Existe uma página específica para este artigo. Para acessá-la clique aqui.

Sobre os preços dos carros no Brasil

Algumas correntes de internet estão divulgando um comparativo entre os preços dos carros no Brasil e os preços desses mesmos carros em outros países.  Como era de se esperar, as diferenças de preços são gritantes e até mesmo revoltantes, com alguns modelos chegando a custar o triplo do preço aqui no Brasil.

Particularmente chamativo foi o caso do Honda City.  Segue um trecho de uma reportagem:

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes [...] O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o "Lucro Brasil" (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.

Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa "não fala sobre o assunto".

O jornalista faz um salseiro com os números, deixando tudo bastante confuso.  Vou tentar clarear um pouco o que ele escreveu.

O Honda City sai da montadora em Sumaré a R$ 20.300.  A concessionária mexicana o revende por R$ 25.800.  A diferença de R$ 5.500 é explicada pelo preço do frete pago pela concessionária mexicana e pela margem de lucro dela.

Até aí, tudo certo.  No entanto, a coisa fica mais animada quando se descobre que esse mesmo carro que sai da montadora a R$ 20.300 é revendido pelas concessionárias ao consumidor brasileiro por R$ 56.210.  O que explica esse encarecimento?

Para entender esse processo, muito antes de xingar as montadoras de "gananciosas" por quererem altos lucros (todo mundo sabe que gananciosos são só os outros; nós nunca somos), é preciso olhar como funciona a carga tributária no Brasil.

O assunto é extremamente aborrecido e não é minha intenção entrar em detalhes aqui.  Basta dizer apenas que, por exemplo, o IPI recai sobre o preço do veículo que a montadora venderá para a concessionária brasileira, mas não para a concessionária mexicana, pois o IPI não se aplica a produtos exportados.  O mesmo ocorre com o ICMS, que não incide sobre produtos industrializados destinados à exportação.  Já a COFINS recai sobre a receita bruta da montadora, o mesmo ocorrendo com o PIS.

Ou seja: suponha que você inicialmente queira vender um produto a $100 aqui no Brasil.  Imediatamente você terá de acrescer uns $13 só de IPI (a alíquota é de 13% para automóveis com motor de até 2,0 litros). Além do IPI, tem o ICMS (de 18% para São Paulo, estado onde o Honda City é fabricado), cuja base de cálculo é $100. Ou seja, você vendeu por $113, deu $13 para o governo federal e mais $18 para o governo estadual.  Sobre a sua receita bruta, ainda vão incidir 7,6% de COFINS e 1,65% de PIS.  E depois, sobre o lucro, ainda vai ter o imposto de renda de pessoa jurídica, que pode chegar a 25%.

Se quiser fazer os cálculos, vá em frente.  Eu tenho até medo...

Assim, utilizando-se os próprios dados contidos na reportagem, temos a seguinte sequência:

Preços

Preço de fábrica: R$ 20.300

Preço vendido para a concessionária: R$ 52.231,22

Preço da concessionária para o consumidor final: R$ 56.210

 

Lucros

Lucro da montadora: R$ 15.518,00

Lucro da concessionária: R$ 3.979,66


Carga tributária: R$ 16.413,22

Observe que a carga tributária é maior que o lucro da montadora e mais de 4 vezes maior que o lucro da concessionária.  É curioso notar que os brasileiros condenam o lucro da montadora, que ao menos está lhes oferecendo um bem, e dão passe livre para o esbulho do governo, que em troca lhes dá dois tipos de estradas: as pedagiadas e as esburacadas.

Não estou dizendo que as montadoras são inocentes.  Seria grande ingenuidade dizer isso.  Por exemplo, sobre a importação de carros, algo que traria grande concorrência para o setor, incide um imposto que está na faixa dos 35%.  Trata-se de um imposto criado justamente para atender aos interesses das montadoras nacionais.  Sem esse imposto, o preço dos importados ficaria muito menor, a concorrência seria maior, os preços dos carros nacionais teriam de ser diminuídos e, consequentemente, o lucro das montadoras (já que é com isso que o brasileiro se revolta) seria sensivelmente reduzido.

No extremo, se não houvesse essa enxurrada impostos (IPI, ICMS, PIS e COFINS) e não houvesse também o imposto sobre importação, tanto aqueles R$ 16.413,22 de carga tributária quanto o lucro de R$ 15.518 da montadora certamente seriam acentuadamente menores, o que traria o preço final para perto do preço mexicano.  Quando há concorrência, especialmente de importados, não dá pra colocar os preços nas alturas.

Poucos se lembram, mas logo no início do Plano Real, uma das medidas para conter o aumento de preços foi a brusca redução do imposto de importação.  Para os automóveis, as alíquotas caíram de 50% para 20% em setembro de 1994.  Essa redução vigorou até março de 1995, quando o governo voltou a elevá-las, desta vez dando uma pancada para 70%.  Aquele curto período de redução foi suficiente não apenas para atemorizar as montadoras nacionais, que repentinamente viram seus confortáveis lucros evaporaram, como também para trazer um impressionante revigoramento à frota nacional.  Os importados tornaram-se comuns principalmente nas ruas de São Paulo, onde desfilavam Rolls-Royces, Corvettes, BMWs, Mitsubishi Lancers, Audis, Alfa Romeos 164, Subarus e Mercedes-Benz C 180, coisa rara no Brasil da época.  No Rio de Janeiro, na Avenida das Américas, surgiram nada menos que 20 importadoras de carros se acotovelando para disputar clientes, algo até então inédito.  Mas toda essa farra foi interrompida pelo governo em março de 1995, para júbilo das montadoras nacionais, que voltaram a operar sossegadas em seu oligopólio protegido pelo estado.

Mas além dos impostos e do protecionismo, há também um terceiro fator que explica os altos preços dos automóveis no Brasil: a subjetividade dos consumidores.  O preço de um carro no Brasil não depende apenas de custos de produção, impostos, investimentos e margens de lucro; depende também, e isso é algo bem acentuado no Brasil, de quanto o consumidor está disposto a pagar pelo produto. 

Por algum motivo — talvez histórico, talvez cultural —, o brasileiro sempre considerou carro um sinal de status.  Quanto mais chique e caro, melhor ele acha que será avaliado o seu posicionamento social.  Isso não é uma crítica, mas apenas uma constatação de um traço peculiar do brasileiro.  Aqui, quando um indivíduo ascende socialmente, uma de suas primeiras providências é trocar de carro (isso vale tanto para porteiros quanto para jogadores de futebol).  Ele está muito preocupado com o julgamento das outras pessoas.  Quanto mais caro o carro, melhor ele pensa que será visto pelos outros.  É aquele fenômeno conhecido como "novos ricos", que faz a alegria não só do mercado de automóveis, mas também do mercado de restaurantes chiques e do mercado imobiliário.

Sendo assim, a aquisição de um carro passa a ser guiada mais pelo seu preço do que pela real conveniência que o carro trará ao novo-rico — o que dá margem para as montadoras colocarem os preços muito acima dos preços que vigoram em outros países; e, como se vê, mesmo assim não faltam consumidores, haja vista os seguidos recordes de vendas. 

(Com efeito, se a preocupação fosse unicamente uma locomoção confortável, qualquer Mille ou Gol com ar condicionado daria conta do recado para uma família de 4 pessoas.)

Na há necessariamente nada de errado nesse comportamento novo-rico, mas é fato que ele ajuda a deixar os preços dos carros em níveis mais altos do que estariam caso o brasileiro fosse mais frugal (e ele não é).  É uma simples questão de oferta e demanda.

Portanto, três fatores explicam os preços dos carros no Brasil: carga tributária, protecionismo e o fenômeno brasileiro dos emergentes, um pessoal que não sabe bem o que comprar mas acha que está comprando bem porque está pagando caro.

__________________________________________________

ATUALIZAÇÃO EM 01/07

Algumas pessoas ficaram revoltadas e outras demonstraram discórdia em relação a este terceiro item (comportamento dos consumidores).  Curiosamente, este é exatamente o item mais óbvio de todos — ou o menos controverso —, e pode ser compreendido por qualquer pessoa que não possua nenhum conhecimento econômico.  A lógica é simples:

Qualquer empresa — seja uma montadora de automóveis ou uma padaria — vai cobrar para os seus produtos o maior preço que puder, que seja consistente com o maior lucro possível.  Duas coisas colocarão um teto nesse preço máximo: a concorrência e a disposição dos consumidores em aceitar os preços praticados (fenômeno esse chamado de 'valoração subjetiva dos consumidores'). 

Para todo e qualquer empreendimento que lide com a venda de produtos não essenciais, são os consumidores que irão decidir o preço máximo que estão dispostos a pagar por estes produtos.

No caso brasileiro, as montadoras aparentemente ainda não chegaram a esse preço máximo para seus carros, pois os preços continuam subindo e os carros continuam sendo (muito) comprados, e os lucros continuam altos — o que significa que os consumidores de uma determinada faixa de renda continuam deixando claro que estão dispostos a continuar pagando os preços vigentes.

Sendo assim, que incentivo haveria para se reduzir preços?

Não há absolutamente nenhum motivo para afirmar que tal raciocínio seja controverso — a menos, é claro, que se parta do princípio de que um Honda City seja um bem absolutamente essencial para vida humana, e que sua compra é uma questão de sobrevivência.


0 votos

SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.
Gustavo, os Dinamarqueses podem usufruir desse tipo de assistencialismo, justamente porque o mercado deles é produtivo.

O mercado deles é produtivo como consequência da LIBERDADE DO MESMO, como o próprio artigo aponta.

Lá não existe salario mínimo, o imposto sobre o consumo é baixo, assim como o imposto sob pessoa jurídica.
No máximo, o imposto de renda é alto, mas eles tem uma moeda forte e estável, um lugar livre pra se empreender e contratar alguém(não existe nem salário minimo lá!).

Defender o modelo Dinamarques na situação Brasileira demonstra toda a ignorância básica em economia, nosso mercado fechado produz pouco pra aguentar um estado desse tamanho. Ainda sim, o estado da Dinamarca é menor que o Brasileiro, nunca ouvi falar sobre lá ter quase 40 ministérios, nunca ouvi falar lá sobre a existência de Agencias Reguladoras em todos os setores do Mercado, nunca ouvi falar lá sobre a existência de centenas de estatais!

E mais, a crise Sueca dos anos 80 justamente explica isso, o Welfare explodindo nessa época acabou ''sufocando'' o mercado, deixando-os em uma crise enorme de déficits astronomicos.
Qual foi a solução?

Austeridade e Livre-Mercado, na década de 90 a suécia voltou a crescer fortemente, uma reforma radical de corte de gastos e liberdade de mercado, no fim das década de 80 e começo da 90, permitiu que a Suécia saísse da crise causada pelo Welfare.

Mas por fim, você acha justo tirar o dinheiro das pessoas a força pra sustentar tudo isso para os que não querem trabalhar?

Antes de qualquer boa consequência, analise a ética e a moral.
É como querer defender o homicídio, dizendo que isso amenizara a escassez na terra no futuro. Não interessa, homicídio de inocentes é errado, é irrelevante as boas ou ruins consequências que o crime pode trazer.

E mais, Noruega já esta retirando dinheiro do seu fundo, mais uma vez veremos mais uma crise em alguns escandinavos, o peso do estado não dura muito, por mais produtivo que um mercado seja. É economicamente impossível, a empiria da ciência economica prova isso!

O texto apenas demonstra que o sistema capitalista, ainda mais a forma liberal, é totalmente ineficiente.

Senão vejamos,

1: hoje já não é proibido nenhuma empresa ter seus laboratórios e certificados de qualidade internos ou externos, inclusive no Brasil existe a certificação "Certified Humane Brasil é o representante na América do Sul da Humane Farm Animal Care (HFAC), a principal organização internacional sem fins lucrativos de certificação voltada para a melhoria da vida das criações animais na produção de alimentos, do nascimento até o abate"; (não necessita liberalismo para isso), inclusive a Korin agropecuária é certificada por essa empresa, entre tantas outras.

2: Não é proibido nenhuma instituição avaliar a qualidade dos produtos e denunciar caso seja de péssima abaixo do esperado; (não necessita liberalismo para isso também)

3: No liberalismo estas mesmas instituições que avaliariam a qualidade ou emitiriam certificados poderiam ser construídas justamente para os objetivos do bloco gigante de algum ramo, como por exemplo carne, tendo esse poder eles também teriam o poder de patrocinar jornais e revistas para desmentir qualquer empresa de certificados privados concorrente e pronto, num mundo globalizado quem não aparece não é visto. O lucro dos grandes blocos estaria garantido... num capitalismo sem regulação estatal quem iria impedir isso? Da mesma forma que a "Certificadora" do grande grupo poderia difamar as carnes de um grupo concorrente.

claro, se não existissem grupos, talvez até funcionaria, porém pq não criar grupos para ter maior vulto de recursos para maior propaganda e maior lucro? Justamente. Apenas prova objetivo maior - lucro - é o motor para irregularidades, seja de agente público ou privado.

aguardando respostas...

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Rafael Hotz  28/06/2011 13:11
    Essa reportagem publicada no lixo estatista UOL foi a coisa mais economicamente retardada das últimas semanas na grande mídia brasileira.

    Além dos fatores que você citou vale lembrar a explícita proibição da importação de carros usados. A demanda por carros novos iria baixar bastante, principalmente populares.

    Sem contar a expansão da moeda e do crédito automotivo, realizada pelo sistema financeiro regulamentado. Os imbecis marxistas que fizeram a matéria, claro, não sabem o que são preços, juros e lucro. Eles acham que as montadoras são capazes de colocar os preços que querem nos carros... Ué, se existe toda a sorte de empecilhos para aumentar a oferta e o BACEN e os bancos comerciais abrem as torneiras da demanda, é lógico que os preços vão subir...
  • alex  08/07/2011 03:49
    nao e verdade eu morei muitos anos nos eua , ena inglaterra hoje moro na italia eu posso comprar como muitos meu amigos uma bella de uma bmw seri 6 mas eu dirijo um punto que me custa 10 mil euros ou 23 mil reais no brasil mas ai custa algo en torno de 5o mil o dobro , e pk o brasileiro pensa que carro e estatos ao inves de pensar en casa ,pensa primeiro em aparentar rico pra tentar ser , aqui a gente se diventa rico ai se tem vontade compra uma bmw 6 , .veja ao redor quantoas pessoas voce conhece que tem carro de 50 mil e nao tem casa mora de aluguel , e nao me diga que casas sao caras no brasil pois com 150 mil comprasse um belo apartamento por ai ,mas pk eles nao compram a casa primeiro e depois o carro pk querem aparentar oque nao sao , e isso que e o problema do brasil ,o cara ta certo e como o 5 % dos otarios daqui que pagam 300 mil por uma ferrari pra aparecer so que ai sao 80 % que compram um carro de 50 mil nao pk lhe e util e sim pra dizer que compraram ,so que pra nos aqui o que pagam ai com 50 mil que sao 80 salarios minimo nos pagamos 23 mil que sao 23 salarios minimos a mesma coisas aqui eu ganho muito mais e pago muito menos ,o brasil nao e um pais serio e por isso !!!!
  • Paula  14/07/2011 17:43
    Perfeito. Boa parte dos brasileiros gosta de se mostrar maior que o outro. Compra somente pelo status. Imagina que aquilo ali é o melhor e compra. Mal sabe que tá levando um carro sob encomenda para ser vendido no brasil. ou seja, pior do que o vendido em outros lugares.
    Claro que as facilidades de se comprar um carro hj aumentam a quantidade de pessoas que querem e podem comprar (mesmo se endividando). Desde a estreia do 1.0, veja o qto ele ficou mais caro e mesmo assim as pessoas continuam comprando.
  • Valdir Rathaus  27/10/2011 20:37
    É óbvio e ululante que os técnicos do Banco Morgan Stanley - que apuraram os lucros estratosféricos das montadoras brasileiras - são marxistas!! =D
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  28/06/2011 16:16
    Excelente artigo Leandro! Em relação à proibição de carros usados que o Rafael mencionou, só como exemplo de como isso distorce o mercado de automóveis no Brasil, cito o quão baratos são os carrões americanos usados e em excelente estado de conservação. Um exemplo é um Lexus 2003 sendo vendido no ebay a 12.900 dólares cgi.ebay.com/ebaymotors/Lexus-300-2003-LEXUS-IS300-5-SPD-WARRANTY-ONLY-59K-MILES-_W0QQcmdZViewItemQQhashZitem3f0b44cb3cQQitemZ270771997500QQptZUSQ5fCarsQ5fTrucks
    . Para quem mora nos EUA, ou outro país que não se chame Brasil, é possível comprar um carrão usado, mas em excelentes condições, a preços ainda menores no ebay.

    Outro exemplo: um BMW 3-Series 325Ci 2006 sendo ofertado a pouco mais de 22.000 dólares
    cgi.ebay.com/ebaymotors/BMW-3-Series-325Ci-Certified-Warranty-Sport-Prem-pkg-Xenon-Htd-Seats-/180683263969?pt=US_Cars_Trucks&hash=item2a118fcfe1

    Não estou fazendo propaganda do ebay. Apenas citei esses exemplos como ilustração. Realmente, o Brasil é o paraíso das montadoras: mercado fechado à competição externa, crédito farto do sistema bancário e consumidores perdulários que se dispõem a passar todo tipo de aperto financeiro, comendo e morando mal, desde que tenham um carro novo para impressionar a vizinhança, amigos e parentes, ainda que o brinquedinho tenha sido adquirido em 72 "suaves" prestações.

  • Bernardo Santoro  28/06/2011 17:21
    Uma questão que um amigo meu levantou e que me pareceu fazer todo o sentido é que o custo de oportunidade para se investir em carros é muito alto no Brasil, pois haveria uma série de investimentos que trariam grande retorno, como a compra de títulos do governo. No caso brasileiro, só valeria a pena para um investidor produzir carros se a taxa de lucro superar a taxa de retorno de outros investimentos mais seguros, e por isso o preço do carro vai lá pra cima.

    O que acha, Leandro?

    Abraço.
  • Leandro  28/06/2011 19:25
    Caríssimo Bernardo, a teoria apresentada por seu amigo, em si, está correta. Porém, observe que ela é também válida para absolutamente todo e qualquer investimento, o que torna a aplicação dela exclusivamente para o mercado automotivo um tanto descabida.

    Sempre que alguém quiser fazer um investimento, ele será assaltado por aquela dúvida: devo fazer isso, correr riscos e, com sorte, lucrar muito, ou devo investir em títulos do governo e ter um retorno garantido? E isso vale tanto para montadoras quanto para botecos de esquina.

    Como você bem disse, é a questão do custo de oportunidades; qualquer coisa que você faça, estará sempre comparando às outras coisas que deixou de você. E nada como títulos do governo (investimento extremamente seguro) para tornar esta dúvida tão aziaga; nada como títulos do governo para distorcer um mercado.

    Por isso, realmente não vejo por que só o mercado de automóveis seria afetado por isso. Mesmo porque, como demonstrado pelo exemplo acima, a taxa de retorno deste setor é bastante alta, certamente muito maior do que títulos do governo. E produzir nele é praticamente retorno garantido, dado que se trata de um oligopólio totalmente protegido pelo estado -- principalmente em épocas de expansão do crédito, como a que vivemos atualmente.

    Grande abraço!
  • Felix  28/06/2011 21:34
    Brilhante análise!
    também lí esta matéria e fiquei indignado,
    atacar o lado errado do problema como sempre,
    se acha que o lucro tá alto, monte uma!
    e serve pra tudo:
    posto de gasolina; montadora; loja de automóveis etc...
    Pare de reclamar e monte a sua loja de altos lucros e nade de braçada já que é tão fácil assim...
    Os lucros maiores no Brasil também servem para cobrir o "risco Brasil" pois sempre um ex-funcionário entra com processo na justiça, o governo cria uma medida aqui e outra alí dificultando o negócio, de repente impostos aumentam, ou surgem, crises de confiança, burocracia, morosidade, e por aí vai... então a empresa tem que criar um colchão para estes imprevistos que talvez não tivesse num cenário mais estável, algo semelhante à uma TAXA LIVRE DE RISCO + TAXA RISCO BRASIL = TAXA REQUERIDA.
    Apenas na parte dos "novos ricos", concordo com a análise mas ainda acho muito subjetivo e pessoal tal afirmação como importante e talvez precisasse de um suporte mais embasado por algum antropólogo ou psicólogo, mas empiricamente analisando acho que está correto...
  • Rafael  30/06/2011 04:39
    Sim, se comparássemos o Brasil com um país mais normal, teríamos que incluir esse custo. Mas comparando com o méxico... O custo-México tá nas alturas enquanto o governo não parar sua guerra as drogas. As pessoas de lá tem mais medo da polícia que dos traficantes, e olha que os traficantes não são fracos...
  • Hélio  06/12/2011 16:01
    Como se as 4 grandes não tivessem incentivos fiscais, terrenos gratuitos de algumas prefeituras, entre outros benefícios
  • Thales  28/06/2011 22:52
    Ótima análise sobre as taxações. Os impostos sobre fabricação, venda e importação inflam os custos e diminuem a qualidade - a fim de tornar o preço mais acessível - não só de automóveis, mas de todos os bens de consumo.
    Achei, entretanto, um pouco impensada a análise de que especificamente o brasileiro vê o automóvel como símbolo de status. Ora, isto é global. O status faz parte do produto carro em todo e qualquer lugar do mundo!
    Talvez isto seja mais explorado em países em desenvolvimento, como na América Latina. Mas neste caso, tal argumento não poderia ser utilizado porque nossos vizinhos pagam muito mais barato por seus veículos.
    E ainda, se isso fosse verdade, os populares não representariam a maioria esmagadora de vendas no Brasil (sim, o Mille e o Gol que você citou são os líderes absolutos de vendas!).
    quatrorodas.abril.com.br/QR2/autoservico/top50/2010.shtml
  • marcelo  06/09/2012 02:55
    Moro na Itália e a pessoas daqui usam carros menores que o Uno, mesmo podendo comprar uma BMW. Os carros aqui custam a metade do que se paga no Brasil e ainda assim as pessoas não compram carros caros (interessante notar que também não fazem reformas nas casas só pra deixá-la mais 'modernas'). Os italianos são imensamente mais frugais que os brasileiros, após 1 semana pela Itälia você nota tal diferença.
  • Breno Almeida  29/06/2011 17:04
    O lucro do carro novo é alto no Brasil devido a oferta artificial de crédito feita pelo estado.

    O preço é baixo no México pode ser explicado pela importação de carros usados dos EUA, a maior parte da importação é feita de forma ilegal.

    O post mostra que o jornalismo do UOL é burro ou desonesto.Talvez o erro desse post e do artigo do UOL é ignorar o efeito que a importação de carros usados no México tem no preço dos carros novos e o efeito do crédito no Brasil.

  • Ronaldo Antunes  29/06/2011 23:37
    Bem, toda empresa visa o lucro, correto?

