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Entenda o marxismo em um minuto

Todo o evangelho de Karl Marx pode ser resumido em duas frases: Odeie o indivíduo mais bem-sucedido que você.  Odeie qualquer pessoa que esteja em melhor situação do que a sua.

Jamais, sob qualquer circunstância, admita que o sucesso de alguém pode ser decorrente de seu esforço próprio, de sua capacidade, de seu preparo, de sua superioridade em determinada atividade.  Jamais aceite que o sucesso de alguém pode advir de sua contribuição produtiva para algum setor da economia, contribuição essa que foi apreciada por pessoas que voluntariamente adquiriram seus serviços.  Jamais atribua o sucesso de alguém às suas virtudes, mas sim à sua capacidade de explorar, trapacear, ludibriar e espoliar. 

Jamais, sob qualquer circunstância, admita que você pode não ter se tornado aquilo com que sempre sonhou por causa de alguma fraqueza ou incapacidade sua.  Jamais admita que o fracasso de alguém pode ser devido aos defeitos dessa própria pessoa — preguiça, incompetência, imprudência, incapacidade ou ignorância. 

Acima de tudo, jamais acredite na honestidade, objetividade ou imparcialidade de alguém que discorde de você.  Qualquer um que discorde de você certamente é um alienado a serviço da burguesia e do "capital".

Este ódio básico é o núcleo do marxismo.  É a sua força-motriz.  É o que impele seus seguidores.  Se você jogar fora o materialismo dialético, o arcabouço hegeliano, os jargões técnicos, a análise 'científica' e todas as inúmeras palavras presunçosas, você ainda assim ficará com o núcleo do marxismo: o ódio e a inveja doentia do sucesso, que são a razão de ser de toda esta ideologia.

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Para refutações completas e detalhadas do marxismo:

Menos Marx, Mais Mises - tudo o que você precisa saber sobre a teoria econômica do socialismo


9 votos

autor

Henry Hazlitt

(1894-1993) foi um dos membros fundadores do Mises Institute. Ele foi um filósofo libertário, economista e jornalista do The Wall Street Journal, The New York Times, Newsweek e The American Mercury, entre outras publicações. Ele é mais conhecido pelo seu livro Economia em uma Única Lição.



  • Pedro Bernardes  16/09/2012 06:38
    Algumas pessoas acham que se deve desconsiderar a vida pessoal do autor ao avaliar a sua obra. Felizmente não sou uma dessas pessoas. Se buscarmos informações da vida pessoal de Marx, veremos que ele nunca viu um operário na vida e que odiava tudo: A Igreja católica, o império austríaco, os povos eslavos, os tsares, a cultura clássica, nem mesmo deixava o filho que teve com a empregada sair dos porões de sua.
  • mcmoraes  16/09/2012 06:45
    Perfeito!!!
  • Vanderlei  16/09/2012 08:58
    Concordo com os argumentos do autor, porém, num país onde realmente haja justiça, sociedade evoluida,sem corrupção estas coisas.

    No Brasil as coisas são diferentes...
  • Ricardo  16/09/2012 19:51
    Entendi, Vanderlei. Segundo você, ter inveja e odiar são princípios condenáveis apenas em determinadas circunstâncias. No caso mais específico do Brasil, as leis morais devem ser outras, mais flexíveis. De fato, com pessoas seguindo esse seu raciocínio, não é de se espantar a frouxidão moral que grassa aqui nessas bandas.
  • Neto  17/09/2012 02:38
    Entendi diferente, num contexto como o do brasil você acha que um cara como Eike Batista está lá por esforço próprio?
  • Ricardo  17/09/2012 03:18
    Sim, por esforço próprio (ou ele por acaso possui um sósia ou um avatar?). Agora, o que se pode questionar -- e isso este site faz com freqüência -- é se seus métodos de uso do estado são morais. Eu acho que não são, mas tenho a coerência de dizer que não foi Eike quem desenhou este sistema; ele apenas se aproveita dele e faz algo que, em termos puramente legais, não é considerado crime.

    Reduza o estado e permita um livre mercado, e empresários como Eike Batista sumirão em dois dias.

    P.S.: curiosamente, meio que comprovando meu ponto, nunca vi marxistas e demais puxa-sacos do governo atual criticando Eike. Todas as críticas a ele vêm da galera libertária.
  • Neto  17/09/2012 03:36
    Um ladrão não fica rico por esforço 'próprio', o esforço dele foi roubar a riqueza mas aquela riqueza não existia antes por causa do esforço dele
    Esforço no sentido de fazer algo que os outros queiram, que é o que o texto fala.
  • Fabio   12/02/2017 08:33
    Realmente ele não ficou rico por esforço próprio foi com ajuda do estado estado mafioso de um governo socialista supostamente socialista do PT começou lá no governo Lula a fábula Eike Batista foi invenção do governo Lula com ajuda do governo Lula e Dilma ele construiu sua fortuna...que beleza!
  • Guilherme Marinho  17/09/2012 06:06
    Neto,\r
    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.\r
    Esse relatismo moral exposto pelo Vanderlei é totalmente condenável e nada invalida o fato de sabermos que o Eike Batista é um safado e ele em nada representa o perfil do verdadeiro capitalista.\r
    Só recapitulando: Seu pai era Ministro de Minas e Energia durante um período da ditadura militar e adquiriu diversar "terras férteis" nesse período. Consegue empréstimos do BNDES à taxas que nem conseguimos imaginar. Gasta um bom tempo fortalecendo sua relação com políticos e burocrátas em geral, chegando inclusive a ser um dos principais parceiros do estado. De forma alguma ele pode servir como exemplo do "capitalista" que o marxista tanto odeia.
  • Neto  17/09/2012 06:51
    Pelo que eu entendi, o que o Vanderlei disse é que como o brasil é um país corrupto, não tem motivo pra você admirar um cara ricão desses, como o EB.
    Não que ele tenha dito que, como o brasil é um país corrupto, você tem que ser também
  • diogo bolima  18/09/2012 16:36
    Guilherme marinho

    muito engraçada sua resposta. Odeie o indivíduo mais bem-sucedido do que você. Odeie qualquer pessoa que esteja em melhor situação do que a sua. Amigo e a ditadura militar enviou prospectos de onde estariam boas e gordas reservas de petroleo?? Pode ate ser verdade o que vc falou sobre as minas e tal, mas o Eike representa o que temos de melhor no capitalismo, alguem aventureiro, com bom relacionamento com os politicos e que faz questao de manter bom relacionamento com a "opiniao publica" isso explica o fato de limpar a rodrigo de freitas. Agora sabemos que grandes obras no brasil sao morosas, como se fosse alguem tentando andar de bicicleta na areia fofa.
    Olha vou te falar uma coisa, se tivessemos um eike mandando na falida GURGEL hj teriamos um carro nacional,
    Se tivessemos um EIKE na positivo hj teriamos uma excelente fabricante de pcs talvez ate exportadora.
    O ultimo exemplo de capitalista aventureiro que temos foi o falido Barão de mauá que se ferrou pois nao tinha bom relacionamento com o gov. nao to me referindo a puxar saco nem muito menos a pagar propina, me refiro a bons relacionamentos mesmo com integrantes do gov.
    Esses empresarios do brasil ODEIAM arriscar, Os banqueiros como o Paulo Setubal entao... nem se fala. Devido ao pessimo historico de altos e baixo no brasil temos uma casta de capitalistas que ojerizam o risco a qualquer custo.
  • Eduardo Bellani  14/10/2012 18:38
    Você está completamente errado. Eike é exemplar bem sucedido de empresário numa sociedade de intervencionismo corporativista, e não de capitalismo competitivo.

  • Yamiro  19/02/2017 13:24
    EB está preso em penitenciaria e tem a cabeça raspada. Envolveu-se com o PT e a pilantragem do Governo Lula e Dilma.
  • Diogo  17/09/2012 14:34
    É exatamente por essa falta de moralidade e a relativização da ética que somos o que somos. Independente de qualquer circunstância, os princípios morais devem ser colocados em primeiro plano. Pode ser um pouco "doloroso" fazer isso para muitos que vivem a lei de gérson, mas só assim conseguiremos viver em um país mais justo, em que as pessoas ganhem de acordo com o que elas produzem para a sociedade, não só financeiramente, mas intelectualmente e em muitas outra áreas. Do contrário, só criaremos movimentos separatistas e uma nação comandada por medíocres.
  • cesar  15/09/2015 20:29
    Falou bem Ricardo. A cabeça de esquerdista não dá pra entender mesmo.. Caso, clínico
  • Henrique Mareze  16/09/2012 09:48
    Falou tudo. O socialismo vai contra a meritocracia e prega a redistribuição forçada, utilizando palavras contaminadas como ''justiça social''.
  • ADEMIR NEVES  16/09/2012 12:17
    Durante meus anos de universidade só ouvi falat bem de KARL MARX. Nossos professores tinham em Marx alguém que tinha encontrado a formula de se criar a sociedade perfeita, sem contradições e sem dificuldades. Até o dia que uma colega de faculdade me apresentou "o outro lado da moeda" vamos chamar assim. Hoje vejo que não é bem assim como diziam meus professores. SINTO ATÉ VERGONHA DE TER ENSINADO AOS MEUS ALUNOS.
  • anônimo  05/05/2017 01:39
    Conte-nos, em resumo, o outro lado da moeda?
  • Eduardo  16/09/2012 13:38
    "Jamais atribua o sucesso de alguém às suas virtudes, mas sim à sua capacidade de explorar, trapacear, ludibriar e espoliar."

