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Entendendo a genial constatação de Hayek em São Paulo
Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo

Se há algo de que nunca me canso e do qual não abro mão é olhar por horas a fio da janela de um avião. Por toda a história da humanidade até praticamente anteontem, nenhum ser humano podia ver o mundo desta perspectiva. As pessoas podiam, no máximo, subir ao topo das montanhas e ver alguns vales logo abaixo. Mas ver toda aquela diversidade de cenários se alternando logo abaixo de si era um privilégio exclusivo dos pássaros e de Deus.  

E então, aproximadamente 100 anos atrás, esta realidade mudou e passamos a poder vivenciar aquilo que nunca havíamos realmente experimentado diretamente.

Mas não é a visão da natureza em estado puro o que me fascina. São as metrópoles. São as pequenas cidades. São as luzes. São aquelas vastas terras cultivadas pela agricultura. É ver aquela aparente regularidade e ordem gerada pela civilização humana, algo que não foi planejado por nenhum comitê superior, mas que foi surgindo espontaneamente, aos poucos, por meio da criação da mente humana. Tudo o que vemos concretizado hoje foi apenas uma ideia ontem, e passou a existir por meio da ação de indivíduos.

Não obstante toda a pretensão dos governos, toda a arrogância de seus funcionários e toda a mentalidade centralizadora e planejadora de seus burocratas, tudo aquilo que você vê da janela de um avião é, em sua pura essência, resultado de uma anarquia ordeira, a evidência do que milhões de unidades de explosiva criatividade (também conhecidas como 'pessoas') são capazes de construir quando passam a interagir e cooperar entre si em busca da realização de seu interesse próprio.

É igualmente intrigante observar, ao se fazer um voo continental — seja nos EUA, seja no Brasil ou seja na Europa —, a imensa quantidade de terras desabitadas que ainda existe no mundo, o que deixaria qualquer um estupefato ao ouvir a conversa de que o mundo está 'excessivamente povoado' ou de que estamos 'ficando sem espaço'.  

Sob as condições adequadas, a população mundial poderia mais do que decuplicar, ocupar todo este espaço e ainda assim sobraria muito ar respirável. Ah, sim, lembra-se daquela conversa, muito recorrente alguns anos atrás, de que estávamos ficando sem lugar para fazer aterros sanitários? Quanta besteira.

Mas isso não é tudo que podemos constatar quando passamos a usufruir a mesma visão dos pássaros. Há uma cena no filme O Terceiro Homem, de 1949, rodado em Viena após a Segunda Guerra Mundial, em que o criminoso Harry Lime, interpretado por Orson Welles, e o escritor Holly Martins, interpretado por Joseph Cotten, estão no topo de uma roda-gigante. Eles olham para baixo e Holly pergunta a Harry se ele já havia visto pelo menos uma de suas vítimas. Harry responde:

Vítimas? Não seja melodramático. Olhe para baixo. Veja todas aquelas pessoas. Agora diga-me: você realmente sentiria qualquer tipo de compaixão caso um daqueles pontos parasse de se mover para sempre?Se eu oferecesse a você 20 mil libras para cada ponto que parasse de se mover, será que você, meu velho, realmente iria me mandar ficar com o dinheiro? Ou você apenas calcularia quantos pontos você se daria ao luxo de poupar?

A alusão a como os pilotos de aviões de combate veem o mundo certamente era algo impossível de não ser imaginado naqueles dias após a guerra. As pessoas eram apenas pontos vistos lá de cima, coisas tão valiosas quanto as formigas que rotineiramente esmagamos com nossos pés quando andamos sobre um gramado qualquer.

E é exatamente assim que o estado nos enxerga. O estado é uma ave predadora constantemente olhando para baixo, e o que ele vê não são vidas prósperas e preciosas, mas apenas pontos que podem ser controlados, manipulados, devorados ou liberados para se moverem estritamente da maneira que ele aprova. O estado se imagina o senhor e mestre de todas as coisas abaixo dele; porém, por não possuir a capacidade de realmente fazer com que coisas bonitas sejam criadas, ele apenas se concentra em seu poder de destruir, sem nenhuma demonstração de clemência.

O grande desafio da liberdade é saber olhar o mundo lá de cima, não como uma ave predatória, mas sim com a reverência e estupefação que sentimos como passageiros quando olhamos da janela de um avião. Devemos ver e apreciar a impressionante e valiosa complexidade do nosso mundo, uma ordem que pode ser observada mas que jamais pode ser controlada desde o topo.

É assim que imagino como F.A. Hayek via o mundo quando ele escreveu seu famoso artigo "O Uso do Conhecimento na Sociedade", o qual foi publicado durante a guerra, em 1945.  Em sua visão, a ciência econômica havia sido radicalmente mal interpretada e mal explicada. A economia não era algo que servia para explicar como melhor empregar recursos sociais. Ao contrário, disse ele, o problema da economia era descobrir um sistema que fizesse o melhor uso possível das várias formas de conhecimento que existem na mente de cada indivíduo. O conhecimento detido por cada indivíduo, conhecimento acerca do tempo e do espaço que o cerca, escreveu ele, é totalmente inacessível para os planejadores centrais:

O caráter peculiar do problema de uma ordem econômica racional se caracteriza justamente pelo fato de que o conhecimento das circunstâncias nas quais precisamos agir nunca existe de forma concentrada e integrada, mas apenas como pedaços dispersos de conhecimento incompleto e frequentemente contraditório, distribuído por diversos indivíduos independentes. 

O problema econômico da sociedade, portanto, não é meramente um problema de como alocar "dados" recursos — se por "dados" entendermos algo que esteja disponível a uma única mente que possa deliberadamente resolver o problema com base nessas informações. Em vez disso, o problema é como garantir que qualquer membro da sociedade fará o melhor uso dos recursos conhecidos, para fins cuja importância relativa apenas estes indivíduos conhecem. Ou, para dizê-lo sucintamente, o problema é o da utilização de um conhecimento que não está disponível a ninguém em sua totalidade.

Olhando de cima, portanto, podemos apenas ver e apreciar as coisas, mas não podemos realmente apreender e dominar todos os dados que fazem com que a ordem social se desenvolva da maneira como vemos. Se não podemos saber completamente o que impulsiona e conduz cada escolha individual, cada ação humana, então certamente não podemos substituir a vontade e os planos de cada indivíduo pela vontade de agentes planejadores e esperar resultados melhores.  Isto seria de uma presunção indescritível.

Tenho de admitir que demorei anos para ser capaz de compreender totalmente e valorizar adequadamente esta magistral constatação de Hayek. Mesmo após ler seu artigo mais de 100 vezes, a essência desta descoberta de Hayek ainda me escapava em alguns detalhes.

sky.sp.jpgMas tudo mudou quando fui a São Paulo, Brasil. Lá, vivenciei uma extraordinária experiência que me ajudou a finalmente cristalizar o raciocínio de Hayek. Fui ao topo de um prédio alto encravado no meio da cidade.  Lá em cima havia um bar muito elegante chamado Skye, de onde era possível vislumbrar a cidade de todas as direções. Para onde quer que você olhasse, havia prédios por todos os lados. Você podia girar em círculos e tudo o que você iria ver era a mais pura evidência do trabalho humano em seu constante esforço para criar e sustentar vidas.

Existem aproximadamente 20 milhões de pessoas em São Paulo. Mas, olhando tudo de cima, a impressão que se tem é que cinco Nova Yorks foram comprimidas e jogadas ali. Não parece haver um centro específico na cidade. As construções se espalham em um contínuo de tal forma que é impossível para a mente humana compreender como tudo aquilo pode funcionar. A única coisa que você pode realmente fazer é apenas ficar parado, admirando em total estupefação toda aquela visão. Foi exatamente isso que eu e meus amigos do Mises Brasil fizemos.

