Como o governo pune exatamente quem quer ajudar

Nota do editor: o artigo a seguir foi adaptado para a realidade brasileira

 

Ao sair do supermercado, vi uma mãe e suas duas crianças pequenas acampadas no estacionamento.  Ela segurava um cartaz pedindo ajuda para alimentar as crianças.  Decidi, então, comprar algumas laranjas e bananas para eles.

Agora, apenas imagine se algum burocrata do governo surgisse ali e explicasse que minha sacola de frutas não era o bastante para alimentar aquela família em dificuldades.  Ou imagine que o governo aprovasse uma lei dizendo que, se alguém decidir doar alimentos (ou dinheiro) para pessoas mendigando nas ruas ou em estacionamentos de supermercados, a contribuição teria de ter um valor mínimo estipulado.  Se alguém fosse flagrado doando, digamos, apenas $ 5 ou uma pequena sacola de frutas, ele seria multado impiedosamente. 

Tal legislação, por acaso, parece ser caridosa?  Ela pode ser considerada "pró-mendigo"?

Tentemos um exemplo diferente: existem grupos civis e religiosos que, voluntariamente, escolhem um fim de semana para ir às residências de pessoas pobres para ajudá-las a arrumar a casa, a reabastecer a despensa, a reparar objetos estragados etc.  Estes atos caritativos e isolados obviamente não podem preencher o vazio e suprir todas as contínuas necessidades de pessoas em situação de penúria.  Não deveria então o governo aprovar uma legislação impondo que, se você for doar seu tempo e seus bens materiais para pessoas pobres, você tem de fazê-lo de uma maneira que as permita viver confortavelmente?  Não seria este um grande método "pró-pobre" de elevar o padrão de vida desse grupo demográfico?

Ou então considere aquelas famílias mais abastadas que adotam crianças órfãs que vivem em regiões devastadas por guerras ou por catástrofes climáticas.  Tais ações, embora muito nobres, são claramente uma gota d'água no oceano, uma vez que centenas de milhares de órfãos continuam deixados para trás.  E se o governo aprovasse uma lei estipulando que tais famílias só poderão adotar órfãos pobres se adotarem pelo menos 15 crianças de uma só vez?  Os ativistas discordariam que tal medida "pró-adoção" elevaria o número de adoções e representaria uma completa benção para esses órfãos?

Atualmente, há centenas de pessoas que se voluntariam para ensinar adultos a ler.  Mas o analfabetismo entre adultos ainda é um problema premente em certas localidades, de modo que esses esforços voluntários claramente têm sido inadequados para superar os desafios.  A maneira óbvia de corrigir essa situação é criar uma lei estipulando que os voluntários têm de dedicar ao menos 15 horas de ensino por semana.  Se eles forem flagrados lecionando adultos analfabetos por apenas 14 horas, então esses voluntários devem ser pesadamente multados.

Um último exemplo.  Existem milhões de indivíduos que não possuem habilidades físicas ou mentais de grande valia para o mercado de trabalho.  No entanto, há milhares de pessoas dispostas a oferecer empregos para esses indivíduos sem grandes habilidades.  Não seria um grande benefício para esses indivíduos inábeis se o governo aprovasse uma lei estipulando que, se você quiser contratar um deles, você não apenas terá de pagar a eles $ 788 por mês, como também terá de pagar todos os encargos sociais e trabalhistas estipulados pelo governo?  (E se você for flagrado pagando, digamos, $ 700 por mês, você será pesadamente multado).  É difícil imaginar que possa haver um lado negativo nessa legislação pró-trabalhador...

Sim, o leitor certamente já percebeu que estou sendo chistoso.  Estou enfatizando o absurdo que é rotular a atual legislação trabalhista como sendo "a favor do trabalhador". 

[N. do E.: no Brasil, dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S.  Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

Este site mostra que, dependendo do caso, os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário, o que faz com que um salário de R$ 788 gere um custo final total de R$ 1.592 para o empregador.

Os trabalhadores brasileiros são cheios de "direitos sociais" (encargos sociais e trabalhistas pagos pelos patrões); só que, para terem esses direitos, seus salários ficam cada vez mais achatados]

Em primeiro lugar, e mais óbvio, ao se elevar as dificuldades para se fornecer um emprego para trabalhadores pouco qualificados, a legislação trabalhista tende a perversamente reduzir o emprego para justamente aquele grupo de pessoas que o governo supostamente quer ajudar.

Será que os defensores dos mendigos, dos pobres, dos adultos analfabetos e de outros grupos em situação de penúria seriam tão afoitos em defender as outras legislações hipotéticas descritas acima?

Criei os exemplos hipotéticos acima para enfatizar outra perversidade da legislação trabalhista — e, de maneira mais geral, a perversidade de todos os decretos que incidem sobre os empregadores: eles atacam justamente os benfeitores dos poucos qualificados.

Considere isso: há milhões de pessoas que têm dificuldades em ganhar seu próprio sustento.  Não seria algo perverso querer onerar justamente aquelas que pessoas que estão fazendo o possível para aliviar esse problema

Isso é o equivalente a escolher justamente aqueles voluntários que estão fazendo algo para reduzir o analfabetismo entre os adultos e impor a eles uma taxa pelos seus esforços nessa área, ao passo que o resto da sociedade continua não fazendo nada para mitigar esse problema.

Se o governo quer "fazer algo" para ajudar os pobres de maneira definitiva, então ele realmente deveria desonerar aquelas pessoas que estão dando algum dinheiro para os pobres.  É particularmente perverso que o governo queira jogar o fardo justamente para aquelas pessoas que estão fornecendo oportunidades (e dinheiro) para os trabalhadores pouco capacitados. 

A legislação trabalhista é uma ferramenta perversa que foi criada para (supostamente) ajudar os trabalhadores menos capacitados (que são justamente aqueles que recebem os menores salários).  Na melhor das hipóteses, ela ajuda alguns trabalhadores pouco qualificados ao mesmo tempo em que penaliza drasticamente todos os outros — ao tornar impossível que eles encontrem um emprego legal. 

No mais, a legislação trabalhista perversamente joga todo o fardo justamente sobre aquele grupo de pessoas que optou por ajudar esses trabalhadores, que são os empregadores — o único (e pequeno) grupo de pessoas que realmente está se esforçando para resolver o problema.

O resto da sociedade — que não fez nada para ajudar os trabalhadores pouco capacitados a alcançar um padrão de vida mais alto — pode assim se autocongratular por ter votado em políticos que defendem essa legislação ao mesmo tempo em que continua a não fazer nada para ajudar aqueles que querem trabalhar.

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Leia também:

FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito


2 votos

SOBRE O AUTOR

Robert P. Murphy

é Ph.D em economia pela New York University, economista do Institute for Energy Research, um scholar adjunto do Mises Institute, membro docente da Mises University e autor do livro The Politically Incorrect Guide to Capitalism, além dos guias de estudo para as obras Ação Humana e Man, Economy, and State with Power and Market.  É também dono do blog Free Advice.




O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Henrique Zucatelli  20/07/2015 14:30
    Pois esse governo faz o contrário: taxa pesadamente quem ameaça fazer algo de útil. Conclusão? Casa vez menos produtividade. Ad continuum, o tal "ajuste" não passa de mais espoliação, mais peso, mais expropriação do produtor.

    Sabe qual o maior crime tributário na minha opinião contra o trabalhador? IR na fonte. É como adivinhar que o sujeito já tem lucro só por ter um emprego. Merece uma ação civil pública para mudar essa lei e derrubar essa falácia que consome bilhões do bolso da maioria dos brasileiros.

