Defender o protecionismo é defender a escassez - defender o livre comércio é defender a abundância
Impossível salários altos e inflação de preços baixa sem livre comércio

Quanto mais barato e facilitado for o nosso acesso aos produtos que os estrangeiros gentilmente querem nos vender, maior será o nosso padrão de vida.

Quanto mais baratos forem os produtos estrangeiros importados, mais iremos ganhar com a abundância de bens e serviços acessíveis. 

E, ao contrário do que os protecionistas acreditam, maior será a criação de empregos com salários maiores.

Comecemos pelo básico

Todos nós trabalhamos porque queremos trocar os frutos do nosso trabalho (dinheiro) por aqueles bens e serviços que ainda não temos ou dos quais necessitamos continuamente.  Trabalhamos e produzimos para que então possamos demandar bens e serviços.  Por isso, nossa produção representa, tautologicamente, nossa demanda.

Se as fronteiras do território dentro do qual você vive estão completamente abertas para todos os bens e serviços produzidos mundialmente, então você é uma pessoa de sorte: você está na privilegiada situação de ter os indivíduos mais talentosos do mundo trabalhando e produzindo para atender às suas demandas. 

Mais ainda: esses indivíduos talentosos estão concorrendo acirradamente entre eles para fornecer a você as melhores ofertas. Sob este arranjo, por definição, o poder de compra do seu salário alcança sua máxima capacidade.

Todos aqueles que gostam de barganhas e de pechinchas adoram, intuitivamente, o livre comércio.

Por outro lado, se o governo fecha artificialmente as fronteiras do país para os produtos estrangeiros, então a população passa a viver sob um permanente estado de isolamento e autarquia.  Ao serem praticamente proibidas de utilizar os frutos do seu trabalho para adquirir aqueles bens e serviços que são produzidos com mais qualidade por estrangeiros, as pessoas acabam sendo obrigadas a desempenhar várias atividades nas quais não têm nenhuma habilidade. 

Uma pessoa boa em informática acaba tendo de trabalhar como operário em uma siderurgia, pois seu governo restringe a importação de aço, que poderia ser adquirido mais barato de estrangeiros.  Engenheiros acabam virando operários de fábricas.

Estando isoladas da divisão mundial do trabalho, tais pessoas trabalham apenas para sobreviver, e não para desenvolver seus talentos.  Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas, pois a restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo, inclusive aquilo de que não entendem.

Em países de economia aberta, as pessoas, exatamente por poderem adquirir bens e serviços fornecidos por estrangeiros que são melhores no suprimento destes, podem se concentrar naquilo em que realmente são boas.  Em países de economia fechada, as pessoas não têm essa opção.

Queremos abundância e alta produtividade

Em uma economia baseada em transações comerciais, há um certo antagonismo natural entre produtores e consumidores: produtores se beneficiam quando há uma escassez (baixa concorrência) nos produtos que vendem; consumidores se beneficiam quando há uma abundância (alta concorrência) nos produtos que querem comprar.

(Produtores, obviamente, também se beneficiam de uma abundância em bens de capital utilizados para fabricar os produtos que eles compram para revender).

Um produtor sempre quer ser a única loja da cidade a vender um número limitado de produtos.  Consumidores, por outro lado, querem a máxima abundância, com o máximo possível de produtores concorrendo entre si e o maior número possível de produtos disponíveis, o que geraria preços menores.

Esse conflito de interesses surge naturalmente em uma economia de trocas.  Robinson Crusoé caçando para se alimentar obviamente preferirá abundância a escassez.

Em um ambiente não-concorrencial, no qual as indústrias nacionais não estão sujeitas à concorrência de produtos estrangeiros, empregos com altos salários podem surgir naquelas indústrias protegidas da concorrência externa.  Mas isso dependerá da capacidade dos sindicatos de controlar a oferta de mão-de-obra disponível.  A pressão oriunda da mão-de-obra não-sindicalizada será uma constante ameaça para esses empregos de altos salários, os quais só existem porque o governo criou uma escassez artificial por meio de barreiras protecionistas.

No entanto, ainda assim, não há nenhuma garantia de que isso irá gerar empregos de altos salários em vez de apenas altos lucros para essas indústrias protegidas.  Afinal, ao encarecer artificialmente os produtos que podem ser importados, o governo cria uma reserva de mercado para o poderoso empresariado local, o qual agora, sem a concorrência externa, se sente mais livre para cobrar preços altos e oferecer produtos de pior qualidade.  Não sobra alternativa para os consumidores senão consumir os produtos deste baronato nacional, a altos preços. 

A maior receita oriunda destes altos preços pode perfeitamente se converter em maiores lucros para os industriais, e não necessariamente em maiores salários.

Os mais prejudicados, é claro, serão exatamente os mais pobres, que terão sua renda consumida por produtos mais caros e de pior qualidade. 

Daí o grande contra-senso de ser a esquerda a maior entusiasta das políticas protecionistas.

Por outro lado, em um ambiente concorrencial, a abundância é a norma.  Consequentemente, altos salários só serão alcançados por meio de uma maior produtividade.  As pessoas só conseguirão salários maiores se forem capazes de produzir mais durante um mesmo período de tempo.  E, para conseguirem isso, elas terão de utilizar mais bens de capital — ferramentas, maquinários, edificações e meios de transporte que tornam o trabalho mais produtivo.

O padrão de vida dos países ricos é maior que o dos países da África não porque as pessoas trabalham mais, mas sim porque a mão-de-obra dos países ricos utiliza uma maior quantidade de bens de capital para fazer seu trabalho.  Isso as torna muito mais produtivas.  Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto da acumulação de capital. Assim como um trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada, o uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários e sua qualidade de vida.

Robinson Crusoé pegará mais peixes com uma rede do que com suas mãos.  E quanto mais redes ele tiver, mais peixes ele pegará.  Sua produtividade estará constantemente aumentando quanto mais recursos ele tiver à sua disposição.

Logo, para obter maiores salários, um trabalhador tem de produzir bens ou serviços que os consumidores queiram.  Ninguém irá pagar a um trabalhador mais do que o valor que ele produz (defensores do aumento contínuo do salário mínimo não entendem esse básico). 

Por exemplo, suponha que você consegue fabricar um aparelho eletrônico de cinco componentes que consegue ser vendido pelo subjetivamente alto preço de $ 100 por unidade, em um setor altamente concorrencial.  Para fabricar este produto, você contrata 100 trabalhadores que irão, de forma independente, construir um aparelho cada um.  Em 10 horas, cada um dos 100 trabalhadores terá construído um produto completo.

Ignorando os eventuais custos não-trabalhistas, quanto você poderia pagar a cada trabalhador?  $ 10 por hora.

Agora, suponha que a mão-de-obra se torne mais especializada, de modo que cada trabalhador se concentre em apenas um dos cinco componentes do aparelho.  Os ganhos dessa divisão do trabalho permitem que cada aparelho seja construído em metade do tempo, ou 5 horas.  Quanto você pode pagar agora para cada trabalhador?  Até $ 20 por hora.

Agora, suponha que você adquira uma máquina (bem de capital) que permite a cada trabalhador construir um aparelho em uma hora.  Quanto você pode pagar agora a cada trabalhador?  Até $ 100 por hora.

Não há segredo nem mágica: aumentos salariais só são possíveis se houver divisão do trabalho e abundância de capital.  Quanto maior a quantidade de capital disponível, maior a produtividade e maior o valor dessa produtividade.  E, em um ambiente concorrencial, maiores os salários.

Tarifas protecionistas afetam as empresas domésticas que querem importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar a produtividade de seus trabalhadores e, com isso, fabricar produtos melhores e mais baratos.  Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou então a comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade. 

Isso reduz a produtividade e aumenta seus custos.  Sendo menos produtivas e operando com custos maiores, essas empresas se tornam menos competitivas internacionalmente. 

Consequentemente, as exportações também tendem a declinar.  E estimular exportações era exatamente uma das intenções do protecionismo.

Por fim, suponha que a China resolva subsidiar suas exportações ao ponto em que pudéssemos adquirir produtos chineses de graça.  O que isso significaria?  Significaria que não mais teríamos de utilizar recursos escassos para produzir esses mesmos produtos domesticamente, de modo que agora poderíamos redirecionar bens de capital (que são escassos) para outras indústrias, as quais produzirão os bens não fornecidos pelos chineses.  Com mais capital, essas outras indústrias, ceteris paribus, terão empregos com salários maiores do que eram antes do comércio com a China.

Por causa do aumento da renda disponível e do aumento da capacidade de consumo da população permitido pelas importações baratas, e também por causa dos empregos agora mais produtivos gerados em outros setores, até mesmo empregados demitidos por causa da concorrência estrangeira ficam em melhor situação.