    Se o mercado mexicano é impactado pelo preço do carro importado usado, porque uma montadora se sujeita a vender por lá com prejuízo?

    Este foi o exemplo do México. Na Argentina, acontece a mesma coisa.

    Com os importados então? Um Camaro que custa US$ 22 mil é vendido aqui por R$ 185.000 ?

    Bem, ou o autor deste post foi muito bem pago para enganar todos vocês, ou é todo mundo burro mesmo.

  • Hay  06/09/2012 03:14
    Bem, ou o autor deste post foi muito bem pago para enganar todos vocês, ou é todo mundo burro mesmo.

    Sua inteligência realmente me impressiona! Eu nunca havia pensado em nada disso! Sua inteligência é tão incrível que você nem sequer se deu ao trabalho de ler o artigo até o fim, como uma pessoa burra faria. Afinal, pessoas inteligentes só podem imaginar que basta ler um parágrafo de um texto para dizer que o autor foi pago por alguém. Já que eu sou muito burro, vou só pedir para você me explicar, caro inteligente, esse trecho do artigo: "Portanto, três fatores explicam os preços dos carros no Brasil: carga tributária, protecionismo e o fenômeno brasileiro dos emergentes, um pessoal que não sabe bem o que comprar mas acha que está comprando bem porque está pagando caro.".
  • amauri  29/06/2011 17:11
    Boa tarde Leandro!
    O credito facil e longo, como já citado, favorece o aumento dos lucros. Os donos das concessionarias estão praticamente em uma area sem risco. Voce sabe dizer qual o percentual das vendas de veiculos está atrelado ao credito e deste montante qual a inadimplencia? Pela divulgação recente na nova classe media, a partir de R$1600,00 mensais familiar, eu não sei como conseguem pagar as prestações. abs
  • Leandro  29/06/2011 19:55
    Breno e Amauri, crédito fácil para automóveis no Brasil é fenômeno relativamente recente, ao passo que preços altos para os automóveis são fenômenos históricos.

    O crédito repentinamente passar a ser farto explica disparadas em preços, mas não explica preços historicamente altos.
  • Tiago  29/06/2011 17:51
    A análise começou muito boa mas acabou pecando pela emoção na parte final. Dizer que qualquer Mille ou Gol... foi demais. Sinto muito, mas não basta ter quatro rodas para todos os veículos serem substitutos perfeitos.
  • Leandro  29/06/2011 19:57
    Exatamente, Tiago. Não são substitutos perfeitos. A subjetividade conta, e muito. E foi exatamente isso que foi abordado na parte final do texto. Não há contradição alguma entre seu ponto e o meu.
  • Tiago  30/06/2011 22:59
    Correto. Não havia dado conta do condicional no início da frase.
  • Rafael França  29/06/2011 18:10
    Leandro, li essa mesma matéria e a sequência. No meio desse salseiro, na reportagem de hoje o autor reconheceu que o carro vendido pro méxico se aproveita de drawback, uma modalidade de importação onde vc não paga determinados impostos se o produto manufaturado for exportado. Então o custo de 20 mil e pouco é maior para o carro vendido no brasil.

    Agora o ponto que ele não propôe é que se extingua o Imposto de Importação; se ele acha que o lucro é muito grande, que deixe os importados achatarem os lucros dos nacionais!! E vc falou de forma primorosa em como o autor esqueceu de citar o imposto de renda e os investimentos que uma montadora tem que fazer para não ficar obsoleta!!
  • Robson Cota  29/06/2011 18:50
    Atenção para o erro: "motor de até 2,0 litros".

    Motor de 2 litros????
  • Leandro  29/06/2011 20:16
    Sim, Robson. A terminologia certa é motor de 2,0 litros. O termo 2.0 refere-se à capacidade volumétrica do motor (no caso, 2 decímetros cúbicos). No Brasil, comete-se o erro de falar 2.000 cilindradas, termo incorreto. Cilindrada é uma medida e não uma unidade de medida. É como dizer que entre São Paulo e Rio de Janeiro há 440 distâncias.

    Como ex-aluno de engenharia mecânica, confie em mim nessa.
  • Zeh  29/06/2011 19:00
    Oferta e demanda... Baixa oferta em relação a demanda que temos, dá nisso. O Brasileiro gosta e quer carros, e vai comprar. Se o preço fosse mais baixo não teria carro pra todo mundo(desabastecimento). Simples.
  • Helio  06/12/2011 16:08
    Ou teríamos carros mais modernos, seguros, menos poluentes?
  •   07/12/2011 03:34
    Estou falando dessa oferta de carros que temos hoje, que é o que justifica os preços atuais. Se o preço fosse "forçado" para baixo, por lei, haveria desabastecimento de carros novos, acredito que me mesmo se os impostos fossem zerados os preços atuais se manteriam por um tempo, até que a oferta de carros crescesse muito, dando muita margem para reduções drasticas de preço no futuro... Claro que se aumentasse a concorrencia, importação, diminuísse impostos, as coisas melhorariam.
  • Leonel  29/06/2011 19:16
    Na diferença de $5500,00 devem estar embutidos impostos pagos ao governo do México pelo consumidor?
  • Carlos U. Pozzobon  29/06/2011 19:38
    Gostaria de observar o seguinte:
    1) O custo Brasil não é falado abertamente pelas montadoras e outras indústrias locais. Mas sabemos que a burocracia brasileira tem um custo presente em todo o produto industrial gerado internamente. Reflete-se na quantidade de empregados a disposição do governo, isto é, das injunções legais sempre em mudança. Lembre que não por acaso advogados tributários fazem fortuna rápida no país. O mesmo vale para as propinas que indústrias tem que pagar desde para prefeituras até juízes.
    2) A segurança econômica também tem um custo. O grau de incerteza da economia influencia na determinação dos preços, embora eu não saiba avaliar quantitativamente.
    3) O status do produto pouco influencia. Se um honda civic custasse a metade, as pessoas iriam buscar status com um accord. Portanto, o status também é relativo. Mas é um fator importante, mas não sei também se influencia os custos. Acho que é tanto mais importante quanto mais atrasado é o país e seu povo.
  • Marco Aurelio  29/06/2011 20:37
    Parece que o Leandro foi certeiro na análise. Palavra do presidente da PSA Peugeot Citroën:

    Para o presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, os preços dos carros no Brasil são determinados pela Fiat e pela Volkswagen. "As demais montadoras seguem o patamar traçado pelas líderes, donas dos maiores volumes de venda e referência do mercado", disse.

    Fazendo uma comparação grosseira, ele citou o mercado da moda, talvez o que mais dita preço e o que mais distorce a relação custo e preço:

    "Me diga, por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços das suas bolsas?", questionou.

    Ele se refere ao "valor percebido" pelo cliente. É isso que vale.

    "O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado", disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

    "Por que baixar o preço se o consumidor paga?", explicou o executivo.


    omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-28_18_47_53-142809534-0

  • Leandro  29/06/2011 20:58
    Obrigado pelo link, Marco. E é exatamente isso. Pra que reduzir preço se tem muita gente disposta a pagar os atuais valores cobrados? Mais ainda: pra que fazer isso se, do jeito que está, os lucros são altos? Nenhum agente econômico racional faria isso.

    De fato, a subjetividade do brasileiro explica bastante a situação.
  • Angelo Noel  29/06/2011 21:32
    Hj ouvi um comentário pra lá de 'curioso' no trabalho, onde um sujeito dizia ser um absurdo os preços cobrados pelas montadoras e q não eram as taxações q elevavam o preço a esse patamar.
    A galera fora de Zion inverte totalmente a lógica da sociedade atual: é como se o mercado impusesse coercivamente o preço e o estado 'facultasse' o pagamento dos impostos aos indivíduos.

    Essa turma é do barulho!
  • Raphael Auto  29/06/2011 22:16
    Eu comentei para uma pessoa sobre como os impostos encareciam carros. Ele disse: "Mas imagina como seria se não tivessem esses impostos, o trânsito já é um caos com eles, todo mundo teria um carro e seria pior ainda".

    Do fundo da minha alma, eu não sei como agir polidamente em situações como essas.
  • carlos  29/06/2011 22:48
    rapaz, interessante sua idéia de proteger as montadores no país...me desculpa mas sua falta de conhecimento na área me assuta, parei de ler sua coluna na parte*** O jornalista faz um salseiro com os números, deixando tudo bastante confuso. Vou tentar clarear um pouco o que ele escreveu.***
  • Ronaldo Antunes  29/06/2011 23:40
    Interesse comercial.

    Quem é da área automotiva, como eu, sabe muito bem disso.
  • Renê  29/06/2011 23:55
    Pois é Carlos, se você tivesse lido a matéria até o fim, teria se poupado de escrever uma tolice. Na matéria o autor não defende os interesses das montadoras, aponta, isso sim, que elas estão com um mercado protegido, graças ao governo.
  • Evelyn  30/06/2011 20:43
    Também não entendi o problema com a frase que você escolheu como a última que jamais leria do artigo, por qualquer razão. Eu, honestamente, não tinha entendido nada da conta feita pelo jornalista.
  • Marcelo V Silva  19/07/2011 15:44
    Eu já tinha lido o texto original do UOL e tambem tinha achado que estava confuso. Achei excelente que o Leandro tenha tentado explicar o assunto melhor. Ficou mais claro.\r
    Obrigado Leandro !\r
    \r
    Uma coisa que me causa duvida é a seguinte. Será que poderiamos importar diretamente um Honda City do México ? Se custa lá 25 mil Reais, quanto sairia pra nós ??? Tem o frete, que é uns 3 mil (pro carro voltar pro Brasil...) e em cima disto pagariamos os impostos devidos... Será que nao chegaria a uns 40 mil Reais ??? Agora tao vendendo por 49 mil nas propagandas na TV... O preço já começou a cair, E VAI CAIR MUITO MAIS !\r
    \r
    VAMOS LUTAR PESSOAL ! CHEGA DE COMPRAR CARRO CARO !\r
    \r
    Marcelo
  • Daniel  29/06/2011 23:01
    Seu artigo é ótimo, bem racional. Mas a matéria publicada no UOL, ora criticada, tem o seu valor, pois levantou a discussão e um importante questionamento sobre o assunto. \r
    Ainda que a análise do jornalista fundamente-se em falsos paradigmas, ela leva a uma situação que deve ser refutada por marxistas, liberais, xiitas, filisteus, judeus ou qualquer rótulo que queiram dar para as pessoas: uma estranha união de um oligopólio, governo e consumidores anciosos. \r
    Nesse caso, o questionamento pela mídia, ainda que de forma equivocada, já é o primeiro passo para (re)pensar essa estranha união.\r
    \r
  • Leandro  30/06/2011 01:23
    Daniel, de minha parte, em momento algum critiquei a opinião do jornalista. Essa sua crítica não cabe a mim.

    Abraços.
  • Fernando Chiocca  30/06/2011 01:23
    Passo pra direção errada não ajuda Daniel.

    Não basta saber identificar um problema e sair dando passos para qualquer lado.

    Daí a importância das pessoas se educarem em econômia para saberem diagnosticar as causas de um problema que sentem na pele e saberem como saná-lo.

    Caso contrário, o resultado é esse show de horror dessa reportagem. Se levassem a sério este reporter, já teria uma turba com tochas e foices destruindo as motadoras agora mesmo. Enquanto que a solução correta seria essa mesma turba estar destruindo a aduaneira, as sedes dos governos, Brasília...
  • Alberto  30/06/2011 00:05
    A questão levantada pelo Leandro (que não é nova), do papo de que "brasileiro quer demonstrar status" e essa baboseira de ascensão social são responsáveis pelo alto preço que pagamos, faz parte do bom e velho complexo de vira-lata do brasileiro. Esse tipo de análise passa a impressão aos desavisados que essa é uma característica apenas do nosso país. Já visitou um país chamado Estados Unidos da América? Se não, vá e verá uma população extremamente capitalista, preocupada em ter o último iphone, o melhor nike e também o melhor carro.
  • Leandro  30/06/2011 01:18
    Sua comparação de bens é descabida, Alberto. Você e vários outros aqui aparentemente não entenderam que o problema não é querer um bem por si só, mas sim como funcionam as regulamentações sobre o mercado em que tal bem é ofertado. Os americanos compram muitos carros e iPhones, mas lá esse mercado é mais livre, concorrido e desimpedido que o nosso, o que faz com que essa alta demanda não se traduza em preços altos.

    A produção de aparatos eletrônicos nos EUA é maciça e a carga tributária sobre ela é baixa. E o adicional: quanto mais vão sendo produzidos e demandados, mais o preços desses aparelhos eletrônicos caem, ao contrário dos carros no Brasil, cujos preços só fazem subir.

    Com o mercado de automóveis nos EUA vale a mesma coisa. E tem a concorrência de importados.

    De novo, querer status por meio de produto não é algo condenável. E em momento algum faço isso no texto (isso é que é ter complexo de vira-lata; sempre achar que se está sendo criticados). Tudo o que digo é que o mercado brasileiro não é dos melhores para se querer status por meio de bens, pois, como tudo aqui é muito regulado, protegido e tributado, qualquer aumento de demanda sobre bens gera espaço para elevações de preços.

    O exemplo prático de tudo isso que falei acima é que, nos EUA, os preços de carros e iPhones novos caem. No Brasil, sobem.

    Realmente não sei se dá pra ser mais claro do que isso.

    Lamento se você se sentiu ofendido.
  • Zeh  30/06/2011 00:09
    Se os impostos fossem totalmente retirados dos carros hoje, amanhã não seria possível os preços caírem, pelo menos não proporcionalmente aos impostos retirados.
    A produção de carros é muito inferior a demanda, os preços NÃO PODEM cair pelo simples fato de que se isso acontecesse como as coisas estão, por burrice das montadoras ou por coerção estatal, o resultado seria o total desabastecimento de veículos novos.
    Para os preços cair tem que:

    1 - Serem retirados ou pelo menos diminuídos severamente os impostos sobre produção e comercialização de veículos.

    2 - Desburocratizar e abrir o mercado, permitindo que novas montadores se instalem com muito mais facilidade no Brasil.

    3 - Igualar impostos de carros nacionais e importados

    4 - Permitir importação de todo tipo de veículos, novos ou usados.

    5 - Desregulamentar todos os serviços de transporte público, como ônibus, vans, táxis, trens e metrôs. Para que esses serviços melhorem em qualidade e preços e concorram com o setor automobilístico.(Hoje todo mundo quer carro para fugir dos perigosos e nojentos transportes públicos, e andar de táxi não é nada barato).
  • Gui   30/06/2011 19:08
    Os tributos elevados são culpa do estado e ponto.\r
    \r
    As margens das montadoras são altas porque elas não enfrentam concorrência. Por que não? Porque o estado impõe barreiras pesadas à importação (detalhe, a proibição de importar carro usado não é sequer prevista em lei, mas em uma mísera portaria do departamento de comércio exterior!).\r
    \r
    Sobre a vontade do brasileiro de comprar carro pagando qualquer preço, acho que o Zeh matou, ela pode estar relacionada com a falta de transporte coletivo, que naturalmente deveria concorrer com o carro, mas não concorre porque é nojento. Mas por que ele é tão ruim? Porque não existe concorrência livre nesse setor, você precisa obter um contrato de permissão ou de concessão para rodar um táxi ou um ônibus pela cidade (sai caro, burocrático e muito sujo). E quem impõe essas regulações nocivas? O estado.\r
    \r
    Aos protecionistas, vale refletir se os empregos das fábricas não estão custando caro demais, e se é justo que o resto do país pague essa conta...\r
    \r
    (Adoro esse site... fiz uma doação de trinta reais no dia da milésima postagem porque, além de pobre, sou muquirana, mas me sinto envergonhado por não contribuir mais pra manter um espaço de tanta qualidade).
  • Leandro  30/06/2011 23:19
    Muito obrigado pela gentileza, Gui. Apreciamos seu esforço, não duvide disso. Qualquer real é válido (bem, na verdade, depende do Banco Central...).

    Grande abraço e nossos agradecimentos.
  • daysan  30/06/2011 02:22
    Bem, seu pensamento tá correto, não se tem dúvida que os altos impostos + Lucros Altos + Consumidores anciosos (onde o valor percebido é totalmente equivocado, inclusive a qualidade percebida tb), fazem com que os preços os automóveis sejam elevados. Mas ainda acho plausível que a população tenha conhecimento de todos os fatos necessário para que criem pelo menos uma senso critíco. Acho louvável que surja movimentos contra os preços altos, não só dos automóveis, mas de todos os produtos fornecidos a preços abusivos. Vamos parar de marcha para gay, marcha para maconha etc... vamso fazer passeatas para saúde, educação, transporte público de qualidade, para que o dinheiro pago em imposto volte para população em beneficios e não para pagamento de juros para banqueiro com seu capital improdutivo. As montadoras geram empregos, gastam com pesquisa etc... Devem ter lucro com certeza. Acho que a população necessita de mais respeito, maior qualidade dos produtos pelo menos equiparado ao resto do mundo... Acho interessante a revolta do povo por A ou B, o brasileiro é muito passívo e totalmente desprotegido.

    O governo protege as montadoras... as reduções de IPI na crise não foram totalmente repassados aos consumidores... palhaçada... E a falta de concorrência é terrível para os consumidores, mas a curto prazo a redução da proteção é ruim para os empregos locais. O brasil é uma caixinha de surpresa, já viram quando a divída interna aumentou? O próximo boomm pode acontecer com o mercado de imóveis, ou a galera nao percebe que tá financiando casa que num vale 50 mil por 150 e achando barato! É acho que somos ricos, ou trouxas, ou passivos... ou a lei de mercado é feroz com nossa sociedade... tou para descobrir ainda!
  • Leandro  30/06/2011 02:34
    Daysan, eu não disse que lucro alto é uma das causas dos preços altos. Isso não faz sentido. Lucro é consequência e não causa. E o lucro não deve ser condenado, mas sim celebrado e elogiado, pois é o lucro que permite novos investimentos.

    Uma das causas dos preços altos, isso sim, é o protecionismo, que impede a importação barata (tarifa de 35%) de carros estrangeiros.

    Protecionismo esse que você defende e, incoerentemente, logo em seguida, diz não entender por que a redução do IPI em 2009 não foi repassada integralmente aos preços. Ora, e por que seria? Não há concorrência forte justamente por causa do protecionismo. Como disse o presidente da Mercedes Benz:

    "Por que baixar o preço se o consumidor paga?"

    omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-28_18_47_53-142809534-0
  • Tiago RC  30/06/2011 11:21
    Concordo totalmente com os prejuízos da carga tributária e do protecionismo, mas tenho uma certa dificuldade para aceitar a argumentação de que uma maior demanda da parte dos brasileiros mantenha o preço sempre maior do que em outros lugares.

    Um aumento repentino na demanda sim, certamente aumentaria o preço. Mas existindo um livre mercado, isso faria com que no médio-longo prazo investidores aumentassem a capacidade produtiva do item mais demandado. (Assumindo, claro, que se trata de algo cuja oferta possa ser aumentada com investimentos em capital, como é o caso da produção de carros)

    Esse aumento da oferta para acompanhar a demanda teria que empurrar o preço para baixo, até atingir um preço competitivo onde já não é mais interessante investir em produção, já que o lucro já não é mais aquelas coisas.

    Logo, se é verdade a hipótese de que brasileiros têm maior demanda por carros de status (o que eu já duvido um pouco, esse tipo de coisa é mundial, não creio que seja particularmente mais forte no Brasil), isso deveria fazer com que a oferta de tais carros seja mais abundante no Brasil que em outros países, mantendo os preços equiparados.

    Se tal oferta não aumenta, eu não culparia a subjetividade do brasileiro por isso...
  • Leandro  30/06/2011 11:28
    Caro Tiago, contestação idêntica já foi feita pelo Alberto, logo ali em cima. Por favor, tenha a bondade de ler a minha resposta para ele.

    Abraços!
  • Tiago RC  30/06/2011 11:36
    Opa, valeu pela resposta imediata Leandro.

    O que você escreveu ao Alberto meio que confirma o que eu estou querendo dizer: o problema não é a subjetividade do brasileiro, e sim o fato de que no Brasil não há um mercado livre o suficiente que permita à oferta acompanhar a demanda.
    O texto dá a impressão de que a subjetividade do brasileiro seria a razão para os preços mais elevados, que eles seriam maiores no Brasil mesmo que o mundo todo vivesse num estado de mercado 100% livre.

    No mais, você não acha que o aumento na oferta monetária dos últimos anos contribui para esse preço elevado dos carros?

    Abraços,
    Tiago.
  • Leandro  30/06/2011 11:54
    "o problema não é a subjetividade do brasileiro, e sim o fato de que no Brasil não há um mercado livre o suficiente que permita à oferta acompanhar a demanda."

    Concordo com a ideia básica, mas esse raciocínio é um tanto traiçoeiro. Veja, é exatamente a subjetividade do consumidor que comanda a demanda do mercado. É por meio de sua escala subjetiva de utilidades e desejos que ele decide o que consumir, quanto consumir e que valor ele está disposto a pagar por aquilo. Desconsiderar isso é desconsiderar a essência da teoria econômica.

    Portanto, é o consumidor, por meio de sua escala subjetiva de valores, quem determina a demanda. A partir daí, o mercado vai reagir para suprir essa demanda, só que ele vai reagir de acordo com as regulamentações e com os demais incentivos existentes (protecionismo, tributação, regulamentação). No Brasil, ocorre que a demanda por automóveis é suprida por um mercado muito protecionista, muito regulado e muito tributado. O resultado não teria como ser diferente do atual.


    "O texto dá a impressão de que a subjetividade do brasileiro seria a razão para os preços mais elevados,

    Repito o meu raciocínio acima.


    "que eles seriam maiores no Brasil mesmo que o mundo todo vivesse num estado de mercado 100% livre."

    Aí você me desanima. Se eu não já soubesse quem você é, juraria que estava querendo me trollar. Caramba, gastei um parágrafo inteiro do texto falando que, com menos impostos e menos protecionismo, os preços seriam muito menores. Logo, num mercado 100% livre, é claro que eles seriam definitivamente menores.

    Portanto, não faz sentido esse raciocínio que você tentou me imputar acima.

    "No mais, você não acha que o aumento na oferta monetária dos últimos anos contribui para esse preço elevado dos carros?"

    A expansão monetária contribui para explicar o aumento de preços durante um dado período, mas não explica o histórico dos preços sempre terem sido altos. Respondi isso ao Breno e ao Amauri mais ali em cima.

    Grande abraço!
  • Tiago RC  30/06/2011 13:08
    Calma, não quis trollar ou imputar nada, só interpretei errado pelo visto. Desculpa por ter te desanimado!
  • Leandro  30/06/2011 13:53
    Tranquilo, Tiagão. Desculpe o meu mau jeito também.

