A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
Social-democracia é luxo de país com população rica; povo pobre não tem como ser social-democrata

Atualmente, o governo só consegue se manter operante porque há gente — bancos, fundos de investimento, investidores e empresas — disposta a emprestar dinheiro para ele.

Burocratas, políticos, professores de universidades públicas, médicos que atendem pelo SUS, policiais federais, aposentados, pensionistas, beneficiários do Bolsa-Família, do ProUni, do FIES e do Pronatec, integrantes do judiciário, do Ministério Público, da Receita Federal, das forças armadas etc.: todos só recebem salários porque há pessoas e instituições dispostas a emprestar dinheiro para o governo federal.

Caso tais pessoas e instituições não mais emprestassem dinheiro para o governo federal, este não mais conseguiria honrar sua folha de pagamento. Consequentemente, o governo federal tornar-se-ia igual a vários estados brasileiros: teria ou de parcelar suas despesas ou de simplesmente parar de pagar vários de seus empregados.

E quanto essas pessoas e instituições estão emprestando ao governo? Apenas nos últimos 12 meses, a cifra chega a espantosos R$ 587 bilhões. Vale repetir: nos últimos 12 meses, a quantidade de dinheiro que o governo tomou emprestado de bancos, fundos de investimento, pessoas físicas e empresas foi de módicos R$ 587 bilhões.

Esse foi o déficit nominal do setor público. O governo aumentou sua dívida em R$ 587 bilhões nos últimos 12 meses (o equivalente a 10% do PIB) para poder executar todas as suas despesas, desde o custeio da máquina aos juros da dívida.

Calote?

Antes de prosseguirmos, uma rápida consideração sobre "as chances de calote".

Quando você entende que o governo precisa de dinheiro emprestado apenas para continuar existindo, torna-se claro por que ele jamais dará o calote em seus credores, como recorrentemente gostam de alertar alguns catastrofistas.

Isso seria de uma burrice inominável.

Apenas pense: hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro emprestado.  Tendo um déficit primário — isto é, desconsiderando toda a despesa com juros — de 3% do PIB, o governo não paga nem o funcionalismo público e nem o salário de seus políticos se não tomar dinheiro emprestado.

Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente para continuar funcionando.

Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível. Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o mantém vivo.  

Ora, você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e que faz com que seja possível você fechar suas contas.

Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela de Chávez e nem a Argentina dos Kirchner fizeram isso. A Argentina deu o beiço nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais.

Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais.  O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo etc.  Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.

Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

Dito isso, prossigamos.

Juros

Com o governo tendo de pegar emprestado nada menos que R$ 587 bilhões em 12 meses — o equivalente a 10% do PIB —, é claro que os credores cobrarão caro por isso.

Para se ter uma ideia do que é um déficit de 10% do PIB, vale dizer que nem mesmo países ricos são tão permissivos assim. Por exemplo, o déficit orçamentário do "pródigo" governo Obama não passa de 2,5% do PIB. Na zona do euro é de 2,1% do PIB. Já o do governo do Reino Unido é de "apenas" 4,4% do PIB. Até mesmo os "devassos" japoneses se contentam com menos: 6% do PIB.

E com um detalhe: todo o resto do mundo está disposto a financiar estes países fartamente.  Já nós não temos essa moleza. Apenas 16,23% dos títulos do Tesouro Nacional estão em posse de estrangeiros (não-residentes). No caso dos EUA, por exemplo, esse número chega a 32,5%

Portanto, se o governo de um país como o Brasil, que ainda está em desenvolvimento e possui um longo histórico de inflação alta, tem de pedir mais dinheiro emprestado do que os países ricos, e há menos estrangeiros dispostos a financiá-lo, é claro que os juros que seu governo terá de pagar serão estratosféricos.

E as consequências disso sobre a geração futura de riqueza serão trágicas. Vale a pena repetir o que foi dito neste artigo:

Quando o governo se endivida, isso significa que ele está tomando mais crédito junto ao setor privado. E dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. 

E isso é fatal para as micro, pequenas e médias empresas.

Imagine que você seja uma empresa à procura de crédito. Você consegue pagar juros de até, digamos, 12% ao ano. Mas aí vem o governo federal, com déficits enormes, e oferta uma enxurrada de títulos pagando 14,25% ao ano. 

Como você vai concorrer com ele? Se o banco pode emprestar a 14,25% para o governo, sem risco nenhum, por que ele emprestaria a 12% para você, e ainda correndo muito risco de calote?

Com o governo em cena competindo pelo crédito e se oferecendo para pagar 14,25% ao ano, a única forma de você conseguir algum crédito é se dispondo a pagar juros de, suponhamos, 20% ao ano. Por menos que isso o banco não vai lhe emprestar. É muito arriscado. Ainda mais em uma economia já recessiva.

E 20% ao ano, em uma economia recessiva, você dificilmente terá condições de pagar. Logo, ficará sem nada. Você não conseguirá financiamento, não empreenderá e, consequentemente, não criará riqueza.

E o efeito ocorre em cascata. Se as pessoas físicas podem emprestar para o governo — via Tesouro Direto — por 14,25% ao ano, então os bancos pequenos e as financeiras terão de ofertar CDBs, LCs, LCIs e LCAs a taxas muito mais altas para conseguir concorrer com o governo por essa captação. 

Tendo de pagar mais pela captação, os bancos pequenos e as financeiras terão de cobrar juros mais altos de pequenos empreendedores como você, que recorrem a eles. 

No final, o crédito para investimentos produtivos se torna proibitivamente caro — por causa dos déficits do governo, gerados por seus altos gastos.

Se não fosse o governo, os bancos e as financeiras provavelmente teriam emprestado para você. Mas com o governo em cena, suas chances se tornam praticamente nulas.

O que foi perdido

Portanto, dinheiro que poderia estar sendo emprestado para empresas investirem foi direcionado para financiar os déficits do governo, fazendo com que vários investimentos não fossem concretizados por não serem financeiramente viáveis em decorrência dos juros maiores causados pelo déficit do governo.

Qual foi o custo de todas essas oportunidades perdidas? O gráfico a seguir mostra a evolução da dívida bruta do governo federal desde julho de 1994. A dívida nada mais é do que um acumulado de déficits. Portanto, o gráfico abaixo mostra o tanto de dinheiro que foi absorvido pelo governo federal para financiar seus déficits — dinheiro este que, caso não houvesse déficits, poderia ter sido direcionado para o financiamento de investimentos produtivos:

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Evolução da dívida bruta do governo federal

O gráfico acima mostra que nada menos que R$ 4,15 trilhões já foram absorvidos pelo governo federal para sustentar sua máquina e sua burocracia. São R$ 4,15 trilhões que deixaram de financiar empreendimentos produtivos.

Impossível mensurar os custos econômicos das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo federal.  

Mais ainda: impossível mensurar todo o custo com os juros altos que as pessoas e empresas tiveram de suportar por causa do gigantismo do governo federal.

O que nos leva ao principal ponto: a social-democracia é um sonho impossível em um país ainda pobre.

A social-democracia em um país ainda pobre cobra um preço caro

Sejamos claros: o governo federal brasileiro gasta muito porque seus eleitores assim desejaram. 

Foi o povo, por meio do seu voto, quem pediu um estado cuidando de escolas, universidades, saúde, esportes, cultura, filmes nacionais, petróleo, estradas, portos, aeroportos, Correios, eletricidade, aposentadorias, pensões, e subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários. 

Acima de tudo, foi o povo quem pediu um estado ofertando amplos programas assistencialistas e uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários.

Tal arranjo demandado pelo povo nada mais é do que a social-democracia em sua essência: um estado de bem-estar social no qual o governo provê a todos por meio de altos gastos sociais e ainda fornece vários serviços "gratuitos".

Mas há um problema de ordem econômica: a social-democracia é um arranjo que só consegue ter longa duração em países ricos, cuja população é extremamente produtiva e possui alta renda per capita, de modo que ela consegue suportar a alta carga tributária necessária para bancar o estado de bem-estar social.

Em países pobres, de população pouco produtiva e de baixa renda per capita, tal arranjo se torna inexequível. Motivo: para gastar muito, o governo inicialmente terá de tributar. Mas como a população é pouco produtiva e de baixa renda per capita, o tamanho desta tributação terá um limite natural. Sendo a tributação insuficiente, o governo terá de se endividar, pegando emprestados centenas de bilhões para poder efetuar todos esses gastos. E ele só conseguirá pegar emprestados todos esses bilhões se pagar caro por isso. 

E as consequências econômicas serão as acima descritas.

Portanto, se um país ainda pobre quiser viver como uma social-democracia escandinava (e todos querem ser como os escandinavos), o preço será alto. 

Com o tempo, a conta tornar-se-á insuportável.

Vejamos a nossa realidade.

A renda per capita do Brasil (já levando em conta a paridade do poder de compra) foi de US$ 8.670 em 2015, segundo o FMI.  Estamos na 70ª posição mundial, imediatamente atrás de países como Rússia, México e Romênia, e imediatamente à frente de China, Venezuela e Gabão (sim, Gabão).

Ou seja, a população brasileira tem a renda média de alguém da classe C.

Ao mesmo tempo, os gastos totais do governo federal — atenção: apenas do governo federal e excluindo todos os encargos da dívida — em relação ao PIB foram de 20,2%. Nenhum país da América Latina gasta mais.  O mais próximo é a Argentina, que gasta 18,3% do PIB. Depois vem a Colômbia, com 18,2%.  O Uruguai gasta apenas 13,9% do PIB.  O Chile se contenta com 13,4%.  Já o México gasta apenas 12,3% do PIB.

E agora vem o mais estupefaciente: nosso gasto de 20,2% do PIB é maior que o de países como Áustria (20,1%), Reino Unido e Alemanha (ambos com 19,4%), Itália (19%), Portugal (18,1%), Austrália (18%), e Suíça (11,3%).

Por outro lado, ainda gastamos menos que Japão (20,4%), Canadá (21,2%), Noruega (23,2%), França (23,9%), Holanda (25,3%), Suécia (26,1%) e Dinamarca (26,2%).

Todos os dados são do Banco Mundial e podem ser conferidos aqui.

Ou seja: ao mesmo tempo em que temos uma renda per capita de classe C, temos gastos de classe A. Temos o salário de um romeno, mas queremos viver com a qualidade de vida de um austríaco.

É claro que a conta não fecha. 

Se uma população que ainda é pobre e pouco produtiva quer ter um governo federal que cuide de absolutamente tudo — de universidades a filmes nacionais, de saúde a cultura, de educação a petróleo, de estradas, portos e aeroportos a Correios, de eletricidade a aposentadorias e pensões, de subsídios para pequenos agricultores a megaempresários — e que ainda forneça concursos públicos a rodo para cargos que pagam salários nababescos na burocracia estatal, então os gastos deste governo serão altos e não poderão ser integralmente cobertos por impostos. 

Consequentemente, terá de haver um endividamento maciço e contínuo do governo. E, para conseguir pegar emprestado todo esse dinheiro e para conseguir rolar sua dívida, ele terá de oferecer juros altos e atraentes. Esses juros altos — necessários para bancar os gastos de uma social-democracia em um país pobre — afetarão todo o crescimento econômico.

Vale repetir: nenhum país da América Latina — mesmo aqueles que são mais ricos em termos per capita, como Chile e Uruguai — possui um estado tão abrangente e onipresente quanto o brasileiro. Aqui, queremos que o estado faça e proveja de tudo.  E, ainda assim, nos assustamos com o preço desse nosso desejo.

Prolongar este arranjo seria uma escolha ignara.

Ciclo vicioso

Portanto, ficamos assim:

1) O povo brasileiro quer o governo cuidado de tudo e provendo de tudo — principalmente empregos com altos salários na burocracia estatal —, o que eleva os gastos públicos a níveis europeus;

2) no entanto, o povo brasileiro possui uma renda per capita baixa e é pouco produtivo; ele tem um salário de um romeno, mas quer viver com um padrão de vida de um austríaco. Logo, só com os seus já altos impostos é impossível o governo fornecer tudo que o povo quer;

3) ato contínuo, para saciar esse desejo do povo, o governo federal tem de se endividar continuamente, pois apenas os já elevados impostos não bastam. (Não dá para tributar um romeno e devolver a ele um serviço de qualidade austríaca);

4) só que quanto mais o governo se endivida para saciar os desejos da população, mais juros tem de pagar, o que afeta todo o crescimento da economia;

5) com a economia crescendo menos, a arrecadação tributária cai.  Ao mesmo tempo, a pressão por mais gastos sociais aumenta.  Solução?  Mais endividamento do governo, o que agrava ainda mais a situação, perpetuando o ciclo vicioso.

Sem um profundo corte de gastos e sem uma sensível alteração na mentalidade da população a respeito do que é o governo e de como este funciona e se financia, não há solução.

Enquanto o lema de Bastiat — "o governo é a grande ficção por meio da qual todos querem viver à custa de todo o resto" — continuar arraigado na mente da população, não haverá futuro.

Conclusão

Acordemos do delírio. O modelo social-democrata aplicado no Brasil já chegou ao limite.  A ilusão perdurou enquanto o cenário externo foi favorável. Tão logo o cenário externo se alterou, a dura realidade se impôs.

Sim, a opção pela social-democracia foi uma clara preferência demonstrada por uma grande fatia do eleitorado nas urnas. Mas o sonho acabou. Já passou da hora de essa parte do eleitorado entender que a conta do banquete chegou e não pode mais ser adiada.

Se a população quer um estado social-democrata que seja provedor, ela tem de já ser rica e produtiva. Caso contrário, o arranjo é insolvente. Impossível um classe C viver como classe A por muito tempo. A fatura sempre chega. E quando chega, assusta. 

Esse, aliás, é o paradoxo da social-democracia: apenas populações ricas e produtivas — que em tese não necessitam dela — podem se dar ao luxo de ter uma.  

Social-democracia é luxo de país com população rica. E nenhum país enriqueceu aplicando a social-democracia. A história mostra que, primeiro os países enriqueceram por meio do livre mercado, depois, só depois, implantaram a social-democracia, a qual se consolidou apenas na década de 1970.

População ainda pobre não tem como aplicar social-democracia. Se o fizer, os custos serão inviáveis no longo prazo. Para o Brasil, o longo prazo já chegou.


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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


"No Brasil não é apenas isso, é incentivo aos sub-empregos, exploração da mão de obra se um funcionário produtivo não aceitar tal salário, os patrões os trocaram por um que produza menos e então aceite aquele valor."

Se um funcionário produtivo não aceitar tal salário, então quem perde é o patrão, que ficou sem este funcionário produtivo.

Num país como o Brasil, cuja produtividade de um brasileiro equivale a um quarto da produtividade de um americano, um empregador que abrir mão de um funcionário produtivo por um improdutivo estará sendo inacreditavelmente burro.

É realmente necessário ser um completo ignorante em economia para falar algo assim.

Agora, o que você realmente está querendo dizer, mas não está com coragem de vocalizar abertamente, é que funcionários ruins, encostados e preguiçosos -- mas que ganham bem por causa de alguma imposição sindical -- serão prontamente trocados por funcionários realmente bons, produtivos e trabalhadores.

Aí, sim. É exatamente por isso que a terceirização apavora sindicatos e barnabés. Gente que sempre ganhou bem e que nunca trabalhou direito agora terá de se aprumar. Caso contrário, vai perder o emprego para outro com mais gana.

"É difícil discutir terceirização com impostos trabalhistas, e consumo em níveis tão altos."

Consumo em níveis tão altos?! Essa é nova. De onde você está teclando?

"É claro que é uma vitória liberal, e dos empreendedores, mas num país como é o Br n parece algo tão benéfico, Bom se tivéssemos o mesmo poder de compra de Canadá, Austrália, ai poderíamos comemorar bem mais. Mas como não somos, quem mais sai ganhando com isso são os empreendedores."

Em primeiro lugar, sugiro você a se educar minimamente. Se você não consegue nem se expressar direito -- sua escrita e sua capacidade de comunicação são precárias e toscas --, dificilmente conseguirá algum emprego que pague bem. No máximo, você pode aspirar a fazer recauchutagem de pneus ou coisas do tipo.

Outra coisa: como exatamente seria uma "vitória dos empreendedores" ter empregados ruins (como você próprio disse) e população sem poder de compra (por causa dos altos impostos e dos altos preços)?

Quanto mais a pessoa é incapaz de ligar causa e consequência, mais ela comenta em público.
Copio o que escrevi ainda ontem: se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ué, mas acabou de ser demonstrado que, para trabalhadores pouco qualificados (que hoje têm o salário zero do desemprego) haverá mais oportunidades de emprego.

Segundo um estudo da FGV sobre o custo do trabalho no Brasil, "o custo do trabalhador, em média, pode chegar a 2,83 vezes — ou 183% — o salário que ele recebe da empresa, no caso de vínculo de 12 meses de duração de um contrato CLT".

Isso quer dizer que, em vínculos empregatícios de 12 meses, se o trabalhador recebe o salário mínimo -- que é de R$ 937 --, seu empregador está desembolsando, na verdade, R$ 2.651 apenas para poder manter esse funcionário.

E isso significa, por definição, que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar legalmente.

No Brasil, portanto, o valor mínimo que você tem de produzir para valer a pena ser contratado é R$ 2.651 por mês. Este é o valor do salário mínimo mais todos os encargos sociais e trabalhistas.

Quem produz menos que isso não será contratado. Graças à CLT.

Com tantos custos gerados pela CLT, com uma economia há três anos em recessão e com 13 milhões de desempregados, haver empregos abundantes e permanentes para todos é impossível. Pior: para quem está atualmente desempregado, uma recolocação no mercado de trabalho pode ser insuportavelmente demorada. E traumatizante.

Consequentemente, a permissão da terceirização de atividades surge como uma possibilidade para as empresas e os negócios que, ainda receosos, têm medo de contratar alguém sob o regime da CLT, mas suspeitam que já poderiam recolocar novos empregados no mercado. Assim, esses agentes podem contratar uma empresa que terceiriza o trabalho e, caso o negócio não esteja progredindo como esperavam, basta romper o contrato.

E o trabalhador, por sua vez, continuará empregado, pois terá vínculo empregatício com a empresa que terceiriza, e pode, por conseguinte, ser prontamente realocado em uma nova empresa contratante.

Qual o argumento contra isso?


Agora, se um sujeito tinha um emprego e foi substituído por outro trabalhador, então a conclusão óbvia é que este outro trabalhador é mais produtivo que o primeiro. Questão simples, básica e puramente econômica.

Qual o argumento contra isso?

Como lidar? Estudando mais, pois tudo o que você falou não só é errado, como a realidade é exatamente oposta.

"ausência de regulação favorece a formação de cartéis"

Errado. Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair entender isso:

A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

Grandes empresas odeiam o livre mercado

Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

E você ainda acredita que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

"Existem monopólios e oligopólios naturais, que surgem independentemente das barreiras impostas por estados sobre mercados."

Errado de novo. Não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Pedro  10/10/2016 08:34
    Não sei se vai passar a censura "libertária", ela própria prova de que a vossa ideologia é uma falsidade.

    Mas, "educadamente" (???) tenho de dizer que o instituto Mises, como sempre MENTE como base rotineira do seu pensamento, que não passa da defesa dos interesses dos ricos.

    A social democracia foi construída na Europa do imediato pós guerra, quando os países europeus estavam super-endividados e na miséria.

    Uma excepção, a Finlândia, que começou mais tarde, era um país pobre e só enriqueceu já COM a social democracia instalada - o que prova que social-democracia não é obstáculo ao desenvolvimento, antes pelo contrário.
  • Auxiliar  10/10/2016 12:43
    É bastante compreensível -- e, devo dizer, divertido -- o seu desespero. Realmente, não deve ser fácil vivenciar o esfacelamento de sonhos e crenças.

    A social-democracia começou logo após a Segunda Guerra? Hum, os fatos lhe desmentem.

    Veja este quadro que mostra a evolução dos gastos do governo elaborado pela revista The Economist. Toda a explosão dos gastos aconteceu entre as décadas de 1960 e 1980. A social-democracia, cidadão, é uma consolidação da década de 1970.

    Veja os números da Suécia, por exemplo. Em 1960, os gastos governamentais (todas as esferas de governo) eram de 31% do PIB. Em 1980, eles já haviam saltado para 60,1% do PIB. Aumento de quase 100%.

    Na Alemanha, no mesmo período, pularam de 32,4% para 47,9%.

    Holanda: de 33,7% para 55,8%.

    Itália: de 30,1% para 42,1%.

    Áustria: 35,7% para 48,1%.

    Espanha: de 18,8% para 32,2%.

    Bélgica: de 30,3% para 58,6%.

