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A defesa moral do capitalismo

Uma das razões de nossa moral estar hoje tão deturpada é porque, vários anos atrás, nossos pais, avós e bisavós fizeram várias concessões aos inimigos da liberdade justamente em termos morais.  Para ser mais específico, eles permitiram que os inimigos da liberdade pudessem se arvorar os únicos detentores da superioridade moral.

Aqueles que defendiam o socialismo, o comunismo e o fascismo ganharam credibilidade perante o nascente movimento progressista, e o movimento progressista ganhou credibilidade perante todas as gerações de lá pra cá.

Essas ideias, cujo centro irradiador foi a Alemanha do século XIX, afirmavam defender a compaixão e o esclarecimento.  O objetivo, obviamente, era transformar a estrutura do mundo, o que levou àquele pensamento mais moderno e progressista de que poderes totais deveriam ser dados ao governo para que este — desde que, obviamente, sob o comando destes progressistas iluminados — controlasse, direcionasse e alterasse as pessoas, tudo para torná-las seres humanos melhores.

Obviamente, o que eles fizeram foi substituir o mais benevolente e radical sistema que o mundo já viu pelo mais diabólico e destrutivo dos ideais — a ser implementado pela mais antiga das ferramentas: a força bruta.

Se quisermos recuperar a superioridade política na batalha pela liberdade, temos também de resgatar, de maneira clara e inequívoca, a superioridade moral.  Eis a seguir, portanto, parte do que vejo como a defesa moral do capitalismo e daqueles princípios de livre mercado que permitem que as forças produtivas e criativas do capitalismo floresçam e prosperem em sua totalidade.

1) O capitalismo cria valor

Toda a função e finalidade do capitalismo é facilitar a criação e produção de valor — bens e serviços que contribuem para a vida de uma pessoa e para seu bem-estar.  O capitalismo estimula que os esforços criativos e produtivos sejam direcionados para a satisfação dos desejos e das necessidades dos outros.

Costumamos aceitar como natural, como um presente da natureza, o formidável processo de criação de valor — algo que nos foi legado por gerações anteriores — que ocorre por meio da livre troca de bens e serviços.  Nós nos acostumamos de tal modo às nossas atuais condições de vida, que a maioria das pessoas jamais parou para considerar como tudo seria caso não houvesse capitalismo.

Se o fizessem, constatariam o óbvio: ainda estaríamos vivendo e manuseando uma única ferramenta de pedra, a mesma que os ancestrais da humanidade utilizaram por milhões de anos.  E o nosso único modo de adquirir riqueza seria por meio de guerras, as quais seriam mais brutais do que a maioria de nós poderia imaginar.

2) O capitalismo estimula o planejamento de longo prazo, desestimula a impulsividade e não permite que os indivíduos se entreguem ao deleite excessivo de suas tentações e desejos.  Isso facilita o desenvolvimento da civilização, da paz e da prosperidade

Se você quer criar algo de valor, você tem de pensar, tem de utilizar suas faculdades mentais.  Você tem de estar disposto a dedicar muito tempo para aprender novas habilidades e saber como praticá-las; tem de saber conectar longas relações de causa e efeito a fim de trazer ao mundo algo que não existia antes.  E esse algo de tem de ser proveitoso ou desejável para outras pessoas.

Como você tem de considerar as necessidades e desejos de terceiros, isso significa que você tem de criar empatia.  Você tem de se tornar capaz de perceber e entender o que vai dentro das outras pessoas, o que significa que você tem de desenvolver habilidades que lhe permitam entrever o que outras pessoas pensam, sentem e desejam.

Você tem ser capaz de estabelecer contato com outras pessoas de maneira pacífica, o que significa que você deve saber ter bons modos e desenvolver outras habilidades sociais.  O capitalismo estimula um comportamento mais extrovertido, uma maior cautela quanto aos seus modos e mais atenção a como seu comportamento afeta os outros.

O capitalismo também estimula a transmissão de habilidades intelectuais, emocionais e sociais que foram duramente conquistadas ao longo de gerações.  O que você aprendeu, você quer repassar aos seus filhos e netos, alunos, amigos e colegas, de modo que eles continuem a desenvolver no futuro tudo o que você aprendeu.

É sobre esses fundamentos que se constrói a civilização, e esta é exatamente a definição de cultura.  A humanidade possui uma característica singular em todo o mundo: ela possui cultura.  Lobos, uma manada de búfalos e um conjunto de golfinhos também são organizações sociais; mas somente nós humanos transferimos conhecimento e expressões tangíveis desse conhecimento ao longo de gerações.

Fazemos isso porque temos a capacidade mental para fazê-lo.  Porém, é o capitalismo que nos estimula a utilizar essa capacidade mental, e a utilizá-la de tal maneira que sabemos como aperfeiçoar tudo o que já foi criado anteriormente.

3) O capitalismo facilita o incremento da satisfação pessoal de longo prazo, bem como a capacidade de se ter felicidade na vida.  Isso, por sua vez, estimula as pessoas a se empenharem na excelência pessoal — que é a virtude da felicidade. 

Temos dentro de nós os impulsos e os desejos que podem nos levar a prazeres de curto prazo e a ações que podem causar grandes danos para nós mesmos e para outros.  Podemos ser violentos, podemos ser insultuosos, podemos ser absortos, e podemos ser totalmente desatentos para com os efeitos que temos sobre os outros.

Ceder a estes impulsos e desejos regularmente significa criar uma vida destrutiva, perigosa, dolorosa e curta.  Estimular tal estilo de vida como cultura é criar um autêntico inferno na terra.

O capitalismo faz com que seja supremamente recompensador e lucrativo fazermos algo completamente diferente.  Afinal, também temos dentro de nós a capacidade de pensar, de planejar, de antever as potenciais consequências de nossas ações, de aprender com nossos erros e com as respostas de terceiros.

Quanto mais utilizamos essa capacidade, mais desenvolvemos uma apreciação pela grande felicidade e satisfação pessoal que pode advir do fato de sermos muito atentos ao que fazemos; e aprendemos, com uma profundidade continuamente maior, como aquilo que nós fazemos afeta a nós mesmos e aos outros.

O capitalismo cria as circunstâncias externas que faz com que utilizar essa capacidade seja um benefício.  São essas qualidades empáticas, recíprocas, de longo prazo e voltadas para o nosso exterior  que tornam possível uma grande diversidade de virtudes — gratidão, coragem, empatia, produtividade, criatividade, perdão, bondade, integridade, compaixão e perseverança, para citar apenas algumas.

4) O capitalismo nos estimula a cooperar

A noção da "competição selvagem", em que impera a "lei do mais forte", é uma antiga, duradoura e permanente imagem criada pelos inimigos do capitalismo.  No entanto, é justamente o tipo de força bruta empregada pelo estado e pelos defensores do estatismo que estimula tal comportamento violento.

A competição dentro do capitalismo pode ser intensa e difícil, e insucessos (como falências) são parte integrante deste sistema.  Porém, para ser bem sucedido em qualquer empreendimento, você tem de aprender a cooperar com outras pessoas, saber trabalhar em conjunto com elas e aprender com seus próprios erros e fracassos.  Quanto melhor você se tornar nisso, maior será o potencial que você criará para o futuro.

São os seus concorrentes que lhe obrigarão a aprimorar suas habilidade, a preservar suas melhores práticas e a fornecer os melhores produtos e serviços para os seus consumidores.  Neste sentido, seus concorrentes são seus aliados — eles não estão no ramo para destruir você pessoalmente; eles estão concorrendo com você, envolvidos em uma relação ativa que irá manter cada um de vocês dentro de suas margens de crescimento.

Nossos antepassados cometeram o erro de aceitar as reivindicações morais do socialismo.  Eles aceitaram as virtuosas reivindicações de compaixão feitas pelos progressistas, e foram seduzidos pela visão que lhes foi apresentada de um mundo melhor, com pessoas melhores.  Mas podemos perdoá-los por isso, uma vez que eles não tiveram — ao contrário de nós — o benefício de poder olhar para os últimos cem anos e testemunhar os resultados de tais visões idealistas.

Recordo-me vivamente de minha (conservadora) avó dizendo que "o socialismo pode ser uma boa ideia na teoria, mas ele simplesmente não funciona."  O que ela — e milhões de outras pessoas — não entenderam é que a teoria é também igualmente péssima e nojenta.

O que eles não entenderam é que os progressistas, os socialistas, os comunistas, os fascistas... os estatistas de todas as matizes — aqueles que defendem o uso da força do governo para moldar e construir os seres humanos à imagem e semelhança daqueles que detêm o poder — não tinham absolutamente nada que pudesse ser comparado ao poder benevolente das trocas voluntárias.

O contraste entre o capitalismo e todas as formas de estatismo é tão nítido quanto a diferença entre o que acontece quando uma madeireira é dona de sua própria terra vis-à-vis quando ela faz uma locação de curto prazo para explorar uma terra cujo dono é o estado.

Quando uma empresa é dona de sua própria terra, ela possui vários incentivos para cuidar muito bem daquela terra.  Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo.  Assim, ela vai ceifar apenas um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano.

Já quando a madeireira possui um arrendamento de curto prazo, seu incentivo é ceifar o máximo de árvores o mais rápido possível antes que o período de locação expire.

O capitalismo leva à civilização, ao planejamento de longo prazo, à empatia e à contínua e crescente criação de valores.

O estatismo gera em termos pessoais e culturais algo comparável a uma devastação florestal.

O capitalismo estimula o homem ambicioso a pensar: "O que eu posso criar ou produzir que viria a ser de grande valor e benefício para as outras pessoas, de modo que elas iriam voluntariamente e com prazer abrir mão de seu dinheiro arduamente ganho em troca desta minha criação?  Como eu poderia me comunicar com elas e persuadi-las de que minha criação possui esse valor?  Como elas poderiam fazer o melhor uso possível desta minha criação?"