Utilizando o governo para criar escassez artificial

O protecionismo é uma política voltada para criar escassez.  Restrições ao comércio não apenas não aumentam a quantidade de capital disponível, como ainda forçam um uso não-produtivo do capital.  Dado que o país protecionista, por definição, necessariamente terá uma mão-de-obra menos especializada, o capital ficará mais dispersado por toda a economia, o que fará com que os salários sejam menores do que poderiam ser.

Adicionalmente, tendo agora de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais estarão incapacitados de consumir mais e de investir mais.  A restrição às importações e a reserva de mercado criada por ela faz com que a capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida. 

E sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia. 

Assim, empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas. 

Toda a economia se torna mais ineficiente, a produção diminui, os preços médios aumentam, e os salários reais caem.

Protecionismo é uma política que atende apenas aos interesses dos empresários mais ineficientes, menos competitivos e mais avessos a atender aos desejos dos consumidores.  Empresários interessados em produzir produtos de qualidade, utilizando bens de capital importados, são prejudicados.  E toda a população é prejudicada ao ter de consumir apenas produtos nacionais ruins e artificialmente caros, prejudicando sua capacidade de poupar até mesmo para sua aposentadoria.

No que diz respeito ao comércio, a melhor política sempre será a eliminação de todas as barreiras à importação.  Mesmo que unilateralmente.  A abundância sempre deve ser preferida à escassez.

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Frank Hollenbeck é Ph.D. em economia e leciona na Universidade Internacional de Genebra.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

John Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui para a revista Forbes.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"No Brasil não é apenas isso, é incentivo aos sub-empregos, exploração da mão de obra se um funcionário produtivo não aceitar tal salário, os patrões os trocaram por um que produza menos e então aceite aquele valor."

Se um funcionário produtivo não aceitar tal salário, então quem perde é o patrão, que ficou sem este funcionário produtivo.

Num país como o Brasil, cuja produtividade de um brasileiro equivale a um quarto da produtividade de um americano, um empregador que abrir mão de um funcionário produtivo por um improdutivo estará sendo inacreditavelmente burro.

É realmente necessário ser um completo ignorante em economia para falar algo assim.

Agora, o que você realmente está querendo dizer, mas não está com coragem de vocalizar abertamente, é que funcionários ruins, encostados e preguiçosos -- mas que ganham bem por causa de alguma imposição sindical -- serão prontamente trocados por funcionários realmente bons, produtivos e trabalhadores.

Aí, sim. É exatamente por isso que a terceirização apavora sindicatos e barnabés. Gente que sempre ganhou bem e que nunca trabalhou direito agora terá de se aprumar. Caso contrário, vai perder o emprego para outro com mais gana.

"É difícil discutir terceirização com impostos trabalhistas, e consumo em níveis tão altos."

Consumo em níveis tão altos?! Essa é nova. De onde você está teclando?

"É claro que é uma vitória liberal, e dos empreendedores, mas num país como é o Br n parece algo tão benéfico, Bom se tivéssemos o mesmo poder de compra de Canadá, Austrália, ai poderíamos comemorar bem mais. Mas como não somos, quem mais sai ganhando com isso são os empreendedores."

Em primeiro lugar, sugiro você a se educar minimamente. Se você não consegue nem se expressar direito -- sua escrita e sua capacidade de comunicação são precárias e toscas --, dificilmente conseguirá algum emprego que pague bem. No máximo, você pode aspirar a fazer recauchutagem de pneus ou coisas do tipo.

Outra coisa: como exatamente seria uma "vitória dos empreendedores" ter empregados ruins (como você próprio disse) e população sem poder de compra (por causa dos altos impostos e dos altos preços)?

Quanto mais a pessoa é incapaz de ligar causa e consequência, mais ela comenta em público.
Copio o que escrevi ainda ontem: se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ué, mas acabou de ser demonstrado que, para trabalhadores pouco qualificados (que hoje têm o salário zero do desemprego) haverá mais oportunidades de emprego.

Segundo um estudo da FGV sobre o custo do trabalho no Brasil, "o custo do trabalhador, em média, pode chegar a 2,83 vezes — ou 183% — o salário que ele recebe da empresa, no caso de vínculo de 12 meses de duração de um contrato CLT".

Isso quer dizer que, em vínculos empregatícios de 12 meses, se o trabalhador recebe o salário mínimo -- que é de R$ 937 --, seu empregador está desembolsando, na verdade, R$ 2.651 apenas para poder manter esse funcionário.

E isso significa, por definição, que, para compensar sua contratação, o trabalhador precisa de uma produtividade de, no mínimo, R$ 2.651 para poder trabalhar legalmente.

No Brasil, portanto, o valor mínimo que você tem de produzir para valer a pena ser contratado é R$ 2.651 por mês. Este é o valor do salário mínimo mais todos os encargos sociais e trabalhistas.

Quem produz menos que isso não será contratado. Graças à CLT.

Com tantos custos gerados pela CLT, com uma economia há três anos em recessão e com 13 milhões de desempregados, haver empregos abundantes e permanentes para todos é impossível. Pior: para quem está atualmente desempregado, uma recolocação no mercado de trabalho pode ser insuportavelmente demorada. E traumatizante.

Consequentemente, a permissão da terceirização de atividades surge como uma possibilidade para as empresas e os negócios que, ainda receosos, têm medo de contratar alguém sob o regime da CLT, mas suspeitam que já poderiam recolocar novos empregados no mercado. Assim, esses agentes podem contratar uma empresa que terceiriza o trabalho e, caso o negócio não esteja progredindo como esperavam, basta romper o contrato.

E o trabalhador, por sua vez, continuará empregado, pois terá vínculo empregatício com a empresa que terceiriza, e pode, por conseguinte, ser prontamente realocado em uma nova empresa contratante.

Qual o argumento contra isso?


Agora, se um sujeito tinha um emprego e foi substituído por outro trabalhador, então a conclusão óbvia é que este outro trabalhador é mais produtivo que o primeiro. Questão simples, básica e puramente econômica.

Qual o argumento contra isso?

Como lidar? Estudando mais, pois tudo o que você falou não só é errado, como a realidade é exatamente oposta.

"ausência de regulação favorece a formação de cartéis"

Errado. Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

Artigos para você sair entender isso:

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Grandes empresas odeiam o livre mercado

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Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

E você ainda acredita que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

"Existem monopólios e oligopólios naturais, que surgem independentemente das barreiras impostas por estados sobre mercados."

Errado de novo. Não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

Monopólio e livre mercado - uma antítese

O mito do monopólio natural

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Capital Imoral  21/09/2016 15:08
    Desculpe o incomodo, Preciso falar sobre Lula.

    Hoje pela manhã estive a conversar com minha planta chamada Helio beltrião. Estive a falar com ela, sobre como este mundo é injusto, como este mundo é cruel para com os pobres e minorias. A maior injustiça deste século, é o que está acontecendo com Lula atualmente.

    Como pode, um homem que fez tanto pelo Brasil, ser tão negligenciado, ser tão odiado pela burguesia, pela mídia do capital, pelo homem branco burgues que mora no leblon. Abaixo eu preparei uma pequena homenagem para Luiz Inácio Lula da Silva.

    Abaixo, todos as grandes conquistas de Lula:

    1 – Lula tirou milhões de Brasileiros da ignorância, Ensinou o Brasileiro a falar inglês e francês, enviou milhares de estudantes para Europa. Sabe aquele negócio de ter que ser filinho de papai, para fazer mochilão pela Europa? Agora, todos somos filhos de um único pai, o grande lula.

    2- Lula acabou com a miséria no Brasil. Antes quem não tinha o que comer, tinha que roubar, agora tem bolsa família e bolsa comida. A miséria no Brasil simplesmente não existe mais, graças ao nosso pai. Na era lula, a comida simplesmente começou a nascer nas prateleiras, é o milagre da boa administração.

    3- Antes de lula, tínhamos Bruno Tolentino, quando lula chegou ao poder, mudamos para Gregório Duvivier. Sem dúvida uma evolução.

    4- È verdade, talvez a segurança não tenha evoluído muito no Brasil. Mas eu tenho uma explicação: Culpa do capitalismo. Infelizmente, nosso pai, para nos trazer o socialismo, teve que liberar um pouquinho o capitalismo e isso acabou trazendo como consequência a morte. Mas veja que isso não é culpa do Pai Lula, mas sim do capital.

