Igualitarismo fracassado – ou: a empresa que estipulou um salário mínimo anual de US$ 70 mil

A notícia apareceu em todos os veículos de comunicação do mundo, primeiro em tom de elogio, depois em tom de lamento: Dan Price, fundador e presidente da Gravity Payments, uma sociedade de serviços de pagamento localizada na cidade americana de Seattle, reduziu seu próprio salário anual em US$ 930 mil para poder elevar o salário mínimo de seus funcionários para US$ 70 mil por ano.

O plano foi anunciado em abril de 2015, e a expectativa era a de que ele seria integralmente implantado ao longo três anos.  Tanto seus empregados (especialmente aqueles que ganhavam menos e que, portanto, seriam contemplados com um aumento salarial mais robusto) quanto os defensores da igualdade de renda celebraram a medida. 

Esse evento atraiu considerável publicidade e se espraiou pelas mídias sociais, recebendo fartos elogios, mas também gerando algumas reações negativas.

Em um artigo do The New York Times que relatava as reações iniciais das pessoas, ainda em abril, o radialista conservador Rush Limbaugh (o mais influente comentarista conservador dos EUA) classificou a medida de "socialismo total e completo".  Já um economista do também conservador American Enterprise Institute disse que "É até possível que isso possa funcionar nessa empresa em específico, mas não é nada do qual possamos tirar lições generalizadas".  Outro economista, agora da Houve Institution, da Universidade de Stanford, teve uma postura diferente e previu que "Isso vai ser ótimo para os negócios dessa empresa".

Como sempre, boa parte dos elogios e do alvoroço, tanto dos defensores quanto dos críticos, estava ou errado ou certo pelas razões erradas (se ainda não há um termo para esse fenômeno, está na hora de criar um). O que realmente pode ser dito, mesmo sem o benefício da visão retrospectiva, é que as medidas do presidente dessa empresa geraram algumas consequências negativas que ele não previra.

O tiro saiu pela culatra

Aproximadamente três meses e meio após o anúncio da medida, o The New York Times publicou outro artigo relatando brigas, desentendimentos e dificuldades dentro dessa empresa de Seattle, relacionados direta e indiretamente à nova estrutura de pagamento.

Alguns clientes da Gravity Payments saíram da empresa porque viram a medida como sendo de cunho puramente político.  Outros saíram porque temiam que tal medida gerasse um aumento das taxas cobradas.  Por outro lado, houve um aumento no número de novos clientes.  E esse aumento mais do que compensou o número de clientes que saiu da empresa e foi procurar serviços de pagamento em outras empresas.  Isso significa que, de início, a Gravity Payments teve de contratar mais empregados, os quais agora já entravam ganhando US$ 70 mil anuais cada.

Porém, os verdadeiros problemas da empresa eram internos.  De acordo com o artigo do The New York Times, "dois dos empregados mais valiosos do senhor Price pediram demissão, em parte motivados pela visão de que era injusto dobrar o salário dos recém-contratados ao mesmo tempo em que os funcionários mais antigos tiveram aumentos ínfimos ou até mesmo nenhum aumento".

Para piorar, o irmão de Dan Price, Lucas Price, entrou com um processo judicial por violações dos seus direitos e benefícios como acionista minoritário da Gravity Payments.  Lucas também acusou o irmão Dan de usufruir um salário excessivamente alto na condição de presidente da empresa, o qual era de US$ 1 milhão — um valor muito acima das estipulações do contrato — antes da redução salarial voluntária feita por Dan. 

Ou seja: uma das principais razões dessa caritativa redução do seu próprio salário pode ter sido a de fazer com que a opinião pública ficasse ao lado de Dan e contra seu irmão e seu processo judicial — uma tática muito sórdida por trás de uma ação aparentemente nobre.

Onde é que a teoria econômica entra?

É tentador utilizar este exemplo para fazer argumentos contra a legislação que impõe um salário mínimo excessivamente alto, e muitos economistas liberais fizeram isso.  O problema, no entanto, é que as críticas à imposição de um salário mínimo não se aplicam aqui.  Dan Price voluntariamente aumentou os salários dos seus empregados.  Todos os seus empregados ainda estão ganhando menos do que a receita marginal do produto que eles geram (caso contrário, a empresa não teria lucros). 

Ocorre apenas que, para o senhor Price, parte desse "produto" que os empregados geram pode ter um valor "não-monetário", ou um valor meramente "psíquico".  O senhor Price simplesmente pode ter uma sensação boa ao fazer doações caritativas, ou ele pode querer adquirir uma boa reputação na condição de presidente da empresa.  No que mais, o benefício que ele teria ao ter a opinião pública ao seu lado e contra seu irmão na disputa judicial também pode ser visto como um lucro psíquico.

Empreendedores contratam mão-de-obra tendo em vista seu lucro marginal, o que significa que eles tomam decisões sobre contratar mão-de-obra adicional tendo por base quanto essa mão-de-obra adicional irá custar e quanto ela irá produzir a mais, desta maneira gerando mais receitas com a venda desse produto adicional.  Por causa disso, e por uma questão de lógica, a receita marginal gerada por um empregado é o valor máximo que seu patrão poderá lhe pagar (acima disso haverá prejuízo).

O ocorrido com a Gravity Payments requer que expandamos nosso pensamento para ver o que conta como receita ou benefício para o empreendedor.  Suponha que Dan Price contrate um empregado por $ 70 mil por ano, mas esse empregado gere apenas $ 50 mil anuais de receita adicional para empresa.  Isso significa que, para o senhor Price, há um custo extra de $ 20 mil para fazer com que aquele empregado ganhe um salário $ 20 mil acima do que deveria.  Talvez ela faça isso em nome da igualdade de renda, ou porque siga a filosofia de que "funcionários bem pagos são funcionários produtivos", ou por pura e simples caridade.

A situação é a mesma para qualquer tipo de doação caritativa.  Se A doa $100 para B, isso significa que A prefere que B tenha esses $100 em vez de A manter esses $100 sem que B os tenha.  Caridade não é "socialismo".  Caridade é apenas um indivíduo fazer o que quer com o seu próprio dinheiro.  Ou seja, capitalismo.

Essa, portanto, é toda a teoria econômica presente nessa situação.  Ela começa e termina com as preferências e expectativas do empreendedor e de seus empregados.  Por outro lado, há muito a ser dito sobre a estratégia empreendedorial do senhor Price, bem como suas implicações sociais, psicológicas e organizacionais.

Justiça e equidade salarial

Empregados preferem ser tratados de maneira correta e justa, o que não necessariamente significa que todos eles querem ter o mesmo salário.  Maisey McMaster, que trabalhou como planejadora financeira da Gravity Payments, foi contra a medida e acabou pedindo demissão por causa dela.  Em suas próprias palavras, "Ele deu aumentos salariais para pessoas que não demonstraram aptidões mínimas e que eram as menos capacitadas para o trabalho, ao passo que aqueles que faziam mais e que eram mais produtivos não receberam nenhum aumento significativo".

O senhor Price também perdeu o empregado Grant Moran, um talentoso programador de websites, que sentiu que a nova estrutura salarial não era justa: "Aquelas pessoas que não faziam nada e iam lá apenas para bater o ponto repentinamente passaram a ganhar o mesmo tanto que eu".  E completou: "Tal medida amarra os mais produtivos aos menos motivados".

Grande parte dos empregados não gostou de ter seus dados salariais exibidos ao grande público, principalmente por causa de toda a atenção política gerada por esta medida.  Outros empregados foram sinceros e afirmaram que não mereciam esse novo salário.  Um até mesmo chegou a admitir que "Eu não fiz por merecer esse aumento".

Portanto, parece que até mesmo os empregados de uma empresa progressista e descolada não equiparam "justiça" a "equidade salarial" — com efeito, a equidade salarial gerou inveja, sensação de culpa, e ressentimento para com o patrão e os colegas.  Mas esta não é uma lei inexorável do comportamento humano.  Poderíamos facilmente imaginar uma situação em que empregados demandam equidade salarial e barganham coletivamente por isso.  A teoria econômica envolvida nesse tipo de situação é diferente da vivenciada pela Gravity Payments, e pertence ao ramo da barganha coletiva de cunho sindical, fora do escopo deste artigo.

A teoria econômica que versa sobre legislação do salário mínimo, sindicatos e até mesmo socialismo não pode ser aplicada a este exemplo em específico.  Podemos, no entanto, sair da seara econômica e analisar as implicações sociais, psicológicas e organizacionais geradas por um empreendedor que voluntariamente escolhe um salário mínimo e expandir essas implicações para um cenário em que o governo estipula um salário mínimo e equidade salarial.  Imagine milhões de pessoas pensando exatamente como os ex-empregados Maisey McMaster e Grant Moran, que se sentiram injustiçados pela nova estrutura salarial.  Ou imagine até mesmo mais pessoas dizendo que "Eu não fiz por merecer esse salário".

Se essas consequências negativas surgiram de um esquema salarial totalmente voluntário, não creio que poderíamos esperar algo melhor caso um esquema coercivo em nível nacional fosse estipulado.


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SOBRE O AUTOR

Jonathan Newman
leciona economia na Universidade de Auburn, Alabama.



A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Felipe  12/08/2015 14:52
    A atitude deste homem é totalmente irresponsável e prejudicial aos seus empregados e consumidores. A empresa simplesmente deixará de ser competitiva a longo prazo, e provavelmente quebrará. Pessoas ficarão desempregadas e os consumidores com uma opção a menos deste serviço.

    Se tivéssemos em um mundo com pessoas inteligente e responsáveis a atitude deste homem seria severamente criticada pela mídia.
  • Paulo Bezerra  12/08/2015 14:53
    Sou um leitor regular do site Mises e curioso das ideias liberais. No momento estou lendo o livro Liberalismo, o qual baixei neste site. O livro é excelente! Porém, como não sou de levar desaforo para casa, gostaria de fazer um comentário.

    Há algumas semanas, em um artigo sobre a ilegitimidade de funcionários públicos e pessoas beneficiadas pelo Governo votarem (artigo escrito pelo próprio Mises), ao tentar contra-argumentar, fui acusado de ser receptador de roubo, já que meu salário seria pago com dinheiro fruto de roubo (dinheiro proveniente dos impostos).

    Quando falei sobre Mises haver sido funcionário público (funça), me disseram que isto foi por apenas três anos, e que ele não tinha outra opção. Ao estudar mais, percebi que não era bem assim.

    Vejam o prefácio do livro Liberalismo, ipsi litteris: "Durante o período compreendido entre as duas Grandes Guerras, além de escrever artigos e livros tais como o convincente tratado intitulado Socialism, Mises trabalhou, em tempo integral, na Câmara de Comércio Austríaca como consultor econômico do governo austríaco e lecionou, em regime de tempo parcial, como livre-docente, na Universidade de Viena. Dirigia, também, seminários econômicos particulares para iniciados, muitos dos quais com prestígio mundial. Em 1926, fundou o Instituto Austríaco para Pesquisa do Ciclo Econômico, instituição privada ainda existente." Página 30.

    Vejam algo mais disponível na Wikipédia: "Entre 1904 e 1914, Mises assistiu aulas do economista austríaco Eugen von Boehm-Bawerk. Mises lecionou na Universidade de Viena de 1913 a 1934, e também trabalhava como conselheiro econômico do governo fascista de Engelbert Dollfuss na Áustria bem como trabalhara para Otto von Habsburg[2] . Como um judeu, Mises temia por sua integridade física diante do avanço Nazista na Europa, tendo o assassinato de Dollfuss pelos Nazistas o impulsionado a fugir do país em 1934 em direção a Genebra na Suíça, onde passou a lecionar no Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais até o ano de 1940."

    Ou seja, não foram apenas três anos. Foram 21 anos! Mais de duas décadas, quase todo o período entreguerras.

    Ademais, o próprio Mises reconhecia a necessidade do Estado, e de funcionários estatais como juízes ou policiais, para defesa da propriedade, contrariando os pensamentos anarcocapitalistas de alguns aqui.

    Em resumo, apesar de não ser exatamente orgulhoso por ser funcionário público, também não podemos dizer que servidores são receptadores de roubo, aos quais falta decência moral e vontade de mudar, algo do qual fui acusado aqui! Se o dissermos, enquadraremos também a Mises. Coerência e parcimônia são palavras que muitos por aqui desconhecem, sendo pouco diferentes dos leitores da Carta Capital ou dos comunistas da vida!





  • Otávio Carneiro  12/08/2015 15:05
    Pois então aprofunde um pouco mais suas pesquisas. Você irá descobrir que:

    1) Durante todo esse período de 21 anos na Universidade de Viena, Mises não recebeu salário algum. Fazia tudo de graça. Tanto é que ele nem consta como professor assalariado no rol da universidade.

    2) Seus conselhos econômicos ao governo também eram gratuitos;

    3) Após migrar para os EUA, sobreviveu exclusivamente de seus livros e seminários (1940-1973).

    Ou seja, um pouquinho diferente de gente que começou a mamar cedo e vai se aposentar mamando à custa do povo.

    No que mais, gentileza fazer esse tipo de comentário em artigos mais adequados. O assunto do presente artigo nada tem a ver com a vida de Mises. Favor não poluir o site.
  • Paulo Bezerra  12/08/2015 15:56
    Qual sua fonte sobre a Câmara de Comércio, quando ele era conselheiro do governo? Você diz que ele não recebia nada, que fazia por caridade. Quais suas fontes? As minhas, eu postei.

    Se ele não recebia da universidade, não recebia da Câmara de Comércio, de que ele vivia? Da luz?
  • Otávio Carneiro  12/08/2015 16:01
    Eu nunca falei que na Câmara do Comércio ele trabalhava de graça. Falei que ele trabalhava de graça na Universidade de Viena e como conselheiro do governo.