O Brasil possui um estado socialista, mas, assim como todos os atuais estados socialistas, o governo brasileiro pode apenas fingir que está fazendo o que alega estar fazendo. Em vez de inspirar coisas novas e permitir a criação de mais coisas maravilhosas, o estado apenas se intromete e fica no meio do caminho, impedindo ou dificultando empreendimentos por meio de suas intrusivas regulamentações e sua espoliativa tributação. Como todos os estados, o governo brasileiro é apenas um sumidouro de produtividade e de riqueza da sociedade. Sua contribuição para a geração de riqueza é nula, para não dizer negativa.

De alguma maneira, tudo isto se tornou translúcido para mim, como nunca antes, no momento em que tive esta visão de São Paulo do alto do Skye. É o supra-sumo da arrogância que um grupo de burocratas queira se pretender capaz de controlar um lugar como este. Os mercados negro e cinza prosperam à luz do dia. Bens cuja venda não é autorizada pelo governo são transacionados abertamente, definindo sua própria vida. A espontaneidade prevalece. Toda a cidade é gloriosamente rebelde aos ditames do estado, e é exatamente isto o que a torna tão sensacional.

Sim, existe planejamento. Muito planejamento. Indivíduos planejam suas vidas. Empresas planejam sua produção. Consumidores planejam suas compras. Mas o governo não planeja nada. Ele apenas interfere, vive às expensas da riqueza alheia e arruma desculpas para justificar tal comportamento parasítico.

É exatamente como disse Hayek: "Não está em discussão se se deve planejar ou não, mas sim se o planejamento deve ser feito de forma centralizada, por uma autoridade única para todo o sistema econômico, ou se ele deve ser dividido entre vários indivíduos."

Enquanto eu estava no topo daquele prédio, mesmerizado pela visão e tentando imaginar e compreender toda aquela vastidão de São Paulo, um casal começou a se beijar na minha frente, bloqueando minha visão. Eles se abraçavam afetuosamente. E demoradamente. Quem eram aquelas pessoas? Há quanto tempo elas se conheciam? Quem entre os dois sentia uma maior afeição pelo outro? A que esta demonstração pública de afeto levaria? Isso seria algo de apenas uma noite ou geraria laços para toda uma vida?

Eu não tinha nenhuma ideia das respostas, e jamais sequer sonharia em interferir naquela relação. Somente aquelas duas pessoas podem e sabem como moldar suas vidas, aprender com seus erros e tudo mais. E elas eram apenas duas pessoas entre as 20 milhões que vivem na cidade. E estas 20 milhões são apenas 10% da população do Brasil. E o Brasil possui apenas 3% de toda a população do mundo. E cada indivíduo deste mundo possui uma mente própria e exclusiva.  Graças a Deus por isto. E, de alguma forma, tudo funciona.

Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo.

 

22 votos


  • Angelo T.  06/06/2012 07:20
    Inspirador.
  • Thiago  07/02/2017 13:38
    Ok, mas não acho que é o caso de demonizar o Estado ou o Governo. Talvez questionar os seus limites e excessos, mas todo corpo precisa de uma cabeça, não? Pode ser mais cabeça mais liberal ou não; uma cabeça íntegra ou uma em constante conflito. Mas invalidar o Estado por princípio me parece descabido. E por que não invalidar qualquer outro centro de decisão? As pessoas criam regras, as famílias criam regras, associações criam regras e isso é legítimo. O Estado é uma associação entre tantas outras, ainda que com peculiaridades talvez necessárias.
    "É o supra-sumo da arrogância que um grupo de burocratas queira se pretender capaz de controlar um lugar como este."
    Diria que o princípio não é o controle, mas alguma organização racional.
    "Sim, existe planejamento. Muito planejamento. Indivíduos planejam suas vidas. Empresas planejam sua produção. Consumidores planejam suas compras. Mas o governo não planeja nada. Ele apenas interfere, vive às expensas da riqueza alheia e arruma desculpas para justificar tal comportamento parasítico."
    Esse trecho é exagerado. Acho que faltou precisão e maior ponderação para algo mais construtivo e interessante.
  • Henrique  06/06/2012 07:21
    Genial.
  • Djalma  06/06/2012 07:25
    Que artigo bonito!!!
  •   06/06/2012 07:28
    Magnífico.
  • Julio dos Santos  06/06/2012 07:40
    Bravo!
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  06/06/2012 07:42
    Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo.

    Amém.
  • Marcio Alves  06/06/2012 07:51
    Estupendo!

    (Vejamos quantos adjetivos podem ser usados para descrever este artigo...rsrs)
  • anônimo  06/06/2012 08:02
    Este artigo me fez lembrar de Ayn Rand:

    "O horizonte de Nova Iorque é um monumento de um esplendor a que nenhuma pirâmide ou palácio poderá se igualar. Mas os arranha-céus não foram construídos com fundos públicos, nem com um propósito público: foram construídos por pessoas comuns visando o lucro pessoal."
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  06/06/2012 08:34
    Em Nova Iorque mesmo, numa placa na Estátua da Liberdade, pode-se ler o soneto The New Colossus:
    "(...) Give me your tired, your poor,
    Your huddled masses yearning to breathe free,
    The wretched refuse of your teeming shore.
    Send these, the homeless, tempest-tost to me,
    I lift my lamp beside the golden door!"
  • Matheus T. Lopes  06/06/2012 08:03
    Tocante este texto, vindo de alguém "de fora". Foi postado também noutro lugar?
  • Daniel Marchi  06/06/2012 08:15
    Em palestras e textos, é incrível a capacidade de Jeffrey Tucker de trazer emoção para os assuntos da liberdade.
  • Alan Denadary  06/06/2012 08:54
    O texto de Tucker é tão maravilhoso que chego a ficar triste quando me deparo com suas linhas finais e vejo que está perto do fim.

    Sinto suas palavras como um filete de luz que invade um cárcere.
  • Eduardo  06/06/2012 09:06
    Sensacional!
    O mundo precisa de mais pessoas com a sensibilidade do Jeffrey Tucker pra poderem admirar as conquistas humanas, a criação de riqueza, a prosperidade, o livre mercado, a ordem espontânea.

    E de menos pessoas que lutam contra a prosperidade e progresso e seus discursos de culpa, menos pessoas que não param pra pensar em toda a riqueza que têm graças a séculos de mercado e ainda assim querem ter direitos à tudo que é dos outros, e menos pessoas que querem controlar a vida alheia e tornar pessoas suas propriedades ou reduzí-las a meros peões pra joguinhos políticos.
  • Bernardo Santoro  06/06/2012 09:21
    Excelente
  • Camarada Friedman  06/06/2012 09:35
    Jeffrey Tucker é o cara!

    "Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo.

    Amém."
    [2]

    Fico feliz com a crescente quantidade de comentários em cada post!
    Da pra saber quantas visitas vcs recebem ? Tenho a impressão de que mais e mais libertários estão saindo do ninho!
    Daria pra fazer um tutorial tipo aquele Learn Austrian Economics do Tom Woods, não ?

    Eu sei que falta muito livro da lista... mas vcs tem algo parecido em mente ?
  • Henrique  06/06/2012 09:47
    Muito bom, pretendo até usar um bowtie na minha festa de formatura em homenagem ao Mr. Tucker!
    É fato também que vou usar a citação do Hayek na minha monografia!!
  • Carlos Eduardo  06/06/2012 09:52
    Texto GE-NI-AL.
  • Eduardo  06/06/2012 10:24
    Fantástico!
  • Nairon Taquita  06/06/2012 10:35
    Uau! Quando terminei de ler, senti algo magnífico.
  • Rafael Gomes  06/06/2012 11:11
    Insofismável.
  • Peterson Mota  06/06/2012 12:17
    Bateu uma saudade de São Paulo! Pra mim que moro na ilha da fantasia(Brasília), ir à Sampa é como respirar ar puro...por isso para mim, Tucker foi Memorável em suas palavras!
  • mauricio barbosa  06/06/2012 12:38
    Poesia também faz parte dos textos de Mises,graças a DEUS.Que Jeffrey Tucker continue brilhante como sempre.
  • Cláudia Mendonça Romanazzi  06/06/2012 13:32
    O Brasil NÃO possui um estado socialista, infelizmente.
  • Leandro  06/06/2012 14:09
    Mas tenho certeza de que você, coerente como todo socialista, já fez ou está fazendo sua parte para acelerar a revolução, certo, Cláudia? Você, tenho certeza, dorme com a porta da sua casa aberta para que qualquer pessoa possa usufruir qualquer um de seus bens. Sua geladeira, certamente, é de uso coletivo de todos os mendigos do seu bairro. Sua cama é compartilhada, em regime de rodízio, com sem-terras e sem-tetos, não duvido. Seu carro, todos sabem, é diariamente utilizado por bóias-frias que moram em locais distantes e não querem andar espremidos em paus-de-arara.