    Creio que praticamente todo mundo tenha compartilhado de várias visões marxistas alguma vez na vida. Até porque, mesmo nas escolas (incluindo as particulares) essas coisas nos são ensinadas.

    Até um tempo eu também acreditava que só era possível enriquecer explorando e trapaceando. O que mudou foi quando entendi como num livre mercado (não necessariamente num sistema global de livre mercado, mas qualquer ação voluntária entre indivíduos) ambas as partes estão se beneficiando.

    É fato que hoje em dia existem inúmeros indivíduos de sucesso que trapacearam e exploraram descaradamente pra chegar aonde estão, e muitas pessoas vêem isso e culpam os fatores errados.
    Uma leitura desatenta (especialmente por alguém que não conhece ainda muito bem o livre mercado) pode fazer essa citação do texto, acima, parecer como se estivesse defendendo o dinheiro sujo desses trapaceiros. O que não é verdade.

    Esse sucesso pela trapaça é característico do crony capitalism / corporativismo / capitalismo de estado.

    O que mudou no meu pensamento (de que "enriquecer se dá pela exploração") foi entender melhor como funciona o livre mercado, e que o problema da exploração está na parte do estado da equação, não na parte do mercado ou do capitalismo.

    O bom senso está em perceber que é possível enriquecer sem explorar (através de trocas voluntárias) e que sucesso pode vir por exploração (através da coerção estatal) ou pelo serviço que enriquece a sociedade (através de trocas voluntárias).
  • pensador barato  16/09/2012 14:30
    O marxismo é sedutor para qualquer um que está numa situaçao inferiorizada socialmente e odiada pela elite,Mises brilhantemente nos mostra que esta questão de redistribuição de renda não é resolvida com apelos emocionais mas sim com trabalho e determinação.
  • Patrick de Lima Lopes  16/09/2012 14:46
    Adorando a série de artigos anti-marxistas que vêm sendo publicados no IMB.
    Não há como não ter sua atenção cativada por algum.
  • Pedro  16/09/2012 15:54
    Muito bom meu caro, mas para dar mais credibilidade é importante colocar a fonte dessa citação.

    abraços.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  16/09/2012 17:08
    Prezada equipe IMB

    Como sempre mais um ótimo texto anti-marxismo.

    Pela leitura dos textos do IMB sobre o marxismo é fácil entender o que esta doutrina maléfica defende.

    O marxismo é ódio a propriedade privada e a liberdade do indíviduo.

    O marxismo é coletivismo forçado e abolição de todos os códigos morais.

    O marxismo é destruiçao da riqueza e capacidade criativa das pessoas.

    O marxismo é escravidão mental e material de toda uma população a uma burocracia reduzida e doente.

    O marxismo é a mediocridade institucionalizada.

    O marxismo é a violência legalizada.

    O marxismo é pai do fascismo, socialismo, comunismo e nazismo, que são totalitarismos coletivistas.

    O mal no planeta terra tem nome: é marxismo.

    Que os patrulheiros ideológicos que monitoram a internet leiam este texto, bem como seus comentários e saibam que não será roubada nossa liberdade.

    Abraços






  • Neto  17/09/2012 02:56
    Perfeito esse texto mas tem só uma coisa, a esquerda, pelo menos a brasileira, não duvida da objetividade de quem discorda dela.O que ela faz é colocar quem é objetivo numa espécie de 'inferioridade intelectual' comparado com quem é bom em encher linguiça.Basta ver qualquer curso de humanas.
  • Rafael Franca  17/09/2012 05:14
    O título é uma piada né? Duvido encontrar um marxista que consiga ler esse texto em um minuto!!!!!
  • Rodrigo  20/09/2012 09:39
    Também Duvido... em um mês pode ser possível, mas não provável.
  • dimitri  19/10/2013 15:09
    Engraçado que o meus professores são todos marxistas e são tão somente livres-docentes e professores titulares da USP. Mas segundo você marxista não sabe ler bem.
  • Gustavo Sauer  17/09/2012 08:51
    Mas os marxistas vão dizer que o sucesso do outro é devido a exploração da mais valia, logo, não pode ser considerado justo e deve ser combatido.
  • Conservatore  17/09/2012 15:17
    Respondendo a você Gustavo Sauer, reponderei aos demais MATERIALISTAS, independente da corrente de pensamento:
    O Marxismo só se sustenta por ser uma ideologia extremamente materialista(ateísta),ou seja, nega a existência do transcendente(não estou querendo "pregar" para ninguém, apenas penso que, numa sociedade livre e, pelo fato de não se poder provar ou não a existência de Deus, nenhum cientista sério, deveria descartar a priori a hipótese, ou seja, uma vez que, a ciência não consegue explicar tudo, nem abarcar toda a complexidade da existência,a filosofia cristã têm, certamente o seu lugar, ou pelo menos,deveria ser estudada sem o preconceito(real)moderno anti-religião). O que isso têm a ver com o seu comentário?
    Os marxistas só argumentam assim, por caírem na falácia de que tudo é socialmente construído. Voegelin, entre outros pensadores "malditos", demonstram que não é bem assim, isto é, há FUNDAMENTOS UNIVERSAIS, HÁ A REALIDADE, ou seja, nem tudo é construído socialmente. O autor do artigo em questão, fala do ódio marxista ao sucesso alheio, todavia, este sentimento não é exclusividade de marxistas; É FRUTO DE ESPÍRITOS DESORDENADOS(Noese voegeliana)filosoficamente falando, que,numa revolta egofânica, se revoltam contra seu Fundamento Divino(Estava lendo ANAMNESE, aí veio a greve, parei, por entender que preciso do auxílio do professor, afinal de contas, para um "cidadão de periferia", educado parcialmente pela famigerada pedagogia do oprimido, não é fácil ler Voegelin, sem hipocrisia),portanto,qualquer corrente de pensamento, pode odiar o próximo, mesmo uma que valorize e pratique a meritocracia.O remédio é buscar ordenar a noese humana, algo impossível numa cultura materialista.
    Realmente, a corrente marxista é movida pelo ódio(sou estudante de Ciências Sociais, convivo com eles) em um grau extremamente elevado. Numa aula, questionei a professora sobre o desconstrucionismo moderno(quase não "passei de ano").Em relação a meritocracia, perguntei a ela, quantos Einstein nós temos? Se tudo é construído socialmente, por que não produzir Einsteins em série? E todos os outros gênios da humanidade?
    O mal da Modernidade chama-se materialismo, quem o adota, adota o reducionismo que ele requer para se sustentar.
    Sinceramente, não quero dar lições a pessoas, claramente melhores do que eu em vários pontos, mas, o pouco que estudei até agora e, talvez pela origem pobre, me faz ser mais cauteloso e humilde frente a complexidade da existência humana, das coisas "criadas". De que adianta combater o marxismo e suas variantes(que devem ser combatidos)se, no lugar se levantar outra teoria humanista com as mesmas pretensões, qual seja, construir "um mundo melhor"*
    *PS Na simbologia cristã, a Nova Jerusalém desce do Céu, não emerge na terra, além da simbologia do pecado original= A IMPERFEIÇÃO HUMANA.
  • Gustavo BNG  17/09/2012 18:08
    Conservatore, ratifico tudo o que você escreveu. Resumidamente, há uma realidade objetiva e as ciências (no sentido moderno, não no sentido da época de Santo Tomás de Aquino) conseguem, a cada dia, descrever melhor a realidade, mas jamais conseguirão fazê-lo de modo perfeito.
    E sugiro esta solução como resposta a Gustavo Sauer: valor é subjetivo, logo não há mais-valia. (Simples assim)
  • Fabio  12/02/2017 08:53
    Excelente!!!
  • Philippe Leite  17/09/2012 11:16
    Todas as formas de governo baseadas em ideologias coletivistas, principalmente as derivadas de Marx, levaram sempre as nações ao totalitarismo, miséria e destruição. É exatamente isso o que estamos vivendo hoje. Universidades, Mídia, Estado e a maioria das grandes empresas, principalmente no Brasil, foram tomadas de assalto por seguidores de ideologias coletivistas.
    O Marxismo Cultural está aí pra quem quiser ver.

