Políticos mentem porque a população se sente melhor assim

O fato de que muitos políticos de carreira são mentirosos descarados e compulsivos não é apenas uma característica inerente à classe política; é também um reflexo do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos demagogos podem satisfazê-las.  

Porém, quando a realidade se impõe e os efeitos econômicos de medidas populistas começam a cobrar seu preço, os eleitores finalmente percebem que foram enganados.  E então começam a reclamar que os demagogos os enganaram e venderam ilusões.

Essas pessoas são as mesmas que, no passado, não apenas acreditaram piamente nas promessas dos demagogos, como também ignoraram rispidamente todos os alertas, feitos pelos mais sensatos, de que determinadas políticas populistas eram insustentáveis e cobrariam um preço caro no futuro. 

Pessoas que se recusam a aceitar verdades desagradáveis quando estas são ditas em épocas de bonança não têm direito de, no futuro, reclamar que os políticos mentiram e que elas foram enganadas.  Afinal, com essa mentalidade, que outro tipo de candidato essas pessoas elegeriam?

Uma das principais mentiras do estado assistencialista é a noção de que o governo pode dar às pessoas coisas que elas desejam, mas que não podem bancar.  Dado que o governo não produz riqueza, não tem renda própria e se mantém por meio do confisco de recursos das pessoas, então, por uma questão de lógica, se as pessoas como um todo não podem bancar algo, tampouco pode o governo.

Se você vota em políticos que prometeram dar a você benesses pagas com o dinheiro confiscado de terceiros, então você não tem nenhum direito de reclamar quando esses mesmos políticos resolverem tomar o seu dinheiro para repassá-lo para terceiros, inclusive para eles próprios.

[N. do E.: e isso é exatamente o que está acontecendo hoje no Brasil: além de reduzir alguns benefícios trabalhistas, o governo está aumentando impostos sobre a folha de pagamento e revertendo isenções fiscais ao mesmo tempo em que se recusa a cortar a mordomia dos políticos, o número de ministérios, de secretarias e de cargos comissionados].

Existe, é claro, a imortal falácia de que o governo pode simplesmente aumentos os impostos sobre "os ricos" e utilizar tal receita adicional para pagar por coisas que a maioria das pessoas não consegue comprar. O que é incrível nesse raciocínio é a sua implícita suposição de que "os ricos" são todos tão idiotas, que não farão nada para evitar que seu dinheiro seja tributado.

[N. do E.: O recente caso francês é ilustrativo.  Após implantar um imposto de 75% para todos aqueles que têm renda superior a um milhão de euros, tal política se revelou um fiasco.  Além de gerar um enorme êxodo fiscal (o ator Gerard Depardieu foi o exemplo mais famoso), tal tributação em praticamente nada elevou a arrecadação do governo. 

A alíquota afetava apenas mil pessoas e proporcionou somente 250 milhões de euros a mais de arrecadação, ao passo que apenas o déficit orçamentário do governo francês foi de 773 bilhões de euros em 2014.  Ou seja, o adicional arrecadado equivalia a 0,03% do déficit.  O tarifaço foi abolido.

Em nenhum país ocidental os ricos arcam exclusivamente com os impostos; quem realmente fica com o grande fardo é a classe média.  Não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais. 

Para entender em mais detalhes por que aumentar a tributação sobre os ricos gera um efeito contrário ao pretendido, veja este artigo.]

Na economia globalizada atual, os ricos podem simplesmente investir seu dinheiro em países onde as alíquotas de impostos são menores.  Basta um toque no computador, e as fortunas vão embora para outros países.

Então, se você não pode confiar que "os ricos" irão pagar a conta, em que você pode confiar?  Nas mentiras.

Nada é mais fácil para um político do que prometer benefícios governamentais que não poderão ser cumpridos.

Previdência Social é perfeita para essa função. As promessas são feitas com base em um dinheiro que só será pago daqui a várias décadas — sendo que, até lá, outra pessoa estará no poder com a tarefa de descobrir o que dizer e fazer quando descobrir que nunca existiu tal dinheiro e a convulsão social começar.

Haverá o calote, sim, mas existem, no entanto, várias formas de postergar o dia do acerto final. O governo pode, por exemplo, começar a restringir vários benefícios previdenciários daqueles grupos que são menos influentes politicamente.  Ele irá começar dando pequenos calotes naqueles grupos que têm menos poder político e pouco poder eleitoral. E daí vai começar a aprofundar.

