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Até quando?

Até quando aceitaremos ser tratados como gado?  Até quando aceitaremos que aquela gente moralmente disforme que lota as edificações nababescas de Brasília ordene o que podemos e o que não podemos consumir?  Até quando aceitaremos que esta gente mentalmente perturbada determine para quem será entregue o nosso suado dinheiro, escolhendo ganhadores e perdedores?  Até quando este cidadão completamente inepto chamado Guido Mantega, esta nulidade cuja cara de perdido já é por si só um convite ao enxovalhamento, continuará sendo o czar da economia, controlando até mesmo a fatura do nosso cartão de crédito no exterior?

O professor Ubiratan Iorio já fez um ótimo serviço em chamar a atenção para o novo esbulho a que seremos submetidos — um pacote de estímulos ao setor industrial que custará R$ 60,4 bilhões — e em incitar a indignação com relação aos últimos privilégios e às últimas medidas protecionistas criadas pelo governo.  Limitar-me-ei, portanto, a fazer apenas algumas colocações adicionais.

Antes, vale ressaltar que, até mesmo quando toma uma medida aparentemente correta e liberal, o governo consegue garantir que as consequências sejam ainda piores do que caso tal medida não fosse adotada.  Por exemplo, o governo anunciou que irá desonerar a folha de pagamentos de alguns setores específicos, isentando-os da contribuição patronal de 20% do INSS.  Afirmou também que irá reduzir o IPI para a linha branca (eletrodomésticos) e alguns tipos de materiais de construção.  Até aí, ótimo.  Toda e qualquer redução de impostos é bem vinda.  Porém, o governo anunciou que estas empresas não poderão demitir ninguém, algo totalmente paradoxal em um cenário em que a indústria precisa reduzir custos.  

Adicionalmente, o governo anunciou que irá tributar o faturamento destas empresas em 1,5%.  E, segundo próprio governo, apenas esta medida de desoneração gerará uma perda de arrecadação de R$ 4,9 bilhões este ano e R$ 7,2 bilhões no ano que vem.  Como isto será coberto?  Da pior maneira possível.

Primeiro, haverá um aumento do PIS/COFINS sobre produtos importados, aumento este com o qual o governo espera arrecadar R$ 1,3 bilhão.  Ou seja, não bastasse já todo o protecionismo para o setor automotivo, todos os aumentos já ocorridos nas tarifas de importação com o intuito exclusivo de encarecer os produtos estrangeiros, todas as revisões de acordo de importação e todas as determinações para a utilização de farto conteúdo nacional em bens produzidos aqui no país, agora o governo decidiu também aumentar o PIS e o COFINS para as importadoras.  Enquanto os portos não forem completamente fechados e todos os brasileiros receberem uma tarjeta cubana explicitando de quem ele pode comprar, os burocratas não irão sossegar.

Segundo, haverá a maravilhosa solução da simples emissão de dívida para se financiar este rombo.  Eis a informação, oriunda de um órgão oficial:

Desse montante [os R$ 60,4 bilhões], a maior quantia virá dos R$ 45 bilhões que o Tesouro emprestará ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro ampliará o capital da instituição para os empréstimos da quarta versão do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e começará a ser repassado em abril por meio de títulos públicos emitidos pelo Tesouro.

Por meio dessa operação, o Tesouro emite títulos públicos, que são transferidos ao BNDES. O banco vende os papéis no mercado conforme a necessidade de capital para oferecer os empréstimos do PSI. Essa modalidade não envolve recursos do Orçamento Geral da União, mas a ampliação da dívida pública.

Mas ainda tem mais

O governo vai aumentar a tributação das chamadas bebidas frias (águas, cervejas e refrigerantes), segundo informou o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

"Desonerações que têm impacto no Orçamento em curso devem ser compensadas. Isso virá de um mix de aumento de arrecadação, crescimento da economia e aumento de outros tributos. Estamos corrigindo a tabela de preços das bebidas, o que fazemos todos os anos. A cobrança é um valor sobre o tipo de embalagem. É reajustado todo ano com base em levantamento de preços de consultoria contratada pelo governo", explicou.

Ou seja, para que alguns industriais continuem tendo bons proventos e continuem desfrutando uma implícita reserva de mercado, a sua água, a sua cerveja e o seu refrigerante ficarão mais caros.

