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Protecionismo é riqueza para poucos e pobreza para todos
Mercado fechado significa escassez artificial, beneficiando poderosos e prejudicando destituídos

Você já pensou em como seria lucrativo vender um produto sem ter concorrência, sem guerra de preços e sem precisar se preocupar com a qualidade?

Isso é o protecionismo.

Enquanto poucos se beneficiam, muitos pagam caro por isso. O protecionismo gera ruína para os consumidores mais pobres e para as pequenas e médias empresas dependentes de equipamentos importados. Ele explora e impõe severas perdas à população. É como um câncer que, a partir de uma única célula doente, se espalha infectando setores saudáveis, comprometendo o funcionamento de todo o sistema.

Além de espoliar toda a população, o protecionismo protege os incompetentes, garantindo ganhos vultosos para esses empresários beneficiados com uma reserva de mercado. Por meio de um decreto, o governo — que diz pensar no bem da população —se utiliza de seu poder para ir exatamente contra os interesses dessa população, estabelecendo acordos de benefício mútuo entre governo e empresários beneficiados.

Existem dois tipos de protecionismo: o de estatizar os meios de produção e fechar o mercado para empresas estrangeiras (medida socialista) e o protecionismo de compadrio entre empresas e o poder público, que estabelece as oligarquias.

A nossa realidade

O maior entrave à livre transação entre os habitantes de dois países distintos é a política. Mais especificamente, a pressão sobre o governo, feita por lobbies da indústria nacional, para se impor tarifas de importação sobre os produtos estrangeiros e, com isso, desestimular os habitantes nacionais de importar bens do exterior.

Trata-se de um lobby para suprimir a concorrência via imposição de tarifas de importação. Se você quer comprar bens americanos, europeus ou chineses, a indústria nacional fará um lobby para que o governo dificulte — e até mesmo proíba — essa sua liberdade, obrigando-lhe a comprar apenas seus produtos.

Mas o protecionismo não se dá apenas por meio de tarifas de importação. Há também as regulações, as quais ajudam exatamente os grandes já estabelecidos.

Regulações sempre dificultam tanto os negócios com o exterior como também o empreendedorismo no mercado interno. Abrir um novo negócio, uma pequena ou média empresa, é como entrar num campo minado de regulamentação. Cumpri-las impõe altos custos, e não segui-las causa desde multas a ações judiciais. Grandes empresas, já estabelecidas no mercado e já íntimas do emaranhado regulatório, não se preocupam tanto com a burocracia, uma vez que ela representa barreiras artificiais à entrada de novos concorrentes, o que reduz em muito a concorrência potencial.

Neste quesito, grandes empresas odeiam o livre mercado e adoram a regulação.

Brasília tornou-se a capital dos lobbies. Políticos se digladiam por recursos de empresas para abastecer suas próximas campanhas. Em troca dessa gentileza, aprovam medidas provisórias (MPs) e projetos de lei (PLs) visando a beneficiar determinada empresa ou setor em detrimento dos interesses da população. Tais medidas protecionistas beneficiam indústrias nacionais ineficientes que não teriam sucesso num ambiente competitivo.

Uma empresa que não se preocupa em inovar, e que mantém o mesmo produto inalterado por muito tempo, recorre ao governo para manter seu market share quando empresas externas começam a vender um produto melhor no mercado nacional e seu lucro começa a cair pelo fato de os consumidores estarem migrarem para um produto melhor e mais barato.

Uma empresa que se tornou ineficiente tem duas alternativas: modernizar-se ou escolher o caminho mais curto e mais fácil, a saber, pedir ao governo para fechar o mercado enquanto continua ofertando qualidade inferior à população.

O caminho mais curto resulta em tarifas, impostos mais altos e barreiras não-tarifárias (BTNs) que restringem a quantidade de produto importado (como as chamadas "licenças de importação"), por meio da qual um importador deve solicitar a autorização de agências reguladoras para importar um produto e cumprir com diversas exigências complexas, inteligentemente elaboradas para dificultar a liberação de licenças.

Ao se sustentar formas ineficientes de fazer negócios, o consumidor será sempre prejudicado. Barreiras a produtos importados resultam em aumento de preços de matérias-primas e até de bens de consumo como TVs, laptops, sofás, eletrodomésticos, celulares, carros.

O aumento de preço de uma única matéria-prima importada causa uma avalanche de aumentos nos mais variados setores da economia. A indústria de metais nacional recorreu diversas vezes ao governo para sobretaxar metais importado, medida que impacta toda a indústria que depende deste material: fabricação de pontes, navios, carros, máquinas, geladeiras, peças automotivas, casas, panelas, latinhas de cerveja etc. Qualquer obra ou produto que utilize metais terá de repassar o aumento do seu custo ao produto final.

Concomitantemente, em vez de termos uma indústria ineficiente, teremos muitas indústrias caras, isoladas da cadeia de produção global, blindadas da concorrência e pouco competitivas.

Protecionismo cria indústrias ineficientes e uma economia moribunda. Ao proteger negócios ultrapassados que naturalmente não conseguem competir, criamos uma economia estagnada e antiquada, pois sem competitividade não há incentivo à inovação.

A correção para esse cenário é reduzir as barreiras. Mas haverá inevitáveis consequências de curto prazo.

Em um mercado protegido, a abertura comercial será um choque sobre a economia. Uma das consequências em se adotar o livre mercado tardiamente é provocar desemprego durante a readequação do mercado. Empresas sofrerão até conseguir se renovar e se adaptar à pesada competição. A concorrência entre trabalhadores nacionais e estrangeiros levará alguns setores da economia ao declínio (efeito de curto prazo). Já a redução de preços dos bens e serviços, que passarão a ser importados livremente, será imediata, ocasionando redução no custo de vida da população em geral.

Ao passo que, com o desemprego, salários poderão vir a sofrer redução, as importações liberadas levarão a um inevitável declínio nos preços de bens e serviços. Consequentemente, sobrará mais dinheiro para se gastar com outros produtos e serviços, o que resultará em aumento da demanda, do lucro e de vagas de empregos em outros setores da economia. Ou seja, haverá uma melhor realocação de recursos.

Como explicado neste artigo:

Quando as importações "baratas" expulsam do mercado aqueles produtos nacionais mais caros ou de menor qualidade, os consumidores nacionais ficam com mais dinheiro. Tendo acesso a produtos mais baratos, o total despendido com gastos em consumo diminui. Sobra mais dinheiro ao fim do mês.

Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros produtos e serviços. Se você gasta menos comprando bens importados mais baratos, sobre mais dinheiro para você gastar em outros setores da economia. E sobra mais dinheiro para você investir (mesmo que seja aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro será emprestado para terceiros investirem) e, com isso, gerar empregos em outros setores.

Com mais investimento e com mais demanda em outros setores, emprego e produção crescem. Consequentemente, a população se torna agora mais rica e com maior oferta de bens e serviços. Trabalhadores demitidos daquelas indústrias ineficientes que perderam mercado para os produtos importados têm agora novas oportunidades em outros setores.

Tarifas são impostos. Tendo de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais ficam incapacitados de consumir mais e de investir mais.  A restrição às importações e a reserva de mercado criada por ela faz com que a capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida. 

E sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia. 

Assim, empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas. 

O remédio para corrigir o intervencionismo será sempre amargo, já que o medicamento leve e em doses homeopáticas foi rejeitado. Inexiste outro caminho para se adequar. O protecionismo é um câncer que requer cirurgia e a recuperação passará por um aumento temporário na taxa de desemprego e uma crise setorial até que a adequação à nova matriz competitiva esteja completa.

Livre comércio significa abundância e prosperidade

Protecionismo é uma política voltada para criar escassez artificial, beneficiando poucos e poderosos produtores e prejudicando todo o resto da população.

Já uma economia livre significa prosperidade para a população e melhor alocação de recursos.

A abertura de mercado faz com que os recursos sejam mais bem alocados: regiões se especializam na manufatura daquele produto em que possuem maior eficiência e, em seguida, importam os que são produzidos de maneira mais eficiente em outras localidades.

Assim, o livre mercado faz com que produtores inábeis sejam retirados da produção de bens que não produzem de forma eficiente e sejam redirecionados para outros setores em que sejam mais capacitados e mais produtivos.

Produtores ineficientes são ruins para a sociedade. Eles imobilizam recursos escassos (mão-de-obra e maquinário) que poderiam estar sendo mais bem aproveitados em outros setores da economia, para os quais há uma genuína demanda dos consumidores. Não faz sentido econômico manter fábricas ineficientes em um país cuja população é mais bem atendida adquirindo produtos melhores e mais baratos de outros produtores.

O livre mercado existe exatamente para nos poupar de ter de fabricar itens nos quais não temos habilidade. Imagine como seria a sua vida se você tivesse de fabricar seu próprio carro, plantar todo o alimento que consome, fabricar sua própria roupa, construir sua própria casa, e criar seu próprio computador. Se tivesse de fazer tudo isso, seu nível de conforto seria reduzido a níveis extremos e não lhe sobraria tempo para fazer aquilo que realmente gosta.

No entanto, com o livre mercado, você não é obrigado a concentrar seu tempo naquilo em que você não possui habilidade suficiente ou não gosta de executar. Logo, quanto mais liberdade para adquirir produtos diversos, melhor.

O protecionismo prejudica todo o processo descrito acima e, desta maneira, impede que o padrão de vida da população em geral aumente.

Como disse o insubstituível Henry Hazlitt:

É a máxima de todo chefe de família prudente jamais tentar fabricar em casa o que lhe custará mais fabricar do que comprar. O alfaiate não procura fabricar seus sapatos; adquire-os do sapateiro. E este não procura fazer sua roupa; emprega, para isso, o alfaiate. O que é considerado prudente na conduta de toda família particular, dificilmente poderá ser considerada loucura na conduta de uma economia.

Livre comércio e empregos

Tanto o livre mercado quanto o livre comércio não são destruidores de empregos; ao contrário, eles realocam, de acordo com as habilidades locais, a mão-de-obra, o capital e os esforços disponíveis; eles retiram empresas ineficientes do mercado para que as eficientes tomem seu lugar. E para o bem da população.

E, no final, novos empregos são criados.

E isso não é apenas uma questão de teoria, não.  A própria empiria confirma isso.

O quadro abaixo, elaborado pelo economista argentino Iván Carrino, mostra os países que têm a maior abertura comercial de acordo com a pontuação (de 0 a 100) — estabelecida pelo Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation — e a taxa de desemprego de cada um deles para o ano de 2015.

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À exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de país historicamente estável —, a conclusão a partir dos dados é clara: o desemprego nada tem a ver com a abertura econômica.  Como mostram os 4 primeiros países, quanto mais aberto ao comércio, menor a taxa de desemprego.

Uma análise mais extensa indica que os países mais abertos ao comércio internacional não apenas não têm problemas de emprego, como também são, em média, 5 vezes mais ricos do que aqueles que decidem impor travas e barreiras à liberdade de seus cidadãos de importarem bens do exterior.

Conclusão

Foi Adam Smith quem disse que "em todo país, sempre é e deve ser do interesse da grande massa do povo comprar tudo que deseja daqueles que vendam mais barato".

Deveria ser imperativo o direito de se adquirir um bem ou serviço de quem pudesse oferecer o melhor, de acordo com a necessidade individual. Para um amante de carros esportivos, um Lamborghini é o ideal. Para alguém que deseja um automóvel apenas para se deslocar de um local ao outro, um carro popular atenderá a necessidade. Não devemos coibir o acesso a nenhum destes bens, muito menos sobretaxar itens para reduzir o acesso.

Considerar apenas os efeitos imediatos da abertura do mercado — como fazem todos os políticos preocupados com reeleição — é limitar a visão econômica, esquecendo-se dos benefícios de longo prazo para toda uma sociedade.

Protecionismo beneficia apenas os mais poderosos e empobrece toda uma nação.

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Leituras complementares:

Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas

Defender o protecionismo é defender a escassez - defender o livre comércio é defender a abundância

A abertura comercial é imprescindível para o crescimento econômico - e isso não é folclore

Protecionismo é violência - cria uma reserva de mercado para os poderosos e empobrece os mais pobres

Não há argumentos econômicos contra o livre comércio - o protecionismo é a defesa de privilégios

Países pobres tributam pesadamente importados; países ricos têm suas fronteiras abertas

 

12 votos

autor

Leticia Catel
é empreendedora do setor industrial e formada em comércio exterior.


  • Capital Imoral  31/10/2016 14:28
    Estive conversando com os mortos – Eles tem algo a revelar
    Esta semana estive a ler as obras de Aristóteles. felizmente neoliberal, eu busco levar uma vida feliz e com sentido e não uma vida como mero peão, refém do capital que leva durante a vida toda caixa nas costas e ao final, chega a terrível conclusão que levou uma vida sem sentido. No artigo de hoje, eu compartilho com vocês, um pequeno trecho da obra chamada: "Politica" de Aristóteles, onde ele comenta justamente sobre esse valor excessivo que damos a riqueza.