Nos EUA, o governo vai começar a cortar o Medicare (programa de responsabilidade da Previdência Social americana que reembolsa hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de idade) e o Medicaid (programa financiado conjuntamente por estados e pelo governo federal, que reembolsa hospitais e médicos que fornecem tratamento a pessoas que não podem financiar suas próprias despesas médicas)

[N. do E.: aqui no Brasil, as vítimas serão alguns pensionistas, que irão se aposentar recebendo proporcionalmente menos do que contribuíram.  Depois, os cortes provavelmente irão para alguns setores da saúde pública.  A faca começará sempre sobre os menos influentes. Haverá gritaria, mas será feito.]

É apenas uma questão de tempo. O fato é que todos esses problemas de longo prazo irão, eventualmente, desafiar as belas e sonoras mentiras que são a força vital das políticas de bem-estar social. Mas ainda irão ocorrer muitas eleições entre hoje e o dia do acerto final — e aqueles que são profissionais na arte da mentira ainda irão vencer muitas dessas eleições.

E, enquanto o dia do ajuste de contas não chega, há diversas maneiras de aparentemente superar esses problemas.  Se a arrecadação do governo não estiver conseguindo acompanhar o ritmo do seu aumento de gastos — como é o caso —, ele pode imprimir mais dinheiro.  Isso não torna nenhum país mais rico, mas insidiosamente transfere parte do poder de compra da população — bem como a poupança e a renda das pessoas — para o governo e seus protegidos, gerando uma redistribuição de renda às avessas.

Imprimir mais dinheiro significa inflação — e a inflação é uma mentira discreta, por meio da qual o governo pode manter suas promessas no papel, mas com um dinheiro cujo poder de compra é muito menor do que aquele que vigorava quando as promessas foram feitas.

Será que é realmente tão surpreendente que eleitores com expectativas fantasiosas e irreais elejam políticos que mentem descaradamente sobre serem capazes de cumprir tais fantasias? 

Promessas sublimes sobre "justiça social" e "igualdade" não passam de estratagemas feitos para aumentar o poder de políticos, uma vez que tais belas palavras não possuem nenhuma definição concreta.  Elas nada mais são do que um cheque em branco para criar uma gigantesca disparidade de poder que, em comparação, ofusca completamente as disparidades de renda — e é muito mais perigosa.

Quem não entende o completo cinismo que existe na política não entende nada de política.


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SOBRE O AUTOR

Thomas Sowell
, um dos mais influentes economistas americanos, é membro sênior da Hoover Institution da Universidade de Stanford.  Seu website: www.tsowell.com.




O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Douglas  02/07/2015 14:22
    imgur.com/LjFW9b3
  • Luan  02/07/2015 14:33
    Políticos mentem porque a população se sente melhor assim.. é mais fácil esperar por benefícios, auxílios e recebe-los do Estado-babá, do que tirar a bunda da cadeira e conquistá-los. E, isso, só é possível com uma nação com uma mentalidade empreendedora.

    Portanto, devemos propagar esta mentalidade empreendedora para que as pessoas vejam que podem ser responsáveis pela sua vida e não apenas figurantes, dependendo dos outros.
  • Getulio Fantini   02/07/2015 15:06
    A Dilma, ela própria se denunciou como mentirosa: "menti até sob tortura", imagina então como foi a postura dela na campanha de 2014?

    Ela disse que não iria mexer nos direitos trabalhistas, nem que a vaca tussa e, tossiu, que não iria aumentar tarifas públicas e aumentou, que não iria aumentar a taxa básica de juros (Selic) e aumentou várias vezes. Afirmou que não iria aumentar impostos e aumentou, afirmou que a economia estava bem, que não haveria desemprego e que tudo iria continuar como estava e não ficou.

    Na pratica está fazendo o contrário, de tudo, que ela afirmou, para se reeleger.
  • Edujatahy  02/07/2015 15:57
    Exatamente Getulio. Ela mentiu porque precisava mentir para se eleger. E ela já sabia que seria impossível cumprir com o que estava prometendo (na realidade, todos os candidatos presidenciaveis estavam prometendo o impossível. A Dilma teve de mentir mais porque a realidade econômica negativa já se mostrava na época da eleição e ela era o governo.)
  • Paulo  24/02/2016 12:54
    Sob tortura vc diz que até matou o Cristo!Experimente!
  • Luiz Campos   02/07/2015 15:07
    Ter clareza é fundamental... E se o mundo inteiro e não só a instituição política funcionar de modo pervertido e perversor?

