Os intelectuais de esquerda, a discordância como ofensa, e as universidades como zonas de guerra

Eis um fenômeno revelador de uma certa personalidade e mentalidade progressista: qualquer um que não reze pela cartilha, qualquer um que discorde de qualquer ponto ou aspecto da ideologia culturalmente dominante, não é um indivíduo que discorda de um argumento A ou B, mas sim um agressor, um infame que ousa recusar-se a aceitar a superioridade da ideologia perfeita.

Se antes apenas alguns doutrinários e doutrinados das ideologias progressistas (muitas delas de esquerda) seriam capazes de pessoalmente se indignar com o interlocutor de forma ostensiva, com ameaças verbais e até agressões físicas, hoje tal comportamento de indignação agressiva virou moeda comum graças ao conforto, proteção e distância física propiciada pela internet. Para muitos desses progressistas das esquerdas de variadas matizes (e não só para eles), a internet é um poderoso estimulante comportamental, como a cocaína ou o crack para criminosos.

Usando a tela e o teclado como escudos, difamam, injuriam, caluniam e passeiam por outros artigos do código penal sem o menor escrúpulo ou drama de consciência. O fazem porque se consideram inimputáveis legalmente e ideologicamente. E se acham inimputáveis porque se veem alicerçados e justificados no pensamento político e cultural dominante gerado e legitimado pelos intelectuais e difundido e ratificado pela intelligentsia.[1]

Se a cosmovisão que lhes é transmitida pela maioria dos professores do ensino fundamental à universidade, onde ganha uma roupagem científica, com aceitação ativa ou passiva dos pais, familiares, amigos e colegas, é ratificada e ampliada por certa imprensa, comentaristas, personalidades culturais, intelectuais e até mesmo empresários, é compreensível que considerem-na correta, como a única e perfeita resposta para todos os problemas ocorridos dentro da sociedade.

Quando se acredita acriticamente em uma ideia ou em um corpo de ideias como sendo um instrumento de perfeição e de resolução plena e absoluta de todas as questões que regularmente emergem na vida em sociedade — a qual é formada pela interação entre indivíduos com desejos, anseios, vontades e objetivos diferentes —, a imperfectibilidade intrínseca a qualquer criação humana é simplesmente ignorada ou estrategicamente descartada, para que a ideologia cumpra o seu destino histórico.

Dessa forma, uma posição contrária àquele sistema de pensamento, àquela mentalidade, àquela falaciosa estrutura de utopia realizável no futuro, não é entendida ou assimilada como aquilo que realmente é, mas como uma afronta, uma ofensa, uma reação estúpida e débil a uma manifestação superior de inteligência.

O tom de toda reação esquerdista é similar: "como ousas me questionar?".

A influência dos intelectuais em uma democracia pode ser imensa ou crucial no curso do desenvolvimento social, a depender "das circunstâncias adjacentes, incluindo os níveis de liberdade para a propagação de suas ideias, em vez de se tornarem meros instrumentos de propaganda, como acontece nos países totalitários".[2]

E quanto mais amplo o ambiente de liberdade em que o intelectual progressista pode se expressar e exercer a sua influência, maior a possibilidade de convencimento e persuasão de uma parte da sociedade em relação a ideias que põem em risco exatamente esse ambiente de liberdade que permitiu a propagação destas ideias.

O professor Mark Lilla, que dissecou o assunto em seu excelente The Reckless Mind: Intellectuals in Politics, relata que "professores distintos, poetas talentosos e jornalistas influentes reuniram suas habilidades a fim de convencer, a todos os seus ouvintes e admiradores, que os tiranos modernos eram libertadores e que seus crimes hediondos eram nobres — bastava vê-los sob a perspectiva correta".

Aquele que se dedicasse a "escrever, honestamente, sobre a história intelectual do século XX na Europa", advertiu Lilla, teria "que ter estômago forte".[3]

Por qual razão os intelectuais progressistas e a intelligentsia atentam contra a sociedade e o ambiente de liberdade que os permitiu existir e se expressar?

Uma parte da resposta talvez esteja em dois pontos claramente identificáveis: o primeiro é se considerarem superiores aos demais indivíduos, como se fossem os eleitos, ou, para usar a expressão de Sowell, os ungidos[4], prontos para iluminar e conduzir a sociedade; o segundo é uma peculiar visão de sociedade baseada na concepção de pessoas abstratas que vivem em um mundo abstrato, o que torna possível criar intelectualmente um modelo ideal de sociedade que exige a exclusão da realidade fática.

No primeiro ponto, a certeza da superioridade moral e ideológica faz com que esses intelectuais olhem para a humanidade como um problema incômodo a ser resolvido, e com desprezo para os seus críticos, convertidos em inimigos e sendo um mal a ser extirpado. Essa perspectiva transborda para a intelligentsia e anaboliza a fúria dos inocentes úteis (servidores públicos, estudantes universitários, desempregados, ressentidos etc.). Muitos deles sequer sabem que são meros instrumentos de uma causa, mas agem em seus ambientes (em cursos de graduação e departamentos universitários, por exemplo) como uma minoria histérica que se apresenta ao debate como legítimos representantes dos grupos dos quais fazem parte (a maioria silenciosa, interessada em trabalhar ou estudar, acaba por ser afetada e denegrida).

A internet, para a intelligentsia e seus inocentes úteis, funciona como um megafone moderno. Eles ocupam as redes sociais, os espaços de comentários de blogs e sites, criam seus próprios blogs e sites, muitos financiados pelo governo de turno, para vocalizar sua ideologia, hoje dominante, e atacar os inimigos. Tenho certeza de que você, leitor, em algum momento, já se deparou com um desses, mesmo que não tenha sido uma vítima direta dos ataques.

modus operandi é sempre o mesmo, seja na ação ou na reação. Sobrepõem temas freneticamente, lançam informações falsas ou adulteradas, distribuem acusações as mais estapafúrdias, muitas valendo-se de polilogismo. Fazem, enfim, o que podem para não permitir que nenhuma discussão prospere, pois isto exibiria a fragilidade dos argumentos ou a própria ignorância individual acerca do tema em questão. É uma impossibilidade desenvolver um debate de ideias e uma ingenuidade esperar que possa havê-lo. Trata-se, no mais das vezes, de perda de tempo e de um custo emocional.

No que tange ao segundo ponto, ou seja, a visão social peculiar ancorada em pessoas abstratas vivendo em um mundo abstrato, a realidade, para esses intelectuais progressistas, é um obstáculo a ser superado. Porque as pessoas reais e o mundo existente não podem ser moldados ou redesenhados de acordo com a teoria. Por outro lado, as pessoas e o mundo abstratos, aqueles que só existem num exercício teórico de abstração, podem ser concebidos, remodelados, reprogramados segundo a necessidade circunstancial e as contingências.

Assim, quando o regime no poder decide aplicar à realidade o sistema construído sob as abstrações, há um choque violento que resulta em vítimas de carne e osso. Se o real não se adequa ao abstrato, pior para o real e para todos que nele vivem.

Segundo Sowell:

Quando diferenças reais entre pessoas reais são mencionadas ou levadas em consideração por outros, os intelectuais são os primeiros a declarar que são meras "percepções" e meros "estereótipos". Evidência para conclusões tão apressadas são raramente perguntadas ou fornecidas. Igualdade abstrata é o ponto de partida a priori de suas suposições. Não há motivo algum para que pessoas abstratas tenham resultados diferentes quando suas diferenças reais em capacidade foram, abstratamente, descartadas. (…)

A excepcional facilidade que os intelectuais têm para lidar com abstrações não elimina a diferença entre essas abstrações e o mundo real. Nem mesmo garante que aquilo que é válido e verdadeiro para essas abstrações seja igualmente verdadeiro na realidade, muito menos garante que as sofisticadas visões abstratas dos intelectuais deveriam passar por cima das experiências diretas das pessoas vivendo no mundo real.

Os intelectuais podem, de fato, desconsiderar as "percepções" dos outros, rotulando-as como "estereótipos" ou "mitos", mas isso não é o mesmo que provar que elas estão empiricamente erradas, mesmo quando um número notável de intelectuais age como se elas estivessem.

