A vidraça quebrada
por , sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

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[Extraído do primeiro capítulo do livro Frédéric Bastiat, do ensaio O que se vê e o que não se vê]


janela_quebrada.jpgSerá que alguém presenciou o ataque de raiva que acometeu o bom burguês Jacques Bonhomme[1], quando seu terrível filho quebrou uma vidraça?  Quem assistiu a esse espetáculo seguramente constatou que todos os presentes, e eram para mais de trinta, foram unânimes em prestar solidariedade ao infeliz proprietário da vidraça quebrada: "Há males que vêm para o bem.  São acidentes desse tipo que ajudam a indústria a progredir.  É preciso que todos possam ganhar a vida.  O que seria dos vidraceiros, se os vidros nunca se quebrassem?"

Ora, há nessas fórmulas de condolência toda uma teoria que é importante captar-se flagrante delito, pois é exatamente igual àquela teoria que, infelizmente, rege a maior parte de nossas instituições econômicas. 

Supondo-se que seja necessário gastar seis francos para reparar os danos feitos, pode-se dizer, com toda justeza, e estou de acordo com isso, que o incidente faz chegar seis francos à indústria de vidros, ocasionando o seu desenvolvimento na proporção de seis francos.  O vidraceiro virá, fará o seu serviço, ganhará seis francos, esfregará as mãos de contente e abençoará no fundo de seu coração o garotão levado que quebrou a vidraça.  É o que se vê. 

Mas se, por dedução, chegamos à conclusão, como pode acontecer, de que é bom que se quebrem vidraças, de que isto faz o dinheiro circular, de que daí resulta um efeito propulsor do desenvolvimento da indústria em geral, então eu serei obrigado a exclamar: Alto lá!  Essa teoria pára naquilo que se vê, mas não leva em consideração aquilo que não se vê. 

Não se vê que, se o nosso burguês gastou seis francos numa determinada coisa, não vai poder gastá-los noutra!  Não se vê que, se ele não tivesse nenhuma vidraça para substituir, ele teria trocado, por exemplo, seus sapatos velhos ou posto um livro a mais em sua biblioteca.  Enfim, ele teria aplicado seus seis francos em alguma outra coisa que, agora, não poderá mais comprar. 

Façamos, pois, as contas da indústria em geral. 

Tendo sido quebrada a vidraça, a fabricação de vidros foi estimulada em seis francos; é o que se vê. 

Se a vidraça não tivesse sido quebrada, a fabricação de sapatos (ou de qualquer outra coisa) teria sido estimulada na proporção de seis francos; é o que não se vê. 

E se levássemos em consideração o que não se vê por ser um fato negativo, como também o que se vê, por ser um fato positivo, compreenderíamos que não há nenhum interesse para a indústria em geral, ou para o conjunto do trabalho nacional, o fato de vidraças serem quebradas ou não. 

Façamos agora as contas de Jacques Bonhomme

Na primeira hipótese, a da vidraça quebrada, ele gasta seis francos e tem, nada mais nada menos que antes o prazer de possuir uma vidraça. 

Na segunda hipótese, aquela na qual o incidente não ocorreu, ele teria gastado seis francos em sapatos e teria tido ao mesmo tempo o prazer de possuir um par de sapatos e também uma vidraça. 

Ora, como Jacques Bonhomme faz parte da sociedade, deve-se concluir que, considerada no seu conjunto, e fazendo-se o balanço de seus trabalhos e de seus prazeres, a sociedade perdeu o valor relativo à vidraça quebrada. 

Daí, generalizando-se, chega-se a esta conclusão inesperada: "A sociedade perde o valor dos objetos inutilmente destruídos" — e se chega também a este aforismo que vai arrepiar os cabelos dos protecionistas: "Quebrar, estragar, dissipar não é estimular o trabalho nacional", ou mais sucintamente: "Destruição não é lucro". 

Que dirão vocês, pessoal do Moniteur Industrieisl?[2]  E vocês, adeptos deste bom Senhor Saint-Chamans[3], que calculou com tanta precisão o que a indústria ganharia com o incêndio de Paris, levando em conta as casas que seria necessário reconstruir? 

bastiat_capa.jpgLamento ter que desmoralizar esses cálculos engenhosos, tanto mais porque estão influenciando o espírito de nossos legisladores.  E insisto para que tais cálculos sejam considerados levando-se em conta o que não se vê e o que se vê. 

É preciso que o leitor aprenda a constatar que não há somente dois, mas três personagens no pequeno drama que acabei de apresentar.  Um deles, Jacques Bonhomme, representa o consumidor reduzido a ter, por causa da destruição, um só prazer em vez de dois.  O outro, sob a figura do vidraceiro, nos mostra o produtor para quem o incidente estimula a indústria.  O terceiro é o sapateiro (ou outro industrial qualquer) cujo trabalho é desestimulado também pelas mesmas razões.  É esse terceiro personagem que sempre se mantém na penumbra e que, personificando aquilo que não se vê, é peça fundamental do problema.  É ele que nos faz compreender o quanto é absurdo afirmar-se que existe lucro na destruição.  É ele que logo nos ensinará que não é menos absurdo procurar-se lucro numa restrição, já que esta é também, no final das contas, uma destruição parcial. 

Por isso, indo-se à raiz de todos esses argumentos favoráveis às medidas restricionistas, não se encontrará outra coisa senão a paráfrase deste velho dito popular: "O que seria dos vidraceiros, se os vidros nunca se quebrassem?" .



[1] N. do T.- Jacques Bonhomme, em francês, nome usado como "João da Silva" em português, representa o homem comum do povo, probo, responsável. 

[2] N. do T.- Jornal da Comissão de Defesa da Indústria Doméstica, organização protecionista da época.

[3] N. do T.- Auguste, visconde de Saint - Chamans (1777-1861), deputado e conselheiro de estado na época da Restauração, protecionista e partidário da balança comercial.  O fato citado por Bastiat tem origem no conto publicado por Saint-Chamans intitulado "Novo tratado sobre a riqueza das nações", de 1824.  Este trabalho foi posteriormente incorporado (1852) ao seu Tratado de economia política.


Frédéric Bastiat foi o grande proto-austrolibertário cujas análises polêmicas ridicularizavam todos os clichês estatistas.  Seu desejo primordial como escritor era passar às pessoas, da maneira mais prática possível, a urgência moral e material da liberdade.


94 comentários
94 comentários
Filipe F. 13/01/2012 04:56:31

Simples, porém genial.\r
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lazuli 13/01/2012 05:19:37

Infelizmente quem ganha são as empresas de vidros ,pois a sociedade inteira terá que trabalhar um pouco mais para não crescer o patrimonio,mas sim compensar aquilo que foi destruido.

Responder
Vinicius Aguilar 13/01/2012 05:44:24

Muito bom o ensaio, deveria ser leitura obrigatória já a partir da primeira série, a incapacidade de análisar os varios fatores e efeitos parece estar no DNA do brasileiro.\r
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Alan Denadary 13/01/2012 06:23:04

www.olavodecarvalho.org/textos/burrice.htm

Um trecho do texto acima:

"Se queremos preservar e desenvolver a inteligência do nosso povo, em vez de a esfarelar em tagarelice estéril, o que temos de importar não é a novidade: é toda a História, é todo o passado humano. Temos de espalhar pelas ruas, pelos cartazes, pelos monumentos, pelas livrarias e pelas escolas as lições de Lao-Tsé e Pitágoras, Vitrúvio e Pacioli, Aristóteles e Platão, Homero e Dante, Virgílio e Shânkara, Rûmi e Ibn 'Arabi, Tomás e Boaventura"

Por que não incluir Bastiat e outros notáveis economistas clássicos nesse rol?

Responder
Leandro 13/01/2012 06:26:19

Porque recentes eventos indicam de maneira clara que o Olavo não considera o saber econômico algo importante para o progresso da humanidade (não vou dar links aqui para não ficar dando audiência ao lamentável descenso deste outrora brilhante intelectual).

Ao que tudo indica, no campo da ciência econômica, ele parece ter concedido vitória à esquerda.

Abraços.

Responder
Alan Denadary 13/01/2012 06:34:21

Será Leandro?

É muito comum ler nos escritos de Olavo citações de Mises e Bohm-Bawerk.

E tenho que concordar com o Olavo em um ponto, liberdade econômica por si só não traz o progresso da humanidade.

