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A nova estatização de Guarulhos

Jamais, em hipótese alguma, subestime a capacidade do governo de fazer besteira e conseguir piorar o que já era péssimo.

Peguemos o exemplo do que ocorreu ontem durante o leilão de concessão do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.  O aeroporto foi arrematado por um consórcio formado por duas empresas, INVEPAR e ACSA, que ofereceram o maior lance do leilão, R$ 16,213 bilhões de reais, 26% maior do que o lance proposto pelo segundo colocado.

Mas quem são estas empresas?  Sobre a INVEPAR, seu site já deixa explícito logo na página principal:

A INVEPAR foi criada em março de 2000.  Hoje, seus acionistas são a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (PREVI através do BB Carteira Livre I Fundo de Investimentos em Ações), Fundação Petrobras de Seguridade Social (PETROS), Fundação dos Economiários Federais (FUNCEF) e Construtora OAS Ltda.

Entendeu?  A empresa que irá operar Guarulhos, embora nominalmente privada, é gerida pelos fundos de pensão do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal. Sabe quais outras empresas são geridas por estes mesmos fundos de pensão?  As telefônicas. 

Sobre a OAS, é a mesma empreiteira da linha 4 do metrô de São Paulo (aquela que desabou em janeiro de 2007), do superfaturamento em licitações da Infraero, e do Rodoanel (que também desabou sobre a Rodovia Régis Bittencourt).  Ou seja, trata-se de uma empresa umbilicalmente ligada ao governo.

E quanto à ACSA — Airports Company South Africa?  Trata-se de uma estatal sul-africana, criado pelo governo daquele país em 1993 e controlada diretamente pelo Ministério dos Transportes da África do Sul. 

A distribuição final para o aeroporto de Guarulhos ficou assim: os fundos de pensão, representados pela INVEPAR, detêm 90% do consórcio vencedor, ao passo que a ACSA responde pelos 10% restantes.  Ambas as empresas deterão 51% de participação.  A INFRAERO permanecerá com os 49% restantes.  E o governo federal efetuou a sensacional façanha de entregar o gerenciamento de uma atividade estatal para mais outras duas empresas estatais.  Portanto, temos agora três estatais cuidando de Guarulhos.  E a mídia está chamando isso de privatização. 

(Não é à toa que os sindicatos, que sempre se manifestam contra privatizações, sequer se deram ao trabalho de protestar contra o ocorrido.  E por que deveriam?  Até eles sabem que o que está havendo não é privatização, mas sim estatização disfarçada.)

Ademais, quais as experiências destas duas empresas no setor aéreo?  A INVEPAR não possui nenhuma.  Suas áreas são rodovias e metrôs.  A INVEPAR gerencia o Metrô Rio, que opera as linhas 1 e 2 do metrô carioca; a Bahia Norte, em parceria com a Odebrecht, que opera as rodovias do sistema BA 093; a Linha Amarela, no Rio de Janeiro; a CLN, que administra a rodovia BA 099, no Norte da Bahia; a Cart, consórcio que opera a rodovia Raposo Tavares; a CRT, da rodovia Rio-Teresópolis; e a CRA, responsável pelo complexo viário de Suape, em Pernambuco.

Já a ACSA de fato lida com aeroportos, mas com nenhum de amplo relevo.  A estatal sul-africana administra 10 aeroportos daquele país: dentre os internacionais, OR Tambo International Airport (Johanesburgo), Cape Town International Airport (Cidade do Cabo), King Shaka International Airport (Durban) e Pilanesberg International Airport (Pilanesberg).  Já dentre os aeroportos locais, Bloemfontein Airport, East London Airport (Londres Oriental, cidade na parte sul da África do Sul), George Airport, Kimberley Airport, Port Elizabeth Airport e Upington Airport.  Além destes, a ACSA também participa, desde 2006, do consórcio que opera o aeroporto internacional de Mumbai (Mial), na Índia.

Por serem empresas com acionistas estatais, não foi surpresa alguma que ambas tenham apresentado o maior lance do leilão, com ágio de 373,5% sobre o valor inicial.  O lance se torna ainda menos surpreendente quando se sabe que o BNDES irá financiar 80% dos investimentos.  Utilizando dinheiro público a juros subsidiados, realmente não há grandes riscos de se perder dinheiro. 

Mas calma, ainda tem mais.  Veja o adendo a esta notícia:

BNDES poderá financiar até 80% de aeroportos privatizados

Participação do banco no financiamento de equipamentos nacionais poderá chegar a 90%; itens importados, comuns no setor aeroportuário, não poderão ser custeados pela instituição

Ou seja, em nome desta imbecilidade chamada nacional-desenvolvimentismo, e em decorrência desse câncer chamado parcerias público-privadas, os aeroportos nacionais praticamente não terão equipamentos de ponta, sendo entupidos com lixo nacional apenas para satisfazer ideologias.  Como as concessionárias são protegidas pelo governo, não estando sujeitas a concorrência, elas não terão nenhum incentivo para utilizar equipamentos de ponta.  Para que gastar mais e ter o trabalho de se modernizar se não há o menor risco de ver sua fatia de mercado encolher?

Há pouco mais de um ano, escrevemos um artigo sobre este assunto e fizemos as seguintes previsões (em negrito):

Mas, afinal, qual o problema com concessões?  Para responder a essa pergunta, basta o leitor se colocar no lugar de um empreendedor qualquer (o único pré-requisito é ser minimamente racional).  Partindo do pressuposto de que ninguém rasga dinheiro, faça a si próprio a seguinte pergunta: seria vantajoso eu despejar vários milhões de reais em uma obra que daqui a 20 anos será apropriada pelo governo?  Faria sentido eu me esforçar, fazer um trabalho realmente bem feito, investir ousadamente e prestar bons serviços aos consumidores, se daqui a 20 anos tudo isso será do governo?

É claro que não — e é justamente por isso que nenhum arranjo sob essas condições jamais seria firmado.  Não há empreendedores tão irracionais a esse ponto.  Logo, se tal arranjo sair, é certo que haverá um enorme aporte de financiamentos subsidiados via BNDES.  Ninguém seria insensato a ponto de usar capital próprio em um empreendimento que futuramente será arrebatado pelo governo, mesmo que tal arrebatamento envolva altas restituições.  Portanto, as obras serão patrocinadas por nós, mas os lucros ficarão todos para as empresas aéreas e empreiteiras, que obviamente repassarão uma parte para as campanhas de seus políticos favoritos, como agradecimento pelo privilégio.  Somos acionistas sem direito aos dividendos, cabendo a nós apenas o financiamento compulsório.

É possível um arranjo destes gerar serviços genuinamente interessados em bem atender o consumidor?  Há algum estímulo ou concorrência?

Temos aí um ótimo exemplo de capitalismo de estado ou corporativismo.  E o pior: tal artimanha já está sendo vendida sob o nome de 'privatização'.  Tão logo a insatisfação pública com os (futuros) serviços inevitavelmente negligentes começar a se manifestar, a culpa obviamente recairá sobre a livre iniciativa — muito embora esta esteja totalmente fora do arranjo —, restando ao governo, como sempre, o papel de salvador e agente promotor do "bem comum".

No mesmo artigo linkado acima, foram feitas sugestões sobre como a desestatização de fato deveria ser feita.  Não há nada a acrescentar a tudo o que foi dito ali.  No entanto, um detalhe neste leilão chamou a atenção: os consórcios participantes.  Ao analisarmos quem de fato se interessou pelos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, e quem de fato venceu os leilões, notamos o pendor do governo para desconsiderar a eficiência e para premiar os conchavos.  Por exemplo, dentre os vários consórcios participantes, havia três que realmente entendiam do riscado e que possuíam comprovada competência no setor de administração aeroportuária: Changi, Flughafen Zurich e Fraport. 