    Gustave Le Bon em seu livro "The Psychology of Socialism" demonstra que todas essas formas de governo baseadas em coletivismo sempre fracassaram, desde muito antes de Marx.


    Saudações.
  • Fábio Born  17/09/2012 11:44
    Lí o texto imaginando aqueles candidatos ao programa Ídolos.
    Vão lá e cantam muito mal, todo desafinado, e quando os jurados mandam ele embora a culpa é dos jurados que não sabem reconhecer o seu talento.
    É essa mania socialista de pensar que todos tem o seu lugar no estrelato, mesmo sem o menor esforço ou dedicação.
  • Luiz Augusto Victorino Alves Corrêa  17/09/2012 12:20
    A cartilha marxista não prega somente o ódio aos que prosperam, mas sim de estabelecer regras que impeçam qualquer indivíduo de criar, melhorar ou ser mais produtivo. O marxismo joga fora a meritocracia e nivela a produtividade pelo mais baixo patamar.

    Resumo: não faça e não deixe os outros fazerem, uma atitude típica de medíocres recalcados.
  • Gabriel Tosi  17/09/2012 16:23
    "pelo fato de não se poder provar ou não a existência de Deus, nenhum cientista sério, deveria descartar a priori a hipótese, ou seja, uma vez que, a ciência não consegue explicar tudo, nem abarcar toda a complexidade da existência"


    Só fazendo um ponto aqui, você parece ser uma pessoa logica então tenta dar uma olhada na teoria se assim posso chamar do "Bule de chá de Russell", é muito interessante.
  • Conservatore  17/09/2012 21:00
    Caro Gabriel Tosi, muitos já refutaram a teoria de Russel, mostrando ser uma falácia da falsa analogia,mas, vamos lá, já que fui provocado, farei a minha refutação(apesar de eu ser um "zé ninguém"):
    1°. Russel era um ateu, portanto, sob esse ponto de vista, ele defendia seu ateísmo,da mesma forma que os cristãos defendem o seu(tudo sob a ótica de Russel).

    2°.A alegaçao de Russel é movida, não pela sua paixão pela ciência, mas pela revolta egofânica, uma vez que, ele mesmo defendia a idéia de que "Não tenhas certeza absoluta de nada", ou seja, logicamente, ele deveria duvidar de seu próprio ateísmo, portanto, não poderia descartar a hipótese do "bule estar lá"(sem contar que, adotando esta "filosofia",a vida vira um caos intelectual total, ou seja, perde todo o sentido de busca do fundamento, do desejo de conhecer a verdade.RELATIVISMO PURO).

    3°.O argumento também falha na lógica, apesar de ele ter sido um brilhante matemático e lógico,se não vejamos: Ele racioncina a partir das coisas postas,isto não refuta a idéia de Deus, pois, na sua irônica comparação, o bule é criação de sua(a dele) mente, portanto é algo criado por ele, a partir da analogia da Criação.

    4°.Não há suporte científico para se provar a existência de Deus(o contrário também é verdadeiro, mas, os ateus fingem não entender,ou não entendem mesmo).Já a alegação de Russel, trata de algo físico, portanto, mesmo ele alegando que ninguém poderia provar que o bule estava lá, nem por isso o bule deixou de ser algo físico, independente do tamanho.

    5°.O UNIVERSO TEVE UM COMEÇO e, crer que foi a partir do nada, exige muito mais fé por parte dos ateus, em comparação com a fé cristã. Pense o seguinte, pela lógica, a PROBABILIDADE DE TUDO O QUE EXISTE TER SURGIDO DO NADA, É A MESMA SE VOCÊ PEGAR UM ALFABETO QUALQUER E, DE FORMA ALEATÓRIA JOGÁ-LO AO VENTO, PARA SURGIR DAÍ UMA ENCICLOPÉDIA COMPLETA COM TODOS SIGNIFICANTES E SIGNIFICADOS, EM TODAS AS LÍNGUAS EXISTENTES.

    Para finalizar digo sem hipocrisia, eu, que sou um "zé ninguém" compreendi o básico da vida: ESTAMOS AQUI, RESTA BUSCARMOS NOSSO FUNDAMENTO.Bule nenhum dá conta disso.
  • Epamimondas  16/04/2013 19:01
    > logicamente, ele deveria duvidar de seu
    > próprio ateísmo

    O ateísmo não é uma crença a ser duvidada, é um crivo que separa fatos de crendice. Não existe alguma espécie de "meta-ateísmo".


    > O UNIVERSO TEVE UM COMEÇO e, crer que foi a partir
    > do nada, exige muito mais fé por parte dos ateus

    Bom, seguindo este raciocínio, digamos que é apenas aceitável que algo teve origem num outro algo. Universo teve origem em um Deus, por exemplo. E de onde vem Deus? Do nada não pode ter sido, se o Universo não pode ter vindo de nada, Deus também não poderia. Então o algo vem de algo, Deus deve ter um criador.

    Defender que o Universo não pode ter vindo senão de um ato cônscio nos obriga a aceitar que Deus teve também um criador. Não deveríamos estar o louvando?


    > pela lógica, a PROBABILIDADE DE TUDO O QUE EXISTE
    > TER SURGIDO DO NADA, É A MESMA SE VOCÊ PEGAR UM
    > ALFABETO QUALQUER E, DE FORMA ALEATÓRIA JOGÁ-LO AO
    > VENTO, PARA SURGIR DAÍ UMA ENCICLOPÉDIA COMPLETA COM
    > TODOS SIGNIFICANTES E SIGNIFICADOS, EM TODAS AS LÍNGUAS
    > EXISTENTES

    Mas isto é possível, se você tiver tempo suficiente. E claro, na hora que "B" junta-se com "A" e forma-se "BA", esta combinação for mantida em todas as combinações seguintes.

    O "BA" nada mais é do entropia (física) ou a evolução (fisiologia), dois eventos científicos largamente demonstrados.
  • Albert Einstein  20/09/2013 18:00
    E=MC2, o resto tudo é besteira.
  • Artur  18/09/2012 04:27
    Conservatore, seu primeiro ponto é um ad hominem completamente desnecessário. Seu segundo ponto é falso, pois Russell era declaradamente agnóstico e não ateu. Seu terceiro e quarto pontos mostram que você não entendeu nada da proposição do Russell sobre o bule de chá. Seu quinto ponto mostra que você não entende nada de Física e só está tentando validar sua fé. Precisa ler mais sobre o assunto.

    Abraços.
  • Conservatore  18/09/2012 05:37
    Artur, com excessão de minha falha quanto ao ateísmo e o gnosticismo(resumidamente,o 1° diz não acreditar em Deus, já o 2° diz não ser possível provar sua existencia), os demais pontos de sua réplica não refutaram em nada meus argumentos, você é que não entendeu o que eu escrevi.
    1°O artigo em questão aborda os males do marxismo, frutos da gnose(Leia Eric Voegelin) e, o autor do artigo tratou só um lado da questão.Eu, apenas quis demonstrar que, se ignorarmos a raiz materialista, trocaremos seis por meia duzia, ou seja, refutaremos o marxismo e levantaremos outra ideologia moderna no lugar(menos pior, é verdade).
    2°Se voce acha que não entendi a proposição de Russel, me explica ai, por favor.Não tenho vergonha de aprender com quem sabe mais.
    3ºEm relação a física, não abordei nenhuma teoria quantica ou coisa parecida. Não são tão ignorante para debater algo que não domino(tenho um irmão fazendo Phd em física, converso muito com ele, por isso não abordo as questões complexas da física). O eu quis dizer do bule; do fato de ser um objeto físico, não têm nada a ver com a ciência Física, e sim, que é algo do mundo material e Russel sabia muito a diferença. A QUESTÃO É QUE ELE UTILIZOU UM OBJETO MATERIAL PARA FAZER UMA COMPARAÇÃO COM ALGO TRANSCENDENTE, portanto, uma comparação infeliz(desonesta intelectualmente).
    4°Não existe ser humano que não possua algum tipo de fé, mesmo para os que se dizem agnósticos, para estes a fé é depositada no conhecimento humano(convenhamos, um pilar não muito confiável). Sou eu que estou tentando validar minha fé, ou é você que está tentando tranquilizar sua consciência? Você entendeu que todos nós buscamos um Fundamento? A questão é saber como chegar ao verdadeiro.
  • Lg  19/09/2013 17:09
    Desonestidade intelectual é alegar algo sem provas e vomitar "é transcendente" pra tentar defender a besteira em que acredita. O He-Man também existe, mas ele é transcendente <.<
  • Artur  18/09/2012 06:07
    Conservatore, o único ponto que eu me propus a refutar foi o segundo mesmo, os demais apenas disse que estavam errados, para que você procurasse revê-los.
    Dando uma pincelada, sobre a sua crítica à proposição do Russell, se ao invés dela, levássemos em conta o famoso "Dragão na garagem" do Carl Sagan, estaria melhor pra você? Enfim, as duas proposições possuem a mesma essência. Fazer a observação de que o bule é algo do mundo material só mostra que você não entendeu a proposta dele.
    E no último ponto, eu me referi à física pois você começou a falar sobre a origem independente do Universo e que isso é uma questão de Fé.
  • Catarinense  18/09/2012 07:53
    Artur, quando o seu dragão na garagem servir de base para o surgimento de toda uma civilização, bem como permitir e propiciar um ambiente onde as artes e a ciência possam se desenvolver de maneira inédita até então na história humana você pode trazê-lo para a discussão para fazer uma comparação esdrúxula destas, ok? Enquanto você espera isto acontecer, por que não aproveita e inicia uma leitura despropósitada daquele depósito de fábulas que os cristãos tolos chamam de bíblia? Assim você pode formar argumentos melhores e mais bem estruturados do que o de um bule ou de um dragão. Se tiver com preguiça, pode começar por esta defesa da existência de Deus:

    www.alwaysbeready.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=138
  • anônimo  18/09/2012 15:01
    Ao Catarinense: Meu caro, este texto que você me passou é muito, muito ruim. E o pior, é extenso. Sinto muito, mas não vou perder meu tempo aqui corrigindo as numerosas falhas dele, pois ao contrário de falar um monte de besteiras sem se preocupar com coerência, corrigir demanda muito trabalho e tempo, algo que não estou disposto a gastar nesta tarefa.

    Pela brevidade, posso apenas apontar em geral, por exemplo, as citações de autores que ele retirou do contexto de forma a extrair interpretações completamente diferentes do contexto original (você leu os livros que ele citou?), algumas respostas boçais que o autor do texto dá em nome dos céticos, que só fazem mostrar que ele também não entende as explicações científicas que ele tenta refutar, e que ele está cheio de concepções erradas.

    Se você REALMENTE quiser ler e entender os assuntos daquele texto, posso te indicar alguns livros, mas se o que você quer é validar a sua fé (pois levar um texto desses a sério, só pode significar isso), não vai adiantar de nada.

    Sobre os argumentos que postei (e que não são meus), eles não são válidos apenas para o caso de um deus, eles são gerais, válidos para qualquer entidade que não possa ser refutada. A lógica e o significado disso foram bem explicados por Karl Popper, recomendo a leitura.

    No mais, não quero continuar discutindo, pois já estou saturado deste assunto.

    Abraço.

    Ao Conservatore: A resposta acima também vale para você, um abraço e vou evitar entrar neste tipo de discussões por aqui no futuro.
  • Catarinense  18/09/2012 18:10
    Argumentos que você postou... Você diz o do bule e do dragão? Exemplo clássico da falácia da falsa analogia, como apontado pelo Conservatore.\r
    \r
    E quanto ao texto que linkei, o fato das citações estarem ou não fora de contexto é irrelevante. As citações são apenas ilustrações para o texto, não o objetivo do mesmo. Os argumentos permanecem.\r
    \r
    Mas concordo, aqui não é lugar para discutir isto, passe bem.
  • Conservatore  19/09/2012 09:44
    O dia em que os "bem pensantes" entenderem que não dá para excluir a dimensão noética da existência humana,será um dia mais proveitoso para o debate aberto e sem preconceitos. Eric Voegelin já demonstrou isso,mas, nossos liberais e os nossos marxistas insistem em reduzir,estritamente, ao plano imanente. Por isso o mundo está tão desordenado;pois, duas correntes de pensamento se digladiam(infelizmente, o marxismo mantêm a hegemonia, apesar de perder o debate)sem perceberem sua raiz em comum:o materialismo, a causa dos males modernos.
    De minha parte, peço desculpas aos editores e aos demais leitores,se causei algum constrangimento ou ofendi alguma consciência.
  • Conservatore  18/09/2012 12:26
    Artur,depois do post do Catarinense e,se você leu o link indicado, quem precisa rever conceitos não sou eu, pelo menos, estes em questão.
  • Oswaldo  26/09/2012 21:22
    Alguém aí do Mises Brasil poderia publicar um artigo da própria lavra (ou convidando alguém de fora para isso) que abordasse a questão da religião sob a perspectiva filosófica, quero dizer: a partir da gnoseologia, da epistemologia... E as conexões desse tema para o estudo da economia? Sendo o estudo da ciência econômica fortemente influenciada pela diversas concepções filosófico/religiosas (ou cosmovisões) da realidade, penso que não é de todo descabida esta sugestão...

    Como pontapé inicial, gostaria de reproduzir aqui a afirmação do teólogo e filósofo anglicano Alan Richardson (1905-1975): "A fé é a categoria-chave da epistemologia".

    Saudações,
  • Leandro  27/09/2012 05:18
    Isso já foi feito. Várias vezes.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=14

    Recomendo em especial este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1026
  • Oswaldo  27/09/2012 08:18
    Obrigado!
  • Biblia  30/09/2012 22:35
    A melhor forma de melhorar a vida do povo Brasileiro é investir em educação. Estudo do IPEA mostra que cada 1Real investido em educação gera retorno Economico de 1,85R$ enquanto o mesmo valor aplicado em comodities gera apenas 1,05R$.

    Leia www.tanabiblia.com.br
  • anônimo  17/04/2013 19:29
    Depende do que as escolas ensinam. A educação de cuba é uma das melhores do mundo.
    O melhor mesmo é home school.
  • Diogo Maia  30/12/2012 15:03
    Só tenho uma coisa a dizer para a pessoa que escreveu esse texto . BRAVOOOOO BRAVOOO !!!!
  • Ed Britto  16/04/2013 18:47
    Sempre tem uma galera gritando, fugindo do ponto, dizendo que "a culpa é da bagunça e o meu comodismo é inocente". Como crianças mimadas repetindo: Mas e os beltranos? e os fulanos? Apontar o erro alheio me permite conviver com o meu.
  • E. Goldstein  19/09/2013 13:16
    Aponta corretamente o núcleo do marxismo. Mas não aborda um componente essencial do marxismo: seu programa e táticas para destruir a democracia e se perpetuar no poder. --> www.vanguardapopular.com.br/portal/comentario-popular/283-karl-marx-e-o-plano-de-guerra-contra-a-democracia
  • david  19/09/2013 16:29
    o Mr Bean explica o marxismo em 43 segundos. hahaha
    www.youtube.com/watch?v=4XiJxQYge0s
  • Anônimo  21/09/2013 01:48
    O que fizeram com o nosso dinheiro?

    Em doze anos (2001 -2013) o Salário Mínimo aumentou 349,01%; Salário Real 178,22% a Cesta básica 162,85% e um superavit entre o Salário Real e a Cesta Básica de 5,85%.

    ??????????
  • Wellington  27/03/2014 03:04
    Só sei que estudando e questionando fatos persebe-se a maldade dessa gente. É o dono da verdade, como se fosse a melhor coisa do mundo percebi que quando tentamos mudar o mundo sempre destruimos mais vidas que salvamos. Basta olhar pra Chê, pra muitos um heroi. E que coitados recebem essas informações como se fossem a melgor coisa do mundo, sem questionar as pessoas que ele executou a sangue frio. Tudo isso em nome de uma tal sonhada paz pintada de vermelho com sangue inocente.
  • Rhyan  27/03/2014 08:45
    Olá, pessoal! Gostaria de saber se há um(ns) texto(s) sobre "valor de uso", "valor de troca" e a diferença entre a teoria do valor-trabalho dos clássicos para Marx.

    Obrigado!
  • Luis von  12/07/2014 10:32
    Marx percebeu que o ódio e a inveja têm muita energia e são eficientes em mover as pessoas, mas o marxismo não é auto sustentável e por isso nunca prosperou. No marxismo as pessoas deixam de ser cidadãos para se tornarem escravos do governo, não têm liberdade e sequer podem ir embora do país como acontece em Cuba. É inacreditável que no Brasil tantos ingenuos queiram deixar de ser livres para serem escravos do Partido Comunista
  • Pericles Sevegnani  25/09/2014 20:29
    Nao esquecer que o Capitalismo tambem funciona na base da inveja e odio...

    O fator comum, na minha opiniao, eh o ser-humano, que eh influenciado pela cultura do momento em que vive sua sociedade.

    Como disseram varios comentaristas acima, eh facil defender o Marxismo quando o individuo esta numa posicao inferior.

    Da mesma forma, eh facil defender o Capitalismo quando o individuo esta numa posicao segura, com acesso a educacao e um bom emprego.

    Entao, acredito que o Marxismo e o Capitalismo tem, dependendo da otica proposta, diversas vantagens e desvantagens.

    Uma coisa eh certa, quando os detentores do poder, tanto num modelo como em outro, forem corruptos, nao ha modelo que funcione adequadamente para a maioria.
  • Aristóteles  25/09/2014 21:33
    Prezado Pericles, não entendi como o capitalismo funcionaria "na base da inveja e do ódio", dado que ele se baseia exatamente em princípios contrários à inveja e ao ódio.

