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A abertura comercial é imprescindível para o crescimento econômico - e isso não é folclore
Mas sempre há políticos a soldo de grandes interesses e contra a população

O ministro das Relações Exteriores José Serra disse, com grande profundidade filosófica, que "o Brasil não é uma economia mais fechada do que a média mundial, apesar do folclore encontrado. Isso é folclore."

E prosseguiu, exsudando cientificidade: "Quando alguém te disser [que a história mostra uma posição muito fechada do Brasil], pode dizer o seguinte: 'o ministro de Relações Exteriores disse que essa sua afirmação é folclórica'."  

Intelectualismo avassalador.


Eis os fatos nada folclóricos: segundo a Câmara Internacional de Comércio, o Brasil é a economia mais fechada do G-20 e uma das mais protecionistas do mundo.  Em um ranking das 75 maiores economias do mundo, que representam quase a integralidade do comércio internacional, o Brasil aparece apenas na 68.ª posição entre os mais abertos. Apenas oito países seriam mais fechados que o Brasil, entre eles potências como Quênia, Paquistão e Venezuela.

Ao passo que a média de importações dos países do G-20 é de 27,5% do PIB, o Brasil importa apenas 14% do PIB.

Aquilo que já era ruim piorou ainda mais durante o governo Dilma.  Com a justificativa de estar "estimulando" a indústria, o governo praticamente fechou os portos e aumentou as alíquotas de importação de praticamente todos os produtos estrangeiros: automóveis, pneus, produtos têxteis, calçados, brinquedos, lâmpadas, sapatos chineses, tijolos, vidros, vários tipos de máquinas e até mesmo de produtos lácteos.

As consequências do fechamento da nossa economia são diariamente vivenciadas por todos nós, que ficamos praticamente proibidos de ter acesso a produtos bons e baratos feitos no exterior, e nos tornamos reféns do grande empresariado nacional, protegido pelo governo.

Ao elevar as tarifas de importação, o intuito do governo é proteger as empresas nacionais e blindá-las contra os desejos dos consumidores — principalmente dos mais pobres, que ficam sem poder aquisitivo para comprar produtos bons e baratos feitos no exterior.

Agindo desta maneira, o governo cria uma reserva de mercado para o poderoso empresariado nacional, o qual agora, sem a concorrência externa, se sente mais livre para cobrar preços altos e oferecer produtos de pior qualidade.  Não sobra alternativa para os consumidores senão consumir os produtos deste baronato nacional. 

Para protecionistas como Serra, as indústrias nacionais não devem ser submetidas à liberdade de escolha dos consumidores nacionais.  Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros.  Eles devem ser obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros.

Sem a concorrência de produtos estrangeiros, e com aqueles cidadãos mais pobres podendo comprar apenas produtos mais caros fabricados nacionalmente, os grandes empresários industriais do país não têm motivo nenhum para reduzir seus preços e elevar a qualidade de seus produtos.  Eles passam a usufruir um mercado cativo.  Consequentemente, torna-se mais difícil controlar a inflação de preços.

E os consumidores, principalmente os mais pobres, passam a ser tratados como gado em um curral: ficam proibidos de comprar produtos estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros desses empresários privilegiados.

Enquanto os lucros destes se tornam inabalados, a renda disponível dos mais pobres vai definhando.

Este excelente site tem uma calculadora que permite você calcular, por estado, quanto irá pagar de tributos ao importar um bem.  Por exemplo, se você mora no estado de Minas Gerais e decidir importar um produto que custa US$ 1.000 (R$ 3.220) mais US$ 50 de frete, e paga você pagará R$ 3.216 só de tributos, o que dá quase 100% do preço do produto. 

O preço final total será de R$ 6.597.  Ou seja, as indústrias nacionais estão sem nenhuma concorrência estrangeira.

Clique no site, faça pesquisas por estados, e teste a resistência do seu estômago.  E veja também este site, que dá mais detalhes sobre a tributação.

Tarifas são impostos - e geram as mesmas consequências

Contrariamente ao que dizem os protecionistas, o livre comércio não apenas não causa desemprego, como também ajuda quem está procurando emprego. 

Quando as importações "baratas" expulsam do mercado aqueles produtos nacionais mais caros ou de menor qualidade, os consumidores nacionais ficam com mais dinheiro.  Tendo acesso a produtos mais baratos, o total despendido com gastos em consumo diminui.  Sobra mais dinheiro ao fim do mês.

Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros produtos e serviços.  Se você gasta menos comprando bens importados mais baratos, sobre mais dinheiro para você gastar em outros setores da economia.  E sobra mais dinheiro para você investir (mesmo que seja aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro será emprestado para terceiros investirem) e, com isso, gerar empregos em outros setores.

Com mais investimento e com mais demanda em outros setores, emprego e produção crescem. 

Consequentemente, a população se torna agora mais rica e com maior oferta de bens e serviços.  Trabalhadores demitidos daquelas indústrias ineficientes que perderam mercado para os produtos importados têm agora novas oportunidades em outros setores.

E isso não é apenas uma questão de teoria, não.  A própria empiria confirma isso.

O quadro abaixo, elaborado pelo economista argentino Iván Carrino, mostra os países que têm a maior abertura comercial de acordo com a pontuação (de 0 a 100) — estabelecida pelo Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation — e a taxa de desemprego de cada um deles para o ano de 2015.

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À exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de país historicamente estável —, a conclusão a partir dos dados é clara: o desemprego não tem nada a ver com a abertura econômica.  Como mostram os 4 primeiros países, quanto mais aberto ao comércio, menor a taxa de desemprego.

Uma análise mais extensa indica que os países mais abertos ao comércio internacional não apenas não têm problemas de emprego, como também são, em média, 5 vezes mais ricos do que aqueles que decidem impor travas e barreiras à liberdade de seus cidadãos de importarem bens do exterior.

A lógica é direta: tarifas são impostos sobre vendas que se aplicam a bens estrangeiros.  As empresas estrangeiras são tributadas para que suas concorrentes domésticas — que são isentas desta tributação — possam livremente aumentar seus preços de maneira generalizada.

Tendo agora de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais estarão incapacitados de consumir mais e de investir mais.  A restrição às importações e a reserva de mercado criada por ela faz com que a capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida. 

E sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia. 

Assim, empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de alta produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas. 

Logo, toda a economia se torna mais ineficiente, a produção diminui, os preços médios aumentam, e os salários reais caem.

Exatamente o cenário brasileiro atual.

Adicionalmente, tarifas protecionistas também afetam as empresas domésticas que precisam importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua produtividade e, com isso, fabricar produtos melhores e mais baratos.  Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou então a comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade. 

Isso reduz sua produtividade e aumenta seus custos.  Sendo menos produtivos e operando com custos maiores, essas empresas se tornam menos competitivas internacionalmente. 

Consequentemente — e essa é uma das consequências não previstas do protecionismo —, as exportações também tendem a declinar.  E estimular exportações era exatamente uma das intenções do protecionismo.

De novo, esse é exatamente o cenário brasileiro.

Tarifas são imorais e anti-humanas

Eis o fato básico: tarifas de importação são impostos.  Dizer que tarifas de importação estimulam a economia equivale a dizer que impostos estimulam a economia.  Nem mesmo um fanático desenvolvimentista como José Serra pode acreditar nessa tese.

Barreiras comerciais são boas para garantir os lucros das indústrias protegidas e para manter os salários de seus empregados sindicalizados.  Mas prejudicam todo o restante dos consumidores.  Não importa qual seja o grau de restrição ao comércio: a prosperidade geral sempre será reduzida.  Algumas empresas e indústrias ineficientes e seus respectivos empregos são protegidos, mas à custa de todo o resto da população.

Como bem disse o economista Walter Williams:

"Os beneficiários de políticas protecionistas e de políticas de subsídios sempre são muito visíveis.  Já suas vítimas são invisíveis.  Os políticos adoram esse arranjo.  E o motivo é simples: os beneficiados sabem em quem devem votar em agradecimento ao arranjo; já as vítimas não sabem quem culpar pelo desastre."

Livre comércio significa livre iniciativa.  É por meio do livre comércio e das transações voluntárias que as pessoas buscam saciar seus desejos e necessidades.  As pessoas acordam cedo e vão trabalhar exatamente para ganhar dinheiro e, com isso, poderem consumir o que quiserem.  As pessoas trabalham e produzem para poder consumir produtos bons e baratos.  Impor obstáculos a esse consumo significa restringir a maneira como as pessoas trabalhadoras podem usufruir os frutos do seu trabalho.  No mínimo, isso é imoral e anti-humano.

A restrição ao livre comércio é o motivo de as pessoas em Cuba dirigem carros da década de 1950 e ninguém invejar o padrão de vida dos norte-coreanos.

Conclusão

São as trocas comerciais voluntárias que elevam o padrão de vida das pessoas.  Quando o governo impõe restrições e tarifas ao livre comércio, a renda da população cai, a capacidade de investimento e de consumo diminui, empreendimentos se tornam menos produtivos e mais ineficientes, e, consequentemente, as pessoas sofrem. 

Sim, alguns empregos são destruídos pela concorrência estrangeira, mas estes são empregos, por definição, ineficientes.  São empregos em indústrias que não demonstraram ser tão eficientes quanto as estrangeiras em prover bens de qualidade e mais baratos.  Logo, são empregos que custam caro à sociedade.

Por causa do aumento da renda e da capacidade de consumo da população permitido pelas importações, estes empreendimentos ineficientes serão substituídos por empreendimentos eficientes em outros setores, os quais criarão agora empregos mais produtivos.  Ao final, todos, até mesmo empregados demitidos por causa da concorrência estrangeira, ficam em melhor situação.

O livre comércio não tem de ser bilateral.  Se outros países impuserem tarifas de importação aos nossos produtos nacionais, não há justificativa para prejudicar a população nacional impedindo-a de consumir produtos desses países.  Quando compramos importados, ganhamos todos os benefícios acima descritos.  Cortar esses benefícios apenas para fazer uma guerra comercial — algo que sempre excita os políticos — é algo que não irá em absoluto melhorar a situação da população brasileira.

Por fim, se há problemas de fundo que afetam a competitividade de alguns setores nacionais em relação aos estrangeiros — como a voraz carga tributária, a enorme burocracia, a alta inflação de preços, as indecifráveis regulações e os poderosos sindicatos —, isso tem de ser atacado por meio de reformas estruturais. Se os custos de produção são altos e estão inviabilizando até mesmo as indústrias eficientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho.  São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.

Recorrer ao protecionismo para proteger essas indústrias em detrimento do resto da população é simplesmente criar mais problemas sobre os problemas já existentes. Tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias é jogar gasolina no fogo. 

No final, isso irá empobrecer a todos para favorecer a apenas alguns poucos.  E é exatamente isso que os governos de países pobres fazem.

________________________________________________

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Georgi Vuldzhev é graduando em ciências econômicas e membro do Instituto para a Economia de Mercado, em Sofia, na Bulgária.

John Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui para a revista Forbes.


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Diversos Autores

  • Capital Imoral  09/09/2016 15:39
    Primeiramente, FORA TEMER.
    Em segundo lugar: Gostaria de parabenizar o instituto Mises, pelo novo layout, Se fosse no socialismo iria ser mais bonito, mas tudo bem.

    Agora vamos ao que interessa:

    A necessidade de congelar os preços, dos cursos particulares.
    Neste época de campanha eleitoral, eu estive a conversar com um candidato a prefeito da minha cidade. Eu pessoalmente, propus a ele, uma nova lei.

    Esta nova lei, busca criminalizar, quem variar o preço das mensalidades dos cursos, durante o ano letivo. Pois percebi, que o empresário, como sempre malandro, começa cobrando uma mensalidade baixa, e até o final do curso, se quiser terminar, ele vai cobrar o preço máximo. Isso mostra o caráter do capitalismo.

    Com está nova lei, o preço vai continuar o mesmo, inalterável, durante os 4 ou 5 anos do curso, seja qual for.

    O neoliberal poderia argumentar, "mas isso não é justo, pois o estado imprimi dinheiro e desvaloriza a moeda". Em resposta a está argumentação, eu aviso que você está e deve estar submetido ao estado, você deve respeito ao estado, você deve respeito a mim, nós te damos ruas, nós te damos saúde, educação, segurança, e você responde lutando contra o bem comum? Sendo egoísta? Portanto não tem sentido seu argumento.

