Uma solução de mercado para a briga entre taxistas e Uber

O intervencionismo é um conjunto de políticas que visam a estender os poderes coercivos do governo para a esfera das atividades econômicas; é a interferência política sobre o funcionamento dos mercados por meio de decretos administrativos e proibições.

A natureza desse processo é essencialmente redistributiva: os privilégios legais procuram concentrar benefícios e diluir os custos associados à norma imposta.

As licenças de táxi conferem a uma categoria de indivíduos a exclusividade para atuar em um segmento de transporte de passageiros nas grandes cidades.  Elas são apenas uma amostra do que ocorre cada vez que o governo — por meio das subvenções, do tabelamento de preços e da proibição da concorrência — intervém na economia.

Licenças restritivas são um tipo de quase-monopólio conferido pelo estado aos produtores.

Se a regulamentação for do interesse de determinados agentes privados, então ela, uma vez implantada, alimentará naturalmente esses próprios interesses privados em favor de sua manutenção. A busca por privilégios legais culminará na edição de normas que extrapolarão diversos campos da vida econômica. Uma vez consolidadas as normas, os grupos beneficiados serão estimulados a se esforçar para conservar os privilégios adquiridos: os privilégios são doravante "direitos" e, no caso dos táxis, o próprio ingresso no grupo de privilegiados representará custos não-negligenciáveis aos novos detentores de licenças.

O caso Uber e a racionalidade da pressão

Qualquer inovação nos processos produtivos, nas tecnologias, nos modos organizacionais ou nos bens de consumo tem impacto similar à desregulamentação: a inovação implica um aumento da concorrência e representa uma ameaça à proteção conferida pelo privilégio legal.

A desregulamentação e a inovação significam — ou têm por consequência direta — o aumento da oferta sobre o segmento de mercado que é protegido pela norma.  Ambas enfraquecem a proteção conferida por um privilégio legal que, até então, imunizava parcialmente contra a rivalidade empresarial.

A razão da pressão política exercida é a busca pela manutenção do privilégio, e o sucesso da empreitada política está nas discrepâncias entre os custos e benefícios econômicos e políticos.  Por um lado, na margem, os benefícios concentrados individualmente pelos taxistas serão maiores do que os custos acrescidos aos usuários em decorrência da diminuição da concorrência. Por outro lado, e como uma consequência lógica, o custo relativo da ação política será menor — na margem — para os privilegiados pela restrição. Isto quer dizer que, na margem, dados os ganhos econômicos e os custos despendidos na empreitada política, a vantagem relativa está claramente em favor dos privilegiados pela norma.

Uma vez votada e implantada a norma, as novas gerações de taxistas deverão despender um gasto importante para obter as licenças e placas, além de estarem agora submetidos às mesmas regras de tarifas (buscando limitar o escopo de liberdade de preços) e de conformidade (implicando investimentos suplementares para adaptação dos veículos, aprendizado de uma língua estrangeira etc.).  Estarão também sujeitos a regras que estipulam a quantidade de horas de trabalho, o limite de corridas diárias e as zonas geográficas de atuação. 

O mercado está, doravante, inteiramente cartelizado. A pressão resulta na cartelização e busca a manutenção do cartel.  Embora haja gastos para aquiescerem às regulamentações, não há concorrência para atormentá-los.

O paradoxo que envolve tal cartelização muitas vezes escapa a muitos economistas, que dizem que o taxista que pagou pela obtenção de uma licença não se beneficia, ele mesmo, de uma renda de monopólio. Na verdade, a renda que ele ganha não é, na maioria dos casos, demasiadamente exorbitante. O motivo é que a renda de monopólio é afetada pelos valores da licença e não pela renda mensal obtida na atividade de taxista.

Caso não houvessem pago nada pela licença, os novos taxistas poderiam gozar integralmente da renda conferida pela cartelização do mercado; mas como o valor da licença é relativamente elevado, se repartirmos esse valor sobre todos os meses do período de validade da licença, veremos que boa parte da renda propriamente considerada de cartel se dissipa.