    Algumas pessoas, portanto, imaginam que a acumulação da riqueza seja a função da administração da casa, e não cessam de acreditar que seu estoque de dinheiro terá de ser armazenado de acumulado de maneira ilimitada. O motivo pelo qual tanta gente pensa assim talvez seja a impaciência pelo viver, mas não pelo viver bem; assim, o desejo de viver sendo ilimitado, elas desejam também uma quantidade ilimitada, ou seja, aquilo que está além do que é adequado. Outras , enquanto objetivam a boa vida, procuram o que é propicio aos prazeres do corpo. Assim, como isso também parece depender da posse de uma propriedade, todas as atividades dessas pessoas concentram-se em acumular dinheiro, e o segundo tipo de acumulação deve sua existência a isso.

    Pois onde a diversão consiste em excesso, os homens procuram por aquilo que produz o excesso agradável. E se eles não o buscam pela acumulação da riqueza, procuram consegui-lo por outros meios, usando todas as suas faculdades com esse proposito. È contrario à natureza utilizar todas as nossas faculdades desse modo: a coragem, por exemplo, cuja função é produzir confiança, não dinheiro, liderança militar ou a medicina, cujos objetivos são a vitória e a saúde. Mas essas pessoas transformam todos os atributos em qualidades do enriquecimento, como se esse fosse o fim e todas as coisas tivessem de servi-lo.



    Comentários de capital imoral:
    Aristóteles havia percebido que a riqueza, assim como o poder, sega o homem, afastando-o da natureza e proposito real das coisas. Isso cabe perfeitamente na minha teoria, que o capitalismo, irá utilizar está mesma propriedade da riqueza de segar o homem, para não somente torna-lo refém do capital, mas um ignorante, um homem banal, um homem das "coisas".

    Marx utiliza o termo "Fetichismo da mercadoria" para este valor excessivo, que nos afasta dos seres humanos, das propriedades humanas e naturais, para nos levar ao mundo material, ou seja, a um materialismo bobo. Você foi no hospital, hoje, rezar pelos doentes?

    Para concluir o artigo desta semana. Eu retomo ao que havia afirmado no começo deste artigo: Como é bom ler Aristóteles, Como é bom ter uma vida intelectual, como é bom ter uma vida com sentido. Imagino eu, quantos irmãos estão a levar caixas e caixas nas costas, por causa deste sistema podre, que nos afasta de nosso eu interior. Não cometam o mesmo erro de Midas, que por causa da avareza, tudo que tocava se transformava em ouro. Midas foi o mais infeliz dos homens, pois viu a matéria pela matéria, e percebeu como é anti-humano a matéria, seja de alto valor, seja de nenhum valor. .Um dia, a minha teoria da sociedade intelectual vai acontecer e seremos finalmente, Livres.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Renan Merlin  31/10/2016 14:29
    Curioso que no Brasil existe protecionismo ate pra produtos que o Brasil não produz como remedios e videogame por exemplo.
  • Rodrigo Amado  31/10/2016 17:50
    "Curioso que no Brasil existe protecionismo ate pra produtos que o Brasil não produz como remedios e videogame por exemplo.".

    Nesse caso o nome correto é roubismo.
  • Tannhauser  31/10/2016 14:48
    Leandro e demais,

    Poderiam informar uma fonte que mostre o somatório dos gastos do governo federal, estadual e municipal em relação ao PIB no Brasil? Procurei no Trading Economics, mas não encontrei.

    Inclusive, gostaria de saber se nos dados abaixo são somados os gastos de todas as esferas de governo ou somente do governo federal de cada país:

    pt.tradingeconomics.com/country-list/government-spending-to-gdp


  • Leandro  31/10/2016 18:06
    Acabou de encontrar. Esses valores são os gastos de todas as esferas do governo. Como mostrado neste artigo, para ver apenas os gastos do governo central, e excluindo juros, veja aqui:

    data.worldbank.org/indicator/NE.CON.GOVT.ZS?year_high_desc=true
  • Tannhauser  01/11/2016 14:15
    Obrigado, Leandro.

    Mas ainda não encontrei os dados consolidados do gasto de todos os entes federais no Brasil.
  • Auxiliar  01/11/2016 14:36
    Para o governo federal aqui:

    www.portaltransparencia.gov.br/PortalComprasDiretasOEOrgaoSuperior.asp?Ano=2015

    Para os governos estaduais você terá de ir ao Portal da Transparência de cada estado respectivamente.

    Ou então você pode cortar caminho e ver quanto que os estados arrecadaram (de janeiro a julho de 2016) e então partir do princípio de que eles gastam tudo o que arrecadaram e mais um pouco.

    www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/IE4-14.xlsx

    Observe que, de janeiro a julho, eles já arrecadaram (e gastaram) R$ 360 bilhões. Pode colocar aí na conta que eles gastam R$ 800 bilhões.

    Quanto aos municípios, não sei onde encontrar.
  • Tannhauser  01/11/2016 21:04
    Obrigado, auxiliar!

  • Eduardo  31/10/2016 14:50
    Acho que estamos bem longe dessa realidade.... nossos políticos tem muitos compadres e comadres ! E tudo é feito naquela maior bondade e abundância... Vejamos o que viraram as Odebrechts da vida....
  • Renan Merlin  31/10/2016 15:02
    Eu sou contra protecionismo mas alguns protecionistas me diz o seguinte que eu fico meio sem resposta.
    Tipo o que adianta o Brasil abrir o seu mercado se outros paises não fazem o mesmo?
  • Magno  31/10/2016 15:29
    O livre comércio não tem de ser bilateral. Se outros países impuserem tarifas de importação aos nossos produtos nacionais, não há justificativa para prejudicar a população nacional impedindo-a de consumir produtos desses países. Quando compramos importados, ganhamos todos os benefícios acima descritos. Cortar esses benefícios apenas para fazer uma guerra comercial — algo que sempre excita os políticos — é algo que não irá em absoluto melhorar a situação da população brasileira.
  • Gwelp  02/11/2016 17:15
    Não acho.Porque vamos consumir produtos de quem não faz acordos políticos e quer só se dar bem?
  • Solstafir!  31/10/2016 15:30
    Mesmo com os outros mercados artificialmente fechados, o país mais aberto sai ganhando. Reduzir a oferta de bens no país e todas as distorções que isso traz só porque os outros países fazem o mesmo não faz sentido. Além do mais, ao importar menos produtos os países protecionistas acabam machucando a sua capacidade exportadora indiretamente, ou seja, todos saem perdendo, mas não há argumentos para sair perdendo igualmente.
  • Andre  31/10/2016 15:34
    O Brasil tem o mercado mais fechado do mundo, ficamos tanto tempo assim que nossos produtos são uma piada e é obvio que o mercado mundial estará fechado para os produtos toscos e caros da fiesp.
  • Gabriel  31/10/2016 15:49
    Isso é argumento de quem acha que exportar muito mais do que importar significa alguma coisa.
  • Azevedo  31/10/2016 15:57
    Mas significa sim. Significa mais escassez de bens no mercado interno.