Por trás da prática disseminada de considerar diferenças de grupo em "representações" demográficas, em várias profissões e instituições, e utilizando os níveis de renda como evidência de discriminação, existe a noção implícita de que os grupos não podem ser diferentes ou que quaisquer diferenças são culpa da "sociedade", a qual deve corrigir seus erros e seus pecados.[5]

Sowell considera que o ponto fundamental "não é dizer que a intelligentsia estava enganada ou mal informada sobre determinadas questões", mas "que, ao pensar em termos de pessoas abstratas num mundo abstrato, os intelectuais se furtam à responsabilidade e ao trabalho árduo de apreender os fatos reais sobre pessoas reais vivendo num mundo real, fatos que geralmente explicam as discrepâncias entre o que os intelectuais veem e o que eles gostariam de ver".

Furtar-se à realidade, a meu ver, não só é mais trabalhoso e exige responsabilidade, como torna imprescindível reconhecer a sua existência, ou seja, as suas variáveis, nuances, limitações, imperfeições. Isso explica por que, segundo o autor, muitos intelectuais interpretam como erros do mundo as diferenças entre teoria e realidade que estão na origem da confusão de entendimento do que sejam problemas sociais.

Mas essa confusão, proposital ou ideologicamente orientada, serve para justificar a implantação de medidas políticas de cima para baixo pelo poder centralizado a que os intelectuais servem em maior ou menor grau.

Para os inocentes úteis nas universidades, muito deles revolucionários de Facebook submersos no mundo abstrato de pessoas abstratas criado pelos intelectuais e pela intelligentsia (representada pelos seus professores, diretores de departamentos), a realidade representada por indivíduos concretos com uma visão de mundo contrária à deles é um choque. E o impacto desse contato lhes provoca repugnância e reações destemperadas.

Trata-se de uma situação interessante e um tanto absurda se considerarmos que uma parcela desses jovens terá contato com o mundo real através do mundo virtual. Cada atitude reacionária pessoalmente ou pelas redes sociais é derivada desse espanto com a realidade. O grau de agressividade parece estar relacionado e ser proporcional ao nível de abstração desenvolvido pelo agente.

O desequilíbrio exposto nessas reações também pode ser explicado pela saída da zona de conforto que a ideologia provê a partir das abstrações, das orientações, ou das ordens emitidas por um corpo de ideias que abrange e agrega uma única solução para todos os problemas. Viver dentro dessa bolha é mais confortável do que encarar a incômoda condição de manter uma visão crítica (e imperfeita, sem respostas prontas e acabadas), não-dogmática, intelectualmente honesta.  Acima de tudo, é desconfortável a posição de viver num ambiente de incertezas no qual é preciso a cada momento assumir os riscos das próprias escolhas e testar a dimensão de sua responsabilidade.

"O fardo de tomar as próprias decisões é, para muitas pessoas, intolerável. Estar vinculado à necessidade de decidir por conta própria é ser escravo de seus próprios ímpetos", afirmou escritor Anthony Burgess num texto primoroso. "É mais fácil receber orientações: fume tal cigarro — 90% menos alcatrão; leia tal livro — 75 semanas na lista de best-sellers; não veja tal filme", completou.

Na semana passada, conversei com um professor de uma universidade federal. O seu relato deixou-me ainda mais abismado do que eu poderia imaginar previamente. O nível do aparelhamento ideológico do departamento a que ele está vinculado já ultrapassou há muito a patologia, a estupidez e a mera desonestidade. Para tornar a história ainda mais absurda, tornou-se a vítima preferencial do chefe do departamento e dos demais professores do curso, assim como dos alunos incitados por aqueles, por não se submeter àquela visão de mundo, de sociedade, de indivíduos, de política, de ideologia.

Instigado pelo professor para verificar um exemplo ínfimo do que ele vivencia profissionalmente, visitei a comunidade do Facebook onde esses personagens militam em detrimento da universidade e da inteligência. O que li é de fazer qualquer pessoa sensata duvidar que uma parte da humanidade fora agraciada com as conquistas do processo civilizatório. Professores e alunos competindo naquela esfera de estupidez elevada ou pretensiosa que o escritor austríaco Robert Müsil considerava como a verdadeira doença da cultura e que se infiltrava nas mais altas esferas intelectuais, tinha enorme influência dentro da sociedade e se manifestava com a participação ativa "na agitação da vida intelectual, especialmente na sua inconstância e ausência de resultados".[6]

Naquele universo restrito da rede social, a cada tentativa de concatenação de falta de ideias combinadas com insultos, emergia a prova empírica de como se desenvolveu e se manifesta essa estrutura de pensamento progressista e o horror que seus agentes expressam de forma agressiva contra o elemento de perturbação daquela ordem. Isso suscitava ataques e ultrajes dos mais variados contra o professor, que, diante da minha sugestão diplomática, respondeu-me que em hipótese alguma sairia daquele grupo, pois sua posição era a única nota crítica naquela terra desolada.

De alguma forma, ele acredita que suas opiniões possam influenciar um ou outro aluno ou professor, ou, ainda mais importante, demonstrar que a minoria histérica não é a categoria exclusiva virtuosa e superior que pretende ser.

Se os intelectuais e a intelligentsia consideram a discordância uma ofensa, o professor usa a razão como instrumento de resistência. Admiro. Apoio.



[1] Uso intelectuais e intelligentsia nos sentidos atribuídos por Thomas Sowell no excelente Os Intelectuais e a Sociedade (São Paulo: É Realizações, 2011), ou seja, intelectual como "uma categoria ocupacional, composta por pessoas cujas ocupações profissionais operam fundamentalmente em função de ideias — falo de escritores, acadêmicos e afins" (p. 16) e intelligentsia como o grupo formado, "em grande parte, pelo corpo de professores, jornalistas, ativistas sociais, adidos políticos, funcionários do judiciário e outros que fundamentam suas crenças ou ações a partir das ideias produzidas pelos intelectuais do primeiro escalão" (p. 21).

[2] Ibid., p. 7.

[3] Mark Lilla, The Reckless Mind: Intellectuals in Politics, New York: New York Review of Books, 2001, p. 198, citado por Thomas Sowell Os Intelectuais e a Sociedade, p. 9.

[4] The Vision of The Anointed, Self-Congratulation as Basis for Social Policy, New York: Basic Books, 1995

[5] Thomas Sowell, Os Intelectuais e a Sociedade, p. 182-184.

[6] Robert Musil, Precision and Soul: Essays and Addresses, Chicago: The University of Chicago Press, 1990, p. 284.


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SOBRE O AUTOR

Bruno Garschagen
é autor do best seller "Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado" (Editora Record). É graduado em Direito, Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford (visiting student), professor de Ciência Política, tradutor, blogger (www.brunogarschagen.com), podcaster do Instituto Mises Brasil e membro do conselho editorial da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia.



www.mises.org.br/Article.aspx?id=454

[link www.mises.org.br/Article.aspx?id=306[/link]
Para começar, sua afirmação é falsa. No entanto, ainda que ela fosse verdadeira, isso seria imaterial.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
"Faltou incluir o custo administrativo, o lucro e os impostos da empresa terceirizada."

Abordados explicitamente no artigo (o qual, pelo visto, você nem sequer leu).

"Lembremos que os custos sempre são repassados ao consumidor (nesse caso, seria a empresa contratante)."

Errado. Não tem como empresas repassarem integralmente seus custos ao consumidor. Isso é básico de economia.

Se você tem uma padaria, e repentinamente seus custos sobem (por exemplo, sua conta de luz subiu), você não tem como simplesmente repassar esse custo adicional ao consumidor. Se você fizer isso, perderá fatia de mercado para as padarias concorrentes. Se você aumentar seus preços, perderá clientes para as padarias vizinhas.

Outra coisa: se fosse tão simples assim sair aumentando preços para repassar custos, então por que as empresas não fazem isso (aumentam preços) agora mesmo? Afinal, não é necessário esperar que haja um aumento de custo para haver aumento de preços. Basta aumentar o preço agora mesmo. Por que elas não fazem isso?

Pois é, porque não é tão simples assim.

