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As quatro etapas do populismo econômico
Conseguimos sobreviver às três primeiras

O populismo econômico — ou a política econômica populista — pode ser caracterizado como um programa de governo que recorre a uma maciça intervenção do estado em vários setores da economia, incentiva o consumismo (ao mesmo tempo em que desestimula os investimentos de longo prazo), e incorre em déficits no orçamento do governo.

Além de se tratar de um modelo insustentável no longo prazo, o populismo econômico possui vários estágios entre sua adoção e seu inevitável fracasso.  A última década de extremo populismo na Argentina e na Venezuela [Nota do editor: e, em menor grau, no Brasil, como será demonstrado mais abaixo] pode ser descrita como tendo seguido exatamente este padrão.

Após observarem a experiência populista em vários países da América Latina, os economistas Rudiger Dornbusch e Sebastián Edwards identificaram em seu artigo "Macroeconomic Populism" (1990) quatro estágios universais inerentes ao populismo.  Ainda que o populismo possa apresentar uma grande variedade de políticas, certas características parecem estar presentes na maioria dos casos.

O populismo normalmente estimula uma mobilização social em prol do governo, faz uso maciço da propaganda glorificando determinados políticos, utiliza símbolos e práticas de marketing para incitar os sentimentos dos eleitores, e recorre frequentemente a uma retórica que apela à luta de classes. 

O populismo é especialmente voltado para aqueles que têm uma renda baixa, ao passo que, paradoxalmente, as elites que controlam o partido dominante não explicam a fonte da milionária renda do seu líder.  

Governantes populistas têm facilidade em utilizar bodes expiatórios e em recorrer a teorias conspiratórias para explicar por que o país está passando por dificuldades, ao mesmo tempo em que se apresentam à população como os salvadores da nação. Para alguns, o populismo está associado à esquerda e a movimentos socialistas; para outros, à direita e a políticas fascistas.

Os quatro estágios do populismo, identificados por Dornbusch e Edwards, são:

Estágio I

O populista é eleito e faz um diagnóstico sobre tudo o que está ruim na economia. Ato contínuo, ele implanta políticas voltadas para atacar os sintomas e não para curar a doença. Há aumento dos gastos, há inchaço da máquina pública e há incentivos ao consumismo (mas não ao investimento de longo prazo).  

Nos primeiros anos de governo, as políticas aparentemente funcionam. A política macroeconômica mostra bons resultados, como um PIB crescente, uma redução no desemprego, um aumento real nos salários etc. 

Como a economia está partindo de uma base baixa, há o chamado "hiato do produto", que é a diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial. Isso permite que estímulos econômicos artificiais gerem um crescimento econômico grande no curto prazo e sem pressões inflacionárias.  

Adicionalmente, o governo paga pelas importações utilizando as reservas do banco central (artifício esse favorito de Venezuela e Argentina) e impõe regulamentações para controlar alguns preços (uma política de congelamento de preços é aplicada em simultâneo a uma política de subsídios para grandes empresas). 

Tudo isso faz com que a inflação de preços fique relativamente sob controle.

Estágio II

Alguns gargalos começam a aparecer, pois as políticas populistas enfatizaram o consumismo e se esqueceram do investimento (mesmo porque os populistas tendem a demonizar empresários capitalistas). 

Como consequência, o estoque de capital do país está sendo consumido mas não está sendo reposto. A produtividade cai.

Adicionalmente, as reservas internacionais utilizadas para pagar pela importação de produtos básicos também começam a cair.

Um aumento nos preços de vários bens — até então controlados — se torna imperativo, pois os produtos estavam se tornando escassos. Esse aumento geral de preços, o que equivale a uma redução no poder de compra da moeda e a um aumento do custo de vida, frequentemente leva a uma desvalorização na taxa de câmbio. Os preços dos serviços de utilidades públicas (eletricidade, tarifas de ônibus etc.) e da gasolina, controlados pelo governo, também começam a subir, pois o governo necessita de mais receitas. 

Tal cenário leva a uma fuga de capitais, a qual é momentaneamente estancada pela imposição de controle de capitais. Investidores estrangeiros fogem do país, o que reduz ainda mais os investimentos produtivos.

O governo tenta controlar seu orçamento e seus déficits, mas fracassa. Dado que o custo dos prometidos subsídios à eletricidade, à gasolina e a algumas grandes empresas (as favoritas do governo) aumenta continuamente apenas para compensar o aumento do custo de vida, os déficits do governo aumentam.  