    Quanto mais você manda pra fora aquilo que você produz, menor é a oferta no mercado interno. E maiores os preços.

    E, se além de mandar tudo pra fora, você também não importa, então a escassez no mercado interno é dupla, e a carestia também duplica.

    E a esquerda defende exatamente esse arranjo: exportar o máximo e importar o mínimo. Querem matar os pobres de fome.
  • Tiago Moraes  01/11/2016 01:06
    Não significa não. Em economia, não basta apenas que uma afirmação tenha algum sentido lógico, ela precisa ter respaldo empírico. Caso não tenha, significa que a afirmação é falsa por ignorar outras variáveis.

    Basicamente, economia que exportam muito, ou seja, que possuem uma grande participação das exportações em percentual do PIB, também importam muito, pois são economias com elevado nível de penetração na economia global. Esse tipo de economia, apresenta altos níveis de produtividade, de forma que nunca se estabelece uma relação de concorrência entre consumo interno e exportações impactando nos níveis gerais dos preços domésticos. O próprio Brasil é um exemplo disso. somos um país que exporta pouco, mas temos níveis de preços elevados. Nos últimos três anos, a queda no ritmo das exportações deveria ter derrubado nossa inflação, pelo aumento dos estoques de produtos exportáveis encalhados (segundo sua teoria). Mas o que se viu foi o oposto, nossos níveis de preços atingiram os dois dígitos no mesmo período.
  • Fernando  31/10/2016 16:00
    Bom, não sei se já parou pra notar, riqueza não é papel moeda e sim bens e serviços, então se você abre o mercado o que vem não é papel moeda, mas sim bens e serviços, se o seu mercado é aberto e os outros fechados, os outros não terão bens e serviços em abundância e pode acreditar tem muita gente querendo comercializar, não vai faltar bens e serviços no seu país, então quando ficar em dúvida se pergunte e pergunte ao esquerdopata seu amigo o seguinte: Todos os mercados do mundo são abertos ? R: NÃO Como Hong kong e Mónaco sobrevivem e lá não são capazes de produzir as riquezas que eles gozam? R: Muita gente quer comercializar lá justamente pela falta de protecionismo.
  • Pensador  31/10/2016 15:17
    Trabalhar com eletrônica no Brasil é uma piada: você paga 80% mais caro( em dólar: nem o próprio Estado quer te taxar em uma moeda fraca) pelos insumos só por causa do draconiano imposto de importação. E ainda leva meses para os caras te entregarem os produtos dentro do país que os chineses de lá para cá não levam uma semana.
  • 4lex5andro  01/11/2016 00:49
    Tem site de notícias que informou que no Brasil não existe uma única fábrica de micro-chip.

    É o eterno país da commoditie.
  • Você já cuspiu em um fascista ?  31/10/2016 15:21
    O problema do capitalista é que ele sempre pensa somente pelo lado econômico. Consequentemente vemos pessoas passando fome e nunca paramos para nos perguntar: o que leva alguém a chegar nesta situação ? A resposta é simples, o que leva alguém a chegar na precariedade é o machismo, coxismo, capitalismo, dinheiro, tecnologia extremamente avançada e abertura de capital para o exterior.

    Por exemplo este artigo fala sobre a abertura de capital para o exterior para que tenhamos celulares e computadores . Mas esquece completamente que existem produtos que não podem ser comercializados uma vez que o ser humano morre se não o tiver. O governo ( com exceção do temer que é golpista) tem uma capacidade melhor que o resto da população para decidir que bens devem ou não devem ser dado a população.

    Segundo este artigo do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=5HiiIY4XLEc. O problema da sociedade é quando convivemos em grupo. Vejo neste site que vocês estão formando um grupo. O que me leva a crer é que vocês criaram um inimigo imaginário (governo) e não aceitam nada de bom que possa beneficiar o social.

    A sociedade ideal é aquela que possamos conviver com uma industria que pense no ser humano e não em produtos. É aquela que se você tiver morrendo de fome vai ter um governo para te dar comida. É aquela que não precismos nos preocupar com o dia de amanha uma vez que teremos um SER HUMANO que faça isto por nós.

    Você deve estar pensando: " Que cara idiota. Se a população tem capacidade de escolher os governantes , por que ela não teria capacidade de escolher o que vai fazer com o próprio dinheiro" ? Simples. Na media governantes têm mais preparo intelectual que a população. A maioria da população brasileira não conseguiria sequer ler uma obra de Fernando Henrique Cardoso.

    Por fim quero deixar esta musica do youtube para que vocês reflitam: https://www.youtube.com/watch?v=OZfgSnXRhZI
  • Victor  31/10/2016 15:52
    vamos levar isso ao extremo então. um ser iluminado toma o poder, e confisca TODA a renda de TODO MUNDO. afinal, se todo mundo é imbecil, esse ser iluminado deve protege-los de si mesmos
  • Você já cuspiu em um fascista ?  02/11/2016 02:42
    Exatamente. Quando agimos em grupo (como foi mostrado no link do youtube que eu enviei) temos a tendencia de tomar atitudes idiotas. E é por isto que precisamos dos intelectuais para pensarmos por nós. Sem eles a sociedade entraria em colapso.




  • Solstafir!  31/10/2016 15:55
    Muito forçado, dou 3/10 pra esse bait.
  • tales  31/10/2016 18:06
    Também achei forçado. Há trolls realmente talentosos nesse site, se esforce mais.
  • Pobre Paulista  31/10/2016 18:24
    Viva o livre mercado de Trolls!
  • Lel  31/10/2016 16:04
    Se você defende protecionismo (o que defende), o único fascista aqui é você.
  • Renan Merlin  31/10/2016 19:32
    Pelo contrario, quem pensa só em si mesmo e nas suas preferencias pessoais e esquerdista que defende sua utopia seja implantado na sociedade. O Capitalista pra ficar rico ele tem que estudar 24 horas por dia nos outros pra pode ficar rico, se ele nao agradar as preferencias das pessoas ele não consegue vender seus produtos
  • LEG  31/10/2016 22:26

    "Segundo este artigo do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=5HiiIY4XLEc. O problema da sociedade é quando convivemos em grupo. Vejo neste site que vocês estão formando um grupo. O que me leva a crer é que vocês criaram um inimigo imaginário (governo) e não aceitam nada de bom que possa beneficiar o social."


