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A importância de manter-se firme aos seus princípios - Mises e seu crescente legado
Aos 135 anos do seu nascimento, uma homenagem ao homem que nunca se rendeu

N. do E.: hoje completam-se 135 anos do nascimento de Ludwig von Mises. Uma homenagem ao mestre.


Um indivíduo que sistematicamente discipline sua vida em torno do objetivo de aprimorar as vidas daqueles que o rodeiam irá deixar um legado.  Este legado pode ser positivo ou negativo.

Existem aqueles que estão apenas em busca de poder e que, por isso, irão tentar influenciar a vida de outras pessoas por meio do engano e da adulação.  Seu objetivo é mudar corações, mentes e o comportamento daqueles que o cercam.  Seu legado tende a ser negativo.

Mas há também aqueles que se esforçam ao máximo para transformar as vidas de terceiros de uma forma positiva.  Eles invariavelmente seguem um estilo de vida específico, o qual governa suas ideias e seu comportamento.  Eles sistematicamente tentam estruturar suas próprias vidas de tal maneira que eles próprios se tornam demonstrações empíricas da própria visão de mundo que defendem. 

Qualquer pessoa que tenha como o objetivo de sua vida mudar as opiniões de outras pessoas tem de estar comprometida com dois princípios: fazer sempre aquilo que defende e apoiar (de qualquer maneira possível) causas que estejam de acordo com o que defendem. 

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a maioria das pessoas não quer mudar sua opinião em relação a nada.  Mudar uma única opinião significa que o indivíduo tem de mudar suas opiniões a respeito de vários tópicos.  Aquela velha regra é válida: "Você não pode mudar apenas uma coisa".  Portanto, há um alto custo ao se repensar aquelas opiniões que você mais aprecia e valoriza.  Pessoas tendem a evitar empreitadas que envolvam altos custos.

Quando alguém é confrontado com uma nova opinião, se esta opinião está relacionada a como as pessoas devem agir, uma das primeiras autodefesas que o ouvinte irá levantar é esta: "A pessoa que está recomendando esta nova ideia vive consistentemente em termos desta ideia?"  Se é algo óbvio para o ouvinte que esta pessoa não faz o que diz defender, então fica claro que o próprio defensor da ideia não leva a sério a verdade e a efetividade daquilo que ele diz defender.  Isto dá ao ouvinte uma maneira fácil de escapar da conversa.  A ideia defendida não vingará.

Ludwig von Mises

Meu único encontro pessoal com Mises ocorreu no segundo semestre de 1971.  Eu havia sido contratado pela Foundation for Economic Education.  Naquela data, eu havia sido convidado para uma cerimônia especial.  F.A. Harper havia editado uma segunda coleção de ensaios honrando Mises.  O primeiro livro de ensaios havia sido editado pela esposa de Hans Sennholz, Mary Sennholz, e foi publicado em 1956. 

A cerimônia ocorreu em um hotel em Nova York.  Após a cerimônia, tive a oportunidade de conversar com Mises sobre vários assuntos, inclusive sua ligação com o sociólogo alemão Max Weber.  Weber havia se referido ao ensaio de Mises, O cálculo econômico sob o socialismo, em uma nota de rodapé em um livro que Weber não chegou a completar.  Ele morreu em 1920.  Mises me disse que ele havia enviado seu ensaio para Weber.

Mises deixou um legado que, desde sua morte em 1973, vem crescendo continuamente.  Ele foi um daqueles raros homens que teve duas fases em sua carreira.  A primeira fase, que começou em 1912 e terminou após a publicação da Teoria Geral (1936) de John Maynard Keynes, estabeleceu sua reputação de grande teórico econômico.  Seu livro de 1912 sobre moeda e sistema bancário, seu livro de 1922 sobre o socialismo, e seus vários artigos sobre tópicos específicos de teoria econômica o comprovaram um grande teórico. 

Mas sua inflexível oposição a todas as formas de moeda fiduciária estatal de curso forçado garantiu a ele a reputação de um Neandertal do século XIX em um mundo de moedas estatais de curso forçado, o qual começou com a abolição do padrão-ouro clássico no início da Primeira Guerra Mundial, em 1914.  Sua hostilidade ao socialismo também contribuiu para seu status de pária.  Ele estava vigorosamente resistindo a tudo aquilo que os círculos acadêmicos consideravam ser a onda do futuro.  Acadêmicos sempre querem seguir modismos.  Mises não era assim.

O triunfo do keynesianismo após 1936, em conjunto com a erupção da Segunda Guerra Mundial em 1939, trouxe um eclipse à carreira de Mises.  Na primeira metade da década de 1930, a influência do nazismo na Áustria crescia sombriamente.  Sendo um liberal da velha guarda e um judeu, Mises sabia que seus dias estavam contados.  Ele temia que os nazistas tomassem o controle da Áustria, e ele estava correto.  Sendo um economista defensor do livre mercado — conhecido pela esquerda como o mais implacável oponente do intervencionismo econômico — e um judeu, ele não teria sobrevivido na Áustria.

Sentindo que tais eventos eram apenas uma questão de tempo, Mises aceitou um cargo em Genebra e para lá se mudou em 1934, aceitando um dramático corte salarial.  Sua noiva o acompanhou e lá se casaram, não sem antes ele tê-la avisado que, embora escrevesse bastante sobre o assunto, ele nunca teria muito dinheiro.

Mises ficou em Genebra por seis anos, obrigado a deixar para trás sua adorada Viena e tendo de ver, impotente, a civilização sendo despedaçada.  Quando os nazistas anexaram a Áustria em 1938, eles saquearam seu apartamento em Viena e roubaram todos os seus livros e monografias.  Ele passou a viver uma existência nômade, sem ter a mínima ideia de qual seria seu próximo emprego.  E foi assim que ele viveu o auge de sua vida: já estava com 57 anos e era praticamente um sem-teto.

Mas nada disso abalou Mises.  Ele seguia concentrado em seu trabalho.  Durante seus seis anos em Genebra, ele continuou se dedicando à pesquisa econômica e às escritas.  O resultado foi sua até então obra magna, um enorme tratado de economia chamado Nationalökonomie (o precursor de Ação Humana).  Em 1940, ele completou o livro, o qual foi publicado por uma pequena editora e com edição extremamente limitada.  Mas quão intensa poderia ser, naquela época, a demanda por um livro sobre liberdade econômica escrito em alemão?  Certamente não seria nenhum bestseller.  E Mises certamente sabia disso enquanto o escrevia.  Mas escreveu assim mesmo.

No entanto, em vez de celebrações e noite de autógrafos, Mises naquele ano se deparou com outro evento que mudaria (novamente) sua vida.  Ele foi avisado por seus patrocinadores em Genebra que havia um problema.  Vários judeus estavam se refugiando na Suíça.  Ele foi alertado de que deveria procurar outro lar.  Os Estados Unidos eram o novo porto seguro.

Mises então começou a escrever cartas pedindo por posições universitárias nos EUA, mas tente imaginar o que isso significava.  Ele só falava alemão.  Suas habilidades em inglês se resumiam à leitura.  Ele teria de aprender o idioma ao ponto de se tornar exímio o bastante para poder dar aulas.  Ele havia perdido todos os seus arquivos, monografias e livros.  Ele não tinha nenhum dinheiro.  E ele não conhecia ninguém influente nos EUA.

E havia um sério problema ideológico também nos EUA.  O país estava completamente dominado e fascinado pela economia keynesiana.  A profissão de economista havia sofrido um vendaval.  Praticamente não mais existiam economistas pró-livre mercado nos EUA, e não havia nenhum acadêmico defendendo esta causa.  No final, Mises se mudou para os EUA sem ter nenhuma garantia de nada.  E já estava com quase 60 anos.