    Aprenda a ler.
  • Paulo Bezerra  12/08/2015 16:42
    A Câmara de Comércio era o órgão que aconselhava o Governo. Não era um órgão privado. A da universidade eu imaginei, até porque ele era livre-docente.

    Sua fonte de dinheiro público era a Câmara de Comércio. Talvez tenha faltado leitura a outra pessoa.
  • Felipe  12/08/2015 18:41
    Caro Paulo Bezerra ,

    Mises nunca tratou impostos como roubo, e nem o estado como algo desnecessário. Considerava sua existência útil para o desenvolvimento da sociedade.

    Sua crítica ao intervencionismo se refere a regulação e controle do governo sobre a economia, algo que ele considerava nocivo. Sua ideia era que o governo deveria deixar livre a economia, mas continuar existindo para preservar a sociedade.

    O fato dele ter sido funcionário público, cuja a função era apenas ser conselheiro do governo, não contradiz em nada com o que ele pregou.

    Para ter outro exemplo, Mises defendeu o alistamento militar obrigatório. Um erro que considero justificável para alguém que presenciou 2 guerras mundiais e o auge da guerra fria.
  • Daniel Palma  13/08/2015 18:38
    Prezados,

    Sou servidor público federal desde 18 anos (hoje com 34 anos) e galguei via concurso público diferentes posições em diferentes autarquias. Entrei como servidor de nível médio e hoje sou um servidor do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Terminei meu doutorado há 8 anos atrás e hoje licencio recarga de reatores nucleares. Lecionei em universidades federais por mais de 10 anos, inclusive em instituições nas quais fui aluno. Sou um parasita que "mama" "desde sempre" nas "tetas" do governo ? Gostaria de entender o raciocínio.

    Em relação ao texto, aconteceu algo parecido em um orgão aqui do Brasil. Em algum momento decidiram que deveria ser concedido uma gratificação por qualificação a servidores de nível médio. Se os mesmo comprovassem por certificados cursos que somem 360h fariam juz ao nível máximo da gratificação. O problema é que o aumento é tão grande que vale mais que um Curso de Mestrado no qual o servidor deve defender uma dissertação. Colegas de nível médio mais antigos ganhando mais que servidores de nível superior. Houve uma distorção tão grande, gerando tanto mal estar, que me questiono se isso foi uma coisa positiva.
  • Funcionario publico  13/08/2015 19:06
    Daniel,

    Pelo visto, não estou sozinho aqui nesses comentários... Há, como eu já disse, funcionários públicos que pensam diferente da maioria, que defende a privatização, o liberalismo.

    Alguns radicais aqui simplesmente passam a régua; todos funcionários públicos são "ladrões" e pronto. Desse jeito, como querem que as pessoas esquerdas leiam esse site, esses comentários e mudem de ideia?
  • Gredson  12/08/2015 15:21
    O fato de Mises ter feitos escolhas equivocadas, mesmo sob pressão da guerra, não muda o fato de que o salario de funcionário publico ser imoral. A é A.

    Nada irá mudar o fato que sim, o salario de funcionário publico e de todos que dependem do estado e isso inclui universitários, vem do roubo. A é A.

    Não é uma questão de modo de pensar, é o reflexo apenas da realidade, não se pode mudar uma realidade, imposto é roubo e quem depende do roubo é receptador de roubo.
  • Funcionário público  14/08/2015 11:09
    Mais um radical.

    Vou dizer a você o mesmo que disse ao outro comentarista do site: não coloque a culpa nas pessoas que trabalham para o Estado. O que você critica é o sistema, a forma como somos tarifados. Não criminalize quem está ali. Existem diferenças entre o pelegão de cargo comissionado e o simples trabalhador que exerce funções públicas.

    Como o colega disse: está parecendo com as esquerdas radicais, simplesmente defendendo de modo cego e atacando as pessoas que acha "roubam", enquanto o inimigo é outro....
  • anônimo  12/08/2015 15:52
    Como uma pessoa que defende o fato que imposto é roubo pode ser taxada de incoerente pois uma terceira pessoa (Mises) supostamente recebeu dinheiro de impostos? Cobra-se coerência de alguém se ela age diferentemente daquilo que ela prega.

    Ademais, é por isso que se deve defender ideias e não pessoas. E partindo daí...

    "...também não podemos dizer que servidores são receptadores de roubo..."

    Dezenas de linhas de tentativas de desqualificar pessoas e nenhuma tentando defender que imposto não é roubo. Tente novamente sem apelar às táticas dos leitores da Carta Capital ou dos comunistas da vida!
  • Paulo Bezerra  12/08/2015 16:48
    Para mim, é como um cristão saber que Jesus Cristo roubava. Quando o fundador das suas crenças não segue aquilo que deveria seguir.
  • Ricardo Ramos  12/08/2015 17:07
    Anarcocapitalismo e juízos de valor sobre a moralidade de se trabalhar para o estado não são fundações de Mises e não estão presentes no corpo teórico de sua obra.

    Aliás, quando Mises trabalhou para o estado, ele próprio ainda se definia como um social-democrata (leia o livro "Mises – Tha Last Knight of Liberalism").

    Favor não fazer falsas imputações.
  • Paulo Bezerra  12/08/2015 17:26
    Outra mentira. Mises escreveu Liberalismo em 1927, quando já criticava o intervencionismo estatal, com exceção de policiamento e serviços judiciários. Não era um social-democrata. Seu livro "Uma Crítica ao Intervencionismo" são ensaios da década de 20. Seu artigo sobre a previdência social (Seguridade Social Compulsória), perfeitamente escrito, é de 1922. Este já é um artigo que descreve perfeitamente os malefícios de uma previdência pública, texto também brilhante, até porque deste tema eu entendo bastante.

    Não vamos querer discutir com base em mentiras e enganações. Sejamos honestos. Não quero denegrir a vida de Mises, pelo qual tenho grande admiração, apenas mostrar algumas contradições, do qual qualquer ser humano pode ser vítima. E contra-argumentar este radicalismo habitual por aqui.

    No mais, continuarei lendo e estudando sobre ele e sobre o liberalismo, até para, com mais profundidade e quando couber, dele discordar.
  • Ricardo Ramos  12/08/2015 17:48
    Ai, ai ... E desde quando fazer críticas à previdência social desqualifica alguém como social-democrata? Fabio Giambiagi é social-democrata, e não obstante faz duras críticas à previdência social. Isso é questão de bom-senso e não de ideologia.

    De resto, fiquei impressionado com como você leu tão rapidamente um livro de mais de mil páginas -- livro esse que detalha toda a evolução do pensamento de Mises, e o qual eu demorei dois meses para ler. Dez minutos após eu tê-lo recomendado (para você ver quando Mises começou a mudar suas convicções social-democratas), você já veio aqui novamente contar a sua versão particular da história alheia. Impressionante.
  • anônimo  13/08/2015 13:44
    Esse seu argumento é bem subjetivo, não sou cristão praticante, mas concordo com muito de que jesus pregava, e ele ter roubado ou não em nada me altera a mensagem ou ideias que tenho.

    Nem todos se baseiam em hierarquias e autoridades Paulo, e a vida pessoal de cada pessoa é irrelevante na formação de meus próprios valores.
    Se um ladrão, assassino ou mal carater falar uma mensagem coerente, não tenho motivo para não adotar as ideias dessa mensagem, quem a pregou é de segunda importancia.

    Talvez pese o fato de que eu seja um anarquista convicto que não tenha apreço por autoridades ou superiores.
    Não acredito que eu seja maioria, mas enfim meu comentário não tem o intuito de lhe ofender ou mal dizer, apenas expor que existem outros pensamentos, e nem todos se baseiam ou espelham em autoridades humanas pessoais. Ou seja mises podia ser um assassino sanguinário que em nada alteraria a relevancia de seus livros e das ideias contidas nele.
    Bem como sigo a regra de cristo quanto a não fazer com terceiros o que não quero para mim, e se descobrir que jesus era assassino nem por isso começarei a matar gente por ai.
  • Opinador  12/08/2015 17:02
    Independente o que Mises fez ou não, eu pelo menos que sou de fora do instituto percebo que se foca mais nas ideias de Mises, da escola Austríaca e libertarianismo e não o que ele fez ou deixou de fazer.

    O libertarianismo e a escola austríaca transcendem pessoas pois são ideias, ou melhor,conceitos.

    Aqui não é religião.

    Como amigo disse acima: o fato dele ter sido funcionário público por muitos anos, não quer dizer que ele concordava com isso.

    Minha esposa é funcionária pública e ela tem consciência que seu salário advêm de roubo.

    Eu fiz um juramento de nunca ser funcionário publico, mas isso não me dá o direito de proibir alguém de ser.

    Alguém pode ser funcionário publico e mesmo assim ter simpatia por ideias libertárias, porém ao meu ver não pode ser chamado de libertário.

    O engraçado é a lógica esquerdista. Infelizmente esses valores não poder ser aplicados aqui para o desapontamento desse tipo de gente...rs
  • Green  12/08/2015 17:36
    >Eu fiz um juramento de nunca ser funcionário publico, mas isso não me dá o direito de proibir alguém de ser.

    Você é consciente de que um funcionário público é membro de uma gangue e seu pagamento é fruto de roubo. Você tem o dever moral de tentar impedir que alguém seja um funcionário público.

    Se alguém que eu conheço começar a praticar roubos por ai eu tenho o dever moral de tentar parar essa pessoa, tentar devolver o que ela roubou, ou qualquer coisa pra compensar as suas vítimas.

    Você não tem apenas o direito de tentar impedir alguém de roubar, você tem o dever moral de faze-lo.
  • Opinador  12/08/2015 18:16
    Sim claro.

    Sempre falo para as pessoas sobre isso.

    Mas não tenho como obrigar.

    Mas aí está a importância da divulgação das ideias, principalmente para as novas gerações.

    Fazer alguém pedir demissão de seu emprego estatal depois de estar nele por uns 20 anos por exemplo é muito dificil.

    Ninguém é tão desprendido assim.

    Agora fazer um recém-formado não prestar um concurso é muito mais fácil !
  • Funcionário público  12/08/2015 19:21
    Gente, vocês não podem pegar alguns milhares de (mau)exemplos e expandir isso para todo o funcionalismo público..... Isso é generalização. É bom ter esse cuidado. Isso poderia levar a pensar que quem tem cargo público concursado (diferente de função pública por indicações!) deveria ter peso na consciência por ser servidor público. Deveríamos então, todos, pedir demissão?

    Esse pensamento dissemina o ódio em relação a simples trabalhadores que, aprovados em concursos públicos, exercem com dignidade a sua função. Claro, existem as exceções, tem gente que está lá para defend mas não podemos passar a determinar que TODO funcionário público é assim e pronto!

    É necessário saber discernir, separar, quem é o político, quem está usurpando do erário e quem é o funcionário que serve à sociedade com dedicação.
  • Espoliado  12/08/2015 20:01
    Segue sem entender o básico.

    O cerne da questão não é a qualidade, a competência ou a boa intenção do funça, mas sim o fato de que o salário dele advém do roubo de terceiros. E o fato de o salário dele advir do roubo de terceiros não é mitigado pelo fato de ele ser um ser humano fantástico e supimpa. Ele ainda continua vivendo do roubo.

    Deu pra entender agora? O seu salário é pago por um desdentado lá do Piauí, cujo dinheiro lhe é confiscado por impostos embutidos nos bens e serviços que ele consome.

    Ou seja, a sua existência subtrai a pouca riqueza que aquele infeliz possui. Se você consegue dormir com isso, ótimo para você. Eu não conseguiria (mas aí certamente o problema é meu; talvez a minha moral seja antiquada).
  • Paulo Bezerra  12/08/2015 20:29
    Isso é um argumento superficial. Muitos desses desdentados do Piauí recebem recebem benesses estatais. É quase impossível alguém que não recebe, atualmente. Até se você comprar um produto no mercado, este pode ser subsidiado.

    Ou seja, talvez esse desdentado esteja mais ganhando finque perdendo com o Estado. Somos todos cúmplices!
  • Funcionário público  12/08/2015 22:58
    Espoliado,

    Calma, isso aqui não é discussão de facebook, nem encontro de alunos da UNE, nem da CUT. Não precisa ofender. Não confunda o funcionário sindicalista, tumultuando e gritando, colocando fogo em pneus, com o que trabalha.

    Eu não vivo de roubo; tenho um emprego que há filas para entrar. Eu vivo do meu salário. E isso precisa ficar claro. O meu salário é pago sobre o meu trabalho, não recebo a toa em casa, faço meu dever, e dentro do possível, conscientizo as pessoas dos princípios liberais que muitas desconhecem. Não entenda, não rotule todo funcionário público como petista; há, pois, diversos "funças", como você alega, que conseguem criticar o sistema socialista em curso e deixar um discurso de conscientização para quem tem interesse.

    Então, um bancário do Itaú, Bradesco, Santander, dentro do ponto de vista, seria alguém que ganha com o "roubo"?

    O asfalto no qual você dirige seu carro foi feito com dinheiro de imposto. Você não pode então trafegar sobre ele, correto? Afinal, é roubo!

    Você não pode andar de ônibus coletivo. Afinal, são monopolistas e muitas vezes subsidiados via dinheiro público.

    A porta da sua casa não pode ser limpa. Afinal, o gari, funcionário público que é, é pago com dinheiro ROUBADO...

    Você não pode, absolutamente, estudar numa Universidade pública. Afinal, o PROFESSOR (ainda que seja um liberal, pois há alguns ainda) recebe do ESTADO, com o que você chamou de ROUBO. Logo, os universitários, sim, aqueles que desenvolvem patentes, pesquisas, tecnologias, geram conhecimento que gera riquezas, que permitem a correta distribuição de renda para quem de fato merece, são usurpadores do erário público.