    5- Lula melhorou a saúde a tal ponto, que até eu, que sou filho de juiz, gosto de ir as vezes no SUS, porque sei que serei bem atendido. O SUS simplesmente causa inveja em todos países de primeiro mundo, dizem que até Obama quis copiar.

    6- Lula lutou para democratizar a mídia brasileira, antes dominada pelo capital. Ajudou a popularizar sites do povo brasileiro, como mídia ninja e carta capital.

    7- Lula ajudou o movimento dos Trabalhadores rurais sem terra, A lutar pela Reforma agraria no Brasil. Infelizmente não chegamos ao ideal, pois sofremos um GOLPE no meio do caminho, mas o povo nunca vai desistir de trazer o socialismo para o Brasil.


    Esses são apenas alguns feitos de um homem grandioso, que quase salvou o Brasil do neoliberalismo. O povo será oprimido pelo capital, mas fica aqui meu agradecimento a Luiz Inácio Lula da Silva, nosso grande pai.


    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Fabrício Santos Santana  21/09/2016 20:20
    Todos os presidentes antes de Lula contribuíram enormemente para impedir a geração de riqueza no país, já Lula, para realizar todos esses feitos grandiosos, fez exatamente o que fizeram nos EUA que causou ambas as recessões 1929 e 2008.
    Basicamente, ele usou o banco central para imprimir moeda massivamente, para abaixar artificialmente (através da força) a taxa de juros, e cresceu a dívida no país.

    Resultado a curto prazo (eis o motivo de você admirá-lo):
    - Empreendedores tomando empréstimo com riscos acima do normal e fazendo investimentos ruins devido aos juros artificialmente baixo.
    - Indivíduos "comprando", ou melhor, financiando bens de capital como casas, carros, terrenos, etc., a juros artificialmente baixo.
    - Através de endividamento e gasto exacerbado ele pode criar a centena de programas sociais que você mencionou.
    - Inflação devido a impressão de moeda.

    Resultado a longo prazo (o que vimos e estamos vendo agora):
    - O consumo exagerado (acima do normal) mencionado anteriormente eventualmente é interrompido, pois os bancos não tem mais para emprestar e a população não tem mais para gastar.
    - Empreendimentos abertos na época do chamado "boom" começam a ir a falência ou diminuir de tamanho, devido a falta de demanda.
    - Demissão em massa e consequente desemprego crescente.
    - Boa parte dos empréstimos tomados no "boom" ficam inadimplentes, ferindo os bancos.

    Nenhuma das políticas tomadas (imprimir dinheiro, endividar-se, diminuir juros) aumentou a riqueza da população, pelo contrário, elas destroem. 2 indivíduos trocando suas propriedades numa troca voluntária mutuamente benéfica é o único processo nesse planeta que faz indivíduos ficarem mais ricos, melhorarem sua situação. A única coisa que o governo pode fazer para ajudar esse processo é: deixar de atrapalhar. E durante toda a história desse país o governo, em suas diferentes formas, sempre atrapalhou, inclusive o do Lula. A diferença é que Lula executou essas políticas que dão a ilusão de que geram riqueza, mas não geram, e sim destroem.
    Todos queremos ser prósperos e desejamos uma humanidade mais próxima, o problema é que apenas uma minúscula minoria daqueles que pensam assim conhecem o método pelo qual esse fim pode ser alcançado.
    Esse método está inteiramente aqui nesse site, leia os artigos, os livros, com mente aberta e sem preconceitos, mas de maneira crítica e racional, e veja por você mesmo se estou mentindo.
  • Fabio  21/09/2016 23:09
    Você deve sofrer de alguma doença da mente, teve a cabeça lavada pela estirpe que criou o socialismo. Você é tão ignorante quanto a totalidade da população brasileira. De nada lhe adianta estudo se não é crítico do próprio estudo. Não existe sociedade perfeita, nunca existiu, nem existirá. Mas estas suas idéias de socialismo soam como um disco arranhado, nunca evoluirá para um CD, DVD, etc. Parou no tempo...
  • Rafa  22/09/2016 14:16
    Você já escreveu textos que confundiam mais, Sr. Capital. O de hoje é tão irônico que te desmascarou...
  • Almerio P. Gaertner  25/09/2016 22:35
    Suas linhas traduzem uma ignorância impar em matéria econômica. Seu pseudônimo por si só denota sua vontade, só vontade, de ser um luminar no pensamento politico/econômico. De tudo que escreveu, nada faz sentido. Nada para debater.
  • Renan Merlin  21/09/2016 15:34
    Como diria o econômista Marcos Lisboa que é um social-democrata. Pra cada exemplo de sucesso de protecionismo(COREIA DO SUL), você tem a America Latina e a Africa de fracasso. Todos lembram a Coreia do Sul e o Japão como "cases" de sucesso mas esquecem de todo o resto.
    O Ciro Gomes diz que os EUA e o pais mais protecionista do mundo, mas quando eu fui lá eu vi um panetone da Bauduco produzido em Minas por 6 dolares. Mais barato que no Brasil. Eu sei que as estradas brasileiras são horrorosas mas será que transportar de avião e mais barato?
  • Leandro  21/09/2016 16:49
    Isso da Coréia do Sul é mito.

    Protecionistas gostam de dizer que a Coréia do Sul "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Isso é econômica e logicamente impossível.

    O país se desenvolveu graças aos investimentos japoneses. O que o general (aliás, ditador) Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de protecionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Um relato completo: www.academia.edu/5057806/PARK_CHUNG-HEE_AND_THE_ECONOMY_OF_SOUTH_KOREA


  • Andre  21/09/2016 17:09
    Isso é tão verdade que inclusive as indústrias promissoras que começaram a ganhar destaque na Coréia são as mesmas que ganharam destaque no Japão nas décadas anteriores (automotiva e de comunicação).
  • anônimo  21/09/2016 17:58
    A Coréia do Sul até pode ter sido (e ainda ser) um pouco protecionista, mas nem de perto é como os desenvolvimentistas falam que é. Bostil sempre foi muitíssimo mais.

    Aliás, todos os países possuem um grau de protecionismo, infelizmente.
  • financista  22/09/2016 00:30
    Segundo ha-joo chang, a coreia do sul só é super desenvolvida por causa do protecionismo e as politicas industriais e de capitais. A coreia do sul escolheu seus campeoes e fez diversas restricoes com relacao ao mercado de capitais e retiradas de dinheiro dos investidores externos.
    Outra informacao equivocada é com relacao a suposta inerente natureza dos asiaticos em trabalhar. Segundo os ingleses e americanos que invadiram a china e o japao, os chineses e japones eram povos vagabundos e avessos ao trabalho capitalista ocidental.
  • Leandro  22/09/2016 01:09
    É exatamente a este autor que estou me referindo.

    Ha-Joon Chang é (apenas mais um) especialista em fazer propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro "Chutando a Escada" é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Cingapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Para piorar, Chang se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Além de tudo o que já falei acima sobre os investimentos japoneses, vale lembrar que a Coréia do Sul no início da década de 1960 era mais pobre do que a Coréia do Norte. E mesmo assim os japoneses investiram lá. E deu no que deu.

    Outra desonestidade é se concentrar na Coréia e não analisar os países que adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que eles defendem. Estes simplesmente não se desenvolveram. O que não é surpresa nenhuma.

    De resto, chega a ser engraçado o desespero dos nossos desenvolvimentistas. Ao se apegarem com todas as forças ao mito de que a Coréia do Sul se desenvolveu graças à intervenção estatal, eles estão explicitamente apoiando uma ditadura militar (que foi o que ocorreu na Coreia).

    Vale destacar a desavergonhada defesa do mercantilismo e do corporativismo. Eles não têm o menor pudor em fazer propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados e dizer que o Brasil deve imitar esse modelo de privilégio estatal às grandes empresas. Ué, mas não foi exatamente isso o que foi feito no governo Dilma?

    Jamais imaginaria que a esquerda chegaria a tal desespero a ponto de defender mais privilégios para Eike Batista (que nada mais é do que uma grande Chaebol). Os políticos e aqueles grandes empresários que têm pavor da concorrência adoram.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    Por último, um ponto: vamos fazer o jogo dessa gente e conceder -- por apenas um segundo -- que tarifas protecionistas sejam necessárias para o desenvolvimento das empresas. A pergunta é: no Brasil, as empresas já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?