    Não é a toa que todos merecem (isso mesmo, merecem) estar em crises de depressão e ansiedade. Fazem por onde!
  • cmr  02/07/2015 15:13
    A classe política nada mais é do que um reflexo cru da sociedade, e dos valores desta.
    É por isso que todo povo tem o governo que merece.
  • Marcos Buckentin Bruzzi   02/07/2015 16:03
    Depende. Se for eleitor do PT jamais vai reconhecer que também foi enganado. Pelo contrário, dirá que é conspiração entre PIG's, do judiciário comprado que blinda a oposição e da CIA...
  • Alan Orlando   02/07/2015 16:00
    "Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos demagogos podem satisfazê-las."

    É exatamente isso o que ocorre: os desejos das pessoas são totalmente contraditórios. Não só no que diz respeito ao estado, mas também à vida delas em geral.

    Por isso os relacionamentos que dão errados, os empregos que elas odeiam, depressão, autoestima baixa e tudo mais. Lamentável.
  • Didi  02/07/2015 16:11
    Ótimo artigo!

    Enfatiza o óbvio que não interessa aos políticos, a grande mídia e ao sistema educacional que o povo tenha conhecimento e discernimento do embuste dessa farsa desenvolvimentista, todavia a fonte está secando e em mais uma década a população brasileira terá que enfrentar o envelhecimento. Em contrapartida o peso dos impostos já estão insustentáveis e o inchaço do Estado continua aumentando assustadoramente.

    Os jovens de hoje se não tomarem pé da situação e continuarem absortos aos fatos, estribando-se na demagogia que grassa como gangrena, não há dúvida que por serem néscios e incautos sofrerão as conseqüências.

    Uma vez aposentados irão às ruas protestar? Qual o poder de barganha?

    Moral da estória:

    Tudo que se paga primeiro para se obter benefício futuro invariavelmente é fria!

  • Dissidente Brasileiro  02/07/2015 16:16
    A Previdência Social é perfeita para essa função. As promessas são feitas com base em um dinheiro que só será pago daqui a várias décadas — sendo que, até lá, outra pessoa estará no poder com a tarefa de descobrir o que dizer e fazer quando descobrir que nunca existiu tal dinheiro e a convulsão social começar.

    Taí uma coisa que podia desaparecer sem fazer falta; porque não abolir esse troço de vez?? Ou, na pior das hipóteses, tornar a contribuição opcional? Não há nada que a "previdência" faça que não possa ser feito melhor pela iniciativa privada.

    Mas isso nunca vai acontecer, visto que se trata de capital político e grana fácil nas mãos de políticos criminosos (desculpem o pleonasmo). O tal FGTS é um claro exemplo disso.
  • Vegas  02/07/2015 17:24
    O brasilsão é mesmo uma piada né...
    existe a Previdência Social, compulsória, mas se quiser ter aposentadoria digna que pague também uma Previdência Privada

    existe um seguro obrigatório veicular, mas se quiser ter segurança quanto à cobertura de indenização para terceiros em eventual acidente é melhor contratar um seguro privado

    existe impostos para educação pública, mas se quiser ter educação básica que pague uma escola particular

    existe contribuição (lindo esse nome) para saúde pública, mas se quiser correr menos risco de morrer no corredor de hospital que pague um plano de saúde privado

    ... e ainda pedem MAIS estado para colocar este país nos eixos...

    A dependência brasileira de estado paternalista é tão hilária, exótica, ridícula, que vou contar um caso que presenciei.
    Um australiano conversando comigo e um outro amigo estava contando que em determinada época por lá não se pode caçar canguru, meu amigo de pronto perguntou "tá mas, e como o governo fiscaliza isso? como vão saber se não estão mesmo caçando em época proibida?"
    deu um nó na cabeça do australiano, o cara não conseguia entender "mas como assim o governo fiscalizar? é proibido, não tem que fiscalizar, não pode ter caça nesta época, que que o governo tem a ver com isso?"

    Lá fora somos literalmente uma piada... um monte de bebezão esperando a mesada do pai pra gastar tudo em bala, chiclete e video game...
  • cmr  02/07/2015 19:17
    São dois mundos diferentes; não dá para um estrangeiro, vindo de um país civilizado, entender a selvageria dos países atrasados.
  • Luis  02/07/2015 20:48
    Concordo, o Brasil não é para principiantes.
  • Dissidente Brasileiro  02/07/2015 22:38
    Claro que não é, por isso que criminosos do mundo todo vêm para cá e se dão muito bem. Brasil, "Pátria Acolhedora" de toda imundícia e podridão que existe na face da Terra.
  • Dissidente Brasileiro  02/07/2015 22:29
    Seguro obrigatório veicular é de uma cretinice sem tamanho, coisa de países corruptos e autoritários como o bréziu. Vá para um país onde há o mínimo de liberdade e coerência e veja se existe algo semelhante. Ridículo existir uma coisa dessas.