    Grande abraço!
  • Tiago  30/06/2011 23:16
    Leandro, acredito que seu ponto referente às preferências do consumidor brasileiro seria, de forma mais simples, a mostra da baixa elasticidade de demanda.
  • Marcelo Brill  30/06/2011 12:50
    Bom dia a todos! Engraçado, esses dias via uma matéria no G1 de um camarada que comprou ingressos para o rock in rio, resolveu vender um a preços exorbitantes e foi chamado para prestar esclarecimentos (ou mais que isso, não sei), com aquele blá blá blá de concorrência desleal e tudo mais.
    Parece que algumas pessoas confundem lucro com enriquecimento ilícito, ou sem causa. A reportagem do Joel cita uma parte a respeito do Kia Sportage, que deveria ser vendido inicialmente na casa dos R$ 75000, mas por falta de concorrência acabou tendo seu preço jogando para os R$ 90000, praticamente. Antes que os economistas ou pseudoeconomistas dos comentários demonstrem as causas justificadoras, lei da oferta e da procura, não há diferença entre isso e um cidadão maldito que tenta vender um ingresso sobressalente, com pessoas fazendo fila pra comprar. Não há diferença. Beneficiar-se da torpeza da população ou auferir ganhos que exorbitam aquilo que deveria ser considerado lucro, pra mim não é razoável.

    E mais: É incrível como essa reportagem acabou criando uma tensão totalmente desnecessária. Já tem alguns aí dizendo que é papo de marxista, os riquinhos de plantão dizem que é coisa de pobre e o escambau.

    Particularmente aqui cada um vem com uma tese econômica pra justificar os altos preços, uns culpam as montadoras, outros culpam o governo, outros culpam a população.

    Meu amigo: Eu só quero comprar um carro a preço justo. Não sei se pra isso terá que ser feito uma revolução, um quebra-quebra, um abaixo-assinado, uma passeata, se isso vai ocorrer devido a uma crise, por uma reforma tributária, sei lá. Também não sei de quem é a culpa, se é das montadoras, se é do governo, se é da população. Eu só quero uma droga de carro a preço justo. E acredito que esse é um desejo tanto de quem é de esquerda, quanto de direita, rico, pobre, branco, preto etc.

    O fato é que somos explorados pela venda de carros (e dos outros milhares de impostos que pagamos).

    Ao invés de ficarem aqui discordando um dos outros, lutemos para que sejam postas as cartas à mesa e que resolvam a questão por meio da solução mais adequada, qualquer que seja. Carro a preço justo já!
  • Fernando  30/06/2011 13:44
    Olá,

    Vi esse artigo e me bateu uma dúvida.

    O que eu devo estudar caso queira entender a economia na visão do empresário? Por exemplo, preço, quantidade a ser produzida, quanto direcionar a investimento, quanto direcionar a produtos de consumo, etc.

    Que livro estudar para entender isso? O que eu devo pesquisar na internet?

    Muito Obrigado!!!
  • Leandro  30/06/2011 13:58
    Fernando, para coisas específicas assim, o clichê seria recomendar livros de administração.

    No entanto, quem é do ramo diz que absolutamente nada substitui a prática. Um ano de trabalho, mesmo como estagiário, vale mais do que muitos anos de estudo.

    Mas como administração não é minha área (a esse pessoal limito-me apenas a dedicar toda a minha admiração), não vou dar palpite.

    Desculpe.

    Abraços.
  • Fernando  30/06/2011 15:53
    Meu interesse surgiu muito antes, quando estava lendo o livro de Teoria Positiva do Capital(austríaca), em que ele fala que em um mercado que o consumo é alto isso FORÇA o empresário a colocar seus meios produtivos para o consumo. E que o contrário também é válido, ou seja, que em um mercado que a poupança é alta, isso FORÇA o empresário a colocar seus meios produtivos para a produção de capital.

    E sobre a quantidade e preço, eu também não entendo. Porque se a quantidade do que você produz aumenta e isso faz o seu preço diminuir, então as empresas podem forçar uma escassez em busca de lucro?!?!?!!? Isso não é meio irracional?

    Eu não entendi como isso funciona na prática, será que devo estudar microeconomia? Qual livro você indica? Esse é bom? -> www.amazon.com/Price-Theory-Milton-Friedman/dp/1607961512/ref=sr_1_8?ie=UTF8&qid=1309459014&sr=8-8
  • Augusto  30/06/2011 16:25
    E sobre a quantidade e preço, eu também não entendo. Porque se a quantidade do que você produz aumenta e isso faz o seu preço diminuir, então as empresas podem forçar uma escassez em busca de lucro?!?!?!!? Isso não é meio irracional?\r
    \r
    \r
    Fernando,\r
    \r
    Uma empresa, sozinha, não tem força suficiente para causar uma escassez deliberadamente. Suas concorrentes rapidamente lhe tomariam a fatia do mercado.\r
    \r
    Isso, claro, em um ambiente de livre mercado. Lembre-se que um elemento essencial do livre mercado é a liberdade de empreender.\r
    \r
    Para ser concreto: digamos que haja apenas um supermercado na sua cidade. O gerente, "ganancioso", decide reduzir o horário de funcionamento do supermercado, com isso criando uma escassez de alimentos na cidade. Então agora ele pode aumentar os preços de todos os produtos vendidos. Quem estiver com fome, e tiver dinheiro, certamente vai continuar comprando no supermercado, não é? Assim, o gerente poderia manter ou aumentar seus lucros: aumentando os preços e reduzindo os custos (manter um supermercado aberto por 4 horas por dia custa menos que mante-lo aberto 12h por dia).\r
    \r
    Mas, em um ambiente de livre mercado, esse tipo de arranjo não é sustentável: algumas pessoas passarão a comprar seus alimentos em outras cidades, algumas talvez se dediquem a criar e plantar, e talvez algum indivíduo de espírito empreendedor resolva abrir outro supermercado - oferecendo preços mais baixos e horário de abertura mais amplo.\r
    \r
    O problema ocorre quando o livre mercado é distorcido, via de regra por ações do governo. Esse é notadamente o caso da indústria automobilística no Brasil. Quando o governo cria leis que dificultam a importação, ou parâmetros de performance do motor e outros sistemas do automóvel, ou concede "incentivos fiscais" para esta ou aquela montadora, ou favorece uma montadora licitando veículos que apenas ela pode produzir, tudo isso contribui para reduzir a concorrência, e por consequência, aumentar os preços.\r
    \r
    Obviamente, as empresas beneficiadas não tem nenhum problema com essas intervenções. Um fator importante é que essas empresas geralmente empregam muita gente - as fábricas do ABC paulista empregam dezenas de milhares de pessoas. Então as empresas podem sempre pedir mais proteção contra concorrentes (principalmente importados), alegando que seriam forçadas a demitir.
  • Fernando  30/06/2011 17:04
    Então, se você está dizendo que os preços altos atraem outros empreendedores, o que me parece é que o ideal não é a busca do lucro máximo, muito pelo contrário, o correto é buscar o lucro mínimo, porque isso significa abundância.

    Se eu tivesse uma empresa eu buscaria não o lucro máximo, mas a abundância máxima que consigo produzir.

    E ao mesmo tempo vejo os seguidores de Adam Smith dizendo que a busca pelo lucro máximo é que é o correto. A impressão que dá é que isso está errado...
  • Augusto  30/06/2011 18:38
    Fernando,\r
    \r
    Do ponto de vista do consumidor, o lucro do empresário não faz a menor diferença.\r
    \r
    Digamos que uma lata de cerveja saia da fábrica custando R$0,90. O supermercado ABC compra cerveja de um distribuidor por R$1,00. Esse mesmo supermercado vende a cerveja por R$1,20. Seu lucro, portanto, é de 20 centavos por lata.\r
    \r
    O supermercado XYZ compra a mesma cerveja de outro distribuidor, mas por R$1,10. Este supermercado vende a cerveja por R$1,25. Seu lucro, portanto, é de 15 centavos por lata.\r
    \r
    Onde eu compraria cerveja? No supermercado ABC, é claro. Embora o lucro desse supermercado seja maior, o preço é menor. Como consumidor, eu quero o menor preço. Se o dono do supermercado está ganhando mais por conta disso, ótimo para ele.\r
    \r
    Já do ponto de vista do empresário, as coisas são levemente diferentes. Ele precisa ter sucesso em combinar o menor preço, com o maior lucro: se o preço não for baixo, ninguém compra. Se o lucro não for alto, ele vai procurar outro ramo de atividade.\r
    \r
    Veja que no exemplo que eu dei, o supermercado XYZ poderia baixar seu preço, e consequentemente, seu lucro. Mas essa estratégia seria limitada, pois o supermercado ABC tem uma margem de manobra maior. O supermercado ABC pode vender cerveja com lucro ao preço de R$1,01. O supermercado XYZ só lucra se conseguir vender por pelo menos R$1,11.\r
    \r
    Qual a saída? O dono do supermercado XYZ pode: tentar descobrir quem é o fornecedor do outro mercado; tentar introduzir uma outra marca de cerveja entre seus produtos; oferecer um serviço diferenciado, e por aí vai.\r
    \r
    Ou então, pode tentar obter algum tipo de benefício do governo. Com um pouco de sorte, o dono do mercado ABC é estrangeiro, e o dono do XYZ vai propor alguma lei sobretaxando os lucros de estrangeiros - uma idéia de enorme apelo popular, afinal de contas, o estrangeiro está "levando nosso dinheiro embora".\r
    \r
    Qualquer intervenção do Estado, não importa o quão bem-intencionada, leva a distorções significativas no sistema de formação de preços e nos incentivos ao empreendedorismo. Por isso, a melhor forma de se obter menores preços (que é o que nos importa como consumidores), é literalmente deixar que os empreendedores se virem, sem qualquer ajuda do governo.
  • Fernando  30/06/2011 19:05
    Aparentemente, o ideal para a sociedade é que o supermercado tenha lucro zero. Para isso basta o Dono(se for um) colocar seus gastos pessoais associados ao supermercado e maximizar a abundância de seus produtos, fazendo com que o custo automaticamente suba, e o preço automaticamente abaixe.

    Aparentemente esse é método correto de fazer negócio. Não tenho certeza.
  • Rodrigo D.  23/01/2013 02:11
    Nossa. Esse é o método da falência.

    Basicamente você tem de maximizar o lucro equilibrando a oferta com a demanda. Não existe uma formula mágica, quando se insere no mercado você vai descobrindo a duras penas.

    Eu tenho uma industria de produtos de luxo para residência (alta elastcidade de demanda). Quando a demanda cresce demais, de modo que a minha capacidade produtiva fica ameaçada (é duro aumentar a capacidade produtiva quando se precisa de mão de obra qualificada em brasília) eu aumento o preço, as vezes aumento tanto que fica proibitivo, mas é o melhro que posso fazer sem correr o risco de não entregar o produto no prazo e ter meu nome arruinado. Basicamente, só no mercado para saber como agir.

    Quanto a misturar o custo pessoal com o da empresa, nunca, nunca, mas nunca mesmo faça isso. Seu custo pessoal pode acabar com o fluxo de caixa da empresa. Estabeleça um salário fixo, baixo de preferência e que pode sempre ser cortado, e uma vez por ano distribuia lucros. Assim sua empresa estará sempre capitalizada, pronta para as loucuras do governo e do mercado (nessa ordem).

    Espero ter ajudado.
  • thiago  30/06/2011 15:23
    A análise está correta, mas por que focar a artilharia apenas nos impostos? E daí que os impostos são altos. Eles são mesmo. Mas isso é outro problema a ser atacado. Não vamos esconder atrás da gordura dos impostos altos, a gordura dos lucros altos das montadoras. Esta é a verdade. \r
    E voces todos esqueceram ainda do seguinte. Eu em 2001 comprei um Astra zerado e obtive desconto de 10 por cento por pagar a vista. Experimente hoje em dia voce pedir algum desconto por pagar a vista. Nenhuma concessionária te dá desconto, sempre com o mesmo papinho de que esse é o preço final, etc. Só que daí eles vão avaliar o seu carro e tiram 10 mil reais do valor do automóvel. Recentemente uma concessionaria falou que ma pagaria 30 mil no meu Corolla 2008, sendo que na tabela Fipe ele vale pelo menos 39 mil. \r
    Essa história de que o mercado faz os preços é bonita em um país onde as coisas realmente funcionem, não em um país onde o dinheiro público vai parar nos cofres de dono milionário de supermercado, para que este fique mais rico, desempregue as pessoas e domine o mercado, praticando os preços que quiser. \r
    Em suma, capitalismo sim, mas com concorrência, orgãos anti truste fortes e atuantes, Ministério Público em cima com abusos do poder econômico e montadoras com margem de lucro igual ao dos outros países. \r
  • Fernando Chiocca  30/06/2011 16:13
    Falou muita besteira thiago.

    Todo mundo quer e tenta ter os mais altos lucros possíveis. Cobrar o máximo que conseguir por seus produtos é obrigação de qualquer bom empresário, ou ele não estará sendo um bom empresário. Assim como qualquer um tenta pagar o mínimo possível pelo que compra, como você fez em 2001 comprando seu Astra e como a concessionária tentou fazer oferecendo 30 mil no seu Corolla. Se acha que consegue manter uma concessionária comprando carros pelo preço da tabela Fipe, vá em frente, e tire estes concorrentes do ercado superando-os com suas ofertas.

    O problema é quando se usa a volência para poder cobrar preço mais altos, como através de barreiras alfandegárias, proibições de importações e limitação da concorrência e da livre iniciativa, como as praticadas pelos nefandos órgãos anti trustes, os quais você, por desconhecer a ciência econômica, vem aqui defender!

  • Joao  30/06/2011 16:37
    Essa história de que o mercado faz os preços é bonita em um país onde as coisas realmente funcionem, não em um país onde o dinheiro público vai parar nos cofres de dono milionário de supermercado, para que este fique mais rico, desempregue as pessoas e domine o mercado, praticando os preços que quiser.

    Em suma, capitalismo sim, mas com concorrência, orgãos anti truste fortes e atuantes, Ministério Público em cima com abusos do poder econômico e montadoras com margem de lucro igual ao dos outros países.


    Deixe-me ver se entendi. O dinheiro público vai parar nos cofres de empresários com boas conexões com o governo. A solução para isso é dar mais poder para o grupo de pessoas que já tem muito poder e o utiliza para favorecer as empresas amigas do governo? Ou você acha que o governo é composto por duendes mágicos, não-corruptíveis, que agirão em prol do bem do povo?
  • 4lex5andro  06/02/2017 19:25
    Em suma, capitalismo sim, mas com concorrência, orgãos anti truste fortes e atuantes, Ministério Público em cima com abusos do poder econômico e montadoras com margem de lucro igual ao dos outros países.

    É um belo texto pra constar em uma redação de oitava série do ensino fundamental.
  • Denis  30/06/2011 17:19
    Todos aki trabalham em concessionárias ou montadoras??? Até parece uma reunião de condomínio!!! KKKK

    Para com isso o brasileiro é que é trouxa mesmo. Paga por uma carroça o preço de um sedã. Como disse um amigo meu a saída do Brasil sempre foi a mesma: O AEROPORTO.

    Abraços do bilionário!!!!!
  • thiago  30/06/2011 17:32
    Voce não entendeu minha crítica. Eu não disse que sou favorável ao governo dar dinheiro público para empresário que já é rico ficar mais rico. Justamente critiquei essas pessoas bem relacionadas que conseguem dar uma mamadinha lá no Estado. Eu só acho que esse caso é emblemático, para mostrar como funciona a mentalidade dos empresários no Brasil. Empresário aqui tem aversão a risco e concorrência e usa de todos os seus contatos e pressões para fazer o governo funcionar em sintonia fina com esses anseios, em prejuízo é claro do cidadão e dos consumidores. \r
    Não é a toa que as montadoras extraíram do governo um muy amigo imposto de importação de 35 por cento em 1995. Tiveram 16 anos para se organizarem, mas preferiram ficar engordando os lucros de maneira fácil, vendendo carros de modelo ultrapassado e sem equipamentos a oferecer algo de qualidade e com bons preços.\r
    Quanto à questão do desconto no carro, não acho certo praticar o mesmo preço à vista do que é cobrado a prazo. E quis apenas mostrar que a prática das concessionárias mudou nos últimos anos, não oferecendo nunca mais descontos e desvalorizando muito os usados de quem vai lá negociar. É incrível existir tanta sintonia e nenhuma concorrência entre elas. Não existe um concessionário sequer capaz de adotar prática diferente. \r
    Quanto a mim, naturalmente, achei uma solução pra isso que é vender por fora, como já fiz com 3 carros meus, ao longo dos últimos anos.
  • Fernando Chiocca  30/06/2011 18:55
    Você que não entendeu a crítica à sua crítica thiago.

    Você criticou o favorecimento de empresários e no final clamou pelo favorecimento de empresários através da violência governamental, que obstrui e destroi a livre concorrência se utilizando de, por exemplo, seus órgãos antitruste.
  • Thales  30/06/2011 20:03
    Thiago, quando você parcela um carro, a maioria das concessionárias recebe o valor total direto de uma instituição financeira(setor hipertrofiado no Brasil, altamente protegido e regulamentado pelo governo), que tem seu lucro com os juros cobrados nas parcelas pagas pelo consumidor. Para a contabilidade da concessionária, funciona como pagamento à vista. Por isso não tem desconto.
    Ficou mais calmo?
  • Augusto  01/07/2011 09:44
    Salvo engano, existe uma lei que obriga a redução do preço para venda à vista, pela perspectiva do consumidor. Não importa se para a concessionária "vender a prazo é como vender a vista", se o rapaz aí de cima tiver paciência, é ir no Procon e reclamar ;-)\r
    \r
    (não estou defendendo nem criticando a lei ou o comportamento eventualmente adotado pelo colega, estou apontando apenas um fato - existe uma lei que disciplina o tema)
  • Breno Almeida  30/06/2011 19:09
    Thiago,\r
    \r
    O que você acha dos preços não interessa a ninguem. Enquanto tiver gente comprando vai ter gente vendendo. Se você acha injusto o preço simplesmente não compre, se um número grande de pessoas fizer o mesmo o preço munda ou o produto deixa de ser vendido. \r
    \r
    Você tem síndrome de Nazista, você quer controlar os preços, preço não se controla.
  • anônimo  30/06/2011 19:44
    Mas eu realmente acredito na importancia de órgãos antitruste. Aliás, eles são fortes até nos EUA. Agora percebo, voce acredita em capitalismo selvagem, sem nenhum controle. Eu acredito em capitalismo com controles. Minha formação é jurídica. Espanta a soberba dos economistas neste site. O bom da democracia é que cada um acredita no que quiser, o debate fica aberto para as pessoas se manifestarem.\r
    Realmente, o amigo aí tem razão, enquanto houver pessoas pagando esses preços, toda esta discussão cai por terra e nada muda. Eu por exemplo me defendo e não pago estes preços. Prefiro comprar carro semi novo. E nao sou nazista, a favor de controle de preços. Mas também não sou a favor de cartel e acerto de preços entre as empresas. Entendeu a diferença agora?? Quem está controlando preço são as montadoras. Pelo bom senso qualquer pessoa percebe que há algo por trás de um Honda City custando três vezes mais no Brasil do que no México. E certamente não são só os impostos e o custo Brasil. Por estas razões, como cidadão e consumidor já apresentei denúncia ao Ministério Público de São Paulo e ao Ministério Público Federal, para que eles façam averiguação desses supostos cartéis. Como diz o Delfim Netto, o capitalismo é o pior sistema econômico que existe, com a ressalva de que ainda não inventaram nada melhor. Quem quiser, acenda uma vela para um cifrão, uma nota de cem dólares, para o papa e depois também preste consultoria para governo falido da Grécia maquiar os débitos podres.
  • Fernando Chiocca  30/06/2011 20:05
    Ótimo. Assumir que ignora um assunto é o primeiro passo para o aprendizado.

    Pode começar por este artigos:

    As intermináveis mentiras governamentais sobre o mercado

    O estado e os carteis - faça o que digo, não o que faço

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    A lei antitruste e a AMBEV - uma análise sob a norma da razão

    E depois este capítulo:

    CHAPTER 10-MONOPOLY AND COMPETITION

    Mas o que é realmente espantoso é a soberba de alguém que defende agressões contra produtores e suas propriedades ao mesmo tempo em que admite ignorância sobre economia.. Quer dizer, o cara não sabe nada de economia mas defende a porrada em inocentes para alterar a ... ECONOMIA! E veja a grande fundamentação do infeliz: "Apoio pq até nos EUA existe" (SIC!)

    E ainda vem dizer que é ELE que se espanta com a sobera dos que possuem conhecimento e são contra as agressões devidamente fundamentados numa ciência apriorística, isto é, irrefutável.

  • Absolut  30/06/2011 20:21
    Minha formação é jurídica.

    HAHAHA, deve ser por isso! Pelo menos aqui no Brasil, Justiça = Injustiça.
  • Thales  30/06/2011 20:34
    Ah, já denunciou ao Ministério Público Federal e também ao Ministério Público de São Paulo? Então o problema está resolvido! Semana que vem os preços já devem estar abaixando...
  • Sergio  30/06/2011 20:12
    Não acho que a carga tributária seja o problema.

    De fato as montadoras estão lucrando muito. A GM lucrou no primeiro trimestre US$ 3,2 bi e uma fábrica da Volkswagen pagou aos seus metalúrgicos mais de R$ 10 mil de PLR. Isso com toda essa carga tributária. E mesmo com carros cada vez com qualidade mais baixa e preços mais altos que o aceitável ainda falta carro.

    Eu sendo dono aumentaria os preços...
  • André Luis  30/06/2011 22:04
    Não devemos nos esquecer tambem que o custo brasil influencia no preço final dos carros(custos de transporte elevados,encargos trabalhistas altos,juros altos,dolar em queda que eleva o preço do nosso carro em relação a outros paises,burocracia infernal,etc.
  • Leandro  01/07/2011 04:07
    André Luis, é fato que todos esses fatores também influenciam o preço final dos carros. Mas veja: o carro é vendido pela montadora a R$ 20.300. Ou seja, nesse preço já estão embutidas grande parte das encrencas acima listadas, com exceção do custo de transporte. (Porém, dado que a concessionária mexicana revende por R$ 25.800, já inclusos aí custo do transporte e lucro, então realmente o fator 'custo do transporte' não pode ser tão substantivo assim para explicar o preço brasileiro de R$ 56.210.)

    O real desafio é explicar por que o preço vai de R$ 20,3 mil para R$ R$ 52,2 mil, preço a que é vendido para a concessionária brasileira. Assim, mantenho as conclusões:

    1) carga tributária (mais especificamente os impostos indiretos);

    2) protecionismo do setor, e

    3) subjetividade do consumidor brasileiro.

    A respeito do item 3, qualquer empresa -- seja uma montadora ou uma bodega -- vai cobrar para os seus produtos o maior preço que puder, que seja consistente com o maior lucro possível. Duas coisas colocarão um teto nesse preço máximo: a concorrência e a valoração subjetiva dos consumidores, que irão decidir o preço máximo que estão dispostos a pagar por um dado produto.