A Changi é a empresa responsável pela administração do moderníssimo aeroporto de Cingapura; a Flughafen Zurich é a empresa que opera o aeroporto suíço de Zurique; e a Fraport opera o aeroporto de Frankfurt.  Por que não foram estas as empresas escolhidas?  Alguém duvida de sua competência no setor?  Será que estamos em posição de esnobar a infraestrutura dos aeroportos de Cingapura, Zurique e Frankfurt?  Por que não simplesmente entregar a administração de nossos aeroportos, principalmente o de Guarulhos (que é o mais movimentado aeroporto da América Latina), a estas empresas, e dar liberdade para que elas façam o serviço? 

Porque a função do governo é arrecadar, sempre o máximo possível.  O governo não está preocupado primordialmente com a qualidade da gerência, mas sim com o quanto pode arrecadar em seus leilões (dinheiro importantíssimo para financiar seus gastos crescentes).  E estas três empresas, por serem sérias e competentes, não podiam se dar ao luxo de fazer ofertas astronômicas em leilões cujo marco regulatório ainda é incerto. Sendo empresas genuinamente privadas, elas não podem se aventurar em terreno desconhecido.  Muito menos podem elas competir com estatais, cujo caixa, ao menos em teoria, é farto — afinal, o dinheiro vem dos pagadores de impostos e, ao menos no caso da ACSA, ter lucro não é um imperativo.

Em vez de entregar nosso maior e mais movimentado aeroporto para suíços, alemães e cingapurianos comprovadamente competentes, o governo preferiu "vendê-lo" para fundos de pensão de estatais brasileiras e para uma estatal sul-africana.  E com recursos do BNDES, é claro, pois capitalismo e risco não são coisas com as quais estamos acostumados — principalmente fundos de pensão de estatais e empreiteiras que sempre trabalharam em parceria com o governo.

Portanto, ficamos assim: três estatais irão operar o mais movimentado aeroporto da América Latina.  Nada menos que 80% do empreendimento será financiado pelo BNDES (leia-se 'dinheiro tomado dos pagadores de impostos e emprestado a juros muito abaixo dos de mercado para as empresas favoritas do governo').  Para que haja este financiamento, a utilização de equipamentos importados está banida.  Suíços, alemães e cingapurianos competentes foram dispensados.  E, de alguma forma, isso está sendo vendido como privatização e capitalismo. 


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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.
Gustavo, os Dinamarqueses podem usufruir desse tipo de assistencialismo, justamente porque o mercado deles é produtivo.

O mercado deles é produtivo como consequência da LIBERDADE DO MESMO, como o próprio artigo aponta.

Lá não existe salario mínimo, o imposto sobre o consumo é baixo, assim como o imposto sob pessoa jurídica.
No máximo, o imposto de renda é alto, mas eles tem uma moeda forte e estável, um lugar livre pra se empreender e contratar alguém(não existe nem salário minimo lá!).

Defender o modelo Dinamarques na situação Brasileira demonstra toda a ignorância básica em economia, nosso mercado fechado produz pouco pra aguentar um estado desse tamanho. Ainda sim, o estado da Dinamarca é menor que o Brasileiro, nunca ouvi falar sobre lá ter quase 40 ministérios, nunca ouvi falar lá sobre a existência de Agencias Reguladoras em todos os setores do Mercado, nunca ouvi falar lá sobre a existência de centenas de estatais!

E mais, a crise Sueca dos anos 80 justamente explica isso, o Welfare explodindo nessa época acabou ''sufocando'' o mercado, deixando-os em uma crise enorme de déficits astronomicos.
Qual foi a solução?

Austeridade e Livre-Mercado, na década de 90 a suécia voltou a crescer fortemente, uma reforma radical de corte de gastos e liberdade de mercado, no fim das década de 80 e começo da 90, permitiu que a Suécia saísse da crise causada pelo Welfare.

Mas por fim, você acha justo tirar o dinheiro das pessoas a força pra sustentar tudo isso para os que não querem trabalhar?

Antes de qualquer boa consequência, analise a ética e a moral.
É como querer defender o homicídio, dizendo que isso amenizara a escassez na terra no futuro. Não interessa, homicídio de inocentes é errado, é irrelevante as boas ou ruins consequências que o crime pode trazer.

E mais, Noruega já esta retirando dinheiro do seu fundo, mais uma vez veremos mais uma crise em alguns escandinavos, o peso do estado não dura muito, por mais produtivo que um mercado seja. É economicamente impossível, a empiria da ciência economica prova isso!

O texto apenas demonstra que o sistema capitalista, ainda mais a forma liberal, é totalmente ineficiente.

Senão vejamos,

1: hoje já não é proibido nenhuma empresa ter seus laboratórios e certificados de qualidade internos ou externos, inclusive no Brasil existe a certificação "Certified Humane Brasil é o representante na América do Sul da Humane Farm Animal Care (HFAC), a principal organização internacional sem fins lucrativos de certificação voltada para a melhoria da vida das criações animais na produção de alimentos, do nascimento até o abate"; (não necessita liberalismo para isso), inclusive a Korin agropecuária é certificada por essa empresa, entre tantas outras.

2: Não é proibido nenhuma instituição avaliar a qualidade dos produtos e denunciar caso seja de péssima abaixo do esperado; (não necessita liberalismo para isso também)

3: No liberalismo estas mesmas instituições que avaliariam a qualidade ou emitiriam certificados poderiam ser construídas justamente para os objetivos do bloco gigante de algum ramo, como por exemplo carne, tendo esse poder eles também teriam o poder de patrocinar jornais e revistas para desmentir qualquer empresa de certificados privados concorrente e pronto, num mundo globalizado quem não aparece não é visto. O lucro dos grandes blocos estaria garantido... num capitalismo sem regulação estatal quem iria impedir isso? Da mesma forma que a "Certificadora" do grande grupo poderia difamar as carnes de um grupo concorrente.

claro, se não existissem grupos, talvez até funcionaria, porém pq não criar grupos para ter maior vulto de recursos para maior propaganda e maior lucro? Justamente. Apenas prova objetivo maior - lucro - é o motor para irregularidades, seja de agente público ou privado.

aguardando respostas...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Rogério Saraiva  06/02/2012 18:48
    Também farei uma previsão dificílima: os serviços continuarão ruins e o povo vai dizer que a culpa é da ganância, da desregulamentação e da privatização, embora nenhuma tenha dado as caras. Apostas?

    No mais, boas informações.

    Abs!
  • Ewerton Alipio  06/02/2012 19:16
    De fato, muito elucidativo. E, acrescento, esse é talvez o melhor texto sobre as privatizações fajutas dos aeroportos.
  • Felippe Hermes  06/02/2012 19:18
    qto a OAS tem um erro ali noq se refere a arena... n é a arena itaquera (q é tocada pela Odebrecht) e sim a arena do gremio... q é privada, mas evidentemente com uma graninha do BNDES
  • Fred  06/02/2012 19:43
    Se não me falha a memória, essas empresa, Odebrecht e OÁSIS tem sócios em comum
  • Russo  06/02/2012 19:30
    Adendo, Leandro.

    A Fraport detém 70% da empresa que administra Aeroporto Internacional de Callao no Peru. A concessão foi feita em 2001 dando 30 anos para essa empresa administrar o aeroporto. Após reformas, o aeroporto foi eleito em 2009, 2010 e 2011 o melhor aeroporto da América Latina.