    Veja bem: o problema não é conviver em grupo, mas sim, quando determinados grupos querem IMPOR seus valores através do estado para TODA sociedade.

    O inimigo não é imaginário justamente porque ele é o meio ativo por onde determinados grupos atuam.

    Beneficiar o social, no sentido de beneficiar a todos, não faz sentido porque a única coisa que está em jogo nesse caso é o interesse desses grupos.

    PS. Sendo troll ou não, é bom responder assim mesmo.
  • Breaking Bad  31/10/2016 23:49
    Quando aparece uma mula esquerdopata vomitando clichês do tipo "A sociedade ideal é aquela que possamos conviver com uma industria que pense no ser humano e não em produtos", está mais do que claro não ter entendido absolutamente nada sobre o Princípio da Livre Escolha, sobre as Trocas Voluntárias e Necessidade de Agradar Clientes. Só tenho uma dica para dar: a tal "sociedade ideal", segundo os parâmetros do "lesado", já existe: Coreia do Norte. Se o maluco quiser, faço uma doação de uma passagem só de IDA para o tal "paraíso socialista". De minha parte, em contrapartida, de muito bom grado eu aceitaria uma passagem, mesmo que só de ida, para os EUA.
  • Felipe   01/11/2016 10:37
    "o que leva alguém a chegar na precariedade é (...) tecnologia extremamente avançada.
    Meu Deus do céu. A culpa da pobreza agora é da tecnologia. Existe algum caso atual ou histórico em que a tecnologia tenha causado a pobreza? Nunca ouvi falar. Cite exemplos.

    "Por exemplo este artigo fala sobre a abertura de capital para o exterior para que tenhamos celulares e computadores."
    Não. Ele fala de abertura de capital para obtenção de bens e serviços de maior qualidade, sem garantir vantagens a nenhuma empresa especificamente.

    "existem produtos que não podem ser comercializados uma vez que o ser humano morre se não o tiver."
    Lá vem a ideia do Estado controlar os meios de produção. Bora criar um setor público inchado e oneroso a todos. Isso não no mundo real funciona cara. Saia dos livros e vá ver os países que implantaram o socialismo, todos estão quebrados.

    "O problema da sociedade é quando convivemos em grupo. "
    A convivência em grupo é o que faz uma sociedade, uma sociedade... Quanta ladainha...

    "Na media governantes têm mais preparo intelectual que a população. "
    Ok, vamos deixar os nossos governantes decidirem por nós então. O Temer também é um governante, meu caro. Assim como todos os nossos senadores, deputados, governadores, prefeitos... Quem viu as votações do impeachment sabe que não apenas os nossos governantes não são mais preparados que ninguém, como são muito influenciáveis, e atendem aos próprios interesses, e não os da população. Uma hora a esquerda fala que tem que ter referendo, consulta pública, que tem que discutir com a sociedade. Outra hora falam que tem que seguir o que os governantes dizem, pois eles são mais capazes que a população. Não fazem sentido nenhum, pra variar!

    Abs
  • anônimo  01/11/2016 19:40
    O sujeitinho desqualificado que escreveu o comentário!!!
    Fala que quem discorda dele é fascista e merece cuspe, mas o texto dele é uma ode ao fascismo, pois defende que o Estado sabe melhor do que o próprio povo o que o povo quer, como afirmou no seguinte trecho:

    " O governo tem uma capacidade melhor que o resto da população para decidir que bens devem ou não devem ser dado a população."

    Escreveu, com outras palavras, o mantra básico do fascismo, dito pelo próprio Mussolini:

    "Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado."

    Ou seja, chama quem dele discorda de fascistas, mas ele é o maior de todos os fascistas. Em suma, é um arquétipo de todo revolucionáriozinho de butique que vota no Freixo com "áifoni 7 importado com cartão internacional do pápis"
  • Emerson Luis  03/11/2016 12:57

    "existem produtos que não podem ser comercializados uma vez que o ser humano morre se não o tiver"

    É justamente por serem essenciais que esses produtos devem ser comercializados livremente, de modo que continuamente sua oferta aumente, seus preços caiam e sua qualidade se torne maior. O governo reduziu o imposto de importação de feijão para reduzir o preço dele no Brasil, por que não o elimina de vez?

    "O problema da sociedade é quando convivemos em grupo"

    "Sociedade" significa conviver em grupo. Aliás, "CONviver só pode ser em grupo,

    "A sociedade ideal é aquela que possamos conviver com uma industria que pense no ser humano e não em produtos"

    Como uma indústria pode ser eficiente sem pensar em produtos? E quem disse que no livre mercado não se pensa nas pessoas, sendo que é a livre escolha delas em busca de sua própria satisfação que garante a sobrevivência das empresas?

    "Na media governantes têm mais preparo intelectual que a população"

    Isso até pode ser verdade se compararmos UM membro individual da população com UM membro individual do governo. Mas o livre mercado funciona a partir da sinergia entre milhões de pessoas, o que supera astronomicamente a capacidade dos governantes.

    Uma pesquisa recente mostrou que, se você mostrar um vasilhame transparente cheio de feijão para um especialista e lhe perguntar quantos grãos ele supõe que há ali; depois mostrar para várias pessoas comuns, repetir a pergunta e tirar a média das respostas, essa média em geral vai ser mais próxima do número certo do que a resposta do especialista. Tem um livro explicando isso, procure.

    Falando de modo geral, muitas pessoas cometem erros opostos que se anulam, enquanto muitas fazem razoáveis aproximações da melhor resposta, de modo que se gera um equilíbrio. Agora, se uma grande porcentagem das pessoas comete o mesmo erro decisório, isso é sinal de que algum fator está intervindo no resultado e perturbando o processo natural.

    PS: Eu sei que deve ser um troll, mas achei bom comentar.

