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Por que é importante dominar a teoria

I.

O provérbio que diz que as coisas podem funcionar bem na teoria mas não necessariamente funcionam na prática é bem conhecido.[1]  A intenção normalmente é a de menosprezar a importância da teoria, sugerindo que ela pode ser bonita mas pode estar muito distante das exigências práticas, sendo de pouca valia para ajudar a resolver o problema em questão.

O filósofo prussiano Immanuel Kant (1724—1804), em seu ensaio de 1793, "On the Popular Judgment: 'This May Be True in Theory, But It Does Not Apply in Practice" (Sobre o Juízo Popular: 'Isso Pode Ser Verdade Na Teoria, Mas Não Se Aplica à Prática'), respondeu a esta crítica.  Com efeito, ele respondeu com este seu ensaio à crítica feita à sua teoria ética pelo filósofo Christian Garve (1742—1798).

Kant argumentou que a teoria fornece "princípios de natureza suficientemente geral", ou seja, ela fornece regras gerais.  No entanto, a teoria não diz ao homem como ela deve ser aplicada, diz Kant.  Para isso, faz-se necessário o ato do discernimento próprio:

O conceito da compreensão, o qual pertence à regra geral, tem de ser complementado por um ato de discernimento, por meio do qual o adepto distingue exemplos em que a regra se aplica daqueles em que ela não aplica.[2]

O filósofo prussiano, de maneira efetiva, afirma que qualquer indivíduo atuante tem de respeitar o papel exercido pela teoria:

Aquele que finge ser versado em um determinado ramo do conhecimento e ainda assim trata a teoria com escárnio irá inevitavelmente se expor como um ignorante em sua área.[3]

Em sua obra metodológica, Ludwig von Mises (1881—1973) enfatizou, em seu nível mais fundamental, a importância da teoria para o indivíduo que age, observando que a teoria e a ação humana são inseparáveis.  Escreveu Mises:

O pensamento precede a ação. Pensar é deliberar sobre a ação antes de agir, e refletir em seguida sobre a ação efetuada. Pensar e agir são inseparáveis. Toda ação está sempre baseada em uma ideia específica sobre relações causais. Quem pensa uma relação causal, pensa um teorema. Ação sem pensamento e prática sem teoria são inimagináveis. O raciocínio pode ser falso e a teoria incorreta; mas o pensamento e a teoria estão presentes em toda ação. Por outro lado, pensar implica sempre imaginar uma futura ação. Mesmo quem pensa sobre uma teoria pura pressupõe que a teoria é correta, isto é, que uma ação efetuada de acordo com o seu conteúdo teria por resultado um efeito compatível com seus ensinamentos. Para a lógica, o fato de esta ação ser factível ou não é irrelevante.

Com a teoria sendo inseparável da ação humana, a questão crucial passa a ser: Qual é a teoria correta?  Por motivos óbvios, o indivíduo que age estará interessado na teoria correta: "Não importa como ela seja vista, simplesmente não há como uma teoria falsa ter maior serventia a um indivíduo, a uma classe ou a toda a humanidade do que uma teoria correta."[4]

II.

Na versão da ciência econômica que hoje é a dominante, o real valor de uma teoria é definido por meio de testes que seguem a hipótese do "se-então".  Por exemplo, economistas testam se um aumento na oferta monetária leva a um aumento nos preços, ou se um aumento na oferta monetária causa elevação nos preços — ou se o inverso é verdadeiro.

Tal procedimento é típico do positivismo-empiricismo-falsificacionismo — uma abordagem metodológica que, na ciência econômica, não apenas deve ser rejeitada como sendo confusão intelectual[5], como também tem de ser criticada por ser propensa a abusos demagógicos.

Afinal, se alguém é adepto da ideia de que nada pode ser conhecido (com certeza) sem ser testado, então tal pessoa, por definição, tem de colocar em prática todas as suas ideias.  E é aí que jaz o perigo.

Tão logo uma teoria passa a ser vista como boa ou benevolente — tal como a teoria que diz que um aumento na oferta monetária gera prosperidade para todos, ou a teoria que diz que déficits orçamentais criam novos empregos —, as pessoas irão adorar vê-la em prática.

O que é pior, sob o atual reinado do positivismo-empiricismo-falsificacionismo, existem enormes incentivos econômicos para se difundir teorias politicamente eficazes que, obviamente, visam apenas ao bem de políticos — mesmo que tais teorias sejam falsas.  Aqueles que fornecem uma convincente legitimação científica para ações perseguidas pelo governo podem previsivelmente esperar altas recompensas dos burocratas.

Fornecendo uma ilustração metafórica: para fazer com que o roubo seja algo socialmente aceitável, o ladrão estará disposto a dividir uma fatia do seu esbulho com aqueles que estão ajudando a fazer com que, do ponto de vista das vítimas, o crime seja aceitável.  Em suma, o ladrão tem todo o interesse em premiar o intelectual que justifica "cientificamente" seu roubo.