    O capitalismo é um sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção. Ele é caracterizado pela busca do interesse próprio em termos materiais -- em um ambiente livre da iniciação de força física --, e seus alicerces são culturalmente influenciados pela razão.

    O capitalismo é também caracterizado pelas trocas voluntárias intermediadas pelo dinheiro, pela busca do lucro, pela livre concorrência e pelo sistema de preços. Quando esse ambiente é respeitado, há uma harmonia entre a busca pelo interesse próprio material e o bem-estar material de todos os indivíduos que participam desse processo.

    No capitalismo genuíno, você só tem aquilo que o seu esforço próprio lhe permite adquirir; você não pode se apossar daquilo que outros produziram. Se você quiser ser como o outro, você tem de se esforçar e ofertar bens e serviços de qualidade igual ou superior. Sendo assim, o próprio sistema capitalista coíbe a inveja e o ódio.

    Portanto, explique-me, por favor, como o capitalismo funciona na base da inveja e do ódio.
  • Pericles Sevegnani  25/09/2014 22:05
    Caro Aristoteles,

    quando o individuo resolve assaltar a outrem, tomando-lhe o que nao lhe pertence, o que esta na raiz da sua motivacao, senao a inveja e o odio ?

    Quando as pessoas consomem determinados produtos ou servicos desenfreadamente, soh porque esta na moda, viu na TV, ou todo mundo tem, o que esta na raiz deste consumo estimulado ?

    Esses comportamentos, roubo e consumismo, que alguns tambem chamam de desvios de carater, eu entendo que sao reflexos negativos, gerados pelo sistema capitalista.

    Se voce nao reconhece comportamentos como esse na nossa sociedade, voce nao esta sendo realista.

    Entao, como voce cita, "a busca do interesse proprio em termos materiais" pode sair do controle, ao ponto de fazer o individuo tomar do outro o que nao eh dele.

    Se "livre concorrencia e sistema de precos" de fato existissem, nao veriamos tantos oligopolios e monopolios, posso citar varios exemplos mundo afora.

    Se formos falar de "capitalismo genuino", tambem temos que falar de "marxismo genuino", portanto, nao vejo problemas em sonhar com um ambiente perfeito.

    Em alguns paises, o capitalismo ate parece funcionar, demonstrando a evolucao daquelas sociedades, mas voce sempre ira encontrar alguma forma de corrupcao, roubo ou consumismo.

    Pra finalizar, nao sou a favor da logica binaria, optando por um sistema ou outro, visto que ha diversas desvantagens em ambos, mas jamais poderemos saber como funcionaria um sistema diferente do capitalismo, e os seus efeitos comportamentais, uma vez que o ser-humano soh conhece este de fato, entao soh lhe resta sonhar.
  • Sócrates   25/09/2014 23:56
    "quando o individuo resolve assaltar a outrem, tomando-lhe o que nao lhe pertence, o que esta na raiz da sua motivacao, senao a inveja e o odio ?"

    Acorda, cidadão. Roubo e agressão à propriedade privada é exatamente a antítese do capitalismo e a definição precípua do socialismo. Todo assaltante é, por definição, um socialista, pois ele quer tomar a propriedade de terceiros à força e sem nem sequer oferecer algo em troca. Socialismo puro e duro. É exatamente por isso que a esquerda é defensora de bandido.

    "Quando as pessoas consomem determinados produtos ou servicos desenfreadamente, soh porque esta na moda, viu na TV, ou todo mundo tem, o que esta na raiz deste consumo estimulado ?"

    A questão não é o que está na raiz deste consumo, e sim o que diabos você tem a ver com essa minha preferência voluntária. Se eu quero trocar de carro, e sou dotado de livre arbítrio, você não tem absolutamente nada a ver com o meu desejo. Cai fora e vá cuidar da sua vida.
  • anônimo  26/09/2014 16:50
    'Quando as pessoas consomem determinados produtos ou servicos desenfreadamente, soh porque esta na moda, viu na TV, ou todo mundo tem, o que esta na raiz deste consumo estimulado ?'

    A falta de consciência da própria pessoa.Capitalismo é muito diferente de consumismo, não ia ser anti capitalista se, sei lá, as pessoas resolvessem comprar menos carros zero e preferissem economizar pra outras coisas
  • watson  07/08/2017 22:10
    Péricles, eu só queria ressaltar que esse consumismo desenfreado e estimulado possui explicações inclusive psicológicas, estava lendo "Teorias da Aprendizagem" e o autor do livro, Guy R. Lefrançois, estabelece um paralelo entre o condicionamento clássico de Ivan Pavlov e a venda de cervejas e automóveis: ocorre, muitas vezes a associação de mulheres semi-nuas a imagens de bebidas alcoólicas e automóveis, de modo que um estímulo neutro(carro/bebida) suscite um apetite sexual. Isso é coisa de 100 anos atrás, imagine o potencial de propaganda das descobertas atuais da psicologia. Acho que as crianças deveriam ser educadas psicologicamente também, pois o tão aclamado livre-arbítrio é mais manipulável do que se pensa.
  • julio cesar  03/10/2015 20:18
    comunismo=fascismo
    comunismo=fascismo=nazismo=racismo
  • julio cesar  26/10/2015 18:06
    comunismo=fascismo=nazismo=racismo
  • Anarcocapitalista  25/02/2016 18:16
    Todo mundo no Brasil deveria ler esse artigo.
  • Israel do Nascimento silva  06/08/2016 15:40
    O Brasil tava quase entrando nesse sistema! Mas a casa caiu! O impeachment veio em boa hora!
  • watson  07/08/2017 21:50
    Texto interessante, apesar do conteúdo levemente raivoso. Eu, particularmente, ACHO as ideias de Karl Marx tão utópicas quanto as dos outros socialistas que ele tanto criticava. Tenho,porém, que fazer uma ressalva quanto ao fato de exaltar a figura do "empresário honesto, que se ergueu na vida somente com mérito próprio, com muito trabalho duro", pois a Revolução Industrial, principalmente nos ciclos de 1750 e 1850, causou um acréscimo na riqueza mundial, porém juntamente à sua concentração: o mundo viu a formação dos Trusters(empresas maiores que absorvem outras) e Carteis, organismos que prejudicavam a livre concorrência. Além disso,há o movimento dos Cartistas, que na, "Carta do Povo",reivindicava o SUFRÁGIO UNIVERSAL, ou seja, os operários não podiam votar e não possuíam nenhuma expressão política, desse modo, não há como aceitar a falácia de que o marxismo surgiu somente do ÓDIO pelo sucesso alheio: é inegável a exploração da massa trabalhadora naquela época, não se pode fechar os olhos para a "Primavera dos Povos" de 1848 - todo pensador deve ser analisado sob o olhar de sua época-. Acho extremamente injusto tachar de ignorante, imprudente e incapaz o setor da população alienado e que é engolfado pelo espírito de seu tempo sem possibilidade de retaliação - com o trabalho no campo da época (antes da Revolução), não havia tempo para formar grandes pensadores e a grande maioria dos filósofos iluministas, assim como dos liberalistas políticos/econômicos, vieram de abastadas famílias burguesas (NÃO alcançaram o "sucesso" simplesmente pelo mérito, mas juntaram o potencial intelectual às oportunidades de nascimento)-.
    ENFIM, considero seu artigo demasiadamente simplista, pois, apesar de discordar da forma de resolução dos embates capitalistas de Marx, entendo que reuniu a insatisfação do proletariado contra uma burguesia que possuía as ferramentas à disposição, mas não trouxe à tona ideais como igualdade e fraternidade(perceba que, naquela época, havia uma divisão de classes mais rígida do que atualmente).
    Sobre o Estado mínimo, considero uma boa proposta, se empregada nos primórdios do capitalismo, pois, nesse momento, fazê-lo só iria manter uma situação patogênica(com grandes conglomerados, a exemplo da saúde privada nos EUA). Assim como DAVID RICARDO, pensador liberal por quem tenho apreço, considero a sociedade regida simplesmente pelo livre mercado algo excessivamente idealizado.
    O capitalismo, se analisarmos a teoria, tem potencial grande de bom funcionamento, porém é preciso nos atermos à realidade e resolvermos seus problemas, pois não há como colocarmos o famoso "óculos com de rosa" para observar um mundo todo justo e virtuoso.
  • James  08/08/2017 02:52
    "Tenho,porém, que fazer uma ressalva quanto ao fato de exaltar a figura do "empresário honesto, que se ergueu na vida somente com mérito próprio, com muito trabalho duro", pois a Revolução Industrial, principalmente nos ciclos de 1750 e 1850, causou um acréscimo na riqueza mundial, porém juntamente à sua concentração: o mundo viu a formação dos Trusters(empresas maiores que absorvem outras) e Carteis, organismos que prejudicavam a livre concorrência."