    Quanto a sua conversa com o australiano: indisciplina e mau-caratismo são características pertinentes à origem e cultura dos povos latino-americanos(*). Por quê o estatismo "funciona" (no sentido de ser aceito pela maioria da sociedade) nos outros países? Porque lá o povo jamais aceitaria como normal a esculhambação que existe aqui. Se alguém paga por algo, ainda que de forma coercitiva como no caso dos impostos roubados pelo governo, esse alguém exige o retorno desse roubo através de "serviços com qualidade" (apesar que nada vindo do governo tem real qualidade, mesmo no Primeiro Mundo). Mas, ao menos ainda existe de fato algum respeito ao próximo, alguma disciplina, alguma "ordem e progresso" - vide a reação do australiano que você mencionou - coisa que por aqui só existe mesmo na nossa bandeira positivista (outra praga autoritária que influenciou negativamente nossa formação).

    (*) E é por isso que somente Canadá e EUA se salvam no continente Americano, pois tiveram a sorte de não serem colonizados pela escória moral e cultural que tomou conta da América Latina.
  • Paulo  03/07/2015 12:08
    Nos Estados Unidos é obrigatório.
  • Vegas  03/07/2015 13:26
    Paulo, no Canadá, salvo engano, tbm é obrigatório que tenha seguro veicular, mas pode ser qualquer um privado, o governo não se mete a prestar este desserviço.
    Não é o mais liberal dos mundos, onde vc poderia optar em não ter nenhum e assumir o risco, mas ao menos não é um dinheiro roubado como o nosso.
  • cmr  03/07/2015 13:49
    "E é por isso que somente Canadá e EUA se salvam no continente Americano, pois tiveram a sorte de não serem colonizados pela escória moral e cultural que tomou conta da América Latina."

    Isso é a falácia da transferência de responsabilidades, se a colonização portuguesa e espanhola foi um problema, então isso hoje é passado. Logo não é mais problema.

    Quanto ao fato de ser colonizados por ingleses, vários dos países africanos que foram colonizados pela Inglaterra estão entre os piores lugares do mundo.

    Como podes ver, esse argumento é falacioso.
  • Vegas  03/07/2015 14:20
    cmr

    Reforço seu comentário sugerindo ao pessoal ler o livro "Pare de Acreditar no Governo. Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado" - www.mises.org.br/Article.aspx?id=2104

    Estou quase finalizando a leitura, e dá para notar que nossa situação atual não é culpa exclusiva de Portugal.
    São vários fatores e atores brasileiros, pautados por ideologia Francesa algumas vezes, Britânica em outras e até algumas idéias vindas dos Estados Unidos, além da escola Portuguesa tbm claro.

    De brinde vc ainda dá umas boas risada com o humor fino do autor.
  • Dissidente Brasileiro  03/07/2015 18:37
    Sim, nos EUA e Canadá é obrigatório, mas no que isso invalida meu comentário? O fato de existir uma lei nesses países forçando você a pagar por algo que, sabe-se lá quando vai ser usado (se é que vai ser usado) não é autoritarismo? E o lobby dos das mafiosas indústrias de seguros na aprovação dessas leis não é corrupção? Verdade que não é algo no mesmo nível do Brasil, pois em maracutaias e trambiques o brasileiro é insuperável, uma superpotência mundial, mais ainda assim não deixa de ser corrupção. E os EUA já deixou de ser referência mundial em liberdade política e econômica há muito tempo, não é mesmo?

    Quanto ao meu comentário sobre a colonização latino-americana: eu nunca disse que a situação atual é culpa APENAS dos portugueses. Eu quis dizer que, se analisarmos a ORIGEM dos nossos problemas houve sim a influência deles, e essa péssima influência iniciada por eles deixou cicatrizes em nossa formação enquanto sociedade; foram eles quem deram o pontapé inicial no surgimento "disso tudo que está aí". Um exemplo disso é o nosso sistema legal, arcaico e burocrático baseado no Direito Romano que é um legado direto da colonização Lusitana. Outro é a corrupção, o famoso "jeitinho brasileiro" - pesquise a origem da corrupção brasileira, a simbiose entre "o público e o privado", o "toma lá, dá cá" e encontrará muitas coincidências com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil.

    Ou não é verdade que D. João VI em retribuição aos favores que recebia daqueles que lhe eram próximos, distribuía títulos de nobreza, terras e privilégios? Hum? A origem da corrupção no Bananão é bem antiga, os esquerdistas apenas potencializaram e tiraram vantagem "como nunca antes na História desse paíf"(sic) desse lendário vício largamente aceito e incentivado na sociedade brasileira.