    Políticas protecionistas e de incentivo à indústria não foram exatamente a cerne do governo Dilma? E olha a maravilha de resultado...
  • Douglas  22/09/2016 19:01
    É interessante mesmo se focarem na Coreia do Sul, mas se "esquecerem" de Hong Kong e Cingapura.
  • financista  23/09/2016 04:06
    Um outro problema eh que Cingapura nao eh tao liberal assim quanto se propagandeia. 1/4 das empresas negociadas na bolsa sao estatais; o mercado imobiliario eh muito regulado e restrito e grande parte dos imoveis e terrenos sao estatais; Cingapura possui diversos programas sociais estatais.

    o problema eh que uma naçao que nao pratica intervencionismo acaba nao desenvolvendo empresas que consigam competir com outras empresas estrangeiras que possuem esse tipo de beneficio no pais de sua origem. Principalmente instituicoes financeiras.
  • Antagonista  23/09/2016 12:29
    "1/4 das empresas negociadas na bolsa sao estatais"

    Sua definição é incorreta.

    O governo possui dois fundos de investimento: a Temasek Holdings (com míseros 380 funcionários), que compra ações de várias empresas asiáticas, e a Government Investment Corporation, que investe as reservas internacionais do país.

    Na Temasek Holdings -- que, como dito, é um fundo de investimentos do governo cingapuriano -- toda a diretoria é formada por quadros puramente técnicos, e a única ordem dada à empresa pelo governo é justamente ter lucros. A Temasek tem ações de uma empresa telefônica (existem 3 em Cingapura, que é uma cidade, além de 7 provedoras de internet) e da Singapore Airlines (55%).

    Nenhuma dessas duas empresas tem qualquer monopólio sobre nada. Também desconheço a existência de privilégios. E sua gerência é privada. E, até onde sei, têm fins lucrativos (como a própria Temasek Holdings).

    Isso, meu caro, está longe de ser planejamento central estatal.

    Aliás, se o governo brasileiro fizesse isso -- ou seja, em vez de gerenciar estatais, criasse um fundo de investimentos que aplicasse dinheiro em empresas e cobrasse retorno -- já seria um grande avanço.

    "o mercado imobiliario eh muito regulado e restrito"

    O que serve apenas para encarecer imóveis em um terreno exíguo. O cúmulo da insensatez é dizer que o país é rico e desenvolvido exatamente por causa disso e não apesar disso.

    "e grande parte dos imoveis e terrenos sao estatais"

    Na prática, em qualquer país do mundo (inclusive Brasil), imóveis e terrenos são estatais. Se você acha que não, experimente não pagar o IPTU do "seu" imóvel. O governo irá tomá-lo.

    Ou seja, na prática, seu apartamento pertence ao estado. Mas mediante o pagamento de um arrego (IPTU), o estado permite que você more nele.

    "Cingapura possui diversos programas sociais estatais."

    Programa social também é algo que todos os países possuem. Varia apenas a intensidade. Venezuela tem uma infinidade de programas sociais.

    "o problema eh que uma naçao que nao pratica intervencionismo acaba nao desenvolvendo empresas que consigam competir com outras empresas estrangeiras"

    Você claramente desconhece por completo a história de Hong Kong e suas empresas mundialmente competitivas. Aliás, e pelo visto, desconhece a própria história de Cingapura.

    Permita-me:

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - os primórdios

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade

    Lee Kuan Yew, o homem responsável pelo que Cingapura tem de melhor e de pior
  • Lopes  23/09/2016 17:04
    Minha nossa, a última parte do comentário, apesar de ser recorrente em nossa sociedade, sempre consegue me assustar.
    Não vou citar pela milésima vez algo que já foi exemplificado por outros leitores nesta secão de comentários.
    O indivíduo afirma que o intervencionismo é necessário pra desenvolver a indústria, pois outros países fazem o mesmo com as suas.
    Desviar recursos para indústrias que não possuem, por definição, produtos genuinamente demandados pelos consumidores, significa que a acumulação de capital está sendo distorcida.
    Aqueles projetos financeira e logicamente viáveis são prejudicados. Os gastos do governo representam destruição de poupança. Enquanto indivíduos estão se abstendo voluntariamente do consumo, o governo está consumindo os recursos que seriam utilizados para gerar a abundância futura de bens.
    Gastos governamentais são, necessariamente, um fardo. Apenas o mercado - através de relações voluntárias, regido pelo sistema de preços e pela lógica de lucros e prejuízos - pode alocar os recursos da maneira mais eficiente possível.
    E, de nenhuma forma, interessa se o país vizinho está exportando produtos provenientes de indústrias subsidiadas. Se o governo ao lado está tornando sua população de gado ainda mais otária, devemos apenas consumir seus bens baratos. Essa poupança pode, inclusive, gerar diminuição natural das taxas de juros, o que viabiliza projetos de longo prazo.
    Tenho 22 anos e são 22 anos ouvindo asneira tupiniquim. Fui salvo pela Escola.
  • Lel  24/09/2016 16:49
    O financista é o típico "economista" que as faculdades brasileiras estão formando.

    Não é atoa que o Bostil esteja no buraco e os economistas continuam repetindo os mesmos erros que levaram o Bostil ao buraco.
  • Cauan Muller  21/09/2016 15:46
    Leandro,

    Já que com a abertura tarifária, a ausência de qualquer protecionismo, a produtividade desse país sobre, então posso afirmar que governos de outros países tem motivos para impedir a abertura comercial dos outros?

    Sendo que assim impediria um aumento da produtividade de outros países e aumentaria a chace dos monopólios cartelizados por eles caírem.

  • Leandro  21/09/2016 16:18
    Não, pois os políticos têm todo interesse em aumentar as exportações. O lobby exportador -- formado pelas grandes indústrias do país -- é extremamente poderoso, contribuindo com generosas doações eleitorais.

    Se os outros países forem fechados, não haverá para quem exportar -- e o lobby exportador perderá quantias fabulosas em termos de receitas.

    Adicionalmente, embora políticos obedeçam a grupos de interesse, eles também não são imbecis. O que eles ganhariam se todos os outros países fossem fechados? Mesmo políticos precisam de importar coisas (no caso, eles compram quando viajam com o nosso dinheiro). Se os outros países não tiverem nada para produzir, políticos não terão nada para comprar. E seu padrão de vida desabará.

    O que seria da nomenklatura cubana se ela não adquirisse coisas de Miami?
  • Andre  21/09/2016 17:11
    Não só o lobby de terceiros como o fato de que muitos políticos são, eles mesmos, exportadores (é enorme o número de políticos em Brasília donos de fazendas).
  • Garcia  21/09/2016 16:27
    Excelente texto! Algum político brasileiro defende o livre comércio? Diminuir taxas de importação?
  • Magno  21/09/2016 16:50
    Não. Todos estão no bolso da Confederação Nacional das Indústrias.
  • Tulio  21/09/2016 17:55
    Em Porto Alegre tem o Marcel Van Hatten
  • Hugo Guimarães  21/09/2016 17:54
    A proposta que encontrei que mais se aproximasse à defesa de um livre comércio foi a do Partido Novo.
  • Thiago  21/09/2016 17:41
    O que fazer com as importações de bens usados quando existe no Brasil produtores competitivos e com bens até melhores que os de fora ( usados )?
  • Carlos  21/09/2016 18:22
    "O que fazer com as importações de bens usados quando existe no Brasil produtores competitivos e com bens até melhores que os de fora ( usados )?"

    Se os bens são "até melhores que os de fora", então você não tem com o que se preocupar. O consumidor vai preferir estes.

    Agora, se os consumidores preferirem os chineses, qual o problema? O que fazer com as fábricas nacionais de máquinas de escrever se as pessoas preferem importar laptops?

    Aceite este fato: tudo vai depender das preferências dos consumidores. Se eles voluntariamente passarem a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles, por definição, estão voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos produzidos pela FIESP, FIERJ, FIEMG e toda a CNI.

    Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência voluntariamente demonstrada. Se você, por exemplo, preferir comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria lhe proibir disso? Que mal você está fazendo a terceiros?
  • Thiago  21/09/2016 19:10
    Obrigado, Carlos!
  • Crítico  21/09/2016 17:50
    Em relação a essa parte:

    "Por fim, suponha que a China resolva subsidiar suas exportações ao ponto em que pudéssemos adquirir produtos chineses de graça. O que isso significaria? Significaria que não mais teríamos de utilizar recursos escassos para produzir esses mesmos produtos domesticamente, de modo que agora poderíamos redirecionar bens de capital (que são escassos) para outras indústrias, as quais produzirão os bens não fornecidos pelos chineses. Com mais capital, essas outras indústrias, ceteris paribus, terão empregos com salários maiores do que eram antes do comércio com a China."

    Vamos supor que a economia de determinada região do Brasil venha por décadas se desenvolvendo no ramo têxtil. Vários bens de capital e capital humano foram utilizados por décadas para que essa indústria se desenvolvesse.