E qual a intenção desse pacote de ajudas subsidiado pelo BNDES?  Dar crédito barato e de longo prazo para algumas empresas, é claro:

De acordo com Coutinho, a taxa de juros para compra de ônibus e caminhões passou de 10% para 7,7% ao ano, ao mesmo tempo em que o prazo total do financiamento subiu de até 96 meses para até 120 meses. No caso do programa pró-caminhoneiro, a taxa recuou de 7% para 5,5% ao ano, acrescentou ele.

Para a aquisição de bens de capital (máquinas e equipamentos para produção), a taxa de juros, para grandes empresas, passou de 8,7% para 7,3% ao ano. Para pequenas e micro empresas, a taxa recuou de 6,5% para 5,5% ao ano, informou Coutinho, do BNDES. O prazo do financiamento foi mantido em até 120 meses.

Para exportações (pré-embarque), as taxas foram mantidas em 9% ao ano para grandes empresas e em 7% ao ano para micro e pequenas empresas. Entretanto, o prazo máximo de financiamento passou de 24 meses para 36 meses.

No caso do Revitaliza, a taxa de juros foi mantida em 9% ao ano. O prazo de financiamento, porém, passou de 18 meses para até 24 meses. E foram incluídos novos setores que poderão buscar o crédito. São eles: calçados de outros materiais, instrumentos médicos e odontológicos, equipamentos de informática e periféricos, material eletrônico e de comunicações, brinquedos, móveis, artefatos de madeira, palha, cortiça, vime e material trançado e transformados de plástico.

E, por último, a pérola:

O pacote envolve ainda R$ 3,9 bilhões previstos no orçamento para as compras do governo federal. A quantia será usada nas compras de produtos nacionais, que terão margem de preferência de até 25% sobre similares importados, ou seja, os produtos nacionais que forem até 25% mais caros que os concorrentes importados terão preferência nas licitações. (Dentre eles, fármacos, biofármacos, motoniveladoras, retroescavadeiras e medicamentos).

É o governo garantindo preços mínimos para seus empresários favoritos com o nosso dinheiro.  Pense: se você fornecesse produtos para o governo e ele repentinamente dissesse que você poderia elevar os preços em até 25% que ainda assim ele compraria de você e não de um concorrente estrangeiro, o que você faria?  Pois é.  O governo jura que, ao agir assim, está beneficiando a todos.  O que nos leva à inevitável pergunta: se a intenção é fomentar a indústria e dar crédito barato para a compra de bens de capital, por que o governo está estimulando o aumento de preços de bens de capital como motoniveladoras e retroescavadeiras?  Ele é incapaz de perceber esta incoerência?  É claro que não.  Ele sabe exatamente o que está fazendo: privilegiando poucos à custa de nós todos, que não temos lobby no Congresso para nos defender, embora façamos parte da esmagadora maioria dos eleitores.

Portanto, eis a situação: a dívida será elevada para garantir os bons proventos de algumas empresas (você, cidadão, obviamente ficará com a conta dos juros para pagar); sua cerveja, sua água e seu refrigerante ficarão mais caros, assim como qualquer produto que seja importado; bens de capital serão encarecidos para aquelas empresas sérias, que não são consideradas dignas de receber apoio estatal; e medicamentos ficarão mais caros para aquelas pessoas que não estão incluídas em nenhum programa de ajuda estatal.

E para que tudo isso?  Para proteger principalmente os setores têxtil, de calçados, de brinquedos, de artefatos de madeira, de palha, de cortiça, de vime e material trançado e transformados de plástico.

Ou seja, enquanto o resto do mundo se preocupa com nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia da informação e robótica, nosso governo ainda está preocupado com pano, sapato, madeira, palha e cortiça!  De acordo com nossas autoridades, se o país parar de produzir material trançado, ficaremos pobres!

Consequentemente, para impedir a derrocada de tão portentosa indústria nacional, o governo deve se endividar ainda mais e desviar dinheiro e recurso para estas empresas, concedendo-lhes financiamento barato para que elas voltem a produzir tão demandados e insubstituíveis objetos.  E, só pra garantir o sucesso desta empreitada, o governo também vai dar uma fechadinha básica nas importações, dificultando também as importações de instrumentos médicos e odontológicos, de equipamentos de informática e periféricos, e de material eletrônico e de comunicações.  Coisas triviais e sem nenhuma importância.  É assim que um país enriquece.