    Social-democracia, como mostram os fatos (aqueles que destroem os seus sonhos e contra os quais você briga), é invenção da década de 1970.

    No mais, gostaria muito de entender como seria possível países destruídos pela guerra implantarem a social-democracia estando em frangalhos. Como eles bancariam tudo isso? É possível redistribuir uma riqueza que nem foi criada? Mais ainda: é possível enriquecer distribuindo uma riqueza que não existe? Que fórmula sensacional, hein? "Distribua aquilo que não existe e todo ficarão ricos!"

    É cada jumento que esta terra produz...

    Lamento destruir seus sonhos.

    Ah, sim, quem realmente está mentindo aqui? Se você realmente não teve a intenção de mentir, então é porque é ignorante mesmo, e seria bom ter um pouquinho mais de humildade e tentar aprender em vez de xingar.
  • Tulio Lopes  10/10/2016 12:53
    Ouch!

    Mas vai ser muito divertido ver aquela turminha de sempre dando chiliques e faniquitos, tendo de recorrer a única estratégia que conhecem: mentir, xingar e recorrer a apelos emotivos.

    Já estou com a pipoca na mão. Adoro ver um drama repleto de lágrimas.

    P.S.: os haters acordaram cedo hoje, hein? Tô até estranhando. Normalmente eles só chegam mais tarde. O tal Pedro deve ter escrito esse comentário enquanto aguardava entrevista em uma agência de emprego.
  • Pedro  10/10/2016 17:54
    Caro auxiliar.

    De maneira nenhuma qualquer despesa ou aumento de despesa do estado é "estado social". Por exemplo, despesas com armamento. mordomias a políticos e empresários, corrupção pura e simples, ineficiência, incentivos apoios e resgates a empresas privadas e muitos outros itens NÃO são estado social.

    Quanto ao estado social em si mesmo leia os livros de história.

    O estado social começou ainda antes do pós guerra que eu referi, curiosamente também em período de profunda crise, a de 29.
    Mas foi claramente estabelecido no imediato pós guerra.

    Com certeza que no início os estados gastavam menos porque a maior parte do esforço estava destinado à reconstrução. Mas os princípios foram estabelecidos nessa época e à medida que a economia melhorou naturalmente também aumentou o apoio ás populações.

    Quanto ao período dos anos 70-80, uma série de factores contribuíram para o aumento do peso relativo da despesa, seja ela qual for e mesmo devido à profunda crise provocada pelo choque petrolífero, inflação, estagnação económica, o envelhecimento da população, o aumento da fuga aos impostos e o princípio da deslocalização e desindustrialização dos países etc.

    Atribuir todos esses males ao estado social é mentira pura e simples.
  • Malthus  10/10/2016 19:11
    "Por exemplo, despesas com armamento."

    No Brasil não há esse problema (e nem aí em Portugal), pois o governo, felizmente, não é belicista. Então tenta outra.

    "mordomias a políticos e empresários"

    Mordomia a político é algo inerente a qualquer sistema que tenha políticos. Em uma social-democracia, em que tudo é decidido por políticos, inclusive seus próprios salários, as mordomias destes andarão pari-passu com o aumento dos gastos do governo. Empiria pura.

    No entanto, embora obscenos, os gastos com salários de políticos ainda são pequenos em relação a todos os gastos do governo, e não representam nem de longe os principais problemas.

    Quanto a ajuda a empresários amigos do regime, isso é um dos cernes da social-democracia. Para o social-democrata, empregos são tudo; consequentemente, vale ajudar -- por meio de subsídios, empréstimos direcionados por bancos estatais, agências reguladoras e tarifas protecionistas -- grandes empresas que geram muitos empregos.

    Social-democrata adora constranger e perseguir as pequenas empresas (que pagam salários baixos e poucos impostos) e adoram ajudar as grandes empresas (que pagam salários altos e muitos impostos).

    Ao mesmo tempo em que os social-democratas mantêm os pequenos empresários sob restritos controles e regulamentações, eles fornecem trânsito livre para os grandes empresários, os quais, em troca de propinas e doações de campanha, usufruem a liberdade de fazer conluio com políticos e burocratas e, com isso, auferirem grandes privilégios e favores. Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um livre mercado. Os privilégios mais comuns são contratos privilegiados com o governo, restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros.

    (E estamos aqui desconsiderando os privilégios ilegais, como as fraudes em licitações e o superfaturamento em prol de empreiteiras, cujas obras são pagas com dinheiro público).

    Em troca desses privilégios (legais e ilegais), os grandes empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e burocratas com amplas doações de campanha e propinas.

    Ou seja, neste arranjo social-democrata, quem realmente arca com a fatura são os pequenos empresários e os assalariados que trabalham nessas pequenas empresas.

    "O estado social começou ainda antes do pós guerra que eu referi, curiosamente também em período de profunda crise, a de 29. Mas foi claramente estabelecido no imediato pós guerra."

    Apresentei fatos e dados que mostram que essa sua alegação é falsa, para não dizer mentirosa. Pare de chôrôrô e de ficar repetindo frases que ouviu do seu professor de história da oitava série. Aceite a realidade. Ou então brigue com os números.

    "Com certeza que no início os estados gastavam menos porque a maior parte do esforço estava destinado à reconstrução. Mas os princípios foram estabelecidos nessa época e à medida que a economia melhorou naturalmente também aumentou o apoio ás populações."

    "Princípios estabelecidos" é um tantinho diferente de "práticas efetivamente implantadas". É inacreditável que eu tenha de explicar isso. Na própria Europa está cheio de partidos que têm "socialista" no nome. Ou seja, em termos de "princípios estabelecidos" eles são socialistas; mas em termos de "práticas efetivamente implantadas", nenhum deles aboliu a propriedade privada dos meios de produção.

    "Atribuir todos esses males ao estado social é mentira pura e simples."

    Apenas choros e coitadismos não farão o serviço. Argumente com teorias, fatos e dados. Até agora, você fez apenas efusões de indignação. Vai precisar de mais do que isso por aqui.
  • Regis  10/10/2016 19:24
    Você precisa aprender o significado de recíproca.

    "De maneira nenhuma qualquer despesa ou aumento de despesa do estado é "estado social"".

    Não foi isso que o auxiliar demonstrou, o que ele demonstrou foi justamente a recíproca dessa afirmação.

    Isto é, para existir o estado de bem estar social o governo precisa gastar, para o governo gastar ele precisa tributar, para ele tributar alguém tem que deixar de investir.

    Como o governo pode investir sem investir, isso não faz o menor sentido.

    A lógica do auxiliar é irrefutável, a própria reconstrução do pós-guerra foi possível justamente porque o governo meteu menos o bedelho e deixou que os investimentos fossem alocados de uma forma eficiente.

    O governo só é eficaz em duas coisas: gastar muito, e gastar mal.

    Dizer que o estado pode alocar recursos de forma eficaz é uma grande mentira.
  • Antônio Chagas  10/10/2016 19:58
    Sério mesmo: nêgo acreditar que uma economia completamente esfacelada e destruída, e sem nenhum capital acumulado, pode repentinamente se tornar uma estado de bem-estar social, com o governo fornecendo tudo a todos, denota uma séria deficiência intelectual.

    Como é que o governo vai fazer isso? De quem ele vai tributar? Mais ainda: como ele vai tributar todo mundo e, ao mesmo tempo, fornecer para todo mundo? Isso não seria, na melhor das hipóteses, um jogo de soma zero?

    Pessoas com problema de lógica...
  • Primo  10/10/2016 21:05
    Quem não tem problema de lógica. Vamos aprofundar um pouco o raciocínio.

    Regis 10/10/2016 19:24 diz:
    "Isto é, para existir o estado de bem estar social o governo precisa gastar, para o governo gastar ele precisa
    tributar, para ele tributar alguém tem que deixar de investir. "

    Argumento sem lógica. Ora, se o preço de uma mercadoria é subjetivo, a cobrança de imposto não altera em nada o
    investimento. Caso o imposto não fosse cobrado, a mercadoria seria vendia a um preço mais barato. Imposto é um
    custo.

    Auxiliar 10/10/2016 12:43
    "No mais, gostaria muito de entender como seria possível países destruídos pela guerra implantarem a
    social-democracia estando em frangalhos. "

    Sempre tem alguém muito amigo para emprestar a juros baixos.
    O que aconteceu na década de 70 para aumentar a porcentagem da divida foi o aumento do juros provocado pela
    desvinculação do dólar ao ouro. Não houve mudança de ideologia.
    A partir dai sabe como é, juros sobre juros, vira uma bola de neve.
  • Gandolfini  10/10/2016 23:21
    "Ora, se o preço de uma mercadoria é subjetivo, a cobrança de imposto não altera em nada o investimento."

    Putz, absolutamente nada a ver com o que o Regis disse.

    Ele disse que, se o governo tributa muito, isso desestimula o investimento. Óbvio. Se o seu dinheiro é confiscado pelo governo, com que cazzo você vai investir?

    "Sempre tem alguém muito amigo para emprestar a juros baixos."

    Ué, a crítica da esquerda é justamente o contrário. Segundo ela, aqui é a terra da agiotagem e ninguém gosta de emprestar barato. Decidam-se, por obséquio.

    Outra coisa: esse muy amigo vai emprestar a juros camaradas para alguém que tá todo destruído? E como ele espera receber o dinheiro de volta?
  • Regis  11/10/2016 01:15
    "Ora, se o preço de uma mercadoria é subjetivo, a cobrança de imposto não altera em nada o investimento."

    Primeiramente, vou me valer das palavras do professor Ubiratan:

    1) o valor depende de uma combinação da utilidade com a escassez, ou, na linguagem dos economistas, ele depende da utilidade marginal, entendida como a satisfação proporcionada pela última unidade de um dado bem, em um dado momento do tempo.

    2) Preços, portanto, resultam da ação humana, das escolhas interativas de milhões de indivíduos no mercado, ao longo do tempo e em condições de incerteza e, por isso, só podemos concebê-los como tal quando são determinados livremente por essa interação.

    Segundamente, vou explicar seu deslize conceitual. Quando você diz:

    "Caso o imposto não fosse cobrado, a mercadoria seria vendia a um preço mais barato. Imposto é um custo. "

    Bom, pelas afirmações 1 e 2, podemos intuir que se a grande maioria das pessoas aceitam pagar R$ 100,00 por um produto e incide um imposto de 50% sobre seu preço final, então o lucro do empreendedor será de R$ 50 menos seu custo (que será de 20 digamos). Sobraria então R$ 30,00 para reinvestir.

    Já num cenário sem impostos, este mesmo empreendedor teria R$ 80,00 para reinvestir em uma área na qual ele tem expertise. Esse investimento por parte do empreendedor aumentaria sua produtividade, o que por sua vez aumentaria a oferta de bens que ele poderá ofertar no futuro, o que provavelmente fará com que mais pessoas tenham acesso a este produto. Isso, ocorrendo em toda a economia, diminuiria os custos deste mesmo empreendedor. O que por sua vez permitiria a ele reinvestir mais e aumentar ainda mais a sua produtividade. O que por sua vez faria com que mais pessoas tivessem acesso a este produto.

    Deu pra entender agora o porquê de menos impostos incentivar investimentos produtivos?

    Reitero novamente, governo só é eficaz em duas coisas: gastar muito e gastar mal.
  • Primo  11/10/2016 20:21
    Regis 11/10/2016 01:15

    Você simplesmente está ignorando a tríade básica ou núcleo fundamental que constitui a Escola Austríaca de Economia: ação, tempo e conhecimento

    Quando você retira o imposto, você simplesmente zerou um item de custo que compõe o produto. No momento que o imposto é zerado, é óbvio que o lucro será maior. Supor que o empresário vai direcionar esse lucro maior para investimento é ignorar a praxiologia. De qualquer forma, essa margem de lucro maior não se mantém ao longo do tempo.

    Pense, nos produtores de aço, de repente a sociedade chega a conclusão que pagar pelo minério de ferro é um absurdo, e que o mineiro de ferro deve ter valor zero. O produtor de aço que compra minério de ferro vai ter um alto lucro logo que esse critério for adotado mas ao longo do tempo isso tendera a se estabilizar.
  • Regis  11/10/2016 23:09
    "O produtor de aço que compra minério de ferro vai ter um alto lucro logo que esse critério for adotado mas ao longo do tempo isso tendera a se estabilizar."

    Primeiro você diz que a sociedade deu valor zero para o aço. Ou seja, eu não posso intuir a ação de um empreendedor pensando que ele muito provavelmente direcionaria o lucro para aumentar a produtividade, mas você pode criar um cenário onde toda a sociedade decide que o aço tem valor zero, ao mesmo tempo que um dos agentes (o empreendedor) compra o aço, o qual ele não dá valor nenhum já que ele faz parte da sociedade. Que coisa mais sentido.

    Outra coisa, pouco importa se o empreendedor vai poupar ou vai gastar esse dinheiro. O que importa é que este recurso, na mão dos agentes que de fato geraram este recurso vai ser muito mais bem utilizado do que na mão governo.

    Com mais dinheiro sendo deixado sendo deixado no setor produtivo é óbvio que a tendência a de que a produtividade aumente. Novamente, governo não produz nada.
  • Primo  12/10/2016 00:20
    Minério de ferro é matéria-prima para produção de aço. O que estou tentando dizer é que a atitude de zerar o imposto é o mesmo que zerar algum item de matéria prima. De um modo mais geral, a atitude de zerar custos politicamente não interfere na produtividade.
  • Regis  12/10/2016 14:01
    "O que estou tentando dizer é que a atitude de zerar o imposto é o mesmo que zerar algum item de matéria prima. De um modo mais geral, a atitude de zerar custos politicamente não interfere na produtividade."

    Você mesmo já está dizendo que imposto é custo, um custo maior vai fazer com que você venda seu produto por um preço maior. Um preço maior no seu produto tende a diminuir a demanda por seu produto. Prevendo uma demanda menor, você produz menos.

    Agora, uma coisa é você ter um custo inerente a produção como é o caso da matéria prima, neste caso você vai direcionar o dinheiro para etapas mais distantes da produção, o que provavelmente aumentaria os investimentos em bens de capital, o que por sua vez permitiria uma maior produtividade no futuro.

    No caso de impostos a situação é completamente diferente, é muito difícil mensurar se o gasto do governo atende realmente a uma demanda dos consumidores e produtores privados.

    Tendo a concordar com as palavras do Fernando Ulrich.

    "Tudo o mais constante, tributos significam uma subtração da atividade econômica, uma dilapidação da riqueza atual e potencial futura. Taxar a sociedade significa empobrecê-la. Logo, qualquer aumento de impostos implica a redução da riqueza de uma nação."

    "Ademais, impostos desincentivam — quando não impossibilitam por completo — a atividade econômica e a acumulação de capital, ao embutir um custo adicional à produção. Impostos dilapidam a riqueza de uma nação duplamente: ao impedir uma maior produção e a formação de capital e ao desperdiçar os recursos que seriam usados pela iniciativa privada."

    Até hoje não consegui encontrar nada aqui no site que diga que impostos não alteram a produtividade. E pelo que tenho visto nos seus comentários, você está tentando usar a escola austríaca como base teórica para defender aumento (ou pelo menos a não redução) de impostos. Uma coisa é certa, um de nós dois está completamente perdido.

    Vou parar de discutir por aqui porque já vi que não consigo convencer você de algo que, pra mim, parece tão óbvio. Como eu disse, um de nós dois está muito perdido.

    Abraço.
  • Primo  12/10/2016 17:09
    É muito simples:
    Em uma situação com 50% de imposto um produto é vendido por $100. Logo, tem-se $50 de imposto, sobra outros $50. Digamos que o custo é de $20, logo, tem-se $30 de lucro. Então a sociedade chega a conclusão que o imposto deve ser zerado, e nada deve ser pago de imposto. Logo após essa implantação, o produto continua a ser vendido por $100, o custo também se mantém em $20, mas o lucro passa a ser de $70. Ora, esse lucro nesse setor incentiva outras pessoas a entrarem no ramo e no longo prazo, o lucro de $70 tende a diminuir e se estabilizar nos $30. Ocorrerá vários efeitos em cascata, mas a lucratividade não será afetada por essa redução de custo.

    Uma coisa é certa, ou suas premissas estão erradas ou a matemática está errada.
  • Regis  12/10/2016 22:37
    A matemática está errada, 100-20=80, e não 70.
  • Primo  13/10/2016 20:21
    Pois bem, enfim chegamos a um consenso. Fica claro que o imposto não interfere na lucratividade e por conseguinte não interfere no investimento. Qualquer afirmação contraria, isto é, qualquer afirmação de que o imposto é um obstáculo ao investimento, é completamente emotiva e não tem sustentação teórica na Escola Austríaca de Economia.
  • Tio  13/10/2016 20:30
    "Fica claro que o imposto não interfere na lucratividade e por conseguinte não interfere no investimento."

    Como é que é o negócio aí?

    Se o IRPJ é de 5% ou de 100%, isso não faz diferença nenhuma?!

    Ter IRPJ, CSLL, Cofins e PIS/Pasep ou não ter nada disso e viver em uma zona completamente sem impostos é a mesma coisa?! Ter todos esses impostos ou não ter nenhum desses impostos não faz diferença nenhuma na lucratividade e na capacidade futura de investimento das empresas?!

    Rapaz, é cada jênio que despenca por aqui... E o pior é que é caluniador: diz que a EA é indiferente a impostos!
  • anônimo  13/10/2016 23:05
    Esse design novo ficou péssimo
  • Trader Carioca  13/10/2016 20:58
    Primo,

    Eu li toda a cadeia de comentários, e não acreditei na sequência de absurdos que eu li. A conclusão que você quer fazer valer é que impostos não afetam investimentos?

    Eu sei que estou jogando tempo fora nesse diálogo, mas...

    Usando seu exemplo, de forma resumida:
    produto X custa 100, 50% de impostos, sobram 50 pro empresário, 20 é custo, 30 é lucro.
    Agora não existe mais o imposto, X custa 100, 20 é custo, 80 é lucro. NOVOS CONCORRENTES ENTRAM NO MERCADO, preço cai de 100 pra 50, 20 é custo, 30 é lucro.

    Agora me explica como novos concorrentes entram no mercado sem investimentos?
  • Primo  13/10/2016 22:16
    Trader

    Não estou negando que em um primeiro momento ocorra oscilações na taxa de investimento. O que estou afirmado é que a taxa de investimento em um cenário com imposto e em um cenário sem imposto será equivalente em um longo prazo. Com base na teoria austríaca não tem como afirma que a sociedade entra em um ciclo virtuoso de investimento ao zerar o imposto. A menos que você seja keynesiano e pensa no curto prazo, você não deve se preocupar com imposto.
  • Fulano de Tal  20/10/2016 19:22
    Se tu vendia um produto por 100 e passa a vender por 50, mantendo a mesma taxa de lucro, você claramente acaba vendendo mais, pelo simples fato da sua mercadoria estar mais barata e algumas pessoas que não comprariam antes, agora estão comprando. se antes tu vendia 1000 unidades, tu passa a vender 1500 ou 2000 unidades, com o mesmo lucro de 30 reais. Faça as contas. Você aumenta o seu lucro de 25% ~50% e, consequentemente, aprimora suas tecnologias e aumenta sua produtividade. Pessoas que não tinham acesso ao seu bem agora passam a ter, você ganha mais dinheiro, cria mais emprego, fornece mais produtos para seus clientes e assim vai. Uma sociedade sem imposto é mais inclusiva que uma cheia de imposto. Devo-lhe lembrar que o cara que ganha bolsa família paga o mesmo imposto no leite, por exemplo, que o deputado federal. Isso é justo?
  • Primo  22/10/2016 11:41
    Fulano de Tal 20/10/2016 19:22

    O estado também é um comprador. A redução do preço de $100 para $50, em um cenário sem imposto, não garante que nessa transição ocorra aumento na demanda. Apesar de uma parcela do consumidor "privado" ter aumentado o poder de compra, outra parcela do consumidor vinculado ao poder publico diminuiu o poder de compra.

    Apesar disso, cheguei a conclusão de que estou errado, segue o raciocínio que me convenceu:

    Cenário com imposto:
    Um agricultor produz 1.000kg de Batata. Com preço de mercado em $10,00/kg e com imposto de 50%, $5.000,00 ou 500kg de batata vai para o governo. Supondo que ele paga $2.000,00 ( $2,00/kg ou 200kg de batata) em custos de produção, sobra para o agricultor $3.000,00 ou 300kg de batata.

    Cenário sem imposto:
    Um agricultor produz 1.000kg de batata. Em um cenário sem imposto, digamos que o preço seria $5,00/kg. Para ele ficar com a sobra de 300kg de batata (mesma rentabilidade do cenário com imposto) seu custo de produção deve ser de 700kg de batata ou $3.500,00.