    Eu sou empresário. Com muito orgulho sonego tudo que posso. Mas e o brasileiro comum...
  • Anderson  20/07/2015 14:56
    Não fale isso, rapaz... Tem gente que, ao ver teu comentário, pode te prejudicar... Sabe quem são esses, né?
  • lorivaldo  20/07/2015 15:46
    Nem me fale Henrique, o bondoso governo me "come" quase mil por mês só de IR na fonte, fora o maravilhoso INSS e lá vão mais 500. Com esse dinheiro, pagaria um bom plano de previdência privada (já pago, pois não confio na sustentabilidade do plano do governo) e alimentaria melhor minha família.
  • Rafael R  20/07/2015 15:50
    Henrique, eu apoio as pessoas que sonegam também!
    Eu, como assalariado, não tenho essa possibilidade. Pago um absurdo de Imposto de Renda a cada contracheque.
  • Diego Sousa  20/07/2015 15:51
    E se o fiscal perguntar. Eu Sónego.
  • bruno  20/07/2015 16:25
    Deve ser por isso que os políticos também roubam, você e um otario,sonegar impostos não te faz melhor que ninguém,quando os fiscais te pegar vai fazer igual o lula,não vi nada,não sei de nada,me da nojo pessoas assim. E por isso que sempre falo,se algum libertário assumir o governo,ele vai roubar tanto como a esquerda. So se muda um pais com dignidade e honestidade,ou seja,acho que morreremos e não vamos ver isso,o governo do pt destruiu o Brasil,ao ponto que sonegar impostos e algo incrível.
  • marquezine  20/07/2015 17:05
    Otário é quem defende que se dê dinheiro para políticos safados. Aliás, quem defende isso não é otário, é safado mesmo (e tenho nojo de pessoas como você).

    Em primeiro lugar, o cara manter para si próprio aquilo que ele ganhou com o suor do próprio rosto está longe de ser roubo. Aliás, chamar isso de roubo é um ato totalmente imoral. Pior ainda: dizer que dar dinheiro para políticos é um ato de "dignidade e honestidade" mostra o quão pútrido é o seu caráter.

    Sonegar significa simplesmente "não dar dinheiro para bandidos". E isso é uma obrigação moral. Imposto é roubo, estado é quadrilha, e empreendedor que consegue escapar da máfia e manter para si próprio os frutos do seu trabalho é um herói.

    Sonegar imposto ao máximo possível é uma obrigação ética e moral para qualquer ser minimamente decente.
  • Revista Calibre  20/07/2015 23:47
    Quanto mais socialismo Mais Impostos
    https://www.youtube.com/watch?v=DvqOL4iTF5o
  • Diego Sousa  21/07/2015 01:49
    Imposto é indigno. É o meu dinheiro eu trabalhei por ele.

    Otário e conformado é quem paga dinheiro para milícia estatal.

    O Estado não tem nenhuma diferença daquelas milícias do RJ que extorquem às pessoas.

    Então eu SONEGO.
  • Joao Girardi  22/07/2015 01:11
    Esse é o caso mais estranho de Síndrome de Estocolmo que eu já vi. Então os políticos do Brasil são corruptos porque alguém decidiu que é melhor ficar com o seu dinheiro? O Governo Federal arrecadou quase 2 trilhões de reais ano passado em impostos, dos quais creio que uns 500bi acabaram sendo sonegados, isso de acordo com o sonegometro. Agora faça as contas, mesmo com 500bi sendo sonegados, o governo ainda arrecada pra caramba e mesmo assim não consegue fornecer nada de qualidade (nem teria como, basta pesquisar nesse site que descobrirá o porquê). Se o dinheiro fica nas mãos do empresário, ao invés desse dinheiro ir pelo ralo, ele poderá produzir, comprar, poupar ou investir em algo criando mais riqueza e diminuindo o custo de vida. Então sim, é bom que sonegue mesmo. Além do mais, os escolásticos tardios já falavam que a sonegação é moralmente legítima quando um governo é tirano e corrupto. Então quem é você pra falar em honestidade e dignidade?
  • João Girardi  22/07/2015 01:15
    Mais um artigo brilhante do Murphy, obrigado por traduzirem, por acaso o IMB tem a intenção de traduzir alguma obra dele?
  • Sandro lima  20/07/2015 20:08
    E isso aí!! também sonego o máximo que posso. E ao contrário do que todo mundo diz, não sou ladrão, não sou fora da lei, não sou ganancioso.
    Para mim, é mais uma questão moral do que de sobrevivência.
    Fico possesso quando vejo reportagens da imprensa chamando sonegador de criminoso.
    mostrando o cidadão de bem algemado como que tivesse cometido um crime hediondo.
    E mais indignado fico, com as pessoas que o prendem. pois são tudo um bando de invejosos atrás de migalhas que caem do lixo do governo.
  • Lopes  22/07/2015 01:30
    ...Como você ao menos determina a qualidade de um serviço pelo qual você é obrigado a pagar?
  • Henrique Zucatelli  22/07/2015 13:10
    Obrigado aos libertários pelo apoio.

    E sim, eu SONEGO. Com essa sonegação, eu contrato mais gente, invisto em novos equipamentos, marketing e na estrutura das minhas instalações.

    Cada real que eu sonego é um ato de liberdade. Liberdade de não ter meu dinheiro tomado para ser distribuído entre aqueles que não produzem, não trabalham e não querem trabalhar.

    Cada centavo que eu tiro das garras do Estado vão para quem realmente está disposto a me fornecer mão de obra, produtos e serviços. Estes sim, merecem receber meu dinheiro, pois concorreram para isso, produziram para isso.

    Ser chamado de desonesto por isso vai além de uma afronta. É um convite a secessão. Separar aqueles que querem ser espoliados todo mês daqueles que não querem.
  • Andre Cavalcante  20/07/2015 14:31
    O único questionamento que me faço é: em um país com o Brasil, com uma população que "ama" o governo, mas "odeia" os políticos, uma legislação prá lá de arcaica e com uma democracia, digamos assim, mediana, quais seriam as etapas (ou como seria possível) melhorarmos a situação das relações de trabalho? (Em outras palavras, dá pra acabar, ou ao menos, modificar a CLT?)

  • anônimo  20/07/2015 14:57
    "Em outras palavras, dá pra acabar, ou ao menos, modificar a CLT?"

    Rs, olhando o chilique que a mídia e os sindicatos deram apenas porque o governo aumentou o tempo para se ter direito ao auxilio desemprego, creio que não.

    O político que tentar acabar com 13°, férias remunerada, FGTS ou multa para demissão sofrerá uma paralisação geral, deputados e partidos financiados pelo sindicato acuaram o governo, e a mídia, obviamente, fará seu papel de demonizar a proposta.

    Agora imagine só o político que tentar acabar com o salário mínimo ou com os privilégios dos sindicatos...
  • Green  20/07/2015 18:03
    O problema é cortar o 13 sem compensar do outro lado.

    Um político pode propor uma lei para diluir o 13 nos outros 12 meses, tenho certeza que seria bem vinda pois vai antecipar o pagamento e no longo prazo acabaria com a distorcao causada pelo "beneficio" pois os novos contratos estariam sem 13.

    Depois de um ano dilui o mes de ferias nos outros 12 meses.

  • Andre  20/07/2015 19:40
    "Um político pode propor uma lei para diluir o 13 nos outros 12 meses, tenho certeza que seria bem vinda pois vai antecipar o pagamento e no longo prazo acabaria com a distorcao causada pelo "beneficio" pois os novos contratos estariam sem 13.

    Depois de um ano dilui o mes de ferias nos outros 12 meses."

    A maioria dos brasileiros seria incapaz de entender isso e acusaria o político de querer acabar com os seus "direitos".

    Outra grande maioria dentres os restantes entenderia, mas mesmo assim iria preferir continuar recebendo esses pagamentos de forma não diluída por serem incapazes de guardar um centavo sequer para o mês seguinte.

    Outro dia mesmo eu estava conversando com um parente que disse preferir pagar o seguro do carro à VISTA do que parcelar em algumas vezes SEM JUROS.

    Assim sendo, por enquanto essas mudanças são impossíveis, infelizmente.
    Brasil, um país de TOLOS.
  • cmr  20/07/2015 15:07
    Modificar a CLT ? é mais fácil eclodir a terceira guerra mundial.
    Os sindicatos nunca permitirão isso, sob a alegação de a CLT ser um "direito" inalienável do trabalhador. Ou seja, por meios democráticos no Brasil, a CLT é indestrutível e imutável, exceto se for para dar ainda mais "direitos" ao trabalhador.