Quando ele chegou aos EUA em 1940 como um judeu refugiado, ele era praticamente um desconhecido no país.  Ele não tinha nenhum cargo assalariado de professor.  Ele já tinha 59 anos.  Ele jamais havia estado nos EUA.  Mas ele teve uma grande sorte: havia um jornalista nos EUA que não apenas conhecia sua obra, como também havia se tornado um defensor dela em suas colunas de jornal.  Seu nome era Henry Hazlitt.  Foi Hazlitt quem estimulou alguns empreendedores, como Lawrence Fertig, a fazer doações recorrentes a Mises.

Mises então passou a depender exclusivamente das doações destes poucos amigos e de alguns artigos que eram ocasionalmente encomendados por algumas revistas especializadas, a pedido destes amigos.

Durante os 30 anos seguintes, Mises foi uma voz solitária e sem recursos em defesa do livre mercado, lutando contra a vastidão keynesiana que dominava a paisagem mundial.  Ele criou um seminário na New York University (NYU) para estudantes universitários, o qual durou 25 anos.  Murray Rothbard era um dos frequentadores assíduos, embora apenas como ouvinte.  Mises nunca recebeu salário da universidade, a qual o relegou ao status de professor visitante.  Ele recebia ajuda de doadores.  No entanto, não há hoje nenhum professor do departamento de economia da NYU que seja lembrado.  Todos foram pessoas sem importância e não deixaram nenhum legado.

A publicação de seu livro Ação Humana, pela Yale University Press em 1949, começou a estabelecer sua reputação nos EUA.  O livro vendeu muito mais do que havia sido inicialmente previsto.  Este livro foi o primeiro a conter uma teoria abrangente e integrada da economia de livre mercado.  Até então, nada remotamente parecido havia sido publicado.  Foram muito poucas as pessoas que se deram conta disso em 1949, mas qualquer um que já tenha estudado a história do pensamento econômico sabe que é neste livro que se encontra a primeira aplicação abrangente da teoria econômica para toda uma economia de mercado.  A análise é integrada em termos da defesa econômica austríaca da teoria do valor subjetivo e do individualismo metodológico.

Ele continuou escrevendo após 1949.  Seus livros foram vendidos pela Foundation for Economic Education (FEE), a qual fez com que ele ganhasse a atenção de leitores que defendiam o livre mercado.  Seus artigos começaram a aparecer na revista publicada pela FEE, The Freeman.  A revista não era de ampla circulação nos meios acadêmicos, mas era bastante lida pela direita.

Eu comprei uma cópia de Ação Humana em 1960.  Naquela época, eu já estava a par da importância de Mises para a história do pensamento econômico, mas, em minha universidade, eu provavelmente era o único estudante que o conhecia. 

Mises sempre foi um obstinado em sua dedicação aos princípios do livre mercado.  Provavelmente mais do que qualquer outro grande intelectual do século XX, ele era conhecido entre seus pares como alguém inflexível, que não fazia concessões àquilo em que acreditava.  Pelos economistas da Escola de Chicago ele foi chamado de ideólogo.  E eles estavam certos.  Por causa de sua consistência na aplicação do princípio do não-intervencionismo em cada setor da economia e, acima de tudo, por causa de sua oposição a bancos centrais e à manipulação estatal da moeda, os economistas o consideravam excêntrico.  "Excêntrico", para eles, era sinônimo de "rigorosamente consistente".

Assim como os nazistas, os soviéticos também sabiam quem era Mises.  Após a queda do nazismo, os soviéticos confiscaram as obras de Mises então em posse dos nazistas e as enviaram a Moscou.  Suas obras roubadas ficaram em Moscou e nunca foram descobertas por nenhum economista ocidental até a década de 1980.  O que foi uma grande ironia: economistas ocidentais não sabiam quem era Mises, mas os economistas soviéticos sim.  Isto se tornou ainda mais verdadeiro em meados da década de 1980, quando a economia soviética começou a se desintegrar, exatamente como Mises havia previsto que aconteceria.

A grande vantagem de Mises sobre praticamente todos os seus colegas era esta: ele escrevia claramente.  Todos os outros economistas, além de escreverem da maneira convoluta e repleta de jargões, enchem seus escritos de equações.  Mises não utilizava equações e nem recorria a jargões.  Ele escrevia seus parágrafos utilizando sentenças que eram desenvolvidas de maneira sucessiva.  Você pode começar pela primeira página de qualquer um de seus livros e, se prestar atenção, chegará ao fim sem se tornar confuso em momento algum.

Isto era uma grande vantagem, pois as pessoas comuns que se interessavam por economia conseguiam seguir sua lógica.  Sua reputação se espalhou no final de década de 1950 e por toda a década de 1960 por causa de seus artigos na The Freeman.  Esta revista chegou a ter uma circulação de 40 mil exemplares em alguns anos.  Não eram muitos os economistas que conseguiam, naquela época, atingir um público tão amplo e tão variado.

Mises realmente se manteve firme aos seus princípios durante todo o seu tempo de vida.  Ele se manteve firme de maneira tão tenaz e obstinada que, por décadas, ele não teve influência alguma sobre a comunidade acadêmica.  Todos os economistas o desprezavam ou ignoravam.  Porém, após sua morte em 1973, sua influência começou a crescer.  Em 1974, seu discípulo F.A. Hayek ganhou o Prêmio Nobel de Economia.  Pouco a pouco, a reputação de Mises foi se espraiando. 

Hoje, há vários Institutos Mises ao redor do mundo — todos surgidos voluntária e espontaneamente, sem nenhum financiamento centralizado —, e seu nome é atualmente mais conhecido do que o de quase todos os outros economistas de sua geração, tanto os de antes da Primeira Guerra Mundial quanto os de depois da Segunda Guerra Mundial.  O cidadão comum certamente não está familiarizado com os nomes da maioria dos economistas da primeira metade do século XX, e certamente é incapaz de ler e compreender as obras de praticamente qualquer economista da segunda metade.

Portanto, exatamente porque Mises nunca se mostrou disposto a fazer concessões, especialmente na área de metodologia, seu legado tem sido muito maior do que o da maioria de seus finados colegas.  O legado de Mises só cresce; o deles, praticamente não existe.

Conclusão

Mises deve ser julgado não somente como um pensador extraordinariamente brilhante, mas também como um ser humano extraordinariamente corajoso.  Ele acima de tudo sempre se manteve inarredavelmente apegado à verdade de suas convicções, sem se importar com o resto, e sempre preparado e disposto a atuar sozinho, sem uma única ajuda, na defesa da verdade.  Ele jamais se importou um buscar fama pessoal, posições de prestígio ou ganhos financeiros, pois isso significaria ter de sacrificar seus princípios. 

Durante toda a sua vida, ele foi marginalizado e ignorado pelo establishment intelectual, pois a verdade de suas visões e a sinceridade e o poder com que as defendia e desenvolvia estraçalhava todo o emaranhado de mentiras e falácias sobre o qual a maioria dos intelectuais de sua época — bem como os de hoje — construiu suas carreiras profissionais.

Seus seminários, assim como seus escritos, eram caracterizados pelo mais alto nível de erudição e sabedoria, e sempre mantendo o mais profundo respeito pelas ideias.  Mises jamais se interessou pela motivação pessoal ou pelo caráter de um autor, e sim por uma só questão: saber se as ideias daquela pessoa eram verdadeiras ou falsas.  Da mesma forma, sua postura e comportamento pessoal sempre foram altamente respeitosos, reservados e fonte de amigável encorajamento.  Ele constantemente se esforçava para extrair de seus alunos o que neles havia de melhor, para ressaltar suas melhores qualidades.

O mundo vive hoje mais uma era de planejamento econômico, e estamos vendo os economistas se dividirem em dois lados.  A esmagadora maioria se limita a dizer exatamente aquilo que os regimes querem ouvir.  Afastar-se muito da ideologia dominante é um risco que poucos estão dispostos a correr.  As recompensas materiais são quase nulas, e há muito a perder.