    Cheguei a conclusão que no cenário sem imposto sobra 500kg de batata para o empresario decidir o destino. Não importa o preço. Logo, Hope esta certo quando afirma que o custo é totalmente arcado pelo produtor.
  • Leila  10/11/2016 14:38
    Cobrança de impostos realmente atrapalha a economia. O aumento ou manutenção da margem de lucro não é o fator importante. Se consideramos que uma nação se torna mais rica, quando a quantidade de produtos e serviços per capita aumenta. Impostos reduzem a riqueza da sociedade porque alimentam parasitas, que produzem pouco em retorno ao imposto recolhido. Sem imposto, essas pessoas teriam que contribuir mais para a sociedade, aumentando a riqueza da nação como um todo.
  • Primo  10/12/2016 13:24
    "Leila 10/11/2016 14:38
    Cobrança de impostos realmente atrapalha a economia.
    "

    Prove! Prove com raciocínios lógicos e não com argumentos emotivos. A linha de raciocínio de Hope em The Economics of Taxation é que o imposto atrapalha a formação de longas cadeias de produção, partindo do pressuposto que o produtor arca com o custo do imposto. Eu aceito esse argumento, mas há uma ligação direta em aceitar esse argumento e aceitar a existência da mais-valia. Quando você lê o artigo de Hope, e por alguns instantes pensa na mais-valia, verá que tem uma grande semelhança com os argumentos de Karl Marx. Ora, se existe a mais-valia, uma sociedade sem imposto não estará livre da coerção econômica. Logo, o imposto se justifica por si.
  • Al Capone  31/10/2016 21:14
    No Brasil, a maioria dos impostos são pagos pelo consumidor. Logo, não é o empreendedor que paga. Ele apenas RECOLHE, isto quando não SONEGA !
  • Regis  14/10/2016 13:56
    Não chegamos a consenso nenhum só fiquei perplexo o suficiente para não continuar mais essa discussão.

    Cite um trechinho de algum artigo aqui do Instituto Mises que diga que imposto não interfere no investimento privado e não altera a produtividade. Eu já te citei vários trechos de pessoas extremamente respeitadas na área que dizem justamente o contrário. Mas você insiste em dizer que a EA defende que impostos não interferem no investimento privado, nem na produtividade.

    Como eu já disse, não chegamos a consenso nenhum e, sinceramente, você vai precisar de bem mais do que devaneios e exemplos com erros de subtração para poder me convencer.
  • Taxidermista  14/10/2016 15:07
    "qualquer afirmação de que o imposto é um obstáculo ao investimento, é completamente emotiva e não tem sustentação teórica na Escola Austríaca de Economia"

    Como é que é?


    Leia Hoppe urgentemente:

    mises.org/library/economics-taxation


    E leia o capítulo 4 de "Power and Market", do Rothbard, urgentemente:

    mises.org/library/power-and-market-government-and-economy

  • saoPaulo  10/11/2016 15:14
    "qualquer afirmação de que o imposto é um obstáculo ao investimento, é completamente emotiva e não tem sustentação teórica na Escola Austríaca de Economia"
    What?
    Segundo a lógica do sujeito, o governo aumentar os impostos para 100%, numa economia comunista hardcore de raiz, não acarretará em mudança nenhuma nos investimentos, no cálculo econômico, etc! E isso segundo os austríacos(?!?!). Mises deve estar se revirando no túmulo.
    É cada maluco que aparece...
  • Primo  15/10/2016 19:12
    Taxidermista 14/10/2016 15:07

    O cenário trançado por Hope fica coerente quando o produtor arca totalmente com o imposto, sem repasse no preço. Caso o produtor faça repasse de preço os argumentos de Hope entram em contradição. Parece-me que Hope não partiu de argumentos lógicos e auto-evidentes para chegar a uma conclusão, ele fez o caminho inverso, tomou a posição de que imposto é um roubo e tentou encontrar argumentos para justificar que o imposto é prejudicial para a economia.
    Somente para dar uma cutucada.
    "Taxation is a coercive, non-contractual transfer of definite physical assets"
    Ele está julgando a moralidade da taxação, isso não é da esfera de um economista. O imposto é um direito natural da sociedade. Sendo ele da esfera do direito natural, não é necessário ter contrato assinado para legitimá-lo. Caso contrario, o direito a propriedade privada só poderia ser estabelecido por meio de contrato, e é evidente que a propriedade privada é obtido por meio da força e não de contrato.

    Trader Carioca 13/10/2016 20:58

    Você está pensando como um keynesiano. Somente em um primeiro momento haverá aumento da taxa de investimento, no longo prazo a taxa de investimento no cenário com imposto e no cenário sem imposto será a mesma, pois a lucratividade será a mesma. Dessa forma, ao zerar o imposto não teremos um ciclo virtuoso de investimento.
  • Eduardo  10/11/2016 14:56
    Que falácia.

    Influi completamente. Digo por mim mesmo. Com tanto imposto, que acaba consumindo quase toda a margem da minha empresa, fico completamente prejudicado. Não consigo reinvestir em nada.

    Poderia estar empregando esse dinheiro em muitas outras coisas e sem dúvida alguma, muito melhor do que o Governo o faz.

  • Claudio  14/12/2016 11:30
    Exatamente, quando você diz "incentiva outras pessoas a entrarem no ramo", é isso aí, aumento de produtividade. Pode não ter sido daquele empreendedor X, mas aumentou-se a produtividade da sociedade, quando outros "entram no ramo". E aí baixa o preço, aumentando a demanda, etc...
  • Marcos Gonzales Ratier  11/10/2016 01:30
    Vejam como é a argumentação emocional, sempre baseada em teoria da conspiração (defensores dos ricos, vão me censurar), quando em poucos comentários o sujeito já foi desmontado com DADOS. Quer dar opinião? Beleza, mas faça isso e aponte os dados e prove o que esta dizendo, pois masturbação ideológica barata não cola. Sabe porque os adoradores do deus Estado aos poucos estão perdendo espaço? Porque a população esta começando a perceber que esta pagando caro por um modelo fracassado, o único problema é a lenta transição que ainda vai passar por moderados até chegar em alguém que faça algo que venha dar jeito nas coisas.
  • Rodolfo  11/10/2016 17:45
    É isso aí, taca-le pau !!!!! A matéria foi muito bem escrita e com sólidos fundamentos que nos deixam muito, mas muito mesmo, preocupados com os destinos do nosso país.
  • André  11/10/2016 18:24
    "...preocupados com os destinos do nosso país."

    O fim da social democracia não é motivo para preocupação.
    O início de uma ditadura sim, seria motivo.

    Mas pelo que entendo o atual fim da democracia significará um pouco mais de liberdade econômica.
    Só um pouquinho... mas de qualquer forma é uma melhora, não um piora.
    Quer dizer... uma pequena piora para os parasitas, e uma pequena melhora para os parasitados.
  • Mais Mises...  10/10/2016 18:34
    Caraca... eu que sou fanzaço de Mises e desse site, só fui ler o texto às 10 e pouca da manhã... O sujeito leu e postou cedinho... kkkkkkkkkkkk

    Como diria um ex-caseiro da minha chácara: 'eu se divirto!!!'
  • Julio C%C3%83%C2%A9sar  11/10/2016 15:52
    Brasil, republica da reversal russa,aqui se constrói casas pelo telhado,tira-se dos pobres para se dar aos ricos e se perpetuam-se enganos,engôdos por séculos,excelente artigo,parabéns em alguns poucos pontos discordo da sua visão porem na maioria vocês tem sido bastante assertivos,enquanto não se mudar a cultura do povo jamais seremos uma poderosa nação e tudo se começa com desenvolvimento do individuo,parabéns.
  • Marcos Antonio Ferreira  10/10/2016 09:21
    Sei que não está... mas como escreve parece que está a dizer que livre mercado está relacionado a sistema político ditatorial. Parece-me que deveria ser mais explicito que abertura comercial, liberdade de transação econômica, não se imbrica com autoritarismo, ditadura, escravização... É assim ou não?
  • Guilherme  10/10/2016 12:45
    Onde "parece que está a dizer"? Por favor, aponte onde realmente há alguma frase que sequer dá a entender a defesa de uma ditadura.

    Que pensamento mais raso...

    "Parece-me que deveria ser mais explicito que abertura comercial, liberdade de transação econômica, não se imbrica com autoritarismo, ditadura, escravização"

    Mais do que este site já o faz diariamente?
  • Pedro  10/10/2016 18:01
    Caro Ferreira.

    Claro que não "imbrica".

    Capitalismo não é impeditivo de democracia mas não implica necessariamente democracia.

    Até há uma geração a maior parte do mundo capitalista era constituído por ditaduras sangrentas.

    Eu próprio vivi numa, em Portugal, que durou mais de 40 anos.

    E nem é preciso ditaduras de estado. Se tiverem poder para isso os privados podem ser tão ou mais ditatoriais do que os estados. Basta pensar nas máfias ou no tráfico de escravos que foi a base da economia capitalista ocidental durante séculos.

    Os traficantes e donos de plantações esclavagistas eram empresários capitalistas.
  • Augusto  10/10/2016 21:13
    "Até há uma geração a maior parte do mundo capitalista era constituído por ditaduras sangrentas. Eu próprio vivi numa, em Portugal, que durou mais de 40 anos."

    Ué, quantos países do hemisfério norte eram capitalistas e ditaduras? Espanha e Portugal tinham um regime abertamente mercantilista, que nada tinha de capitalismo de livre mercado. O resto, leste europeu, era tudo ditadura comunista.

    Austrália e Nova Zelândia, no hemisfério sul, nunca tiveram ditaduras. Os países latino-americanos, por sua vez, eram todos comandados por generais estatizadores. Aqui no Brasil, o maior criador de estatais que tivemos foi o general Geisel, cuja economia era sovieticamente fechada.

    Ok, Pinochet não era estatizador; dou essa para você de bandeja.

    Na África, obviamente, só havia ditaduras comunistas.

    Logo, à exceção de Pinochet, quais eram as outras ditaduras capitalistas sangrentas?

    "Basta pensar nas máfias"

    Como o governo da Itália gerou a máfia

    "ou no tráfico de escravos que foi a base da economia capitalista ocidental durante séculos. Os traficantes e donos de plantações esclavagistas eram empresários capitalistas."

    Curioso. A escravidão era uma lei estatal, impingida pelos governos. E o que acabou com a escravidão foi exatamente a busca pelo lucro, algo inerentemente capitalista.

    Tem certeza de que quer ir nessa linha?
  • Breaking Bad  12/10/2016 17:21
    Caralho! Mandou bem na resposta! Desmontou o gajo socialista escamoteado luso. Como sempre, seja em banânia ou na terra mãe da doutrina cartorial, os maganos sempre usam farsa e mentira para confundir. Deve ser uma variante "Confundir para Conquistar" do famoso "Dividir para Conquistar".
  • anônimo  27/10/2016 16:25
    Onde Portugal teve um livre-mercado sob o governo de Salazar, seu asno?
    Portugal e Espanha sempre tiveram (e nesse período somente piorou) economias fechadas e engessadas pelos sindicatos e pelo Estado.

    A ÚNICA ditadura de "direita" que foi um exemplo de livre-mercado foi do Chile de Pinochet.
    Nem na Argentina que antes da ditadura tinha uma economia livre foi exemplo de livre-mercado, ao contrário, a ditadura militar argentina somente ajudou a esquerda implementar o que mais gosta no campo econômico.
  • Conservador  10/10/2016 10:38
    Excelente texto, Leandro.
  • Leandro  10/10/2016 14:52
    Obrigado, conservador.

    Grande abraço!
  • Baroni  10/10/2016 11:20
    Leandro, parabéns, mais um excelente texto como de praxe.
    As vezes olhamos esses montantes de dinheiro (no caso o deficit de 587 bi), mas não temos uma ideia do que seja isso.
    A titulo de ilustração, esse montante em notas de R$100,00, para ser armazenado em pallets necessitaria de 5.823 pallets (Um Pallet com dimensões de 1m x 1m x 0,96m de notas de R$ 100,00, contem 100.800.000,00) e poderia ser empilhado numa área de 50 pallets de largura por 58 pallets de comprimento e por 2 pallets de altura.
    A divida pública são mais de 41.000 pallets e o montante que o estado nos expropria anualmente via impostos são mais de 18.000 pallets de notas de 100,00.
    Uma imagem perturbadora.
  • Leandro  10/10/2016 15:02
    Ótima analogia, prezado Baroni. Obrigado pelas palavras. Grande abraço!
  • Site novo é ruim  10/10/2016 11:38
    Equipe do IMB, bom dia!

    Sou leitor desde 2009, fui no primeiro seminário em 2010 em POA, etc etc.

    Vamos direto ao ponto: esse site novo está muito, mas muito, mas MUITO RUIM no desktop. É muito pior que o antigo. Ele ficou melhor no mobile mas é péssimo no PC. Só pra tentar ver de quem era esse artigo eu fiquei um tempão procurando a assinatura.

    Sem falar naquela barra inicial de indicadores que não tem nada a ver com escolha austríaca (para a escola austríaca importam mais fundamentos de longo prazo do que o S&P500 de hoje!). E o topo do site ficou muito pior desse jeito.

    Sugiro manter esse site para acessos mobile, mas reverter para o antigo nos acessos desktop. Sério mesmo. Sempre foi um prazer enorme acessar o IMB para ler o artigo diário, mas com esse novo layout está sendo uma dor no rim.
  • FL  10/10/2016 13:05
    Equipe IMB, o novo site está excelente, entro direto de desktop e aquela barra com indicadores não me atrapalha em nada (se não uso, apenas ignoro), e não é nenhum trabalho mover meus olhos levemente para a esquerda ou para a direita no início de cada artigo para encontrar o autor. Continuem com o excelente trabalho!
  • Trader Carioca  10/10/2016 13:28
    Amigo "Site novo é ruim ",

    Eu estou acessando de um desktop e está OK para visualização.

    Talvez possa ter alguma configuração para ajustar em seu computador/navegador.

    Tente avaliar outros navegadores ou reveja suas configurações de vídeo, principalmente resolução. Pode ser a solução.

    Abraços.
  • Pobre Paulista  10/10/2016 11:40
    O Brasileiro médio sequer compreende que vivemos sob uma social-democracia para entender que isso precisa mudar. Já está enraizado o conceito de que o estado deve cuidar de tudo e de todos.

  • Andre  10/10/2016 14:19
    Essa crise vai precisar piorar para o povo entender quão danoso é este arranjo social democrata, os políticos vão tentar salvar fazendo reformas pontuais e desafogando um pouco o setor produtivo, mas já está fadado ao fracasso no longo prazo, o crescimento não passará de 2%a.a. com inflação horrenda de pelo menos 5% a.a. evolução incapaz de empregar os atuais 12 milhões de desempregados e o 1 milhão adicional da demografia, incapaz de sequer recompor nossa já precária infraestrutura e incapaz de fazer frente ao custo da dívida que em breve chegará aos 4% do PIB de superávit primário.
    Se o atual governo fizer tudo certo este país fica moribundo mais uns 5 anos ainda para depois cair em outra crise igual e esta sim, sem volta.
  • FL  10/10/2016 12:05
    Leandro, mais um artigo irretocável!

    Uma dúvida: de acordo com o "Impostômetro", o Brasil vem arrecando cerca de 2 trilhões em impostos por ano nos últimos anos (e esse ano, mesmo com crise, caminha para o mesmo cenário). Mesmo assim a dívida continua crescendo? Que cazzo estão fazendo com tanto dinheiro?
  • Pobre Paulista  10/10/2016 13:06
    O valor que o estado pede emprestado é para cobrir o déficit de seus gastos, a diferença entre o que foi gasto e arrecadado. Ou seja, o governo gasta tudo o que foi arrecadado (o que é mostrado no impostômetro) mais esses bilhões tomados emprestados.
  • Bruno Feliciano  10/10/2016 14:19
    É impressionante o gasto do governo Brasileiro,todo esse dinheiro arrecadado é longe do suficiente para pagar tudo,ainda tem que pegar bilhões emprestados.E tem gente que acha que isso é sustentável...

    O mais impressionante é ver os democratas argumentando que o Brasil precisa de mais governo,igual suíça,dinamarca,suécia...
    Eles realmente acham que os escandinavos tem mais estado que o Brasil,mas acima de tudo,independente disto,é matematicamente impossível o Brasil aumentar o tamanho do estado sem que este colapse em menos de 5 anos.

    Este artigo seria ótimo para o Temer,sera que ele já se tocou disso?

    Na faculdade,sou obrigado a ouvir pessoas falando que precisamos de mais leis,investimentos públicos e ainda mais a valorização do funcionário público.Essas asneiras eu não dou passe-livre não,em um único argumento já da ''tela azul'' na cabeça desses jumentos.Pior é que eu faço direito,há muitos professores inteligentes,mas não sei que parte do cérebro falta no individuo para acreditar nessas aberrações.

    Abraços
  • Tannhauser  10/10/2016 14:08
    Pelo que foi informado no texto, o Governo Federal arrecada, via impostos, mais ou menos 500 bilhões, mas gasta 1 trilhão (20% do PIB), precisando pegar 500 bilhões emprestado (10% do PIB).

    Os 2 trilhões do Impostômetro, creio eu, é de todas as esferas de governo: municipais, estaduais e federal.
  • FL  10/10/2016 14:40
    Caro Tannhauser, sim, o impostômetro computa todas as esferas, e é esse o ponto: para o pagador de impostos, não faz diferença alguma para onde isso está indo, pois a pergunta é a mesma: que máquina é essa que arrecada dois trilhões por ano e ainda precisa de mais dinheiro? (não é o ponto do artigo, mas as esferas municipais e estaduais também têm altos níveis de individamento, certo?).

    Eu levanto o ponto dos dois trilhões por ano só para lembrar que, por exemplo, se todo o descalabro com Copa do Mundo e/ou Olimpíadas, por exemplo, geraram incríveis gastos governamentais na casa de 50 bilhões, ainda "sobram" 1 trilhão 950 bilhões no orçamento... e a solução apresentada é sempre de aumentar impostos, "taxar os mais ricos" e outras ideias brilhantes, e nunca diminuir o tamanho dos gastos governamentais.
  • Andre Cardoso  10/10/2016 15:03
    Fiquei com a seguinte dúvida, a ser esclarecida pelo Leandro ou demais leitores: tendo em vista que o Impostômetro bate R$ 2 tri, que o gasto do Governo Federal é de 20% do PIB (em trono de R$ 1,2 tri) e o déficit nominal é de R$ 600 bi (10% do PIB), presume-se que a arrecadação federal é de R$ 600 bi (os outros 10% do PIB para inteirar 20%). Contudo, sabe-se que, de toda a arrecadação, mais do que 30% dos tributos (600 bi/2 tri) ficam com a União, ou seja, daria mais do que esses R$ 600 bi de impostos. Onde está o furo da conta?

    Não sei se fui claro na minha dúvida.
  • Auxiliar  10/10/2016 15:36
    Em termos exatos, a arrecadação federal foi de R$ 1,6 trilhão em 2015.

    Os gastos totais foram de R$ R$ 2,218 trilhão.

    Tá tudo lá no site do Tesouro.
  • Andre  13/10/2016 22:31
    Nos 20% não estão incluídos os encargos da dívida.
  • Capitalista Keynes  10/10/2016 12:57
    Imposto de Renda PF é o dinheiro mais posto fora que eu pago nesse país.....não retorna....pago escola privada pro filho ,saúde privada , segurança privada 24 hs no meu prédio e assim vai.....fora o imposto dos produtos quando do consumo (que aí eu até acho certo, apesar de caro). Impostos aqui são como uma função exponencial.

    Tem casa ? paga IPTU ... Tem carro ? paga IPVA... Vai vender a casa ? paga ITBI... vai registrar imóvel em cartório? paga o Registro ou a averbação....é dose.
  • Aportador  10/10/2016 15:01
    Por isso não tenho quase nada, moro de aluguel num cortiço na perifa, tenho apenas uma moto velha, quase tudo em casa é usado comprado na olx, poupo e invisto 70% do que ganho, uso muito Netflix, academia de R$30,00 na quebrada e futebolzinho com a galera no campinho, gasto o mínimo que posso, vivo que nem porco no chiqueiro, não dou fácil meu suado dinheiro pra político.
  • Didi  10/10/2016 13:01
    Felicitações pelo teor da matéria!