    Além de ter um Duty Free excelente!
  • Vinicius  06/02/2012 19:53
    kkkk q merda esse pais......

    bom trabalho, Leandro
  • Thyago  06/02/2012 20:04
    É uma piada de mal gosto isso que se faz...

    A retórica da "privatização" afasta muitas pessoas que poderiam ser simpáticas ao liberalismo. Deveriam ser tomadas outras atitudes e argumentação, como oposição ao monopólio – independente de ser governamental ou privado.

    Ontem escrevi um texto sobre o assunto - a quem interessar:

    naocurtoprazo.blogspot.com/2012/02/privatizacao-monopolios-e.html
  • Alexandre M. R. Filho  06/02/2012 20:24
    Leandro, seu poder de síntese e clareza são invejáveis.

    Vcs do IMB foram rápidos e certeiros e precisam chegar à grande mídia.
  • Leandro  06/02/2012 20:26
    Bondade indevida e imerecida, prezado Alexandre.

    Grande abraço!
  • Andre Ichiro  06/02/2012 20:51
    Com um pouco de lobby e uma pitada de jornalismo furado rapidamente alta influência política, recursos do BNDES e participação de fundos de pensão de estatais falaciosamente se tornam "privatizações". Mais do que não-criação de riqueza por intervenção na propriedade alheia e problemas de captura onde simplesmente vale a pena controlar o planejador central que continua interferindo no setor, me parece que esse cenário de monopólio forçado sob a alcunha da "privatização" ainda gera a percepção ilusória de que mais ações do Estado são necessárias. Se o setor - que foi re-estatizado - for mal, então é culpa da "privatização" (que nunca existiu). Aí resta uma re-re-estatização (!) dos aeroportos onde o Estado deverá fiscalizar de modo exemplar - intervir mais ainda - a sua própria atuação incompetente (com o dinheiro alheio, é claro). Nada pode ser mais natural, afinal de contas se o Estado é burocrático, lento e caro para agir magicamente ele é eficiente para se auto-fiscalizar; basta que tanto surjam dívidas maiores em nosso nome - seguindo o modelo bem sucedido da Grécia - quanto também parece ser uma ótima opção que se tribute um pouco mais os brasileiros que trabalham apenas 150 dias tão somente para pagar os impostos ao "rei". Por fim, lembre-se que a roubalheira é só um efeito colateral desse inchaço da máquina pública, uma vez que basta pensar em pilhas de trilhões de reais ao lado de partidos políticos que não competem ideológicamente para entender o problema da corrupção. Eis o funcionamento do Crony Capitalism: uma socialização dos prejuízos ali seguida do embolso dos privilégios acolá, enquanto os reais empresários somem - desincentivados por regras do jogo que prejudicam a inovação - junto com o acesso a bens e serviços de alta qualidade e preços baixos...
  • Andre Ichiro  06/02/2012 21:15
    Ótimo artigo!
  • Tiago RC  07/02/2012 01:24
    Tiram sarro da nossa cara de forma deslavada.
    Esse artigo tem que ser espalhado o máximo possível. Enviem a seus contatos, todo mundo tem que saber.
    Que filhos da puta sem vergonha.

    Obrigado Leandro e equipe IMB por estarem sempre atentos a esses abusos aos quais somos cotidianamente submetidos. Mesmo não sendo um site de notícias, frequentemente me informo melhor do que acontece no mundo por aqui do que nos sites que teoricamente servem a esse propósito.
  • tulio  07/02/2012 03:51
    Muito bom.

    Parabéns.
  • Marconi Soldate  07/02/2012 03:58
    Ótimo artigo Leandro, parabéns!
  • José Roberto  07/02/2012 04:21
    Da vontade de chorar...

    Mas o que deveria ser feito para melhorar a questão aérea:

    1: Abrir o mercado, irrestritamente, para companhias aéreas estrangeiras operarem vôos domésticos.
    2: Permitir que qualquer empresa, aérea ou não, construa e opere terminais ou aeroportos próprios. Cobrando valores de mercado pelos serviços. Para satisfazer os medrosos, a ANAC poderia ter a responsabilidade de ditar as normas de construção desses locais.
    3: Permitir que empresas privadas controlem o tráfego aéreo. Novamente, pode até ter alguma regulamentação da ANAC, mas essa atividade não pode ser proibida.
    4: Diminuir a burocracia para a abertura de novas companhias aéreas.
    5: Ideal seria fechar a ANAC e abolir todas as regulamentações, mas sabemos que a luta por um setor aéreo desregulamentado é muito difícil, deveria pelo menos reduzir as atividades da agência.

    Isso tudo ter que ser somado a outro fator: Abertura total do mercado de petróleo, livre mercado real nesse setor, para o preço do combustível cair, diminuindo ainda mais os preços das passagens.
    Agora imaginem: Dezenas, talvez centenas de empresas aéreas do mundo todo disputando mercado aqui, tentando expandir rotas. Para tal, teriam que investir em novos aeroportos. Preços no chão, cidades antes ligadas apenas por linhas de ônibus, agora com vôos diretos.
    Novas companhias, novos aeroportos, novas rotas. Dinamismo e eficiência. Promoções. Empresas de baixo custo oferecendo viagens do Oiapoque ao Chuí a preços irrisórios. Ponte aérea São Paulo-Rio De Janeiro a preços bem menores. Viagens internacionais mais baratas.

    E vou até mais longe, desregulamentando a construção e operação de ferrovias e rodovias, a concorrência seria monstruosa. Essa seria a primeira vez que a tão falada "integração nacional" iria funcionar.
  • Fabio  07/02/2012 05:03
    A PETROS, FUNCEF e PREVI nao sao fundos de pensão totalmente privados?
  • Leandro  07/02/2012 05:14
    Fabio, quem determina os presidentes dos fundos de pensão, bem como os ocupantes de cargos no alto escalão dos fundos, é o presidente da República. Veja exemplos aqui:

    colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/05/13/ricardo-flores-sera-o-novo-presidente-da-previ/

    www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2010/07/10/internas_economia,201765/index.shtml

    "Carlos Alberto Caser assumiu a Presidência da Funcef na última segunda-feira. Ele considerou "normal" a substituição e descartou a existência de aparelhamento ou interferência político-partidária na Funcef. "O governo indica para os cargos as pessoas que estão na sua base de sustentação política. É assim em qualquer lugar do mundo."
  • Hay  07/02/2012 05:31
    Leandro, você sabe se há algum livro ou artigo a respeito dessa fortíssima presença dos fundos de pensão estatais na economia?
  • Leandro  07/02/2012 05:36
    Boa pergunta, Hay. Se há, eu gostaria de saber. Aceito qualquer indicação. No momento, temos apenas notícias de jornais e informações de blogueiros antipetistas.
  • Daniel Marchi  07/02/2012 07:03
    Não gosto de indicar materiais que não li, mas uma indicação poderia ser o livro abaixo. Conforme as resenhas e notícias ele aborda essa questão das empresas "amigas" e dos fundos de pensão. O livro é de 2010.

    CAPITALISMO DE LAÇOS: OS DONOS DO BRASIL E SUAS CONEXOES
    www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=8535242430

    O capitalismo de laços no Brasil e a privataria que não houve
    www.brunogarschagen.com/2012/01/o-capitalismo-de-laco-no-brasil-e.html

    Entrevista Sérgio Lanzzarini - Capitalismo de Laços
    adepar.wordpress.com/2011/05/29/entrevista-sergio-lanzzarini-capitalismo-de-lacos/
  • anônimo  16/10/2015 18:29
    Leandro,

    Esse artigo já tem mais de três anos, mas deixo aqui uma colaboração.