Aumentos de custos são sempre, em última instância, arcados pela própria empresa. Fosse realmente tão simples assim sair repassando aumento de custos para os preços, então nenhuma empresa jamais quebraria na história.

P.S.: o único mercado em que é possível "repassar custos" -- e, mesmo assim, com parcimônia -- é o mercado de postos de gasolina, que é um mercado extremamente regulado, com baixíssima entrada de novos concorrentes (por causa das regulações estatais, é caríssimo abrir um posto de gasolina), e vendendo um produto cuja demanda é inelástica. E, mesmo assim, isso só funciona em cidades pequenas, em que há poucos postos à disposição.

"Com isso o custo de se terceirizar torna-se maior."

Embora você nada tenha explicado de correto para chegar a essa conclusão, o fato é que, se você realmente acredita que o custo irá se tornar maior, então você nada tem a se preocupar. Absolutamente ninguém irá querer terceirizar.

(O engraçado é que a esquerda diz justamente o contrário: todo mundo vai querer terceirizar porque o custo vai cair. Favor entrarem num consenso).

"E mesmo se a terceirizada conseguir ser mais eficiente (pois isso depende da área de atuação), a empresa contratante não vai economizar em nada, somente na dor de cabeça com a justiça do trabalho."

Então, de novo, você absolutamente nada tem com o que se preocupar. Ninguém vai querer terceirizar. Logo, tal lei será completamente inócua. Nem sei por que você está perdendo tempo com ela.

"Fui orçamentista em uma terceirizada da construção civil. Como nossas atividades tinham que acompanhar as demais atividades, tínhamos que manter nossos operários até o final da obra. Com isso os custos eram os mesmos da empresa contratante se ela tivesse contratado diretamente os operários. Na verdade eram até maiores, porque no nosso preço final estavam embutidos o nosso custo administrativo, o lucro e os impostos."

Ou seja, não apenas a empresa que contratou os seus serviços era completamente imbecil (aumentou os próprios custos), como você próprio perdeu uma grande oportunidade de lucro: caso tivesse você próprio feito essa empreitada no lugar dessa empresa, teria ganhado um belo dinheiro.

Por que não fez? Odeia dinheiro?

"Portanto não vejo vantagem na ideia de terceirização para a empresa contratante."

Então, pela terceira vez, você nada tem com o que se preocupar. Ninguém irá terceirizar. A lei será inócua. Agora, seja coerente, vá a campo e acalme toda a esquerda. Eles estão estressados com nada. Certo?
Acabariam por voltar aos mesmos padrões de corrupção, eventualmente.

Veja bem, a idéia do sistema de freios e contrapesos foi criada justamente com esse intento. Que, ao dividir os poderes governamentais em três, impediriam que o estado fosse abusivo. A idéia funciona, em teoria, mas na prática o que acaba acontecendo é que os três poderes eventualmente acabam se aliando e legitimando um monopólio de poder. (Esse raciocinio está presente no livro do Rothbard, A anatomia do estado).

Entidades privadas policiando governos estariam sempre sob ataque dos mesmos, pois é raro um governo permitir ser controlado por uma entidade externa, já que a lógica governamental é que são entidades supremas em seus respectivos territórios e não aceitariam ter seu poder reduzido. O governo:

A) Iria recusar a entidade.
e/ou:
B) Tentaria ativamente corrompe-la ou sabota-la.

No nosso arranjo atual, a solução mais viável (não é a melhor, mas que é possivel implementar) seria que entidades internacionais (em um mercado irrestrito e de livre entrada) efetuassem ratings do governo baseado em dados já existentes (como IDH e indice de liberdade econômica, indice de corrupção). É a mesma ideia das notas de investimento, mas para estilos de governo, mas isso só funcionaria em um mercado de livre entrada que não fosse subsidiado por governos, pois assim, as empresas desonestas seriam desqualificadas pelos consumidores e perderiam seu mercado.

Embora eu pessoalmente não sei dizer quem seria o consumidor desse tipo de arranjo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Novededos  07/04/2016 14:44
    "...não é um indivíduo que discorda de um argumento A ou B, mas sim um agressor"

    Engraçado que aqui neste site houve ocasião de leitor "agressor" ter discordado das ideias dominantes que pregam aqui e já de pronto teve gente que revelou a identidade do "agressor" nas respostas.

    Pra ver como isso aqui é formado por pessoas igualmente intolerantes. Fica a dica.
  • Vinte Dedos  07/04/2016 14:59
    Do que você está falando?

    No mais, as "ideias dominantes que pregam aqui" são uma só: ninguém deve roubar ou coagir inocentes. Ponto.

    Sendo assim, se você discorda da ideia de que "ninguém deve roubar ou coagir ninguém", então você, por definição, defende que o roubo e a coerção são válidos. Logo, o agressor é você e, sendo assim, você deve argumentar e defender sua posição. E se a sua posição envolve a defesa e a agressão de inocentes, então você não pode espernear caso o inocente reaja agressivamente em autodefesa.

    Mais alguma dúvida?
  • Novededos  07/04/2016 15:58
    Como sempre, sofismas como respostas. Não respondem porque sabem que houve sim aqui pessoas que revelaram identididade dos outros nas respostas apenas para intimidar. Shame on you.
  • Vinte Dedos  07/04/2016 16:37
    Você dá essa resposta e ainda me acusa de sofisma?!

    Ora, eu lhe respondi diretamente. Já você apenas tergiversou. Nada sei do que você está falando/acusando. Ponha-me a par, por gentileza.

    Vai continuar na covardia?
  • Estevam  07/04/2016 17:54
    Sofisma? kkkk é piada mesmo.
    Desiste meu amigo. Esquerdismo não se resolve com esforço intelectual neste caso, mas com cura.
  • 10 dedos  07/04/2016 20:56
    Nada novo sobre o sol, novededos. O padrão de atitude de muitos por aqui é o mesmo da esquerda, já que a discordância, para esses, é uma falha moral - um problema da pessoa - e não de argumentação. Mas há aqueles que sabem respeitar (com certeza, por exemplo, o escritor do artigo). E quem não sabe dialogar e age tal como a esquerda dificilmente admitirá isso, como também os próprios intelectuais esquerdistas não admitirão.
  • Thiago  07/04/2016 23:16
    "a discordância, para esses, é uma falha moral - um problema da pessoa - e não de argumentação."

    Quando a discordância vem travestida de defesa da agressão de inocentes, do confisco da propriedade privada, e da coerção, silenciar quanto a isso é covardia.

    Quer defender o esbulho de terceiros inocentes? Quer defender o confisco de uma fatia da minha renda (minha propriedade)? Pode vir. Mas, se eu reagir indignado, não venha me dizer que eu não estou "sabendo respeitar" a sua opinião.

    Se uma pessoa se aproxima de você e diz que quer tomar a sua propriedade, você irá tratá-la com respeito, como se a visão de mundo dela fosse uma respeitável divergência?
  • anônimo  07/04/2016 22:18
    Alguém disse que debater com um progressista de esquerda é como tentar jogar xadrez com um pombo: ele derruba as peças, caga no tabuleiro e ainda sai de peito estufado.
  • Robinson Luis  08/04/2016 01:18
    Hahahahaha.....Adorei essa resposta,muito criativa, e o mais importante verdadeira . Parabéns pela criatividade anônimo.
  • Ali Baba  08/04/2016 12:12
    Não é original: https://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_do_pombo_enxadrista
  • Juan Domingues  08/04/2016 14:38
    Se eu disser que 2 + 2 = 4 e você disser que 2 + 2 = 5, eu estou certo e você está errado.
    Você não pode me acusar de "intolerância com relação a sua opinião", pois sua "opinião" é uma interpretação incorreta da realidade dos fatos.
    O que importa para um debate argumentativo é a qualidade e a acurácia na interpretação dos fatos e fenômenos, não "opiniões". Eu gosto de verde, o outro de azul. Eu gosto de vinho, o outro de cerveja. Isso é opinião. Afirmar que 2 + 2 = 4 não é uma questão de opinião, é um diagnóstico objetivo, baseado em empiria e prática reproduzível.
    Entendeu agora?
  • anônimo  07/04/2016 15:01
    Para para que haja consenso para que o povo tolere o uso da violência para a adoção das medidas esquerdistas, é necessário que toda oposição seja exterminada, enfim: que todo pensamento livre seja anulado.