Se nos aprofundarmos um pouco mais, veremos que tal raciocínio tacanho seria contra a substituição das máquinas de escrever pelos computadores, das velas pelas lâmpadas incandescentes e das carroças pelos automóveis.  Fosse ministro em meados da década de 1990, Guido Mantega certamente proibiria a importação de computadores, pois isso seria ruim para as representantes da Olivetti no Brasil.

A real causa da desindustrialização

Como também foi noticiado, este tal PSI existe desde 2009 e, para sustentá-lo, o Tesouro (leia-se "nossos impostos") já enfiou nada menos que R$ 285 bilhões no BNDES.  De lá pra cá, o que mudou na competitividade da indústria?  A conclusão empírica (já sobejamente explicada pela teoria) é que, quanto mais subsídios foram concedidos, pior se tornou a eficiência das empresas.  Que espanto.

Adicionalmente, culpar o câmbio pelos problemas atuais da indústria é algo que não tem o menor sentido econômico.  Veja o gráfico da cotação diária do câmbio.  Além de apresentar valores relativamente estáveis há mais de dois (a amplitude de variação é de aproximadamente 20 centavos), desde setembro de 2011 o câmbio tem se comportado de maneira amplamente favorável às indústrias.  E foi justamente neste período que suas finanças pioraram.

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Descartado o câmbio, portanto, resta aos economistas do governo entender os seguintes fatores que afetam o desempenho industrial:

1) Se as importações estão "tomando mercado" dos produtos brasileiros e diminuindo os lucros das indústrias nacionais é porque os consumidores brasileiros estão voluntariamente mostrando que preferem estes produtos importados (talvez por serem mais baratos) aos produtos brasileiros.  E isso é algo intolerável para nacionalistas, sindicalistas e industriais acostumados a uma economia cartorial.  O que essa gente quer, na prática, é um decreto governamental que proíba os consumidores brasileiros de exercerem livremente suas preferências no mercado.  Eles querem que os brasileiros sejam obrigados a comprar apenas os produtos seus e de seus companheiros.  Para disfarçar tal autoritarismo, eles recorrem a eufemismos do tipo "política industrial".

Mas qual deve ser a política industrial de um país livre?  Aquela decidida exclusivamente pelo mercado.  E quem é esse tal mercado?  Somos nós.  Você, eu e todos os cidadãos.  Nós é que decidimos, por meio de nossas decisões de comprar e de se abster de comprar, qual indústria sobrevive, qual deve ser extinta e qual deve trocar de gerência.  Não é nada complicado.  Mas os magnatas não aceitam que tenhamos este poder.  Por isso desprezam o livre mercado.

2) Além das preferências dos consumidores, não podemos também nos esquecer de que a carga tributária possui um forte impacto sobre a indústria nacional: IRPJ de 15%, mais uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa um determinado valor, mais CSLL de 9%, mais PIS de 1,65%, e mais COFINS de 7,6%.

3) Há também a inflação monetária, que, ao aumentar artificialmente os lucros das empresas, faz com que o volume de impostos que elas têm de pagar aumente na mesma proporção, o que exaure seus recursos.  Simultaneamente, a inflação monetária também encarece os preços dos bens de capital (máquinas) e das peças de reposição do maquinário.  Ao final, a empresa, além de ter menos recursos (os quais foram confiscados pelos impostos), tem de adquirir bens de capital e peças de reposição a preços maiores, o que significa que houve uma redução na sua capacidade de investimento.  A inflação, portanto, gera um consumo de capital das empresas.

4) Não nos esqueçamos também da burocracia, das regulamentações restritivas, dos encargos trabalhistas e sociais, e dos sindicatos.

5) Por último e mais importante de tudo: a indústria está em fase ruim porque estamos adentrando a fase recessiva do ciclo econômico. 

Como já explicado exaustivamente aqui no IMB, a teoria austríaca dos ciclos econômicos ensina que, na fase inicial da expansão monetária e do crédito, que começou em meados de 2009, a expansão da oferta monetária não ocorre de maneira uniforme na economia.  Sempre há aqueles setores que recebem esse novo dinheiro antes do resto da economia.  E esse dinheiro recém-criado que entra primeiramente em determinados setores da economia altera toda a estrutura de preços da economia; altera todos os preços relativos.  Se o dinheiro recém-criado vai primeiramente para o setor imobiliário ou para o setor industrial — como geralmente ocorre, pois estes são os setores que mais demandam crédito bancário —, a estrutura de preços da economia fica distorcida em relação a este setor, fazendo com que investimentos nesse setor aparentem ser mais vantajosos, mais lucrativos, pois os preços estão sempre subindo. 