Ser um economista íntegro significa não se furtar a dizer coisas que as pessoas não querem ouvir; significa, principalmente, dizer coisas que o regime não quer ouvir.  Para ser um bom economista, é necessário bem mais do que apenas conhecimento técnico.  É necessário ter coragem moral.  E, no mercado atual, tal atitude está ainda mais escassa do que a lógica econômica.

Assim como Mises necessitou da ajuda de Hazlitt e Fertig, economistas com coragem moral necessitam de apoiadores e de instituições que os suportem e deem voz a eles.  Este é um fardo que tem de ser encarado.  Como o próprio Mises dizia, a única maneira de se combater ideias ruins é com ideias boas.  E, no final, ninguém estará a salvo se a civilização for destruída em consequência do predomínio das ideias ruins.

 

11 votos

autor

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website

  • Yochanan Ben Efraym  01/08/2012 08:58
    Esse homem é de causar admiração pelo seu esforço imbuido de inteligência e principios valorosos.\r
    \r
    Agradeço ao ETERNO por sucitar pessoas como Mises. E agradeço a vocês do Instituto também.
  • Sol Moras Segabinaze  01/08/2012 09:21
    Isso aí, Grande Mises.
  • Julio dos Santos  01/08/2012 09:25
    Gostaria de dividir essa notícia, mas não sabia onde, por isso posto no artigo de hoje.\r
    Estamos bem de vizinhos!\r
    OBS: Mais idiota que a notícia, são alguns comentários abaixo dela.\r
    \r
    operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/23388/bolivia+anuncia+falencia+de+mcdonalds+e+expulsa+coca-cola+de+seu+territorio.shtml
  • Eduardo  01/08/2012 11:53
    Será que vai demorar para aparecer algum filme da vida do Mises? É inspirador!
  • João  29/09/2016 18:22
    Com essa mídia comunista é mais fácil eles fazerem um filme da vida de Marx.
  • Carlos Eduardo  01/08/2012 12:00
    Foi-se o homem, mas seu legado fica, mais forte do que nunca, mesmo nesses tempos perturbados. A obra de Ludwig von Mises permanecerá para sempre!
  • Daniel Marchi  01/08/2012 12:34
    O maior intelectual do século XX.
  • Cristiano  01/08/2012 13:20
    Não se pode lutar contra a verdade. Por isso Mises é invencível.
  • Mais Mises...  30/09/2016 17:46
    Exatamente o que eu penso. Você pode represar um curso d'água.... por alguns minutos, horas, dias, até anos, mas uma hora, ele continua o seu rumo.
  • Antonio  01/08/2012 16:47
    Incrível como um homem da grandeza de Mises é tão desconhecido, até mesmo por econonomistas. Eu mesmo, não ouvi falar dele nem na graduação (feita nos EUA) nem no mestrado. Não fosse um colega meu PhD e um dos mais lidos que conheço, provavelmente nunca ouviria falar dele. Já Marx, cujas ideias mataram centenas de milhões de fome, é bem conhecido e divulgado. Desde que descobri a obra de Mises (só li até hoje três livros austríacos), não canso em divulgar para meus amigos. A maioria acha as ideias muito radicais, porém interessantes. Realmente, ter que se desintoxicar de todas as ideias doutrinárias recebidas durante a nossa formação não é tarefa simples. Poucos conseguem perceber e aceitar que quase tudo que aprendeu na universidade foi um equívoco.
  • Lourival  01/08/2012 22:00
    Realmente linda a história de Mises. Merece um fime, mesmo.Ele me inspira profundamente a seguir firme nos meus trabalhos e estudos de economia.
    Nós admiradores não podemos deixar a bola cair, e mais, temos que continuar avançando com tudo pra fazer da EA conhecida.
  • Erick Skrabe  02/08/2012 07:14
    Acho q tb vale a pena: www.youtube.com/watch?v=ME8A8LgQUPM&feature=plcp&context=C324c477UDOEgsToPDskJO7KgrtaWEELBn3on-2azt

    Conta a história de um simpático saxofonista que deixou seus ideais de lado.
  • Itamar Gines Pereira  02/08/2012 09:58
    Que lição de vida para todos nós admiradores da EA. É isso aí! Não podemos deixar a peteca cair porque os marxistas - mesmo totalmente equivocatos - acreditam naquilo que dizem.
  • anônimo  02/08/2012 22:29
    Quem conhece os outros é inteligente.\r
    Quem conhece a si mesmo é iluminado.\r
    Quem vence os outros é forte.\r
    Quem vence a si mesmo é invencível.\r
    Tao Te King, 33\r
    \r
    Von Mises venceu a si mesmo, mantendo-se fiel aos seus princípios!\r
    \r
    www.facebook.com/pages/O-caminho-do-Guerreiro-o-paradoxo-das-Artes-Marciais/455812907776110
  • Eliel  03/08/2012 02:54
    Por ter sido judeu já explica a grandeza de Mises.
    O conhecimento do Judaísmo enriquece a bagagem cultural do Indivíduo.
    Sua fortaleza espiritual e clareza de raciocínio emerge de seus escritos a exemplo de sua obra fundamental: Ação Humana.
    Missionário enviado por Deus, como tantos outros para de tempos em tempos salvar Sua Obra do Mal que a ronda: a Civilização.
  • Ismael Bezerra Pereira  03/08/2012 16:17
    História inspiradora. Eu tive hoje uma discussaão a respeito do INSS. Os meus oponentes no debate creem que se eles pagarem direitinho o INSS, eles vão ter o seu salario protegido dqui a trinta anos. Em suma, eu passei por um idiota idealizador e fiquei triste não por passar esta idéia, mas pelas pessoas não verem o óbvio. Mas aí eu leio este artigo e me encho de coragem de novo para defender tanto o calvinismo, como o livre mercado
  • Victor Matheus  04/10/2016 11:38
    quando for assim você faz a seguinte pergunta
    O cara que responde ao seu voto HOJE, não cuida da saúde, nem da educação, nem da segurança, enfim, de nada que ele diz que vai cuidar. Porque você acha que os presidentes que passarão durante todo o seu tempo de contribuição vão cuidar direito de um dinheiro que você só vai TALVEZ estar vivo pra receber daqui vinte anos? Em suma, se o governo não cuida de você hoje, porque ele cuidaria de você no futuro? E se o serviço que ele oferece é tão bom, porque você é obrigado a pagar? Sendo bom de verdade você o escolheria voluntariamente
  • anônimo  09/08/2012 13:22
    "A pessoa que está recomendando esta nova ideia vive consistentemente em termos desta ideia?"\r
    Desde que este artigo foi publicado, eu o leio umas 3 vezes por dia, e esta frase martela na minha cabeça. Ou eu largo o serviço público, ou eu vou acabar me matando. Tudo bem que eu entrei no serviço público há quase 10 anos, quando nem conhecia a EA e o libertarianismo, mas já faz dois anos que conheço e continuo, cínica e hipocritamente, vivendo às custas de dinheiro roubado. O dia em que eu largar o serviço público vai ser o dia mais feliz da minha vida, mas nada vai apagar o tempo em que eu não vivi consistentemente em termos da idéia que hoje defendo e para sempre defenderei.
  • Diego  01/10/2014 14:57
    Anônimo, se você acredita na ideia do estado mínimo, creio ser possível conciliar a ideia da Escola Austríaca com a intervenção estatal mínima, sem se sentir incoerente por ser servidor público.

    Mesmo porque, em uma eventual liberalização econômica, neste século, no Brasil, isso só sucederá por iniciativa e por intermédio dos próprios agentes públicos - creio eu.

    O fato de você compreender e divulgar as ideias da Escola Austríaca, penso eu, já é uma excelente iniciativa para que, com o tempo, ocorra uma excitação social a fim de que se apele para um endireitamento, quer conservador, quer libertário, na máquina pública e, por consequência natural, na sociedade.