    Esse fenômeno foi observado por Friedrich Von Hayek em 1944. Nesse contexto, não existe mais ciência, mas apenas a aplicação da ideologia do partido nas instituições de ensino. Tudo se converte em mero instrumento de realização do grande ideal totalitário. Chauí é um exemplo dessa constatação.
  • Andre Henrique  07/04/2016 15:36
    Decreto 10.289 - A Revolta de Atlas
  • Guilherme  07/04/2016 20:58
    Muito bem pontuado.
  • Antonio Russo  07/04/2016 15:02
    Perfeito! É isso mesmo que se vê nas nossas universidades, a ditadura do pensamento único.
  • Mariana Almeida  07/04/2016 15:03
    Já tá na hora de parar de chamar esses arautos do fracasso é da tirania de "intelectuais".
    Para ser intelectual é preciso ter intelecto e quem tem não apoia algo que jamais obteve qualquer êxito em toda a história da humanidade.
  • rodrigo d.  07/04/2016 15:09
    Boa.
  • Arlete  07/04/2016 15:13
    Intelectuais são pessoas que pensam. Militantes são apenas boçais.
  • Andre Henrique  07/04/2016 16:03
    De acordo
  • Fabio  07/04/2016 18:19
    Eu prefiro chama los simplesmente de pseudo intelectuais, pois embora não sejam mais do que meros distribuidores de vassouradas filosóficas, são visto como intelectuais pelos seu publico.
  • Vinicius  07/04/2016 15:20
    Se trocar "esquerda" por "direita" e "progressista" por "conservador" no texto, ele não muda nada em sentido. Esse não é um problema da esquerda e de intelectuais progressistas. A direita, conservadores e liberais fazem exatamente as mesmas coisas nos seus ambientes. É ingenuidade ou desonestidade tentar associar isso apenas à esquerda?
  • Moraes  07/04/2016 15:44
    Você está dizendo que a "direita" e os "conservadores" dominam as universidades, possuem militantes a rodo, proíbem o debate, punem as divergências no campo acadêmico, e pautam as políticas públicas?

    É isso mesmo? Só de curiosidade, em que país você vive?
  • Vinicius  07/04/2016 16:07
    Dentro de certo ambientes, sim. A direita e conservadores dominam alguns meios, possuem militantes a rodo, impedem o debate que não seja do seu ponto de vista, punem as divergências e pautam políticas públicas. Nas universidades existem nichos, cursos e institutos, que são controlados pelos dois lados. Concordo que, de forma geral, as universidades possuem mais nichos de esquerda. Porém, outros meios são totalmente dominados pela direita e conservadores que abusam disso.
    Falando em internet e redes sociais, que o texto também foca, existe intolerância, radicalismo e discursos de ódio de ambos os lados.
    É fácil ver o monstro apenas do lado que discordamos. Quando esse discurso intolerante acontece de pessoas com idéias semelhantes às nossas, tendemos a justificá-las e amenizá-las.
  • Ali Baba  08/04/2016 12:16
    @Vinicius 07/04/2016 16:07:26

    Dentro de certo ambientes, sim. A direita e conservadores dominam alguns meios, possuem militantes a rodo, impedem o debate que não seja do seu ponto de vista, punem as divergências e pautam políticas públicas.

    Prove.
  • Luiz Marcos Orlandin  10/04/2016 04:10
    Por qual razão os intelectuais progressistas e a intelligentsia atentam contra a sociedade e o ambiente de liberdade que os permitiu existir e se expressar?

    Uma parte da resposta talvez esteja em dois pontos claramente identificáveis: o primeiro é se considerarem superiores aos demais indivíduos, como se fossem os eleitos, ou, para usar a expressão de Sowell, os ungidos[4], prontos para iluminar e conduzir a sociedade; o segundo é uma peculiar visão de sociedade baseada na concepção de pessoas abstratas que vivem em um mundo abstrato, o que torna possível criar intelectualmente um modelo ideal de sociedade que exige a exclusão da realidade fática.

    [u]No primeiro ponto, a certeza da superioridade moral e ideológica faz com que esses intelectuais olhem para a humanidade como um problema incômodo a ser resolvido[u], e com desprezo para os seus críticos, convertidos em inimigos e sendo um mal a ser extirpado. Essa perspectiva transborda para a intelligentsia e anaboliza a fúria dos inocentes úteis (servidores públicos, estudantes universitários, desempregados, ressentidos etc.). Muitos deles sequer sabem que são meros instrumentos de uma causa, mas agem em seus ambientes (em cursos de graduação e departamentos universitários, por exemplo) como uma minoria histérica que se apresenta ao debate como legítimos representantes dos grupos dos quais fazem parte (a maioria silenciosa, interessada em trabalhar ou estudar, acaba por ser afetada e denegrida).


    A frase do autor é por si só uma prova. Ela lembra em muito os princípios de Joseph Goebbels.

  • Andre  08/04/2016 13:31
    Direita no Brasil? Onde? O que temos são grupos bem novos, sem qualquer representação política e com algumas idéias de oposição à esquerda que governa o Brasil desde essa nova república, grupos estes que só apareceram graças à completa derrocada da economia e em meio a insatisfação generalizada da população com tarifaço e estelionato eleitoral depois do início de 2015.
  • Vinicius  08/04/2016 15:47
    Ok, apenas a esquerda é intolerante, agressiva e domina todos os espaços de discussão. A direita na verdade nem existe, o que existe é a esquerda irracional e as pessoas boas, que pensam e que sofrem para enfrentar o demônio da esquerda. Eu pensava que o discurso da mídia era conservador, na verdade é apenas o bom senso contra os comunistas. Certamente a incitação ao ódio contra a esquerda é apenas uma autodefesa. A intolerância em qualquer discussão - nas redes sociais, nas universidades, em debates - contra qualquer pensamento que seja de esquerda, certamente não é da direita, para ter tanto ódio só podem ser esquerdistas que discordam da esquerda.

    Bom, as universidades devem ser totalmente dominadas pela esquerda mesmo, mesmo nos departamentos que discordam veementemente da esquerda, como nos cursos de direito e economia de algumas universidades, por exemplo.
    Todos os últimos governos do RS foram todos de esquerda, é claro, mesmo os que não fizeram políticas de esquerda.
    Desculpa, eu não tenho uma visão tão iluminada como vocês tem e demoro para perceber as coisas.
  • Maurício  08/04/2016 16:23
    Vinicius, você segue sem conseguir citar um exemplo prático sequer? Afetação de vitimismo e efusão de coitadismo não irão lhe conseguir muitas carícias aqui neste site. Seguimos no aguardo de sua lista.

    P.S.: que cazzo o governo do RS tem a ver com tudo? Aliás, estaria você dizendo que os petistas Olívio Dutra e Tarso Genro e a socialista light Yeda Crusius são expoentes da direita opressora? Você está mentalmente são?
  • Roberto  07/04/2016 16:38
    "A direita e conservadores dominam alguns meios, possuem militantes a rodo, impedem o debate que não seja do seu ponto de vista, punem as divergências e pautam políticas públicas."

    Cite exemplos práticos, por favor. Quais são os meios públicos que os conservadores dominam e "impedem o debate que não seja do seu ponto de vista, punem as divergências e pautam políticas públicas."

    Em específico: cite políticas públicas adotas que foram pautadas por conservadores.

    Tô achando cada vez melhor.
  • PepePoA  08/04/2016 17:15
    Eis ai mais uma figura caricata da Republica das Bananas que acredita piamente que Aécio, FHC, Cunha e, pra falar do RS, Sartori, Brito e Yeda são representantes da direita conservadora "neoliberal".

    Não satisfeito ainda é capaz de citar estudantes de Direito e Economia (dominada por keynesianos e marxistas) como opositores à política intervencionista de esquerda. My god!!!

    Você é a prova viva do monopólio esquerdista como ideologia dominante, sequer tem ciência de conceitos políticos mais básicos e enxerga a política da forma dualista mais infantil possível! Consequência justamente da ignorância e desonestidade pregada insistentemente pela ideologia que segue a qual forma esse exército de "inocentes" úteis.