    E sua conta bancária? Como está indo a distribuição da sua renda para os necessitados? Se ainda houver alguns reais nela isso significa que você é uma socialista egoísta, uma vergonha para a causa. Cada real na sua conta é um bago de feijão a menos no estômago dos desvalidos. Pense nisso e corra já para o seu banco. Você pode acabar com a fome de muitos ainda hoje.

    Por fim, e este computador que você está utilizando? Ou é iPad? Ou seria iPhone? E a internet? Há tanto que você pode fazer imediatamente pela causa em vez de ficar se lamentado na propriedade dos outros...

    E isso porque estou partindo exclusivamente do princípio de que você quer apenas ofertar aos outros. De modo algum passaria pela minha cabeça a idéia de que você seria apenas uma invejosa raivosa que quer tomar os bens alheios para usufruto próprio.

    Nao perca mais tempo. Inicie hoje a revolução. Interessados e necessitados favor deixarem o número de suas contas-correntes aqui. A Cláudia, muito coerentemente, socializará ainda hoje as posses dela com vocês. Para vocês aprenderem a nunca mais falar mal de socialistas confessos...
  • José  10/06/2012 19:02
    Leandro, esse é o nível do seu argumento contra o socialismo ? Sem considerar a grosseria com a opinião alheia, se a pessoa não compartilhar a própria cama com miseráveis ou a comida da geladeira, não é um socialista coerente? É assim que você se comporta eventualmente numa discussão política na vida real? Qual o nível cultural das pessoas que você espera convencer com esse argumento ? Não creio que essa seja a melhor forma de criticar um ponto de vista, com tamanha deturbação, e de tão mal gosto e superficialidade. Por essas e outras o pensamento de esquerda no Brasil está nadando de braçadas e passa por cima de quem pensa diferente. Aliás, gostaria de aproveitar a oportunidade pra dizer que gosto muito do site, tem muitos conceitos e pontos de vista interessantes, embora não concorde com tudo que é aqui exposto. Percebo que o site congrega um público um tanto quanto fundamentalista, o que é uma pena e não deixa de ser uma incoerência com a própia proposta da escola austríaca, que tem todo o meu respeito. Penso que esse viés político dado a um tema inicialmente técnico apenas empobrece as discussões. Esse artigo também peca por ser caricato e ter nitidamente o interesse de manipular quem lê. O Estado, tão temido, também é feito de pessoas-formigas e é parte desse todo incontrolável referido no artigo, notadamente nos dias de hoje. Essa é minha opinião, e, acreditem, valorizo MUITO minha liberdade em fornecê-la e agradeço a oportunidade.
  • Leandro  11/06/2012 03:45
    "Leandro, esse é o nível do seu argumento contra o socialismo?"

    Em geral, não. Tudo depende do nível do interlocutor. Quando um interlocutor sério e disposto ao debate surge, recomendo este argumento contra o socialismo, apresentado ao mundo em 1920 e até hoje não refutado por ninguém.

    Já quando o "debatedor" é alguém de baixíssimo nível intelectual, como a esmagadora maioria dos socialistas que vêm espernear aqui, tal argumento por mim apresentado (e até agora não respondido) acaba sendo até elegante.

    "Sem considerar a grosseria com a opinião alheia",

    Grosseria é alguém defender a expropriação da propriedade alheia e a consequente escravização da população. Em suma, grosseria é ser socialista. Fui extremamente educado, pois limitei-me apenas a pedir coerência. Pedir coerência é ser grosseiro?

    "se a pessoa não compartilhar a própria cama com miseráveis ou a comida da geladeira, não é um socialista coerente?"

    Não, não é coerente. E qualquer pessoa com as sinapses em condições normais de funcionamento não deveria ter qualquer dificuldade para entender isso. Afinal, se o sujeito defende algo mas não age de acordo, ele não pode nem sequer ser cobrado? Imagine um professor de ética ser completamente antiético no dia a dia. Você, por confissão própria, defende tal postura.

    "É assim que você se comporta eventualmente numa discussão política na vida real?"

    Tudo depende do que o debatedor defende, é claro. O indivíduo que você está defendendo veio aqui se dizer a favor da escravização, do roubo e da tirania, e disse lamentar o fato de a sociedade não ser assim como ela sonha. E você está dizendo que tal pessoa tem o total direito de defender isso sem sequer ser importunada ou questionada. Ou seja, na sua concepção, qualquer um que defenda genocídio e campos de concentração não pode ser questionado em nada, pois isso demonstraria uma falta de 'finesse'. Tem de ser tratado com total delicadeza, como se tal pessoa possuísse apenas uma educadíssima discordância de você, quando na realidade ela quer lhe expropriar e mandar você para um campo de concentração.

    Pior do que totalitários são aqueles que protegem os totalitários.

    "Qual o nível cultural das pessoas que você espera convencer com esse argumento?"

    Pergunta mal formulada e de interpretação dúbia. Mas posso lhe garantir que convencer socialistas é algo que está completamente fora do meu escopo de atuação, pois não tenho o mínimo interesse em conviver com pessoas deste nível -- as quais, por definição, não possuem qualquer moral ou ética. Se você sente compaixão delas, tem toda a liberdade para tratá-las bem.

    "Não creio que essa seja a melhor forma de criticar um ponto de vista, com tamanha deturbação, e de tão mal gosto e superficialidade."

    Ou seja, o simples fato de pedir que socialistas ajam coerentemente e realmente pratiquem o que defendem é "deturpação", "mau gosto" e "superficialidade". Que tal, em vez de pedir moderação a quem pede explicações, pedir moderação a quem defende tais ideias anti-humanas e totalitárias?

    "Por essas e outras o pensamento de esquerda no Brasil está nadando de braçadas e passa por cima de quem pensa diferente."

    Exato. O pensamento de esquerda nada de braçadas no Brasil por causa de pessoas como você, que querem "moderação" contra defensores de tiranias. Óbvio que num cenário de frouxidão oposicionista como este, qualquer pensamento tirânico domina.

    "Percebo que o site congrega um público um tanto quanto fundamentalista, [blá-blá-blá] ... Esse artigo também peca por ser caricato e ter nitidamente o interesse de manipular quem lê. O Estado, tão temido, também é feito de pessoas-formigas e é parte desse todo incontrolável referido no artigo, notadamente nos dias de hoje."

    Estou neste mercado há cinco anos e lido com um média de 3 a 4 desaforos por dia. Creia-me, conheço muito bem o modus operandi de pessoas como você: surgem fazendo perguntas desconexas, fazendo-se de donzelas escandalizadas e ofendidas com os argumentos aqui apresentados, apenas para, logo em seguida, apresentar uma crítica puramente emocional, sem embasá-la em nenhum tipo de argumento (pois não há). E ainda pedem mais comedimento.

    "Essa é minha opinião, e, acreditem, valorizo MUITO minha liberdade em fornecê-la e agradeço a oportunidade."

    Sempre uma honra. Grande abraço!
  • LUIZ OLIVEIRA  11/06/2012 06:38
    Muito boa sua refutação Leandro. Os socialistas e comunistas destes país lamentam que o Brasil ainda não seja tão socialista ao ponto de poderem, como comissários do partido, prender e mandar para algum campo de concentração todos que não concordam o "maravilhoso" projeto de mundo novo preconizado pelo marxismo. O sonho de consumo dessa gente é a Coréia do Norte, com eles sendo a nomenklatura do partido único.
  • Dam Herzog  25/01/2017 14:05
    Cala a boca Jose e Claudia Mendonça niguem aqui te aguentam mais. Os socialistas são hipocritas, jogam sujo por estarem cientes que as coisas que seu guru o Marx disse são paginas passadas e refutadas onde nada se aproveita, só sangue suor e lagrimas. São mesmo anti humanos e até fizeram jantares de crianças na China. Vejam aqui: www.mises.org.br/Article.aspx?id=94. Apoio irrestrito pelo seu desabafo. Um abraço.
  • Iniciante  25/01/2017 18:22
    Achei interessante a discussão sobre Coerência.

