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Defender o protecionismo é defender a escassez – defender o livre comércio é defender a abundância

Quanto mais barato e facilitado for o nosso acesso
aos produtos que os estrangeiros gentilmente querem nos vender, maior será o
nosso padrão de vida.

Quanto mais baratos forem os produtos estrangeiros
importados, mais iremos ganhar com a abundância de bens e serviços acessíveis. 

E, ao contrário do que os protecionistas acreditam,
maior será a criação de empregos com salários maiores.

Comecemos
pelo básico

Todos nós trabalhamos porque queremos trocar os
frutos do nosso trabalho (dinheiro) por aqueles bens e serviços que ainda não
temos ou dos quais necessitamos continuamente.  Trabalhamos e produzimos
para que então possamos demandar bens e serviços.  Por isso, nossa
produção representa, tautologicamente, nossa demanda.

Se as fronteiras do território dentro do qual você
vive estão completamente abertas para todos os bens e serviços produzidos
mundialmente, então você é uma pessoa de sorte: você está na privilegiada
situação de ter os indivíduos mais talentosos do mundo trabalhando e produzindo
para atender às suas demandas. 

Mais ainda: esses indivíduos talentosos estão
concorrendo acirradamente entre eles para fornecer a você as melhores ofertas. Sob
este arranjo, por definição, o poder de compra do seu salário alcança sua
máxima capacidade.

Todos aqueles que gostam de barganhas e de
pechinchas adoram, intuitivamente, o livre comércio.

Por outro lado, se o governo fecha artificialmente as
fronteiras do país para os produtos estrangeiros, então a população passa a
viver sob um permanente estado de isolamento e autarquia.  Ao serem praticamente proibidas de utilizar
os frutos do seu trabalho para adquirir aqueles bens e serviços que são produzidos
com mais qualidade por estrangeiros, as pessoas acabam sendo obrigadas a
desempenhar várias atividades nas quais não têm nenhuma habilidade. 

Uma pessoa boa em informática acaba tendo de
trabalhar como operário em uma siderurgia, pois seu governo restringe a
importação de aço, que poderia ser adquirido mais barato de estrangeiros.  Engenheiros acabam virando operários de
fábricas.

Estando isoladas da divisão mundial do trabalho,
tais pessoas trabalham apenas para sobreviver, e não para desenvolver seus
talentos.  Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas,
pois a restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo,
inclusive aquilo de que não entendem.

Em países de economia aberta, as pessoas, exatamente
por poderem adquirir bens e serviços fornecidos por estrangeiros que são
melhores no suprimento destes, podem se concentrar naquilo em que realmente são
boas.  Em países de economia fechada, as pessoas não têm essa opção.

Queremos
abundância e alta produtividade

Em uma economia baseada em transações comerciais, há
um certo antagonismo natural entre produtores e consumidores: produtores se
beneficiam quando há uma escassez (baixa concorrência) nos produtos que vendem;
consumidores se beneficiam quando há uma abundância (alta concorrência) nos
produtos que querem comprar.

(Produtores, obviamente, também se beneficiam de uma
abundância em bens de capital utilizados para fabricar os produtos que eles
compram para revender).

Um produtor sempre quer ser a única loja da cidade a
vender um número limitado de produtos.  Consumidores,
por outro lado, querem a máxima abundância, com o máximo possível de produtores
concorrendo entre si e o maior número possível de produtos disponíveis, o que
geraria preços menores.

Esse conflito de interesses surge naturalmente em
uma economia de trocas.  Robinson Crusoé
caçando para se alimentar obviamente preferirá abundância a escassez.

Em um ambiente não-concorrencial, no qual as indústrias
nacionais não estão sujeitas à concorrência de produtos estrangeiros, empregos
com altos salários podem surgir naquelas indústrias protegidas da concorrência externa.  Mas isso dependerá da capacidade dos
sindicatos de controlar a oferta de mão-de-obra disponível.  A pressão oriunda da mão-de-obra não-sindicalizada
será uma constante ameaça para esses empregos de altos salários, os quais só
existem porque o governo criou uma escassez artificial por meio de barreiras
protecionistas.

No entanto, ainda assim, não há nenhuma garantia de que
isso irá gerar empregos de altos salários em vez de apenas altos lucros para
essas indústrias protegidas.  Afinal, ao
encarecer artificialmente os produtos que podem ser importados, o governo cria
uma reserva de mercado para o poderoso empresariado local, o qual agora, sem a
concorrência externa, se sente mais livre para cobrar preços altos e oferecer
produtos de pior qualidade.  Não sobra alternativa para os consumidores
senão consumir os produtos deste baronato nacional, a altos preços. 