    Aposto que também deve estar crente que este site é uma das mídias opressoras da direita conservadora!

    Continuamos aguardando seu exemplo!
  • Henrique  07/04/2016 16:50
    Já tive este tipo de tratamento aqui por discordar do dogma da infalibilidade do deus mercado...


    Abraços.
  • Meirelles  07/04/2016 17:36
    Rá, você eu conheço de longa data (é meu freguês contumaz).

    Você não apenas "discorda". Você vem aqui abertamente defender coerção, confisco de propriedade, violência contra terceiros inocentes, e mais espoliação do setor produtivo para o benefício de políticos e funcionários públicos.

    Após defender toda essa violência, você é simplesmente refutado. E sai correndo. E depois volta (sempre volta). E ainda reclama de maus tratos. ("Ai, que malvados, não me deixam defender o roubo e a coerção em paz! Intolerantes!")
  • opinador  07/04/2016 17:43
    Mas quem disse que o mercado é infalível ?

    O mercado só traz dois componentes importantes que os serviços públicos não tem: liberdade de opção e concorrência.

    Ou seja, vc não depende da boa vontade de um politico, mas da vontade de um empreendedor em simplesmente sobreviver no mercado.


    Agora qual dois dois é mais utópico ? rs


  • 4lex5andro  17/03/2017 13:45
    Esse é o detalhe.

    Não é a direita liberal que propõe uma solução ideal, infalível; seus pressupostos respeitam a falibilidade do homem tão quanto seus potenciais.
  • saoPaulo  17/03/2017 14:27
    De fato, quem acha que o mercado é infalível é porque ainda não entendeu direito o que o mercado significa. Afinal, se o mercado fosse perfeito, não haveria nenhum espaço para novos empreendedores...
    No entanto, quando bolhas estouram, quando empresas falem, quando correções são necessárias, apenas os responsáveis pagam a conta em um mercado livre, enquanto no governo quem não tem nada a ver com aquilo paga o pato.
    Nenhum libertário endeusa o mercado, sabemos das limitações deste. Diferentemente de estatistas, que acham piamente que o Estado será capaz de "consertar" as "falhas de mercado" -- falhas estas geralmente criadas pelo Estado, em primeiro lugar.
    Utopia é achar que políticos, que podem tomar seu dinheiro à força, vão cuidar melhor dos seus interesses do que empresários, que são obrigados a te servir para conseguirem seu dinheiro...
  • Pedro Ivo  07/04/2016 17:11
    "Instigado pelo professor para verificar um exemplo ínfimo do que ele vivencia profissionalmente, visitei a comunidade do Facebook onde esses personagens militam em detrimento da universidade e da inteligência."

    Posta o link para vermos Sr. Garschagen.
  • Ibn Hassan-al  07/04/2016 17:23
    "O inferno são os outros"
  • Dalton C. Rocha  07/04/2016 17:51
    A marxista presente na foto do artigo tornou-se milionária, graças ao Lula. Lula obrigou o ensino de filosofia, nas escolas. E como resultado, a marxista da foto, se tornou uma milionária, graças à fortuna de direitos autorais vindos da venda dos livros "didáticos" ou se preferir "dialéticos" dela, ao governo.
    No artigo se escreve:"Na semana passada, conversei com um professor de uma universidade federal. O seu relato deixou-me ainda mais abismado do que eu poderia imaginar previamente. O nível do aparelhamento ideológico do departamento a que ele está vinculado já ultrapassou há muito a patologia, a estupidez e a mera desonestidade. Para tornar a história ainda mais absurda, tornou-se a vítima preferencial do chefe do departamento e dos demais professores do curso, assim como dos alunos incitados por aqueles, por não se submeter àquela visão de mundo, de sociedade, de indivíduos, de política, de ideologia."
    Bem, na Folha de São Paulo, há mais de um ano e muitos meses mais e, também no site www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/202892-producao-cientifica-e-lixo-academico-no-brasil.shtml tem este artigo:

    "Produção científica e lixo acadêmico no Brasil

    A resistência dos medíocres e a falta de coragem política das autoridades impedem o crescimento da ciência de alta qualidade no nosso país

    Dois artigos publicados recentemente pela revista britânica "Nature", especializada em ciência, deixam o Brasil e, em especial, a comunidade acadêmica brasileira, profundamente envergonhados.

    A "Nature" nos acusa, em primeiro lugar, de produzir mais lixo do que conhecimento em ciência. Nas revistas mais severas quanto à qualidade de ciência, selecionadas como de excelência pelo periódico, cientistas brasileiros preenchem apenas 1% das publicações.

    Quando se incluem revistas menos qualificadas, porém, ainda incluídas dentre as indexadas, o Brasil se responsabiliza por 2,5%. O que a "Nature" generosamente omite são as publicações em revistas não indexadas, que contêm número significativo de publicações brasileiras, um verdadeiro lixo acadêmico.

    O segundo golpe humilhante para a ciência brasileira exposto pela revista se refere à eficiência no uso de recursos aplicados à pesquisa. Dentre 53 países analisados, o Brasil está em 50º lugar. Melhor apenas que Egito, Turquia e Malásia.

    Tomemos um exemplo. O Brasil publicou 670 artigos em revistas de grande prestígio, enquanto no mesmo período o Chile publicou 717, nessas mesmas revistas. O dado profundamente inquietante é que enquanto o Brasil despendeu em ciência US$ 30 bilhões, o Chile gastou apenas US$ 2 bilhões.

    Quer dizer, o Chile, que aliás não está entre os primeiros em eficiência no mundo científico, é 15 vezes mais eficiente que o Brasil. Alguma coisa está errada, profundamente errada. A academia brasileira, isto é, universidades e institutos de pesquisas produzem mais pesquisa de baixa do que de boa qualidade e as produz a custos muito elevados. Há certamente causas, talvez muitas, para essa inadequação.

    A primeira decorre de um "distributivismo" demagógico. É evidente que seria desejável que novos centros de pesquisas se desenvolvessem em regiões ainda não desenvolvidas do país. Mas é um erro crasso esperar que uma atividade de pesquisas qualquer venha a desenvolver economicamente uma região sem cultura adequada para conviver com essa pesquisa.

    Seria desejável que investimentos maciços fossem aplicados em pesquisas em instituições localizadas em regiões pouco desenvolvidas, mas cujo meio ambiente é capaz de absorver os benefícios dessa inserção.

    O segundo mal que é causa inquestionável da diminuta e dispendiosa produção de conhecimento é o obsoleto regime de trabalho que regula a mão de obra do setor de pesquisas em universidades públicas e na maioria dos institutos.

    O pesquisador faz um concurso --frequentemente falsificado-- no começo de sua carreira. Torna-se vitalício. Quase sempre não precisa trabalhar para ter aumento de salário e galgar postos em sua carreira. Ora, qual seria, então, a motivação para fazer pesquisas?

    O terceiro problema é o sistema de gestão de universidades públicas e instituições de pesquisa, cuja burocracia soterra qualquer iniciativa dos poucos bem-intencionados professores e pesquisadores que ainda não esmoreceram.

    Pois bem. Há uma fórmula que evita todos esses males e que já foi experimentada com sucesso em algumas das instituições científicas do Brasil: a organização social. A resistência dos medíocres e parasitas e a falta de coragem política de algumas de nossas autoridades impedem a solução desse problema.


    ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha "
  • Típico Universitário  07/04/2016 18:15
    Enquanto isso, no socialismo, o povo nem mais trabalha às sextas:

    www.jb.com.br/internacional/noticias/2016/04/07/venezuelanos-vao-deixar-de-trabalhar-as-sextas-feiras-para-poupar-energia-e-agua/?from_rss=None

    O socialismo conseguiu o que os capitalistas não fizeram em 50 anos: dar mais um dia de folga ao trabalhador. Combinado com as férias coletivas no governo Dilma, fica impossível para os coxinhas esconderem que a esquerda trouxe descanso e prosperidade ao povo. A poluição ambiental e a mais-valia são golpeados com somente um disparo vermelho.

    E tem gente - que não estudou - que ainda se opõe ao socialismo. Absurdo.