    Sugiro também que leiam os sites e blogs de notícias de Portugal e prestem atenção nas notícias sobre política; vão ver que vez ou outra surge denúncias e corrupção e escândalos políticos bem parecidos com o que existe por aqui, com a diferença que a dimensão deles é bem menor.
  • Arnaldo   03/07/2015 16:32
    Certo, Austrália Canadá e Nova Zelândia são colônias da Inglaterra e ai? Isso é uma falácia
  • Vegas  03/07/2015 19:08
    Bem como a Índia e África do Sul foram colônias inglesas.

    Não dá para cravar que um país está hoje ruim exclusivamente por quem o colonizou ter sido Portugal ou Espanha.

    É mais notável que países ex-colônia hoje desenvolvidos passaram pelas mãos da Inglaterra, mas não é uma regra de que a Inglaterra foi um "bom colonizador" e os países hoje estejam bem só por isso.
  • anônimo  03/07/2015 19:47
    Há uma enorme diferença entre a colonização dos EUA, Canadá e Australia, e a colonização da Africa, Índia e Jamaica.

    O primeiro grupo foi povoado por europeus e o segundo não.

    Não é nenhuma tese racista, mas a cultura e as instituições europeias favoreciam a prosperidade, enquanto a cultura e as instituições africanas e indianas não.

    A América-latina ficou meio prospera e meio pobre. Já que misturou.
  • cmr  03/07/2015 20:18
    Gana, Nigéria, Zimbábue, Somália, Uganda, etc... Foram colônias inglesas e o que lucraram com isso ? O fato de terem uma grande população falante de inglês ? (ou melhor, um dialeto da língua inglesa)
    Egito, Etiópia nunca foram colônias e estão também entre os mais pobres do mundo.

    Logo essa de ter sido colônia de A ou B, ou nunca ter sido colônia de ninguém não é desculpa para as próprias falhas, ou justificativa para o sucesso.
  • Andre Cavalcante  03/07/2015 20:14
    Olá,

    "Um australiano conversando comigo e um outro amigo estava contando que em determinada época por lá não se pode caçar canguru, meu amigo de pronto perguntou "tá mas, e como o governo fiscaliza isso? como vão saber se não estão mesmo caçando em época proibida?"
    deu um nó na cabeça do australiano, o cara não conseguia entender "mas como assim o governo fiscalizar? é proibido, não tem que fiscalizar, não pode ter caça nesta época, que que o governo tem a ver com isso?""



    Deixa ver se eu entendi: o governo australiano, provavelmente querendo proteger o animal símbolo do país, proibiu os caçadores de caçar cangurus em uma época do ano. E, para completar, não faz nada para fiscalizar, porque os australianos simplesmente cumprem o que tá na lei. É isso? Vamos aos dois cenários possíveis: primeiro, a lei é absolutamente desnecessária porque os australianos, já conscientes de que devem proteger o canguru não o caça em determinada época do ano, daí a não necessidade de se fiscalizar nada; segundo, a lei é absolutamente inócua porque, como não há fiscalização, se continuarem matando os cangurus ninguém vai ficar sabendo mesmo, ou vão falar, mas não vai surtir efeito algum.

    Questiono: pra que governo?

    Sinceramente, prefiro o Brasil onde se dá umas boa gargalhadas nos fins de semana através de seus famosos humoristas que mostram toda essa lástima do governo em finas zombarias desse mamute que é o governo brasileiro e suas leis absurdas, e pelo visto tanto quanto as leis da Austrália.

    Ah! E quanto a questão da herança portuguesa na nossa colonização: eles cobravam 1/5 de impostos devidos à coroa, hoje pagamos 2/5. Hoje é bem melhor ser um desempregado ganhando seguro desemprego em Euros em Lisboa que receber um salário mínimo com carteira assinada em Reais no Brasil. Será que a culpa foi realmente dos portugas?

  • Jefferson  09/07/2015 23:22
    Nem todos os países colonizados por ingleses são desenvolvidos e isto é verdade, mas, todos os países colonizados por latinos nunca de desenvolveram e isto também é verdade.
  • Andre Cavalcante  10/07/2015 20:07
    Ooops,

    O Chile já é considerado desenvolvido (IDH alto), e está prestes a entra na lista do "ricos" (renda per capita maior que 2.500 USD)

    www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/12/091215_ocde_chile_mc_ac.shtml
    veja.abril.com.br/noticia/mundo/chile-vai-ser-pais-rico-2020/

    Desculpe os links antigos, mas é que isso não é divulgado no Brasil, porque o meio que os chilenos conseguiram isso foi abrindo a economia, o que, logicamente, é contra a ideologia atual.