Novos impostos são criados e alíquotas são majoradas. A economia informal começa a crescer.

Nesse ponto, reformas fiscais se tornam necessárias, mas são evitadas pelo governo populista, pois elas vão contra toda a retórica do governo e toda a sua base de apoio.

Estágio III

Desabastecimentos e vários problemas relacionados à escassez se tornam significativos. Dado que a taxa nominal de câmbio não foi desvalorizada no mesmo ritmo da inflação de preços, há uma saída contínua de capitais (as reservas internacionais caem ainda mais). No extremo, a alta inflação de preços empurra a economia para uma desmonetização. A moeda local é utilizada apenas para transações domésticas. Os cidadãos passam a poupar em dólares americanos.

A queda na atividade econômica afeta as receitas tributárias do governo, piorando ainda mais os déficits orçamentários. O governo tem de cortar subsídios. 

Para estancar a perda de reservas internacionais, uma nova desvalorização da taxa de câmbio é feita. O custo de vida dispara, a renda real dos cidadãos despenca, e sinais de instabilidade política e social surgem diariamente. 

[Nota do editor: neste ponto, saques a comércios e residências se tornam comuns, como ocorreu na Argentina. Na Venezuela, a distribuição de alimentos foi colocada sob supervisão militar.]

O fracasso do projeto populista se torna evidente.

Estágio IV

Um novo governo é eleito (ou o próprio governo é reeleito; ou um novo governo assume em decorrência da deposição do atual) e é obrigado a fazer ajustes "ortodoxos", possivelmente sob a supervisão do FMI ou de organizações internacionais que forneçam os fundos necessários para fazer as reformas econômicas (isso ocorre majoritariamente quando o país precisa de recompor suas reservas internacionais).

Como o estoque de capital do país foi consumido e destruído, sem ser reposto, os salários reais caem para níveis abaixo daqueles que vigoravam antes do início das políticas populistas. O novo governo "ortodoxo" tem então de recolher os farrapos que restaram e tentar cobrir os custos das políticas fracassadas feitas pelo regime anterior.  Isso normalmente implica políticas de austeridade, altamente impopulares.

Os populistas se foram, mas os estragos de suas políticas continuam totalmente presentes.

O populismo econômico segue firme e forte

Embora Dornbusch e Edwards tenham escrito seu artigo em 1990, as similaridades com o que ocorre hoje em países da América Latina são notáveis. 

Nos últimos anos, para manter as ideias populistas firmes na mente dos eleitores, a Venezuela criou o  Ministério da Suprema Felicidade Social e a Argentina de Cristina Kirchner criou uma Secretária do Pensamento Nacional.

Esses quatro estágios são, na realidade, cíclicos.  O movimento populista utiliza o quarto estágio para criticar as políticas "ortodoxas" adotadas pelo novo governo, e argumenta que, durante o reinado dos populistas, as coisas estavam melhores.

Dado que as políticas ortodoxas quase sempre se baseiam exclusivamente no aumento de impostos, as coisas dificilmente melhoram.  A renda real segue em queda e a economia segue em contração.  Consequentemente, a opinião pública, descontente com as medidas adotadas no estágio IV, concede ao movimento populista uma vitória nas próximas eleições.  Os populistas recebem uma economia em recessão e o ciclo recomeça do estágio I.

Não é de se surpreender que governos populistas normalmente surjam após tempos difíceis causados por crises econômicas.  Um governo populista mais ousado pode conseguir evitar o estágio IV descobrindo novas maneiras de permanecer no governo, como, por exemplo, proibindo eleições ou criando resultados eleitorais falsos. 

Nesse ponto, o governo populista consegue transformar o país em uma nação totalmente autoritária.


19 votos

autor

Nicolás Cachanosky
é professor assistente de Economia na Metropolitan State University, em Denver.


  • anônimo  29/05/2015 14:20
    A Dilma pulou do estágio II para o IV
  • Marcos  29/05/2015 14:34
    Há elementos do estágio III, sim. Desvalorização cambial, redução da renda real da população, inflação de preços permanentemente alta e corte forçado de subsídios.
  • anônimo  29/05/2015 16:09
    Não sou especialista mas li recentemente que esses ajustes fiscais recentes serão insuficientes, portanto acredito que é apenas no discurso dela que pulamos do II para o IV.