Já o estatismo estimula o homem ambicioso a pensar: "Como eu posso adquirir mais poder para satisfazer minhas vontades, para utilizar a força para impor meus ideais — bem intencionados ou perversos — sobre as outras pessoas?"

Em uma disputa honesta para se determinar qual arranjo possui uma superioridade moral incontestável — o capitalismo ou qualquer outra forma de estatismo —, simplesmente não haveria disputa.  Foi o capitalismo o que nos tornou humanos.

É o capitalismo que nos estimula a apresentarmos nossas melhores qualidades, a utilizar o que há de melhor em nossa natureza humana, a considerar e respeitar toda a experiência de terceiros e a trabalhar conjuntamente, e de maneira pacífica, para fazer com que as boas coisas aconteçam.

A defesa moral do capitalismo não é ambígua.  Muito menos se trata de uma questão de opinião.  Ela é tão clara e nítida quanto a diferença entre guerra e paz, liberdade e escravidão, sacrifício humano e empatia e amor.

Aprendamos com os erros de nossos antepassados e corajosamente passemos a afirmar a benevolência desta que é a maior força social que transforma para o bem: as relações de troca possibilitadas pelo capitalismo.


1 voto

autor

Joel F. Wade
, Ph.D., é especialista em psicoterapia e treinador de motivação e desenvolvimento pessoal.  Também presta consultoria a empresas sobre como aprimorar a confiança, a comunicação e o bem-estar.  É o autor de Mastering Happiness: Ten Principles for Practicing a More Fulfilling LifeA Pocket Guide to Mastering Happiness.



  • Alan  19/09/2011 09:10
    Um problema grave é a união do capitalismo e o estatismo, porém é impossível unir os dois. O capitlismo automaticamente exclui o Estado. O que vivemos hoje é um sistema capitalista duramente cerceado pelo governo, o que causa grande confusão e danos.\r
    Os inimigos do capitalismo não sabem que os problemas ambientais, o império dos monópolios e o grande índice de desemprego e miséria são decorrentes do Estado. Em outras palavras, como disse o grande economista Murray Rothbard: O capitalismo é a maior expressão do anarquismo e o anarquismo é a maior expressão do capitalismo.
  • Yassu  19/09/2011 12:17
    Se o mercado é o reflexo do que somos, dos nossos desejos e planos, penso que o mercado incorporou o estado. Um pequeno exemplo é o recente aumento do IPI dos carros importados: Isso é possível por causa do lobby, patrocinado pelos próprios consumidores das montadoras nacionais. Veja que é o mercado entrando em ação, de acordo com os desejos da maioria. Não é livre por simplesmente por causa da massa patrocinadora de tudo isso.
  • Luis Almeida  19/09/2011 13:26
    Errado, Yassu. De onde você tirou que o lobby das montadoras é patrocinado por seu próprios consumidores?

    Aliás, você deu um ótimo exemplo do porquê é praticamente impossível haver livre mercado em um ambiente onde haja um estado. Inevitavelmente, este estado vai adquirir poderes tributando o livre mercado, irá se agigantar e, no final, irá agir exatamente contra o mercado.

  • Yassu  19/09/2011 14:56
    Pense Ivo, o poder das montadoras aqui no Brasil está justamente pelo fato dos consumidores apoiar essas empresas, diretamente ou indiretamente, através do mercado. A enfase que queria dar é que sempre o mercado prevalece, e acaba usando o estado como um instrumento.
  • Luis Almeida  19/09/2011 15:05
    Consumidores "apoiam" essas empresas porque são obrigados a isso pelo governo, que praticamente fecha o país às importações.

    Consumo "dirigido" não é mercado, é planejamento central soft. Tal arranjo não é de livre mercado, é governamental. Tire o governo da jogada, acaba com as tarifas de importação e com os subsídios protecionistas e, aí sim, você verá o "mercado prevalecendo". O que temos hoje é economia dirigida.
  • Yassu  19/09/2011 15:17
    Exatamente. Concordo com tudo. Assim como um parasita só sobrevive enquanto o hospedeiro continuar vivo, o estado só sobrevive enquanto o mercado sobrevive (mesmo cambaleando)... A hora que chegar no nível de colapso, as revoluções acontecem...
  • Roberval  02/05/2013 14:15
    Cara,eu entendi o que você quer dizer exatamente.
    Você diz que o consumidor apoia esse tipo de coisa.
    Concordo com você em genero numero e grau.
    Nos pagamos essa fortuna de IPI e impostos em geral para carros importados porque o povão concorda com isso,em especial os que trabalham em montadoras.
    Imagine o cara perdendo emprego por causa da abertura de mercado.
    nãaaaaaao,isso não pode,coitadinhos... Pensam os esquerdistas hipocritas.
    E o povão,burro de doer e pro estado,acha certo o governo sobretaxar o carro importado.
    Um outro exemplo muito bom de se ver nisso é o valor de mercado de um carro usado nacional e um importado.
    Preços de alguns carros nacionais.
    Santana Gls 1995.R$15000,00
    Gol quadrado até 1995. De R$5000,00 até R$15000,00
    Corsa basico 1995. De R$6000,00 até R$9000,00
    Preços de algusn carros importados.
    Honda Civic EX 2000.R$15000,00 até R$20000,00
    Renault Clio 2001 completo com ar concidionado e airbag: R$9000,00 até 15 mil
    Ford Fiesta 1.0 2000. R$5000,00 até R$9000,00

    Por ai ja vemos a mentalidade de atraso do Brasil.
  • Anonimo  20/09/2011 16:07
    Yassu,
    Acho que você está levando o conceito de "soberania do consumidor" longe demais. O produtor não é simplesmente uma extensão dos desejos dos consumidores.
    Pra esclarecer essa questão, leia esse texto de Rothbard:

    Soberania do Consumidor x Soberania do Indivíduo

    mises.org/resources.aspx?Id=ba728334-2f53-402b-bc2d-e9793811c6a3
  • Yassu  21/09/2011 09:46
    Obrigado pela dica Antonio!
  • Pedro Ivo  19/09/2011 12:17
    Que bom encontrar um colega psicólogo falando sobre moralidade e capitalismo.

    Vocês não tem idéia do lixo ideológico nas faculdades de psicologia; da pseudo-economia às pseudo-discussões éticas, pelas quais invariavelmente se atingem as conclusões de que [1] as pessoas não sabem o que é melhor para elas mesmas, e portanto devem ser tuteladas por um aparato coercivo segundo alguma regra discutida por algum grupo de pesquisa acadêmico; e [2] que o capitalismo gera psicoses, prejuízos psíquicos, neuroses, desvios de conduta e problemas psiquiátricos os mais diversos.

    E era uma profissão que tinha tudo para ser séria (suspiro)!!!!!!!
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  19/09/2011 14:36
    Prezada equipe IMB\r
    \r
    O texto toca no ponto fundamental para os libertários: a questão cultural.\r
    \r
    Os socialistas, comunistas, progressistas e fascistas perceberam a superioridade moral do capitalismo e por isso adotaram a estratégia de fazer doutrinação nas pessoas.\r
    \r
    Isto vem ocorrendo há mais de 200 anos!\r
    \r
    Os fins do estatismo são políticos e econômicos mas os meios são culturais e educacionais.\r
    \r
    O texto do IMB denominado a "A anatomia do estado", também aborda este tema da questão cultural porque é pela ideologia que o estatismo se eterniza.\r
    \r
    Nós temos que aprender a sermos libertários e isso exige um esforço individual de estudo que a maioria das pessoas não tem interesse em fazer.\r
    \r
    No momento estou no início do livro "A Revolta de Atlas".\r
    \r
    Estou aproveitando meu desemprego para pôr minha leitura em dia.\r
    \r
    As idéias deste texto são muito parecidas com as idéias que o Olavo de Carvalho defende nos 4 textos denominados "A Tradição Revolucionária" do site Midia Sem Mascara.\r
    \r
    Para mim os 4 textos do Olavo de Carvalho denominados a "A Tradição Revolucionária" estão entre as melhores produções da internet. Vale a pena conferir.\r
    \r
    Infelizmente as vitórias culturais do estatismo são muito extensas e profundas.\r
    \r
    Vai levar tempo até que o mundo volte a ser livre.\r
    \r
    Mas se sobrevivemos até agora não há motivo para pessimismo.\r
    \r
    Abraços
  • anônimo  19/09/2011 18:11
    O problema do Olavo de Carvalho é que ele é um sujeito bem terceira via.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  19/09/2011 19:06
    Prezado anônimo\r
    \r
    Não foi minha intenção dizer que o Olavo de Carvalho e o site Midia Sem Mascara são libertários.\r
    \r
    Eu sei que eles não são.\r
    \r
    Eles acreditam que o estado pode ser "consertado", opinião que não consta em nenhum dos autores do IMB nem faz parte da filosofia do site.\r
    \r
    Ocorre que, os três primeiros parágrafos me lembraram os textos "A Tradição Revolucionária, partes 1, 2, 3 e 4" que dão detalhes interessantes sobre como o socialismo se tornou o pensamento dominante no mundo.\r
    \r
    O assunto tratado nos três primeiros parágrafos do texto é muito importante porque neles esta o motivo porque Ludwig Von Mises nunca conseguiu o sucesso que merecia.\r
    \r
    Abraços\r
    \r
  • Russo  20/09/2011 00:24
    Realmente, para se reeducar de modo a ser Libertário é algo que exige tempo e neurônios.

    Deixei meus estudos para o vestibular em segundo plano, pois acho que a educação libertária faz um homem melhor, com melhor base moral e responde muitas coisas sobre o mundo que outras ideologias não respondem.