Responder
Leandro 13/01/2012 06:48:36

Alan, como eu deixei claro, ele está em descenso. Isso, obviamente, não apaga suas valorosas contribuições passadas (por isso eu escrevei "outrora brilhante intelectual").

A atual crítica do Olavo aos liberais é que vivemos em uma espécie de "bolha", numa "redoma", e achamos que tudo o que importa é a liberdade econômica e não nos preocupamos com valores tradicionais. Acho curioso um filósofo do gabarito dele fazer essa afirmação. Em primeiro lugar, é a liberdade econômica o que dá sustento e longevidade às tradições culturais e religiosas, principalmente a ética judaico-cristã. Estatize a economia, e a tradição e as liberdades individuais vão embora.

Basta ver que, nos países comunistas, a primeira coisa que fizeram foi estatizar a economia. Depois, só depois, é que começaram a atacar a cultura, as tradições e a religião. Foi assim na URSS, no Leste Europeu, na China, no Leste Asiático e em Cuba. Fizeram assim também no Chile, onde o problema só foi contornado pelo uso da violência (e não tinha outra maneira).

Pode-se contra-argumentar dizendo que a esquerda mudou de tática, e que ela agora aposta na revolução gramsciana, não atacando diretamente a economia. Ora, é verdade que atualmente a esquerda não parte para a estatização direta da economia; porém, a estatização continua acontecendo, apenas num ritmo mais lento. E é isso que também deve ser combatido. É essa progressiva estatização o que permite o avanço das ideias esquerdistas. A deterioração da cultura e da tradição anda junto com a deterioração das ideias econômicas (basta ver o nível dos esquerdistas que comentam neste site; nenhum sabe se expressar corretamente). Não é possível se concentrar em apenas um lado (cultura e tradição) e ignorar o outro lado (as ideias econômicas). A cultura e a tradição não sobrevivem em um ambiente de forte presença estatal. É a defesa dos sólidos pilares econômicos o que permite que as tradições sejam mantidas

E o Olavo não parece se importar com isso (aliás, ele ataca justamente quem se importa com isso). Só podemos lamentar. Podíamos ser aliados (eu, por exemplo, concordo com suas posições tradicionais, culturais e religiosas), mas ele preferiu nos atacar no campo econômico. Paciência.

Responder
Alan Denadary 13/01/2012 07:28:22

Mas será, Leandro, que tais críticas não são endereçadas apenas aqueles que realmente se encontram numa redoma, que não enxergam estratégias de liberdade e que ignoram fatores igualmente importantes?

Segue abaixo uma declaração de Olavo a respeito:

Em economia, sou francamente liberal. Acho que a economia de mercado não só é eficaz, mas é intrinsecamente boa do ponto de vista moral, e que a concorrência é saudável para todos. Há dois tipos de pessoas que não gostam da concorrência: os comunistas e os monopolistas. Às vezes é difícil distingui-los. Quem foi que disse: "A concorrência é um pecado"? O Dr. Leonardo Boff adoraria ter dito, mas não disse. Quem disse foi John D. Rockefeller. E, como se vê pelo episódio bíblico de Marta e Maria (ou de Esaú e Jacó), a concorrência não é pecado nenhum. Pecado é um sujeito ser John D. Rockefeller ou o Dr. Leonardo Boff.

Como liberal sou contra o socialismo e contra toda forma de Estado corporativo, seja de estilo mussoliniano, seja católico. Acredito, com Sto. Tomás, que há um preço justo para cada coisa. Mas, como observavam os conimbricenses, o número de variáveis a levar em conta no cálculo do preço justo é ilimitado, e a única maneira de encontrá-lo é deixar que as pessoas discutam livremente e admitir que, de algum modo, vox populi, vox Dei. O Estado existe apenas para impedir que os concorrentes se comam vivos, para assegurar as condições logísticas da prática do liberalismo e para, last not least amparar in extremis quem não tenha a mínima condição de concorrer no mercado.

Responder
Leandro 13/01/2012 07:39:19

Pois é, esse texto dele é de 1998, época áurea (embora a última frase já denote alguns pendores estatistas).

Quanto a "aqueles que realmente se encontram numa redoma, que não enxergam estratégias de liberdade e que ignoram fatores igualmente importantes", não discordo que eles existam. Mas sei que eles não se encontram entre nós do IMB.

Responder
Alan Denadary 13/01/2012 08:02:48

Como leitor assídou desse site, posso confimar que não!

Responder
Alan Denadary 13/01/2012 11:44:53

Que não se encontram no IMB! (Do jeito que ficou, pareceu que eu estava discordando)

Responder
mcmoraes 13/01/2012 13:03:50

@Leandro: "...Pois é, esse texto dele é de 1998, época áurea (embora a última frase já denote alguns pendores estatistas)..."

Não acredito que ele tenha mudado de idéia de 1998 pra cá. Acho que o Olavo está dando mais ênfase na crítica ao libertarianismo porque ele está vendo que o movimento está crescendo muito ao redor do globo. Antes simplesmente não havia motivo pra falar mal, pois quase ninguém falava sobre o assunto.

Responder
Leandro 13/01/2012 13:31:39

Prezado mcmoraes, há alguma controvérsia. Em seus livros O Jardim das Aflições e O Imbecil Coletivo, havia, por exemplo, várias críticas aos americanos e aos judeus, além de uma salutar desconfiança aos poderes imperiais do primeiro, postura essa algo impensável para ele atualmente (a menos que os americanos sejam os democratas, é claro).

Desde que ele se mudou para lá, em 2005, houve uma forte conversão ao neoconservadorismo, algo que ele não cultivava quando ainda morava aqui no Brasil (ele foi contra a invasão do Iraque em 2003, por exemplo). E esse vírus neoconservador é realmente contagioso, pois eu próprio fui contaminado quando morei nos EUA durante um breve período de 9 meses. E assim permaneci até descobrir o Ron Paul em 2007, que foi a minha cura.

Mas, voltando ao Olavo, acho esse texto dele paradigmático: a defesa que ele faz do Bush após o episodio do furacão Katrina é algo que nem os mais resolutos republicanos da mídia (Sean Hannity, Rush Limbaugh e Mark Levin) fizeram. Aliás, nem o próprio Bush fez isso em sua biografia. Ou seja, Olavo, ao mudar para os EUA e se converter ao neoconservadorismo ficou mais bushista que o próprio Bush.

Portanto, acho que não. Realmente acho que houve um processo de conversão sim, e esses recentes ataques dele aos libertários nada mais são do que uma macaqueação da mídia americana (principalmente do Rush Limbaugh, do Mark Levin e do World Net Daily, que não podem nem ouvir falar de Ron Paul).

Abraços!

Responder
Alan Denadary 14/01/2012 03:58:05

Olá Leandro. Ao ler o texto pude verificar fortes argumentos a favor da defesa de Bush. Se tudo lá é verdade ou não eu confesso desconhecer, mas não me pareceu se tratar de uma defesa infundada.

Quanto aos ataques ao Candidato RP, suponho que sejam devido as suas propostas de liberação das drogas e enfraquecimento militar. Algo que eu apoio, mas tenho passado a dar atenção as posições de Olavo: é algo que deve ser levado em conta.

Responder
Leandro 14/01/2012 06:10:08


Alan, a questão não é a narrativa dos fatos, que realmente são encadeados de maneira bem convincente. A questão é a veracidade deles, que, como dito acima, não só nenhum colunista neoconservador da mídia americana endossou, como nem o próprio Bush disse coisa parecida em sua biografia.

Abraços!

Responder
Alan Denadary 01/02/2012 10:59:42

Dessa vez Olavo escreveu um artigo no Mídia sobre o assunto...

www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/12780-meus-caros-criticos.html


Responder
Richard 15/01/2013 13:00:30

Leandro, não é que Olavo não dê importância ao livre mercado, mas como expõe claramente em seus vídeos, onde vamos encontrar pessoas dispostas a lutar e morrer pelo livre mercado?Vc acha que um partido ganharia força, ou melhor, teria militantes tão fervorosos como encontramos entre os comunistas defendendo o livre mercado?Os comunistas são capazes de tudo ou quase tudo pela fantasia do "mundo melhor da igualdade e justiça social", mas quase ninguém vai dedicar a sua vida ou até literalmente morrer pelo livre mercado, porém, em defesa da família, dos valores morais, da religião, isso sim, em relação a isso podemos encontrar pessoas capazes de lutar e até morrer.