    Seu safado, o mundo sempre teve concentração de renda, antes eram os reis e rainhas e seus clérigos, depois foram os imperadores e a nobreza, o capitalismo foi o único sistema econômico que conseguiu impor a ascensão dos pobres empreendedores e quebrando essa supremacia econômica dos nobres, clérigos e seus governantes. A diferença é que agora os empresários são ricos porque eles produzem algo que lhes conferem valor para outras pessoas, colocando isso em um arranjo de livre mercado, não a patife do regime norte-americano, chinês ou brasileiro, onde são ou interventores ou muito interventores. Aliás, eu não acho que nenhum país hoje pode-se chamar livre mercado, porque sempre há alguma intervenção no mercado, e isso reflete sobre os perdedores e ganhadores deste sistema.
    "O inventor da spinning jenny, uma máquina de fiar manual, com carretéis múltiplos, capaz de produzir fios de algodão oito vezes mais rápido que as fiandeiras da época, foi James Hargreaves, um tecelão e carpinteiro pobre, que morreu analfabeto. Richard Arkwright, o homem que transformou os teares e fiandeiras da época em máquinas automáticas, movidas pela força dos rios, começou a vida como aprendiz de barbeiro e cabeleireiro. Terminou como o Tio Patinhas da época, dono de uma imensa fortuna e de uma fábrica de tecidos que, em 1770, tinha 600 funcionários."

    "Além disso,há o movimento dos Cartistas, que na, "Carta do Povo",reivindicava o SUFRÁGIO UNIVERSAL, ou seja, os operários não podiam votar e não possuíam nenhuma expressão política, desse modo, não há como aceitar a falácia de que o marxismo surgiu somente do ÓDIO pelo sucesso alheio: é inegável a exploração da massa trabalhadora naquela época, não se pode fechar os olhos para a "Primavera dos Povos" de 1848 - todo pensador deve ser analisado sob o olhar de sua época-."

    "Os proprietários das fábricas não tinham poder para obrigar ninguém a aceitar um emprego nas suas empresas. Podiam apenas contratar pessoas que quisessem trabalhar pelos salários que lhes eram oferecidos. Mesmo que esses salários fossem baixos, ainda assim eram muito mais do que aqueles indigentes poderiam ganhar em qualquer outro lugar. Aquelas mulheres não tinham como alimentar os seus filhos. Aquelas crianças estavam carentes e famintas. Seu único refúgio era a fábrica; que as salvou, no estrito senso do termo, de morrer de fome.
    Sobre o motivo daquelas condições miseráveis de trabalho, Mises acrescenta: "É deplorável que tal situação existisse. Mas, se quisermos culpar os responsáveis, não devemos acusar os proprietários das fábricas, que – certamente movidos pelo egoísmo e não
    pelo altruísmo – fizeram todo o possível para erradicá-la. O que causava esses males era a ordem econômica do período pré-capitalista, a ordem daquilo que, pelo que se infere da leitura das obras de muitos historiadores, eram os 'bons velhos tempos'".
    Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo - Leandro Narloch


    "Acho extremamente injusto tachar de ignorante, imprudente e incapaz o setor da população alienado e que é engolfado pelo espírito de seu tempo sem possibilidade de retaliação - com o trabalho no campo da época (antes da Revolução), não havia tempo para formar grandes pensadores e a grande maioria dos filósofos iluministas, assim como dos liberalistas políticos/econômicos, vieram de abastadas famílias burguesas (NÃO alcançaram o "sucesso" simplesmente pelo mérito, mas juntaram o potencial intelectual às oportunidades de nascimento)-."
    Isso só prova o que eu disse anteriormente, o capitalismo deu oportunidade para pessoas comuns se formarem grandes pensadores porque não mais havia necessidade de todos trabalharem no campo para sobreviverem como era na era pré-capitalista.


    "Sobre o Estado mínimo, considero uma boa proposta, se empregada nos primórdios do capitalismo, pois, nesse momento, fazê-lo só iria manter uma situação patogênica(com grandes conglomerados, a exemplo da saúde privada nos EUA). Assim como DAVID RICARDO, pensador liberal por quem tenho apreço, considero a sociedade regida simplesmente pelo livre mercado algo excessivamente idealizado."

    Engraçado isso, então o estado mínimo só pode ser empregado no tempo retroativo? kkkkkkkk
    Me desculpa, mas essa foi a maior besteira que já li sobre o tema. Nem mesmo os loucos que dizem que o liberalismo pleno - aquele SEM NENHUMA INTERVENÇÃO ESTATAL é utópico chegam perto de você.
    E mais, a saúde "privada" nos EUA existe intervenção a nível estadual, se torna pior ainda do que uma federal. Os estados proíbem uma empresa de outro estado oferecer seus serviços no território, uma empresa no ramo da saúde da Califórnia não pode atuar em Miami por conta da intervenção estadual de Miami. Eu te garanto que se implementarem no EUA livre mercado no setor, a maioria das empresas iriam falir e as eficientes seguiriam oferecendo seus serviços concorrendo com outra empresa eficiente e assim se forma a concorrência. É muita falta de realidade achar que esses conglomerados iriam continuar serem conglomerados em um livre mercado, eles se tornaram conglomerados justamente pelo intervencionismo e ainda vêm me dizer essa asneira. Parece aqueles doidos dos blogs de Nova Ordem Mundial.

    "O capitalismo, se analisarmos a teoria, tem potencial grande de bom funcionamento, porém é preciso nos atermos à realidade e resolvermos seus problemas, pois não há como colocarmos o famoso "óculos com de rosa" para observar um mundo todo justo e virtuoso."
    O certo é o estado intervir para corrigir as "falhas" do capitalismo, não é mesmo?
    Sempre quando alguém vem com esse papo de atentar a realidade e resolver os problemas é um sujeito no mínimo com viés autoritário. Deixe-me explicar uma realidade para você bazooka joe, essa busca por um mundo justo e virtuoso foi o que gerou a utopia do comunismo e socialismo considerados o paraíso da terra, o céu do proletário. Nenhum sistema econômico e até mesmo moral é capaz de tal proeza, o que o capitalismo faz é atender aos consumidores tornando-os mais satisfeitos com os produtos adquiridos, isso é uma satisfação e não uma virtude ou uma utopia que os demais pregam por aí afora. É só isso que o capitalismo faz, agora todo o resto sai do campo econômico para o moral e ético, mas o capitalismo também pode estar inseridos nestes dois contextos. Não to muito afim de postar artigos que falam sobre isso, vá pesquisar.
  • watson  09/08/2017 03:36
    Gostei pra caramba da tua resposta, a começar por chamar de "safado" qualquer um que discorda de ti, mas vamos à réplica:

    *Primeiramente, quero fazer uma exaltação à sua abstinência moral, sua ideia de não se importar com o elitismo dentro do capitalismo porque ele já foi visto em outros sistemas é genial, é com esse pensamento de "sempre foi assim" que o mundo vai progredir !

    *Acho que o segredo para fazer um Estado funcionar é transparência, mas não creio que um país com 200 milhões de indivíduos como o BRASIL possa ser regido somente pelas leis do livre mercado: é algo tão utópico e sonhador como o comunismo. ENTENDA ISTO, o grupo que está no poder, como a burguesia do século XIX, NÃO está interessada no livre mercado pleno, pois o Estado era uma instituição a ser utilizada como forma de dominação (é só fazer uma básica pesquisa histórica, como eu disse, o voto era censitário). No fundo, a livre concorrência idealizada é utópica, os ser humano possui ambições, ganâncias e está disposto a manipular o sistema para usufruir de vantagens. Entenda que essa corrupção administrativa é uma ação recíproca - parte tanto do político quanto do empresário.

    *O capitalismo pode e DEVE ser analisado sob os aspectos sociais, econômicos, morais e éticos, está LONGE de ser restrito ao aspecto comercial - vários fatores como as REFORMAS PROTESTANTES(valorização do acúmulo de riquezas), REVOLUÇÃO INGLESA (burguesia no poder), ILUMINISMO (como a defesa da propriedade privada) tornam irrefutável o capitalismo como influenciador em todas as esferas da sociedade.

    *É cômodo citar alguns exemplos de expoentes da humanidade que tiveram origem humilde e torná-lo regra, como já disse, sem ser determinista, é uma questão de potencial intelectual e oportunidades, condições históricas ...
    o fato é que a -maioria- dos pensadores iluministas, filósofos e cientistas possuíram origem privilegiada. É a mesma coisa que, de modo análogo ao que você fez, falar que Isaac Newton, considerado a mente mais inteligente da humanidade, só o foi porque nasceu numa família abastada de prósperos fazendeiros. Hoje em dia, felizmente, a situação é bem mais flexível (o capitalismo, analisado sob o aspecto de inovações tecnológicas, melhorou a condição de vida da humanidade como um todo- meu propósito é justamente lhe fazer uma crítica construtiva, visto que não é um sistema perfeito).