    Ao encontrar a idéia libertária me deparei com as respostas de coisas que eu sabia que eram erradas, porém não podia sequer provar com a base filosófica doutrinária imposta pelas escolas particulares com professores marxistas/estatistas. Infelizmente, esse achado só ocorreu no final do meu 2? ano do colegial graças a um amigo meu.

    Prefiro antes me "formar" libertário (já estudo há 10 meses matérias do Mises Brasil e outros sites liberais) do que me formar Engenheiro Agrônomo.

    E que o Mises Brasil continue com o maravilhoso trabalho de fornecer conteúdo de qualidade para as mentes brasileiras de alta qualidade.
  • mcmoraes  19/09/2011 15:08
    Esse artigo me fez lembrar de uma frase inspirada em Thomas Edison: "O Capitalismo fará a verdade tão barata que só os desonestos repetirão mentiras."
  • Alan Denadary  19/09/2011 20:37
    E com que dinheiro vamos comprar a verdade? Um dinheiro controlado pelo Banco Central?
  • mcmoraes  19/09/2011 21:04
    Por que não? Eu paguei meu computador e pago meu serviço de Internet com dinheiro controlado pelo Banco Central e veja só uma amostra mínima do que eu posso ler "de graça":

    mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99

    link=mises.org/literature.aspx

    www.johntaylorgatto.com/underground/toc1.htm

    E foi com dinheiro falsificado que 2 milhões de pessoas tiveram acesso ao seguinte vídeo fantástico: www.youtube.com/watch?v=2I0QN-FYkpw

  • Yassu  20/09/2011 03:07
    Fantástica essa frase de Thomas Edison.
  • mcmoraes  20/09/2011 07:50
    A frase do Thomas Edison é: "faremos electricidade tão barata que apenas os ricos queimarão velas"
  • Alan Denadary  20/09/2011 08:10
    Ainda assim é um dinheiro controlado pelos brutocratas do governo e é por meio desse controle que eles ainda conseguem cercear a liberdade. Ainda pagamos caro por uma parcela da liberdade, bem caro!
  • charles  02/05/2013 22:26
    hj em dia infelizmente sim... mas quem sabe no futuro já poderemos comprar com bitcoin...

  • anônimo  02/05/2013 22:48
    Thomas Edison, o escroque que levava o mérito pelo trabalho do verdadeiro gênio, Nikola Tesla.
  • Danilo   19/09/2011 19:38
    Podem falar o que quiserem: mas, o Capitalismo veio para ficar.
  • Alex  19/09/2011 22:55
    O Capitalismo/mercado sempre existiu... A invenção dele é coisa de socialistas.
  • Angelo Viacava  20/09/2011 09:08
    Por mais que se deseje, o capitalismo só perdura em sociedades onde haja liberdade, moral, respeito, e esses preceitos é que estão sendo destruídos. Na URSS talvez pessoas individualmente até praticassem uma livre troca, considerada clandestina pelo Estado, porém esse modo jamais poderia vir a público sob pena de prisão por acusação de inimigo do Estado - e não prosperaram financeiramente com essa troca, apenas sobreviveram. Hoje o dito capitalismo russo é controlado por mafiosos, antigos altos escalões do Partido Comunista, já em segunda geração. Hoje, já mais modernizados, os destruidores da liberdade têm métodos mais eficientes e menos visíveis de manter sob cabresto as tendências de liberdade do capitalismo. Capitalismo nasce das condições fornecidas pelas sociedades, não o contrário. Podem fazer cara de nojinho para religião, cultura e linguagem, porém são exatamente estes três preceitos que estão sob mira dos destruidores da civilização como a conhecemos. Não dá pra ignorar que o capitalismo floresceu mais duradouramente no mundo ocidental e judaico-cristão; no Oriente é fato recente e isolado: Japão, Coreia do Sul, Singapura, e outros menos notáveis. Derrubando os três pilares, derruba-se as condições de existência plena do capitalismo evoluído. Seremos, no máximo, artesãos caseiros, consumidores de algumas empresas aprovadas pelo Sistema. Controlam tudo o que fizemos, pensamos e falamos. Não existe mais lugares abertos para debates livres. Até os críticos do Sistema são selecionados pelo próprio Sistema, parecendo imbecis quando falam, fazendo-nos mais favoráveis ao sistema. Agendas ecológicas, da sustentabilidade, da camada de ozônio. Nada vem sozinho, é tudo junto ao mesmo tempo, para onde quer se olhe vem chumbo grosso. Querem capitalismo franco? Então ajudem a reforçar as suas bases que estão ruindo. E não venham me dizer: Ah, até agora nunca houve capitalismo de verdade. Alguns defensores do Libertarianismo parecem-se com enólogos afetados, que julgam todos os vinhos como lixo, achando-se tão supremos que o vinho que lhes agrada ainda nenhum ser humano teve a capacidade de produzir.
  • Carlos  23/09/2011 23:30
    Estou tentando abrir a cabeça de algumas pessoas, através de foruns, sobre o capitalismo e o estado. Mas caramba, eu tenho que concordar com o Olavo. Está cada vez mais difícil escrever para brasileiros. A cada linha que você escreve, tem que escrever mais dez para explicar o que se quis dizer.

    Olhem isso:

    Eu disse: "Pra que eu vou discutir por exemplo, se a intervenção X é boa ou não, se eu parto do princípio de que toda intervenção estatal é ruim?

    Se eu fizer isto, não vou sair do lugar. Vou dar importância às miudezas, e o relevante vai ficar de lado.

    Já vi gente discutindo se o ladrão que "doou" o material furtado para um grupo de pessoas carêntes devia ou não ser punido. Ou seja, não estavam discutindo o ato de roubar, e sim a destinação final do furto. Se ele roubar pra si mesmo, é crime, se der os objetos furtados pra outrém, não. Non sense total!"


    O cara: "Bem, qualquer pessoa minimamente versada em direito penal não vai achar nada "non sense", porque sabe que "a destinação final" do furto lhe é estruturalmente integrante. Qualquer pessoa que tenha lido o art. 155 do Código Penal veria que "a destinação final do furto" não é, pelo menos a princípio, irrelevante como você supôs. O "ato de roubar" (furtar) não é autônomo em relação à finalidade.

    O ponto de partida para a crítica é inválido. Quer dizer, quem ficou no "non sense" foi você, não quem deu a opinião a favor do projeto de Robin Hood, por mais que a posição dele seja errada. "


    Eu: "Acho que não expuz direito o que as pessoas estavam debatendo.

    Eu quis dizer que, eles não estavam analisando a ação do indivíduo.

    Eles estavam discutindo se era certo ou errado o roubo (algo que é obviamente errado).

    A = B
    C e D = A
    então C e D = B.

    Eles estavam discutindo se C e D são ou não são B. Algo sem sentido já que se C e D são A e A é B, logo C e D são B também.

    Eles podem muito bem tentar convencer um ao outro, mas se a base da discussão parte de um ação inerentemente imoral (e errada), pra que discutir?

    Foi o que eu disse em "Se eu fizer isto, não vou sair do lugar. Vou dar importância às miudezas, e o relevante vai ficar de lado."

    Acho que agora eu fui mais claro."


    Que dureza...
  • michele  04/10/2011 01:35
    '2)O capitalismo estimula o planejamento de longo prazo, desestimula a impulsividade e não permite que os indivíduos se entreguem ao deleite excessivo de suas tentações e desejos. Isso facilita o desenvolvimento da civilização, da paz e da prosperidade'\r
    \r
    \r
    Gostaria de saber qual capitalista esta em paz e prosperidade? Como o capitalismo desestimula a impulsividade se toda a estrutura capitalista eh baseado na satisfacao imediata e no lucro imediato. ie: a questao da poluicao, dos peixes no oceano, aquecimento global, milhoes de remedio. Relembrando que todos os dados cientificos nao foram ainda levados em consideracao pela maioria do setor empresarial nacional e internacional. \r
    \r
    Qual civilizacao? Gostaria de um pais e dados! Paz e prosperidade? Quais sao os maiores produtores e exportadores de armas? Nao vale citar apenas Russia, por que ela eh uma e nao eh a mais querida e mais eficiente na producao e exportacao de armamentos belicos.\r
    \r
    Atenciosamente\r
    \r
    Michele \r
  • Carlos  04/10/2011 20:25
    Minha cara, você confunde o que é defendido aqui com o que os socialistas chamam de "capitalismo".

    Leia o "sobre nós" linkado abaixo e os textos indicados nele:

    www.mises.org.br/About.aspx
  • Marcus Benites  02/05/2013 19:48
    Ela é exatamente o retrado do que a gente encontra por aí quando vai falar de forma lógica e racional sobre as coisas... Dogmas já estabelecidos a priori, do nível de ensino médio (mas que podem, também, ser aprendidos em faculdades), e o seu portador sem a mínima disposição de confrontá-los (é como se houvesse, mesmo, uma barreira), ou por não ter sido habilitado a fazê-lo, após anos de doutrinação pseudo-lógica, ou mesmo por vaidade: quem é que tem a coragem e a honestidade suficientes pra admitir publicamente "fiquei tantos anos acreditando em bobagens; fui um completo imbecil; me perdoem"? Eu que, aos vinte anos, ia a comícios do PT, admito que fui um imbecil por mais de dez anos... É melhor admitir isso, e entender mesmo o período de alienação como um degrau necessário a um real entendimento das coisas, que fazer perdurar a mentira por mais 40 ou 50 anos... Mas isso não é fácil. Há amigos, colegas, conhecidos, que pararam no estágio anterior e que, realmente, não só não entendem o que você diz como não querem entender. "Pensar" o lugar-comum, como todo mundo, se achando meio intelectual por isso é mais cômodo - e eu pertenço a uma classe profissional, a do magistério, que acha que ser "politicamente instruído" seja falar mal do PSDB, por exemplo... É bem a imagem daquilo que eu disse acima. O sujeito se nega a admitir que passou anos sendo um imbecil. Quando eu tinha 16 anos eu era um "crítico ao PSDB", baseado nas ladainhas de esquerda que eu ouvia... Vejo colegas de profissão, com 40 anos, ainda com o mesmo discursinho que eu tinha aos 16, passando a mão na cabeça do PT, por exemplo, e dizendo que este é muito melhor que o outro, sem saber, no entanto, explicar o motivo... Não passa, na verdade, de falta de coragem ou de honestidade em assumir que estava errado, que foi enganado, que defendia bobagens... O sujeito quer fazer crer que é instruído - sem entender uma nesga da realidade que o cerca, mas nega isso, primeiramente, a si mesmo, é claro - e que ele manteve uma constante de sabedoria ao longo de sua vida... É como a moça que postou acima. Ela não faz a menor ideia do que seja "capitalismo" mas já tem uma crítica toda feita e cheia de clichês a ele... Frequentadores do site vão sugerir, a ela, vários textos, para que ela se informe e confronte seus lugares-comuns com a lógica... Ela irá ler os textos? Ela terá honestidade e coragem pra tal, o que poderia levar, no limite, a uma mudança radical em seu modo de pensar e poderia, ainda, expor um passado "pensante" mais ridículo que nobre? Mais fácil chover pra cima... Ela é o retrato, como muitas outras pessoas que encontramos por aí, do senso comum com a vaidade da pretensão intelectual, o que gera uma barreira quase intransponível à verdade.
  • Anônimo  02/05/2013 20:05
    Exímia observação, Marcos Benites. Basta observar o estudo político entre jovens presentes nas redes sociais para obter evidência empírica de seus prognósticos a respeito da atualidade e do futuro pensamento da juventude. A mentalidade anticapitalista já fora encrustada na consciência de inúmeros ideólogos e indiferentes à política, tornando-se o próprio estado a alternativa principal e a secundária quando visando a solução para um problema qualquer.
  • Marcio  02/05/2013 20:38
    Ela é o retrato, como muitas outras pessoas que encontramos por aí, do senso comum com a vaidade da pretensão intelectual, o que gera uma barreira quase intransponível à verdade.

    Essa última frase diz tudo. O que eu mais vejo são pessoas se achando intelectuais só por execrar a Revista Veja, odiar o PSDB e repetir vários jargões esquerdistas conhecidos.
  • Andre Cavalcante  02/05/2013 15:24
    Michele,

    Pare um pouco e pense: quem criou o 1o automóvel? e quantos e como os demais foram então criados?

    Da mesma forma: quem criou o 1o microondas? E depois, como ele chegou ao ponto de fazer parte da cozinha de quase todo mundo?

    Por outro lado, quem criou a 1a guerra? e depois como as guerras até hoje começam e são conduzidas?

    As conclusões que se chegam é que o capitalismo, entendido aqui como o sistema que permite a troca voluntária de bens e serviços entre pessoas, é, de fato, o responsável por tudo o que temos hoje em termos de valores, bens e mesmo a cultura.

    Já tudo o que temos que pode ser considerado negativo, isto é, guerras, fome, falta de cultura, são resultados exatamente de quando as pessoas são obrigadas por terceiros a não realizar trocas voluntárias, isto é, quando são coagidas pelo estado a fazer algo que você não quer, ou, de um jeito ainda mais nefasto, porque você não tem opção!.

    Exemplo: você preferiria comprar um carro flex que faz 10km/l com álcoo e/ou gazolina ou um carro que faz 20km/l somente à gazolina, e ainda por cima mais barato que o primeiro? Pois é, os carros europeus, japoneses e americanos estão na 2a categoria, e eu também preferiria ter esta 2a opção de compra, mas o governo brasileiro não deixa e artificialmente encarece o "produto importado" em nome da "tecnologia nacional do álcool". Aonde está o capitalismo aqui? Aonde estão as trocas voluntárias?

    Sobre a sua questão de saber qual capitalista está em paz, lhe digo que historicamente, somente governos começaram e mantém gueras. Onde há mercado e trocas, não há guerras! Hoje, as cidades-estado mais livres e mais capitalistas (se bem que ainda o são parcialmente) são a de maior padrão de vida. Isso deve dizer alguma coisa sobre o capitalismo, não?
  • anônimo  02/05/2013 16:12
    'a questao da poluicao, dos peixes no oceano, aquecimento global, milhoes de remedio'

    Como é? Não entendi.
  • Lopes  02/05/2013 17:26
    Receio que o próprio texto já teria respondido nossa prezada paraquedista, entretanto, alegrar-me-ei em responder às suas perguntas ao modo paciente de São Leandro Roque.

    "Como o capitalismo desestimula a impulsividade se toda a estrutura capitalista eh baseado na satisfacao imediata e no lucro imediato?"

    Como? Sendo assim, jamais haveriam investimentos imobiliários, dado que esses requerem investimentos visando o longo prazo. Também não haveriam florestas, dado que todos os capitalistas, cegados por seu imediatismo, cerrariam todos os matagais de suas propriedades e lucrariam ao máximo no curto prazo, ignorando as demandas futuras e lucros que poderiam ser adquiridos caso houvesse o replantio e o reenriquecimento do solo.

    O "imediatismo" mercadológico quanto às falhas "de mercado", diferentemente do que dissera Gustavo Franco em seu infame artigo do ano passado, em 90% dos casos, advém de alguma movimentação estatal ou ausência de direito á propriedade. No caso de concessão de zonas florestais, por exemplo, seria apenas do interesse do capitalista explorar o solo ao máximo antes do vencimento do prazo da concessão, abandonando-o de imediato. Zonas de caças sofrem de problema semelhante, onde a ausência de direito à propriedade e interesse financeiro do monopolista(Estado) tornam o capitalista vencedor o primeiro a destruir toda a fauna da região. Casos de sucesso como feitos pelas tribos de Zimbabué e da empresa Cayman Turtles demonstram como simples direitos à propriedade são capazes de evitar a destruição da natureza juntamente ao torná-la lucrativa no curto e longo prazo.

    Uma forma indireta com a qual o estado estimula a caça e a pesca predatórias a tomar ritmos acelerados é através de uma redução artificial das taxas de juros, permitindo, por exemplo, o aumento da demanda imediata sobre o setor "gourmet", um dos principais "exploradores" da biodiversidade em suas receitas. Entretanto, deixarei ao seguinte texto a resposta:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=764 (Redação simples e humana. Boa leitura.)

    Nota: A inflação também colabora junto ao caráter imediatista do mercado devido à constante desvalorização da moeda, estimulando indivíduos a gastá-la imediatamente ou protegê-la através de investimentos no mercado financeiro ou em bens que acumulem valor, como veículos e imóveis. Os tempos da inflação inercial brasileira exemplificam perfeitamente tal fenômeno.

    Nota II: O INCRA, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, criado pelo estado, consiste em um dos grandes responsáveis pelo desmatamento da Amazônia. Diversos candidatos à doação de terras recebem propriedades no local, vendem toda a madeira e retornam às fileiras do movimento dos sem terra para exigir a concessão de novas zonas e o ciclo prossegue. Ou seja, a promessa de terras concedidas pelo estado tornou economicamente mais conveniente e confortável aos produtores mendigar por zonas florestais a de fato trabalhar em suas novas propriedades.

    "Qual civilizacao? Gostaria de um pais e dados! Paz e prosperidade? Quais sao os maiores produtores e exportadores de armas? Nao vale citar apenas Russia, por que ela eh uma e nao eh a mais querida e mais eficiente na producao e exportacao de armamentos belicos.\r"

    O governo americano é o maior produtor e consumidor de armas. Um estado nacional.
    Recomendo a leitura de a "Anatomia do Estado".

    "Relembrando que todos os dados cientificos nao foram ainda levados em consideracao pela maioria do setor empresarial nacional e internacional."

    Questionável e observação falha tua, prezada Michelle. Inúmeras corporações lucram com a neurose ambientalista que tomara o subconsciente das novas gerações. As questões de remédios, peixes e outras formalidades foram respondidas em minha primeira pergunta. A questão do "Aquecimento Global" requere um arcabouço argumentativo gigantesco de minha pessoa e que consumiria meu tempo em uma refutação que com grandes chances não seria lida por ti(Dado que seu comentário é de 2011). Relaxar-me-ei a colocar a respeito as seguintes perguntas mágicas sobre o debate:

    1) O Aquecimento Global é real?
    2) Ele é causado pela ação humana?
    3) Suas consequências serão desastrosas, benéficas ou ambas?
    4) As atuais medidas de fato dão conta de evitar a tragédia, se ocorrer?
    5) É preferível um arranjo planejado centralmente ou descentralizadamente para a solução de tal questão dado a soma de fatores geopolíticos, econômicos e biológicas erguidos por tal fenômeno?
    _____________________________________________________________________________________
    Espero que minha resposta não sirva apenas aos novos paraquedistas, sendo de utilidade a outros caros defensores da liberdade que desejam enriquecer sua argumentação.
  • Renato Souza  19/05/2013 06:04
    "SATIZFAÇÃO IMEDIATA E LUCRO IMEDIATO"?

    Reveja seus conceitos. O keynesianismo (lembremos que Keynes era fã dos regimes totalitários como a URSS) que abrange hoje virtualmente o mundo todo, é que estimula a irresponsabilidade dos gastos e o consumismo. Num regime de real livre mercado, não pode haver moeda de curso forçado. Sem moeda de curso forçado, não pode haver inflação. Sem inflação, pouquíssimas pessoas seriam consumistas.
  • Anarcofóbico  02/05/2013 15:16
    É com imenso pesar que acordo às 11 horas da madrugada de hoje para uma longa jornada exaustiva e intensa como proletariado explorado de meio período e vejo esse texto. Eu não sabia se ria ou se chorava diante de tanta alienação reacionária!

