Se você é contra o livre comércio, você nunca viveu sem ele

Todos nós trabalhamos porque queremos trocar os frutos do nosso trabalho (dinheiro) por aqueles bens e serviços que ainda não temos ou dos quais necessitamos continuamente.  Trabalhamos e produzimos para que então possamos demandar bens e serviços.  Por isso, nossa produção representa, tautologicamente, nossa demanda.

Se as fronteiras do território dentro do qual você vive estão completamente abertas para todos os bens e serviços produzidos mundialmente, então você é uma pessoa de sorte: você está na privilegiada situação de ter os indivíduos mais talentosos do mundo trabalhando e produzindo para atender às suas demandas.  Mais ainda: esses indivíduos talentosos estão concorrendo acirradamente entre eles para fornecer a você as melhores ofertas. 

Todos aqueles que gostam de barganhas e de pechinchas adoram, intuitivamente, o livre comércio.

Henry Hazlitt, em seu livro Economia Numa Única Lição, disse que "o que é ruim e desastroso para um indivíduo tem de ser igualmente ruim e desastroso para o coletivo de indivíduos que formam uma nação".  Essa frase, tão poderosa em si, permite algumas reflexões.

Em primeiro lugar, a economia de um país não é uma bolha completamente isolada do resto do mundo, vivendo uma vida própria.  A economia de um país é simplesmente uma coleção de indivíduos.  Esses indivíduos que formam a economia de um país recebem um salário em troca de sua mão-de-obra.  Se as fronteiras do país são abertas para os bens e serviços produzidos em todos os pontos do globo — ou seja, o governo não proíbe, restringe ou tributa importações —, então, por definição, o poder de compra dos salários desses indivíduos alcança sua máxima capacidade.

Nesse cenário, qualquer empresa nacional que eventualmente seja dominante em um determinado setor do mercado irá gradualmente perder seus lucros monopolistas graças à chegada de novos entrantes.  Não há como haver monopólio ou oligopólio se a concorrência é livre para vir de qualquer ponto do planeta.  Fronteiras abertas ao comércio naturalmente aceleram o processo por meio do qual o maior número possível de produtores globalmente talentosos se esforçam vigorosamente para nos servir aos preços mais baixos possíveis.

Contrariamente ao que você ouviu dos economistas keynesianos, a poupança não apenas é boa para um indivíduo, como também é ótima para a economia como um todo.  Keynesianos afirmam que a economia entrará em colapso se os indivíduos não estiverem continuamente gastando e consumindo, mas esse raciocínio fraudulento pode ser exposto quando aplicado ao indivíduo.  Como indivíduos, sabemos intuitivamente que levar uma vida sem poupança é algo totalmente brutal e apavorante.  Sabemos o que significa viver de salário a salário, e sabemos o que é estar em uma situação em que, se perdermos o próximo salário, teremos de contar com a boa vontade de estranhos ou então entrar em algum programa assistencialista do governo.  Pior de tudo: uma falta de poupança nos deixa desprovidos de qualquer segurança financeira no longo prazo. 

Por tudo isso, o livre comércio, ao nos fornecer bens e serviços fartos a preços baixos, nos permite uma maior poupança.

Vale enfatizar que toda a nossa poupança acumulada se traduz em crescimento econômico.  Não há empreendedores e não há investimentos sem poupança.  A ausência de poupança impede que empreendedores e investidores utilizem sua genialidade e criatividade para produzir bens e serviços.  Afinal, se população consome todos os recursos existentes, então é fisicamente impossível utilizar esses mesmos recursos no processo produtivo.  Já se a população, então esses recursos que não foram consumidos podem ser direcionados para processos produtivos.

Consequentemente, alguém, em algum lugar, tem de ter postergado seu consumo para que empreendedores possam então transformar suas ideias em realidades tangíveis.  Não houvesse poupança, ainda estaríamos morando em cavernas. 

Por tudo isso, não apenas o livre comércio amplifica o valor de cada salário que recebemos, como também possibilita uma maior poupança.  E essa maior poupança possibilitada pelo livre comércio representa uma forma de capital que irá financiar ideias e empreendimentos que nos impulsionarão ao enriquecimento e ao progresso.

Os luditas e protecionistas de sempre irão dizer que o livre comércio "destrói empregos nacionais".  Ora, o progresso econômico também.  E isso é bom.  Se "criar empregos" fosse o único propósito de uma economia, então o próximo passo lógico, além de fechar todas as nossas fronteiras aos bens estrangeiros, seria banir os automóveis, os tratores, os computadores e a internet. 