    Em resumo, eu e este candidato a prefeito, ambos ficamos bastante empolgados, com está nova lei. Vamos torcer para que seja aprovado, está nova lei. Fico feliz, em lutar pela liberdade em meu pais.
  • Lorenzo S.  09/09/2016 17:02
    Caro Capital Imoral,
    Pois bem, analisemos o que está escrito. Primeiramente, você não deve culpar totalmente o empresário "safadão" pelo aumento de preço da mensalidade, ou você por acaso se esquece que ele tem contas a pagar como por exemplo, pagar pela iluminação, saneamento, salário dos funcionários e por tudo mais aquilo que é necessário para manter o funcionamento da instituição de ensino ? Veja o que está dizendo, você que aparentemente defende os pobres, assim como a maioria dos presentes neste site, quer realmente que o funcionário seja demitido ou tenha seu salário abaixado só porque você não aceita que sua mensalidade aumente ? E vejamos outra questão: caso você realmente não deseja que a mensalidade sofra alterações, simplesmente, ao fechar um contrato com a instituição de ensino, exija por contrato que a mensalidade não subirá ou sofrerá quaisquer flutuações no preço. E caso o empresário tendo assinado o contrato onde se compromete a não alterar o preço, mesmo assim altere-o, então você deveria levar o caso a um tribunal adequado, afim de garantir a realização plena de tudo definido em tal contrato, é nisso que os leitores e editores desse site acreditam e defendem. Caso a instituição não queira te dar garantias de que o preço será estável, bem, nesse caso, você tem a total liberdade de decidir por se matricular ou não.
    Em segundo lugar, você cita a palavra "neoliberal". Pois bem, este site tem como foco a escola austríaca de economia e não tem enfoque na teoria neoliberal, que na verdade tem muitos aspectos contrários à prática do verdadeiro laissez-faire. E em resposta a suas afirmações de que devemos ao Estado: E quem definiu ou define que essa submissão é legítima ? O Estado não me deu estradas, segurança, eu e todos os outros fomos OBRIGADOS a dar-lhe dinheiro e recursos, de forma coerciva. Somos financiadores desses serviços, não devemos nada, como se fossemos pessoas ingratas que não sabem agradecer por um presente.
    Portanto, creio que tenha respondido os seus pontos em relação a este artigo e quaisquer outros aspectos.
  • Capital Imoral  09/09/2016 17:50
    Caro Lorenzo S, vamos analisar os contra-argumentos apresentados.

    Com relação ao argumento, sobre as "contas a pagar", já parte de uma visão deturpada de mundo, pois não existe contas, existe ideais a serem cumpridos. È um pensamento atrasado, imaginar um mundo com dinheiro, contas, funcionários, pois no socialismo nada disso existirá.

    Com relação aos pobres, que só existe pobreza, por culpa exclusiva do capitalismo, repito, culpa exclusiva do capitalismo, Eu tenho a dizer, que a culpa de existir pobres, e consequentemente existir pessoas demitidas é do capitalismo. Pois no socialismo, primeiro que não existe pobreza, e muito menos "funcionários". Pois todos serão livres, a riqueza será criada pelas maquinas, e as maquinas vai fazer a manutenção das maquinas.

    Com relação ao argumento dos contratos, primeiro que fazer contrato com uma empresa privada, já é imoral, pois capitalismo é algo imoral. o que percebe é que empresas não devem ter negociações com indivíduos, elas só devem ter obrigações, pois praticam o crime da troca voluntária e o crime do lucro. Veja que no fundo a proposta desta lei, é um passo, para a verdadeira busca, a educação 100% do estado, que todas empresas seja proibidas de oferecer educação.


    Agora respostas diretas as perguntas.

    E quem definiu ou define que essa submissão é legítima ?
    ---------------------
    Essa definição, deve ser definida por sábios das cátedras socialistas. Pois eles já descobriram a verdade, e podem nos iluminar e nos guiar.


    O Estado não me deu estradas, segurança, eu e todos os outros fomos OBRIGADOS a dar-lhe dinheiro e recursos, de forma coerciva.
    ---------------------
    Mentira, Nós deixamos você vivo, Nós deixamos comida entrar para você se alimentar, nós deixamos a internet livre para você comunicar, e a única coisa que pedidos é um pequeno dinheiro para financiarmos a educação, saúde, segurança. Portanto não existe "obrigação", veja como um agradecimento, que você tem que dar, por nossa bondade para com você. Você está vivo graças ao socialismo.


    Creio, portanto que esteja respondido, os pontos. Desculpe pelos erros de ortografia, está meio corrido por aqui.
  • David  09/09/2016 19:30
    Qual na sua opnião foi o melhor humanista que já existiu, Stalin ou Hitler ?
  • Mak  20/09/2016 18:31
    Mao Tsetung, claro!
  • elias  24/09/2016 12:34
    O socialismo é a vaselina do comunismo aterrador e terrificante no meio das naçoes;quem conhece esta velha prostituta do mal nao cai nas suas lábias enganadoras mesmo que tente te seduzir com palavras e gestuais encantadores e pseudo-cientificas,mesmo que se perfume,se enfeite toda ,qualquer um que sabe da historinha desta velha prostituta nao vai ficar por perto para ser agarrado por ela s ea consegue o o que quer virar mais uma estatística ,uma nota de rodapé da história sufocada. esta velha prostituta revolucionária tem diversas outras maneiras de te enganar e seduzir e todas no final sao fatais. é ,como a Jezabel da bíblia ,só vai parar de destruir tudo quando for destruída de vez. ´Sem sua máscara habitual sem suas fantasias utópicas, a sua verdadeira face é a de uma velha e feia prostituta de carranca enrugada ,uma vampira sanguessuga que nuca produziu nada de bom na humanidade a nao ser teorias críticas e acusações e sempre culpando os outros , esta senhora nunca e culpada de nada (culpam o capitalismo,culpa o cristianismo, culpam a família ,culpam o ocidente cristão,culpam a ética e a moral cristã todos são culpados principalmente aqueles que nao comungam da mesma opinião dela,são culpados por ser divergentes ...a única coisa que esta velha velha senhora socialista faz é tacar fogo mundo e inundar as mentes das suas vitimas de porcaria revolucionária,achando que a solução é destruir tudo que existe no mundo,para daí recriar o maravilhoso mundo novo socialista messiânico utópico
  • Revoltado Online  09/09/2016 20:34
    Primeiramente gostaria de parabenizar o IMB pelo novo layout, fica demais galera.

    Capital Imoral,

    "Com relação aos pobres, que só existe pobreza, por culpa exclusiva do capitalismo, repito, culpa exclusiva do capitalismo, Eu tenho a dizer, que a culpa de existir pobres, e consequentemente existir pessoas demitidas é do capitalismo. Pois no socialismo, primeiro que não existe pobreza, e muito menos "funcionários". Pois todos serão livres, a riqueza será criada pelas maquinas, e as maquinas vai fazer a manutenção das maquinas. "

    Pobreza em países capitalistas? Fora da realidade amigo.
    Em países capitalistas, a pobreza é algo abstrato e difícil de se concluir um resultado concreto sobre o assunto. O artigo mesmo deu uma demonstração de quanto mais abertura comercial, menor o índice de desemprego. Estou comparando com desemprego, porque apenas em países capitalistas o desempregado é submetido a esse nível de "pobreza" que tanto dizem, como ele não recebe trabalho para produzir, ele pode viver de "bicos" ou alguém da família ajudando o sujeito desempregado a se reerguer. Qualquer trabalhador no capitalismo pode obter qualquer produto de qualidade, sem abrir mão de uma parte considerável de seu dinheiro, porque os produtos vão ser os mais baratos possíveis para os consumidores.
    Socialismo é uma ferramenta para a criar pobreza, basta ver a situação da França com o Hollande.
    zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/03/desemprego-bate-novo-recorde-na-franca-5258246.html
    E um outro site que você adora: www.vermelho.org.br/noticia/278395-9
    Citar Cuba, Coreia do Norte não nos levaria a lugar algum, e quantificar nesses países é impraticável.

    "Com relação ao argumento dos contratos, primeiro que fazer contrato com uma empresa privada, já é imoral, pois capitalismo é algo imoral. o que percebe é que empresas não devem ter negociações com indivíduos, elas só devem ter obrigações, pois praticam o crime da troca voluntária e o crime do lucro. Veja que no fundo a proposta desta lei, é um passo, para a verdadeira busca, a educação 100% do estado, que todas empresas seja proibidas de oferecer educação. "

    Crime de troca voluntária e crime do lucro? kkkkkkkk
    A teoria é muito simples para se "descapitalizar" desse sistema que você considera imoral.
    Para não dar mais lucros para os capitalistas, basta você adquirir um terreno e começar a plantar a sua comida, você começa a produzir seus produtos tecnológicos e assim você vive como um digno socialista. A pergunta é, você vai fazer isso hipócrita?
    "Essa definição, deve ser definida por sábios das cátedras socialistas. Pois eles já descobriram a verdade, e podem nos iluminar e nos guiar. "
    Claro, a função dos socialista é a iluminação e vocês são os salvadores do mundo, os verdadeiros MESSIAS.

    "O Estado não me deu estradas, segurança, eu e todos os outros fomos OBRIGADOS a dar-lhe dinheiro e recursos, de forma coerciva.
    ---------------------
    Mentira, Nós deixamos você vivo, Nós deixamos comida entrar para você se alimentar, nós deixamos a internet livre para você comunicar, e a única coisa que pedidos é um pequeno dinheiro para financiarmos a educação, saúde, segurança. Portanto não existe "obrigação", veja como um agradecimento, que você tem que dar, por nossa bondade para com você. Você está vivo graças ao socialismo. "

    Estou vivo por causa do estado? Nos alimentamos por causa do estado? Vocês deixaram a internet livre pra nós se comunicarmos?

  • Mak  20/09/2016 18:10
    Bom texto Rev. ON LINE.

    Um bom comentário parte do que foi dito, em seguida concorda-se ou discorda-se. Depois tece os argumentos. Eu olho pra história e vejo como foi e como é lamentável a vida de milhões de pessoas que foram e são governadas por regime político de super proteção.
    Bom, eu observo que a matéria traz números que domonstram o poder de empregabilidade e sucesso econômico de um país que diminui a burocracia e barreiras comerciais. Eu percebo também que o elemento ideológico socialista é excessivamente engessado. Todo mundo está vendo que o livre comércio melhora um povo, mas ainda tem gente que tem a síndrome de papagaio. Retórica irracional. Eu não vejo um território sem Estado, mas o Estado não é dono das pessoas. Proteção é uma coisa, controle é outra. Dirigir uma nação é uma coisa, mas sequestra-sequestra-la é outra. PELA LIBERDADE!
  • Renan  13/09/2016 05:14
    "[...] o crime da troca voluntária e o crime do lucro."

    Boa, cara. Eu ri alto disso. Continue assim, com esse senso de humor "inteligente", que você vai longe.
  • Renata  10/09/2016 20:35
    E q segurança temos no Brasil? E saúde! E infraestrutura? Estado confisca nossa grana e não entrar as mercaforias
  • Sem Partido  09/09/2016 17:31
    E o aumento de salário dos servidores do estado todo ano? De onde vai tirar tanto dinheiro para tanto aumento? criando novos impostos, né?
  • Paulo Azevedo  09/09/2016 18:29
    CApital imoral você existe mesmo ou é só um fake pra zuar? Se existe mesmo porque não coloca seu nome em vez de se esconder com pseudônimos?
  • Capital Voluntário  09/09/2016 19:28
    Certamente um fake. Nem os mais retardados dos esquerdopatas falaria em "crime da troca voluntária".
  • Mak  20/09/2016 18:34
    Cara, vcs não perceberam que tarta-se de um capitalista testando os seus?!
  • Ricardo Bordin  09/09/2016 21:38
    Hahahaha....vou ler este comentário do "Capital Imoral" umas 30 vezes e não vou lograr concluir se falou sério ou se foi sarcasmo. Ou seja, ou ele tem muito talento para a ironia, ou trata-se de um energúmeno completo. Portanto, "Parabéns" OU "lamento tua burrice", ele que escolha o mais apropriado.

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/09/09/proibir-o-waze-sera-este-o-caminho/
  • Thiago Araújo  10/09/2016 00:42
    Mas é claro que se trata de um fake, socialistas correm deste site!