    Tenho um exemplo para reflexão.

    Considerando que sou contra cotas em concursos públicos. Se eu obter uma vaga por meio de cotas, estaria sendo incoerente?

    O problema é que uma vez impostas as cotas, caso uma pessoa que seja contra, opte por não concorrer pelas cotas, ficaria prejudicada, uma vez que as chances dela obter êxito seriam menores do que as originais, antes da imposição das cotas.

    Nesse caso, coerência exige o sacrifício? O que acham?
  • Camarada Friedman  06/06/2012 14:35
    Cláudia, cria vergonha na cara e mova a setinha do seu Mouse até o link biblioteca... click e baixe o livro Economia Numa Única Lição de Henry Hazlitt.

    Leia... e depois volte pro Mises Brasil ler os artigos.

    Caramba, bem que podia ter um forum aqui, não ?!
  • Julio dos Santos  06/06/2012 19:06
    Claudia, se tu fores fazer o que o Leandro te indicou, me avise antes, pois ao socializar tuas posses, ou seja, dar parte de seus bens, eu irei a tua casa e irei te propor a seguinte negociação: em vez de socializar teus bens, eu te darei outros bens em troca, não pense que isto é comercio ou qualquer coisa má do capitalismo, isso será somente algo que será benéfico aos teus propósitos, pois provavelmente nesta troca tu sairás com objetos que para ti são mais úteis que algumas coisas velhas que tu tens, dessa forma os necessitados que tu irás ajudar sairão ganhando, o que tu achas? Topas?
  • Mises  06/06/2012 20:17
    Vocês são um bando de socialistas!
  • Matheus Polli  07/06/2012 05:39
    Huahuahua, procurei você no Facebook e não pude me surpreender mais!

    Ai esses socialisas... se não fossem tão perigisos eu chamaria de hilários.
  • Gustavo Sauer  07/06/2012 05:54
    Você lamenta que o brasil ainda nao chegou no nivel socialista de Cuba , Venezuela ou Coreia? Pq vc nao junta um dinheiro e vai conhecer a realidade de vida desses paises que voce parece ter como modelo?
  • Paulo Sergio  07/06/2012 07:14
    Ora mas pra isso eles já tem uma resposta pronta; que nenhum desses lugares aí é socialista de verdade, aliais nem a URSS chegou a ser comunista de verdade.
  • anônimo  07/06/2012 08:03
    A revolução nunca iria terminar por que a própria revolução dever ser constantemente revolucionada.

    E é assim que todos os crimes cometidos pela revolução são perdoados. Assim que a revolução não termina.

    É provável que nunca conseguiremos nos livrar desse câncer social / filosófico. Hoje estamos na era da revolução cultural. Alguém advinha qual será o próximo passo?
  • Rafael Gomes  07/06/2012 09:02
    Boa colocação, é isso mesmo que acontece. Tive uma discussão com um conhecido que é de esquerda (movimento estudantil) e ele disse que as barbaridades cometidas pela URSS e China foram uma "distorção reacionária" da revolução. É mole? Camboja, Cuba, Vietnam, Coréia do Norte, nenhum desses regimes atrozes é o "verdadeiro" socialismo. Eles vão perseguindo essa miragem e, pelo caminho, espalham-se pilhas de cadáveres. Culpa? Revisão de consciência? Nunca! Afinal, "foi apenas uma distorção, quando a revolução triunfar, tudo será belo e justo". É um negócio bizarro...
  • Francisco Seixas  02/06/2013 01:36
    O Brasil NÃO possui um estado socialista, infelizmente.

    Cláudia.

    Recomendo-lhe a leitura diária do artigo abaixo.

    Marxismo: a máquina assassina

    Não se esqueça de colocar na balança as credenciais do autor.
  • Rafael  06/06/2012 14:14
    Excelente texto do Tucker, só pra variar.

    Esta é a cena da roda-gigante de The Third Man:

    youtu.be/mZg8a0nqjTE?t=3m43s

    Esta também é muito boa:

    www.youtube.com/watch?v=dv1QDlWbS8g
  • Rhyan  06/06/2012 14:33
    Se é bonito com a lei da cidade limpa, imagina sem...
  • Felipe Rosa  06/06/2012 14:54
    Concordo Peterson!!! Tucker descreveu minha nostalgia após conhecer São Paulo e toda a sua suntuosidade e imponência. É incrivel as maravilhas (a despeito do estado)que a humanidade conseguiu descobrir, criar e construir. Quem entende realmente o capitalismo e suas benesses entende a fascinação do Tucker. Artigo poético e inesquecivel!!
  • Victor Cezar  06/06/2012 18:59
    Pensei a mesma coisa quando, ainda novo, visitei São Paulo. Posteriormente quando morei. Nunca perdi aquela minha visão e respeito. Vou ter sempre a mesma admiração por uma cidade que prosperou graças ao trabalho e mentes visionárias.

    Ao contrário, por exemplo, da capital do Brasil, a UF com maior PIB per capita do país (de longe).
  • Joao Ribeiro  06/06/2012 14:58
    Eu sou o capitalismo,

    A internet a que está agora ligado provém das minhas vontades.

    Todos os produtos que estão ao seu redor são meus.

    Os alimentos que tem armazenados e que adquiriu no supermercado advêm também das minhas vontades.

    Tudo aquilo que tem e o que não tem.

    Sim, até o livro de Marx me pertence.

    E não pense em mais alternativas, pois tudo que é alternativo, também eu o desenvolvi.

    Tudo aquilo que deseja, seja na escolha mais cara, na mais barata ou até gratuitamente, é meu.
  • mauricio barbosa  06/06/2012 19:21
    João Ribeiro isso é poesia ou ironia? DEFINA-SE.
  • Arnaldo  25/01/2017 18:30
    Sensacional!
  • Bruno  06/06/2012 16:18
    Magnífico! Me lembrou o artigo do lápis.
  • Rodrigo Polo Pires  07/06/2012 00:11
    Ah São Paulo, quem não te conhece que te compre. Centro financeiro do país, setor que mais recebe benesses do estado socialista. Maior produtor de álcool do país, setor que foi construido através de subsidios e até hoje sobrevive de subsidios. Centro importador nacional, o chamado mercado informal do país do faz de conta. Por ironia, o masp aparece na foto, aquele troço estrambólico assentado sobre quatro colunas, obra do setor privado> Será> Enfim, um estado socialista impera sobre São Paulo, e isso é admitir que um estado socialista permite que coisas assim sejam criadas, talvez via BNDS, ora é evidente que onde haja dinheiro haverá gente correndo atrás. Então como gerar uma ordem espontânea> Vamos abolir o estado> Como> Não seria então o próprio estado assistencilista, parasitário, uma escolha> Devemos levar a tolerância ao extremo> Realmente, olhar o mundo de cima é uma sensação maravilhosa, mais que isso, uma escolha ética e moral.
  • Rafael  07/06/2012 07:39
    O MASP foi construído por Chateaubriand, com dinheiro privado. Era e é até um órgão privado, não um museu público.
  • Rodrigo Viana  07/06/2012 01:50
    Texto tão bonito que achei que iria descambar pra poesia, hehe.
  • josé manuel moreira  07/06/2012 13:09
    Mais um excelente texto de Jeffrey. Foi para mim gratificante descobrir que o texto de Tucker joga com uma analogia que está presente num texto meu com mais de 20 anos Texto mais tarde incorporado como primeiro capítulo do meu livro Liberalismos: entre o conservadorismo e o socialismo, publicado em 1996. Um Capítulo que termina justamente glosando um afirmação de Chesterton e de alguém que "sabia que em cima está a tentação e que só de baixo se vêem as coisas grandes, as coisas verdadeiramente grandes... (p, 84)
  • Lucas Nutels  08/06/2012 07:52
    Muito bom. Impossível não ficar emocionado quando ele fala do casal e transcende para uma visão mais humanística. A chave da coesão fica no começo do texto, que demonstra como o governo vê e planeja as pessoas ("pequenos pontos"), com o final demonstrando como as pessoas realmente são.
  • Alex_  08/06/2012 10:59
    Gostei da ideia do "Camarada Friedman" deveria ter um fórum no IMB - sempre pensei nisso.