    No caso brasileiro, as montadoras aparentemente ainda não chegaram a esse preço máximo, pois eles continuam subindo e os carros continuam sendo comprados -- o que significa que os consumidores de uma determinada faixa de renda continuam deixando claro que estão dispostos a continuar pagando o preço vigente.

    O curioso foi que o simples fato de eu ter apontado isso despertou a ira de muita gente. Vai entender...

    Abraços!
  • Breno Almeida  01/07/2011 20:41
    Você esqueceu do crédito, 90% dos carros novos são vendidos a prazo. O estado está subsidiando o crédito a muito tempo, na realidade ele está criando o crédito via planejamento central porque não existe poupança para tal.

    Sem esse nível de crédito a vendas despencariam e o preço cairia junto. É o crédito que entorpece a preferência do consumidor fazendo com que ele aceite pagar mais caro do que pagaria a vista.
  • Leandro  02/07/2011 06:25
    Breno, como havia lhe respondido lá em cima, crédito fácil para automóveis no Brasil é fenômeno relativamente recente, ao passo que preços altos para os automóveis são fenômenos históricos.

    O crédito repentinamente passar a ser farto explica disparadas em preços, mas não explica preços historicamente altos.

    A expansão monetária contribui para explicar o aumento de preços durante um dado período, mas não explica o histórico dos preços sempre terem sido altos.

    Grande abraço!
  • Marcelo V Silva  19/07/2011 16:36
    E o mais incrivel com este crédito todo é que vendem carros que a vista saem por 29 mil e a prazo saem 60 parcelas de 799 reais, dando uns 48 mil ! Um carro que deveria ser a vista uns 12 mil no máximo...\r
    \r
    Fico pensando o quanto sairia se resolvessemos reimportar o tal Honda City de 25 mil Reais no México. QUanto sairia pra nós ? Uns 40 mil ? Notei que na TV estao anunciando este carro agora por 49 mil... O preço está caindo...
  • Felix  30/06/2011 22:09
    Fim do QE2 americano hoje...
    Alguma previsão austríaca dos próximos passos?
    vai vir um QE3?
    os bancos americanos vão começar a soltar os mais de um trilhão que estão segurando?
    inflação lá virá galopando?
    será que o governo vai conseguir enxugar o excesso de liquidez? ou vai aumentá-la?
    Será que isto dá um artigo?
  • thiago  30/06/2011 22:30
    Caro amigo, obrigado pelos textos recomendados. Por hora, em assunto de economia, limito-me a ler a The Ecomist. Quanto tiver um tempinho e quiser me aventurar na sua área, eu lerei o que voce recomendou. A voce, que não sabe tudo na vida (ou será que sabe?? Melhor perguntar né, vai que estou enganado) recomendo que leia também uns textos jurídicos. Comece pelo Código de Defesa do Consumidor e pela lei antitruste. Leia a lei seca mesmo, porque, como leigo no assunto, melhor voce não se aventurar em textos jurídicos mais profundos, ainda mais por que voce não é uma pessoa aberta ao debate ou a opiniões diferentes.\r
    Quanto ao outro colega, realmente não sou formado em economia, mas sim em direito. Mas quem foi que disse que economia é o único saber que existe na face da Terra? Saia da sua bolha de arrogância e esteja aberto para outras visões de mundo. O primeiro sinal de inteligência é reconhecer que o conhecimento humano é infinito e não se limita a uma área apenas. Só sei que nada sei, como dizia um grande escritor. Será que voce o conhece??\r
    O cara aí diz que quem estudou economia é quem tem o conhecimento. Meu filho, acorda pra vida. Voces estão tomando só porrada e quase puseram de quatro o mundo e a maior nação do mundo que foi os EUA um dia. Voces capturaram o Banco Central americano, fizeram uma farra com derivativos e depois ainda puseram a conta para aposentados e funcionários públicos da Europa e EUA pagarem. Quer maior exemplo de desonestidade. Aliás, voce que acha que sua ciencia economica é o que tem de melhor no mundo, vai ler alguma coisinha na área de psicologia, para voce descobrir que, na verdade, isso que voce acha que são decisões super racionais não passa de pensamentos super primitivos, instintivos. Não é tôa que voces mesmo chamam o movimento de manada. Manada segundo defiinição do Aurélio significa: "Magote de éguas ou burras que acompanham um garanhão". Dorme com essa o sabichão. Com isto encerro minha participação pois não vou ficar batendo boca com gente refratária.\r
  • Leandro  01/07/2011 00:16
    Prezado Thiago, acalme-se, por gentileza.

    Em primeiro lugar, lamento dizer, mas textos jurídicos não podem mudar verdades absolutas. E a verdadeira ciência econômica -- que é aquela defendida neste site, ao contrário do resto dos sites econômicos brasileiros, que se limita a fazer propaganda política -- funciona com verdades absolutas que não podem ser alteradas pelo simples desejo humano. Querer alterar relações de causa e efeito na economia é o mesmo que querer, sei lá, jogar uma pedra pro alto e esperar que ela saia voando, ou andar na chuva e não se molhar.

    Os "economistas" que tomaram o Banco Central americano e fizeram aquela lambança são exatamente os mesmos economistas que hoje estão por aí palpitando com afetações de superioridade sobre o que deve ser feito para corrigir os estragos. E são exatamente esses economistas que disseminam as ideias que, ao que tudo indica, você segue. Isso, sim, é o típico exemplo do "movimento de manada" a que você se referiu. Ironicamente, você substancia a sua própria crítica.

    Quanto ao direito, ele é imprescindível para o bom funcionamento da economia. Afinal, são as leis que devem garantir a inviolabilidade da propriedade, da vida e da liberdade.

    Por fim, tenha a bondade de ler aqueles textos indicados logo ali em cima pelo Fernando Chiocca, e pode acrescentar à lista estes dois também:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=637
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    Afinal, como você muito corretamente deu a entender, é muita arrogância querer comentar sobre um assunto sem entendê-lo minimamente.

    Grande abraço e volte sempre!
  • Fernando Chiocca  01/07/2011 00:24
    Mas você já está se aventurando na "minha área". Sem saber nada de economia você está defendendo intervenções na economia.

    Mas eu já sei porque você as defende: simplesmente porque está escrito em um papel.

    O seu "estudo e conhecimento" na área jurídica se resume a decorar leis e procedimentos. "Código de Defesa do Consumidor","lei antitruste", "lei seca", sim eu já sei que eles existem, e tudo que vc fez foi decorá-los.. mas você nunca questinou a legitimidade dessas legislações. Eu sei que você pensa que o que legitima algo é estar ou não na constituição.. é ter sido aprovado por um congresso, sancionado por um presidente democraticamente eleito.. enfim.. você não tem a menor noção doque seja Justiça, e nem o menor interesse em saber. Você é o retrato patético de 99% dos bachareis de direito.

    Sim, eu "sei tudo na vida". Não me limito a uma área. Se você olhar a barra na parte inferior da ome deste site, vai ver uma classificação vasta de assuntos tratados aqui. Nossos mentores, como Ludwig von Mises, Hayek, Rothbard, não eram só economistas. Eles eram filósofos, historiadores, metodologistas, etc.. Hayek e Rothbard escreveram importantes tratados inclusive na "sua" área, a do Direito, que na verdade é uma área que você desconhece quase que totalmente.

    E sua preopotência continua a lhe colocar numa situação cada vez mais auto-humilhante. Já confessou 3 vezes que não sabe nada de economia e agora volta a fazer comentários totalmente risíveis para qualquer um aqui. Se tivesse ao menos olhado por 5 minutos este site, veria que por acaso somos os maiores inimigos dos Bancos Centrais..

    Você intelectualmente é um zero a esquerda. Você é um cara que está jogando um jogo de tabuleiros e leu as regras, e acha que pode sair por ai dizendo tudo do mundo fora do joguinho. Resuma-se a sua insignificância, que é uma insignificância extrema, e tenha ao menos um pinngo de consciência e pare de defender intervenções governamentais sem ter base alguma. isto é coisa séria.. trata-se de violência contra seres humanos e suas propriedades. Trata-se de apontar armas para pessoas.

    Você defende "leis" que são criminosas e nem sabe. Para que você entenda, vou traçar um paralelo. Há 150 anos atrás, você seria o cara que estaria defendendo a escravidao de negros porque escravizar negros é a lei, e nós seríamos os abolicionistas.

    Sobre a "lei antitruste", leia os links que coloquei acima. Sobre a "lei seca", comece por aqui. Inclusive grande parte do "Código de defesa do consumidor"também é criminoso. Se quiser entender, comece por aqui. Se não quiser aprender nada, apenas cale-se e pare de defender agressões.
  • anônimo  01/07/2011 01:14
    Fernando Chiocca, eu sou estudante de direito do primeiro semestre e você está absolutamente certo em tudo o que disse sobre o curso. Eu queria acrescentar que o buraco é ainda mais embaixo, visto que quando alguém que contestar algo que está na lei é sempre se embasando em marxismos, rawlismos, rosseuanismos para falar mal da propriedade e coisas assim. Frases como: "o direito da maioria é maior do que o de indivíduos" são repetidas abusivamente.

    Se alguêm desse site visse minhas aulas de economia política ia se espantar. Marx, lenin, hobson e Rosa luxemburgo são considerados grandes pensadores economistas, toda teoria neoclássica é mal dita por ser ideológica e estar a serviço da burguesia, eles consideram que praticamente todos os economistas neoclássicos foram refutados pela crise de 29, Keynes é até considerado um grande economista, eles criticam muito keynes, mas não por suas teorias estarem erradas mas por ele ser ideológico e estar a serviço da burguesia. Os dois livros que passaram foram extemamente escrotos e marxistas.

    Em um curso assim só tem como florescer imbecil. Embora eu faça, essa é a verdade. Mises, Hayek e inclusive Bastiat tão show em qualquer jurista que me foi apresentado, mas essas ideias são heréticas demais para chegar a faculdade de direito. Quando mostram autores pro-capitalismo e livre-mercado é só pra sacanear, só imbecil colocado intencionalmente para desmerecer a causa.

    Espalhar ideias libertárias é lixação na certa.
  • Absolut risos  01/07/2011 00:40
    Atrevo-me a dizer que você é:
    1 - advogado;
    2 - funcionário público

    Taí a "bomba keynesiana".
    HAHAHAHAHA!!!!!
    **********************************************
    "Quem vive do roubo sempre defenderá o roubo"
  • Leandro  01/07/2011 04:26
    A quem interessar possa, coloquei um adendo ao final do texto, para esclarecer melhor um ponto que gerou discórdia.
  • Pensador  01/07/2011 12:50
    O Lucro da montadora, na verdade, não é de R$ 15.518,00.
    Este seria um lucro "adicional", pois dentro dos R$ 20.300,00 do preço de fábrica já está incluído uma parcela de lucro...
  • 4lex5andro  06/02/2017 19:46
    Confirmando o que é estudado no Imb: o maior lucro ficou com quem detém o monopólio (de governo, o Estado), o segundo com quem participa do oligopólio (fabricante) e por último, com quem tem maior número de competidores (concessionária de zero km).
  • guilherme  03/07/2011 20:39
    Parece que o pessoal está com dificuldades em descobrir o porque de os carros serem mais caros no Brasil. Tem gente falando que a culpa é dos altos lucros das montadoras! Como se os lucros não fossem as metas das empresas, em sua maioria.
    O assunto em questão envolve uma discussão mais microeconomica e subjetiva. Basicamente, os carros são bens de luxo no Brasil, não importa de quais carros estamos falando e nem de quem compra. Mesmo os que compram carros populares e/ou usados, compram sem tentar quantificar sua utilidade com o produto. Em São Paulo, o uso do carro é o passaporte para a cidadania tipo "A", para vc poder fazer barulho à noite, ter preferencia no transito e ainda tentar auferir outros itens de status.
    Dado esse total descompasso entre utilidade e preço a ser pago, os carros podem atingir status de bens de Giffen, cujos preços podem ser aumentados e sua demanda ainda aumentar. Para o governo, o imposto cobrado se assemelha aos de bens de vício, como o cigarro. Mesmo com o reaumento do IPI, as vendas aumentaram, como um bem de vício.
    Outros argumentam com o custo Brasil, mas o custo Brasil não incide apenas sobre as montadoras. Você já calculou o custo de possuir um carro aqui? Há um custo Brasil enorme para quem compra um carro: seguro, transito, insegurança, buracos, excesso de roubos(pra quem não tem seguro) etc.
    Dado esse custo Brasil para o consumidor, deveríamos pensar ainda mais se vale a pena pagar caro por um carro. Mas o resultado é o contrário, o que só pode ser explicado pela total prevalencia dos fatores subjetivos na função utilidade do consumidor. É nessa hora que percebemos a importância dos estudos sociológicos e da investigação empírica microeconomica na fundamentação das leis econômicas.
    Outros dirão que apenas querem um carro para se locomover, mas não conseguem achar carros baratos. Bem, a curva de demanda é um agregado e se vc, sem opção, acaba pagando o preço pelo carro, vc apenas estará se comportando como todos os outros. É o teorema da Utilidade Revelada. É impossível ficar medindo a utilidade na cabeça das pessoas, ela simplesmente é revelada pelo seu comportamento no consumo.
    Então aqui o status do carro é maior? provavelmente sim, é o que a utilidade revelada demonstra. O carro em si, possui muito mais utilidade do que sua simples locomoção e conforto. Em seu preço está: simbolo de independencia, superioridade, segurança, sexualidade, méritos, capacidade financeira etc.
    Mas eu não acho isso e só quero o carro pra me locomover, o que eu faço? Bem, todo tipo de bem tem seu substituto. Considere não comprar um carro e aplicar o dinheiro no Tesouro Direto.
    Ah, alguém aí falou sobre o custo de produção em relação às altas taxas de juros brasileiras. A mesma taxa de juros é o custo de oportunidade de se comprar um carro.
    E se o mercado fosse aberto? Acredito que seria a melhor opção para todos os brasileiros. Pois compraríamos carros (novos ou usados) a preços bem abaixo do quando estaríamos dispostos a pagar, aumentando em muito o excedente do consumidor para a maioria dos brasileiros. Em certa medida, elevaríamos os preços mundiais tambem, mas não em escala impactante. A consequencia seria o fechamento de algumas fabricas no Brasil, o que afetaria uma parcela pequena de trabalhadores. No entanto, o sindicato desses trabalhadores possui forte influencia política no Brasil.
    Em suma, o mercado de automoveis é determinado pela "paixao de todo brasileiro por carro", e pelo conflito consumidores X Montadoras Nacionais/Sindicado. Um conflito subjacente é o dos bens substitutos, que passa basicamente pela incapacidade dos governos e da sociedade em organizar um transporte público rápido e confortável.
    Na atual situação, o preço só abaixará com alguns fatores. Abertura externa(fechamento de algumas fábricas). Melhoria do Transporte Público e das cidades em si. Mudança de comportamento social.
    O comportamento social só mudará de forma vagarosa. Com maior educação e cultura. Quando as pessoas passarem a atribuir status a outros simbolos sociais, quando o comportamento feminino for mais independente e menos interessado, quando os homens tiverem outros valores e outras formas de se destacarem e competirem.
    Aos criticos gerais: façam uma pesquisa de campo. Encontrarão pessoas que moram em casas de 1 cômodo(pequeno) que compram carro novo de R$60.000,00 e ainda alugam a uma garagem para poderem guardar o carro.
  • fred  19/09/2011 18:34
    Complementando em qualquer negócio quem determina o valor é o mercado. As montadoras não são empresas filantrópicas e querem lucro.\r
    Amor pelo carro e status quase todos os países no mundo tem. Pra mim o principal culpado é o próprio consumidor brasileiro que perdeu a noção de preços.\r
    Dá ódio ver o lançamento desses carros caríssimos e ter fila de espera pra comprar. O acesso a informação hoje é tão fácil.\r
    Esse quadro só vai se reverter se algum órgão grande de comunição comprar a briga e divulgar o lucro Brasil.
  • Daniel  05/07/2011 09:44
    Faltou comentar que ele erra feio no mais simples dos cálculos.

    O LL/ROL típico das revendas no Brasil varia de 0 a 3%, o que daria no máximo R$1700 de lucro por City vendido (já que ele falou LUCRO sem especificar, fica implícito ser o Lucro Líquido). Ou seja, ele erra por 240%, cálculo que ele poderia ter corrigido em 5 minutos buscando dados de revendas no SERASA, nas "500 maiores e melhores" da Exame ou até mesmo conversando com algum proprietário. Se o item mais simples do cálculo teve um erro tão grande, não quero nem analisar o resto...

    Outro detalhe: o blog do tal jornalista vive às moscas, com 0 comentários em quase todas as notícias. Não é coincidência surgir uma notícia sensacionalista com cálculo de padeiro para atrair audiência (milhares de visitas e centenas de comentários).
  • Angelo Viacava  06/07/2011 21:25
    Mas que o brasileiro tem um comportamento consideravelmente abobado diante da compra de um automóvel, ah isso tem! É uma submissão de dar dó às condições do sistema fabricante/vendedor. Se é que existe um fator inflacionário psicológico, o brasileiro consumidor de automóveis o possui em um grau talvez mais alto do que quando consome outros produtos. Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.
  • Anonymous  07/07/2011 13:08
    Vocês foram mencionados (de leve) pelo autor da reportagem em que esse artigo se baseia. Vejam o que ele disse:

    A repercussão da reportagem especial Lucro Brasil foi avassaladora. Foram 700 mil visitas no blog, 2000 comentários, 300 emails, quase a totalidade dos comentários concordando que o carro no Brasil é muito caro e que não há explicação para isso.

    As raras vozes discordantes vieram de um instituto que "defende a liberdade de propriedade", e de um colunista, que classificou a reportagem como "crítica fácil".

    Fácil - e confortável - é reproduzir o discurso da indústria, que culpa o imposto por todas as mazelas do setor.

    Difícil é explicar, como tentamos, de onde vem essa grande margem que faz o carro brasileiro ser o mais carro do mundo.

    Joel Leite


    omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-07-01_2011-07-31.html#2011_07-06_18_31_32-142809534-0
  • Rodrigo  09/07/2011 22:13
    Ó o IMB fazendo barulho, msm que baixo, em terras tupiniquins!
  • void  09/07/2011 23:03
    Demorou pra começar um debate público com essa anta aí.
  • Absolut  09/07/2011 23:16
    Joel Silveira Leite é jornalista e pós graduado em Semiótica e Meio Ambiente. Diretor da Agência de Notícias AutoInforme, responde pelos sites Auto Informe e Eco Informe. Joel apresenta o Boletim AutoInforme nas rádios Bandeirantes, Band News e Sulamérica Trânsito. É colunista em várias publicações.
    O blog apresenta uma visão do mundo dos automóveis e dos homens. É um veículo que não tem compromisso com a imparcialidade e a isenção (como os outros dizem que têm) além de tratar de assuntos como política, sociedade, meio ambiente, mídia, gastronomia.


    De fato, é bem parcial esse bloguezinho.
    O cara deve ter um adesivo do Keynes no vidro do carro.
  • mcmoraes  10/07/2011 00:42
    @Anonymous: ...As raras vozes discordantes vieram de um instituto que "defende a liberdade de propriedade"...

    Olhem só que interessante, fiz uma pesquisa usando as palavras um instituto que defende a liberdade de propriedade em alguns sites de busca do Google e o site brasileiro foi o único que não apresentou um link para o IMB na primeira página:

    * Google Espanha - posição 3;
    * Google Japão - posição 4;
    * Google Canadá - posição 4;
    * Google EUA - posição 3;
    * Google Hong Kong - posição 2;
    * Google Brasil - como diria minha mãe, necas de catibiribas :/
  • Andre  09/12/2011 10:58
    Ora bolas, mas o artigo do IMB não é discordante, ele também cheaga à conclusão que o carro é muito caro, só que de uma forma mais embasada, e ao mesmo tempo mais didática.

    Ponto pro IMB.

    Abs
  • Angelo Viacava  09/07/2011 19:49
    O comportamento fiscal do Brasil, arrecadando excessivamente impostos em tudo o quanto se venda, não geraria uma baixa oferta permanente de produtos, uma falsa "nobreza" a coisas comuns? Vejo o comportamento do consumidor como infantil, mas não explica tudo. O governo também se aproveita para faturar em cima. Onde tudo é caro, nada mais normal que o lucro seja proporcionalmente mais alto. Governo e produtores culpam-se mutuamente, mas não fazem nada para a mudança porque assim está bom. Dá a impressão que as empresas fazem aqui o que têm vergonha de fazer em seus países de origem, porém esta não é uma explicação razoável, pois vergonha não faz parte da visão de uma empresa. Mas daí nós seríamos cúmplices desta falta de vergonha, talvez sejamos.

    Um Hyundai Elantra custa, nos EUA, menos de trinta mil reais; aqui é vendido por mais do que o dobro. E não pode ser vermelho, só prata ou preto. As empresas escolhidas para representarem uma marca aqui são coisas estranhas. Empresários que ninguém conhece de repente viram donos da representação de uma marca no Brasil. Até as cores permitidas para os carros decidem. Quem é que ensina isso a eles?
  • Eduardo  20/07/2011 14:41
    Olá Leandro!

    Gostaria parabenizá-lo por esse excelente artigo! Assim como o trabalho de todos envolvidos no IMB. É um tremendo desafio semear as idéias libertárias num país tão manipulado, fraudado, sofrido como o Brasil.

    Gostaria de sugerir um artigo, assim como já sugeriram, fazer um tipo "os 10 países mais livres do mundo"... pois infelizmente, a melhor solução de curto prazo para a melhora da minha vida seja pelo aeroporto mesmo....

    Um grande abraço!
  • Alexandre  21/07/2011 14:08
    Boicote aos carros zeros e defasados já...\r
    \r
    É hora de dar um basta na exploração econômica que as grandes montadoras nacionais praticam com os brasileiros. O mesmo pode ser dito em relação ao Poder Público que faz o brasileiro trabalhar quase metade de um ano somente para pagar impostos.
  • Andre Mello  22/07/2011 12:39
    Sem querer colocar a culpa apenas no governo eu tenho a impressão de que boa parte do problema vem do nosso precário transporte público. Outro dia tivemos uma saudável discussão sobre esse assunto. E a conclusão foi apenas uma: Todos usaríamos o transporte público SE esse fosse de qualidade. Ora, se o transporte público fosse decente quem perderia horas no trânsito dentro um carro? Se você estivesse num ônibus ou metrô poderia pelo menos aproveitar esse tempo fazendo uma leitura... Assim evitaria de sair por aí regurgitando besteiras que decorou na faculdade.

    Eu sei que é uma conclusão um pouco infantil. Mas pense nos custos que poderiam ser cortados também? Manutenção, gasolina, seguros, estacionamentos, flanelinhas e por aí vai... fora a comodidade...

    Mas a realidade é outra.

    E mais uma vez não temos para onde correr... o caos no transporte público não pode ter outro culpado que não o governo e suas regulamentações. Essas, obviamente, para garantir a nossa segurança. Afinal, quem além do Estado poderia fornecer uma licença para que eu possa exercer essa atividade? Quem mais estaria tão preocupado comigo? Chega a ser patético.