    Um grande abraço a equipe do Mises Brasil e uma congratulação pelo excelente layout novo.
  • Carlos Lima  10/09/2016 03:31
    cara, além de você não ter sequer a coragem de se identificar, ainda escreve ruim pra burro. mil vezes pior do que eu, que já estou bem abaixo da média, mas pelo menos tenho autocrítica e agradeço quem me corrige. olhe, escrever pior que eu é gravíssimo. volte pra sala de aula com urgência. fala sério! você por acaso não é o lula, disfarçado com esse nick estúpido? em qual colégio você estudou, se é que estudou? quem foi sua professora de português? uma jumenta? saiu da escola com qual idade? largou a escola em qual série? você não sabe nada sobre pontuação, ignora totalmente a colocação da vírgula, usando-a indiscriminadamente, assassina todas as regras, mesmo do português mais rasteiro, e na conjugação verbal você é tão esperto quanto meu hamster de estimação. será que devemos olhar seu caso particular como um exemplo a ser seguido nas nossas salas de aula? sinceramente, tô pasmo. olhe, essa sua frase "... o estado IMPRIMI dinheiro e desvaloriza a moeda" é um primor de ignorância. o que você deve é IMPRIMIR a palavra jumento na sua testa. mas tudo bem. vou lhe dar uma segunda chance. me diga que não estava melado quando escreveu seus comentários. me diga que não estava fumando maconha estragada. me diga que diabos você estava cheirando, pra poder justificar tanta ignorância em tão pouco espaço. sua lógica, criatura, essa nem se fala. sinceramente não vale pena ocupar sequer um único neurônio pra rebater tanto nonsense. pra ser sincero nem é preciso. leandro já cagou solenemente na sua cabeça. você não deve ter percebido ainda, porque provavelmente confundiu o mau cheiro dos excrementos dele com o odor fétido do seu cérebro de esquerdista retardado. mas tudo bem. chuchu beleza. continue assim, deitado eternamente nessa suprema estupidez. os libertários e anarcocapitalistas só têm a ganhar com isso. o lado bom da sua intervenção é deixar claro que, se o que a esquerda analfa tem de melhor pra defende-la são cérebros tipo o seu, então o capitalismo está salvo... rsrsrsrsrsrsrsrs........................
  • Capital Imoral  10/09/2016 18:00
    Devo ter misericórdia de Carlos Lima?
    O Homem é um porco, que se revela na estética, em um texto com péssima pontuação, sem os espaços devidos.

    O que o capitalismo fez com você, meu amigo?

    Eu imputo a ignorância de Carlos Lima, A Helio beltrião!
    EU imputo a ignorância de Carlos Lima, A Mises!

    Viram, o que vocês dois fizeram, com este pobre homem?
    Como pode?

    Ele poderia ter sido um grande homem, quem sabe um pianista admirador da obra Franz Liszt E seu maravilhoso Liebestraum - Love Dream [1], ou quem sabe um leitor de Aristóteles, que poderia estar aprendendo sobre os elencos sofísticos[2], sobre argumentos falsos e verdadeiros.

    Como pode Mises? Eu tenho misericórdia de Carlos Lima, assim como tenho misericórdia dos Black blocs.

    [1] Franz Liszt - Liebestraum - Love Dream – (hora de adocicar a alma)
    https://www.youtube.com/watch?v=KpOtuoHL45Y

    [2] Os elementos Sofísticos, está no livro Organon, de Aristóteles. Os elementos sofísticos, são os argumentos que parecem sê-lo, mas que são Paralogismos (Um raciocínio falso, mas que tem aparência de verdade), e não argumentos.
  • Capital Moral  12/09/2016 17:59
    Chips são feitos com quatzo, que vem da areia. Motores a combustão usam combustível fóssil pra funcionar, mas podem ser convertidos para álcool que vem da cana ou do milho que dá para plantar. Dinheiro é só um pedaço de papel, para o nosso amigo aí é isso que eu entendo.

    Se tudo isso está disponível, que tal nosso querido Capital Imoral abrir uma fábrica de chips, remédios ou qualquer coisa útil no seu quintal? Tem terra? Tem água(estatal ou não)?
    E se você for sortudo e possuir um córrego, poderá montar uma pequena central hidrelétrica e ser autossuficiente, lembrando que você ou sua comunidade estão proibidos de comprar insumos "importados"( tudo que estiver fora do seu quintal) ou pagarão 100% de imposto, lembrando que sua moeda possivelmente valerá uma ínfima fração de dólar.

    Boa sorte.
  • WDA  15/09/2016 14:19
    O Capital imoral é um fake. Mas é divertido.

    Quanto ao novo layout, achei que ficou uma merda. Antes era muito melhor. O site era mais atraente e claro. As coisas mais importantes eram mais visíveis.

    Agora a página inicial ficou muito poluída! Deve ser culpa do Helio "Beltrião", como diria o Capital Imoral. kkk

    Mas tenho certeza de que o nível dos textos postados permanecerá alto.

  • C G  09/01/2017 15:46
    Caro Capital Imoral
    Antes de comentar suas utópicas ideias socialistas, estude gramática primeiro. E segundo, o ponto pelo qual se cria a ideia de que o capitalismo é o mal do mundo é porque o socialismo está impregnado em todas as formas de governo, em uns mais e outros menos. A conjuntura atual do país advêm de um governo de esquerda socialista, caso você não se esqueça. O que faz com que essa organização atual seja um reflexo total do governo passado. Dentre outras coisas, em nenhum governo atual, o socialismo e o comunismo funcionou.

    O foco principal do texto retratado neste site, é o livre comercio, e a abertura para importações, e absolutamente nada a ver com esse seu curso.

    O que você cita sobre respeito ao Estado, é um completo absurdo, pois nós pagamos para que ele se mantenha de pé. Financiamos tudo que está em nossos direitos previstos em leis, artigos constitucionais e outros. Então, o seu amado Lula, não fez nada além do que DEVERIA TER FEITO COMO PRESIDENTE: estradas; saúde; segurança; educação e etc. E por mais que ele tenha "feito", esse sistema inclusivo que, ele e todo governo do PT usaram, atribuído às pessoas carentes, se mostra um completo câncer para o Estado, pois é um sistema altamente desorganizado e monopolizado por esse seu lindo modelo de governo socialista. Esse caos que vemos todos os dias - educação decadente, você é prova disso; segurança não existe; saúde nunca esteve em tão péssimas condições; saneamento nem se fala- e tudo por culpa do capitalismo? O modelos socialistas de governo que criam esses programas que não resolvem nada, apenas monopoliza o serviço, tornando-o um completo e absoluto colapso.
  • Andre  09/09/2016 15:48
    Com Dilma Roussef estávamos comendo merda econômica, agora com economistas do calibre de José Serra podemos nos servir de carniça intelectual.
  • Lopes  09/09/2016 16:32
    Off-topic.

    Congratulações ao IMB pelo novo layout!

    Terá prazo para que eu me acostume à abundância de informações, menus e sub-menus que aparecem com cada movimento do mouse, mas estou otimista que valerá o esforço.
  • Maurício Carvalho de Oliveira  09/09/2016 16:45
    A abertura comercial, concordo, é um dos instrumentos fundamentais ao crescimento econômico de uma nação. A conformação do estado, como o conhecemos nas democracias ocidentais deve ser um esteio ao estado de direito, à iniciativa privada (o empreendedorismo), o respeito aos contratos, a igualdade dos cidadãos frente às leis e assim por diante. E tudo isso tem que estar assentado em algo chamado educação, que forma pessoas e não apenas profissionais, mas cidadãos partícipes na construção de uma nação.
    Saber que tudo isso, esse pensar, ainda está tão longe dos próprios profissionais que passaram por uma academia, haja visto a alienação política de nossos concidadãos, a visão estatizante da sociedade, o esquerdismo oco, o estado babá, a regulação de nosso cotidiano, as agencias reguladoras, a legislação trabalhista, a fiscal, a ambiental, e tome taxa que o governo resolve. Pergunto: que país estamos construindo, quando os políticos nos dão os instrumentos para o agigantamento do estado e a alienação da cidadania?
    Para onde caminhamos? Livramos de um governo petista e já se aliam ao "Fora o Temer"? Que tempos são esses?
  • Æon   09/09/2016 16:50
    Parabéns à equipe Mises pelo novo Layout!
  • Matheus  10/09/2016 02:43
    Realmente bem estruturado, agora só não me identifiquei com a escolha tipográfica.
  • Nacional-Progressita-Desenvolvimentista  09/09/2016 17:11
    O artigo faz sentido e é racional, mas vou ter que discordar.
    A receita para a prosperidade e desenvolvimento como demonstra o intelectual Ciro Gomes, consiste em fechar o país para o comércio internacional. Podemos até tolerar o envio dos nossos produtos para o estrangeiro (mediante ao pagamento de impostos sobre exportação), mas permitir a entrada de produtos baratos vindos de fora é um verdadeiro golpe contra os mais pobres e donos de indústria.

    Se queremos ser um país rico com empresas de tecnologia de ponta como samsung e google, não existe outra fórmula:

    -Câmbio competitivo/equilibrado (moeda fraca)
    -Barreiras contra concorrência externa (proteger as pessoas de gastar menos)
    -Crédito subsidiado pelo BNDES para grandes empresas (bolsa baronato)


  • Junior  09/09/2016 17:40

    É sério esse ultimo comentário do
    Nacional-Progressita-Desenvolvimentista ?

    Nem sequer sou economista , agora considerar como intelectual Ciro Gomes (um cara que aparece num vídeo ofendendo outras pessoas com palavras de baixo calão) rapaz..é de se preocupar mesmo!

    Vou mandar meu orçamento domestico para ser subsidiado pelo BNDES. (bom já que é para fazer piada! )

  • Revoltado Online  09/09/2016 20:53
    Nacional-Progressita-Desenvolvimentista,

    "A receita para a prosperidade e desenvolvimento como demonstra o intelectual Ciro Gomes"

    Ciro Gomes não é intelectual, mudar de Lula ou Dilma para o Ciro é como Albert Einstein disse certa vez: "Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes."
    Você é insano?

    Ciro Gomes sempre defendeu o protecionismo e em várias palestras ele reafirmou essa atitude, lembrando que ele trabalhou na CSN de Benjamin Steinbruch que é outro protecionista da plutocracia brasileira.

    "consiste em fechar o país para o comércio internacional. Podemos até tolerar o envio dos nossos produtos para o estrangeiro (mediante ao pagamento de impostos sobre exportação), mas permitir a entrada de produtos baratos vindos de fora é um verdadeiro golpe contra os mais pobres e donos de indústria. "

    Você não se cansou de mais protecionismo? Você não está cansado de pagar caro pelos alimentos e produtos? Não está cansando de ficar sem dinheiro no final do mês, justamente por apenas comprar coisas básicas?
    Meu amigo, nós já vivemos no protecionismo e me parece que você não conhece a nossa realidade, parece que o protecionismo conquistou o nacionalismo ou a "soberania" nacional.
    Quando você diz que é golpe contra os mais pobres, você está se contradizendo, porque os mais pobres é que tem a renda afetada pelos produtos caros e a alimentação fora da realidade. Justamente por políticas intervencionistas que os mais pobres continuam pobres, sem poder de compra nenhum. Se tem alguém aqui que defende os pobres, certamente esse alguém não é você.
    Os donos da indústria nacional gostam desse comportamento de "soberania" nacional ou nacionalismo que você defende, afinal, ele pode continuar a praticar o que ele quiser em um mercado, aumento de preço, qualidade baixa para os seus produtos, e até mesmo racionamento. Continua com essa sua defesa que eles vão longe, em troca de seu salário conquistado com tanto suor. Repito: CONTINUA DEFENDENDO PROTECIONISMO QUE OS PLUTOCRACIA BRASILEIRA ADORA AMIGO, ELES ADORAM COLOCAR PREÇO ALTO E MESMO ASSIM TEMOS QUE CONSUMIR, AFETANDO OS MAIS POBRES ENQUANTO ELES OBTÉM OS MAIS ALTOS LUCROS.

    "-Câmbio competitivo/equilibrado (moeda fraca)
    -Barreiras contra concorrência externa (proteger as pessoas de gastar menos)
    -Crédito subsidiado pelo BNDES para grandes empresas (bolsa baronato)
    "

    Essa sua política está implantada nesse exato momento no Brasil. A sua vida melhorou por causa dessas medidas?
  • André  09/09/2016 17:12
    Boa tarde a todos! Estive pensando bastante nas celeumas que existem entre as teorias econômicas de nosso tempo, e com isso cheguei a algumas perguntas que gostaria de fazer àqueles que simpatizam ou seguem as doutrinas libertárias, pois fico muito confuso ao pensar nessas questões:

    1- Como evitar os monopólios econômicos sem uma entidade reguladora (o Estado)? Se alguns grupos econômicos acumulam capital excedente, realizam fusões e criam verdadeiras reservas de mercado, como imaginar que seja possível um "livre mercado", se este passa a ter constrangimentos monopolistas? Esses monopólios, inclusive, se utilizam do Estado para garantir subsídios, isenções fiscais e regulamentos inacessíveis aos "reles-mortais." É possível um "livre-mercado" ou um "não-livre mercado" sem a tendência ao monopólio?

    2- Qual a visão dos libertários sobre as Corporações Transnacionais?

    3- Como garantir a "neutralidade" do sistema monetário se as instituições bancárias têm pretensões políticas? Como funcionaria um "livre-mercado" levando-se em consideração a economia política?

    Essas são questões que sinceramente tento resolver, mas acho que a minha cabeça não dá conta. Por isso, acho que várias cabeças pensam melhor do que uma. Se algum libertário de bom coração se dispuser a responder, ficarei imensamente grato! Um abraço!
  • Auxiliar  09/09/2016 17:40
    "Como evitar os monopólios econômicos sem uma entidade reguladora (o Estado)?"