    Agora suponha que um país estrangeiro, que recentemente começou a produzir os mesmos bens por um terço do preço. Esse país seria a China. Só que ela consegue tal proeza não por aumento de produtividade, mas sim por explorar uma população que mal consegue ter o que comer no final do dia.

    O comércio com esse país estrangeiro é aberto, e em poucos meses toda a indústria nacional que sustentava vários habitantes de várias regiões se ve completamente destruída.

    O que o artigo não explica, é como que os bens de capital utilizados anteriormente no ramo têxtil, serão realocados. Como realocar uma fábrica que serve para um propósito específico? Vai desmontar ela e reciclar os tijolos ou algo do tipo? E o capital humano? Pessoas que trabalharam e se especializaram por anos nesse ramo de indústria, simplesmente irão buscar outros ofícios? E nesse tempo entre eles perderem o emprego e dedicarem anos se especializando em outro ramo de negócio, como que elas vão consumir, se sua renda foi pro brejo?

    O problema da teoria apresentada no artigo, me parece, é simplesmente não considerar o fator tempo que os bens de capital e de capital humano levam para serem realocados. Não me parece ser algo tão simples assim, como o artigo sugere.
  • Professor  21/09/2016 18:38
    "Vamos supor que a economia de determinada região do Brasil venha por décadas se desenvolvendo no ramo têxtil. Vários bens de capital e capital humano foram utilizados por décadas para que essa indústria se desenvolvesse."

    Demoraram décadas para se desenvolver no ramo têxtil, que é um dos setores mais primitivos e inovadores que existem? Setor têxtil já existia antes da Revolução Industrial. Se um país do século XXI está até hoje "desenvolvendo o setor textil", então isso significa que ele nunca irá frente. Temos aí espantosa queima de capital. Recursos escassos e mão-de-obra estão sendo imobilizados em uma tarefa que os chineses pobres fazem com muito mais eficiência e de forma muito mais barata.

    Apenas países muito pobres lidam com produção de têxtil. Países ricos estão preocupados com nanotecnologia, medicina e novas descobertas cientificas.

    É espantosa a mentalidade do atraso que impera entre os brasileiros. Em vez de discutirmos tecnologia e informática, estamos preocupados defender manufaturas de pano.

    "Agora suponha que um país estrangeiro, que recentemente começou a produzir os mesmos bens por um terço do preço."

    Por favor, que eles inundem nosso mercado com esses produtos baratos. Vamos liberar capital e mão-de-obra para setores em que recursos escassos estejam sendo mais demandados.

    "Esse país seria a China. Só que ela consegue tal proeza não por aumento de produtividade, mas sim por explorar uma população que mal consegue ter o que comer no final do dia. "O comércio com esse país estrangeiro é aberto, e em poucos meses toda a indústria nacional que sustentava vários habitantes de várias regiões se ve completamente destruída."

    Essa é uma das afirmações mais estapafúrdias já feitas. Desde quando "trabalhadores que mal consegue ter o que comer no final do dia " conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de todos os países livres do mundo?

    Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC.

    Se isso realmente ocorre, então, francamente, essa turma do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Extrapolando, se toda a indústria do país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o mundo, e um constrangimento para nós.

    "O que o artigo não explica, é como que os bens de capital utilizados anteriormente no ramo têxtil, serão realocados."

    Mentalidade do planejador central. Quer que o artigo estipule e especifique exatamente para qual indústria cada operário e cada máquina devem ser realocados.

    Cidadão, isso é função de empreendedores respondendo ao sistema de preços e às demandas dos consumidores. O empreendedor que for mais alerta e estiver almejando o lucro fará isso com muita boa vontade, pode ficar despreocupado. Ele saberá exatamente -- por meio do sistema de preços e do mecanismo de lucros e prejuízos -- qual setor está demandando mais mão-de-obra e mais maquinário.

    "Como realocar uma fábrica que serve para um propósito específico? Vai desmontar ela e reciclar os tijolos ou algo do tipo? E o capital humano? Pessoas que trabalharam e se especializaram por anos nesse ramo de indústria, simplesmente irão buscar outros ofícios? E nesse tempo entre eles perderem o emprego e dedicarem anos se especializando em outro ramo de negócio, como que elas vão consumir, se sua renda foi pro brejo?"

    Tô falando. A mentalidade do planejamento central copulando com a paixão pelo atraso e pela aversão à modernidade.

    Diga-me: com o surgimento da luz elétrica, do automóvel e do computador, o que houve com as fábricas e trabalhadores empregados no setor de velas, de carroças e de máquinas de escrever? Como essas fábricas que serviam a um propósito específico foram realocadas? Foram desmontadas e recicladas tijolo por tijolo? E o capital humano? Pessoas que trabalharam e se especializaram por anos nesses ramos de indústrias simplesmente foram buscar outros ofícios? E nesse tempo entre eles perderem o emprego e dedicarem anos se especializando em outro ramo de negócio, como que elas consumiram se sua renda foi pro brejo?

    "O problema da teoria apresentada no artigo, me parece, é simplesmente não considerar o fator tempo que os bens de capital e de capital humano levam para serem realocados. Não me parece ser algo tão simples assim, como o artigo sugere."

    O problema com você, estou certo, é a completa ignorância da história. Tudo o que você falou que vai acontecer de tenebroso já ocorreu com fábricas e operários dos setores de velas, carroças e máquinas de escrever. E também com os de câmeras e filmadoras analógicas. E com os fabricantes de videocassetes. E com os fabricantes de calculadoras. E vai acontecer com os motoristas de taxi.
  • Tulio  21/09/2016 19:01
    Malandro, que esfregada. Fazia tempo que não via uma dessas...
  • Guimarães  21/09/2016 19:08
    Acrescente aí que o Netflix, a TV a cabo e serviços de vídeo on demand na internet aniquilaram as videolocadoras. Mas ninguém derramou lágrimas.
  • reinaldo  21/09/2016 19:41
    Na verdade, ainda existem fabricantes de velas, carroças, discos de vinil e calculadoras. Assim como na minha cidade existe uma sapataria.
    Este pessoal diminuiu de quantidade, mas existem ainda trabalhando para nichos de clientela.
    Só que os produtos e clientes mudaram significativamente e nem dá para comparar os produtos deste pessoal atual com o que era oferecido pelo mesmo tipo de profissional de trinta anos atrás.
    Mesmo estes profissionais tiveram que se adaptar aos novos tempos ou morreriam de fome.
  • Fabr%C3%83%C2%ADcio Santos Santana  21/09/2016 21:49
    clap clap clap, que sarrafo.
  • Andre  21/09/2016 18:36
    Eis que cai uma gota de sensatez em um oceano de insanidade:

    www.valor.com.br/empresas/4714933/petrobras-pede-anp-para-contratar-plataforma-de-libra-no-exterior
  • Bruno Feliciano  21/09/2016 19:54
    Collor poderia ser oque for,mas em uma coisa ele estava certo:
    -Abrir nossas importações automobilística.

    Ainda sim foi longe do ideal,importar carro usado continua proibido e importar carros novos(independente) ainda é muito complicado.Sem conta que a nossa industria aqui ainda mama nessa proteção,não é atoa que nossos carros continuam verdadeiras carroças(melhorou muito nos últimos 20 anos)

    Trago aqui amigos,uma analogia com a economia e as competições automobilisticas.Logo em seguida,aproveito e comento sobre essa história de que ''os carros hoje são todos iguais''

    Vamos lá:

    Eu sou um verdadeiro apaixonado por corrida de automóvel, acompanho a formula 1 e diversas categorias.Mas por eu ter 20 anos,não vivenciei muitos momentos históricos no automobilismo,justamente por isso,leio artigos e blogs que contam fatos e historias do automobilismo mundial.

