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O caminho da servidão

É inconcebível, em uma sociedade de pessoas livres, tamanha concentração de poder nas mãos de um único indivíduo.

Essa aberração, essa doença, essa deformação é o que explica a atitude atrabiliária da juíza que suspendeu o WhatsApp.

Uma solitária autoritária prejudicou 100 milhões de pessoas. Se achasse por bem impor uma punição, que estabelecesse uma multa. Mas prejudicar 100 milhões de usuários é agredir a liberdade individual.

Não podemos e nem devemos ficar calados diante de qualquer arbitrariedade.

E nem sequer sabemos o que moveu o arremedo de ditadora, porque o caso está correndo como "segredo de justiça". Como assim? Estamos sendo punidos por conta de uma pretensa ação de terceiros e sem saber que ação seria essa.

O "marco civil da internet" é uma aberração.
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Acréscimo de Rodrigo Saraiva Marinho

É preciso esclarecer a todos que essa aberração do bloqueio do WhatsApp, um serviço utilizado por milhões de brasileiros, só foi possível graças à Lei do Marco Civil da Internet.

Lei esta apoiada maciçamente pela esquerda, especialmente o PT, e sancionada pela presidente Dilma.

Nós, defensores das ideias de liberdade, avisamos de que era mais um passo rumo ao controle total do estado nas liberdades individuais. Hoje tivemos a prova.

Está chateado por estar sem WhatsApp? Culpe todos os políticos que votaram pela lei e a presidente Dilma que a sancionou.

Nós avisamos. 

O artigo de Daniel Marchi hoje para o Instituto Mises Brasil é uma prova disso.

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Acréscimo de Helio Beltrão:

O pessoal entusiasmado com tecnologia e que acha que esta pode nos proteger do estado tomou uma ducha de água fria com o bloqueio do WhatsApp com uma mera canetada de uma juíza.

Esta foi uma "chamada para o despertar". A tecnologia não pode nos proteger do estado, pois as pessoas (os dirigentes da tecnologia, os intermediários e provedores que possibilitam o serviço, e as contrapartes que utilizam o serviço) estão sempre localizadas em algum lugar e podem ser punidas pelo estado.

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Acréscimo de Bruno Garschagen:

Como disse Marcel van Hattem: Bem-vindo ao Brasil, país que bloqueia o WhatsApp de toda a população mas não consegue impedir bandido de usar celular na cadeia.

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Acréscimo de Fernando Ulrich:

O estado é o maior promotor do liberalismo. Gostaria de agradecer ao juiz que bloqueou o WhatsApp, porque essa decisão impeliu diversos cidadãos a praticarem a desobediência civil.

Viva a VPN e o Telegram!

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Acréscimo final de Bruno Garschagen:

Um desembargador de São Paulo determinou o desbloqueio do WhatsApp, evitando no Brasil uma revolução de proporções jacobinas, como aquela na França em 1789.

E só não digo que a presidente perderia a cabeça porque, como direi, seria necessário que uma ela tivesse.

O problema posto é que, parafraseando a antiga parlenda, se por detrás daquele morro passa boi também pode passar uma boiada.

Ou seja, uma vez ultrapassado o limite, não se surpreendam com novas decisões judiciais desse tipo no futuro.


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SOBRE O AUTOR

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Pobre Paulista  17/12/2015 16:23
    Blog tá bombando hein :) Gostei de ver toda a diretoria do IMB escrevendo.
  • Lucas Passos  17/12/2015 17:32
    Quando essa galera de esquerda faz azedume para aprovar algo, sempre desconfie: tem merda no meio.
  • Sandro Rosa  17/12/2015 17:42
    Afinal, o bloqueio é legal ou não?

    Se é legal, por que o Desembargador o cancelou?

    Acho que foi um erro ou babaquice da primeira instância e só isso.

    Agora já temos jurisprudência. Bola pra frente...
  • TRC  17/12/2015 21:13
    Independente de ter sido ilegal, é absurdo que um juiz sequer tenha o poder de ordenar tal coisa.
  • Marco Antunes   17/12/2015 17:43
    Quando tiverem um processo contra a Petrobras vão bloquear a venda de combustíveis no país todo? E se fosse contra empresas de abastecimento de água? De energia?
  • Raphael  17/12/2015 22:41
    Pois eh, boa pergunta
  • C Lima  20/12/2015 21:52
    A próxima proibição dessa quadrilha que goza da proteção do Estado pode ser a re-proibição da publicação do livro MEIN KAMPF (Minha Luta), escrito por Adolf Hitler, obra censurada há décadas, e cuja comercialização está proibida até o final deste mês de Dezembro de 2015, segundo me consta. Vamos esperar pra ver...
  • Marcos  19/03/2016 21:39
    é absurdo que um juiz sequer tenha o poder de ordenar tal coisa.
    Estamos no século 21 não tem nenhum sentido. WhatsApp é gratuito e todo mundo usa
  • Andre  13/07/2016 21:03
    Bem vindo ao país onde o Whatsapp recebe uma punição imediata e os ladrões que infestam Brasília continuam soltos e rindo da nossa cara há décadas.


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