No que concerne a teorias econômicas aparentemente benevolentes, considere os seguintes exemplos:

  • O estado é indispensável para a paz e a prosperidade; sem o estado haveria caos social, agressões impiedosas aos mais fracos e miséria dantesca.[6]
  • A produção e a oferta de dinheiro têm de ser monopolizadas pelo estado, pois simplesmente não há outra maneira de se obter dinheiro de forma confiável.
  • Foi uma boa ideia substituir o dinheiro metálico (ouro e prata) pelo papel-moeda fiduciário de curso forçado, pois apenas esse tipo de dinheiro permite um contínuo e adequado aumento na oferta monetária — aumento este que, por sua vez, é indispensável para que haja crescimento da economia e do emprego.
  • O capitalismo explora a classe trabalhadora e gera um aumento exacerbado da pobreza, guerras e imperialismo; já o socialismo irá manter a paz e elevar o padrão de vida de todos.
  • A democracia (a escolha da maioria) é a única forma de organização política que respeita a liberdade individual e os direitos de propriedade, e que gera cooperação pacífica e prosperidade.

Estes exemplos são suficientes para o meu ponto: tão logo algumas teorias passam a ser consideradas benevolentes, pode-se ter a certeza de que elas serão colocadas em ação.  Quanto mais benevolente uma teoria, maior a possibilidade de ocorrer experimentos sociais.

No entanto, praticar experimentos sociais com o suposto propósito de se estar testando verdades é algo que possui um preço muito alto — às vezes, um preço proibitivamente alto, como deixou evidente o experimento socialista em vários países.

III.

No campo da ciência econômica, no entanto, é possível decidir se determinadas teorias são corretas ou incorretas sem que haja a necessidade de se recorrer a experimentos e testes.

Mises reconstruiu a ciência econômica como sendo uma das áreas da 'lógica da ação humana', que ele chamou de praxeologia (práxis = ação; a lógica da ação).  Sendo uma teoria apriorística, a praxeologia permite a dedução de verdades irrefutáveis — ou apodícticas — partindo-se do irrefutavelmente verdadeiro axioma da ação humana.

Nas palavras de Mises,

A praxeologia não é uma ciência histórica, mas uma ciência teórica e sistemática. Seu escopo é a ação humana como tal, independentemente de quaisquer circunstâncias ambientais, acidentais ou individuais que possam influir nas ações efetivamente realizadas. Sua percepção é meramente formal e geral, e não se refere ao conteúdo material nem às características particulares de cada ação. Seu objetivo é o conhecimento válido para todas as situações onde as condições correspondam exatamente àquelas indicadas nas suas hipóteses e inferências. Suas afirmativas e proposições não derivam da experiência. São apriorísticas, como a lógica e a matemática. Não estão sujeitas a verificação com base na experiência e nos fatos.

A praxeologia fornece uma metodologia que permite separar teorias econômicas corretas de teorias econômicas falsas, tudo em bases apriorísticas — isto é, sem ter de recorrer a experimentos sociais.

Em vista da ilustração dada acima (e sem se aprofundar extensivamente no argumento), podemos saber com toda a certeza que o estado não é a solução, mas sim a raiz dos mais severos conflitos sociais.  (Ver aqui, aqui, aqui).

Utilizando a praxeologia, também podemos saber com certeza que o dinheiro é uma criação do livre mercado; que o dinheiro-commodity — a escolha lógica das ações incorridas no livre mercado — é a moeda forte; e que o monopólio estatal da produção de dinheiro irá gerar uma moeda fraca e continuamente depreciada. (Ver aqui, aqui e aqui).

Também sabemos com certeza que um aumento na oferta monetária não torna uma economia mais rica; tal aumento irá beneficiar exclusivamente aqueles que primeiro receberem este dinheiro recém-criado, pois terão uma maior renda a preços ainda inalterados.  Seu poder de compra irá aumentar.  Quem perde são todos aqueles que irão receber o dinheiro mais tarde (ou que sequer irão recebê-lo), quando os preços já estarão maiores.  O poder de compra destes foi diminuído.  (Ver aqui, aqui e aqui).

Também se pode deduzir da praxeologia que o socialismo leva a uma grande miséria, pois se trata de uma forma de organização social que não tem como funcionar.  Qualquer experimento genuinamente socialista está fadado ao fracasso, sendo o capitalismo a única forma economicamente viável de organização social. (Ver aqui e aqui).

Finalmente, pode-se mostrar com base na praxeologia que a democracia é incompatível com a preservação das liberdades individuais, dos direitos de propriedade e, consequentemente, da prosperidade e da cooperação pacífica. (Ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui)

O poder de se desmascarar e desmistificar falsas teorias econômicas utilizando um raciocínio apriorístico — ou seja, sem ter de recorrer a experimentos sociais — é certamente um dos mais fascinantes aspectos da Escola Austríaca de economia.

