
Leandro, em uma discussão sobre inflação e deflação foi levantado o seguinte ponto: Com a inflação os poupadores são prejudicados porque o dinheiro se desvaloriza com o tempo, já com a deflação os emprestadores acabam prejudicados com a valorização do dinheiro. Qual seria a melhor solução para esse problema? Responder
Isto que foi dito sobre a deflação não faz absolutamente nenhum sentido. Por que um credor seria prejudicado pelo aumento do poder de compra do dinheiro? Pelo contrário: quando ele receber de volta seu dinheiro, este estará valendo mais do que quando foi emprestado. O credor só ganhou. Responder
Leandro, poderiamos então ter juros nominais negativos num cenário onde o ouro é a moeda e ele tradicionalmente se valoriza? Responder
Nominais, nunca. Reais, talvez, mas muito difícil.
Se você emprestar a juros zeros (taxa mínima que qualquer pessoal racional cobraria), e houver um deflação de preços qualquer, os juros reais serão positivos. Os juros reais serão negativos apenas se todo mundo calcular errado e, por exemplo, emprestar a juros de 1% e a inflação de preços for de 2%. Isso pode ocorrer num ano isoladamente, mas não seria a tendência, pois o crescimento econômico, agora livre das manipulações monetárias de um banco central, seria bem mais previsível, e as pessoas estimariam com mais precisão qual seria a inflação/deflação de preços do período. Responder
Acho que eu me expressei mal, considere a seguinte situação: Eu empresto R$ 100,00 de você com juros de 1% ao ano. Se os preços se manterem constantes eu pago a você RS 101,00. Se durante o período ocorrer uma inflação de 1% eu pago a você os mesmo R$ 101,00 mas ao considerarmos a inflação o juro real foi de 0%, você foi prejudicado. Mas caso ocorra um deflação de 1% eu pago R$ 101,00, mas aí o juro real foi de 2% e eu sou prejudicado.
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Voce foi "prejudicado" no mesmo sentido que uma pessoa que espera muito tempo para vender uma ação na esperança de que ela vai se valorizar eternamente acaba tendo de vendê-la quando seu valor entra em inesperado declínio. Esse cara não foi prejudicado por ninguém; apenas o mercado funcionou assim.
A mesma coisa no seu exemplo. Você só seria genuinamente prejudicado se houvesse uma redução na quantidade de dinheiro na economia. Aí sim você teria dificuldades para arrumar dinheiro para quitar seu empréstimo. Responder
Acho que o Diego está meio-certo: em um cenário de deflação, que TOMA empréstimos é que é prejudicado, em que POUPA ou EMPRESTA sai ganhando. Já num cenário de inflação o Diego explanou corretamente. Responder
De novo, como expliquei imediatamente abaixo para o Miguel: se for deflação monetária, sem dúvidas. Se for apenas deflação de preços, não há motivos. Quem não pensa assim, tem de explicar logicamente o porquê. Responder
Quem se ferra são os que tomam emprestado; Responder
Quem toma emprestado só vai se estrepar se houver uma redução na quantidade de dinheiro na economia, algo que acontece justamente quando se tem um sistema bancário de reservas fracionárias. Sem este sistema, porém, não há como haver deflação monetária. Logo, não tem como um tomador de empréstimo ser prejudicado. Deflação de preços foi o cenário rotineiro nos EUA da segunda metade do século XIX, época de crescimento econômico mais vigoroso e sustentado da história do país. Responder
Artigo muito bom, gostaria de saber qual a visão do IMB sobre a inflação sobre o ponto de vista keynesiano, que diz ser o aumento salarial o implicador do aumento de custos e por consequência o gerador da inflação - no caso o aumento dos preços. Isso é possível? Tendo pouca mão de obra no mercado, isso não provocará um aumento dos salários?
Bem pelo que vi aqui a definição de inflação por parte dos keynesianos está errada, mas independente da definição, o que eles alegam não é verdade?ou só é um sofisma?
Grato pela atenção, Abraços!
Responder
Aumento salarial é um aumento de custos que só será repassado aos preços se houver aumento da quantidade de dinheiro na economia. Sem este aumento, é impossível sair aumentando preços. Se salários e outros custos trabalhistas ou de produção forem forçados para cima, mas não houver um aumento na quantidade de dinheiro na economia, e os produtores tentarem repassar estes aumentos aos consumidores elevando os preços de venda, a maioria deles irá apenas vender menos produtos. O resultado será um menor nível de produção e a perda de empregos. Custos maiores podem ser repassados para os preços somente quando os consumidores têm mais dinheiro para pagar por estes preços mais altos. Responder
Isso não é exatamente verdade. Um aumento generalizado nos salários dos funcionários é um aumento dos custos totais o que gera uma diminuição nos lucros de todas as empresas afetadas. Desse modo, em um segundo momento irá existir uma quantidade menor de empreendimentos economicamente viáveis. Isso por sua vez causa uma diminuição na oferta de bens e um consequente aumento no preço ótimo (O que maximiza os lucros). Se anteriormente configurava-se o mercado de um determinado bem com uma oferta X1, uma demanda Y1 e um preço de mercado P1. Após os aumentos dos salários, surgirá uma nova oferta X2 P1 tal que gere um lucro igual ao que existia no momento anterior, já que as condições de viabilidade não mudaram. Porém o novo preço resultará uma nova demanda Y2 < Y1, o que jogará os preços novamente para baixo. Um novo preço P3 surgirá, sendo em geral P1< P3 < P2. Em teoria, o ciclo continuaria após um novo reajuste da oferta ate o preço estabilizar-se depois de transcorrer um tempo infinito, mas na pratica os capitalistas ofertam um P2 que gera um lucro menor do que o que tinham na situação inicial, já antevendo o ponto de estabilização. Sendo assim, parte do aumento dos salários é repassada aos consumidores e parte é absorvida pelos capitalistas. Isso não é verdade se o aumento dos salários se restringir a uma única empresa. Nessa situação ela será obrigada a absorver totalmente os custos do aumento, já que não há nenhuma alteração na demanda ou na oferta que justifique o aumento dos preços. Responder
Sergio, se você ler atentamente o que você escreveu e o que eu escrevi, perceberá que você simplesmente confirmou tudo o que eu disse. Sem aumento da quantidade de dinheiro, haverá maiores custos, menores lucros, menor capacidade de investimento e menor emprego. Você escreveu tanto apenas para chegar à mesma conclusão no final.