    Mais patético que é isso é ver, pelos comentários, como as pessoas são levadas a acreditar nessa verdade. Alguns chegam a ataca-la e depois defende-la sobre uma outra máscara ou rótulo. Incapazes de perceber que se tratam da mesma coisa... Incapazes de perceber uma verdade simples: A regulamentação nunca será benéfica aos consumidores finais. Mesmo quando essa vem mascarada como uma regulamentação de controle de preços finais que, em tese, nos fará comprar algo a um "preço justo".

    Enfim, eu acho que essa mentalidade está tão enraizada na mentalidade do brasileiro que hoje é impossível combate-la.

    Outro dia linkei para meus colegas o download do livro "A Lei" fornecido gratuitamente por vocês. Eu acho que as reações não poderiam ser piores. Muita gente realmente me atacou. Hoje respondo pela alcunha de sangue azul e acho que não preciso explicar pq neh? Sou injusto, cruel e desumano... O pior é que eu não consigo encontrar algo mais justo que aquilo abordado nas páginas do livro.

    Enfim, infelizmente, acho que estamos lutamos uma batalha perdida...

    Perdão pelo desabafo, mas não tenho outro lugar para faze-lo a não ser aqui.

    Abraços
    André Mello
  • Capitale  06/10/2011 07:46
    Só um detalhe. Provavelmente você quer dizer que usaria o transporte coletivo (seja público ou privado) se este fosse de qualidade.
  • 4lex5andro  06/02/2017 20:02
    Só pra se ter uma noção, um ônibus (contando só os bancos) substitui o equivalente a 10 carros de passeio no trânsito.

    Porém, montadoras, anfavea e sindicatos tem muito acesso e barganha junto ao governo (união federal que fica com a maior parte dos impostos). É fato que as empresas de ônibus também mas em uma escala bem menor (prefeituras e muitas com parte do orçamento dependentes de fpm).
  • c.francisco  23/07/2011 17:58
    Acho que se as montadoras não tevessem lucros fora do normal seriam as primeiras a se defender sobre as reportagens e as opiniões dos consumidores se estão caladas é por que tem culpa sim, e que a carga tributária no brasil é grande tambem é verdade concordo com a idéia que o brasileiro ve no carro um sinal de status pois conheço várias pessoas que depois que consequiram um emprego com carteira assinada a primeira coisa que penssaram e fizeram foi comprar um carro 0km em prestações a perder de vista sem pensar em moradia ou futuro dos filhos.Montadoras estão tendo lucros enormes sim, o governo esta tendo lucros com os impostos enormes sim, e consumidores estão dispostos a pagar o preço sim, mas de repente o consumidor foi surpreendido com as noticias dos lucros das montadoras e outros da cadeia automotiva vamos ver como ele reage a isso.
  • Thyago  02/08/2011 16:52
    Vix
  • Andre Mello  04/08/2011 13:39
    Apenas para atualizar a discussão copio abaixo aquilo que chamo de volta da política das carroças...

    clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/8/4/governo-zera-ipi-de-carro-que-privilegiar-peca-nacional

  • Eduardo Rodrigues, Rio  14/08/2011 13:27
    Disputa pelo melhor preço: Nissan x Ford
    www.youtube.com/watch?v=GppqfQ7U_B0
  • Zeh  15/09/2011 23:06
    Hoje minha fé no Brasil morreu definitivamente.

    Até hoje o cenário era:

    Altos impostos nos carros tanto nacionais como importados, porém grande margem para redução de preços já que o lucro das montadoras é enorme, só seria necessário mais concorrência. E era exatamente isso que vinha acontecendo. A enxurrada de carros chines que chegou forçou as montadoras nacionais a reduzirem preços, o mercado cresceu e muita gente começou a comprar carros. Era questão de tempo para os preços caírem ainda mais, mesmo com tanta inflação.

    Porém. Quando o mercado contorna os problemas que o governo cria. Lá vem os burocratas para estuprar o povo.

    Hoje foi anunciado um enorme aumento no IPI dos carros importados. O que significa que esses carros podem ficar até 30% mais caros.

    A desculpa? "Proteger a industria nacional" e "evitar exportação de empregos".

    Porque essas desculpas não colam?
    Simples: Nesses últimos meses de intensa concorrência com os importados, a industria nacional se viu obrigada a se mexer, os carros nacionais mais baratos começaram a sair com cada vez mais itens de série sem aumentar o preço final. O próximo Palio, por exemplo, já contará até com cambio automático em um dos modelos mais caros, algo incomum em carros populares até então. Isso tudo não aumentou o desemprego, nem fez com que a industria automobilística nacional corresse o risco de desintrualização, nós não estamos correndo o risco de perder NENHUMA fábrica de carros, PELO CONTRÁRIO, marcas que antes só apostavam na exportação para o Brasil, como a JAC E A Hyundai, anunciaram NOVAS FABRICAS NO BRASIL. ISSO É INDUSTRIALIZAÇÃO, É CRESCIMENTO! Se a busca é por novos empregos, aí estava um chance enorme, quanto mais marcas exportarem para o Brasil, mais fábricas virão, mais baratos e melhores os carros ficarão. Quanto mais fechado for o mercado, menos interesse as montadoras terão em vir ao Brasil, afinal o mercado já tem "donos".

    Conclusão: Para garantir o Lobby das montadoras nacionais, o governo(através de um dos seres mais ignorantes que já nasceram nesse país, Guido Mantega) anunciou uma medida que pode causar um enorme aumento nos preços do carros para todos os Brasileiros. Medida essa que só ajudará as próprias montadoras e o governo, enquanto os consumidores seguirão se atolando em dívidas para conseguir comprar um carro extremamente caro de baixíssima qualidade. Muito Obrigado por tudo, governo federal!
  • Eduardo  16/09/2011 08:22
    É parece que a "consultoria" do Palocci está a pleno vapor de novo! \r
    \r
    Também fiquei revoltado ao ler. Concordo com o que você colocou e ainda acrescento que mesmo que tal medida defendesse empregos, seria absurda, pois protegeria alguns milhares de empregos às custas de milhões de consumidores!\r
    \r
    Na verdade, a indústria montadora "nacional" só nos trouxe desgraça, além das carroças a preço de ouro, ela também foi o berço para o Lula e o PT!\r
    \r
    Sei que de nada adiantará, mas de minha parte vou só comprar carros coreanos.
  • Alexandre M. R. Filho  06/10/2011 02:29
    Vcs achavam que não podia ficar pior???\r
    \r
    www.fmdc.org.br/noticias/detalhes.php?notId=372984\r
    \r
    É, meu amigo. Agora é a juizada que vai decidir se tá caro ou nao.
  • Rodrigo  10/10/2011 12:54
    Sim, recordar é viver:

    www.youtube.com/watch?v=TteiAjGoEhQ
  • Ze  10/10/2011 09:43
    Essa pilhagem de carros usados importados merece uma página no Blog:

    g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/10/operacao-desarticula-quadrilha-que-contrabandeava-carros-de-alto-luxo.html
  • Gunnar  06/01/2015 18:57
    "Mafiosos", "contrabando", "lavagem de dinheiro"... estamos falando respectivamente de "comerciantes", "comércio" e "não ser assaltado pelos espoliadores".
  • Vanderlei  12/10/2011 01:01
    A Honda fatura a preço de fabrica e sugere às concessionárias um determiknado preço final ao veículo.\r
    \r
    Então, não é Tributo, é preço do comércio, o comércio está adicionando uma margem sobre o preço de fábrica.\r
    \r
    Um Carro fabricado no Brasil sai por mais ou menos 240 mil reais, este mesmo carro fabricado nos Estadois Unidos sai por 60 mil. O salário de um Americano é três vezes maior que o do Brasileiro. O que explica? R: Tributos.\r
    \r
    A Argentina perdeu a Guerra, e mesmo assim, tem um salário mínimo três vezes maior que o brasileiro, o que explica isto?\r
    \r
    O preço do imóvel (casa para morar) no Brasil está fora das pretensões ou condições de um trabalhador comum, ficaria 25 anos para adquirir um imóvel, se poupasse 10 mil reais por ano, com o metro quadrado supervalorizado em 3 ou 5 mil, quando na verdade sai por mil reais. São detalhes que os políticos ou militares não perceberam ainda, mas um dia se Deus quiser, eles irão despertar...
  • eliomar  19/11/2011 17:59
    a pergunta é? o que podemos fazer para mudar isto? paga o valor justo pelo carro? tem alguma solução? ou aceitamos o que esta acontecendo?
  • Antonio   04/12/2011 09:00
    O que se está discutindo, não é o fato de se ter lucro mas o lucro abusivo das montadoras. Ninguem aqui está desprezando o Custo Brasil que é alto tambem. Na série de reportagens de Joel Leite foi citado que uma das desculpas era justamente este Custo Brasil que fazia com que as empresas arcassem com despesas que seriam do Estado como saúde, educação, etc... Mas os produtos exportados obviamente carregam este custo, mas mesmo assim custam muito mais baratos lá fora.
    Poderíamos discutir à exaustão sobre o Custo Brasil, não adianta fazer outra sopa de números com ICMS, IR, PIS, etc... pra não chegar a lugar algum.
    Observemos que os impostos são cobrados em cima do valor de venda do carro, em vez do lucro do mesmo pois a planilha de custos é convenientemente protegida por lei, deste modo pagamos imposto sobre imposto.
    Um outro ponto a ser observado: De acordo com o mesmo cálculo que você apresentou, você acha que a Honda lucra R$15000,00 num Civic ou CRV vendido nos EUA?
    Entenda, que não existe somente um vilão que é o governo, as montadoras tambem fazem a sua parte.
    Nós não podemos botar a culpa em tudo que existe no governo, é simplista demais, assim como culpar somente as montadoras pelo Lucro Brasil tambem o é.
    No mais, um excelente site!
  • Gunnar  17/07/2014 12:12
    1) Releia o texto. Se é possível para as montadoras e concessionárias repassarem o carro no Brasil com mais lucro do que em outros mercados, é devido à condição oligopolista, fechada, cartelizada, que é causada unicamente pelo governo. Ganância todo mundo tem, o que limita o lucro é o mercado, não a "bondade" do vendedor. 2) Não existe algo como "lucro abusivo". Digamos que um Gol custe R$ 10.000 para ser produzido, e sai a R$ 25.000 na concessionária. Se eu descobrisse uma forma de melhorar o processo produtivo de automóveis reduzindo o custo de um Gol para R$ 30, e baixasse o preço na concessionária para R$ 15.000, meu lucro seria de 500%. Seria lucro abusivo, ou era melhor antes, quando você pagava R$ 25.000? Ou seria ainda melhor se eu nunca tivesse investido em tecnologia, não tivesse Robôs e ainda produzisse com equipamentos rudimentares e manuais, tendo um custo de R$ 23.000, o que me deixaria um lucro de apenas R$ 2.000? Qual lucro é o correto? Como se determina quando um lucro é abusivo? Aliás, aqueles ambulantes que você vê na rua compram suas quinquilharias da China a centavos e vendem a dezenas de reais (capinha de iPhone, por exemplo). O lucro deles está na casa das 3 ou 4 casas percentuais. Isso é lucro abusivo também?
  • Eduardo  07/12/2011 06:42
    O problema é que "as montadoras fazem sua parte de vilã" lucrando alto porque a concorrência é pífia, e isso acontece, oras, por causa do governo dificultando a vida dos importados.

    Se um Hyundai i30 importado chegasse custando 30k reais que deveria, ninguém compraria um Palio nacional de plástico por 30k reais, e as montadoras seriam obrigadas a diminuir a margem de lucro.
    Não tem como existir um "lucro abusivo" se a concorrência ofertar coisa melhor e mais barata, a menos que o governo ponha uma barreira nessa concorrência.
    Se o custo de produzir aqui é muito alto, ora, abaixem os malditos custos. Se nem assim o Brasil é eficiente em fazer carros, que saia do setor e mande essa mão-de-obra e capital pra um setor que seja eficiente.

    O próprio aumento de IPI alegaram que era pras montadoras nacionais poderem "competir justamente", pff. Como que montadoras brasileiras que têm enormes margens de lucro, precisam aumentar o preço do concorrente pra competir? Ora, diminuam a margem de lucro pra competir justamente.

    Como elas fariam o tal papel de vilão se não fosse uma ajudinha legal pra distorcer o mercado em favor deles?
    Num mercado sem todo esse protecionismo injusto esses vilões simplesmente faliriam se tentassem manter a margem de lucro abusiva, e tal vilanismo das empresas não é uma ameaça at all.
    Uma montadora não pode te ameaçar a comprar os carros dela por mais caro, mas o Estado pode te ameaçar a roubar 2x o valor do carro importado que você comprou, ou ele leva o carro junto.
  • Andre  08/12/2011 14:15
    "É curioso notar que os brasileiros condenam o lucro da montadora, que ao menos está lhes oferecendo um bem, e dão passe livre para o esbulho do governo, que em troca lhes dá dois tipos de estradas: as pedagiadas e as esburacadas."

    Na verdade as pessoas não estão revoltadas com o lucro das montadoras somente, o que ocorre é que nos acostumamos por 60 anos à desculpa da carga tributária. O lucro das montadoras sempre foi assunto proibido, leio publicações sobre automóveis há 30 anos e raríssimas vezes se manifestaram sobre o assunto (pra não desagradar os anunciantes, acredito).

    Agora com a internet, escancarou isso e as pessoas estão malhando o "novo" Judas e esquecendo um pouco do antigo.

    Por fim concordo plenamente com o TRES culpados: Poder público, Montadoras, e consumidores.

    Excelente artigo, vou linkar no meu site.

    Abs
  • Ailton Marques  10/12/2011 11:36
    Sou publicitário, formado em Administração, Marketing e Vendas (se bem que ser formado em alguma coisa, não necessariamente significa algo), não entendo tanto quanto vocês de economia, psicologia ou direito.
    Mas vou dizer uma coisa: diante de tanta ganância de cada um mostrar que sabe mais que o outro, que tem mais razão que o outro, a página ficou chata, com menos valor do que poderia.
    Os textos de vocês nos deixam tristes... desanimados para a vida.
    Vocês são pessoas cultas, ao que me parecem, mas deviam procurar ser mais humildes, mais sensatos, mais colaborativos, mais proativos e mais educados.
    De repente, eu me vi numa sala virtual (no mundo virtual as pessoas são mais selvagens) de jovens de 20 a 30 anos discutindo quem prefere Apple e quem prefere Windows!...
    O Sr. Leandro começou um texto com a melhor das intenções e, cordialmente, procurou fornecer bom senso a movimentos radicais e unilaterais que estão se espalhando a respeito do Lucro Brasil. Mas vocês quase conseguiram transformá-lo em mais uma pessoa desprezível.
    Custava cada um ter colaborado com educação, cordialidade, sempre no sentido de contribuir, ao invés de meramente rebater, criticar, de querer impor suas convicções - muitas vezes generalistas?
    Parabéns Sr. Leandro pela iniciativa.
    E parabéns aos demais, por quê não? - pois sei que são pessoas inteligentes e estão preocupados com o bem estar da coletividade. Só falta saberem usar melhor a bênção que Deus lhes deu: o privilégio de ter um pouco mais de conhecimento que a maioria.
    Obs.: a causa da discórdia é sempre a falta de uma visão abrangente, que considere "o outro lado da questão". Isso é para poucos, por isso o caos.
  • Carlos Araujo  11/12/2011 13:33
    A seção de comentários é livre, e reflete a educação brasileira dos últimos anos.
  • leonardo  30/12/2011 06:58
    ótimo texto!
    Concordo com tudo escrito!
    Sim, a carga tributária é alta no Brasil, mas as concessionárias se dão o direito de cobrar praticamente o mesmo valor (do imposto), para o seu lucro próprio, pois sabe que as pessoas vão pagar!

    Quantos de nós aqui já não escutamos uma amigo nosso comprando um carro qualquer com alguns itens bacanas e um motor 2.0, com a seguinte frase:
    Paguei SÓ $45 mil! Foi uma promoção!

    Oferta e demanda!
    Tu cobra até onde vai ter metade da população comprando este item, e outra metade querendo compra-lo.

    leo
  • Marc  07/01/2012 10:48
    O terceiro exemplo errou feio. Você esqueceu de um detalhe, sem lucro aceitável as fábricas fecham.

    Se as pessoas pararem de comprar os carros, as fábicas simplesmente fecharão. Foi o que aconteceu com a fábrica brasileira da Audi, que fazia o A3, se a Audi baixasse ainda mais o preço, teria prejuízo. O que fez? Fechou as portas.

    O texto estava indo bem, mas acabou com um erro grotesco. Entenda, ninguém está disposto a produzir carros e ter prejuízos, já que os impostos não baixarão juntamente com a venda de carros. As fábricas precisam se manter.

    Claro que se existir uma montadora benevolente que aceite ter prejuízos para sempre ou que possa baixar seus preços sonegando impostos, o que você mencionou poderá ocorrer: a diminuição da demanda acarretar redução de preços.

    Temos que ter em mente que os preços dos carros no Brasil já estão com a mínima margem possível. O lucro já é menor do que se paga em impostos, como vc bem analisou.

    E gente mais "de esquerda" gosta de dizer que as montadoras têm algo contra o Brasil. É, todas as montadoras do mundo praticam preços normais no mundo todo, mas possuem uma certa raiva do Brasil por sermos pentacampeões do mundo, deve ser por isso que os preços são altos por aqui. O fato da energia elétrica ser a mais cara do mundo, o aço ser 40% mais caro por aqui, os impostos seres absurdos e as leis laborais serem ridículas não devem pesar em absolutamente nada mesmo.
  • Leandro  07/01/2012 11:08
    Não entendi absolutamente nada da sua crítica, prezado Marc. Não entendi de onde você tirou que eu critico o lucro, não entendi de onde você tirou que eu sou contra o lucro (curiosamente, nossos críticos dizem que um de nossos pecados é justamente o de "endeusar" a busca pelo lucro), não entendi de onde você tirou que eu disse que as montadoras devem ser benevolentes e aceitar ter prejuízos e não entendi de onde você tirou que "os preços dos carros no Brasil já estão com a mínima margem possível". O presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, discorda de você: "Por que baixar o preço se o consumidor paga?", disse o executivo.

    A única parte que você disse corretamente foi quando fez a ironia de que "O fato da energia elétrica ser a mais cara do mundo, o aço ser 40% mais caro por aqui, os impostos seres absurdos e as leis laborais serem ridículas não devem pesar em absolutamente nada mesmo". Sim, e isso foi abordado. Só que, pela lógica, custos operacionais não geram altas margens de lucro. Muito pelo contrário, aliás. Custos operacionais altos tendem a reduzir as margens de lucro. Exceto, pelo visto, para o setor automotivo no Brasil, amplamente protegido pelo governo. Aqui, vale a lei estatal e não as leis de mercado.

    Por favor, pesquise mais sobre o assunto antes de palpitar utilizando meramente argumentos emocionais.

    Grande abraço!
  • Marc  08/01/2012 10:48
    Leandro, você afirmou:

    "Mas além dos impostos e do protecionismo, há também um terceiro fator que explica os altos preços dos automóveis no Brasil: a subjetividade dos consumidores. O preço de um carro no Brasil não depende apenas de custos de produção, impostos, investimentos e margens de lucro; depende também, e isso é algo bem acentuado no Brasil, de quanto o consumidor está disposto a pagar pelo produto."

    Quando as vendas do audi a3 produzido no Brasil começaram a cair, você sabe qual foi o procedimento da fábrica da Audi no Paraná, em 2006, Leandro? Será que foi a redução de preços?
    Não, ela parou a produção. Você poderia me explicar o porquê da queda na demanda não ter alterado preços, mas sim o encerramento definitivo das atividades da fábrica?


    "Por algum motivo — talvez histórico, talvez cultural —, o brasileiro sempre considerou carro um sinal de status. Quanto mais chique e caro, melhor ele acha que será avaliado o seu posicionamento social. Isso não é uma crítica, mas apenas uma constatação de um traço peculiar do brasileiro. Aqui, quando um indivíduo ascende socialmente, uma de suas primeiras providências é trocar de carro (isso vale tanto para porteiros quanto para jogadores de futebol). Ele está muito preocupado com o julgamento das outras pessoas. Quanto mais caro o carro, melhor ele pensa que será visto pelos outros. É aquele fenômeno conhecido como "novos ricos", que faz a alegria não só do mercado de automóveis, mas também do mercado de restaurantes chiques e do mercado imobiliário."

    Amigo, o brasileiro não é diferente de ninguém, reagimos a incentivos como todos os seres humanos sempre fazem. Se você lesse o "World in figures 2011", veria que os brasileiros, ao contrário do que afirma, compram muito menos carros (per capita) que a maior parte dos outros povos do planeta, inclusive em relação a muitos países considerados mais pobres que o Brasil. Este seu argumento simplesmente não está correto.

    "O presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, discorda de você: "Por que baixar o preço se o consumidor paga?", disse o executivo."

    É verdade, por que baixar o preço se o consumidor paga?, mas e se o consumidor deixar de pagar esses preços e passar a comprar ainda menos carros, o que aconterá? As montadoras vão reduzir preços? E os impostos, elas continuarão os pagando? E os encargos trabalhistas? E a luz elétrica?

    Para responder a isso basta olharmos para o passado e analisarmos como as montadoras se portaram quando a demanda caiu. As fábricas no Brasil seguem sempre um mesmo ritual quando isso ocorre, primeiro elas dão férias coletivas, depois tentam algum lobby com o Governo para frear ainda mais os já ridiculamente taxados importados, e se as vendas não voltam a crescer, sabe o que elas fazem? Elas reduzem os preços, Leandro? Não! Elas fecham as fábricas.

    "Custos operacionais altos tendem a reduzir as margens de lucro. Exceto, pelo visto, para o setor automotivo no Brasil, amplamente protegido pelo governo. Aqui, vale a lei estatal e não as leis de mercado."

    As margens de lucros, que já são baixas – segundo seus dados, a margem de lucro das montadoras é menor que a carga tributária paga, fenômeno raro no mundo, só vão cair mais quando houver maior concorrência com os importados. Este processo estava ocorrendo até o Mantega aumentar em 30% o IPI dos carros importados há alguns meses. O Governo fez isso porque as montadoras simplesmente estavam perdendo feio a concorrência e iriam começar a encerrar linhas de produção no Brasil.
    Como competir com uma montadora sul-coreana residente em uma economia altamente liberal e aberta? Não dá!
    Se as montadoras "brasileiras" praticassem preços normais, os mesmos dos EUA, por exemplo, elas seriam obrigadas a decretar falência, pois os encargos e o custo Brasil simplesmente não permitem um preço final enxuto. O Governo sabe disso, e as protege taxando os carros importados produzidos nessas economias muito mais competitivas em que a lei de mercado é a única lei admissível.