    Esse país é inviável.
  • Marcelo  20/07/2015 15:33
    se você conseguir convencer o empresariado a isso, as chances são bem grandes:
    spotniks.com/a-ciencia-comprova-o-governo-esta-cagando-pra-voce/
  • Rafael R  20/07/2015 15:55
    Pra acabar com a CLT e demais porcarias, só a expansão da mentalidade anarco-capitalista. Vai levar um tempo absurdo, se é que um dia vai acontecer.
    Prefiro cair fora desse país assim que for possível!
    Desculpe a sinceridade.
  • Dom Comerciante  21/07/2015 12:20
    Nem dá pra modificar CLT nem nada, acho que no fim se um libertário quiser um país mais livre vai ter que tentar começar um do zero, como no caso do Seastiding e Liberland, ou fazer a revolução cultural, educando as pessoas sobre o livre mercado e a filosofia libertária (como faz o Mises Institute). Porque se formos depender de mudanças na politica, vamos levar séculos nessa luta e talvez o mundo transforme num governo mundial no moldes da União européia até lá(com direito a políticas pikettianas).
  • Vegas  21/07/2015 13:55
    Minha melhor aposta é alguém com visão libertária se fingir de presidente-babá, prometer umas ilusões para conseguir ser eleito. Só depois disso é que vai poder fazer o trabalho, deliberar para permitir separação dos estados, extinguir gradualmente, mas não lentamente, vários cabides de emprego, desregulamentar setores, etc, etc... e vai fazer isso tudo sabendo que será deposto em poucos meses, a menos que os resultados econômicos estourem positivamente subindo a avaliação pública positiva e os pelegos burocratas mamadores do nosso dinheiro fiquem sem graça de trabalhar contra esta redução do estado.

    Mexer na cultura, fixar ensinamentos libertários, etc não surtirão efeito rápido se população não experimentar na prática os benefícios desta linha de pensamento.
    O estatismo está há mais de 500 anos, e a cada dia mais, enraizado na cabeça da massa de manobra, professores esquerdistas, sociólogos e demais "humanistas", revoltados ociosos (MST, sindicatos), ampla mídia tendenciosa, etc.
    No curto/médio prazo não vislumbro outra forma senão com um rompimento de paradigma.
  • Um observador  21/07/2015 14:47
    Vegas,

    Infelizmente isso não teria efeito. Um presidente, sozinho, não tem muito poder. Ele jamais conseguiria aprovar medidas "libertárias" sem o apoio do congresso.

    Então não resta saída... O negócio é mesmo tentar mudar a mentalidade das pessoas (e momentos de crise, como o atual, ajudam bastante nisso).
  • Vegas  21/07/2015 17:39
    Observador,
    Tbm não acho que isso seria uma tarefa fácil ou mesmo possível na totalidade, mas ainda assim é minha melhor aposta, para um político conseguir fazer alguma boa (reduzir o estado) teria que mentir, fazer promessas ilusórias (convenhamos, algo corriqueiro pra eles) e tentar, depois de eleito, encaminhar as propostas necessárias.

    Concordo que devemos continuar tentando mudar a mentalidade das pessoas, mas o medo de perder os benefícios sociais estão deixando mta gente na inércia, incapazes de enxergar o prós e contras reais disso tudo, se não experimentarem uma condição mais livre, mesmo contra sua vontade inicialmente, os passos para se chegar lá serão muito lentos e talvez nem venhamos a experimentar isso.

    Mas sem dúvida, um momento como o atual, em que o pessoal parece ter caído na real ajuda a acelerar este processo, mas tem um limite, que é QUEM será o próximo a assumir o comando da situação. Não dispomos de uma alma viva que defenda uma bandeira liberal, infelizmente.

    É como se a primeira opção fosse mais imediatista, apesar de improvável (qse utópico) e a segunda a longo prazo, porém menos improvável.
  • Nelio  22/07/2015 17:56
    Amigos, apenas duas palavras:

    Marxismo Cultural

    Aqui no Ocidente esses canalhas não conseguiram se impor a força, e como fizeram? Se infiltraram nas universidades, e hoje temos uma geração alienada humanista que é doutrinada em universidades e sai com o padrão MEC de qualidade.

    Mas eles tiveram um mérito: Souberam esperar e pensaram a longo prazo, portanto não pensem que um presidente libertário sozinho vai mudar alguma coisa, sofreria impeachment no primeiro ano de mandato, a mentalidade socialista e/ou estatista já tomou conta do Brasileiro, é preciso um trabalho a longo prazo para que ao menos nossos filhos possam desfrutar de um país mais livre, pois a nossa geração já está perdida..

    Desculpem a sinceridade
  • Felipe  20/07/2015 14:41
    Os empresários criam empregos estáveis e remunerados para a maioria da população, inovam e ofertam bens para a massa. Sem eles mais de 90% da população atual deixaria de existir ou estaria na miséria total.

    E ainda assim o ser humano demoniza eles e louva os políticos que lhe roubam todos os dias.
  • cmr  20/07/2015 15:15
    É que o brasileiro faz uma indevida distinção entre estado e políticos.
    Para a grande massa, o estado é uma figura abstrata e acima do bem e do mal.
    E os políticos é que são o problema, o dia em que o "Messias" for eleito os problemas do Brasil serão resolvidos da noite para o dia. A grande massa confia suas vidas nisso.
  • Gustavo Ferrari   20/07/2015 14:44
    E meus sinceros parabéns para quem tenta empreender nesse país.
  • Anderson  20/07/2015 14:51
    Este é o tipo de artigo que eu considero eficiente para atingir a população (principalmente brasileiros!), é de fácil entendimento e brinca com um pouquinho de lógica (faz com que o indivíduo ajuste o parafusinho, junte as peças).

    Ótimo artigo de Murphy.

  • Robson Palombo  20/07/2015 15:15
    ONGs recebem milhões para não fazerem nada, entidades de classe outros milhões para fingirem que representam alguém.

    O tal estado dificuldador e corrupto é a máxima deste nosso sistema.
  • Marcelo  20/07/2015 15:17
    Na verdade, a depender do setor, esses encargos ultrapassam e muito os 102% citados no texto.
    Na construção civil, por exemplo, os encargos ultrapassam os 170%, tendo ficado em 176% no mês de junho/2015. A fonte é o próprio Sinduscon/SP:
    www.sindusconsp.com.br/downloads/estprod/economia/2015/06_jun/enc0615.pdf

    Traduzindo: cada salário mínimo pago ao funcionário custa 2.175,00 reais ao empresário que o contratou.
  • José Avila Ribeiro   20/07/2015 15:17
    Isso é mais ou menos igual a quando você dá moradia gratuita a um empregado, a justiça automaticamente a considera como parte de salário e tributa em cima!

    E como isso, em qualquer outra ajuda espontânea. Em tudo o estado quer ganhar em cima e acaba por espantar o que de real se poderia proporcionar a muita gente.
  • Maria Aparecida Nery  20/07/2015 15:19
    O "poblema" é a ótica marxista de que empresários não atuam sobre a sociedade pelo "voluntariado humanitário", mas em busca do maldita lucro, o que os torna meros exploradores dos pobres e oprimidos e, portanto, devem ser castigados pelo "grande papai estado" com pesados impostos.
  • Lopes  20/07/2015 15:25
    Excelente artigo, à exceção de somente uma frase:

    "— ao tornar impossível que eles encontrem um emprego legal."

    Compreendo que o autor é estrangeiro (é o velho mestre Murphy, advogado da segurança fora da conjuntura estatal) e seria infantil exigir dele conhecimento sobre como a ilegalidade criou a máquina de auto-emprego que é o povo brasileiro. Entretanto, um "emprego ilegal", para muitos brasileiros, não apenas rende mais dinheiro (dado que o estado não absorverá nenhuma parte dos "benefícios" que ele toma forçosamente "em favor do contratado") como também reduz a fatia da economia sendo espoliada pelo Leviatã.