Responder
Ewerton Alipio 13/01/2012 08:25:49

Dada a conjuntura de aberto avanço esquerdista sobre a cultura, a economia, as tradições e os valores mais comezinhos do povo brasileiro, penso que tal dissenso entre os conservadores capitaneados pelo filósofo olavo de Carvalho e os libertários seria fratricida. Realmente uma desgraça...

Sds,

Ewerton Alípio

Responder
anônimo 17/01/2013 16:53:55

"Em primeiro lugar, é a liberdade econômica o que dá sustento e longevidade às tradições culturais e religiosas, principalmente a ética judaico-cristã. Estatize a economia, e a tradição e as liberdades individuais vão embora."

Errado. Ao contrário. É a tradição cultural e religiosa que sustenta a liberdade econômica. É a família que sustenta a propriedade e não o contrário. Por isso que eles atacam a cultura primeiro para a partir disso ir cerceando a liberdade econômica. Se fosse a economia que sustentasse a religião e a moral eles atacariam primeiro a economia e não a religião e a moral.

A estatização total da economia é o ÚLTIMO objetivo deles pois, conforme mostrou o próprio Mises, a estatização total da economia é impossível. Basta ver que a China abriu sua economia (e continua com os mesmos no poder). A Rússia abriu sua economia (e continua com os mesmos no poder). O leste europeu abriu sua economia (e também vários líderes das antigas nomenklaturas continuam lá). Nos países onde dominam hoje, como Brasil, e avançam nos EUA, a estratégia usada é a da revolução cultural. Daí vem as leis feminazis, gayzistas...

Responder
Leandro 17/01/2013 17:32:48

"É a tradição cultural e religiosa que sustenta a liberdade econômica. É a família que sustenta a propriedade e não o contrário."

Ao menos leia até o final o que escrevi, pois dei exemplos práticos de que não foi isso que ocorreu nas tradicionais revoluções comunistas. Ademais, qual família sustentará a propriedade quando esta não mais existir, pois foi estatizada?

"Por isso que eles atacam a cultura primeiro para a partir disso ir cerceando a liberdade econômica."

Não foi isso que fizeram nem na URSS, nem na China, nem em Cuba, nem no Camboja, nem na Coréia do Norte e nem todo o Leste Europeu. Partiram direto para a economia.

"Se fosse a economia que sustentasse a religião e a moral eles atacariam primeiro a economia e não a religião e a moral."

Ler acima. Foi o que fizeram.

Responder
Sérgio 17/01/2013 18:36:44

Leandro, todos os exemplos que você cita são antigos e fracassados. Os comunistas mudaram de tática. Em sua mente, comunismo é só economia estatizada justamente por causa desses modelinhos ultrapassados implantados em países periféricos, instáveis, e com uma capacidade de reação quase nula. O antigo modelo soviético veio abaixo para que a reestruturação (perestroika) fosse implementada (avançar e deturpar a cultura ocidental). E nós idiotas aqui no ocidente achando que o comunismo tinha acabado de vez... tinha falido. Tanto que a China abriu sua economia (e continua com os mesmos no poder). A Rússia abriu sua economia (e continua com os mesmos no poder). O leste europeu abriu sua economia (e também vários líderes das antigas nomenklaturas continuam lá).

O Padre Paulo Ricardo fála sobre isso neste video:


A cultura é o alvo. É assim que o comunismo avança HOJE. Nos países onde dominam hoje, como Brasil, e avançam nos EUA, a estratégia usada é a da revolução cultural. No Brasil, optou-se pela transição "lenta, gradual, e segura" do gramscismo. Então a Dilma privatiza algumas estatais, reduz alguns impostos, mas promove a destruição das família, com kit-gay, etc. Destruindo a base familiar para fragilizar o capitalismo. É a família que sustenta a propriedade privada e possibilita a transmissão do legado econômico.

Responder
Leandro 17/01/2013 19:04:05

Ai, ai... Eu não discordei em momento algum que o governo está promovendo a revolução cultural. Não sei se você sabe, mas fui eu quem traduziu os seguintes textos, justamente por causa desse ataque explícito que está ocorrendo:

Progressistas, reacionários, histeria e a longa marcha gramsciana

A esquerda progressista e a consagração da culpa

Agora, se você acha que no Brasil a economia segue livre e intocada pelo governo, pois o mesmo está se preocupando exclusivamente com a área cultural, bom, então aí não posso fazer mais nada por você.

Entenda: o governo está atacando dos dois lados simultaneamente. De um lado, ele enfraquece a liberdade econômica, pois isso ajuda a tornar as pessoas dependentes do estado (é assim que o ataque a economia enfraquece as tradições). Do outro, ele subverte a cultura, justamente para fazer com que essa dependência da tutela do estado seja aceita por todos como algo normal, corriqueiro e necessário, postura essa que até então ia contra as tradições.

Você disse que o governo está "destruindo a base familiar para fragilizar o capitalismo". Não. Ele não precisa destruir a base familiar para fragilizar o capitalismo. Ele está destruindo capitalismo diretamente com sua política econômica. A destruição da base familiar está ocorrendo em paralelo, para reforçar a primeira. Isso você parece não entender.

A sua função, portanto, Sergio, deve ser combater o ataque do governo nos dois âmbitos. Porém, pelo que entendi, você está preocupado apenas com a área cultural, pois, segundo você próprio, na economia está tudo certo. Afinal, ora, Dilma está até "privatizando e reduzindo alguns impostos."

Responder
Sergio 17/01/2013 22:17:34

No brasil, a Dilma tá privatizando, não tá? Só um exemplo:

Na Revista Veja: "O choque de capitalismo de Dilma"

A tática da esquerda mudou, agora atuam no campo cultural. E não falo só do Brasil. Tem um país na Oceania que os libertários (pelo menos os libertários brasileiros) se inspiram, no qual o marxismo cultural já tomou conta. Tô me referindo à Nova Zelândia.

Responder
Leandro 17/01/2013 23:37:27

Ou seja, não foi só a Veja que caiu no engodo. Você também. Dilma agora é devota do livre mercado e está aplicando 'choques de capitalismo' por toda a economia brasileira (pouco importa que suas "privatizações" nada mais sejam do que concessões subsidiadas pelo BNDES às empresas favoritas do governo).

Essa é a "imprensa de oposição" dos sonhos de qualquer governante progressista. E você, que aparentemente frequenta este site há muito tempo, deveria saber melhor.

As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

Aeroportos + governo = caos

A nova estatização de Guarulhos

Responder
Miqueias 18/01/2013 01:16:06

Até mesmo a questão econômica tem a ver com a cultura. As pessoas estão convencidas que tem direitos a um monte de coisas sem que tenham que se esforçar pra consegui-las. O Estado está transformando as pessoas em um bando de crianças mimadas.

Por isso, quem combate no âmbito econômico também o faz no âmbito cultural. No final das contas, o ponto é convencer as pessoas de que não devem ficar exigindo coisas do Estado e que não devem deixar o estado influenciar nas suas vidas e de suas famílias.

Eu também me preocupo com essas questões culturais e morais. Porém, acredito que Estado não deve impor nenhum tipo de moral. Não verdade o Estado não tem capacidade pra isso, pois quando as pessoas assumem determinado comportamento por coesão estatal elas não mudam sua forma de pensar. Assim, os conservadores, e eu me incluo nesse grupo, devem usar a persuasão e não a coesão.

Responder
Sérgio 25/01/2013 20:54:41

De que adianta ter liberdade econômica se a família e a moral está corrompida, se o povo é devasso. Se "é a liberdade econômica o que dá sustento e longevidade às tradições culturais e religiosas, principalmente a ética judaico-cristã", então como explica que um país com mais liberdade econômica como a Nova Zelândia? A Nova Zelândia é um dos países economicamente mais livres do mundo, é sempre citada como exemplo pelos libertários brasileiros. Mas enquanto tem uma das políticas econômicas mais liberais do mundo, veja o que está acontecendo com a moral e a família da Nova Zelândia: por exemplo, as mulheres da Nova Zelândia são as mais promíscuas do mundo. Nao é o gramscismo? Eles atacam a família e a cultura e depois partem pra Economia. Talvez este seja o caso da Nova Zelândia.