    Meu amigo, seus argumentos são radicais. Olha, somente conseguirás convencer pessoas para o liberalismo (se é que defendes essa ideologia) o dia em que você for menos radical. Não jogue determinada classe contra outra classe, não caia na tática podre do socialismo.
  • Espoliado  13/08/2015 00:11
    Não é possível...

    "Eu não vivo de roubo; tenho um emprego que há filas para entrar. Eu vivo do meu salário. E isso precisa ficar claro."

    Qualquer contraventor também vive de suas rendas, sejam elas ilícitas ou não. Um sequestrador também vive de seu trabalho. Um assaltante de rua também vive do seu trabalho. Um interceptador de mercadorias roubadas também vive do seu trabalho. Isso precisa ficar claro.

    "O meu salário é pago sobre o meu trabalho"

    O seu salário é pago pelo pagador de impostos, e ele independe de sua produtividade e da qualidade do seu trabalho. Não entendo por que você se sentiu ofendido pelo simples fato de eu ter dito essa obviedade. Há alguma mentira nela?

    "Não entenda, não rotule todo funcionário público como petista"

    Do que você está falando?! Eu nunca utilizei o termo "petista" na discussão! Aliás, nunca nem sequer fiz colocações político-partidárias. Por que essa mentira?

    "Então, um bancário do Itaú, Bradesco, Santander, dentro do ponto de vista, seria alguém que ganha com o "roubo"?"

    Desenvolva. Se o argumento for bom, aceito sem problemas.

    "O asfalto no qual você dirige seu carro foi feito com dinheiro de imposto. Você não pode então trafegar sobre ele, correto? Afinal, é roubo!"

    Opa! O asfalto foi construído com o meu dinheiro de impostos! Eu paguei, coercitivamente, por aquela porcaria! Por que eu não poderia usar o asfalto pelo qual eu paguei?

    Outra coisa: ruas são monopólios estatais. Logo, não há alternativas. O fato de eu inevitavelmente utilizar sistemas monopolísticos, dos quais eu simplesmente não tenho como escapar, de modo algum indica consentimento. Dizer que utilizar as ruas de uma cidade indica consentimento com o estado é o mesmo que dizer que um prisioneiro que come a comida fornecida pela penitenciária está consentindo em estar preso.

    "Você não pode andar de ônibus coletivo. Afinal, são monopolistas e muitas vezes subsidiados via dinheiro público."

    Embora eu não ande de ônibus, o seu argumento esbarra no mesmo problema do argumento anterior: uma parte daquele "dinheiro público utilizado para subsidiar os ônibus" vem dos meus impostos. Por que eu não poderia utilizar algo que fui obrigado a financiar?

    "A porta da sua casa não pode ser limpa. Afinal, o gari, funcionário público que é, é pago com dinheiro ROUBADO..."

    Pela terceira vez: parte desse dinheiro roubado é meu. Sendo assim, não faz sentido dizer que eu não posso usar algo financiado com um dinheiro que foi roubado de mim.

    "Você não pode, absolutamente, estudar numa Universidade pública. Afinal, o PROFESSOR (ainda que seja um liberal, pois há alguns ainda) recebe do ESTADO, com o que você chamou de ROUBO. Logo, os universitários, sim, aqueles que desenvolvem patentes, pesquisas, tecnologias, geram conhecimento que gera riquezas, que permitem a correta distribuição de renda para quem de fato merece, são usurpadores do erário público."

    Não vou repetir a mesma coisa pela quarta vez.

    "Meu amigo, seus argumentos são radicais."

    Oi?! É radical eu dizer que o seu salário advém de impostos?! É radical falar que você vive do dinheiro que foi espoliado de terceiros? Agora virou sinônimo de radicalismo dizer que o céu é azul? Que coisa abjeta.

    "Não jogue determinada classe contra outra classe, não caia na tática podre do socialismo."

    Não estou "jogando determinada classe contra outra". Estou apenas dizendo uma tautologia tão obvia, que confesso estar espantado por você desconhecê-la. Quer dizer então que eu falar que o salário de funças vem de impostos significa ser "radical" e "jogar uma classe contra outra"?

    Se sim, então você está fazendo apologia da mentira. E não se constrói um país decente baseando-se em mentiras e enganações.
  • Paulo Bezerra  13/08/2015 00:41
    É claro que é da nossa conta, já que os argumentos que denigrem a imagem dos funcionários públicos vem daqui. Já que nos equiparam a membros de uma quadrilha.

    Mas, não vale a pena discutir, embora eu mesmo tenha iniciado a discussão. Existe gente tão radical, tão doutrinada por um pensamento fechado, que não consegue enxergar um palmo à sua frente.

    Sou funcionário público, médico, e vendo meu trabalho, atendendo pessoas que realmente precisam. Trabalho em uma unidade de terapia intensiva pública, apesar de também trabalhar e ganhar bem mais em um hospital privado. Não o faço por caridade, mas por ser meu vínculo público.

    Essa gente é tão radical que, pela ausência do bom-senso, se pudessem implantariam o liberalismo de forma súbita, deixando milhares de pessoas morrerem sem assistência médica, por exemplo. Nem a ideia dos voucher eles aceitam.

    O que ainda me faz ler e querer aprender sobre o liberalismo são três coisas:

    1 - Nem todos são tão fundamentalistas. Seus próprios teóricos, como Mises e Rothbard, não defendem esses raciocínios. São autores geniais e que não enveredam nestas sandices.

    2 - É o único sistema que funciona. Vide a crise por qual todos os países mais à esquerda estão passando. Esta é uma constatação prática, não filosófica. O que importa, nesta questão, é o pragmatismo.

    3 - Poucas pessoas no mundo querem conversar sobre temas relevantes. A cretinice e a idiotia são a regra. Portanto, melhor conversar com libertários (inteligentes e letrados), do que ir falar de futebol ou enveredar pela superficialidade do Bolsonaro. Em suma, poucas opções. Semana passada, Leandro publicou um artigo sobre juros e inflação que você dificilmente lerá por aí. Ou seja, vale a pena frequentar o site.

    O site é bom. E creio que a maioria dos seus leitores ou até mesmo seus escritores não são fundamentalistas. Tudo o mais, é paixão vazia de significado ou tolerância, que só denigre a imagem do liberalismo.
  • Funcionario publico  13/08/2015 17:04
    Paulo Bezerra,

    Faço, das suas palavras, as minhas.

    O extremismo em determinadas linhas leva a opiniões como a que vemos de alguém que se sente "espoliado" e acha no direito de ofender, colocar num mesmo cesto, inúteis asseclas ejunto a profissionais.
  • Funcionário público  13/08/2015 12:45
    Sr. espoliado,

    Antes de continuarmos as discussões, de responder às suas acusações de ordem moral, diga-me algumas coisas:

    1- Qual seu ramo de negócios, segmento, qual sua atividade atual no mercado de trabalho?

    2- Se você não estiver trabalhando, qual a fonte de renda que te mantém hoje?

    No aguardo.


    Ah... sugiro que veja o comentário do médico abaixo, o Sr. Fernando Caritas de Souza.
  • Espoliado  13/08/2015 13:11
    1) Microempreendedor. Dono de uma loja de materiais elétricos em uma cidade do interior (filhos ajudam no empreendimento). Não recebo nenhum centavo de dinheiro público. Nem sequer a prefeitura compra lâmpadas para postes de mim (não participo de nenhuma licitação pública).

    2) A minha fonte de renda é a supracitada.

    Agora, sigo eu no aguardo das suas respostas. Você realmente não sabia que seu salário advém de impostos, que os impostos são sugados da população trabalhadora, e que roubo continua sendo roubo independentemente do quão nobre seja a atividade que o roubo sustenta?

    Para um médico, você tem impressionantes dificuldades com a lógica. Deve ser difícil diagnosticar doenças assim.

    Quanto ao seu colega acima, ele simplesmente repetiu os mesmos slogans seus. Fez-se de vítima, recorreu ao coitadismo, invocou a nobreza da profissão e, no final, deu a entender que, se o roubo sustenta uma atividade bela e moral, então ele é válido.
  • Funcionario publico  13/08/2015 14:00
    Vamos lá...

    Você é empreendedor, possui loja de materiais elétricos em cidade do interior. Ótimo, parabéns por possuir uma empresa, gerar empregos (melhor forma de distribuir renda) na sua cidade, além de ser um prestador de serviços relavante para sociedade. Também, a sua fonte de renda é justa, afinal, você trabalha e exerce uma função importante na economia. Olha bem, eu conheço cidade do interior, sei que a questão política é ferrenha e as licitaçoes muitas vezes são forjadas. Até entendo seu posicionamento acerca disso. Mas isso é uma outra discussao e não vamos entrar nesse mérito.

    Agora vem a sua resposta! CERTAMENTE você tem clientes na sua loja que recebem BOLSA FAMILIA ou algum outro subsídio governamental, que que porventura tenham comprado uma lâmpada na sua loja. Acredito, também, que haja alguma construção imobiliária na sua cidade, certo? Essas construções, não todas, mas geralmente, são financiadas com dinheiro da Caixa, via Construcard ou até mesmo empréstimo com juros subsidiados. E essa pessoa vai na sua loja e compra material elétrico para sua obra, com esse dinheiro.

    Voce não recebe dinheiro publico, mas tem clientes que recebem e usam para pagá-lo. Qual a diferença? Mestre da razao, você, do alto da sua ideologia e odio ao funcionário publico, deveria RECUSAR CLIENTES que sejam "funças" ou alguns recebedores de alguma verba pública. Sinto muito, mas você pode ser um RECEPTADOR de dinheiro publico! Ohhh! Olha... você consegue deitar a sua cabeça na cama e saber que pratica essa perversidade? Parafraseando o espoliado, VOCE SABIA QUE O SEU LUCRO ADVEM DE PESSOAS QUE PODEM ESTAR RECEBENDO DINHEIRO DO GOVERNO?

    Olha, para pessoas radicais, nada melhor do que adoção de medidas radicais. Você, para mostrar que não aceita dinheiro publico, e nem quer ser receptador do mesmo, não deveria receber qualquer dinheiro que seja oriundo de fontes públicas. Dar o exemplo, pois.

    Cliente que receba bolsa-familia? Não passa da porta!

    Cartao Construcard da Caixa? Vou quebrar se tirarem da carteira!

    Funcionario publico precisando de disjuntor din? Não vou vender para você, funça, ladrão, não pego no seu dinheiro sujo!

    Prefeitura de cidade em estado de calamidade pública (dispensa licitação) precisando comprar algum material elétrico urgentemente e não tem outra loja na cidade (que está totalmente isolada)? Não vendo, não quero saber, que procure outro, não aceito seu dinheiro!

    Olha o seu raciocinio: "Qualquer contraventor também vive de suas rendas, sejam elas ilícitas ou não. Um sequestrador também vive de seu trabalho. Um assaltante de rua também vive do seu trabalho. Um interceptador de mercadorias roubadas também vive do seu trabalho. Isso precisa ficar claro."

    Contraventor, sequestrador, assaltante, interceptador... possuem rendas? E isso mesmo que você escreveu? Rendas? "Sequestrador vive do seu trabalho"? Trabalho? Nosso Deus... Meu, não pague esse mico, pelo menos aqui não! Ja te falei, aqui não é facebook.

    O médico é vitimista? Perai... Alguem que se apelida "espoliado", não se faz de vitima? Meu caro, não seja demagogo. Comungo das ideias liberais assim como você, mas não vamos radicalizar.
  • Silvio  13/08/2015 20:44
    Muito inteligente o seu argumento, mas ele tem uma pequena falha. Ao contrário do Espoliado, você resolveu trabalhar para a quadrilha. Se ele se beneficia e beneficia bandidos com sua atividade comercial, ele o faz de forma não intencional. E seria uma enorme estupidez da parte dele interrogar a todos os seus clientes se eles trabalham para o governo ou recebem alguma subvenção.

    Não podemos perder de vista que a atividade dele é voltada ao mercado, a sua para a manutenção do aparato espoliador. A atividade dele beneficia a todos, a sua, com exceção de alguns, prejudica a todos.
  • Funcionario publico  14/08/2015 11:24
    Vamos imaginar um porteiro de uma prefeitura. O cara está lá, cumprindo seu papel, concursado. Aì vou lá, meto o dedo na cara dele, xingo, dizendo que ele está usufruindo dos meus impostos, que é um funça, que não merece comer com o meu dinheiro, que é usurpador, ladrão. Ocorreão, seguramente, duas coisas: 1ª ele vai olhar para minha cara e dizer "Como assim", sem entender nada. 2º Vai me mandar para aquele lugar ou querer me agredir.

    Vejo aqui nesse site funcionários públicos tentando entender um pouco do sistema, criticando e tendo uma visão diferente do leitor de Carta Capital e vejo aqui o mesmo radicalismo que é possível ver lá nos comentários de radicais esquerdistas.

    Enquanto lá são maltratados, escrachados, quaisquer comentários ou ideias que tentem conscientizar as pessoas o quanto o estado inchado e intervencionista impede o crescimento do país, aqui ocorre a mesmo tratamento, porém, pelo fato de o indivíduo ser funcionário público. O tratamento recebido desencoraja qualquer pessoa a pensar diferente, sair da mesmice protecionista estatal e pensar algo novo. Confesso que muitas ideias aqui nunca passaram na minha cabeça, e vocês acham que tratando mal alguem que é funcionário público o fará simplesmente pedir demissão por uma questão de consciência? Não seria mais fácil tentar conscientiza-lo sem agressões?