    A formula 1 hoje esta vivendo por um momento delicado,esta passando por crises financeiras e até mesmo de audiência,assim perdendo investidores no esporte,devido a isso,estava fazendo hoje uma relação entre a crise e o mundo automobilistico com economia.Posso estar errado,mas pelo oque refleti e conclui,a formula 1 atual esta passando por isso devido ao excesso de regulamentos impostos pela Federação Internacional do Automobilismo(FIA),a qual é responsável pela administração da Formula 1 e demais categorias famosas hoje em dia.
    Portanto,acho interessante demonstrar e realizar essa co-relação,veja bem:
    A FIA é como o estado,regula e determina as regras do campeonato mundial,enquanto as equipes são as empresas,que contratam pilotos,mecânicos,engenheiros e estrategistas que se tornam os funcionários dessa empresa(da equipe).
    As equipes assim como as empresas,visam o lucro tanto com patrocinadores quanto com os prêmios da própria FIA(Descarte prêmios da FIA pois ao meu ver isso não se encaixaria nessa relação)
    Portanto,as equipes competem entre si para obter melhores colocações possíveis no campeonato,aquela equipe que é mais vencedora,alem de fazer uma baita propaganda para si mesma,ainda atrai patrocinadores e investidores,sendo assim mais lucro para si,assim como as empresas..Hoje em dia,principalmente depois da morte do nosso grande Ayrton Senna da Silva,a FIA andou deixando o regulamento muito restrito,ao ponto de fazer a categoria entrar em crise,
    Os melhores anos da Formula 1 foram justamente aqueles em que o regulamento era mais permissível como por exemplo:

    Década de 80= Tinha uma variedade de motores,o regulamento aceitava motor 1.5 V6 turbo e os 3.5 V8 aspirados,existiam muitas fornecedoras de motores no campeonato(Renault,TAG Porsche,Honda,Ferrari,Cosworth,BMW e etc) e assim a década de 80 foi mais uma era de ouro da formula 1
    1989-1994= Os motores turbo passaram a ser proibidos,passou a ser permitido motor V8,V10 e V12 com uma imensa variedade de fornecedores como; Ford,Renault,Honda,Peugeot,Ferrari,Lamborguini,Yamaha e etc.
    Em 1994(o ano trágico da formula 1) ocorreram uma serie de acidentes fortes durante a temporada,inclusive dois fatais.Sendo assim a Formula 1 por segurança e outros motivos,adotou um regulamento rígido demais,que com o passar do tempo,fez com que a categoria começasse a perder a graça junto a falta de interesse por parte das Fabricas e das equipes.
    Hoje para se ter uma ideia,so existem motores Honda,Ferrari,Renault e Mercedes-Benz.
    A F1 serve como mais um exemplo de que a livre competição é a solução para a prosperidade,porque oque a formula 1 sofre hoje,é um excesso de regulamento,assim como a pratica de ideias socialistas na economia.
    Quanto mais dificuldades as ''regras'' gerarem(burocraticas ou financeiras), mais difícil fica a entrada de novos competidores e consequentemente menos desenvolvimento,emprego,renda e afins.Portanto,na F1,quanto mais rígido é o regulamento,menos interessante fica categoria e mais limitada é o DESENVOLVIMENTO da mesma,porque entram-se menos fornecedores de Pneus,motores,menos equipes,menos pilotos e por ai vai.Hoje,somente a PIRELLI é fornecedora de pneus,anulando a concorrencia entre fornecedoras de pneus durante a temporada.
    A categoria WEC(World Endurance Championship),famosa por realizar as 24 horas de Le mans e 24 horas de Nurburgring,tem vivido avanços,pelo simples fato de que a categoria tem um regulamento muitoooo liberal,muito mesmo! A Toyota,Porsche e Audi são as que competem na categoria mais top do campeonato(LMP1) e é notório que os carros das mesmas são completamente diferentes,tanto em desenho e aerodinamica quanto em motores.Os motores tem engenharias completamente diferentes,até o Diesel é permitido la,sendo assim é a categoria que esta atraindo mais e mais interesses das montadoras,patrocinadores e investidores,não é a toa que ate a Ford volto para o campeonato depois de muitos anos.
    Esse momento que o automobilismo esta passando,perante a administração da FIA,reflete claramente a mesma coisa que acontece em uma economica de mercado,nem citei o caso da WRC(World Rally Championship) que mais uma categoria que perdeu todo o seu encanto devido ao excesso de regulamento,se tiverem interesse de passar essa relação a diante,explico o caso da WRC também!
    Esse exemplo vale pra competições que tem o fim do desenvolvimento da engenharia.E não da pilotagem! Esse exemplo não cabe a categorias de base e acesso,como a Formula-3,Formula Ford,Formula Renault e etc.
    Acho que essa analogia,demonstra de forma clara que o título do artigo é a mais pura verdade,o próprio automobilismo prova isso.

    Agora vamos a outro tópico:

    ''Os carros hoje são todos iguais devido as regulamentações e protecionismo.''

    É verdade mas até um certo ponto,pelo seguinte:

    A aerodinamica é um fator principal para que os carros passassem a ser muito parecidos.
    Pelo simples fato de que a aerodinamica é um fator que conforme o seu maior coeficiente,maior a eficiencia do carro.Ou seja,aquele carro com uma ''melhor'' aerodinamica,passa a ser mais eficiente não só em desempenho em consumo,mas como em segurança também.
    Hoje os carros são todos arredondados justamente pela aerodinamica.Eu entendo e concordo sobre as regulamentações atrapalharem e influenciarem os carros a se tornarem cada vez mais iguais,mas chega ser desonesto acusar somente as regulamentações por esse efeito,não podemos isenta-la por isso,mas ao mesmo tempo não podemos por a culpa exclusivamente nela.
    Vejamos:
    Vamos olhar para o automobilismo:
    Pega os carros da formula 1,da década de 80 até agora.Veja como ficou mais parecido..Concordo que o regulamento da categoria influenciou mas vejamos que quanto mais se entendia sobre aerodinamica,mais parecido os carros ficavam.Pega os carros da década de 90,se todos tivessem a mesma pintura,a diferença entre os mesmos seria quase imperceptível.
    Na década de 50,60 e até 70,os carros já eram bem diferentes porque a aerodinamica não era levada a serio como é hoje,mas ainda sim tinham muitos carros iguais também,porque o melhor ''layout'' era aquele então muitos usavam o melhor disponível na época,mas ainda sim tentaram diferentes modelos,alguns foram fracassados e outros proibidos pelo regulamento.Mas a diversidade entre os carros,era muito maior do que hoje.Mesma coisa para os carros de Rua!

    Mas é ai que ta: Hoje a um consenso de que o layout arredondado,as rodas em determinadas posições,o motor de determinada configuração,é o mais eficiente atualmente,portanto todos adotam esse modelo.Não podemos negar que ainda hoje há diversidade no ''layout'' da carroceria,digo em tipos: Existem SUV,Coupe,Sedan,Hatch...Carros bem diferentes em desenho mas todos daquele jeito arredondado por causa da aerodinamica.As grades frontais passaram a ser muito parecidas,pois aquele ''layout'' é oque proporciona melhor refrigeração para o motor,assim como outras coisas...Se pegarmos um carro com motor central ou traseiro(Lotus,Ferrari,Porsche,MR2/MRS) veremos que são bem diferentes,a frente não possui aquela grade e enfim ja muda bastante.Mesma coisa,porque todos os carros hoje tem 4 rodas?Porque já tentaram fazer 3,5 e 6 rodas.Mas o melhor e mais eficiente são 4 rodas!
    O próprio TESLA model S,no modelo 2016 eles tiraram aquela grade falsa,o carro ficou com a frente lisa,ficou bem diferente dos outros porque como o carro é elétrico,ele se da ao luxo de dispensar aquelas grades e tomadas de ar na frente.E a TESLA pode mudar ainda mais o carro,mas os padrões de aerodinamica e os padrões esteticos que os consumidores exigem,limitam muito em mudar mais o carro.
    Quando começou a aerodinamica na formula 1(final de 60 e começo dos 70),as equipes fizeram asas completamente diferentes,porém depois de uns anos,todos usavam uma asa na frente e outra atrás,mas porque?Simples,aquele layout era o mais eficiente possível,não tinha outro jeito,entao todos passaram a usar esse layout de uma asa na frente e outra atrás.
    Mesma coisa: Porque todos tem 4 rodas?Porque é o jeito mais eficiente,não tem uma evolução.Tentaram a Tyrrel,um F1 de 6 rodas mas não deu certo,foi um fracasso!E voltaram a usar as 4 rodas novamente como todos...Entende que é algo que os empreendedores chegaram a um consenso?Não existe um layout de carro mais eficiente do que os de 4 rodas,ja tentaram mudar mas ninguém conseguiu,então usam-se as quatro rodas.

    Enfim,eu entendo e concordo plenamente sobre isso,só acho que o carro esta mais igual pelo mercado do que pelas regulamentações,por uma questão de eficiência.Não tenho duvidas de que,as regulamentações influenciam sim e muitas vezes banalizam a produção de certos carros bem diferenciados,assim como a FIA baniu certos carros inovadores da F1.