    Oportuno enfatizar que a animalesca constituição de 1988 conduzida por anencéfalos sociais-democratas deu margem ao gigantismo do estado. Desde então sucessivos recordes de arrecadação foram batidos e simultaneamente medrava o imensurável saqueamento do erário.
  • Rodrigo Andrade  10/10/2016 18:06
    tocou no ponto chave meu caro! A constituição de 88 quebra o país! Enquanto não houver uma mudança drástica no modelo de país, fundamentado em uma nova constituição, qualquer partido que assumir o poder vai sofrer, não fará um bom trabalho, e a roubalheira continuará a mesma. O sistema incentiva isso.
  • Rafael Isaacs  10/10/2016 14:23
    Mas se estiver havendo uma farra nas emissoes de titulos do tesouro, é preciso se investigar.
  • Rhyan  10/10/2016 15:15
    Quanto porcento da dívida pública está indexada na taxa Selic em comparação com títulos atrelados à índices de inflação?
  • Renan Merlin  10/10/2016 15:18
    Quando eu vejo um esquerdista dizendo que na Suecia tem imposto alto e o pais tem IDH alto me da preguiça de explicar que o PPC deles é 5x ou 10x maior
  • Renato Arcon Gaio  10/10/2016 15:29
    Mais um ótimo artigo do Leandro, todas as argumentações se encaixam como um quebra-cabeça, infelizmente a maioria das pessoas não enxergam essa realidade demoníaca que o governo nos impôs, e pra piorar fazem protestos pedindo mais governo ao invés de pedir a retirada do governo.

    Para nós libertários fica a triste percepção que a situação não irá mudar tão cedo, mesmo com pessoas sofrendo e morrendo.

    Com esperança no colapso do social democrata.

    Abraços
  • Leandro  10/10/2016 16:57
    Prezado Renato, com o tempo, as coisas sempre se acertam. Às vezes vai no susto, às vezes vai na marra imposta pela realidade.

    Seja otimista.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Renan Merlin  10/10/2016 15:31
    Leandro me responda duas perguntas que não tem muito haver com o brilhante artigo.

    1º)Suponhamos que um pais adote o padrão ouro, bitcoin ou alguma moeda que tenha uma oferta monetaria quase fixa isso não geraria uma deflação com o aumento da produtividade ao longo dos anos e ruim pra econômia principalmente pra quem contraiu emprestimos não poderia honrar esses emprestimos?
    O país produz 1000 mercadorias e tem uma base monetária de 1.000 , cada produto vale 1 Com aumento da produtividade o país passou a produzir 3.000 mercadorias, mas a oferta monetaria segue a mesma. Simplificando, agora cada produto vale 0,80 libras portanto ao longo do tempo pagar o emprestimo ficou mais caro.

    2º)Se escuta muito que o crescimento econômico da china começou quando industrias do primeiro mundo foram pra lá atraidos pela mão de obra barata, ai pergunto por que paises com mão de obra ainda mais barata como o proprio Haiti ou Africa não atrai essas empresas?
  • Leandro  10/10/2016 16:55
    Seu primeiro item não faz sentido. Por que preços em queda em decorrência de uma maior produtividade gerariam dificuldades no pagamento de empréstimos?

    É exatamente o contrário: produtividade alta, que gera preços menores, facilita quitação de empréstimos. Se tudo está mais barato, e a oferta monetária é a mesma, então o poder de compra da moeda aumentou. Você compra mais coisa com cada unidade monetária. Igualmente, os lucros também aumentam, por causa da maior produtividade.

    Por que então lucros maiores e poder de compra maior gerariam dificuldades para quitar empréstimos? Não seria o contrário?

    O que geraria dificuldades, aí sim, é uma deflação monetária, do tipo que ocorre quando o governo confisca a poupança. Mas esse não é o caso.

    Em tempo: sob Bitcoin ou padrão-ouro, a oferta monetária não é fixa. Em ambos os casos ela aumenta com o tempo.

    Sobre China, África e Haiti, em qual desses três locais você investiria? Em qual você teria mais segurança para abrir uma empresa? Em qual deles há um ambiente mais estável e mais previsível?

    No mais, a China atrai empresas por vários outros motivos, sendo o principal fator a sua moeda -- a qual, ao contrário do que afirma a imprensa, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China, o grande ímã de indústrias estrangeiras, opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

    (Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

    Com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

    Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

    Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.
  • Renan Merlin  10/10/2016 17:04
    Então essa conversa de que as industrias do primeiro mundo migram pra china exclusivamente por causa da mão de obra barata é um mito?
  • Marcos  10/10/2016 16:09
    Parabéns, Leandro.

    Ótimo artigo.

    E o pior é que a despeito da propagação das ideias libertárias no Brasil nestes últimos anos, tenho a impressão de que nós, brasileiros, realmente gostamos de um assistencialismo, calcado na imoralidade de expropriar compulsoriamente o próximo, ancorado neste lema de Bastiat.
    É só notar, por exemplo, nestas últimas eleições em que, mesmo com a derrocada do PT, quem cresceu foi o PSDB e PSD, além de outros SD, S e Cs da vida. Até o Psol cresceu.
    Ou seja: o misto de esquerdismo e fisiologismo permanece incólume na cena política.
    Não sei o que será de nós.

    Uma vez li que o problema dos "não-esquerda" seria a falta de um projeto de poder, via Estado, o que tornava a coisa mais fácil para os progressistas. Pareceu fazer sentido.

    Se isso é verdadeiro, fica uma pergunta: para termos nossa realidade mudada, como seria o processo?
    Só na base do convencimento?
    Por onde deveríamos começar?
    Quais áreas seriam as mais estratégicas para buscarmos deixá-la livre dos tentáculos do Estado?
    Seria melhor uma estratégia tipo Pé na Porta ou algo mais suave?
    Será que também não precisaríamos entrar para a política?


    Abraços
  • Leandro  10/10/2016 16:58
    Pela persuasão da lógica, pelos argumentos superiores, e pelo uso da razão. Sempre. E somente assim.

    Seja otimista.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Trader Carioca  10/10/2016 16:58
    Amigo Marcos,

    Existe muita discussão sobre como deveria ser uma mudança do Brasil (e do mundo) do atual modelo que temos para uma visão libertária.

    Para alguns, a via deve ser via esclarecimento da população. Eu não sou porta-voz deste instituto. Mas até onde observo, essa é a posição que percebo do Instituto Mises e também do Instituto Rothbard. Reforçando, não sou porta-voz de nenhum deles, posso estar enganado.

    Para outros, a via deve ser gradualista, por dentro do próprio Estado, através da criação de um partido político que iria eleger seus candidatos e estes brigariam por alterações da lei. Essa é a proposta do partido Liber (o site acho que está fora do ar). Acredito que o Novo tenha, em parte, visão similar. Embora o Novo não seja Libertários (basta ver a filosofia de "eficiência estatal" que pregam), certamente há alguns libertários lá por "falta de opção".

    Há ainda aqueles que acreditam que devemos tentar algo mais impactante, um rompimento com projetos de desligamento do Estado, como a iniciativa do Seasteading Institute ou Liberland.

    Portanto, não há uma visão única e clara dentro do Libertarianismo. Alguns acham que devemos ser gradualistas, outros acham que precisamos do radicalismo. Eu humildemente acho que cada vertente terá suas conquistas. Se formos na mesma correta direção, então todas são válidas.
  • Kalinovski  11/10/2016 07:10
    Também há o agorismo, que são atividades que visam ignorar o estado ao máximo possível(agindo contra a juridição estatal, se necessário) desde que não violem os princípios libertários. Obviamente, incluem projetos de seasteading e a Liberland, porém possuem maior abrangência, como o uso de Bitcoins ao invés de dinheiro emitido pela Casa da moeda, Uber(ou algum de seus concorrentes) no lugar táxis concessionados pelo governo, serviços privados de entrega aos Correios, etc.
  • Tannhauser  10/10/2016 16:11
    Leandro,

    existe algum artigo detalhado sobre como funciona a economia chinesa? Quais setores são estão sob planejamento central e quais não estão? Como funciona a propriedade privada? Quando houve a mudança do regime econômico? Quais os prognósticos da economia chinesa?

    Obs: agradeço o excelente artigo de hoje.
  • André Luiz Pfitzner  10/10/2016 16:16
    Que bom que o sonho está acabando.
    Hora de todo mundo acordar desse sonho e ir trabalhar!
  • Tentando fugir do Gulag brasileiro  10/10/2016 17:27
    Recentemente ouvi falar do MEI (Micro Empreendedor Individual), medida do governo que isenta de impostos de impostos o mini-empreendedor que ganha até 70 mil reais por anos. Em um país de franca economia fascista, isso é um alento e tanto.
    Então, a propósito, eu pergunto: existem outras formas de fugir dos impostos do governo, que geralmente é retido na fonte?

    Por conta disso, estou pensando em viver nos EUA, porém eu só tenho visto de turista, o que me faria viver de forma "ilegal" por lá. Já visitei os Estados Unidos algumas vezes, e ao contrário do que fala a mídia, eu observei pessoalmente a vida desses milhões de imigrantes ilegais (pelo Estado) e constatei que, mesmo vivendo "ilegalmente", a qualidade de vida deles é muito melhor do que morar no nosso Brasil com sua tenebrosas leis trabalhistas.


  • Andre  10/10/2016 17:50
    Se quer sair dessa pocilga tenha mente aberta para vários países, sei que os EUA são o destino infalível e não tem como uma pessoa trabalhadora, eficiente e determinada falhar economicamente lá, é o maior mercado do mundo, mas tenha em mente que nos EUA você vai atravessar um deserto social.
    Sair dessa pocilga depende basicamente de 3 coisas: dinheiro, profissão e nível de idioma local, com US$50.000, uma profissão técnica mão na massa aplicada na forma de trabalhador autônomo e idioma local avançado você entra praticamente em qualquer país desenvolvido com visto self employed válido por 6 meses, e renovado se obtiver sucesso.
    Ir ilegal pros EUA, só se estiver bem ruim de dinheiro, mas mesmo assim vai precisar de profissão técnica e inglês para se dar bem, no mais, muito boa sorte.
  • Tentando fugir do Gulag brasileiro  10/10/2016 19:24
    André,
    Pelo seu comentário, parece que você nunca visitou os EUA e viu pessoalmente a realidade dos imigrantes trabalhadores ditos ilegais.
    A maioria deles (principalmente latinos) não tem inglês fluente e não foram pra lá com alguma profissão técnica. Aprendem as coisas na prática do dia a dia, o que é muito mais eficiente do qualquer cursinho técnico do Brasil. Só citando dois exemplos: uma pessoa que chega lá como ajudante de pintor de paredes, não ganha menos que 13 dólares a hora em Massachusetts. Em cerca de um ou dois anos, o cara dobra seu salário (cerca de 22 a 28 dólares a hora), então ele abre sua própria companhia (ou micro-empresa, como se diz aqui), coloca dois ou três pessoas para trabalhar pra ele, elevando os ganhos pessoais para 8 ou 10 mil dólares por mês. No Brasil, nem médico ou engenheiro ganha tal quantia nos primeiros anos de carreira.
    O segundo exemplo são as mulheres que abrem suas próprias companhias de faxina de casas, e não ganham menos que 5 mil dólares por mês (isso as mais preguiçosas e que mal falam inglês). Em pelo menos dez estados americanos, entre eles Califórnia, Illinois e Connecticut, é possível obter carteira de motorista (mesmo estando ilegal) e trabalhar como taxista no Uber ou Lyft.
  • Vinicius  10/10/2016 21:29
    Você vai por EUA antes ou depois do estouro da bolha econômica por lá?

    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/5328483/bolha-dos-eua-estourar-podemos-ter-uma-crise-pior-que
  • Tentando fugir do Gulag brasileiro  11/10/2016 02:29
    Amigo, com crise ou sem crise, é melhor passar a pela turbulência de um eventual furacão no transatlântico americano do que nos barquinhos ao redor dele, não concorda?
  • Orloff  13/10/2016 20:48
    Tentando fugir do Gulag brasileiro: isso se torna uma questão de caráter e responsabilidade individual. Você está querendo burlar as leis de imigração americanas e viver no país ilegalmente. Direita e indiretamente, você vai se tornar um parasita do sistema americano. Eu não concordo com essa decisão.
  • Luis  10/10/2016 17:58
    Vale lembrar que mesmo a Suecia teve problemas.

    Segundo, sempre havera discussoes sobre com que e como o governo deve gastar. Sabemos que o valor deve ser no maximo igual ao imposto arrecadado.


  • Juliano  10/10/2016 18:21
    Leandro, artigo excepcional, como de costume.

    Uma pergunta: olhando os gráficos de PIB per Capita, os números mostram um cenário curioso:

    https://www.google.com/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=ny_gdp_pcap_cd&idim=country:BRA:CHN:MEX&hl=en&dl=en#!ctype=l&strail=false&bcs=d&nselm=h&met_y=ny_gdp_pcap_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=region&idim=country:BRA:VEN:CHL:ARG&ifdim=region&hl=en_US&dl=en&ind=false

    O gráfico mostra PPC para Brasil, Argentina, Chile e Venezuela.

    A Venezuela só tem dados até 2013, mas teria dado um salto gigantesco, principalmente depois de 2003. Em 2013, último ano, estava acima do Brasil. O Brasil teria tido uma década de 90 terrível, só vindo a se recuperar com o governo Lula. A segunda metade da década de 80 teria sido maravilhosa.

    Os números chilenos mostram uma piora forte nos últimos anos, se igualando à Argentina. Los Hermanos, inclusive, teriam tido muito sucesso, principalmente no governo Cristina Kirchner.

    Como explicar essa disparidade entre os números e a economia que sentimos? Por que períodos tão ruins (nossa década de 80, por exemplo), acabaram com números tão bons? E a Venezuela, que obviamente não teve um salto de riqueza nos últimos anos?

    Abraços e obrigado pelos textos,
    Juliano

  • Leandro  10/10/2016 18:54
    Porque tal variável mensura o PIB em dólares.

    Ou seja, se você tiver um PIB manipulado e artificialmente elevado, em conjunto com uma taxa de câmbio artificialmente mantida, seu resultado será artificialmente alto. Você dividirá seu PIB artificialmente alto por uma taxa de câmbio artificialmente baixa (dólar barato). O resultado será artificialmente alto.

    No caso da Argentina, por exemplo, comprovou-se recentemente que os Kirchner manipularam o PIB durante toda a sua gestão. Hoje, sabe-se que os números verdadeiros eram pelo menos 24% menores que os reportados durante todo o período kirchneriano.

    O governo argentino manipulou o PIB e a inflação - e Cristina se dolarizou quando isso era proibido

    Quanto à Venezuela, ninguém nem sequer deu pelota. Era tão óbvia a manipulação feita pelo governo -- que tinha nada menos que 4 taxas de câmbios --, que até deixaram de lado.

    Quanto ao Brasil, que ao menos tem um mensuração de PIB um pouco mais confiável, todos os altos e baixos andaram pari-passu com o dólar: com a desvalorização do real de 1999 a 2003, o PIB per capita em dólar afunda; com a valorização do real a partir de 2004 até 2011, o PIB per capita em dólar explode. Com o novo encarecimento do dólar a partir de 2012, o PIB per capita em dólar volta a cair, até chegar ao fundo do poço em 2015.

    O mesmo vale para o Chile, que começou a sentir os efeitos da alta do dólar em 2014.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Interessado nos vizinhos  10/10/2016 18:44
    Gostaria de sugerir artigos sobre alguns países latino-americanos, sei que já há artigos sobre, mas geralmente são da Argentina e Venezuela. Seria bom ler um pouco sobre Peru, Chile, Equador e outros.

    Desde já vos agradeço.
  • Regis  10/10/2016 18:49
    No Panamá não existe banco central e verifiquei que a dívida deles é de 31,9% do PIB, que seu déficit fiscal é de -3,9% do PIB e que seu crescimento foi de 5,2% do PIB. Enquanto isso o Brasil tem uma dívida de 66,23% do PIB, seu déficit fiscal é de -10.3% do PIB e nossa taxa de crescimento é de -3,8% do PIB.

    O que eu queria saber é se a existência de um Banco Central estimula o endividamento do país?

    Se for possível, também gostaria que alguém opinasse a respeito da PEC 241. Desde já, agradeço.
  • Regis  10/10/2016 19:28
    Valeu!
  • Guilherme  10/10/2016 22:04
    Sobre a PEC do teto, os três últimos artigos são sobre ela, direta ou indiretamente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2530

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2013

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • Regis  10/10/2016 22:31
    Muito obrigado.
  • Igor  10/10/2016 19:15
    Leandro,

    Inicialmente, parabéns pelo excelente artigo.

    Por fim, já leu o livro Saga Brasileira da Miriam Leitão? Se sim, o que achou?
    Estou lendo e estou achando muito bom. É apavorante saber das enormes loucuras nas contas públicas do regime militar até a implantação do Plano Real.

    Abraço e continue nos brindando com grandes artigos!
  • Leandro  10/10/2016 19:25
    Temos um artigo sobre ele:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1003

    Aproveitando a deixa, foi apenas recentemente que li o livro "3.000 dias no bunker", do Guilherme Fiúza, sobre os bastidores do Plano Real. Muito bom também. Recomendo bastante.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • F. Shade  10/10/2016 19:58
    Embora tenha inúmeras considerações a fazer sobre as informações e sobre a lógica de todo o texto, a única coisa que gostaria de comentar agora é a frase seguinte:

    "Nenhum país enriqueceu aplicando a social-democracia. A história mostra que, primeiro os países enriqueceram por meio do livre mercado, depois, só depois, implantaram a social-democracia."

    É bastante ímpar que o autor coloque um modelo econômico (livre mercado) como opção, e até mesmo em contraposição, a um modelo político. É mais justo e transparente que o autor esclareça o modelo político que sugere que toda a população se submeta para adotar medidas econômicas de livre mercado, para que assim os leitores possam pesar as condições necessárias e as consequências derivadas de tal modelo que substituiria a social-democracia. Não pode ser livre mercado, pois isso diz respeito ao modelo econômico, e como pode-se verificar rapidamente, o cuidado social é uma demanda do brasileiro.

    No geral parece que o texto opina que é determinantemente impossível cuidar de questões sociais antes de desenvolver um grande e robusto mercado, mas isso sugere que enquanto não aconteça milagre econômico, seria preciso viver nas condições lamentáveis em que nos vemos. Isso não faz sentido algum para quem vive aqui, hoje, ainda mais porque esse tipo de melhoria derivada de crescimento econômico pode demorar décadas para acontecer, e até mesmo não acontecer (tanto o crescimento como a melhoria que possa derivar dele). Além disso importa para o brasileiro se esse crescimento econômico ocorrer numa oligarquia, mesmo que isso não importe para o autor e para a ideologia do livre mercado.

    Sobre esta outra frase - "Portanto, se um país ainda pobre quiser viver como uma social-democracia escandinava (e todos querem ser como os escandinavos), o preço será alto."

    "Todos queremos ser como os escandinavos" é uma afirmativa discutível, mas digamos que pelo bem do andamento das exposições de ideias concordemos com o autor; ainda que estejamos a uma boa distância, podemos caminhar até lá. O problema aqui é termos hoje o salário de um russo ou de um romeno e um IDH (que é basicamente um índice que diz o quão escandinavo um país é) vinte pontos inferiores a esses países. Poderíamos ser um Uruguai, segundo a análise dos dados que você se baseou, e o Uruguai não é nenhum paraíso, mas tem uma qualidade de vida tão melhor que o Brasil que é para onde grande parte da classe média pensa em se refugiar quando já não aguenta as condições daqui.

    Acho que mais importante para esse tipo de análise, sobre a possibilidade de ser ou não uma sociedade bem sucedida sob o regime social-democrata, é, ao invés de verificar o quanto de riqueza o país produz checar o quanto ela se transforma em benefício para a sociedade. Por exemplo, de que adianta termos uma economia que rendesse US$ 23.903 por pessoa (como as Bahamas) e um IDH do nível México/Rússia/Uruguai que conseguem fazer mais com menos da metade desse rendimento, apesar do histórico, da corrupção e do tamanho, respectivamente? E o que dizer do Irã, que com metade do rendimento por pessoa do Brasil (US$ 4.877), consegue ter um IDH melhor?

    Por fim, aponto a contradição do autor que uma hora afirma que todos queremos ser como os escandinavos, mas que não haverá futuro enquanto a população pensar que "a grande ficção" que é o governo pode custear a vida de todos. Ou a Escandinávia é um modelo, ou é uma ficção barata e fraudulenta. E digo isso independente de também considerar os governos como algo a ser abolido, somente para entender, afinal de contas, o que é que o autor está tentando defender.
  • Leandro  10/10/2016 21:01
    "É bastante ímpar que o autor coloque um modelo econômico (livre mercado) como opção, e até mesmo em contraposição, a um modelo político."