    * * *
  • Mr. Magoo  31/10/2016 15:58
    E sem esquecer que:
    "Somos mais pobres, mesmo que sejam os portos da outra nação à estar bloqueados.
    - Frank Chodorov"
  • anônimo  31/10/2016 16:25
    Precisamos proteger a industria nacional da mão-de-obra semi-escrava chinesa...
  • Renan Merlin  31/10/2016 18:50
    Esse papo ficou pra traz a muito tempo. Ate importando mão de obra eles ja estão fazendo
  • Renan Merlin  31/10/2016 18:52
    Alguém que trabalha com importação e exportação. Em qual cotação o importador é obrigado a se balizar? E Utilizado por lei a cotação divulgada pelo BACEM(ptax)? Ou se o importador tiver uma conta em um banco americano em dolares ele pode usar? Ou um banco pode por ex oferecer uma cotação mais vantajosa?
  • Ciro Gomes 2018  31/10/2016 18:55
    VocÊs sabiam que devido a dolarização da Argentina hoje a quebradeira da industria e portanto importação de produtos do exterior? Uma coisa é JAPÃO e EUA competindo outra é uma empresa que gera emprego, imposto e riqueza pro Brasil competir com um monopolio de primeiro mundo que pratica inclusive dupping
  • DE LUCA  31/10/2016 19:19
    Você já cuspiu em um fascista ? "Na media governantes têm mais preparo intelectual que a população. - vide LULA e mulher sapiens" Você é uma piada, SENDO QUE SEU LÍDER FASCISTA MUSSOLINI ERA O MAIOR DEFENSOR DE ESTADO FECHADO, estou disposto a fechar seus olhos também com um ajoujo de cavalo, quem sabe você enxerga pra frente e não o rabo. ditado popular do interior, serve direitinho.
  • Renan Merlin  31/10/2016 19:43
    Foi divertido ontem os socialistas "defensores" de pobre do leblon xingando os favelados porque não votaram no Freixo
  • Breaking Bad  31/10/2016 23:58
    Na mosca! Não tem preço ver o bando de "coxinhas da esquerda", do cimo de suas coberturas na Zona Sul, praguejando contra os ingratos "favelados", que não votaram no "frouxo". Mais tarde, aqueles "ativistas do bem comum" foram afogar suas mágoas entre tragos de maconha, carreirinhas de pó e taças de Veuve Clicquot Brut, mas a cipoada foi tão forte (freixo ficou em TERCEIRO, perdeu para "brancos e nulos"), que o "beck" tava meio sem graça, o pó não surtiu o "barato" esperado e o champanhe pareceu meio aguado.
  • Bruno  31/10/2016 21:21
    O engraçado é que mesmo para produtos que não tenham um concorrente fabricado aqui, ou seja inédito, existe taxação alfandegária. Pqp!
  • Renan Merlin  31/10/2016 22:40
    A Desculpa e por causa da balança comercial. Ate videogame e remedios tem taxa de importação
  • Ítalo   31/10/2016 21:23
    Se a abertura comercial não gera desemprego, o que as empresas nacionais farão com seus trabalhadores ? Caso percam concorrência para o mercado internacional. Não me diga que serão realocados com entrada de capital, acho complicado.

    Por favor, estou apenas perguntando.
  • Calvino  31/10/2016 21:33
    Só que a sua pergunta não faz sentido, pois logo de cara você já proibiu a resposta.

    Sim, as indústrias ineficientes perderão fatia de mercado e poderão ir à bancarrota. O que fará essa mão-de-obra desempregado? A mesma coisa que fez a mão-de-obra que trabalhava na indústria de charretes que foi desempregada pela invenção do automóvel; a mesma coisa que fez a mão-de-obra que trabalhava na indústria de velas e que foi desempregada pela invenção da luz elétrica; a mesma coisa que fez a mão-de-obra que trabalhava na indústria de máquinas de escrever e que foi desempregada pela invenção do computador e do notebook; a mesma coisa que fez a mão-de-obra que trabalhava na indústria de telefones fixos e que foi desempregada pela massificação do celular.

    Vários empregos se tornaram inúteis pela invenção de novos negócios. Por acaso essas pessoas foram para a fila do pão ou simplesmente arrumaram outros empregos?

    Portanto, não tem esse negócio de "não me diga que serão realocados com entrada de capital, acho complicado". Isso não é argumento intelectual.
  • Breaking Bad  01/11/2016 00:20
    "Não me diga que serão realocados com entrada de capital, acho complicado"
    Já vem co a pergunta e negando a resposta sem estudar a história dos fatos econômicos. Para ser mais específico, eis uma conversa real que tive com um motorista de táxi:
    -EU: você é o proprietário da autonomia?
    -TAXISTA: Não.
    - EU: (já satisfeito com a deixa da resposta anterior) Você acha justo o governo ter o monopólio da concessão de autonomias, distribuí-las para uma dúzia de vagabundos apadrinhados, os quais contratam 50 ou 100 motoristas para trabalharem nessas autonomias?
    -TAXISTA: Eu fico revoltado. A autonomia deste carro pertence a uma "dona", que é dona de um colégio e tem mais outras 30 autonomias.
    -EU: Então, em vez de ficar confiando naquele bando de vagabundos aboletados no "sindicato dos taxistas", quer saber como reverter isso?
    -TAXISTA: Como?
    -EU: Não se oponha ao UBER, pois ele é capaz de quebrar esse cartel dos "donos de autonomias". Da próxima vez que alguns "companheiros" de categoria te chamarem para protestar contra o UBER, pense nisso tudo que a gente conversou e pense em quem são, verdadeiramente, os maiores prejudicados pelo UBER! Monopólio de concessão de autonomias e prefeituras contra o UBER é um tipo de protecionismo.
  • Luiz Nogueira  01/11/2016 13:51
    Existe um cinismo muito grande no pensamento da esquerda.
    Eles se preocupam com o acendedor de lamparina que perderá o emprego por causa da difusão da luz elétrica, a ponto de querer proibir/taxar a utilização da luz elétrica.
    Mas sua limitação cerebral não os permite perceber que a não difusão da luz elétrica será prejudicial a milhares de pessoas. E que se empregos são destruídos pela evolução tecnológica, outros são criados, e com o tempo o bem estar da sociedade vai aumentando.
    Eles não conseguem perceber que as causas que defendem matam mais, empobrecem mais, roubam mais, espoliam mais. E sabe por que eles insistem? Das duas uma: ou é mau caratismo em último grau; ou é porque o acendedor de lamparina eles conseguem ver, tem um rosto com lágrimas caindo, uma família.
    Já as milhares de lágrimas decorrentes das medidas que eles defendem não tem um rosto, são apenas números. O rosto do acendedor assombrará suas consciências à noite, ao contrário dos números sem face dos futuros prejudicados por suas teses inócuas. Esses senhores esquerdopatas permanecem firmes na tarefa de trazer o inferno a cada dia mais para a vida da população. E no final, o que se ouvirá é: "mas eu tinha boas intenções". É preocupante esse cinismo intelectual.

