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Como as políticas keynesianas do governo mutilaram a economia do Japão
E como a trágica situação demográfica está piorando tudo

A maior tragédia da crise financeira de 2008-2009 não foi o fato de ela ter acontecido.  O colapso dos preços dos ativos — após terem sido inflados por quase uma década de políticas de crédito farto e barato impulsionadas pelos Bancos Centrais mundiais — era inevitável.  Não, o mais devastador aspecto da crise financeira que, apesar de tê-la causado, a alquimia do planejamento central praticamente não perdeu nenhuma credibilidade.

Políticos e planejadores econômicos ao redor do mundo ainda estão recorrendo aos intervencionismos de cunho keynesiano e socialista para resolver problemas criados por keynesianos e socialistas.  Políticas monetárias exóticas implantadas pelos Bancos Centrais em conjunto com os quase ilimitados poderes fiscais dos governos criaram uma distorção tão grande nos mercados financeiros globais (de novo), que algumas economias estão hoje em estado de catalepsia.

A mais fragorosa vítima dos intervencionistas e microgerenciadores é o Japão.  Outrora uma nação genuinamente produtiva e inovadora, sua economia foi, ao longo dos anos, lentamente sucumbindo à putrefação do câncer intervencionista.

A derrota do país na Segunda Guerra Mundial legou ao mundo uma estéril ilha rochosa cuja infraestrutura, capacidade industrial e força de trabalho haviam sido devastadas pelos bombardeios das forças aliadas.  As cidades japonesas em ruínas e suas fábricas destruídas e em chamas indicavam um futuro dantesco.  Porém, o Japão tinha aquele fator crucial: uma população amplamente livre para se organizar e se reconstruir. 

Os militares americanos e o que restou das autoridades centrais japonesas tentaram liderar a reconstrução do Japão por meio do processo político, mas as linhas de comunicação e a infraestrutura de transporte estavam tão destruídas, que vários centros populacionais distantes de Tóquio foram deixados relativamente livres para se reconstruir.

À época, o governo japonês se limitou apenas a manter suas finanças em ordem.  Não houve qualquer tipo de planejamento ou política industrial.  O trabalho duro, a poupança e o grande espírito empreendedor de seu povo fizeram com que o país logo se reerguesse. O boom econômico que se seguiu catapultou o padrão de vida do Japão a um nível igual ao da maioria dos países ocidentais. 

Esse crescimento explosivo, descrito como "milagre", nada tinha de sobrenatural.  A recém-descoberta prosperidade do Japão era simplesmente o que ocorre quando os mercados são deixados livres para funcionar e as pessoas são deixadas livres para empreender. 

Infelizmente, os planejadores centrais do governo, em conluio com seus comparsas no setor bancário, não conseguiram resistir ao impulso natural para a adoção de um "intervencionismo esclarecido".  Se há algo que as elites políticas odeiam é ver pessoas livres tomando decisões voluntárias sem obedecer a éditos do comando central.

O planejamento central transformou as corporações japonesas em rainhas do assistencialismo

Aqueles que já atingiram uma determinada idade certamente devem se lembrar de que, no final da década de 1980 e início da década de 1990, era dado como certo que o Japão estava dominando o mundo economicamente.  Os melhores e mais desejados carros eram japoneses.  Seus videogames eram onipresentes.  Todos os países desenvolvidos utilizavam tecnologia japonesa em tudo.

Os japoneses estavam destinados a conquistar o mundo, era o que diziam.  Eles sabiam como trabalhar em equipe.  Eles colocavam mais ênfase no grupo do que no indivíduo.  Eles trabalhavam mais duro.  Em 1992, um político japonês do alto escalão, Yoshio Sakurauchi, declarou que os americanos eram "preguiçosos demais" para competir com os trabalhadores japoneses, e que um terço dos trabalhadores americanos "não sabia nem ler".  O livro de Michael Crichton, Sol Nascente, lançado em 1992 (e que virou filme em 1993, com Sean Connery e Wesley Snipes) estimulou ainda mais essas controvérsias na mente dos americanos.

[N. do E.: Em específico, os filmes de Hollywood do período 1987-1993 se referiam continuamente ao "inevitável domínio japonês". Além de "Sol Nascente", houve também "Chuva Negra", com Michael Douglas e Andy Garcia. E "Duro de Matar", em que a mulher do herói interpretado por Bruce Willis trabalhava na Nakatomi Corporation, cujo edifício-sede é atacado por terroristas que queriam o dinheiro dos japoneses.

Em Máquina Mortífera 2, há uma cena, logo no início, em que os protagonistas fazem uma referência jocosa ao fato de os equipamentos eletrônicos dos carros de polícia serem todos japoneses, o que implicava que os japoneses já estavam mandando em toda a polícia.

Em Robocop 3, uma empresa japonesa compra a OCP e os Robocops japoneses são samurais androids ultratecnológicos, ao estilo de Exterminador do Futuro.

Por fim, na segunda parte da trilogia De Volta para o Futuro, o chefe de Marty McFly, no então futurístico ano de 2015, era um japonês.  E, na terceira parte, há esse interessante diálogo entre Marty e o Dr. Brown:

Doc Brown: "Por isso [o produto] estragou.  Aqui diz 'Fabricado no Japão'."
Marty: "Como assim? Tudo que é bom é feito no Japão."
Doc: "Inacreditável..."]

Atualmente, ninguém mais pensa que os japoneses estão dominando o mundo.  O que aconteceu é que a supostamente robusta e inquebrantável economia japonesa era fundamentada menos em trabalho duro e em equipe e mais em planejamento centralizado, crédito farto e barato, subsídios às grandes corporações, e protecionismo às gigantes de vários setores.  Por isso, quando a economia japonesa se estagnou após uma década de forte crescimento, tal fenômeno não deveria ter surpreendido ninguém versado na teoria dos ciclos econômicos.

Começando na década de 1980 e se intensificando a partir de 1990, os planejadores centrais impuseram variados (e burlescos) esquemas anti-mercado sobre a economia japonesa, os quais permanecem intactos até hoje. 

Legisladores blindaram a enorme base industrial do Japão contra a concorrência externa por meio de tarifas protecionistas e subsídios às exportações.  As relações entre governo e grandes corporações tornaram-se explícitas e desavergonhadas.  A economia japonesa passou a ser dominada por grandes corporações ligadas umbilicalmente ao governo — entidades essas conhecidas anteriormente como zaibatsu e hoje como keiretsu.