    Sobre uso de Fundos de Pensão, sugiro esse livro do Romeu Tuma Jr, Assassinato de Reputações.

    Mais especificamente à página 173, sobre a "dica" do Naji Nahas:

    "Na volta, sobre o golpe do qual era acusado (e do qual foi absolvido em 2004), Nahas me diz: "Isso eu faço todo dia (segundo as acusações, Naji Nahas tomava dinheiro emprestado em bancos para comprar e vender ações via laranjas, elevava os valores das mesmas, pagava os bancos e embolsava os lucros) não é a primeira vez que eu faço isso. Vocês têm que ir atrás de fundo de pensão". Ficou a dica. Pelo visto, ele tinha razão..."
  • Cristiano  07/02/2012 07:15
    Hay, o Peter Druker escreveu um livro sobre isso ainda nos anos 70.
    Nesse artigo: www.nivaldocordeiro.net/economiapoliticadacrise , Nivaldo Cordeiro explica bem esse fenomeno.
    O Capitalismo sem rosto é um falso capitalismo.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  08/02/2012 07:41
    Saudações, tranquilo descobrir, www.petros.com.br, no sítio há filosofia de investimentos e portefólio.
  • Thiago Bini Pigato  07/02/2012 07:02
    Tão privados que são administrados pelo PT
  • Fabio MS  08/02/2012 05:23
    São privados, em tese. É o governo que indica os seus gestores.
  • Steve Ling  07/02/2012 05:32
    O que aconteceu não foi privatização e sim um drible na Lei das licitações. Agora o governo poderá gastar sem a interferência dos órgãos de controle (como se isso funcionasse). O governo continua com 49% e os fundos de pensão 90% do restantes.
  • Isaias Lobao  07/02/2012 05:55
    Definitivamente, o Brasil não é um país sério. Re-estatização com nome de privatização. Pergunto: Por que as estatais estrangeiras seriam melhores gestores do que as nossas? Com empréstimo do BNDES, até eu sou um bom gestor de aeroporto.
  • Rhyan  07/02/2012 07:30
    Não consigo comentar...
  • Filipe F.  07/02/2012 07:46
    Mais uma vez, perfeito na análise!\r
    \r
    É duro ter que aguentar a mídia falando de privatização.\r
    \r
    O Brasil está longe de ser um país sério!
  • Claudino  07/02/2012 07:48
    HUUUUUMMMM!... ESTAS "PRIVATIZAÇÕES" PETISTAS DOS AEROPORTOS, SEI NÃO. \r
    Tem jeito de PT trabalhando daquele jeito "honesto" que eles acusaram o PSDB... Ou até muito mais "honesto", quem sabe?\r
    Então o negócio, que segundo seu próprio vendedor valia $ 10,00 e teria seu comprador financiado em 80% ($ 8,00) para levá-lo, foi arrematado por $ 44,70 ($ 10,00 + ágio de 347%)? \r
    Isso quer dizer que o BNDES agora vai botar 80% x $ 44,70 = $ 35,76 no negócio, certo? Dos quais a INFRAÉRO, dona de 49% das empresas que administrarão os aeroportos, tomará 49% x $ 35,76 = $ 17,52, $ 7,52, ou 75,2% a mais do que o valor de todo o negócio que, segundo seu vendedor, deveria montar a $ 10,00, certo? E, ainda, outro tanto do financiamento do BNDES será tomado pelos fundos de pensão das estatais, certo?\r
    Ainda estou tentando achar a ponta dessa maçaroca, mas aí tem negociata das grandes.\r
    Para começar, parece que os compradores incluíram neste ágio que estão "pagando" (não parece que estão recebendo?) um valor que determinaria que aquela parte que seria tomada apenas pela INFRAERO, ou seja, pelo sócio governo, junto ao BNDES seria capaz de suportar todos os investimentos que eles teriam que fazer do próprio bolso como contrapartida.\r
    Chamem o Élio Gaspari, o maior especialista em privataria, please!\r
    Outra hipótese para o que possa estar escondido neste superhiperultra ágio de 347% destas privatizações do PT pode ser, pura é simplesmente, que os avaliadores do Governo Dilma botaram o patrimônio público dos aeroportos brasileiros a venda a "preço de banana": valia $ 44.70 r eles botaram a venda por $ 10,00.\r
    Help, Élio Gaspari! Qual das duas alternativas é a MAIS correta?\r
  • José Roberto  07/02/2012 09:03
    Fiz um calculo aqui. Considerando que 80% dos valores pagos pelos aeroportos serão bancados pelo BNDES(sob juros subsidiados que possivelmente ficarão abaixo da inflação), temos a seguinte situação:

    Guarulhos:
    Valor Mínimo: R$3,4 bi
    Valor Pago: R$16,213 bi
    Valor Pago pelo consórcio: R$3,24 bi
    Valor Pago pelo BNDES: R$12,97 bi

    Viracopos:
    Valor Mínimo: R$1,5 bi
    Valor Pago: R$3,821 bi
    Valor Pago pelo consórcio: R$0,76 bi
    Valor Pago pelo BNDES: R$3,05 bi

    Brasilia:
    Valor Mínimo: R$582 mi
    Valo Pago: R$4,501 bi
    Valor Pago pelo consórcio: R$900 mi
    Valor Pago pelo BNDES: R$4,501 bi


    Conclusão: O único aeroporto que foi concedido por um valor acima do mínimo do leilão, se desconsiderarmos os empréstimos do BNDES, foi Brasilia.
    Se o BNDES não se oferecesse para financiar os projetos, Guarulhos precisaria de R$160 milhões a mais e Viracopos de R$ 740 milhões. Porém Guarulhos recebeu R$12,97 bilhões e Viracopos R$4,501 bilhões a mais!
    Apenas Brasilia não precisaria de mais investimento e teria um ágio de verdade, no caso R$380 milhões
  • José Roberto  08/02/2012 06:06
    Leandro, você que entende bem dessas coisas, pode me ajudar?

    www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Areas_de_Atuacao/Infraestrutura/Logistica/condicoes_apoio_aeroportos.html

    Nesse link está explicando como será o financiamento do BNDES para os aeroportos. Não entendi a taxa de juros.

    Remuneração básica: 0,9% a.a.
    Taxa de risco de crédito: de 0,46% a.a. a até 3,57% a.a.

    O que seria e como é calculada essa "taxa de risco de crédito"? Você saberia me responder?

    Fiquei imaginando, somando 0,9% com 0,46%, seria uma incrível taxa de 1,36% a.a.! Na pior das hipóteses utilizando 3,57% a.a. o total seria 4,47% a.a.
    Sem dúvidas isso fica abaixo da inflação, então no final das contas a concessionária vai pagar MENOS do que pegou emprestado! Ou eu entendi alguma coisa errado?
  • Leandro  08/02/2012 06:28
    Pelo que entendi, a fórmula dos juros será: TJLP (6%) + Remuneração básica (0,9%) + Taxa de risco de crédito (de 0,46% a até 3,57%) = de 7,36% a 10,47%.

    Observe que o "pior" dos cenários (10,47%) ainda representa juros abaixo da SELIC, o que significa que o governo (ou seja, nós), como explicado neste artigo, está na realidade pagando por todo este processo.

    E você achando que o PT não tinha como ficar ainda pior...