Caso o taxista tenha incorrido um empréstimo e seja obrigado a reembolsar juros, a renda efetivamente associada ao cartel tenderá a zero: o taxista operará por uma remuneração próxima a essa da concorrência ou até mesmo tendendo a valores menores.

Os únicos e verdadeiros beneficiados da norma são os primeiros produtores que obtiveram a licença por um valor pequeno comparativamente ao custo da ação política e, obviamente, os políticos e administradores da máquina pública que foram eleitos graças à contribuições de sindicatos de taxistas ou que obtiveram um emprego nos diversos secretariados graças à regulamentação da atividade.

Além dos custos para obtenção da licença, em cidades como Belo Horizonte ou São Paulo a placa de taxista chega a custar legalmente valores entre 90 e 120 mil reais, além dos custos de transação incorridos. No mercado negro, os valores podem variar significativamente e de cidade pra cidade, em municípios como São Paulo uma licença para atuar em local privilegiado pode alcançar no mercado negro valores de até 150 mil reais, e uma placa em Porto Alegre pode custar mais de 400 mil reais.

Consequentemente, um aumento da concorrência nessas condições — como no caso das novas tecnologias de aplicativos como o Uber — gerará perdas líquidas aos taxistas e afetará seu padrão de vida.

Tal efeito é o mesmo que encontraríamos em casos de total desregulamentação do setor: isto destruiria o valor em capital das licenças, por mais que as mesmas tivessem sido adquiridas por valores altos junto aos poderes públicos.

O comportamento dos taxistas é, deste ponto de vista, perfeitamente racional. Como apontou muito bem o professor Lemennicier, a razão pela qual os taxistas se opõem duramente à desregulamentação lembra muito a posição de uma pessoa que adquiriu em boa fé uma obra de arte roubada.

A questão moral envolvendo o privilégio é que os taxistas das novas gerações não deveriam ser obrigados a pagar pelas licenças caso os mercados fossem completamente livres.  E, como consequência, sequer deveriam sofrer as perdas que uma desregulamentação causaria uma vez que não propuseram a instauração do cartel.

Em contrapartida, e também do ponto de vista estritamente ético, os usuários e novos empreendedores não deveriam ser obrigados a ter de arcar com custos inventados pelas gerações passadas mediante pressão política — por meio da edificação de normas restringindo a entrada e a competição —, o que lhes impossibilita hoje de gozar dos benefícios da competição e da liberdade de entrada.

Os usuários querem exercer sua liberdade de escolher os bens e serviços que consomem, os produtores responsáveis pelas inovações tecnológicas querem poder exercer o direito de operar suas atividades, e os taxistas querem a manutenção do privilégio tendo em vista as perdas e custos despendidos para exercer a profissão.

Essa situação vem conduzindo objetivamente a diversos conflitos. Temos visto na mídia nacional e internacional manifestações de hostilidade de ambas as partes em decorrência da chegada das novas alternativas e soluções em matéria de transporte urbano. Dado o conflito direto que coloca em oposição, de um lado, os interesses dos usuários e dos empreendedores, e de outro, os interesses dos taxistas, temos um imbróglio desafiador cuja solução não necessariamente deveria pender para alguns dos lados.

É possível pensar em soluções melhores do que a proibição?

A imoralidade do privilégio, a desnecessidade de compensação, e a Liberalização

O mecanismo que busca cercear politicamente os mercados e restringir a concorrência mediante restrição legal é regido pelo mesmo princípio que o protecionismo. A restrição legal é, na verdade, um mero dispositivo de protecionismo regulatório.

Como qualquer violação dos direitos de propriedade, a consequência direta da restrição é que os proprietários de recursos — neste caso, os usuários dos aplicativos Uber e os potenciais taxistas e transportadores das regiões urbanas — não podem produzir e vender seus serviços livremente.

O privilégio legal viola um direito reconhecidamente natural: o direito do indivíduo sobre si e a livre disposição sobre os bens que produziu ou adquiriu legitimamente. O mercado não é nada além de uma extensão desse direito natural; as trocas de mercado representam, efetivamente, uma aplicação desse direito.

Do ponto de vista ético, estritamente, temos um mecanismo essencialmente perverso e profundamente imoral.