    #Lula2018
  • Maduro  07/04/2016 19:32
    Fenômeno comentado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2379
  • rlpda  07/04/2016 19:52
    Típico, você devia escrever para o sensacionalista!

    www.sensacionalista.com.br/
  • Anderson  07/04/2016 20:31
    Muito bem. Continue assim. Também me encantei com esses devaneios...mas lula é o nosso caudilho, o herói do povo! Acho que ja vi esse filme...
  • cmr  08/04/2016 14:58
    Isso ainda é muito pouco.
    Que tal feriado de Domingo a Domingo ?.
    Assim o povo terá ainda mais conquistas sociais, mais qualidade de vida, mais dinheiro, mais prosperidade, mais leroleroleroleroelero...

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Dissidente Brasileiro  07/04/2016 23:37
    Só olhar a cara desta mulher na foto me causa asco... ânsia de vômito! Como algúem consegue conviver com uma criatura dessas e ainda assim sair ileso? Nojo total!!
  • Paulo Lima  08/04/2016 02:24
    Talvez Mr. Mises,hoje, pense "isso tudo que já foi dito, passou, a verdade é outra...", pois suplantar um entedimento por um novo, não desmerece o anterior. Prática e teoria são palavras, o fenómeno (economico, social, físico, etc) sempre estará ai para ser desvendado, continuamente a ser melhor compreendido e vivido. Muitas coisas exitem indepedente de termos conhecimeto ou sensibilidade sobre elas.1ª Na minha opinião, é tudo belo, pois que "achamos" aprendemos sobre o que há dentro da gaveta, ao abri_la, mas não temos tempo para todas, e que há dentro de algumas coisas que eu prefiria conhecer, que meus olhos não as vissem. Como também há coisas que dependem dos olhos de quem as vê, ou do nariz...Pena, ou sorte, que somos limitados e isso tudo nos faz vivos. Paradoxo, na era digital, escrevemos tanto sobre tudo...mas não prova necessariamente que Mises, ou qualquer outro, não precise ainda ser desvendado ou suplantado. Le lapin crètin,s.m.e, há dentro de cada um de nós.
  • Ali Baba  08/04/2016 12:19
    @Paulo Lima 08/04/2016 02:24:28

    Esse ligou o gerador de lero lero no último nível.

    Não consigo ler tudo... Alguém pode me dizer se há algo aproveitável nesse comentário?
  • cmr  08/04/2016 14:54
    Gerador de lero lero ligado na potência máxima, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Pobre Paulista  08/04/2016 17:59
    Basicamente, ele está se queixando que não tem tempo de ler o quanto gostaria e escolhe apenas seus assuntos favoritos. Em seguida, ele generaliza a situação para "Ninguém lê o tanto quanto deveria" e fala que todo mundo é acomodado, para logo em seguida afirmar que é o conhecimento é aleatório mesmo. Aí fala que Mises não deve ser lido, ou se for lido, é para ignorar, e daí começou a falar de coelhos e me perdi.
  • Emerson Luis  08/04/2016 10:56

    Ano passado um professor de educação física infantil, de uma rede municipal, disse-me que em uma reunião ele e seus colegas foram incentivados a inserir sutilmente alguns conceitos socialistas nas aulas teóricas. Ele não fez isso, mas foram incentivados. Doutrinação marxista na aula teórica de educação física infantil!

    * * *
  • Juliana  08/04/2016 15:11
    Ótimo artigo! E admiradíssimo e apoiadíssimo o amigo professor do Bruno. Eu já fui um tanto simpática às ideias de esquerda — embora na época não as rotulasse assim —, e acho que não dá para negar que uma das coisas mais fascinantes é você olhar para os lados e ver todas aquelas pessoas influentes, importantes e muitas vezes carismáticas e talentosas, compartilhando dos mesmos "nobres" ideais que você. E agora com essa coisa de blogs e redes sociais, fica muito fácil para quaisquer (e principalmente para essas) pessoas se estabelecerem diariamente em nossas vidas e praticamente se "acomodarem" como referências morais. E é preciso ser alguém que pratica o exercício constante do questionamento para colocar em dúvida as ideias ou as atitudes de uma referência.

    Mas é importante nunca se subestimar a inteligência das pessoas. Mesmo que apenas um ou outro ali na universidade ou em toda a esfera terrestre se salve, vale a pena. Eu sempre penso que poderia ser eu, ainda do outro lado...
  • Margarethe  08/04/2016 18:10
    Quero propor um contraponto ao debate a já clara ditadua ideológica esquerdista presente.
    Quando iremos, e o que poderá ser feito para nos livrarmos dessa praga vermelha?
    Levará décadas para florir no campo pisado por eles?
    Converso muito com meu filho, porém o ataque dos professores e nos centros acadêmicos na universidade é fulminante.
    O jovem em sala que não tiver o infame pensamento igualitário é jogado ao ostracismo.

  • Fred  08/04/2016 19:34
    Eu sinceramente acho que aqui no Brasil nunca veremos essa escória longe.
    Estudo numa universidade pública e também passo pelo mesmo que seu filho.
    Tenho um professor esquerdista muito caricato que se veste com calça parece de pijama, igual aqueles hippies dos 70. Tem aspecto de que não toma banho. Vive promovendo encontros, o ultimo foi "Desconstruir o golpe, defender a democracia", uma clara referencia ao que eles chamam de ''não vai ter golpe'' vivido nos dias atuais: portal.uepg.br/noticias.php?id=8935

    Agora o mais interessante é uma professora que se diz marxista, porém a dita cuja chega na sala e muito orgulhosa abre seu Macbook. Veste-se com roupas de grife, a armação dos óculos de grau idem, é muito cheirosa e com certeza seu perfume também é encontrado nas prateleiras numa igreja capitalista (shopping).
    Aí eu me pergunto, que tipo de inocente útil é essa mulher?
    Aquele bicho grilo que veste pijama para dar aula e promover encontros é só inocente?

  • Joao Ernesto  08/04/2016 19:42
    O gramscismo tomou corpo na américa latina devido ao trabalho de aculturação e inculcação dos valores marxistas nas pessoas mais influenciáveis, levado a cabo pelos intitulados intelectuais de esquerda.
  • Fernando  08/04/2016 23:35
    O Garschagen merece ser um Doutor Honnoris Causa.

    A principal qualidade do IMB é a honestidade intelectual. É um trabalho quase impecável.

  • Fernando  08/04/2016 23:43
    Em relação às universidades, nós temos um governo que gastou 5 bilhões em um ano com bolsas para mestres e doutores.

    Nós vivemos no país dos mestres e doutores oprimidos, dos gênios explorados, dos cientistas vitimizados, etc.

    Não tem como dar crédito para universidades.

    Enquanto várias universidades americanas se autofinanciam, nós estamos carregando nas costas essas universidades de doutores carentes e mestres parasitas.
  • anônimo  09/04/2016 01:39
    Vou tentar não fazer da lista de comments o "muro das lamentações", a pedido de alguns "colegas"... Venho agradecer ao autor pelo tema abordado no texto.

    Eu mesma já fui muito vítima da "discordância como ofensa", desde que era uma universitária insatisfeita com o apedeuta molusco quando isso não estava na moda. Estudei em turmas cheias de socialistas de iPhone, que defendiam a "função social da propriedade" e os direitos dos pobres e desvalidos a qualquer custo, mesmo que nunca tenha os visto fora do mundinho acadêmico. Ler os textos desses intelectuais era uma verdadeira sessão de tortura, mas se não fizesse isso tirava zero...

    Enfim, após esse pequeno depoimento pessoal, quero também dizer que comprei o livro "Pare de Acreditar no Governo" ainda no lançamento. Ele já está com a capa esbranquiçada, devido ao enorme número de vezes que o li e citei. Foi uma das minhas melhores compras, pois o autor foi o responsável por me trazer para as ideias da liberdade em 2014.
  • Paulo Lima  09/04/2016 03:06
    Kkkk....cairam na arapuca do meu "lero lero", pois leram e ainda fizeram comentários de "discordâncias com ofensa".

    Pelo menos identificaram o gerador, e olha que há muitos por ai....