Quando os juros são reduzidos e o crédito é expandido, como ocorreu em 2009 e 2010, aqueles projetos de longo prazo que antes eram inviáveis tornam-se agora — justamente por causa dos juros mais baixos — aparentemente viáveis.  Esses projetos de longo prazo (como empreendimentos imobiliários e investimentos industriais) são aqueles que demandam mais capital, mais investimentos vultosos.  O que antes parecia caro, agora, repentinamente — por causa dos juros menores — parece bem mais acessível.

Essa expansão monetária gera também uma expectativa de aumento contínuo da renda das pessoas e das receitas das empresas. Como consequência, as empresas expandem seus investimentos de maneira infundada, na expectativa de que o aumento esperado na renda futura das pessoas irá gerar demanda para tais investimentos.

Porém, a inesperada interrupção da expansão monetária, que começou no segundo semestre de 2011, não permite que este aumento esperado da renda e das receitas se concretize.  Ao mesmo tempo, os custos de produção (ainda defasados em decorrência de toda a inflação monetária anterior) e aumentos salariais seguiram aumentando.  Tem-se então um cenário de aumento de custos e de não-materialização da demanda esperada.  As empresas que fizeram investimentos vultosos repentinamente se descobrem com balancetes apertados.  Demissões e cortes de custos são a única solução.

Estamos adentrando esta fase (veja mais detalhes aqui e aqui), e tanto os burocratas quanto os industriais e os sindicalistas simplesmente não querem aceitar isso.  Acostumados com a fase de fartura do segundo semestre de 2009, de todo o ano de 2010 e do primeiro semestre de 2011 — toda ela gerada pela expansão artificial do crédito —, estas pessoas passaram a crer que o setor tem um direito natural à bonança contínua.  Mas a realidade econômica chegou para se estabelecer.

Por fim, quando se entende este mecanismo dos ciclos econômicos, torna-se fácil também entender por que todos estes pacotes de subsídios do governo não trarão os resultados desejados: embora eles de fato barateiem o crédito, reduzam os juros e facilitem novos projetos de investimento, quaisquer novos investimentos que porventura venham a ser feitos configurarão apenas desperdício de capital, pois não haverá demanda para eles quando ficarem prontos.  E não haverá demanda simplesmente porque, como dito, a atual interrupção da expansão monetária faz com que a renda futura esperada seja muito menor do que aquela que havia sido prevista por estes investidores, que foram logrados em seus cálculos pela expansão monetária.  Tudo o que este pacote de estímulos fará será aumentar os preços dos bens de capital, aumentar os preços da mão-de-obra e, no final, produzir coisas para as quais não haverá demanda, configurando assim uma enorme destruição de capital — e, consequentemente, um empobrecimento da economia, que assim terá menos recursos escassos disponíveis.

Portanto, de nada adianta querer proibir importações, manipular o câmbio e fazer pacotes econômicos (será que não aprendemos nada da década de 1980?): o problema atual advém da expansão monetária e creditícia, algo sob total controle do governo, por meio do Banco Central.  É esta a raiz do problema e é ela que deve ser entendida e atacada.  Proibir a livre transação dos consumidores brasileiros irá apenas nos empobrecer ainda mais, e postergar dolorosamente qualquer recuperação econômica.  O governo causou o estrago.  Logo, é o governo quem tem de ser punido — e não nós, consumidores.


Veja também: A filosofia da miséria e o novo nacional-desenvolvimentismo do governo brasileiro


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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Carlos Santos  04/04/2012 13:23
    Tenho certeza que nenhum brasileiro razoavelmente esclarecido iria concordar com essa sandice. Mas o que se pode fazer? Foram eleitos, e se outros (PSDB, por exemplo) fossem os eleitos não creio que o roteiro fosse uma linha diferente. Os consumidores, como o autor disse, não têm lobby e os protecionistas estão unidos. Patronato e sindicalistas (velhos inimigos) se unem, por alguma causa nobre? Não. Se unem contra o povo. A única opção que resta para quem não aguentar mais e querer se ver livre disso tudo é votar... com os pés!
  • Rodrigo Mak  04/04/2012 15:15
    Leandro,
    Você acha que essa expansão foi iniciada em 2009 principalmente para garantir a eleição da Dilma?
    Eles sabem que enquanto a economia estiver aparentemente indo bem não terão problemas de popularidade, certo? Mas até quando será possível suportar e empurrar o problema com a barriga? Dá pra ir até 2014 e garantir a reeleição, na sua opinião?
    Claro que a inexistência de oposição ajuda um pouquinho...
    A escola Austríaca nos ensina que quanto mais tempo demorarem as correções, pior será a queda. Quando a bomba estourar, será que o estrago será grande a ponto de quebrar o país?
    Desculpa o monte de perguntas, mas é que ando angustiado com as atitudes desses idiotas. Quando parece impossível piorar, eles sempre me surpreendem.
    Abraço.
  • Leandro  04/04/2012 15:34
    Prezado Rodrigo, sobre as motivações eleitoreiras de uma expansão monetária, eu obviamente nada posso vaticinar, pois aí eu estaria entrando naquela nebulosa área da "interpretação de cérebro". Mas não podemos nos esquecer também que o presidente do BACEN à época, o senhor Henrique Meirelles, possuía também fortes aspirações políticas. Vai saber...