A imoralidade do privilégio é comparável ao pleito por uma indenização que busca ressarcir os taxistas que já tenham adquirido e pago por sua licença. A compensação monetária das perdas significa simplesmente um estímulo a esse mecanismo de busca desenfreada por privilégios legais mediante processos regulatórios (rent-seeking): trata-se de um estímulo à corrupção e ao roubo generalizado.

O fato é que não deveria existir qualquer imperativo moral para se recorrer ao dinheiro dos pagadores de impostos para auferir alguma compensação. O imperativo moral é ainda menor se imaginarmos que os taxistas já se beneficiam de diversos abatimentos fiscais (IPVA, IPI, ICMS, ISS) e descontos em veículos automotivos que viabilizam ainda mais sua atividade.

Não obstante, e mesmo não havendo qualquer imperativo moral, é perfeitamente possível combinar a liberalização do setor a uma indenização parcial aos taxistas via maiores abatimentos fiscais. Esta é, na verdade, a proposição que sugiro em detrimento da simples proibição e restrição à entrada: é uma solução que aponta na direção do desejável e se fundamenta em medidas simples.

A primeira proposição visando a introduzir maior concorrência é a total liberalização do mercado secundário de licenças e placas. Um simples dispositivo de controle a cada mudança de proprietário poderia ser utilizado como garantia de que a conformidade seria mantida para as licenças do governo. Isto pressionaria os preços a oscilar segundo as forças do mercado e alinharia os valores das licenças e das placas a patamares mais baixos do que os preços do atual mercado negro.

A segunda proposição sugere a irrestrita liberdade para entrada ou a total desregulamentação da atividade cartelizada, permitindo que os concorrentes potenciais possam exercer livremente a atividade, o que inclui os novos aplicativos. No entanto, de forma a garantir que os taxistas não saiam tão prejudicados neste cenário de irrestrita desregulamentação, a proposta associa a fixação de uma data (por exemplo, a data de expiração da licença) para a transformação das licenças em simples certificados de qualidade cuja gestão possa ser ulteriormente privatizada.

As licenças passarão a ser, a partir dessa data, um simples produto de referência de qualidade, um critério conferindo reconhecimento de excelência nos serviços prestados ou algo comparável aos certificados de conformidade, qualidade, e rótulos de garantia (labels). Mesmo com a liberação dos mercados e com a possibilidade de fornecimento privado e concorrencial de labels de qualidade, os taxistas não perderão, a médio prazo, esse valor que o rótulo de garantia confere à licença.

Concomitantemente, em terceiro lugar, e por mais que os contribuintes não tenham nenhuma obrigação moral de indenizar os taxistas, poderíamos imaginar que, até a data de expiração da licença, antes de serem simples rótulos de qualidade, o valor residual de cada uma fosse, em dada porcentagem, deduzido em um dos componentes da vasta lista de impostos cobrados aos seus detentores (obviamente, os impostos que eles ainda pagam).

Poderíamos incluir descontos maiores no preço final da gasolina, abatimento direto no IR, aumento da extensão da redução do valor abatido no IPVA ou redução das alíquotas de impostos sobre veículos importados ou de luxo: existe muita margem para a criatividade nessa proposição.

O importante é que o montante de benefícios fiscais seja atrelado e alinhado ao valor residual da licença (sua taxa de desconto).

Esta seria uma direção conciliadora entre o interesse pela imediata liberalização dos serviços alternativos de transporte (aplicativos Uber, moto-taxis, vans-piratas ou partilha de carros) e a necessidade de parcial indenização dos valores e dos dispêndios com as licenças e placas.

Considerações Conclusivas

Conclusivamente, é curioso notar que uma das localidades onde a norma restritiva se impôs tenha sido o Distrito Federal, ao lado do município de São Paulo. Brasília talvez esteja entre os exemplos mais notórios de cidades com acúmulo de políticas fracassadas em matéria de transporte: uma mistura de corrupção ([1]; [2]), tarifas elevadas — exceção feita ao serviços de ônibus do Plano Piloto, que estão na média nacional ([1]; [2]) —, greves ([1]; [2]; [3]), ineficiência no fornecimento dos serviços e precariedade ([1]; [2]).

