo "a Deus dará", deixar tudo livre vai solucionar as coisas.
    As coisas livres se organizam e se desorganizam também, faz parte da entropia do sistema. Estamos afinal criticando quem controla ou o controle ? E outra...é só o governo quem controla ?







  • Tulio  16/11/2016 16:58
    Sim, tem de haver regulação. E a melhor regulação é aquele feita espontaneamente por milhões de indivíduos e pelo livre sistema de preços e não por centenas de burocratas que nada têm a perder caso algo dê errado. E que simplesmente não têm como determinar preços de maneira correta.

    No mais, quem controla os serviços de produção, distribuição e venda de alimentos? Ele é menos ou mais importante que serviços de saúde?

    É impossível existir um mercado desregulamentado?
  • Alerson  16/11/2016 16:34
    Apenas não foi mencionado neste texto que a maioria dos votos foi para Hillary. Deveria haver outra lente para a interpretação deste texto.
  • Hank  16/11/2016 16:48
    Sim, graças aos votos da Califórnia e Nova York, estados povoados pela elite chique e indiferente a custos.

    Por outro lado, ela perdeu em Wisconsin, Michigan e Pensilvânia, estados de gente de classe média em que os democratas sempre ganham. Perdeu também em Ohio e Florida, estados onde Obama ganhou.

    Ademais, como explicado no artigo, o Obamacare foi decisivo em Wisconsin, segundo os próprios eleitores. Talvez você esteja sabendo mais sobre eles do que eles
  • Alerson  16/11/2016 20:17
    Amigo, eu não estou sabendo mais do que ninguém e nem é meu objetivo; diferente de você, um astuto analista político.

    Só comentei um fato. E um fato relevante para a compreensão do texto. De qualquer forma, obrigado pelas suas informações facilmente alcançáveis "num google" qualquer.
  • Pobre Paulista  16/11/2016 21:17
    Foi mesmo, é?

    Three Million Votes in Presidential Election Cast by Illegal Aliens. Trump may have won popular vote.
  • Ex-microempresario  05/05/2017 19:29
    Teve mais votos, mas a regra da eleição - definida há uns 200 anos - não é essa, então não é relevante.
    É como o seu time ficar em segundo ou terceiro em um campeonato por pontos corridos e vc ficar repetindo "mas o meu time marcou mais gols": correto mas irrelevante.
  • Aristóteles DR  16/11/2016 16:48
    Na minha opinião, o fracasso do Obamacare contribuiu, mas entendo que o principal fator da derrota de Hilary foi o sistema eleitoral.

    Ela ganhou no voto popular (sistema adotado pela maioria dos países e que a maioria dos americanos consideram o mais justo, segundo pesquisas). Li ontem um texto que diz que é possível ser eleito Presidente dos EUA com 21,8% dos votos populares.
  • Caldeira  16/11/2016 17:08
    Isso é imaterial. Se valesse o voto popular, ambos os candidatos fariam campanhas radicalmente diferentes. Ambos iriam se concentrar exclusivamente nas regiões metropolitanas, prometeriam a lua para eles, e ignorariam completamente as zonas rurais.

    Não dá pra pegar o resultado do voto popular e daí chegar a conclusões. As campanhas de ambos os candidatos não foi feita visando ao voto popular, mas sim aos colégios eleitorais.

    A genialidade do colégio eleitoral é exatamente essa: ela impede que o país se transforme em refém das grandes metrópoles e dá voz aos habitantes das cidades pequenas. Ah, e impede que imigrantes no welfare (concentrados majoritariamente na Califórnia, no Novo México e em Nova York) definam eleições.

    De resto, nos estados do norte majoritariamente de classe média, onde os democratas sempre ganharam (Wisconsin, Michigan e Pensilvânia), Hillary perdeu. E perdeu também em Ohio e na Flórida, onde Obama havia ganhado.

    Gente de classe média vota com o bolso.
  • Andre  16/11/2016 17:38
    Mera suposição. Se a campanha fosse focada em voto popular o Trump levaria ainda mais facilmente o pleito, a lorota dele é muito mais adocicada e bastava convencer mais eleitores dos estados centrais irem votar e vender ainda mais lorota doce pros falidos do Rust Belt.
    Trump é homem muito acostumado a trabalhar focado, o foco eram os votos do colégio eleitoral, não voto popular, do ponto de vista estratégico ele fez um excelente trabalho.
  • Paulo Bostermann de Carvalho  16/11/2016 18:08
    hillary ganhou em 2008 pelo voto eleitoral as primárias do partido democrata. ninguém ficou dizendo que o obama só ganhou pelo sistema x ou y.
    tanto que nas duas últimas eleições gerais o obama teve margem bem maior no colégio eleitoral do que no voto popular
  • Rodrigo Amado  16/11/2016 19:33
    > "Na minha opinião, o fracasso do Obamacare contribuiu, mas entendo que o principal fator da derrota de Hilary foi o sistema eleitoral.
    >
    > Ela ganhou no voto popular (sistema adotado pela maioria dos países e que a maioria dos americanos consideram o mais justo, segundo
    > pesquisas). Li ontem um texto que diz que é possível ser eleito Presidente dos EUA com 21,8% dos votos populares.".

    Conforme já explicaram, se as regras fossem diferentes as campanhas teriam sido diferentes.

    Mas para deixar bem claro a estupidez da sua proposição vou fazer um proposição com o mesmo nível de estupidez que a sua,
    mas usando um cenário tão mais simples que até uma criança poderia perceber a estupidez da proposição:

    Cenário: Dois times de futebol jogam entre si. O time A ganhou de DEZ a ZERO do time B.
    Daí vem um maluco e fala:

    "Se as regras do futebol dissessem que quem faz gol dá pontos para o time adversário o time B teria ganho a partida.".