    Não tenho partido, não tenho cargo comissionado. Onde Mises fala que sou bandido, que estou mantendo minha família com dinheiro de roubo do Estado? Poxo, isso que gostaria de entender e até saio da discussão se me convencerem...
  • Funcionario publico  14/08/2015 12:09
    Silvio,

    Vemos nos noticiários diversas empreiteiras ligadas ao governo (que deve ter participação acionária, claro!), participando da festa do dinheiro público. Os funcionários dessas empreiteiras - que partipam junto com o Estado no roubo aos cofres públicos - do engenheiro ao rapaz sinalizador do "pare e siga", também seriam coniventes como roubo e seus salários advem disso? Os empregados da OAS, Odebrecht, Camargo Correa são ladrões?

    Vamos parar e pensar. A discussão é muito mais complexa do que imaginamos...
  • Espoliador  13/08/2015 20:21
    Mais um funça aqui na discussão. Mas vou ficar do lado do Espoliado. Ele está coberto de razão. Os salários dos funcionários públicos são oriundos de roubo (até porque as doações para o estado não são muito comuns). Não adianta tapar o sol com a peneira, esse é um fato que está acima de discussão. Não se trata de radicalismo ou qualquer coisa do gênero. Ninguém paga imposto de bom grado. Pagamos-os porque somos ameaçados. Até os funcionários públicos pagam impostos porque são obrigados!

    Pouco importa se sou médico ou bombeiro e se executo minha função exemplarmente. Se um bandido roubasse 1 milhão e doasse tudo para a caridade, o roubo seria reprovável e o ato de caridade, se e somente se isoladamente considerado, seria louvável. Só para deixar as coisas bem claras, ser médico ou bombeiro são atividades nobilíssimas. Não discuto aqui a natureza da atividade em si. O problema é como esse nobre profissional é pago por exercê-la.

    Assim sendo, pouco importa como executamos nossas funções, nosso salário é motivo de vergonha. Se o Espoliado não fosse roubado para pagar nosso salário, ele teria condições de investir mais na sua empresa, vender produtos melhores e mais baratos, gerar mais empregos, dar uma vida melhor para seus filhos etc.

    Por isso mesmo, somos bandidos ou, num julgamento mais ameno, somos cúmplices deles. Lidemos com isso ou nos calemos, mas não devemos entortar a realidade só para colocar a cabeça no travesseiro e tentar o dormir o sono dos justos, justamente porque não o merecemos.
  • Hueber  12/08/2015 18:03
    Paulo,

    O Walter Block escreveu um texto alguns anos atrás, sobre a moralidade de um libertário aceitar dinheiro do governo. Ele possui uma perspectiva no mínimo diferente:

    https://www.lewrockwell.com/2011/03/walter-e-block/may-a-libertarian-take-money-from-the-government/

    Inclusive o Tom Woods entrevistou ele sobre esse assunto:

    tomwoods.com/podcast/ep-458-may-a-libertarian-take-money-from-the-state/

    Talvez seja de ajuda para você


  • Paulo Bezerra  12/08/2015 18:57
    Li o texto, muito bom, Hueber.

    Faz todo o sentido!

    .
    Posto o último parágrafo, para quem quiser ler:

    9. To conclude. Enough of pure theory. Let us now get down to practical reality. It is entirely legal under the present laws of the land for you to apply for, and receive, wealth from the government of the sort you describe, so all of this talk of "theft" is beside the point from the pragmatic perspective. I urge you to apply for all of the grants you possibly can. Murray Rothbard said that a man's contribution to society is proportional to the profits he earns. I say in similar vein, other things equal, the more money you take from the coffers of the state the better libertarian you are.

    Grato! É bom encontrar gente sensata!
  • Silvio  14/08/2015 03:14
    ...the more money you take from the coffers of the state the better libertarian you are.

    Se for assim, então os governantes brasileiros são os melhores libertários de toda a história. E o IMB não passa de um instituto formado por retardados mentais.
  • Fernando Caritas de Souza  13/08/2015 02:51
    Boa noite espoliado. Sou médico há 10 anos, há 5 anos iniciei clínica particular (nos 5 anos anteriores minha renda provinha de bolsas de residência médica - em 5 anos - 3 especializações + 2 anos no mestrado (sem bolsa) e de plantões em hospitais e clínicas particulares); há 3 anos, para ter renda inciei plantões de 12h em UTI em um hospital universitário público, como PJ, ganhando cerca de 1.400,00 reais/plantão com 11% IRPJ. A universidade abriu concurso público para professor da minha área (uma das minhas aspirações). Passei no concurso e hoje sou docente. Como a lei não permite que eu receba como PJ e funcionário público, eu tive que escolher entre ser professor - concursado - ganhando 2.300,00 + 12 plantões/mês a 1.000,00 com 27.5% de IRPF e ganhar como PJ 12 plantões/mês a 1.400,00 com 11% de IRPJ. Se eu, como PJ estava prestando serviço para o Estado estava recebendo dinheiro de "Roubo" como você afirma, então agora como funcionário público minha pena como "receptador de produto roubado" deveria ser maior ainda? Se a sociedade concorda com esse sistema, se foi construído com a anuência de todos (voto, democracia, representação política no legislativo e executivo, constituição, bla bla bla bla), o dinheiro do meu salário não é produto de roubo. Se é como você afirma, somos todos cúmplices, pois não vejo Mises sendo difundido pela população que nem sabe escrever, ler, interpretar ou argumentar para mudar essa realidade. A não ser que exista algum movimento libertário no Brasil, na câmara, no senado, nas outras instituições, nas escolas, nas fábricas, nas periferias ensinando Mises e eu nem percebi.Na elite é fácil fazer isso. Em medicina fazer diagnóstico da doença na maioria das vezes não é difícil, o problema é prescrever o tratamento adequado e convencer o doente a realizá-lo. Você achar que ser funcionário público é ser conivente com roubo, ou viver de produto de roubo na teoria faz sentido, mas na prática, com a maioria da população dependendo do Estado para sobreviver (uma mancha encardida difícil de retirar da consciência da população)para essa população que não tem acesso ou discernimento para compreender MISES, não faz sentido. Imagine se todos os médicos resolvessem sair do SUS porque o salário deles é produto de roubo. Enquanto a livre iniciativa for esmagada em nosso país, intencionalmente, o que é pior, acho que teremos um longo caminho até que as ideias libertárias tornem-se populares, e que o Estado passe a ser menor e o indivíduo mais importante. Seria bom ver o IMB sendo debatido no ensino fundamental e médio e nas universidades públicas.
  • Espoliador  14/08/2015 01:39
    Caro Fernando,

    Em primeiro lugar, sou o Espoliador, funcionário público, não o Espoliado, empresário. Em segundo lugar, sendo eu também funcionário público, sei que nossa vida não é um mar de rosas tal qual os detratores do funcionalismo retratam. Também passamos pelas nossas dificuldades, até porque trabalhamos pro estado brasileiro, ente que tem experiência secular de passar os outros para trás.

    Além disso, respeito a sua luta de vida, bem como a profissão de professor e médico, as quais você exerce. Não estou discutindo isso. Suas profissões em si, a meu ver, estão dentre as mais nobres que um ser humano pode exercer, afinal, você pugna pelo conhecimento e pela vida, dois valores que reputo fundamentais. Eu o reverencio por isso. Se lutasse pela liberdade também (o mais importante a meu ver), diria que ao menos você precisaria de uma estátua em sua homenagem.

    Posto isso, vamos ao ponto. Ok, a lei prejudica a sua livre iniciativa e você, sem melhores opções, aninha-se no estado. Acredite, sei perfeitamente bem como é isso. Se não tenho como mudar a lei, logo, adaptarei-me a ela, até porque não quero passar a vida dando murros em ponta de faca. Pois bem, vou dizer para você algo que às vezes digo para mim: "essa é a escolha mais prudente, mas não é a mais moral. E você sabe disso, seu porra".

    Sobre a sociedade, lamento informá-lo, mas sociedade não existe no mundo real. Isso não passa de uma abstração. Sociedade não faz droga nenhuma, quem faz são pessoas. E esse sistema dos infernos não foi construído com a anuência de todos. Certamente não foi com a minha. E nem com a anuência da maioria das pessoas. A maior parte das pessoas, se fosse dada a liberdade de escolha, não iria sair de casa para votar. A maior parte das pessoas rejeita o Congresso. E por aí vai. Não vivemos num sistema que se impõe pela legitimidade. Vivemos num sistema que se impõe pela força.

    E sim, O DINHEIRO DE NOSSO SALÁRIO É PRODUTO DE ROUBO. E não acho nada, isso é fato mais do que evidente, você só não quer enxergá-lo porque isso é mais feio de se ver do que sola de pé de mendigo. Se às pessoas fosse dada a liberdade de pagar ou não tributos, simplesmente não haveria dinheiro para pagar nosso salário. Só há porque milhões de pessoas são diariamente forçadas a se desfazer de parte de seu patrimônio.

    A moral da história de Chapeuzinho Vermelho é a de que nem sempre o caminho mais curto é o melhor caminho a ser tomado. E essa moral vale para nós. Só porque escolhemos o caminho mais viável (não bater de frente com o estado) não quer dizer que esse é o caminho que melhor atende aos padrões de uma pessoa moral. Lide com isso. Para finalizar, dou um conselho citando livremente o título de um artigo aqui do IMB: liberte a sua mente e pare de inventar desculpas.
  • Funcionario publico  14/08/2015 11:43
    "E sim, O DINHEIRO DE NOSSO SALÁRIO É PRODUTO DE ROUBO." Sim, os impostos são abusivos, concordo com isso, há pessoas trabalhando e pagando um preço injusto por isso, enquanto há outros, sem trabalhar, a toa em casa, recebendo do Estado.

    O que sempre me pergunto: como nós, empregados e servidores públicos, podemos atuar para mudar essa situação? O que fazemos diariamente para mudar, ainda que de forma minúscula, a consciência de cada indivíduo dentro desse sistema podre que existe? Sou funcionário público. E aí, o que devo fazer? Abrir mão do meu cargo e procurar outro emprego? Ficar em casa? O que devo fazer?

    Seguindo a ótica do "salário através do roubo", qual a diferença entre um um funcionário público e um engenheiro de uma empresa privada que vive de recursos da União, que tem entre seus acionistas pessoas do eio político, que recebe por obras superfaturadas vencidas através de licitações fraudulentas? Gente, pensem, a discussão vai muito além de criminalizarmos os funcionários públicos...
  • Lucas Braga  12/08/2015 19:09
    O livro "A Ética da Liberdade" ainda não havia sido escrito na época em que o Mises era funcionário público, mas ele se enquadra perfeitamente n'A Estratégia da liberdade do Rothbard. Afinal, se ele, enquanto funcionário público, fazia o possível para liberalizar a economia - e assim mantê-la - e reduzir o poder do governo e do estado, então até mesmo o Rothbard aceitaria e aplaudiria tal iniciativa.

    Pode-se até dizer que o Mises agiu como Sir John Cowperthwaite em Hong Kong. Cowperthwaite manteve-se como secretário das finanças em Hong Kong de 1961 a 1971, e a despeito de todas as pressões advindas do governo britânico, manteve-se irredutível quanto à não-intervenção governamental na economia de HK. Ele não aceitou subsidiar as indústrias novatas e nem criar estatísticas sobre a economia de lá, por que sabia que se as criasse, o governo britânico iria usá-las para "estimular" a economia.

    O Cowperthwaite foi funcionário público para impedir o agigantamento do estado e sua intervenção na economia. Depois que saiu do poder, ninguém alterou as bases econômicas de HK. Como consequência de seu trabalho, em 30 anos, os honconguenses já tinham renda per capita semelhante à dos britânicos.
  • Funcionario publico  12/08/2015 23:06
    Lucas,

    Esse seu comentário, acredito, vai se encontro com o que respondi acima ao "espoliado".

    Não quer dizer que o sujeito seja funcionário público que ele deva "entrar na dança". Ele pode, seguramente, dentro da máquina pública, tentar mudar o que pode ser mudado, quer seja com propostas, ou até mesmo conscientizando os demais acerca do real papel do Estado.

    Existem professores universitários que são liberais, contra essa m* de populismo. E tentam, dentro do possível, conscientizar seus alunos do real papel de cada um na geração de riquezas no país, de abrir mão do protecionismo estatal em troca de liberdade de escolhas.

    Pena que a maioria dos alunos universitários não querem saber de outra coisa a não ser direitos, direitos e mais direitos. Deveres, não! Pena, também, que muitos docentes já entraram nessa onda e se fazem porta-vozes do socialismo no meio acadêmico.
  • Pedro  12/08/2015 19:35
    Os três principais integrantes do Mises são funcionários públicos.
  • Auxiliar  13/08/2015 00:18
    Não que seja da sua conta, mas nenhum dos cinco (e não três) principais integrantes é.

    Há, sim, três professores associados ao Instituto, mas eles não são membros fundadores e nem fazem parte da diretoria.
  • anônimo  13/08/2015 03:09
    Quem pede por Estado Mínimo não há nenhum problema de hipocrisia em trabalhar no Estado.

    Desde que faça algo parecido com que Cowperthwaite fez em Hong Kong. Ou Lee Kuan Yew em Cingapura.
  • Murillo Augusto  13/08/2015 03:05
    Paulo Bezerra,

    No primeiro capítulo do livro Mapa e Território Alan Greenspan comenta sobre as características que observamos com mais frequencia no comportamento humano sob um prisma economicamente relevante. Uma dessas características me chamou atenção: Auto-interesse.
    Por mais que discordemos das regras do jogo a que estamos submetidos, tendemos a jogá-lo conforme nosso auto-interesse.

    Porque falo isso? Porque para mim foi e é um alento à contradição entre minhas convicções libertárias e o trabalho que colocava dinheiro no meu bolso. Fui funcionário público por dois anos, e me deu certa paz ler isso no livro do cara.