Um verdadeiro absurdo se considerarmos que se trata de uma cidade que possui os maiores níveis de renda per capita e onde houve amplo planejamento prévio para a mobilidade urbana.

O mais instigante é que, não satisfeitos em não fornecer serviços de transporte de qualidade, os administradores impedem e atrapalham vigorosamente o empreendedorismo no setor, o caso Uber sendo apenas mais uma ação punitiva entre tantas demonstrações dos resultados do intervencionismo ([1]; [2]; [3]).

Visando proteger sindicatos e grupos de transportadoras que adquiriram o privilégio legal, as ações públicas não medem esforços para expropriar e limitar as oportunidades de trabalho dos cidadãos que vivem nas regiões do entorno, ou seja, justamente os que têm menos oportunidades e menor nível de renda.

Se o comportamento dos taxistas é perfeitamente racional dadas as despesas incorridas para obtenção de licenças, completamente irresponsável é a tomada de decisões políticas pouco inteligentes e respondendo apenas aos anseios de um determinado grupo de pressão. Ao insistirem em um aparato organizacional centralizador que já mostrou seus limites, os parlamentares demonstraram completa indiferença para com as reais necessidades dos usuários de transporte.

Os parlamentares apenas satisfazem seu papel de distribuidores de privilégios privados sob forma de restrições regulamentárias.  Em contrapartida, recebem o apoio sindical e eleitoreiro de uma entidade de classe, em um ambiente de corruptível democracia representativa.

Esse sistema político, quando não restringe seu campo de atuação, é simplesmente a representação de uma estrutura normativa em que uns buscam viver à custa dos outros, ao mesmo tempo em que esquecem que o próprio regulamentador vive à custa de todos.

Obviamente que todos os parlamentares que votaram pela proibição do aplicativo Uber têm suas despesas de transporte pagas pelos próprios contribuintes e usuários dos transportes públicos. Em vez de serem proibidas, soluções alternativas como a partilha de carros e os aplicativos tipo Uber deveriam justamente ser estimuladas, dados os problemas de tráfego e necessidade de concorrência e maior eficiência para os transportes nas grandes cidades.

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Leia também:

Uber, livros e os duzentos anos de conspiração contra o público consumidor


1 voto

SOBRE O AUTOR

Mateus Bernardino
fez mestrado em Economia Pública na Université de Paris I Panthéon-Sorbonne.
 


"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

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Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Alberto Linhares   26/07/2015 15:59
    Antes da privatização das Teles, havia um forte mercado de linhas telefônicas. Cheguei a conhecer um cidadão que possuía 140 linhas alugadas. Naquela ocasião as linhas custavam até 5 mil dólares e eram declaradas no IR. Pouco depois das privatizações estes valores viraram zero. Estes proprietários tiveram que "reclamar com o bispo". Deveria ocorrer o mesmo com os taxistas.
  • Renato Romano  26/07/2015 16:07
    Linhas telefônicas: Exatamente o exemplo que pensei ao começar a ler o (excelente) texto.
    Eu mesmo tinha várias, e em meses o valor delas virou pó.

    Riscos da especulação...
  • maurício barbosa  26/07/2015 16:02
    O que estes monopolistas querem (parlamentares e taxistas) é restringir nosso direito de escolha e insultar-nos, pois eles se esquecem propositalmente que nosso direito de ir e vir também entra nessa equação de possíveis soluções para o transporte público. Deixem-nos deixem escolher o melhor para nós mesmos. Deixem-nos (o POVO) em paz.
  • Thales Julio de Aguiar  26/07/2015 16:03
    Eu estava saindo do Super Mercado aqui na minha cidade e fui chamar o belíssimo serviço de taxi que aqui tem. Ao ser atendido, o taxista que atendeu falou "você vai ter que esperar o rapaz que fica ai no mercado terminar a corrida pois ele volta direto ai".