    *É falácia falar que o camponês possuía pleno livre-arbítrio e tinha alguma escolha para refutar o trabalho fabril. A elite comercial, na Inglaterra, aliou-se à "GENTRY" (nobreza progressista) e ocorreu o fenômeno das "enclosures" (cercamentos), a propriedade comunal convertia-se em privada: o camponês perde a terra, o meio de SUBSISTÊNCIA e passa a formar os exércitos industriais de reserva, ou seja, forma-se uma nova ordem econômica, sendo no mínimo equivocado expressar que essa mudança de trabalho foi espontânea, entende ?

    *"Sempre quando alguém vem com esse papo de atentar a realidade e resolver os problemas é um sujeito no mínimo com viés autoritário." - não há muito a comentar, do ponto de vista argumentativo é meramente uma crença pessoal e, por incrível que pareça, CONTRADITÓRIA - meu pragmatismo deriva exatamente da moral protestante, alicerce do capitalismo, quanto se trata de resolver os problemas terrenos de forma objetiva !

    *O questionamento central em torno do meu texto não foi respondido: analisando Karl Marx sob a ótica de seu tempo - Estado BURGUÊS, com voto comprovadamente censitário, tentativa do povo de se incluir no poder ("CARTISTAS", "PRIMAVERA DOS POVOS") claramente rejeitada, baixos salários, jornadas extensas, ou seja, não adianta vir com a meritocracia, está provado que há barragens para a prosperidade dos setores populares, muitas delas levantadas por esse governo elitista ("Combination Acts", "Lei da Fábrica", "Lei Le Chapelier", "Workhouses")
    - , não seria SIMPLISTA classificar suas ideias como ódio do sucesso alheio? Achar realmente que os proletários simplesmente possuíam inveja dos grandes empresários, que alcançaram seu patamar de dominação por puro esforço? O manifesto comunista teria imenso apelo popular simplesmente pela ganância humana?

    PS: Estou tentando, ao máximo, evitar ser reducionista: há indivíduos mais pobres que, no período, prosperaram - um exemplo é Charles Dickens, autor de que gosto muito -, mas perceba que, na época, haviam forças (JÁ citadas em grande quantidade acima) cujo objetivo era coibir movimentos reivindicatórios populares. É o que se percebe com uma pesquisa histórica menos superficial, analisando as medidas políticas do período.


    - Agora, para debater mais os delírios tanto comunistas quanto liberalistas (comunismo e livre-mercado pleno, "laissez faire laissez passer"), permita-me pegar emprestado alguns termos da BIOLOGIA, principalmente o conceito de "Estratégia Evolutivamente Estável" (EES), uma explicação para o comportamento animal. Uma "EES" é um comportamento que se verifica em toda a espécie caracterizado por seu aspecto PERMANENTE, ou seja, o indivíduo que sair do padrão de comportamento será penalizado e tende a desaparecer.
    - Para citar um exemplo, podemos falar sobre uma população de leões, cujos machos possuem certas programações para saber quando "atacar" um adversário e quando "render-se", suponha que essas proporções atingiram uma balanço no qual um leão desviante, mais agressivo, será penalizado (morrerá mais jovem) e outro mais manso também (não conquistará fêmeas), perpetuando-se na espécie aquele tipo de comportamento.
    - Adaptando esse conceito para o universo humano, vê-se com clareza por que esses sistemas estão DESTINADOS AO FRACASSO: uma "EES" não depende do quão beneficiados são os indivíduos (o comunismo traria uma comunidade harmoniosa em prol de um objetivo comum - o pleno livre-mercado iria promover concorrência intensa e melhora constante dos produtos, com condições iguais de oportunidades e "regras do jogo" idênticas para todos), mas do quão PENALIZADOS são aqueles com comportamento desviante. OBSERVE que, no livre-mercado, assim como no comunismo, aquela pessoa que manipula o sistema, impondo sobre ele uma força externa, tende a se beneficiar !
    - Só para citar alguns dos comportamentos desviantes que seriam FAVORECIDOS (para o indivíduo que os pratica) dentro desse livre-mercado, posso citar a própria concepção do Estado, impostos sobre a circulação de mercadorias dentro de sua jurisdição (esse exemplo é visto inclusive entre povos antigos, com a cobrança de pedágios sobre caravanas comerciais, dos quais se obtinha riquezas do comércio alheio), formação de monopólios através da compra de empresas do mesmo setor e eliminação da concorrência (controlando preços e qualidade do produto).
    - RESUMINDO, o comunismo e o livre-mercado pleno são mais próximos do que se imagina no seguinte aspecto: são ideias utópicas que beneficiariam a sociedade,de realização impossibilitada pelo fato de serem instáveis e corruptíveis por uma infinidade de maneiras !
    - Observe que, se você quiser criar um organismo social que beneficie a população, deve, primeiramente, pensar em como deixá-lo protegido de manipulações e corrupções, em como punir o comportamento desviante do "padrão".

    - Finalmente, é por isso que a pontual implementação do comunismo e livre-mercado pleno NUNCA irão resolver os conflitos da humanidade !
  • Sherlock  09/08/2017 20:22
    "não creio que um país com 200 milhões de indivíduos como o BRASIL possa ser regido somente pelas leis do livre mercado é algo tão utópico e sonhador como o comunismo"

    Ou seja, você está dizendo que 200 milhões de pessoas só podem viver bem se houver políticos -- esses seres oniscientes, probos, ínclitos e angelicais -- dando ordens e ensinando as pessoas a como se comportarem.

    E ainda afirma que quem discorda disso quer uma utopia.

    E para aumentar a ironia, diz que aquele arranjo que é totalmente oposto à centralização (o livre mercado) é tão utópico quanto o comunismo, que representa o ápice da centralização.

    Genial.

    Mas o pior vem agora.

    "ENTENDA ISTO, o grupo que está no poder, como a burguesia do século XIX, NÃO está interessada no livre mercado pleno"

    Ué! Primeiro você diz que não acredita que o livre mercado funcione em um país de 200 milhões de pessoas, que ele é utópico e não deve ser tentado. Aí, logo em seguida, diz que o livre mercado nunca será praticado porque vai contra os interesses do grupo que está no poder (no que concordo plenamente).

    Decida-se, cidadão. Afinal, você é contra o livre mercado porque acha que ele é utópico e não funcionaria no Brasil, ou você é contra o livre mercado porque acha que não será aplicado porque o grupo que está no poder não o quer?

    Incoerência plena em duas frases.

    "pois o Estado era uma instituição a ser utilizada como forma de dominação"

    Ué, concordo plenamente! E o livre mercado é o único arranjo que tiraria totalmente o estado da equação.

    Mas o pior de tudo é que você reconhece que o estado é uma "instituição utilizada como forma de dominação", mas ao mesmo tempo defende que o estado deve ser soberano para gerir e controlar a interação voluntária de 200 milhões de pessoas.

    Tão incoerente que soa bipolar.

    "No fundo, a livre concorrência idealizada é utópica, os ser humano possui ambições, ganâncias e está disposto a manipular o sistema para usufruir de vantagens."

    Outra contradição!

    É exatamente a existência de um aparato coercivo e distribuidor de privilégios (o estado) o que estimula as pessoas a entrarem em conluio com esse aparato para obter privilégios.

    Por meio do lobby, das propinas, das doações de campanha e das trocas de favores junto a políticos e burocratas, os ricos e influentes conseguirão obter privilégios do governo — como a aprovação de leis que lhes são favoráveis, subsídios, reservas de mercado, e crédito barato junto a bancos estatais — e, consequentemente, irão se beneficiar à custa dos concorrentes e da população como um todo, aumentando ainda mais as desigualdades de renda e de poder.

    Isso é o que a literatura econômica chama de rent seeking: a captura das instituições regulatórias, de políticos e de burocratas com o objetivo de obter privilégios em prol de grupos interesses.

    Tais privilégios, além de criar reservas de mercado, distorcer a concorrência, dificultar a entrada de novos empreendedores e diminuir as opções dos consumidores, também afetam a distribuição dos poderes de uma sociedade, fazendo com que os mais ricos se tornem ainda mais poderosos e se distanciem ainda mais dos mais pobres.

    Quanto maior e mais poderoso um governo, quanto mais leis e regulamentações ele tem o poder de criar e impor, mais os multimilionários poderosos e com boas conexões políticas irão se aglomerar em torno dele para obter privilégios e se beneficiar à custa dos concorrentes e da população como um todo.

    Um estado grande e poderoso sempre acaba se convertendo em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada das maiorias desorganizadas (os pagadores de impostos) e direcionada para as minorias organizadas (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas).