    Sobre empurrar o problema com a barriga, não acho que seja possível. E por um motivo curioso: a pouca abertura de nossa economia. Explico.

    Um país como os EUA, por exemplo, que possui uma economia aberta, consegue manter uma expansão monetária e creditícia por um longo período de tempo porque, como sua economia é aberta, as importações ajudam a arrefecer as pressões inflacionistas geradas pela expansão do crédito. Sendo assim, aquele aumento dos juros que põe fim à expansão de crédito (e que dá início à recessão) só irá ocorrer um bom tempo após o ciclo expansionista ter começado. Por exemplo, a última expansão creditícia americana, aquela que gerou a bolha imobiliária, começou em meados de 2001 e só foi acabar em 2006. Neste ínterim, a inflação de preços ficou relativamente contida, tanto por causa das importações quanto pelo fato de o dólar ser uma moeda demandada mundialmente.

    Já aqui no Brasil, como temos uma economia fechada, qualquer expansão monetária e creditícia rapidamente se transforma em inflação de preços, o que faz com que o BC rapidamente torne a aumentar os juros. Ao passo que um ciclo expansionista dura 4, 5 anos nos EUA, aqui no Brasil ele mal chega a dois. Isso, paradoxalmente, chega a ser bom, pois o volume de investimentos insustentáveis acaba sendo menor (nada comparável à bolha imobiliária americana, por exemplo).

    E acho que isso responde, na negativa, à sua última pergunta.

    Abraços!
  • Getulio Malveira  04/04/2012 15:24
    Não sei se foi intencional, mas a entrada do texto me lembrou um outro muito famoso:\r
    \r
    "Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? quam diu etiam furor iste tuus nos eludet? quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?" \r
    \r
    Fico imaginando se o Leandro pudesse dizê-lo na cara de Mantega, se esse fugiria como o conspirador romano.\r
    \r
    òtimo texto... excelente análise como sempre!
  • Leandro  04/04/2012 15:36
    Prezado Getulio, uma honra ser remetido às catilinárias de Cícero. Mas juro que nem havia pensado nelas.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Arabatzoglou  04/04/2012 18:06
    Leandro, parabéns pelo texto.
    Depois de assistir num programa de TV dois economistas comentando sobre a eficiência do pacote, me surgiu uma dúvida. Um deles diz que o governo mais protecionista do mundo, desde o início da industrialização até a segunda guerra, foi justamente o americano atuando justamente nas tarifas de importação (até onde entendi, ele defende as barreiras de importação pois elas permitem que a indústria nacional se desenvolva). Este argumento realmente me pegou de "calça curta".
    Já assisti a diversas entrevistas de Peter Schiff e ele sempre cita o período pós revolução americana como um exemplo mais próximo do que pode ser o verdadeiro capitalismo. Não obstante, o IMB também já publicou alguns textos usando o mesmo exemplo daquilo que seria o mais próximo do capitalismo puro. Por este motivo, aquilo que o economista disse me surpreendeu: como poderia os EUA dos séculos XVIII e XIX ser o país mais protecionista do mundo?
    Fui pesquisar e de fato o governo americano parece ter criado diversas tarifas contra a importação (não sei se era a maior do mundo, mas foi um fato). Ao mesmo tempo, minha pesquisa indicou que até o começo do século XX, o governo americano era mantido exatamente por esta arrecadação em cima dos produtos importados (95% da arrecadação do governo era proveniente destas tarifas, segundo dados da Wikipedia). E aparentemente, foi justamente isso que permitiu que os EUA se tornassem o país mais industrializado e rico do mundo no século XX. Sendo que a arrecadação do governo era exatamente as tarifas sobre os produtos importados, o governo se mantinha pequeno e ainda permitia que em todo o território americano, se formasse uma enorme área de livre comércio e mercado já que os produtos não sofriam tributação quando eram negociados entre os estados. Tributações como as que existem hoje (retido na fonte e outros mais), só foram criadas durante o século passado.
    Pergunto para você: existe algum documento publicado aqui no IMB que explique este processo? Eu cheguei a procurar também no Mises americano mas nada encontrei. Caso não exista uma investigação dos austríacos nesta direção, amanhã ou depois alguém eventualmente também poderia ficar surpreso com o que os keynesianos dizem.
    Ao mesmo tempo, se o IMB não tiver nada que contradiz este ponto e desmistifica este imbróglio, fica a sugestão de um tema de artigo.