    Resumindo, eu esperei mais de 20 minutos para que o motorista voltasse para que ele fizesse a corrida e no final ainda pagar. O Uber me oferecia um serviço mais rápido e eficiente para mim.
  • Felipe Macedo   26/07/2015 16:06
    Isso acontece sempre. Se um taxista recolher alguém no ponto que não é dele pode acontecer até violência. O serviço de táxi é ruim no Brasil todo.
  • Nilson Levi  26/07/2015 16:04
    A última vez que a prefeitura de Porto Alegre emitiu novas licenças de táxi foi em 1982, isso explica parte do valor absurdo de 400 mil uma licença no mercado negro.

    A segunda razão é que em Porto Alegre existem os barões dos táxi, donos de centenas de licenças (placas). Por isso não tem que haver consenso algum, pois atualmente é uma completa máfia de monopólio criado pela própria prefeitura
  • Adauto Pereira   26/07/2015 16:05
    Os taxistas são os Ludistas do século XXI. Assim como os ferreiros e fabricantes de selas no começo do Seculo XX ( principalmente em Nova York) foram contras os trens, metrôs e as"carroças sem cavalo".

    Mas a evolução não para, para o bem e para mal. Quantos empregos foram perdidos nas fábricas de máquinas de escrever e telex com a informática e a internet? Até os correios americanos estão mal das pernas porque ninguém mais manda cartas para amigos e parentes. A diferença é que cada vez mais as coisas mudam mais rápido. O Orkut morreu. Quanto tempo vai durar o Facebook e o Uber? Não sei, mas vão acabar.
  • Anarco-Individualista  29/07/2015 11:21
    FALÁCIA DO APELO A NOVIDADE!!!
  • anônimo  30/07/2015 19:40
    Nope, não é uma questão de ser melhor apenas por ser novidade mas sim por fazer um serviço superior pros seus clientes. Pra entender isso bastava prestar atenção nos exemplos e ver que eram coisas que foram abandonadas voluntariamente.
  • Robson  14/08/2015 20:35
    Quando ao correio creio que não vai acabar, pois não mandamos mais cartas, mas cada vez mais fazemos encomendas online
  • Thiago Gonçalves Ledo  26/07/2015 16:18
    Prezado Mateus,
    primeiro, Parabéns pelo artigo.
    Instrutivo e construtivo!

    Sugestão adicional:
    Os reguladores poderiam adicionar uma restrição ao percentual do valor das corridas pago à empresa dona do aplicativo Uber.

    Dessa forma, estaríamos garantindo maior rentabilidade aos cidadãos que buscam o sistema para ganhar a vida em detrimento de uma empresa estrangeira que detém um quase monopólio, tendo o único aplicativo nesse modus operandi.

    O que você acha?

    Obrigado!
  • rodrigo  26/07/2015 16:37
    deixe o uber com as proprias politicas, isso nao incentivaria um outro aplicativo com taxas mais baixas?
  • Anderson  26/07/2015 23:39
    "Sugestão adicional:
    Os reguladores poderiam adicionar uma restrição ao percentual do valor das corridas pago à empresa dona do aplicativo Uber."


    --------------------------------------

    Espera aí, tu queres, caso o Uber venha a ser liberado, que algum órgão regulador estatal intervenha na relação entre oferta-demanda, é?


    O senhor acha que não já temos regulações por demais? Por que não deixar a empresa oferecer seu serviço sem amarras?










    "Dessa forma, estaríamos garantindo maior rentabilidade aos cidadãos que buscam o sistema para ganhar a vida em detrimento de uma empresa estrangeira que detém um quase monopólio, tendo o único aplicativo nesse modus operandi."


    -----------------------------------------------



    Empresa estrangeira, qual o problema? E se ela é a única detentora de tal tecnologia é só esperar um pouco, se o negócio der mais lucros que dor de cabeça, bom, não se preocupe, pois outros empreendedores ávidos por lucros ofertarão o serviço, e, com isso, a concorrência nos dará melhores preços e serviços.


    As pessoas têm um medo medonho da liberdade, infelizmente, elas não conseguem enxergar como as coisas seriam em caso de livre mercado, quem sabe se com a liberdade de empreendimento nas plataformas P2P o negócio explodiria de tal forma que motoristas pudessem oferecer confortos e inovações (bebidas no carro, WIFI, bancos confortáveis e etc.)? Mas, ao contrário, elas só conseguem imaginar uma situação catastrófica, coisa pior que o atual arranjo monopolista/oligopolista.