Com uma economia voltada a conceder privilégios estatais para as grandes corporações, alguém tem de pagar a conta.  E sobrou para os pequenos.  As nascentes e pequenas indústrias japonesas passaram a ser pesadamente sobrecarregadas por onerosas regulamentações e impostos — isso tornou praticamente impossível start-ups saírem do papel e apresentar algum desafio aos grandes conglomerados já estabelecidos e às fatias de mercado que eles dominam.

Como se não bastasse, os exportadores foram ainda mais afagados pelo Banco Central do Japão (BoJ).  Desde o início da década de 1990, o BoJ vem fervorosamente tentando desvalorizar o iene, por meio das mais exóticas políticas monetárias: após manter a taxa básica de juros em zero por mais de duas décadas, agora elas entraram no terreno negativo.  Uma moeda barata significa lucros artificialmente altos para as empresas que exportam bens e custos artificialmente altos para as empresas que importam bens.  Afinal, nenhum esquema governamental poderia corretamente ser chamado de "esquema" se não envolvesse privilégios a uns à custa direta de outros. 

Ainda mais pitoresco: o BoJ é hoje um dos grandes acionistas em mais de 90% das empresas no Nikkei 225. Só na Mitsumi Electric, o BoJ detém mais de 11% das ações.

Os efeitos destrutivos dessas políticas erodiram maciçamente a produtividade japonesa nas últimas décadas.

Como ocorre em todas as economias industrializadas em que há um estado poderoso e um Banco Central igualmente ativo, as maiores corporações japonesas se transformaram em braços do estado.  Montadoras, transportadoras e vários outros produtores adotam todas as políticas trabalhistas e indústrias ordenadas pelo governo e, em troca, conseguem acesso direto a políticos, a linhas de crédito subsidiados por impostos, à criação de legislações anti-concorrenciais e protecionistas, a lucros garantidos e a pacotes de socorro.  Empresas japonesas (particularmente indústrias) já estão profundamente arraigadas no sistema e são amplamente imunes a todos os tipos de concorrência doméstica e estrangeira.  O protecionismo estatal transformou empresas nipônicas outrora produtivas e inovadoras em mamutes lentos, onerosos e artríticos.

Os poucos setores realmente produtivos que restaram foram forçosamente encolhidos pela onerosa carga tributária necessária para subsidiar as parasíticas grandes corporações que se aglomeram em volta das tetas do intumescido aparato estatal japonês.

O resultado é que, hoje, as empresas japonesas estão se tornando cada vez menos competitivas no mercado global, o qual está aberto à entrada de empresas dinâmicas da Austrália, da Nova Zelândia, de Cingapura, de Hong Kong e de outras economias mais voltadas para o mercado.  Honda e Toyota, de indiscutível qualidade técnica, continuam indo bem, mas majoritariamente por causa de suas operações em outros países.

Alquimia keynesiana no Japão

A espiral de morte do Japão começou, mais especificamente, há quase três décadas.  De 1971 a 1986, o valor do iene praticamente dobrou em termos de dólares americanos.  Consequentemente, o gigantesco e poderoso setor exportador japonês começou a reclamar, simplesmente porque as exportações haviam parado de crescer

E então, empresários com grande influência política descobriram que seria muito mais fácil conseguir retornos maiores, não inovando ou cortando custos, mas sim pressionando a elite política e monetária a inundar o mercado com crédito farto e barato.  E assim o fizeram.  O BoJ e políticos míopes alegremente obedeceram às ordens e começaram a reduzir os juros (cortando a taxa básica pela metade em apenas um ano, para o então menor nível da história) e a expandir ainda mais o crédito.

O resultado foi uma bolha de proporções jamais vistas no Japão (e, muito provavelmente, no mundo).  O valor do terreno da cidade de Tóquio ultrapassou o valor de toda a terra dos Estados Unidos.  Em poucos anos, o índice Nikkei quadruplicou, o setor financeiro japonês hipertrofiou, assumindo o tamanho de um Godzilla.

A hiper-financeirização da economia é sempre um dos primeiros sinais de um tumor maligno gerado pelas políticas monetárias expansionistas de um Banco Central.  O surgimento de enormes bancos de investimento e de corretores operando derivativos multimilionários nos Estados Unidos correlacionou-se quase que exatamente com a abolição, por Richard Nixon, do que restava do padrão-ouro em 1971.  A loucura monetária do Japão resultou em corporações e famílias se endividando em níveis recordes.

Com a inflação ameaçando sair do controle, o governo reagiu apertando a política monetária, elevando por 5 vezes as taxas de juros, até chegar ao nível de 6% em 1989 e 1990. Após esses aumentos, o mercado entrou em colapso.  O índice Nikkei desabou mais de 80% — estava em seu ápice de 40.000 pontos ao final de 1989 e foi para menos de 15.000 em 1992, e chegou a 9.000 em 2003.

Esse inevitável estouro da bolha foi verdadeiramente espetacular.  Os preços dos imóveis e dos terrenos desabaram.  Bancos tomaram seguidos calotes e ficaram com seus balancetes dizimados.  Protegidos pelo governo, eles hoje se mantêm como zumbis.  Não são liquidados, e também não têm capacidade de conceder crédito.  Quando economistas se referem à "década perdida" do Japão, eles na verdade estão se referindo à economia japonesa do pós-bolha.  O índice Nikkei e os preços dos ativos jamais se recuperaram, estando hoje apenas na metade do valor que alcançaram em 1990.  Quem entrou na bolsa de valores japonesa em 1990 tem hoje, após vinte e seis anos, apenas a metade (perda de 50%).

Desde então, juros zero, aumento de gastos e maciços (e esbanjadores) programas de obras públicas faraônicas (ao ponto de levar a dívida pública a incríveis 230% do PIB) já foram implantados para tentar reativar a economia (leia detalhes aqui).  E nada.

Keynesianos e outros intervencionistas fariam bem em estudar mais detidamente o exemplo japonês.  Os EUA e a Europa estão apostando nesta mesma alquimia keynesiana, aparentemente sem qualquer consideração para com a devastação que ela gerou no Japão — uma nação que, nos últimos 30 anos, só faz se endividar, tributar e imprimir dinheiro para tentar voltar a crescer. 