    A propósito, que artigo maravilhoso!
  • anônimo  08/06/2012 11:34
    O que mais me agrada do povo paulista é que eles punem o politico sem dó. Basta fazer uma administração desastrosa (Como a Marta e a Erundina) que eles punem na próxima eleição.

    Serra venceu em São Paulo em todas eleições presidenciais que disputou. É incrivel a capacidade do povo paulista de se auto-determinar. Não é atoa que Lula está disposto a tudo pra conseguir SP, mas comete um erro que os paulistas farejam a distancia: achar que o proselitismo, o cinismo e a mentira ganham eleições. Pros nordestinos funciona, mas para os paulistas não .
  • Angelo  09/06/2012 03:42
    Ao terminar de ler o texto magnífico do JT fiz algo que raramente faço: cliquei em "Curtir", na esperança de que mais pessoas possam se envolver e se maravilhar com idéias tão simples e poderosas.
  • Gilberto  10/06/2012 18:29
    Que reflexão!

    Certa vez ouvi um colega de serviço dizendo que o pai dele, matuto do interior, ficava observando a multidão andando em todas as direções pelas ruas de São Paulo e ficava tentando entender aquela aparente confusão. Ele dizia que cada pessoa tinha um destino certo e sabia exatamente para onde deveria seguir, mas olhando "no geral" era uma grande confusão.

    Muito bom esse artigo.
  • Paulo Kogos  01/06/2013 20:38
    pior q não gostei do artigo

    bonitinho mas não diz muita coisa

    essa cidade é pessimamente estruturada justamente por ter muita regulação do Estado
    as leis de zoneamento, o IPTU, os monopolios estatais de transporte e serviços urbanos, as regrinhas da prefeitura (qdo são corrompidas é ruim, qdo não são é pior)

    o resultado é essa cidade sem ordem, poluída, violenta, congestionada, feia, suja e perdida

    este artigo pode ser utilizado pelos estatistas pra atacar o livre-mercado, pois dá a entender q o resultado do nao-planejamento estatal seria essa bagunça q é essa cidade

    mas nós sabemos que com regras de propriedade bem definidas (e tendo em vista a constatação do Hayek e a lei da utilidade marginal decrescente) o resultado do mercado será uma cidade melhor do q o planejador estatal conseguiria...

    este artigo contudo falha em transmitir pros mais leigos o q eh o livre mercado e como a anarquia gera ordem e como o planejamento estatal gera caos

  • Diego  13/12/2013 13:18
    Eu já tinha lido esse artigo de Hayek, mas também não tinha apreciado tanto os insights dele como aprecio agora, graças a esse belo texto.

    Putz, acho que esse texto me tornou hayekiano de vez.
  • Raul Castro  25/01/2014 14:24
    Prezado,

    Esse artigo é "quase" subversivo anarquista... Lindo demais. Embora acredite que não vivemos um Estado Socialista (e a maioria com idéias esquerdistas não quer um Estado Centralizado) e temos um Governo que apesar de ter apostado em diversas metodologias, mantém um compromisso com os principais grupos empresariais do País... (são pré, pós, etc "tudo-keynesianos"..).

    Só espero que quando o PT sair do Governo e vier outro Partido, seja ele azul, amarelo etc... o IMB não venha com artigos de que agora o Estado é bacana...

    Não sei se foi o Xiao Ping (ou outro Xing Ling) na China que disse que havia planificação no Mercado, então, por que a China não poderia ser a favor de Mercado em determinadas situações? Isso comprova a verdade mostrada no seu artigo, por mais que se planeje controlar uma nação, é impossível. A China não consegue com seu arcaico sistema dar vida ao mesmo, sem CEDER a graus de liberdade em determinadas áreas. Por mais que se planeje, tem que ceder ao caos.

    Em Cuba há mercado, não sei se ainda é proibido, mas há. Não se consegue controlar as trocas pois são decisões individuais. E prefiro pensar que Mercado não tem cor.
  • Rafael  25/01/2014 20:30
    Só espero que quando o PT sair do Governo e vier outro Partido, seja ele azul, amarelo etc... o IMB não venha com artigos de que agora o Estado é bacana...

    Se você der uma passada na biblioteca do site e ler alguns livros de lá não vai precisar ficar só na esperança não.
  • Rômulo  25/01/2014 16:02
    Realmente, ninguém jamais vai controlar tudo isso, só O Criador é capaz disso. Ele criou isto aqui para ser perfeito. Como o ser humano têm uma inclinação para o mal, Ele entregou para o caPeTa. O chifrudo filho da puta, foi o primeiro de todos os esquerdistas, que criaram e idolatram o deus maldito estado. Filho deste último,o socialismo, existe para aumentar seu poder. Como as pessoas não prestam, amam a este mais do que o próprio Deus.
  • Rosemberg Argolo  25/01/2014 18:20
    Mais um excelente artigo! parabéns a equipe do Mises!
  • Lucas Fernando  25/01/2014 18:26
    "É o supra-sumo da arrogância que um grupo de burocratas queira se pretender capaz de controlar um lugar como este. Os mercados negro e cinza prosperam à luz do dia. Bens cuja venda não é autorizada pelo governo são transacionados abertamente, definindo sua própria vida. A espontaneidade prevalece. Toda a cidade é gloriosamente rebelde aos ditames do estado, e é exatamente isto o que a torna tão sensacional.

    Sim, existe planejamento. Muito planejamento. Indivíduos planejam suas vidas. Empresas planejam sua produção. Consumidores planejam suas compras. Mas o governo não planeja nada. Ele apenas interfere, vive às expensas da riqueza alheia e arruma desculpas para justificar tal comportamento parasítico."

    Realmente, eu caí em gargalhadas quando lí este trecho, pois hoje cedo eu assisti esta entrevista do estadão com o prefeito Haddad e os ex-prefeitos de São Paulo, falando sobre os próximos 40 anos da cidade e o que as mentes destes abnegados gestores maquinaram em termos de planejamento central para as 20 milhões de cobaias humanas á disposição ... hehehe é surreal, vejam : tv.estadao.com.br/videos,HADDAD-E-KASSAB-FALAM-SOBRE-A-SAO-PAULO-DO-FUTURO,224090,0,0.htm
  • Gredson  25/01/2014 19:29
    Ola eu tenho uma duvida.
    muitos afirmam, que o estado é um mal necessário, e que sempre irá nascer um estado, caso haja anarquia.

    Do ponto de vista dos anarco capitalistas, o que iria impedir que nascesse um estado?
    Por exemplo, um pais se diz anarco capitalista, ai resolvem comprar uma propriedade enorme e criar um estado lá dentro (com democracia, com imposto obrigatório, ou até mesmo quebrando o Princípio da não agressão). o que impede que isso aconteça? ou melhor ainda o que ira impedir que esse estado, se expanda por todo território anarcocapitaista?

    Se possível me tirem essa duvida, obrigado.
  • Eduardo Bellani  25/01/2014 21:55
    comprar uma propriedade

    Só isso aqui já indica que não é mais estado.

    Compreenda que uma sociedade livre é uma sociedade com policentrismo de leis.
    Pode facilmente existir comunas enormes na propriedade de algum hippie rico, ou um
    bairro super racista onde apenas gente da cor X entra, e por ai vai. O elemento chave
    é o respeito ao PNA e a propriedade privada.

    Sobre o que garante a continuidade de uma sociedade livre, apenas a vontade das pessoas. No fim das contas, as pessoas precisam entender e valorizar a liberdade.