    Entendeu?
  • Paulo Bostermann de Carvalho  16/11/2016 17:01
    manter só as coisas "populares" como aceitar, sem cobrar "extra", alguém com histórico prévio e manter os filhos na cobertura até os 26 anos(! já eram pra terem saídos do cordão umbilical a tempos) e tirar as coisas "Impopulares" como o mandato de obrigação não iria fazer aumentar ainda mais o preço dos planos de saúde?


    se não me engano essa restrição de linhas estaduais também existe aqui. unimed-rj é uma coisa, unimed-rs outra,etc...
  • Republica de Curitiba  16/11/2016 17:41
    Dúvida:

    As mensalidades dos planos de saúde para os contribuintes se mantiveram durante todo o tempo (houve regulação do governo) ou eles poderiam precificar livremente?
  • Lopes  16/11/2016 18:34
    Nem uma coisa nem outra. Os aumentos eram constantes, e todos eram regulados pelo governo.
  • Republica de Curitiba  16/11/2016 19:25
    Obrigado.
  • LUIZ F MORAN  16/11/2016 20:03
    Obama tem tudo para ser lembrado na história como um falso americano, ele foi "posto" na presidência dos EUA para destruir suas instituições e humilhar seu povo, contrariando todas as tradições daquele país.

    Obama deixou a "máquina nefasta do socilialismo" prontinha para ser posta em funcionamento... mas daí surgiu inesperadamente Trump.

    No Brasil não tivemos o mesmo destino: FHC preparou e Lula colocou para funcionar... e o pior é que ainda está a todo vapor.
  • Alerson  16/11/2016 20:37
    Me gera muita surpresa uma porção de "contra-comentários" desvalorizando uma diferença de 947.333 votos à favor de Hillary. Independentemente de (1) qualquer fato relativo às características próprias do processo eleitoral americano e (2) da geografia "tão citada", com sua correspondência sócio-econômica nos estados que foram "pintados" de azul, mencionar referência na maioria dos votos para Hillary não é um fato irrisório. Afinal, mesmo um presidente podendo ser eleito sem a necessidade de conquistar a maioria dos votos populares e mesmo criando uma estratégia para tal conquista, acredito que o texto SERIA SIM mais inteligente se o autor oferecesse sua visão SOMANDO a idéia.

    Não torci para Hillary e, sim, para o vencedor, mas adoraria saber o que professor Jeffrey teria a dizer sobre 47.9% DOS AMERICANOS QUE TAMBÉM DEPENDEM DA SAÚDE COMO OS OUTROS 47.2%. Ou: os EUA têm 47.9% de "ricos" e 47.2% de "pobres"? Esse texto olha apenas por um único prisma "tentando" dirigir a um simplismo de raciocínio e superficialismo incoerente se protegendo cortando com uma Navalha um cenário por demais complexo, ok? Só para estimular discussões e não para criar inimizades.

    Saudações
  • Hank  16/11/2016 22:57
    947 mil?

    Então meu argumento saiu ainda mais reforçado: na Califórnia, estado de ricos e de imigrantes, ela ganhou por uma diferença de 2,570 milhões. Em NY, outro estado de ricos e imigrantes, ela ganhou por uma diferença de 1,5 milhão.

    www.politico.com/2016-election/results/map/president

    Ou seja, só nestes dois estados, ela ganhou por quase 4,1 milhões de votos. Se a diferença final foi de 947 mil, então todo o resto do país tirou essa diferença, inclusive e principalmente redutos tradicionalmente democratas, como Michigan, Wisconsin e Pensilvania, além dos swing states Ohio e Florida.

    947 mil é um número totalmente irrisório dentro do universo de eleitores americanos; aqui no Brasil, por exemplo, Dilma foi reeleita com 3,5 milhões a mais que Aécio, e todo mundo disse que a eleição foi apertada.

    Aguardo seus contra-argumentos. Pode começar explicando por que os 5 estados supracitados foram para Trump. Será que a população deles, majoritariamente democrata, repentinamente se engajou na "guerra cultural"? Se sim, então você deve apresentar algum argumento empírico.

    Por ora, você só xingou. E desconsiderou a pesquisa sobre o estado de Wisconsin, na qual os próprios eleitores falaram que votaram motivados pelo Obamacare. Desconsiderar o que os próprios eleitores falaram é arrogância de sua parte.
  • Alerson Molotievschi  16/11/2016 23:42
    Hank, veja bem. O meu ponto foi o seguinte: o texto ilustra muito bem UM motivo para o povo americano estar insatisfeito. Eu gosto muito dos textos sobre a saúde (sou médico e me considero libertário) e aprecio o ponto de vista do Mises.org.br e de seus leitores e "construtores". Nesse sentido eu julguei superficial a análise. Só comentei um fato: a Hillary teve, sim, mais votos (e foi, sim, "rachado" quase "fifty/fifty"). Por isso disse "independente" de outras variáveis (que sei também serem muito importantes, porém as isolei, já que estamos no mundo da simplificação "cortante"). Apenas quis dizer que é muito complicado escrever um texto que torna "simples algo tão complexo", por exemplo: não mencionou (e poderia) que alguns milhares de votos em Hillary poderiam ter alguma espécie de desacordo com o Obamacare, mas os votantes levaram em conta outras considerações para assim mesmo manter seu voto na Hillary.

    Eu gostaria (sim!) que o professor Jeffrey tivesse avaliado seu ponto de vista incluindo esse aspecto. Apenas isso. Eu não xinguei ninguém e nem é meu objetivo. Eu sou um assíduo leitor deste site e assíduo leitor dos comentários. Aliás, acho os comentários muito mais ricos e interessantes que alguns textos.

    Além disso, você está dando a "sua importância" para os respondentes de Wisconsin (Exit Pools). Acho também muito superficial ter a opinião dos respondedores de 1/50 estados. Se você checar com cuidado, a principal preocupação "do país" é a respeito de assuntos econômicos (~50%), sem contar imigração, política externa e terrorismo. Se você der uma olhada rápida (e por isso, talvez, não muito rica) aqui (https://www.washingtonpost.com/graphics/politics/2016-election/exit-polls/) verá uma pesquisa no nível nacional que corrobora a principal preocupação em assuntos econômicos. E mais: abaixo de USD 50.000 (income) a Hillary teve mais votos.