    É porque, ao contrário de você, eu trabalho com o mundo real. Sei que a política e os políticos existem e não deixarão de existir tão cedo. Consequentemente, sei que é impossível vislumbrar um arranjo social livre dessa gente. Por isso, há duas opções realmente factíveis: de um lado, livre mercado e estado reduzido às suas funções clássicas; de outro, mercado regulado e estado fazendo de tudo. No meio, um amálgama de tudo.

    De qual lado você acha que estamos mais perto?

    E, tendo dito isso, onde realmente está a minha imparidade?

    "É mais justo e transparente que o autor esclareça o modelo político que sugere"

    O que você considera "justo e transparente" não figura entre as minhas preocupações mais prementes. Um economista genuíno não faz juízo de valor; quem faz juízo de valor são os filósofos e os sociólogos. Um economista deve se ater estritamente à explicação dos fenômenos de causa e consequência no âmbito econômico.

    Por exemplo, explicar quais as consequências de um salário mínimo de R$ 100.000 é função do economista; já dizer se tal valor é moralmente desejável ou não, é função do filósofo e do sociólogo.

    De resto, devo dizer que é a primeira vez que vejo alguém chiando por eu ter simplesmente descrito uma relação de causa e consequência; normalmente, a pessoa geme quando vê alguém defendendo posições com as quais não concorda. Já você me acusa por simplesmente explicar causa e consequência. Isso é novidade para mim.

    A esquerda realmente perdeu totalmente o rumo.

    "que toda a população se submeta para adotar medidas econômicas de livre mercado, para que assim os leitores possam pesar as condições necessárias e as consequências derivadas de tal modelo que substituiria a social-democracia."

    Há outros 2.530 artigos neste site que falam exatamente sobre isso. Escolha o seu.

    "Não pode ser livre mercado, pois isso diz respeito ao modelo econômico, e como pode-se verificar rapidamente, o cuidado social é uma demanda do brasileiro."

    E tudo o que fiz, para seu aparente desespero, foi explicar as consequências de longo prazo desse "cuidado social demandado pelo brasileiro" (por meio de um estado que deve fazer de tudo em todas as área). Lamento se abalou suas estruturas.

    "No geral parece que o texto opina que é determinantemente impossível cuidar de questões sociais antes de desenvolver um grande e robusto mercado"

    Agora concluo que você não leu o artigo. O texto em momento algum se limita a falar de "questões sociais".

    Ao contrário: o texto fala das consequências, demandadas pela população (como você bem disse), de se ter um estado cuidando de escolas, universidades, saúde, esporte, canais de televisão, cultura, teatro, filmes nacionais, petróleo, estradas, portos, aeroportos, correios, eletricidade, aposentadorias, pensões, subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários, e, principalmente, ofertando concursos públicos a rodo para cargos que pagam salários nababescos na burocracia estatal.

    Tudo isso são "questões sociais"? Se sim, então ok, será determinantemente impossível o estado cuidar disso tudo, sem gerar consequências nefastas, antes de desenvolver um grande e robusto mercado.

    Ressalto que, até agora, você não apresentou contra-argumento nenhum para tudo o que foi dito no artigo. Limitou-se apenas a espernear um pouco. É válido.

    Prossigamos.

    "mas isso sugere que enquanto não aconteça milagre econômico, seria preciso viver nas condições lamentáveis em que nos vemos."

    "Condições lamentáveis" em relação ao quê? Estamos melhores ou piores do que há 20 anos? Do que há 30 anos? Do que há 100 anos?

    Essa sua frase não apenas é puro emotivismo, sem qualquer substância, como também é completamente contraditória.

    Em primeiro lugar, se realmente estamos "em condições lamentáveis", então, por definição, não estamos produzindo riqueza. Logo, se não estamos produzindo riquezas, como diabos você vai redistribuir algo que não foi produzido? Pior ainda: como você vai redistribuir algo que não existe e, como consequência, a redistribuição dessa coisa inexistente vai gerar enriquecimento para todos?

    Mágica?

    Outra: você realmente acha que se não houver políticos tributando e confiscando dinheiro do setor produtivo, toda a humanidade definharia? Gostaria, muito, de ver uma mísera teoria que explique isso; uma teoria que mostre que tomar dinheiro de um para dar para outro gera enriquecimento de todos. Isso equivale a dizer que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

    Entenda o básico: no mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento. Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será confiscada.

    Se hoje as condições "são lamentáveis", então qual é a teoria que diz que, se você aumentar o confisco, haverá mais prosperidade e bem-estar?

    "Isso não faz sentido algum para quem vive aqui, hoje, ainda mais porque esse tipo de melhoria derivada de crescimento econômico pode demorar décadas para acontecer"

    Sim, tudo vai depender do quanto o governo vai permitir a livre iniciativa funcionar. Se ele for seguir o seu modelo, de fato demorará várias gerações. Já se ele for seguir modelos que deram certo, como o da Nova Zelândia, de Cingapura e de Hong Kong, a riqueza mais que quadruplica em menos de uma geração.

    Mas, como você bem disse, é o povo que escolherá.

    "Poderíamos ser um Uruguai, [...], e o Uruguai não é nenhum paraíso, mas tem uma qualidade de vida tão melhor que o Brasil que é para onde grande parte da classe média pensa em se refugiar quando já não aguenta as condições daqui."

    Esse é o erro de você escolher agregados. Não faz nenhum sentido comparar o IDH de um país como o Uruguai (que é menor que vários estados brasileiros) com o IDH de todo o Brasil, que é um país continental formado por várias regiões heterogêneas.

    Há vários estados do Brasil que possuem um IDH maior que o de várias regiões do Uruguai. Confira aqui.

    Você, involuntariamente, acabou de fazer uma defesa da secessão.

    Todo o resto que você escreveu neste parágrafo é simplesmente mais do mesmo, que já foi refutado acima. Vou me poupar.

    "Por fim, aponto a contradição do autor"

    Vejamos.

    "uma hora afirma que todos queremos ser como os escandinavos, mas que não haverá futuro enquanto a população pensar que "a grande ficção" que é o governo pode custear a vida de todos."

    Começou bem. Não entendi absolutamente nada, pois não vi qualquer correlação de contradição entre as duas frases.

    "Ou a Escandinávia é um modelo, ou é uma ficção barata e fraudulenta."

    Falei que tinha problemas de interpretação de texto...

    O artigo acima, do qual você pelo visto nada entendeu, se concentrou exatamente em explicar por que o modelo social-democrata escandinavo não é factível de ser copiado por um país de população pobre como o Brasil. No dia em que o Brasil enriquecer, aí sim ele pode começar a entreter a ideia de uma social-democracia ao estilo escandinavo. Antes disso, inexequível.

    Diga-me, por favor: onde há qualquer contradição nisso?

    Ah, sim, para mim a Escandinávia não é modelo. Mas, ora, não sou eu quem sai dizendo que deveríamos imitar a social-democracia sueca. Quem faz isso é a esquerda.

    Concluo repetindo: perdi esse tempo todo apenar para ver você não apresentar nenhum contra-argumento para tudo o que foi dito no artigo. Limitou-se apenas a espernear um pouco. É válido. E compreensível.
  • Rafael  11/10/2016 19:03
    Prezado Leandro,

    Perecebe-se no texto do F. Shade que ele leu a frase "Todos querem ser como os escandinavos" como "Todos queremOS ser como os escandinavos", e nem sequer acessou o artigo linkado junto a frase. Então ele vê contradição onde não existe.

    As vezes ficam tontos com a realidade exposta.
  • Cicero  10/10/2016 20:21
    O cidadão brasileiro não é eleitor. Ele é súdito. Há 200 anos a corte toma as decisões, oferece vantagens aos amigos (títulos de nobreza, empréstimos subsidiados do BNDES) e migalhas aos pobres. Já para a classe média trabalhadora e producente, sobra pagar impostos e obedecer às leis. Empreendedorismo no Brasil é sinônimo de heroísmo!
  • Jr  10/10/2016 22:03
    Artigo simplesmente esclarecedor e fantástico.
    Parabéns Leandro Roque.

  • Leandro  10/10/2016 23:18
    Obrigado, prezado Jr. Abraços.
  • Ana  10/10/2016 22:57
    Gente, que espetáculo (bom espetáculo) de artigo e de debate. Estou encantada. Há pensadores por aí e por aqui! Cada qual em sua perfeita racionalidade (mas, claro, os que conhecem a ciência econômica são sempre mais pontuais)
  • Felipe Lange S. B. S.  10/10/2016 23:08
    Mas Leandro, quando os bancos privados emprestam dinheiro, eles não fazem reserva fracionária, ou essa brincadeira é só dos bancos estatais?
  • Leandro  10/10/2016 23:18
    Fazem, sim. Por quê? Em algum ponto houve a ideia de que não?
  • Felipe Lange S. B. S.  11/10/2016 21:53
    "O gráfico acima mostra que nada menos que R$ 4,15 trilhões já foram absorvidos pelo governo federal para sustentar sua máquina e sua burocracia. São R$ 4,15 trilhões que deixaram de financiar empreendimentos produtivos.

    Impossível mensurar os custos econômicos das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo federal. "

    Sim, porque eu imaginei que fosse dinheiro que não fosse tirado do nada e gerasse uma inflação. Mas para ficar claro, então caso esses bancos realocassem esse dinheiro para empreendimentos em empréstimos, não estariam gerando uma inflação monetária e prejudicando toda a economia?
  • Leandro  11/10/2016 22:47
    "porque eu imaginei que fosse dinheiro que não fosse tirado do nada e gerasse uma inflação."

    Bancos de fato criam dinheiro do nada e o emprestam. Ao emprestarem, perdem reservas e têm de repô-las. Fazem isso ou recorrendo a empréstimos no interbancário ou vendendo títulos do Tesouro para o Banco Central.

    No primeiro caso ele adquiriu um passivo (dívida com outro banco, para o qual terá de pagar a taxa CDI); no segundo caso perdeu um ativo importante (títulos de Tesouro), o que afeta inclusive seu índice de Basileia.

    Ou seja, embora criem dinheiro do nada, eles necessariamente têm de repor suas reservas. Logo, não é exatamente algo gratuito. Tampouco é um processo que pode ocorrer infinitamente.

    A questão é: se você fosse um banqueiro, e sabendo que há essa limitação operacional, para quem você preferiria emprestar? Para o governo, que tem risco zero de calote, ou para pessoas e empresas? Se for para emprestar para os três, quais seriam suas respectivas taxas de juros?

    Apenas pense em como você faria se fosse um banqueiro.

    "então caso esses bancos realocassem esse dinheiro para empreendimentos em empréstimos, não estariam gerando uma inflação monetária prejudicando toda a economia?"

    Inflação monetária sem dúvida nenhuma estaria sendo gerada. Mas ao menos estaria financiando empreendimentos e investimentos (dos quais muita coisa boa pode vir), e não apenas sustentando a estéril burocracia estatal.

    Ou seja, ambos os casos geram inflação monetária. Mas a diferença entre as consequências de cada caso é enorme.

    P.S.: obviamente, se for um crédito da modalidade "direcionado", com juros baixos e subsidiados por nossos impostos, aí o resultado será um catastrófico ciclo econômico, exatamente como esse pelo qual estamos passando.
  • Felipe Lange S. B. S.  16/10/2016 11:41
    Obrigado pela resposta Leandro.

  • Wesley  10/10/2016 23:38
    Parabéns pelo artigo. Leandro, faltou acrescentar que o serviço do governo é uma merda e a população além de pagar impostos, tem que pagar um plano de saúde para nao morrer na fila do hospital e outros serviços como escola privada.
    Tenho uma dúvida: Se o governo abolir toda a legislação trabalhista e as demais que impedem investimentos estrangeiros e nacionais, seria possível manter esse modelo, visto que a produtividade e riqueza aumentaria?
    Seria interessante ver o país entrando em colapso e um exército de funcionários públicos sendo demitidos ou tendo salários reduzidos. Se o governo não aprovar as medidas no congresso, isso acontecerá em dois anos ou mais?
    Um abraço!
  • Thiago q. landi  11/10/2016 01:47
    O problema dos estados é muito serio. Acredito que em 2017 vários estados decretarão calamidade pública assim como o RJ, e o governo federal virá ao resgate destes estados, aumentando ainda mais o déficit público.

    Muito provavelmente o governo não irá dar calote, pois o mesmo está no controle da moeda. Porém, conforme a dívida aumenta de forma rápida, o déficit fiscal aumenta (ao invés de diminuir que é o que as pessoas pensam que vai acontecer), a dívida em relação ao PIB aumenta, e a economia continuar em recessão, o Brasil será rebaixado continuamente pelas agências classificadoras de risco, aumentando o risco da dívida e os juros que o governo paga.

    Assim, em algum momento os investidores internacionais irão sair em êxodo da dívida soberana, os fundos de investimento e os investidores nacionais os seguirão, os juros de longo prazo sobem muito e de forma rápida e o governo brasileiro segue rumo á falência.

    É aí que o Banco Central entra em cena. Para evitar esse cenário o BC compra os títulos que ninguém mais quer, monetizando a dívida, e quando isso acontece todos querem vender seus títulos pro BC pois ninguém quer ficar com a batata quente nas mãos. A inflação começa a sair de controle, o BC continua monetizando , e a confiança das pessoas na moeda se esvai, a velocidade de circulação aumenta, a preferência temporal pelo dinheiro desaba e o resultado é uma crise cambial e hiperinflação.

    No texto em alguns momentos parece que está sendo dito que a social-democracia de fato funciona nos países ricos. Como disse mises:
    "Assim como um parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos. O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma economia que outrora foi vibrante e dinâmica."

    Os EUA que um dia tiveram os maiores salários médios do mundo, e eram a maior potência industrial do mundo, hoje decaíram, e vivem de bolha em bolha, é um perfeito exemplo de como esse sistema destrói mesmo economias ricas.

    E a economia americana? Nos últimos três trimestres ela cresceu menos de 1% em media. Esse é o menor crescimento desde 2008. Desde 2000 foi destruído cerca de 5 milhões de empregos na indústria (money.cnn.com/2016/03/29/news/economy/us-manufacturing-jobs/).

    Desde que Obama assumiu foi destruído mais de 1 milhão de empregos full-time, e foi criado empregos part-time, por isso parece que o mercado de trabalho americano está indo bem, pois bons empregos de tempo integral são destruídos, e empregos ruins de meio período no setor de serviços são criados em maior numero. Um dos motivos é que os empresários estão trocando seus trabalhadores, de tempo integral para meio período, como forma de evitar o caríssimo obamacare.

    Existem quase 100 milhões de americanos em idade de trabalhar que estão fora do mercado de trabalho, portanto não pressionando as estatísticas.(www.zerohedge.com/news/2016-10-10/poor-america-7-10-americans-have-less-1000-savings).

    Muitas dessas pessoas preferem viver do Estado assistencialista do que trabalhar.

    Encomenda das fábricas, produção industrial, formação de bens de capital, tudo caindo de forma acentuada. A indústria Americana está em recessão. De fato existem vários dados econômicos que estão tão ruins que nunca os EUA tiveram dados assim a não ser que estivesse em recessão. O fato de mais de 70% da população ter menos de us$ 1.000,00 guardado. Recorde histórico de jovens adultos vivendo na casa dos pais até os 25-30 anos. Menor participação de homens na força de trabalho na história do país. Salário médio caiu desde 2008. A propriedade de casa própria no menor nivel desde os anos 70. Enfim a economia americana está horrível.

    Nos artigos do Fernando Ulrich foi demonstrado que o Fed não pode subir os juros. Todos aqui concordam que é impossível subir os juros substancialmente certo?

    Afinal se o Fed tiver que jogar no mercado trilhões em títulos e hipotecas, retirando assim liquidez dos bancos, de forma á aumentar os juros, isso colapsaria os mercados e os bancos. Por isso o Fed não subiu juros até hoje.(apenas uma vez, one and done).

    Porém o Fed está prometendo subir os juros há anos. E o mundo acredita. O mercado não sabe deste problema fundamental.
    Então queria fazer uma pergunta que não foi abordada.

    O mercado irá perceber que é juros zero pra sempre(QE infinity)?

    Se sim o que acontecerá quando o mercado descobrir isso?

    O que acontecerá quando os EUA estiverem oficialmente em recessão? (em breve)

    O Fed vai vim com QE4 pra salvar a economia. O mercado está precificado achando que os juros estão para subir em uma economia forte.

    Qual a reação do mercado quando vier a recessão e QE4, ou seja o oposto do esperado?

    A inflação está aumentando, o core cpi está acima da meta de 2% a 14 meses seguidos.

    Imagine, a economia em recessão, e o Fed estimulando em face de uma inflação subindo rapido. O dolár vai cair.

    O Fed promete promete que vai subir juros e nunca sobe, as pessoas estão começando a perceber o jogo.
    Hoje o Fed está com essa retórica de subir os juros porque ele quer fingir que está tudo bem na economia, mas após as eleições acredito que o Fed vai admitir que a economia está ruim e precisa de mais estímulo.

    Acredito que estamos perto de um ponto de virada, que é quando o mercado percebe que ao invés de uma economia forte os EUA estão em recessão, e ao invés de subir os juros o Fed vai lançar QE4.

    Parabéns pelo artigo. att
  • Carlos  11/10/2016 02:08
    Thiago, acerca da social-democracia, foi dito que se trata de um arranjo que, em um país de população rica e produtiva, pode durar muito mais tempo do que em um país pobre.

    E o motivo é simples: para que uma economia que faz uso maciço de políticas de bem-estar social continue crescendo, sua produtividade tem de ser muito alta. E para a produtividade ser alta, seu capital acumulado já tem de ser muito alto. Apenas um alto grau de capital acumulado pode permitir uma alta produtividade. Ou seja, o país tem de já ser muito rico.

    Apenas um país que já enriqueceu e já acumulou o capital necessário (e já alcançou a produtividade suficiente) pode se dar ao luxo de adotar abrangentes políticas de bem-estar social por um longo período de tempo sem que o estado tenha de se endividar. Como a população é rica e produtiva, apenas a tributação já basta.

    Assistencialismo, portanto, é algo que só pode funcionar — e, ainda assim, por tempo determinado — em sociedades que já enriqueceram e já alcançaram altos níveis de produtividade.

    Portanto, em momento algum foi dito que "a social-democracia de fato funciona nos países ricos".

    De resto, você diz que a social-democracia afeta a criação de nova riqueza. Corretíssimo. Mas isso é um tradeoff que vai depender do eleitorado. Pode ser que, sei lá, um país já tenha se tornado tão rico, que agora a população tá mais interessada em redistribuir do que em enriquecer ainda mais. É perfeitamente possível que haja pessoas que pensem assim.

    Consequentemente, tendo por base essa mentalidade, a opção pela social-democracia faria sentido. Estanca-se a criação de riqueza, redistribui a já existente, o crescimento econômico cai a zero, e fica assim até a pobreza começar a subir. Nesse ponto, abandona-se a social-democracia e reinicia-se o ciclo de liberalismo.

    Se você for olhar bem, é mais ou menos isso o que ocorre na Europa e nos EUA. Períodos de mais redistributivismo são seguidos por períodos de mais liberalismo. É opção do eleitorado, que não necessariamente entende muito de economia.

    Já nós brasileiros nem sequer deveríamos nos dar a esse luxo social-democratas, pois não somos nem ricos e nem produtivos para isso. No entanto, queremos insistir só nela.

    Entendeu agora a encrenca com a democracia e por que este site a critica tanto?

    P.S.: este artigo sobre a Suécia mostra que, desde que adotaram a social-democracia, não houve a criação de um único emprego (em termos líquidos) no setor privado.
  • anônima das sextas   11/10/2016 02:40
    Normalmente não tiro as segundas para comentar textos, mas logo que vi o título, tive de registrar minha alegria em encontrar um texto que só confirma o que venho falando para os meus.
    E quando vi o autor... Leandro "Rocks", seus textos e comments são, para mim, as referências mais confiáveis de economia atual que eu tenho! Um texto seu vale por 10 artigos de economistas de cabeça branca que pregam a volta do expansionismo. Confesso que só li um pouquinho do texto, mas parabéns pela escolha feliz!
  • O Curioso  11/10/2016 02:50
    Olá leandro sei que essa não é o local certo para tal pergunta, mas não conheço nenhum local em que se possa tirar essas duvidas, gostaria que me deixasse mais claro tal afirmação de Rothbard

    "Um grande cartel não pode calcular e, por essa razão, não pode ser instituído no livre-mercado. Isso se aplica quanto mais ao socialismo, onde o estado impõe o monopólio total pela força, e onde as ineficiências das ações estatais singulares são multiplicadas mil vezes."