    Permitam-me dizer que acreditar na moralidade do capitalismo é acreditar que as pessoas podem ser boas sem coerção. Meus caros, isso é impossível, não dá para imaginar um capitalista bonzinho! É cômico pensar num burguês defensor do meio ambiente, dos pobre e do oprimido. A busca pelo lucro faz com que o empresário passe por cima de tudo e de todos! Não é o estado que contamina o capitalismo, mas o capitalismo que contamina o estado!

    Da alegação de que se as pessoas não seriam boas para viver em liberdade, também não serviriam para estar no comando do estado: ora, é sabido que o estado funciona com pesos e contrapesos que asseguram total moralidade e eficiência! Quando há estado só existem 2 grupos de pessoas: aquelas a favor da lei e aquelas contra! Sem estado, não há padrão de moralidade!

    Preciso dizer que não á liberdade sob o capitalismo!

    E o que dizer do capitalismo e corrupção: ambos andam de mãos dadas?! A crise no congresso nacional expõe as regras do jogo da democracia burguesa, na verdade uma democracia para os ricos e corruptos e uma ditadura para os trabalhadores. Nesse regime, as eleições são controladas pelo capital, por isso os candidatos da grande burguesia sempre vencem. Nesse jogo de cartas marcadas, os capitalistas impulsionam os grandes partidos e financiam suas eleições milionárias. Empresas e bancos como Odebrecht, CSN, Itaú, Bradesco, entre outros, elegem suas "bancadas", que negociam os direitos dos trabalhadores, aprovam leis em favor dos ricos na base da compra de votos e dos lobbies, e ainda faturam contratos milionários do Estado!
  • anônimo  02/05/2013 23:08
    Anarcofóbico
    "Sem estado, não há padrão de moralidade!"
    Em resumo você quer dizer que não seríamos humanos se não existisse o estado. Olha eu não sou muito inteligente, mas acho que você disse besteira.

    De resto, sua crítica é direcionada ao corporativismo, você está no lugar errado.
  • Anarcofóbico  03/05/2013 16:41
    Meu caro libertário, somos humanos sem estado, mas como Mises disse a ação humana é imprevisível! Sendo imprevisível, temos muitos padrões diferentes que impossibilitariam qualquer convivência digna e pacífica sem a coerção ou temor à coerção potencial.
  • Flavio  03/05/2013 19:58
    Cara, desculpe a franqueza, mas você não entendeu o essencial : livre mercado não é capitalismo de estado (em Banânia é de compadres mesmo), o site oferece ótimas opções de leitura gratuita.
    Também sou empregado, bato cartão, proletário como você diz. Mas não ver progresso que matou no sec XX 110 milhões de pessoas!!!! Todas as guerras do sec XX somadas fizeram 35 milhões de vítimas!! Longe de mim querer justificar as barbáries da guerra, mas ali matava-se o inimigo o que é horroroso, mas os vermelhos matam SUA PRÓPRIA GENTE, em nome de igualdade que nunca virá.
    Sai dessa de luta de classes e veja mundo com as lentes da não coerção!
  • Anarcofóbico  03/05/2013 20:36
    E quem nos protegerá contra a violência e a miséria? Quem amparará os órfãos e as viúvas? Quem cuidará da saúde dos pobres e miseráveis? Quem impedirá a tomada do país pelos hermanos? Ora, ainda que não haja poder central, é certo que muitos se sentiriam tentados a invadir pedaços do território! Quem vai impedir isso?! Imaginemos algo pior, se formos invadidos por alienígenas?!! Quem nos defenderá deles?
  • Jeferson  02/05/2013 15:43
    Achei esse artigo excelente para os "iniciados", que entendem o que está por trás de cada argumento dele, mas infelizmente não me parece um artigo muito bom pra quem realmente precisaria ler uma defesa moral do capitalismo: os "não iniciados", que ainda não conseguiram se livrar da lavagem cerebral feita pelo estado, e pensam exatamente como o anarcofóbico tenta exemplificar. Pois há várias lacunas de explicações a serem preenchidas por outros artigos, detalhando os porquês do capitalismo estimular certos comportamentos e desestimular outros.
  • Mr.Garone  02/05/2013 16:39
    O anarcofóbico não entende nada de capitalismo, mas pratica através do trabalho. Uma contradição sem sentido para aqueles que acreditam estarem praticando socialismo.
  • Joao  02/05/2013 17:24
    Uma questão fundamental é o "framework" necessário para se desenvolver uma consciência voluntária (libertária) na sociedade. Eu até consegui convencer que o ideal libertário é melhor, mas as pessoas sempre dizem:

    "Seria ótimo se as pessoas tivessem educação o suficiente para saber aproveitar a sua liberdade. No Brasil, por exemplo, isso não daria certo. Pais não levariam os filhos à escola. Quem não tem educação financeira vai consumir todo o seu salário, ao invés de pensar em poupar para sua velhice." e outras coisas do tipo.

    E parece certo. Não estou dizendo que sob o atual sistema isso não ocorre, só que parece que para certos conjuntos de indivíduos, atribuir-lhes responsabilidade individual plena é como um pai expulsar de casa um filho de 12 anos de idade.

    O que acham desse argumento?
  • anônimo  02/05/2013 17:40
    Penso que se você quer sustentar a imaturidade e a irresponsabilidade de certos adultos, faça-o com o seu dinheiro, não com o dos outros.
  • Rene  02/05/2013 18:53
    O argumento é cíclico. As pessoas não tem responsabilidade. Por causa disso, o governo precisa intervir, tomando conta delas, já que elas não tem condições de fazer isso sozinhas. E como o governo toma conta delas, elas não precisam aprender a assumir responsabilidades. E assim vamos vivendo, com a população dependendo cada vez mais do governo.

    Pergunto: Será que as pessoas realmente seriam tão dependentes se não houvesse a intervenção governamental? Se não existisse a Previdência Social, será que ninguém iria se preocupar com sua velhice? Ninguém pensaria em alguma idéia absurda, como por exemplo, "Previdência Privada"? E será que, em um mundo cada vez mais globalizado, ninguém iria pensar que poderia ser útil levar os filhos para a escola? Aliás, considerando que aproximadamente 38% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais, será que obrigar as crinças a frequentar a escola realmente é o melhor investimento a ser feito?

    É a irresponsabilidade do brasileiro que causa a intervenção governamental, ou é a intervenção governamental que torna o brasileiro irresponsável?
  • Lopes  02/05/2013 19:45
    [Leitura recomendada]

    Não se renda às "respostas" fáceis, João. Data máxima venia, julguei tal proposta autoritária, romântica e desnecessária. Há inúmeras formas com que posso responder aos seus questionamentos muito bem intencionados e infelizmente não poderei explanar todas, abrindo espaço à fáceis refutações da sua parte; replicá-lo-ei de uma forma convincente, espero; dividindo minhas respostas entre os fatores consequencialistas e deontologistas. Alertá-lo-ei apenas de que devido à vastidão de medidas que podem ser tomadas por sua proposta, aceitarei um modelo na qual ela é utilizada no contexto brasileiro atual.
    _____________________________________________________________________________________

    Réplica Deontologista(Os fins não justificam os meios):

    Por tal motivo protetor, deduz-se que deve ser executada violência contra os pais conscientes que por uma série de motivos não favorecem a educação escolar e insistem em educar os filhos em casa? Deduz-se também que deve haver previdência social obrigatória devido ao fato de um grupo agir de forma irresponsável com seus fundos? Não é necessária a argumentação de HHH para compreender o fator anti-ético na proposição, principalmente se a mesma for realizada com fundos públicos. Trata-se de uma violação do direito natural das gentes à propriedade e por tabela, à liberdade.

    Já é de conhecimento público através de séculos de ação, tempo e conhecimento que filhos letrados possuem maiores vantagens na vida. É senso comum da Argentina às Filipinas. Fora essa a descoberta do educador e pesquisador James Tooley, professor de política educacional na Universidade Newcastle, no Reino Unido. Também é válido afirmar que é indescritível presunção limitar educação apenas à formação acadêmica, esclarecendo que não fizeste isso em sua proposição, porém, julguei necessário afirmá-lo da mesma forma.

    Recomendo que assista ao seguinte excelente vídeo: www.youtube.com/watch?v=Q899toGT5DQ

    Há perguntas essenciais que devem ser dadas à sua proposta devido a alguns pontos que foram deixados em branco: - Quem decidirá o currículo? Quem decidirá o método aplicado?

    Comentário irônico:
    Proponho que sejam feitas vistorias para veículos em adição à proposta original, tendo que para cada carro comercializado devem ser feitas duas averiguações pelo DETRAN para que o inocente consumidor que fizera grande esforço pelo consumo do objeto e nem mesmo pensara em pesquisar antes de eleger seu produto termine por realizar uma má compra. Ou, quem sabe, tal currículo de sua proposta deverá em adição incluir conhecimentos automotivos, alimentícios, domiciliares, paternos e todos os outros setores na qual o consumidor possa agir de forma irresponsável.
    _____________________________________________________________________________________
    Réplica Consequencialista(Os fins justificam os meios):

    Tendo em vista o estudo das implicações práticas da ausência da mecânica do lucro presentes na problemática do "Cálculo Econômico Sob o Socialismo", deduz-se que sua preposição(Que partira da premissa de que não deve haver igualdade de autoridade entre os homens e que partindo de um propósito julgado justo, um pode invadir o direito à propriedade e à liberdade de outro e outorgar um currículo desde que voltado ao bem comum), por naturalmente estatal(Sendo o estado o clamo feito por uns de que a violência em certas circunstâncias é legítima) estará fadado a não ter mais sucesso que a atual política educacional governamental(Que justifica sua existência partindo das mesmas premissas ex ante apresentadas por ti), que não lograra atingir os objetivos pela proposta especificados devido à sua própria natureza praxeológica faltante com o interesse de fazê-lo. Ou seja, devido aos fatores especificados na obra de Mises e à pura realidade sobre a incapacidade de serviços estatais, torna-se óbvia de que sua proposta que visa a educação dos cidadãos menos letrados está fadada ao semi-fracasso ao menos no setor público.