Responder
mcmoraes 13/01/2012 07:22:34

@Alan Denadary: "...E tenho que concordar com o Olavo em um ponto, liberdade econômica por si só não traz o progresso da humanidade."

Taí um ponto que eu nunca entendi. Para mim, somente a liberdade econômica, e nada mais além dela, garante o progresso da humanidade. Alan, você poderia por favor justificar a sua afirmativa? Se for necessário definir o conceito de economia que você usa, fique à vontade. A definição de economia que eu considero correta foi sucintamente exposta por Pedro Carleial:

"...Economia, nas palavras de Ludwig von Mises, é o estudo da ação humana. A todo instante tomamos decisões, como usar nosso tempo, nosso esforço e os materiais que criamos para atingir nossos objetivos. O estudo destas decisões e de suas conseqüências é a Economia.

Política é o estudo da ação governamental. Um governo é uma organização que detém o monopólio do uso da força física em uma dada região. Política é o estudo sobre o propósito, as regras e a estrutura de tal organização.

Estas definições deixam claro que Política e Economia são assuntos fundamentalmente distintos..."



Obrigado desde já.

Responder
Catarinense 13/01/2012 07:49:38

Boa tarde, será que além da liberdade econômica, não seria também necessário um conjunto de valores morais que valorizassem a propriedade, e a paz, além da própria liberdade, para garantir o progresso da humanidade? Será que adiantaria liberdade econômica numa sociedade onde os roubos e saques são considerados justificados? Ou será que o conceito de liberdade econômica, por si só, já implica no respeito a estes valores?

Responder
Leandro 13/01/2012 07:57:06

É exatamente por isso que também divulgamos artigos sobre a moralidade da propriedade privada e da liberdade individual, e sobre a imoralidade de se atacar estes dois pilares, principalmente quando tais ataques vêm travestidos de "boas intenções".

Quanto à paz, bom, quem quer acabar com ela não somos nós, que a prezamos incomensuravelmente, mas sim os promotores das intervenções estatais nacionais e estrangeiras -- principalmente aqueles que consideram os muçulmanos a escória humana.

Responder
Sérgio 18/01/2013 19:14:27

principalmente aqueles que consideram os muçulmanos a escória humana.

Então você acredita que o terrorismo islâmico não representa ameaça alguma? A Al-Qaeda não é a escória humana? O Irã não tem bomba atômica? Israel deve esperar Irã "varrê-la do mapa" (como deixou bem claro o Ahmadinejad)? Devemos esperar eles nos atacar? Devemos esperar acontecer outro 11 de setembro ou outro 7 de julho?

Responder
Leandro 18/01/2013 19:38:35

Falei "muçulmanos" e não "terroristas islâmicos".

Agora, se pra você ambos são a mesma coisa, sem distinção e exceção, bom, aí nada mais posso falar.

Só de curiosidade: os judeus do Irgun são terroristas para você?

Responder
anônimo 18/01/2013 19:42:26

Sérgio, você teria se poupado de um momento vergonhoso se tivesse ficado calado.
O comentário foi sobre os muçulmanos e você generalizou, botou todos eles e a al qaeda, tudo no mesmo saco.

Responder
Fernando Chiocca 13/01/2012 08:12:01

Será que adiantaria liberdade econômica numa sociedade onde os roubos e saques são considerados justificados? Ou será que o conceito de liberdade econômica, por si só, já implica no respeito a estes valores?

Sim, já implica.
Liberdade economica significa respeito a propriedade privada, significa condenar os roubos e saques. E estes roubos e saques não precisam vir necessariamente do governo; nenhum roubo e nenhum saque é tolerado.
O que acontece é que hoje o estado é o maior ladrão e saqueador da sociedade, que pratica roubo e pilhagem em escala colossal; mas liberdade economica significa que nenhum grupo criminoso pode praticar estes crimes, e não só que o grupo criminoso estado não possa.

Responder
Alan Denadary 13/01/2012 08:00:34

Como o Leandro disse, o livre mercado é uma matriz que proporciona o livre exercício da religião, da cultura e de diversas manifestação da inteligência.

Por isso, sou interamente a favor da busca pelo livre mercado, mas o que seria dele sem aqueles valores igualmente importantes que citei acima? Uma civilização sem ética, educação e bons costumes?

O ponto crucial é: o que devemos buscar primeiro? O livre mercado a todo e qualquer custo? Sem um trabalho cultural e educacional que sustentará essa matriz?
Ou deixar que a liberdade por si salve as pessoas.

Ora, os EUA já foram uma civilização paltada na liberdade e veja o que aconteceu com ela? Creio que a liberdade não se sustenta por si só. Ela é frágil e só pode vir a sucumbir se os valores morais de uma civilização também decair.

Esta é minha visão. Existem libertários que fazem da Escola Austríaca uma espécie de religião e que ignoram outros ramos da ciência e do saber igualmente importantes e que estão por trás dos pilares da civilização e da liberdade.

Responder
Leandro 13/01/2012 08:12:25

Exato. Os EUA já foram um exemplo. O agigantamento do estado, no entanto, bem como o avanço da "entitlement mentality" -- a ideia de que todo mundo tem direito a tudo, algo que só pode ser combatido de maneira eficiente pelo racionalismo econômico --, vem destruindo tudo que há de bom naquele país.

Foi o solapamento dos pilares econômicos, provocados por sua vez por um avanço estatal (ocorrido principalmente durante o governo do "conservador" Bush, a quem o Olavo defendia ferozmente), o que destruiu a moral, os costumes e a tradição americana. A adoção de ideias progressistas foi simplesmente o resultado natural deste ambiente econômico devastado.

Uma vez que você faz concessões no campo econômico, a coisa dificilmente volta atrás -- não de maneira pacífica. E a moral vai junto, pois a mentalidade assistencialista e a ideia de que o trabalho duro compensa não são coisas facilmente desmancháveis. Mesmo porque, em um ambiente estatizado, tais conceitos simplesmente não existem (trabalho duro e moralidade não recompensam).

Responder
Catarinense 13/01/2012 08:24:33

Certo, obrigado a todos pelo esclarecimento!

Responder
Fernando Chiocca 13/01/2012 08:27:36

Alan, os EUA foram do estado mínimo para o maior estado que o mundo já viu, exatamente porque a liberdade não chegou a dar as caras por lá realmente.

Os pais fundadores concederam a uma instituição o poder de coletar seus redimentos unilateralmente através deus seu monopólio da violência e ainda o poder de tomador de decisão final no território, inclusive de decisões de disputas em que essa instituição era uma das partes. O resultado não podia ser outro: Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo?

Acontece que o livre mercado é indissociável e não pode ser obtido sem a ética, sem os valores de respeito ao próximo. Foi Mises quem reintroduziu na ciência econômica o conceito de propriedade privada e foi Rothbard que não se furtou da tarefa de definir o que é propriedade privada, pois uma ciência que não define suas bases é uma ciência incompleta. E para essa definição, ele entrou no campo da ética. E foi Hoppe quem definitivamente demonstrou que a ética é objetiva, usando a praxeologia, a ciência da ação humana.

O pilar da civilização é a propriedade privada. Uma civilização que não respeita a propriedade privada é imoral, e é uma civilização onde a liberdade economica também não existe.

Responder
Alan Denadary 13/01/2012 10:49:10

Caro Leandro e Fernando

O grande problema é que por traz de qualquer agigantamento do Estado, existe a doutrinação e a ideologia, pois os representantes da força sempre estarão em menor número. E para a maioria consentir com o roubo e a tirania, esse pequeno grupo precisa deturpar os conceitos de moralidade. Uma forma muito eficaz é confundir preceitos religiosos, confrontar a família, incitar a força (revolução sangrenta). É nessa desordem social que esses grupos prosperam, pois eles vendem a solução desses problemas. Com uma civilização cega, sem moral e denegrida, o pequeno grupo consegue lograr com êxito em seu intuito de expansão e controle, mas se não fosse pela ideologia e doutrinação, a liberdade jamais seria privada.

"Acontece que o livre mercado é indissociável e não pode ser obtido sem a ética, sem os valores de respeito ao próximo. Foi Mises quem reintroduziu na ciência econômica o conceito de propriedade privada e foi Rothbard que não se furtou da tarefa de definir o que é propriedade privada, pois uma ciência que não define suas bases é uma ciência incompleta. E para essa definição, ele entrou no campo da ética. E foi Hoppe quem definitivamente demonstrou que a ética é objetiva, usando a praxeologia, a ciência da ação humana"

Esse comentário reforça apenas o que eu disse em todos os meus apontamentos. O Livre mercado "não pode ser obtido sem a ética, sem os valores de respeito ao próximo", ou seja, o livre mercado só poderá obter êxito se todo o conjunto de princípios do libertarianismo for entendido e aplicado.