    Enfim, sei que o texto do professor é sobre o OBAMACARE (ACA), mas daí resolver o imbróglio do resultado com esse "eureca!" (...) está sendo difícil de engolir.
  • Jeff  11/05/2017 01:55
    Fala Alerson! Incrível como tem gente que faz questão de impor seu ponto de vista. Ficar tentando achar argumento pra contrapor, chato e desnecessário. Concordar não é crime. Abs.
  • Pablo Dias  18/11/2016 01:18
    Ela teve mais votos apenas em regiões específicas do país (no nordeste e no oeste), no resto do país inteiro o Trump ganhou. O sistema aqui não é de voto majoritário exatamente para tentar equilibrar os interesses de todos os Estados. Se fosse por maioria simples, a Califórnia e a Região Nordeste ditariam a política de todos os outros Estados da nação sempre.
    De todo modo, é preciso que você pondere, também, que a maioria dos eleitores do Trump não são ricos, ao contrário do que você citou. Gente rica da Califórnia e da região Nordeste costuma votar em peso nos democratas. O cidadão de classe média-baixa que tem uma renda apenas razoável votou em Trump por diversos motivos (um deles o aumento dos custos no seguro de saúde).
  • Democrata  16/11/2016 22:12
    Querem que o sistema de saúde dos EUA, volte a ser como antes do Obama, quando os pobres não tinham acesso?
  • Libertário  16/11/2016 23:30
    Antes de Obama, não. Antes de Lyndon Johnson. Naquela época, não só a saúde era muito mais barata (por ser mais desregulamentada), como também as igrejas tinham vários projetos que salvavam vidas.

    Após a Great Society criada por Johnson, as igrejas foram expulsas e substituídas pelo "amor do estado", e os pobres ficaram à míngua em um sistema ultra-regulamentado, no qual a concorrência inter-estadual entre as seguradoras é proibida pelo governo e as mesmas são obrigadas pelo estado a cobrir até mesmo exame de sangue, o que eleva as mensalidades às alturas, expulsando completamente os pobres deste mercado.

    E com o seu aplauso.

    Mas, como não sou americano, estou cantando e andando para eles. Estou satisfeito com minha Unimed aqui.
  • anônimo  17/11/2016 01:02
    O que acham desse escrito que rebate as afirmações feitas por Ron Paul?

    www.politifact.com/truth-o-meter/article/2012/jan/20/was-early-1960s-golden-age-health-care/
  • Consciente  16/11/2016 23:58
    Não existe sistema de saúde privado em lugar nenhum do mundo que permita uma cobertura adequada e completa a preços acessíveis aos mais pobres. É mais uma tola utopia. Aliás existe o livre mercado na indústria farmacêutica, com livre concorrência, e o que assistimos: tratamentos cada vez mais caros. Basta verificar os custos do tratamento do câncer, doenças reumáticas, que escalaram a níveis inacreditáveis e há pressionam os sistemas de saúde.
  • Paciente  17/11/2016 01:33

    "Não existe sistema de saúde privado em lugar nenhum do mundo"

    Exato. Perfeito. Resumiu tudo.

    Agora, expanda a sua conclusão: dado que não há sistema de saúde privado em lugar nenhum do mundo (pois sempre há um governo regulando), então você, por definição, não pode dizer que preços altos e serviços ruins neste setor são causados pelo livre mercado e pela livre concorrência.

    Certo?

    "Aliás existe o livre mercado na indústria farmacêutica, com livre concorrência, e o que assistimos: tratamentos cada vez mais caros."

    Nem vou apontar a fragorosa contradição dessa frase em relação ao que você disse acima. Vou apenas me regozijar com seu arrogante desconhecimento: o setor farmacêutico é um dos mais protegidos e privilegiados do mundo, com patentes, agências reguladoras e fartas propinas para políticos.

    Como o estado garante o monopólio das grandes empresas farmacêuticas

    A Coca-Cola, os privilégios governamentais e a guerra às drogas - uma relação que poucos conhecem
  • Max Stirner  17/11/2016 02:07
    Comecei a ler esse primeiro artigo que você postou mas parei por aqui...
    "Aquelas pessoas que sabem de quais tipos de remédios necessitam são primeiro obrigadas a dar dinheiro para um médico qualquer a fim de receberem uma receita;"

  • Paciente  17/11/2016 03:34
    De duas, uma: ou você não mora no Brasil; ou mora e nunca teve de comprar determinados remédios.

    Há vários remédios que você não pode comprar sem receita médica. E para obter a receita, você tem de marcar uma consulta. Há pessoas que recorrentemente têm de tomar um determinado remédio, e elas só conseguem comprá-lo após fazer uma visita ao médico para conseguir a receita. Mesmo elas já sabendo qual é o seu adoecimento e que só aquele remédio pode resolver, ela ainda assim tem de pagar o pedágio para o médico.

    Sei muito bem disso porque há uma pessoa assim na minha família.

    Aliás, escreveu "parei de ler em...", pode saber que se trata de uma toupeira. Não falha nunca. Esse argumento é típico do Jardim de Infância.
  • Che  17/11/2016 09:53
    O uso de vários medicamentos deve ser restrito em função dos riscos à saúde. Um simples anti-inflamatório pode causar danos aos rins, úlcera gástrica, sangramento digestivo, hepatite medicamentosa, complicações potencialmente fatais. Se a população tiver acesso irrestrito a eles aumentaria absurdamente a morbi-mortalidade relacionada a fármacos e em consequência os custos com saúde. Infelizmente a restrição ao uso de medicamentos com receita médica é um mal necessário. Não se trata de corporativismo.
  • Max Stirner  17/11/2016 12:55
    Exatamente.

    Sem contar que usar medicamento sem prescrição pode trazer prejuízos não só para a pessoa que faz o uso como pra toda a coletividade...como é o caso das super bactérias geradas pelo uso indiscriminado de antibióticos.