    Características dos "lapin cretin" Coelhos = inocência, de pouca memória, e que se envolvem em absurdos.

    Eu li e concordo com o texto.

    Talvez seja bom ter cuidado de que acessar, lê e enteder o assunto, não garante que tenhamos um comportamento libertário vivido em nossas atitudes.

    Boa noite.
  • Paulo Lima  09/04/2016 03:11
    Não façam guerras, com coisas abstratas, ao idenficar o "gerador de lero lero".
  • Rodrigo Carvalho  09/04/2016 16:15
    Rapaz... Uma reflexão muito boa a todos que tem mente aberta.

    Não sou um cara de esquerda nem de direita.. nem muito politizado sou, tento analisar e interpretar a coisa como um todo.

    Leio sempre alguns artigos daqui, os que tem mais focos na economia com a visão aberta, e são muito bons, aprendo muito.

    Confesso que com essa onda politica que nos envolve hoje, acabo me posicionando. E me auto analisando observo ter tendências de que é dito como "esquerda", mas o que importa para mim e a lógica e o pensamento do que entendo ser melhor, e mesmo a visão econômica a que o misses posiciona-se ser de uma visão mais "direitistas", acredito muito na ideologia da liberdade econômica e acho esse site espetacular.

    Bem... Esse artigo muito bem escrito, e claramente uma opinião da "direita progressista", que acusa a "esquerda progressista" de agressor contra as opiniões contrárias. E ai vem a auto reflexão...

    Você sabia que uma pessoa da "esquerda" tem a mesma visão/idéia que o texto se propõe para com a direita? A mesma.. E chega ser absurdo. A "direita" tem se portado com imensa agressividade, vide os comentários deste post.

    Eu sei.. Todos estão descordando... E aí que está a auto-reflexão. Todos tem a mesma opinião sobre o outro lado e sobre o mesmo assunto. Não parece paradoxal?

    Ou seja, precisamos ter uma mente aberta, e entender os dois lado sempre. Pois um de nós podemos estar errados, ou no que mais acredito é que ambos estamos errados.

    Precisamos sermos mais de "centro progressistas".

  • Marcos  09/04/2016 18:09
    Mesmo já tendo Bruno Garschagen em alta conta, ele ainda consegue me surpreender com mais esse ótimo texto.

    Não há teoria que preste que não tenha sido concebida a fim de explicar certa realidade ou resolver determinado problema real. No entanto, faz um tempo que muito do que se estuda nas universidades não tem a mais remota ligação com a vida real.

    Infelizmente, esse estado de coisas contamina até quem não é adepto de ideologias esquerdistas. Não é raro ver por aí libertários e conservadores partindo para ignorância a qualquer sinal de discordância.

    Essa é uma das piores heranças dos anos de hegemonia esquerdista nos legaram: a dificuldade em ter um debate respeitoso e positivo. Em grande parte dos casos, ao discordar de alguém você está entrando numa briga de rua e não em um debate. Daí a relevância de textos como este.
  • Mauricio Nirav  09/04/2016 19:12
    Muito bom
  • José Ricardo Poester de Castro  10/04/2016 01:00
    Antônio Gramsci, da teoria a prática neste campo de provas do Brasil, acho que a teoria materializou-se.
  • Luiz Marcos Orlandin  10/04/2016 03:00
    Uma vez eu vi um filme em que um professor falava aos seus alunos "A arqueologia é a busca por fatos, não pela verdade. Se é a verdade que vocês procuram, podem assistir à aula de filosofia do dr. Tyree, do outro lado do saguão."[i]

    Esta frase foi dita pelo mais famoso arqueólogo de todos os tempos, Indiana Jones, no 3º filme da série – A Última Cruzada. A frase, para mim, é ótima no contexto destes comentários, e também mais importante em relação ao texto publicado pelo Dr. Bruno Garschagen, principalmente porque expõe um lado da pesquisa arqueológica com o qual as pessoas não estão muito acostumadas: Os fatos.

    Então não vou falar de verdades, vou relacionar 2 fatos interligados sendo o primeiro, em relação ao texto e o segundo, em relação aos comentários:

    1º fato) O uso da propaganda no decorrer dos tempo:

    O Nacional-Socialismo é a ideologia associada à extrema-direita e a outros grupos ultradireitistas. Joseph Goebbels - Alemão membro do partido nazista, se tornou ministro da propaganda de Hitler em 1933, que lhe deu poder sobre rádio, imprensa, cinema, e teatro alemãs.

    PRINCÍPIOS Goebbels de propaganda (Traduzido para o português)site: psywarrior.com/Goebbels.html

    " 1. O Propagandista deve ter acesso a inteligência a respeito de eventos e da opinião pública.
    2. A propaganda deve ser planejada e executada por uma única autoridade.
    a. Ele deve emitir todas as diretivas de propaganda.
    b. Ele deve explicar diretivas de propaganda para funcionários importantes e manter a sua moral.
    c. Ele deve supervisionar outras atividades das agências que têm consequências de propaganda
    3. As consequências de propaganda de uma ação deve ser considerada no planejamento dessa ação.
    4. A propaganda deve afetar a política e ação do inimigo.
    a. Ao suprimir o material propagandistically desejável que pode fornecer o inimigo com a inteligência útil
    b. Ao disseminar abertamente propaganda cujo conteúdo ou o tom faz com que o inimigo para tirar as conclusões desejadas
    c. Por incitar o inimigo a revelar informações vitais sobre si mesmo
    d. Ao fazer nenhuma referência a uma atividade inimiga desejado quando qualquer referência seria desacreditar que a atividade
    5. Declassified informações, operacional deve estar disponível para implementar uma campanha de propaganda
    6. Para ser percebido, a propaganda deve evocar o interesse de um público e deve ser transmitida através de um meio de comunicação para obter atenção.
    7. Credibilidade sozinho deve determinar se a saída de propaganda deve ser verdadeira ou falsa.
    8. O objetivo, conteúdo e eficácia da propaganda inimiga; a força e os efeitos de uma exposição; e a natureza das campanhas de propaganda atuais determinar se a propaganda inimiga deve ser ignorado ou refutadas.
    9. A credibilidade, inteligência e os possíveis efeitos de comunicação determinar se materiais de propaganda deve ser censurado.
    10. Materiais de propaganda inimiga pode ser utilizado em operações de quando ele ajuda a diminuir o prestígio daquele inimigo ou dá apoio ao próprio objetivo do propagandista.
    11. preto em vez de branco propaganda pode ser empregado quando este é menos credível ou produz efeitos indesejáveis.
    12. Propaganda pode ser facilitada por líderes com prestígio.
    13. A propaganda deve ser cuidadosamente cronometrada.
    a. A comunicação deve atingir o público à frente de concorrentes propaganda.
    b. A campanha de propaganda deve começar no momento ideal
    c. Um tema de propaganda deve ser repetido, mas não além de algum ponto de diminuir a eficácia
    14. A propaganda deve rotular eventos e pessoas com frases ou slogans distintas.
    a. Eles devem evocar respostas desejados que o público possui anteriormente
    b. Eles devem ser capazes de ser facilmente aprendido
    c. Eles devem ser utilizados de novo e de novo, mas apenas em situações apropriadas
    d. Eles devem ser à prova de boomerang
    15. Propaganda para a frente da casa deve impedir a criação de falsas esperanças que pode ser atingido por eventos futuros.
    16. Propaganda para a frente da casa deve criar um nível de ansiedade ideal.
    a. Propaganda deve reforçar a ansiedade a respeito das consequências da derrota
    b. Propaganda deve diminuir a ansiedade (excepto em relação às conseqüências da derrota) que é muito alto e que não pode ser reduzido pelas próprias pessoas
    17. Propaganda para a frente da casa deve diminuir o impacto da frustração.
    a. frustrações inevitáveis ??deve ser antecipado
    b. inevitáveis ??frustrações devem ser colocados em perspectiva
    18. A propaganda deve facilitar o deslocamento de agressão, especificando as metas para o ódio.
    19. A propaganda não pode afetar de imediato fortes contra-tendências; em vez disso, deve oferecer algum tipo de ação ou desvio, ou ambos. "

    É de sabença generalizada qual foi o resultado do uso da propaganda ideológica associada à extrema-direita de Joseph Goebbels contra os judeus, gays, doentes mentais, ciganos, negros, comunistas, enfim... Então não vou me alongar no assunto, apenas procurei mostrar que intelectuais conservadores também se utilizavam e ainda se utilizam desta propaganda, da mesma maneira, irrelevante seja nas universidades, nas empresas, nas associações...