Responder
mcmoraes 13/01/2012 09:27:50

@Alan Denadary: "...Esta é minha visão. Existem libertários que fazem da Escola Austríaca uma espécie de religião e que ignoram outros ramos da ciência e do saber igualmente importantes e que estão por trás dos pilares da civilização e da liberdade..."

Obrigado pela resposta, Alan. Não posso, porém, deixar de notar que você possui uma visão extremamente limitada do libertarianismo, como explica claramente o seguinte trecho de um outro artigo do IMB:

"...Libertários valorizam a liberdade como o fundamento básico sem o qual toda a ação humana moralmente significante é simplesmente impossível; porém, embora o libertarianismo como tal nada tenha a dizer além de sua defesa intransigente da liberdade individual, isso de maneira alguma é o mesmo que pensar que os libertários, ao viverem suas vidas, não estão preocupados com nada além da liberdade. Isso seria tão absurdo quanto pensar que um indivíduo que insista em afirmar a absoluta necessidade da água para a sobrevivência humana deva ser obrigado a afirmar que a água é a única coisa necessária para uma dieta rica e interessante.

Como que para contradizer Nisbet, Murray Rothbard, de cujas credenciais libertárias ninguém pode duvidar, observou que "Somente um imbecil poderia afirmar que a liberdade é o mais elevado, ou mesmo o único, princípio ou fim da vida", e concordou com máxima de Lord Acton: "A liberdade é o mais elevado fim político, e não o mais elevado fim do homem per se."..."

Responder
Alan Denadary 13/01/2012 10:05:21

Olá Mcmoraes, eu entendo perfeitamente isso.

Eu apenas disse que existem pessoas que se intitulam libertários, mas buscam apenas o conhecimento teórico sobre Escola Austríaca e ignoram outros ramos do libertarianismo, que incluí princípios de moralidade.

Responder
Alan Denadary 21/01/2012 14:22:42

www.midiasemmascara.org/true-outspeak/12754-true-outspeak-18-de-janeiro-de-2012.html


Essa discusão foi comentada na última transmissão do TO.

Início: 11:40 minutos

Responder
Leninmarquisson da Silva 22/01/2012 02:33:08

Porra, Olavo foi desnecessariamente estúpido nesse podcast. Desviou o assunto e ainda chamou o Leandro de filho da puta. Que babaca.

"O que você faz para honrar a igreja"? "Que contribuição você dá para aquilo que você defende"?

Vai se foder, como alguém do porte dele tem coragem de falar uma merda dessas? Pelo visto os artigos que falam da importância dos escolásticos e do Catolicismo para a Escola Austríaca não significam nada, assim como o árduo trabalho do Leandro em publicar e cuidar do principal site que combate o Esquerdismo sem precisar recorrer à moral (mas sem descartá-la), refutando esquerdistas que apelam ao "ceticismo".

Agora eu tô assustado com a decadência intelectual dos brasileiros - até o maior crítico dela foi afetado!

Responder
anônimo 22/01/2012 17:04:10

Ele não fugiu do assunto e sobre a questão do "o que vc faz para honrar a sua igreja", ele quis dizer que não é a participação em um movimento que te enobrece porque entendeu que a crítica do Leandro seria uma consequência de uma "Causa Sagrada", que foi o título do seu último artigo no Diário do Comércio:
issuu.com/diario_do_comercio/docs/170112/1

Trecho desse artigo:
"Para o militante, O bom é quem está do seu lado, o mau é quem está contra."

Talvez tenha havido um mal-entendido de ambas as partes, o que não diminui a qualidade da obra de nenhum dos dois, sendo portanto burrice tomar partido de um dos lados e negar o outro.

Responder
anônimo 23/01/2012 17:44:53

Também acho que houve um grande equívoco.

O Olavo continua críticando arduamente o movimento liberal/ libertário com base em afirmações ditas pelos representantes deste grupo sem a devida busca pela veracidade dos fatos. Ou seja, no fim, tudo se limita a santidade libertária e a demoníaca esquerda.

Não acho que se trata de um erro cometido pela equipe deste site, mas sim de alguns foristas. Eu mesmo cometo esse erro com frequência.

Quanto a linguagem que o Olavo utiliza nas trasmissões do TO, segue abaixo declaração do próprio:

"A linguagem e o estilo do programa serão exatamente iguais aos de minhas conversas domésticas com meus alunos, amigos e familiares, sem nenhuma estilização radiofônica"

Eu mesmo que fui chamado de idiota por ter sugerido Bastiat no rol dos clássicos, nunca sequer li um livro ou analisei seriamente algum tratado deste economista. A carapuça coube direitinho! =P

(foi interessante ter ouvido uma resposta do Olavo sobre o texto onde ele defende o Bush. Pena que ainda desconhecemos a veracidades dos fatos)

Responder
mcmoraes 22/01/2012 13:12:51

Lamentável. Vou seguir o Leandro e "...parar de ficar dando audiência ao lamentável descenso deste outrora brilhante intelectual..."

Responder
Gabriel Miranda 23/06/2012 16:07:25

Agora entendi o esperneio do Olavo neste vídeo:

www.youtube.com/watch?v=qO6m0HA5KC8&feature=related

Responder
Marc... 13/01/2012 06:08:36

Realmente Vinicius, essa deveria ser leitura obrigatória nas escolas, universidades, pós etc (repetindo mesmo para que ninguém esqueça seus ensinamentos).

Gostei muito dessa parte: www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=342#Parte2
Acabar com o estado é lucro!

Que o Mises continue abrindo os olhos dos brasileiros para O que não se vê.

Responder
Cristiano 13/01/2012 06:10:53

Essa deveria ser a aula numero 1 de qualquer curso de economia.
Alias, isso sim deveria ser ensinado ainda nas escolas. Um ensinamento básico sobre economia e que teria efeitos em toda a população, a deixaria mais consicente sobre as mentiras estatais.

Responder
EUDES 13/01/2012 07:49:50

Concordo. Isso seria de grande benefício.

Responder
Felipe André 13/01/2012 06:47:22

Engraçado ver leitores do Mises dizendo que algo deveria ser obrigatório. :P

Responder
Fernando Chiocca 13/01/2012 07:14:51

O Walter Block diz que ele não pode ser considerado anarco-capitalista, pois ele é a favor de uma única medida estatal: obrigar todas as pessoas a lerem Ação humana e Man, Economy and State. heheheheheh

Responder
lazuli 13/01/2012 08:12:39

Concorrencia é destrutiva.Deveria ser chamada de competição destrutiva,pois desperdiça recursos e sempre resulta em oligopolios e monopolios.Sem contar que quando um tem mais o outro acaba perdendo.Quase nunca é situação ganha-ganha.

Se um pratica poluição,os outros terão que praticar.

Responder
Leandro 13/01/2012 09:33:10

A concorrência pode ser destrutiva se estiver ocorrendo em um ambiente em que não haja absolutamente nenhum referencial para nada -- como, por exemplo, a ausência de preços. A concorrência que existe em um livre mercado é guiada pelo sistema de preços. É o sistema de preços quem coordena os investimentos, determinando se há excesso ou escassez de algo, evitando desperdícios. Enquanto os preços forem livres, as chances de desperdício e destruição de recursos são totalmente minimizadas.

Por sua vez, os monopólios -- que, aliás, só existem por causa de regulamentações estatais e só pode ser indefinidamente sustentados pelo estado -- sempre tendem ao desperdício, pois, justamente por não haver concorrência, não há muito preocupação com redução de custos.

No mais, fiquei curioso com o seu raciocínio: concorrência é ruim porque gera desperdícios e leva a monopólios, os quais também são ruins. O que você sugere? Concordamos quanto ao monopólio e discordamos sobre a concorrência (em um sistema de preços livres). No mais, falta a sua explicação: como a concorrência leva a monopólios em um ambiente de livre concorrência, sem barreiras à entrada?

Quanto à poluição, você fechou seu comentário "triunfalmente".

Abraços!