O Japão é o último estágio do câncer keynesiano, e os economistas estrategistas políticos do resto do mundo fariam bem em estudar esse processo de metástase.

Demografia

Como se as lambanças políticas não fossem o suficiente, o Japão também está sofrendo um desastre demográfico. 

Após chegar ao ápice de 128 milhões de pessoas alguns anos atrás, a população japonesa está hoje encolhendo, e rapidamente começará a encolher a um ritmo de um milhão de pessoas por ano.

Um país que consome mais fraldas geriátricas do que fraldas para bebê é um país já condenado.  Há uma escassez tão grande de mão-de-obra jovem e qualificada no Japão, que o país começou a importar "estagiários" da China para trabalhar em suas indústrias.

Como também já acontece na Europa e nos EUA, os jovens entram em intermináveis cursos de graduação e pós-graduação, jamais se formando.  Com isso, ficam completamente alheios às reais habilidades exigidas pelo mercado de trabalho.  Os jovens adultos se mantêm quase que exclusivamente por meio de endividamento ou pelo consumo da poupança de seus pais. 

Formar e sustentar uma família é algo cada vez mais difícil para casais sem habilidades laborais e endividados (sem poupança), os quais provavelmente entrarão no mercado de trabalho pela primeira vez apenas quando tiverem mais de 25 anos de idade.

Cada vez menos pessoas (sem habilidades) trabalhando para sustentar cada vez mais inativos é um arranjo que matematicamente não fecha.

Mas não é tarde demais

Ainda assim, o Japão possui uma indiscutivelmente capacitada força de trabalho, uma já enorme base industrial (embora pouco acostumada à concorrência), e toda a infraestrutura necessária para se reafirmar como uma potencia comercial global.  A recuperação do Japão passa pelo corte de impostos, de gastos e de regulamentações, pela abolição de suas escandalosamente caras políticas mercantilistas, e pela facilitação da entrada de concorrentes estrangeiros e seus empregos no país.

O povo japonês tem de rejeitar os escroques e planejadores centrais cujas políticas estão sufocando esta grande nação.


9 votos

autor

Yonathan Amselem
é advogado voltado para a proteção de ativos.


  • anônimo  22/09/2016 16:37
    "Em Robocop 3, uma empresa japonesa compra a OCP e os Robocops japoneses são samurais androids ultratecnológicos, ao estilo de Exterminador do Futuro."

    A empresa fictícia e questão era a Kanemitsu.
  • mauricio barbosa  22/09/2016 16:38
    Enfim mais uma economia decadente por políticas artificiais,esses keynesianos junto com os socialistas são um bando de sacripantas e quem paga a conta é o povo humilde e despreparado(Financeiramente)que são as vítimas deste circo de horrores pois essas políticas nacionalistas enriquecem a minoria e empobrecem a massa...
  • José dos Santos Neto  23/09/2016 14:30
    Não sou economista, mas não gosto da doutrina de Keynes. Ela seria útil se fosse possível ser usada apenas em momentos emergenciais, como um bombeiros que vem, apaga o incêndio e vai embora. Mas não é isso que acontece. Quando o Estado começa a intervir em setores outros que não sejam saúde, segurança e educação, ele desequilibra o mercado, estabelece privilégio para uns poucos, em detrimento da maioria. Acaba beneficiando os ricos e punindo os pobres. A doutrina de Keynes é grudenta, muito fácil de ser implantada e muito difícil de ser combatida. É largamente usada por governantes do Brasil desde Vargas. É uma das maiores causas do nosso atraso econômico.
  • Vagner  23/09/2016 17:52
    "Quando o Estado começa a intervir em setores outros que não sejam saúde, segurança e educação, ele desequilibra o mercado". Ele desequilibra o mercado em qualquer setor que ele intervir. INCLUSIVE saúde, segurança e educação.
  • Andre  22/09/2016 16:45
    Povo sortudo, enriqueceu bastante antes de fazer essa lambança, já por aqui não chegamos nem aos US$10.000,00 per capita para fazer todas as besteiras keynesianas possíveis.
  • Flavio Faive  23/09/2016 05:13
    Em compensação a nossa bolha estourou mais rápido, o que é bom.
  • Guido Mantega  22/09/2016 17:10
    A demanda agregada foi estimulada!
  • Rafa  22/09/2016 18:13
    Mal saiu da cadeia e já está de gracinha?
  • Pobre Paulista  22/09/2016 18:31
    Tem internet aí na cadeia?
  • Eu mesmo  22/09/2016 18:56
    Já ta solto cumpadi!!
  • Rafael Gimenes  22/09/2016 17:10
    Um pouco disso aconteceu aqui no Brasil, com uma farta oferta de crédito no setor imobiliário que o governo Lula ofereceu. Os preço dos imóveis quadruplicaram em algumas capitais.
  • Olávio Chainz   22/09/2016 17:11
    Mau emprego e coordenação das políticas macroeconômicas da Escola de Cambridge (keynesianismo). Ou seja, a inépcia dominou, aí, todos os ciclos da economia.
  • Neco  23/09/2016 19:15
    Deturparam Keynes.
  • Renan Merlin  22/09/2016 17:51
    Se não fosse o Plano Marshall sera que o japão teria ficado rico?
  • Historiador  22/09/2016 19:27
    Não houve Plano Marshall para o Japão.
  • Neuron Upheaval  22/09/2016 19:29
    Não, não se desenvolveria sem o Plano Marshall. Além disso, o Japão se desmilitarizou, o que permitiu enfoque à economia.
  • Historiador  22/09/2016 19:43
    Oi?!

    Cidadão, não houve Plano Marshall para o Japão.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Marshall_Plan#Expenditures

    Como é que o cara entrega sua ignorância em público, hein?

    E tudo para não perder a crença em sua ideologia intervencionista...
  • Neuron Upheaval  23/09/2016 17:31
    Na Wikipedia em inglês não tem uma tabela (?3) que está na Wikipedia em japonês, https://ja.wikipedia.org/wiki/%E3%83%9E%E3%83%BC%E3%82%B7%E3%83%A3%E3%83%AB%E3%83%BB%E3%83%97%E3%83%A9%E3%83%B3#.E6.8F.B4.E5.8A.A9. O volume de cooperação financeira ao leste asiático pelos EUA nos anos de 1946-1948 foi de 2,070 bilhões de dólares.
  • Tulio  23/09/2016 19:16
    Japão e leste asiático são coisas um tiquinho diferentes...