Todas essas quatro invenções representaram uma maciça destruição de empregos (explicado em detalhes aqui).  No entanto, como evidenciado pelo fato de que não estamos na miséria e nem "fila do pão" em decorrência da proliferação dessas invenções, avanços econômicos que destroem empregos antiquados não abolem a necessidade de trabalho e nem a demanda por novos bens e serviços.  Ao contrário: invenções liberam mão-de-obra e recursos escassos, e reorientam investimentos para novas áreas da economia e novas formas de comércio que simplesmente alteram a natureza do nosso trabalho.  Isso é bom. 

Com efeito, há não mais do que 100 anos, a maior parte da humanidade trabalhava no campo, fazendo trabalhos manuais e excruciantes.  O livre comércio intensificou a divisão do trabalho e permitiu a invenção de maquinários agrícolas que libertaram a maioria dos seres humanos da necessidade de trabalhar no campo.  Essas pessoas puderam finalmente se dedicar a outras áreas da economia, aumentando nossa riqueza.  Por isso, deveríamos dar glórias ao progresso econômico e à criação de novos empregos permitidos pelo livre comércio.  Quão habilidoso e produtivo você seria com uma retroescavadeira?

O que nos traz ao melhor argumento — e, no entanto, o menos utilizado — em prol do livre comércio: ele maximiza a possibilidade de fazermos o trabalho que mais bem se adapta aos nossos talentos individuais.  Apenas pense nisso.  Uma economia nada mais é do que uma coleção de indivíduos, e o livre comércio maximiza a possibilidade de cada indivíduo fazer justamente aquele tipo de trabalho que mais acentua suas habilidades.

Se essa conclusão ainda não foi devidamente apreciada, apenas imagine viver em uma sociedade na qual nosso trabalho diário serve unicamente ao propósito de sobrevivermos, e não para desenvolver nossos talentos.  Pois essa é a realidade nos países que restringem o livre comércio: as pessoas, ao serem praticamente proibidas de utilizar os frutos do seu trabalho para adquirir aqueles bens e serviços que são mais bem produzidos por estrangeiros, acabam sendo obrigadas a desempenhar várias atividades nas quais não têm nenhuma habilidade.  Uma pessoa boa em informática acaba tendo de trabalhar como operário em uma siderurgia, pois seu governo restringe a importação de aço, que poderia ser adquirido mais barato de estrangeiros.

Estando isoladas da divisão mundial do trabalho, tais pessoas trabalham apenas para sobreviver, e não para desenvolver seus talentos.  Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas, pois a restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo, inclusive aquilo de que não entendem.

Isso é uma vida cruel.  Em países que usufruem o livre comércio, seus cidadãos possuem uma miríade de opções de trabalho: eles podem ser financistas, instrutores de ioga, artistas, cineastas, chefs, contadores e empreendedores do ramo de tecnologia.  Tão rica e com tamanha liberdade de comércio é a economia, que todos têm opções.  Já em sociedades fechadas, as pessoas passam suas vidas lutando para apenas sobreviver, sendo obrigadas a desempenhar várias atividades que não são do seu domínio. 

Em países de economia aberta, as pessoas, justamente por poderem adquirir bens e serviços fornecidos por estrangeiros que são melhores no suprimento destes, podem se concentrar naquilo em que realmente são boas.  Em países de economia fechada, as pessoas não têm essa opção, e engenheiros acabam virando operários de fábricas.

Em países de economia aberta, o lazer é um dado da realidade.  As pessoas, justamente por não terem de perder tempo trabalhando naquilo em que não são boas, podem dedicar boa parte do seu tempo a passatempos de luxo, como esquiar.  Quantas pessoas podem se dar ao luxo de se divertir luxuosamente em países como Myanmar, Zimbábue e Venezuela?

Ainda mais importante de ser ressaltado, nossos diversos estilos de vida são possibilitados justamente pelo livre comércio.  Se você está lendo este artigo, você sabe exatamente por quê, mesmo que inconscientemente.  O computador em que você está lendo esta carta de amor ao livre comércio foi um dos maiores destruidores de empregos na história do mundo, depois do automóvel.  As roupas que você está vestindo, a comida que você come, e o apartamento, casa ou escritório em que você está agora lendo este artigo só estão disponíveis em grande escala graças à divisão global do trabalho, a qual aumentou exponencialmente a produtividade individual.  Não fosse o livre comércio, além de não poder ler este artigo em um computador (ou tablet ou smartphone), você nem sequer teria tempo para enviar um comentário criticando o autor.

Se ainda não está convencido disso, apenas imagine como seria sua vida se você tivesse de fabricar o computador (ou tablet ou smartphone) no qual você está lendo este artigo, cultivar a comida que você come, criar as roupas que você veste, e construir a estrutura na qual você mora.  Caso tivesse de fazer tudo isso, você certamente morreria esquálido, faminto, nu, desabrigado e desempregado. 

Graças ao livre comércio, no entanto, você não é obrigado a se concentrar naquilo que você não é bom.  Em vez disso, você pode apenas trocar os frutos do seu trabalho por todos aqueles bens de consumo que você não é capaz de fabricar.