    Por mais que eu tenha trabalhado em uma instituição que controla o Estado, sentia que ia contra minhas recentes convicções libertárias estar regido por um estatuto cheio de privilégios (praticamente igual para todos funcionários públicos), sob uma hierarquia sem qualquer meritocracia, realizando tarefas sem repercussão no mundo, mais voltadas à própria instituição, em que mais valia se segurar na lei do menor esforço e do menor impacto das ações do que correr o risco de inovar e violar alguma norma estabelecida, enfim...

    Como essas idéias que mais nos incomodam demoram a sair da cabeça, pensei bastante sobre isso... e conclui: não é só comigo... de uma forma ou de outra todos estamos nessa.

    Afinal, quem aqui em sã consciência por convicção deixaria de exercer seu auto-interesse de acionar seguro-desemprego, renunciaria ao FGTS a que faz jus, aposentadoria pública, ou, se empresário, pegaria empréstimo no Banco privado com uma melhor oferta disponível num banco de fomento? Coisas que para mim são, algumas mais outras menos, incompatíveis com uma sociedade realmente livre.

    Procurar ascender e satisfazer o auto-interesse apesar das convicções políticas é natural. Na verdade se ofendem com isso meus amigos esquerdinhas quando comento que assim como Ayn Rand recebeu benefício previdenciário no fim da vida, Marx, economista que era, especulou na bolsa de Londres (meu propósito não é comentar seu insucesso)...ou, nem todos os jogadores de futebol concordam com a regra do impedimento, mesmo entre os zagueiros que fazem a linha. Eles preferem acreditar ser invenção de liberal mal-caráter, a tirar o véu que os cega e os faz acreditar em alguns indivíduos perfeitos, imaculados, pelos quais vale a pena 'torcer'.

    Convicções políticas e esclarecimento são só duas variáveis do nosso comportamento. Seria muito oblíquo e pesado consigo mesmo julgar-se só por isso.

    No mais, muito oportuno mais esse artigo do Site. Top top.
  • anônimo  13/08/2015 10:43
    'Procurar ascender e satisfazer o auto-interesse apesar das convicções políticas é natural. Na verdade se ofendem com isso meus amigos esquerdinhas quando comento que assim como Ayn Rand recebeu benefício previdenciário no fim da vida, Marx, economista que era, especulou na bolsa de Londres (meu propósito não é comentar seu insucesso)...'

    Não tem nada de natural, isso é apenas querer justificar falta de honestidade e de vergonha na cara.E se a Ayn Rand fez isso não muda nada, ela está errada também.
  • Double  14/08/2015 03:35
    Caro Senhor Paulo,

    Também tenho pensado bastante nesta questão e gostaria de comentar alguns pontos com você.
    Primeiramente, ser funcionário público não torna incongruente você entender e inclusive defender o liberalismo.
    Com relação ao livre mercado, entendo que existem os patrões e existem os empregados. É um DEVER do patrão pagar o mínimo possível, porque assim ele consegue produzir com menores custos e ganhar mais mercado e, em última instância, gerar mais concorrência e produtos mais baratos para a sociedade como um todo. Afinal, quando você vamos ao supermercado, não nos importamos com o salário dos trabalhadores que produziram aquelas mercadorias. Damos importância ao preço e qualidade. Mesma qualidade e menor preço, preferimos pagar menos. Isto é universal. Assim, na verdade somos nós quem obrigamos os patrões a seguir esta regra.
    Por outro lado, os empregados têm o DEVER de procurar sempre trabalhar pelo maior salário possível. Num mercado livre e justo, isto ocorre através de ganho de produtividade, seja com especialização, uso de maquinários ou outros. Um funcionário consegue barganhar melhor salário quando se torna mais produtivo e essa é justamente sua obrigação. Quando ele fica mais produtivo, os produtos em que ele está envolvido têm um custo de produção menor, ficando mais barato, aumentando a concorrência. A sociedade ganha como um todo.
    Quando esses preceitos não ocorrerem, a empresa estará fadada ao fracasso, porque os concorrentes certamente seguirão estas "regras" e farão melhor por menos.
    Veja bem, aqui entra a questão do funcionário público. Na verdade, ele está simplesmente seguindo a regra estabelecida, ou seja, ele está procurando o melhor salário. Funcionários públicos são muito capazes (afinal, normalmente derrotaram uma série de outros concorrentes em provas acirradas). O problema é que normalmente, são desestimulados de serem produtivos desde o início. Isto ocorre por diversos motivos, mas não vem ao caso agora.
    Voltando ao tópico, você não precisa deixar de concordar com o liberalismo só porque é funcionário público, afinal, você está seguindo as regras. Quem não está seguindo, é o governo, que estimula os monopólios (inclusive estatais) e a improdutividade. Inclusive vou ser mais incisivo: Estranho seria se alguém deixasse de lado um salário melhor só porque não concorda com impostos altos. Deixando o emprego, tudo o que conseguiria é um salário menor e outro trabalhando no seu lugar. Quando ocorrer privatização do seu setor, ótimo, brigar por melhor produtividade e melhores salários. Senão, procurar outro emprego (inclusive em outro cargo público, se este for o melhor pago, por que não?).
    Acho que aqui no Mises não deveria existir este tipo de "nós contra eles". Todos juntos lutando por uma só causa, o liberalismo e a redução do tamanho do estado. Sem bravatas. Isso não adianta.
    Abraços!



  • Funcionario publico  14/08/2015 12:00
    Double,

    Justamente, "we against the world" é típico do sapo barbudo, onde delimita uma linha imaginária que separa as correntes ideológicas diferentes, rotulando como inimigos os que ousem pensar diferente.

    O que tento aqui é isso, um relacionamento cordial entre os comentários. Eu poderia, muito bem, mudar meu nick, de funcionário público para outro que não me causasse tanto stress aqui (tipo O Liberal). Mas não! Por quê vou esconder, mudar de nome, apenas para fugir das discussões e concordar e meter o pau no "funça"?

    O que deve ocorrer é que muitos estão acostumados com as discussões acaloradas do facebook, diálogos com muita animosidade, e confundem o Mises.org com essas ditas "redes sociais". Tipos de pessoas que não ofenderiam com tamanha intensidade no "frente a frente", se é que me entendem...
  • Erich Fhc   12/08/2015 15:06
    Socializar o faturamento obtido por metas. Você mata o seu funcionário esforçado e os vagabundos que vão bater cartão adoram. Se não corrigir a tempo o faturamento vai cair. Pois o vagal só ta la ocupando espaço. E o funcionário bom não tem incentivo pra crescer.
  • Tiago RC  12/08/2015 15:12
    Essa, portanto, é toda a teoria econômica presente nessa situação. Ela começa e termina com as preferências e expectativas do empreendedor e de seus empregados.

    Será mesmo?

    Sim, pagar a um empregado mais o que ele te gera é um ato de caridade. Mas há um detalhe importante: para poder praticar caridade, você primeiro precisa obter os recursos para isso.

    Esse custo excessivo dos empregados menos produtivos tem que ser pago de alguma outra forma. Seja através de salários mais baixos aos mais produtivos, seja através de maiores custos aos clientes etc. Há também a possibilidade de se usar poupança previamente acumulada, mas isso só pode durar um certo tempo.

    Ou seja, de uma maneira ou de outra, a empresa que paga mais do que o valor de mercado por um serviço está sendo menos eficiente em garantir a satisfação de seus clientes do que poderia ser. Se essa "diferença de satisfação" entre o "ótimo" e o praticado for muito grande, algum concorrente mais eficiente pode tirar essa empresa do mercado.
  • Pobre Paulista  12/08/2015 15:32
    Um errinho aqui:
    Caridade é apenas um indivíduo fazer o que quer com o seu próprio dinheiro. Ou seja, capitalismo.

    Não é capitalismo, é livre-mercado. Capitalismo é sobre empregar capital para tornar o trabalho produtivo. Livre mercado é sobre fazer o que bem se entende com o próprio patrimônio. Caridade é um fenômeno do livre mercado, não um fenômeno capitalista.
  • Felipe  12/08/2015 15:56
    Errado Pobre,

    Capitalismo é quando há liberdade para o sujeito ter e adquirir meios de produção (capital, mão-de-obra, terra). Ou seja, capitalismo é quando há propriedade privada dos meios de produção.

    Ou seja, a frase está correta (liberdade para fazer o que quiser com seu dinheiro é capitalismo)

    Obs.: Capitalismo é o livre-mercado em um estágio desenvolvido.
  • Pobre Paulista  12/08/2015 16:54
    Não confunda os conceitos.

    Capitalismo é apenas sobre usar capital para tornar o trabalho produtivo. Ponto. Um comunista que marque um protesto via facebook está sendo capitalista - sem o facebook o trabalho dele de juntar pessoas seria terrivelmente mais difícil.

    Livre mercado é um conceito derivado do PNA. Se algo é meu, eu posso fazer o que quiser com ele. Eu posso ser dono de 100 hectares de terra e querer fundar uma sociedade comunista lá dentro se eu quiser.

    Muitas nações socialistas adotam modelos de produção capitalistas, mas completamente contrárias ao livre mercado, via protecionismo econômico. Pelo seu conceito, elas deveriam ser o exemplo supremo de livre mercado.
  • Tannhauser  12/08/2015 17:32
    Questão interessante e simples.

    Talvez o Leandro poderia inserir aqui a definição de "Capitalismo", segundo a doutrina.

    Vejo muita gente contra o "capitalismo", mas a favor do Uber, por exemplo. Não estariam estes entrando em contradição?
  • Leandro  12/08/2015 17:52
    Capitalismo:

    Sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção.

    É caracterizado pela busca do interesse próprio em termos materiais — em um ambiente livre da iniciação de força física —, e seus alicerces são culturalmente influenciados pela razão.

    Tendo por base suas fundamentações e sua natureza essencial, o capitalismo é mais detalhadamente caracterizado pela poupança, pela acumulação de capital, pelas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, pelo interesse próprio financeiro, pela busca do lucro, pela livre concorrência, pela desigualdade econômica, pelo sistema de preços, pelo progresso econômico, e por uma harmonia da busca pelo interesse próprio material de todos os indivíduos que dele participam.

    "Vejo muita gente contra o "capitalismo", mas a favor do Uber, por exemplo. Não estariam estes entrando em contradição?"

    Totalmente.
  • Felipe  12/08/2015 17:54
    "Capitalismo é apenas sobre usar capital para tornar o trabalho produtivo. Ponto. "

    Coreia do norte também usa capital para tornar o trabalho produtivo, banco do Brasil também...e assim vai. E isso é capitalismo?

    Não cara, desculpe, mas esse conceito é invenção sua.

    E se não acredita em mim, então leia as palavras de Mises:"em uma sociedade baseada na divisão do trabalho: o sistema da propriedade privada dos meios de produção, que, em sua forma desenvolvida, chamamos de capitalismo;" (Liberalismo)

    "Muitas nações socialistas adotam modelos de produção capitalistas, mas completamente contrárias ao livre mercado, via protecionismo econômico,"


    Não, uma nação ou é socialista ou capitalista. Ou a propriedade é privada ou é pública.
    A interferência do governo sobre a propriedade privada pode não eliminar o regime capitalista, mas sua ação não configura como capitalista.

    O correto seria dizer que vivemos num regime com capitalismo regulado, em oposição ao capitalismo liberal (que seria o livre mercado ou o liberalismo econômico).

    "Pelo seu conceito, elas deveriam ser o exemplo supremo de livre mercado."

    Nunca disse isso. No socialismo simplesmente não existe liberdade para adquirir meios de produção. No socialismo, por definição, todos os meios pertencem ao estado, é simplesmente o oposto do que definir como capitalismo e livre mercado.
  • Pobre Paulista  12/08/2015 23:34
    Coreia do norte também usa capital para tornar o trabalho produtivo, banco do Brasil também...e assim vai. E isso é capitalismo?

    Sim. Isso só mostra o quão contraditório estes energúmenos são.

    Não, uma nação ou é socialista ou capitalista.

    A China é o que? Um socialismo pleno baseado no sistema de produção capitalista.

    então leia as palavras de Mises

    Mises não inventou o Capitalismo. A propósito quem cunhou este termo foi Marx, tentando ser pejorativo.

    Capitalismo significa acumular capital. Capital é tudo aquilo que aumenta sua produtividade no trabalho, o que significa aquilo que gera riqueza. Capitalismo é riqueza.

    Um nerdental que tenha usado um osso de antílope para caçar foi um capitalista. Sem o osso, o trabalho de caçar seria mais difícil.
    Um fazendeiro do século I que usou um arado para plantar foi um capitalista. Sem o arado, o trabalho dele de plantar seria mais difícil.
    Um cantor que tenha gravado um CD é um capitalista. Sem o CD, o trabalho dele divulgar sua música seria mais difícil.

    Todos estes artefatos geraram riqueza a seus portadores, portanto são bens de capital.

    Entenda que o capitalismo funciona muito melhor num livre mercado, onde há um sistema de preços capaz de guiar racionalmente o sistema produtivo, do que em uma economia centralizada ou planejada. E que o livre mercado não depende em nada de um sistema capitalista para funcionar, apesar de inexoravelmente levar a um, dada a natureza humana de tentar melhorar de vida. Mas você já deve saber disso, afinal você já leu Mises, não é? :)

    Aqueles que se opõe realmente ao capitalismo são aqueles que abominam por completo tudo o que é tecnologia e progresso. Coloque aí os Monges Budistas, os Amishes, aquelas comunidades hippies da califórnia dos anos 70, o Unabomber, entre outros.
    Os demais esquerdistas são apenas incoerentes lutando contra algo que eles usam para seu próprio bem.
  • Felipe  13/08/2015 12:52
    Pobre,

    Para Marx, o capitalismo era o sistema em que o capital ficava em mãos de um grupo (a burguesia), e este grupo através do estado mantinha seu poder sobre os demais (o proletário).