    A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

    Multimilionários fazem lobby e conseguem extrair privilégios do estado exatamente porque o estado detém um grande poder regulatório e decisório. Logo, aumentar ainda mais o poder deste estado fará com que seja ainda mais lucrativo capturá-lo.

    A única maneira lógica de combater essa distorção é reduzir o estado a uma mínima expressão, limitando enormemente (ou até mesmo eliminar) a autoridade política que socialmente concedemos e reconhecemos ao estado.

    Se o estado perde seu poder de conceder privilégios àqueles grupos que o capturam, estes não irão adquirir autoridade política para obter privilégios à custa da sociedade.

    "Entenda que essa corrupção administrativa é uma ação recíproca - parte tanto do político quanto do empresário."

    Exato!!!

    E a única maneira de acabar com isso é reduzindo o estado ao mínimo possível . Se o objetivo é contrabalançar o perigo do surgimento de uma classe de multimilionários que manejam o estado em interesse próprio, o que deve ser feito não é multiplicar o poder deste estado ao ponto de que este seja capaz de destruir a cada um destes multimilionários. O que deve ser feito é minimizar a margem de atuação legítima do estado sobre a sociedade.

    Quem teme que os ricos passem a controlar o estado está, por definição, reconhecendo que o estado se tornou suficientemente poderoso para atemorizar a todos os cidadãos. Logo, a solução não é dar ainda mais poderes a esta instituição maléfica, mas sim lhe retirar o máximo possível.

    Um poder político estritamente limitado é um poder político que a ninguém interessa controlar, pois nada poderá conseguir por meio dele.

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    Todas essas suas incoerências foram flagradas apenas no primeiro parágrafo do seu texto. Nem tive coragem de ler o resto. Passei o olho e vi que você terminou falando sobre leões e coisas afins. Um devaneio só.
  • James  10/08/2017 00:20
    É mesmo é? Não tenho muita paciência para ficar debatendo acusações impertinentes acerca do capitalismo, ainda mais com essa sua visão que tudo era um "mar-de-rosas" na era pré-capitalista, deve ser mais um influenciado por Engels(Sim, Engels escreveu que tudo era maravilhoso antes do capitalismo).

    Deixe-me entender, se um empresário se torna imensamente rico por conta que ele trouxe algo de valor que as pessoas VOLUNTARIAMENTE consumiram, e o fato de eu não me preocupar com isso é como se eu tivesse cometendo um crime moral? É isso mesmo?
    Vou falar novamente: "o capitalismo foi o único sistema econômico que conseguiu impor a ascensão dos pobres empreendedores "
    "A diferença é que agora os empresários são ricos porque eles produzem algo que lhes conferem valor para outras pessoas, colocando isso em um arranjo de livre mercado, não a patife do regime norte-americano, chinês ou brasileiro, onde são ou interventores ou muito interventores."
    Se tornaram ricos porque a sociedade os valorizou, e não por conta de sua posição hereditária como foi o caso de diversos reis e rainhas e os nobres que faziam a cúpula da elite econômica na era pré-capitalista. Agora eu me importo sim é com a elite que enriqueceu por conta de sua influência política, JBS, Odebrechts, Eike's e outros por ai é que nem deveriam ter essas fortunas para começar, os políticos que enriqueceram como o Luiz Estevão, você por acaso sabe a fortuna desse sujeito? São mais de R$20 bilhões em terras, prédios comerciais e residencias no DF, RJ e SP. É com essa elite que eu tenho nojo, não a empreendedora.

    Como sempre os defensores do estado dizendo que deveriam ter transparência e não sei mais o que, um estado sem corrupção e bla bla bla. Isso é uma opinião minha, mas isso no Brasil é impossível, tanto por razões históricas quanto culturais, o que você quer é um estado brasileiro com gerência sueca, utopia seria justamente acreditar nisso. A cada página do livro "País sem excelências e sem mordomias" dava para comparar com o Brasil, mas implementar o modelo sueco ou qualquer outro supostamente eficaz no Brasil é utópico. Um político no Brasil nunca deveria ter poder na economia e na vida de terceiros, a comprovação está todo dia nos jornais e na TV. Apenas para usar um exemplo de que eu vejo aqui no RJ, Cabral participou de todas as falcatruas que o estado do RJ fazia, TUDO, desde transportes até de estádios, e o motivo é justamente o poder que ele possui sobre a economia. Mas os utópicos acreditam que deveriam aumentar o estado para combater esse arranjo, um pensamento totalmente sem nexo. Agora em um livre mercado, não existe a possibilidade de uma empresa estabelecer um monopólio e em troca dar propinas para políticos, porque os governantes não vão ter esse poder para intervir na economia e decretar que apenas aquela empresa ofereceria seus serviços. O humano pode ser ganancioso, mas em um sistema em que ele apenas teria poder para oferecer seus serviços concorrendo com outras empresas, a ganância dele se torna inerentemente um sentimento, uma vontade que nunca irá se concretizar nesse arranjo. O mais engraçado é achar que o estado seria eficaz com esse mesmo tipo de pessoa gananciosa, é de fazer qualquer um, novamente isso é utopia.

    O bazooka joe, olha o que eu disse: "essa busca por um mundo justo e virtuoso foi o que gerou a utopia do comunismo e socialismo considerados o paraíso da terra, o céu do proletário. Nenhum sistema econômico e até mesmo moral é capaz de tal proeza, o que o capitalismo faz é atender aos consumidores tornando-os mais satisfeitos com os produtos adquiridos, isso é uma satisfação e não uma virtude ou uma utopia que os demais pregam por aí afora. É só isso que o capitalismo faz, agora todo o resto sai do campo econômico para o moral e ético, mas o capitalismo também pode estar inseridos nestes dois contextos."

    Ninguém disse que o capitalismo é um sistema perfeito, a busca por um sistema perfeito foi justamente o que levou a humanidade ao trágico comunismo e socialismo.

    Primeiro que a terra nunca foi do camponês, a terra era dos senhores feudais que lhes foi dado por um rei. É muita inocência achar que o rei daria terras para camponeses sendo que na época sempre prevalecia a vontade da autarquia. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a uma gleba de terra para morar, apenas isso. Com a mudança de sistema econômico, eles passaram a serem assalariados por conta de seus trabalhos nas terras.

    Eu não sei se você está falando do cenário atual ou de antigamente. Eu já disse que acreditar que os assalariados receberiam vultosos pagamentos numa época em que prevalecia um sistema pré-capitalista é ingenuidade. Se Marx tivesse esperado mais uns anos ele teria visto que o padrão de vida estava melhorando para a classe trabalhadora, assim como o emprego das máquinas melhorando a produtividade tornando a atividade menos extensas, tornando até o emprego de crianças nas fábricas desnecessárias, sendo que muitas ainda trabalhavam por conta do "status" que recebiam de seus pais por estarem empregados e levando dinheiro para a família.
    E parabéns por acreditar que o governo barra a iniciativa empreendedora dos mais pobres.
    E apenas um adendo, eu acredito na meritocracia, mas também acredito que muitos empreendedores tiveram uma sorte. Meritocracia é apenas uma forma ampla se creditar que empreendedores souberam avaliar oportunidades no mercado e oferecer serviços que até então não eram oferecidos ou apenas para concorrer com outro a menores preços, mas também coloco o fator sorte nessa equação, isso num cenário de livre mercado como era o setor de tecnologia dos anos 80 e 90.

    Eu já disse que os assalariados recebiam pouco por conta do sistema da era pré-capitalista, isto teve um caráter imensamente influenciador no sucesso dos escritos de Marx. Só que em 1917 uma nação se tornou socialista, novamente isto teve imensa influência em diversas nações que faziam o mesmo e assim sucessivamente até a quebra da União Soviética. Agora acreditar que os proletários simplesmente tinham inveja dos grandes empresários é me chamar de otário, eles estavam protestando sobre seus salários que era pouco e não pela fortuna dos empresários. Veja eu por exemplo, recebo por mês líquido R$1,300- recebo pouco, meu patrão dono de várias empresas, tem uma fortuna, sei que a mansão dele custa R$3 milhões, mas não fico por ai chamando de burguês safado ou explorador, se eu tiver condições de ter um emprego melhor vou ter, estou cursando faculdade justamente para isto, logo vou ter minha própria fortuna porque já estou investindo. Com essa situação eu não fico repetindo os argumentos de Marx.

    Nem vou comentar a parte do comportamento animal e os leões, um raciocínio totalmente sem nexo.

    Novamente, quem decretou o imposto sobre a circulação de mercadorias?

    E mais, o livre mercado é tão utópico que foi implementado nos EUA no período de 1820 a 1913 e não teve nenhuma revolução comunista no país, pelo contrário, pessoas saíam da Europa para o território norte-americano em busca de uma vida melhor. Para se ter uma ideia, o país cresceu em média 6% ao ano e a renda per capita 4,5%. Se isso é utopia, então o significado dessa palavra deveria mudar.


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