    Segundo um conhecido meu que trabalha num grande banco de investimentos aqui no Brasil, ano passado antes das eleições foi um período em que eles 'dolarizaram' seus investimentos. Logo já vejo uma pontinha do III como descrito no trecho "Os cidadãos passam a poupar em dólares americanos.". O governo também cortou subsídios (e.g. energia) e há instabilidades políticas e sociais como as manifestações de 15 de março e a recente greve de professores.
  • PESCADOR  29/05/2015 14:28
    O Brasil está no início no estágio II. Torço para que não cheguemos ao III.
  • Leon Palma  29/05/2015 17:13
    Com a reeleição da Dilma, creio que estejamos, dadas as medidas impopulares tomadas nos últimos meses, no Estágio IV.
  • Fernando  29/05/2015 15:27
    Absolutamente brilhante e triste ao mesmo tempo.

    Principalmente esta parte

    "Esses quatro estágios são, na realidade, cíclicos. O movimento populista utiliza o quarto estágio para criticar as políticas "ortodoxas" adotadas pelo novo governo (que pode apenas ser o mesmo governo reeleito, mas com novos ministros), e argumenta que, durante o reinado dos populistas, as coisas estavam melhores."


    É exatamente isso que acontece
  • Dalton C. Rocha  29/05/2015 16:15
    Cuba é o futuro da Venezuela.
    A Venezuela é o futuro da Argentina.
    E a Argentina é o futuro do Brasil.
    Dilma é Lula. E Lula é Sarney.
    Dei-me um país que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre. O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é dos políticos e de seus funcionários.
    E quem elegeu Lula e Dilma? Extra-terrestres?
  • aspone  29/05/2015 19:54
    Eu não fui porque não voto.
  • Jarzembowski  29/05/2015 16:21
    Ótimo artigo!
    Eu já havia tido esse insight, mas de forma mais intuitiva e não tão clara e organizada.
    Sobre o trecho "Isso normalmente implica políticas de austeridade, altamente impopulares." vale ressaltar que essa alegada austeridade é aquela de boutique que sempre desmascaramos por aqui.




  • Ederson  29/05/2015 16:45
    Estou na dúvida se a gente está na fase III ou na IV, acredito que estejamos na III.
  • Didi  29/05/2015 17:48
    Difícil saber se atingimos ou não o 3º estágio. Há muita coisa envolta em mistério. Por ora as agências de rating estão indulgentes à beça, talvez na intenção de segurar a onda de multinacionais e na base do paliativo estancam cá e acolá para ver até onde chegará. As apostas estão todas no Levy e a pressão é enorme, de repente rompe-se o dique e aí salve-se quem puder.
  • Pedro Mundim  29/05/2015 18:07
    O ideal seria Aécio haver vencido as últimas eleições para conduzir o estágio IV, e então a propaganda petista facilmente atribuiria os tempos bicudos do ajuste à maldade dos tucanos e à subserviência destes aos ricos. O povão morderia a isca, ficaria saudoso dos bons tempos do estágio I, e reelegeria Lula em 2018 para pegar um país com as contas já saneadas, tal como aconteceu em 2002. Mas Dilma teve o azar de ganhar a eleição e o plano mudou. O estágio IV está sendo tocado pelo mesmo governo, só com os ministros trocados, como o autor do artigo exemplificou. O projeto é deixar Dilma se queimar e preservar Lula. No momento certo, Lula anunciará seu rompimento com Dilma, dirá que não sabia de nada e se lançará candidato com discurso de oposicionista. Resta saber se dará certo.

    Na época atual, eu percebo um paralelismo cada vez maior entre o político populista, o pastor vigarista e o animador de programa de auditório, inclusive na história pessoal de cada um desses personagens. Geralmente têm origem modesta e enriquecem com a atividade que exercem. Valem-se do ilusionismo, não raro tocando os instintos mais baixos, as frustrações e os reclaques de seu público. Criam para si um personagem, e passam o resto da vida a representa-lo.
  • Rachel de Sá  29/05/2015 18:33
    Ótimo artigo! Escrevi um extretamente parecido, utilizando Dorndush e Edwards, além de Sachs: www.infomoney.com.br/blogs/terraco-economico/post/4066281/governo-dilma-populismo-economico
  • Luis  29/05/2015 18:33
    Algumas fases do populismo nao teriam semlhanca com "O caminho da servidão"?
  • Rubens  29/05/2015 21:12
    Para um pequeno investidor, a melhor solução para proteger o seu capital, seria investir em DÓLAR AMERICANO na atual situação?
  • the crisis is coming  02/06/2015 22:28
    Invista em ouro e prata, em imoveis, fuja do us dollar.
  • Vander  29/05/2015 21:32
    Eu acho que existe um 5º estágio, e o Brasil está nele. Esse seria o estágio onde se poderia dizer "vamos repetir pela 38º vez os 4 estágios anteriores..."