Em sua introdução à Crítica da Razão Pura (1787), Kant intitula o capítulo 3 como "A Filosofia Necessita de uma Ciência que Determine a Possibilidade, os Princípios e a Extensão de Todos os Conhecimentos "A Priori"".  Para a ciência econômica, Mises fez exatamente isso.



[1] "O termo 'teoria' é normalmente entendido como algo cuja explicação sugerida já foi satisfatoriamente provada, não mais estando aberta a questionamentos." Joyce, G. H. (1908), Principles of Logic, Longmans, Green & Co, London et al., p. 362.

[2] Kant, I. (1992 ), Über den Gemeinspruch: Das mag in der Theorie richtig sein, taugt aber nicht für die Praxis, Zum ewigen Frieden, H. F. Klemme, ed., Felix Meiner Verlag Hamburg, p. 3 [A 202], tradução própria.

[3] Ibid, p. 4 [276], tradução própria.

[4] Mises, L. v. (1957), Theory & History, p. 124.

[5] Ver, nesse contexto, Hoppe, H. H. (2006), Austrian Rationalism in the Age of the Decline of Positivism, in: The Economics and Ethics of Private Property, Studies in Political Economy and Philosophy, 2nd ed., Ludwig von Mises Institute, Auburn, US Alabama, pp. 347?379.

[6] Murray Rothbard define o estado como sendo

Aquela instituição que possui uma ou ambas (quase sempre ambas) das seguintes características: (1) adquire sua renda por meio da coerção física conhecida como "tributação"; e (2) declara ter — e normalmente tem — um monopólio coercivo da oferta de serviços de defesa (polícia e tribunais) sobre uma dada área territorial.

Rothbard fornece uma definição positiva do estado: ele diz o que o estado realmente é, e não o que ele deve ser (definição normativa).

 

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autor

Thorsten Polleit
é economista-chefe da empresa Degussa, especializada em metais preciosos, e co-fundador da firma de investimentos Polleit & Riechert Investment Management LLP.  Ele é professor honorário da Frankfurt School of Finance & Management.


  • Samir Jorge  04/09/2013 12:14
    Excelente artigo. Tenho uma pergunta a fazer: Qual é o verdadeiro axioma da ação humana?

    Atenciosamente

    (a) - Samir Jorge
  • Diogo  04/09/2013 14:30
    Acredito que seria o fato de que todos os seres humanos procuram eliminar o "desconforto" (uneasiness) presente através de ações.

    Cada ação planejada/realizada é em busca de atingir um estado melhor, de mais "conforto" como resultado.
  • Pupilo  04/09/2013 14:41
    Está no artigo:

    "Mises reconstruiu a ciência econômica como sendo uma das áreas da 'lógica da ação humana', que ele chamou de praxeologia (práxis = ação; a lógica da ação). Sendo uma teoria apriorística, a praxeologia permite a dedução de verdades irrefutáveis — ou apodícticas — partindo-se do irrefutavelmente verdadeiro axioma da ação humana.

    Nas palavras de Mises,

    A praxeologia não é uma ciência histórica, mas uma ciência teórica e sistemática. Seu escopo é a ação humana como tal, independentemente de quaisquer circunstâncias ambientais, acidentais ou individuais que possam influir nas ações efetivamente realizadas. Sua percepção é meramente formal e geral, e não se refere ao conteúdo material nem às características particulares de cada ação. Seu objetivo é o conhecimento válido para todas as situações onde as condições correspondam exatamente àquelas indicadas nas suas hipóteses e inferências. Suas afirmativas e proposições não derivam da experiência. São apriorísticas, como a lógica e a matemática. Não estão sujeitas a verificação com base na experiência e nos fatos."
  • Emerson Luis, um Psicologo  04/09/2013 14:59
    No tempo de Kant já havia essa atitude! Na realidade, sempre existiu desde que existe o ser humano. Quando alguém diz que "não segue nenhuma teoria", o que isso realmente significa é que ele não tem consciência das teorias que segue. E não tem nem sequer consciência da sua inconsciência.

    * * *
  • zanforlin  04/09/2013 17:42
    Congratulações à equipe do IMB pela veiculação deste artigo: é mais que propedêutico, é alicerce e teto, pois as remissões gentil e inteligentemente postas pelo tradutor constituem em si um roteiro de aprendizado e consolidação dos princípios da Escola Austríaca de Economia. Vale o trabalho de imprimir as remissões, pois o resultado, mais o texto atual, representam uma sequência de lições de grande valia
  • André Luiz S. C. Ramos  04/09/2013 18:04
    Se uma pessoa separar um fim de semana para ler esse texto com calma e depois ler todos os textos linkados nele... Pronto! Ela estará livre do lixo estatista que lhe foi empurrado goela abaixo na escola e na universidade.
  • Rodrigo  04/09/2013 19:28
    Leandro,

    Na sua opinião, faz sentido usar a praxeologia na "ciência" da administração de empresas?