    "Vigilância eterna é o preço da liberdade" -- Wendell Phillips
  • Márcio  25/01/2014 19:57
    "O Brasil é um estado socialista" A-ha. Claro, não há mais propriedade privada, a agricultura foi socializada, todos os meios de produção foram estatizados, Sarney e Renan Calheiros são dois conhecidos marxistas e seguimos planos quinquenais para a economia. Percebe-se o quanto esse sujeito conhece o Brasil...
  • Márcio   25/01/2014 21:30
    É natural que um ignorante como você -- que nem sequer tem talento para a ironia -- desconheça o real significado de socialismo. Faça um favor a si mesmo e cure-se aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1430
  • Cesar Massimo  26/01/2014 00:06
    Fiz um resuminho do artigo para ajudar ele a entender porque o Brasil é, SIM, socialista.

    1. O socialismo não deve ser definido unicamente em termos de propriedade pública ou privada dos meios de produção.
    2. No socialismo, um órgão planejador se encarregue de todas as tarefas supostamente necessárias para se coordenar toda uma sociedade.
    3. A responsabilidade é retirada à força dos indivíduos.
    4. O socialismo consiste em um sistema de intervenção que se impõe pela força, utilizando todos os meios coercitivos do estado.
    5. A coerção consiste em utilizar a violência para obrigar alguém a fazer algo.
  • anônimo  26/01/2014 11:40
    Hoppe, em Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo, cap. 2:

    "Na verdade, todos os outros conceitos a serem apresentados neste capítulo — agressão, contrato, capitalismo e socialismo — são definíveis de acordo com a propriedade: agressão sendo agressão contra a propriedade, contrato sendo um relacionamento não-agressivo entre proprietários, socialismo sendo uma política institucionalizada de agressão contra a propriedade, e o capitalismo sendo uma política institucionalizada de reconhecimento da propriedade e do contratualismo."
  • Romulo  25/01/2014 23:32
    Você é muito burro, é notório que é um comunista crônico. O Brasil é socialista faz tempo, só que você fica esperando o governo vir tomar todas as propriedades em um só dia, nada mais patético. Mises comprovou ainda na década de 20 do séc. passado que o socialismo é impraticável como econômia, por mais riqueza que tivesse um país não duraria algumas décadas. Só que os próprios governos comuno-socialistas sabiam e sabem disso até hoje. A NEP dos soviéticos é exatamente isso, permitir uma economia paralela ou mercado negro, claro que sempre com o estado acima de tudo e todos. Hitler fez a mesma coisa no nazismo, ao sequestrar os grandes capitalistas que fugiram da Alemanha. No Brasil quase todos(99% das pessoas) querem ser amigos do governo, do partido e fazer parte da máquina pública. Uma criança de 10 anos sonha em ser barnabé, vulgo servidor público. O país têm uma carga tributária impraticável, punitiva e empresários que sonham em ser amigos do governo. Como a desgraça do socialismo é o mais eficiente meio de controle social e de mercado, falsos liberais ou direitistas como os que você citou se vendem a ele, e sem o menor pudor passam a apoiar socialistas como PSDB, PT e outros lixos. Vai estudar caralho, pare de ler A FALHA DE SP E de assistir BBB.
  • Leandro Levlavi  26/01/2014 13:59
    Márcio,

    parabéns por tanta obtusidade. Responderei de forma sucinta e em tópicos porque talvez fico um pouco complicado pra você compreender com uma mente tão nula em sinapses.

    1)Existe propriedade privada no Brasil?

    - Meu caro, a Constituição tupiniquim, deixa bem claro que a propriedade privada tem uma FUNÇÃO SOCIAL. Sem adentrar muito, o Estado tem "direito" de tomar sua propriedade quando quiser. Veja o caso, daquele cantor famoso que esqueci o nome, que tem uma mansão no Morumbi prestes a ser desapropriada para passagem do metrô. Valor de mercado da casa: 2 milhões. Valor imposto pelo Estado: 500 mil. Ou seja, não existe propriedade privada no Brasil.

    2) Seguimos planos quinquenais?
    - Não seguimos. Porém, já reparaste que toda ação do Estado vem com o predicado "política"? Política industrial; Política de Aceleração X, Y, Z; e por ai vai.... isso significa planejamento central de políticas para dado fim. SOCIALISMO.

    3)A agricultura foi socializada?
    - Sim. Foi socializada pelo mercado graças a sua eficiência de produção. Com isso, brasileiros comem e inclusive estrangeiros comem de nossos frutos. O Estado só faz atrapalhar. Socializando sucatas como: Estradas terríveis. Portos enfadonhos. Tributações de outro mundo (icms, etc) e por ai vai.

    4)Sarney e Renan são marxistas?
    - Não sei. Socialistas são com certeza. Vivem da riqueza alheia, socializam a pobreza em seus Estados (socialismo foi rico em algum lugar?), posam de nobres e dão uma ótima vida a seus pares mais próximos, com o seu e com o meu dinheiro.

    Então, me faça um favor. Volte pra primeira série do fundamental. Aprenda a ler e pensar. Comece a ler alguns livros. Tente começar a raciocinar de forma não obtusa. Talvez, algum dia possa discutir com uma criança de 5 anos.

    Grande abraço
  • Jurandir  26/01/2014 16:07
    Eu trabalho como advogado em desapropriações, então vou esclarecer uma coisa: quando o Executivo deseja desapropriar algum imóvel, inicialmente, tenta comprar de forma amigável. Caso o proprietário não concorde com o preço, aí é necessário propor uma ação judicial. É o que acontece em quase todos os casos, já que o valor oferecido é quase sempre abaixo do valor de mercado.

    Uma vez proposta a ação, o Judiciário determina que o imóvel seja avaliado por um corretora de imóveis. O proprietário e o Executivo também podem apresentar as suas avaliações e questionar uma a do outro e também a da corretora. Com base nessas informações, o Judiciário decide qual o valor que deve ser pago. Na prática, o juiz acolhe o valor apontado pela corretora, já que ele não tem conhecimento técnico para fazer esse tipo de avaliação e também não são confiáveis os laudos do proprietário (que supervalorizam) e os do Executivo (que superestimam). Então, não é correto afirmar que o Executivo "impõe" o preço que quiser. No fim das contas, é uma corretora sem vínculo com os envolvidos que decide.

    Para ser sincero, o valor pago é ligeiramente acima do de mercado, já que é muito comum que o perito seja comprado pelo proprietário e isso resulta em uma avaliação um pouco supervalorizada. A supervalorização deve ser pouca porque, se for grande, o juiz percebe e designa outra corretora.
  • anônimo  26/01/2014 18:04
    Jurandir, e o valor emocional? Se o terreno, a casa, for da mesma família a gerações, e o valor de mercado não for interessante para os donos, como fica?

    "tenta comprar de forma amigável"

    Tão amigável quanto uma manada de elefantes correndo pra cima de um jacaré...
  • Jurandir  26/01/2014 19:28
    O meu comentário foi só pra esclarecer que o valor não é simplesmente "imposto" pelo Executivo, como se o proprietário fosse forçado a acatar o preço que fosse estabelecido unilateralmente. A perda da propriedade em si é realmente imposta, mas o preço a ser pago, não.

    Se a casa tem valor emocional, aí nós entramos em um campo extremamente subjetivo e impossível de ser mensurado em termos monetários. Eu só quis informar que, de um ponto de vista estritamente econômico, que é o que eu acho que deve prevalecer num portal como esse aqui, a desapropriação, na prática, não resulta em perda patrimonial e, pra quem tá disposto cometer um crime, gera até um aumento.


    Eu quis dizer "amigável" no sentido de "negociação direta", sem intermediação judicial ou algo do tipo.
  • Occam's Razor  26/01/2014 23:51
    Se a casa tem valor emocional, aí nós entramos em um campo extremamente subjetivo e impossível de ser mensurado em termos monetários. Eu só quis informar que, de um ponto de vista estritamente econômico, que é o que eu acho que deve prevalecer num portal como esse aqui, a desapropriação, na prática, não resulta em perda patrimonial

    Todo valor é subjetivo, amigo. Para alguém que quer opinar a respeito do que deve ou não prevalecer nesse site, você não parece entender tanto assim a respeito do que é diariamente explanado aqui. Pelo menos você acertou na parte em que diz que é impossível de ser mensurado. Já é meio caminho andado.