  • anônimo  10/07/2015 21:11
    "e está prestes a entra na lista do "ricos" "

    Se resistir a Bachelet....
  • Rennan Alves  10/07/2015 22:25
    Complementando o André, a Argentina no início do século XX era o 10º país mais rico do mundo. Chegou a ultrapassar o Canadá e a Austrália, tanto em termos populacionais quanto em renda per capita e renda total.

    Segundo o raciocínio dos comentaristas acima, países colonizados pela Espanha/Portugal deveriam estar, desde sempre, na pior.

    PS: O curioso é que essa gente não cita a Austrália, que era um "arquipélago prisão" da Inglaterra.

    PS2: Ainda mais curioso é desconsiderarem as décadas de história dos países citados depois da independência. Eles analisam o país como está agora, e concluem que sempre foi assim.
  • roberval  17/04/2016 17:09
    E quem diz que nao cacam canguru fora de epoca? Como o Australiano sabe que a lei funciona 100%? Tem uns trouxas deslumbrados que vem com esses papos furado que no estrangeiro todo mundo e santo e so o Brasileiro e uma bosta.
  • anônimo  02/07/2015 20:05
    A mentira, por incrível que pareça, é o maior (e talvez o único) 'produto' que um político pode oferecer. Vamos por exemplos:

    Se um político mente, afirmando que vai 'arrumar todos os problemas da saúde', é porquê fará justamente o contrário: irá destruí-la ainda mais. Porquê? Simples: se a saúde pública realmente funcionasse, não seria necessário vendê-la no palanque, não teria sentido. Se, ao contrário, a saúde pública estiver caindo aos pedaços, ela torna-se objeto de esperança do populacho que não pode pagar pela saúde privada (que é normalmente controlada pelos próprios políticos). Naturalmente que a maioria esmagadora dessas pessoas são guiadas pela esperança de que as 'coisas melhorem', e isso é justamente aquilo que os políticos querem: criar problemas para vender esperança, criando assim, um eterno círculo vicioso que tende a terminar sempre mal.

    É por isso que hoje, nos palanques políticos, só vemos políticos vendendo esperança na forma de falsas promessas. E a esperança, todos sabemos, não passa de uma ilusão de que a solução dos problemas cairá dos céus, um dia...

    O ápice dessa loucura é quando o político mais lunático e besta-fera consegue juntar alguns generais das forças armadas ao seu redor e implanta o Santo Graal da política: uma ditadura (tipo Cuba e Coréia do Norte). A partir desse ponto, o político não precisa mais mentir ao seu povo, e este finalmente reconhece que toda a esperança é vã.
  • Edujatahy  03/07/2015 13:10
    Bom conceito. Eu apenas enxergo um pouco diferente.

    O verdadeiro cliente do político são seus patrocinadores (lobistas e grandes empresas). O produto que ele vende são facilitações e legislações a esta clientela.

    O voto do povo é, na realidade, uma ferramenta para que o político consiga atender o cliente dele.
  • Torresmo  02/07/2015 21:38
    Um verdadeiro tapa na cara. Um texto que surpreende mesmo tendo conhecimento de toda patifaria politica. Seria sensacional apresentação deste em sala de aula.
  • Andre  03/07/2015 00:17
    E a lei 32 citada no livro "As 48 leis do poder":

    "Brinque com as fantasias das pessoas"

    48laws-of-power.blogspot.com.br/2011/05/law-32-play-to-peoples-fantasies.html

    Ao oferecer saúde, educação e segurança "gratuitos" e de qualidade o político faz exatamente isso.

    E sempre haverão muito idiotas que acreditarão.
    Até o Obama foi eleito nos EUA prometendo saúde "GRÁTIS".
  • Atylla   03/07/2015 02:48
    Quem salva esses políticos bandidos e mentirosos é a iniciativa privada, os EUA entraram em uma guerra trilionária no Iraque, geraram uma gigantesca bolha financeira, Obamacare, uma montanha de dívida, se não fosse o Google, Apple, Facebook, empresas de extração de xisto, etc, que geram produtos inovadores e produtivos os EUA seriam uma grande Argentina.
  • Luiz Afonso  03/07/2015 09:47
    A mentira é a arma do político populista em véspera de eleição. Pior é que ela é eficaz depois a maioria esquece de suas falsas promessas.
  • Lucas  03/07/2015 12:36
    Existe tanta mentira porque a nossa democracia é uma mentira. Um político, que para ganhar, gasta muito dinheiro com propaganda numa campanha eleitoral, não pode ser um representante legítimo do povo. Só um mentiroso precisa insistir tanto em convencer os outros que ele é bom. No fundo sempre terá alguém por traz, pagando um idiota para enganar o povo. E esse "alguém" sempre sairá ileso porque quando der alguma coisa errada, a culpa recairá nesses políticos.
  • Nilo BP  05/07/2015 04:42
    E qual é a diferença entre um "lobbista malévolo" que quer privilégios do governo, e um "eleitor coitadinho" que também quer privilégios do governo? Só a quantidade de dinheiro no bolso de cada um. De resto, são ambos oportunistas querendo ganhar uma boquinha às custas dos outros.