    EDIT: Engano crasso meu. O que se ouvirá efetivamente é: "golpe/culpa do capitalismo/desvirtuação das ideias de Marx". Fui muito otimista com a racionalidade dessa gente.

  • reinaldo  31/10/2016 23:28
    Aqui no mises o pessoal vive elogiando os empreendedores, colocando-os como os principais responsáveis pelo desenvolvimento e enriquecimento de uma população.
    Ao mesmo tempo há pesadas críticas há grandes corporações, justamente pelos conchavos com governos e orgãos públicos.
    Mas os produtos, para serem realmente baratos precisam de grande escala para ser produzidos, o que leva necessariamente a existir uma empresa de grande porte num determinado ramo. Naturalmente, empresas odeiam competição. E para impedir competição, iram pressionar o governo.
    A solução seria o governo não ceder às empresas, ou eliminar o governo totalmente seria a solução?
  • Azambuja  31/10/2016 23:45
    "Ao mesmo tempo há pesadas críticas há grandes corporações, justamente pelos conchavos com governos e orgãos públicos."

    Frase errada (inclusive na ortografia). Eis a frase certa: ao mesmo tempo, há pesadas críticas àquelas empresas que recorrem ao estado para obter privilégios e prejudicar eventuais concorrentes e todo o público consumidor.

    Não interessa se a empresa é grande ou pequena. Agricultor familiar que recebe subsídios do estado ou pequeno produtor de tecido que contemplado com tarifas de importação sobre panos coreanos e chineses são igualmente criticados.

    "Mas os produtos, para serem realmente baratos precisam de grande escala para ser produzidos, o que leva necessariamente a existir uma empresa de grande porte num determinado ramo."

    Outra frase errada. Vamos corrigi-las:

    Para que haja uma oferta abundante de produtos bons e baratos, o tamanho das empresas nacionais é completamente irrelevante. Basta apenas que os consumidores desejos tenham a liberdade de adquiridos esses produtos de qualquer lugar do mundo.

    Ponto. E simples assim.

    Aliás, é uma coisa tão óbvia e lógica, que fico até constrangido de falar esse básico, mas vamos lá: o mercado consumidor é o Brasil; já o mercado produtor é o Brasil mais todo o resto do mundo. Ou seja, temos produtores do Brasil e do resto do mundo produzindo para nos atender.

    Sendo assim, por que então temos de ter um governo estimulando e protegendo empresas nacionais para que essas atinjam escala, se podemos simplesmente adquirir o que queremos de quem já sabe fazê-lo melhor e mais barato?

    Juro -- sim, juro! -- que nunca ouvi uma única explicação convincente para isso. O mais perto que alguém já chegou foi evocando a questão da balança comercial-- algo que não faz qualquer sentido em um arranjo de câmbio flutuante.

    "Naturalmente, empresas odeiam competição. E para impedir competição, iram pressionar o governo."

    Agora sim você está entendendo.

    "A solução seria o governo não ceder às empresas, ou eliminar o governo totalmente seria a solução?"

    A primeira solução é a realisticamente desejável, mas impossível. Enquanto existir governo haverá [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=2231]privilégios e protecionismos[link]. Varia apenas o grau, mas existirá. Logo, resta apenas sonhar com a segunda.

    Sorry, mas não existe meio termo. Não existe estado sem privilégios e protecionismos. Havendo estado haverá privilégios e protecionismos.
  • reinaldo  01/11/2016 20:16
    Quando disse que para serem baratos os produtos precisam ser feitos em larga escala, é porque o volume de produção diminui o valor por unidade. Hoje os computadores são baratos por que são feitos aos milhões, por fábricas enormes que produzem milhares em cada lote. Se fossem produzidos por empresas pequenas, o custo e preço final seria muito maior. é como um armário comprado nas casas bahia e um fabricado pelo marceneiro que trabalha só sob encomenda.
    Quando as empresas chegam no ponto de fabricar milhares de unidades por mês ou por semana de seu produto, invariavelmente procuram alguma maneira de seus concorrentes não alcançarem o mesmo sucesso. Quem quer concorrência é o consumidor, e não o produtor, este preferirá trabalhar sem concorrência (não só as empresas brasileiras, mas qualquer uma).
    E sabemos que o esquema de colaboração empresa/estado existe na maior parte dos países, em maior ou menor grau. E há o risco de as próprias empresas formarem um cartel para proteção mútua, mesmo sem o estado atuando nesse arranjo
    Por isso perguntei se eliminar o estado seria a melhor solução.
  • Westley  01/11/2016 11:33
    O argumento do texto é logicamente plausível, entretanto é um pensamento muito fragmentário. Como diziam os antigos: choveu no molhado. Não há dúvidas que em tese o acesso a mercadoria 'mais baratas' é benéfico para a população em geral, na atual sociedade de consumo que vivemos. Entretanto analisar o protecionismo fragmentariamente é um erro. Não analisá-lo junto aos efeitos, por exemplo, no câmbio é tolice. Pagaríamos essas 'melhores mercadorias importadas' em dólares americanos, a escassez deste desvalorizaria nossa moeda em nível não previsível, o que poderia anular os menores preços dado a diferença cambial.

    Outro ponto falho é não analisar, mesmo no estágio transitório (podemos assim colocar), a proporção de aumento de renda disponível a nível individual com o acesso a produtos mais baratos (x) a diminuição de renda no todo com um possível desemprego causado num primeiro momento.

    No mais "em todo país, sempre é e deve ser do interesse da grande massa do povo comprar tudo que deseja daqueles que vendam mais barato" é um pensamento não moderno, pois PREÇO já deixou de ser o único balizador nas decisões de consumo das pessoas há muito tempo.
  • Leandro  01/11/2016 12:09
    "Entretanto analisar o protecionismo fragmentariamente é um erro. Não analisá-lo junto aos efeitos, por exemplo, no câmbio é tolice. Pagaríamos essas 'melhores mercadorias importadas' em dólares americanos, a escassez deste desvalorizaria nossa moeda em nível não previsível, o que poderia anular os menores preços dado a diferença cambial."

    Acabou de falar uma tremenda tolice econômica. E é incrível como esse mito -- continuamente refutado pela prática -- segue impávido na mente dos incautos.

    Balança comercial não define câmbio.

    O determinante fundamental da taxa de câmbio entre duas moedas é o poder de compra relativo de cada uma delas. Colocando de outra forma, o que determina a taxa de câmbio entre duas moedas independentes é a paridade do poder de compra entre elas. O equilíbrio de longo prazo — ou a taxa de câmbio "final" entre duas moedas — sempre será igual à razão entre o poder de compra das duas moedas.