    Um abraço!
  • Leandro  04/04/2012 18:33
    Prezado Arabatzoglou,

    Os estados do norte gostavam de protecionismo para dar conforto às suas indústrias. Já os estados do sul defendiam o livre comércio, pois queriam importações baratas. Em 1860, o Congresso aprovou a Morrill Tariff, que elevou enormemente as tarifas sobre importações para proteger as indústrias do norte bem como seus altos salários, prejudicando severamente os estados do sul, que agora tinham de arcar com os altos custos de importação, mas que não tinham como repassar estes altos custos para seus preços, pois vendiam três quartos da sua produção para o mercado mundial. Vestuário, equipamentos agrícolas, maquinários e vários outros itens ficaram extremamente caros de se obter.

    Consequentemente, os estados do sul se rebelaram e quiseram se separar da federação. Aí deu-se origem àquela maravilha que foi a Guerra Civil Americana, com 600.000 mortos.

    Recomendo este texto a respeito, que faz uma ótima compilação destes eventos.

    Fora isso, as tarifas de importação eram, se não me engano, a principal fonte de financiamento do governo federal. Se não era a principal, era certamente uma das principais. Agora, daí a dizer que os EUA se industrializaram por causa destas tarifas é um chute e tanto. Tarifa não industrializa país; poupança e acumulação de capital, sim. E tarifa não cria poupança e nem muito menos permite a acumulação de capital.

    Isso que você ouviu é conversa de nacionalista-desenvolvimentista ávido para achar justificativa para nos espoliar.

    Abraços!
  • Arabatzoglou  04/04/2012 18:46
    Leandro,
    Me perdoe por não ter sido claro. De fato, as tarifas sobre os produtos importados financiavam aproximadamente 95% dos recursos do governo federal americano, ou seja, praticamente sua totalidade. Quer dizer, vc não está enganado. Muito pelo contrário, certamente destacou isso na sua explicação.

    Do mais, agradeço sua sugestão de texto e sua rápida resposta!
    Até mais!
  • Leon Kacowicz  05/04/2012 07:09
    Arabatzoglou,
    Não sou conhecedor profundo do assunto, mas pelo que li, essa percentagem de 95% da receita ser de tarifas de importação se deve à ausência de qualquer outro imposto com receita significativa e não pelas tarifas de importação serem supostamente altas.
    Foi essa ausência de muitos impostos que favoreceu a industrialização americana, e não as tarifas de importação.

    Um abraço!
  • Arabatzoglou  05/04/2012 11:52
    Leon,
    Você realmente chegou no ponto que eu gostaria de saber. De fato, a minha pesquisa (diga-se de passagem foi bem curta) indicou que a industrialização americana foi possível pela não tributação. Mas fato curioso, é que como 95% da receita do governo vinha de tarifas de importação, ele se manteve "pequeno" ou mesmo "ausente da economia" durante muito tempo. Como eu tentei dizer, foi esta ausência do governo que permitiu que a economia americana prosperasse tanto. A minha dúvida, no entanto, esta em saber se as tarifas sobre os produtos importados eram, de fato, as maiores do mundo como o economista disse (Luiz Beluzzo). Num debate, este pessoal "tira" umas coisas da cartola para defender o indefensável e até você explicar que focinho de porco não é tomada, passa-se o tempo e não se chega a conclusão alguma.
    O texto proposto pelo Leandro confirma que 95% da arrecadação do governo vinha de tarifas sobre as importações. No entanto, foi durante e depois da Guerra da Secessão que o governo americano começou a procurar novas fontes de financiamento, chegando ao tamanho que chegou. Portanto, o texto sugere que eles tenham aumentado suas fontes de financiamento da metade do século XIX até hoje. De fato, foi o governo Roosevelt (o da segunda guerra) que diminuiu as tarifas de importação, mas em compensação aumentou todos os outros.
    O texto que o Leandro sugeriu é muito bom e explica todas as barbaridades que o Sr. Lincoln aprontou. Porém, ele não faz nenhuma análise de quem cobrava as maiores tarifas de importação no mundo naquela época. Caso você tenha algum material para repassar, eu agradeço desde já.