    A grande diferença é que o eleitor pobre, além de imoral, é burro como uma porta. Uma hora reclama que o governo só ajuda os ricos, no momento seguinte está querendo que o governo resolva todos os seus problemas.

    Nem parece que você leu o texto. O autor está demolindo justamente essa mitologia de que a política funcionaria se apenas os ricos não influenciassem o governo.
  • Lucas  18/07/2015 04:25
    Seria muito bom que os ricos só estivessem interessados em trabalhar, investir, gerar empregos e concorrer no mercado com lealdade. Esse seria o mundo ideal. Existem sim políticos que estão lá para defender os interesses dos ricos, não digo que são todos, mas deve ser o suficiente para controlar a política.
  • Lucas  18/07/2015 16:30
    Seria bom que os ricos só estivessem preocupados em trabalhar, investir, gerar empregos e competir com lealdade no mercado. Isso é tão bonito quanto as promessas socialistas.
    Mas eu não me refiro aos ricos como sendo uma classe social na visão maxista, e sim as pessoas que chegaram ao topo da sociedade graças as oportunidades que tiveram no mercado e agora, defendem o socialismo para perpetuarem no poder. São esses aí; ricos e imorais! E pior que o pobre que exige dinheiro do governo sem querer trabalhar, ainda promovem toda essa mentirada na política, que vemos hoje.
  • Adelson Paulo  03/07/2015 12:41
    Brilhante artigo. Mais Sowell se esqueceu de mencionar um outro mecanismo para "superar esses problemas", ainda mais disseminado e justificado politicamente nos dias de hoje: a emissão de dívida pública. As políticas "anti-cíclicas" arduamente defendidas pelos keynesianos, e abraçada pelos políticos de plantão, defendem a emissão de dívidas e aumento dos gastos públicos em períodos de retração econômica. Como depois estas dívidas públicas tornam-se insustentáveis, estes mesmos economistas candidamente (?!) propõem o simples calote!
    A postura do "Prêmio Nobel" Joseph Stiglitz sobre a dívida da Grécia é bastante ilustrativa:
    "Creio que é possível tirar uma importante lição do êxito argentino. Depois do calote, a Argentina começou a crescer a uma taxa de 8% ao ano, a segunda mais alta do mundo, depois da China."
    www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150629_grega_nobel_mdb
    Aliás, a situação atual da Grécia confirma cabalmente este artigo de Sowell.
  • Leandro  03/07/2015 13:20
    "Êxito argentino" foi sensacional. A Argentina era um país rico na década de 1990 e hoje é uma chacota no cenário internacional. Sua moeda é patética, sua população não tem poder de compra, e as pessoas praticamente têm de implorar ao governo para fazer uma viagem ao estrangeiro.

    Se keynesianos estão recorrendo à Argentina como modelo a ser seguido, a Grécia realmente está encrencada.
  • Maldonado  03/07/2015 13:27
    Sem falar que há escassez quase que generalizada na Argentina. Recentemente, não havia nem absorvente no país.

    g1.globo.com/globo-news/noticia/2015/01/argentina-sofre-com-escassez-de-absorventes-internos.html
  • Felipe  03/07/2015 20:55
    O gasto público só gera despesas. Por que o governo não continuou aumentando os gastos como vinha antes? Se isso gerasse riqueza para o país, agora é que o governo deveria extrapolar o gasto público.
  • Tiago silva  03/07/2015 13:22
    Leandro satisfaça-me uma curiosidade por favor,se não for pedir muito,você é anarco-capitalista?se sim desde quando e já agora quais foram as suas maiores influências na virada política e intelectual.
  • Henrique Zucatelli de Melo  05/07/2015 19:07
    Por isso que uma das minhas teses é de que o brasileiro não entende nada (ou não quer entender) o que é RESPONSABILIDADE CIVIL.