    É justamento o socialismo que ele defende, em oposição ao capitalismo, que transferiria o capital das mãos burguesas para o proletário. Por isso socialismo é a estatização e capitalismo é a privatização (o que está de acordo com a definição que falei).


    Veja outras pessoas que concordam comigo, além de Mises e Marx:

    Friedman
    "capitalismo competitivo - a organização da maior parte da atividade econômica por meio da empresa privada operando num mercado livre"

    Wikipedia
    "O capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção, distribuição, decisões sobreoferta, demanda, preço e investimentos são em grande parte ou totalmente de propriedade privadae com fins lucrativos e não são feitos pelo governo"


    Obs.: A china adota um regime de capitalismo regulado. É capitalismo por que há propriedade privada dos meios de produção. E é regulado ( e bem regulado) porque o estado regula a atuação desses proprietários.
  • Henrique Zucatelli  12/08/2015 15:38
    Excelente exemplo de como no micro a distorção já é enorme, imagina no macro...


    Mudando um pouco de assunto, qual o grau de formalidade da Premiere? Eu sei que todos são liberais, mas é obrigatório o social, ou sport fino já condiz com a ocasião?

    Falo isso porque sou assumidamente Hipster, e tenho pouquíssimas roupas sociais (risos).

    Abraços,
  • Leandro  12/08/2015 16:02
    À vontade. Apenas não apareça nu, pois isso violaria o princípio da não-agressão às minhas inocentes retinas.
  • Henrique Zucatelli  13/08/2015 01:03
    Com certeza não seria nada bom hahaha

    Obrigado Leandro!
  • Diego JD   12/08/2015 16:14
    Houve um caso parecido em Caxias do Sul na década de 1940, quando um dono de uma metalúrgica resolveu tomar a mesma medida. Logo após o ex proprietário foi demitido e posteriormente a empresa faliu.
  • anônimo  12/08/2015 19:31
    Hum, interessante isso, sou gaúcho, tu sabes o nome da empresa ou algum link?
  • Marcio Augusto Lopes   12/08/2015 16:15
    Mas isso já acontece nas escolas brasileiras, onde quem não faz nada é promovido e desestimula os bons alunos.
  • Nelson  12/08/2015 16:18
    Ayn Rand, como sempre, já havia previsto isso e acertado as consequências:

    www.focoliberal.com.br/blog/a-fabrica-de-motores-seculo-xx
  • Ned  12/08/2015 19:05
    Para quem não sacou a referência, uma breve explicação na apresentação do texto: O trecho é longo — é parte de A Revolta de Atlas, romance em que Ayn Rand conta, entre outras coisas, como uma fábrica de ponta e extremamente produtiva é destruída por idéias igualitárias.

    Aproveitando a oportunidade, sugiro a leitura de "A mentalidade anticapitalista", do próprio Ludwig von Mises, mais especificamente a parte que trata sobre o "ressentimento dos 'primos'". Ah sim, o livro tem aqui no próprio site: www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=34
  • Gustavo Nogueira Marques De Oliveira  12/08/2015 17:09
    Experiência científica importante para mostrar que não somos iguais.
  • Paulo  12/08/2015 17:10
    Uma observação: no serviço público é mais ou menos assim. Só existe uma suposta meritocracia quando exclusivamente da admissão. Depois, zero. Repito: zero.

    E não tem essa de querer criar valor para a instituição. Não se pode trabalhar. Mesmo que se consiga, além de arrumar inúmeros inimigos, você verá vagabundos ganhando salários acima de 20.000 para ficar à toa, ou, pasmem, enchendo a cara de cachaça no próprio local de trabalho ou criando problemas pelo simples motivo de criar problemas.

    Não é de se espantar que a tributação esteja em 40% da riqueza criada pelo país.
  • Funcionario publico  13/08/2015 17:14
    Paulo,

    Você tem razão. Os órgãos públicos estão contaminados, ora por discursos sindicais emanados de ódio, ora por "dane-se o país, eu quero o meu e pronto".

    Diz certa estatal que a meritocracia é um de seus pilares contidos na Identidade Corporativa/Valores. Agora vai ver se isso é verdade...

    www.correios.com.br/sobre-correios/a-empresa/quem-somos


  • Thiago Teixeira  12/08/2015 17:40
    Henrique Zucatelli 12/08/2015 15:38:03

    Excelente exemplo de como no micro a distorção já é enorme, imagina no macro...

    .

    Gustavo Nogueira Marques De Oliveira 12/08/2015 17:09:52

    Experiência científica importante para mostrar que não somos iguais.

    .
    Subscrevo.
    Nothing else to say.
    .

    Pena morar longe de Sampa. Iria à Première com satisfação!
  • Henrique Zucatelli  13/08/2015 01:11
    Tirando a premiere, sorte a sua morar longe de sampa.

    Nosso prefeito é uma espécie de reencarnação do kmer vermelho, que ao invés de odiar intelectuais, odeia carros.

  • Silvio  12/08/2015 19:22
    A história nos ensina que as pessoas não aprendem com a história: https://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Owen
  • Jose Salomao  12/08/2015 23:15
    Esses recursos extras distribuídos de forma anti meritocrática aos funcionários poderiam ter sido utilizados em forma de benefícios e treinamentos, isso sim teria um grande potencial para melhorar o desempenho da empresa juntamente com a satisfação dos funcionários.
  • Bernardo F  13/08/2015 13:32
    O artigo é interessante.
    Só quero ver qual será o resultado financeiro da empresa daqui a um ano.
    Será que o lucro irá aumentar? Será que ratios como return on equity terão melhor desempenho?
    Aguardemos.
  • Tio Patinhas  13/08/2015 13:59
    É incrível como as pessoas não conseguem entender que imposto é roubo. Parece que elas não sabem a diferença entre voluntarismo e coerção, não tem princípios e não se sentem mal com a situação.

    A ainda tem gente que fala que o brasil tem futuro, esqueçam, não tem. Que a população está ficando mais liberal, esqueçam, não está.

    Obrigado.
  • Almeida  13/08/2015 16:57
    Como os países nórdicos e os com menor desigualdade social conseguem os melhores indicadores sociais do mundo?

    financesonline.com/how-income-inequality-affects-crime-rates/

    www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-41612011000100007

    jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-relacao-entre-desigualdade-e-criminalidade

    Maiores indices de inovação, menor crime, melhor saúde, melhor produção cientifica e cultural são os fatores mais gritantes.

    É claro, nada é perfeito e ainda falta muito para atingir o ideal, como vemos, mas não concordo que o estado mínimo seja a única saída contra corrupção e melhores fatores sociais, como se dá à entender lendo as matérias do mises.org .
  • Prado  13/08/2015 17:29
    "Como os países nórdicos e os com menor desigualdade social conseguem os melhores indicadores sociais do mundo?"

    Eis o ranking do IDH:

    1 - Noruega
    2 - Austrália
    3 - Suíça
    4 - Países Baixos
    5 - Estados Unidos
    6 - Alemanha
    7 - Nova Zelândia
    8 - Canadá
    9 - Singapura
    10 - Dinamarca

    Ou seja, à exceção da Noruega, que bóia sobre petróleo, os outros três nórdicos estão longe de apresentar os "melhores indicadores sociais do mundo". Suécia e Finlândia, aliás, nem estão entre os dez primeiros.

    Ou seja, você já começou sua premissa mentido deslavadamente. E ainda teve a pachorra de acusar este site de ser mentiroso.

    No entanto, pelo bem debate, vou responder à sua pergunta. Sabe por que os escandinavos conseguiram prosperar e enriquecer? Porque, segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil, se você quiser importar pela internet, pagará no mínimo 60%);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (no Brasil, chega a 34%);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

    6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    O único quesito em que os nórdicos superam o Brasil em ruindade é no IRPF, cuja alíquota máxima lá é maior que a daqui.

    Aí, cabe a você explicar que o enriquece deles se deve ao alto imposto de pessoa física, e não às liberdades econômicas muito maiores que eles usufruem.

    Sugestão de artigo:

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"

    Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

    Sobre a grande depressão da Suécia
  • 46  13/08/2015 17:40
    Carambola, não passa uma semana aqui sem aparecer um paraquedista enchendo o saco sobre os países nórdicos.
  • .44  13/08/2015 17:46
    E o mais legal é que eles chegam com aquela postura empáfica de quem jura ser o primeiro a estar fazendo esta pergunta tão original (que é simplesmente a pergunta mais feita na história deste site).
  • Opinador  13/08/2015 17:43
    "Como os países nórdicos e os com menor desigualdade social conseguem os melhores indicadores sociais do mundo?"

    Geralmente existe essa confusão:

    Desigualdade ou igualdade social não quer dizer que o país é mais rico ou menos rico.

    Os EUA apresentam desigualdade e as pessoas tem um ótimo padrão de vida em média.

    O Zaire é bem mais igualitário e as pessoas vivem na miséria em média.

    Isso que o pessoal da esquerda classifica como baixa desigualdade nos países nórdicos nada mais é que o retrato da qualidade de vida em média da população mensurada em IDH.

    Isso é possível porque o país é rico.

    Ou seja, não é uma igualdade forçada por lei, mas um consequência da riqueza do país.

    Com certeza existem milionários nos países nórdicos.

    Mas uma coisa é ser pobre na Noruega , outra é ser pobre na Jamaica ou no Brasil.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1769

    diariodeumexcomunista.blogspot.com.br/2013/10/a-falacia-da-desigualdade-social.html





  • Funcionario publico  13/08/2015 18:10
    Corretos os exemplos que você citou.

    "Desigualdade ou igualdade social não quer dizer que o país é mais rico ou menos rico. Os EUA apresentam desigualdade e as pessoas tem um ótimo padrão de vida em média. O Zaire é bem mais igualitário e as pessoas vivem na miséria em média."

    A igualdade que o socialismo prega é a igualdade no nível da miséria, não o contrário.
  • anônimo  13/08/2015 17:50
    Os países escandinavos adotam um modelo misto de liberalismo econômico com estado assistencialista.

    Engana-se quem acha que liberalismo é apenas carga de tributária. Liberalismo econômico é liberdade para ter e atuar com os meios de produção.

    Nos países escandinavos existe um fácil acesso para você adquirir meios de produção e uma alta liberdade para você atuar com eles. (Tudo isso terá como consequência um setor privado eficiente e produtivo)

    3 fatos sobre os países escandinavos:
    - Tem excelentes posições nos ranking que medem liberdade econômica (doing bussiness, Heritage)
    - São abertos economicamente. Não só a taxação para importar é baixa, como existe ampla liberdade para os investimentos externos.
    - Possuem moeda forte, a inflação poucas vezes passa dos 2%.

    Com tudo isso é fácil entender os bons indicadores desses países. O estado assistencialista só ainda não prejudicou a economia porque esses países possuem um setor privado rico e livre.

    E se você ainda acha que o assistencialismo é um ponto positivo, então leia este texto:
    Como o assistencialismo corrompeu a Suécia
  • Anderson  13/08/2015 22:14
    anônimo,


    Outra coisa interessante no mercado de trabalho dos países nórdicos é que os adolescentes já são incluídos no mercado mesmo sem estagiar ou trabalhar. É que, geralmente, as escolas daqueles países têm matérias voltadas para o trabalho, como a de empreendedorismo, e tudo isso com aulas práticas (dentro de fábricas, lojas e etc). Até as aulas "convencionais" (matemática, línguas, física e outras) incentivam os alunos ao emprego e empreendedorismo, com adaptações para as vagas de trabalho mais demandadas, por exemplo: professores de física que tentam mostrar conceitos dessa ciência aplicados nos mais variados trabalhos.

  • Anderson  13/08/2015 22:04
    Para Almeida,


    Você só pode (re)distribuir algo somente se esse algo já existe, ou seja, você só pode se dar ao "luxo" de ser um indivíduo caridoso apenas quando tem grana (ou algum bem de consumo) nas mãos. A mesma lógica acontece no caso do assistencialismo praticado pelo governo, ele só pode meter a mão (e que mão pesada!), em parte do dinheiro dos indivíduos produtivos para redistribuir, se, e somente se, esses indivíduos possuírem riquezas. A produção antecede a caridade e o assistencialismo.

    Um artigo útil para você entender essa questão : A criação de riqueza é muito mais importante que a caridade; sem a primeira não existe a segunda
  • Agente Municipal de Londrina  13/08/2015 21:13
    Paulo Bezerra, parabéns pelos argumentos aqui postados.
    Há anos, desde 2009, que acompanho este site e posso te garantir uma coisa:

    "Procuro ser coerente em minha busca pela verdade. Como a verdade sempre muda me dou ao direito de ser incoerente."
    Gandhi.

    Aprendi muito com Mises, mas muito mais com Hayek.

    É só.

    Abraços.

  • Bruno  13/08/2015 21:48
    Essa é a Motores Século XX, versão Século XXI.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  14/08/2015 05:17
    Ao @Tio Patinhas e aos ditos defensores de livre mercado ou aos que são contra qualquer ação estatal. [não sou de direita nem de esquerda. Leiam meus comentários em Aqui].

    Vocês já assistiram ao filme Matrix? Já leram as diversas interpretações?

    A mais profunda e largamente aplicável é a do Matrix: Reloaded, no encontro de Neo com o Arquiteto. O arquiteto diz a Neo que um sistema onde todos são obrigados a enxergar da mesma forma, sem pontos negativos ou falhas, inexoravelmente se destrói.