    O elemento essencial, aqui, é o "tempus".

    Sou servidor público e já quase fui jurado, literalmente, de morte dada a minha, digamos, ingratidão e contradição por exercer tal profissão e pregar uma liberdade econômica bastante plena. Ocorre que, em meu ver, é possível, sim, defender uma diminuição drástica na máquina pública sem ser ingrato ou contraditório consigo mesmo, dado que aquilo que defendo, em primeiro plano, entendo eu, não é a minha estabilidade salarial e profissional em si, mas a garantia de que, por uma visão curta e egoica ao defender tão só o salário do mês seguinte, daqui a alguns anos eu não tenha de viver "de bananas e ração", como ocorre em Cuba e na Venezuela, dado o custo de viver em sociedade de economia hiperinflacionária, estatizada, falida.

    Agora, se você defende o anarco-capitalismo, cai por terra tudo o que lhe disse, porque totalmente inócuos os argumentos. Neste caso, como em qualquer outro em que se defenda a ideia anarco, respeito sua opinião e torço para que, pelo menos, neste século, no Brasil, 2% do que os anarcos defendam consiga ser implantado e, o mais difícil, mantido.

    Enfim, quanto menor a intervenção, melhor para todos os que seguem a Escola Austríaca.

    Um grande abraço e um parabéns a todos os que mantêm o site.

  • Felipe  01/10/2014 18:08
    95% dos que realmente seguem a escola austríaca já não acreditam no estado mínimo.

    Mesmo que se implante ele voltará cedo ou tarde a roubar boa parte da sua renda e decidir sobre sua vida.

    O fim do estado não será fácil, não será por dentro dele, e também não será por uma revolução, pois irá ser mais do mesmo.

    O fim do estado será quando as pessoas se conscientizarem que o estado é o problema, o fim do estado se dará quando a pessoas começarem a fazer o estado se tornar algo paralelo a suas vidas, e o fim do estado se dará por meio da fragmentação dele.
  • KikoBsb  30/09/2016 18:18
    Diego, trabalho num hospital público e acho a gestão um lixo. Setores com gente demais, mas pouca produção. Estão em vias de implantar uma forma privada de gestão de algumas unidades de saúde daqui. Do meu setor, apenas eu e mais 2 colegas defendemos essa mudança, pois, não temos medo nenhum em trabalhar. Outros, até são bons funcionários, mas repetem os mantras sindicalistas/esquerdistas. Já os que não são afeitos ao trabalho (uma boa parte, diga-se!), esses estão dando ziquizira porque terão que seguir regras mais rígidas, uma vez que a sua índole não os faz agirem com retidão.

    No caso das estradas mesmo, a 040, que liga Brasília ao RJ, foi privatizada/concedida e não vimos nenhum movimento popular contra isso. Pelo contrário. Conversando com até alguns colegas de trabalho 'vermelhinhos', eles concordam que o estado não dá conta de cuidar das estradas e, pasmem, cheguei a ouvir de uns que não via problema na concessão porque só pagaria quando usasse. Veja só... O danado do cara está certo... Mas não pensa assim para os demais serviços porcamente oferecidos pelo estado! Mas, aos poucos, as coisas vão mudando. Como disse no início desse parágrafo, a concessão não encontrou nenhuma resistência popular enquanto que aquelas realizadas nos anos 90, sofreram críticas (independente de quem as fez), mas elas existiram bem mais do que agora. Abraço.
  • Silvio  02/10/2014 14:44
    Anônimo, se após esses anos você ainda continua vivo e no serviço público, saiba que você não está sozinho e admito que esse sofrimento é realmente brutal e angustiante.

    Caramba, se o governo não ferrasse tanto com a iniciativa privada certamente já teria aberto meu negócio há muito tempo.
  • Eduardo Bellani  03/10/2014 02:50
    @ anônimo 09/08/2012 13:22:16
    mas já faz dois anos que conheço e continuo, cínica e hipocritamente,
    vivendo às custas de dinheiro roubado.


    Existem 2 jeitos coerentes de você viver com o conhecimento que você
    tem agora.

    O primeiro é sossegar e aceitar a grana. A sociedade é composta, em
    geral, por otários fracos de espírito que desejam ser
    chicoteados. Você será o mestre deles, mas pagará o preço ao ser
    também apenas mais uma peça numa enorme máquina sem rosto. Ou seja,
    você é tão servil quanto os chicoteados.

    A segunda é se demitir e buscar o seu lugar no mundo. Sem ser servo,
    nem mestre, mas um egoísta livre. Você não terá o sangue dos outros,
    pelo menos não dado de bandeja.

    Existe também um jeito incoerente, que levará você a um tipo peculiar
    de insanidade. Deixe-me demonstar com o comentário a seguir do

    @ Diego 01/10/2014 14:57:55

    isso só sucederá por iniciativa e por intermédio dos próprios
    agentes públicos - creio eu.

    O fato de você compreender e divulgar as ideias da Escola Austríaca,
    penso eu, já é uma excelente iniciativa para que, com o tempo, ocorra
    uma excitação social a fim de que se apele para um endireitamento,
    quer conservador, quer libertário, na máquina pública e, por
    consequência natural, na sociedade.


    Perceba, o cidadão acima criou um conto da carochinha pra evitar os 2
    jeitos mencionados no começo do meu comentário. Ele não sofre, pois
    escolheu a insanidade. Ele é um fraco de espírito, como tantos
    outros. Escolheu o caminho de mestre com uma roupagem de livre.

    Quer mais evidências? Observe o comentário do @ Silvio 02/10/2014
    14:44:22

    Caramba, se o governo não ferrasse tanto com a iniciativa privada
    certamente já teria aberto meu negócio há muito tempo.


    Veja, é basicamente o mesmo. Fantasias, pra viver melhor com suas
    escolhas. Fracos, e demasiadamente compreensíveis. Você tem suas escolhas,
    a pílula vermelha e a azul.

    Boa sorte.
    Abraços.
  • Silvio  08/10/2014 14:58
    Como meu nome foi citado e como acredito que aqui é o único lugar da internet em que pessoas livres podem discutir livre e honestamente, decidi me manifestar. Vamos lá:

    1. Por falar em honestidade, você foi meio desonesto de só citar parte de meu comentário. Você esqueceu de citar o começo dele:

    "Anônimo, se após esses anos você ainda continua vivo e no serviço público, saiba que você não está sozinho e admito que esse sofrimento é realmente brutal e angustiante".

    Ou seja, ao contrário do que insinou, afirmo com todas as palavras que não vivo bem, vivo muito mal por causa disso. Pode apostar que estou sendo bem sincero nesse ponto. Sou miseravelmente infeliz e não possuo nenhum orgulho de mim mesmo por viver assim. E não crio fantasias em cima disso. Sei exatamente em que pé estou. Sei exatamente qual a minha posição na sociedade. Sou um parasita. Não me iludo achando que ao exercer minhas malditas funções burocráticas faço qualquer bem para as demais pessoas que vivem neste país. Muito pelo contrário, estou plenamente ciente do mal que causo.

    2. E dizer que o governo brasileiro ferra muito a iniciativa privada não é uma fantasia reconfortante qualquer que criei. É só olhar os fatos para ver que isso é a mais pura verdade. A minha afirmação é tão evidente que nem sei como posso demonstrar a sua validade para você. Bem, tudo o que posso fazer é pedir para que continue a ler os artigos deste site.

    Posso até ser um fraco, mas não quero empreender num país em que o empresário, ao invés de ser considerado um exemplo para as pessoas, é considerado um criminoso, um explorador, um maldito opressor responsável por todos os problemas da sociedade, um monstro cúpido que deve ser abatido sem misericórdia. Mesmo que empreendesse e fosse bem sucedido neste país, ainda assim não seria feliz.