    Abraço!
  • Leandro  04/09/2013 20:16
    Uma proposta interessante. A princípio, não vejo problemas com ela. Você pode, por exemplo, utilizar os princípios da ação humana para tentar (ênfase no "tentar") prever a reação de funcionários a determinadas políticas gerenciais e então ir adotando aquelas para as quais eles se demonstrarem mais receptivos. Aprioristicamente, é possível saber aquelas que serão mais bem recebidas (como pontualidade no pagamento dos salários e até mesmo salários pagos quinzenalmente em vez de mensalmente) e outras que sofrerão mais rejeição.

    Porém, como administração não é a minha área, vou passar e deixar a resposta para leitores mais experimentados.
  • marcos paulo  05/09/2013 01:25
    Off-topic

    Leandro está dando uma olhada na área de reviews da Amazon e um carinha qualquer escreveu

    on the comments section of the article entitled: "The Rule of Planned Money
    OCTOBER 4, 2007":

    Mike Sproul October 4, 2007 at 11:35 am
    A classic Austrian misunderstanding of money. Banks are not counterfeiters. Banks put their name on their money, hold assets against that money, and stand ready to use those assets to buy back that money.
    Garrett confuses convertibility with backing. The dollar, for example, is not physically convertible into gold, meaning that the Fed will not buy back its dollars with gold. But the dollar is financially convertible: The Fed will buy back its dollars with its bonds. The Fed would not be able to do this if it did not hold assets sufficient to redeem all the dollars it has issued. Five minutes studying the real bills doctrine would make this clear.
    The dollar is not fiat money. There is no such thing. If there were, it should be possible to find some central bank somewhere that holds no assets against its money, but there is no such bank.


    Poderia me dar uma refutação do que foi escrito, por favor?
  • Leandro  05/09/2013 02:41
    O cidadão diz não ser correto afirmar que o banco central "cria dinheiro do nada" porque a realidade é que ele cria dinheiro em troca de um ativo (títulos do governo).

    Ou seja, segundo ele, para que a acusação "criar dinheiro do nada" fosse correta, o BC teria de criar dinheiro em troca de absolutamente nada. Mas como ele cria dinheiro em troca de títulos do governo, então não é correto dizer que ele cria dinheiro do nada. Afinal, o dinheiro criado do nada está na realidade lastreado em títulos do governo.

    Ora, tal afirmação (que o BC cria dinheiro em troca de títulos do governo) nunca foi negada por austríacos. Aqui mesmo neste site isso é repetidamente enfatizado, mesmo porque se trata de uma regra contábil básica: sempre que um banco cria um passivo, ele adquire um ativo. Não seria possível criar um passivo (moeda) sem a concomitante criação de um ativo. Portanto, tal "acusação" é inócua.

    A questão toda é que Mike Sproul -- um cidadão bastante conhecido nos círculos austríacos -- é defensor de uma teoria chamada de "Real Bills Doctrine". Tal teoria diz, de maneira resumida, que duplicatas emitidas pelo comércio (as "bills of exchange") podem ser monetizadas por bancos e isso não seria inflacionário. E não seria inflacionário porque haveria um aumento na quantidade de duplicatas e isso permitiria a criação de mais riqueza.

    Como esse sistema já existe hoje -- todos os bancos descontam duplicatas, e fazem isso criando dinheiro eletrônico --, os proponentes da Real Bills Doctrine dizem ser necessário criar um novo sistema de compensação bancária, o qual passaria a aceitar duplicatas junto com moeda eletrônica como forma de controlar as reservas bancárias.

    Por que ele acha que tal sistema não seria inflacionário não faz o mínimo sentido. Afinal, os bancos estão criando dinheiro. Sua explicação é totalmente convoluta. Exatamente por isso, por não ser capaz de convencer em relação aos pontos mais básicos de sua teoria, nunca dei atenção a ele.

    The Mike Sproul Doctrine
  • anônimo  04/09/2013 23:34
    Prezados

    Uma das fases presentes na teoria austríaca dos ciclos econômicos é a do boom gerado por expansão creditícia que, inicialmente, irá gerar alterações na produção de bens de ordem mais elevada.
    Fiquei intrigado com uma passagem do livro sobre a crise de 29 de Rothbard referente ao crédito parcelado ao consumidor.
    Gostaria, se possível, de uma definição mais precisa deste tipo de crédito e suas consequências na economia.
    Quais as consequências de outros tipos de crédito ao consumidor?
  • Leandro  05/09/2013 02:43
    A afirmação é que crédito ao consumidor não gera ciclos porque tal tipo de crédito, por ser exclusivamente direcionado ao consumo, não gera distorções na estrutura produtiva, mas sim apenas inflação. O raciocínio é correto na teoria, porém, como no mundo atual o crédito nunca fica restrito apenas ao consumo (ele sempre vaza para investimentos), tal abordagem é desimportante.
  • Pedro.  05/09/2013 20:09
    Qualquer número elevado a zero é igual a 1.