Responder
lazuli 13/01/2012 10:13:33

Concorrencia gera desperdício porque são empresas que oferecem o produtos para o mesmo objetivo.Voce tem que repetir infraestrutura adequada para cada empresa.Isso de longe não é nada otimizado.

Dois produtos concorrentes em uma mesma prateleira significa que muitos produtos serão descartados no fim do dia.Seja uma parte menor do que mais vendeu ,seja uma parte maior do que menos vendeu.


E voce somente enxerga que um monopólio é dispendioso pela visão do preço do produto porque ele aumenta o custo do produto.Na verdade o custo de um produto fica o mesmo, o que aumenta é a margem de lucro pessoal do dono da empresa.
Mas um monopolio na questão é mais otimizado que um monte de empresas concorrentes juntas ,que destroem um rio por exemplo muito mais rápido do que uma unica empresa monopolista que vende em grande quantidade os seus produtos.

E acho um absurdo voce afirmar que monopólios existe por causa do estado .Não é verdade.A concorrencia naturalmente produz oligopolios/monopolios .É como um campeonato ,uma hora sai um vencedor.E na "concorrencia" quando um ganha ,ele fica com a parte do mercado das outras empresas .Sendo assim as empresas só tem escolhas de serem vendidas ou declararem falencia.


Responder
Leandro 13/01/2012 10:42:57

Prezado lazuli, você certamente é novato em nosso site; caso contrário, não estaria dizendo despautérios assim com tamanha desenvoltura.

Você ignorou tudo que eu disse e voltou a repetir tudo o que já havia dito, só que com outras palavras. Vou tentar só mais uma vez, só que agora serei mais conciso:

Concorrência só gera desperdícios quando o sistema de preços está adulterado. Não há como, em uma economia com preços livres, haver desperdícios no longo prazo. Simplesmente porque a empresa que estiver desperdiçando inevitavelmente perderá mercado para aquele concorrente que for mais otimizado, operar com custos mais baixos e, consequentemente, vender a preços menores. A empresa que desperdiça, desta forma, terá prejuízos e, consequentemente, irá à falência (prove-me que não).

Se duas ou mais empresas concorrem vendendo o mesmo produto, e todas se mantêm no mercado, então é porque há uma genuína demanda por seus serviços -- e isso, por definição, significa que não há desperdício. Não se pode dizer que há desperdício quando bens produzidos são genuína e voluntariamente consumidos.

Por que "repetir infraestrutura" não é algo otimizado? Na sua visão de mundo, o Brasil precisaria apenas de um só aeroporto, de uma só rodovia, de um só avião, de um só automóvel, de uma só residência, de um só computador, de uma só televisão etc. Qualquer coisa a mais do que isso configura desperdício, certo?

Se houver apenas um fábrica de alimentos em todo o Brasil, então, no seu mundo, a coisa está ótima. A abertura de uma segunda fábrica, por mais que fosse intensamente demandada, implicaria uma "repetição de infraestrutura"...

Dois produtos concorrentes em uma mesma prateleira significa que muitos produtos serão descartados no fim do dia. Seja uma parte menor do que mais vendeu ,seja uma parte maior do que menos vendeu.

Isso, como você bem disse, pode ocorrer em um dia. Não irá ocorrer continuamente simplesmente porque será algo prejudicial para a empresa. Ela terá de cortar custos caso queira se manter no mercado. O não consumo de seus produtos será uma indicação fornecida pelo sistema de preços de que está havendo de fato desperdícios, e que é melhor a empresa se ajustar.

Já no monopólio, que você se revelou defender agora sem pudores, esse processo de correção não existe e nem tem porque existir, e pelos motivos que expliquei no meu outro post.

E sobre ser "absurda" a teoria de monopólio ser criação de governo, apenas diga-me como seria possível existir um monopólio duradouro em uma economia livre. Leia este artigo, por gentileza. Aliás, nem mesmo um cartel se manteria. Sempre que houver formação de cartel e elevação de preços, haverá incentivos para que

1) um membro do grupo saia do cartel, reduza seus preços e roube clientes de seus concorrentes, aumentando seu volume de vendas e consequentemente seu lucro; ou

2) um empreendedor de fora chegue, pratique preços marginalmente menores, e com isso tome clientela dos cartelistas e obtenha portentosos lucros.

Um cartel só é duradouro quando conta com a proteção do governo, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis e oligopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo.

E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

Grande abraço!



P.S.: se voltar a comentar sobre este assunto, por favor traga substância. Não quero a seção de comentários poluída com discursos totalitários em prol de monopólios estatais -- que é o que você defendeu agora.

Responder
anônimo 13/01/2012 10:50:34

Acho um desperdício tremendo haverem tantas empresas de transporte de cargas. Tantas empresas efetuando o mesmo serviço, que coisa ridícula. É claro que apenas uma empresa, ou melhor, apenas um ser pode fazer todo o serviço demandado. O lazuli sozinho pode otimizar todo o processo, carregando no próprio lombo (é um ótimo quadrúpede pro serviço) absolutamente todos os fretes.

Responder
Alex_ 13/01/2012 12:16:41

Que absurdo é esse? Já estou começando a rever meis conceitos sobre liberdade de expressão. lol

Responder
lazuli 13/01/2012 08:42:30

O pessoal tem que entender que nem sempre mercado é sinonimo de capitalismo e lucro.

Mercado já existia antes de qualquer fraude lucrativa ou teoria economica.

Responder
Fernando Chiocca 13/01/2012 09:36:45

Não Iazulli, você que tem que entender que você não entende do que está falando, e com isso ir aprender, ao invés de tentar ensinar.

Comece por aqui: O que é o Livre Mercado?

Responder
Guilherme 13/01/2012 08:45:31

Excelente texto, exemplo simples que traz vários conclusões aplicáveis em exemplos mais complexos. De fato, há algo que não se vê, porém discordo que seja o sapateiro, pois os 6 francos não param no vidraceiro, ele também pode comprar o sapato.

1) Vidro é quebrado e o vidraceiro compra o sapato: 6 francos saem do empresário e terminam no sapateiro.

2) Vidro não é quebrado e empresário compra o sapato: 6 francos saem do empresário e terminam no sapateiro (mesma coisa).

Na minha opinião, o que não se vê é a distorção causada na meritocracia social. O empresário venceu todos os riscos e sua eficiência o proporcionou 6 francos, porém com o vidro quebrado, ele não poderá desfrutar do resultado direto de sua competência, as implicações disso que são o invisível...

Responder
Leandro 13/01/2012 09:40:21

Guilherme, você deu apenas exemplos de consumo. Faltou analisar o investimento que poderia ter sido feito pelo padeiro, mas que acabou não ocorrendo, justamente porque teve de pagar pelo vidro. Como o próprio Bastiat explicou, é um pouquinho mais complexo analisar o que não se vê.

Abraços!

Responder
Luciano 15/01/2012 13:56:35

Guilherme, concordo como seu raciocínio, tanto o burguês quanto o vidraceiro podem comprar o sapato e isso nos ajuda a isolar o sistema burguês-vidraceiro, mas analiso de maneira diferente.

Nos dois casos temos, ao final, os mesmos bens: uma vidraça (a original ou a nova) e um sapato, no entanto :
Com a vidraça quebrada o burguês ficou no prejuízo, sem o sapato, e o vidraceiro realizou um trabalho e ficou com o sapato.
Sem quebra da vidraça o burguês fica com o sapato e o vidraceiro não realiza trabalho algum.

Assim sendo, com a vidraça quebrada, temos trabalho a mais realizado sem aumentar a quantidade de bens, sem contar o desperdício de energia e material para fabricar o vidro, etc.
Sem quebrar a vidraça, temos mais mão de obra disponível para relizar trabalhos que efetivamente acrescentem bens ou serviços a sociedade.
Ou ainda : quebrar vidraças retira trabalhadores do setor "realmente produtivo" e desperdiça o trabalho deles, além do desperdício energético e material da fabricação, transporte e instalação das vidraças novas.

Responder
Rene 17/01/2012 03:35:03

Tem uma questão que não foi discutida ainda: Se o vidraceiro vende o vidro para o padeiro, este vidro não irão servir para alguém que possui uma necessidade legítima, como por exemplo, uma pessoa que esteja abrindo uma floricultura do outro lado da rua. Pode ser que o preço do vidro suba por causa da alta demanda, o que faz com que parte da renda do novo empreendedor seja retirada dele, o que resultará em menos investimento para comprar as plantas que ele planeja revender. Até o vidraceiro pode ser prejudicado, caso o aumento repentino na demanda seja interpretado como um crescimento na economia, e ele decida, por exemplo, investir em mais estoques. O legal da economia é que é tudo interligado.