    Eu pessoalmente não vejo sentido em gerar riquezas para alimentar um governo de apetite insaciável. Não vejo sentido em ser bem sucedido e ter o mesmo status de um estelionatário. Não vejo sentido em ser bem sucedido e viver com medo de usufruir minhas riquezas, justamente porque o estado proíbe que eu me defenda de agressões injustificadas. Não vejo sentido em ser bem sucedido e viver com o risco (cada vez mais real) de ser expropriado pelo governo e ver os esforços de toda uma vida se transformarem em pó de uma hora para outra, sem mais nem menos. Não quero ser preso por sonegação de impostos que sequer deveriam ter sido criados, quanto mais cobrados. Não quero ser aquele empresário venezuelano que foi preso por cobrar preços maiores do que aqueles ditados pelo governo. Não quero ser preso por desobedecer regras trabalhistas que nunca tive a intenção de cumprir e que deveriam ser determinadas apenas por mim e meus empregados.

    3. E não tem essa de pílula vermelha ou azul. A coisa não é tão simples assim. De que adianta consciência se não há como agir conforme ela? E daí que acordamos para a realidade? E daí que o escravo tomou consciência de que é um escravo e seu estado é anti-natural?

    No Brasil, a escolha que se apresenta para o escravo é virar sócio de seu senhor e passar a escravizar outras pessoas. O que há de moral nisso? O que há de tão superior em recorrer à iniciativa privada se vivemos num regime fascista em que praticamente toda a economia está interligada ao governo e trabalha a seu favor e sob suas ordens? Qual o mérito de ser um homem livre num mundo de escravos? Ou se acaba a escravidão de uma vez por todas ou não há saída moralmente aceitável. E uma pessoa somente não consegue matar o Leviatã, o escravizador. Tudo o que posso fazer é esperar até que um número suficiente de escravos se rebele e decida acabar com esse monstro chamado estado. Até lá eu me acomodo em suas entranhas e espero até o momento oportuno para me juntar à rebelião.
  • Eduardo Bellani  08/10/2014 22:52
    Ou seja, ao contrário do que insinou, afirmo com todas as palavras
    que não vivo bem, vivo muito mal por causa disso. Pode apostar que
    estou sendo bem sincero nesse ponto. Sou miseravelmente infeliz e não
    possuo nenhum orgulho de mim mesmo por viver assim. E não crio
    fantasias em cima disso. Sei exatamente em que pé estou. Sei
    exatamente qual a minha posição na sociedade. Sou um parasita. Não me
    iludo achando que ao exercer minhas malditas funções burocráticas faço
    qualquer bem para as demais pessoas que vivem neste país. Muito pelo
    contrário, estou plenamente ciente do mal que causo.


    Então você não conseguiu acreditar completamente no fantasma que você
    criou? Bom pra você. Mas essa sua afirmação em nada contradiz o meu
    ponto, pelo contrário.

    Vou novamente citar as 2 maneiras de viver coerentemente com o que
    você sabe:

    "O primeiro é sossegar e aceitar a grana. A sociedade é composta, em
    geral, por otários fracos de espírito que desejam ser
    chicoteados. Você será o mestre deles, mas pagará o preço ao ser
    também apenas mais uma peça numa enorme máquina sem rosto. Ou seja,
    você é tão servil quanto os chicoteados."

    "A segunda é se demitir e buscar o seu lugar no mundo. Sem ser servo,
    nem mestre, mas um egoísta livre. Você não terá o sangue dos outros,
    pelo menos não dado de bandeja."

    Você não está fazendo nenhum dos dois, e está pagando o preço.

    2. E dizer que o governo brasileiro ferra muito a iniciativa
    privada não é uma fantasia reconfortante qualquer que criei.


    A fantasia não é o diagnóstico social, e sim a justificativa que você
    usa pra não se libertar. É muito difícil, é muito desconfortável, as
    uvas estão muito verdes...

    Posso até ser um fraco, mas não quero empreender num país em que o
    empresário, ao invés de ser considerado um exemplo para as pessoas, é
    considerado um criminoso, um explorador, um maldito opressor
    responsável por todos os problemas da sociedade, um monstro cúpido que
    deve ser abatido sem misericórdia. Mesmo que empreendesse e fosse bem
    sucedido neste país, ainda assim não seria feliz.

    Eu pessoalmente não vejo sentido em gerar riquezas para alimentar um
    governo de apetite insaciável. Não vejo sentido em ser bem sucedido e
    ter o mesmo status de um estelionatário. Não vejo sentido em ser bem
    sucedido e viver com medo de usufruir minhas riquezas, justamente
    porque o estado proíbe que eu me defenda de agressões
    injustificadas. Não vejo sentido em ser bem sucedido e viver com o
    risco (cada vez mais real) de ser expropriado pelo governo e ver os
    esforços de toda uma vida se transformarem em pó de uma hora para
    outra, sem mais nem menos. Não quero ser preso por sonegação de
    impostos que sequer deveriam ter sido criados, quanto mais
    cobrados. Não quero ser aquele empresário venezuelano que foi preso
    por cobrar preços maiores do que aqueles ditados pelo governo. Não
    quero ser preso por desobedecer regras trabalhistas que nunca tive a
    intenção de cumprir e que deveriam ser determinadas apenas por mim e
    meus empregados.


    Você já no começo admite sua fraqueza, e o resto dos parágrafos é todo
    predicado na sua obediência ao estado e no terror de não ser o que os
    outros esperam de você. Colha os frutos da sua fraqueza em silêncio, e
    tenha a classe de não reclamar na seção de comentários pelos
    resultados previsíveis de suas escohas.

    Qual o mérito de ser um homem livre num mundo de escravos?

    O fato de você fazer essa pergunta já demonstra a profundidade do poço
    que você se encontra. Não espere compaixão de mim, muito menos uma
    corda, que você vai usar pra se amarrar de qualquer jeito.

    Até lá eu me acomodo em suas entranhas e espero até o momento
    oportuno para me juntar à rebelião.


    Ou até o monstrinho sentir fome. O que vier primeiro.
  • Silvio  09/10/2014 05:47
    Ahn, muito foi dito e acredito que o sentido de meu primeiro comentário se perdeu. Meu comentário foi em resposta ao anônimo, que também é (ou era) funcionário público. Queria tentar consolá-lo ao sinalizar que ele não está só nessa situação contraditória. Minha intenção naquele comentário não era exatamente usar esse espaço para chorar meus problemas, mas sim a de buscar uma forma de diminuir a sua dor, afinal, uma dor é sempre menor quando compartilhada. E também porque, não sei se você é ou já foi funcionário público, mas a coisa mais rara é achar um par que tenha a real consciência de sua condição nefasta. Via de regra, o funcionário público é um ser que se acha acima dos outros porque passou num concurso, acredita que sem seu trabalho vil o país pára (quando é exatamente o contrário) e se sente eternamente injustiçado porque o pessoal do Poder X ou do órgão Y ganha mais. Acredite, é um raro e imenso alívio encontrar pessoas dentro do estado que sabem que este sequer deveria existir.

    Sobre a sua compaixão, eu nunca a pedi, então não se preocupe em externar a sua rejeição. Afinal, sou adulto e convivo (mal, confesso, mas convivo) com minhas escolhas.

    Além disso, não vejo ainda a lógica de sua afirmação segundo a qual crio e vivo numa ilusão. Acho que já deixei bem clara a minha percepção da completa desnecessidade e nocividade do estado e, conseqüentemente, da minha própria desnecessidade e nocividade como ser humano. Não sei como deixar isso mais claro. Não quero que ninguém me diga "não é bem assim", "não seja duro consigo mesmo" e outras mentiras piedosas do tipo. Inclusive tive a decência de não usar esse expediente com o anônimo, até porque não gosto de insultar a inteligência dos outros.