    "Por favor, pesquise mais sobre o assunto antes de palpitar utilizando meramente argumentos emocionais."
    Argumentos emocionais? Aponte um.
  • Leandro  08/01/2012 11:25
    Quer dizer então que, se a demanda cai, as fábricas automaticamente fecham?! Nada de reajuste de preços? É mais fácil e barato fechar tudo do que demitir e diminuir a produção?! Que empresariado perspicaz!

    Por outro lado, por essa sua mesma lógica, então a GM, a Ford, a Fiat, a VW, a Peugeot e a Citröen do Brasil realmente vivem em um mar de rosas. Devem ser as mais exitosas fábricas do capitalismo atual. Afinal, seguindo a sua lógica, se elas nunca fecharam é porque a demanda por seus carros aumenta ano após ano, sem absolutamente nenhum ano sendo pior que o anterior (afinal, como você disse, é impossível diminuir preços, pois a empresa quebra e fecha!).

    Portanto, a demanda por todos esses veículos não só é continuamente crescente, como também esse fenômeno vem acontecendo rigorosamente desde o primeiro ano de operação dessas fábricas! Não houve um só ano que a demanda tenha sido menor que a do ano anterior, né? Impressionante mesmo.

    Sobre a Audi no Brasil, procure a opinião da fonte:

    Peter Schwarzenbauer, membro do conselho diretor e responsável mundial por marketing e vendas da Audi, no entanto, não considera voltar a fabricar carros no Brasil. De 1999 a 2006, a Audi fabricava o A3 na planta de São José dos Pinhais (PR), onde a Volkswagen produz a família Fox.

    "Apesar do crescimento nas vendas, ainda é um volume muito baixo para sustentar uma fábrica. O Brasil, assim como a Índia, são mercados promissores, mas ainda em um nível de vendas pequeno", afirma Schwarzenbauer.

    O volume de vendas considerado pela marca como suficiente para discutir iniciar uma operação local é 100 mil carros por ano, como o que a Audi tem nos EUA.

    No Brasil, em 2010, a Audi vendeu 3.266 carros. Um crescimento de 61% na comparação com 2009.


    Parece que a Audi discorda de você. As vendas seguem aumentando, mas ainda a um volume muito pequeno para sustentar uma fábrica no Brasil. Ou seja, para quem quer vender 100 mil carros, de fato não se justifica criar uma fábrica para vender menos de 4 mil.

    Desenhando: a Audi não fechou as fábricas aqui porque houve uma queda nas vendas. Ela fechou porque percebeu que os retornos que vinha obtendo após vários anos de operação não estavam compensando o investimento. Queriam vender 100 mil carros mas não passaram dos 4 mil. Ora, é claro que com uma discrepância dessa a fábrica tinha de fechar mesmo, e não há reajuste de preços que corrija isso. O que houve foi claramente um problema de sobredimensionamento da estrutura produtiva. Mas você diz que ela fechou simplesmente porque as vendas caíram de um ano para o outro e não houve redução de preços...

    Entendeu agora o problema com o seu "raciocínio" econômico?

    Abraços!


    P.S.: Ah, sim, ficar repetindo meu nome a cada duas frases, com a clara intenção de reforçar o apelo de seus argumentos, é um artifício por si só emocional, típico de quem quer argumentar afetando superioridade, mas sem apresentar alguma lógica minimamente concreta.
  • Marc  09/01/2012 05:40
    É disso mesmo que estou falando, a demanda pelos carros da Audi estava baixa demais para manter a fábrica, ou seja, mesmo com as vendas crescendo não justificava para a Audi ter uma fábrica no Brasil. Imagine agora uma situação com tendência crônica de queda nas vendas, se tornaria ainda mais difíceil manter essa fábrica, não?

    Claro que as montadoras sempre tentam algumas coisas nos primeiros meses de prejuízo, como férias coletivas, mas não vão muito além disso, até porque não podem. Por lei, reduzir salários é algo proibido. Nossa economia é engessada por leis esquerdistas, o que não permite muita margem para erro.

    Você questiona:
    "Quer dizer então que, se a demanda cai, as fábricas automaticamente fecham?! Nada de reajuste de preços? É mais fácil e barato fechar tudo do que demitir e diminuir a produção?! Que empresariado perspicaz! "

    Leandro, você provavelmente não trabalha administrando empresas ou fábricas...
    A única alternativa viável para as montadoras de carros no Brasil, quando a demanda cai, é dar férias coletivas ou fazer lobby em Brasília.
    Você fala em "demitir"... Amigo, estamos no Brasil, demitir é caríssimo, ainda mais quando se tratam de montadoras com sindicatos altamente aparelhados pelo PT.
    Quando uma fábrica/montadora demite em massa, já não resta muito a ser feito, é questão de tempo para o fechamento.

    Sim, é mais barato fechar tudo do que reduzir preços, pois como já afirmei antes, os impostos, salários dos empregados, juros etc, dívidas, não cairão na mesma proporção que a demanda pelos carros da montadora cair. E reduzindo preços as contas não vão "fechar". A montadora entrará no vermelho.

    Para um estrangeiro é muito mais simples fechar a fábrica ou realocar a produção para um país mais viável "business friendly", como o México, por exemplo, do que manter toda uma estrutura ociosa por meses, com prejuízo. Ainda mais quando isso começa a desagradar os acionistas.
    Foi isso que ocorreu com a Audi no Brasil. Por quê a Audi não reduziu os preços para "bombar" as vendas? Ela poderia ter feito isso, não podia?

    E tenha certeza, estrangeiros fecham fábricas no Brasil ou realocam a produção para países vizinhos como uma facilidade fora do comum, não sentem o menor pingo de remorso ou "sentimento de pátria", até porque não são brasileiros.

    Não, uma redução na demanda por carros feitos no Brasil não reduzirão os preços dos mesmos, pelo simples motivo de que não há muita gordpura para queimar.

    Mas eu concordo que em uma situação de oligopólio/cartel é possível que a margem de lucro realmente atinja níveis bastante altos, mas ainda não é o caso do mercado de carros do Brasil. As montadoras ainda estão competindo por aqui. Quando isso ocorrer (oligopólio/cartel), o seu terceiro exemplo (do texto original) será algo possível.

    Abs,
  • Leandro  09/01/2012 07:08
    A única alternativa viável para as montadoras de carros no Brasil, quando a demanda cai, é dar férias coletivas ou fazer lobby em Brasília.

    Correto! E foi exatamente isso que eu disse em meu comentário anterior em resposta à sua afirmação de que a única solução plausível a uma queda na demanda é o fechamento total da empresa. Fico feliz em ver que você finalmente entendeu o problema.

    Sim, é mais barato fechar tudo do que reduzir preços, pois como já afirmei antes, os impostos, salários dos empregados, juros etc, dívidas, não cairão na mesma proporção que a demanda pelos carros da montadora cair.

    Aí já voltou a contradizer totalmente o que acabou de dizer no parágrafo imediatamente anterior. Sigo sem entender nada da sua lógica.

    Grande abraço!
  • Marc  11/01/2012 07:08
    Leandro, se você não entendeu aí o problema já não é meu. Não tem como ser mais claro do que isso.

    Repare bem como não há contradição alguma. Como você diz, "desenharei":

    "A única alternativa viável para as montadoras de carros no Brasil, quando a demanda cai, é dar férias coletivas ou fazer lobby em Brasília.

    (Caso isso não funcione e o Governo não atenda os anseios das Montadoras, e/ou as vendas não voltem a subir,)

    é sim mais barato fechar tudo do que reduzir preços, pois como já afirmei antes, os impostos, salários dos empregados, juros etc, dívidas, não cairão na mesma proporção que a demanda pelos carros da montadora cair."

    Li essa notícia hoje e lembrei de você:
    www.noticiasautomotivas.com.br/golf-vii-volkswagen-deve-trazer-nova-geracao-nos-proximos-tres-anos/

    O carro Golf já é produzido no Brasil e venda bastante (repare bem, vende bastante), e pelo que você diz, provavelmente com uma margem de lucro altíssima, pois bem, acontece que em 2013 a produção do Golf brasileiro se encerrará e os carros virão todos do México. Segue trecho da notícia:

    "A sétima geração do Golf será produzida no México para reduzir custos de produção, já que lá a mão de obra é 40% mais barata que no Brasil e, além disso, pode ser exportado para todo o continente através de acordos comerciais.
    Assim, o Golf VII chegará ao Brasil sem IPI maior e sem pagar os 35% de Imposto de Importação."

    Estranhíssimo, não é? Parece que a montadora vai abdicar da margem de lucro altíssima de produzir no Brasil. E o preço do Golf certamente vai cair, já que virá muito mais barato. Parece que a margem de lucro é ainda maior no México, não? E se a margem de lucro por lá é maior, porque os carros lá são tão mais baratos?

    As montadoras não têm nada contra o Brasil para cobrarem tão caro, não têm porque fazerem isso só com a gente, não existe essa "maldade". Não existe este "preconceito" com o país. É uma questão meramente econômica. Porque elas fariam isso só com o Brasil? Como questionei antes, será que é por sermos pentacampeões do mundo?

    Abs,
  • Leandro  11/01/2012 07:29
    Mais uma notícia que só confirma o meu raciocínio e, novamente, revoga o seu. Pela sua lógica, era pra VW estar fechando sua fábrica aqui no Brasil. Mas não. Resolveu cortar custos, exatamente a coisa certa a ser fazer e exatamente o que eu disse que as empresas fazem. Sigo sem entender qual o seu ponto (você até agora já deu 3 versoes diferentes e contraditórias).

    O principal problema é que você confunde montadora com padaria. Nenhuma montadora fecha só porque "teve um ano ruim" (ou, como você disse comicamente, "é mais barato fechar tudo do que reduzir preços"). Abrir uma fábrica é um investimento custoso, que leva anos para ser maturado, e não será apenas um "ano ruim" que fará com que uma fábrica feche suas portas. Muito mais prático do que fechar uma fábrica é sim cortar custos, exatamente o que a VW está fazendo e exatamente o que você negou ser a norma.

    A Audi não fechou sua fábrica no Brasil apenas porque "a demanda caiu e não compensava reduzir preços". Isso ocorre com padarias e não com montadoras. A Audi fechou porque, após vários anos de operação, constatou que todo o investimento realizado não estava dando o retorno imaginado e nem teria como dar. É isso o que faz com que grandes empresas fechem: o investimento de longo prazo não se traduz em retornos, pois estes foram sobrestimados. Aí realmente não há corte de custos que resolva a situação. Manter a fábrica operante significaria apenas ainda mais consumo de capital, sem nenhum retorno.

    E mantenho minha pergunta: qual montadora no Brasil fechou porque "teve um ano ruim"?

    Se você se recusa a aceitar essa lógica econômica, e quer seguir crendo que uma redução na demanda de um ano fecha toda uma fábrica, aí eu já nada posso fazer.

    Grande abraço e continue mandando notícias!


    P.S.: você disse "E o preço do Golf certamente vai cair, já que virá muito mais barato." Quer apostar quanto que não vai?
  • Marco Antônio  05/05/2016 00:03
    Vim de um futuro não muito distante só pra dizer. O golf VII ficou quase 30 mil reais mais caro. Abraços.
  • Heber  09/01/2012 07:49
    Cara vc tem que entender que esses preços são altos por causa do protecionismo!! não fosse isso os preços diminuiriam, ainda que praticados por outras empresas, no caso das atuais falirem ou fecharem fábricas.
  • Luciano  19/01/2012 11:08
    Mais uma reportagem da série "Preço dos carros no Brasil".

    www.noticiasautomotivas.com.br/indice-big-mac-ajuda-na-explicacao-do-alto-preco-cobrado-nos-carros-no-brasil/
  • Jerry  28/01/2012 21:52
    Leandro, o que você acha disso? Contra o Lucro Brasil: www.facebook.com/lucrobrasil?sk=info Abraço.
  • Leandro  28/01/2012 21:58
    A ideia não apenas é ridícula, como também essa turma está mirando no alvo errado. Atacam as empresas -- que se beneficiam de protecionismo --, mas dão passe livre para o governo, que é quem de fato protege as empresas e permite todo esse arranjo.

    Enquanto essa ignorância perdurar, tudo continuará exatamente como está -- ou seja, o governo continuará selecionando ganhadores e perdedores, ao mesmo tempo em que a se desvia de toda a culpa e promove a espoliação do cidadão.

    Se essa turma realmente quisesse produtos de qualidade a preços baixos, estariam defendendo o livre comércio e o livre mercado. Mas aparentemente não é isso o que querem.

    Abraços!
  • Abelardo  29/01/2012 04:19
    Concordo plenamente Leandro.

    Mas felizmente parece que o protecionismo não está dando muito certo. Você viu para quanto foi o preço do JAC?

    Era 37900 antes do aumento do imposto e agora está em 36900. Eu ri muito quando vi o comercial...haha..
  • anônimo  31/01/2012 09:53
    Oficialização da arbitrariedade:

    Terra: Governo anuncia lista de montadoras livres de IPI maior
    www1.folha.uol.com.br/mercado/1041839-governo-libera-18-montadoras-de-aumento-no-ipi.shtml

    UOL: Governo libera 18 montadoras de aumento no IPI
    invertia.terra.com.br/carros-motos/noticias/0,,OI5586885-EI19500,00-Governo+anuncia+lista+de+montadoras+livres+de+IPI+maior.html
  •   31/01/2012 10:12
    Esqueci de assinar
  • Alexandre M. R. Filho  31/01/2012 10:49
    Obviamente, o alto funcionalismo público andará de carro importado.\r
    \r
    Aqui na minha cidade, Juiz, Promotor e Prefeito andam de carro importado. E dos grandes.
  • Luciano  02/02/2012 06:35
    E a saga protecionista continua.

    México: déficit de US$1,7 bilhão faz a presidente Dilma romper acordo automotivo.

    www.noticiasautomotivas.com.br/mexico-deficit-de-us17-bilhao-faz-a-presidente-dilma-romper-acordo-automotivo/
  • Catarinense  02/02/2012 07:33
    A China proibiu indiretamente os meganavios da vale de aportarem por lá no começo da semana. Será que foi uma retaliação?

    portosenavios.com.br/site/noticias-do-dia/portos-e-logistica/13924-china-proibe-entrada-de-meganavios-da-vale
  • Glauco  08/03/2012 10:49
    Somos tão exibicionistas!

    Mas vamos imaginar um mundo onde os carros são todos de qualidade.
    Nesse mundo sempre haverá espaço para o exibicionismo.

    A verdade:

    Em todas as realidades mundiais existem os carros populares (que são os carros caros queridos pelos brasileiros) e os carros realmente caros (que pelas políticas protecionistas são quase impossíveis mesmo)

    Brasil:

    Os carros populares do Brasil são carroças. São de papel. Não tem segurança. Não tem forma. Não tem beleza. Não tem conforto.

    Os carros aceitos como de luxo são os carros populares dos americanos.

    Isso não invalida que na Inglaterra ou na Itália ninguém possa se impressionar ao ver uma Lotus de vez em quando. Pq isso sim é carro de rico.



    Nos acostumamos a comprar Celtas, Gols, Unos, Prismas, Fox... E não sabemos imaginar um mundo onde esses carros citados fossem abolidos e os porteiros pudessem comprar um corola usado. Temos, ao mesmo tempo, dificuldade de nos imaginar num Volvo. Ou mesmo nos exibindo numa lamborghini, por que não?

    Como disse: sempre há espaço para se mostrar na sociedade, mas temos medo de merecer coisas boas. Será que vamos sempre achar que nosso povo não merece aquele bom tapete vermelho?

    Sugiro compormos um abaixo assinado para pressionar o governo contra o protecionismo exagerado... Não é pecado!
  • RLWein  12/03/2012 09:41
    Vocês querem saber o porque dos carros serem tão caros no Brasil? Querem a verdade?

    Tá bom:

    - "É porquê nós aceitamos pagar o preço, entendem? Não só aceitamos como ainda rimos disso!"


    1) Aceitamos o preço de assinar aquele carnê de 80 prestações, sendo que cada prestação aniquila as vezes 40% do salário mensal do indivíduo. Grande parte desse dinheiro que o indivíduo paga (que não é dinheiro de verdade, mas dinheiro "virtual" chamado pomposamente de "financiamento") vai para pagar o bandido do ponto 2, abaixo, dono do banco que libera o financiamento.

    2) Aceitamos o preço em votar em bandidos que ganham propinas das montadoras para manter a legislação protecionista as próprias montadoras.

    3) Aceitamos o preço de uma legislação que onera a capacidade produtiva em mais de 100% em muitos casos(ICMS, IPI, PIS, COFINS, IR, etc, etc, etc), enriquecendo até a bisavó morta do bandido em que votamos no ponto 2, acima.

    4) E por último, aceitamos o preço que as montadoras quiserem colocar, sem reclamar. Aliás, não só reclamamos, como agradecemos! Agradecemos continuando a votar no bandido do ponto 2, acima, e a pedir dinheiro emprestado pra ele para comprar um "carro novo".

    Desculpem a ironia, mas Brasil é isso!


    Inté+


  • Jose Roberto  29/03/2012 07:49
    Mais um episódio dessa novela...

    "Pontuação vai definir IPI por montadora"

    "O critério principal para ganhar pontos será o conteúdo nacional, pois o objetivo central do regime é estimular investimentos das montadoras, em especial as da Ásia. Desde dezembro, carros importados pagam 30 pontos percentuais a mais de IPI.

    O desconto pode chegar a 100% dependendo da pontuação, mas, para não pagar nenhum IPI, a montadora terá de acumular muitos pontos, uma hipótese remota."

    www1.folha.uol.com.br/mercado/1068674-pontuacao-vai-definir-ipi-por-montadora.shtml
  • Luis Almeida  29/03/2012 07:57
    Virgem Santíssima! Este governo não vai sossegar até que voltemos a andar de jegue -- puxando carroças feitas de madeira nacional, por favor.
  • Jose Roberto  29/03/2012 08:30
    Maravilha ein!

    Agora não posso mais contratar um serviço de acupuntura...

    noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/estado/2012/03/28/acupuntura-somente-podera-ser-exercida-por-medicos.jhtm
  • João  09/06/2012 23:04
    Não vou entrar nessa disputa entre quem sabe e quem não sabe sobre economia (como se economia fosse uma ciência lógica, não é: quem adivinharia o 11 de setembro que parou o Porto de Santos por meses).

    Somente quero dizer que o Estado precisa de impostos para sobreviver. O tamanho do Estado, se mínimo (cf. Adam Smith), ou intervencionista (cf. Lord Keynes) é outra discussão.

    O que quero dizer é que se todos os produtos que consumimos fossem importados, sem impostos (o tal livre-mercado) não teríamos nem um policial na rua, muito menos um semáforo funcionando.

    Só para terminar: o que digo é que a economia é política sim! Digam-me um país que pratica o livre-mercado, na forma como os discípulos do Smith, Friedman, Mises, Hayek propugnam. O liberalismo puro é tão dogmático quando o comunismo soviético. O resto, como diria um engenheiro-economista-fujão: é tro-lo-ló.

  • Hay  10/06/2012 08:56
    Ué, você confunde economia com, sei lá, astrologia, tarô, búzios ou algo semelhante. Economia não prevê tudo, é óbvio. Só na su cabeça alguém disse isso um dia.

    Na sua mente estranha, você imagina que, se tudo fosse importado, não teríam impostos e, portanto, não teríamos policiais ou semáforos. Isso porque, é claro, esses serviços só podem ser fornecidos pelo estado. É uma forma bastante curiosa de se enxergar as coisas, uma espécie de forma Poliana de argumentação: se as coisas acontecem dessa maneira, é porque ela é a melhor maneira possível.

    Já sobre o seu pedido por exemplos de países que praticam o livre-mercado: o liberalismo existiu em um estado mais puro no passado, num país que não tinha nada, e cresceu muito também porque não herdou uma estrutura de estado bastante arcaica e que favorecia somente um punhado de nobres. Acho que ele continuou muito pobre. Deixem-me lembrar do nome desse país... ah, sim, um tal de EUA.

  • Camarada Friedman  10/06/2012 11:27
    João, você é só mais um charlatão que não sabe do que fala. Pedir humildade pra gente que "sabe tudo" é chato e nunca funciona. Então cria vergonha na cara e clique aqui



    O que quero dizer é que se todos os produtos que consumimos fossem importados, sem impostos (o tal livre-mercado) não teríamos nem um policial na rua, muito menos um semáforo funcionando.


    rsrsrsrs...
  • Daniel Marchi  13/08/2012 07:51
    Forbes dando uma zoada nos brasileiros. Acertou na mosca.

    Brazil's Ridiculous $80,000 Jeep Grand Cherokee
    www.forbes.com/sites/kenrapoza/2012/08/11/brazils-ridiculous-80000-jeep-grand-cherokee/

    "There is no reason other than massive taxation of more than 50 percent and consumer naivete that thinks paying the sticker price of a BMW X5 is the same value as buying a Cherokee. Sorry, Brazukas…there is no status in a Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand or Dodge Durango. Don't be fooled by the sticker price. You're definitely getting ripped off."
  • Leandro  13/08/2012 08:10
    Na mosca mesmo.

    Quando publiquei este artigo comentando este fenômeno comportamental dos brasileiros, que veem no carro um sinal de status, fui xingado copiosamente (basta ver alguns comentários, dizendo que isso era complexo de vira-lata). Não entendo onde está a controvérsia em dizer que três fatores explicam os preços dos carros no Brasil: carga tributária, protecionismo e o fenômeno brasileiro dos emergentes, um pessoal que não sabe bem o que comprar mas acha que está comprando bem porque está pagando caro.
  • Omiya  04/09/2012 10:25
    São essas pessoas que compram, ou querem comprar, os carros pelos status!!!
  • Omiya  04/09/2012 10:26
    E para que os brasileiros querem andar de cerro importado, quase todos?
  • Tiago RC  29/09/2012 10:21
  • bernardo  29/09/2012 10:41
    Eu acredito que todos esses 3 fatores são verdade, porem eu daria mais peso ao protecionismo, porque ele de fato impossibilita alguem de comprar um carro importadado, mesmo aquelas pessoas que não ligam para o status que o carro traz não podem comprar a um preço acessível, se os carros chineses pudessem chegar aqui a um preço decente, as montadoras nacionais teriam que diminuir os preços ou ao menos, as pessoas que não compram carros por status, poderiam pagar menos.
  • osmar  13/10/2012 18:31
    Bem tem coisas que não tem explicação.
    Se a montadora vende um carro por 20.300(honda city)este é o valor fabricado com lucro, suponhamos que o lucro seja de 2.000, logo o custo de fabricação é de 18.300. então a carga tributaria é de 200%,só assim chegaremos nos 56.000.
    tem coisas que não tem explicação, quanto mais você explica mais você se perde.
    No brasil montadora é caso de policia, de quadrilha, tambem tem os trouxas pra dar dinheiro. Basta ficarmos 1 ano sem comprar carro para os preços se ajustarem, os impostos são a desculpa.
    O lucro no brasil é uma coisa monstruosa assim como os impostos.
    olhem os bancos juros e taxas absurdas,no mundo inteiro taxa de lucro dos bancos é X, no brasil é 10X+Y,mas a desculpa dos bancos são os impostos e tenho dito.