    O trabalhador "ascender" da ilegalidade à legalidade pode, reconheço, ser visto como uma evolução positiva. Entretanto, o trabalho que "ascende" da ilegalidade à legalidade, sob a conjuntura da legislação trabalhista, é uma tragédia. Pois muitos daqueles trabalhadores que executavam o trabalho ilegal o faziam justamente porque a restritiva legislação trabalhista combinada com a falta de capital e a falta de instrução os forçava à ilegalidade para começar: trabalho doméstico, por exemplo.

    Atualmente, por causas das razões mencionadas pelo artigo, 40% do trabalho brasileiro opera na informalidade.
  • Volta  20/07/2015 16:16
    Mas Lopes, os pobres só conseguirão trabalho na informalidade se houver alguns empregadores heróis dispostos a correr o risco de empregá-los (risco esse cada vez mais perigoso; pode dar cadeia mesmo).

    Fora essa hipótese (cada vez mais arriscada), é muito difícil um miserável se tornar autônomo. Acho que esse é o ponto do artigo.
  • Lopes  20/07/2015 18:35
    Sim, de fato.
  • Adriano  20/07/2015 16:59
    Ótima analogia. Murphy é o cara.
  • Jefferson  20/07/2015 17:48
    Ótimo texto novamente!
    O Mises é a melhor fonte de inspiração para debates e para divulgação dos ideais liberais.
    Tenho apenas uma sugestão de correção, eu não usaria a palavra "benfeitores" para designar os empregadores, já que não se trata de fazer algo sem esperar nada em troca. O empregador apesar de fazer o bem para a sociedade em geral, não o faz com esse propósito e sim para prosperar em seus negócios. Ademais, não somos como os progresistas que se assumem detentores das virtudes.
    Grato e sucesso!
  • Pires  20/07/2015 17:59
    Empregadores, obviamente, querem sim ganhar nas relações comerciais. Só que, ao buscarem esses ganhos próprios, eles fornecem emprego e renda para seus trabalhadores. E isso, meu caro, é sim uma benfeitoria. Por isso, empregados devem gratidão (e trabalho duro) aos seus empregadores (benfeitores). Não fossem por estes, aqueles passariam fome.
  • Victor Antunes  20/07/2015 20:12
    Concordo com o Jefferson, não é benfeitoria, não. Ele fornece o emprego para o trabalhador porque precisa de alguém pra função e então gerar lucro em cima disso. Se for possível trocar o empregado por uma máquina sem prejuízo algum da função e custando mais barato, claro que o empregador vai trocar (se não fosse assim, voltaríamos para idade das pedras). Ou seja, é uma relação meio que "simbiótica", na grande maioria das vezes.

    É importante ressaltar o mau uso do termo benfeitoria porque é daí que os adoradores do governo começam a puxar o tapete de nós liberais, pois soamos como endeusadores de patrões ricos e perseguidores dos empregados pobres.
  • Reisman  20/07/2015 20:21
    Victor, não entrarei no mérito do uso da palavra "benfeitoria". Mas gostaria apenas de enfatizar que esta sua frase -- mais especificamente a segunda parte dela -- não procede:

    "Ele fornece o emprego para o trabalhador porque precisa de alguém pra função e então gerar lucro em cima disso."

    Essa é uma clássica confusão entre causa e consequência. Não é o funcionário que gera o lucro; é o lucro que gera o funcionário. Não houvesse lucro, não haveria funcionário.

    Quem fornece os bens de capital, com os quais trabalhador assalariado trabalha, é o capitalista. Sem o capitalista, não haveria sequer salário para o trabalhador. Logo, dizer que o capitalista utiliza o trabalhador para obter lucro (sendo este o cerne da "mais-valia") não apenas é incorreto, como também é uma afirmação que não sobrevive à mais elementar ordem cronológica dos fatos.

    O salário do funcionário é deduzido do lucro do capitalista; não houvesse o funcionário, o lucro ficaria integralmente para o capitalista.

    E isso é fácil de ser percebido quando você pensa, por exemplo, na relação entre o restaurante e o garçom.

    Observe que, via de regra, garçons são atividades "desnecessárias" -- no sentido de que não é preciso haver garçons para que a comida e a bebida cheguem à sua mesa.

    Nada impede que os malvados capitalistas donos de restaurante façam um conluio e, por exemplo, demitam todos os seus garçons (o que representaria um enorme corte de gastos). Aí, sob esse novo arranjo, seriam os próprios clientes que levariam suas comidas e bebidas até a mesa. O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria.

    Se todos os restaurantes fizessem isso, duvido muito que suas receitas cairiam -- para onde mais as pessoas iriam para comer e ser servidas ao mesmo tempo? Ademais, mesmo que houvesse queda na receita, os cortes de gastos oriundos da demissão dos garçons certamente seriam suficientes para fazer com que os lucros fossem ainda maiores do que antes.

    E aí vêm as duas perguntas que ninguém faz:

    1) Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?

    Porque pensam no conforto dos clientes. Basta que um restaurante comece a oferecer serviços de garçom, e todos certamente irão copiá-lo. Ótimo exemplo dos benefícios da livre concorrência.

    2) De onde vem o salário dos garçons?

    Como já implícito na primeira pergunta, foi deduzido do lucro dos capitalistas.

    Ou seja, os salários dos trabalhadores são deduzidos dos lucros dos capitalistas. Não houvesse os capitalistas, não haveria salários para os trabalhadores.


    P.S.: aliás, se o estabelecimento retirasse o garçom e deixasse o cliente livre para ir ao freezer pegar sua cerveja (ou ir até o barril e pegar o seu chope), o consumo destas bebidas seria ainda maior. Eu pelo menos beberia muito mais.

  • Um empreendedor  20/07/2015 20:28
    Olha só, estou passando por uma situação interessante atualmente, que pode esclarecer esta confusão. Eu tenho uma pequena empresa de sistemas, formada apenas por mim e meu sócio. Estamos há 5 anos tocando o negócio em paralelo aos nossos empregos atuais, basicamente trabalhando de noite e aos finais de semana. Ou seja, estamos há um bom tempo fazendo um sacrifício (investimento) para tocar nosso projeto, que poderia ou não dar certo.

    Decorre que, por conta do nosso esforço e dedicação, aliados à nossa competência e experiência, o número de clientes tem aumentado, e com isso a nossa receita vem subindo ano a ano. Por conta disso, a carga de trabalho tem aumentado, e por conta disso tudo, achamos por bem que era hora de contratar alguém para ajudar, antes mesmo de decidirmos largar nossos empregos atuais.

    Este é a refutação mais cabal da teoria do "valor trabalho" que o companheiro aí evocou, mesmo inadvertidamente. Sem o nosso lucro, decorrente de nossos investimentos passados, jamais poderíamos contratar uma pessoa para ajudar.

    É do lucro que surge o salário. Sem lucro, sem salário.
  • Thiago André  20/07/2015 20:29
    Complementando o Reisman e o "Um empreendedor", cito outro exemplo: pegue uma montadora de automóveis.

    No extremo, se apenas os sócios criadores da empresa trabalhassem na linha de montagem, os lucros seriam exorbitantes. No entanto, tais pessoas, por não quererem esse trabalho excruciante, abrem mão dos lucros exorbitantes em troca de "terceirizar" este trabalho na linha de montagem para operários.

    Consequentemente, em vez de ficarem com 100% dos lucros, eles repassam uma fatia desses lucros para os operários, na forma de salários. Os salários desses operários, portanto, são deduzidos dos lucros dessa montadora.
  • Sandro lima  23/07/2015 16:34
    Para! não fala asneira!
    Vamos tentar ficar no "tangível", pelo bem da conversa...

    Para mim, é bem simples! tudo questão de 'investimento'.
    Quem investiu? quem correu o risco? nada mais justo eu obter a maior fatia do lucro, pois sem o investidor, não existiriam os meios produção.