    Aliás, você por acaso está querendo dizer que 2 bi distribuídos para todo leste asiático, de 1946 a 1948, explicam todo o crescimento japonês de 1952 a 1990?!

    Carai, que baita multiplicador keynesiano, hein? Nem o próprio Keynes imaginaria tamanha potência ...
  • Gabriel Caetano  28/09/2016 03:26
    Perai pessoal.Dizer que o Japão sdesenvolveu sem ajuda Americana é mentir.Receberam dinheiro deles sim!E foi muito dinheiro.Obviamente que o livre mercado ajudou bastante,mas negar tal fato é uma falácia.

    www.usnews.com/opinion/blogs/world-report/2014/06/06/the-lessons-from-us-aid-after-world-war-ii
    (Sexto parágrafo)
  • Tulio  28/09/2016 12:15
    Para começar, esse seu link fala a mesmíssima coisa que o tal Neuron Upheavel acima: US$ 2 bilhões para todo o leste asiático.

    Você acha que 2 bi distribuídos para todo leste asiático explicam todo o crescimento japonês de 1952 a 1990?! Baita multiplicador keynesiano, hein?

    Outra coisa: se ajuda externa gerasse crescimento econômico, então o continente africano seria uma potência. Ninguém recebeu -- e recebe -- mais ajuda externa do que eles. E por décadas seguidas.

    Entenda uma coisa: a ajuda externa do governo americano é um ótimo mecanismo para privilegiar os exportadores americanos: os EUA dão dólares para os estrangeiros e, em troca, os estrangeiros usam esses dólares para comprar coisas fabricadas pelos americanos.

    Libertários denunciam esse arranjo mercantilista há mais de 60 anos. Curiosamente, a esquerda o defende com afinco (a direita também, mas esta ao menos sabe o que está fazendo e quem está sendo privilegiado).

    Agora, se você quer acreditar na mágica da ajuda externa americana, por mim fique à vontade. Políticos adoram isso. "Não poderemos nos desenvolver enquanto os gringos não nos enviarem ajuda externa! Logo, parem de reclamar!". Eu ia adorar ser político e governar um povo com essa mentalidade.

  • Marcos  22/09/2016 19:44
    Haha, essa do Neuron foi sensacional! Estufou o peito, encheu a boca, e falou a maior besteira histórica de sua vida.
  • Neuron Upheaval  23/09/2016 17:32
    Aqui tem uma explicação do próprio governo americano do que foi feito no período pós-guerra no Japão: https://history.state.gov/milestones/1945-1952/japan-reconstruction
  • Guilherme  23/09/2016 19:06
    Esse link fala exatamente sobre o que fala o artigo: o que foi feito durante a ocupação americana do Japão. Nada fala sobre Plano Marshall.

    Esse Neuron é o rei dos saques.
  • Anderson Brandão Fernandes  22/09/2016 18:48
    Duas perguntas:

    1) A crise do petróleo teve relação direta com o fim do padrão ouro?

    2) Se o Japão vinha crescendo consistentemente desde o pós-guerra até 1971, poderia dizer que se o ambiente mais liberal tivesse sido mantido, hoje o Japão teria uma economia maior e em crescimento?
  • Andre  22/09/2016 19:59
    1)Sim, investidores árabes são metalistas de curto prazo, se um dia for para a Ásia não deixe de fazer uma conexão alongada em Dubai, Doha ou Abu Dhabi e veja com seus próprios olhos como admiram o metal amarelo.

    2)O Japão cresceu muito bem até 1990:

    https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=japan%20gdp%20growth

    Não tenha dúvidas que hoje estaria muito melhor e mais poderoso, mas temo que mesmo reformas liberais por lá tenham pouco efeito agora, o desastre demográfico está feito e é irreversível, o desperdício maior foi na década de 90 e em menor nível na de 2000.
    Coloque aí no mesmo balaio keynesiano a Coréia do Sul, do ponto de vista comparativo do que era e do que se tornou é um espetáculo, mas comparando sua situação demografia com a de outros semelhantes, fica junto com desenvolvidos mequetrefes como Chipre e Espanha, notórios povos procrastinadores.
  • Bruno Feliciano  22/09/2016 20:32
    O mercado não corrige esses problemas demográficos?

    E oque fazer para evitar tal problema?
    Oque causou o problema?

    Ate onde sei,um país com ''excesso de pessoas'',não tem nenhum problema.Já que o mercado por meio da escassez e do sistema de preços,automaticamente incentivaria(quando não obrigaria) os indivíduos a reproduzirem menos.

    Agora,quando tem ''falta de pessoas'',não vejo a lógica inversa.Terá que importar trabalhadores,até que estes façam parte da cadeia reprodutiva de forma significativa.Resumindo: ''Importar pessoas para reproduzir''
    E os feitos economicos por essa ''falta e pessoas''?

    Fico meio ''cego'' ao imaginar um cenário onde uma civilização reproduz tão pouco,ao ponto de colapsar a economia no longo prazo.

    Abraços
  • Murdoch  22/09/2016 21:41
    "Ate onde sei,um país com ''excesso de pessoas'',não tem nenhum problema.Já que o mercado por meio da escassez e do sistema de preços,automaticamente incentivaria(quando não obrigaria) os indivíduos a reproduzirem menos. "

    Um país com excesso de pessoas em uma economia LIBERAL não obterá escassez nem de EMPREGO e muito menos de PRODUTO. Em uma economia liberal, o próprio mercado "incentiva" a sociedade a não reproduzir inventando produtos como camisinha, pílula anticoncepcional e outros produtos. Veja que o Japão tem a sua população como uma das mais velhas do mundo.

    Proporção de população idosa no Japão é a mais alta do mundo
    População idosa do Japão atinge número recorde

    "Agora,quando tem ''falta de pessoas'',não vejo a lógica inversa.Terá que importar trabalhadores,até que estes façam parte da cadeia reprodutiva de forma significativa.Resumindo: ''Importar pessoas para reproduzir''
    E os feitos economicos por essa ''falta e pessoas''? "

    Aqui que você se engana e o que reforça o que eu falei anteriormente.

    Quando há falta de pessoas, é porque o mercado LIBERAL tem uma abundância de empregos e que a demanda acaba sendo limitada a quantidade de empregos oferecidos. Veja.