    PS: Se o governo retirasse todos os impostos a honda iria vender o carro por 20.300?
  • Gunnar  17/07/2014 12:55
    Não existe lucro abusivo. Já foi repetido diversas vezes nessa área de comentários: qualquer empresário em qualquer negócio sempre cobrará o maior lucro possível. O limite é a disposição do consumidor em pagar. Isso, por sua vez, está ligado a fatores subjetivos por parte dos consumidores (propensão ao gasto, ao endividamento, demanda por status, etc), e à concorrência. Em outros países as montadoras não conseguem repassar preços maiores simplesmente porque se o fizerem, os consumidores deixarão de comprar e procurarão o concorrente. Respondendo sua pergunta: se os impostos sumissem e o mercado continuasse protegido e regulado pelo governo, ou seja, cartelizado, não haveria motivo nenhum para baixar o preço de venda, visto que os consumidores continuariam pagando, por falta de alternativa. Na situação inversa, ou seja, se o governo mantivesse os impostos, mas retirasse o protecionismo e a regulação, quem sucumbiria seriam as montadoras nacionais, por não conseguir concorrer com os importados (o preço de venda não seria o suficiente para pagar os custos de produção mais os impostos mais uma margem de lucro suficiente para valer o risco da operação). Não tem jeito. O governo precisa tirar a mão em todos os aspectos. Desregular o mercado, acabar com medidas protecionistas internas (linhas de crédito especiais, regimes tributários privilegiados, etc) e externas (imposto de importação), com as regulações (regras sobre participação de matéria-prima nacional, obrigatoriedade de itens, etc) e com os impostos. Ganham os consumidores em preço, quantidade e qualidade, ganham todos os outros concorrentes, mais eficientes, e ganha o mercado como um todo (empregos, crescimento econômico, etc). Os únicos que perdem nesse cenário são justamente as poucas montadoras oligopolizadas (cartelizadas) que estão sentadas à mesa do rei, e o próprio rei.
  • Fernando  23/10/2012 14:36
    "Preço de fábrica: R$ 20.300"

    Será que o autor não calculou que esses 20.300 JÁ possui margem da montadora?

    E depois de todos os impostos foi colocado MAIS margem ainda?


    Sim, o governo tem culpa (lógico que tem), e sim, as montadoras são gananciosas.

    Porém, concordo totalmente com o fato de que carro no Brasil é caro porque há compradores. Simples.
  • Luis Almeida  24/10/2012 06:35
    Prezado Fernando, e você não é ganancioso? Aceita trabalhar de graça ou, pelo menos, em troca de um valor que lhe permita comer apenas o básico? Sim, porque qualquer valor além disse configura "ganância".

    Largue mão de clichês, rapaz, todo mundo é ganancioso. E ainda bem. Sem ganância, não haveria produção e oferta de bens e serviços.

    Ademais, você deve ter pulado este trecho do texto:

    "Qualquer empresa -- seja uma montadora de automóveis ou uma padaria -- vai cobrar para os seus produtos o maior preço que puder, que seja consistente com o maior lucro possível. Duas coisas colocarão um teto nesse preço máximo: a concorrência e a disposição dos consumidores em aceitar os preços praticados (fenômeno esse chamado de 'valoração subjetiva dos consumidores'). "
  • R. Karnoski  01/11/2012 12:00
    Excelente artigo Leonardo, parabéns!
  • AR  13/12/2012 23:48
    Os espaços entre palavras sumiram em vários lugares ao longo de todo o texto.
    Pode ser devido à manutenção, então fica o aviso aos administradores, e também aos leitores que vierem para este artigo.
  • Leandro  14/12/2012 00:23
    Isso aconteceu em quase todos os artigos após a reformulação de hoje. Vamos ter de trabalhar nisso. Pedimos compreensão aos leitores.

    Abraços!
  • FABIO  14/12/2012 19:35
    os esquerdistas de plantão estão fogueteando que a BMW,Land Rover e industrias chinesas e asiáticas vem ao Brasil.E para enfiar uma cereja no bolo,o governo quer obrigar os carros nacionais de terem de serie air bag e abs de fabrica e esta inventando incentivos e etc para a fabrica instalada no Brasil investir em tecnologia.
    Mais vamos observar os fatos:

    Audi: Como comentado aqui,fechou as portas por ter demanda insuficiente para manter a fabrica.
    Porem temos que nos atentar que esses carros vem com motor 2.0/abs/airbag e td que um carro de qualidade precisa ter,e mesmo com a fabrica no Brasil,não teve demanda.

    Chrysler: Também do Parana,fabricava caminhonetes super modernas e atuais para a época,até hoje ela tem um desenho moderno,bem mais que as nacionais no mercado.
    Resultado: Fechou a fabrica e todas as autorizadas por causa da baixa demanda,e logicamente,pagou uma fortuna em multas e direitos para sair do Brasil.

    Mercedes Bens automóveis: Fabricante do Classe A,um carro super moderno para a época,famoso no mundo inteiro no teste do alce.
    Mesmo assim,sua demanda foi tão fraca que a Mercedes parou a fabricação do Classe A e hoje a Mercedes automóveis do Brasil para não fechar e desagradar o governo,que a ajuda em sua fabrica de caminhões,mantem uma pequena linha de montagem apenas para os Mercedes Classe C somente para exportação.

    Com isso concluímos que,pagamos caro demais em nossos carros por causa de nossa economia fechada e excesso de impostos.
    Não adianta nada o governo baixar os impostos somente dos carros,se o mesmo governo não fizer nada com as peças,pois as peças oneram e muito no custo do carro,se o governo começar a fazer muitas exigências a industria nacional,o preço ira subir mais e muita industria ira sair do Brasil,,o que eu acredito que não seja impossível nos dias de hoje.

    Leandro

    Que tal fazer um artigo sobre essa lei de incentivos da industria e da obrigatoriedade do airbag e abs de serie.
    Um grande abraço..
  • Leandro  14/12/2012 21:45
    "Apesar" de todas as medidas protecionistas do governo, bem como a redução de juros e a diminuição do IPI, a produção de veículos este ano será menor que a do ano passado.

    Óbvio. Os gênios do governo não levaram em consideração que as tarifas protecionistas encareceriam a importação de bens de capital, o que encareceu a produção de automóveis, uma vez que as montadoras tiveram de recorrer a fornecedores nacionais. Também não se deram conta de que juros baixos e redução do IPI não são substitutos para uma população altamente endividada e com recorde de inadimplência.
  • andré  31/12/2012 17:04
    Leandro, o argumento do hábito dos brasileiros não me parece muito lógico. Porque mesmo querendo comprar mais há sempre uma concorrencia entre as montadoras, de forma que se uma for relaxar nas vendas pra lucrar muito, a outra irá vender mais barato e pegar os consumidores da que relaxou. Podia comentar sobre isso?
    abraço
  • Leandro  31/12/2012 18:00
    Esse seu raciocínio só é válido para mercados abertos, grandes e genuinamente competitivos, justamente o contrário do que ocorre no Brasil.

    Aqui no Brasil, este seu raciocínio não se aplica por vários motivos.

    Para começar, as tarifas de importação chegam a encarecer um carro estrangeiro em até 340%. Não há nenhuma concorrência possível num cenário assim. Portanto, a concorrência de estrangeiros já está abolida. O mercado está fechado apenas para os nacionais. Logo, parte desse seu raciocínio já se foi.

    Não bastasse isso, o próprio governo se encarrega de restringir ao máximo a concorrência nacional por meio de seu regime tributário. Um sujeito que tem um carro 1.0 dificilmente poderá ascender para um 2.0 porque o IPI deste é muito maior. Ao praticar essa discriminação tributária, o governo faz com que a (já pequena) concorrência entre as montadoras seja ainda menor e muito mais concentrada por segmentos. As montadoras possuem clientes cativos de acordo com a cilindrada dos motores. Isso faz com que seja praticamente impossível a montadora A, que quer aumentar suas vendas de carros 2.0, roubar clientes da montadora B, que possui seu grande filão nos carros 1.0.

    O regime tributário faz com que sair de um carro 1.0 para um 2.0 gere um salto gigantesco no preço final do carro. O governo praticamente proíbe essa migração para os mais pobres. Neste quesito, o governo brasileiro é um dos mais preconceituosos do mundo: aos ricos, carros bem motorizados; aos pobres, motorzinho de dentista.

    Não há concorrência de preços possível em um cenário assim.

    Logo, a real concorrência no setor automotivo no Brasil se dá por meio da inclusão de opcionais (ar condicionado e direção hidráulica) e por "benefícios" nas compras, como financiamento alongado em até 99 parcelas. Dado que está cheio de trouxas se endividando aos tubos para pagar 99 prestações em um Gol 1.0, tudo isso que falei sobre o hábito dos brasileiros não apenas é extremamente lógico, como é também verificável empiricamente. Um pobre que realmente queira comprar um carro "mais chique" terá de penhorar até suas roupas íntimas para garantir as prestações de seu novo carro. Não é a toa que foi este o segmento que apresentou recorde de inadimplência em 2012.

    Quem acha que o mercado automotivo brasileiro é normal, não tem a mais mínima ideia de como funciona o mercado automotivo não apenas nos EUA, como também na Europa. Um carro "pelado" europeu tem como itens de série ar condicionado, direção hidráulica, airbag, motor de 1,4 litro (no mínimo) e computador de bordo. Adicionalmente, torque, potência máxima e consumo são melhores lá (para motores idênticos) por causa da gasolina de melhor qualidade (de maior octanagem e de menor adição de álcool).

    Após décadas de protecionismo (o qual arrefeceu no final de 1994, apenas para voltar com tudo em 1995, e com ainda mais força agora) e de nacionalismo, era inevitável que nosso mercado automotivo fosse este lixo ilógico e único no mundo.

    Abraços!
  • Lucas Amaro  19/01/2013 01:44
    Leandro, como está a situação do protecionismo em relação ao Mercosul e o México?

    Digo isso pois li uma matéria a respeito da quantidade de veículos importados em proporção à quantia total de veículos: 1 a cada 4. Segundo a reportagem, dos 10 mais vendidos, apenas o nono colocado Hyundai i30 não se beneficia de uma isenção do Imposto de Importação e do IPI adicional. Com esse corte de imposto para um importado, isso seria uma suposta abertura de mercado, correto? Se sim, como os preços se manteriam em patamar ainda alto?


    Para te facilitar, aqui vai o link: www.autoinforme.com.br/m5.asp?cod_noticia=849&cod_pagina=381#
  • Leandro  19/01/2013 02:55
    Prezado Lucas, confesso que não entendi sua dúvida, uma vez que a notícia confirma exatamente o que é dito no presente artigo. Dentre os carros importados mais vendidos, praticamente todos (com a exceção de um, o Hyundai I30, que é um coreano conhecido por sua alta liquidez na revenda) são carros do Mercosul ou do México trazidos por montadoras que têm fábricas no Brasil. Tendo elas fábricas no Brasil, não faria nenhum sentido elas próprias reduzirem seus preços.

    Os preços cairiam a partir do momento em que você pudesse abrir uma importadora para importar os carros que quiser, de qualquer parte do mundo, sem tarifas de importação. GM, Ford, Fiat, VW, Toyota e Nissan (Renault) trazerem seus carros fabricados no México ou na Argentina não muda nada. Isso não é concorrência externa. São os mesmos players trazendo produtos que eles próprios fabricaram em outro lugar. Concorrência externa só surge quando eu tiver a liberdade de importar o carro que eu quiser sem tarifas (ou, pelo menos, a tarifas baixas).
  • Lucas Amaro  20/01/2013 17:22
    Entendi, deixei passar desapercebido o fato dos mais vendidos serem justamente das montadoras com fábricas no Brasil pois me atentei demais ao local de fabricação.
  • Hernandez Vedovatto  23/01/2013 01:29
    Para acrescentar o fato de que é praticamente impossível demitir funcionários das montadoras, hoje mesmo os funcionários da GM fecharam a dutra pra reinvidicar a possível demissão de 1500 funcionários que estavam a 6 meses em casa coçando os bicho de pé, comendo e bebendo com o salário que a montadora pagava sem eles trabalharem. Como é possível ter um carro barato num país assim??? Funcionário públicos privados.. hahahah... só no Brasil mesmo...

  • Leonardo Miranda  15/03/2013 05:19
    Leandro, a "paixão" brasileira por carros é mais facilmente explicada pelo péssimo sistema de transporte público. Quem pode, prefere passar 3h sentado num carro com ar condicionado do que ir 1h em pé e espremido num ônibus. Qualquer povo ama carro, mas o Brasil reúne os elementos renda + grandes deslocamentos + transporte coletivo péssimo + clima desagradável (muito quente) que torna os carros muito mais preferíveis do que um ônibus ou metrô.
  • Eleno  15/03/2013 09:27
    Leonardo, concordo com você quanto ao transporte público ruim gerar demanda por carros. Mas concordo com aqueles que dizem não fazer sentido tal demanda por carros ocorrer na forma de carros mais luxuosos.

    Quem realmente quer trocar ônibus por um carro com ar condicionado se satisfaz com um gol 1.0 usado. Mas não é isso que a gente vê ocorrendo. Há outros fatores que não podem ser ignorados, e não vejo polêmica alguma em dizer que o status é um destes fatores.
  • Leonardo Miranda  15/03/2013 21:34
    Ah, a demanda por carros mais luxuosos não tem a ver com isso diretamente, mas é uma consequência. Como você disse, é status, é querer se destacar, mostrar dinheiro etc. Por exemplo, acontece o mesmo com tênis, relógios, roupas. Só apontei que o problema não é só status. Abraços.
  • anônimo  24/02/2014 15:54
    23.02.2014 - 18:18
    Senado quer veículos mais baratos

    Debate desta terça-feira prevê encontrar medidas para diminuir os altos valores cobrados no Brasil

    www.estadao.com.br/jornal-do-carro/noticias/mercado,senado-quer-veiculos-mais-baratos,17466,0.htm
  • Henrique  19/05/2014 15:30
    Não li todos os comentários, peço desculpas se esse questionamento já foi respondido.

    Dado o trânsito já caótico que vigora em todas as cidades de grande e médio porte do país, não seria ainda pior que o preço dos automóveis baixasse? Os congestionamentos já quilométricos não seriam ainda maiores? Isso não acarretaria em mais custos logísticos para todas as demais mercadorias?

    Grato.
  • Tiago RC  19/05/2014 16:16
    O trânsito é caótico porque as redes de transporte são um monopólio estatal. A produção de carros, por mais regulamentada e aleijada que seja pelo estado, ainda tem algum resquício de livre mercado (há um pouco de concorrência, formação de preços etc).
    No caso das ruas, é um monopólio completo, e o serviço é ofertado "gratuitamente" - você não paga ao utilizá-lo, você paga via impostos.
    Receita perfeita para desequilíbrios.

    Dito isso, a prática de uma injustiça não é justificativa para continuar praticando outra.
  • Henrique  19/05/2014 16:48
    (Comentário extra só pra acompanhar via e-mail caso alguém responda)
  • Henrique  19/05/2014 17:14
    Concordo, Tiago.

    Mas eu ainda vejo um problema cultural no país: "andar de ônibus é feio".

    Mesmo que se desregule ambos os setores, as pessoas ainda iriam preferir carros, justamente porque os carros ficariam mais baratos e o transporte público mais caro (sim, o brasileiro comum REALMENTE acha que paga só R$ 3 [como aqui em Campinas] pela passagem de ônibus).

    Seria um caos.
  • Fabio  22/05/2014 13:46
    Concordo, Tiago.

    Mas eu ainda vejo um problema cultural no país: "andar de ônibus é feio".

    Mesmo que se desregule ambos os setores, as pessoas ainda iriam preferir carros, justamente porque os carros ficariam mais baratos e o transporte público mais caro (sim, o brasileiro comum REALMENTE acha que paga só R$ 3 [como aqui em Campinas] pela passagem de ônibus).

    Seria um caos.


    E vc acha errado as pessoas preferirem carro ao ônibus?
    Em minha opinião,só pessoas inseguras(para não falar o portugues bem claro) preferem o onibus por puro medinho de dirigir,e em caso de um livre mercado de verdade,com certeza aparecera alguem para fornecer serviço de transporte para esse tipo de pessoa a um preço acessivel. Não precisa de uma regulamentação para existir transporte.
  • Henrique  22/05/2014 14:48
    Não estou defendendo a necessidade de regulamentações, longe disso. Elas não deveriam ter existido desde o começo.

    A questão é que quanto mais regulações, mais difícil se torna livrar-se delas depois.

    Eu realmente não vejo esse tipo de coisa acontecendo no Brasil. Seria suicídio político.

    Infelizmente, não tem pra onde correr =/
  • Antonio  26/05/2014 15:01
    Saudações cordiais. Sou iniciante no mundo libertário. Tenho 39 anos. Infelizmente só agora, me deparei com a escola austríaca. Estou tomando consciência aos poucos, para tentar sair da Matrix. Mas ainda não estou convencido da ausência total do estado ou mesmo de um estado mínimo e ausente de regulamentações.
    Tenho uma dúvida que envolve o caso da Gurgel. Se alguém puder me esclarecer estarei agradecido.
    Sempre me falaram que a Gurgel quebrou por conta das multinacionais automobilísticas. Segundo fui informado, estes literalmente impediram que fornecedores continuassem a vender para a Gurgel, ameaçando não realizarem mais compras deles. Dado que a quantidade de fornecedores era pequena, a Gurgel ficou em xeque.
    Para o meu modo de encarar a vida isto foi totalmente criminoso e anti-ético. Além disso estas montadoras receberam benefícios vultuosos do Estado Brasileiro, enquanto este virou as costas para a Gurgel.
    Daí vem meu questionamento:
    Quem neste caso defenderia e usaria de justiça para com os donos da Gurgel?
    No jogo de hoje muito dinheiro significa muito poder. Enfrentar grupos poderosos é praticamente impossível para quem é pequeno.
    Não seria o liberalismo/libertarianismo um capitalismo sem moral?

    Em uma visão libertária, estes prejuízos causados não deveriam ser reparados?

  • Carlos Garcia  26/05/2014 15:34
    Você mesmo deu a resposta: "montadoras receberam benefícios vultuosos do Estado Brasileiro".

    Qual a montadora que consegue ganhar dinheiro ao não vender seu produto? Não foi a falta de um agente promotor de justiça que causou o problema, foi a presença de um agente capaz de mandar e desmandar no mercado, o Estado.
  • Antonio  27/05/2014 14:29
    Prezado Carlos, agradeço as ponderações.

    O Estado foi um dos problemas.
    Mas e o caso dos fornecedores? Quem iria ser o árbitro da questão?
    Posto que os fornecedores ficaram com medo de perder os contratos com as montadoras multinacionais e deixaram de fornecer para a Gurgel.
    Me parece que mercado livre só existe com ética/moral. Ora, considerando a sociedade relativista em que vivemos hoje, em que a moral é relativa, como resolver esta questão?
  • Andre Cavalcante  17/07/2014 14:43
    Antônio,

    Não entendi qual é realmente a sua questão. Olha aqui que você respondeu ao Carlos: "Mas e o caso dos fornecedores? Quem iria ser o árbitro da questão? Posto que os fornecedores ficaram com medo de perder os contratos com as montadoras multinacionais e deixaram de fornecer para a Gurgel. "

    Como se não fosse você que tivesse já dado o motivo de tal fato ter acontecido: "Dado que a quantidade de fornecedores era pequena, a Gurgel ficou em xeque."

    E, para toda essa questão só há um culpado, que o Carlos já havia indicado: "Qual a montadora que consegue ganhar dinheiro ao não vender seu produto? Não foi a falta de um agente promotor de justiça que causou o problema, foi a presença de um agente capaz de mandar e desmandar no mercado, o Estado."

    Resumindo: se a Gurgel pudesse comprar de fornecedores de qualquer parte do mundo de forma fácil e barata, teria alternativas aos fornecedores das ditas "multinacionais". Logo, não é uma questão de ética das montadoras e fornecedores de peças, é uma questão de ética do governo que protege quem ele quer. No caso particular, me parece que a Gurgel não tinha um lobby forte junto ao governo, senão seria ela a beneficiada, certo?
  • Leandro  17/07/2014 14:58
    Sobre a Gurgel, a coisa é ainda mais interessante.

    No dia 27 de junho de 1990, o governo publicou o decreto 99.349, que reduziu o IPI dos veículos até 1.000 cm³ para 20%.

    Até então, automóveis pagavam de 37% a 42% de IPI, à exceção dos "veículos automotores movidos por motor de dois cilindros no máximo e de cilindrada inferior a 800 cm³, sendo o veículo de comprimento inferior a 320 cm e peso em ordem de marcha inferior a 650 kg", que pagavam 5%, categoria em que apenas o Gurgel BR800 se encaixava, pois havia sido feita sob medida para ele. Na prática, era uma forma de incentivar a Gurgel e seu projeto nacional.

    Pelo citado decreto 99.349, a alíquota do carro com motor de até 1.000 cm³ era reduzida de 37% para 20%, o que acabou prejudicando o BR800: O art 3º dizia "Revogam-se as disposições em contrário".

    Isto significava que a "categoria BR800" de IPI estava extinta: Ele passaria a pagar 20% de IPI, como todo carro até 1.000 cm³.

    Só havia um problema: à exceção do Gurgel BR800, não havia nenhum carro nacional com motor de menos de 1.000 cm³.

    Menos de dois meses depois, a Fiat lançou o Uno Mille, em agosto de 1990. Não há nenhuma prova de que isto tenha acontecido, mas pode-se suspeitar fortemente que o "decreto do carro 1000" tenha sido encomendado pela Fiat a Collor, pois dois meses é um tempo muito curto para se desenvolver uma alteração num carro e colocá-lo no mercado. Mas também é possível que o Mille já estivesse sendo gestado e que por isso a Fiat sugeriu ao governo que desse o incentivo para carros abaixo de 1.000 cm³, uma vez que seus concorrentes levaram mais de um ano e meio para começarem a aparecer. O Chevette Junior, primeiro dos concorrentes a chegar, só seria lançado em março de 1992.
  • Antonio  20/08/2014 18:13
    Obrigado Leandro, André e Carlos que responderam aos questionamentos.
  • Hay  18/07/2014 12:14
    Para quem quiser entender o porquê de o Brasil vender tantos carros 1.0: autoentusiastas.com.br/2012/04/10-uma-aberracao-tributaria/1,0, UMA ABERRAÇÃO TRIBUTÁRIA[/link]
  • André Candau  20/08/2014 16:29
    A questão é puramente cultural, o brasileiro acha chique ter carro, mas é só fazer umas continhas que descobrimos que para a grande maioria das pessoas ter carro é burro, vejamos:
    Carro R$ 50.000,00
    Seguro + IPVA 10% (média) R$ 5.000,00
    Desvalorização 1º ano 17% (média) R$ 8.500,00
    Só aqui temos R$ 13.500,00 faltam ainda: combustível, manutenção, estacionamento, multas, pedágios, etc.
    Com esse dinheiro você anda de TAXI o ano inteiro, e se for MUITO necessário alugue um carro.
  • Felipe  29/10/2014 15:32
    leandro,

    Quanto ao alto lucro me deixa uma certa dúvida, pois Mises argumentar que na dinâmica do mercado não poderia haver altos lucros por muito tempo caso não haja nenhuma barreira protegendo as atuais indústrias.