    "Errar uma vez é humano. Errar duas vezes é burrice. Persistir no erro depois da terceira vez é tornar-se brasileiro..."
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  29/05/2015 21:33
    Mais uma chaga estatal.
  • Henrique  29/05/2015 22:32
    "Esses quatro estágios são, na realidade, cíclicos. O movimento populista utiliza o quarto estágio para criticar as políticas "ortodoxas" adotadas pelo novo governo (que pode apenas ser o mesmo governo reeleito, mas com novos ministros), e argumenta que, durante o reinado dos populistas, as coisas estavam melhores."

    Ou seja, não descartem a volta do "Messias" Lula pra 2018!
  • Marcelio  29/05/2015 22:50
    Muito bom o texto!

    Gostaria de saber se existe aqui no IMB um artigo sobre a economia de todo o período do Regime Militar brasileiro. Se tiver coloquem o link para mim, por gentileza!

    Grato.
  • Lucas Fernando  30/05/2015 03:29
    Aqui no IMB eu não me lembro de nenhum quase, mas lá o site do Clube Farroupilha ligado ao EPL tem uns 5 ou 6 artigos sobre a politica economica do regime militar.
  • Marcelio  01/06/2015 14:40
    Obrigado!
  • Dom Comerciante  30/05/2015 00:38
    Já estamos no comecinho do estagio IV, as medidas impopulares, a ortodoxia de Levy e revolta dos aliados políticos, ah, e não nos esqueçamos da ridicularização da imagem da senhora presidentA nas redes sociais e nos aplicativos móveis, por uma parcela da população. Ainda teremos anos austeros com Dilma, Aécio em seguido, antes do retorno triunfante PT com Lula ou algum novo candidato indicado por ele até 2022 por aí.
  • Dorival Hartung  30/05/2015 00:44
    Todos nós que lemos e concordamos com os artigos escritos aqui no Mises devemos ser loucos, porque tudo faz um sentido danado, mas parece que só a gente vê.

    Eu enxergo o Brasil nos estágios II e III, mais para o terceiro, mas temo que este ciclo comece novamente seja com Aécio ou qualquer outro carniceiro. O pior é que não vejo ninguém que tem o poder para ganhar as próximas eleições e que tenha um pensamento que não o populista.
  • Lopes  30/05/2015 01:10
    O Brasil está em um latente divisor de águas (Estágio II):

    "O governo tenta controlar seu orçamento e seus déficits, mas fracassa. Dado que o custo dos prometidos subsídios à eletricidade (agora dependente do mercado de curto prazo), à gasolina e a algumas grandes empresas (as favoritas do governo a ponto de ele endividar-se para capitalizar o BNDES) aumenta continuamente apenas para compensar o aumento do custo de vida, os déficits do governo aumentam. Novos impostos são criados e alíquotas são majoradas. A economia informal começa a crescer."

    Sugiro em muito a leitura do artigo do amigo Barbieri sobre os ciclos do estatismo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1715
  • Michel  30/05/2015 04:27
    Populismo já é uma desgraça, imagina um populismo que deseja se transformar em Socialismo?

    A Venezuela já é um país socialista. Argentina está quase no mesmo sistema e Brasil gradativamente terá o mesmo destino da Venezuela.

    O foco de partidos socialistas quando chegam ao poder (PSUV) não é abolir a propriedade privada do dia para a noite e sim aparelhar o Estado em lugares estratégicos. O livro Cadernos do Cárcere explica exatamente isso. Se não me engano, logo no 2º volume Gramsci já dá uma boa introduzida nessa estratégia dele, que está sendo um sucesso na América Latina.
  • Adelson Paulo  30/05/2015 14:38
    Excelente artigo. Mas temos que ter esperanças no progresso da Humanidade (algo em que acredito firmemente). Talvez estes processo não seja cíclico, mas em espiral: a cada repetição do ciclo, parte-se de um estádio superior de consciência histórica da população, que vai lentamente e dolorosamente aprendendo com seus erros, com as crises que se repetem a cada década.
    Mas o Brasil vive hoje o chamado "bônus demográfico", quando temos a maior proporção de jovens no total da população em toda a história. E os jovens são extremamente suscetíveis a estes discursos "salvadores", de "mudar o mundo" e "combater as injustiças", imaginam um cenário em que as gerações anteriores foram incompetentes e que agora tudo poderá ser diferente com as "novas lideranças", com "vontade política". Em um quadro de baixíssimo nível intelectual e cultural, nossa nação torna-se presa fácil dos populistas.
    Mas estamos envelhecendo e aprendendo. O maior risco é que possa ser tarde demais para o Brasil: envelhecermos pobres.