Abraços!
Responder
Mas você afirmou que sem haver aumento na quantidade de dinheiro não pode haver aumento nos preços causado por um aumento dos salários. Tudo o que eu escrevi foi para argumentar que isso não é verdade se o aumento no dos salários for algo generalizado. Desse modo, haverá maiores custos, menores lucros, menor capacidade de investimento, menor emprego e preços mais altos. Responder
"Se salários e outros custos trabalhistas ou de produção forem forçados para cima, mas não houver um aumento na quantidade de dinheiro na economia, e os produtores tentarem repassar estes aumentos aos consumidores elevando os preços de venda, a maioria deles irá apenas vender menos produtos. O resultado será um menor nível de produção e a perda de empregos."
Não dá pra ser mais claro do que isso. As consequências são exatamente as mesmas que você acabou de afirmar acima: "haverá maiores custos, menores lucros, menor capacidade de investimento, menor emprego e preços mais altos."
Você está falando a mesma coisa que eu.
Responder
Você disse o seguinte:
"Aumento salarial é um aumento de custos que só será repassado aos preços se houver aumento da quantidade de dinheiro na economia. Sem este aumento, é impossível sair aumentando preços." e
"Custos maiores podem ser repassados para os preços somente quando os consumidores têm mais dinheiro para pagar por estes preços mais altos."
O que eu digo é exatamente o contrario. Custos maiores podem ser repassados aos consumidores mesmo se não houver aumento na quantidade de dinheiro na economia. Definitivamente eu não estou dizendo o mesmo que você. A menos que você tenha mudado de opinião.
Responder
O problema é que você começou da metade final do raciocínio, ignorando a parte inicial.
Em um cenário de oferta monetária fixa, custos só irão aumentar em caso de escassez de mão-de-obra (o que gera aumento de salários) ou de intempéries naturais. Fora isso, não há justificação monetária para um aumento de custos. Aumento de custos não será uma coisa rotineira jamais.
Uma vez entendido isso, parte-se então para a análise do que aconteceria caso um aumento de custos fosse repassado para os preços. Porém, é preciso antes ter entendido que tal aumento de custos é um cenário excepcional. E que o repasse para os preços seria ainda mais excepcional. É nessa parte que você parece ter se embolado.
Com oferta monetária fixa, qualquer aumento de preços será transformado em redução da demanda. Não há mágica. Não há outro jeito. Não há como contornar isso. Logo, se houver aumento dos custos, e este aumento de custos levar a um aumento dos preços, este aumento dos preços irá levar a uma concomitante redução da demanda. E então a empresa será duplamente impactada: custos maiores e demanda menor.
É claro que, como você diz, "custos maiores podem ser repassados aos consumidores mesmo se não houver aumento na quantidade de dinheiro na economia", mas isso não será economicamente racional do ponto vista administrativo. A empresa vai perder volume de vendas. O preço aumentou, mas a demanda dos consumidores continua inalterada. A empresa pode fazer isso se quiser, é claro, mas irá ter prejuízos, ao passo que mantendo os preços inalterados ela ao menos garantirá uma pequena margem de lucro menor. E é deste princípio que estou partindo.
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"Com oferta monetária fixa, qualquer aumento de preços será transformado em redução da demanda. Não há mágica. Não há outro jeito. Não há como contornar isso. Logo, se houver aumento dos custos, e este aumento de custos levar a um aumento dos preços, este aumento dos preços irá levar a uma concomitante redução da demanda. E então a empresa será duplamente impactada: custos maiores e demanda menor.
É claro que, como você diz, "custos maiores podem ser repassados aos consumidores mesmo se não houver aumento na quantidade de dinheiro na economia", mas isso não será economicamente racional do ponto vista administrativo. A empresa vai perder volume de vendas. O preço aumentou, mas a demanda dos consumidores continua inalterada. A empresa pode fazer isso se quiser, é claro, mas irá ter prejuízos, ao passo que mantendo os preços inalterados ela ao menos garantirá uma pequena margem de lucro menor. E é deste princípio que estou partindo."
Aqui você parece ter se esquecido de uma ideia fundamental da economia, que é a de que uma diminuição na oferta de um bem leva ao aumento do seu preço. Então se houver uma diminuição na oferta (causado pelo aumento generalizado dos custos) haverá um aumento nos preços, não porque os capitalistas desejam seguir as leis econômicas, mas por que essas é a atitude que maximizará os lucros. Então não importa se o volume de vendas irá diminuir, existe um novo preço maior que o preço anterior que resulta em margem de contribuição grande o suficiente para mais que compensar essa redução nas vendas.