  • Renegado  18/11/2016 12:10
    Essa das super bactérias é incrível (para não dizer hilária). No passado, alguém estava com algum mal estar e corria para a farmácia e comprava antibiótico por conta própria e tomava. Muitas pessoas fizeram isso e burocratas (de inteligencia inquestionável) começaram a suspeitar que essa atitude resultaria na existência de super bactérias, resistentes a este tipo de medicamento, e esse tipo de remédio passou a necessitar de receita médica. No entanto, vamos supor que a pessoa usou erroneamente o antibiótico, ou seja, ela estava mal, mas o problema dela não era uma infestação bacteriana, o máximo que vai acontecer é ela gastar dinheiro a toa. Pois como essa atitude vai gerar super bactérias se as bactérias não estão presentes (corpo do usuário de antibiótico) para que possam se transformar em super bactérias? Gostaria que essa contradição me fosse esclarecida. Existe o outro lado, a pessoa usou corretamente o antibiótico e eliminou a maioria das bactérias de seu organismo. Estatisticamente, algumas foram resistentes e sobreviveram. Essas vão se multiplicar (mitose creio eu) e se tornarão as super bactérias a que todos tanto temem. Note que o surgimento de super bactérias não só nada tem a ver com o uso errôneo de antibiótico, como de fato é uma realidade e vai acontecer independentemente de uma caneta e um pedaço de papel. Sabendo disso, existem constantes pesquisas com o objetivo de desenvolver novos antibióticos (por isso não existe só a penicilina). Conclusão: Isso é mais uma invenção para se manter uma reserva de mercado, amedrontar a incautos e gerar receitas garantidas a uma determinada Guilda, assim como a vacina para gripe suína, H1N1 e etc (gripe é vírus e vírus não tem cura pois esta em constante mudança no seu material genético), e no mais nem vou entrar no mérito de que o corpo humano (assim como qualquer ser vivo como acima exposto) não é estático. O mesmo pode evoluir e também se tornar mais resistente a super bactérias pela mesma lógica da resistência das super bactérias frente a antibióticos. Isso chama-se evolução e independe de burocratas.
  • Max Stirner  18/11/2016 13:01
    Hilário mesmo é ver uma pessoa falar sobre um assunto do qual desconhece.


    É uma pena que esse espaço aqui não é imparcial pra se ter esse tipo de conversa, eu chego a duvidar se meu comentário vai ter aprovado. Já respondi tanta coisa e foi apagado.
  • Che  18/11/2016 19:19
    Procure ler sobre mecanismos de resitência a anti-microbianos, e vais entender o porque de o uso inapropriado de antibióticos pode favorecer a eclosão de bactérias resistentes e multiresistentes, ou as superbactérias. Só para você ter uma idéia da gravidade, algumas bactérias têm um tipo de DNA circular em seu citoplasma (plasmídio) que pode ser transferido a outras bactérias. Os plasmídios podem conter genes de resistência a anti-microbianos [antibióticos] e essa resistência pode ser transferida de uma bactéria a outra, através do fenômeno da conjugação, em um espaço mínimo de tempo, principalmente quando uma bactéria resistente ao antibiótico ganha terreno com a ainibição do crescimento de competidoras pelo fármaco. O desenvolvimento de novos antibióticos tem sofrido grande redução, por ser um setor pouco lucrativo à indústria farmacêutica. Uma bactéria multiresistente em uma UTI pode levar a morte de muitos pacientes. Uma bactéria multirresistente na comunidade, como o [i] treponema pallidum [\i] resistente à penicilina, pode causar um grande transtorno e aumenta os custos do tratamento, por exemplo, da sífilis, antes facilmente tratável com injeções de um antibiótico barato, a penicilina. Certamente sua opinião sobre controle de uso de antibióticos, não só em medicina, mas principalmente em veterinária e pecuária, ira mudar.
  • Renegado  21/11/2016 09:40
    Entendi seu ponto, mas não concordo. Conforme havia comentado, as bactérias estão evoluindo e isso independe de um decreto de algum burocrata. Evoluções são inerentes aos seres vivos e a história tem nos mostrado isso, por que a minha colocação está errada? No mais, o médico não fabricou o antibiótico. Ele ira ler a bula do respectivo remédio, e baseado na mesma, indicar o uso do remédio na forma que a bula sugerir ser o mais indicado. Entendo que as pessoas conseguem interpretar uma bula, certo? "Pessoas vão tomar o remédio de forma errada" Quem vai gastar tempo e dinheiro para comprar um antibiótico e usar de forma errada? Quem não quer ser curado de sua infecção?
    Presumo que o que aconteceu foi o seguinte: Observou-se que as bactérias estavam ficando mais resistentes (evolução inerente) e dai, alguém iluminado, concluiu erroneamente que o motivo pelo qual houve maior resistência foi por que pessoas estavam usando antibiótico de forma errada.
    Ah e antes de alguém dizer que não sei o que estou dizendo, trabalho no fornecimento de produtos para a área da saúde, e do enfermeiro ao médico, todos querem saber como um determinado produto funciona nos mínimos detalhes para fazer o melhor uso do mesmo. Portanto, o médico sempre vai seguir o que diz a bula. Até por que, se algo der errado, ele vai querer ter alguém para quem apontar o dedo.
  • Che  21/11/2016 21:57
    Superbactérias surgem em ambientes onde se usa antibióticos, pois existe pressão evolutiva para a eclosão delas. Mutações genéticas ocorrem rapidamente em bactérias, e na reprodução existe a seleção daquelas que conferem vantagem na sobrevivência do microrganismo. Bactérias multiresistentes são detectadas principalmente em indivíduos utilizando antibióticos e em animais de cativeiro [atividade com uso intensivo de antibióticos]. Dê uma olhada neste artigo para perceber o perigo de uma superbactéria se espalhar na comunidade:

    g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/06/eua-identifica-segundo-paciente-com-bacteria-ultrarresistente.html
  • Renegado  22/11/2016 09:57
    Vi a reportagem. A mesma não invalida minhas afirmativas. Sim encontraram uma bactéria super resistente em um paciente no hospital.
    Segue o trecho da matéria que você indicou: "O primeiro caso de infecção com a E. coli portadora do gene MRC-1 nos Estados Unidos ocorreu em maio, em uma paciente de 49 anos de idade, internada na Pensilvânia com uma infecção urinária persistente. Ela já se recuperou". Se é uma superbactéria resistente a antibiótico como ela se recuperou? Milagre? Outro trecho:
    "Estamos muito perto de ver o surgimento de enterobactérias que serão impossíveis de tratar com antibióticos", disse o cientista Lance Price, da Universidade George Washington." Esta é opinião exclusiva de uma pessoa somente baseada na crença de que o mundo é estático, quando na verdade ele é dinâmico, enquanto ele olha pros atuais antibióticos e conclui isso, empresas, sabendo dessa necessidade futura, estão empenhadas em criar novos antibióticos, pois volto a dizer o mundo é dinâmico.
    Sim, atualmente as bactérias estão mais resistentes (evolução natural, conforme eu havia dito) e em nenhum momento estou dizendo o contrário. Meu ponto é, de novo, isso nada tem a ver com o uso errado do medicamento, mas sim é uma evolução natural das bactérias, e vai acontecer independentemente se o médico receita ou não tal medicamente (independe de uma caneta e um pedaço de papel).
  • SRV  17/11/2016 13:21
    Amigo Che,

    Seu argumento não funciona. As pessoas no Brasil são livres para beber e fumar o quanto quiserem, o que causa diversas doenças e trazem poucos benefícios. Quais doenças você trata fumando cigarros?