    Ora, mas quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

    "Se alguns grupos econômicos acumulam capital excedente, realizam fusões e criam verdadeiras reservas de mercado"

    No Brasil, tudo isso é feito com dinheiro emprestado pelo estado (nossos impostos) via BNDES.

    E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado?

    "como imaginar que seja possível um "livre mercado", se este passa a ter constrangimentos monopolistas?"

    Não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural

    "Esses monopólios, inclusive, se utilizam do Estado para garantir subsídios, isenções fiscais e regulamentos inacessíveis aos "reles-mortais."

    Ué! Como assim? Você entendeu exatamente o problema -- quem gera e sustenta monopólios, oligopólios e cartéis é o estado -- e ainda assim diz que sem o estado é que aconteceria isso tudo?

    "É possível um "livre-mercado" ou um "não-livre mercado" sem a tendência ao monopólio?"

    Não só é possível, como é exatamente a essência do livre mercado. Não há como haver monopólio ou oligopólio quando a entrada da concorrência no mercado é totalmente livre, sem o estado criando obstáculos para proteger seus empresários favoritos.

    Apenas leia a primeira metade deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2083

    "Qual a visão dos libertários sobre as Corporações Transnacionais?"

    Que sejam bem-vindas, desde que operem sem subsídios do governo (não confundir com isenções; são coisas completamente distintas).

    "Como garantir a "neutralidade" do sistema monetário se as instituições bancárias têm pretensões políticas? Como funcionaria um "livre-mercado" levando-se em consideração a economia política?"

    O sistema bancário é apenas mais um exemplo de um setor da economia que opera sob proteção do governo. Todo o setor é cartelizado e protegido pelo Banco Central. Bancos estão no mesmo patamar de empresas telefônicas: operam dentro de um mercado protegido por uma agência reguladora e blindado de toda e qualquer ameaça de concorrencia.

    Para responder à sua segunda pergunta:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1966
  • Andre  09/09/2016 17:51
    1 - Quem fomenta monopólios é o governo, primeiro ao dificultar a criação de empresas novas e inovadoras, lembre-se que uma minúscula Apple e uma diminuta Microsoft acabaram com a então super poderosa IBM dos anos 80, e segundo institucionalizando descaradamente o monopólio, vide aí as tragédias dos Correios, Petrobras, transporte público e tantos outros;

    2- Pessoalmente são empresas como qualquer outra, o fato de serem formadas por capitais de diferentes origens mostra como a globalização chegou complexa a 2016 e os brasileiros estão neste ano apenas no calendário.

    3-Concorrência, os governos controlam tanto os bancos e o resultado está aí, de juros brasileiros que coram de vergonha agiotas africanos, passando pelos juros negativos e empresas zumbis do Japão e concluindo com a impressão desavergonhada de dinheiro pelo FED e BCE para sustentar os mercados voláteis com o poder de compra dos pobres.
  • Alves  09/09/2016 17:37
    kkkk, temos que começar a filtrar o que é comentário-piada e o que é comentário valendo, hehe.
  • Felix  10/09/2016 00:21
    Tem muito perfil fake aqui que tá enchendo o saco já,
    não tem muita coisa produtiva mais nos comentários
  • Raphael Lopes  10/09/2016 01:42
    Discordo. É claramente um liberal fazendo troça com todos os chavões da esquerda. O escárnio é uma excelente ferramenta de desmoralização.

    E discordo ainda mais sobre não mais ter coisas produtivas nos comentários. Aqui mesmo nesta seção o Lenadro tá passando o rodo geral.
  • Tiago  09/09/2016 17:59
    A lógica do livre mercado me parece bastante correta se considerarmos que todos os países produzem em condições de igualdade ou ao menos parecidas no que diz respeito a direitos trabalhistas. Porém, como aplicar a mesma lógica quando a China, por meio de um governo autoritário e ditatorial submete a sua imensa população a condições semi-escravas de trabalho? Evidente que nenhuma empresa nacional conseguirá competir com esses produtos.

    OBS: Essa não é uma pergunta com cunho provocativo. É uma dúvida real. Caso minhas informações sobre as condições de trabalho na China estejam muito erradas, peço também que me esclareçam.
  • Magno  09/09/2016 18:28
    Sinceramente, esse é um dos argumentos mais estapafúrdios imagináveis. Desde quando "trabalhadores semi-escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de um país? Aliás, de todos os países do mundo (já que o temor em relação aos chineses é mundial)?

    Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC.

    Se isso realmente ocorre, então, francamente, essa turma do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Extrapolando, se toda a indústria do país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o mundo, e um constrangimento para nós.

    Outra coisa: se a população brasileira voluntariamente opta por comprar produtos baratos chineses em vez do lixo produzido pela FIESP, por que ela deve ser proibida disso?

    P.S.: na década de 1980, todo mundo tremia de medo dos japoneses. Todos diziam que o mundo seria dominado por grandes conglomerados japoneses. Hoje, ninguém nem lembra mais deles. Com os chineses será a mesma coisa.
  • Tiago  09/09/2016 18:43
    Magno, boa tarde.
    Primeiramente, FORA TEMER! Não brincadeira haha
    Primeiramente, ressalto que meu questionamento não tem cunho provacativo. Trata-se de uma dúvida, que, sim, pode ser estapafúrdia, mas teu argumento não a resolveu, sinceramente.
    Os produtos chineses não exigem um empregado feliz e motivado para produzi-los. São oriundos de linhas de produção com trabalho repetitivo como brinquedos, montagem de eletrônicos, etc...
    Acredito que semi-escravos possam tranquilamente produzi-los.
  • Guilherme  09/09/2016 19:23
    "Os produtos chineses não exigem um empregado feliz e motivado para produzi-los. São oriundos de linhas de produção com trabalho repetitivo como brinquedos, montagem de eletrônicos, etc... Acredito que semi-escravos possam tranquilamente produzi-los."

    Ué, então você acabou de descobrir a chave para o sucesso. O segredo para se conquistar mercados é ter empregados tristes e pouco motivados, fazendo trabalhos repetitivos e enfadonhos, e produzindo coisas de baixo valor agregado, como brinquedos (mas sem inventar nada; essa fica por conta dos americanos e europeus).

    Alguém precisa avisar aos suíços e alemães que eles estão errados. O segredo para se conquistar mercados mundiais não é produzindo coisas de qualidade e utilizando mão-de-obra altamente capacitada, mas sim produzindo bugigangas e utilizando mão-de-obra desmotivada e faminta.
    Revolução econômica.

    P.S.: será que você ainda não percebeu que a China é um mero bode expiatório para que empresários cartorialistas consigam ainda mais subsídios e favorecimentos do governo? Pessoal parece lento às vezes...
  • Tiago  09/09/2016 20:16
    O debate nesse site já foi melhor. Sem ataques pessoais. Mas vamos lá...
    A questão que estou tentando debater é uma aparente falha na lógica do livre comércio.
    Vamos tentar com um exemplo hipotético e pontual.
    Vamos supor que no Brasil há uma fábrica de brinquedos de plástico. Brinquedos iguais aos fabricados por outra fábrica, situada em um outro pais qualquer. Nesse pais há um regime comunista autoritário e abundante mão de obra, onde as pessoas aceitam trabalhar em condições precárias, jornadas de trabalho exaustivas, e baixa remuneração. Isso faz reduzir muito o custo de produção e faz com que esses produtos possam ser comercializados a preços bem mais atrativos que a sua concorrente no Brasil.
    Como a teoria do livre mercado lida com essa situação?
  • André  09/09/2016 20:36
    Meu caro, se você parte de premissas irreais, é refutado, e ainda assim insiste nessas premissas irreais, então é claro que uma hora as respostas deixarão de ser educadas.

    Olha só o que você acabou de escrever:

    "Nesse pais há um regime comunista autoritário e abundante mão de obra, onde as pessoas aceitam trabalhar em condições precárias, jornadas de trabalho exaustivas, e baixa remuneração."

    Meu nobre, por Deus, como é que um regime comunista conseguirá produzir produtos de qualidade a ponto de aniquilar toda a concorrência de todo o resto do mundo?

    Será que você realmente não enxerga essa sua fragorosa contradição?

    Uma pessoa que diz que "o debate nesse site já foi melhor" aparenta ser alguém que frequenta este espaço há um bom tempo. Sendo assim, tal pessoa simplesmente não tem o direito de falar que um regime comunista produz bens de qualidade ao ponto de derrubar a concorrência de todo o restante do mundo. Isso é um atentado à lógica econômica mais básica possível. Há inúmeros artigos neste site -- os quais, suponho, você já deve ter lido (mas parece que não) -- explicando por que é assim.

    Não consigo ser mais claro do que isso.

    "Isso faz reduzir muito o custo de produção e faz com que esses produtos possam ser comercializados a preços bem mais atrativos que a sua concorrente no Brasil."

    Sob um regime comunista? Impossível. Um regime comunista, por definição, não sabe o que produzir e nem como produzir de maneira eficiente. A última coisa que um regime comunista consegue é produzir a custos de produção baixos. Um regime comunista, por definição, é um desperdiçador de recursos. Ele não tem como calcular preços, custos, lucros e prejuízos. Simplesmente não tem como ele produzir com eficiência.

    Na prática, você está dizendo que as indústrias da Alemanha Ocidental tremiam de medo dos "poderosos" Trabant produzidos pelos comunistas da Alemanha Oriental. Na prática, você está dizendo que a indústria da Alemanha Ocidental correu o risco de ser esmagada pelas invejáveis e ultra-capacitadas indústrias da Alemanha Oriental.

    Eis um artigo básico sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2156

    De novo: se você faz afirmações economicamente ilógicas, e ainda insiste nelas mesmo após ter sido gentilmente retrucado, você não pode reclamar saudade dos debates de outrora. Quem está me deixando saudoso é você.
  • Tiago  09/09/2016 21:05
    Falei em país comunista apenas porque a China assim se autodenomina, apesar de já não ser mais comunista.
    Mas admito que essa colocação pode ter atrapalhado a exposição da minha ideia.
    Sim, eu acompanho o site há pouco tempo, mas leio muito. Todos os dias leio uns três artigos em média. Esse site fez eu mudar minha visão sobre muitas coisas e hoje em dia eu debato com meus amigos socialistas/petistas/populistas e toda vez que me vejo encurralado, encontro as respostas nesse site. Essa ainda não encontrei.
    Estou tentando propor um debate de uma dúvida concreta e simples, amplamente explicada no simples exemplo hipotético que dei.
    Até agora TODOS os comentários desde o primeiro, inclusive o teu, tiveram um cunho provocativo. Não vi a necessidade e nem a contribuição disso para o debate proposto.
    Até o momento todos os argumentos foram no sentido de que um país que admite condições de trabalho como a China não teriam condições de ganhar o mercado mundial (apesar de China ser o maior exportador mundial).
    Mas vamos nos ater a minha proposição hipotética. Apenas isso!
  • anônimo  09/09/2016 20:50
    "Como a teoria do livre mercado lida com essa situação?"

    Como assim? deixe que os chineses ofereçam produtos mais baratos, é bom para o consumidor brasileiro e é bom para os chineses. E dane-se as industrias brasileiras que quebrarão (isso não irá acabar com o emprego no Brasil, apenas serão realocados para os setores de serviços).

    Obs.: E tanto faz se os dólares vierem da venda de soja ou de computadores.
  • anônimo  09/09/2016 19:45
    Semi-escravo é uma palavra que não existe. Foi um conceito que a esquerda inventou para denegrir o trabalho assalariado, mas é uma contradição lógica (não existe quase escravo).

    Então você já começou tudo errado, usa um conceito contraditório que apenas serve para causar um impacto no leitor.

    O que existe na China são trabalhadores assalariados, mas que trabalham em condições piores do que a nossa. E não, não devemos proibir ninguém de adquirir aquilos que elas querem só porque algumas indústrias locais não conseguem competir com os chineses.
  • Tiago  09/09/2016 20:48
    Até tens razão. A palavra semi-escravo possui um contradição lógica, mas também possui um inequívoco valor semântico na medida em que todos conseguiram entender ao que eu gostaria de me referir.
    Mas ao afirmar que comecei tudo errado em função disso tu comete um equivoco conhecido como salto lógico. Tu deves saber do que se trata.
    Mas ao menos te posicionaste.
    Não vê um problema moral em permitir uma competição assim?
    E nesse caso, não seria uma contradição não aceitar condições de trabalho como essa em nosso pais e ainda assim permitir a concorrência em nível de igualdade de quem as aceita?
  • Auxiliar  09/09/2016 21:23
    Tiago,

    1) Digamos que o governo, de uma hora para outra, abrisse o mercado para o exterior e não praticasse nenhuma proteção contra importação. Quais os impactos teríamos?

    Tudo vai depender das preferências dos consumidores. Se eles voluntariamente passarem a comprar produtos importados, ignorando os nacionais, então eles, por definição, estão voluntariamente demonstrando que preferem produtos estrangeiros aos produtos produzidos pela FIESP, FIERJ, FIEMG e toda a CNI.