Responder
Marc... 17/01/2012 06:57:38

www.mises.org.br/Article.aspx?id=180

Responder
Cristiano 13/01/2012 10:52:26

Leandro,
Uma sugestão de post:
Acabei de ler uma notícia na Globo.com sobre a manifestação dos taxistas italianos com relação a liberalização do setor. O governo italiano pretende conceder gratuitamente as licenças para dirigir.
Parece que os atuais taxistas não querem se submeter a mais concorrência.
Ainda que não seja a total desestatizaçÃo do setor, sob o ponto de vista da escola austríaca essa medida parece ser muito boa.
Essa medida pode gerar maior qualidade no serviço e preços mais baixos devido a maior concorrência!
Segue o link abaixo se você se interessar:
g1.globo.com/economia/noticia/2012/01/taxistas-italianos-fazem-greve-contra-liberalizacao-do-setor.html

Responder
Leandro 13/01/2012 11:10:46

Cristiano, em tese, sim. Mas há um problema nada trivial e que eu expliquei em mais detalhes neste artigo, que é a ideia de 'indústrias de rede'. Indústrias de rede são aqueles setores cujo bom desempenho depende essencialmente da utilização de infraestruturas físicas (as redes). A expressão indústria de rede advém do fato de que há um fluxo, uma corrente, circulando por uma rede. No caso do seu exemplo específico, o fluxo representa os elementos móveis dessa rede (os carros), e as ruas seriam as respectivas redes.

A eficiência de toda uma rede depende inteiramente da qualidade da coordenação que há entre a rede e o fluxo. Bom, o que vai acontecer se o fluxo for liberado, mas a rede continuar obsoleta? Em outras palavras, o que vai acontecer se o número de carros disparar, mas o espaço físico -- as ruas, totalmente sob controle estatal -- continuarem como estão? Vale lembrar que ruas nada mais são do que um bem escasso (espaço físico) ofertado a prezo zero. Quando um bem escasso é ofertado a preço zero o resultado, obviamente, é a escassez. No caso do trânsito, escassez de espaço significa engarrafamento.

O resultado, portanto, será um enorme atrito entre fluxo e rede. É bem provável que os engarrafamentos irritem os italianos ao ponto de eles clamarem por novas intervenções para corrigir as distorções causadas por um monopólio estatal.

É preciso sempre analisar os dois lados e, principalmente, se esforçar para prever todas as consequências possíveis.

Responder
Maurício Goncalves 13/01/2012 11:42:39

Excelente observação, Leandro (as usual!). Vc tem razão que um dos possíveis efeitos seria um aumento do trânsito devido ao aumento no número de carros.

Também poderia haver o inverso, pois com a melhora dos serviços de táxis, devido à maior concorrência, eles competiriam com o outros transportes públicos, o que faria com que os preços caíssem e o serviço melhorasse, incentivando as pessoas a deixar o carro em casa, diminuindo o trânsito.

O que acha?

Abraços!

Maurício

Responder
Leandro 13/01/2012 12:00:14

É possível, mas também pode acabar dando na mesma. Tem de ver se vai compensar, em termos de gastos, o italiano deixar o carro em casa e pegar táxi para ir e voltar do trabalho (duas viagens). Dado que há muitos -- principalmente na Itália -- que costumam voltar em casa para almoçar (quatro viagens), eu sinceramente não sei se a moda vai pegar.

Para cada sujeito que deixar seu carro em casa teria de haver ou um aumento proporcional no número de táxis e ônibus ou um aumento da circulação (refiro ao número de viagens de cada veículo) de cada táxi, pois agora a demanda estará em todo lugar. Eu realmente não sei o que pode acontecer -- e também não estou me posicionando contra; estou apenas tentando prever todos os cenários e imaginar qual poderá ser a reação da população.

Para quem não tem carro, por exemplo, a mudança tenderá a ser muito positiva.

Abraço!

Responder
Daniel Marchi 13/01/2012 12:15:36

A questão crucial é que o detentor e gestor da rede (ruas e estradas) é o estado. Respeitosamente discordo da abordagem inicial do Leandro. Toda iniciativa empresarial para serviços de transporte, no meu entendimento, deveriam ser liberadas. Se haverá ou não congestionamento, é algo um tanto complicado de se saber a priori. Em caso de superutilização das ruas (já não são?), que isso sirva de pressão para que as ruas sejam totalmente privatizadas. Em suma, entendo que uma intervenção (ruas estatais) não deve servir de argumento para outra intervenção (regulação de serviços de transporte).

Responder
Leandro 13/01/2012 12:24:01

É porque eu sou muito moderado em minhas posições.

Responder
Ricardo S. 15/01/2013 15:22:24

Leandro,

Alguns comentários acerca do eventual aumento do número de táxis na cidade:

1) Naturalmente, com o aumento da oferta de táxis, há uma pressão para a diminuição do preço desse serviço. Com esse novo preço, algumas pessoas que antes iriam de carro para o trabalho, passarão a ir de táxi pois, pagar pelo táxi se torna mais barato/cômodo/atrativo que gastar o combustível do próprio carro, ficar procurando e pagar por estacionamentos nos grandes centros. Assim, para cada táxi a mais rodando, há pelo menos 1 carro a menos na rua (ou mais de 1, pois um mesmo taxista pode levar 2 ou mais pessoas para o trabalho). Nesse cenário, cada corrida de táxi equivale a 1 ou mais carros a menos nas ruas, provocando uma diminuição do número de automóveis nas ruas.

2) Por outro lado, esse mesmo barateamento do serviço de táxi pode estimular um usuário de ônibus/metrô ou mesmo um pedestre a mudar sua rotina e passar a ir de táxi para o trabalho, nesse caso, provocando um aumento do número de automóveis nas ruas.

Enfim, a minha opinião é que um aumento do número de táxis não necessariamente provoca um aumento do número de automóveis nas ruas, e, consequentemente mais congestionamentos.

Responder
Mário 13/01/2012 11:08:33

Parabenizo o Instituto por mais este excelente texto, concordando que deveria constar em grades curriculares de muitas escolas no Brasil, como já citado abaixo. É verdade que um pouco de economia, mesmo que contada por metáforas e causos, é imprescindível para a criança que obrigatoriamente vai inserir-se numa lógica de mercado capitalista e neo-liberal. Todavia, peço o favor ao Leandro, para que poste novamente o link sobre economia no Brasil, que trata sobre o boom imobiliário com tabelas e dados, pois estava postado aqui por engano, smj. Vez que não consegui localizá-lo pelos mecanismos de busca do site.\r
\r
Abraços.

Responder
Leandro 13/01/2012 11:14:53

Prezado Mario, o artigo é este:

Em que ponto do ciclo econômico está a economia brasileira?

Sempre que quiser procurar artigos de determinados autores, basta clicar no nome daquele autor. Ou, se preferir, clique em "artigos" e depois em "listagem de autores".

Abraços!

Responder
Giancarlo 13/01/2012 11:26:53

Pessoal,

É surpreendente a constância e a qualidade dos materiais que o site tem ofertado. Vai um agradecimento em nome da grande maioria dos visitantes.

Um observação. Na esfera prática temos tido quais tipos de atitudes? Na esfera política, temos algum representante? Vcs têm acompanhado a candidatura de Ron Paul www.youtube.com/watch?v=tSsP0ClQnNk nas prévias americanas?

Para o pessoal do Site, é só uma impressão particular ou o número de visitantes do site tem aumentado substancialmente nos últimos meses??

Saudações

Responder
Bernardo Santoro 13/01/2012 13:29:51

Giancarlo, o IMB não pode ter vínculos com partidos políticos, por questões estatutárias.

No entanto, eu e outros antigos leitores do IMB estamos lutando pela formação de um partido político que defende as teses econômicas e políticas deste instituto.

Confira em www.pliber.org.br/

Abraço!

Responder
Giancarlo 13/01/2012 13:55:59

Bernardo

Grato pelo esclarecimento.

Att.

Responder
EUDES 13/01/2012 13:36:38

Leandro, um liberal clássico também é um libertário, ou somente um anarcocapitalista ?