    Abraços!
  • José Roberto  08/02/2012 06:36
    Entendi. Não tinha me atentado à essa TJLP. Mas ainda assim é um absurdo eles pagarem menos de 5% a.a. de juros enquanto nós pagamos... um pouco mais.
  • Rodrigo  07/02/2012 09:15
    Mais uma vez os "austríacos" desmascarando o intervencionismo disfarçado de capitalismo. Ainda acredito que nesses lados dos trópicos isso tudo cairá por terra qd os verdadeiros defensores do livre mercado se apresentarem à público. Com suas teorias, análises, fatos históricos e tudo mais.
    O melhor é que qd chegar, qq oposição por mínima que seja, vai ficar de boca aberta por não saber no terreno que estão mexendo, hehe. Sequer tem noção dos ensinamentos da EAE.

    Acho que uma das lições mais importantes dos austríacos que aprendi foi entender que a crise de 29, que soterrou o liberalismo, não passa de marmotagem. Foi a força definitiva que me fez defender ainda mais esse sistema econômico tão mal compreendido. Daí pro resto foi consequência.
  • Eduardo  07/02/2012 10:22
    Muito bom artigo Leandro. Completaria que vi numa matéria do Valor que, pelos números estimados pelo governo, o retorno anual estaria entre pífios 3% ou 4%, ao que um representante dos ganhadores respondeu dizendo que alavancariam as receitas não-operacionais que o governo não previu nos editais.\r
    \r
    O interessante é que mesmo que o retorno seja só de 3%, como a compra é com dinheiro dos outros, sai altamente lucrativo!\r
    \r
  • Giancarlo  07/02/2012 10:24
    É absurdo, a Odebrecht rouba até na Angola, aqui o link para uma notícia de um jornal de lá:

    "A ODEBRECHT pagou mais de 120 milhões de dólares nos últimos dois anos em comissões e luvas a governantes Angolanos." link -> www.zwelangola.com/opiniao/index-lr.php?id=4230

    E mais: "O que se passa actualmente começa a ser demais, a Odebrecht mete-se em tudo, não só na capital, Luanda, mas também em províncias como Benguela, Huambo, Malanje, Lunda- Norte, Lunda-Sul, Huíla, Kwanza-Sul, etc.

    A construtora participa integralmente na construção de 186 quilómetros de auto-estradas, entre a capital e outras províncias, e de Benguela para diversos destinos. Aí, segundo parece, não por ter ganho concurso algum, mas sim a indicação superior..."

    Sem contar os desvios nas reformas da refinaria da Petro no Paraná, onde o ministério público ordenou o cancelamento das obras em virtude de R$ 1,4 bilhoes desviados, e o então presidente LULA, usou de um canetaço indo contra o tribunal de contas e o ministério público e teve a cara de pau de fazer um discurso dizendo que "não iria parar com as obras para que nenhum trabalhador perdesse seu emprego" um terrível piada de mal gosto. Mais aqui: revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2011/10/dinheiro-saindo-pelo-duto.html

    Frustrante, mesmo pacifistas a vontade de "pegar em armas" aparece nessas horas. Penso que é impossível alguma mudança incremental no Brasil devido as grandes diferenças culturais, a massa do Norte e Nordeste inviabiliza novos modelos de gestão, o país deveria ter nova demarcação de divisas para que surgisse alguma esperança no curto e médio prazo.

    Abraços e gracias por mais um brilhante artigo.
  • Nyappy!  07/02/2012 19:45
    Frustrante, mesmo pacifistas a vontade de "pegar em armas" aparece nessas horas. Penso que é impossível alguma mudança incremental no Brasil devido as grandes diferenças culturais, a massa do Norte e Nordeste inviabiliza novos modelos de gestão, o país deveria ter nova demarcação de divisas para que surgisse alguma esperança no curto e médio prazo.

    E donde o Suldeste e o Sul -- com o PSDB e o PT como segunda maior força política -- conseguiriam viabilizar novos modelos de gestão? Quer dizer que se o Nordeste e o Norte votassem no PSDB as coisas mudariam? Não me faça rir!

    PSDB e PT são apenas duas faces da mesma moeda esquerdista, socialista e clientelista, tão ruim quanto a cegueira dos Petistas é a cegueira dos Tucanistas -- que pensam que é só não votar no PT que o Brasil estaria melhor.
  • Paulo Sergio  08/02/2012 03:19
    Quem foi que falou em PSDB?
  • Giancarlo  08/02/2012 09:24
    Exatamente Paulo Sérgio,

    Ninguém falou em partidarismos, a crítica é muito mais relacionada ao porte que o Estado toma em um país com tamanha extensão e sim, também, as grandes diferenças culturais, o sul é muito mais politizado e menos assistencialista, poderíamos citar inúmeros exemplos, citando grosseiramente só 1: O maranhão é o estado com a menor renda per capita do país, acreditem ou não a média é de R$ 405,00/mês, e mesmo assim eles elegem o senador a mais tempo em atividade no congresso, Sr. José Sarney, e sua filha governadora do Estado em questão.

    Nyappy

    "Não acho que as diferenças culturais no Brasil sejam grandes, aliás, acho que são bem pequenas levando em consideração o tamanho do país. O problema que vivemos hoje no Brasil não se resume ao Norte/Nordeste, se resume ao esquerdismo Gramsciano que está encrustado em todas as regiões do Brasil."

    Só alguém que não saiu do seu bairro acredita que as diferenças no Brasil não são grandes, compare o atendimento em um Hotel de Curitiba, Porto Alegre ou São Paulo, com a grande maioria de hotéis em Salvador. Bom, o resto não vale nem comentar, se leva em consideração o tamanho do país para justificar estas grandes diferenças, diminua-se então o tamanho. Vamos de plebiscito, deixar a população do sul, centro e sudeste decidir que abre mão do Norte e Nordeste, ninguém tem obrigação de carregar esse câncer nas costas
  • Andre Cavalcante  08/02/2012 10:58

    "o sul é muito mais politizado e menos assistencialista"

    Olha, não querendo mexer muito nesse angu, mas tô morando em POA agora e te digo, a cidade sede do Fórum Social Mundial não é nem um pouco mais politizada que Campinas, por exemplo, que também conheço.

    De fato há menos analfabetos, e o PIB per capita é maior, mas o que aqui existe mesmo é um falso intelectualismo. Todo mundo diz que a favor dos pobres, desde que o governo tome conta deles! E quando dizem governo, esperam estar lá para ajudar os pobres...

    "a massa do Norte e Nordeste inviabiliza novos modelos de gestão"

    Gestão de quê? Do governo? Da iniciativa privada? Meu ponto de vista: o que viabiliza ou não novos "modelos de gestão" é nível escolar e o respeito pela cultura local. Por exemplo, na minha cidade natal há muitas fábricas japonesas e todos os dias os funcionários fazem exercícios físicos na entrada, usam 5S, etc. Isso não funcionava bem em Campinas, por exemplo. E olha que Campinas tem uma população com nível escolar médio muito maior (talvez até por isso!).

    E a cultura brasileira é diversa, sim, mas não é tão grande, assim. Saí de Manaus e cheguei em Porto Alegre. Aqui fui recebido como brasileiro e mesmo as piadas gaúchas me soaram bem. A história daqui é ensinada na escola de lá. Assim como a história dos bandeirantes, do quilombo de Palmares, da escravidão negra no Nordeste e nas lavouras de café de São Paulo etc. etc. etc. Foi diferente de quando estive na Europa, onde é realmente outra cultura. Relativo isso de cultura.