    Isso decorre de uma dedução lógica, afinal não é possivel praticar esta conta.
    O calculo infinitesimal também é uma dedução lógica, pois não dá para imaginar um numero que tende a zero.

    Enfim, os safados são exatam,ente aqueles que reivindicam o teste empirico como unico meio de se ter certeza de algo. Ocorre que experimentado e falhado o experimento, logo proporão outro com variações tão arbitrárias ou de lógica duvidosa quanto a proposta inical. Assim, a idéia é experimentar perpetuamente "um conjunto de idéias que se afirma levarão a um FIM REDENTOR"

    ...A esse conjunto de idéias, ou estudo de idéias para atingir um fim prédeterminado, pode-se dar o nome de IDEOLOGIOA!

    Ou seja, concebe-se um "OBJETIVO SUPREMO, REDENTOR" e passa-se a defender uma "receita" para atingi-lo. Diante de contestações sobre se a "receita" é correta/justa ou se efetivamente produz o resultado alegado, reinvindica-se O EXPERIMENTO, fingindo-se que não se esta convencido da estupidez da "receita".

    Ora, uma IDEOLOGIA é exatamente uma estratégia para engrupir, corromper e se sobrepor a toda idéia sobre justiça, destruindo-a como filosofia ou teoria para reivindicar a IDEOLOGIA SALVADORA. Afinal, sendo alegada salvadora não deve se curvar a nenhum tipo de teoria ou filosofia, pois que os ALEGADOS FINS serão compensadores para as possíveis desgraças que venham ocorrer na implantação da IDEOLOGIA SALVADORA.

    ...Desgraças essas decorrentes das más intenções dos CRÍTICOS ACUSADOS DE NÃO DESEJAREM o "MUNDO MARAVILHOSO" que a ideologia proporcionará à COLETIVIDADE.

    Enfim, TODAS AS IDEOLOGIAS SÃO COLETIVISTAS! ...Assim são exatamente porque seus autores e seguidores espertalhões ou seduzidos almejam formar "exércitos militantes" para imporem sua subjertividade e usufruirem das delícias que ambicionam ao submeterem coletividades, REBANHOS, ao seu arbítrio autoritário, sob o pretexto de salvar todos que, assim, se dividem e combatem-se.

    Uma IDEOLOGIA PARTE dos FINS que PROMETE sem a necessidade de nenhuma base epistemológica POIS EXERCERÁ A SEDUZÃO ATRAVÉS DO OBJETIVO ENCANTADOR que oferece como finalidade.

    AO contrário de IDEOLOGIA, uma TEORIA parte de principios axiomáticos e mesmo de conhecimentos empiricos para construir CONHECIMENTO.

    Entender isso seria um excelente passo para se diferenciar os socialismos da idéia de Liberdade.

    A liberdade é percebida como justa e do direito natural de cada indivíduo partindo-se de princípios axiomáticos em rigida coerência teórica.
    ...Ou seja LIBERALISMO/LIBERTARIANISMO É TEORIA!
    ...socialismo ou o fantasioso "comunismo" (impossível na pratica) são IDEOLOGIAS, embustes deliberados que oferecem um OBJETIVO COLETIVO para arrebanhar fiéis seguidores imbecilizados por um desejo delirante ou seduzir safados.

    LIBRTARIANISMO é TEORIA é SOCIALISMO é IDEOLOGIA.

    Teóricos provam suas teorias com axiomas e lógica a sua teoria baseada na razão.
    Ideólogos reivindicam o experimento de suas ideologias, desprezando a razão enquanto abominam a lógica (vide Marx e suas lógicas subjetivas ...hehehe!) como meio de se chegar a verdade sobre sua ideologia baseada na emoção.

    Uma TEORIA encanta pelos PRINCÍPIOS e pela coerência, enquanto uma IDEOLOGIA seduz pelos FINS que oferecem em meio a seu amontoado de idéias desconexas.
  • anônimo  05/09/2013 22:19
    Interessante esta crítica sua contra o empirismo, Pedro., especialmente esta parte:

    "Enfim, os safados são exatam,ente aqueles que reivindicam o teste empirico como unico meio de se ter certeza de algo."

    Não sei por quê pensei nos neo-ateus ao ler sua frase. Qualquer semelhança numa eventual analogia empirismo/ateísmo versus apriorismo/deísmo seria mera coincidência?

    Ps. Notei um tom rancoroso no seu texto, ao usar termos como "rebanho", e outros. Mas penso que, como alguém interessado em buscar conhecimento, você já leu a seção "religião" aqui do IMB e sabe diferenciar filosofia de crença cega, e não descartaria a primeira por conta de algum ódio pessoal contra a segunda.
  • Pedro.  06/09/2013 12:16
    Isto sim é paranóia ideológica. Eu nem pensei em religião ao escrever minha idéia.