  • Angelo Viacava  26/01/2014 18:47
    Jurandir:

    O que está em jogo é o direito de NÃO QUERER VENDER a qualquer preço que seja. Se este direito é desrespeitado, tudo vai por água abaixo. O estado, no fim, vence o cidadão.
  • Ali Baba  27/01/2014 10:20
    @Jurandir 26/01/2014 19:28:43

    "O meu comentário foi só pra esclarecer que o valor não é simplesmente "imposto" pelo Executivo, como se o proprietário fosse forçado a acatar o preço que fosse estabelecido unilateralmente. A perda da propriedade em si é realmente imposta, mas o preço a ser pago, não."

    Obrigado pela colaboração Jurandir, mas agora tenho de colaborar com você.

    A perda do imóvel é imposta. Não há nada que o cidadão possa fazer para evitar a desapropriação. Se o estado quiser, ele toma a propriedade e pronto.

    Você, que trabalha com isso, deve ter melhores informações e vou simplesmente assumir que, em geral, as desapropriações no Brasil se dão por um preço maior que o valor de mercado. No entanto, isso é irrelevante: o estado imprime o dinheiro e dinheiro custa absurdamente pouco para o estado. Então não importa se o proprietário se conformou com a tomada de sua propriedade em troca de uma compensação maior... essa compensação custou nada ao estado, e o proprietário não pode simplesmente dizer que não vende pelo preço que for.

    No final das contas, isso é só um obstáculo ao estado, mas um fácil de transpor. Isso faz com que, na prática, nenhuma propriedade esteja segura das garras do estado centralizador. Agora, se você me disser que o juiz pode simplesmente dizer que o estado não pode comprar a propriedade, pelo preço que for, se o proprietário não quiser vender, aí é outra coisa. Mas não estaríamos debatendo "desapropriação", se fosse assim.
  • Marcio  26/01/2014 22:59
    "Ou seja, não existe propriedade privada no Brasil". Não diga! Pela sua resposta você é que parece ter 5 anos...A casa em que você mora é do estado? Seu carro é propriedade coletiva? Onde estão as kolkhozes brasileiras? Às vezes tenho a impressão que estou lendo um bando de moleques de condomínio brincando de economistas ou sociólogos. Depois reclamam quando não são levados a sério.
  • Fábio  27/01/2014 06:10
    "A casa em que você mora é do estado?"

    Na teoria, não. Na prática, sim.

    É fácil explicar: eu tenho de pagar IPTU. Se eu não pagar o IPTU, o estado toma essa minha propriedade. Ou seja, na prática, a propriedade é do estado, mas mediante o pagamento de uma taxa (idêntica a um "arrego" cobrado por milícias), ele me permite morar nesta casa.

    "Seu carro é propriedade coletiva?"

    Coletiva, não. É do estado. De novo, é fácil explicar: eu tenho de pagar IPVA. Se eu não pagar o IPVA, o estado toma meu carro. Ou seja, na prática, o carro é do estado, mas mediante o pagamento de uma taxa (idêntica a um "arrego" cobrado por milícias), ele me permite utilizar este carro.

    "Onde estão as kolkhozes brasileiras?"

    Em processo de fecundação. O MST é o embrião. Mas isso nada tem a ver com o assunto em questão, pois estamos discutindo impostos, e não o privilégio concedido a determinados grupos de pressão.

    "Às vezes tenho a impressão que estou lendo um bando de moleques de condomínio brincando de economistas ou sociólogos. Depois reclamam quando não são levados a sério"

    Já eu estou absolutamente certo de que você é um alienado que nem sequer entende minimamente como funciona o estado e seus tributos. Logo, ou você é um filhinho de papai que tem tudo pago pelos seus pais, ou você é um funça do estado e tem tudo pago pelo povo. Pode se assumir.
  • Ramiro  26/01/2014 02:30
    Convido todos os leitores do site do IMB a acompanhar o blog que estou abrindo, só de traduções liberais: libertrad.blogspot.com.br/

    Quem tiver interesse em publicar uma tradução sua, é só enviar para o e-mail ramirofreire@live.com

    Vale qualquer coisa que esteja dentro ou relacionada à filosofia Laissez-faire, em todas as vertentes que ela possa ter.

    Quero que os editores do IMB se sintam livres para pegar as traduções que lá forem publicadas.

    Obrigado.
  • Rodrigo  26/01/2014 12:58
    O desconforto do José com a resposta do Leandro à Claudia é porque os "socialistas" não pretendem praticar o socialismo, mas impingir aos outros a prática do socialismo.
  • Lucas  25/01/2017 19:03
    Socialismo nos olhos dos outros é refresco.
  • gabriel  27/01/2014 03:14
    Olá, esse comentário sai do assunto, mas farei mesmo assim, pois não sei onde poderia expor.
    Estou aprendendo muita coisa por aqui, e espero continuar, na verdade está sendo uma experiência engrandecedora ao menos intelectualmente, mas existem alguns pontos que gostaria até mesmo de esclarecimento se possível de pessoas mais por dentro do libertarianismo já que estou apenas começando a ler alguns livros de Rothbard a entender essas idéias.

    Levando em conta que existam pessoas inclinadas a querer o estado como hoje.

    Nesse caso qual a posição da filosofia do libertarianismo? Pois em minha percepção nesses casos, de liberdade através da secessão seria de que todas essas pessoas com visões de estado divergentes poderiam ter um 'pedaço de terra' seus - contanto que fossem proprietários da terra e concordassem com essa administração, a única ressalva seria a não obrigatoriedade de filiação e livre saída desse 'pedaço de terra' com essa determinada organização.
    Por exemplo a organização da região X seria uma de social-democracia, que em principio gostaria da forma atual, aceitando o pagamento de impostos que nesse caso ficaria em contrato - aceitação desse 'imposto' a ser pago. Para sua filiação é preciso aceitação dessa regra, sendo que todos dessa região são 'obrigados' a obedecer - ou senão nem se filiariam ou abandonariam a filiação. O libertarianismo de que maneira veria esse arranjo? Estaria ele dentro do que prega o próprio libertarianismo? Ou seria ele contra por algum motivo que não estou conseguindo perceber?

    Grato por quem quer puder me ajudar nessa dúvida.
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/01/2014 10:20

    Alguns associam a palavra "planejamento" com socialismo. Acontece que o liberalismo não se opõe a todo e qualquer planejamento, apenas ao planejamento centralizado.

    Se as pessoas forem livres, também serão responsáveis por si mesmas e terão que planejar suas vidas pessoais e profissionais dentro do que é humanamente possível. E da sinergia de todos esses planejamentos individuais e grupais é que surge a ordem espontânea que não foi planejada por nenhum comitê central.

    * * *
  • Vitor Sousa  27/01/2014 13:48
    "Enquanto eu estava no topo daquele prédio, mesmerizado pela visão e tentando imaginar e compreender toda aquela vastidão de São Paulo, um casal começou a se beijar na minha frente, bloqueando minha visão. Eles se abraçavam afetuosamente. E demoradamente. Quem eram aquelas pessoas? Há quanto tempo elas se conheciam?"

    Acho que a alguns poucos minutos se bobear.
  • Bruno D  27/01/2014 17:49
    O mundo está longe de estar superpovoado existe um pesquisador alemão que agora não recordo o mundo que diz justamente o contrário que o mundo está extremamente desabitado.

    Bom, no ano passado pude constatar isso na prática, enquanto milhares de pessoas que vem alardeando aos quatro ventos a necessidade de controles estatais para conter o superpovoamento incluindo aí as falaciosas politicas para esterilizar o pobre (até o deputado Bolsonaro já embarcou nessa) e politicas para estimular o aborto e outras baboseiras mais.