    Essa verdade parte da teoria científica de que não existem sistemas fechados, e que portanto, vigora a entropia e tudo tende a piorar (piora sob a ótica de alguém, o que quer dizer que uma situação estável também é ruim, sob outra perspectiva).

    Um sistema só funciona se as partes sabem que o sistema é falho, e que este permite ser alterado. Por isso, ninguém sabe que Neo é o sexto "revolucionário". Não sabem que a própria realidade que estão é falsa - interpretação derivada do "código amarelo" visto por Neo no fim da sequência Matrix: Revolutions.

    Outro ponto importante e sutil, do Matrix: Revolutions, quando Neo luta com Smith, seu nêmesis: Smith diz a Neo que NÃO HÁ ESCOLHA, A ESCOLHA É UMA ILUSÃO CRIADA PELOS MAIS FORTES PARA ENGANAR OS MAIS FRACOS (*).

    O que isso significa? Que mesmo em um sistema de livre mercado, há controle, regido por aqueles que detêm os meios de poder - seja este o dinheiro, seja a produção industrial, as terras, os meios de educação, a religião, os instrumentos bélicos, a mídia, etc.

    Então, meus caros, vocês defendem a não existência do estado, ou a sua mínima interferência, para que vocês possam exercer o controle do sistema! Em suma, um estado informal auto-organizado. Então, o faturamento de vocês passaria a ser roubo, assim como é roubo aquilo que o Estado cobra como imposto.

    Conclusão: os dois roubam, cada qual, de uma maneira. O da iniciativa privada, com sua lábia e poder capital, e o Funcionário do Estado, com sua prerrogativa legal e a compulsão tributária. Ou os dois não roubam. As duas afirmações são contraditórias, mas ambas verdades.

    Estou defendendo o atual sistema? Não. Estou pressupondo que a verdade que deve me guiar, oferecendo a vocês, seja a (*). Não adianta: o Brasil não se libertará. Ele é parte de um sistema que está em colapso, um colapso natural à própria essência [estou falando em âmbito internacional].

    A esquerda já teve seu ápice no Brasil, na atual época. Vai durar mais algum tempo, quando o sistema irá rachar, e irá rumar à toda velocidade ao extremo oposto, a direita, quando novamente, o sistema irá entrar em colapso por tentar forçar a uniformidade [não quero dizer uniformizar as pessoas, mas a sua ação perante o sistema] e irá rumar de novo para a esquerda.

    Esse ciclo é eterno, é a nossa realidade. É assim em todos os países; claro, que de forma mais sutil, com períodos de oscilação diferentes.

    Com relação ao artigo, não acho que todas as pessoas da empresa devam ganhar o mesmo. No final das contas, o que estimula o funcionário é o osso [salário] que ele poderá ganhar se realizar certos intentos.

    É necessário um estudo para quantificar a margem de contribuição que as funções acessórias - como RH e administrativo - agregam ao resultado final, porque não acho que uma diretora de RH deva ganhar o mesmo que um diretor de produção, quando esta está incutida em máfias e propinas de empresas de RH e esse último seja cobrado apenas pela redução dos custos e maior produtividade.
  • Tio Patinhas  15/08/2015 20:29
    Não sei pq sua resposta é especificamente para mim, no final das contas vc concorda que imposto é roubo e que o brasil está fadado ao insucesso.

    Apenas discordo que o livre mercado equivale a imposto, mesmo considerando "lábia e dinheiro" ambos são bem diferentes de colocar uma arma na cabeça e obrigar vc a pagar ou morrer (ou ir preso, o que nas medievais cadeias brasileiras é quase a mesma coisa).

    Obrigado.

  • Alexei Dimtiri Diniz Campos  16/08/2015 06:42
    Meu comentário não foi especificamente para você, apenas lhe nomeei pelo que disse: '[...] Parece que elas não sabem a diferença entre voluntarismo e coerção [...]', e expandi o escopo para aqueles que defendem o livre mercado.

    Como disse em meu comentário, não existe situação boa para todos, existe sempre alguém por cima e alguém por baixo. Exista Estado ou não, existe controle. E dessa forma, a exploração só passa de mãos. Então, dizer que o que o estado faz é roubar é infundado, mesmo porque há restituição [no Brasil, mal feita], mesmo que ínfima.

    A definição de roubo é tomar algo sem nenhuma garantia de restituição, logo, a palavra é equivocada.

    Se formos ter uma visão unilateral, os empresários são ladrões e os trabalhadores vítimas, pois sua mais valia é roubada. Mas como disse, uma visão única é leviana, pois, em sentido pejorativo, todo o sistema capitalista é baseado em roubo, pois a mais valia ou lucro é sempre fruto de usar algum artifício - competência, necessidades de Winslow, etc.
  • Tio Patinhas  17/08/2015 12:37
    A definição de roubo independe de eventual restituição ou não. Se eu coloco uma arma na sua cabeça e pego sua carteira, não importa se depois eu devolva parte dela (ou mesmo tudo), eu roubei você.

    Em relação a mais valia, não consigo aceitar, alguém apenas pode contratar outra pessoa se tiver lucro, se houvesse mera mais valia, bastaria contratar pessoas e lucrar com a mais valia delas. E uma doméstica? É um comodismo, ou ela pega a mais valia do patrão?

    Roubo é o ato de pegar a força algo que pertence a outra pessoa, mas se essa pessoa voluntariamente compra algo, ela não está sendo roubada. A compra é uma troca.

    Obrigado.
  • Anderson  16/08/2015 00:23
    Outro ponto importante e sutil, do Matrix: Revolutions, quando Neo luta com Smith, seu nêmesis: Smith diz a Neo que NÃO HÁ ESCOLHA, A ESCOLHA É UMA ILUSÃO CRIADA PELOS MAIS FORTES PARA ENGANAR OS MAIS FRACOS (*).

    O que isso significa? Que mesmo em um sistema de livre mercado, há controle, regido por aqueles que detêm os meios de poder - seja este o dinheiro, seja a produção industrial, as terras, os meios de educação, a religião, os instrumentos bélicos, a mídia, etc.

    Então, meus caros, vocês defendem a não existência do estado, ou a sua mínima interferência, para que vocês possam exercer o controle do sistema! Em suma, um estado informal auto-organizado. Então, o faturamento de vocês passaria a ser roubo, assim como é roubo aquilo que o Estado cobra como imposto.






    Sinceramente, o senhor está equivocado demais. Desde quando uma frase dita num filme se torna evidência para afirmar se uma teoria é correta ou não?

    E que espantalho é esse meu filho? que "nós exercermos o controle do sistema". Você está realmente falando sério?

    E eu não entendi essa questão de poder sobre o sistema, no caso dos detentores dos "meios de produção"(terra, bens de capital, matéria-prima e etc.). Você está generalizando coisas, um mercado não age numa mesma linha (no sentido de concepção de poder ou controle sobre os consumidores), o mercado é disperso, complexo e com bilhões de informações ocorrendo dia após dia. Como é possível as empresas se juntarem e formarem um cartel global (lembrando que cartéis de empresas são formados por governos)? Explique!

    E para você que não sabe, cada consumidor (um possível "alienado", segundo você) é também um produtor, pois o indivíduo, detentor de moeda, só possui as tais moedas por ter produzido algo (mesmo que esse indivíduo não tenha bens de capitais) em alguma empresa/fábrica ou em outros ramos de mercado, logo todo "mundo controla todo mundo" ( o mercado se auto regula).

    Sua crítica não faz sentido, seu pensamento está fundamentado em uma premissa errônea, que não procede, é coisa de filme.
  • Alexei Dimtiri Diniz Campos  16/08/2015 07:34
    '[...] Desde quando uma frase dita num filme se torna evidência para afirmar se uma teoria é correta ou não?'

    A origem de uma afirmação não tem nenhuma natureza com sua fonte. O fato de um bêbado dizer aos filhos que não deva beber não desmerece sua atitude como pai.

    '[...] E que espantalho é esse meu filho? [...] controle [...]'

    Desde que o mundo é mundo, manda quem tem coragem, respeita quem tem juízo.

    As empresas são entidades também, como as pessoas. Nascem, crescem e morrem. Como que as empresas estendem sua vida? Assim como ocorre naturalmente, são os animais de maior tamanho que tem a tendência de viver mais. Pois é assim que uma empresa permanece viva: precisa se tornar grande.

    Agora, além de se tornar grande, o que outro fator é necessário? Concorrência. Se houver concorrência aos montes, não há como haver controle. Então, é permitida a existência de um grande número de pequenas empresas, desde que essas nem entrem no radar das grandes, enquanto isso, a maior parte do mercado é das grandes.

    '[...] Como é possível as empresas se juntarem e formarem um cartel global [...]?'

    Para aqueles que até agora retrucam que é um absurdo isso de que os grandes sempre mandam, auto regulagem de mercado, etc, até parece que não conhecem história, e nem conhecem o nosso amigo intrometido EUA, que faz guerras com outros países com uma desculpa como 'terrorismo' e 'armas de destruição em massa'.

    Me diga! Quem são os grandes da área de informática, no mercado dos EUA? Google, Yahoo, Apple, Microsoft, IBM, Intel, AMD, Dell... Agora me digam que eles não mandam em seu mercado, cada qual em seu segmento? [a área de informática é a área menos regulamentada no mundo, então, não há exemplo melhor].

    Agora, expanda isso para as outras áreas. Me diga uma grande empresa que não possua gerência/diretoria/presidência/maioria dos acionistas que seja nacional e não seja estatal ou de economia mista. Não há! Porque? Compradas, falhidas, ou de alguma forma destruídas pelas grandes, junto com o governo.

    '[...] cartéis de empresas são formados por governos [...]'

    Incorreto, inverídico. Nunca ouviu falar de "por fora"? De "Bola"? Ou não sabe que boa parte dos compradores ganha propina para escolher os fornecedores?

    Não sabe que as gestoras de RH ganham por fora, para usar os serviços de empresas terceirizadas de RH, ganhando uma comissão por cada entrevistado?

    Não sabe que diretores financeiros ganham quando deixam de investir num determinado banco ou no outro? Ou que os diretores financeiros, a despeito de uma economia genuinamente inflacionária prefere gastar a maior parte do orçamento em financiamentos, gerando burocracia para que equipamentos sejam comprados?

    Outra coisa, se uma grande empresa resolve terceirizar um determinado serviço para outras três. Você acha que uma delas leva tudo e as outras se viram? Ou que há um acordo mútuo para que cada hora uma ganhe um pouco, sempre respeitando aquelas que possuem um patrimônio maior?

    Para finalizar essa parte, caso não saiba, a maioria das pessoas que estão no mercado ou são pessoas que estão entrando e não sabem nada do mercado, falindo pouco depois, ou são apenas especuladores, pessoas que trabalham para empresas que ouvem sobre determinado produto e vão dar uma de atravessadores, com nenhuma intenção de agregar valor, apenas explorar as poucas cabeças técnicas que sabem como o produto funciona.

    '[...] todo " mundo controla todo mundo [...]"'

    Papo furado, todas as pessoas tem necessidades, são obrigadas a comprar/vender, não há escolha, e se elas querem sobreviver, elas devem participar da cadeia de comando.

    O mesmo ocorre com as empresas, se as empresas sempre tivessem que depender do mercado, não existiria planejamento de longo prazo, não existiria lógica na contabilidade e o mercado financeiro não serviria para nada. Quem fosse orçamentista teria mais valor do que quem produz. A inflação seria exorbitante. Te lembra alguma coisa, das décadas anteriores ao plano Real?

    '[...] Sua crítica [...] uma premissa errônea, que não procede, é coisa de filme.'

    Não se pode dizer que uma premissa é errônea pela sua fonte, seria o mesmo que dizer que a sua defesa de livre mercado é errônea porque é teoria vinda de alguém que sempre exerceu o papel do capitalista.

    Seria o mesmo que dizer que estudar matemática por livros é perca de tempo, realidade uma coisa, teoria outra. Ou então, que o professor é uma pessoa que deve ser escória, pois não produz nada a não ser palavras sem valor, pois nunca trabalhou na vida, ou por ser professor, merece ser menos do que quem trabalha miseravelmente para uma empresa.

    Interessante, creio que errônea seja uma premissa falsa, por haver outra verdadeira que seja oposta. Como que empresas grandes sobrevivem por anos sem serem destruídas, sem formarem acordos entre si? Como que você pode continuar trabalhando [em um longo período de tempo] para uma empresa sem possuir meios de aumentar seus resultados, ganhando o menos possível pela empresa e sem ganhar nada por fora? Como um sistema sem hierarquia definida pode funcionar sem haver colapso, baseados em pessoas?

    Nenhuma dessas respostas é verdade no longo prazo, veja a história e você perceberá que sempre se escolheu o melhor caminho para permitir uma sobrevivência de longo prazo, culminando nos movimentos de "esquerda para direita" e "direita para esquerda". Momentos em que não houve tal "balanço" foram momentos de conflitos, guerra e tensão. Daí, o efeito Matrix.

    Seria interessante dizer sobre a sua empresa, para que eu pudesse explicar o que pode ocorrer com ela a partir de nossa situação econômica até o futuro, sobre a minha ótica. Assim, você pelo menos terá consciência de como pode se salvar quando acontecer alguma coisa muito grave, porque o que vai acontecer com quase todas as empresas brasileiras, com bons administradores ou não, nos próximos três anos é aterrorizante.
  • anônimo  17/08/2015 13:25
    Me diga! Quem são os grandes da área de informática, no mercado dos EUA? Google, Yahoo, Apple, Microsoft, IBM, Intel, AMD, Dell... Agora me digam que eles não mandam em seu mercado, cada qual em seu segmento? [a área de informática é a área menos regulamentada no mundo, então, não há exemplo melhor].