    Tudo aqui, desde pautas em congressos, teses de direito e até mesmo assuntos de bar se resumem a : "deveriam fazer uma lei para isso".

    O implícito nessa frase se traduz na simples transferência da Responsabilidade Civil sobre determinado feito (individual ou coletivo) para outros, onde um Estado irá controlar a execução (ou não) do mesmo. Seguindo este raciocínio, me baseio na recente pesquisa onde foram criadas 1 milhão de leis no país nos últimos 10 anos.

    Leis estas que regulam, limitam, promovem, retiram etc... Leis que transferem ao Estado e seus agentes a maior parte da Responsabilidade Civil de seus cidadãos.

    Me falta tempo, mas vou dissertar profundamente sobre isso e publicar, para o entendimento de nossos consortes. A raiz de todos os problemas coletivos no Brasil se encontra na preguiça de seus cidadãos para com suas vidas.

    E esta omissão quanto a algo tão básico tem efeitos totalmente nocivos, que levam a essas catástrofes políticas, casos de corrupção, distribuição de renda, populismo e voos de galinha econômicos seguidos de longos períodos de recessão de tempos em tempos.

    A primeira solução ao meu ver é: implantar logo após a alfabetização, pelo menos um ano de Responsabilidade Civil no ensino fundamental. Faria grandes mudanças, mesmo mantendo todo o resto do jeito que está. Óbvio que em um país populista isso hoje é utopia... mas não custa sonhar.
  • anônimo  06/07/2015 03:18
    Deveriam fazer uma lei para que todos tenham responsabilidade civil
  • anônimo  06/07/2015 14:53
    Claro! crianças que não aprendem nem o básico da leitura e da aritmética irão aprender responsabilidade civil com professores que só pensam em fazer greve.
  • carvalho  09/07/2015 09:04
    se os governantes que deviam dar o exemplo sao os mais vigaristas e aldraboes como querem que o povo pobre e por vezes sem educaçao para comprender os mecanismos economicos nao seja
  • anônimo  09/07/2015 13:44
    Porque em sua visão os governantes deveriam ser exemplo pra alguém? Não digo nem os vigaristas, mas qualquer um, gostaria de entender porque uma autoridade que usa força para se manter deveria dar exemplo?
  • carvalho  20/07/2015 08:00
    Porque os governantes sao os chefes et como numa empresa ou em casa aquele que comanda e dirige deve dar o exemplo se quer ser obedecido
  • Felipe  20/07/2015 13:03
    Se o futebol é o circo do povo, a política é o circo dos ditos politizados.

    Em ambos os espectadores torcem fanaticamente para algum lado.

    Em ambos os espectadores acreditam que estão interferindo no resultado do espetáculo.

    Em ambos o circo fica rico e rindo a toa, enquanto os espectadores pobres brigam entre si.


  • anônimo  20/07/2015 17:26
    Um exemplo para mostrar que a democracia não funciona é imaginar se alguma empresa privada a adotasse.

    Provavelmente ganharia aquele candidato que prometesse aumentos, mais distribuição dos lucros, melhorias de trabalho, nenhuma demissão e diminuir a desigualdade salarial entre os gestores e os demais funcionários.

    O resultado seria obvio, a empresa perderia sua competitividade e quebraria.
  • Samuel  21/07/2015 18:55
    Agora, usando seu exemplo, imagine o que levaria uma empresa privada adotar uma democracia. Seria capaz que um dono de uma empresa entregasse tudo que ele conquistou ao longo de uma vida, ou da vida de seus antecessores, ao controle de qualquer marqueteiro pé de chinelo, ou tiraria proveito da situação e manipularia as eleições deixando os seus funcionários acreditando que fizeram uma escolha livre?
  • Emerson Luis  10/08/2015 16:55

    Alguns dizem para as pessoas o que elas precisam ouvir; outros dize para as pessoas o que elas querem ouvir; cada pessoa escolhe a quem quer escutar e sofre as consequências... mas, infelizmente, terceiros que nada têm a ver com isso também sofrem. Precisamos urgentemente de mais liberalismo e de mais conservadorismo de boa estirpe, antes que o preço se torne ainda maior.

    * * *
  • João Evangelisata  16/09/2016 22:55
    !Quem não entende o completo cinismo que existe na política não entende nada de política."

    E cinismo é que não falta no meio político.. Descobri muito jovem quem são e como agem os político s em busca do poder.
    No caso recene do Brasil, a cegueira é ideológica e recai sobretudo naqueles que se contentam com as migalhas recebidas.Agor anão pdoem mais comer se os restos não caírem
    da mesa de seus protetores.


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