    Ética e moralmente, não há um único argumento plausível contra essa preferência voluntariamente demonstrada. Se você, por exemplo, preferir comprar sapatos da China a sapatos de Franca ou Jaú, por que alguém deveria lhe proibir disso? Que mal você está fazendo a terceiros?

    2) "Muitas empresas nacionais iriam a falência?"
    As ineficientes com certeza. E isso seria ótimo. Empresas ineficientes são deletérias para uma sociedade. Elas consomem recursos e não entregam valor. Elas, na prática, subtraem valor da sociedade. Uma empresa que opera com prejuízo é uma máquina de destruição de riqueza. E é por isso que empresas que operam continuamente com prejuízo — por mais importantes que elas sejam para o "orgulho nacional" — devem falir e ser vendidas para novos administradores mais competentes.

    Falências são algo extremamente positivo para uma economia, pois permitem que aqueles concorrentes mais produtivos e mais capazes tenham a oportunidade de comprar os ativos das empresas falidas a preços de barganha, podendo assim fortalecer suas operações e voltar a criar valor para a sociedade.

    Um governo proteger empresas falidas, ou empresas que operam com seguidos prejuízos, é a maneira mais garantida de empobrecer uma economia.

    Continue lendo:

    Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas
  • Tiago  09/09/2016 22:00
    Muito obrigado pelo comentário de alto nível.
    Continuo vendo uma problema na situação que estou tentando debater.
    Vamos por partes.
    1 - Acho que ninguém duvida que o governo na China admite condições de trabalho bem piores dos que as que são aceitas no Brasil, certo?
    2 - Acho também que ninguém ignora que tais condições de trabalho permitem que o custo de produção diminua, certo? Do contrário o China não atrairia tantas empresas gigantes para produzirem por lá.
    3 - Quanto a possibilidade de um país que permite condições de trabalho tão precárias ser capaz de competir em qualidade no mercado, acho que os dados falam por si só. A China é o maior exportador mundial.
    4 - Apesar de não concordar com a CLT, eu não gostaria que o Brasil admitisse as condições de trabalho que são admitidas na China. Logo, nesse aspecto da produção o empresário Brasileiro sempre terá desvantagem. Não irá se tratar de tirar do mercado uma empresa incompetente.
    Assim, na minha opinião, quando se abre o mercado para um concorrente como a China, se está cometendo duas injustiças. A primeira se dá ao fomentar um mercado que permite a exploração inadmissível (não queria usar essa palavra, mas não tem outra) de trabalhadores e a segunda ao submeter o empresário local a essa concorrência desleal.
  • Leandro  09/09/2016 22:38
    "Acho que ninguém duvida que o governo na China admite condições de trabalho bem piores dos que as que são aceitas no Brasil, certo?"

    Desculpe-me, mas isso é outro ponto que demonstra um grande desconhecimento econômico. E, coincidentemente, este mesmo assunto foi abordado aqui ainda ontem.

    Não se trata de o governo aceitar ou não. Isso é completamente secundário. A questão é: a China é um país extremamente pobre em termos per capita. O país vivenciou mais de três décadas de comunismo brutal, o qual não só dizimou toda a economia, como também matou a maior parte da sua população capacitada (a qual era vista como burguesa reacionária e capitalista).

    O país ainda não tem capital acumulado -- não de uma maneira que lhe permita condições de trabalho iguais às dos trabalhadores ocidentais.

    Sendo assim, é economicamente impossível que seus trabalhadores usufruam os mesmos luxos e as mesmas condições de trabalho que seus congêneres ocidentais.

    Isso é um ponto absolutamente crucial: não se trata de o governo deixar ou não; trata-se de realidade econômica. Em países pobres, com pouco capital acumulado, é economicamente impossível querer que trabalhadores tenham as mesmas condições de trabalho que países mais ricos ocidentais. De novo, isso foi abordado aqui ainda ontem.

    A China não pode virar uma Alemanha por meio de um simples decreto governamental. Para que a China pague salários de primeiro mundo, antes é preciso acumular capital. A Alemanha já fez isso. A China ainda está nos primórdios.

    Ao dizer que a China tem uma vantagem comparativa por ter condições de trabalho piores, você está dizendo que o país está em melhor situação por ser mais pobre, o que é um enorme contra-senso. A seguir essa lógica, é preferível investir no Haiti ou em Bangladesh do que na Suíça e na Alemanha.

    "Acho também que ninguém ignora que tais condições de trabalho permitem que o custo de produção diminua, certo? Do contrário o China não atrairia tantas empresas gigantes para produzirem por lá."

    A China atrai empresas por vários outros motivos, os quais a esmagadora maioria das pessoas ignora porque não entendem de economia.

    O principal fator é sua moeda, que, ao contrário do que afirma a imprensa, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China, o grande ímã de indústrias estrangeiras, opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

    (Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

    Com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

    Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

    Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.

    "Quanto a possibilidade de um país que permite condições de trabalho tão precárias ser capaz de competir em qualidade no mercado, acho que os dados falam por si só. A China é o maior exportador mundial."

    Pelos motivos explicados acima.

    Acreditar que mão-de-obra e condições de trabalho precárias gera campeões de exportação é, para ser bem educado, cômico. Fosse assim, de novo, Haiti e Bangladesh seriam imbatíveis.

    Jamais seja simplista ao fazer constatações econômicas. E jamais se contente com lugares-comuns papagaiados pela mídia.

    "Apesar de não concordar com a CLT, eu não gostaria que o Brasil admitisse as condições de trabalho que são admitidas na China."

    Por sorte, não vivenciamos 30 anos de comunismo brutal, como os chineses. Sendo assim, temos essa vantagem em relação a eles: temos mais capital acumulado, o que nos permite condições de trabalho bem melhores. E também maiores salários.

    "Logo, nesse aspecto da produção o empresário Brasileiro sempre terá desvantagem. Não irá se tratar de tirar do mercado uma empresa incompetente."

    Juro que não entendo isso. Você está falando que os chineses estão em vantagem por terem menos capital acumulado que a gente.

    Isso não faz sentido nenhum.

    Os chineses têm vantagem, aí sim, naqueles aspectos que envolvem política fiscal e monetária de seu governo, como já explicado acima. Sendo assim, a exigência correta a ser feita é exatamente aquela descrita nos três últimos parágrafos do presente artigo. E só.

    "Assim, na minha opinião, quando se abre o mercado para um concorrente como a China, se está cometendo duas injustiças."

    Nenhuma injustiça, como foi explicado acima. Aliás, bem ao contrário: força-se o governo brasileiro a adotar medidas extremamente necessárias, como a redução da carga tributária, da burocracia, dos encargos sociais e trabalhistas e do poderio sindical.

    Espero que agora tenha ficado um pouco mais claro.
  • Tiago   10/09/2016 01:17
    Boa noite, Leandro.
    Que legal falar contigo aqui. Ainda ontem estava assistindo a uma palestra sua no youtube e o apresentador brincou com a sua capacidade de responder aos comentários do blog. Realmente é incrível e admirável. Obrigado pela atenção e pela paciência de transmitir um conhecimento nada simples para leigos insistentes como eu.
    Ao ponto...
    1 - Entendo o que colocaste sobre a China ter melhorado muito com a abertura comercial, e ainda estar em processo de recuperação do quadro herdado do regime comunista. Isso sem dúvida explica as condições de trabalho naquele país. É quase como escolher entre trabalhar muito e ganhar pouco ou passar fome. Dentro do contexto a situação atual é muito boa para eles, mas a dúvida é se isso é bom para os demais países que competem com a China. Tu conseguiu explicar porque as condições de trabalho são como são, mas o fato persiste. O Pais tem uma vantagem na concorrência em função da abundante mão de obra barata que hoje é explorada por empresas internacionais muito bem capitalizadas.
    Ao dizer que a China tem uma vantagem comparativa por ter condições de trabalho piores, você está dizendo que o país está em melhor situação por ser mais pobre, o que é um enorme contra-senso. A seguir essa lógica, é preferível investir no Haiti ou em Bangladesh do que na Suíça e na Alemanha.
    Se meu produto é produzido em linha de montagem e não exige mão de obra qualificada, sem dúvida é preferível instalar uma fábrica na China do que na Alemanha. De novo, até que ponto isso é bom para os demais países?

    2 - Acreditar que mão-de-obra e condições de trabalho precárias gera campeões de exportação é, para ser bem educado, cômico. Fosse assim, de novo, Haiti e Bangladesh seriam imbatíveis.
    Acho que o que faz da China um campeão de exportação é o capital estrangeiro explorando a abundante mão-de-obra barata. Que fique claro, o que para a China tem sido ótimo, dentro do contexto. Não gosto quando a frase fica como se fosse tirada do vermelho.org, mas...

    3 - Não tenho conhecimento para argumentar a respeito do que falaste sobre a moeda. Inclusive vou procurar me informar mais, pois acreditava que uma das razões do sucesso de exportações era justamente pela moeda fraca que o EUA tanto reclama.

    4 - Nenhuma injustiça, como foi explicado acima. Aliás, bem ao contrário: força-se o governo brasileiro a adotar medidas extremamente necessárias, como a redução da carga tributária, da burocracia, dos encargos sociais e trabalhistas e do poderio sindical.
    Isso seria suficiente para criar condições de concorrência na produção de eletrônicos (por exemplo) com a China? Acharia ótimo que tais medidas fossem adotadas, mas não creio que sejam suficientes para por a indústria nacional em condições de concorrência. Alias, algum pais no mundo consegue vantagem comparativa com a China nessas produções em massa?

    Me parece que de modo geral a abertura comercial é benéfica. Só acho que a China apresenta uma situação atípica que deve ser considerada de modo particular. Talvez nesse caso em específico alguma proteção à produção nacional possa funcionar melhor que uma política de livre mercado.
  • Gabriel Medeiros  10/09/2016 03:18
    Leandro, vi uma notícia de que o salário médio chines já é equivalente ao do brasileiro e está para ultrapassa-lo. Como isso é possível se a China possui apenas metade da nossa renda per capita?
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,salario-chines-pode-ultrapassar-brasileiro-ate-2016,1602370
  • Leandro  10/09/2016 03:38
    Porque renda per capita é PIB dividido pela população total (mulheres donas de casa, crianças, inativos, inválidos, desempregados etc.).

    Já salário médio contabiliza, obviamente, apenas as pessoas assalariadas.

    Ainda assim, essa notícia (embora de 2014) é bastante interessante. Se ela for verdade, então não tem mais nenhuma sustentação o mito -- defendido, por exemplo, pelo leitor Tiago acima -- de que chinês é "semi-escravo" e "mão-de-obra barata".
  • Gabriel Medeiros  10/09/2016 03:48
    Grato.
  • Renan Merlin  09/09/2016 18:15
    Debate com esquerdista é a coisa mais divertida que existe, eles se contradizem em si proprios.
    Há um tempo atras um esquerdista estava falando que o lobby da FIESP que articulou o "golpe" contra a Dilma, depois começamos a falar de comercio exterior e ele falando que dolar alto é bom porque "protege" a industria nacional.
    O Mesmo cara que chamou a FIESP de golpista defende que ela tem que ser protegida kkkkk
  • Leandro Campos  09/09/2016 18:57
    Tenho um questionamento.
    A situação é essa e dificilmente vai mudar, agora, imaginando que os políticos querem defender o empresariado, por que produtos não produzidos no Brasil também são taxados?

    Caso estes produtos não produzidos no Brasil, deixassem de serem taxados, isso não iria ajudar o empresariado, já que eles poderiam comprar maquinário e produtos que não temos aqui e com isso diminuir custos?
  • Rafael  09/09/2016 19:23
    Pois é, só que o governo também quer que as empresas comprem esses insumos de fabricantes nacionais, os quais são caros e ruins. Aliás, durante o governo Dilma, foi ainda pior: nem sequer era permitido importar. A Petrobras, por exemplo, era obrigada a usar maquinário exclusivamente nacional. Voltamos à década de 1980.
  • Estudante  09/09/2016 19:03
    Mas e as barreiras não tarifárias ?
    O Brasil tem poucas barreiras não tarifárias.
  • Professor  09/09/2016 19:22
    Ah, sim, bem poucas... É simplesmente proibido importar carros e roupas usadas. As políticas de compras governamentais (para estatais, por exemplo) dão preferência para empresas nacionais. Investimentos estrangeiros em terras e em vários ativos regulados pelo governo são severamente limitados.

    Fora isso, há a infraestrutura em frangalhos, que encarecem ainda mais as importações.