    Grande Abraço,
    Bruno Feliciano




  • Andre Cavalcante  22/09/2016 16:06
    Olá,

    "Agora vamos a outro tópico: ''Os carros hoje são todos iguais devido as regulamentações e protecionismo.''
    É verdade mas até um certo ponto,pelo seguinte:
    A aerodinamica é um fator principal para que os carros passassem a ser muito parecidos.
    Pelo simples fato de que a aerodinamica é um fator que conforme o seu maior coeficiente,maior a eficiencia do carro.Ou seja,aquele carro com uma ''melhor'' aerodinamica,passa a ser mais eficiente não só em desempenho em consumo,mas como em segurança também. "

    Olha só. Isso de os carros serem parecidos só por causa da aerodinâmica não tem nada a ver. Os carros são parecidos simplesmente porque há uma regulamentação estatal que força as montadoras a ter uma relação crítica entre consumo, emissão de poluentes, largura, altura e velocidade.

    Com o tipo de empuxo correto até um tijolo entra em órbita. Com o tipo de propulsão correta, os carros poderiam ter praticamente qualquer formato. Agora as montadoras tem que se restringir às regulamentações estatais. Daí todo mundo com cara quase igual.

    O mais interessante é que você corrobora, logo mais essa afirmação. O Tesla S e o Tesla 3, que tem motor elétrico, portanto não necessita de radiador, já tem um design bem diferente. No dia que inventarem uma bateria mais leve e com mais densidade que as atuais, imagina o que vai acontecer com os carros?

    Abraços


  • Bruno Feliciano  22/09/2016 17:06
    Olá Andre!

    Vamos lá:

    ''Isso de os carros serem parecidos só por causa da aerodinâmica não tem nada a ver. Os carros são parecidos simplesmente porque há uma regulamentação estatal que força as montadoras a ter uma relação crítica entre consumo, emissão de poluentes, largura, altura e velocidade''

    -Não neguei em momento algum,que a regulamentação influencia bastante,não disse que era ''só por causa da aerodinâmica'' que os carros estavam iguais.
    Na verdade,quem fez com que os carros passassem a poluir MENOS,foi justamente o mercado.Pois as montadoras,atendem a forte demanda por carros mais economicos,sendo assim,carros que consomem menos consequentemente poluem menos.
    Mas ainda assim,a forte regulamentação sobre emissões,detêm uma grande parcela de responsabilidade nisso.Sabemos que é muito exagerada tais regulamentações,mas se não existir nem uma minima regulamentação para poluição,é um atentado a propriedade privada alheia(principalmente do seu corpo).
    Em largura e altura as regulamentações são pequenas,como eu falei existem carros de diferentes tipos(SUV,Coupe,Sedan..)
    Velocidade não há nenhuma influencia,a Bugatti não precisou de regulamentação pra fazer o Veyron SS passar do 430km/h,mesma coisa pros carros que fazem 0-100 em menos de 2.6s!
    Oque elas influenciam,são mais nas medidas de segurança.Cabine deformável,parachoques de determinado layout,segurança para pedestres e afins.Isso sim tem a maior parcela de responsabilidade.
    Mas a aerodinamica ainda detêm tanta influencia quanto as regulamentações,usei o exemplo dos carros de Formula 1 para provar isso,do mesmo modo que citei os carros hoje.Nos anos 80,os carros eram todos quadrados,quase iguais...

    '' O Tesla S e o Tesla 3, que tem motor elétrico, portanto não necessita de radiador, já tem um design bem diferente''

    Sim foi oque eu disse,eles detêm o privilegio de dispensar as grades frontais.Ou seja,não tem regulamentação exigindo grades frontais no centro.Só por esse fato,já diferencia muito os carros.Nessa caso não foi regulamentação e sim design para determinado tipo de propulsor.
    Mesmo exemplo carros com motor central ou traseiro,a frente já muda completamente,junto com a lateral do carro.Ou vai me dizer que os Porsches são parecidos com todos os carros?No máximo a carros com motor central ou traseiro.

    Entende que é o layout mais eficiente são carros arredondados?Não existe carro com 3 rodas,nem com 5 ou 6.Porque descobriram que 4 rodas é o melhor jeito.
    Não é uma questão de propulsor correto,oras.Tudo bem,acho que deveria haver sim a liberdade de existir carros quadrados e fisicamente inseguros,mas se os carros atuais que atendem a maioria das pessoas estão iguais,grande parte da sua responsabilidade é a aerodinâmica.
    Como eu disse na formula 1,pegue os carros da década de 60 e depois da década de 90 pra frente.Ficou aquela coisa de sempre,uma asa grande na frente e outra gigante atrás.Tentaram outros layouts,até formula 1 com 6 rodas teve.Mas todos tem 4 rodas pois é o mais eficiente..
    Porque todos os carros são iguais,com 4 rodas?Todos tem aquela grade na frente,farois sempre na mesma posição?Este tipo de coisa foi pelo desenvolvimento da engenharia.
    E repito: Acho sim,que as empresas devem ter a liberdade de vender banheiras como na década de 50 e quem quiser comprar que compre,o estado não deve proibir isso.Mas dizer que os carros modernos,os mais populares que são mais demandados(principalmente os esportivos),estão iguais somente pelas regulamentações,ai já é força a barra também.

    Abraços


  • Andre Cavalcante  04/10/2016 22:05
    Olá,

    O problema é sim com a regulamentação estatal sobre o setor automotivo. Tem pouco a ver com os outros pontos (infelizmente).

    Concordo que deveria ser por causa dos outros pontos, mas infelizmente não são.

    Vou dar um exemplo. Digamos que eu crie um carro tipo disco voador, que faça algo como 50km/l de combustível. O design é lindo. A aerodinâmica não é das melhores mas a propulsão é de arrasar. Só tem uma coisa: simplesmente não conseguiria colocar esse carro no mercado, mesmo com todas essas qualidades. Primeiro: um carro com esse desenho não pode andar nas ruas ou parar nos estacionamentos, porque tanto ruas quanto estacionamentos, regulamentação completamente estatal, não preveem um modelo com esse formato. Segundo: um carro com esse desenho não pode ser construído, porque simplesmente não passaria pelos "testes" de segurança, novamente regulamentação estatal. Terceiro: para se construir algo neste setor, preciso de autorização estatal para isso e, é óbvio, um carro com essas características simplesmente quebraria as carroças locais e, a não ser que eu seja filho do presidente da república, não conseguiria autorização para construção.

    Tem muito, mas muito mais coisas que as regulações estatais forçariam a eu não colocar no mercado um carro com um design disco voador. E, infelizmente, pouco tem de mercado nisso.

  • Renato Arcon Gaio  22/09/2016 17:43
    Análise interessante e escrita de forma clara, por você ter 20 anos está de parabéns.

    Abraços
  • Bruno Feliciano  22/09/2016 19:29
    Obrigado pelas palavras.

    Ficou realmente muito feliz!


    Grande Abraço!
  • Empreendedor frustrado  21/09/2016 20:24
    Fico assustado com os preços das coisas no Brasil. Estava procurando uma certa câmera reflex na internet, e deu assim:

    Ebay: U$ 300,00.
    BR: R$ 5.000

    Também já pensei em abrir um negócio focado na fabricação de clones de Arduino e shields em geral, alguns que eu projetei e não existem, embora haja uma demanda enorme, mas graças ao nosso glorioso, mais que soviético e draconiano imposto de importação de 60%+ICMS local, o capital inicial requerido para o meu negócio seria altíssimo, e olha que nem considerei as etapas burocráticas e registros que não tenho a mínima ideia do que precisaria ser feito para a coisa ser "legal".
    Como o negócio estaria iniciando, eu venderia os produtos com preços bem menores. De fato, se fosse possível importar tudo de Shenzhen sem impostos, mesmo com o câmbio no patamar atual, o custo individual seria irrisório, mas enfim. Sem essas amarras, eu poderia complementar a minha renda trabalhando para mim mesmo. O governo se intrometeu e quer ser o meu sócio de qualquer maneira.

    E cobra caro, muito caro por isso.

    Estatistas não fabricam, e se forem importar, pagam as taxas de boa fé "em nome da proteção da indústria nacional", e da destruição da iniciativa de quem queria começar a fazer dinheiro e vender produtos a preços mais realistas.