    Poderia me explicar de forma mais simples porque não teria como haver um monopólio no livre mercado?
  • Intruso  11/10/2016 03:30
    Se apenas uma empresa (uma megacorporação) dominasse todos os mercados, seria impossível ela fazer cálculo de preços e, consequentemente, cálculo de lucros e prejuízos. Na prática, ela seria como um estado que é dono de todos os meios de produção em uma economia socialista.

    O argumento é o mesmo de de Mises sobre a impossibilidade prática do socialismo.

    Em ambos os arranjos, os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) pertencem ou ao estado (no socialismo) ou à megacorporação (no segundo arranjo). Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado ou a uma megacorporação, então não há um genuíno mercado para esses meios de produção. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos. Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços. E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada ou monopolizada por uma única empresa é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

    Ou seja, tanto o estado sob o socialismo quanto esse arranjo de uma megacorporação que controla todos os mercados não dispõem daquela indispensável ferramenta que só existe em uma economia de mercado, e a qual empreendedores utilizam para fazer cálculos e estimativas: existência de preços livremente definidos no mercado.

    Consequentemente, ambos seriam inevitavelmente ineficientes.
  • Cristhian  11/10/2016 11:21
    Mega corporações só se formam com ajuda e subsídios do estado socialista, logo não se pode considerar a existência delas no livre mercado onde existe competição sem o estado ajudar uma ou outra empresa. Logo seu pensamento considerou somente a equivalência de dois modelos iguais socialistas para desmerecer algo que não é socialista, quase enganou, tente novamente!
  • Aluno Austríaco  11/10/2016 02:53
    Sonegar impostos pagos a bandidos é crime ?

    Roubar ladrão é crime ?
  • Henrique Zucatelli  11/10/2016 11:18
    A questão crime se resume a Lei imposta pelo Estado. Se ele diz que é crime, vai fazer de tudo para perseguir e punir quem estiver em contraponto com a ordem do dia.

    Não obstante é um erro difundir a ideia de que porque o Estado legisla como crime que é correto ou moral. Sob a ótica libertária, qualquer recurso subtraído compulsoriamente é um ato de violência, logo qualquer imposto per se é um crime em primeiro lugar.

    Aliás essa propaganda falaciosa que coloca o pagador de impostos como contribuinte é uma das maiores hipocrisias já criadas na humanidade. Contribuir no sentido literal é um ato voluntário de doação. Porém na prática é exatamente o contrário: você paga ou tem seus bens confiscados e/ou vai para a cadeia.

    Em suma, somos reféns do Estado e de seus burocratas.

  • João Pedro  11/10/2016 04:22
    A relação dívida/pib do japão não é maior que 200%? Alguém pode me explicar porque a dívida do Brasil a 70% representa um perigo? Comecei a acompanhar o site faz pouco tempo e não entendo esse ponto muito bem.
  • Falcao  11/10/2016 12:03
    Simples e respondido pelo Leandro: pq os investidores preferem bancar o Japão do que o Brasil. Se você tem gente que quer pagar a sua conta, você pode fazer dívidas e os juros dessa dívida (o prêmio que os investidores cobram por te emprestar dinheiro) são menores. Esse não é o caso do Brasil, mas é o caso do Japão.

    Isso já seria o suficiente. Mas há muitos outros fatores que contribuem. Talvez o mais importante deles seja o estoque de poupança do Japão (que é um indicador de capacidade de investimento - e a capacidade de investimento é o que define o crescimento da economia) que é um dos maiores do mundo, ao passo que o do Brasil é um dos menores do mundo.
  • Leandro  11/10/2016 12:04
    Porque a população japonesa é rica e produtiva (o que significa que ela pode ser muito tributada para garantir o serviço da dívida do governo japonês), seu governo é confiável (chance nula de um japonês dar calote), e a moeda é forte (o que significa que não há grandes chances de você perder dinheiro com desvalorizações cambiais ao emprestar para o governo japonês).

    E seu déficit, como mostrado no artigo, é menor que o brasileiro.

    Todo o resto do mundo está disposto a financiá-lo.

    Já o governo brasileiro tem um déficit de 10% do PIB (ou seja, o governo tem de pegar emprestado 10% do PIB), a população é mais pobre (o que aumenta o risco de calote, pois não há produtividade suficiente para ser constantemente tributada), e não é todo o mundo que está disposto a nos financiar, pois nosso governo, após uma história de seguidos calotes, não usufrui muita credibilidade lá fora.
  • anônimo  11/10/2016 13:25
    Leandro,

    O que tu achas do argumento do Gustavo Franco de que não se deve analisar friamente a relação dívida/PIB pois os países desenvolvidos como os EUA possuem '' estimativas pra a riqueza equivalentes a quatro vezes o PIB'', assim, a dívida americana equivale a ''apenas'' 1/4 de sua riqueza, ao passo que em países subdesenvolvidos como o Brasil, esta estimativa cai para 1 PIB e, portanto, a nossa dívida equivale a 3/4 da nossa riqueza.

    O que achas desse argumento, sobretudo as estimativas de riqueza(que são do Thomas Piketty rsrs)
  • Juliana  11/10/2016 22:50
    Boa pergunta, anônimo. Mas seria melhor ter começado pela questão mais elementar: "Qual é o indicador, ou o cálculo, para riqueza/capital de um país?". E isso se é que eles existem. Apenas muito raramente aparece alguém falando da riqueza (e em relação ao endividamento) de um país apresentando dados. Um dos únicos que eu vi foi justamente esse mesmo argumento do Gustavo Franco, mas era a respeito da Grécia.

    Já o outro foi o do José Luís Oreiro, que usa uma variável diferente para mensurar esse "peso do endividamento público": a relação dívida bruta/riqueza nacional líquida. É uma referência diferente para mostrar o quanto o endividamento brasileiro está alto para os padrões internacionais, principalmente quando comparado a países ricos. Mas é mais interessante porque mostra exatamente quanto do capital privado está sendo consumido pelo endividamento do governo. Pelo menos 25,2% da riqueza nacional do Brasil está alocada em títulos da dívida pública, enquanto no Reino Unido este número é de 17,64% e na França é de 15,93%. São dados do ano passado, mas acho que ainda estão valendo.


    E Leandro, não é nada fora da normalidade, mas gostei muito do seu artigo. E digo que vai ser difícil você encontrar um leitor deste site que não seja fã fervoroso do seu trabalho. Poderia ser um tanto patético eu escrever uma coisa dessas. A imagem de pessoas aos gritos histéricos e tietando pode não parecer muito lisonjeira para pessoas inteligente e centradas. Mas excepcionalmente neste caso você tem motivos para se animar. Veja que, por exemplo, no meu ranking você está em 4º lugar, logo atrás de Robert de Niro (3º colocado), Charles Aznavour (2º lugar) e Paul McCartney (1º lugar). E você ainda está na frente de Richard Branson (5º lugar), Zinédine Zidane (6º lugar) e Sean Conery (7º lugar). Este é a lista de pessoas que, caso visse em minha frente, eu não me preocuparia em controlar meus instintos primitivos e irracionais de tiete. Estar em uma lista com estas pessoas não pode ser uma coisa ruim. E olha que a minha seleção deve ser a piorzinha de todas. Pena que ninguém mais vai ter coragem de compartilhar o seu ranking pessoal. Mesmo assim, acho que dá para você sentir-se honrosamente enaltecido por todos.

    Abraços!
  • Leandro  13/10/2016 00:26
    De Niro em 3º e Connery em 7º? Isso tá muito errado. Connery tinha de estar lá em cima, e De Niro nem sequer deveria estar na lista (qual desempenho memorável ele teve desde 2000?). Troque-o por Al Pacino. E acrescente Eastwood e Mel Gibson na lista.

    Muitíssimo honrado por suas obviamente exageradas (e um tanto galhofeiras) palavras, prezada Juliana. Esse profícuo elogio me fez ganhar o ano. Muito obrigado.

    Grande abraço!
  • Juliana  13/10/2016 22:10
    Ai, desculpe-me. Deve ter sido a véspera do Dia das Crianças: meu lado infantil resolveu aparecer e pregar essa peça em mim. De volta à normalidade, com absoluta convicção eu colocaria o Connery entre os três primeiros. Al Pacino certamente entraria na lista. E como é que faltou o Eastwood? E vou avaliar novamente o Mel Gibson. E o De Niro é para preencher a cota para 'populares'. Às vezes, acho que gosto do Matt Damon só porque o povo gosta muito dele.

    Mas este assunto é muito sério para ser discutido aqui. Deixe que uma ONU, ou algum fórum mundial defina melhor estas coisas. Para o bem da humanidade. E a pergunta, sobre riqueza você não respondeu. Vou reformulá-la: se você fosse mainstream, que fontes ou que dados você utilizaria caso precisasse apontar os números da riqueza de um ou mais países? De repente, até o Piketty é uma fonte aproveitável.

  • amauri  11/10/2016 12:22
    Bom dia Leandro.
    Não sei se nos comentários foi citado a PEC 241.
    O que voce acha dela?
  • Leandro  11/10/2016 12:59
    A ideia de limitar o crescimento anual das despesas do governo ao IPCA do ano anterior, embora longe do ideal, já representaria um grande avanço em relação à verdadeira esbórnia que impera hoje, em que os gastos do governo aumentam sem qualquer critério.

    De 2006 a 2015, o gasto não-financeiro do governo (com pessoal, custeio, programas sociais e investimentos) cresceu 93% acima da inflação e chegou a R$ 1,16 trilhão — com a regra defendida pela atual equipe econômica, o atual volume dos gastos do governo estaria em "apenas" R$ 600 bilhões.

    Mais ainda: em 15 anos, os gastos do governo só não cresceram acima da inflação uma única vez.

    A atual medida é boa, porém, ainda é insuficiente. Pode-se fazer muito mais. Em vez de apenas limitar o crescimento dos gastos, por que não cortar diretamente os gastos?
    Isso sim faria uma verdadeira redistribuição de renda. E da maneira certa.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2530
  • Rhyan  11/10/2016 15:05
    Leandro, usar o IPCA como base do controle de gastos é uma boa ideia ou há um índice melhor para usar, como o crescimento do PIB, sei lá?

    Acho que o mais importante, de qualquer forma, seria ter superavit nominal sempre.

    Obrigado, abraço!
  • Leandro  11/10/2016 16:25
    O IPCA ao menos tem a vantagem de fazer com que o crescimento real seja nulo. E, se este ao menos fosse mantido no centro da meta (4,50%), o crescimento nominal seria bastante baixo (o que já é um enorme avanço).

    Já em relação ao PIB a coisa seria bem mais errática: em um ano cresceria 7,50%; no ano seguinte cresceria 1%; depois, contrairia 4% (o que, obviamente, não iria ocorrer).

    Outra opção seria copiar o modelo suíço, extremamente exitoso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2474
  • Marcos Antonio Ferreira  14/10/2016 20:07
    Então... mas onde está a discussão sobre a diminuição de ministérios... extinção dos privilégios de deputados, juizes, promotores, etc... etc... etc... e ainda, diminuição dos cargos comissionados nos três poderes... nas três esferas governamentais...
    Parece que está ofuscada para ser esquecida...
  • O MESMO de SEMPRE  11/10/2016 13:29
    A CATÁSTROFE que UM DIA VIRÁ se dará por um fato que vocês estão esquecendo:

    - Os governos estão gastando EM CONSUMO toda a poupança disponível há décadas, mais de século, pode-se dizer. Sendo que há décadas isso tem sido feito safadamente sob estranho entendimento de que dinheiro é algo de valor.

    - Quanto mais os governos consomem, via empréstimos, os lucros das empresas e investidores, menor é a geração de de lucros. Uma analogia com a teoria deThomas Malthus, apenas para demonstrar a diferença entre crescimentos de parâmetros:

    O consumo do Estado cresce GEOMÉTRICAMENTE enquanto a geração de lucros cresce ARITMETICAMENTE.

    Vai chegar o momento em que não será possível gerar lucros capazes de servir para emprestar aos governos. Então a inflação de preços terá que se estabelecer para empobrecer os produtores privados em benefício dos consumidores estatais. Ocorre que a carga de impostos já não permite isso e a produção terá que ser ainda mais reduzida a fim de gerar lucro real (entre produtores) a fim de compensar os consumidores estatais. Isso é o CACHORRO CORRENDO ATRAS do RABO, pois que os recebedores de impostos (consumidores estatais) não aceitarão isso e mais inflação e redução de produção. Não havendo emprestadores os governos se financiarão emitindo moeda para si mesmos, sem intermediários.

    Sim, haverá o caos e conflitos nesta REAL e EFETIVA GERRA do ESTADO CONTRA a SOCIEDADE CIVIL.

    Esta é a verdadeira LUTA de "CLASSES" : As CLASSES ESTATAIS X INICIATIVA PRIVADA.

    Haverá um momento onde não haverá mais possibilidade de financiar o Estado através dos lucros privados (uma analogia com a Lei de Malthus). É aí que a "porca vai torcer o rabo".

  • Erick  11/10/2016 15:06
    Ficou claro que já era! A conta chegou, o arranjo é insustentável! Mas e agora? O que vem depois?
    Você comentou que haverá um calote sobre pensionistas e aposentados mas quais as consequencias disso?
  • Leandro  11/10/2016 16:15
    As consequências óbvias: essas pessoas, e todos os seus dependentes que contavam com as pensões, irão se estrepar. Negócios e comércios que têm tais pessoas como clientes também perderão receitas. Eventuais empréstimos pendentes serão caloteados. Dívidas, aluguéis, contas de luz, de internet e de celular também serão caloteadas.

    Faça as contas.

    Isso, aliás, está acontecendo neste exato momento no estado do Rio de Janeiro

    g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/10/rj-pede-que-deputados-reconhecam-estado-de-calamidade-publica.html

    O governo estadual pediu à Assembleia Legislativa que suspenda todos os prazos estipulados para o pagamento de pessoal (ou seja, agora o governo vai pagar salários, pensões e aposentadorias apenas quando der, sem qualquer prazo) e que libere o governo para descumprir a LRF.

    Os credores do estado, no entanto, não serão atingidos. Claro, se estes também fossem, o estado do RJ fecharia amanhã.
  • Breaking Bad  12/10/2016 23:27
    Uma das coisas que sempre me intrigou foi o fato de o bananistão não ter quebrado de vez, mas sem querer ser pretensioso, tenho uma teoria. No caldeirão econômico do capeta, onde se misturam doses maciças de keynesianismo, acrescido de porções de capitalismo de estado e demagogia do bem estar social, eis que surge aquela variável imponderável: a irracionalidade do ser humano. É o tipo de irracionalidade que leva o torcedor (caso real de um motoboy!) do "curíntia" a vender a moto, pegar mais um empréstimo e viajar para Tóquio para assistir o "coringão" jogar a final mundial, é o tipo de irracionalidade que leva a diarista, em vez de consertar a geladeira quebrada, comprar um iphone em 24 prestações para sua filha "creudilêuza" (nome fictício, história real) poder ostentar no CIEP, é o tipo de irracionalidade que leva um ajudante de pedreiro a gastar tudo o que ganha em bebida e vejam, são só alguns poucos exemplos, pois tem muito mais. Diante disso, há "empresários" bem "ixpertalhões", que sobrevivem nesse nicho de irracionalidade mediante acordos espúrios com o estado no sentido de: regular em excesso a atividade e impedir a entrada de concorrentes, não se importando com a contrapartida do aumento de impostos, que serão, obviamente, diluídos nos já caros e péssimos produtos/serviços por eles ofertados. Eu creio que é nesse nível de malandragem marginal da economia que os keynesianos operam, tendo como limite inferior de tolerância a situação de retorno aos séculos XVII ou XVIII, onde a preocupação sobre ter ou não o que comer no dia-a-dia era um imperativo para a maioria da população, não havendo "restaurantes populares" ou disponibilidade de sobras em lanchonetes. Em qualquer média ou grande cidade brasileira, mendigo não morre de fome, é só parar, no final do expediente, junto a qualquer bar ou lanchonete, que certamente lhe será oferecido alguma sobra do dia. Quando a FOME mesmo vier para valer, quem sabe o sistema quebra de vez, mas mesmo assim ainda tenho as minhas dúvidas, já que na Coreia do Norte, há tempos as legiões de famélicos nas regiões rurais, marginalizados pelo regime, já praticam o canibalismo, tudo isso sob o mais obsequioso silêncio da imprensa bundalelê.
  • Guilherme Menezes  11/10/2016 16:19
    Podem vir várias coisas, mas mais provavelmente o estado vai ter que retroceder um pouco ou pelo menos diminuir a velocidade de expansão (pelo menos até o próximo boom econômico expansionista) até que a arrecadação volte a subir. Isso vai acontecer até que finalmente a coisa se torne tão insustentável que quebre sob o próprio peso.
  • Andre  14/10/2016 02:34
    O Japão espera o próximo boom econômico expansionista há 2 décadas!
  • Guilherme Menezes  14/10/2016 03:54
    Ainda bem pra eles.
  • marcela  11/10/2016 20:38
    Bom,pelo menos com a aprovação do teto e a reforma da previdência,é pouco provável que cheguemos à situação da Venezuela.Agora é torcer para que os investidores voltem a gerar emprego e renda para o nosso povo.Quanto à social-democracia,claramente é inviável para países subdesenvolvidos,e impede um progresso ainda maior de países ricos.Caso os países nórdicos fossem estados mínimos,seriam ainda mais ricos.Em relação à previdência do Brasil,o problema não é exatamente os valores do reajuste que são atrelados ao mínimo,mas sim impor uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres.É absurdo o Brasil não ter idade mínima para se aposentar.
  • Breaking Bad  13/10/2016 01:25
    O problema não é a idade mínima, o problema maior é o sistema previdenciário em regime de REPARTIÇÃO: 10 mancebos na ativa trabalham e sustentam 5 aposentados. Entre os 10 que pagam e os 5 que recebem, quem é o intermediário? Ganhou uma mariola quem respondeu "O Estado". Daí, no trajeto que o dinheiro faz nas mãos do "estado", até pagar o aposentado, uma fatia vai pro renan, outra pro PMDB, outra para o PT e seus satélites, outra vai para o PSDB e seus aliados fabianos, outra fatia vai para magistrados, outra para comissionados, outra fatia vai para emendas de deputados e assim, de fatia em fatia, a previdência fica deficitária. Mas, como diz o o garoto propaganda da POLISHOP, " e não não é só, ainda tem mais..." a discussão acaba sendo maquiavelicamente para dois times somente: vasco e flamengo, isto é:
    - O governo fabiano empurra a tese de que é preciso mexer na idade mínima e blá-blá-blá... e tem gente que CAI NESSA!
    - Os socialistas mais radicais e alguns pseudoesclarecidos alegam que o problema se resolve com o combate à corrupção e ao desvio... e tem gente que CAI NESSA TAMBÉM!
    Já o liberal/libertário entende que NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, que o regime previdenciário à prova de crises é o de CAPITALIZAÇÃO: a contribuição de cada um vai para uma conta INDIVIDUALIZADA para fins de acompanhamento e auditoria por parte do contribuinte. Não tem idade mínima: se o sujeito começou a trabalhar aos 15 anos e decidiu poupar METADE do que ganha para se aposentar aos 35, ele fará os cálculos e terá de lidar com o quanto ele terá disponível em função de sua expectativa de vida. Contribui quem quiser, mas só será remunerado com proventos de inatividade quem porventura tenha contribuído. Aí, surge aquela voz socialistazinha morena boazinha lá no fundo da sala: "Mas breaking, e quem não puder contribuir, fica sem aposentadoria?" Eu respondo com as seguintes palavras de confoda-se: "Lamento. Não trabalhou, não ganhou, logo não aposentou, se trabalhou, ganhou, se ganhou, pôde contribuir, se não contribuiu, não é moral tirar à força mesmo de quem tenha mais. Agora, se alguém numa cobertura da Zona Sul do Rio ou no Morumbi, tomando champanhe, degustando caviar, fumando maconha, cheirando cocaína, ouvindo Chico Buarque como música de fundo e discutindo como melhorar a vida dos "póbri" usando dinheiro alheio, mormente, impostos, pode ficar à vontade para, DO PRÓPRIO BOLSO, pagar aposentadoria para quem bem desejar, só não posso aceitar que venha pegar do meu dinheiro e contra a minha vontade."
  • Andre  13/10/2016 03:07
    Bad, no Chile do sistema de aposentadoria capitalizada, povo lá desconta 10% do salário e quer se aposentar aos 55 anos com 1000 dólares, é mole? Como obviamente não estão conseguindo estão indo lá chorar pro estado acabar com isso e lhes dar uma aposentadoria "digna" paga pelo restante da sociedade.