    É fácil o 'parafusador de lanterna' chegar e dizer que trabalha 8hr/dia e que merecia ganhar mais do que o investidor que (se vc pegar a ford tem mais de 80 anos, sei lá).
    que investiu em fabricas, R&D, marketing, etc. o bonitão, nasceu ontem, entra na empresa como parafusador de lanterna, quer ganhar rios de R$ e se aposentar como parafusador de lanterna??? WTF??






  • Anti mais-valia  20/07/2015 20:50
    Se funcionária gerasse lucro o segredo para o sucesso seria apenas contratar mais funcionários.

    Mas não é.

    O segredo para o sucesso é atender a satisfação de um maior número de pessoas. Ou seja, vender.

    É da atuação do capitalista, na criação do negócio e no gerenciamento de toda sua estrutura até sua venda, que irá resultar ou não em receita. E é na receita que o capitalista irá contratar ou não algum funcionário para atender as necessidades da empresa.

  • Victor Antunes  21/07/2015 02:55
    Reinsman,

    Você está certo, o termo que usei foi infeliz, principalmente se isso te fez pensar na mais-valia. O que quis dizer é que o empregador emprega uma pessoa porque ela gera algum valor pra ele. Mas parece óbvio que este valor pode ou não gerar mais lucro para o empregador. E.g., o empregador sozinho produz X, com o empregado produz 1,3X.

    O garçom é um exemplo mais complexo, pois gera um valor percebido pelos clientes que é de difícil medição: o fato de ser servido. E se todos os restaurantes cortassem os garçons, algum empreendedor perceberia que há muitos clientes que gostam e muitos que não gostam da ausência do garçom, então abriria um novo restaurante com garçons. Isso inclusive responderia a questão 1 que você invocou (Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?).

    Sobre a ordem cronológica, entendo que não é tão exato como você quer transparecer. Se uma pessoa pegar um empréstimo para abrir uma fábrica de sofá, ele vai precisar de empregados para fazê-la gerar o produto e então chegar ao lucro. Se pensarmos num webmaster, isso muda, bem como no caso do colega Um Empreendedor, que comentou abaixo. Ou seja, acho que o outro exemplo abaixo, do Thiago André, não foi o mais feliz, só se fosse uma montadora artesanal onde os sócios fizessem tudo sozinhos em trocentos anos. Mas de qualquer forma, acho a discussão sobre a cronologia bem desnecessária.

    Sobre a questão 2 (De onde vem o salário dos garçons?), concordo.

    PS.: Eu sou um que prefiro restaurantes com garçom a restaurantes self-service.
  • Sandro lima  23/07/2015 16:17
    "Nada impede que os malvados capitalistas donos de restaurante façam um conluio e, por exemplo, demitam todos os seus garçons (o que representaria um enorme corte de gastos). Aí, sob esse novo arranjo, seriam os próprios clientes que levariam suas comidas e bebidas até a mesa. O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria"

    Não existe essa de 'malvados capitalistas' mesmo utilizando de ironia, não faz sentido.

    Não faz sentido o que você disse pois:
    EU (um capitalista tentado entrar no ramo de restaurantes) iria inventar um "serviço diferenciado" (iria abstrair do meu lucro) contratando garçons( até porque EU não iria servir ficar lá, servindo todas as pessoas somente para não ter que pagar alguém para faze-lo) e todo mundo iria mais no meu restaurante pelo simples fato, de que, eles poderia ficar sentado esperando a comida chegar enquanto batem papos sobre negócios, fofocas etc.

    Algumas profissões surgiram por conta de "diferenciais" o problema é o governo e sindicatos que vem e regulamenta uma classe que a meu ver surgiu somente como 'cortesia' ao cliente vamos assim dizer...

  • Marcos  23/07/2015 16:47
    Prezado Sandro, parabéns. Você captou o espírito da coisa: capitalistas abrem mão de reter todo o lucro possível e preferem contratar trabalhadores e dividir com eles parte desse lucro (na forma de salários).

    Como você mesmo disse, tal arranjo é plenamente factível, mas é incômodo para o capitalista, que prefere abrir mão de 100% do lucro visando ao maior conforto do cliente.
  • Sandro lima  20/07/2015 20:39
    "passar fome"...
    Também não é para tanto. já fui empregado, e minha posição sempre foi a mais agressiva possível.
    Pedia aumento sempre que surgia oportunidades, cedia quando o chororô começava. E trabalho, para mim sempre suprir necessidades! Eu tinha uma necessidade (R$) meu empregador tinha uma necessidade (alguém para determinado trabalho).
    No dia que deixou de ser interessante para mim, pulei fora. óbvio, que no dia que meu trabalho não fosse mais lucrativos para ele, teria me demitido!

  • Ali Baba  21/07/2015 11:10
    @Sandro lima 20/07/2015 20:39:34

    E trabalho, para mim sempre suprir necessidades! Eu tinha uma necessidade (R$) meu empregador tinha uma necessidade (alguém para determinado trabalho).
    No dia que deixou de ser interessante para mim, pulei fora. óbvio, que no dia que meu trabalho não fosse mais lucrativos para ele, teria me demitido!


    Você está invertendo as coisas. O seu trabalho, per se, não é lucrativo. Os arranjos comerciais do seu empregador são lucrativos (ou não) e desse lucro ele paga o seu salário.

    É bem fácil entender isso. Suponha que a empresa que te contrata tenha uma carteira de 10 clientes que lhe pagam 1000 reais por mês. Uma receita de 10 mil reais. Suponha que essa empresa tenha uma despesa operacional de 1000 reais e dois funcionários com uma despesa em salários e encargos de 4000 reais cada. Ou seja, uma empresa que gera apenas 1000 reais de lucro para o capitalista (1000 + 4000 + 4000 = 9000 de despesas e 10000 de receita = lucro de 1000 reais). [É óbvio que estou simplificando bastante as coisas...]

    Agora, suponha uma crise econômica. Um desses clientes cancela o contrato. Agora a receita é 9000 reais e a despesa 9000 reais. Apostando em uma recuperação da economia, o capitalista aceita ficar sem seu lucro e manter a equipe. Não há redução significativa no trabalho para cada empregado. Ou seja, todos continuam trabalhando como antes, mas agora a empresa não é mais lucrativa.

    Ato contínuo, a crise se agrava, e a empresa perde mais um contrato, passando a operar no prejuízo de 1000 reais/mês. O capitalista ainda aposta em uma recuperação da economia e mantém a equipe. Para o trabalhador, a redução da quantia do trabalho é negligível... é provável que nem note a perda de mais um contrato.

    Até aqui já deu para entender que não é o seu trabalho que gera o lucro, mas a habilidade comercial do capitalista (ou da equipe de vendas capitaneada por ele) em fechar contratos para manter a empresa viável. Também dá para entender que capitalistas fazem apostas e às vezes (na realidade com uma frequencia muito maior no Brasil) amargam prejuízos contínuos por conta dessas apostas.

    Não vou me alongar no exemplo, mas se você quiser seguir o exercício, pode continuar diminuindo a receita e imaginando o que o capitalista e o trabalhador fariam...

    O ponto é, o trabalho do empregado é um recurso usado pelo capitalista, assim como é a eletricidade ou os maquinários que fazem uma empresa funcionar. Esse trabalho é recurso necessária para o lucro, mas não suficiente, sequer é condição determinante. Portanto, lucro não pode ser excedente do salário (pagamento pelo recurso) e sim o salário (assim como qualquer pagamento por recursos) que é descontado do lucro e muitas vezes pago em detrimento do mesmo (no caso de prejuízos).
  • Sandro lima  23/07/2015 16:06
    Ali Baba

    Você quem não me entendeu... Não quis expor o que eu representava para o meu empregador, se dava lucro ou não, e sim, que eu realizava meu trabalho, e, no dia que deixou de ser interessante para mim, eu pulei fora. Se ele, me mantinha como empregado mesmo com prejuízo, era um problema dele, não meu. Se eu tivesse que me preocupar, com o fato, de ele obter lucro para pagar o meu salário, eu assumiria o papel de sócio e não de empregado.