  • Joker  30/05/2015 15:56
    Acho que o PT recebe pouco crédito... minha interpretação é que eles estão inovando com uma espécie de micro-ciclo populista. Ou seja, não deixam a coisa toda ir ladeira a baixo, usam algum paliativo para evitar uma crise mais séria e voltar para a etapa I do populismo.

    Desde que esses ajustes fiscais do Levy foram anunciados eu tenho falado isso: o PT vai tentar concentrar toda a crise e as medidas impopulares na primeira metade do mandato da presidentA para criar uma margem para um novo crescimento ilusório, através de oferta de crédito e gastos governamentais, no fim do mandato. E como o povo não consegue ver relação de causa e efeito, e tem memória curta, vai cair nessa e vai eleger esse mesmo pessoal por mais 4 anos pois agora eles vão ter encontrado o rumo certo para o país.
  • BR_zUerO  01/06/2015 20:36
    Estamos no II com total certeza, são ciclos longos esses mas realmente cansativamente repetitivos! Pessoal dizendo que estamos no IV... ih, vocês é que não lembram o quanto isso pode piorar ainda! Pensem final dos 80 início dos 90, hj tá uma tetéia ainda!
  • Fernando  07/06/2015 14:53
    Essa questão populista é causada pela incapacidade do povo analisar esses problemas. O povo foi condicionado à ignorância, sendo incapaz de perceber qualquer maldade ou interesse indireto, quando uma notícia populista é vinculada.

    O governo é especialista em apagar incêndio com gasolina. Eles deixaram o dólar subir, alimentando as pressões inflacionárias. Eles sobem juros para conter a inflação, sendo que o financiamento da produção é afetado. Eles sobem juros e ao mesmo tempo colocam mais dinheiro no mercado. Eles cobram 5 meses de trabalho em impostos. Eles confiscam metade do valor que o empresário gasta com o salário do funcionário. Eles transferem dinheiro para associação de hipismo e basquete, enquanto o povo fica cada vez mais pobre. O governo aumenta imposto para importado,moendo que isso alimenta a inflação e encarece os produtos.

    Enfim, o controle da economia só serve para acabar com a inovação, com as melhorias e aumentar os preços.

    Não teremos mudança no governo, enquanto a imprensa for esquerdista e continua fazendo o povo de idiota. Acreditar em controladoria geral da União, ou procuradoria geral, ou STF, ou seja lá qual órgão, é achar que existe vida inteligente em Brasília. Brasília só tem ladrão e bandido.

  • Emerson Luis  09/06/2015 16:16

    Parece que o Brasil está passando simultaneamente pelos estágios II, III e IV.

    Precisamos de uma mudança cultural para romper esse círculo vicioso.

    * * *
  • Diego  24/06/2015 00:50
    O movimento populista me lembra a Oceania de George Orwel e sua policia do pensamento
  • Alegra  24/06/2015 02:59
    Me impressionei ao saber que o texto é de 1990, o autor praticamente narra o que está acontecendo hoje em alguns países da América do Sul. Quem não aprende com a história está condenado a errar novamente.
  • Ali Baba  24/06/2015 10:53
    @Alegra 24/06/2015 02:59:32

    Por que o espanto? Considerando que figura na lista dos mais vendidos livros do Brasil há muitas semanas um livro para colorir para adultos... o que você esperaria?

    A coisa ainda vai piorar muito antes de ficar ainda pior. A dominação do estado é praticamente completa... agora temos até terapia ocupacional para adultos, para tirar-lhes a atenção do que realmente importa.
  • Kleber Verraes  29/06/2015 00:48
    Falta muito pouco, para o Brasil se transformar em uma imensa Venezuela. O Brasil precisa evoluir; e descobrir um meio de escapar da "TRILOGIA MACABRA": PT / PSDB / Ditadura Militar. De outra forma, este país vai continuar sendo uma imensa Banana Republic; com ou sem PT no poder!