    Foda-se o Estado, porque desde que comecei a pesquisar sobre liberalismo, estou convicto como rocha de que contrabando é autodefesa.
  • Wesley  21/09/2016 21:54
    Penso que as pessoas também têm a responsabilidade de manter essa situação bizarra. O novo Uno por exemplo, é a mesma carroça de sempre só que tem três cilindros e a carroça popular custa 40K. Se custa esse preço é porque as pessoas aceitam pagar. As pessoas poderiam ao invés de comprar as carroças novas, de comprar um semi-novo ou usado para ferrar com os barões da Anfavea. Mas elas aceitam pagar por um produto caro e ruim. O mesmo vale para outros produtos. É como se as pessoas se submetessem voluntariamente a exploração do baronato brasileiro. Elas nem cogitam em boicotar. Isso é um comportamento bizarro que o brasileiro têm e que contribui com o protecionismo.
  • Andre  22/09/2016 16:39
    O Brasil é a combinação perfeita, território vasto de recursos abundantes, classe política sedenta por exercer poder e acumular explorando, uma população imensa de mentalidade bovina com sonhos de receber favores do estado e num território isolado do mundo, o extremo ocidente, deixando-o longe de vizinhos importantes para pressiona-lo a ser um país menos porco.
  • Aluno Austríaco  22/09/2016 04:26
    O Brasil é um dos países com maior carga tributária, péssimo retorno de serviços públicos, pouca liberdade econômica, dívida pública de 4 trilhões de reais, 45% da população com nome sujo no Serasa, 50% da população sem ensino médio, 55 mil assassinatos por ano, 35 milhões de favelados, com 30 milhões de processos fiscais, com máfias no governo, com máfias protecionistas, bolsas e isenções para empresários, etc. E nós ainda temos que escutar o a Temer dizendo que o país tem segurança jurídica. Isso é a maior piada do século. Só pode ser loucura ou sacanagem.

    Além de todas essas porcarias, a única segurança do Brasil é viver de juros. Ninguém vai empreender se os juros pagam mais. O Brasil está ficando mais caro do que países desenvolvidos.

    Essa piada keynesiana ferrou com a vida de milhões de pessoas.

  • Ricardo Bordin  22/09/2016 14:36
    Esta aí o resultado de anos de capitalismo de compadrio: Guido Mantega Preso!

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/09/22/bndes-keynes-pt-eike-capitalismo-de-lacos-e-cadeia/
  • Viking  22/09/2016 15:27
    Amigos, uma dúvida:
    não existe mais aquela divisão de artigos por tema, igual tinha no outro site?
    era bem útil para achar artigos sobre determinados assuntos de interesse.
  • Westley  24/09/2016 21:42
    Mises cunhou o termo "Polilogismo" para entre outras coisas definir uma forma de comportamento, que ele atribuía aos comunistas, que num debate de ideias ao invés de refutar o argumento da outra parte bastaria desqualificar a outra parte para junto desqualificar seu argumento. Os ditos liberais brasileiros tornaram-se mestres neste tipo de comportamento. Esse texto é tão desconexo da realidade e construído sobre bases tão ilógicas, tão idealizadas que quando alguém com o mínimo de razoabilidade como o "Crítico" as explora, só resta aos outros ofendê-lo, como fez o tal de professor e outros.

    "Todos nós trabalhamos porque queremos trocar os frutos do nosso trabalho (dinheiro) por aqueles bens e serviços que ainda não temos ou dos quais necessitamos continuamente." Isso nem sempre é uma verdade, temos hoje na nossa sociedade pessoas que possuem tanto capital que não precisariam trabalhar para acessar qualquer bem ou serviço e mesmo assim continuam a trabalhar. A grande maioria trabalha par sobreviver e isso implica no consumo de produtos, ou seja, o consumo é uma condição para sobrevivência não uma finalidade do trabalho.

    "Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas, pois a restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo, inclusive aquilo de que não entendem." Quer dizer que barreiras alfandegárias nos levam a uma sociedade não capistalista??? Me poupe, quer dizer que a sociedade americana impede que as pessoas trabalhem naquilo em que são boas por impor barreiras ao nosso suco de laranja!!!

    "Em uma economia baseada em transações comerciais, há um certo antagonismo natural entre produtores e consumidores: produtores se beneficiam quando há uma escassez (baixa concorrência) nos produtos que vendem; consumidores se beneficiam quando há uma abundância (alta concorrência) nos produtos que querem comprar." Essa me parece a única verdade do artigo.

    "Um produtor sempre quer ser a única loja da cidade a vender um número limitado de produtos. Consumidores, por outro lado, querem a máxima abundância, com o máximo possível de produtores concorrendo entre si e o maior número possível de produtos disponíveis, o que geraria preços menores.

    Esse conflito de interesses surge naturalmente em uma economia de trocas." Isso é falacioso, pois parte do pressuposto que que um produtor sozinho conseguirá suprir toda a demanda e isso raramente se confirma.

    "Em um ambiente não-concorrencial, no qual as indústrias nacionais não estão sujeitas à concorrência de produtos estrangeiros, empregos com altos salários podem surgir..."

    "O padrão de vida dos países ricos é maior que o dos países da África não porque as pessoas trabalham mais, mas sim porque a mão-de-obra dos países ricos utiliza uma maior quantidade de bens de capital ..." Outra falácia, existem pessoas em países menos desenvolvidos com padrão de vida melhor do que em países ricos. Também, é o contrário, as pessoas dos países mais ricos utilizam mais bens de capital pois possuem, por diversos fatores, mais capital para acessar tais bem.

    "Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto da acumulação de capital." Isso não existe, o que existe é trabalhar o mesmo período o ser mais produtivo.

    "Com mais capital, essas outras indústrias, ceteris paribus, terão empregos com salários maiores do que eram antes do comércio com a China." Afirmação carente de qualquer embasamento.

    "Em países de economia aberta, as pessoas, exatamente por poderem adquirir bens e serviços fornecidos por estrangeiros que são melhores no suprimento destes, podem se concentrar naquilo em que realmente são boas." Isto embasado no pressuposto de que não podemos nos dedicar a melhorar em algo que não somos bons? o que é isso?! Isso que vai contra a própria lógica liberal/capitalista.

    Quer dizer que o país deve se concentrar naquilo em que é bom?!Sem explorar outras possibilidades?!?! Vamos nos tornar então uma Venezuela, que só é boa em fornecimento de petróleo. Ou vamos nos tornar uma sociedade agrária, já que o Brasil é atualmente forte neste ramo.

    Não há dúvida que o protecionismo tem suas mazelas mas não é com reducionismo que elas serão suplantadas. Essas questões são muito mais complexas do que o simplismo grosseiro deste artigo e seus comentários favoráveis podem supor.
  • Guilherme Menezes  28/09/2016 09:06
    Caro Leandro

    Poderias fazer um comentário acerca desse texto que segue? Ele trata de livre mercado para trocas internacionais em um contexto de pouca ou nenhuma mobilidade de capital (séc XIX) x um contexto com mobilidade de capital (atual).

    https://www.globalpolicy.org/component/content/article/162/27995.html

    Obrigado!!!

  • Intruso  28/09/2016 12:21
    Não li o seu link mas essa descrição está errada: a mobilidade de capitais, ao menos na segunda metade do século XIX, era plena. E muito maior do que é hoje.

    Havia muito mais liberdade para investimentos estrangeiros e muito menos restrições ao fluxo de capitais. O único impeditivo que havia eram as tarifas de importação (que existem até hoje), mas mesmo elas eram utilizadas exclusivamente para fins de receita do governo, e não para fins de reserva de mercado. Não havia controle de capitais e nem tributação sobre a entrada de capitais.
  • Guilherme Menezes  28/09/2016 12:31
    Me refiro também a facilidade de mobilidade e possibilidade de arbitragem das grandes empresas atuais em relação ao séc XIX, mas você está correto!
  • Ronaldo Brognoli  29/09/2016 20:16
    Eu discordo do texto, o protecionismo te suas vantagens, que o superavit nas exportações e importações, toda industria nacional deve ser defendida pelas tarifas de importações, ao contrário ela será destruída pela concorrência internacional
    Deve-se apenas encontrar um numero ideal para essa tarifa, que pode ser medido pela razão do tempo, que ela estiver ativa
  • anônimo  29/09/2016 23:26
    "toda industria nacional deve ser defendida"

    defendida de quem cara pálida? os produtos de fora não entram na casa de alguém sozinho, a não ser que alguém compre por vontade própria.

    Por acaso você seria contra as pessoas serem livres para comprar o que querem? Se sim, você é um lixo de ser humano.
  • Gustavo Amorim  31/10/2016 00:14
    Há algum dilema moral em questionar a relação entre um Iphone mais barato e as terríveis condições de trabalho onde é produzido (China)? Quem compra esse produto de certa maneira compactua com esta situação ( ou simplesmente a ignora)? Comprar bens de consumo na sua maioria supérfluos, mais barato possível, é a razão mais ardente de toda a defesa do livre comércio?
  • Rodrigo  31/10/2016 03:14
    Sabe. Em menos de dois anos o salário médio chinês passa o do Brasil. São escravos caros não é.
    Na verdade o que ocorre e que a china tem, atualmente mão de obra qualificada e graças ao investimento estrangeiro, tecnologia de ponta.
    Enquanto isso, estamos aqui brigando por unos.


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