    "o trabalho do empregado é um recurso usado pelo capitalista assim como é a eletricidade ou os maquinários que fazem uma empresa funcionar...[ate o final]."

    O funcionário pode até ser comparado como um recurso igual a eletricidade, mas ele tem escolhas! o desempenho é uma variável de infinitas possibilidades(é uma caixinha de surpresas). Mas nem é essa a questão para mim.
    A questão é, que deveria ser assim:(eu, quando fui empregado, sempre vi dessa maneira).
    Eu preciso de R$, você precisa do meu trabalho,(não quero saber se vc vai ganhar Milhões ou centavos), EU pelos meus serviços acredito que mereço ganhar X! você pode e quer pagar??
    Se sim, fechamos acordo, se não, até mais!

    O empregador a mesma coisa:
    Eu tenho X recursos em troca dos seus serviços, analisando o mercado etc, acredito que X está de bom tamanho para você começar. Você aceita?
    Se sim, temos um acordo. Se não, que venha o próximo da fila.

    O empregado é um recurso como 'eletricidade' para a empresa, mas ele tem escolhas, por isso não pode ser tratado somente como insumo.
    Empresas perdem bons profissionais e contratam muito lixo, justamente por pensarem no funcionário somente como insumo.




  • IRCR  20/07/2015 19:16
    Ué. Mas não eram os comunas que acusam a CLT de ser uma obra fascista ? Pq eles a defendem tanto então ??? kkkkk
  • Curioso  20/07/2015 20:06
    OFF TOPIC ---

    Caro IMB, o que haverá dia 18 de agosto?

    Obrigado.
  • Gato Morto  21/07/2015 02:57
    Não sou o IMB (?), mas respondo: dia do estagiário.
  • Adailton  20/07/2015 21:19
    Os encargos sociais achatam os salários mesmo,porém, expliquem-me o que acontecia antes do surgimento das leis trabalhistas,agora suponhamos que o governo acabe com essas obrigações dos empregadores,eles simplesmente embolsariam esse dinheiro e reduziriam o salário pela metade e dobrariam a carga horária.
  • Menezes  20/07/2015 21:45
    "expliquem-me o que acontecia antes do surgimento das leis trabalhistas"

    O termo desemprego inexistia. (E atente que "leis trabalhistas" é um tantinho diferente de "encargos sociais e trabalhistas"). Já começou bem.

    "agora suponhamos que o governo acabe com essas obrigações dos empregadores,eles simplesmente embolsariam esse dinheiro e reduziriam o salário pela metade e dobrariam a carga horária."

    Oi?! Reduziriam os salários?! Por essa sua lógica, ninguém -- absolutamente ninguém -- ganharia hoje mais do que o salário mínimo. Afinal, se o governo estipula um piso, não haveria por que ninguém pagar um salário acima do piso. No entanto, não é isso o que acontece. Como você explica esse furo na sua "lógica"?

    Outra coisa: de fato, nada garante que, com o fim dos encargos sociais e trabalhistas, haveria aumentos salariais. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal. Você prefere a última.
  • anônimo  20/07/2015 23:29
    "O termo desemprego inexistia."

    Mas desemprego sempre vai existir. É inerente ao capitalismo. Empresas melhores destroem empresas piores. Inovações destroem emprego ineficientes.

    Mesmo que essas situações constituam desemprego temporário ainda assim sempre haverá desemprego, com ou sem regulação trabalhista.
  • Thomas  21/07/2015 00:10
  • Genésio Marfran  20/07/2015 21:48
    Essa afirmação ignóbil de que "não fosse o salário mínimo todo mundo trabalharia por um real" é típica de gente que nunca empreendeu na vida.

    Eu sou micro-empresário de um ramo extremamente concorrencial (oficina mecânica). Os meus concorrentes me obrigam constantemente a elevar os salários dos meus funcionários. Se eu não elevar, eles (meus concorrentes) tomam meus melhores mecânicos.

    Esse contínuo aumento salarial ocorre sem nenhuma pressão ou lei do governo. É simplesmente resultado da concorrência.

    Se houvesse mais liberdade empreendedorial, haveria mais oficinas surgindo, e consequentemente haveria mais demanda por mão de obra e consequentemente salários mais altos.

    Do meu ponto de vista empreendedorial, os obstáculos que o governo impõe ao surgimento da concorrência é bom para mim, pois assim não preciso ficar dando aumentos salariais contínuos. No final, quem impede que haja mais aumentos salariais é justamente o governo.
  • Adailton  20/07/2015 23:05
    Obrigado pela explicação meu caro,gostaria de fazer parte do mundo de "Mises",onde todos são empreendedores, louvando o "deus" CAPITALISMO (obs:não sou comunista).Gosto de exemplos práticos,me aponte uma nação onde foram abolidas todas essas leis e a COISA DEU CERTO,boa noite.
  • Machado  21/07/2015 14:33
    "Gosto de exemplos práticos,me aponte uma nação onde foram abolidas todas essas leis e a COISA DEU CERTO"

    Você está perguntando qual país aboliu encargos sociais e trabalhistas iguais aos brasileiros?! Ora, vários países nunca sequer os adotaram!

    Eu poderia citar uma lista, mas como você quer "exemplos práticos", fique com esses:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059

    Abraços!
  • Felipe  21/07/2015 16:03
    "gostaria de fazer parte do mundo de "Mises",onde todos são empreendedores, louvando o "deus" CAPITALISMO (obs:não sou comunista)."

    Qual moral de alguém que louva políticos, como Dilma e Lula, falar algo aqui?

    "Gosto de exemplos práticos,me aponte uma nação onde foram abolidas todas essas leis e a COISA DEU CERTO,boa noite."

    1) Salários mínimos não existem na suíça e na Dinarmaca.

    2) EUA e Hong Kong não limitam a jornada de trabalho.

    3) Nos EUA não há legislação sobre férias e feriado.

    4) Comparação: Leis trabalhistas no Brasil protegem mais que nos EUA

    5) Trabalhadores fogem dos países com melhores leis trabalhistas.

    6) Os 5 do países mais livres para fazer negócios são desenvolvidos.







  • LORIVALDO  21/07/2015 01:41
    Exatamente Genésio, tal fato acontece com os pedreiros. Os bons não ficam parados, mesmo cobrando diárias superiores a R$100 reais.
  • corsario90  20/07/2015 21:48
    Off Topcs, nãzo sou economista, mas existe uma relacao emtre lei de Okum e Escola austriaca e a nosso estado atual da economia?
    ABS
  • IRCR  20/07/2015 23:54
    Vamos supor que o empregador gaste 4k para te empregar (salario + benefícios + encargos) via CLT, porém vc recebe apenas 1500 líquidos. E agora vamos supor que vc prefira negociar por fora esse valor, desses 4k vc fica com 3k e a empresa com 1k e o governo com 0k.

    Nesse cenário quem sai ganhando é o empregado e empregador e quem levaria ferro é o governo. Nada mais justo não ?

    No cenário atual, quem sai ganhando é o parasita (governo) e quem leva ferro é o empregador que paga caro para contratar e o empregado que recebe pouco e vê seu dinheiro ir para o ralo do FGTS, INSS e todas essas porcarias.

    E logico que o poder de barganha por parte do empregado vai depender da oferta e demanda por sua mão de obra. Quanto maior a demanda por ela, maior a barganha.
  • INRI  21/07/2015 03:00
    Só que você está se esquecendo da justiça trabalhista, que torna esse arranjo improvável.
  • IRCR  21/07/2015 03:52
    Sim, o arranjo é ilegal para a famigerada justiça do trabalho. Mas na prática isso acontece em alguns casos. O que chamam de "pejotização"

    Por isso que pelegos sindicalistas, advogados do trabalho etc... tem total aversão a esse arranjo. A industria da justiça do trabalho não gosta dessa relação bilateral mais livre entre empregado e empregador.