  • Breaking Bad  13/10/2016 17:44
    Problema da aposentadoria capitalizada do Chile é o mesmo paradoxo PSOL: Socialismo e Liberdade. Eles querem se aposentar aos 55 (não importa a idade, importa o tempo de contribuição e o montante do qual vai se dispor para calcular os proventos de inatividade, em fução da expectativa de vida) mas também querem uma "tetinha" do governo complementando os proventos, o que perverte totalmente o princípio de um regime de capitalização. Mas é sempre assim, os economistas "jênios" desses países pegam uma ideia que, embora austera, funciona, mas adicionam algum tempero socialista/keynesiano ou demagógico. É só olhar a pretensa tentativa de um "Currency Board" na Argentina, onde o governo ainda manteve a tentativa de "controle" keynesiano da moeda, resultando no fracasso conhecido por todos aqui do IMB.
  • Breaking Bad  13/10/2016 01:37
    Obviamente, mesmo que a Arábia Saudita com todos os seus petrodólares, decidisse, num surto de insanidade, sanear a previdência daqui do corrupstão, impondo somente uma condição:
    - Daqui para frente o regime passa a ser o de CAPITALIZAÇÃO, voluntário, aberto ao setor privado, podendo o governo concorrer sem qualquer privilégio.

    Ainda assim, JAMAIS, NUNCA mesmo os nossos agentes públicos abririam mão desse montante espetacular de dinheiro extorquido na marra, sob disfarce de "contribuição previdenciária oficial", porque é com essa grana, passando de mão em mão por maganos do estado é que dá distribuir pixulecos para todos. Lembrem-se, o Estado é o inimigo!
  • Ricardo Bordin  11/10/2016 22:55
    Cheguei ao ponto de desenhar para quem não entende a importância do Estado brasileiro frear seus gastos:

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/10/10/ta-louco-primo-ao-contrario-nunca-estive-tao-lucido/
  • Ricardo Agea  12/10/2016 11:48
    Qual o impacto do difict tributário? O que se sonega e o que o governo tem a receber! Gostaria de saber o impacto disso na economia? Obrigado!
  • Sonegador  13/10/2016 03:15
    Não há como incluir valores sonegados em nenhuma previsão de custos do governo, isto é para iludir os bobos. Várias operações comerciais só são possíveis graças a sonegação, se uma brecha é fechada, não se arrecada nada a mais, pois tal operação comercial morre e nenhum valor poderá ser tributado.

    Os cálculos que o governo faz de como a vida seria melhor sem sonegação são equivalentes a um pobre assalariado com salário mínimo ficasse imaginando uma vida melhor se o administrativo de sua empresa errasse para muito mais o depósito de seu ordenado.

  • Frederic  13/10/2016 00:01
    Ótimo artigo.
    Apenas coloco um contra ponto na questão de que todo eleitor brasileiro escolheu esse tipo de arranjo. Errado. Quem quiser outra direção simplesmente não avista.
    Nos é oferecido apenas o mais do mesmo.
    Não temos escolhas dentre dezenas de partidos pró bem estar social. Até mesmos aqueles que se rotule centro-direita, são maquiados de azul, mas na essencia são vermelhinhos.
    Óbvio, temos também uma cultura estatal enraisada no brasileiro desde a formação escolar.
    Estou pessimista.
  • Andre  13/10/2016 03:23
    Compartilho de seu pessimismo, a fé inabalável que o brasileiro médio tem no estado está nos custando muito caro, na minha humilde opinião este atual governo vai colocar de fato algumas medidas para melhorar o quadro fiscal do governo e aliviar o setor privado, medidas estas insuficientes para aliviar o desemprego de 12% e até mais no futuro próximo, causando uma pressão por medidas populistas como baixar juros na marra, crédito para amigos de rei e bolsas.
    Haverá outra crise pouco depois desta atual, essa sim devastadora, com direito a calote da dívida e inflação de 2 dígitos, e as saídas serão como Roberto Campos profetizou, Cumbica, Galeão ou liberalismo.
  • jose  13/10/2016 00:27
    Muitos artigos atualmente rolando sobre o déficit da previdência, falando que não existe déficit, pelo contrário, há dinheiro de sobra, que o problema é que usam o dinheiro da previdência para outros fins, que não é a aposentadoria. Mas pelo que sei, a previdência brasileira é de partição, ou seja uma geração paga pela outra, e nos nossos cálculos deveria ser pelo menos 5 trabalhando para 1 receber.
    Abraços.
  • Realista  13/10/2016 01:13
    Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo, o déficit da previdência é forjado.

    www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

    Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

    Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

    "O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

    Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

    Mas aí ela complementa:

    "Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

    Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

    Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

    A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

    Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

    De resto, você está correto: o problema é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

    Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.
  • jose  13/10/2016 13:02
    ótimo esclarecimento, era isso mesmo.
    abraços!
  • Rafael  13/10/2016 03:39
    Apenas para reflexão...

    Já gostei muito das idéias liberais e ANCAPs. Mas daí minha mulher engravidou e percebi que produtividade não é a coisa mais importante da minha vida. Todo mundo aqui tem respostas prontas tiradas de manuais. Mas não existe manual para a subjetividade humana. Como explicar para seu filho que você não vai à formatura dele pois tem uma reunião importante. Deixei de ir em todos os aniversários do meu sobrinho de 9 anos por uma mistura de preguiça e ocupação com o trabalho. Talvez a maioria dos que comentam aqui são vão sentir na pele o que estou escreveno só daqui a uns 10 ou 15 anos, pois acredito que a maioria não passa dos 20 anos.
  • Tulio  13/10/2016 12:15
    Prezado Rafael, você poderia fazer a gentileza de esclarecer sobre exatamente o que você está falando?
  • Guilherme  13/10/2016 12:18
    Ora, é muito claro sobre o que ele está falando. Ele próprio confessou que era preguiçoso até mesmo para ir aos aniversários do sobrinho. Aí, agora que ele próprio teve filho, quer que os outros pagadores de impostos banquem seu período de ócio.

    O curioso é que o esperto ignora que, para ele ter seu tempo de ócio bancado pelos trabalhadores, esses trabalhadores é que agora terão de trabalhar mais para bancar o ócio do Rafael.

    Perfeito exemplo de egocentrismo.

    Ah, sim: segundo o Rafael, você expor essa realidade para ele, desta forma, é dar uma "resposta de manual". E quem o faz "não tem mais do que 20 anos de idade".

    O curioso é que esse pensamento de que são os outros que têm de nos bancar é inerentemente adolescente. O adultão Rafael, que já tá com um filho nas costas, quer agora que a sociedade banque seu ócio. E ele diz que se opor a isso é coisa de adolescente que tem resposta de manual.

    Entenderam o Brasil?
  • Trader Carioca  13/10/2016 13:40
    Rafael ,

    Você se diz simpático às idéias libertárias/Ancaps, e depois vem com esse discurso de que "percebi que produtividade não é a coisa mais importante da minha vida". Ora, uma parte importante do ideal libertário/Ancap é justamente que os indivíduos decidam como querem viver suas vidas!

    Você quer trabalhar menos e ter mais tempo com seu filho? Justo, você está dentro do seu direito de decidir o que é melhor para você. Procure um emprego que se adeque a estas condições e seja feliz. É uma decisão justa e honesta. Mas não tem cabimento essa sua conversa sobre seu sobrinho e filho. Se você deixou de ir nos aniversários do seu sobrinho por mistura de preguiça e ocupação com trabalho, é uma responsabilidade exclusivamente sua, que valorizou mais seu trabalho e sua preguiça do que a satisfação do seu sobrinho pela sua presença. Não coloque a culpa no "sistema" e nem fique como vítima.

    "Como explicar para seu filho que você não vai à formatura dele pois tem uma reunião importante?". Sua decisão/ação importa muito mais do que seu discurso. Se você vai na reunião, é porque prioriza seu trabalho. Você pode até dizer que seu trabalho é importante para que você dê o padrão de vida que seu filho tem hoje. Mas isso mostra que você considera mais importante o estilo de vida que você oferece ao seu filho hoje ao invés de outro estilo de vida.

    Libertarianismo não é sobre "produzir mais". É sobre liberdade de decidir sobre sua vida, respeitando a vida e a propriedade de outros. Isso inclui liberdade de decidir como criar seu filho. Produzir mais é uma consequência da liberdade de investir, empreender e criar.
  • Rafael  14/10/2016 01:56
    "
    Ora, é muito claro sobre o que ele está falando. Ele próprio confessou que era preguiçoso até mesmo para ir aos aniversários do sobrinho. Aí, agora que ele próprio teve filho, quer que os outros pagadores de impostos banquem seu período de ócio.
    "
    R: Sim, trabalho e preguiça. Morava a 700Km da minha cidade de origem. São umas 12h de ônibus.

    "O curioso é que o esperto ignora que, para ele ter seu tempo de ócio bancado pelos trabalhadores, esses trabalhadores é que agora terão de trabalhar mais para bancar o ócio do Rafael.
    "
    R: Ócio??Eram finais de semana.

    "
    Perfeito exemplo de egocentrismo.
    "
    R: Não merece resposta.

    "
    Ah, sim: segundo o Rafael, você expor essa realidade para ele, desta forma, é dar uma "resposta de manual". E quem o faz "não tem mais do que 20 anos de idade".
    "
    R: Não disse isso. Disse apenas para tentarem raciocinar, enão darem respostas de manual. Não quero te desejar mal, mas imagine seu filho deprimido por que trabalha 40hrs semanais e o patrão quer q ele trabalhe 50h. Reflita, use seu coração...você é novo e agressivo. Aposto que nunca conviveu com a pobreza.

    "
    O curioso é que esse pensamento de que são os outros que têm de nos bancar é inerentemente adolescente. O adultão Rafael, que já tá com um filho nas costas, quer agora que a sociedade banque seu ócio. E ele diz que se opor a isso é coisa de adolescente que tem resposta de manual.
    "
    R: Jesus amado...eu disse isso? Nem parece resposta de ser humano, parece resposta de BOT ANCAP. Anda vendo muito "ideias raicais"?

    "
    Entenderam o Brasil?
    "
    R: Trabalho 40hrs semanais em meu serviço. Trabalho em casa nos finais de semana. As vezes me deixo levar pela preguiça e não faço nada aos finais de semana.

    Esse site é muito bom e o públco é jovem.
  • Tales  14/10/2016 19:27
    Tom da resposta a parte, o rapaz que te respondeu está certo. Logo percebe-se que você de fato nunca foi um entusiasta das ideias libertárias, ou pelo menos nunca as entendeu direito. Leia a resposta do Trader Carioca, e dedique um pouco do seu tempo neste site para melhor entender as ideias que este defende.
    Ah, e de início, comece não transferindo a responsabilidade pelas suas decisões passadas, presentes ou futuras a terceiros. A liberdade caminha junto com a responsabilização pelos próprios atos.
  • Rafael  15/10/2016 18:12
    Joguei a responsabilidade dos meus atos a terceiros? Se eu digo: "Não fui a algum lugar pois meu patrão marcou reunião", não significa que disse que a culpa é do meu patrão. Faz parte da vida ter reuniões aos sábados e domingos. Só deixei o texto para reflexão. Sempre me responsabilizei pelos meus atos...sempre. Moro longe de casa desde os 17 anos...hj tenho 34. As idéias ANCAPs são bonitas, mas utópicas.

    " A liberdade caminha junto com a responsabilização pelos próprios atos. " Isso é uma frase muito bonita. Reflita sobre ela se sua filha cheirar uma carreira de cocaína por dia. É engraçado que os ANCAPs botam a culpa de tudo no estado...sejam responsáveis pelos seus próprios atos!

    No comunismo todos são iguais, todos vivem numa sociedade linda e igualitária, onde ninguém é melhor nem pior que ninguém...No ANCAP todos são livres e tudo é propriedade privada de alguém. Lá você pode empreender livremente sem a presença do estado malvado. Nenhum FDP vai se unir a outro FDP para formais cartéis, pois cartéis são todos oriundos do estado. Acho que até o cartel de cáli deve ter sido criado pelo governo da Colombia. Que lindo é o ANCAP.
  • Rafael  14/10/2016 02:18
    "
    Você se diz simpático às idéias libertárias/Ancaps, e depois vem com esse discurso de que "percebi que produtividade não é a coisa mais importante da minha vida". Ora, uma parte importante do ideal libertário/Ancap é justamente que os indivíduos decidam como querem viver suas vidas!
    "
    R: Um exemplo: Você fica sabendo que sua filha usa crack. Você, como ancap, pensa:"Os indivíduos que decidam como querem viver suas vidas"?

    "
    Você quer trabalhar menos e ter mais tempo com seu filho? Justo, você está dentro do seu direito de decidir o que é melhor para você. Procure um emprego que se adeque a estas condições e seja feliz. É uma decisão justa e honesta. Mas não tem cabimento essa sua conversa sobre seu sobrinho e filho. Se você deixou de ir nos aniversários do seu sobrinho por mistura de preguiça e ocupação com trabalho, é uma responsabilidade exclusivamente sua, que valorizou mais seu trabalho e sua preguiça do que a satisfação do seu sobrinho pela sua presença. Não coloque a culpa no "sistema" e nem fique como vítima.
    "
    R: Concordo. Você já passou por situação parecida? Ter q trampar final de semana pra entregar projeto? Teve que escolher entre trabalho/sustento e bem estar com familiares?

    "Como explicar para seu filho que você não vai à formatura dele pois tem uma reunião importante?". Sua decisão/ação importa muito mais do que seu discurso. Se você vai na reunião, é porque prioriza seu trabalho. Você pode até dizer que seu trabalho é importante para que você dê o padrão de vida que seu filho tem hoje. Mas isso mostra que você considera mais importante o estilo de vida que você oferece ao seu filho hoje ao invés de outro estilo de vida.
    R: Concordo.

    "
    Libertarianismo não é sobre "produzir mais". É sobre liberdade de decidir sobre sua vida, respeitando a vida e a propriedade de outros. Isso inclui liberdade de decidir como criar seu filho. Produzir mais é uma consequência da liberdade de investir, empreender e criar.
    "
    R: Bonito né? O ideal ancap é bonito, igual comunismo, onde todos trabalham em prol da comunidade para todos serem felizes.

    Obrigado pelas respostas.
  • Angelita  13/10/2016 17:40
    Boa Tarde

    Descobri este site por acaso, em pesquisa sobre "neoliberalismo".
    Devo dizer que fiquei encantada com o site, pois, percebi que posso aprender muito com ele.
    Sobre a proposta do Site, sou ainda um embrião.
    Mas quero aprender mais e mais.

    Em particular este artigo foi Hiper esclarecedor, Agradeço !
  • Andre  14/10/2016 03:06
    Seja bem vinda!
  • Tales  14/10/2016 19:39
    Bem vinda e boa sorte na tarefa de definir este termo. Só torço para que não precise defini-lo em alguma prova ou teste de instituições de ensino.
    Se estiver em busca de conhecimento sobre o assunto, procure por Hayek neste site.
    Se for para fins acadêmicos, bom, o wikipedia deve lhe garantir uma nota 10 com louvor.
  • Paulo  14/10/2016 14:30
    A pergunta tostines para toda a vez que algum left falar no welfare nórdico:

    Eles ficaram ricos por gastarem muito com o social
    OU
    passaram a gastar muito com o social porque ficaram ricos?

    Outro excelente texto de Leandro Roque.
  • Rogerio Faria  15/10/2016 19:58
    Por isso, eu gosto do "modus operandi" econômico-social dos EUA.
    Os governos "cagam e andam" para o social, desviando os recursos dos contribuintes para a indústria armamentista e seus "fronts" militares nos lugares mais inóspitos do planeta.
    É essa liberdade econômica que o Tio San quer exportar para o mundo.
    "Tô fora".
  • Sam  15/10/2016 20:27
    Você está sobejamente mal informado. Os gastos sociais nos EUA são maiores que os de todos os outros países da OECD, exceto França.
  • Pena do tio sam  15/10/2016 22:15
    Nosso amigo Sam acima tem um ótimo ponto. As políticas assistencialistas americanas são imensas, e muitos americanos de fato não trabalham para não perderem a mamata estatal (e convenientemente dizem que os empregadores tem "preconceito" em contratá-los). De fato em algumas situações a ajuda estatal é MAIOR do que o valor disposto a ser pago pelo empreendedor ao trabalho.

    O que não ocasionou um colapso no sistema é ironicamente a quantidade de imigrantes ilegais no país (que evidentemente não tem direito à mamata que apenas os americanos têm). Ou seja, o sistema funciona porque a parte mais produtiva da sociedade (e consequentemente mais bem remunerado) junto com os imigrantes ilegais (que fazem os trabalhos de menor remuneração) fazem a economia girar e ser rica o suficiente para pagar uma montanha de sustentados pelo estado. E o que fazem os sustentados pelo estado? Ora, eles querem MAIS auxílio e votam em políticos que prometem tais coisas (como políticos de um certo partido democrata). Não sei por quanto tempo a antiga terra da liberdade irá aguentar isso.
  • RegularGuy  17/10/2016 18:50
    Excelente artigo.
    Só uma dica: recomendo uma revisão da confusão feita entre os verbos "prover" (providenciar) e "provir" (originar-se de). Detectei duas passagens em que o redator usou uma conjugação do segundo verbo quando, claramente, quis usar o primeiro.
    1)"[...] um estado de bem-estar social no qual o governo ***provém*** a todos...". Certamente o estado "provê" a todos, e não "provém".
    2)"Aqui, queremos que o estado faça e ***provenha*** de tudo.". Que o estado "proveja" de tudo, e não "provenha.

    Era isso. De resto, meus parabéns a este website e especialmente ao autor.
  • Guest  19/10/2016 00:49
    O que aconteceria com um país cujo governo estivesse tendo superavit primário se esse governo resolvesse dar o calote em toda a dívida pública, mas mantivesse o superavit para o futuro?
  • Leandro  19/10/2016 11:00
    De início, vários bancos e fundos de investimento iriam à falência, pois estão maciçamente investidos em títulos do Tesouro. Consequentemente, pessoas e empreses que têm contas nesses bancos e quotas nesses fundos de investimento também quebrariam.

    Além de bancos e fundos de investimento, todos os fundos de pensão, todos os planos de previdência privada, todas as seguradoras também iriam à falência.

    É com a rentabilidade dos títulos públicos que se remunera milhões de pessoas que têm fundos de pensão, fundos de investimento, previdência privada, e seguros.
  • Douglas Silva Rodrigues  21/10/2016 00:29
    Artigo implacável, grande Leandro, parabéns pelo artigo
  • Leandro  22/10/2016 13:43
    Muito obrigado pela consideração, prezado Douglas. Grande abraço!
  • Gold Currency  22/10/2016 03:30
    Leandro, parabéns pelo excelente artigo e desculpe-me pelo "off-topic", mas existe algum país cujo sistema de saúde esteja mais próximo do livre-mercado? Sei que não existe mercado de serviços de saúde plenamente livre e sem o intrometimento estatal (Estado nenhum permitiria isso por motivos óbvios), mas existe algum próximo do considerado "ideal"?
  • Leandro  22/10/2016 13:43
    Aí é muito subjetivo. Em vários países há uma mescla de hospitais públicos e hospitais privados. Em vários, há uma "contribuição compulsória" para um fundo estatal que subsidia o atendimento dos mais pobres em hospitais privados.

    Cingpaura faz uma mescla desse estilo:

    juanramonrallo.com/2012/04/singapur-un-modelo-de-reforma-sanitaria/

    Em Liechtenstein, o governo determina que as pessoas comprem um dentre vários planos de saúde fornecidos por operadoras privadas, que concorrem livremente entre si.

    en.wikipedia.org/wiki/Healthcare_in_Liechtenstein

    Já na Suíça, não existe nenhum tratamento gratuito, mas é obrigatório as pessoas comprarem planos privados, bastante semelhante ao modelo de Liechtenstein.

    en.wikipedia.org/wiki/Healthcare_in_Switzerland

    Chame-me de louco, mas considero que a medicina genuinamente privada do Brasil tem ilhas muito boas. Se a sua seguradora não criar caso, você consegue tratamentos muito decentes dependendo da equipe médica. E nem estou falando do Sírio Libanês, não. Se você utilizar hospitais construídos e gerenciados pela própria seguradora -- como faz a Unimed em algumas cidades brasileiras --, você consegue um atendimento acima da média.

    O único problema é que, por causa das regulamentações da Anvisa, que a cada ano inventa novas coberturas obrigatórias para as seguradoras, os prêmios encarecem acima da inflação de preços.
  • Gabriel  23/10/2016 01:50
    Estava eu vendo aqui os orçamentos da União desde 1980 e me deparo com os seguintes números:

    Em 1988 a União gastava com o serviço da dívida - juros + amortizações - 93,6 bilhões de reais, valores atualizados.