    O PT e o PSDB representam os interesses da "MASSA de PARASITAS", composta por funcionários públicos, ONGs, oligarcas parasitas (Eike "X" Batista, Odebrecht, Friboi, etc.) e "Bocas Família" de todo tipo…


    Por outro lado, os brasileiros tem mania de confundir ditadura militar com governo de direita. No entanto, ufanismo, protecionismo e dirigismo não tem nada a ver com políticas de direita.


    O Brasil precisa de um verdadeiro partido político de direita, que seja o inspirado nos princípios de livre mercado, defendidos por Ronald Reagan, Margaret Thatcher e The Heritage Foundation.


    Os políticos brasileiros precisam entender (de uma vez por todas) que os eleitores brasileiros não suportam mais o socialismo; seja VERMELHO GERIÁTRICO CUBANO ou ROSA BOMBOM ESPANHOL!


    A revolta do povo brasileiro contra o regime Lulo-Petista não é comandada por nenhum partido político; e por isto tem muita semelhança com o movimento do TEA PARTY americano.


    Ambos movimentos são reflexo de um profundo sentimento de revolta contra os abusos da classe política dirigente. Agora, o Brasil precisa de políticos como o senador Ted Cruz (R-TX), que tenham a coragem necessária para representar os verdadeiros anseios dos cidadãos.


    De fato, as aspirações dos brasileiros do "15 DE MARÇO" e dos americanos do TEA PARTY são as mesmas:


    (i) Eliminar a corrupção, dentro e fora do governo;


    (ii) Combate à criminalidade (ZERO TOLERANCE) e absoluta proteção ao direito de legítima defesa dos cidadãos;


    (iii) Redução drástica dos impostos, controle do déficit público e máxima transparência no uso do dinheiro público;


    (iv) Menos interferência do governo na economia e adoção do regime de livre comércio internacional;


    (v) Interferência mínima do governo na vida dos cidadãos; com absoluto respeito às liberdades individuais e à propriedade privada;


    (vi) Política externa corajosa, capaz de frear o neo-imperialismo russo e neutralizar as ameaças representadas por "rogue states" (VENEZUELA, CUBA, CORÉIA DO NORTE, IRÃ e ISIS).


    video.foxnews.com/v/3949443663001/ted-cruz-calls-obamas-cuba-decision-a-tragic-mistake/?playlist_id=930909813001#sp=show-clips

  • Sem Esperan%C3%83%C2%A7a  10/12/2016 13:58
    https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_Big_Mac

    É o poder de compra que determina a taxa de câmbio?
    Ouço pessoas dizerem que é o fluxo de capitais estrangeiros que determina o câmbio.
  • Esperançoso   10/12/2016 14:37
    Sim, é o poder de compra. E apenas o poder de compra.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2402

    Fluxos cambiais atípicos afetam o câmbio no curtíssimo prazo, coisa de um dia. No longo prazo, o que determina o câmbio é pura e simplesmente o poder de compra.

    Prova empírica disso é que, em 2015, o fluxo cambial para o Brasil foi positivo, mas o dólar subiu de 2,30 para 4,20.

    br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN0UK1WC20160106
  • No Hoppe  10/12/2016 17:57
    Bostil acabou.
  • ARDAM!  11/12/2016 10:45
    O populismo do governo do PT retratados em duas capas da revista The Economist:

    cdn.static-economist.com/sites/default/files/imagecache/print-cover-full/20091114issuecovUS400.jpg

    m.imgur.com/R62cUYZ?r
  • Douglas  11/12/2016 11:20
    Artigo irrefutável.
  • Fernando  11/12/2016 12:41
    Discordo do artigo !

    O objetivo é implodir a economia usando medidas populistas.

    Acredito que um dos motivos é fazer as pessoas acreditarem que o capitalismo é ruim, que não ajuda os pobres, que é injusto, que é corrupto, etc.

    Eles conseguiram destruir as maiores empresas do país (por mais que essas sempre tenham ajudado na corrupção), conseguiram afastar investidores, conseguiram confiscar o FGTS a preço de banana, conseguiram destruir as estatais, destruíram o poder de compra com a inflação, desvalorizaram a moeda criando créditos eletrônicos, fecharam mais de 200 mil empresas, destruíram a caderneta de poupança, destruíram as contas públicas, compraram partidos políticos, compraram votos, destruíram o sistema de saúde dos pobres, destruíram o sistema de educação dos pobres, etc.