    O fato que abolir de uma vez a CLT por algum governo é totalmente improvável e teria um custo politico altíssimo, já que 95% da população tem um viés "marxista" sobre o trabalho.
    A melhor coisa seria a liberação de contratos bilaterais mesmo que houvesse algum tributo em cima do contrato (já que o governo não iria querer abrir mão da boquinha né?). Com o tempo a própria população veria que CLT é mais um fardo que algo que beneficia o trabalhador e tenderia a perder força com o passar do tempo.

  • Alexandre  21/07/2015 17:51
    Existe um furo nessa lógica. Existem empresas que pagam todos os encargos para uma casta de empregados privilegiados, enquanto esfola o andar de baixo, o chão de fábrica, a faxineira e a tia do café. Nem sempre esses privilegiados são recursos altamente especializados e talentosos, pelos quais um empresário inteligente pagará uma fortuna para não vê-lo trabalhando para a concorrência. Muitas vezes é só o amigo, ou o amigo do amigo, uma espécie de troca de presentes entre compadres. Sim, amigos, o fisiologismo também existe no mundo dos negócios privados e é particularmente alarmante no Brasil. É cada vez mais rara a contratação de executivos estritamente por mérito curricular; cada vez mais é preciso uma "indicação". Isso é péssimo para a eficiência e produtividade nos negócios privados (e públicos, evidentemente).
  • Barros  21/07/2015 18:10
    Acho que o furo está é na sua lógica, Alexandre.

    Se há o "fisiologismo", se executivos são contratados não por "mérito curricular" (seja lá o que isso signifique), mas sim por "indicação" (por que acatar uma indicação ruim?), e se "isso é péssimo para a eficiência e produtividade nos negócios", então a empresa que incorrer nesse privilégio não irá durar muito tempo no mercado.

    A única maneira de uma empresa ineficiente durar muito no mercado é se ela for protegida pelo governo e blindada da concorrência -- seja por meio de tarifas de importação, seja por meio de subsídios, seja por meio de agências reguladoras que proíbem a entrada de concorrentes naquele mercado.

    Fora isso, não há como uma empresa sobreviver utilizando esse expediente que você descreveu.

    Obviamente, isso não é um defeito do mercado, mas sim uma intervenção estatal, que é a única maneira de dar sobrevida a esse arranjo economicamente ineficiente.

    P.S.: por outro lado, caso a empresa faça isso que você descreveu, mas continue firme e forte em um mercado livre, então lamento, mas as escolhas gerenciais que ela fez se revelaram corretas.
  • Vegas  21/07/2015 11:13
    IRCR

    Como disse INRI a "justiça" trabalhista praticamente impede que isso seja feito.
    Dado que em uma reclamação trabalhista o placar já inicia 70% em favor do empregado.

    Suponhamos que este acordo que vc disse seja aceito de bom grado pelo empregado e pelo empregador.
    Não é raro, após a demissão deste empregado, que ele vá à "justiça" do trabalho reclamar pois a empresa não depositou sua parcela de fundo de garantia referente a este 3.000 .
    O recolhimento dos "benefícios" proporcionais, mais multa, dá um dinheiro bom e quem perde nessa é somente o empregador.

    Falar em confiança? Já vi muita gente confiável reclamar este tipo de coisa na justiça, e ainda aproveitam pra encaixar um pedido de danos morais.

    Alguns poucos ainda fazem isso, é preciso uma dose de coragem, pois a partir daí vc se torna qse um criminoso.
    Por outro lado o governo protetor tem lançado mão da tecnologia para coibir este tipo de arranjo para que nem os corajosos se atrevam a fazer esse jogo, afinal de contas, eles querem proteger o trabalhador explorado.
  • david  21/07/2015 00:58
    Off topic.

    Vamos supor que o governo adotasse uma política cuja a qual a pessoa pode escolher se paga ou não impostos. Por exemplo: se eu pago uma quantia x de impostos, eu detenho a mesma quantia x de serviços. Mas se eu não pago nada, eu ficaria sem usufruir sem nenhum serviço ou beneficio que o governo ou o estado dão, mas eu teria mais dinheiro na minha conta.

    Na visão libertaria, este tipo de imposto seria imoral ?

  • Edujatahy  21/07/2015 01:18
    Para lhe rresponder O governo continua tendo monopólio de serviços? Como por exemplo, transporte público?
  • david  21/07/2015 02:26
    Não.
  • luiz  21/07/2015 03:58
    Se o estado adotasse tal política simplesmente não haveria mais imposto e nem estado. Ou seja, seria uma ótima idéia.
  • Edujatahy  21/07/2015 10:20
    Então não seria imoral. E também não teria, provavelmente, o nome de imposto. Estado seria apenas o nome de outra entidade prestadora de serviço como qualquer outra.
  • Luis  21/07/2015 00:59
    Já que alguem falou em FGTS,

    spotniks.com/entenda-em-3-minutos-como-o-governo-te-rouba-atraves-do-fgts/

    Um custo para o empregador sem benefício ao empregado.
  • Garfield  21/07/2015 02:08
    O estado não pune quem quer ajudar. O estado pune quem diz que quer ajudar. Há uma enorme diferença entre uma coisa e outra e não enxergá-la é muita ingenuidade.
  • anônimo  21/07/2015 03:22
    Ah, como eu gostaria que algumas pessoas que conheço (defensoras ferrenhas do sindicalismo, do Bolsa Família e/ou do regime de trabalho celetista) lessem este artigo... Depois a sem coração sou eu, só podem estar de brincadeira!
  • Amarílio Adolfo da Silva de SoUZA  21/07/2015 11:59
    Fim do estado brasileiro já.
  • Marcela  21/07/2015 13:30
    Parabéns Robert, belo artigo, falou tudo.

    Acho justo a coleta de impostos desde que o mesmo seja aplicado de forma correta, na infraestrutura do pais, porém acho que também não poderia ser essa farra, impostos altíssimos, que na maioria das vezes vai parar no bolso de uma única pessoa, é triste essa nossa realidade atual, mas temos que enfrenta-la.

    Atte, Marcela Silva
  • Jarzembowski  21/07/2015 19:36
    [NEM TÃO OFF]
    Alguém já deve ter postado, mas vale a pena:

    Acordo eliminará tarifa de eletrônicos em 80 países; Brasil está fora

    O sujeito que tem a petulância de dizer que o objetivo do Estado é servir à sociedade só pode ser imbecil ou vigarista.
    Burocrata só existe pra trocar favorecimento político por dinheiro.
    A declaração do Humberto Barbato presidente da Abinee(Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) que também poderia ser chamada de Associação Brasileira dos Lobistas filhos de Meretrizes dá ânsia de vômito:

    "Nunca quisemos participar do ITA(tratado internacional de tecnologia da informação). Se isso acontecesse, praticamente não teríamos mais indústria eletroeletrônica no país', diz ele, ao destacar os baixos preços dos itens chineses, os altos custos de produção no Brasil e o câmbio valorizado dos últimos anos"

    Ou seja, o governo torna o ambiente econômico hostil e quase proibitivo para o empreendedorismo com o objetivo de beneficiar vermes como esse Humberto Barbato e sua organização lobista e a justificativa pra novas intervenções é justamente o fato de que o cenário econômico é desvantajoso se comparado com a eficiência e preços baixos das industrias de outros países.
    O que mais as pessoas precisam pra perceber que é a essa gente, a esse tipo de criatura asquerosa e abjeta que o Estado serve?
  • Sandro lima  23/07/2015 17:07
    Pois é, eu li isso e fiquei 'injuriado'...
    E tem quem defenda governo, quem defende só pode está comendo na mão, não vejo outro motivo...

    Daí os cara lisas ainda tem coragem de dizer que é 'contrabando' quem vai lá fora e volta com a bolsa cheia de eletrônicos que NEM são fabricados aqui.

    E os chacais da receita, que roubam as mercadorias de quem se recusa a pagar o imposto. dão risada...


    Para mim, não faz sentido o governo taxar remédio, produtos de informática, aparelhos voltados para a medicina...

    São produtos que vai diminuir e melhorar o custo de vida tanto das empresas quanto das pessoas!

    Taxar remédios e aparelhos voltados para a medicina, para mim, é crime hediondo, é genocídio.