    Ademais, quero que isso fique bem claro, rejeito completamente suas saídas "coerentes", pois essas sim não passam de ilusão. Não sei como "sossegar e aceitar a grana" pode ser tido como algo minimamente aceitável. É como dizer ao ladrão de bancos "relaxa e curta o produto de seu roubo, afinal, os bancos ganham muito dinheiro de forma injusta em cima de seus clientes, muitos dos quais são otários e até acham certo pagar taxas e mais taxas...". Isso não é uma opção, é um completo absurdo.

    A sua segunda saída também é inaceitável. Pergunto novamente: qual o sentido de ser livre num mundo de escravos? Aqui se teria duas opções: demito-me e viro hippie ou demito-me e vou para a iniciativa privada.

    Se viro hippie, rejeito a minha condição de ser humano e passo a viver como um animal irracional qualquer. Isso para mim não é sequer uma opção. Apesar dos pesares, sou um ser humano e jamais vou rejeitar essa condição, até porque rejeitar minha humanidade já seria passar um atestado de demência.

    Se vou trabalhar para a iniciativa privada, continuo do mesmo modo trabalhando em prol do estado, seja em virtude dos tributos recolhidos, seja pela prestação de serviços em benefício a esse ente. Ademais, como disse antes, mesmo que eu fosse para a iniciativa privada e fosse bem sucedido, não encontraria paz de espírito, pois, além de eu constituir numa valiosa fonte de recursos para a manutenção do estado, ainda seria considerado um pária, alguém que deve ser sempre chutado e cuspido para jamais se esquecer de seu lugar. E jamais podemos nos esquecer de que vivemos num regime fascista, ou seja, num regime em que o estado tem amplíssimo controle sobre a economia, de modo que, de um jeito ou de outro, somos todos seus empregados. O estado realmente ferrou muito a iniciativa privada.

    Não sei se me fiz claro, mas não quero trabalhar nem diretamente nem indiretamente para o estado. Quero ver é seu completo fim. Isso me faria feliz. Isso me deixaria em paz. Veja bem, não me preocupo se as saídas que você ofereceu sejam fáceis ou difíceis. Não me preocupo com isso, pois, não sei se percebeu, a vida é difícil para todos, independentemente do rumo que tomamos. O que estou querendo indicar é que suas pretensas soluções não têm qualquer lógica, parecem até as propostas do pessoal da esquerda.

    Repito: ou se acaba a escravidão de uma vez por todas ou não há saída moralmente (e logicamente, acrescento) aceitável.
  • Eduardo Bellani  11/10/2014 21:36
    Ademais, quero que isso fique bem claro, rejeito completamente suas
    saídas "coerentes", pois essas sim não passam de ilusão. Não sei como
    "sossegar e aceitar a grana" pode ser tido como algo minimamente
    aceitável. É como dizer ao ladrão de bancos "relaxa e curta o produto
    de seu roubo, afinal, os bancos ganham muito dinheiro de forma injusta
    em cima de seus clientes, muitos dos quais são otários e até acham
    certo pagar taxas e mais taxas...". Isso não é uma opção, é um
    completo absurdo.


    A posição do ladrão é uma posição coerente. Ele entende que através de
    sua força ele retira o dos outros e entrega a si. Não disfarça sua
    condição, e vive de acordo com esse imperativo, aceitando o fato que,
    se for pego, será castigado. Então, vejo como completamente aceitável
    o funça ficar de boa com sua grana sabendo da sua origem. Cabe a você
    aceitar isso ou não. Lembrando, toda idéia tem consequências.

    A sua segunda saída também é inaceitável. Pergunto novamente: qual o
    sentido de ser livre num mundo de escravos?


    Qual o sentido da sua vida? Você escolhe esse sentido, ou outra pessoa
    escolherá por você.

    demito-me e viro hippie ou demito-me e vou para a iniciativa
    privada.


    Demita-se e sejo você mesmo. É o imperativo do egoísta consoante.

    Se vou trabalhar para a iniciativa privada, continuo do mesmo modo
    trabalhando em prol do estado, seja em virtude dos tributos
    recolhidos, seja pela prestação de serviços em benefício a esse
    ente. Ademais, como disse antes, mesmo que eu fosse para a iniciativa
    privada e fosse bem sucedido, não encontraria paz de espírito, pois,
    além de eu constituir numa valiosa fonte de recursos para a manutenção
    do estado, ainda seria considerado um pária, alguém que deve ser
    sempre chutado e cuspido para jamais se esquecer de seu lugar. E
    jamais podemos nos esquecer de que vivemos num regime fascista, ou
    seja, num regime em que o estado tem amplíssimo controle sobre a
    economia, de modo que, de um jeito ou de outro, somos todos seus
    empregados. O estado realmente ferrou muito a iniciativa privada.


    Quando você é assaltado, você trabalha pro assaltante? Óbviamente que
    esse termo não se aplica. O que acontece é que ele é mais forte e
    esperto que você, ao menos naquele momento. Reconheça isso e torne-se
    mais forte e esperto que o estado.

    Não sei se me fiz claro, mas não quero trabalhar nem diretamente nem
    indiretamente para o estado.


    E por isso você continua a ser funça?

    O que estou querendo indicar é que suas pretensas soluções não têm
    qualquer lógica, parecem até as propostas do pessoal da esquerda.


    Não vi sequer uma demonstração de erro lógico nos seus
    apontamentos. Vi é um apelo a emoção travestido de argumento. Seu
    argumento tem a mesma estrutura lógica do argumento a seguir:

    "Enquanto o crime não acabar, não vou comprar uma arma pra me
    defender. Qual o sentido de poder me defender, se ainda existe a
    possibilidade de ser assaltado?"

    E já é o segundo que acha que sou esquerdista, que comédia. Apenas
    demonstro a incoerência de alguns comentaristas, em geral buscando por
    adversários intelectuais com quem eu possa lutar. Busco isso aqui no
    Mises por quê a internet brasileira é composta em geral por
    socialistas, e em geral bater em socialista é que nem bater em
    retardado, não tem graça.

    "Na verdade tenho-me rido amiúde dos fracos que se julgam bons por
    terem as patas tolhidas!" - Nietzsche
  • anônimo  12/10/2014 08:57
    'Então, vejo como completamente aceitável
    o funça ficar de boa com sua grana sabendo da sua origem. '


    Algumas pessoas tem consciência, outras não.
  • Wande  30/09/2016 12:53
    Divulgue as ideias e já estará contribuindo muito!
  • KikoBsb  30/09/2016 18:08
    Amigo, sinto-me exatamente como você. Descobri a Escola Austríaca quando, ao trabalhar como professor em 2 faculdades privadas, e tendo meu salário (do serviço público) somado ao das instituições de ensino, passei a pagar valores muito altos de imposto de renda. Cheguei a ter algumas crises de gastrite por conta disso e um belo dia, em 2014, li um artigo desta página e o texto era sobre o roubo dos que produzem para manter os funcionários públicos/obras/projetos/mordomias do nosso grande irmão (e sócio indesejável).
    Passei a devorar as leituras daqui. Baixei alguns livros sobre economia, Bitcoin, O Que O Governo Fez Com o Nosso Dinheiro e os li. Passei a ouvir, religiosamente, os podcasts. Li também O Caminho da Servidão, A Mentalidade Anticapitalista... Para conhecer melhor o inimigo eu li O Capital, Manifesto Comunista... Enfim... a cada leitura, sinto-me cada vez mais desconcertado comigo mesmo, porque, há 20 anos atrás, escolhi trabalhar para o estado, afinal, julgava ser o melhor patrão. Não sei até que ponto estou agindo com hipocrisia, mas procuro, sempre que posso (desde fila de supermercado quando alguém dá uma brecha e reclama de imposto ou de preços até aqui no meu local de trabalho) falar, comentar, mostrar a visão verdadeira da forma como vivemos explorados pelo paquidérmico estado brasileiro. Ao menos, posso me orgulhar de dizer que após 'doutrinações' aqui e acolá, pelo menos 3 colegas estão sempre lendo e admiram cada dia mais a teoria da EA.