    Austrália tem vagas para 183 profissões, engenharia na lista
    Quer trabalhar no exterior? Austrália contrata profissionais para 192 áreas; veja como concorrer
    Cidade na Nova Zelândia com 'empregos demais' tenta atrair novos moradores
    Cidade na Nova Zelândia tem mais empregos do que pessoas

    Não é pela falta de reprodução que se têm uma abundância de empregos, e sim uma oferta maior para vagas de empregos que a economia liberal dispõe.

    "Fico meio ''cego'' ao imaginar um cenário onde uma civilização reproduz tão pouco,ao ponto de colapsar a economia no longo prazo. "

    Em um mundo com a economia liberal, isso se torna um cenário improvável pelos motivos que eu citei anteriormente.

  • Bruno Feliciano  22/09/2016 23:42
    Olá,

    ''Um país com excesso de pessoas em uma economia LIBERAL não obterá escassez nem de EMPREGO e muito menos de PRODUTO. Em uma economia liberal, o próprio mercado "incentiva" a sociedade a não reproduzir inventando produtos como camisinha, pílula anticoncepcional e outros produtos. Veja que o Japão tem a sua população como uma das mais velhas do mundo. ''

    -Ou eu não me expressei da melhor maneira possível ou faltou um esforço a mais em sua interpretação(como todo respeito).
    Não disse que iria ser fadado a escassez,eu quis dizer que,a escassez se tornaria maior e os preços subiriam,aumentando assim o custo de vida,''descompensando'' ter mais filhos.E sim,métodos para evitar a reprodução,seriam ofertados em massa,não há duvidas quanto a isso.Mas justamente seriam ofertados em massa,pois ter mais filhos,ficou mais caro.
    Veja,alimentação seria algo que subiria o preço.Mais pessoas se alimentando...
    Eu não disse que a economia se resultaria em escassez,magina!Nunca que isso iria acontecer em uma economia livre.Disse que com a mais individuos consumindo,logo a escassez seria algo mais próximo.No sistema de preços,os recursos mais escassos subiriam de preço,e como eu disse,tornando a reprodução algo mais caro..Entende?

    ''Não é pela falta de reprodução que se têm uma abundância de empregos, e sim uma oferta maior para vagas de empregos que a economia liberal dispõe.''

    -Com certeza,não tenho duvidas sobre isso!
    Em nenhum momento eu disse sobre essa relação,disse somente pela redução da população e assim causando o problema que o artigo citou de ''vender-se mais fraudas geriatrias do que fraudas para bebês''.
    Entendeu?A grande oferta de emprego não é causada pela redução de demanda por emprego(em uma economia liberal).Concordo em gênero,numero e grau.
    E faço novamente as minhas perguntas,não acredito que uma economia livre seria isenta desse problema,isso inclusive é um problema que os escandinavos não conseguem resolver.

    E oque fazer para evitar tal problema?
    Oque causou o problema?(japão e escandinavos)

    Em uma situação como a do japão,como o mercado resolve?Só se for pela ''importação de reprodutores'' ou pela super viabilidade de reprodução(muito barato ter vários filhos).
    Pessoas poderiam imigrar para o país por razões economicas e ter vários filhos,como os mulçumanos tem feito na europa(isso nunca poderia ser feito com isentivos governamentais).
  • Andre  23/09/2016 03:25
    O Japão escolheu não dar nacionalidade para pessoas não descendentes de japoneses, preferem dar para descendentes dos que emigraram há 100 anos e etc, e convocaram muitos destes para trabalhar no Japão na década de 80, mas graças a políticas keynesianas estes descendentes preferem hoje arriscar em países como Austrálias, EUA ou algum país europeu, viver no Japão é chato e caro, o que compensava era o dinheiro, mas como nem isso podem mais proporcionar então estão condenados.
    A baixa taxa de natalidade do Japão está ligada à baixa nos casamentos, os jovens preferem robôs e brinquedos sexuais, coisa cultural, em países ocidentais está mais ligado à promiscuidade e a eternização da adolescência, onde até se casam, mas preferem não ter uma cria para lhes fazerem perder "os eternos melhores anos de suas vidas" e interromper "uma carreira promissora" onde nem gerente vira e acha que tem uma carreira.
  • Renan Merlin  22/09/2016 20:56
    O Que tem haver a crise do petroleo com o fim do padrão ouro?
  • Murdoch  23/09/2016 01:49
    Olá,
    "-Ou eu não me expressei da melhor maneira possível ou faltou um esforço a mais em sua interpretação(como todo respeito).
    Não disse que iria ser fadado a escassez,eu quis dizer que,a escassez se tornaria maior e os preços subiriam,aumentando assim o custo de vida,''descompensando'' ter mais filhos.E sim,métodos para evitar a reprodução,seriam ofertados em massa,não há duvidas quanto a isso.Mas justamente seriam ofertados em massa,pois ter mais filhos,ficou mais caro.
    Veja,alimentação seria algo que subiria o preço.Mais pessoas se alimentando...
    Eu não disse que a economia se resultaria em escassez,magina!Nunca que isso iria acontecer em uma economia livre.Disse que com a mais individuos consumindo,logo a escassez seria algo mais próximo.No sistema de preços,os recursos mais escassos subiriam de preço,e como eu disse,tornando a reprodução algo mais caro..Entende?"

    Se há mais pessoas velhas em uma população, há uma menor taxa de fecundidade e assim a população de um país não irá ter como crescer, ao contrário, estará diminuindo. Com uma população cada vez menor, haverá mais abundância em toda conjuntura econômica. Se houver mais oferta do que demanda, os preços obviamente iriam cair e o aumento de preço que você destacou não faz o menor sentido(pelo menos para mim). Se estou interpretando mal, me explique.

    "E oque fazer para evitar tal problema?
    Oque causou o problema?(japão e escandinavos)"

    Obviamente que para evitar tal problema é uma maior taxa de reprodução em países que estão com a população envelhecida. Alguns países adotam estratégia um tanto inusitada.
    Segue ae!!
    Com campanha 'faça sexo pelo país' e subsídios, Dinamarca apela por filhos
    Dinamarca paga para pessoas terem filhos
    5 países que te pagam para fazer sexo e ter filhos
    Campanha publicitária na Dinamarca incentiva aumento da natalidade

    O que causou essa situação é uma melhora nos sistemas de saneamento que provocaram cada vez um número menor de mortes, os recursos de medicina que estão avançados comparados com antigamente que salvaram muitas vidas, maior número de vacinas para diversas doenças que combatem eficientemente o número de mortes por elas, e várias outras causas. E o problema se torna pior se levarmos em conta pesquisas relacionadas a imortalidade ou estender o por mais tempo a vida. Algumas empresas e pessoas fazem essa pesquisa como Google, Larry Ellison, russos e etc.