    Sim, bem poucas barreiras não-tarifárias...
  • Renan Merlin  09/09/2016 20:44
    Hahá esse cara e um brincalhão mesmo, experimente ir ao paraguai e fazer compras superior há 300 dolares que nem é muito. Você vai direto pra PF pagar 50% fora outras taxas.
  • Reginaldo   10/09/2016 12:13
    PF não! !! Receita Federal e agora são só US$150.00 na via terrestre. A carga tributária dos importados é alta para igualar a carga tributária dos produtos nacionais e todo o custo extra que a ação (e omissão) do Estado agrega aos bens produzidos no Brasil.
  • Renan Merlin  10/09/2016 00:29
    Hahá esse cara e um brincalhão mesmo, experimente ir ao paraguai e fazer compras superior há 300 dolares que nem é muito. Você vai direto pra PF pagar 50% fora outras taxas.
  • Renan Merlin  10/09/2016 00:32
    Gente temos que proteger nossa industria sim desses consumidores brasileiros gananciosos só buscam produtos de qualidade ao invez de proteger nossos pobres empresarios explorados.

  • Taxidermista  09/09/2016 19:06
    Sobre os malefícios do protecionismo:

    mises.org/library/return-protection
  • Mais Mises...  09/09/2016 19:28
    Parabéns ao IMB pelo novo layout da página. Show de bola!
  • Gabriel  09/09/2016 21:27
    Acho que vou ter que descordar um pouco da galera, não gostei do Layout não. Apesar que eu sou uma pessoal bastante conservadora quanto a essas questões de aparência e etc..., então é natural que eu não curta esse tipo de mudança. rsrsrsrsrsrs

    Agora quanto ao artigo em si, a primeira coisa que me veio a cabeça quando esse Senhor José Serra disse isso foi que ele só poderia estar delirando, e o artigo apenas deixou claro que ele de fato parece estar começando a ficar esclerosado. Aliás, essa afirmação do Serra é tão absurda que eu acho que é comparável à aquela feita pelo Bresser Pereira, que também foi objeto de um artigo no IMB tamanho o absurdo que aquele senhor tinha dito.

    Não há absolutamente nenhum indicio real de que protecionismo gera desenvolvimento (pelo contrário, como o artigo demonstrou fartamente). Mas mesmo assim esse Senhor tem a cara de pau de dizer com a maior prepotência que dizer que o Brasil é um pais protecionista é folclore, ele definitivamente só pode estar debochando da nossa cara achando que somos otários.

    Entre o PT e o Serra é dificil escolher, mas sendo obrigado a decidir por um dos dois só ficaria com o Serra em último caso e porque no caso do PT eles são absolutamente todos fanáticos por protecionismo. Porém o PSDB, até por ter elaborado o plano real, pode ter algum lampejo de bom senso, de modo que haverá alguma esperança.
  • Rodrigo  09/09/2016 22:19
    Qual país ficou rico importando mais e exportando menos,que eu saiba os países desenvolvidos são os que tem um grande parque industrial,pois o Brasil poderia ter uma industria nacional competitiva,pois exportaríamos nosso produtos e importávamos produtos estrangeiros,isso que é livre comércio,os EUA importa mais matéria prima e exporta manufaturados ,isso que ele importa mais,isso do que precisamos e não acabar com a concorrência ,concorrência que eu saiba é nacional e estrangeiro,não tem nenhum tipo de mono´polio,pois o Brasil poderia ter suas empresas investindo em outros países e vice versa,assim que teríamos mais dinheiro para investir em educação,infra-estrutura e saúde
  • Leandro  09/09/2016 22:50
    "Qual país ficou rico importando mais e exportando menos"

    Eis uma lista de alguns países que, nas últimas décadas, sempre ou quase sempre tiveram déficits em sua balança comercial: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça (esta, aliás, teve o mais prolongado déficit de todos, de 1950 até meados da década de 1990), Reino Unido e Luxemburgo.

    Por outro lado, escolha qualquer país da América do Sul ou da África e as chances são de que você encontrará um país que exporta muito mais do que importa.

    (Já o Chile, durante sua década de desenvolvimento, apresentou recorrentes déficits em sua balança comercial).

    "que eu saiba os países desenvolvidos são os que tem um grande parque industrial"

    1) Nova Zelândia e Austrália eram subdesenvolvidos (a Nova Zelândia era terceiro mundo até a década de 1980), viraram desenvolvidos, são hoje extremamente ricos. Como? Seguem tendo como pauta de exportação commodities de baixo valor agregado.

    2) Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de automóveis. E, na Nova Zelândia, nem sequer há montadora de automóveis. Eles já perceberam que é muito mais negócio importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para fazer algo em que não são bons. Eles sabem que isso seria burrice.

    Eis o segredo: abertura total ao investimento estrangeiro.

    3) Laticínios, carne, lã, madeira, peixe, alumínio, e produtos de papel. Todos eles commodities. E sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Nova Zelândia.

    4) Carvão, minério de ferro, lã, alumínio, trigo, carne e algum maquinário. Sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Austrália.

    5) Por que o Brasil teria de fabricar absolutamente tudo aqui dentro, sendo que é muito mais inteligente comprar de quem já tem o know how da fabricação? De novo, Austrália, Nova Zelândia e principalmente Chile só exportam matéria-prima, não exportam nada de alto valor agregado, e se tornaram países desenvolvidos.

    6) Nunca ninguém refutou a teoria das vantagens comparativas. Você tem de explicar por que seria vantajoso querer concorrer com quem já domina a área. Tem de explicar também aos neozelandeses que eles devem urgentemente direcionar recursos escassos para construir uma fábrica de automóveis, ainda que seja muito mais vantajoso para eles comprar de outros países.

    7) Já imaginou se o governo do Japão cismasse que o país tem de virar uma potência na extração de petróleo? É exatamente isso o que você quer.

    8) Hong Kong e Cingapura têm de importar toda a sua comida e toda a sua água. E têm os maiores PIBs per capita do mundo. Por essa lógica, era para eles urgentemente saírem desapropriando prédios e transformar tudo em pasto, pois é urgente plantar a própria comida.

    9) No que a Austrália e Nova Zelândia são competitivas? No que o Chile é competitivo senão em vinhos e cobre? No que Hong Kong e Cingapura eram competitivos?

    10) No Brasil, há um vasto setor de serviços a ser explorado. Há todo um setor de turismo, totalmente subutilizado (há vários locais bonitos sem a mais mínima infraestrutura para turistas). Há setores tecnológicos de ponta (a Embraer, por exemplo). Nossas mineradoras são eficientes e pagam bem (para quem é bom).

    Em todos os países ricos, o setor de serviços ocupa quase 70% da economia.

    No entanto, você insiste em dizer que eu mesmo é que tenho de fabricar meu notebook.

    11) No Brasil, o protecionismo, as reservas de mercado e os subsídios às indústrias vigoram desde o ano 1500. Você ainda quer mais? Em termos de protecionismo, as empresas brasileiras já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século, não se desenvolveu, e ainda é necessário dar mais tempo?

  • Gabriel Caetano  10/09/2016 01:20
    Comentario incrivel!
  • Andre Fernandes  13/09/2016 15:14
    Ganhamos praticamente mais um artigo completo do Leandro na seção de comentários!

    Que resposta!
  • Um Carinha  13/09/2016 15:26
    Leandro como sempre mitando
  • anônimo  10/09/2016 00:54
    Tiraram a parte da biblioteca nessa mudança??
  • Auxiliar  10/09/2016 01:14
    Negativo. Continua firme lá em cima, no cantinho superior esquerdo.

    Ou, tá aqui o link:

    www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99
  • anônimo  10/09/2016 01:55
    valeu!! desculpa a cegueira rsrs!
  • Pobre Paulista  10/09/2016 01:30
    Olhe no canto esquerdo superior, logo abaixo das cotações.

    Ou clique aqui
  • Gabriel Caetano  10/09/2016 01:03
    Pessoal (antes de tudo sou um liberal) Para nao ficar alienado sempre vejo alguns argumentos da esquerda(A maioria facilmente de ter um excelente contra ponto) Mas vi um video em que o cara diz que a coreia do sul so conseguio ter a Hyundai gracas a medidas protecionistas e credito para as empresas poderem desenvolver tecnologia.Eu nao consegui rebater esse argumento sera que alguém poderia me ajudar(Meu teclado e meio zuado e nao tem como colocar acento nao palavras entao da um desconto ai galera)

    Ta ai as fontes

    https://en.wikipedia.org/wiki/Automotive_industry_in_South_Korea

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,nenhum-pais-se-desenvolveu-sem-protecao-imp-,981266
  • Leandro  10/09/2016 01:35
    Ha-Joon Chang é (apenas mais um) especialista em fazer propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro "Chutando a Escada" é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Cingapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outro erro grave do livro é dizer que "o livre comércio funciona bem somente na fantasia do mundo teórico da concorrência perfeita". Ora, quem primeiro fez o argumento em prol do livre comércio foi David Ricardo, ainda no século XIX, e seu argumento jamais se baseou em tal teoria, que nem sequer havia sido inventada à época.

    Aliás, com dados pra lá dúbios. Por exemplo, Chang se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação de produtos de alta qualidade (ao contrário do Brasil, que só exporta produtos sem valor agregado e cuja mão-de-obra é desqualificada). Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Vale lembrar que a Coréia do Sul no início da década de 1960 era mais pobre do que a Coréia do Norte. E mesmo assim os japoneses investiram lá. E deu no que deu.

    Outra desonestidade é se concentrar na Coréia e não analisar os países que adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que eles defendem. Estes simplesmente não se desenvolveram. O que não é surpresa nenhuma.

    Mais um ponto: vamos fazer o jogo dessa gente e conceder -- por apenas um segundo -- que tarifas protecionistas sejam necessárias para o desenvolvimento das empresas. A pergunta é: no Brasil, as empresas já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?

    Políticas protecionistas e de incentivo à indústria não foram exatamente a cerne do governo Dilma? E olha a maravilha de resultado...

    Sobre a crucial ajuda dos japoneses à Coréia do Sul:

    www.academia.edu/5057806/PARK_CHUNG-HEE_AND_THE_ECONOMY_OF_SOUTH_KOREA

    Aqui há um relato bem breve:

    en.wikipedia.org/wiki/Third_Republic_of_South_Korea
  • lucas peron da silva  10/09/2016 01:13
    Não sei se o meu comentário está totalmente de acordo com o tema, mas ao meu ver um motivo que também estimula o protecionismo (ou as taxas, mas precisamente) é que o governo não precisa gastar muito pra arrecadar essa parte de contribuição impositiva, logo é uma receita quase 100% gratis.
  • Josue  10/09/2016 02:09
    Ótimo layout, mas cadê o fórum? :( Quero aprender mais pra passar pros meus amigos! Só assim vamos mudar a mentalidade do nosso povo, que na verdade, vive numa matriz!
  • Leonardo  10/09/2016 02:12
    Enquanto isso, no Youtube...

    https://www.youtube.com/watch?v=07x-AQGmVto
  • Magno  10/09/2016 03:41
  • Aluno Austríaco  10/09/2016 06:19
    Ninguém falou sobre o problema do lixo e energia.

    A China é um lixão. Só falta as pessoas andarem com máscara de oxigênio.

    A indústria consome a maior parte da energia e água, para produzir bugigangas, tranqueiras, apetrechos, etc.

    Esse protecionismo é criminoso. Isso é como mandar fechar a empresa do seu concorrente. Isso é coisa de máfia. É coisa de gente mal intencionada. É um cartel legitimado pelo governo.

    Nenhum país se desenvolve produzindo coisas que são menos importantes. Se não sobra dinheiro para construção civil, o país nunca vai resolver o problema de moradia e saneamento. Sem contar a injeção de bilhões de reais por mês na economia, sem contar a burocracia, corrupção, lobby, etc.

    Esses protecionistas jogam sujo e são criminosos.

    O país só vai melhorar quando a polícia prender os políticos, e depois perguntar o que eles fizeram. Primeiro prende, depois pergunta qual foi o crime.
  • Wesley  10/09/2016 07:13
    O engraçado é que os protecionistas odeiam que outros países boicotem os seus produtos ou restrinja as importações. O baronato brasileiro está reclamando com o Macri que a Argentina é protecionista com produtos brasileiros. Eles querem proibir os brasileiros de comprar produtos importados mas não acham justo que outros países proíbam seus cidadãos de comprar produtos brasileiros. Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Esse pessoal só olha para o próprio umbigo e bolso. Eles querem explorar os brasileiros mas não gostam de ser prejudicados por outros protecionistas.
  • Aluno Austríaco  10/09/2016 14:38
    Segundo o próprio site da receita, as importações têm uma alíquota multiplicadora de impostos.

    Ou seja, os impostos sobre importados podem ser multiplicados por até 7,6 vezes.