Em relação a sua afirmação de que em uma economia de quantidade de oferta monetária fixa não haverá regularmente aumentos nos custos. Eu prefiro não opinar, porque não pensei sobre isso. Pode ser verdade, mas você não usou esse argumento inicialmente, por isso eu me ative à parte principal da questão.
Responder
"Então não importa se o volume de vendas irá diminuir, existe um novo preço maior que o preço anterior que resulta em margem de contribuição grande o suficiente para mais que compensar essa redução nas vendas."
Aqui você está pensando de acordo exclusivamente com modelos numéricos microeconômicos, que dizem sem absolutamente nenhuma prova teórica que "um preço maior irá gerar uma margem de contribuição grande o suficiente para mais que compensar essa redução nas vendas." Para uma economia com oferta monetária fixa, isso é puro chutômetro. Não há nada que garanta que isso irá acontecer. Não há nada que garanta que, para uma quantidade fixa de dinheiro, preços mais altos irão ainda assim gerar um volume de vendas que mais do que compense a redução havida nestas vendas.
Mas também não serei eu quem irá querer lhe convencer do contrário.
Sobre a redução da oferta de bens gerada pelos custos mais altos -- o que irá se refletir em preços mais altos e, consequentemente, menor demanda --, primeiro você tem de explicar o que geraria um (irreversível) "aumento generalizado de custos" em um ambiente de oferta monetária fixa. Que possa haver aumentos temporários, isso é indiscutível. Mas é preciso haver aumento irreversível para se gerar distúrbios permanentes. Ou um aumento contínuo (que desarranjaria ainda mais este mercado). É possível? Não vejo como.
Ademais, é exatamente porque um aumento de custos geraria reduzida oferta, e consequentemente preços mais altos, que capitalistas irão evitar ao máximo qualquer aumento de custos reais. Se eles já fazem isso hoje, em cenário de forte inflação monetária, imagine então em um cenário de nula inflação monetária. É este o ponto que venho tentando fazer desde o início, quando você se deixou levar por questões semânticas.
Grande abraço!
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Gostaria de fazer uma pergunta aos responsaveis pelo site.
Na esgotosfera progressita, existe um consenso de que o Brasil se tornou um país imune a crises. Tal opnião, claramente influenciada pela simples comparação de crescimento e retração do PIB entre os países durante os anos de 2008-2010.
Eu pergunto: de qual forma e como uma grande crise poderia colocar o país literalmente de joelhos, a um cenário só comparável ao que vimos nos anos 80?
E outra mais pessoal: vocês acreditam que essa crise está para vir no futuro? ela é inevitável? tem como fazer uma projeção? a partir de que ano as coisas vão começar a ruir de verdade?
E porque a percepção geral da população é que as coisas só melhoram, mesmo recebendo dinheiro do governo, de que de fato tal economia brasileira, é atualmente infalível como PHA e seus ratos de esgoto dizem ser?
Responder
Eu me recuso a ter como leitor gente que lê o site deste referido. Aliás, está cheio de esquerdista que vem a este site encher a paciência justamente porque nem eles aguentam as coisas que estes anões morais escrevem. Vêm pra cá pra respirar ares puros.
Quanto à sua pergunta, estes batedores de bumbo se encantam só porque o país cresceu (artificialmente) 7,5% em 2010. Basta um número deste para os animadores de circo já começarem a declarar que somos a oitava maravilha. O fato é que não houve absolutamente nenhuma melhoria em nenhum fundamento da economia brasileira. Pelo contrário: indicadores como endividamento e inadimplencia foram para níveis recordes. Sobre a crise internacional, não será ela o que irá nos derrubar. Todos os fatores negativos se encontram aqui mesmo no Brasil.
Sugiro olhar nossos artigos sobre a economia brasileira para entender detalhadamentw toda a nossa trajetória. Responder
Leandro, vou lhe ser sincero, não resisto. Acesso ao site conversa "fiada". Fico abismado com os comentários que vejo por lá. Com o lançamento do programa do governo, o Brasil Carinhoso, tem gente lá comparando Dilma a Jesus Cristo. Confesso que não consigo não comentar. Ainda bem que é pela internet, se fosse pessoalmente acho que apanharia. O pessoal responde aos meus comentários com tanta fúria, digna de um comunista, que tenho até medo. Claro que não usam a lógica, só mesmo o sentimentalismo barato. Responder
Prezado Deilton, desculpe a sinceridade, mas você merece o tratamento que os porcos lhe dispensam. Afinal, você quer chafurdar na pocilga e ainda sair cheiroso? Responder
A esgotosfera progressista é encabeçada por uma gente nojenta que segue o lema "Se hay gobierno, soy a favor" - os governistas-camaleões. A maioria deles foi enxotada de qualquer lugar que ainda tenha algum mínimo resquício de seriedade. É uma gente tão escrota que, se de repente a presidência voltasse a ser de alguém que faz oposição ao PT, eles mudariam radicalmente a postura e passariam a defender o governo e atacar aqueles que eles hoje em dia endeusam. Aliás, alguns deles atacavam com uma incrível ferocidade o mesmo Lula que agora defendem com unhas e dentes (apesar de tentarem disfarçar com
Os governistas-camaleões são os ídolos da esgotosfera, mas os membros menos conhecidos não chegam a ser governistas-camaleões. O que aconteceu foi que, com o PT no poder, ganharam em poder político e econômico os piores militantes que já vi na vida: os militantes petistas e sindicalistas vagabundos. Eu vi pouquíssimos militantes tucanos, militantes do DEM, etc, na minha vida. A maioria deles abandona a militância quando se decepcionam (o que sempre acontece, afinal, estamos falando de políticos) com alguém. Outros não são militantes, somente entraram para o partido como se entra para uma gangue, não questionando as decisões dos superiores. Há também os militantes de partidos como PSOL e PSTU, que nem merecem ser levados a sério, são medíocres metidos a intelectuais. Já os militantes petistas deixam de lado qualquer tipo de bom uso das faculdades mentais. O PT, para eles, é o partido da moral, da virtude. Se alguma coisa não dá certo, é porque dará certo no futuro. Se aparecem acusações de corrupção, ou todo mundo faz (ora, então para que ser militante de algum partido?) ou então é conspiração da mídia golpista.