    Antigamente eles criavam guerrilhas para fazer luta armada. Hoje, o meio de atução é através da luta política, fazendo o estado capitalista virar um caos.

    O objetivo sempre foi fazer as pessoas acreditarem que o capitalismo é ruim.

    Isso é uma tentativa real de implodir o sistema capitalista.
  • Cambraia  11/12/2016 13:33
    E, se você olhar com mais calma, verá que o artigo está falando exatamente a mesma coisa que você.
  • Teórico Crítico Frankfurtiano  11/12/2016 13:28
    Acredito que alguém que tenha lido Mises, poderia rebater perfeitamente o que vou dizer aqui:

    Se tu leste o Ação Humana verás que a praxeologia usa proposições sintético a posteriori, portanto elas podem ser verificadas pela experiência. O método "dedutivo" de Mises, não é dedutivo como filósofos e lógicos costumam ouvir, na verdade, a lógica de Mises simplesmente não se segue das premissas. O que o Mises faz é uma estranha "lógica verbal" que nem sequer existe, um exemplo dessa estranha "lógica verbal" é que Mises diz que dentro do conceito de 'praxeologia' estão todos as teorias econômicas, mas ele simplesmente não pode deduzir as coisas assim. Não é assim que lógica funciona. Alias, dedução, no geral, é não-informativa. Não existe nenhuma dedução que você faça que você consiga adquirir novos conceitos, então, por isso, para Mises, a praxeologia deve ser sintético a priori, porque deste modo ela nos forneceria por meio da dedução informação sobre o mundo.
    O exemplo de Kant de conhecimento sintético a priori é a geometria euclidiana; isto significaria que a geometria euclidiana é um sistema formal e dedutivo que consegue tirar informações do mundo físico. Kant não viveu para ver a existência de geometrias não-euclidianas e são elas que melhor representam o mundo físico, então disso se segue que a geometria euclidiana não é a verdadeira geometria usada para medir espaços do universo. Ou seja, disso também se seguiria que a geometria euclidiana não é sintético a priori, porque isso foi algo falsificado pela experiência. Depois Carnap fez uma distinção correta entre geometria aplicada e geometria pura: A geometria aplicada só é verdadeira pela experiência, nós aplicamos ela no mundo e verificamos se ela corresponde exatamente como é o mundo. Ou seja, a geometria aplicada é a verdadeira geometria do espaço. Agora, a geometria pura é meramente uma geometria de um outro espaço que não corresponde com o nosso; ela é, digamos, uma geometria do plano da razão apenas e nunca deixa de ser assim.

    Ou seja, disso tudo que escrevi, nós temos três conclusões: (1) O sistema praxeológico de Mises não pode ser sintético a priori, então ele deve ser ou sintético a posteriori ou analítico a priori.
    (2) Se o sistema de Mises for sintético a posteriori, então pela experiencia nós podemos verificar se seus axiomas são verdadeiros; é a experiencia que provaria verdadeira a praxeologia missesiana. (3) Se o sistema de Mises for analítico a priori, então ele não pode nos dizer nada sobre o mundo real, ou seja, o sistema de Mises não serve para dizer nada sobre a economia, porque ele não falaria sobre o nosso mundo, ele falaria sobre um mundo imaginário que existe apenas na razão (exatamente o que é a geometria pura como vimos aqui em cima).
    Não somente tudo isso, mas posso notar outras coisas também, como por exemplo o debate do "cálculo econômico no socialismo", Mises atualmente não contribuiu nada para o debate acadêmico, porque essa questão já havia sido postulada por simpatizantes do marxismo ou teoricos dele, como, por exemplo, o primeiro a questionar-se sobre isso foi Frederich Engels. A única coisa realmente interessante sobre isso é que mais tarde o austríaco Ludwig Lachmann que anuncia que no capitalismo nós também não temos uma distribuição racional de bens, assim, indo totalmente contra o Mises que falava que era apenas no socialismo que isso acontecia. Lachmann, talvez, tenha razão aqui, e, temos um exemplo empírico a favor da tese dele, porque, por exemplo, na Grã-Bretanha, a construção de ferrovias no século XIX pela iniciativa privada causou muitas depressões econômicas no setor de transportes, e bolhas econômicas e foi imensamente ineficiente. Os problemas só foram melhorados depois que houve uma intervenção governamental. Este acontecimento ele é conhecido (ao menos, nos cursos de economia e em livros de economia) como a falha do capitalismo laissez-faire. Você nunca vê os austríacos comentando sobre isso. Justamente, neste caso, não haveria como culpar o Estado ou o governo como malvados. A história é bastante clara: Os problemas cessaram apenas depois que o Estado regulamentou tudo.
    Há outros erros de Mises tão grotescos quanto esses que citei, mas estes refutam suas "teses principais".