    Além disso, tal premissa educacional de estabelecer um currículo básico visando entre seus objetivos a formação de um senso crítico protetor do cidadão terminara por cair nas mãos de "Típicos Filósofos" convictos para com a distribuição de seus estudos ideológicos às mentes jovens. O que impediria sua proposta educacional de terminar exatamente como o status quo dada a vastidão representada pelos "conhecimentos preventivos" por você julgados como imprescindíveis? Sobre sua problemática da poupança no contexto brasileiro, recordá-lo-ei que dadas as atuais circunstâncias monetárias, não há nenhum estímulo sendo dado à população para de fato poupar seu dinheiro devido á constante desvalorização desse realizada pela política monetária do país. Em um contexto de economia libertária onde não haverá um BACEN para orquestrar a desvalorização da base monetária, deduz-se que a poupança será uma manobra viável para a proteção dos espólios do trabalho dos cidadãos.

    É válido ressaltar que no contexto libertário onde haveria plena liberdade para o estabelecimento de empresas ofertadoras de serviços previdenciários, essas terão um sempre presente estímulo para convencer mais indivíduos a educarem-se sobre a necessidade de encaixes ao futuro e assim obter mais conveniados para seus serviços. Sobre a problemática educacional, idem. Já é de senso comum a importância da educação devido à milênios de ação, tempo e conhecimento. Sua preocupação é legítima, porém é desnecessária e os efeitos colaterais de sua proposta, como espero haver esclarecido, podem ser ainda mais danosos(Assim como a própria educação estatal) que o estado onde ela não estava presente.

    Além disso, recordá-lo-ei de todos os setores na qual a educação financeira, social e clínica é necessária: Investimentos, compra imobiliária, nutrição diária, patriarcado/matriarcado e incontáveis outros. Para uma efetiva prevenção de toda a gama de irresponsabilidades que podem ser cometidos pelos consumidores, seria preferível que não houvesse um sistema educacional como em sua proposta, mas sim um sistema de consumo completamente compulsório, dado que o primeiro ainda sim não seria capaz de evitar que erros fossem cometidos.

    Ou seja, devido ao gigantesco arcabouço de elementos erguidos por sua proposta educacional visando proteger os indivíduos de seus próprios equívocos, tornou-se mais eficiente, igualmente problemático e igualmente anti-ético para atender suas metas um modelo no qual todo tipo de consumo é compulsório e decidido por um comitê visando o "bem comum", protegendo definitivamente os cidadãos de sua incapacidade por você levantada de tomar suas próprias decisões econômicas. Tal discussão ergueria um novo e ainda mais avançado arcabouço argumentativo consequencialista que não convém ser discutido agora pelo bem da fluidez textual.

    Data máxima venia, por que não simplesmente por o mundo numa garrafa?
    _____________________________________________________________________________________
    Confesso que termino minha "refutação magna" inseguro devido à inúmeras outras problemáticas que não foram por mim erguidas. Entretanto, espero tê-lo esclarecido e demonstrado os riscos tomados por um libertário ao aceitar as fáceis respostas do anti-ético, mesmo estando ciente na teoria da gigantesca gama de obstáculos consequencialistas levantados pela intervenção estatal.

    Jamais aceite uma proposta compulsória de resolução a um problema sem antes imaginar como poderia ser solucionado através da liberdade, quais são os obstáculos para sua resolução no atual contexto e todas as possíveis circunstâncias praxeológicas por ele erguidas.

    - Não houve edição da redação final, tendo possíveis erros de gramática ou má escolhas de léxico permanecido no texto.
  • Joao  02/05/2013 23:23
    Simplesmente demais essa resposta.

    Estou eternamente em dívida com vocês. Eu não consigo acreditar que não havia pensado por esse lado. O máximo que pensei foi: dado que agora não há um pai protetor (o estado), a tendência é as pessoas serem mais responsáveis e conscientes dos seus atos. Mas certamente alguns demorarão a se adaptar, e outros nunca o farão...e esse vão sofrer enormemente. Mas, no pior caso, não ficariam em pior situação que a atual.

    Sou amante da liberdade, e descobri isso graças ao IMB. A refutação desses argumentos comuns dos estatistas ajuda a edificar a nossa consciência.


    Farei questão de continuar esse debate, amigo. Muito obrigado.
  • Lopes  26/03/2015 15:41
    Lendo novamente esta postagem, precisava eu ser tão pomposo? Ou pitorescamente formal? Estou entre amigos, droga... Fico alegre em ver que foi útil ao João pois provavelmente levou um bom tempo para ser escrita. O grande lamento é que poderia ter sido bem mais clara e direta ao ponto sem os devaneios interrompendo cada sentença de forma tão irritante. Creio que trabalharam contra a minha clareza e não por ela. Quando se está expondo algo novo a alguém, é bom poupar delongas.
  • SURFISTA  02/05/2013 18:29
    Ótimo matéria. Parabéns.
  • Emerson Luís  02/05/2013 18:49
    "Foi o capitalismo o que nos tornou humanos."

    Ou nossa humanidade que nos tornou capitalistas.

    * * *
  • Rodrigo Polo Pires  02/05/2013 20:34
    Meus irmãos, colocar o capitalismo como fonte geradora de felicidade e virtude è demais. Onde andaria neste mundo a virtude de São Francisco? Acredito que o capitalismo pode prometer prosperidade, riqueza e satisfação imediata de muito dos nossos desejos, mas não pode prometer felicidade. Talvez esse tipo de raciocinio auxilie muito os defensores do estado, pois o que prometem è satisfação dos bens materiais, não podem, tampouco o capitalismo pode satisfazer o desejo de todos, quando muito, dos mais capazes. Li um comentàrio que fala que Olavo de Carvalho seria uma terceira via, um ponto deslocado, o que não è verdade. Ele inventou um conceito novo, o metacapitalismo, que è a perpetuação de grupos econômicos no topo da escala, pela tomada do poder politico. Diz ainda que, o socialismo sempre precisou do capitalismo e quem provou isso foi Mises, atravès da teoria do càlculo econômico, sem preços não hà ecônomia. Isso significa simplesmente a eliminação da concorrência atravès do poder polìtico ou militar ou somente força, fazendo uso do poder econômico. Eliminação do pobre, pois esse não serve para nada. Serà?
  • Malthus  02/05/2013 20:44
    O conceito de metacapitalismo não tem absolutamente nada de novo. Trata-se apenas do velho e deletério corporativismo, o conluio mutuamente benéfico entre estado e grandes empresas

    Veja estes dois artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=265

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1343
  • Rodrigo Polo Pires  02/05/2013 21:22
    Não Malthus, não è isso, não tem nada a ver com parcerias pùblico privadas e nem com fascismo. Olavo de Carvalho diz que o capitalismo ou melhor o livre mercado faz com que determinadas pessoas extremamente bem dotadas adquiram tanto dinheiro que passam então à pensar em maneiras de perpetuarem-se no mercado mediante a eliminação da concorrência, ou seja, passam a procurar maneiras mais fàceis de atingir seus objetivos do que a submissão ao livre mercado.
  • Malthus  02/05/2013 22:20
    Querem fazer isso se aliando ao estado e utilizando o estado para bloquear a concorrência. Olavo é explícito ao enfatizar o papel do estado neste arranjo. Você este se revelando um discípulo pra lá de desleixado. Nem sabe o que o mestre realmente fala.
  • Rodrigo Polo Pires  04/05/2013 00:15
    Malthus, você està certo sobre isso? Acho que Olavo de Carvalho diz, dominação do estado o que coisa bem diferente de aliar-se ao estado. Ele diz que são uma nova aristocracia, dona de partidos politicos. Se então um grupo economico domina o estado, não pode haver democracia e nem livre mercado. È isso que ele diz, os caras passam a financiar grupos socialistas ou comunistas para implantar o capitalismo deles, que è meio capitalismo, meio comunismo. È isso o que o Olavo de Carvalho diz. Para finalizar quero deixar bem claro que ele não è meu mestre e nem eu discipulo dele, ok. Sò mais uma coisa, se puder parar de ficar me adjetivando, seria bom para debatermos, sei que você è capaz de fazer melhor que isso!


  • Leonardo Faccioni  02/05/2013 21:05
    O capitalismo não é "fonte geradora de felicidade", posto que "o capitalismo" não é um ente ou um substantivo, mas uma descrição. Não existe "per se" e nada pode prometer. "O capitalismo" não age.

    Isso posto, é extremamente feliz a construção inaugural da declaração de independência das colônias americanas:

    "We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty, and the pursuit of Happiness."

    O que se convenciona apelidar "capitalismo" é o simples reconhecimento da propensão natural do homem, uma vez em sociedade, a agir - ou não agir - em busca de seus interesses, conforme sua vontade, possibilidade e conveniência, as quais, presume-se, tendem a se focar sobre aquilo que, a critério do indivíduo, permita-lhe maximizar a própria felicidade, seja ela resultante do que for.

    Nenhum outro arranjo social permite tamanha multiplicidade de fins e oportunidade de meios para a busca do homem pela própria realização, livremente verificada conforme coração de cada indivíduo.

    A diferença específica do capitalismo para qualquer outro arranjo é que o capitalismo é uma ordem espontânea de indivíduos a optar, um a um, por futuros contingentes. Nada os compele a abdicar sua realização, a não ser a estrutura mesma do real, na qual se inclui a realidade do "outro" e da legitimidade dos fins deste, ainda que distintos dos fins próprios do indivíduo.