  • WLNC  27/07/2015 15:39
    Inacreditável esse seu comentário. Ele vai contra absolutamente tudo o que esse site representa, inclusive o próprio artigo. Não há regulamentação maior e mais nefasta do que a interferência em lucro máximo de uma empresa, isso aí é socialismo puro.
  • IRCR  26/07/2015 19:06
    Deixe que as licenças virem PÓ.

    Azar vai ser de meia duzia de barões "bem conectados" que as possuem
  • Silvio  26/07/2015 19:36
    A restrição ao Uber é tão sacana que tem até esquerdista contra.
  • Didi  27/07/2015 00:34
    Uber de um lado e um bando de cabras encalacrados na coisa pública e sindicatos mamando nos Úberes da nação. On the Waterfront (Sindicato de Ladrões) é um filme de 1954, do gênero drama, dirigido por Elia Kazan. Foi muito polémico na sua época, sendo muito criticado pelos partidos de esquerda e pelos sindicatos americanos.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/On_the_Waterfront
  • Getulio  27/07/2015 02:18
    Repórter do Fantástico se disfarça de motorista do Uber e é ameaçado de morte por taxista em São Paulo

    Taxista: Você é Uber?
    Motorista: Não, por quê?
    Taxista: É Uber, sim! E o que você está fazendo aqui?
    Motorista: Esperando uma pessoa.
    Taxista: Esperando uma pessoa na Uber? Sai daqui senão vou quebrar você tudinho. Não aparece aqui, não. Não aparece! E vou falar pra você na boa: Uber aqui não cola, não. Vou quebrar você e o carro. Caminha, já era. O que você vem fazer aqui? Sai e fala pros seus camaradas não aparecer aqui, senão nós vai matar e quebra mesmo.

    Um episódio aconteceu recentemente na saída de uma festa numa zona nobre do Rio. Taxistas indignados com a concorrência cercaram os motoristas do Uber que estavam ali para buscar os passageiros. Não foi o primeiro.

    "Chegaram, desembarcaram e começaram a correr em nossa direção com taco de beisebol, cassetete, gritando: 'Pirata, pirata, pirata. Vamos tacar fogo'. Chegou perto do meu carro e desferiu um golpe contra a lateral dele. Com a mão. Deu um soco no meu carro", conta um motorista.
  • Rafael  27/07/2015 12:52
    Meu irmão já foi assaltado por um taxista, na semana passada mesmo uma conhecida passou por apuros quando ia descer de um táxi na porta da própria casa, e tenho certeza que histórias parecidas já devem ter acontecido com conhecidos de muitos nós. Mesmo assim, eu vivia ouvindo que a regulamentação e as licenças para o serviço eram necessárias porque era uma forma de o Estado garantir a qualidade e a segurança no transporte privado de passageiros.

    Espero que esse caso do Uber seja mais um passo para que as pessoas acordem dessa insanidade de achar que licença estatal é garantia de alguma coisa. Ou vão continuar a pegar táxi tranquilamente sabendo que o motorista pode ser do tipo de gente que persegue alguém com um taco de beisebol na mão?
  • Felipe R  27/07/2015 12:50
    Caríssimos paladinos da liberdade membros do IMB,

    Segue sugestão de tema para artigo a ser publicado (obrigatoriedade de gorjetas aos garçons, e rateio com sindicato)


    Projeto de lei. - www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=16190

    Matéria a respeito. - pn7.com.br/2015/07/gorjeta-para-garcons-sera-obrigatoria-em-bares-e-restaurantes/

  • cmr  27/07/2015 13:15
    Em breve a Uber terá concorrência, várias outras empresas aparecerão no mercado, podem apostar.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  27/07/2015 14:01
    Liberdade!
  • rlpda  27/07/2015 14:30
    parabéns pelo artigo. Racional e realista.
  • Jorge Alma  27/07/2015 19:40
    Sinceramente, achei este texto massante, acho que o autor não tem facilidade de transmitir o que deseja.
  • Thiago Victor Sparck  27/07/2015 22:28
    Muito bom artigo! parabéns!
  • Luiz Afonso  28/07/2015 01:51
    Me respondam porque o Estado tem que intrometer nesta atividade comercial? É ou não uma máfia estatal que cobra licenças caríssimas em troca de uma cartelização, com custos altos aos usuários e apenas privilégios para taxistas e o Poder Público?