    É uma pedalada na OMC !

    www4.receita.fazenda.gov.br/simulador/

    Na quase totalidade das importações, a alíquota aplicável do PIS é de 1,65% e a da Cofins é de 7,6%. A base de cálculo para ambas as contribuições é o valor aduaneiro das mercadorias importadas, acrescido do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), incidente sobre a importação, e do valor das próprias contribuições, pois elas são incluídas no preço final das mercadorias (cálculo "por dentro"). Assim as contribuições devidas são iguais a:

    PIS = Alíquota PIS x (VA + ICMS + PIS + Cofins)

    Cofins = Alíquota Cofins x (VA + ICMS + PIS + Cofins)

  • Luciano A.  11/09/2016 05:44
    Acho que esse tema poderia ser explorado por um artigo no IMB, a forma de calcular o peso dos tributos nas mercadorias:

    "por dentro" ou "por fora"?

    A diferença no resultado é bem relevante dependendo do método usado
  • anônimo  10/09/2016 17:02
    Em uma simples importação feita pela internet pagamos 60% do valor da mercadoria+frete e o ICMS (que varia por estado). Mas quanto de tarifas e impostos incidem por exemplo, sobre a impostação de uma máquina feita por uma fábrica? Ou sobre a importação de produtos por uma loja varejista?
  • Andre  10/09/2016 19:40
    Os 60% de imposto de importação é o regime simplificado de tributação, um bom negócio para padrões brasileiros, fora dele, itens de consumo podem somar até 102% de tributação total.
    Sobre máquinas e equptos o governo é mais "manso" a tributação total fica nuns 78%
  • Westley  10/09/2016 18:22
    A artigo se utiliza de algumas simplificações, propositalmente ou não, para inferir algumas deduções. Algumas conexões lógicas também não se sustentam.

    "As consequências do fechamento da nossa economia são diariamente vivenciadas por todos nós, que ficamos praticamente proibidos de ter acesso a produtos bons e baratos feitos no exterior".
    -> Isso é uma verdade não há o que discutir.

    "Sem a concorrência de produtos estrangeiros, e com aqueles cidadãos mais pobres podendo comprar apenas produtos mais caros fabricados nacionalmente, os grandes empresários industriais do país não têm motivo nenhum para reduzir seus preços e elevar a qualidade de seus produtos."
    -> Isto não é um axioma. Isto só se aplica nos casos onde não há uma competitividade interna, vide o setor elétrico nacional. Se tivermos competição interna, com capacidade de atendimento à demanda, essa afirmação é algo que pode não se concretizar, no ponto onde afirma que o empresariado não verá necessidade de reduzir seus preços.

    "Adicionalmente, tarifas protecionistas também afetam as empresas domésticas que precisam importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua produtividade e, com isso, fabricar produtos melhores e mais baratos."
    -> Isso é uma verdade, entretanto o artigo especula, sem comprovar, que o governo faça isso como prática, o que nem sempre é uma verdade, entretanto é um tema a ser abordado.

    "E os consumidores, principalmente os mais pobres, passam a ser tratados como gado em um curral: ficam proibidos de comprar produtos estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros desses empresários privilegiados.

    Enquanto os lucros destes se tornam inabalados, a renda disponível dos mais pobres vai definhando."
    ->Essa é uma conexão lógica que não se sustenta, pois veja, se a capacidade de compra é diminuída, assim segue a demanda, então diminuindo-se a demanda, diminui-se a venda, consequentemente a o lucro do capitalista. Vendo isto, seguindo a lógica do artigo, o capitalista aumentará o preço de seu bem ou serviço. Tendo-se elevado os preços, novos capitalistas enxergarão neste ramo nova possibilidade de lucro, criando novos empreendimentos para explorá-lo. Com isso teremos competição pelo mercado consumidor e com isso forçar-se-ão os preços para baixo. Esta não é a lógica da livre iniciativa??? Não que eu considere isso como uma verdade, mas vocês liberais, pelo menos na retórica, sim.

    "Quando as importações "baratas" expulsam do mercado aqueles produtos nacionais mais caros ou de menor qualidade, os consumidores nacionais ficam com mais dinheiro. Tendo acesso a produtos mais baratos, o total despendido com gastos em consumo diminui. Sobra mais dinheiro ao fim do mês.

    "Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros produtos e serviços. Se você gasta menos comprando bens importados mais baratos, sobre mais dinheiro para você gastar em outros setores da economia. E sobra mais dinheiro para você investir (mesmo que seja aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro será emprestado para terceiros investirem) e, com isso, gerar empregos em outros setores"
    -> Essa é uma afirmação que só se confirma baseada na falsa premissa que a renda se manterá inalterada nesse cenário, o que não é uma verdade, esse argumento não leva em questão a temporalidade dos acontecimentos. Com os empregos 'ineficientes' extinguidos, consequentemente se extinguirá o poder de compra dos empregados destes, ou seja, não haverá sobra de dinheiro para investir muito menos para consumir para estes. Também não há comprovação que o aumento de renda daqueles se dará na mesma proporção que na diminuição destes.

    "E os consumidores, principalmente os mais pobres, passam a ser tratados como gado em um curral: ficam proibidos de comprar produtos estrangeiros baratos e são obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros desses empresários privilegiados."
    -> É lógico que isso depende do tipo de produto, mas o artigo tentar impor a ideia que o consumo é obrigação, enquanto, na verdade é uma escolha (consumir ou poupar), no senso geral. Para muitos produtos, seu valor é o que menos importa, outras questões subjetivas são muito mais importantes.

    "Sim, alguns empregos são destruídos pela concorrência estrangeira, mas estes são empregos, por definição, ineficientes. São empregos em indústrias que não demonstraram ser tão eficientes quanto as estrangeiras em prover bens de qualidade e mais baratos. Logo, são empregos que custam caro à sociedade.

    Por causa do aumento da renda e da capacidade de consumo da população permitido pelas importações, estes empreendimentos ineficientes serão substituídos por empreendimentos eficientes em outros setores, os quais criarão agora empregos mais produtivos. Ao final, todos, até mesmo empregados demitidos por causa da concorrência estrangeira, ficam em melhor situação."
    -> Novamente uma conclusão baseada numa falsa premissa, pois o artigo faz supor que os empregos criados em outros setores se darão na própria economia em questão. Isso é contraditória até com o intuito do artigo, o que impede essa nova demanda, criada por esse excedente de capital na mão destes consumidores, não seja por produtos também importados? Criando-se assim empregos fora da economia em questão?

    Não há dúvida que a questão do protecionismo é controversa, entretanto, não é com simplismos que será resolvida. A mesma deve ser analisada dos dois ângulos, do consumidor e do trabalhador.

    Em certo momentos deverá ser feita a pergunta: O que é menos pior: termos produtos mais caros, entretanto, alguma renda para consumi-los? Ou é melhor termos produtos mais baratos e não termos renda para acessá-los?



  • Breno  10/09/2016 21:56
    "Isto não é um axioma. Isto só se aplica nos casos onde não há uma competitividade interna, vide o setor elétrico nacional. Se tivermos competição interna, com capacidade de atendimento à demanda, essa afirmação é algo que pode não se concretizar, no ponto onde afirma que o empresariado não verá necessidade de reduzir seus preços."

    Claro, claro. Vide o setor automotivo. Tem competição interna. Tem capacidade de atendimento à demanda. E daí? A tarifa de importação é de 35%. E é simplesmente proibido importar carros usados. Mas, segundo o sábio Westley, "isso não é um axioma". Claro. A FIAT vai combater a GM e a Ford. Em vez de vender um carro 1.0 a R$ 40.000, vai vender a R$ 39.900.

    Entenda uma coisa, caro Westley. Uma coisa é a produção brasileira atender o mercado brasileiro. Outra coisa, bastante diferente, é a produção mundial atender o mercado brasileiro.

    A capacidade de produção brasileira é, por definição, muito menor do que a capacidade de produção mundial. Quando se tem as empresas de todo o mundo produzindo para atender o mercado brasileiro, há mais chances de se ter qualidade mais alta e preços menores do que quando se tem apenas empresas nacionais fazendo esse serviço.

    "pois veja, se a capacidade de compra é diminuída, assim segue a demanda, então diminuindo-se a demanda, diminui-se a venda, consequentemente a o lucro do capitalista. Vendo isto, seguindo a lógica do artigo, o capitalista aumentará o preço de seu bem ou serviço."

    Gênio! Capitalista vai aumentar preço quando a demanda está em queda e a população está sem nenhum poder de compra! Sensacional!

    "Tendo-se elevado os preços,"

    Como, se a demanda está em queda e a população está sem poder de compra?!

    "novos capitalistas enxergarão neste ramo nova possibilidade de lucro, criando novos empreendimentos para explorá-lo."

    Novas oportunidades de lucro em um mercado que vivencia queda na demanda, com a população sem poder de compra, e com empresas tendo prejuízos?!

    Com um raciocínio destes você ainda tem a pachorra de dizer que é o artigo que "se utiliza de algumas simplificações, propositalmente ou não, para inferir algumas deduções" e que "algumas conexões lógicas também não se sustentam"?

    Esse Westley é um pândego. Certamente deve ser doutor na Unicamp. Aliás, é gente com um raciocínio econômico como este que infestava o governo Dilma.

    Cansei da aula gratuita. Vá se informar minimamente sobre o mundo, meu filho.
  • Westley  11/09/2016 19:48
    Nossa, forçar os liberais a pensar fora da orelha dos austríacos é uma ofensa moral. Breno e Luciano digitaram muito e não puderam me contradizer.

    Breno o setor automotivo é um dos setores onde o preço é um fatores que menos importa no opção de compra dos clientes. Você compra um carro pelo preço??

    "Entenda uma coisa, caro Westley. Uma coisa é a produção brasileira atender o mercado brasileiro. Outra coisa, bastante diferente, é a produção mundial atender o mercado brasileiro." Uau, que descoberta.!!!!

    "Gênio! Capitalista vai aumentar preço quando a demanda está em queda e a população está sem nenhum poder de compra! Sensacional! ". Esta é uma das possibilidades, ou o lucro vem da quantidade ou da unidade.

    "O desemprego em grande escala só existe porque não há um mercado de trabalho livre. CLT, salário mínimo e outros custos extra salariais fazem com que o preço da mão de obra fique artificialmente cara". Nossa vamos voltar a época da escravidão, assim vamos fazer com que a mão de obra fique não artificialmente cara.

    "-Que tal termos produtos nacionais e estrangeiros baratos e de qualidade e desfrutarmos de renda elevada graças a liberdade de comércio, propriedade privada sem insegurança jurídica e moeda forte que mantem ou aumenta o seu poder de compra? " Isso é uma utopia, se você nesse seu contexto a moeda nacional será enfraquecida e mesma na ausência de tarifas maior será o custo para os produtos estrangeiros.

    Antes, o comunistas eram os alienados, hoje são são os libertários.
  • Joesley  12/09/2016 12:02
    "Breno o setor automotivo é um dos setores onde o preço é um fatores que menos importa no opção de compra dos clientes. Você compra um carro pelo preço??"

    O preço é o que menos importa?!

    Nossa, que legal! Quer dizer então que a diferença entre um Gol 1.0 e um Audi A3 depende exclusivamente do gosto do consumidor. Dado que a diferença de preços pouco importa, então o pessoal opta pelo Gol em detrimento do Audi exclusivamente por causa da estética, deve ser.

    Esse Westley é um gênio indomável.

    "Isso [renda elevada graças a liberdade de comércio] é uma utopia, se você nesse seu contexto a moeda nacional será enfraquecida e mesma na ausência de tarifas maior será o custo para os produtos estrangeiros."

    Embora seja difícil de entender seu raciocínio -- fruto de uma mente confusa --, entendi que você disse que, se houver muita liberdade comercial, a moeda nacional se desvaloriza.

    Gozado, pois é justamente nos países com grandes déficits comerciais (importam mais do que exportam) que a moeda é mais forte.

    Eis uma lista de alguns países que, nas últimas décadas, sempre ou quase sempre tiveram déficits em sua balança comercial: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça (esta, aliás, teve o mais prolongado déficit de todos, de 1950 até meados da década de 1990), Reino Unido e Luxemburgo.

    Pela sua lógica perturbada, era para a moeda destes países estarem na latrina.

    Por outro lado, escolha qualquer país da América do Sul ou da África e as chances são de que você encontrará um país que exporta muito mais do que importa. E as moedas são uma porcaria.

    Tenha um mínimo de respeito próprio e faça pesquisas antes de falar besteira em público. O estrago à sua imagem pode ser indelével.

    "Antes, o comunistas eram os alienados, hoje são são os libertários."

    A manter essa escala westleyniana de alienação, há os comunistas, há os libertários, e há Westley, que reina soberano na escala máxima da alienação. Parabéns.
  • Jorge  12/09/2016 14:24
    "Nossa vamos voltar a época da escravidão, assim vamos fazer com que a mão de obra fique não artificialmente cara"

    Esse pediu para ser burro e foi bem atendido.