    Não entendi oq tem a minha frase, destacada por voce, com "neoateísmo". Aliás desconheço uma forma nova de se ser ateu.
    Quanto ao empirismo como prova única de uma verdade, isso nada tem que ver com ateísmo, posto que ateus ou agnósticos se valem da lógica para suas contestações enquanto exatamente os deístas alegam a exsitência da natureza como prova empirica de uma divindade criadora.

    Na verdade neunca tinha pensado nisto e agradeço seu questionamento por me trazer essa idéia.

    O que eu quis dizer com relação á desonestidade daqueles que abominam a lógica como o sexto sentido capaz de captar a realidade, é que fazem alegações, por exemplo econômicas (foi o que estava em minha mente) e recusam-se a raciocinios lógicos contrarios a suas reivindicações falaciosas. Essa repulsa contra a lógica foi exatamente oq levou Marx e mais recentemente os relativistas a nega-la como método. Ou seja, bastam afirmações sobre uma "verdade" qualquer e esta torna-se um dogma incontestável logicamente. Assim, exigem que se faça o teste para comprovar e, este feito e provado o fracasso, imediatamente fazem novas reafirmações como desculpa meramente afirmativa para explicar o fracasso. Ou seja, nunca tem fim o embuste.

    Por exemplo o FRACASSO DO SOCIALISMO em TODAS as experiencias tentadas. Mesmo assim, continuam reivindidicando o Poder absoluto para o governo em nome do socialismo afirmando que os experimentos realizados não são o socialismo verdadeiro ou aquele que advogam. Claro, advogam um FIM, um OBJETIVO REDENTOR, e por tal enquanto não se realizar tal "objetivo" apregoado, reinvindicarão experimentos ideológicos para realiza-lo. Assim, a receita ideologica vai se alterando arbitráriamente. É bastante parecido com o caso de que uma mentira acaba levando a outras na tentativa de justificar a primeira.
    Ora, uma ideologia não se baseia em principios, em conhecimentos, iniciais para ir progredindo. Uma ideologia baseia-se na finalidade a ser alcançada e se sai arbitrando idéias mal pensadas como receita para atingir tal fim. Claro que a idéia de lógica como u8m sentido para apreender a realidade tem que ser desprezada por ideologias. Não é dificil perceber isto.

    Exatamente por isto Marx e atualmente os relativistas advogam a inexistência da verdade lógica afirmando que "cada um tem uma verdade" mesmo que diferentes "verdades" segundo cada um. É uma estupidez, sobretudo pelo fato desta afirmação relativista como verdade absoluta é em si uma contradição. Aliás, um método para se perceber a falsidade de uma proposição é exatamente a contradição (contradição efetiva e não a "contradição" de sentido deturpado por Marx para lança-la contra o sistema capitalista apenas por percebe-la em sua baboseira ideológica. Assim, apontar as contradições no besteirol marxista se dilui nas acusações de contradição "capitalista", uma estratégia para engrupir e mitigar suas alegações contraditórias.

    Um relativista que afirma não existir a verdade, sendo tudo decorrente da percepção individual (ou assim afirmada cinicamente) esta exatamente repetindo Marx e suas lógicas de classe. Os realtivistas estendem para logicas subjetivas, não cada classe, mas cada indivíduo possui uma lógica, embora o relativista considere a sua lógica a lógica universal, sobretudo pelo fato de tentarem simular uma argumentação lógica para sua alegação sobre a verdade do relativismo. Nada diferente da contradição marxista sobre a Mística lógica de classe, completamente ilógica. ...hehehe!

    Abs.
  • anônimo  06/09/2013 14:12
    Não se preocupe Pedro., você foi claro no discurso contra os socialistas. Apenas apontei algo que me pareceu incoerente com os seus comentários em outro artigo ( aqui você critica os socialistas, lá se comporta de maneira semelhante ).

    Bom, se tiver alguma curiosidade sobre neoateísmo, procure o site do Luciano Ayan.
  • Pedro.  06/09/2013 18:30
    Não sou adepto de ideologias, nenhuma delas. Ainda criança li a bíblia e lê-la inteira é o melhor remédio contra ideologias, incluso a própria como receita para atingir o Paraíso.

    Portanto desde os 13 anos não sou adepto de ideologias por analisar as propostas com base em supostos principios (mesmo que arbitrários) nunca cumpridos coerentemente nas ideologias. Assim, logo nos primeiros contatos com o besteirol marxista achei que ou eu não entendia ou realmente aquele amontoado de asserções em dinamica contradição e desatado de qualquer rigidez moral, infima que seja, seria mesmo mais uma ideologia estapafurdia visando apoiar o Poder governante. Assim, quanto mais soube sobre o besteirol marxista completamente desconexo como teoria, tive certeza que tal não passava de uma ideologia para leigos, pois em verdade não possui qualquer coerencia ou raciocínio lógico. Sendo apenas um amontoado de asserções onde se exige aceitar as primeiras como verdade para em seguida aceuitar as demais por mais que se contradigam. Percebi que Marx/Engels apenas simulavam um pretenso raciocínio para sob tal alegação afirmar uma possivel realidade da receita para o paraiso terreno. Desde que ninguém ousasse conhecer tal amontoado de alegações desconexas e fazer-lhe a devida crítica. Talvez devessem escrever sua doutrina marxista em uma lingua desconhecida, para que não se a lesse. Assim, poderiam ter tempo para fazer afirmações tentando ajustar aos fatos do momento o seu besteirol desconhecido. Afinal, sabiam que para engabelar tontos e mal intencionados bastaria sacudir um livro em branco e sair fazendo afirmações, convenientes ao momento, como se escritas no livro, para assim esquivarem-se das críticas negando tudo que se afirmasse ser a ideologia marxista. Um livro em branco dispensaria os malabarismos hermeneuticos, pois bastaria negar e fazer novas afirmações "científicas".