    Abraços
  • anônimo  08/02/2012 11:16
    Eu moro numa cidadezinha do sul de SC. Chama-se Turvo. É a capital brasileira da mecanização agrícola. Nenhuma cidade no Brasil usa menos gente por hectare na lavoura.\r
    \r
    A prefeitura emprega boa parte dos moradores através das escolas, postos de saúde, creches, obras públicas.\r
    \r
    A prefeitura entrega casas populares ao mais pobres de graça. Não é a juro baixo. É de graça mesmo.\r
    \r
    A prefeitura disponibiliza vários carros para levar as pessoas nos médicos em outras cidades.\r
    \r
    A prefeitura dá ônibus de graça para quem faz faculdade em outras cidades.\r
    \r
    A prefeitura acaba de comprar máquinas para ajudar os agricultores a plantar arroz.\r
    \r
    A prefeitura organiza campeonatos de esportes variados em que, um dos requisitos para participar é votar na cidade.\r
    \r
    A prefeitura organiza anualmente uma grande festa na cidade com comidas típicas e shows gratuitos.\r
    \r
    A prefeitura entrega dinheiro vivo aos "clubes de mães", cuja função é dar atividade para donas de casa que não fazem nada.\r
    \r
    A prefeitura empresta gratuitamente as quadras das escolas para o povão jogar futebol.\r
    \r
    A prefeitura organiza feiras para que os colonos vendam seus produtos na "praça".\r
    \r
    A prefeitura tem um veterinário à disposição dos agricultores gratuitamente. Basta ligar, que ele vai. É quase um SAMU para os bichinhos.\r
    \r
    No Natal, a prefeitura passa um mês fazendo shows gratuitos e fornecendo diversão barata para a população, sem contar toda a decoração.\r
    \r
    COMO É QUE DÁ PRA SER MAIS ASSISTENCIALISTA QUE ISSO????
  • Giancarlo  08/02/2012 13:54
    Anonimo,

    O Canadá e a Suécia também possuem uma série de benefícios sociais, e isso não é ruim. A sua primeira frase já justifica todas as colocações:

    "Chama-se Turvo. É a capital brasileira da mecanização agrícola. Nenhuma cidade no Brasil usa menos gente por hectare na lavoura." Excelente, melhor utilização de mão-de-obra do país! Além disso, restante das áreas rurais (20% são totalmente utilizados na pecuária) e é o 3º maior produtor de arroz de Santa Catarina.

    Com essa produtividade toda, a arrecadação de ICMS naturalmente será relevante, nada mais justo que os cidadãos de Turvo usufruam de todos esses benefícios, que, um salve para a prefeitura de Turvo, estão sendo investidos em Educação e Cultura.

    Errado seria se metade de todo o imposto que os Turvenses (deve ser isso) pagam fosse destinado para a prefeitura de Parnaíba, no Piauí, terra do Senador Mão-Santa. É mais ou mesmo isso que acontece com a arrecadação de impostos federais. Regiões com maior produtividade e geração de riqueza pagam os tributos que financiam regiões menos eficientes.

    Maior assistencialismo é quem não planta, colher os frutos.

  • Giancarlo  08/02/2012 14:05
    André,

    "Olha, não querendo mexer muito nesse angu, mas tô morando em POA agora e te digo, a cidade sede do Fórum Social Mundial não é nem um pouco mais politizada que Campinas, por exemplo, que também conheço."

    Porque Campinas não é do SUL? Acontece com gaúchos em geral achar que o Sul se resume ao estado. Minha "encrenca" é com Norte e Nordeste.

    "Gestão de quê? Do governo? Da iniciativa privada? Meu ponto de vista: o que viabiliza ou não novos "modelos de gestão" é nível escolar e o respeito pela cultura local. Por exemplo, na minha cidade natal há muitas fábricas japonesas e todos os dias os funcionários fazem exercícios físicos na entrada, usam 5S, etc. Isso não funcionava bem em Campinas, por exemplo. E olha que Campinas tem uma população com nível escolar médio muito maior (talvez até por isso!)."

    Melhor gestão dos recursos que o governo cobra de quem produz. O imposto pago por São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e etc... é redistribuído pelo governo e vai parar nos mais diversos lugares, inclusive na verba indenizatória de R$ 100 mil/mês do Amapá.

    Nem dá p começar a falar para não soar totalmente segregacionista. Happy-hour no Nordeste começa as 16:30, e quando alguma fábrica como a q mencionou em Campinas surge no Norte e Nordeste, o exercício físico que o pessoal faz acaba sendo nos enormes infra-estruturas de puteiros que surgem junto a esse tipo de empreendimento.
  • Andre Cavalcante  08/02/2012 14:32

    Acho que você devia conhecer um pouco mais o pessoal do norte e do nordeste.

    Estás muito coletivista pro meu gosto.

    As pessoas são cada qual uma pessoa única. Eu conheci um senhora, no interior do Amazonas, que criou 5 filhos, lavando roupa. Trabalhava de sol a sol. Um dos filhos tornou-se professor, com curso superior. 6 dos netos tem graduação e 2 deles tem mestrado e doutorado. Também conheci um rapaz aqui em Porto Alegre que, por opção, resolveu morar na rua. Passa o dia pedindo dinheiro no centro de Porto Alegre.

    A propósito, o Amazonas, por causa da Zona Franca de Manaus, também entra na conta negativa do imposto. Nós lá arrecadamos muito mais do que o governo repassa ao Estado. Tal qual no centro-sul. E não, Campinas não é Sul, é Sudeste. Assim como quem mora no Norte não é Paraíba, como muita gente em São Paulo pensa! Mas todos são brasileiros. Ao menos por enquanto.

    Abraços
  • Angelo Viacava  08/02/2012 15:00
    Não somos tão orgulhosos de ter produzido um Getúlio Vargas, o pai dos pobres - aliás, pai da pobreza, pois deu direito a tudo para todos e tirou a liberdade de trabalharem livres por conta própria - e mãe dos ricos? O meu, o nosso Rio Grande do Sul é a maior reserva ideológica da esquerda no Brasil. Falar dos generais gaúchos da década de 1960? Entregaram as universidades à esquerda, para que fizesse seu Think-tank de doutrinação sem incômodos. Oh, nós gaúchos, somos tão politizados. Pega um guri com dez anos de escola aqui no Rio Grande do Sul e aplica um teste de conhecimentos. Verás um analfabeto funcional, com raríssimas exceções. Não temos ensino melhor, os educadores estão nas filas dos sindicatos gritando por mais direitos e benefícios, para depois fornecerem uma suposta melhor qualidade de ensino. Então somos reféns, só teremos mais qualidade se pagarmos-lhes mais dinheiro? Temos anos a mais de escola, o que pode significar mais anos de doutrinação esquerdista.
  • Rodrigo  08/02/2012 05:04
    a massa do Norte e Nordeste inviabiliza novos modelos de gestão

    Diga o que o Sul/ Sudeste criou após o regime militar para barrar o esquerdismo no âmbito político? No máximo temos algumas instituições que visa a educação a longo prazo sendo que algumas parecem estar mortas até. Essa diferença cultural Norte/ Sul não é tão grande assim na prática. Sequer há um partido conservador ou liberal neste país pra poder dividir o tipo do eleitorado.

    Acorda pra vida!
  • Giancarlo  08/02/2012 10:06
    Prezado Rodrigo,

    Em 2009 81% do PIB Nacional era produzido no Sul, Sudeste e Centro-oeste. É isso que fazemos desde antes do Regime Militar, produzir e pagar impostos para sustentar nossas belas regiões do Norte e Nordeste.

    Att.
  • Andre Cavalcante  08/02/2012 06:00
    "Penso que é impossível alguma mudança incremental no Brasil devido as grandes diferenças culturais, a massa do Norte e Nordeste inviabiliza novos modelos de gestão, o país deveria ter nova demarcação de divisas para que surgisse alguma esperança no curto e médio prazo."