    O arranjo capitalista, pois, não promete coisa alguma senão a oportunidade, a todos conferida, de ratificar, não ratificar, cumprir ou não cumprir quaisquer promessas. O capitalismo não garante felicidade, pois a "felicidade" não é o estado natural do homem neste mundo, enquanto o capitalismo é fenômeno natural e espontâneo. O que o capitalismo garante, isso sim, é a possibilidade da busca da maior variedade de formas de realização humana jamais imaginada, da forma mais concreta já conhecida pelo homem.
  • Rodrigo Polo Pires  02/05/2013 23:20
    Parabèns Leonardo. Você tem estilo e clareza. Deve ter estudado muito para escrever assim. Lamento que o anônimo tenha se sentido pessoalmente ofendido. Peço a ele que releia o comentàrio. Quanto à você Leonardo, espero de coração, ler mais comentàrios seus por aqui, pois è preciso ter coração, um bom coração, não apenas dinheiro. Como você disse, è preciso considerar a realidade do outro e considerar a legitimidade de seus fins, mesmo que distintos... Muito bom.






















  • Anônimo  02/05/2013 21:24
    O significado da vida não está em livros de economia, não nos critique por estar procurando em uma obra sobre o impacto do gasto governamental em taxas de juros a felicidade para sua vida. Deixe tal busca à ficção, à religião ou à filosofia.

    Divisão de trabalho, aproveite-a.
  • Pupilo  02/05/2013 21:00
    O capitalismo funciona a longo prazo. Essa é a dificuldade que as pessoas encontra para aceitar ele. Medidas de curto prazo que são tomadas pelo estado são ovacionadas na internet, nas ruas. Por exemplo leis trabalhistas, como a PEC das domesticas, 10% do PIB para educação, credito fácil (Minha casa minha vida), etc. Mas as pessoas esquecem, ou não sabem, das dificuldade que serão enfrentadas no futuro. Dificuldades essas que serão, inteligentemente (ou não), culpadas pelo estado, por excesso de capitalismo. Situação delicada.
  • Rodrigo Polo Pires  02/05/2013 21:03
    Tenho me deparado ultimamente com pèssimos exemplos, como esse das madeireiras. Um individuo sò serà levado a cuidar da terra se o valor dessa terra superar em muito o valor da madeira. È simples, o sujeito vai atè o estado do Parà e compra là milhares de hectares à preço de banana, sem registro, e tira o que houver da madeira que possuir valor. Ele faz o càlculo e conclui que replantar ou mesmo cuidar daquela àrea custarà muito mais caro do que vende-la à um pecuarista ou sojicultor e comprar outra que ainda possui madeira nativa. Nesses casos, os capitalistas exatamente como os socialistas, podem matar quem atravessar seu caminho. Os seres humanos não estão tão interessados assim em trocas voluntàrias, isso pode ocorrer enquanto estiverem vencendo. Quando perdem são capazes de quaisquer meios para vencer.
  • Malthus  02/05/2013 22:22
    Claro, pois no Pará a floresta não é propriedade estatal, né?

    Deixando detalhes cruciais como este de fora, qualquer um consegue construir críticas ao capitalismo: basta imputar a ele problemas causados pelos elementos socialistas presentes no arranjo.
  • Marcus Benites  02/05/2013 23:17
    Suponhamos que as terras fossem privadas... Por que o dono venderia "baratinho" um verdadeiro tesouro, cheio de madeira pra ser explorada e podendo enriquecer com isso? Não há como o explorador "abandonar tudo e comprar mais terras a preço baixo"... Quem as venderia a preço baixo? Por que alguém venderia um terreno cheio de ouro a preço de banana para um outro explorar? Sendo um "negocião", as terras seriam disputadas a tapa, com o preço lá nas alturas...
  • Rodrigo Polo Pires  03/05/2013 01:17
    Retirar madeira da mata não è um processo simples e requer muito capital. Vou tentar explicar, là são os madeireiros e não o estado quem constroi o acesso ate as arvores a serem cortadas e as madeireiras migram. Quando acaba a madeira vão mais adiante onde não hà praticamente nada, nem acesso. Por isso as terras são baratas, normalmente as vilas que depois se tornam cidades são iniciadas por duas ou tres madeireiras que retiram a madeira, revendem a terra para outras pessoas que irão desenvolver ali suas atividades agropecuarias e vão para outro lugar. O que estou dizendo è que no Para não compensa economicamente para as madeireiras cuidar da terra, ou replantar e ficar esperando, eles partem para onde hà mais madeira.
  • Tory  03/05/2013 15:54
    Tudo bem, mas quem são esses vendedores idiotas que vendem barato terrenos que primeiro darão madeira e depois estarão quase prontos para atividade agropecuária?
  • Rodrigo Polo Pires  03/05/2013 20:29
    Tory, o desenvolvimento ou formação de uma fazenda leva dècadas, não è um processo simples, nem fàcil, nem barato. E em nenhum lugar afirmei que as madeireiras revendem as terras baratas, elas revendem com lucro. Compram barato, formam vilas, povoados, abrem estradas e quando acaba a madeira vendem a terra e mudam a madeireira para um outro local onde não hà nada atràs de mais madeira. O exemplo pode ser vàlido para, sei là, os EUA ou Europa, não para o Brasil. Isso que ele descreve de cortar somente uma parte da madeira, deixar um pouco para o pròximo ano è o que o estado quer obrigar as pessoas a fazer, eles chamam de manejo sustentavel da floresta. È um negocio assim, abaixo de determinada bitola não pode cortar, a mata não pode ser derrubada, para cada arvore cortada tem de ser replantadas não sei quantas e por ai vai. Sò que là quem quer isso è o estado não os empresàrios. Os empresàrios querem retirar a madeira, formar fazendas, criar gado, soja, milho e se um dia acharem viàvel cultivarem florestas para fins comerciais, enfim criar desenvolvimento, e eu apoio isso.
  • Marcus Benites  03/05/2013 17:47
    Você acabou de expor exatamente um contexto estatal, em que o estado é o dono das terras, o regulador dos investimentos que podem ou não ser feitos lá e o monopolista da "proteção" e da "justiça" das áreas. Um contexto sem qualquer liberdade de livre mercado e concorrência, pleno de corporativismos. Você está no ponto, agora, para retornar ao texto principal, lê-lo novamente e, enfim, entendê-lo. Boa sorte.
  • Rodrigo Polo Pires  03/05/2013 19:59
    Não descrevi contexto estatal nenhum, nem disse que o estado è o dono das terras, eu escrevi o contràrio disso. Apesar disso, concordo com você Marcus, que mesmo là o estado tenta regular e controlar as coisas. Sò tenta. A retirada de madeira continua e a derrubada da mata tambèm. Mas jà que não consigo entender, gostaria que você mesmo me explicasse. Se sendo proibida e passivel atè de prisão, as pessoas continuam retirando madeira ilegal, madeira ilegal, não terra. Percebe, mesmo sendo proibido, eles retiram, então me explique por que sendo liberada a exploração os madeireiros passariam a cuidar da terra e plantar àrvores, dispondo-se a esperar atè trinta anos para a madeira ficar pronta para o corte, sendo que ao invès disso poderiam negociar com qualquer proprietàrio a madeira ou mesmo comprar a àrea e revender depois e tudo isso sem risco e a um custo infinitamente menor?
  • Rodrigo Polo Pires  02/05/2013 22:05
    Outro dia vi o Luiz Pondè lamentando-se, dizendo que chegaria o dia que proibiriam as mulheres bonitas de serem bonitas em nome da dignidade das feias e os homens bem suceditos de terem carrões em nome da dignidade do metro e do ônibus. Ora, eu nunca vi nenhum protesto da pobreza na entrada do São Paulo faschion week ou em exposições de carrões de luxo. Agora, prostitutas querendo trepar em altar de igreja, jà vi. Um protesto contra a santidade em nome da dignidade das putas. Isso è que è o socialismo. È sò um exemplo de como o dinheiro pode ser utilizado para subtrair a liberdade alheia e è minha opinião que o capitalismo não possui nenhuma resposta moral para isso.
  • Malthus  02/05/2013 22:27
    "Outro dia vi o Luiz Pondè lamentando-se, dizendo que chegaria o dia que proibiriam as mulheres bonitas de serem bonitas em nome da dignidade das feias e os homens bem suceditos de terem carrões em nome da dignidade do metro e do ônibus. Ora, eu nunca vi nenhum protesto da pobreza na entrada do São Paulo faschion week ou em exposições de carrões de luxo."

    Hein?! Por que haveria protesto contra a pobreza em um desfile de moda?! E o que é que isso tem a ver com o que o Pondé disse? Você está comparando alhos com bugalhos.

    E não entendi absolutamente nada de onde entra o fato de haver prostitutas querendo trepar na igreja. O que isso tem a ver com capitalismo?!