    Outro dia, li um comentário aqui dizendo que há uns 5 anos atrás, este site recebia picos de cerca de 500 acessos simultâneos... Hoje, passam de 25.000!!! Vendo isso, só posso lembrar de duas passagens bíblicas: "Coloqueis o candeeiro sobre o alqueire" e "conhecereis a verdade e ela vos libertará".

    Viva Mises!
  • william  24/08/2012 15:42
    pseudo-economistas vem e vão, mas Mises é eterno!
  • Erick V.  01/10/2014 13:05
    Cá entre nós, a imagem que acompanha o artigo dá a impressão de que um raio privatizador está saindo dos olhos de Mises.
  • Felipe  01/10/2014 13:10
    Descobri mises no final da faculdade, sozinho procurando um assunto na internet e acabo encontrando o instituto von mises.

    Desde então estou reaprendendo economia, descobri que os 4 anos que tive de economia nem 5% se salva.

    O único porém é se ver quase sozinho num mundo de estadista.
  • sandro lima  03/10/2014 06:11
    4 anos de economia e nem 5% se salva é realmente dureza é o mesmo que fazer terapia intensiva para caminhar novamente.
    Nada mais justo do que dar meus parabéns a você, porque no meu modo de ver, faculdade serve para te dar um rumo, para onde? só você quem pode escolher.
  • karim Guimarães  01/10/2014 14:41
    Após ler esse artigo minha admiração por Mises aumentou muito mais. Estudei a vida toda em colégio público e tenho vontade de fazer um curso superior em economia, gostaria de saber se no Brasil vale a pena prestar esse curso ou seria melhor dedicar aos estudos das obras de Mises?
  • Felipe  01/10/2014 15:32
    Depende da sua pretenção.

    É bom ter no currículo uma graduação em economia, tanto para o mercado de trabalho ou caso você queria postar artigos sobre economia.

    é também importante para sua base, e saber como os economistas em gerais pensam


    Bom mackenzie, Puc, FGV, e todas as federais você irá aprender de Marx a Keynes, irá estudar suas teorias pelo menos umas 5 vezes durante a faculdade, alguns professores irão apresentar a escola monetária como a escola liberal e se tiver sorte um professor irá citar sobre a escola austríaca, mas bem superficialmente.

    Durante a sua graduação você ira ouvir inúmeros elogios a Keynes, dependendo do professor até Marx você irá ouvir bem, um ou outro irá fala bem sobre Friedman.

    Mas não espere nenhum professor que irá defender o pensamento da escola austríaca, logo sua leitura sobre mises não deve parar.

  • Gabriel  01/10/2014 14:47
    Faço direito e admito que minha função é basicamente analisar o emaranhado complexo de normas criadas pelo burocratas, e o pior é que eu gosto disso.

    Mas na parte de economia passei a ter um interesse muito grande depois que vi um video "money as debit" a uns 2 anos, e depois procurando pelo sistema bancário de reservas fracionárias cheguei ao IMB.

    Os textos claros e a lógica consistente são a característica do pensamento de Mises, aliás eu que nunca fui metido a economista consegui compreender bem a lógica de como o sistema funciona atualmente. É bem verdade que a maioria das pessoas tem até mesmo medo da aplicação dos pensamentos defendidos por Mises, enfim após conhecer este site virei mais um seguidor das teorias da escola austríaca de economia, apesar cursar direito aprendi muito com o site.
  • Henrique  01/10/2014 20:20
    Leandro, o que tem a nos dizer sobre o fato de que a austeridade aparentemente não está funcionando na Zona do Euro?

    Valeu!
  • Leandro  01/10/2014 20:41
    Opa, é só ler os dois artigos que escrevi especificamente a respeito deste assunto, bem como mais três outros que há neste site.

    Comece por este, para entender as origens de tudo:

    Explicando a recessão europeia

    Depois leia este, para entender o que é uma genuína austeridade:

    Os quatro tipos de austeridade - por que o governo cortar gastos é positivo para a economia

    Depois, finalmente, leia estes três, para entender no que realmente consiste essa "austeridade europeia" de que tanto falam.

    O mito da austeridade europeia

    Os três tipos de austeridade

    Quando é do interesse de ideólogos, a Alemanha vira keynesiana


    De nada!

    P.S.: Da próxima, favor postar essas dúvidas em artigos de temas relacionados. Questão de organização. Agradecido.
  • Henrique  02/10/2014 07:26
    Leandro, se os números são tão óbvios, por que a imprensa e os economistas não se cansam de falar em "austeridade" na Europa? É ingenuidade ou desonestidade?

  • Leandro  02/10/2014 08:39
    Ignorância econômica.
  • Pobre Paulista  02/10/2014 13:15
    Toda a mídia, incluindo seus economistas e comentaristas políticos, trabalham em prol da manutenção do status quo, pois é daí que vem sua renda. Para eles pouco importa se a informação é correta ou não, só importa se ela os manterá no poder.
  • Henrique  02/10/2014 15:28
    É muito estranho! Olhem esse gráfico divulgado pelo comitê europeu publicado no site da Bloomberg:

    www.bloombergview.com/articles/2014-08-19/european-austerity-is-a-myth

    Os próprios governos estão dizendo que aumentaram os gastos em relação ao PIB! Como que vem alguém e diz que isso é austeridade? Só pode ser desonestidade!
  • Henrique  04/10/2014 21:41
    Como dois ganhadores do Prêmio Nobel, como o Krugman e o Stiglitz, olham para estes dados divulgados pelos próprios países europeus e ainda chamam isso de austeridade???
  • Pedrox  01/10/2014 22:00
    Nossa, fico até emocionado com essa história. Confesso que não conhecia alguns pormenores da vida do icônico Mises.

    Abraços.
  • anônimo  02/10/2014 01:07
    Que bom que não foi compreendido na sua época. Temos um tesouro que foi descoberto e está pronto e ainda fresco para enriquecer nossas relações.

    Este senhor modificou meu modo de ver as coisas.

    Muito, muito grato Mises!
  • Manoel de Arruda  02/10/2014 04:43
    Excelente artigo!

    Adoraria ver essa história inspiradora num filme.
  • joao inocencio jr  02/10/2014 04:44
    De fato, alguém com valor defende a sua teoria, mesmo que ganhe mal ou pouco, tenho certeza que ele viveu uma vida digna, diferente do Sr. Paul Krugmann, que representa a esquerda caviar e fala o que lhe pagam para falar. Sabe o que é errado, sabe que o Sistema girará de acordo com a oligarquia dominante, o consumidor é lesado, enfim, todas as desgraças que já conhecemos são ditas e ganham nobel por isso, parabéns senhor Krugman, pelo desserviço, e tenho certeza que o diabo terá um quarto para você.
  • João Girardi  02/10/2014 18:42
    Sobre a questão do legado e da coragem moral. Eu acho que se pudesse organizar um debate entre dois intelectuais, seria entre Mises e Ortega y Gasset, com certeza teriam muito o que discutir.
  • sandro lima  03/10/2014 06:20
    Realmente uma vida muito dura. Devoto de suas convicções, pouquíssimas pessoas perseveram e não se desvirtuam de suas ideias.
    Não é a toa e nem por acaso que entrou para a história, mas o que mais me espanta,
    é que, foi tratado como pária depois de muito custo conseguiu algum tipo de reconhecimento.
    E não foi o único a sofrer desse mal, outros intelectuais de outros campos também sofreram com isso.
  • Emerson Luis, um Psicologo  19/10/2014 15:29

    Mises sofreu muitos reveses, mas foi um defensor do liberalismo. Em contraste, muitos defensores do socialismo sempre usufruíram todo o conforto que apenas o capitalismo pode oferecer.