    GOOGLE EM BUSCA DA IMORTALIDADE HUMANA, SAIBA MAIS
    'Em 2045 o ser humano será imortal', diz cientista
    Google quer estender a expectativa de vida humana para 500 anos
    Os bilionários que desafiam a morte
    6 BILIONÁRIOS QUE ESTÃO ATRÁS DA IMORTALIDADE
    Vale do Silício tenta tornar humanos imortais - e encontra algum sucesso
    A tecnologia vai nos ajudar a viver para sempre?

    E tem mais, com a nanotecnologia voltada para a medicina(nanomedicina), a extensão do tempo de vida irá se tornar uma realidade.
    "Aparecimento de nano-dispositivos de regeneração celular que poderão garantir a regeneração dos tecidos e imortalidade."

    Abraço
  • anônimo  23/09/2016 11:59
    Vc está dizendo que aumentar a expectativa de vida é algo ruim?

    A questão é como o livre mercado lidaria com a crise demográfica no Japão e nos países da Europa?
  • Murdoch  23/09/2016 21:58
    "E o problema se torna pior"

    Eu me expressei mal nessas palavras.
    Desculpa.
    Pelo contrário, quanto maior a expectativa de vida é melhor.
  • Bruno Feliciano  23/09/2016 15:03
    Obrigado pelos esclarecimentos!
  • Dam Herzog  22/09/2016 19:15
    Acredito que as politicas socialistas são iguais as politicas keynesianas onde se conserva um pouco de liberdade, mas o resultado final é sempre inflação, desemprego e deficit expressivamente grandes. No final o povo perde a sua garra de competir e espera que o governo cuide de nos do nascimento a sepultura. Precisamos de uma maneira de nos mesmos nos representarmos. Seguindo a cadeia da obediência um homem consegue mandar numa multidão de milhões de pessoas. O socialismo e o keynesianismo já causaram e continuam causando milhões de mortes e sofrimento em todo a Syria que o diga. Deveríamos criar um partido libertário no Japão e espalhar estas ideias para que no futuro não sofram muito.
  • Capital Imoral  22/09/2016 19:47
    Um país que consome mais fraldas geriátricas do que fraldas para bebê é um país já condenado.

    Como também já acontece na Europa e nos EUA, os jovens entram em intermináveis cursos de graduação e pós-graduação, jamais se formando. Com isso, ficam completamente alheios às reais habilidades exigidas pelo mercado de trabalho. Os jovens adultos se mantêm quase que exclusivamente por meio de endividamento ou pelo consumo da poupança de seus pais.
    -------------------
    Lembrando que essas afirmações, são cruéis e desumanas.
    Pessoas não são números e muito menos gado, para serem vistas em termos de produtividade.
    Parem de ter cabeça de planilha.
  • anônimo  22/09/2016 20:56
    Ei capital imoral, tá chorando porque vão tirar sociologia e filosofia do ensino médio?
  • Bento  22/09/2016 20:32
    Alguém pode me explicar o que expansão do crédito tem a ver com câmbio?
  • Renan Merlin  22/09/2016 21:36
    Se aumenta a oferta de moeda local ela fica mais barata em relação a moeda estrangeira e portanto fica mais caro importar
  • Bento  23/09/2016 14:21
    Valeu, Renan! Quando disseram "expansão do crédito", pensei só em juros mais baixos
  • Renan Merlin  22/09/2016 20:33
    Como é que o Japão ficou rico?
  • Neuron Upheaval  23/09/2016 17:42
    Principalmente com oferta de crédito barato dos EUA.
  • Eduardo  22/09/2016 20:35
    Tenho uma dúvida: como os liberais vêem este movimento de que políticos devem ganhar pouco? Ex: Vereador deve ganhar 1 salário. É uma pergunta séria e gostaria de opiniões sérias e fundamentadas. Obrigado desde já.
  • Murdoch  22/09/2016 21:19
    Se dependesse de nós, eles jamais existiriam em uma sociedade.
  • Pobre Paulista  22/09/2016 21:24
    1. Defina "Os Liberais".

    2. Políticos não devem ganhar nada pois não produzem nada.
  • Andre  23/09/2016 12:21
    Como libertário, por mim nem existiriam.

    Do ponto de vista prático do Bostil a resposta é: não faz diferença, para você pobre mortal assalariado, perseguido pelo imposto, arrasado pela inflação, frequentador de habib's, dirigindo um volkswagen gol 1.0 financiado e morando num apto de 43m² na periferia pode mesmo considerar o salário de R$36.000,00 mensais um assombro. Mas o fato é que poucos políticos estão lá por este gordo salário, e sim pelo controle de centenas de milhões de reais em emendas parlamentares, contratos com estatais, indicação de centenas de cargos em órgãos, decisão de fazer obras da maneira que desejar e muitos outros itens responsáveis por levar nosso país ao desastre.
    Você acha salário de deputado de uns R$36.000,00 alto? O Cunha gastou isso em um único jantar em Paris, que tipo de dependente de salário gasta seu ordenado de uma única vez?
    O alto salário dessa corja é só cortina de fumaça para os brasileiros completamente ignorantes em economia focarem suas reclamações e não perceberem que o principal problema é o excesso de poder que o estado tem sobre a economia.
  • Capital Imoral  22/09/2016 20:46
    E Porque vocÊs capitalistas gostam de reclamar de paises onde demografia e baixa? Eu sou homosexual e portanto não procrio e isso não ruim pelo contrario, além de capitalistas são homofobicos?
  • Andre  23/09/2016 03:28
    Quem reclama da baixa natalidade são keynesianos e ditadores, pois precisam de mais boiada para consumir produtos toscos da industria nacional e diluir o dinheiro impresso na economia.
  • Aluno Austríaco  23/09/2016 13:26
    A sua bunda não é do governo. Use sua bunda como você quiser. A sua bunda é sua.