    Eu sei que você argumenta do protecionismo, mas internamente, se o lucro é tão certo por que não mais empresas atuando aqui?

    Não deveria se levar em conta o custo brasil: altos encargos trabalhistas, alta burocracia, altos custo para levantar capital, e etc. Todo isso tornando mais díficil criar uma indústria de automovel
  • Leandro  29/10/2014 16:16
    Mas é exatamente isso o que vem acontecendo. A BMW, por exemplo, acabou de se instalar em Santa Catarina (recebendo fartos subsídios do BNDES, é claro).

    Várias empresas anunciaram que viriam para cá após o governo, em 2011, ter elevado para 35% as tarifas de importação de carros. Óbvio: com os portos fechados, qualquer idiota que venha para cá vender carros terá um mercado cativo, para o qual poderão vender a preços altos, sem nenhum perigo de concorrência externa.

    O governo fechou o mercado às importações, o que faz a felicidade das fabricantes aqui instaladas. Com esse curral criado pelo governo, por que haveria motivos para alguma delas reduzir seus preços? Os consumidores são cativos e não têm para onde ir. Se eu fosse o CEO de alguma dessas fabricantes, não veria motivo nenhum para reduzir preços.

    Compre carro usado.
  • Felipe  29/10/2014 16:47
    "por que haveria motivos para alguma delas reduzir seus preços?"

    Mas a tendência é que os preços altos atraia cada vez mais montadoras até que uma hora o preço vai abaixar, não é possível se manter alto infinitamente, é a dinâmica do mercado.

    Mas ai alguém fala na década passada vimos a entrada de inúmeras montadoras asiaticas e por que o preço não baixou? Na minha opnião, por que foi contrabalanceado pelo enorme aumento da demanda causada pelo crédito barato. Então o governo alongou o prazo de queda dos lucros (Conforme a lógica de Mises).

    Mas isso não deveria trazer ainda mais indústrias para o setor?

    Então só pode haver duas opções:
    1)ainda não chegamos no "longo prazo" (por culpa do governo) e ainda tem indústrias se instalando
    Ou
    2) Há barreiras para a entrada de novos empresários, como o alto custo Brasil (Culpa do governo), e o BNDES não pode financiar a todos.


    Assim a culpa é única e exclusivamente do governo, e não do consumidor ou produtor.
  • JOAO  26/11/2014 12:45
    Leandro,

    gostaria de saber quando do veiculo e vendido para o mexico,

    qual o lucro da montadora sobre o preço de 20300,00

    joao
  • aguinaldo   07/03/2015 13:44
    No finall quem banca eh o contribuinte...

    Governo é o maior financiador das multinacionais do carro no Brasil228
    PEDRO KUTNEY
    Especial para UOL Carros 05/12/201118h51 > Atualizada 06/12/201111h44
    Ouvir texto

    0:00
    Imprimir Comunicar erro
    Folhapress
    Linha de montagem do EcoSport em Camaçari (BA): um grande negócio para a Ford
    Linha de montagem do EcoSport em Camaçari (BA): um grande negócio para a Ford
    No momento em que a indústria automotiva (fabricantes de veículos e componentes) se prepara para fazer investimentos que podem passar de R$ 65 bilhões nos próximos cinco anos, seria o caso de se perguntar de onde virá todo esse capital. As empresas dizem que parte virá do próprio caixa e de bancos internacionais -- provavelmente, a menor das partes, dado o cenário internacional adverso.

    O que as corporações envolvidas não gostam de comentar é que o maior volume, com raríssimas exceções, virá de fontes públicas, seja por meio de financiamentos de bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ou pela oferta de generosos incentivos orçamentários e tributários, dos governos estaduais e federal.

    Basicamente, isso quer dizer que o Brasil está pagando para que essa indústria cresça aqui. Portanto, a discussão passa, ou deveria passar, sobre quanto incentivo deve ser concedido para que essas empresas façam investimentos no país. É nesse ponto que surge o problema da falta de transparência com o uso de dinheiro público (ou seja, de todos nós) para financiar empreendimentos privados.

    As empresas são verdadeiras caixas-pretas protegidas em boa medida pelo próprio governo, que faz grande alarde sobre instalação de fábricas, com direito a recepções de executivos por presidentes e governadores em seus palácios para anúncios de investimentos, que tempos depois dão lugar a palanques montados para inaugurações, transformadas em eventos de captação de bônus políticos. Contudo, não se faz publicidade alguma quando se trata de revelar quais e quantos incentivos com dinheiro público são concedidos a esses empreendimentos, que muitas vezes superam o total a ser investido.

    Ficam sem respostas algumas perguntas importantes. Quanto dinheiro público é dado a essas empresas? Por quê? Elas de fato precisam disso ou iriam fazer mais fábricas mesmo sem incentivos? O mercado brasileiro não é grande o suficiente para que as corporações possam viver sem tantos incentivos? Por que ninguém presta contas desse dinheiro? E se não há nada de errado com isso, por que os benefícios são negociados em gabinetes fechados?

    Mais ainda: essa falta de transparência não vai diretamente contra os princípios de ética e responsabilidade social corporativa que todas essas companhias dizem seguir estritamente?

    EXEMPLOS DO PASSADO
    Como não existe transparência pública nem privada sobre os incentivos recebidos pelas montadoras, é impossível calcular exatamente o quanto elas recebem, mas é possível fazer aproximações por meio de algumas contas, baseadas nas leis que criaram esses benefícios (quase sempre incompreensíveis para a patuleia pagadora de impostos), e lançando mão da ajuda de pesquisadores que levantaram dados.

    Em sua dissertação de mestrado na Unicamp, a economista Maria Abadia Silva Alves fez um interessante levantamento sobre a guerra fiscal entre Estados para atrair montadoras nos anos 1990. O trabalho foi apresentado há exatos dez anos, em novembro de 2001. A economista levantou que os incentivos estaduais fiscais (descontos em tributos) e orçamentários (infra-estrutura, terrenos, capital de giro etc.) oferecidos naquela época para instalação de fábricas da Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG), da Renault em São José dos Pinhais (PR) e General Motors em Gravataí (RS) somaram R$ 1,8 bilhão, enquanto os investimentos das três foram de R$ 1,65 bilhão.

    Segundo os cálculos da economista, a Renault investiu R$ 1 bilhão na fábrica paranaense e recebeu incentivos de R$ 353 milhões, mais o investimento do governo do Paraná, que teria comprado US$ 300 milhões em ações da empresa -- o que não pode ser contabilizado como benefício. A GM colocou R$ 600 milhões em Gravataí, mas recebeu R$ 759 milhões.


    AS MONTADORAS DE VEÍCULOS E OS INCENTIVOS

    Empresa Local da fábrica Investimento Incentivos
    RENAULT S.J. dos Pinhais (PR) R$ 1 bilhão R$ 353 milhões*
    GM Gravataí (RS) R$ 600 milhões R$ 759 milhões
    MERCEDES Juiz de Fora (MG) R$ 695 milhões R$ 690 milhões
    FIAT Goiana (PE) R$ 4 bilhões (estimado) R$ 5,8 bilhões**

    E a Mercedes-Benz aportou R$ 695 milhões em sua malsucedida linha de produção de automóveis mineira, mas obteve R$ 690 milhões de volta -- o que explica a opção de ter mantido a unidade aberta mesmo com prejuízo na operação. E nisso tudo não estão incluídos os benefícios fiscais federais do regime automotivo, que engordam bastante a conta.

    O CASO FORD
    A Ford exigiu um preço alto para ser a primeira montadora a se instalar no Nordeste brasileiro, uma região sem tradição industrial e sem infraestrutura formada para isso no fim da década de 1990. Depois de desistir, em 1999, de fazer sua fábrica em Guaíba (RS) -- justamente por falta de acordo com o governo Olívio Dutra (PT), que não quis honrar os incentivos oferecidos pelo governo anterior --, a Ford começou a negociar com a Bahia generosos benefícios para aportar o investimento de US$ 1,2 bilhão no Estado.

    Primeiro, com apoio do então senador Antonio Carlos Magalhães (PFL/DEM), ex-governador da Bahia, conseguiu reabrir o regime automotivo por meio da aprovação da Lei 9.826, de 23 de agosto de 1999, que deu à empresa prazo de três anos e meio para começar a produzir e usufruir dos benefícios tributários. A lei garantiu desconto de 35% no IPI para os carros montados na região até o fim de 2010. Além disso a Ford ganhou abatimento de 65% do ICMS até 2013 e o BNDES concedeu financiamento de R$ 1,3 bilhão.

    Divulgação/Governo de PE
    Linha da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, em 1999, quando fabricava o Classe A nacional; depois do fracassado cupê CLC, unidade deixou de produzir automóveis de passeio

    Inicialmente, os incentivos negociados somavam R$ 700 milhões por ano -- mas o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), considerou a cifra exagerada e baixou para R$ 180 milhões/ano, segundo noticiou a imprensa na época.

    Mas a Ford não desistiu de abocanhar mais incentivos e, durante 2006, articulou outro plano para ampliar os ganhos. Em 2 de janeiro de 2007 a empresa anunciou a compra da pequena fábrica cearense da Troller, mas não sem que, poucos dias antes, em 28 de dezembro de 2006, o governo tivesse aprovado a Lei 11.434, que no seu Artigo 8º prevê a transferência de incentivos fiscais a compradores das empresas adquiridas.

    Assim a Ford herdou da Troller os benefícios da Lei 9.440, de 1997, com corte ainda maior no IPI para toda sua produção no Nordeste, equivalente a duas vezes o valor das contribuições devidas de PIS e Cofins.

    No fim de 2009, em outra manobra política, com a promessa de investir R$ 4,5 bilhões em suas operações brasileiras, a Ford conseguiu prorrogar por mais cinco anos os incentivos fiscais que recebe na Bahia, depois de intensas articulações do governador baiano Jaques Wagner (PT) junto ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aprovou a extensão em escala decrescente.

    Considerando somente o EcoSport mais barato fabricado em Camaçari, vendido no Brasil por cerca de R$ 54 mil, a Ford paga perto de R$ 16 mil em impostos, mas acumula R$ 15,6 mil em créditos tributários de IPI e ICMS -- ou seja, na prática quase não paga impostos pelos carros que produz na Bahia, mas cobra como se não tivesse benefícios, o que aumenta significativamente sua rentabilidade.

    Como só neste ano a Ford já vendeu perto de 35 mil EcoSport, teria acumulado R$ 548 milhões em créditos tributários se tivesse vendido só a versão mais barata do modelo.

    Divulgação/Governo de PE
    Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, cumprimenta 1ª funcionária da Fiat em Goiana; presidente da Fiat e da Anfavea, Cledorvino Belini observa e sorri: fábrica faz bem para a imagem

    Em dez anos de operação em Camaçari, completados este ano, a montadora produziu cerca de 2 milhões de veículos na unidade baiana. Com isso, certamente acumulou muito mais créditos tributários do que fez investimentos lá. Isso pode explicar como a empresa vem conseguindo financiar seus investimentos no país com recursos próprios, sem precisar da matriz.

    A Ford alega que necessita desse diferencial para compensar as desvantagens competitivas que tem no Nordeste, mas ninguém sabe ao certo qual seria o tamanho exato dessas desvantagens, nem se Camaçari continuaria a ser a unidade mais produtiva do mundo da empresa se não recebesse tantos incentivos. É fato que houve progresso econômico na região, com a geração de 8.000 empregos diretos e 80 mil indiretos, segundo informa a Ford -- mas não se sabe quanto isso custou.

    O mesmo modelo foi utilizado para atrair a Fiat para Pernambuco. No apagar das luzes do governo Lula, o regime automotivo foi reaberto em dezembro de 2010, em uma janela só para beneficiar o acolhimento do projeto da montadora, que receberá os mesmos incentivos fiscais federais da Ford, mais os estaduais não revelados. De novo, tudo foi negociado às escuras. Com esse precedente, Jaques Wagner já disse que também quer reabrir o regime automotivo para receber novas indústrias em seu Estado.

    Em julho passado a Fiat começou a levantar R$ 5,8 bilhões em fontes públicas para o financiamento do seu complexo industrial no Nordeste. Segundo informações extraoficiais do jornal Folha de Pernambuco, R$ 1,2 bilhão viria do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Sudene; R$ 800 milhões do Banco do Nordeste (BNB); e R$ 3,8 bilhões do BNDES. Além de financiar a própria fábrica em Goiana (PE), a Fiat também estaria reservando recursos para fornecedores e outras empresas do grupo, sem precisar buscar dinheiro no exterior.

    ENTRA E SAI
    Além dos generosos incentivos governamentais que recebem, as montadoras estão se financiando em larga medida com recursos do BNDES e entidades locais de fomento, como no caso de FDNE e BNB no Nordeste, que oferecem taxas e prazos para lá de camaradas no contexto nacional, em que prevalece há décadas a prática do maior juro do mundo.

    Portanto, em última instância, é o governo o maior financiador do maior ciclo de investimento do setor automotivo já visto no Brasil, com vastos recursos no grosso destinados a grandes empresas multinacionais que, somente de janeiro a outubro deste ano, enviaram US$ 4,5 bilhões em remessas de lucro às matrizes no exterior -- atualmente, é o setor que mais remete dividendos a partir do Brasil.

    Levando isso em consideração, para que este ciclo de investimento possa ser chamado de virtuoso, é preciso aumentar a transparência para que todos possam enxergar os reais benefícios ao Brasil. Que tal abrir esse debate?

    ---------------------------------------------------
    *Mais US$ 300 milhões pela venda de ações ao governo do PR; **Valores estimados, ainda não confirmados, e citados pelo autor com base na Folha de Pernambuco

    Pedro Kutney é jornalista e escreve no Automotive Business, onde este artigo foi publicado originalmente.
  • Luiz Pires  29/04/2015 19:25
    Infelizmente essa conta TODA ESTÁ ERRADA... certos produtos tipo exportação são isentos de inúmeros impostos... então, em razão de aumentar empregos diretos e indiretos, o governo concede esse "benefício", e provavelmente, o carro sai custando uns 18 mil no Brasil!

    Vcs falam, falam, falam, e nao chegam no centro do problema! O CUSTO DO TRABALHADOR BRASILEIRO É ALTÍSSIMO EM RAZÃO DA SUA BAIXO PRODUTIVIDADE... e isso ocorre justamente por uma mentalidade enraizada em estatismo... muitos leis vitimistas, que não promovem a concorrência nem em ambiente escolar e nem ni mercado de trabalho... ECA, CLT... são um dos maiores males do Brasil... e isso tudo encarece demaisssssssssssssssssssssssssssssssss os produtos no Brasil!
  • Leopoldo G Rizzo  30/04/2015 12:18
    Que a carga tributária Brasileira é escorchante todo mundo já sabe, mas o lucro das montadoras no Brasil não é muito menos escorchante, no exemplo dado pelo autor, no veículo vendido por volta de R$ 56.00, quase 30% são impostos e quase 28% é margem de lucro da montadora, uma diferença mínima. O autor teria a honestidade de esclarecer aos leitores qual é a margem de lucro média dessas mesmas montadoras em seus países de origem ?!
  • Leandro  30/04/2015 12:34
    E quem está ignorando que os lucros das montadoras são altos? Certamente, não o artigo.

    Aliás, o que seria realmente muito esquisito é se os lucros das montadoras fossem baixos. Pense:

    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) O brasileiro não tem mais moeda. Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa e nos EUA, não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos e tenham muito mais opcionais de série.

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons serviços. Não há concorrência externa. Não há como o brasileiro comum comprar carros do exterior.

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, terá lucros baixos?

    E, por último, pense: quem realmente é o responsável pela criação do arranjo acima descrito? É sempre interessante ver como o brasileiro dá um passe livre para a instituição que realmente provoca toda a bagunça na economia.
  • Ricardo  02/06/2015 17:50
    Leandro, primeiramente parabéns pelo artigo.

    Discutindo esse assunto com um amigo recentemente, ele rebateu meu argumento de que o protecionismo às montadoras nacionais e as dificuldades impostas à importação são as principais responsáveis pelos absurdos preços dos carros no Brasil com a seguinte linha de raciocínio:

    "Todas as grandes montadoras do mundo já possuem fábricas no Brasil (além das populares, Mercedes, Audi, BMW, Mistsubishi, entre outras de luxo já possuem fábrica), não há mais nenhum novo entrante significativo para o mercado nacional, com exceção dos chineses. Logo, uma redução da tarifa de importação não acarretaria em significativa redução dos preços, pois as montadoras que poderiam competir já estão confortáveis aqui, praticando os preços brasileiros".

    Esse argumento procede? Você teria algum comentário ou contraponto a respeito? Obrigado.
  • Leandro  02/06/2015 19:07
    "Todas as grandes montadoras do mundo já possuem fábricas no Brasil"

    Alguns dos grandes grupos estão aqui, mas as maiores marcas não.

    Cadê os Bentleys? Os Bugatti? Os Lamborghinis? Os Porsches? Os Škodas? Os SEATs? Os Opels? Os Cadillacs? Os Buicks? Os Holdens? Os Vauxhalls? Os Daihatsus? Os Lincolns? Os Datsuns? Os Alfa Romeos? Os Dodges? Os Lancias? Os Maserattis? Os Lexus? Os Smarts? Todos esses deveriam ter importação liberada imediatamente.

    No que mais, embora afirmação de que todas as montadores já estão aqui seja exagerada (ou vai me dizer que todas essas fabricantes estão no Brasil?), vale dizer que, as que estão aqui, vieram atraídas justamente pela política do governo de fechar o mercado às importações e, com isso, garantir clientela cativa para essas montadoras.

    Se você garante uma reserva de mercado, sem risco de concorrência externa, passa a ser um grande negócio você fabricar naquele terreno protegido. Sua margem de lucro está garantida e não há para onde os consumidores correrem.

    A qualidade e os preços que se explodam (no caso dos preços, literalmente).

    "não há mais nenhum novo entrante significativo para o mercado nacional"

    Os modelos que citei logo na minha primeira resposta não estão na categoria "novos entrantes"? Libere as tarifas de importação deles todos, e libere importadoras para fazer o serviço. Veja se os preços não desabarão,

    Por exemplo, não há nenhum modelo genuinamente americano no mercado nacional. Os sedans americanos típicos de lá inexistem aqui. Vá aos EUA e alugue um carro tradicional (como o Chevy Malibu), e você verá que eles são desconhecidos aqui. Igualmente, há vários carros típicos na Europa, com plataforma própria, que não são fabricados aqui. Há um mercado enorme a ser explorado. Qualquer importadora poderia trazê-los caso houvesse tal liberdade tarifária.

    Adicionalmente, nos EUA há montadoras de todos os países do mundo, mas há livre comércio. Pela lógica desse seu amigo, era para os preços de lá serem tão altos quanto os daqui.

    "Logo, uma redução da tarifa de importação não acarretaria em significativa redução dos preços, pois as montadoras que poderiam competir já estão confortáveis aqui, praticando os preços brasileiros"

    Além de tudo que disse acima, vale lembrar que a importação de carros usados é proibida pelo governo. Apenas essa medida já afetaria severamente todos os preços nacionais.
  • Renato  01/07/2015 18:41
    Aí Leandro, acrescentando na sua lista (só carro bom, diga-se), faltou mencionar Infiniti (marca de luxo da Nissan) e Acura (marca de luxo da Honda), que estavam ensaiando de vir para o Brasil e até chegaram a testar carros nas nossas ruas, mas simplesmente desistiram de vir pra cá. A Cadillac, como você citou, também tinha planos de vir para cá, mas desistiu. Quanto à Lamborghini, Maserati e Bentley, eles até operam no Brasil, mas vendem por mês cerca de 2, 3, 4 carros. Baita poder de compra o do brasileiro!
  • anônimo  30/04/2015 12:56
    Mas elas terão a margem de lucro máxima possivel para sua realidade. Em um mercado com mais concorrencia é natural que as margens diminuam, num mercado mais fechado é natural que os lucros sejam maiores, ou os consumidores pagam ou não tem, é vedado o direito de concorrência com o discurso que isso é 'bom e prospero pro pais' seja lá o que pais signifique.

    Engraçado hoje isso me parece tão óbvio que é incrivel que o protecionismo ainda tenha tantos adeptos entre os próprios que sofrem dos efeitos dele.

    O que muitos propõe é que sem incentivos, na verdade contrario aos incentivos as montadoras diminuam seus lucros, mas se elas fizerem isso atraves do mercado que leva a essa direçao não esta bom, só esta bom se elas fizerem de uma maneira anti-natural. Querem os fins usando um meio que vai contra esses próprios fins e ainda acham ruim que nunca se chega lá.

  • 4lex5andro  06/02/2017 17:33
    E quase 3 anos depois, perto do (esperado) fim da maior depressão econômica brasileira da história em nenhum mês, os preços de carros novos diminuíram.

    Mesmo com o mercado interno brasileiro registrando queda nas vendas pelo quarto ano seguido.

    jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/nacional/noticia/2016/06/08/carro-zero-nao-vende-mas-tambem-nao-cai-de-preco-239180.php
  • Jose Nascimento  03/02/2016 19:14
    Leandro, muuuuuuitp booommm e esclarecedor. Pena que e o tipo de artigo que passa longe das redes sociais. Aliás queria fazer um comentário sobre uma delas(Face).
    Li varios comentários(60%) e percebe-se um nível intelectual elevado, mesmo que incorreto.
    Enfim, são pessoas fora da curva(acreditem) e por esse simples motivo a grande maioria dos que dai opinioes poderiam ser como em alguns comentários (Liberais, Anarco) ou seja esse público muuuuuuito pequeno poderia conviver em qq modelo de governo/ou nao governo.Mas a GRANDE MASSA ai meus amigos o buraco e laaa embaixo. Exemplificando: tenho um negocio na minha cidade Belo Horizonte e parte dele e incluir os meus clientes no Face(terceirizado), porem resolvi ver como isso funciona por dentro e AMIGOS apos algumas horas vendo paginas e mais paginas dos meus clientes no FACE entendi que a MASSA não esta nem de longe preparada para esses modelos mais "radicais" de ideologias.

    Abraços
  • Rafael Andrade  14/02/2016 06:46
    Quem foram os retardados que discordaram do aspecto subjetividade dos consumidores? Porra, só podem ser um monte de asnos mesmo viu. É óbvio que aqui no brasil grande parte das pessoas dão para um carro uma consideração que ele não merece!


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.