    No fundo o que me pareceu foi que o pretenso profeta da economia juntamente com o estamento estatal e a aristocracia, incomodados com a concorrencia da emergente burguesia, tentaram deliberadamente cvriar um novo embuste ideológico, receosos com a perda de suas posições sociais ante o crescimento das idéias liberais. Assim, nada de exibir o besteirol à crítica antes de formar grupos sectários seduzidos por promessas de um paraíso terreno tanto quanto de promessas de vantagens mais objetivas e particulares.
    Por muito tempo tentei encontrar quem pudesse responder as questões que eu expunha, porém a resposta eram sempre evasivas e "vamos mudar de assunto". Até que tive certeza de que tal era mesmo um deliberado embuste imbecilizante e corruptor.

    Vi que a fonte, Marx, era constantemente desprezada em favor de adaptações hermeneuticas, negações e completa alteração ao sabor do momento ou do crítico que sempre acabava por voltar a ponto anterior num circulo onde não se atentava para o autor mesmo que invocando-o como autoridade certificadora, e tudo tinha que recomeçar e ser repetido para em seguida ser "esquecido" ...num, dialético, indo e vindo infinito, onde tudo que era não era mais para depois voltar a ser. Donde comclui que a tese se queria sintese e a antitese se queria tese para que a sintese fosse um absoluto nada. Percebi então, também, que a ideologia marxista parecia mais um deliberado sincretismo com a ideologia já incucada nas mentes. Visando assim se aproveitar de cacoetes e preconceitos ideologicos milenares que inclusive deram origem a Lei da Usura que de fato não decorreria claramente da receita original de salvação.
    Acabei percebendo a malicia na maipulação das palavras, a deturpação de significados numa pré-hermenutica do embuste que visaria apenas se aproveitar de significados com conceito ja instintivo para destes conceitos se valer pela deturpação do vocabulário e promover a confusão (algo já sugerido como estratégia pela estória da Torre de Babel). Enfim, percebi que há muitos conhecimentos estratégicos que dependem de uma segunda leitura do livro sagrado como um guia político para dominação de massas.

    É isso.
  • anônimo  06/09/2013 19:54
    "Não sou adepto de ideologias, nenhuma delas."

    Não ter ideologia é uma ideologia. E se a única vez que você leu a Bíblia foi quando criança, não acha que existe uma boa chance que você não tenha entendido o que leu? A Bíblia não é um livro fácil. Se você não conhece o contexto histórico não vai entender mesmo.

    Já pensou se uma criança de 13 anos lê A Riqueza das Nações e acha a maior besteira, e passa a vida toda com esta idéia? O que seria mais provável, que de fato a criança estava com a razão, que deveria descartar todo o trabalho ali contido, ou que ela simplesmente era muito jovem para entender?
  • Pedro.  07/09/2013 12:31
    A leitura me fez fazer muitas perguntas e os adultos não sabiam responder.

    Depois continuei lendo e mesmo debatendo. Mas é fato que maus leitores não entendem aquilo que leem. Por exemplo eu disse que li a bíblia ainda quando criança e as incoerencias me fizeram questionar os adultos. Eu não disse que apenas li a bíblia qdo criança e tão pouco o que li foi totalmente esquecido, podendo ser lembrado qdo adulto e feito releituras.

    Como deduziste que eu só havia lido qdo cruiança e guardado apenas o conceito atribhuido ainda qdo criança, sem continuar, depois de adulto, questiomnando as estórias contidas na bíblia???

    Parece que não sou eu quem não entende oq lê!
  • anônimo  07/09/2013 22:40
    Desculpe Pedro., mas não é preciso muito para perceber que a sua leitura foi, no mínimo, superficial. Seus questionamentos, embora a primeira vista complexos para um leigo ou cristão "de domingo", são facilmente respondidos por alguém que estudou mais afundo a questão. Pense na situação de um acadêmico de matemática fazendo uma pergunta sobre cálculo a um colega de sala. Se este colega não sabe responder, você não descarta toda a matemática.
  • N  05/09/2013 23:15
    "O calculo infinitesimal também é uma dedução lógica, pois não dá para imaginar um numero que tende a zero."

    imaginar um número que tende a zero é fácil,como exemplo: 0.00000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000001
    Mas sempre tem que ter uma teoria por trás, no caso da matemática a teoria dos números etc.
  • Pedro.  06/09/2013 12:24
    Esse é o número que tende a zero, o menor número maior que zero?