    Os keynesianos estão pagando para as pessoas terem filhos. Os keynesianos transforam filhos em contribuintes. Eles estão produzindo pessoas para pagar impostos.

    O artigo sobre o Japão é realista. O governo está conseguindo destruir uma das populações mais prósperas do mundo.

    Depois do ataque em Pearl Harbor, e do revide americano com bomba atômica, é impressionante como os japoneses ainda conseguem acreditar no governo. Nem com bomba atômica na cabeça, os japoneses aprenderam a não acreditar no governo.
  • Bode  22/09/2016 20:47
    Já mencionei isso por qui, mas vale a pena relembrar que, Edward Glaeser publicou um artigo no City Journal criticando o intervencionismo estatal e citou o Japão como exemplo de fracasso de políticas Keynesiana no tocante a infraestrutura.

    www.city-journal.org/html/if-you-build-it-14606.html
  • Henrique Fernandes  22/09/2016 22:20
    Alguém pode me indicar por onde começar a estudar liberalismo mais profundamente?
  • Pobre Paulista  22/09/2016 23:12
  • Double  22/09/2016 23:36
    Sugeriria visitar a biblioteca do site e ler "As Seis Lições " e "O que o Governo fez com o nosso dinheiro"
  • Rafael Isaacs  23/09/2016 02:11
    Não dá pra crescer eternamente né
  • Primo  23/09/2016 15:14
    Exatamente. O pessoal aqui está parecendo Keynesiano. Na realidade, o crescimento econômico abordado no texto só interessa para o estado e para rentistas. O resto da população está gozando a vida.
  • Neuron Upheaval  23/09/2016 17:44
    Verdade. Um país não pode crescer a olhos vistos por tempo indeterminado.
  • Aluno Austríaco  23/09/2016 03:17
    Existe a possibilidade do estado ser benéfico, mas quase todos os governantes são criminosos, irresponsáveis, maus gestores, aliados de máfias, etc.

    Se a carga tributária no Brasil é 33% do PIB, nós podemos ter certeza de que muitas pessoas estão pagando mais do que 40% de imposto sobre o que consomem e outras menos de 25%. Esse valor de 33% faz parecer que todo mundo paga 33% de imposto. Na verdade, tem gente pagando muito mais do que 33%.

    Uma forma de equalizar os impostos seria o imposto único. Como o imposto único é cobrado sobre todas as transações, seria possível fazer uma varredura 100 vezes maior do que a atual. Seria apenas uma proporção entre o faturamento da empresa e o valor pago ao governo. Como as alíquotas de impostos variam muito sobre cada produto, fica impossível saber se todo mundo está pagando de forma correta. Não tem como o governo fazer uma conta simples sobre faturamento e valor dos impostos de todas as pessoas. Como cada produto tem um imposto, a variação do imposto pode ser muito grande.

    Não faz o menor sentido ter isenções tributárias e alíquotas diferentes. Isso é um tiro no pé do próprio governo. Se todas as pessoas estão trabalhando para sobreviver, não faz sentido ter isenções ou reduções de impostos. O imposto único permitira uma fiscalização 100 vezes maior.

    Se a porcaria do governo existe, pelo menos deveria cobrar imposto igual para todo mundo. Esses aloprados que pagam menos impostos são os mesmos canalhas de sempre. São sempre as máfias aliadas ao governo que conseguem esses arrêgos, mamatas e tetas para pagar menos.
  • anônimo  23/09/2016 09:48
    O povo japonês sempre teve uma tradição de honra e força, herança dos samurais.Aí vem o ocidente e humilha os caras de tudo quanto é jeito, proíbe os caras de terem exército, exportam uma cultura doente e enfraquecedora que exalta homens afeminados e o resultado é esse aí, um bando de patetas sem testosterona e a taxa de nascimentos cada vez menor.
    Google: japan grass eating man.
  • Realista  23/09/2016 12:46
    "O povo japonês sempre teve uma tradição de honra e força, herança dos samurais.Aí vem o ocidente e humilha os caras de tudo quanto é jeito, proíbe os caras de terem exército, exportam uma cultura doente e enfraquecedora que exalta homens afeminados e o resultado é esse aí, um bando de patetas sem testosterona e a taxa de nascimentos cada vez menor. "


    E o BR exporta o quê em termos de cultura, além de bunda, cerveja, futebol e falta de educação? Entre o nível cultural deles e o nosso há alguns milhares de anos luz de diferença!
    Se você quer programar a mente dos homens japoneses para que eles sejam mais másculos, vire um ditador e imponha isso, simples assim.
  • Henrique Zucatelli  23/09/2016 11:26
    Não vemos isso apenas na política econômica, mas também na medicina.

    O corporativismo escorado no Estado faz com que soluções simples para doenças graves como o Câncer, a Esclerose Múltipla e a AIDS entrem num moto perpétuo de gastos cada vez maiores e solução zero.

    Pesquisas que vão contra os interesses dos campeões nacionais da indústria farmacêutica e das associações médicas são no mínimo podadas, e no pior caso, ridicularizadas ou até proibidas, pois custam pouco e vão além da parca compreensão daqueles que se escoram na guilda para ter respeito público.

    Um dos casos mais recente é o da Etanolamina (e poderia citar centenas de outros, mas falta espaço). O simples fato dessa substância ter tido resultados em milhares de pessoas foi motivo para que o fascismo Estatal entrasse em ação e proibisse a distribuição da mesma.

    Convivo há um mês com um caso de câncer. A solução estatal (arrancar e jogar veneno encima) não convenceu e corri atrás da Etanolamina por outros meios, bem como de outras soluções paralelas ao fio do bisturi. Resultado: A remissão é quase completa, sem sofrimento, sem dor, quase sem custos.

    Quanto custa uma rodada de cirurgia, quimio e radioterapia na Europa? 50 mil Euros - enquanto o tratamento para Estatal custa menos de 1000 Euros e nem de médico precisa na maioria das vezes. Isso explica a histeria dos doutores quando se deparam com algo parecido.

    Onde quero chegar? O Estado quando ofertador de poderes, mediocriza mentes. A livre concorrência, além de fazer com que as pessoas paguem menos por mais, salva vidas. Porém os burocratas não estão a serviço do ser humano, estão a serviço de si mesmos, assim como os grupos de empresas e profissionais escorados nesse poder.