    Em 2013 na visita do Papa e na Jornada Mundial da Juventude em torno de 4 milhões de pessoas ocuparam a faixa de areia da praia de Copacabana sendo que só o Rio de Janeiro (município) tem algo em torno de 6 429 923 habitantes (fonte Wikipédia) isso sem contar o estado do Rio de Janeiro inteiro.

  • Kaléu Dabés  29/01/2014 21:04
    Boa tarde amigos, há algum tempo tenho acompanhado o site e francamente foi uma das melhores coisas que me aconteceu na vida.
    Através do site eu consegui entender que as aulas que tive de sociologia na faculdade de filosofia eram na verdade aulas de comunismo.
    Brincadeiras a parte, com o passar do tempo de tanto ler o site comecei a pensar em cursar economia, daí então me veio o problema, eu sou péssimo em matemática, nível ruim mesmo,acham que vale a pena tentar ?
  • Eduardo Bellani  30/01/2014 01:22
    com o passar do tempo de tanto ler o site comecei a pensar em cursar economia

    Não confunda o que é ensinado aqui com o que é ensinado nas universidades.
    Francamente, eu recomendo não fazer faculdade de nada. Invista em cursos
    onlines de qualidade como o do mises internacional e coisas como o coursera.
    O conteúdo é muito melhor e você aprende a aprender.
  • anônimo  25/01/2016 14:02
    Com certeza, com a escola austríaca não precisa de matemática, só saber pensar com lógica e humanidade, José Manuel Moreira
  • Jose Roberto  31/01/2014 12:26
    Sou do interior de São Paulo, esse texto traduz tudo o que sinto quando preciso ir para a capital, coisa que faço sempre com muita satisfação.
  • Flavio Ribeiro  25/01/2016 00:18
    Parabéns São Paulo. É impossível um dia você morar em São Paulo e não ter um sentimento que ajudou a sua construção. Em Sampa: milionários, famosos, príncipes, e gente humilde tem a mesma equivalência. É tão gigante e libertária que todos os homens e mulheres se sentem criadores da sua magnitude. São Paulo está no meu coração eternamente.
  • Mises  25/01/2016 05:50
    Não fique tão feliz.

    Infelizmente o Haddad, os sem-tetos, os USPianos e os sindicalistas estão destruindo tudo.
  • mauricio barbosa  25/01/2017 15:48
    Os políticos que se acham donos do mundo não passam de uns blefadores e destruidores da felicidade alheia(Ao cobrarem impostos e mais impostos),a especialidade deles é serem senhores da guerra...Destruição para eles é uma diversão e passatempo,contando que o bolso deles fiquem cada dia mais cheio e a mordomia deles não pare,esses pulhas gostam de passar a imagem de Deus todo-poderoso que eles não são,pois Deus é eterno e eles são mortais e passageiros,eles gostam de culto a personalidade,afinal a vaidade,o orgulho e o narcisismo são seus hábitos prediletos e se os religiosos chamam isso de comportamento pecaminoso,os ateus chamam de comportamento anti-éticos,o neutro chama de comportamento tolerável,enfim todos concordam que são um comportamento inadequado e deletério para a paz,prosperidade e liberdade das pessoas de bem,afinal o conhecimento é disperso na sociedade por ser ele de domínio público e não ser monopólio de ninguém e quando o é,é por curto período de tempo...Portanto viva a Liberdade e abaixo todo monopólio inclusive o da informação...
  • Pobre Paulista  25/01/2017 15:50
    Separatismo já.
  • Paulistano humilde  25/01/2017 16:24
    #TMJ
  • Mane Pele  25/01/2017 16:53
    Mais uma obra prima do Instituo Mises Brasil agradeço sempre por compartilhar grandes artigos como esse para nossa reflexão, sensacional.
  • João de Alexandria  25/01/2017 17:54
    Mais um excelente artigo.
    E deixo aqui uma impressão pessoal.

    Sei exatamente o que sentiu o autor do artigo porque tive o mesmo impacto, que eu não saberia descrever em palavras, ainda mais tão bem quanto ele, quando fui ao Skye pela primeira vez. Para os amigos que não conhecem, o bar fica no terraço do Hotel Unique, um belíssimo representante do conceito de hotel-boutique localizado no fim da avenida Brigadeiro Luis Antonio (aquela da famosa subida mata louco da São Silvestre),próximo dos Jardins (creio que ali até já seria Jardins, mas não tenho certeza) e do Parque do Ibirapuera. O hotel é todo estiloso (seu formato é parecido com o de um navio) e o bar tem iluminação indireta espetacular, que deixa a piscina com um tom vermelho, e proposta intimista. Vive lotado e é um lugar sensacional pra um drinque e admirar a cidade. É impossível não se emocionar com as luzes da cidade a noite.

    Toda vez que estou na cidade e a agenda permite dou um pulo lá...chega a ser regenerador pras forças. Recomendo totalmente.
  • Jane   26/01/2017 01:00
    Excelente artigo!

    O FA Hayek é bom!

    Feliz 463 aniversario, São Paulo!
  • Diego Mendes  26/01/2017 01:03
    É pra se pensar...
  • Eduardo Prado  26/01/2017 03:53
    Fantástico.... Essa matéria me fez lembrar de uma pergunta que vi uma vez, Conseguem os humanos governar a si mesmos? A resposta que encontrei foi basicamente essa... Ao longo das eras a humanidade vem modificando seu próprio modo de vida, e estabelecendo suas próprias normas quanto ao certo e ao errado, e essencialmente, foi então que começou a experiência humana com a autodeterminação. Foi bem-sucedida? Depois de milhares de anos de história, podemos dizer que não! A conclusão foi colocada com base no que um Sábio Rei da antiguidade disse: Eu vi tudo isso, e me pus a refletir em todo o trabalho que se tem feito debaixo do sol enquanto homem domina homem para o seu prejuízo.... Salomão.
  • Rafa  26/01/2017 10:40
    "Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo". Uma verdade esmagadora. Mas, ah, como tentam!
  • Matheus  26/01/2017 13:55
    Só acho engraçado como aquelas pessoas que reclamam que ganham pouco, que falam que o governo tinha que ganhar mais, que tinha que cobrar impostos dos mais ricos para dar aos pobres e aumentar os benefícios, já, exageradamente altos dados para vagabundos, são os primeiros que vão até o camelô quando precisam comprar alguma coisa, porque "é mais barato".
    Daí depois reclamam que o governo não arrecada o suficiente.
    É um mar de hipocrisia mesmo. Eles defendem o governo, mas, nem mesmo eles, querem dar dinheiro para o governo.
  • George Orwell  26/01/2017 16:11
    "Ninguém jamais será capaz de controlar este mundo."

    Totalmente não, mas isso já é feito de forma parcial e o controle está ficando cada vez mais insuportável.
  • Paulo Henrique  28/01/2017 23:37
    Quando seus avós sonharam em ter sua liberdade de expressão na internet? Quando eles sonharam em ter uma moeda descentralizada na época da hiperinflação? Quando eles sonharam em ter acesso a todo tipo de conteúdo midiático por um custo semi-gratuito? Ou, quem aqui esperava que o monopólio dos taxis fossem quebrado a curto prazo e contra a vontade dos legisladores?

    E o bom dessas inovações é que elas são muito mais resistentes a tentativas de controle.. O governo ''treinou'' os mercados a buscar soluções descentralizadas, e isso, meu caro, vai mudar o meu e o seu mundo , sejamos mais otimistas
  • Andre  29/01/2017 17:24
    Não misture as iniciativas disruptivas com o tradicional empreendedorismo, 90% de quem abre um negócio no Brasil ainda é classificado como pouco ou nada inovador, dados do SEBRAE, os pobres indivíduos que abrem lanchonetes, distribuidoras de botijão de gás, lojas de roupas ou salões de cabeleireiros estão completamente a mercê dos controles estatais e com controles ainda mais duros.
  • outro George Orwell  29/01/2017 18:55
    Paulo Henrique, com o avanço da tecnologia o controle pelo governo sobre as pessoas ficou cada vez mais fácil e mais eficiente. O 1984 já está diante dos nossos olhos.


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