Tudo o que eles sabem fazer é achar que a Veja está mancomunada com os grandes capitalistas do mal e que qualquer um que não seja puxa-saco do governo é leitor da Veja fanático. Infelizmente, a maioria das pessoas se deixa pautar pela esgotosfera, inclusive gente esclarecida. Responder
Não gostei. Se um emissor de moeda (seja lá o q é essa moeda) emite ou "produz" mais moeda p/ saciar a demanda dos seus clientes por mais moeda ele produziu um "bem/serviço" sim, ele produziu serviçõs de liquidez, ajudou a pessoa a manter o encaixe que ela considera ideal etc.. Isso é um "bem" do ponto de vista do demandante daquela moeda.\r \r Em termos estritamente economicos, não existe diferença alguma entre se a moeda é ouro, banana, cigarro ou simplesmente papeizinhos. Dado q as novas emissões sirvam p/ saciar demandas por moeda dos agentes economicos (seja lá o q é essa moeda), ela será produtiva, ela fornecerá um serviço (enfim, fornecerá utilidade, um bem etc..) pro consumidor. A situação é diferente se vc começa a ter inflação de preços (nesse caso, o emissor da moeda está cobrando mais e piorando (do pto de vista do consumidor) o serviço "moeda" fornecido)\r
Responder
Claro que existe seu tapado.
A moeda em si não tem valor algum, o valor está em seu poder de compra como meio universal de troca (sua utilidade).A oferta e procura por uma moeda commoditie será bem mais estável, pois dado o seu caráter de expansão constante, o comportamento dos consumidores em relação a preferência por liquidez, será definido pelas variações do crescimento da produção e disponibilidade de bens e serviços. Tendo em vista que um aumento da oferta de bens e serviços, supondo uma oferta monetária constante, nós então teríamos um ganho contínuo no poder de compra da moeda, o que por sua vez atenuaria bastante, qualquer tendência macro de demandar um maior volume de moeda, visto que neste cenário é possível se adquirir mais bens com a mesma quantidade de moeda.
Com a moeda de curso forçado, a coisa muda de figura, os agentes econômicos passam a demandar um produto, cuja utilidade é artificialmente manipulada pelo órgão emissor. Você adquire um bem por um valor e este será alterado sem que você perceba, um verdadeiro estelionato contínuo, destruindo uma das características utilitaristas da moeda, que é o fato dela em teoria também ser reserva de valor.
Outra coisa, a sociedade demanda mais moeda, quando o poder de compra desta é reduzido e sabemos que isso ocorre quando o Estado inflaciona, por tanto, a tese em que o BC expande a oferta de moeda visando atender a demandas por moeda é um engodo. Na verdade ocorre o inverso, a demanda por moeda aumenta porque o Estado inflaciona e não o contrário. Responder
qq bem tem valor devido a sua "utilidade" (não só moeda)... e não tem absolutamente nada q diga q saciar uma demamnda maior por um bem (inclusive moeda) é melhor (do pto de vista economico, de eficiencia) via preço, via quantidade ou um misto das duas coisas (que é o q ocorre na maioria dos casos). Isso vai depender dos custos das duas alternativas, logo, todo o seu blablabla sobre a deflação contribuir p/ mabter a demanda por moeda relativamente estavel é completamente irrelevante p/ questão (aliás, estaria ocorrendo deflação, pq a quantidade demandada por moeda aumentou por algum motivo - q não vem ao caso - e a quantidade ofertada de moeda não aumentou)
Responder
Cara, o que você escreveu é mixordia completamente sem sentido. Irrelevante foi sua tentativa frustrada de refutação. Serei mais claro; se a oferta monetária for constante, um aumento da produtividade fará com que o nível geral de preços caia, afinal não houve um aumento correspondente na quantidade de moeda, logo não há motivo algum para se haver um aumento da demanda por moeda, pois em uma ambiente deflacionário, a mesma quantidade de moeda, passa a poder comprar cada vez mais bens e serviços. A economia japonesa é um exemplo prático disso, os jornalistas do Bloomberg ficaram estupefatos com a enorme popularidade que a deflação tem no país. Agora, imaginando o cenário oposto, quando o Estado expande a oferta monetária a um volume superior ao da produtividade da economia, nós temos um cenário de aumento do nível geral de preços. Neste caso sim haverá um aumento da demanda por moeda, porque a mesma quantidade de moeda, quando há inflação, passa a continuamente comprar cada vez menos bens, por conta do aumento do nível geral de preços.