    * * *
  • Maverique  30/09/2015 02:16
    Buenas tchê!!! Valeu pelo artigo, foi muito interessante saber um pouco da história deste homem. Eu mesmo entrei nesse site meio que por acaso, acho que estava tentando entender como pensava um liberal. A curiosidade foi suscitada porque havia lido alguns livros de empreendedorismo e claro tais ideias não combinam nem um pouco com o pensamento socialista (até então o que eu entendia sobre) coisas que até concordava, mas já tinha minha ponta de dúvida. Por exemplo: "Cara essa porra não funciona".
    Li um artigo, li outro e não parei mais, por incrível que pareça a coisa começa a desanuviar e realmente é um ideal que tu quer abraçar, que tu concorda. Tanto que antes de começar a ler os artigos aqui, não tinha muito pouco interesse em conhecer economia, e agora quanto mais aprendo mais interessante se torna. Já que é um leque de enorme de informações, teorias e vertentes de pensamento, bem diferente do pensamento socialista que parece que segue a mesma métrica sempre, mesmo discurso, o que com o tempo me pareceu um sistema de doutrina.
    Com certeza vou continuar assíduo aqui aprendendo cada vez mais.
  • CARVAMR  29/10/2015 23:06
    Desde a crise de 2008 comecei me interessar muito pela Escola Austríaca, a ponto de meus princípios e entendimentos mudarem de forma sem precedentes. Sai da iniciativa público - privado e não me arrependo nunca, em ter ido empreender.
    Diante de uma micro empresa realmente não é fácil, pois de tudo q produzo o governo fica com 35% e eu com 28. Mesmo assim a satisfação é incomparável. Aos 33 anos há muita experiência a ser vivida e eventualmente mais prosperidade. Assíduo da EA passei de devedor para pequeno investidor. Em suma,eu vi a luz no final do túnel, e agora não consigo se quer passar um dia sem ler um artigo como este. Obrigado EA e a mim mesmo que me dei a oportunidade! Abs
  • Viking  29/09/2016 15:55
    um salve a Ludwig Von Mises!!!
  • Renan Merlin  29/09/2016 16:05
    Nos anos 30 o presidente americano Roswell proibiu a posse do ouro, isso um dia não pode ocorrer o mesmo com o Bitcoin?
  • Igor  29/09/2016 16:12
    Já li outros artigos sobre a história de L. V. Mises e é extraordinário.

    Aproveito para destacar um trecho do texto que resume bem o legado dele:

    Suas obras roubadas ficaram em Moscou e nunca foram descobertas por nenhum economista ocidental até a década de 1980. O que foi uma grande ironia: economistas ocidentais não sabiam quem era Mises, mas os economistas soviéticos sim.



  • tales  29/09/2016 19:52
    História inspiradora. Daquelas em que o sujeito, já em outro plano, dá um sorrisinho discreto e diz "bem que eu avisei".

    Aproveito o papo sobre manter-se firme em seus princípios para tentar dirimir uma angústia que sempre me toma em tempos de eleições.
    Há, basicamente, quatro posturas a se tomar quando chega este momento bizarro.

    1- ignorar solenemente o pleito, e arcar com as possíveis consequências legais que isso possa acarretar.
    2- justificar o não comparecimento ao órgão competente
    3- Ir votar, e anular o voto.
    4- ir votar e escolher aqueles burocratas que possivelmente irão atrapalhar menos a sua vida e a das demais pessoas

    Confesso que já fiz o 1, por princípio, e acabei tendo alguma dor de cabeça para resolver os problemas que isso me causou posteriormente, e também já fiz o 2 e o 3. Acontece que sempre que opto por essas duas posturas, me dá um sentimento de culpa enorme quando vejo a tragédia que um grupo político pode causar na vida de um país inteiro, e eu não tentei impedir por meio do voto.

    Nestas eleições, penso em adotar um certo pragmatismo e adotar a postura nº 4. Há algo na postura libertária que desabone essa, digamos, escolha?

    No mais, como agem nesse momento, senhores?
  • Igor  29/09/2016 20:07
    Libertários não são contra pleitos eleitorais. Anarco-capitalistas é que não reconhecem a "autoridade" estatal.

    Sou um liberal clássico e irei votar. Simples.
  • Adelson Paulo  29/09/2016 21:27
    Acompanho atentamente a política, e voto em todas as eleições. É como a polícia e os presídios, um mal necessário.
  • Pobre Paulista  30/09/2016 00:52
    1. Nenhum mal é necessário, por definição.

    2. Você não é culpado de nada, e se você se sente assim, parabéns, os políticos venceram.

    3. A solução de melhor custo/benefício é ir à urna, digitar 99, confirma e pronto.

    (Tem uma mais interessante que envolve levar ímãs à cabine de votação mas vc pode acabar encrencado)

    4. Não se preocupe em resolver problemas que não estão ao seu alcance. Você não é dono do mundo, nem do "Brasil", para ter algum tipo de responsabilidade para com ele. Cuide bem de seus pertences e sua família e esqueça os políticos.
  • KikoBsb  30/09/2016 18:42
    Nas eleições de 2014 eu fiz igual a você (opção 1). kkkkkkkkk Fiquei p... comigo mesmo por isso.

    Então, optei pela 4 doravante. Querer que algo mude e ficar aguardando que 'as pessoas tomem consciência' é muito cômodo (pra mim) e ao mesmo tempo, broxante no sentido de apenas lavar as mãos e deixar gente do naipe da anterior presidANTA (des)governar o país. Portanto, acredito que saída, por hora, é buscar candidatos que têm o mínimo de empatia em termos de ideias que visem a redução da ação do estado em nossas vidas.
  • Mais Mises...  30/09/2016 18:46
    Não é à toa que o meu nickname aqui é o do nosso aniversariante. Depois de Jesus Cristo, virei um fã incondicional e apaixonado por esse austríaco. Que Deus o tenha seja onde for essa tal de eternidade, pois colocou luz bem no meio da escuridão, e aos poucos, essa luz vai ficando com brilho maior.

    Obrigado IMB por partilhar mais um pouco da história de Mises.
  • El Shaarawy  30/09/2016 00:03
    Se não fosse esta ferramenta(a internet),provavelmente a maioria de nós(senão todos),não conheceria a história de Mises.

    Deixo aqui uma nota de agradecimento do IMB por compartilhar tanto conhecimento conosco.

    Obrigado.
  • Gabriel Caetano  30/09/2016 03:03
    Pessoal sei que o lugar não é o mais apropriado para comentar isso é aqi.Porem algo me deixou com uma pulga atrás da orelha.Estavo lendo a CNN e deparei com uma notícia de como a China esta comprando muitos burros os preços do países vendedores( A maioria são pobres)Esta tendo uma alta inflacionária.Alguém poderia me dizer cono o livre mercado atuará nesse caso,pensei é não vi nenhuma solução,a prorpia cnn diz que a falta de regulamentação é o problema.Valeu

    www.cnn.com/2016/09/29/africa/china-african-donkeys/
  • Erick  30/09/2016 15:38
    Amigos,

    O que dizer para alguém que ainda acha que se for eleito um prefeito "HONESTO", que "não roube", que "ACABE COM CORRUPÇÃO" ia ter dinheiro pra prefeitura fazer tudo (transporte, educação, saude, lazer, saneamento etc)? Porque dizem que "tem dinheiro! É só acabar com a corrupção"
  • Bode  30/09/2016 19:06
    Mises teve a perspicácia de um físico teórico, comparável a Newton ou Einstein, ao interpretar os fenômenos da economia. Conseguiu perscrutar com visão arguta a pletora de variáveis que se apresentam a quem se aventura nessa senda, extraiu a essência e nos apresentou com clareza absoluta.
  • Maurício  25/03/2017 12:10
    Mises é exemplo de um grande profissional e pessoa a ser seguido. Além do alto nível intelectual que ele tinha, conseguiu compartilhar seus conhecimentos econômicos e filosóficos com os princípios de liberdade econômica que jamais abandonou.

    Inspirador!


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