    Acho que vc não sabe do que estou falando.
    Infinitas partes de uma medida que tende a zero...

    Me mostre a operação que demonstra um número elevado a zero.
    ...é impossível, só se chega a esta conclusão por via indireta.

    Esta perdoado! ...hehehe!
  • bruno  16/09/2013 12:25
    A prova é a seguinte.

    ^ = elevado a

    X^0 = X^(y - y) = X^y / X^y = 1


  • fox  05/12/2016 20:56
    Uma ciência que não está sujeita ao método científico não é ciência. Economia vista assim parece Matemática. Mas não é!
  • News  05/12/2016 22:18
    Errado.

    Na economia, conhecemos a causa de tudo, pois a ação humana, ao contrário do movimento das pedras, é motivada. Sendo assim, é possível construir a ciência econômica partindo de axiomas básicos -- como a existência incontestável da ação humana e as implicações lógicas da ação --, axiomas estes que são originalmente reconhecidos como verdadeiros.

    Destes axiomas, podemos deduzir passo a passo várias leis que também são reconhecidas como incontestavelmente verdadeiras. E este conhecimento é absoluto, e não relativo, exatamente porque os axiomas originais já são conhecidos. Eis alguns exemplos:

    • Sempre que duas pessoas, A e B, se envolvem em uma troca voluntária, ambas esperam se beneficiar desta troca. E elas devem ter ordens de preferência inversas para os bens e serviços trocados, de modo que A valoriza mais aquilo que ele recebe de B do que aquilo ele dá para B, e B avalia as mesmas coisas do modo contrário.

    • Sempre que uma troca não é voluntária e ocorre em decorrência de uma coerção, uma parte se beneficia à custa da outra.

    • Sempre que a oferta de um bem aumenta em uma unidade, contanto que cada unidade seja considerada idêntica em utilidade por uma pessoa, o valor imputado a esta unidade deve ser menor que o da unidade imediatamente anterior.

    • Entre dois produtores, se A é mais eficiente do que B na produção de dois tipos de bens, eles ainda assim podem participar de uma divisão de trabalho mutuamente benéfica. Isto porque a produtividade física geral será maior se "A" se especializar na produção de um bem que ele possa produzir mais eficientemente, em vez de "A" e "B" produzirem ambos os bens autônoma e separadamente.

    • Sempre que leis de salário mínimo forem impostas obrigando os salários a serem maiores do que os salários que vigorariam em um livre mercado, um desemprego involuntário será o resultado.

    • Sempre que a quantidade de dinheiro na economia aumentar sem que a demanda por dinheiro também seja elevada, o poder de compra da moeda irá diminuir.

    Por outro lado, não existem elementos simples ou "fatos da natureza" na ação humana; os eventos da história são fenômenos complexos, os quais não podem "testar" nada. Eles, por si sós, somente podem ser explicados se forem aplicadas várias teorias relevantes aos diferentes aspectos de um determinado "fato" complexo que está sendo analisado.

    Por que a matemática é tão útil na física? Exatamente porque os próprios axiomas utilizados, bem como as leis deles deduzidas, são desconhecidos e, com efeito, sem significado. Seu significado é exclusivamente "operacional", uma vez que eles são significantes somente na medida em que podem explicar determinados fatos.

    Por exemplo, a equação da lei da gravidade, por si só, não tem sentido nenhum; ela só adquire sentido quando nós humanos observamos determinados fatos que a lei pode explicar. Consequentemente, a matemática, que efetua operações dedutivas sobre símbolos por si só inexpressivos (sem significado), é perfeitamente apropriada para os métodos da física.

    A ciência econômica, por outro lado, parte de um axioma que é conhecido e possui significado para todos nós: a ação humana. Dado que a ação humana, em si própria, possui significado (o que não quer dizer que ela sempre será avaliada como racional e correta), todas as leis deduzidas passo a passo da ação humana são significativas.

    Esta é a resposta para aqueles críticos que exigiram que Mises utilizasse métodos da lógica matemática em vez da lógica verbal. Ora, se a lógica matemática tem de lidar com símbolos inexpressivos, então seu uso iria destituir a economia de todo o seu significado.

    Por outro lado, a lógica verbal permite que toda e qualquer lei tenha sentido quando deduzida. As leis da economia já são conhecidas aprioristicamente como significativamente verdadeiras; elas não têm de recorrer a testes "operacionais" para adquirir significância. O máximo que a matemática pode fazer, portanto, é converter laboriosamente símbolos verbais em símbolos formais inexpressivos e, então, passo a passo, reconvertê-los em palavras.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1690


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