Livre comércio é sobre barganhas e pechinchas.  A vida seria macabra sem o livre comércio.  Quanto mais livre comércio, melhor a qualidade de vida.  Eis aí uma bandeira a ser diariamente defendida.

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OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Fepa  20/05/2015 15:18
    Eu queria saber o quanto perdemos de riquezas, de invenções, de produtos melhores, de prazeres nunca sentindo por termos abraçado o nacionalismo, o protecionismo, o sindicalismo, o socialismo, o cepalismo, o keynesianismo, o mercantilismo, o positivismo, e todos os outros ismo do coletivismo.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  20/05/2015 15:27
    Excelente.

    Um texto que consegue relacionar logicamente abertura econômica com aumento de poupança, especialização do trabalho e bem estar social.

    Precisamos bater nessa tecla ad nauseam.

  • Felipe  20/05/2015 16:18
    Um texto interessante para mostrar aos não-iniciados no libertarianismo.

    Só achei esquisito o título do artigo...
  • Neto  20/05/2015 16:48
    Nada de esquisito. Assim como só é comunista quem não sabe o que realmente é o comunismo, só é contra o livre comércio quem realmente não sabe o que é viver sem ele.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  20/05/2015 17:01
    a vida que experimentamos hoje em dia (e desde sempre, after all) só é possível pelo livre mercado, em maior ou menor dose.

    viver com um mínimo de livre comércio equivaleria a viver no inferno da privação de liberdade com escassez de bens de toda ordem (isso lembra alguma coisa?!). e quem seria contra o livre comércio desde uma distuação dessas?

    se você desfrutava do livre comércio mas o perdeu por qualquer motivo, também seria impossível/improvável (não sendo um doido varrido) que se posicionasse contra.

  • Morete  20/05/2015 16:20
    "Todos aqueles que gostam de barganhas e de pechinchas adoram, intuitivamente, o livre comércio."

    O triste é ver que a maioria dos esquerdistas adoram de fato uma barganha, mas, ao invés de brigarem por um livre comércio, brigam para que os preços caiam por decreto/canetada do governo...
  • João Bernal  20/05/2015 16:52



    Sensacional. Simplesmente sensacional essa junção de ideias da liberação do comércio, especialização da mão-de-obra, aumento do bem-estar e qualidade de vida.

    SENSACIONAL!!!
  • Nike Baptiste, o "Empresário" Brasileiro  20/05/2015 17:04
    Se você quer competição no mercado, que viaje até Miami. No Brasil, nossa prioridade tem de ser a formação de campeãs nacionais. Veja os efeitos de já sermos o país mais protecionista do mundo: nossas empresas já são recomodadíssimas competidoras internacionais de todos os bens e serviços possíveis - em especial nos mais protegidos, como telecomunicações -; tudo graças à completa ausência de incentivo (competição) para que descubram de fato como oferecer bens e serviços melhores por menores custos. Os carros das montadoras nacionais - protegidas até mesmo do imperialismo neoliberal mexicano graças a cotas de importação - oferecem lucros altíssimos e invejáveis comparados ao inferno que é no exterior, tudo graças às políticas governamentais.

    O mesmo governo ao qual incontáveis empresários podem recorrer com confiança para obter contratos bilionários e proteção em uma segurança de investimento que nenhum outro país do mundo consegue garantir - e os senhores ainda o criticam.

    Toda empreitada governamental somos nós pagando a nós mesmos.
  • Gustavo Nunes  20/05/2015 17:20
    O livre mercado é tão simples que torna-se muito complexo para os que são contra.
  • Nelio Domingues  20/05/2015 17:24
    Quando a humanidade interage, convive com várias culturas, e sua sobrevivência depende dos resultados desta interação social, esta humanidade busca a paz, as relações equilibradas e respeitosas. O comércio é um grande instrumento para isso. Sempre foi e sempre será.
  • Samuel Lima  20/05/2015 17:43
    A divisão do trabalho, desde Adam Smith, além de melhorar e maximizar a produção (e quanto mais se produz, mais riqueza se terá), faz também com que você cultive maior destreza naquilo que realiza; naquilo que você produz. 

    Dádivas que só o livre comércio pode nos proporcionar.  Texto mais que excepcional.
  • Carlos  20/05/2015 18:41
    O livre comércio gera concorrência até o intervalo, aonde os caras espertos decidem que não devem mais competir e criam um lobby(quando o mercado é regulado claro), oque não seria o caso. Então eles se juntam em um monopólio e param de concorrer estipulando margens de lucros maiores. Desculpe deve ser fantasia da minha cabeça.
  • Ribeiro  20/05/2015 18:51
    Aí você abre totalmente a economia para estrangeiros virem aqui ofertar seus bens e serviços, e aí simplesmente não tem como sobrar um único oligopólio.

    Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2083
  • Marcelo  20/05/2015 18:54
    aff...sério que você ainda insiste nessa falácia?
    NÂO EXISTEM monopólios em livre comércio. Nem cartel. Porque a qualquer momento pode surgir outro concorrente e tomar o mercado. simples assim.
    como meus conhecidos comunas adoram me dizer quando derrubo seus argumentos: "Vá estudar!" e pare de proclamar falácias neste espaço.
  • Henrique Zucatelli  20/05/2015 22:30
    Calma, ele não falou por mal.

    Talvez esteja se referindo a nichos onde poucos com muito e que dominam tecnologias e fontes escassas de bens (produtos químicos, gemas preciosas etc) combinam entre si. Exemplos: petróleo dos árabes, no lítio dos bolivianos, entre outros. Certos oligopolios demoram décadas para serem desfeitos, como é o caso do xisto, vindo paralelo a outras fontes que derrubaram os preços do petróleo árabe.

    Mises já previu isso e não condena, sabendo que enquanto só um ou uns poucos tem o domínio concreto de uma tecnologia ou fonte, mesmo que temporário, o monopólio/oligopolio é uma realidade.
  • Thiago Valente  21/05/2015 00:26
    Não existe monopólio de energia (xisto, petróleo, hidrelétrias etc.). Só irá existir se o seu governo te obrigar a usar apenas x ou y fonte de energia para tal fim, por exemplo. Tais tecnologias ou produtos são soluções para determinados problemas, mas, no livre comércio, nada impede de surgirem novas soluções. É como o dono de jornal impresso que não percebe que a internet, a TV, a rádio, o outdoor, o busdoor, o flyer na faculdade, o post pago no face e até o boca a boca concorrem com seu produto, logo, ele tem de criar estratégias para atender esse público a resolver seu problema de divulgação de melhor maneira que as demais possibilidades (veja só, as rádios, apesar de serem pequenos monopólios e oligopólios do setor em específico, sofrem severamente com essas demais possibilidades e tem buscado alternativas interessantes, como as webrádios e podcasts próprios). Aliás, esse espectro de ondas eletromagnéticas poderá ser utilizado de melhores formas com o fim das rádios convencionais, quem sabe? As rádios então, evoluiriam para serviços de informação audiofônica em outros suportes (pois a "rádio" é um modelo, enquanto que as ondas de rádio são um suporte de informação, ou assim podemos categorizá-las, que são recursos escassos e podem ser utilizados de diversas outras formas).
  • Felipe  20/05/2015 21:05
    Toda empresa é um monopólio de seu próprio produto, mas isso não é um problema, o único problema é se esta empresa tem ou não privilégios.

    A coca-cola detém o monopólio da coca-cola, mas ninguém fica sem coca-cola por causa disto. Porque a coca concorre não só com outros refrigerantes de sabor coca, mas também com refrigerantes de outros sabores e com todos os outros tipos de bebidas possíveis como suco e água.
  • Pablo Perozini  20/05/2015 18:55
    "Uma pessoa boa em informática acaba tendo de trabalhar como operário em uma siderurgia."

    Eu que o diga, rsrs! Ademais, um texto exímio!
  • Veron  20/05/2015 19:03
    Ótimo texto.
  • Dam Herzog  20/05/2015 23:19
    Que delicia viver em um pais livre. Alguem do planeta te apresenta um produto que você quer de ótima qualidade e de menor preço. Ai voce compra barato e economiza algum dinheiro e vai fazendo a sua poupança, ou seja criado riqueza atraves de investimentos que voce vai fazendo com sua poupança. O pior é que parece que isto nunca vai ocorrer no Brasil e seremos eternos escravos de pagamento de impostos (roubo) ao governo que nunca será suficiente. Assim caminha o Brasil de escravos do governo sendo cada vez mais roubados.Até quando?
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  21/05/2015 09:09
    Correto.
  • Emerson Luis  08/06/2015 18:42

    Os detratores do livre comércio/capitalismo atacam espantalhos sem perceber que fazem isso. Tanto no aspecto prático quanto no ético, o liberalismo é totalmente superior.

    * * *
  • Regina Santos  18/06/2015 19:48
    O livre comércio é peça fundamental para o mundo contemporâneo, é preciso ser muito bitolado para não enxergar a realidade...
  • Marcel Vieira  07/12/2016 11:29
    Ótimo texto, aliás, excelente! Para os economicamente analfabetos ou aqueles que estão iniciando seus conhecimentos nesta ciência social (incluindo eu mesmo nesta fatia), recomendo a leitura, pois de forma clara, simples e objetiva, esclarece fatos que estão implícitos para aqueles que no cotidiano da sociedade tem uma visão diminuta da tamanha grandeza e complexidade que fundamenta os movimentos sociais econômicos de uma nação.


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