    Você está sugerindo uma ruptura do Brasil em estados menores? Talvez, a Amazônia (incluindo aí de Rondônia pra cima, a República do Grã-Pará (de Tocantis pra cima), os Estados Unidos do Nordeste, a República do Sul (viva aos gaúchos!) e por fim a República do Brasil, resumido aos atuais centro-oeste e sudeste?

    Talvez até acontecesse se o direito a secessão fosse aprovada na constituição, mas duvido muito - há muitos interrelacionamentos entre muitos dos estados do Brasil em diferentes regiões, tanto economicamente, quanto de gente, independentemente das tão propaladas diferenças culturais no Brasil, e ademais o Brasil só é o que é porque é grande, se quebrar, não sei se seria tão benéfico assim, é uma questão a se pensar.

    Ao menos pra minha terra seria uma boa, uma vez que a maioria dos impostos que saem de lá não retornam de jeito nenhum.
  • Nyappy!  08/02/2012 07:55
    Não acho que as diferenças culturais no Brasil sejam grandes, aliás, acho que são bem pequenas levando em consideração o tamanho do país. O problema que vivemos hoje no Brasil não se resume ao Norte/Nordeste, se resume ao esquerdismo Gramsciano que está encrustado em todas as regiões do Brasil.

    Uma ruptura do Brasil seria impossível -- não conseguiram nem romper o Pará -- e não passa de masturbação mental para os segregacionistas.
  • Paulo Sergio  08/02/2012 09:51
    'Uma ruptura do Brasil seria impossível '
    Será? Uma hora, mais cedo ou mais tarde, a m**** vai chegar no teto.E como o Jim Rogers fala, não espere que as fronteiras sejam assim pra sempre, há cem anos atrás a maioria dos países não tinha as fronteiras que tem hoje.
  • Giancarlo  08/02/2012 09:29
    André,

    Com certeza seria uma boa, damos um "tchau e gracias" ao Norte e Nordeste, e vamos sistematicamente diminuindo o tamanho da máquina estatal. Essa questão de boa parte da nossa arrecadação bancar um cambada nem se fala, os R$ 100.000,00 de verba indenizatória dos deputados do Amapá são bancados com arredação de onde??

    Um abraço meu caro.
  • Leandro  08/02/2012 06:52
    Notícia interessante, embora nada inesperada:

    A Iata - entidade que reúne as 280 maiores empresas do mundo - denuncia a falta de transparência no processo e diz que a inflação no preço da compra, comemorado pelo governo, não conseguirá ser compensado apenas com a exploração dos três aeroportos e acabará em novas tarifas para os passageiros.

    [...]

    Para a Iata, não haverá como recuperar esses recursos apenas na exploração da licença dos aeroportos, e o resultado será maiores tarifas para todos. "Mesmo considerando que uma quantidade substancial de recursos pode ser atingida por meio de melhorias na eficiência dos aeroportos, em especial em Guarulhos, é difícil conciliar o montante pago com o potencial de receita", alertou a entidade. "Essa diferença é de grande preocupação para a indústria", indicou.

    [...]

    Para Perry Flint, chefe de Comunicações Corporativas da Iata nas Américas, um dos temores vem justamente do histórico da empresa sul-africana Acsa, que faz parte do consórcio que venceu a licitação do Aeroporto de Guarulhos. Segundo ele, uma das primeiras medidas dessa companhia na África do Sul foi elevar de forma dramática as tarifas quando assumiu nove aeroportos no país há uma década.

    [...]

    Um levantamento feito pela indústria revela que, na realidade, Guarulhos está entre os aeroportos mais caros do mundo. Para o pouso e decolagem de um avião A330, Guarulhos cobra taxas que seriam 93% superiores às do Aeroporto de Miami. O aeroporto também é 27,5% mais caro que o movimentado Charles de Gaulle, em Paris. Em comparação com o Aeroporto de Cingapura, Guarulhos é 2,5 vezes mais caro.

    "É por isso que vamos monitorar essas negociações entre os operadores e os usuários", alertou Flint. Segundo ele, porém, não ajuda o fato de o governo ser ao mesmo tempo o regulador dos aeroportos e ainda receber parte dos lucros. "Isso dará margem para muita coisa. Antes e durante o processo de concessão, a Iata expressou suas preocupações em relação à estrutura da privatização, que deixa o governo na posição de ser parceiro dos novos proprietários e regulador."

    economia.estadao.com.br/noticias/economia,-iata-critica-privatizacao-de-aeroportos-brasileiros,102157,0.htm
  • anônimo  08/02/2012 07:28
    O legal era ler a reportagem original, porque essa parece uma tradução mal feita, principalmente porque dá a entender que o autor confundio taxas e tarifas...
  • Leandro  08/02/2012 07:33
    Pois é. Eu tive de me fazer de co-autor e trocar algumas palavras, pois quem traduziu esta matéria chamou taxas e tarifas aeroportuárias de impostos.
  • Lucas S  01/06/2013 08:07
    Leandro, como alguns amigos ali em cima mencionaram, o que acontece no Brasil é bem engraçado. Hoje, 5 ou 6 estados produzem quase 100% da riqueza do país...Aí o governo pega e distribui para os estados que nada produzem ou que pouco produzem(obviamente boa parte fica nos ralos da burocracia e da corrupção). Não seria MUITO mais interessante termos estados independentes? Se um estado não produzir, só poderíamos lamentar. Isso incentivaria o desenvolvimento econômico de todas as regiões brasileiras. Você concorda? outro ponto é a questão dos jogos de azar....QUANTO dinheiro o Brasil deixa de ganhar por causa do monopólio da loteria federal? Las vegas foi criada no meio de um deserto! Por que não termos isso aqui? Outro ponto importantíssimo para que o Brasil se torne um país decente é o fim do monopólio da energia. A sinistra petrobras e seus combustíveis de baixíssima qualidade. QUANTO dinheiro o Brasil não perder? Temos total capacidade de atender o mercado interno e até mesmo de EXPORTAR, mas com um monopólio cheio de parasitas, esquece! De quebra, ainda usamos gás em botijão. Coisa de país do quinto mundo hahahahahahahaha Getúlio Vargas nos deixou 3 heranças malditas: CLT, Justiça do Trabalho e Petrossauro.
  • Ewerton Alipio  09/02/2012 10:07
    Caro Leandro, veja a escandalosa desonestidade dos stalinistas do MR-8/Partido Pátria Livre (PPL):

    "No entanto, o pior é que o grupo que levou Guarulhos - maior e mais lucrativo aeroporto do país, que teve em 2011 um movimento de 30 milhões de passageiros, 358 milhões de toneladas de carga e mais de 250 mil aeronaves pousando ou decolando - irá pagar R$ 810 milhões durante 20 anos.

    A operadora de Guarulhos será a estatal sul-africana Airports Company South Africa (ACSA). Por que o aeroporto de Guarulhos [b]não pode ser operado por uma estatal brasileira, mas pode ser operado por uma estatal sul-africana,[b] com muito menos experiência no setor"?

    www.horadopovo.com.br/
  • Leandro  09/02/2012 10:24
    Mas desta fonte aí já era esperado este tipo de coisa. Dureza mesmo é ver alguns blogueiros e colunistas antipetistas fazendo ironias do tipo "Vejam só, o PT está privatizando!"

    Privatizando o quê? Concessionando aeroporto, via BNDES, para estatais? Este pessoal deveria saber melhor. Pelo visto, sequer se deram ao trabalho de ver a composição acionária das empresas. (A empresa argentina que vai gerir o aeroporto de Brasília, por exemplo, é semi-estatal. Ou seja, concessionaram o aeroporto de Brasília para o governo argentino. E chamam isso de privatização.)