    Se você pode fumar e beber até morrer, por que tem que ser diferente com remédios? Por que com remédios as pessoas precisam de proteção do governo e não podem decidir sozinhas? Se um remédio pode causar problemas no fígado, bebida também pode. Se um remédio pode causar dependência, cigarro e bebida também. Vamos controlar cigarros e bebidas então?
  • Ben  17/11/2016 14:48
    Porque o senhor vive em sociedade.

    O uso desenfreado de remédio prejudica a coletividade. Super bactérias são originadas pelo uso desenfreado de antibiótico. Quando se fala de SAÚDE não podemos ter essa visão egoísta do senhor.
  • Rodrigo  18/11/2016 13:37
    Imagino que podemos estender o assunto sobre Saúde, afinal é um tema que não pode ser pensando de forma egoísta.

    Sabemos que a não utilização de protetor solar pode causar cancer de pele. Devemos obrigar todos a usar o protetor?
    Sabemos que o contato com animais silvestres pode levar a disseminação de novas doenças (aids me vem a mente) devemos proibir em nome da coletividade?
    Sabemos que governos no mundo todo fazem pesquisas com armas biológicas, devemos proibi-las? se sim, quem vai ficalizar?
    Alguns alimentos, aparentemente, são cancerigenos (dependendo da pesquisa da semana muda-se os alimentos) devemos proibi-los? Mudando a regra a cada novo micro avanço da ciência?
    Aparentemente, o mosquito da dengue é muito frágil diante do DTT, mas, segundo alguns "cientistas" o DTT pode causar cancer. É ai, morremos de cancer ou de dengue? quem decide? e qual a decisão?
    Algumas substâncias químicas, se mal usadas, podem contaminar grandes massas de água. Substâncias que são vendidas livremente. Devemos regula-las pelo risco. Substâncias como Oléo de soja.
    Alguns medicamentos, tem um uso continuado, que se interrompido podem acarretar muito sofrimento ou até morte ao paciente. Eventualmente ele pode ter o dinheiro para o medicamento, mas não ter para o médico. Ele deve sofrer ou morrer? aguardar o SUS sofrendo ou morrendo no processo? roubar?
    O mesmo paciente acima, pode não ter dinheiro algum, e então? É justo ele sofrer? mas é justo roubar os medicamentos produzidos por alguém, que sem esse esforço e sem o lucro que ele esperava ganhar com isso, jamais teria inventado o remédio? quem decide?

    podemos continuar indefinidamente. Sempre levantando cada situação e consequência hipotetica. e tratando caso a caso ou entender que o mundo é complexo demais para um bando de caras, isolados da realidade decididr.
  • Lucas  18/11/2016 17:01
    O argumento de que remédios só podem ser comprados com prescrição médica não cola, pois a maioria dos remédios não irão afetar outras pessoas, se um simples antiinflamatório tem potencial para causar problemas nos rins obviamente que quem sofrerá as consequências é o usuário não o resto da sociedade que terá problemas nos rins porque alguém decidiu ser irresponsável, se alguém exagerar num tarja preta o problema também será dele.
    Os antibióticos necessitam de prescrição médica aí o paciente vai lá abusa do medicamento mesmo assim e aí surgem as superbactérias, até aí tudo bem a pessoa afetou apenas ela mesma, para haver contágio é necessário contato com o paciente ou com algum instrumento que esteve em contato com a infecção e aí a falta de higiene em hospitais faz com que um paciente sadio acabe sendo prejudicado no processo.
    O cigarro por exemplo, eu acho muito mais justo então proibi-lo já que a fumaça se espalha pelo ar e invade o corpo de não usuários ao contrário do antibiótico que é necessário um contato direto com a bactéria.
  • Paulo Bat  18/11/2016 21:46
    Em relação às superbactérias, elas afetam a todos.
    Vamos a um exemplo: fulano pega um infecção, vai na farmácia e compra um antibiótico que deveria tomar por sete dias. Toma três dias, sente-se melhor e não toma mais. Como ele não tomou todos os dias conforme os estudos do laboratório, muitas bactérias sobreviverão e algumas delas se tornarão resistentes àquele antibiótico. Vamos dizer que esta bactéria seja transmitida por secreção nasal. O camarada limpa o nariz com a mão, contamina esta mão e abre uma porta. A maçaneta da porta fica contaminada. Um terceiro abre a porta, contamina a mão e coça o nariz. Pronto, a bactéria passou do nariz de um para o nariz de dois (é assim que passamos gripe um para o outro, por exemplo). Aí dois fica doente, o médico passa o mesmo antibiótico que passou a um mas a bactéria é resistente. Assim se criam superbactérias e se passam adiante.
  • argumento interessante  21/11/2016 14:39
    Vamos a um exemplo: fulano pega um infecção, vai na farmácia e compra um antibiótico que deveria tomar por sete dias. Toma três dias, sente-se melhor e não toma mais.

    Adicionando o médico ao seu argumento fica:
    Vamos a um exemplo: fulano pega um infecção; vai no médico e recebe uma receita; vai na farmácia e compra um antibiótico que deveria tomar por sete dias. Toma três dias, sente-se melhor e não toma mais.