    Em 1989 - primeiro ano da nossa nova constituição - o serviço da dívida pulou para 704,6 bilhões de reais. Um aumento de 650%.

    Ficam aí esses dados para o senhores interpretarem como quiserem.
  • Gunnar  27/10/2016 09:59
    Um contra-argumento muito comum perante a argumentacão do texto acima seria que o governo deveria aumentar a tributacão em cima dos mais ricos ao invés de tomar dinheiro emprestado a juros altos (exposto em discursos como esse: https://www.facebook.com/OCafezinho/videos/1215381381818326/?pnref=story)


    Sabemos que isso é uma falácia pois:

    1. Mesmo aumentando a carga tributária dos mais ricos até perto de 100%, a arrecadacão chegaria a X, sendo que o governo precisa de Y para cobrir seus gastos;
    2. Com o sufocamento dos investidores/grandes empresários através da tributacão, o país perderia em empregos e geracão de riqueza já no médio prazo, levando a arrecadacão de volta a patamares baixissimos, menores até que os atuais.

    Alguém possui os dados para embasar esses pontos?

  • Jarzembowski  27/10/2016 10:50
    Se TODO O LUCRO das 500 maiores empresas americanas fosse integralmente taxado, daria 357 bilhões de dólares, o que cobriria pouco mais de UM MÊS de gastos do governo americano.

    https://www.youtube.com/watch?v=661pi6K-8WQ

  • Gunnar  28/10/2016 13:24
    Esse dado para os EUA eu já conhecia, inclusive foi inspirado nele é que me interessei em encontrar algo similar referente ao Brasil.
  • Gold Currency  28/10/2016 16:15
    Eis aqui Gunnar:

    "Deduzidos os impostos e as despesas, o bloco das 500 maiores empresas obteve lucro líquido de 21,6 bilhões de dólares..."

    exame.abril.com.br/revista-exame/o-lucro-escolheu-e-agora/
  • Andrade  31/10/2016 17:06

    É interessante destacar que os "misistas" esquecem que muitos gastos do Estado são voltados necessariamente para manter o setor produtivo, em outras palavras mais diretas, para dar suporte ao lucro individual. Só para citar um exemplo, quando o Estado investe em educação, investe para formar mão-de-obra abundante, qualificada e barata para ser empregada nas empresas privadas, as quais são tratadas aqui como se fossem independentes do Estado.

    É preciso destacar ainda que quanto à tributação, no Brasil, a maioria dos tributos são indiretos, incidentes sobre o consumo. Ou seja, são embutidos no preço e o consumidor final é quem paga. Logo, cabe às empresas, na grande maioria dos casos, apenas fazer o repasse de um valor que não é delas. Porém, ressalto e relembro, que o Brasil é um dos campeões em Sonegação. Isso implica dizer que muitas empresas captam o dinheiro da população e ao invés de repassarem ao Estado, o agregam ao lucro privado.

    Com relação aos gastos exorbitantes do governo, eles seriam menores se de fato, como se acusa, a prioridade fossem o bem estar social. Mas sabemos que no Brasil o Estado é o amparo da iniciativa privada. E sequer vou comentar aqui sobre o peso da corrupção e do excesso de cargos políticos, estes sim bem remunerados, mas que no entanto, não se referem á atividade fim de atendimento às necessidades da população. E quando digo atividade fim, me refiro aquelas que geram valor social e valor econômico. Quando o Estado investe em saúde pública, garante mão de obra saudável para as empresas e pessoas produtivas.

    Quando o Estado investe em Bolsa-família (valor irrisório perto do que se paga de juros a banqueiros, por exemplo), está contribuindo para uma maior e melhor circulação da renda. Tem algum empresário aqui que recusa vender quando o dinheiro advém de programas sociais ? É óbvio que não, sendo assim, trata-se de hipocrisia !
  • Gutierrez  31/10/2016 17:58
    E você deu esse chilique todo apenas para não dizer absolutamente nada de relevante?

    O estado dá educação boa e fornece mão de obra qualificada pras empresas?! Como diria em tom irônico aquele personagem da Escolinha do Professor Raimundo, "só se for na França".

    A educação fornecida pelo estado é uma bosta e a principal reclamação dos empreendedores é exatamente o baxíssimo nível cultural e educacional da nossa mão de obra. Mas, segundo o grande Andrade, esses empreendedores são uns ingratos: pagam 40% de carga tributária para o estado e, e troca, recebem do estado uma mão de obra qualificadíssima! Quem reclama é chorão.

    Na sua luta para abrir uma empresa, o cara teve de esperar 107 dias para conseguir esta façanha. Mas o Andrade diz que ele tá reclamando de pança cheia.

    Após abri-la, teve de contratar um contador, pois pagar impostos por aqui requer 2.600 horas apenas para preencher formulários, mais do que o dobro do segundo colocado, a Bolívia. Mas o grande Andrade jura que isso se reverte em mão de obra de extrema qualidade.

    E, se o cara conseguiu legalizar a empresa e decidiu contratar os funcionários, em alguns casos até 75% das vagas formais deixam de ser preenchidas, pois os funcionários não possuem qualquer qualificação para o trabalho.

    Mas, segundo o gênio Andrade, o estado não só fornece mão de obra preparadíssima, como ainda o empreendedor -- que paga 40% do PIB em tributos em troca da nada -- reclama de pança cheia, pois o estado faz um ótimo serviço ao lhe fornecer semi-analfabetos para apertar botões.

    Ah, sim, a culpa de tudo é da sonegação. Não houvesse sonegação, seríamos uma Dinamarca. Pois aqui vai uma informação:

    A carga tributária no Brasil não é de 35%, mas sim de 46% do PIB.

    Isso mesmo, 46% do PIB.

    Segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), em 2014, o país deixou de arrecadar R$ 501 bilhões por conta da sonegação. O que pouco se fala, no entanto, é que, caso esse valor tivesse sido de fato pago pelos pagadores de impostos, o governo teria arrecadado impressionantes 2,3 trilhões de reais no período: 46% do nosso PIB, que ficou em R$ 5,5 trilhões ano passado de acordo com o IBGE.

    Com uma carga tributária tão alta, tomaríamos o 3ª lugar na fila dos países que mais cobram impostos no mundo, perdendo somente para a Eritréia (50%) e a Dinamarca (48%).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2150

    Tá pouco ainda, tributa mais que ficamos ricos e viramos a Suécia. O segredo de enriquecer a todos é tomar o dinheiro de todos e repassar para políticos gastar como quiserem. Tão óbvio...

  • Kelvin Rafael Duarte Machado  10/11/2016 15:10
    Aos que tentam desmentir o artigo: eu não leio a maioria dos comentários, pois sei que alguns vem com dizeres e achares sem embasamento nenhum. O mínimo para se apresentar uma opinião contrária é apresentar uma fonte de dados confiáveis. Daí começamos a conversar... Pulo direto para os que, após uma leitura dinâmica, consigo achar fontes de dados. Os outros são puros devaneios.
  • anônimo  11/11/2016 03:14
    Gostei muito do texto, Welfare, curto e grosso, o Governo não produz riqueza, não administra focado em resultado positivo, não proporcionaliza custos direitos e muito menos uma revisão tributária, enfim é pura demagogia dizer que vivemos uma democracia, onde se dão as migalhas da mesa, pensando receber os direitos da carta cidadã em seu artigo 5º tão maravilhoso conforme os ditames do saudoso Ulysses Guimarães, mais adiante o grosso mas verdadeiro cidadão brasileiro Roberto Campos um dos percursores do BNDES que com maestria abrilhantou o Art 170 A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa..., um verdadeiro liberal, mas eu estou aprendendo e fico muito feliz em ver textos bem redigidos e criador de embates, tenho meu professor de Direito Empresarial que falou sobre o pensamento Liberal, enfim é uma linguagem racional que explica com números e argumentos técnicos o embasamento e o apontamento das falhas que podem ser corrigidas, o Bem Estar Social é realmente muito bom, quando se pode bancar, mas quando só se vive de aparência, um dia a conta vem.
  • Patricia   11/11/2016 16:09
    O que exatamente Roosevelt fez nos EUA apos a crise de 29? Falam que nessa época ele implantou o estado de bem estar social, mas se é verdade, de onde ele tirou o dinheiro para tanto assistencialismo? Se foi por meio de endividamento, como o EUA se recuperaram depois?
  • anônimo  16/11/2016 16:25
    Leandro, em quais países e durante que época houve de fato o liberalismo econômico ou algo bem próximo? Pelo que imagino os EUA do século 19 se encaixam no mais próximo que tivemos.
  • Leandro  16/11/2016 18:50
    Concordo. Mas também incluiria Hong Kong, Cingapura (com algumas ressalvas) e Suíça.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059
  • anônimo  16/11/2016 21:32
    Leandro, e quanto aos países europeus (Alemanha, França, Itália e etc) e Japão do pós-guerra? Por exemplo, o que Ludwig Erhard fez poderia ser um exemplo de liberalismo prático? Outra coisa, Nova Zelândia, Austrália, principados da Europa e países nórdicos
    antes do Welfare State também poderiam ser exemplo de liberalismo?


  • Leandro  16/11/2016 23:23
    Em minha opinião, sim. Seria um liberalismo um pouco mais diluído que o liberalismo clássico. Mas, ainda assim, um liberalismo.
  • natalia   17/11/2016 01:15
    Poderiam responder a esse cara?
    Ele fala aqui sobre a PEC e aí alguém passou esse texto pra ele e ele respondeu:
    https://bianchiniblog.wordpress.com/2016/10/10/argumentos-falaciosos-sobre-a-crise-fiscal-e-o-lobby-da-pec-241/

    "Uma bobagem com muita ideologia e pouco argumento econômico. Comparar grandezas nominais é uma besteira. A única coisa que se salva lá é a ideia de que um país de renda média (dizer que Brasil é pobre é atecnico) não tem condições de oferecer um Estado de bem estar social com os mesmos direitos dos países ricos. Entendo que ha ótimos autores e sites liberais (Marcos Lisboa e Mercado Popular são ótimos exemplos), mas Mises é uma enorme perda de tempo.
  • Leandro  17/11/2016 01:17
    Responder exatamente ao quê? A xingamentos? Responde-se quando alguém apresenta argumentos e contraposições, e não quando ele fica de mimimi.

    A única coisa que ele disse que, com muito boa vontade, pode ser interpretada como argumento é que "Comparar grandezas nominais é uma besteira". Isso trai a ignorância do cidadão. O texto não compara grandezas nominais. Ele compara percentuais. (Aliás, os mesmos percentuais que ele próprio utilizou no blog dele! Veja como o desespero ideológico leva o cidadão à contradição...). E compara também, e muito de passagem, PIB per capita corrigido pela paridade do poder de compra de cada país.

    Quando houver alguma crítica concreta, quando ele apontar algum erro na teoria ou na argumentação exposta, aí ele terá alguma atenção.
  • GISLENE M S GANADE  17/11/2016 17:10
    Veja esse vídeo sobre a dívida pública! Todo Povo Brasileiro deveria ver!

    https://www.youtube.com/watch?v=tqJkK4qVIPc&feature=share
  • 4lex5andro  02/01/2017 21:41
    É notável a dívida alagoana a maior dos estados nordestinos (sendo a penúltima economia da região).

    Estado que foi gleba presenteada pós-revolução praieira do tempo do império para os engenhos açucareiros (usinas de açúcar e álcool depois), e não diversificou sua economia desde a base; mas o futuro chegou e a conta também.
  • patricio  24/11/2016 21:38
    Mas sempre vai ter gente não querendo emprestar para o governo mas precisando, pelo simples fato de o governo federal ter a impressora de uma moeda compulsória.
  • Estudioso  12/12/2016 01:13
    Sr.Roque, saudações e excelente artigo como sempre. Apenas uma dúvida: se a dívida pública desde a adoção do Real está em mais de 4 trilhões de Reais, a dívida não deveria estar em mais de 200% do PIB, sendo que este está por volta de 1,7 trilhão, em vez de 10%? Claro, isto parece ridículo, mas realmente não entendi a porcentagem. Grato.
  • Leandro  12/12/2016 10:25
    O valor do PIB não é este. Em 2015, ele foi de mais de R$ 6 trilhões de reais.

    www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/IE1-51.xlsx

    O que significa que a dívida bruta está em aproximadamente 68%.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Adelson Paulo  13/12/2016 15:55
    Mas o povo brasileiro já tem uma resposta pronta para isto: basta acabar com a corrupção na política que vai sobrar dinheiro para saúde, educação, transporte, cultura, etc., etc. etc.
  • Rodrigo  13/12/2016 16:33
    Isso é bem triste.

    Claro que sem corrupção as coisas seriam melhores. Mas a corrupção é parte do sistema, é a consequência inevitável dele. Então para se livrar dela, temos de nos livrar do sistema.

    Agora tenta explicar isso para um brasileiro médio.....

  • Daniel  14/12/2016 17:20
    fiquei com uma dúvida, você disse que 587 Bi são 10% do PIB , então o PIB é de 5,870 trilhões? Sem ironia, é porque a estimativa do PIB de 2016 é de 3 trilhões e alguma coisa, não??
  • Fraga  14/12/2016 18:29
    O PIB de 2015 foi de R$ 6 trilhões.

    www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/IE1-51.xlsx

    Sempre pesquise antes de comentar.
  • Dagoberto  15/12/2016 05:42
    Leandro, perdoe-me a burrice mas, se o governo pode se endividar ad aeternum (ou não?) porque a necessidade de se dar um calote na "população"? Digo cortes em pensões, aposentadorias, assistencialismo etc...
  • Leandro  15/12/2016 11:45
    "se o governo pode se endividar ad aeternum (ou não?)"

    Não. Sempre se chega a um ponto em que ele não mais consegue rolar suas dívidas. Na melhor das hipóteses, ele consegue rolá-las a juros insuportáveis, os quais irão destroçar toda a economia.

    Aliás, o artigo é exatamente sobre isso.

    P.S.: a Grécia flertou com essa situação. Em 2011-2012, os juros dos títulos do governo chegaram a 40% (em um país que vivenciava inflação zero). Após a imposição de duras medidas -- que envolveram reduções de 30% nas pensões de aposentados --, as taxas desabaram e estão hoje em "apenas" 9% (em um país com deflação de preços).

    Ótimo exemplo de como um governo -- com sua voracidade fiscal -- destroça uma economia.

    Não há endividamento impune.
  • Fernando  20/12/2016 17:15
    Alguém poderia me dizer porquê sendo o estado de SP tão rico é um dos estados com problemas de dívida com o governo federal? Como foi que isso se deu? O que pode implicar caso SP entre num abismo igual o RJ e o RS?
  • Leandro  20/12/2016 17:57
    As finanças do estado de São Paulo foram destroçadas pela dupla Quércia-Fleury, que deixaram o estado em petição de miséria.

    Ato contínuo, o governo federal -- assim como fez com todos os outros estados -- assumiu essas dívidas do estado com a condição de que amplas reformas fossem feitas. Acima de tudo, os estados se comprometeram a pagar essa dívida com o governo federal durante os próximos 30 anos, pagando juros mais IGP-DI.

    A dívida de São Paulo é extremamente alta (a maior de todas), mas a capacidade de pagamento do estado (ou seja, de sua população) é muito melhor que a dos outros estados.
  • Fernando  21/12/2016 10:22
    Obrigado pelo retorno Leandro, não sabia disso. O origem disso remonta à minha infância.... parece q nunca tem fim.
  • Luis Soares  02/01/2017 08:41
    Um dos melhores artigos que já li.
  • Renata  23/01/2017 20:06
    Quando você fala do Brasil parece ignorar o fato de que temos um congresso com mais de 500 deputados, ganhando altos salários e cheios de mordomias. Um numero exageradamente desnecessário para representar os estados Brasileiros e as demandas da população. Cortando o numero de deputados e de benefícios totalmente desnecessários, ja economizariamos bastante. Fora a corrupção que leva muito dinheiro que poderia ser investido em areas sociais. O problema do estado Brasileiro é a ma administração. Gasta-se muito para manter o estado de bem estar social e a populaçao nao ve a qualidade destes serviços. Arrumando o problema da ma administração, ja sobraria bastante dinheiro. Mas isso ninguem quer né? Imagina uma boa adminiração, que impedisse desvios de recursos da saude e educação...
    Mordomias de pessoas do judiciario. Funcionarios ganhando um salario altissimo e com auxilio de mais mil reais para educaçao dos filhos E diversos auxilios que chegam a ser uma improperio. Onde ja se viu uma pessoa que ganha um salario alto, que necessite que auxilio moradia ou educacional para os filhos? Cortando estes auxilios desnecessarios ja sobraria bastante dinheiro tambem. Juizes com salario de mais de 70 mil reais....Absurdo total.
    Aposentadorias gordas de politicos que so precisam de 3 mandatos para se aposentar. Chega a ser absurdo vc criticar que o governo nao deva cuidar da aposentadoria do trabalhador, sendo que os politicos recebem altas aposentadorias com muito pouco tempo de trabalho. O rombo na previdencia vem dai tambem! Fora juizes aposentados ganhando mais de 100 mil de aposentadorias. Nisso alguem quer mexer? Facil falar dos pobres nao e mesmo, como investir neles tivesse causando o rombo no Brasil. Que cara de pau! JUIZES NA SUIÇA ANDAM DE METRO MEU CARO!!!!!!!!!!! Aqui querem carro blindado para fugir de serem assaltados, mas ninguem quer cuidar do pobre para que nao vire marginal. Legal esta logica hein!
    O problema do Brasil sao as mordomias com a elite economica, que ninguem quer perder. Ai realmente a conta nunca vai fechar. Sempre vai faltar dinheiro.
  • Lo Prete  23/01/2017 20:33
    "Quando você fala do Brasil parece ignorar o fato de que temos um congresso com mais de 500 deputados, ganhando altos salários e cheios de mordomias. Um numero exageradamente desnecessário para representar os estados Brasileiros e as demandas da população. Cortando o numero de deputados e de benefícios totalmente desnecessários, ja economizariamos bastante"

    Este site é a favor da abolição do Congresso e do governo federal. E você?

    "Fora a corrupção que leva muito dinheiro que poderia ser investido em areas sociais. O problema do estado Brasileiro é a ma administração. Arrumando o problema da ma administração, ja sobraria bastante dinheiro."

    Cristo Rei, seria você capaz de apresentar um argumento minimamente original, que não se resuma a repetir chavões, clichês e lugares-comuns adolescentes?

    Mostre os números (como faz o artigo) e apresente sua teoria (como faz o artigo). Prove que se o governo fosse administrado por anjos impolutos, e não houvesse um centavo de desvio, a social-democracia brasileira seria duradoura e funcionaria para sempre.

    "Mordomias de pessoas do judiciario. Funcionarios ganhando um salario altissimo e com auxilio de mais mil reais para educaçao dos filhos E diversos auxilios que chegam a ser uma improperio. Onde ja se viu uma pessoa que ganha um salario alto, que necessite que auxilio moradia ou educacional para os filhos? Cortando estes auxilios desnecessarios ja sobraria bastante dinheiro tambem. Juizes com salario de mais de 70 mil reais....Absurdo total."

    Este site é contra o funcionalismo público. Há vários artigos sobre isso. No que dependesse deste Instituto, não haveria funcionário público nenhum. Tampouco serviços estatais.

    Você está com a gente?

    "Chega a ser absurdo vc criticar que o governo nao deva cuidar da aposentadoria do trabalhador, sendo que os politicos recebem altas aposentadorias com muito pouco tempo de trabalho."

    Se você quer que o governo cuide da sua aposentadoria, então você não tem do que reclamar. O atual arranjo já é assim.

    Já eu não apenas quero o governo cuidando da minha aposentadoria, como também não quero o governo tomando meu dinheiro para garantir a aposentadoria de políticos. Aliás, no que dependesse de mim, não haveria políticos.

    Você vem com a gente?

    "Fora juizes aposentados ganhando mais de 100 mil de aposentadorias. Nisso alguem quer mexer? Facil falar dos pobres nao e mesmo, como investir neles tivesse causando o rombo no Brasil. Que cara de pau!"

    Concordo plenamente. Qualquer ser minimamente decente que defenda estado está implicitamente defendendo toda a redistribuição de renda inerente ao estado (dos pobres para os ricos). É por isso que este Instituto não se cansa de repetir que o estado é uma máquina de espoliação e de manutenção de privilégios. Por isso ele tem de ser extinto.

    Quem defende estado defende corrupção, privilégios, espoliação, e perpetuação da pobreza.

    Você defende o estado? E ainda critica suas consequências?! Que cara de pau!


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