    Sua participação neste tópico (3 vezes até agora) está confusa e sem foco.
  • anônimo  02/05/2013 22:45
    A puta quer trepar no altar da igreja do capitalismo,'a religião do livre mercado'.Mas o padre não pode deixar porque essa é a propriedade privada e alí quem manda é ele.Depois os protestastes são expulsos saem e vão jogar ovo podre nos desfiles de moda mas aí vem a polícia e todo mundo tem que fugir da polícia estatal no carrão de luxo do homem bem sucedido.
  • Rodrigo Polo Pires  02/05/2013 23:43
    Malthus, tudo no Parà tem dono. Não possui registro, mas tem escritura pùblica e tem fè pùblica. Quando alguèm compra, não compra do estado. E os madeireiros não retiram as arvores e devolvem a terra ao estado, eles revendem. Então como pode ser que as terras sejam propriedade do estado?
  • Malthus  03/05/2013 00:27
    Quer dizer então que as florestas do Pará, onde os madeireiros retiram sua madeira, é propriedade privada? Não sabia. Vai ver que é por isso então que esse fenômeno paraense dura mais de um século. A madeira nunca se acaba.
  • Rodrigo Polo Pires  03/05/2013 00:45
    È muita madeira, hà dez anos quando estive là, rodei de camioneta mais de 1000 Km em linha reta, da divisa do MT atè Santarèm pela BR 163 e era mata dois dois lados, sabe-se là com que largura, sò haviam as estradas chamadas madeireiras para os lados, impossiveis de trafegar sem auxilio de tratores esteira.
  • Rodrigo Polo Pires  03/05/2013 00:33
    Não tem nada a ver com capitalismo, eu disse socialismo!! E não è um protesto contra a pobreza e sim um protesto da pobreza, ou melhor, das mulheres feias, contra o faschion week. Està escrito là, um protesto DA pobreza. Não dà para protestar a favor não è mesmo?
  • Luciano  02/05/2013 23:12
    O último artigo do Pondé está fantástico, um grande complemento a qualquer artigo em defesa do capitalismo aqui no Mises.
    É sempre ótimo termos referências em favor do capitalismo que não sejam economistas.
    Diferentes formações nos proporcionam outras maneiras de enchergar a mesma realidade.

    www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/1270200-prato-de-farinha-para-jecas.shtml
  • Rodrigo Polo Pires  03/05/2013 01:32
    Ora, quem disse que os socialistas não são capitalistas? Capitalistas do capital alheio. Quem è que acredita em folha de são paulo ainda? Aquilo è um bunker socialista. Là eles põem os moderados, bem moderados, a critica que è aceita pelo partido dos trabalhadores e sò. Atè o Lula jà falou uma vez que o bolsa familia era esmola, compra de voto etc.. etc.. Reconheço a inteligencia do Pondè, sò acho que ele è intelectualmente desonesto. Quando è que o partido que està ai no poder vai proibir os ricos de terem carrões? Nunca. E sabe por que? Por que eles, os socialistas, são hoje as pessoas que tem mais dinheiro e poder no Brasil, e adoram carrões e mulheres bonitas.
  • Arthur Dias  03/05/2013 15:49
    Realmente, o artigo é maravilhoso. Mas fiz a besteira de ler a seção de comentários, e agora estou completamente deprimido. As pessoas parecem ser incapazes de raciocinar, essa habilidade está sendo minada pouco a pouco.
  • Camarada Friedman  03/05/2013 00:14
    off:

    Quando é que sai Man, Economy And The State em português ?
  • Pedro  06/05/2013 10:23
    "O estatismo gera em termos pessoais e culturais algo comparável a uma devastação florestal."

    Gostei dessa frase. Sem querer, mostrou um tipo implícito de ambientalismo "natural."
    i hope you know i am kidding.
  • Rafael  06/05/2013 19:50
    Seria a Aracruz um exemplo de deturpação do que seria o ideal do capitalismo?
  • anônimo  02/01/2016 07:21
    Li muitos comentários justificando o desmatamento pelo fato de que se a terra fosse privada o dono cuidaria.
    No meu entendimento ficou claro uma coisa, se não for meu que se dane, preciso lucrar o máximo permitido.
    E a globalização da forma que é a disputa entre as empresas, não são nada saudáveis e amigáveis.
  • anônimo  02/01/2016 07:26
    "O capitalismo estimula o homem ambicioso a pensar: "O que eu posso criar ou produzir que viria a ser de grande valor e benefício para as outras pessoas, de modo que elas iriam voluntariamente e com prazer abrir mão de seu dinheiro arduamente ganho em troca desta minha criação? Como eu poderia me comunicar com elas e persuadi-las de que minha criação possui esse valor? Como elas poderiam fazer o melhor uso possível desta minha criação?"

    Vamos e convenhamos que esse pensamento é antigo, o lucro é e tende a ser o ÚNICO objetivo das criações, não que as criações sejam ruins, pelo contrário, mas quem terá acesso a essas criações? Um celular de última geração, ou o carro do ano, são coisas maravilhosas de se ter, mas quem pode ter? Quem vai ter dinheiro pra comprar? Não é uma política exclusiva?
  • Boby Johnson  22/04/2016 02:20
    Excelente esta ideia de se resgatar os valores da sociedade ocidental. Temos que de antemão separar o sistema econômico que aqui denominaremos capitalismo, do sistema ideológico que está sendo esquecido denominado Liberalismo. O capitalismo enquanto sistema econômico não tem um criador específico, milhões de pessoas e vários países contribuíram para o seu surgimento ao longo de milhares de anos. A sociedade praticava aquilo que ficou conhecido como escambo, desde as mais remotas eras e precisava de um padrão de trocas de mercadorias que satisfizesse as necessidades de todos. Um homem que tivesse um boi vivo não teria como trocar um pão por uma fração de seu animal, encontrando dificuldade para fazer a troca, por outro lado aquele que tinha apenas carne para trocar por tecido não conseguiria efetuar a troca se o vendedor de tecidos já tivesse um estoque grande de carnes. Surgiram então unidades padrão de troca como conchinhas, o couro, o sal, o cobre, a prata, o ouro, etc., e finalmente as moedas e cédulas para facilitar a troca de mercadorias. O dinheiro surgiu também por um processo natural segundo os livros de economia, da evolução dos títulos de créditos. Um homem que tivesse que pagar uma dívida, por exemplo, de 15 quilos de ouro em outra cidade correria o risco de ser assaltado no caminho. Surgem então as casas de câmbios, onde o sujeito deposita em sua cidade os 15 quilos de ouro e recebe um título de crédito para ser resgatado na sua cidade de destino em outra unidade da casa de câmbio. O rei, gostando da ideia passa a recolher o ouro do país e emitir um título correspondente a várias quantidades padrões de outro. Nasce o dinheiro lastreado na quantidade de ouro. Esta parte da história não foi criada por ninguém, por nenhum filósofo. Teria acontecido ainda que até hoje vivêssemos na Idade Média.
    O que de fato mudou a história da humanidade foi o surgimento do Liberalismo. Este tem início no século XV com a Reforma Protestante. A Reforma Protestante abre caminho para que todos os valores da Idade Média pudessem ser contestados sem a condenação automática por parte da Igreja Romana. Na Idade Média prevalecia o Absolutismo do Monarca e o Obscurantismo imposto pela Igreja Católica Romana. Não se podia pensar livremente e o poder era concentrado nas mãos de poucos, o monarca, os senhores feudais, e o Clero. O poder e a propriedade eram privados, privativos do Monarca. O homem não era livre e se submetia à escravidão e ao servilismo. Surgem então os iluministas que criaram as ideias básicas do Liberalismo: República, Democracia, Leis escritas e Estado. O Poder deixa de ser uma coisa privada e para se tornar uma "res pública". A Democracia é o instrumento que torna o poder uma coisa pública. A tripartição do poder põe fim ao absolutismo. O Estado na concepção de Rousseau é a soma das vontades de cada indivíduo, o Estado somos nós, o povo. Dizer que algo pertence ao Estado, significa dizer que pertence ao povo, especialmente o poder. A Soberania sai das mãos do monarca e se transfere para o povo. O povo é o novo soberano, não mais o monarca. A liberdade é regulada pela lei escrita e não mais pela vontade do rei. Da liberdade de pensar livremente nasce a Revolução Industrial que põe fim à escravidão e dá início ao contrato de trabalho assalariado. O trabalhador torna-se livre para escolher onde trabalhar, ou ter sua própria empresa. É o fim do estamentismo social, onde quem nascia numa classe social, nela morria. Surge com o liberalismo a mobilidade social, ninguém está preso à classe social em que nasceu, se for competente pode ascender, se for um inútil pode cair.
    Esta ideologia pôs fim ao absolutismo, ao feudalismo, ao obscurantismo e à escravidão, por que alguém teria algo a opor a este sistema. Quem criaria uma ideologia para se opor ao Liberalismo senão os Tiranos Medievais que foram prejudicados por ela? Surge o Socialismo para se opor ao Liberalismo. E um de seus criadores e o mais famoso é Karl Marx. Karl Marx era casado com a baronesa Johanna Bertha Julie Jenny von Westphalen, descendente direta de várias casas reais na Europa. Basta saber que os nobres daquela época não se casavam com plebeus para termos a convicção de que Karl Marx era um nobre falido, ressentido com o Liberalismo que ceifou dos nobres o poder tirânico que possuíam. Seu livro o Capital foi objeto de críticas por autores contemporâneos de Marx, pois nada trazia de novo. Todos os temas tratados por Marx foram profundamente estudados por Adam Smith cem anos antes da publicação de o Capital. Karl Marx utilizou os argumentos usados por Adam Smith para descrever que o valor da mercadoria está no trabalho. Marx usou também as concepções utópicas retratadas em a República de Platão e também na obra Utopia de Thomas More para criar seus apelos por uma igualdade inatingível, ou seja, sequer criou uma obra original. O termo socialismo nem mesmo foi criado por Marx, mas por outros que vieram depois dele para dar continuidade a esta perseguição ao Liberalismo e à restauração dos valores da idade média. O socialismo basicamente prega a extinção do Estado, das leis, da democracia e da República criados pelos iluministas. Em substituição à República e à democracia, um grupo comunista propõe a coletivização da propriedade e do poder; outro propõe a privatização do poder e das riquezas.
    Lamentavelmente, mesmo aqueles que defendem o "capitalismo" se esqueceram de suas raízes ideológicas e resumem tudo a um simples sistema econômico que não foi criado por ninguém.
    O que temos que ter em mente são os valores liberais, a ideologia liberal é que precisa ser restaurada na memória das pessoas.

  • Tiago  18/04/2017 12:43
    Como resolver a questão exclusivista existente no capitalismo?


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