    Escravidão não é troca voluntária, estúpido. Logo, escravidão é a antítese de um mercado (laboral) livre.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1742
  • Luciano A.  11/09/2016 07:06
    "Isso é uma verdade não há o que discutir. Isto não é um axioma. Isto só se aplica nos casos onde não há uma competitividade interna, vide o setor elétrico nacional. Se tivermos competição interna, com capacidade de atendimento à demanda, essa afirmação é algo que pode não se concretizar, no ponto onde afirma que o empresariado não verá necessidade de reduzir seus preços. "
    - Óbvio que vai fechar a economia vai impactar, retirando os produtos importados haverá menos opções e uma pressão menor para a queda dos preços devido a uma oferta menor de bens mesmo nos setores em que há algum nível de competição. Seu argumento é um non-sequitur.

    "Essa é uma conexão lógica que não se sustenta, pois veja, se a capacidade de compra é diminuída, assim segue a demanda, então diminuindo-se a demanda, diminui-se a venda, consequentemente a o lucro do capitalista. Vendo isto, seguindo a lógica do artigo, o capitalista aumentará o preço de seu bem ou serviço. Tendo-se elevado os preços, novos capitalistas enxergarão neste ramo nova possibilidade de lucro, criando novos empreendimentos para explorá-lo. Com isso teremos competição pelo mercado consumidor e com isso forçar-se-ão os preços para baixo. Esta não é a lógica da livre iniciativa??? Não que eu considere isso como uma verdade, mas vocês liberais, pelo menos na retórica, sim"
    -Com o protecionismo as pessoas comprometeram maior fatia de sua renda com produtos protegidos e terão menos recursos para outras atividades de consumo e investimento prejudicando a economia. Acredito que você está dizendo que o empresário terá que aumentar o preço para manter sua margem de lucro, já que a demanda cairia por conta da queda da renda. O problema é você não está considerando que a resposta dos consumidores poderia ser deixar de comprar outros produtos ou investir em outras áreas onde haveria competitividade nacional, mantendo o consumo do produto protegido praticamente no mesmo nível. Pense nos automóveis nacionais, são muito caros, mas ainda assim vendiam (pelo menos antes da crise atual), o consumidor deixava de comprar outras coisas e de investir, mas continuava comprando caro. Além disso, você diz que novas empresas entrariam no mercado, no caso de um aumento de preços, mas esquece que o Brasil é um dos piores países para abrir uma empresa, os custos e a enorme burocracia desestimulam e até mesmo impedem a entrada de novos concorrentes e facilita para os já estabelecidos. Não há liberdade de iniciativa plena no Brasil.

    "Com os empregos 'ineficientes' extinguidos, consequentemente se extinguirá o poder de compra dos empregados destes, ou seja, não haverá sobra de dinheiro para investir muito menos para consumir para estes. Também não há comprovação que o aumento de renda daqueles se dará na mesma proporção que na diminuição destes. "
    -O desemprego em grande escala só existe porque não há um mercado de trabalho livre. CLT, salário mínimo e outros custos extra salariais fazem com que o preço da mão de obra fique artificialmente cara e acima da oferta e demanda. Quanto mais livre for o mercado de trabalho, mais facilidade haverá para os trabalhadores, que saíram dos setores antes protegidos, se inserirem em outras áreas da economia. Haverá aumento na renda deles com produtos mais baratos acessíveis, principalmente se estes desfrutarem de uma moeda forte, que não sofre inflação devido a políticas monetárias expansionistas adotadas comumente no Brasil que destroem o poder de compra da moeda.

    "É lógico que isso depende do tipo de produto, mas o artigo tentar impor a ideia que o consumo é obrigação, enquanto, na verdade é uma escolha (consumir ou poupar), no senso geral. Para muitos produtos, seu valor é o que menos importa, outras questões subjetivas são muito mais importantes. "
    -Ninguém negará que existem outras motivações para a escolha de um produto, mas isso não muda o fato que o protecionismo reduziu as opções dos consumidores que passaram a ter menos diversidade a sua disposição graças a uma imposição dos governantes.

    "Novamente uma conclusão baseada numa falsa premissa, pois o artigo faz supor que os empregos criados em outros setores se darão na própria economia em questão. Isso é contraditória até com o intuito do artigo, o que impede essa nova demanda, criada por esse excedente de capital na mão destes consumidores, não seja por produtos também importados? Criando-se assim empregos fora da economia em questão? "
    -Novamente você desconsidera que não há um mercado de trabalho livre no Brasil, o desemprego em larga escala é consequência direta das rigorosas leis trabalhistas que elevam artificialmente o custo da mão de obra e impede que ela seja absorvida em outros setores.

    " O que é menos pior: termos produtos mais caros, entretanto, alguma renda para consumi-los? Ou é melhor termos produtos mais baratos e não termos renda para acessá-los? "
    -Que tal termos produtos nacionais e estrangeiros baratos e de qualidade e desfrutarmos de renda elevada graças a liberdade de comércio, propriedade privada sem insegurança jurídica e moeda forte que mantem ou aumenta o seu poder de compra?

  • André  12/09/2016 13:11
    "Em certo momentos deverá ser feita a pergunta: O que é menos pior: termos produtos mais caros, entretanto, alguma renda para consumi-los? Ou é melhor termos produtos mais baratos e não termos renda para acessá-los? "

    Cite aí exemplos de países civilizados que conhece onde se observa essa segunda opção, onde há produtos baratos e falta de renda para acessá-los, já que da primeira opção temos exemplos maravilhosos como Brasil, Venezuela, Argentina, Grécia, Rússia e Ucrânia,
  • José Américo   10/09/2016 19:06
    Off-topic: m.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/09/1810929-familia-pede-na-justica-que-sus-de-remedio-caro-para-cadela-doente.shtml?mobile É difícil achar que o país tenha solução quando se vê uma notícia com esta.
  • Daniel Ribeiro  10/09/2016 19:07
    Primeiramente:

    Imposto é Roubo.

    Segundamente, parabéns pelo artigo. Embora ele não tenha nada de inovador - pois tudo o que foi dito nele já era defendido pelo laissez-faire no século XVIII, por exemplo, por Adam Smith - este artigo procura desmistificar muitos dos mitos ainda defendidos, em pleno século XXI, por simpatizantes do intervencionismo estatal. Aliás, causa espanto que coisas tão óbvias, como as ditas no presente artigo, ainda devam ser escritas. É como se alguém estivesse defendendo que a Terra é redonda, e não quadrada. E causa ainda mias espanto ver pessoas que se opõem ao livre comércio entre as nações.

    Em terceiro lugar, gostaria de fazer uma pergunta. Qual a avaliação do pessoal do MIses.org, em especial do Leandro Roque, em relação ao Serra e o governo atual (Temer) em comparação com o anterior do PT, no que diz respeito à abertura comercial internacional? Eu sei que somos muito intervencionistas, protecionistas, sei que o Serra tem uma postura de "defesa da indústria nacional", que é protecionista, etc. Mas gostaria de saber se o governo atual não é menos ruim do que o anterior, nesse quesito. Por exemplo, ao não reconhecer regimes bolivarianos.
    Em suma: o governo atual é a mesma coisa, ou tivemos algum progresso, mesmo que pequenininho, em relação ao anterior, no que diz respeito à abertura comercial internacional?

    Abraços
  • JOSE F F OLIVEIRA  10/09/2016 21:11
    Belíssima explanação e conscientização para todos nós.
  • Luis  12/09/2016 01:16
    Concordo com os argumentos, e acrescento que sem o protecionismo, alguem poderia importar materias primas baratas e maquinario barato e fazer os produtos no local mesmo.

    Quanto `a tabela de desemprego, creio que podem haver outras variaveis mais importantes que o protecionismo, como as leis trabalhistas.

    Fora Temer, somente se o TSE decidir que a chapa Dilma-Temer deveria ser cassada como um todo. Eu nao sou petista, mas nao esqueco que o PMDB era socio do PT no petrolao. Mas isso e' outra historia.
  • Lucas Antônio  12/09/2016 08:10
    Interessante o artigo, muito elucidativo.

    Umas dúvidas de alguém que não é da área da economia:

    Esse regime de tarifas alfandegárias (sobre importação e exportação) reflete algum tipo específico de ideologia (neoliberal)?

    Digo isso porque, ao que me lembro, essa sistemática remonta ao mercantilismo de protecionismo quando do surgimento dos Estados Nacionais. Se assim é, mesmo com a vitória do ideário liberal no século XVIII, por que e como ela se manteve diante da nova burguesia?

    Penso, a princípio, que a resposta seja o distanciamento entre a teoria e a prática. Exemplo: eu, como empresário, sou liberal, mas a partir do momento que o Estado quer me privilegiar, corrompo o funcionamento do sistema a meu favor.

    Att.
  • Marcos  12/09/2016 12:07
    "Esse regime de tarifas alfandegárias (sobre importação e exportação) reflete algum tipo específico de ideologia (neoliberal)?"

    Sim, a ideologia mercantilista. Uma das mais antigas da história do mundo. Deve ser também a mais longeva e mais onipresente.

    "Digo isso porque, ao que me lembro, essa sistemática remonta ao mercantilismo de protecionismo quando do surgimento dos Estados Nacionais."

    Exatamente.

    "Se assim é, mesmo com a vitória do ideário liberal no século XVIII, por que e como ela se manteve diante da nova burguesia?"

    O ideário liberal se manteve entre 1865 até a Primeira Guerra Mundial (1914). Esse foi o período de crescimento econômico mais acelerado do mundo. Após a Guerra, o mercantilismo voltou com tudo. E nunca mais foi embora.

    "Penso, a princípio, que a resposta seja o distanciamento entre a teoria e a prática. Exemplo: eu, como empresário, sou liberal, mas a partir do momento que o Estado quer me privilegiar, corrompo o funcionamento do sistema a meu favor."

    Raciocínio perfeito.
  • Lucas Antônio  12/09/2016 22:54
    Obrigado pela gentileza de responder.

    att.
  • anônimo  12/09/2016 13:42
    Isso é a cara do Serra. Ele sempre se faz de desentendido para não expor suas opiniões.

    O Brasil é mais protecionista do que os outros países. A Europa está inundada de produtos importados. O valor das compras no varejo na Europa está extremamente baixo. O comércio varejista na Europa e USA está muito mais barato do que em outros países.

    O Serra faz uma afirmação de que o Brasil não é mais protecionista. Isso é piada ! Ele diz isso, porque só fala de agronegócio.

    Um smartphone ou tablet pode ter 60% de imposto de importação no Brasil, mais uma taxa de 150 reais, dependendo do valor da importação.

    www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2013/06/como-funciona-cota-de-importacao-de-eletronicos-aprenda-importar-agora.html

    É o Serra sendo o mesmo de sempre.


  • Westley  12/09/2016 19:45
    Outro ponto que o artigo ignora. O Dólar é a moeda de trocas internacionais. Um fluxo contínuo de déficits nas transações correntes irá provocar um pressão para a desvalorização da moeda local dado que existirão menos dólares disponíveis para compra. Assim, mesmo numa ausência de barreiras aquilo que era barato, pode se tornar caro. A questão das barreiras comerciais é prejudicial sim, entretanto, é controversa. Não é com os simplismos do artigo que ele deve ser tratada.
  • Joesley  12/09/2016 20:26
    Segundo o gênio Westley, se houver muita liberdade comercial, a moeda nacional se desvaloriza.

    Gozado, pois é justamente nos países com grandes déficits comerciais (importam mais do que exportam) que a moeda é mais forte.

    Eis uma lista de alguns países que, nas últimas décadas, sempre ou quase sempre tiveram déficits em sua balança comercial: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça (esta, aliás, teve o mais prolongado déficit de todos, de 1950 até meados da década de 1990), Reino Unido e Luxemburgo.

    Pela lógica perturbada do Westley, era para a moeda destes países estarem na latrina.

    Por outro lado, escolha qualquer país da América do Sul ou da África e as chances são de que você encontrará um país que exporta muito mais do que importa. E as moedas são uma porcaria.

    Tenha um mínimo de respeito próprio e faça pesquisas antes de falar besteira em público, cidadão. O estrago à sua imagem pode ser indelével.
  • anônimo  12/09/2016 21:01
    Curioso é que nenhum paulista se importaria se houvesse déficits comerciais entre São Paulo e o restante do Brasil, mas por motivos ilusórios se importam se há entre o Brasil e o restante do mundo.
  • Douglas Silva  13/09/2016 00:02
    Leandro ou alguém que manje do assunto. Aonde encontro os dados sobre inflação, divida externa e interna do Brasil? IBGE e/ou Banco Central, ou algum outro órgão?
  • Leandro  13/09/2016 01:09
    Site do Banco Central. Aqui:

    www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/indeco.asp
  • Douglas Silva  13/09/2016 01:45
    Muitíssimo obrigado, Leandro!
    Abraços.
  • anônimo  13/09/2016 14:30
    O PMDB é a viúva do PT.

    Todos esses ajustes foram citados pelo PT.

    O PMDB só demitiu uns comunas do governo e fez um corte mínimo de gastos. Eles são viúvas do PT.

    Até agora não houve uma mudança efetiva, exceto a redução no aparelhamento do governo.



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