    Na verdade o usuário tem direito de escolher o UBer ao invés do taxi pois isto são trocas voluntárias e o Estado não tem o direito de se intrometer.
  • Juliano  28/07/2015 03:56
    cultura.estadao.com.br/blogs/marcelo-rubens-paiva/por-que-uber-nao-vai-funcionar-no-brasil/
  • Torres  28/07/2015 23:27
    Esquerdista esquerdoso esquerdando.
  • Gunnar  11/08/2015 21:11
    Na verdade não, Torres. O texto me parece muito mais uma crítica ao estatolatrismo tupiniquim.
  • Torres  13/08/2015 12:13
    Tem razão. Vi apenas o nome do jornalista e o título da matéria e acabei falando uma bobagem. Obrigado por me chamar a atenção para esse meu erro.
  • anônimo  28/07/2015 04:13
    Parabéns pelo artigo! Foi ótimo para contrabalançar com as asneiras "pelos pobres e desvalidos taxistas" que ouço no rádio e vejo na TV nesses últimos dias...
    Particularmente, não gosto de andar de táxi, pois já tive duas corridas recusadas e não confio nem um pouco naquela figura chamada taxista.
  • Ricardo  28/07/2015 15:14
    E aí? Nenhum ludita vai verter lágrimas pelo setor de helicópteros, que está sofrendo com a agressiva concorrência dos drones:

    Setor de helicópteros para de crescer com drones e cortes no orçamento

  • Oswaldo Borges da Costa Filho  07/08/2015 05:40
    A liberdade dos cidadãos de bem está comprometida neste modelo de estado. O Uber é disruptivo e põe a prova não só este padrão de serviço como tantos outros. Em breve ouviremos falar de muitos serviços como o Uber disso o Uber daquilo. Assim como hoje já ouvimos falar do google dos carros, etc.

    Bela.matéria.

    Abraços mq
  • Emerson Luís  20/11/2015 21:49

    Na minha cidade é proibido uma pessoa ter mais de um taxi.

    * * *
  • Jorge  17/02/2017 14:33
    Sou taxista!
    Alguem aí consultou um?
    Pois bem. Sou a favor da livre iniciativa, livre comercio e quiçá sexo livre, afinal o c* não é meu.
    Em momento nenhum o articulista toca no assunto "truste". Alguem aí sabe o que é isso?
    Truste :- Coligação econômica ou financeira que controla um conjunto de empresas, visando à monopolização de certas mercadorias ou serviços.
    Alguem aí sabe o que significa "piramide fianceira"?
    Articulista desonesto, comentaristas igonarantes (no sentido extato da palavra).
    Repito, sou a favor da livre iniciativa, livre comèrcio e quiçá sexo livre, afinal o c* não é meu.
  • Tadeu  17/02/2017 17:22
    Seu Jorge, seu comentário foi -- aproveitando as suas referências lúbricas -- muito gozado.

    Ah, sim, respondendo à sua pergunta:

    Truste: ocorre quando empresas ou empresários formam um cartel protegido pelo estado para proibir a entrada de concorrentes.

    Exemplo: taxistas que querem fechar o mercado à entrada de aplicativos de carona, como Uber, Lyft e Cabify.

    Pirâmide financeira: operação fraudulenta que atrai aplicadores mediante a promessa de pagar-lhes retornos muito altos, retornos esses obtidos com o dinheiro pago por novos aplicadores que sucessivamente aceitam entrar no esquema.

    Exemplo: taxistas e seu mercado de licenças e medalhões, os quais são repassados adiante em novos leilões. Os primeiros que entraram se deram muito bem. Os últimos estão levando ferro.

    Participe mais! Seu comentário foi bem lubrificante.


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