    Abraços!
  • Breno Almeida  05/04/2012 12:11
    Tem no wiki uma tabela en.wikipedia.org/wiki/Tariffs_in_United_States_history por alguns periodos foi alta, mas no geral é baixa.
  • Breno Almeida  05/04/2012 12:42
    Esse estudo mostra www.econlib.org/library/Columns/y2003/Nyefreetrade.html atrave do grafico www.econlib.org/library/Columns/y2003/Nyefreetrade.gif que pelo menos de 1820 até 1860 a inglaterra tinha tarifas mais altas. Só no periodo da guerra civil americana que as tarifas ficaram altas. Sem duvida o Luiz Beluzo mentiu na maior cara de pau já que antes da segunda guerra de 1910 em diante as tarifas despencaram.
  • Arabatzoglou  05/04/2012 14:26
    Compartilho o vídeo:
    g1.globo.com/globo-news/entre-aspas/videos/t/todos-os-videos/v/crise-da-industria-nasce-na-dinamica-da-economia-brasileira-afirma-ex-ministro/1887876/

    Assisti-lo é uma perda de tempo mas é interessante atentar como eles manipulam a história para defender suas posturas.
  • Joao  05/04/2012 06:30
    Caro Leandro

    Na verdade o setor industrial esta definhando porque ele é o que mais sofre para sustentar a mamata do setor publico.

    Explico: como voce ja disse varias vezes, o governo para tapar seus rombos taxa tudo e todos. Porem quando ele taxa um dentista, ou algum comerciante, ele taxa a todos parelho. Nao ha concorrencia estrangeira. O consumidor nao tem escolha, ele nao pode utilizar um medico chines.

    Ja no caso da industria não. O consumidor pode comprar produtos de fora que sao mais competitivos por serem menos taxados em seu pais de origem que aqui.

    Quero salientar que sou contra o protecionismo, o governo deveria baixar o impostos de todos, nao aumentar o dos importados.

    Porem acho muito simplista dizer que os problemas da industria brasileira são por pura e simples incompetencia. Ja estive na China varias vezes e posso te dizer que eles nos ganham não é por terem fabricas melhores ou mais eficientes, mas por menos impostos e regulações internas.

    Abraço
  • Leandro  05/04/2012 06:58
    Prezado João, em momento algum disse que "os problemas da indústria brasileira são por pura e simples incompetência." Não apenas não disse isso, como ainda listei oito fatores que afetam o desempenho industrial (carga tributária, inflação, burocracia, regulamentações restritivas, encargos trabalhistas e sociais, sindicatos, e preferência dos consumidores e manipulação creditícia feita pelo Banco Central), dando maior destaque para este último.

    Rechaço, portanto, e com veemência, esta sua acusação como sendo infundada e displicente.

    Grande abraço!
  • Anderson  05/04/2012 23:33
    Será que a realidade já começou a brotar?: prejuízo bilionário da Gafisa. (g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2012/04/gafisa-tem-prejuizo-r-109-bilhao-em-2011.html)
  • amauri  09/04/2012 07:14
    Bom dia Leandro!
    O governo anuncia estas medidas estrambólicas e logo em seguida há uma enxurrada na imprensa do Brasil ser a sexta economia do mundo. A população só entende a ultima.
    Sobre o PIB e a demonização da valorização do Real, pergunto:
    Qual seria a classificação do PIB brasileiro de a queda do Dollar em nosso país não fosse uma da maiores?
    abs
  • Leandro  09/04/2012 07:34
    Exatamente, Amauri. Caso o dólar estivesse custando, digamos, R$ 2,30, certamente o PIB brasileiro seria menos espetaculoso aos olhos do mundo, e o senhor Mantega, paradoxalmente (já que ele tanto reclama do dólar baixo), não teria como sair dando pulinhos.

    Aliás, foi exatamente a desvalorização do real perante o dólar entre 1999 e 2004 o que derrubou a economia brasileira de oitava para a décima quinta posição no ranking mundial.