Conclusão: A tua afirmação, de que o Estado inflaciona visando atender a um provável aumento de demanda por moeda, é um engodo, uma mentira deslavada. Porque o Estado não inflaciona visando atender essa tal preferência por liquidez, até porque nenhum economista é capaz de quantificar a demanda por moeda de toda uma economia nacional, a não ser que ele seja um Deus. Na verdade é a inflação que faz a demanda por moeda aumentar, por conta da perda do seu poder de compra. Responder
O texto é esclarecedor...
A frase final do Mises é ótima também! Bom artigo. Responder
Leandro qual é o problema com o IPCA? Como você apontou no artigo "Observações sobre a economia brasileira" o M1 diminuiu até dez/11 e voltou a aumentar em 2012, enquanto o IPCA subiu a partir de de jul/11 se manteve relativamente estável até fev/12, quando caiu novamente e agora voltou a acelerar?
g1.globo.com/economia/noticia/2012/05/inflacao-oficial-acelera-para-064-em-abril-aponta-ibge.html Responder
Está tudo explicado lá na seção de comentários deste mesmo artigo.
A inflação de preços arrefeceu bastante nos setores de bens de capital, como explicado no artigo. Em março, no acumulado de 12 meses, o IGP-M ficou em 3,23% (estava em 11,5% no início de 2011). O IPA para produtos industriais, também no acumulado de 12 meses, ficou em 2,53% em março (foi de 9,16% em março do ano passado).
Ou seja, nos setores sensíveis a variações na oferta monetária, os preços variaram de acordo. A questão é que, para o IPCA, além dos bens de consumo, há também a questão do setor de serviços, que não sofre de concorrência externa. Some-se a isso a recente disparada do dólar (de R$1,65 para R$1,90, com o BACEN atuando diariamente no mercado, às vezes fazendo até dois leilões de compra por dia), e realmente não há por que o IPCA arrefecer muito.
Se a taxa de inflação de preços se mantiver neste patamar, e a oferta monetária continuar restringida (como vem acontecendo), alguém terá de ceder. Inevitavelmente.
Agora, vale ressaltar que, dos 0,64% do IPCA de abril, 0,24pp foram de cigarro, remédio e empregadas domésticas. Sem estes itens, seria de 0,40%, o menor valor para o mês de abril desde há muito. Ademais, com a forte desvalorização cambial vista recentemente, é bem possível que os próximos IPCAs venham bem aditivados. Responder
Logo no inicio do debate entre Ron Paul e Paul Krugman há uma discussão sobre política monetária que toca em alguns assuntos relacionados ao artigo em questão (infelizmente, sem legendas):
Ouvir o Krugman defendendo a existência do banco central é patético. Uma contradição após a outra. Um trecho logo no início:
"You can't leave the government out of the monetary policy [...] the government is actually always... the FED, the central bank, is always going to be in the business of managing monetary policy. If you think that you can avoid that, you are living in some... you living in a world as it was a 150 years ago. We have an economy in which money is not just green pieces of paper with faces of dead presidents on them [...] Look, history tells us that, in fact, a complete unmanaged economy is subject to extreme volatility, subject to extreme downturns. I know that there is this legend that people, like, probably you congressman, have, that the great depression was somehow caused by government, caused by the FED, but is not true. The reality is that was a market economy running amok. Which happens. Happened repeatedly over the past couple of centuries. [...] I'm actually a believer in the market economy. I'm a believer in capitalism. I want the market economy to be left as free as it can be, but there are limits. We do need the government to step in to stabilize. Depressions are a bad thing for capitalism and is the role of the government to make sure that they don't happen, or if they do happen, they don't last too long"
Ou seja, segundo Krugman, devemos aceitar o FED porque ele existe. Querer questionar a sua existência é querer voltar no tempo, querer viver num mundo da fantasia. Eu acho engraçado essa mentalidade. É uma visão progressivista que acredita que tudo que acontece no presente é uma evolução em relação ao passado. Como se o tempo por si só fosse conduzir a humanidade para um progresso invevitável.
O próprio Krugman consegue atirar no próprio pé tantas vezes nesse debate. Ron Paul poderia apenas ter demonstrado como tudo que o Krugman falou era mentira e contraditório.
Eu espero que o debate do Krugman com o Bob Murphy realmente aconteça. Se Krugman usar esses argumentos, vai ser humilhado em rede internacional. Responder
Olá Leandro,
Quais os principais indicadores que você costuma observar para tentar identificar os momentos de alta e de baixa do mercado financeiro? onde posso encontra-los?
Amplexos!
Responder
Lúcio, esta não é minha área de interesse, mas mantenho. que o melhor indicador disponível para o IBOV continua sendo a oferta monetária -- embora a correlação possua uma defasagem bem variável -- em conjunto com a entrada de capitais externos. Veja neste site um gráfico mostrando a variação do IBOV e do investimento estrangeiro na bolsa. Quando a bolsa cai é porque ou o M1 caiu ou o investimento estrangeiro. caiu. E quando ela sobe, ou o M1 subiu ou o IE subiu. Recentemente, o IBOV subiu com o M1 plano e com o IE subindo. A correlação foi visualmente bem próxima.
www.bolsafinanceira.com/fluxo-de-capital
Abraços!