    A prova que ainda se utilizam está por si só em uma parte do texto escrito pelo Dr. Bruno Garschagen que se assemelha ao princípio da propaganda de Joseph Goebbels, qual seja:

    [i]"Por qual razão os intelectuais progressistas e a intelligentsia atentam contra a sociedade e o ambiente de liberdade que os permitiu existir e se expressar?

    Uma parte da resposta talvez esteja em dois pontos claramente identificáveis: o primeiro é se considerarem superiores aos demais indivíduos, como se fossem os eleitos, ou, para usar a expressão de Sowell, os ungidos[4], prontos para iluminar e conduzir a sociedade; o segundo é uma peculiar visão de sociedade baseada na concepção de pessoas abstratas que vivem em um mundo abstrato, o que torna possível criar intelectualmente um modelo ideal de sociedade que exige a exclusão da realidade fática."


    2º fato) O resultado do uso da propaganda na atualidade

    Neste exemplo de comentário; poderia pegar qualquer outro, mas este demonstra muito o que geralmente ocorre em todos os lugares:

    "Margarethe 08/04/2016 18:10:48

    Quero propor um contraponto ao debate a já clara ditadura ideológica esquerdista presente.
    Quando iremos, e o que poderá ser feito para nos livrarmos dessa praga vermelha?
    Levará décadas para florir no campo pisado por eles?
    Converso muito com meu filho, porém o ataque dos professores e nos centros acadêmicos na universidade é fulminante.
    O jovem em sala que não tiver o infame pensamento igualitário é jogado ao ostracismo.
    "


    ...Este exemplo de comentário é por si só auto explicativo.
    Por ora, nada mais a acrescentar.
    ...


  • Fã do Olavo  10/04/2016 03:41
    Quase não há resposta à pergunta sobre quais são os argumentos a favor do socialismo, porque a maior parte dos argumentos dos socialistas não é em favor do socialismo, mas contra o capitalismo. Mais do que falhas econômicas, atribuem ao capitalismo supostos defeitos morais. Só que, nos últimos cem anos, os socialistas tiveram de ir mudando seus argumentos contra o capitalismo à medida que tais argumentos iam caindo. Vejamos:

    1. Exploração
    No século 19, Marx e Engels acusaram as empresas capitalistas de explorar seus trabalhadores mediante a suposta "mais-valia" que lhes era "extraída" (como uma chupada de sangue do Drácula). Porém, acontece que na Europa e Estados Unidos, os empregados e operários da Standard Oil, Shell, Ford, General Motors, General Eletric, e muitas outras empresas, não se tornaram cada vez mais pobres, como antecipava a profecia de Marx, pelo contrário, saíram da pobreza, e muitos prosperaram, dentro de poucos anos. Esse argumento contra o capitalismo caiu.

    2. Crise
    Foi a manipulação do dinheiro por parte do banco central americano que causou a Grande Crise de 1929; porém, como sempre, os socialistas jogaram a culpa no capitalismo. Contudo, após a Segunda Guerra Mundial, os países derrotados abandonaram a economia planificada e fizeram reformas liberais. E assim escaparam da crise, desemprego e pobreza. Esse argumento também caiu.

    3. Imperialismo e dependência
    Os professores da Sorbonne e os experts da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), seguindo Lenin, acusaram o capitalismo de explorar mediante "imperialismo" os países do Terceiro Mundo. Porém aqueles países mais "dependentes" do comércio internacional, e mais abertos à economia global, como Hong Kong, Singapura, Taiwan e Coreia do Sul, saíram da pobreza massiva, e se tornaram ricos, em poucos anos. Outro argumento que cai.

    4. Juventude oprimida
    Em maio de 1968 em Paris, e em Berkeley, na Califórnia, Herbert Marcuse e os marxistas culturais acusaram o capitalismo de "oprimir os jovens", aos quais convidaram a que se rebelassem. Porém, depois, uma turminha de garotos imberbes como Bill Gates e Steve Jobs, no Vale do Silício, da própria Califórnia, e agora Mark Zuckerberg com o Facebook, ficaram multimilionários antes dos 40, sem pedir nada ao governo. E na década de 1990 umas reformas "neoliberais" muito tímidas e parciais, ainda muito longe de serem realmente capitalistas, abriram certas oportunidades em alguns mercados de ações e dividendos, e os jovens "yuppies" foram os que mais tiraram delas proveito para ganhar independência. Esse argumento caiu.

    5. Machismo
    A esquerda lançou-se com o feminismo, acusando o capitalismo de "oprimir a mulher". Porém na China, Índia e América Latina, pequenas janelas de um capitalismo muito incompleto se abrem às pessoas na economia informal, e quem mais aproveita tais oportunidades para ascender são as mulheres. Diferentemente das pobres mulheres presas em sua dependência crônica do insustentável estado de bem-estar social, que agora implode, e cujos escombros caem sobre a Europa e Estados Unidos.

    6. Racismo
    Para piorar as coisas, a enorme maioria dessas mulheres da economia informal na América Latina são indígenas de pele avermelhada, bem como seus pais, maridos, irmãos e filhos dessa mesma cor, de modo que os socialistas não conseguem bom uso do argumento indigenista e racista contra o capitalismo.

    7. Prejuízo ecológico
    O capitalismo é acusado de "destruir o meio-ambiente". Porém em alguns lugares da África (agora poucos) estão provando que a propriedade privada é superior ao Estado no cuidado e preservação do meio ambiente e das espécies, pela simples razão de que cada um cuida melhor do que é seu, e "o que é de todos não é de ninguém". Os vermelhos se vestem de verde e investem contra os transgênicos e nos assustam com notícias de que as indústrias multinacionais de alimento estão nos envenenando. Porém, em seguida aparece a confissão de Mark Lynas, um ex-"verde" arrependido, que diz: "Perdão, estávamos mentindo".

    Mas eles vão seguir. Os socialistas estão no poder, e são muito criativos em inventar defeitos para o capitalismo.
  • Isis Monteiro  19/04/2016 22:00
    É uma pena centros de ensino utilizarem sua estrutura não para fazer o aluno pensar e descobrir para si as melhores opções. Pena que professores, donos da verdade, queiram impor um modo de pensar de forma bastante irresponsável.
    Por incrível que pareça falta lucidez em boa parte destes formadores. Não conseguem ter uma visão do todo. Vem a parte como o todo. Uma pena.
    As últimas declarações da Professora Marilene Chaui sobre o Sergio Moro mostra bem o estado de insanidade a que alguns educadores tem chegado.
  • Isis Monteiro  26/04/2016 17:14
    Perfeito: "Qualquer um que não reze pela cartilha, qualquer um que discorde de qualquer ponto ou aspecto da ideologia culturalmente dominante, não é um indivíduo que discorda de um ponto de vista, mas sim um agressor, um infame que ousa recusar-se a aceitar a superioridade da ideologia perfeita".
  • Vinicius  26/04/2016 18:56
    Tu tá falando do comunismo ou do liberalismo? Curiosamente, essa frase serve muito bem para os dois.
  • Rafael  13/03/2017 13:06
    Exato!
  • Rafael  13/03/2017 13:06
    "O modus operandi é sempre o mesmo, seja na ação ou na reação. Sobrepõem temas freneticamente, lançam informações falsas ou adulteradas, distribuem acusações as mais estapafúrdias, muitas valendo-se de polilogismo. Fazem, enfim, o que podem para não permitir que nenhuma discussão prospere, pois isto exibiria a fragilidade dos argumentos ou a própria ignorância individual acerca do tema em questão" - Engraçado, que essa parte do texto me fez lembrar automaticamente de uma reportagem lida na Folha de SP sobre o MBL ser apontado por pesquisa da USP como sendo os maiores propagadores de notícias falsas na internet. Me parece que o MBL não é um "movimento" de esquerda não é mesmo!



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