  • Luis  21/07/2015 22:00
    Bem, concordo em partes. Realmente a legislação trabalhista brasileira é um fardo para todos mas comparar um dono de negócio com um doador ficou meio forçado. O dono do capital não está fazendo uma caridade. Ele precisa do funcionário, mesmo sem qualificação, para fazer trabalhos específicos (normalmente de baixa complexidade) que custariam muito se fosse feito por alguém qualificado.
  • Garcia  22/07/2015 00:41
    "comparar um dono de negócio com um doador ficou meio forçado"

    Onde está escrito isso?
  • INFIEL  22/07/2015 10:44
    Fiquei pensando agora vindo do trabalho, quando li esse artigo junto com os comentários.
    E um fardo grande pro empregador em pagar 102% a 170%, pra manter um funcionário mas se o dinheiro pago fosse direto para o empregado, isso não causaria um aumento dos preços espontaneamente? Se existi-se um acordo em reverter todos os impostos trabalhistas citados no artigo e fosse transferido para o emprego, isso não viraria um efeito cascata? E o que causaria para o Estado em não ter essa verba? Eu acho viável o ponto do artigo mas fico a pensar nas consequências posteriores, pois o mesmo apenas descreve o fardo do empregador.
  • Leandro  22/07/2015 12:45
    Em termos de inflação de preços não mudaria nada, Infiel.

    E o motivo é simples: você está partindo do princípio de que a fatia do dinheiro que vai para o governo está sendo guardada em algum cofrinho e poupada. Não! Esse dinheiro que o governo confisca é imediatamente gasto por ele. O governo não está guardando dinheiro nenhum; ele gasta tudo que arrecada.

    (Assim é também com o INSS, o qual muita gente pensa que guarda o dinheiro que recebe. Não. Absolutamente cada centavo que o governo arrecada, independente da origem, é gasto pelo governo)

    Ou seja, todo o dinheiro envolvido nessa narrativa do artigo já está hoje sendo gasto. Caso haja redução dos encargos sociais e trabalhistas, o que aconteceria é que o governo teria menos dinheiro para gastar (pressão baixista nos preços) e os cidadãos teriam mais dinheiro para gastar (pressão altista nos preços). O somatório final, no entanto, é nulo. O total de dinheiro envolvido não foi alterado.

    De novo: caso os encargos sociais e trabalhistas fossem abolidos (ou mesmo reduzidos), o governo teria menos dinheiro para gastar e o cidadão teria mais. No somatório geral, no entanto, a quantidade total de dinheiro sendo gasta não foi alterada.


    P.S.: aliás, dependendo da propensão a poupar da população, pode até ser que haja uma pequena deflação de preços. O governo gasta todo o dinheiro que recebe, sem poupar nada; já a população poderia perfeitamente poupar uma fatia desse aumento salarial que teria. Nesse caso (governo com menos dinheiro, população com mais dinheiro, somatório nulo, mas população poupando mais), o volume de gastos seria até menor.

    Poderia até não haver queda de preços, mas certamente haveria menos pressão para aumentos.

    P.S.2: recomendo também a leitura deste artigo:
    FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/07/2015 14:02
    Mas essa redução dos encargos sociais/trabalhistas arrecadados pelo governo liberaria margem pra os empresários, e isso poderia se traduzir em poupança e investimentos futuros, aumentando o Produto (coisa que o consumo irrefreável do governo, e até do cidadão, não possibilita).

    É isso, mestre?!
  • Leandro  22/07/2015 15:59
    Perfeito, Rodrigo.
  • IRCR  24/07/2015 05:37
    Leandro

    Mas o pais não entraria numa profunda espiral recessiva ? pois o multiplicador de gastos do governo iria ser fortemente reduzido rssss
  • Victor Antunes  24/07/2015 21:33
    Leandro,

    Acho válido citar também que o governo gasta com o ADA (Amigos dos Amigos), exonerando e incentivando as empresas que ele escolhe (quem contribui mais com a campanha). Já o dinheiro na mão do funcionário é a mais genuína liberdade: o funcionário (consumidor) terá o poder de decidir quem merece receber a grana DELE, de acordo com valor gerado pela empresa que oferece o produto/serviço para ELE. Em resumo, o primeiro gera ciclos econômicos, o segundo gera satisfação de necessidades e geração de valor.

    Triste perceber que este arranjo está longe de se realizar por aqui. Está difícil manter a esperança. A gente tenta fazer a nossa parte instigando as pessoas a pensarem um pouco além, mas a nossa cultura é de amor ao governo, o PAI que irá satisfazer todas as nossas necessidades. Se tem uma coisa que o governo é exímio em administrar é essa cultura de dependência.
  • Andre  22/07/2015 13:35
    Além da excelente explicação dada pelo Leandro quero acrescentar que:
    Nos países desenvolvidos os impostos/encargos são menores e a inflação também é menor.
  • Fernando  22/07/2015 13:22
    O Brasil virou um grande exportador de mão de obra. O Brasil é um dos maiores exportadores de emprego do mundo.

    Com tanta exploração do governo e da legislação trabalhista, o país está exportando mão de obra, quando as pessoas estão indo embora ou, quando compramos produtos importados que são melhores e mais baratos.

    Essa constituição cidadã é um repelente ao investimento.

    Isso só vai mudar quando todos os políticos morrerem e entrar jovens com pensamento voltado à liberdade. Nossos políticos estão velhos, preguiçosos, vagabundos, e só querem continuar mamando no governo. Só iremos avançar quando entrar uma nova classe política com viés liberal.

    A era da vitimização precisa acabar, ou continuaremos sendo exportadores de empregos.
  • corsario90  24/07/2015 19:48
    Alguem teria uma indicação onde comprar livros do George Reisman em portugues? Existe?
  • alguem  31/07/2015 20:15
  • .  03/10/2015 14:27
    https://br.noticias.yahoo.com/47-mil-iranianas-foram-demitidas-volta-licen%C3%A7a-maternidade-162919849--business.html
  • Emerson Luís  27/08/2015 16:01

    Tem como eu dar o meu salário para o governo e ficar com o imposto?

    [Pergunta irônica]

    * * *
  • leandro ferreira  31/10/2015 11:25
    Olá pessoal. ficou calorosa as opiniões,eu gosto de ler,artigos como este,passamos a ver novas ideias e poso confrontar com as minhas.
    Minha opinião seria menos impostos sim,sonegar nunca.imposto menores e uma reforma política,e uma reforma na nossa economia,seria a solução de inúmeros problemas sociais.
    onde tem dinheiro tem cobiças e ATRAI ladões, pessoas que até então não era. Este mal necessário (dinheiro)faz com que eles roubam alem do que pode gastar,roubam até para suas próximas gerações.
    Eu defendo o fim dos salários aos políticos. profissionais gabaritado onde sua vida regressa já foi investigada,deixando apto a pleitar cargos políticos, para começar terá que apresentar projetos que elevaria o brasil para o primeiro mundo.
    Saiu do seu mandato,não tem aposentadoria orbitantes,existiria a aposentadoria (A,b,C,D)ONDE A A 1 SALARIO E A D 4 SALÁRIOS seria aplicada em toda a nação com todos aposentado, reformado, teriam de direitos.conforme capacidade sócio econômica.
    CORTAR AS APOSENTADORIA DOS Políticos,ONDE VÃO SE ENQUADRAR NA (A,B,C,D).AMIGOS este brasil sempre foi rico mas oportunista mal caráter ladrões bandidos depreciarão nossas riquezas e continuam depreciando vendendo sorrateiramente,para países.vendem barato e desviaram o quanto puderem.
    Então com o fim dos salários aos políticos, só iriam ficar brasileiros patriotas que de fato quer deixar uma nação melhor, e uma economia onde a saúde funciona,a educação funciona a segurança funcione. cidadões e profissionais que tem amor no coração serão voluntários para governar nossa nação, levar o brasil para uma economia estável, nossos filhos nossas próximas geração vão escrever uma nova historia.eu estou pronto a ser um voluntario.


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