Responder
lEANDRO, Primeiro meus parabens, como sempre. Em segundo, uma dúvida em relação ao gráfico: a coluna da esquerda demonstra O numero de pontos do ibovespa?, e o que demonstra a da direita (participação em volume financeiro?). P.s.: POR MOTIVOS OBVIOS, PERGUNTO NOVAMENTE COMO POSSO CONTRIBUIR P/ O MISES INSTITUTE SEM SER VIA INTERNET??? AB e SUCESSO VOCÊS (APESAR DA VERDADE SER DURA) AINDA ME DEIXAM COM ESPERANÇA... Responder
Correto. Representa, mais especificamente, o fluxo de capital.
Quanto às doações, já lhe mandamos um email a respeito (ainda naquela data). Por gentileza, tenha a bondade de entrar em contato com fernando@mises.org.br . Ele pode lhe explicar melhor.
Grande abraço! Responder
Quero lembrar que o que foi dito sobre a diluição das moedas, num Brasil bem recente tivemos algo parecido, até uma certa data em que não se falava de inflação as nossas notas tinham impressos logo abaixo da figura de face ¨VALOR RECEBIDO¨OU SEJA O VALOR CORRESPONDIA EM OURO O QUE VALIA A NOTA, TEMPOS DEPOIS AS NOTAS TINHAM ¨VALOR LEGAL¨FOI QUANDO COMEÇAMOS A OUVIR FALAR DE INFLAÇÃO. ABRAÇO Responder
6 economistas, 15 parágrafos, não sei quantas linhas...e a palavra empreendedor não aparece uma só vez.
E esse Belluzo não é o ex-presidente do Palmeiras que explodiu a dívida do clube? Responder
Esse mesmo. Aplicou a cartilha keynesiano no clube e o resultado foram dívidas enormes e nenhum título. E agora a nova diretoria que se vire para pagar a dívida e montar um time. Responder
Esse Maílson não é aquele que estava presente no "Era pra ta funcionando! Não to entendendo o que se passa..."?!
E Diego, naquele sua questão sobre emprestar 100,00 reais em uma economia deflacionária, você esqueceu de levar em consideração a preferência temporal de que tomou dinheiro emprestado.
Por exemplo, no setor de eletrônicos, é notável a deflação ao longo do tempo. Quando você compra um notebook por exemplo, sabendo que daqui 6 meses ele estará 10% mais barato, você está exercendo sua preferência temporal de ter o produto agora, ao invés de esperar ele baratear. Responder
O PIB não mede crescimento econômico, mensura apenas o consumo agregado da economia, como esses keynesianos associam crescimento ao consumo, eles concluem equivocadamente que PIB = Crescimento. Como a equação parte da soma do consumo, do investimento, do gasto público e do saldo em balança comercial, supondo todas as variáveis constantes, um aumento da variável "gasto público" irá implicar em resultado positivo na fórmula, é por isso que essa gente recomenda o aumento do gasto público como solução. Responder
UHAHUAUHA Porra que coincidência, estava voltando agora do trabalho e pensando comigo mesmo que inflação não é aumento de preços, e sim aumento ta oferta monetária. O artigo veio bem a calhar. Responder
Parabéns pela publicação deste artigo. Ele é muito esclarecedor. A tradução e os comentários de Leandro Roque são igualmente excelentes. Descobri o Mises há pouco mais de 3 meses e desde então tenho frequentado o site pelo menos 3 vezes por semana. Um abraço. Responder
A frequência ainda está muita baixa, Sergio. Tem de ser todos os dias, pois você tem 4 anos de atraso para tirar...
Obrigado pelas palavras e grande abraço! Responder
Lendro Roque & cia.
Vendo esta série animada sobre como os bancos criam dinheiro através de dívidas: www.youtube.com/watch?v=71_uFpZ7n6o Eu tenho uma pergunta: qual é exatamente (ou aproximadamente) o percentual entre dinheiro "fictício" e dinheiro real (contas-corrente, poupança) de pessoas e empresas no nosso país? Responder
Prezado BSJ, dados de abril:
Dinheiro físico total (cédulas e moedas metálicas totais): R$147,5 bilhões
Deste total, R$121,6 bilhões estão em posse de pessoas e empresas, e R$26 bilhões estão nos cofres dos bancos.
Depósitos em conta-corrente: R$141,5 bilhões. (Este valor é lastreado pelos R$26 bilhões em cédulas e moedas metálicas nos cofres dos bancos mais R$42 bilhões em reservas bancárias (dinheiro eletrônico) que os bancos mantêm compulsoriamente depositados no BACEN)
Depósitos em poupança (valores de final de março): R$ 425,1 bilhões.