    Viu? Obrigar as pessoas a consultar o médico não muda nada. Ou melhor, favorece alguns em detrimento de outros (por favor, me poupe do argumento de que o médico vai convencer o sujeito a tomar por sete dias, a menos que vc tenha uma estatística comprovando que isso - e não o aumento no custo de tratamento - causou o uso mais racional do antibiótico).
  • Murdoch  17/11/2016 00:32
    gizmodo.uol.com.br/elon-musk-renda-basica/ O que esse cara está falando?
  • saoPaulo  17/11/2016 02:29
    Elon Musk acha que precisaremos de renda básica universal num futuro sem trabalho
    1. Não existe isso de futuro sem trabalho. Sempre existirá trabalho a ser feito.
    2. Trabalho não é um fim, mas um meio. Se robôs te dão tudo de graça, por que você deveria ter renda alguma, ou sequer trabalhar?
    3. O governos já rouba mais de 40% do que você produz, e você está preocupado com uma possibilidade remota de atingirmos a singularidade? Foco, amigo, foco...

    Os robôs tomarão o seu emprego?
    Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?
    Trabalho e emprego
    Trabalho, emprego, poupança e capital
    Um tratado sobre empregos e desempregados
  • Murdoch  17/11/2016 18:14
    Caro leitor saoPaulo,

    "Elon Musk acha que precisaremos de renda básica universal num futuro sem trabalho
    1. Não existe isso de futuro sem trabalho. Sempre existirá trabalho a ser feito.
    2. Trabalho não é um fim, mas um meio. Se robôs te dão tudo de graça, por que você deveria ter renda alguma, ou sequer trabalhar?
    3. O governos já rouba mais de 40% do que você produz, e você está preocupado com uma possibilidade remota de atingirmos a singularidade? Foco, amigo, foco...

    Os robôs tomarão o seu emprego?
    Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?
    Trabalho e emprego
    Trabalho, emprego, poupança e capital
    Um tratado sobre empregos e desempregados"

    Eu concordo com a sua conclusão e os links dos artigos postados eu li diversas vezes, portanto, observe com atenção quando eu disse "O que esse cara está falando?", veja que foi um questionamento e não uma afirmação.
  • saoPaulo  19/12/2016 12:37
    Murdoch 17/11/2016 18:14

    Me desculpe se me referi a você.
    Deveria ter escrito para aqueles que acreditam naquilo.

    Abraço.
  • Murdoch  17/11/2016 02:32
    "O atual cenário econômico no Brasil, juntamente com a forte depreciação da moeda brasileira, afetaram gravemente as viagens de e para o país. O desempenho da rota ficou aquém das expectativas da empresa e a difícil decisão de suspender indefinidamente as operações locais foi tomada", justificou a Etihad. Um sinal claro da gravidade que o transporte aéreo no Brasil está.
    É, não existe economia forte com moeda desvalorizada.
    Etihad anuncia fim dos voos para o Brasil
  • Andre  17/11/2016 10:34
    Perdemos mais uma boa empresa atuando no Brasil graças a nossa desgraça econômica perpetrada pelo estado e seus amigos políticos, empreiteiros e funças, lembro-me de quando a crise iniciou lá em 2014 a EL AL cancelou vôos direto de GRU - TLV, foi pesadamente criticada dizendo que estavam exagerando no pessimismo com o Brasil.
    Uma pena, e assim vamos ficando mais isolados ainda do mundo.
  • Willyam   17/11/2016 02:38
    Pessoal eu sei que não tem nada a ve com o assunto ,mas eu preciso de uma resposta . Tem uma empresa chamada Hinode que eu vou entrar , eu ja estudei sobre ela antes de entrar é claro pra ver se n era roubada . Eu tenho um conhecimento bem apoiado para dar crédito a empresa . Porém a pergunta é , o sistema de lucro e economico da empresa é sustentável? lembrando que a regra é tipo isso '' me faça lucrar que eu te faço lucrar '' , a empresa não é piramide por n motivos , não cabe aqui discutir isso . Só quero saber se o sistema que a empresa usa é estável e confiável . Seria até uma boa o IMB fazer um artigo a respeito de MMN (marketing de multinível ) . Eu realmente gostaria de saber a opinião de vcs . Mas por favor respondam a minha pegunta , muito obrg .
  • Andre  17/11/2016 10:25
    Depende do faturamento de cada área, por onde entra mais dinheiro, com a venda de produtos (sustentável) ou com a entrada de novos membros (não sustentável)? A empresa consegue bancar seus custos operacionais só com a venda de produtos? Como é o crédito que ela tem na praça bancária?
    São perguntas quase idênticas para empresas de tradicionais moldes, uma vasta carteira de prestação serviços de reposição e manutenção é preferível a uma vasta carteira de vendas já realizadas. Assim como se acende o sinal amarelo se a empresa tem restrições bancárias.
  • Willyam   17/11/2016 20:29
    Ela se sustenta pelas vendas , mas há o recrutamento pra propagar o numero de associados . Mas seria muito bom o IMB fazer um artigo a respeito .
  • Willyam   18/11/2016 01:04
    Ela se sustenta pelas vendas , mas há o recrutamento pra propagar o numero de associados . Mas seria muito bom o IMB fazer um artigo a respeito .
  • Werther  17/11/2016 03:16
    Leandro, chegou a ver esse artigo do link? Claro que o período ainda é de incertezas, mas a imprensa e o mercado têm feito tantas suposições erradas sobre Trump (a da política econômica é corte de impostos combinado com elevação de gastos = inflação + alta de juros), que eu já estou começando a acreditar que vai ser tudo ao contrário

    https://mises.org/blog/why-president-trump-will-fumigate-fed

    Agora saiu algo parecido aqui tb:

    www.bloomberg.com/news/articles/2016-11-16/trump-allies-urge-fed-to-shrink-balance-sheet-as-debt-wall-looms
  • Leandro  17/11/2016 03:43
    Vi, sim. Eles estão bem entusiasmados com Trump (pelo fato de ele ser um outsider e de ele ter desestruturado completamente o Partido Republicano).

    Já eu sou mais cauteloso. Nunca fiz previsões baseadas em comportamentos eleitorais ou em discursos. Mas pode ser que eles estejam certos...
  • O MESMO de SEMPRE  17/11/2016 11:24
    O Pulha José Serra, quando ministro da saúde do verme FHC, fez o que Obama começou a fazer.

    O objetivo destes vermes é DESTRUIR o SISTEMA de SAÚDE que funciona.

    Só que aqui o rebanho popular, já mais que imbecilizado, apoiou a canalhice.