    Portanto, o PT está simplesmente sendo coerente. Está expandindo o domínio do estado sobre a economia, entregando vários setores aos seus pelegos, e, ao mesmo tempo, bobalhões pretensamente liberais comemoram dizendo que o partido está privatizando. Com uma oposição parva assim, quem se preocuparia em fazer um governo minimamente decente? A única chance de o Brasil dar certo é por um mero golpe de sorte.
  • Ewerton Alipio  09/02/2012 11:08
    O Consórcio Inframérica irá operar o Aeroporto da Grande Natal / São Gonçalo do Amarante. E esse consórcio é formado pelo grupo brasileiro Engevix e pela argentina Corporación América - seria o mesmo consórcio que vai gerir o aeroporto de Brasília? Ah, vale registrar que a Fundação dos Economiários Federais (FUNCEF) é acionista da Engevix (www.engevix.com.br/sobre-a-engevix/Paginas/Estrutura.aspx). E esse esquema também foi vendido pela imprensa daqui do RN como privatização e capitalismo. Bom, a julgar pelo exposto sobre isso nesses blogs antipetistas, penso que esses colunistas são mais apaixonados torcedores tucanos do que liberais.
  • Andre Cavalcante  09/02/2012 10:50
    Alguém aí sabe qual foi o valor que o 2º colocado colocou no leilão?

    Só falam dos milhões e do ágio do vencedor. Gostaria de saber a diferença entre o valor vencedor e os outros...

    Abraços
  • Leandro  09/02/2012 11:00
    Segundo parágrafo do artigo.
  • Andre Cavalcante  12/02/2012 01:10
    Beleza. Tinha passado despercebido.
  • Andre  11/02/2012 14:19
    Ah mas eu vivendo em Portugal já conheço bem o objetivo final e sei como é que a história termina. A historia nao preciso contar, mas o truque aqui nessas privatizações é que o governo subsidia via BNDES, a conta é chutada para a frente com o custo diluido ao longo dos anos, mas o valor todo da "privatização" é registrado de uma vez só no orçamento da união para esse ano.
  • Getulio Malveira  13/02/2012 13:25
    Excelente análise da situação brasileira, como sempre. Corrijam-me se eu estiver errado, mas parece que o BNDES se tornou o grande instrumento de estatização e planificação.
  • Eduardo Rodrigues, Rio  13/02/2012 18:08
  • Jeferson  15/02/2012 09:54
    Não tive estômago pra ler tudo. Só li até o comentário da tranquilidade dos sindicatos. Essas políticas estatais me dão nojo.
  • Leandro  15/02/2012 16:14
    A esculhambação do país não pára

    Jovens de baixa renda terão passagens de avião gratuitas, prevê projeto

    Texto do Estatuto da Juventude foi aprovado na CCJ e beneficia cidadãos com idade de 15 a 29 anos

    BRASÍLIA - Aprovado nesta quarta-feira, 15, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), o projeto de lei que institui o Estatuto da Juventude prevê que jovens de 15 a 29 de baixa renda terão duas passagens gratuitas em todos os aviões, ônibus e barcos interestaduais que transitarem no País, além de duas passagens com desconto de 50%, se o benefício integral já tiver sido utilizado. Os jovens de 15 a 29 anos terão, ainda meia-entrada nos eventos culturais e esportivos financiados com dinheiro público e 40% de desconto nos eventos patrocinados pela iniciativa privada.

    A medida se estende aos jogos da Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada de 2016, ampliando ainda mais a polêmica com os organizadores dos eventos.

    Os privilégios previstos para essa faixa etária se estendem igualmente à criação de linhas de crédito específica, destinada à agricultura orgânica e agroecológica e à "efetiva inclusão dos jovens nos espaços públicos de decisão com direito a voz e voto".

    [...]

    De iniciativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o estatuto tramitou sete anos na Câmara. Saiu de lá com propostas inconstitucionais, como a de tarifar transportes municipais e ainda mais vantagens, como a de liberar meia passagem gratuita para todos os cidadãos de 15 a 29 anos, "independentemente do motivo da viagem".

    www.estadao.com.br/noticias/cidades,jovens-de-baixa-renda-terao-passagens-de-aviao-gratuitas-preve-projeto,836315,0.htm
  •   16/02/2012 03:42
    Tudo que consigo dizer é: Aff...
  • André Ramos  16/02/2012 05:44
    Leandro,\r
    a notícia que vc postou inspirou um post meu no blog do Líber.\r
    Mas tenha cuidado ao abrir, porque a imagem é bem forte!\r
    Abraço.\r
    www.pliber.org.br/Blog/Details/379
  • André Ramos  16/02/2012 06:26
    Retirei a imagem após críticas de colegas libertários.
  • anônimo  16/02/2012 10:53
    Poxa, André. Agora fiquei curioso. O que era a imagem?
  • José Roberto  16/02/2012 12:07
    Um belíssimo par de peitos que não me deixavam ler!
  • Andre Ramos  16/02/2012 13:23
    Eram lindos seios escondidos em um pequeno biquíni com as cores da bandeira do Brasil.
    Troquei por uma imagem de uma vaca leiteira pintada com as mesmas cores.
  • Rafael Moreira  16/02/2012 04:05
    Havia escrito esses dias no meu facebook a respeito das "privatestatizações" e sobre o BNDES. Só no Brasil mesmo....
    Só faria uma ressalva no texto, acho que Johannesburgo e Mumbai são sim aeroportos de amplo relevo, ainda mais aquele que é um hub internacional. Sobre os fundos de pensão, se hoje, Petros, Funcef e Previ fazem o que fazem - nada contra os fundos de pensão, aliás totalmente a favor, o problema são os fundos de pensão brasileiros - imaginem quando for criado o fundo de pensão dos servidores públicos. Imaginem a grana em, por exemplo, 10 anos que um fundo desse terá. E o comando dessa grana. O presidente de um negócio desse vai ter muito mais poder que o presidente da república.
    No mais, ótimo artigo
  • Bill Durham  16/02/2012 11:36
    Desculpa o off-topic, mas vocês viram essa defesa ao livre mercado feita por um site de humor?


    www.cracked.com/blog/5-common-anti-internet-arguments-that-are-statistically-bs/
  • Welington   21/02/2012 00:42
    como sempre o governo está usando nosso dinheiro para enriquece essa empresa de merda em troca de dimdim para suas campanhas e suas comissões por fora.
  • Sammuel  25/02/2012 10:49
    Leandro,

    Este texto ficou EXCELENTE e achei impecável sua articulação e desenho dos fatos, está de parabéns. Adicionei uma referência ao meu perfil do Facebook e espero que muitos o leiam também, talvez abrindo os olhos de alguns PTistas.

    Grande abraço!
  • Leandro  25/02/2012 10:53
    Obrigado pela gentileza, Sammuel. Abraço!
  • Luciano A.  20/10/2012 17:44
    Existe algum artigo no site que analisa o papel dos fundos de pensão de estatais (PREVI, PETROS, FUNCEF, etc.) na economia brasileira? Qual a influência e a relação destes com o governo?
  • Lucas S  01/06/2013 08:14
    Luciano, seria interessante um artigo extenso no site. Mas vai aí a dica: livro Capitalismo de Laços do professor Sérgio. O cara analisa profundamente a economia brasileira. Um artigo muito bom também chamado "O Estado SA" acho que da revista época ou alguma outra revista. É uma analise profunda sobre o nível de intervenção do estado na economia.


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