    O Estado não vai deixar de ter soluções "estatais". Um Estado que se esbaldou no keynesianismo não vai ter soluções liberais, não pelo menos até ficar imoral o bastante para que se questione, como vem acontecendo mundialmente com o câncer. Até chegarmos no ponto crucial onde não haverá mais justificativas para gastar o dinheiro dos outros, muita gente vai sofrer.
  • Marcio  23/09/2016 12:57
    Escrevam sobre a flexibilização do ensino médio que vai ocorrer.
  • Garcia  25/09/2016 15:57
  • Marcio  23/09/2016 13:13
    Leandro, usar o disqus para os comentários seria bem melhor, os comentários seriam postados na hora.
  • anônimo  23/09/2016 14:32
    Brasil era muito rico em média uma família tinha 6 ou 7 filhos com o salário de um pai de família.
    Não creio que existisse país semelhante antes dos Liberais afundarem tudo. Talvez a Argentina.
    Mas Liberais (e semi-liberais e sua variante esquerdista, conhecida como Socialistas e Comunistas) trabalham para Londres todos nós sabemos.
  • Max Stirner  23/09/2016 14:49
    Será que o motivo do "milagre" ocorrer não foi pq existia uma idéia generalizada de que o país tinha que se recuperar depois da Guerra ? E não pq foi deixado "livre" ?





  • Neco  23/09/2016 19:11
    Falando em filmes, tem uma comédia estrelada por Michel Keaton (pré-bátima) em que ele
    interpreta um líder sindical (acho) que tenta convencer executivos japoneses a não fecharem a filial
    de uma montadora japonesa, instalada nos EUA. (Fábrica de Loucuras, 1986). A curiosidade é que foram usados vários Fiats nas cenas.
  • Capitalista Keynes  26/09/2016 17:27
    Os liberais acham que só os governantes são ladrões, incompetentes e blá blá blá......e os empresários e empreendedores são uns anjos perfeitos.....a vá ...sem o Estado regulador, as empresas estariam livre para fazerem cartéis , tabelarem preços , dar salários baixos e evitar a concorrência pois as maiores engolem as menores até o mercado virar monopólio.....sim empresário odeia concorrência porque só um (ele é claro) pode lucrar ( filme Highlander -o Imortal-"Só pode haver um").....ou seja liberalismo apoia as empresas e a concorrência , mas as empresa não gostam de concorrência....ou seja totalmente sem lógica.
  • Magno  26/09/2016 18:28
    "Os liberais acham que só os governantes são ladrões, incompetentes e blá blá blá......e os empresários e empreendedores são uns anjos perfeitos"

    Os "liberais" eu não sei, pode até ser. Já os libertários não têm essa ilusão.

    O libertarianismo não é uma filosofia pró-empresa. E nem muito menos pró-empresário. O libertarianismo é uma filosofia que defende única e exclusivamente a propriedade privada.

    Havendo propriedade privada há transações livres e voluntárias. Havendo transações livres e voluntárias há livre mercado.

    A defesa do livre mercado pelos libertários advém diretamente da defesa da propriedade privada, que é o cerne da teoria libertária.

    Nenhum libertário pró-livre mercado nega a existência de empreendedores salafrários; nós apenas acreditamos — e para isto baseamo-nos na sólida teoria econômica — que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter. E elas terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

    Por outro lado, quanto maior for a regulamentação governamental sobre um setor, mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos. Em vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.

    "sem o Estado regulador, as empresas estariam livre para fazerem cartéis , tabelarem preços , dar salários baixos e evitar a concorrência pois as maiores engolem as menores até o mercado virar monopólio"

    Curioso, pois, empiricamente, tudo isso só ocorre exatamente em mercados regulados pelo estado.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural

    "ou seja liberalismo apoia as empresas e a concorrência , mas as empresa não gostam de concorrência....ou seja totalmente sem lógica"

    A falta de lógica advém exatamente da sua ignorância a respeito do que você critica. Libertários são pró-mercado, e não pró-empresa. De novo:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

    O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

    Não suje ainda mais o já conspurcado nome de Keynes. Não atribua a ele essa sua ignorância abissal.
  • Luiz  26/09/2016 18:58
    "Políticas keynesianas", Bem, O governo se aproveita das medidas elaboradas por Keynes para intervir a qualquer momento, Keynes as propôs em tempos de crise, um monte de gente que nunca o leu só repetindo jargões. Keynes foi um dos mais brilhantes economistas.
  • anônimo  28/09/2016 14:46
    o q explica o crescimento japonês no período pós-guerra?
  • Antônimo  28/09/2016 15:41
    Explicado no artigo.
  • Fabio Barbieri  13/10/2016 13:44
    Outro dado engraçado sobre a pujança antiga do japão: as faculdades de administração de empresas em torno de 1990 só falavam do japão. bastava traduzir pro japones qualquer conceito banal e zaz! estava criada uma "teoria" de administracao. a produtividade maior era atribuida a maior participacao dos funcionários (cxs de sugestoes, etc.), os funcionarios ficavam a carreira toda em uma unica firma e claro toda a riqueza do pais era atribuida a praticas administrativas superiores. quando veio a recessao, eu perguntava pros professores se a recessão era causada por abandono dessas mesmas praticas ou por causas economicas.... a tira em quadrinhos do Dilbert tirava barato dos americanos que visitam fabricas japonesas em busca de receitas mágicas de tecnicas motivaciionais - trabalhe com fantasia de seu animal favorito, zoava o executivo japones, e o dilbert aparecia trabalhando com roupa de golfinho.
  • Jailson  21/11/2016 22:25
    Opa, sempre é interessante textos assim mas a crise inicial foi justamente devido a não intervenção do governo na politica monetária, trazendo a "bolha economica", mas como é isso que o site defende como unica forma correta, vamos ignora-la
    www.sjsu.edu/faculty/watkins/bubble.htm
  • Jiraya  21/11/2016 23:08
    Hein?! "Não intervenção do governo na política monetária"? Como assim, cidadão? A política monetária, qualquer que seja ela (expansionista ou contracionista), é por definição uma política estatal. Quem faz tal política é o Banco Central, e o Banco Central é uma instituição estatal.

    Como então seria possível uma "não intervenção do governo na política monetária" se a política monetária é feita exclusivamente por uma instituição do governo? O governo não intervém naquilo que ele próprio faz?

    Isso é o equivalente a dizer "não intervenção da gravidade no vôo de um avião".

    É cada um...


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