    Serra, o verme, obrigou a coberturas completas e sem discriminação.
    - Somou a isso um IMPOSTO SOBRE OS PLANOS DE SAÚDE a pretexto de custear a "saúde" publica. Ainda propos que aqueles que tivessem palnos de saúde e fossem atendidos em hospitais públicos (emergências) fossem causa de o Estado cobrar dos planos de saúde a remuneração por tal atendimento (em tabela superior da que o Estado remunera os prestadores de serviço do SUS).

    Enfim, o objetivo do CANALHA era francamente de dominação ideológica, já que o OBJETIVO era o de arruinar a saude privada e jogar mais bovinos no sistema público e COM ISSO REINVINDICAR MAIS IMPOSTOS PARA A SAÚDE sob apoio da massa lançada nos abatedouros do SUS. Afinal, o preço dos planos de saúde dispararam e SOBRETUDO os PEQUENOS PLANOS foram arruinados pelos custos que lhes foram impostos pelo CRÁPULA asqueroso bolchevique.

    Tudo parece ser efetivamente uma estratégia da esquerda mundial para ESCRAVIZAÇÃO de populações por parte da HIERARQUIA ESTATAL.

    Escravidão é estar SUBMETIDO Á VONTADE ALHEIA.

    - Muitos acham que é trabalhar de graça, apenas, mas isso é apenas uma consequencia da escravidão ou uma opção dos senhores. Afinal obrigar alguém a trabalhar por um gorda remuneração implica em escravizar. Afinal o escravo não tem a OPÇÃO de RECUSAR a ORDEM. Portanto está submetido à vontade alheia.

    Ou seja, o ESCRAVO não possui disponível TODAS AS OPÇÕES NATURAIS, MAS APENAS AS OPÇÕES que o SENHOR lhe DISPONIBILIZA.

    Logo, ESCRAVIZAR é CONTROLAR AS OPÇÕES DISPONÍVEIS para o, então, ESCRAVO.

    ESCRAVO É AQUELE QUE NÃO PODE NEGAR-SE A UMA RELAÇÃO COM O SEU SENHOR, ESTANDO ASSIM SUJEITO À VONTADE ALHEIA.

    Resumo:
    ESCRAVIDÃO É RELAÇÃO FORÇADA!

    Nos velhos tempos o ESCRAVO possuia como ÚNICO BEM a sua integridade física. Portanto os SENHORES AMEAÇAVAM a SUA INTEGRIDADE FÍSICA.

    A neo escravidão se dá por AMEAÇAS AO BEM ESTAR dos INDIVÍDUOS:

    Ou trabalham para custear os governantes (neo-senhores) ou estes os impede de manterem seu bem estar tomando-lhes as PROPRIEDADES e o DIREITO de TRABALHAR E MANTER os GANHOS COM SEU TRABALHO, juntamente ameaçando-os de PRISÃO, CASO NÃO TRABALHEM PARA O GAUDIO dos GOVERNATES. Somente no caso de reagirem À EXPROPRIAÇÃO ESTATAL PODEM SER ASSASSINADOS PELOS AGENTES do ESTADO.

    COnclusão resumida:
    ESCRAVIZAR É CONTROLAR AS OPÇÕES DISPONÍVEIS, NÃO PERMITINDO AO INDIVÍDUO TODAS AS OPÇÕES NATURAIS, SEM QUE NENHUM ACORDO ESPONTÂNEO NESTE SENTIDO TENHA SIDO FIRMADO ENTRE AS PARTES.

    O Senhor nunca permite a opção de o escravo RECUSAR a RELAÇÃO, então forçada, COM ELE. A opção de não aceitar a proposta e não sofrer nenhum DANO CAUSADO PELA AÇÃO do pretenso SENHOR, NÃO ESTA DISPONÍVEL.

    Um empregador faz a proposta oferecendo um beneficio ao indivíduo em troca do que de deseja e este SÓ a aceita caso perceba que esta aumentará o seu bem estar ou diminuirá seu sofrimento:
    A RELAÇÃO neste caso SÓ SE CONCRETIZA porque AMBOS VISLUMBRAM BENEFÍCIO em tal relação ESPONTÂNEA. Podendo esta naose cncetiar e NADA MUDAR no ESTADO ATUAL DE AMBOS. A relação se dá em BUSCA de BENEFICIO DE AMBAS AS PARTES.

    Um escravocrata não propõe, ele AMEÇA de CAUSAR UM DANO ao indivíduo CASO ESTE SE RECUSE A OBEDECER.
    Neste caso a RELAÇÃO SÓ É ACEITA pelo indivíduo PORQUE NÃO DESEJA que a AÇÃO ALHEIA LHE PIORE AS CONDIÇÕES ATUAIS. Pois que a OPÇÃO NATURAL de RECUSAR e MANTER SEU ESTADO ATUAL NÃO ESTA DISPONÍVEL, mesmo que NENHUM CO PRÉVINSTE SENTIDO SE TENHA ESTABELECIDO ESPONTANEAMENTE.

    Ou seja, na ESCRAVIDÃO o ESCRAVO OBEDECE PARA NÃO SOFRER um DANO MAIOR do QUE AQUELE QUE LHE É EXIGIDO PELO SENHOR.

    Numa RELAÇÃO LIVRE o INDIVÍDUO OBEDECE para OBTER UM BEBEFÍCIO que o CONTRATANTE LHE OFERECE.

    Eis a DIFERENçA ENTRE RELAÇÕES FORÇADAS e ESPONTÂNEAS!!!
  • marcela  17/11/2016 12:55
    Tudo em que o governo se mete dá errado!Assim sendo,a melhor forma de acabar com a praga das drogas,seria a legalização.Com o governo burocrata taxando e regulamentando o uso das drogas,com certeza bastaria alguns anos para a sociedade se ver livre dessa praga que assola nossas famílias.
  • Andre  17/11/2016 13:42
    Será o pior dos mundos, teremos as drogas caras regulamentadas e os traficantes ofertando drogas mais baratas, a guerra ao tráfico vai ficar ainda mais sangrenta, pois agora governo e traficantes estarão concorrendo diretamente. Quem consumir droga sem nota vai ser encarcerado uns 2 anos por receptação.
    Infelizmente para nós, um povo em avançada degradação moral, o problema das drogas se "resolve" de baixo para cima, com uma intensa campanha rejeitando-a, engajando pessoas influentes e deixando a própria sociedade exacerbar seus preconceitos e restrições contra os nóias.
  • robson santos  17/11/2016 14:50
    Cada linha do texto dela representa uma contradição só, do nonsense ao ridículo com viés provocativo, só pra se aparecer, acho que não caberia resposta alguma de ninguém, por mais educativa que seja. Falta a este site um sistema Disqus por exemplo...
  • Ex-microempresario  05/05/2017 19:42
    Foi uma piada, gente. Completando, eu diria: se o governo brasileiro legalizasse a maconha e criasse uma agência reguladora para garantir o livre acesso da população de baixa renda, com certeza haveria escassez e as pessoas teriam que usar maconha contrabandeada do Paraguai.