    Rothbard é um terrível filósofo, porque ele nem sequer se importou em desviar a Lei de Hume, e ele deriva proposições normativas e prescritivas como "ninguém deve estar sujeito à coerção" de proposições meramente descritivas como _"a coerção é algo anti-humano". Tal passagem de uma esfera lógica é para outra dever-ser é uma falácia.
    Rothbard faz isso com o direito à propriedade privada e ele faz isso também com o direito à auto-propriedade ou o conceito de "auto-propriedade". Então, essas coisas são refutáveis pela lei de Hume mesmo.
    Não somente isso, mas eu adiciono mais que ele era um péssimo filósofo, porque no livro Ética da Liberdade quando ele menciona que só existe duas maneiras que a auto-propriedade se dá nos humanos, ele não conseguiu pensar em outras quatro maneiras que são elas (1) nenhum de nós somos donos de nós mesmos (isto num sentido moral) (2) todos nós somos propriedade de Deus, (3) um grupo de pessoas pode ter a propriedade parcial de outras pessoas (escravidão, por exemplo) e (4) todos os seres humanos tem parcial ou desigual propriedade de todos os outros. Rothbard, não discutiu no seu livro essas coisas, mas o certo aqui é (1).
    A ética de Rothbard é tão insana que nós não podemos colocar na cadeia ladrões, criminosos, etc. o livro dele é bastante claro, essas pessoas teriam que aceitar voluntariamente as acusações, mas estes criminosos e ladrões podem simplesmente sair do país ou recusar aceitar voluntariamente tais acusações. A questão é: Por que nós não podemos prender esses bandidos, ladrões, criminosos, estupradores, etc...? Simples: Porque a ética de Rothbard determina que todos possuem o direito natural à propriedade privada e à auto-propriedade, portanto este direito é absoluto, não tem como você revogá-lo de nenhuma forma, então, sim jogar um estuprador na cadeia contra a vontade dele seria uma violação nessa lei natural de Rothbard, na sociedade perfeita de Rothbard nós não podemos fazer isso.
    Enfim, têm inúmeras outras coisas que provam o quão ruim Rothbard foi como filósofo. A ética de Rothbard também não aceita que haja nenhum tipo de lei, porque bem como argumento Bentham: Toda lei é uma agressão à liberdade (no caso de Rothbard seria: Toda lei é uma agressão à propriedade privada e à auto-propriedade), então, de fato, não poderia haver leis.?
  • Guilherme Gomes  11/12/2016 23:59
    É preciso muita calma nessas horas. Eu, que vivi Dílson Funaro, digo que fundo ainda está longe. O Temer só está aumentando o rombo, e não pode ser diferente, não tem alternativa. Ou isto, ou sai. O próximo presidente vai ser um vendedor de ilusão. Depois de um ano de fantasia, a realidade:FMI. Voltem no tempo que o Sr Marcílio Moreira foi ministro. A coisa vai ser resolvida bem proximo daquilo.
  • Thamires Silva  14/12/2016 01:15
    Mesmo sendo escrito nos anos 90, esse artigo está atualíssimo.
  • Paulo Henrique Martinello  15/12/2016 22:05
    Alguém sabe me dizer se o atual governo pretende retomar o populismo creditício (ou ampliar), ao setor imobiliário, com essa medida?

    www.valor.com.br/brasil/4808919/governo-vai-aliviar-divida-de-empresa-e-incentivar-credito-imobiliario
  • Pobre Paulista  16/12/2016 10:46
    Não deu certo outras vezes, não é agora que vai.
  • Capitalista Opressor  17/12/2016 22:09
    Acho que o título diz tudo: Incentivar o crédito imobiliário.
    Mas tal aberração pode nos prejudicar futuramente.
  • outro Paulo  19/07/2017 09:32
    Os políticos brasileiros ou não aprenderam nada com os erros do petismo ou não possuem nenhuma consideração com a situação delicada que a população do país se encontra.


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