    Balança comercial nada tem a ver com a força da moeda. O que determina a taxa de câmbio, no longo prazo, é a diferença entre o poder de compra das moedas.

    Dizer que o que determina o câmbio é a balança comercial, e não o poder de compra das moedas, é algo que não faz absolutamente nenhum sentido. Se essa teoria fosse verdadeira, todos os países da África, que quase nada importam, teriam moedas absurdamente valorizadas. A Venezuela, então, que exporta muito petróleo e não importa quase nada (pois o governo restringe), teria uma moeda que seria um portento. Aliás, o próprio dólar (os EUA importam muito mais do exportam, e têm déficits comerciais seguidos desde a década de 1970) estaria hoje esfrangalhado.

    Mais ainda: EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia são países que têm setores externos deficitários há 40 anos e suas moedas são fortes. Por sua essa teoria, era para a moeda deles estar esfaceladas -- que moeda iria resistir a déficits externos por 40 anos?

    Aliás, vale lembrar que o fluxo cambial foi positivo no Brasil em 2015. Ou seja, em 2015, entraram mais dólares do que saíram do Brasil. E, ao mesmo tempo, o dólar saltou de R$ 2,50 para R$ 4.

    Difícil evidência empírica mais cabal do que essa.

    De novo: o que determina a taxa de câmbio entre duas moedas é a diferença do poder de compra entre elas, e não saldos de balança comercial.

    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2402

    Portanto, se o seu argumento contra o livre comércio é que ele levaria a uma desvalorização da moeda (consequência de muitas importações), pode ficar descansado. Você caiu em um mito.

    "Outro ponto falho é não analisar [...] a diminuição de renda no todo com um possível desemprego causado num primeiro momento."

    O artigo mostra evidências empíricas (respaldadas em argumentos teóricos) que mostram o exato oposto. Quanto mais livre comércio, menos desemprego.

    Acreditou em outra falácia.

    Agora, se você está preocupado apenas com o desemprego friccional do curto prazo, então sua situação piorou. Sua lógica é: dado que haverá distúrbios de curto prazo (em troca de benefícios de longo prazo), então é melhor não fazer absolutamente nada e deixar tudo como está.

    Sensacional, né? Por essa lógica, jamais se deve fazer qualquer tipo de reforma (trabalhista, previdenciária, tributária, política etc). Aliás, por essa lógica, jamais se deve tentar nem sequer reduzir uma eventualmente alta inflação de preços. Afinal, os efeitos de curto prazo serão chatos...

    "No mais "em todo país, sempre é e deve ser do interesse da grande massa do povo comprar tudo que deseja daqueles que vendam mais barato" é um pensamento não moderno, pois PREÇO já deixou de ser o único balizador nas decisões de consumo das pessoas há muito tempo."

    Ininteligível.
  • Daniel Souza  01/11/2016 16:19
    Saudações. Gostaria de que me ajudassem na interpretação de um blog esquerdista:
    informadordeopiniao.blogspot.com.br/
    Aqui ele escreve um sobre o índice de liberdade econômica:
    informadordeopiniao.blogspot.com.br/2014/11/os-chistes-sobre-indices-de-liberdade.html?m=1
    O que você acham?
  • Wesley  02/11/2016 03:57
    Entre todos os males, penso que a mentalidade cartelista e protecionista é uma das mais difíceis de ser abandonada. Os empresários brasileiros, desde os pequenos aos grandes, odeiam concorrência. Querem ganhar dinheiro sem fazer esforço. É difícil mudar essa mentalidade. Eu pessoalmente testemunhei a briga entre dois motoristas de transporte pirata. Um ficou furioso porque o outro entrou num ponto que ele considerava dele. Ele achava que a parada de ônibus era dele e que só ele poderia fazer transporte pirata lá. Como a rua é um lugar público, obviamente isso não existe e quem escolhe quem irá pegar qual carro era o passageiro. Observem que a mentalidade desse pirateiro é a mesma do cartel de empresas de ônibus. Com a diferença que o último tem o governo como sócio para proibir legalmente a entrada de concorrentes. Mas é a mentalidade protecionista.
  • Wesley  02/11/2016 07:09
    Tenho uma dúvida: As chances do Trumph ganhar nos EUA aumentou e talvez ele ganhe. Isso fez o dólar se fortalecer. O R.U. após o BREXIT a libra derreteu. Por que o dólar está se fortalecendo com a hipótese do Trumph ganhar? Não deveria ser o oposto, já que as propostas econômicas dele são antimercado e protecionistas? Não consegui entender.
  • Auxiliar  02/11/2016 10:48
    Mas isso não ocorreu. Ao contrário, o dólar se desvalorizou.

    No início de outubro, um grama de ouro custava 40 dólares. Hoje, esta custando 41,66.

    Foi o real quem pontualmente se desvalorizou perante o dólar. Mas isso porque ele tinha se valorizado demais -- também pontualmente -- em decorrência das repatriações.
  • Marcos Antonio Ferreira  02/11/2016 10:02
    Bom dia!
    Texto claro...
    Vamos à ação...
    Encaminhemos ao maior número possível de grupos no WhatsApp...
    O certo é que meios de produção na mão do estado não funciona... cercar as pessoas em um curral para que comprem só nele também não funciona... é preciso uma solução!
    Viva a Vida... a Liberdade... a Propriedade privada... e que o livre pensamento seja disseminado...
  • marcela  02/11/2016 12:58
    O Trump já anunciou que irá proteger a industria e agropecuária norte americana.Como pode tantos liberais o apoiando?Imagina se os americanos forem obrigados a escolher entre a Ford e a GM?Imagina se eles fecharem as portas para os produtos estrangeiros e produzirem tudo no país sem a concorrência da China,UE e Japão-Coréia?Como alguém defende um trambolho como Trump e se diz liberal?
  • Lucas Samuel Barbosa  02/11/2016 15:47
    Muito bom o artigo.
  • Emerson Luis  03/11/2016 12:08

    Como fazer as pessoas em geral serem indiferentes políticas econômicas que as prejudicam e até defendê-las, como o protecionismo?

    Basta torná-las analfabetas funcionais e fazê-las acreditar que é para o bem delas.

    * * *
  • Ronaldo Fernandes  10/12/2016 02:34
    O Brasil é um paraíso e um inferno pros protecionistas.

    É um paraíso porque aqui sempre foi uma das nações mais protecionistas existentes. E um inferno porque as promessas em torno do protecionismo nunca foram concretizadas.


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