    Abraços!
  • Helena  13/04/2012 08:11
    Leandro,\r
    \r
    Na verdade, a mansidão dos tolos (nós) transforma-se no patrimônio dos espertalhões.E ,também ,sempre haverá mais ignorantes e crédulos enquanto a ignorância for gratuita e a lucidez dispendiosa.Além disso,os tolos servem de escada para esses espertalhões subirem e os oprimirem. Até quando?
  • Leandro  03/05/2012 09:09
    A porteira do curral segue trancada

    Receita mantém pente-fino nas importações

    Reclamação de importadores sobre atrasos não deve impedir operação iniciada em 19 de março

    Apesar das reclamações de importadores sobre atrasos na liberação das mercadorias nos portos, a Receita Federal afirma que não vai abrir mão de exercer "o dever" de verificar as operações que estão no processo regular de importação. O aperto na fiscalização faz parte da operação Maré Vermelha, a maior já lançada pelo Fisco, e uma das medidas do pacote de defesa da indústria brasileira lançado pelo governo no dia 3 de abril, a segunda fase do Plano Brasil Maior.

    [...]

    Desde o início da operação Maré Vermelha, em 19 de março, a área de fiscalização da Receita tem direcionado para o chamado Canal Vermelho, onde há uma verificação mais detalhada da documentação e da mercadoria, todos os bens de consumo de setores que mais sofrem com a concorrência desleal de produtos importados.

    São produtos têxteis, calçados, brinquedos, eletroeletrônicos, produtos óticos, artigos de plástico e, mais recentemente, máquinas e peças. Nesses setores, muito mais de 50% das declarações de importações estão sendo retidas para verificação, conforme antecipou o Estado.

    "Aqueles que são selecionados continuarão sendo fiscalizados", garantiu Checcucci. "Isso dá um caráter de gerenciamento de risco e seletividade. O objetivo não é atravancar o comércio lícito do País. É realmente apurar e identificar onde há irregularidades e, na medida da realização da própria operação, ir refinando critérios."

    Ele contou que os fiscais também identificaram importadores tentando segurar as cargas para não submeterem à fiscalização da operação Maré Vermelha. Como existe um prazo de 90 dias desde a chegada dos produtos no Brasil para o registro da importação, algumas empresas estão armazenando a carga na esperança que a Maré Vermelha seja suspensa antes do final do prazo legal. Na sexta-feira, a Receita apreendeu 10 contêineres no Porto de Pecém nessa situação.

    Segundo ele, outros setores podem ser incluídos e novas operações podem ser deflagradas. O subsecretário avalia que as críticas à Maré Vermelha são precipitadas. Porém, Checcucci acredita que os dados de um mês de operação, fechados no dia 19 de abril, mostram que a linha de atuação está correta.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  03/05/2012 13:05
    Saudações, a pergunta que ninguém fez: esse pente-fino está impossibilitando da mercadoria chegar mais barato para o povo?
    Estamos ferrados, além de estipular os salários e sobretaxar as mercadorias nacionais, patrulham as aduanas, vai um contrabandozinho aí, mano?
    Saquei.
  • Lucas  03/05/2012 12:39
    E como avaliariam o atual estado das coisas hoje? Juros caindo ao canetaço, discursinhos de sempre com a mesma adulação de sempre, pessoas que (ao menos fingem) creem na premissa keynesiana de pleno emprego pelo mérito da gastança e governo. Enfim, um tempo atrás li um artigo aqui, acho que do Leandro, sobre uma formula simples de observar a expansão da moeda (os "Ms", M1, etc) e pelos meus cálculos houve retração nos ultimos meses. Não obstante os juros caem. Como?
  • Leandro  03/05/2012 12:55
    Lucas, os juros caem exatamente pelo motivo que fui obrigado a repetir umas 17 vezes na seção de comentários deste artigo, o que até gerou piadas entre alguns leitores.

    Leia, por gentileza, as minhas respostas aos leitores Túlio, Rhyan, Allan, Diego, Flávio Antônio. Serão suficientes.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1238

    Abraços!
  • william  03/05/2012 19:41
    Aí está, a herança que o Keynes deixou para o mundo:
    economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral,desempregados-no-mundo-em-2012-serao-mais-de-202-milhoes,110737,0.htm

    E o pior é que agora esses "PHDs" elegeram um novo bode-expiatório: as políticas de austeridade.


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