    Na verdade não mudaria muito, a não ser por uns milhares de funcionários públicos a mais.
  • Geraldo Ramos  17/11/2016 17:07
    Social democracy é a escola mais promissora, na minha opinião. Liberalismo/Neo-liberalismo, socialismo, ou Libertarismo já se mostrou inviável e "missleading". 3 pilares são essenciais em uma sociedade: Crescimento econômico, sustentabilidade e balanço social. Os três são conectados. Existem grupos que focam geralmente em um dos 3, porém, o social-democrata acredita que é necessário o balanço entre os três, pois eles são profundamente conectados e dependentes um do outro. Mais informações: https://www.youtube.com/watch?v=s_9Kix4tFzk
  • Bruno Feliciano  17/11/2016 19:14
    Já parou pra pensar que a consequência do crescimento econômico é justamente isso?

    Você quer usar o estado pra proporcionar os três e vai acabar sem os três. O site esta repleto de artigos provando isso de todas as formas. É muito difícil dar uma olhada nos artigos do site antes de comentar?
    Duvidas são naturais, mas cair aqui de paraquedas e falar algo desse tipo demonstra o quão despreocupado você esta com o contraditório e a lógica.
    Alias, de onde você tirou que o liberalismo já se mostrou inviável? E onde que a SD é viável?

    O crescimento da economia de mercado é algo completamente natural e fácil, basta o estado permitir.
    Somente o crescimento natural e livre da economia de mercado, pode proporcionar em conjunto a prosperidade social e afins.
  • Willyam   17/11/2016 20:21
    Pessoal eu sei que não tem nada a ve com o assunto ,mas eu preciso de uma resposta . Tem uma empresa chamada Hinode que eu vou entrar , eu ja estudei sobre ela antes de entrar é claro pra ver se n era roubada . Eu tenho um conhecimento bem apoiado para dar crédito a empresa . Porém a pergunta é , o sistema de lucro e economico da empresa é sustentável? lembrando que a regra é tipo isso '' me faça lucrar que eu te faço lucrar '' , a empresa não é piramide por n motivos , não cabe aqui discutir isso . Só quero saber se o sistema que a empresa usa é estável e confiável . Seria até uma boa o IMB fazer um artigo a respeito de MMN (marketing de multinível ) . Eu realmente gostaria de saber a opinião de vcs . Mas por favor respondam a minha pegunta , muito obrg .
  • Rodrigo  18/11/2016 13:24
    É muito simples.

    1 - O objetivo da empresa é captar cada vez mais vendedores ao invés de vender seus produtos? Pirâmide. caia fora.

    2 - A empresa iguala os incentivos entre vender produtos e cadastrar novos vendedores? A concorrência entre vendedores tende a saturar o mercado, os primeiros ganham muito o resto quase nada. caia fora.

    3 - A empresa remunera a venda de produtos, dando pouca ou nenhuma atenção ao recrutamento de novos vendedores? Pode não ser uma tragédia. Minha mãe mesmo criou a mim e ao meu irmão vendendo Jafra. Nunca enriqueceu é claro, mas pagou as contas. Vai de você assumir o risco.

  • Emerson Luis  18/11/2016 12:37

    O Obamacare demonstrou de novo que tentar controlar a vida das pessoas só piora a situação, não importando as supostas boas intenções.

    * * *
  • pedro frederico caldas  19/11/2016 04:12
    Há alguns anos li que 80% dos gastos com saúde de uma pessoa ocorrem nos dois últimos anos de vida.
  • anônimo  21/01/2017 18:06
    Obama criou um plano de saude por US$ 20,00 mensais para os mais pobres ter acesso a tudo na saúde, algo que antes não tinham morrendo na porta do hospital.
  • Michael  22/01/2017 15:27
    20 dólares mensais? Qual a sua fonte? Procurei no Google e nada achei. Por favor, mostre uma fonte isenta comprovando isso.

    O que se sabe ao certo é que as mensalidades para a classe média dispararam, deixando sem cobertura gente que sempre havia tido. Uma catástrofe.
  • Lucas  22/01/2017 15:52
    Com o detalhe de que o Medicaid, em tese, serve exatamente para ajudar os pobres a ter acesso ao sistema de saúde. Não funciona? Claro que não, afinal, é um programa governamental.

    O Obamacare foi um intervencionismo estatal criado para "corrigir" as distorções criadas por intervencionismos estatais anteriores. Coisa de gênio.
  • Ex-microempresario  05/05/2017 20:17
    Acho incrível que quando o Obama assumiu, ainda houvesse pobres. Já que sem a bondade do Obamacare, os pobres excluídos e abandonados não tinham acesso sequer a uma aspirina, como foi que ainda sobraram tantos ? Não era para terem morrido todos ?
  • Walace Vital  05/05/2017 17:05
    Acabou a liberdade individual quando ocorreu de um presidente obrigar a cada um a pagar um plano de saúde.
    O estado deveria ser capaz de fazer apenas 4 coisas.
    dar educação
    dar saúde
    dar segurança
    e prover meios para fiscalizar e permitir a concorrencia entre os mercados.
    E ainda permitir que exista acesso a educação, saúde e segurança por meio privado.
    Eu não tenho plano de saúde, de certa forma por opção, conheço meu histórico de saúde. Vou pagar para mim mensalidades astronomicas de plano de saúde e só me consultar uma vez por ano (talvez), então quando quero um atendimento pago um médico particular.
    o trabalhador americano pensaria isso também, mas foi obrigado a pagar plano de saúde.


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