    Esse papinho de monopólio/oligopólio perfeito já foi esmigalhado várias vezes aqui, a diferença é que os outros pelo menos foram homens o bastante pra admitir que eram comunistas e achavam que a solução pras "arbitrariedades do capitalismo" é o Politburo controlando tudo - já você prefere ficar se fazendo de imparcial - "não sou de direita nem de esquerda" - com a camiseta do Che por baixo do casaco.

    Nas palavras do Leandro, respondendo a esquerdalha:

    "Pois com a concentração de capital e recursos no seio das empresas que "vencem" no mercado, é inevitável que estas (ou os agentes individuais que as presidem) busquem assegurar sua posição de lucratividade, inclusive recorrendo a expedientes de cartelização/monopolização/barreiras de entrada, mesmo numa economia hipotética na qual o Estado não atue."

    E como isso ocorreria? Não há um mísero exemplo histórico disso.

    Em primeiro lugar, como explicado nesse artigo(Monopólio bom e monopólio ruim - como são gerados e como são mantidos), quanto mais uma empresas cresce, mais ineficiente ela se torna, o que abre espaço para a entrada de um concorrente mais enxuto e mais eficiente.

    A única coisa que pode proibir o surgimento de um concorrente enxuto para competir com a empresa grande é o governo, que é justamente quem cria cartéis, oligopólios e monopólios, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    "Gostaria realmente que o autor ou qualquer outro me esclarecesse como seria possível impedir isso, sem recorrer à regulamentação do Estado (não que eu acredite que tal regulamentação garantiria a livre iniciativa, pelo contrário...)"

    De novo: é só olhar o exemplo histórico.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O Sherman Act e a origem das leis antitruste - quem realmente se beneficia com elas?

    Já você, paradoxalmente, diz que quem pode coibir monopólios e oligopólios é justamente a entidade que os cria. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.
  • Pedro  17/08/2015 15:33
    Não existe "solução final"... anarcocapitalismo não é solução de nada. É meramente uma linha de raciocínio para masturbação mental. Assim como o comunismo, o anarquismo, o estatismo etc. Especificamente no caso do anarcocapitalismo, é muito fácil só exigir "direitos" sem a contrapartida do "dever".

    Tribunais privados?... Ok, quem pagar mais, tem a causa ganha. Livre concorrência? Só até você se tornar uma empresa grande, quando quem manda é você. Exemplo: fabricantes de lâmpadas proibindo as lâmpadas de terem mais de 10.000 horas de tempo de vida útil. PROIBINDO. Cadê a livre concorrência? Ah, mas a culpa é do estado que é conivente com esse cartel... Amigo, se não houvesse estado, quem ia proibir iam ser as próprias empresas através de poder coercitivo. A máfia está aí para exemplificar.

    O estado não é a melhor das opções, mas com certeza o anarcocapitalismo não é nem de longe. LUDWIG VON MISES, homem que dá nome a este site, NÃO ERA ANARCOCAPITALISTA, era minarquista. AYN RAND era minarquista, HAYEK era minarquista. Ah, mas o anarcocapitalismo é a única possiblididade de uma existência plena. Sabe quem pensa assim também? Os comunistas. Marx é criticado por ter quisto "prever" um mundo melhor, como se ele já soubesse como esse mundo iria funcionar.

    Privatizar a existência? Qual a diferença disso pra uma monarquia? "Olha, eu sou contra o estado, mas se eu comprar o planeta TERRA, ele é meu, ok? Afinal, eu PAGUEI por ele, então quem manda sou eu." - Se isso não é um tipo de estado, não sei o que é.

    Acho que, ou esses anarcos não querem dar o braço a torcer, por puro orgulho, ou então só estão brincando de trolls sofisticados. No fundo eles sabem como é a realidade. Como o ser humano é lobo dele mesmo. Mas insistem na discussão por pura masturbação mental.

    Boicote social? Então se eu ver um homem espancando uma criança no terraço de sua casa, eu vou deixar pra lá, pra não "invadir a propriedade" dele? Não, acho que eu deveria chamar a polícia... mas peraí, não tenho dinheiro para chamar a polícia, porque ela é privada. E agora? A vida da criança vale menos que o "princípio da propriedade?"

    Se o comunismo é uma utopia, o anarcocapitalismo é seu oposto utópico. Anarcocapitalismo é o governo das máfias oficializado. Só isso.

    Só uma pergunta para os fãs deste site (incluindo eu): O QUE LUDWIG VON MISES ACHAVA DO ANARCOCAPITALISMO? O QUE HAYEK ACHAVA? O QUE AYN RAND ACHAVA? O QUE RON PAUL ACHA?

    Deixo aqui minha pergunta.
  • anônimo  17/08/2015 21:33
    'LUDWIG VON MISES, homem que dá nome a este site, NÃO ERA ANARCOCAPITALISTA, era minarquista.'

    Um minarquistas que apoiava a secessão, ou seja, na prática um ancap.
  • Unicórnio  19/08/2015 13:05
    Se o comunismo é uma utopia, o anarcocapitalismo é seu oposto utópico. Anarcocapitalismo é o governo das máfias oficializado.

    Você entrou em contradição. Você mesmo demonstrou que anarcocapitalismo (pelo menos a sua concepção do que seja) não é utopia. E, mais ainda, também demonstrou que ele está sendo adotado no mundo todo, afinal, o regime em que vivemos é justamente um 'governo das máfias oficializado'.
  • Opinador  19/08/2015 13:41
    "Tribunais privados?... Ok, quem pagar mais, tem a causa ganha"

    É a maior falácia...rs

    E hj quem pagar mais a um juiz não ganha ? rs

    Só se for inocente.

    Lembra do filho do Eike batista ?

    Se fosse filho de pobre tava mofando na cadeia ?

    Em um arranjo com concorrência um tribunal parcial perderia todos os seus clientes.

    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/05/23/interna_cidadesdf,367489/tj-aposenta-juiz-acusado-de-receber-propina-de-traficantes.shtml


    www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1480727-tribunal-condena-juiz-por-recebimento-de-propina.shtml

    Isso é o que aparece...rs




  • anônimo  16/08/2015 10:07
    Então, meus caros, vocês defendem a não existência do estado, ou a sua mínima interferência, para que vocês possam exercer o controle do sistema!

    Xará, vc não sabe muito do que está falando.Aliás essa é a conversa típica de quem acha que empresário controla o mundo inteiro e nunca tentou administrar nem uma lojinha de tralhas de 1,99. Na real empresário manda em muito menos do que vc imagina, num mundo livre grandes empresas nascem e morrem o tempo todo, e outra... o 'grande capital' que vc se refere só existe por causa dos governos.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  16/08/2015 20:09
    Meu pai é micro empresário desde meus três anos de idade, então eu sei do que eu falo.

    Um cara da lojinha de 1,99 não é peixe grande, é peixe pequeno, estou falando das grandes redes de supermercado, Extra, pão-de-açúcar, Carrefour.

    Empresas querem morrer? Não. Empresas espertas de verdade não morrem. Empresas pequenas só sobrevivem.

    Só quebra a empresa que tiver fraquezas internas básicas. Num mundo de esquerda, como é o nosso, vale mais a pena investir em departamento jurídico, diretor financeiro, Estrategista Fiscal; terceirizar RH, terceirizar a produção, usar agências de emprego e pagar mais para o pessoal administrativo. E outras coisas mais.

    Quem não faz isso, ou morre, ou tem vida curta.

    Dificilmente uma empresa sobrevive a mais de uma geração com sucesso, sem crescer o suficiente para ser absorvida pelas grandes empresas.
  • anônimo  17/08/2015 13:11
    "A definição de roubo é tomar algo sem nenhuma garantia de restituição"

    roubo
    rou.bo ['?o(w)bu]
    nome masculino
    1. Ato ou efeito de roubar; subtração ou imposição de entrega de coisa móvel alheia, com ilegítima intenção de apropriação, cometida com violência ou ameaça

    Você realmente não é de direita nem de esquerda. É só um doente mental mesmo.
    Quando o sujeito vem com esse papinho de "não sou de direita nem de esquerda" pode ter CERTEZA que é um comunistazinho envergonhado.

    "Se formos ter uma visão unilateral, os empresários são ladrões e os trabalhadores vítimas, pois sua mais valia é roubada."
    Não importa o viés com o qual a questão seja analisada, e não importa que você tenha construído essa frase com o cuidado de fazer parecer que não é o que você pensa, o fato é que NÃO EXISTE mais-valia.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1856
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=100
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=33
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1386

    Vai pro site da Carta Capital, teu lugar não é aqui.

  • Edujatahy  17/08/2015 18:21
    O cara começa com seu discurso bonitinho, floreia o texto e no final mostra a verdadeira face. Não passa de um marxista.

    A partir do momento que acredita na existência de mais-valia já demonstra que todo o fundamento do raciocínio é marxista.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  19/08/2015 19:38
    O fundamento do marxismo não é a mais-valia. Essa é uma definição de Marx para explicar o que é o lucro e de onde vem.

    O Fundamento do Marxismo é o fato de que é necessária uma mudança, a nível de sociedade.

    Mas ele não mostra caminhos [suaves], o que quer dizer que ele não queria ensinar e sim causar confusão.

    Meu raciocínio parte do método científico. Nenhuma teoria é completa e por mais que consiga explicar mais problemas não quer dizer que é mais próxima da verdade do que as outras; significa que é o ponto de vista adotado que norteia o momento.

    Meus comentários são baseados na análise da história, e não em teorias sem nenhum respaldo na realidade.

    Uma estrutura, seja ela anarco-capitalista ou comunista, sem mostrar caminhos factíveis que possam ser implantados gradualmente, de maneira suave e não-abrupta, sem respaldo histórico, as torna no mesmo nível: teorias.

    O que precisamos é de algo novo, já que passamos por várias revoluções e estamos em um mundo [quase] todo conectado. Teorias dos séculos passados, implantadas de forma interina não terão sucesso.
  • Edujatahy  07/09/2015 19:52
    O libertarianismo analisa o mundo tal qual ele é.
    Ao contrário do marxismo que parte de premissas falsas (mais-valia, exploração do empregado pelo empregador, luta de classes).
    Isso significa que sua forma de pensar está partindo de premissas falsas. E você (talvez por ego) não aceita estar errado e fica escrevendo mais do mesmo.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  08/09/2015 01:02
    'O libertarianismo analisa o mundo tal qual ele é.'

    Legal, vou dizer que sua premissa também é falsa, já que nunca vai existir um mundo tão utópico.
  • anônimo  09/12/2015 09:17
    'vou dizer que sua PREmissa também é falsa, já que nunca VAI existir um mundo tão utópico.'

    Cara, vc não sabe sequer o que é uma premissa.
    Vai estudar quem sabe um dia vc acerta alguma coisa
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  10/12/2015 19:51
    Antes de mandar os outros estudarem, pesquisa sobre a pessoa no Google.

    Obrigado, com esse comentário você concorda com a minha afirmação.
  • Alexei Dimitri Diniz Campos  17/08/2015 20:37
    Doente mental é você que vê tudo sobre a mesma ótica e diz que quem tem mais de uma ótica é doente.

    Mais valia é um conceito definido por Marx. Marx era um JUDEU que escreveu um livro que defendia o COMUNISMO e que foi largamente implantado na RÚSSIA.

    Era um filha da puta que queria comprometer o decadente Império Russo com uma verdade colocada sobre um ponto de vista que visava destruir a economia russa.

    Então, pessoas tais como você com um cabresto só conseguiriam ver a ótica de Marx como verdade absoluta.

    Para onde ele foi mais tarde? Para a Inglaterra.

    O fato de eu estar falando mal dele, mas falar sobre mais valia, me classifica como comunista? Pobre de você.
  • anônimo  07/09/2015 21:12
    'O fato de eu estar falando mal dele, mas falar sobre mais valia, me classifica como comunista?'
    Não, te classifica como burro.Marx pode ser um santo ou o maior desonesto da terra, não importa, mais valia é um conceito furado e não tem nada a ver com ele.
  • Tati  14/08/2015 14:01
    Gostei da atitude, isso ajuda até os funcionários trabalharem mais alegres e estimulados, quando não e só um na empresa que está ganhando rios de dinheiro, enquanto outros se matam, se o modelo fosse implantado onde trabalho não sobraria chefes, eles não admitiriam ganhar menos, pela igual social ou divisão de renda.
  • Gabriel  14/08/2015 14:34
    Esse fato é interessante para mostrar que as pessoas são naturalmente individuais, ou seja elas tem seus interesses próprios e tendem a defende-los em primeiro lugar, isso principalmente se elas forem afetadas diretamente por essa medida. Eu confesso que teria que ver especificamente a folha salarial da empresa para dar uma opinião séria, mas quanto menor a desigualdade nos salários menor será o estimulo para que os "bons" continuem produzindo muito e com qualidade.

    E ai não me parece uma questão apenas de visar o lucro, mas sim de produção, pois porque uma pessoa iria produzir muito e com qualidade se outra pessoa que produz menos e pior mas recebe um salário muito parecido, e é ai que entre a individualidade humana.
  • Antônio  07/09/2015 19:04
    O que a teoria econômica austríaca fala sobre o salário mínimo estatal?
  • Magalhães  08/09/2015 01:24
    Aproveitando a deixa, tem esse vídeo do Jeffrey Tucker em que ele conta a história narrada no segundo artigo:
  • Emerson Luis  08/12/2015 09:24

    Como a distribuição foi voluntária, não é um caso de socialismo e sim de caridade - bem ou mal motivada.

    Mas ajuda a analisar o que ocorre com o sistema de estímulos e as consequências comportamentais do igualitarismo.

    * * *
  • Há uma porém  15/07/2016 20:52
    Ei pessoal do Mises, segundo essa notícia, o jogo virou.




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