Responder
E a onda de alavancagem continua:
www1.folha.uol.com.br/mercado/1088333-caixa-reduz-juros-para-carro-novo-material-de-construcao-e-empresas.shtml Responder
Saudações,o citado truque-semântico acontece quando se define inflação curtamente,ou seja, faltando completar a difinição com:provenientes do excesso de poder de compra da massa dos consumidores em relação à quantidade de bens e serviços postos à sua disposição.Acontece que o estado(sic)- maior perdulário,monopolista do meio-fiduciário - é um ditador benfeitor, preferiria um outro tipo de ditador. Responder
Um erro comum é o de dar uma importância excessiva ao preço em uma analise econômica. Na minha opinião, o motivo disso é a mentalidade dominante de que o dinheiro é a medida para todas as coisas e que por isso o preço em dinheiro dos bens em geral é o fator que determina o quão boa está uma economia. Em uma economia onde a moeda usada é um bem de valor, isso seria visto mais claramente, pois seria bem mais fácil entender que o dinheiro é apenas mais um bem que foi escolhido para ser usado como dinheiro. Se imaginarmos uma economia A onde exista 10 vezes mais comida e também 10 vezes mais ouro que em outra economia B e similar em todos os outros aspectos, observaremos que os preços da comida em ouro serão o mesmo em ambas as situações, e dos outros bens em ouro será maior na economia A, porém é obvio que a economia A é muito mais rica que a B. Toda essa confusão surge ao superestimar a importância do dinheiro, como se toneladas de papeis nas mãos das pessoas fosse por mágica fazer com que surgisse riqueza em abundancia para elas.
Responder
Leandro, deixe-me ver se eu entendi bem. Sou leiga...
Inflação, então, seria o aumento da oferta monetária através de fraudes(diluição do ouro nos tempos antigos ou impressão de papel moeda nos tempos atuais), uma vez que esse 'dinheiro' surgiu do 'nada'(falcatruas dos reis, bancos centrais etc), mas será usado para consumir bens escassos e privar outras pessoas que realmente produzem de consumí-los? Ou seja, esses caras consomem, mas não produzem nada em troca, em outras palavras, são parasitas da sociedade...
Sendo assim, um aumento da produtividade do ouro no caso do João não pode ser considerado inflação, pois o ouro tem alguma serventia afinal(hj em dia, então...), além de ser moeda de troca. Ou seja, o ouro tem alguma outra finalidade e seu aumento agrega algo a sociedade, mas a moeda papel não, por isso um aumento desta é considerado inflação.
Mas então qualquer aumento na oferta de dinheiro no sistema atual é algo maléfico? Pq eu não consigo ver qualquer utilidade nessas cédulas coloridas além de utilizá-las como moeda de troca. Se amanhã todos acordarem decidindo usar pedrinhas de aquário como moeda, eu não tenho a menor idéia do que pode ser feito com essas notas. Por outro lado, manter uma quantia fixa de dinheiro na economia não seria prejudicial também? Pois veja, o tempo todo novos bens e serviços são criados, nascem mais pessoas, mais pessoas entram na econômia, outras se aposentam, mas continuam recebendo dinheiro etc... não iria 'faltar' dinheiro?
E esse outro parágrafo me deixou em dúvida. Vc disse:
'A renda real dos indivíduos geradores de riqueza irá cair não por causa do aumento generalizado dos preços, mas sim por causa do aumento na oferta monetária. Quando a quantidade de dinheiro é expandida — isto é, o dinheiro é criado "do nada" —, os portadores deste dinheiro recém-criado adquirem a capacidade de desviar para si próprios bens e serviços sem no entanto terem feito qualquer contribuição para a produção de bens.
Como resultado, aqueles geradores de riqueza — indivíduos que contribuíram para a produção de bens e serviços — descobrem que o poder de compra do seu dinheiro caiu, pois restaram agora menos bens disponíveis na economia — eles não mais podem demandar a mesma quantidade de bens de antes, pois estes bens não mais estão lá; já foram adquiridos pelos portadores do dinheiro recém-criado.'
Mas o fato de haver mais moeda em circulação também não diminui seu 'valor', afinal se há aumento da oferta o 'valor' tende a cair, certo?
Se puder responder essas questões, fico agradecida!
Até!
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Marcela, seus primeiros parágrafos estão impecáveis.
Quanto à "falta de dinheiro", isso não existe. Se a quantidade de dinheiro é fixa, mas bens e serviços aumentam, então a lógica econômica determina que os preços devem cair, de modo a ajustar a oferta de dinheiro com a demanda por produtos.
Isso, aliás, é algo que ocorre hoje na indústria de tecnologia, por exemplo. A oferta de laptops, câmeras fotográficas, celulares, iPads etc. aumenta mais rapidamente que a inflação monetária, de modo que seus preços caem anualmente.
Quanto à sua última pergunta, não entendi bem a sua dúvida, pois o que você perguntou é exatamente aquilo que foi explicado no trecho que você selecionou. Você entendeu corretamente o que o trecho quis dizer, mas aparentemente não percebeu isso.
Abraços!
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Eu tenho uma edicao de 1972 do Manual do Tio Patinhas, de antes da "morte do padrao-ouro", onde ele ensina que todo o dinheiro em circulacao eh latreado por ouro mantido pelo banco central (eu acho que naquela epoca ainda era pelo banco do brasil, mas nao lembro agora), e que inflacao era quando a quantidade de dinheiro crescia em relacao ao ouro guardado.\r \r Acredito que muita gente ainda pense que funciona assim. Responder
Pq q os políticos ñ querem uma hiperinflação? E qual é a forma q os políticos aumentam os gastos señ pela inflação simples? Responder
Lendo o artigo fiquei com uma dúvida. Você menciona que a inflação, é apenas causada por um aumento de moeda não lastreada a ouro, e o aumento insustentável da moeda, aumenta a oferta a um produto, fazendo com que o seu preço aumente. Agora, se o valor lastreado a ouro se preservar, porém, aumentar a quantidade de ouro no mercado, gerando um aumento de preços, isso não é inflação também?