Responder
Leandro 13/01/2012 13:44:45

Em minha opinião, é sim um libertário. Mas eu estou longe de ser autoridade neste assunto. Mesmo porque, se há algo que me desestimula e desanima completamente, é esse apego que as pessoas costumam ter a rótulos. Não entendo essa ânsia de ter de se olhar no espelho e perguntar "E então, como eu devo me classificar? Como me autodenominarei?"

Apenas seja você mesmo e exponha suas ideias da maneira mais clara e inequívoca possível.

Grande abraço!

Responder
EUDES 13/01/2012 13:52:50

Obrigado pela resposta. Fiquei bastante curioso quando uma repórter de um jornal disse que Ron Paul é um libertário.

Responder
lazuli 13/01/2012 14:05:28

Acho que voce não entendeu.Não quero dizer desperdicio no quesito de "produção de recursos de uma empresa baseada no fator dinheiro",mas sim que existe desperdicio geral ou seja em todo o sistema ambiental/social/economico quando este sistema coloca mais de uma empresa para fazer a mesma coisa sem uma necessidade real disso.


E não ,não existe demanda para dois produtos .Na verdade o que acontece é que todos querem vender sabão em pó,no entanto sempre existe um lider no mercado por alguma razão (preço menor ,vai lá saber se o lider nasceu para produzir sabão em pó).So que os outros sabendo disso,eles tem que criar um diferencial para conseguir uma fatia do mercado.Ai nasce um produto diferente.Mas isso não é uma questão da demanda popular (a população não está pedindo por um produto diferente).Na verdade é uma criação do concorrente e que acaba chamando atenção da população .Mas ainda não deixa de ser "sabão em pó",mesmo com bolhas especiais ou de cor laranja .
E caso os produtos realmente se distanciem dos seus diferenciais ,mas ainda mantendo algumas coisas em comum .A competição iria desaparecer certo ? Errado. Digo lá embaixo

Responder
Paulo Sergio 18/01/2012 11:09:47

'Mas isso não é uma questão da demanda popular (a população não está pedindo por um produto diferente).Na verdade é uma criação do concorrente e que acaba chamando atenção da população '

Você tem que conhecer esse pessoal pra saber o que eles querem falar nas entrelinhas.Isso tudo aí é pra mostrar como o capitalismo mauvado e a propaganda fazem os consumidores coitadinhos comprarem coisas que eles não precisam.

Responder
anônimo 13/01/2012 14:23:23

Deveras sensual o nariz do Bastiat.Temos que criar um Instituto Frédéric Bastiat para sensualidade nasal.

Responder
Thyago 13/01/2012 16:12:20

Esse texto do Bastiat revela como lições importantes e simples não são assimiladas por muitos 'profissionais' da área.

O keynesianismo é a prova mais concreta que temos da decadência intelectual que aconteceu nas últimas décadas.

Bastiat e Hazlitt, obrigatórios em introdução a economia!

Responder
carlos silva 18/01/2012 08:03:50

Olavo de Carvalho critica os libertarians por conta da fixaçao destes com a economia, pois é complicado formar exercitos, pessoas dispostas a morrer por conta de questoes economicas apenas, maior ou menor taxação, etc, por isso ele acredita que os comunistas e islamicos dominarão o mundo em breve pois estes conseguem, são capazes de jogar milhoes de pessoas à morte. Em resumo, para Olavo, somente uma enorme massa de pessoas dispostas a morrer por uma causa seria capaz de dar fim ao avanço do comunismo e islamismo no mundo, e a causa libertária é muito racional para atingir as pessoas comuns, somente o cristianismo, pessoas com profundas crenças religiosas, poderia combater o comunismo e o islã.

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Paulo Sergio 18/01/2012 11:25:57

E ele ta certo.Alguém só vai pra uma guerra disposto a matar e a morrer se for por uma causa que acredita muito.Achar que um soldado é um empregado como qualquer outro é coisa de quem vive no mundo da lua.

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Paulo Sergio 18/01/2012 11:42:16

E agora, alguém vai falar do artigo do Hoppe em que ele 'explica' como as empresas de seguro iam querer que os ancaps soubessem se defender, soubessem atirar e tal.
Eu já li esse artigo, já comentei, e não teve resposta nenhuma.Entre outras coisas, ele não explica como é que alguém vai ser capaz de se especializar em duas coisas ao mesmo tempo.Como é que um cara consegue ser escultor, ou ferreiro, e ser um soldado bom o suficiente pra encarar um exército de soldados que se especializaram só naquilo.
Resumindo, os ancaps são os da direita:
www.youtube.com/watch?v=gI6sARmxEuc

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Leandro 18/01/2012 12:25:28

Paulo Sergio, podemos então concluir que os suíços representam um desafio a esta sua teoria?

Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços

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Paulo Sergio 19/01/2012 02:33:39

Leandro, Hitler não invadiu um monte de países.Aliais no Main Kanpf ele deixa bem claro que a obsessão dele era pela URSS, e só por causa do imenso território dela, o tal 'espaço vital'
E depois não é 'minha' teoria, é a própria teoria economia que todo mundo defende aqui que diz que uma pessoa perde produtividade e eficiência se resolve fazer de tudo e não se especializar numa coisa só.

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Leandro 19/01/2012 03:23:58

Não? O que houve na França e na Áustria então? Foi tudo um delírio? E o que você tem a dizer sobre os relatos do próprio Hitler a respeito da Suíça?

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Hay 18/01/2012 09:50:27

Acho que voce não entendeu.Não quero dizer desperdicio no quesito de "produção de recursos de uma empresa baseada no fator dinheiro",mas sim que existe desperdicio geral ou seja em todo o sistema ambiental/social/economico quando este sistema coloca mais de uma empresa para fazer a mesma coisa sem uma necessidade real disso.

Meu Deus, sua ignorância a respeito de como funciona o mundo é assombrosa. No seu mundinho de faz-de-conta, duas empresas no mesmo ramo é "duplicação de recursos". Como assim "sem uma necessidade real"? Por acaso você é alguma espécie de entidade sobrenatural de conhecimento supremo? Você por acaso consegue descobrir a necessidade real de todos os seres humanos ao mesmo tempo?

E não ,não existe demanda para dois produtos .Na verdade o que acontece é que todos querem vender sabão em pó,no entanto sempre existe um lider no mercado por alguma razão (preço menor ,vai lá saber se o lider nasceu para produzir sabão em pó).So que os outros sabendo disso,eles tem que criar um diferencial para conseguir uma fatia do mercado.Ai nasce um produto diferente.Mas isso não é uma questão da demanda popular (a população não está pedindo por um produto diferente).Na verdade é uma criação do concorrente e que acaba chamando atenção da população .Mas ainda não deixa de ser "sabão em pó",mesmo com bolhas especiais ou de cor laranja .

Como assim? Quem define suas necessidades é o consumidor, e não você. Se você acha que não é necessário haver duas empresas fabricando sabão em pó, o problema é seu. Eu prefiro que haja mais de uma empresa competindo para melhorar seus produtos. Como eu sou uma pessoa que vive em um mundo que existe, sei que a concorrência (imediata ou potencial) é essencial para uma economia. Talvez você precise ter mais experiência de vida (ou usar mais o cérebro para absorver as experiências), pois o que você escreve é de uma ingenuidade e de uma falta de noção...

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anônimo 21/01/2012 09:35:47

Olavo de Carvalho ficou furioso com sitação da leitura de Bastiat, segundo ele, Bastiat apenas surfou na onde e foi um grande comentarista, mas não um classico!

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anônimo 21/01/2012 15:55:34

Alguém, por favor, traduza o que essa criatura quis dizer. Nunca vi tantos erros de português em tão poucas linhas. O nome dele deveria ter aparecido como analfabeto ao invés de anônimo.

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Cesar Queiroz 19/07/2013 21:37:55

E por isso que quero minhas tomadas eletricas de volta. Ainda nao esta esclarecido quem seriam os "vidraceiros" que se beneficiaram com as vendas das tomadas novas, com prejuizos para a sociedade em geral. Se houver algum bom senso, ainda ha tempo de restabelecer o padrao anterior, que funcionava tao bem, e abandonar a solucao que coloca o Brasil como o "unico certo" no mundo.

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Eduardo R., Rio 08/09/2013 05:13:36

Artigo de Robert P. Murphy sobre a falácia da janela quebrada.

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