Em ambos os casos, há aumento de preço final ao consumidor, porém, no primeiro, aumentou-se apenas a moeda, e no segundo, o valor em ouro. Porém, em ambos os casos, não geram uma oferta maior de compra, ocasionando assim, um aumento do preço do produto? Responder
Prezada Fernanda, confesso enorme dificuldade em entender a sua pergunta. Teria como reformulá-la, por gentileza? Responder
Oi Leandro, vou tentar ser mais objetiva.
É possível ter inflação devido ao aumento de ouro em uma economia?
Lendo o seu artigo, me parece que você atesta que a inflação acontece apenas quando há aumento de emissão de mais papéis não lastreado em ouro.
Pergunto, pois me parece óbvio, mais dinheiro no mercado, não importando se há ou não reservas de ouro para sustentar esse aumento, há maior poder aquisitivo para as pessoas adquirirem mais bens. Aumentando a procura por bens, desencadeia aumento dos preços.
Obrigada, Responder
Prezada Fernanda, apenas para não deixar dúvidas, o artigo não é meu.
Quanto à questão específica da inflação, há controvérsias. Dado que o ouro precisa ser escavado, minerado e cunhado em moeda, e isto exige trabalho e capital, uma corrente austríaca que esta produção não seria inerentemente inflacionária, pois não pode ser inflacionária algo que exige investimento e capital para ser produzido.
Logo, inflação seria todo o aumento da oferta monetária acima da produção de ouro -- por exemplo, emitindo-se certificados de ouro não lastreados por ouro.
Já outra corrente afirma que qualquer aumento na quantidade de ouro seria inflacionária.
Eu tendo a ficar com a primeira corrente.
Abraços!
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"pois não pode ser inflacionária algo que exige investimento e capital para ser produzido"
Mas tudo requer alguma quantia de capital e investimento pra ser produzido, até mesmo notas de papel... por essa definição, nada é inflacionário...
Eu sempre entendi que a escavação de mais ouro eleva a oferta monetária (caso o ouro seja a moeda), e isso é inflação. As principais diferenças com relação ao sistema atual são: * O ritmo de aumento da base monetária é limitado por fatores fora do controle dos produtores de dinheiro. * Não há um monopólio da produção da moeda. Logo a moeda recém-criada não pode ser direcionada a um setor específico, como crédito, a não ser que todos os produtores de dinheiro entrem em conluio para tal, o que é extremamente improvável. A inflação é portanto "simples" (distribuída de maneira mais heterogênea e imprevisível). Responder
Certo, mas os gastos para se acrescentar dígitos eletrônicos em contas bancárias por meio de um computador -- exatamente a maneira como a base monetária é alterada hoje -- é nulo. Nem se compara aos volumosos investimentos necessários para a produção de ouro.
Quanto a tudo mais que você disse, corretíssimo.
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Nao sei se respondem artios mais antigos mas vale a pena tentar. Esses dias meu pofessor disse que inflaçao pode ser sim um aumento nos preços, ele deu um exemplo de um aumeo no petroleo, falando que quase todos os produtos sao derivados do petroleo e com isso um aumento no petroleo ira gerar um aumeno em quase todos os produtos e assim uma queda na renda real das pessoas. E deu outro exemplo de desastres naturais em plantaçoes e mostrou como isso afeta diversos setores. Fiquei pensando cmg e isso, mesmo no caso do petroleo, afeta apenas alguns setores espeificos, os preços desses produtos irao subir provavelmente a venda desses produtos ira cair mas havera muitos setores em que o preço se mantera estavel, aumentando a demanda por esses produtos mais baratos. No fim ninguem sai perdendo em relaçao à quantidade de produtos comprados, só havera a troca de um produto mais caro por outro mais barato. Alem disso mesmo que tenha um aumento em TODOS os setores todos irao ser prejuicados e nao apenas oa ultimos a terem esse dinheiro criado do nada nas maos. É mais ou menos por ai que funciona? Responder
Seu diagnóstico foi correto, Eduardo, mas faltou apenas um detalhe adicional. Sim, é verdade que uma crise do petróleo irá elevar os preços do produto. E é verdade também que aqueles produtos diretamente dependentes de petróleo tentarão subir seus preços. Porém -- e isso é essencial -- será impossível haver um aumento generalizado de preços caso a quantidade de dinheiro na economia permaneça constante.
Para que haja aumento generalizado de preços, a quantidade de dinheiro na economia tem de aumentar continuamente. Caso não houvesse aumento na quantidade de dinheiro, e caso um determinado setor aumentasse seus preços, outros setores teriam inevitavelmente de diminuir os seus. Caso contrário, simplesmente não haveria demanda monetária para seus produtos.
Ou seja, choque de preços de commodities pode gerar aumento de preços das commodities. Só. E, mesmo assim, algo temporário.
Agora, para que este "choque" se propague para toda a economia, elevando os preços de tudo e de maneira permanente, é necessário que haja um contínuo aumento da quantidade de dinheiro na economia. Exatamente como ocorreu durante o "choque do petróleo" na década de 1970, quando o Fed americano inflacionou desvairadamente. Sem esta expansão monetária, é absolutamente impossível haver uma contínua e constante inflação de preços gerada unicamente por um "choque de commodities".
Sugiro o artigo abaixo, bem sucinto, claro e direto:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=1296
Abraços!
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