A maior receita oriunda destes altos preços pode
perfeitamente se converter em maiores lucros para os industriais, e não necessariamente
em maiores salários.

Os mais prejudicados, é claro, serão exatamente os
mais pobres, que terão sua renda consumida por produtos mais caros e de pior
qualidade. 

Daí o grande contra-senso de ser a esquerda a maior
entusiasta das políticas protecionistas.

Por outro lado, em um ambiente concorrencial, a
abundância é a norma.  Consequentemente,
altos salários só serão alcançados por meio de uma maior produtividade.  As pessoas só conseguirão salários maiores se
forem capazes de produzir mais durante um mesmo período de tempo.  E, para conseguirem isso, elas terão de
utilizar mais bens de capital — ferramentas, maquinários, edificações e meios
de transporte que tornam o trabalho mais produtivo.

O padrão de vida dos países ricos é maior que o dos países
da África não porque as pessoas trabalham mais, mas sim porque a mão-de-obra
dos países ricos utiliza uma maior quantidade de bens de capital para fazer seu
trabalho.  Isso as torna muito mais produtivas.  Trabalhar menos e
produzir mais é o resultado direto da acumulação
de capital
. Assim como um trator multiplica enormemente a produção agrícola
em relação a uma enxada, o uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica
enormemente a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus
salários e sua qualidade de vida.

Robinson Crusoé pegará mais peixes com uma rede do
que com suas mãos.  E quanto mais redes
ele tiver, mais peixes ele pegará.  Sua produtividade
estará constantemente aumentando quanto mais recursos ele tiver à sua disposição.

Logo, para obter maiores salários, um trabalhador
tem de produzir bens ou serviços que os consumidores queiram.  Ninguém irá pagar a um trabalhador mais do
que o valor que ele produz (defensores do aumento contínuo do salário mínimo não
entendem esse básico). 

Por exemplo, suponha que você consegue fabricar um
aparelho eletrônico de cinco componentes que consegue ser vendido pelo
subjetivamente alto preço de $ 100 por unidade, em um setor altamente
concorrencial.  Para fabricar este
produto, você contrata 100 trabalhadores que irão, de forma independente,
construir um aparelho cada um.  Em 10
horas, cada um dos 100 trabalhadores terá construído um produto completo.

Ignorando os eventuais custos não-trabalhistas,
quanto você poderia pagar a cada trabalhador? 
$ 10 por hora.

Agora, suponha que a mão-de-obra se torne mais
especializada, de modo que cada trabalhador se concentre em apenas um dos cinco
componentes do aparelho.  Os ganhos dessa
divisão do trabalho permitem que cada aparelho seja construído em metade do
tempo, ou 5 horas.  Quanto você pode
pagar agora para cada trabalhador?  Até $
20 por hora.

Agora, suponha que você adquira uma máquina (bem de
capital) que permite a cada trabalhador construir um aparelho em uma hora.  Quanto você pode pagar agora a cada
trabalhador?  Até $ 100 por hora.

Não há segredo nem mágica: aumentos salariais só são
possíveis se houver divisão do trabalho e abundância de capital.  Quanto maior a quantidade de capital disponível,
maior a produtividade e maior o valor dessa produtividade.  E, em um ambiente concorrencial, maiores os salários.

Tarifas protecionistas afetam as empresas domésticas
que querem importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar a
produtividade de seus trabalhadores e, com isso, fabricar produtos melhores e
mais baratos.  Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou
então a comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade. 

Isso reduz a produtividade e aumenta seus
custos.  Sendo menos produtivas e operando com custos maiores, essas
empresas se tornam menos competitivas internacionalmente. 

Consequentemente, as exportações também tendem a
declinar.  E estimular exportações era exatamente uma das intenções do
protecionismo.

Por fim, suponha que a China resolva subsidiar suas exportações
ao ponto em que pudéssemos adquirir produtos chineses de graça.  O que isso significaria?  Significaria que não mais teríamos de
utilizar recursos escassos para produzir esses mesmos produtos domesticamente,
de modo que agora poderíamos redirecionar bens de capital (que são escassos)
para outras indústrias, as quais produzirão os bens não fornecidos pelos
chineses.  Com mais capital, essas outras
indústrias, ceteris paribus, terão empregos
com salários maiores do que eram antes do comércio com a China.

Por causa do aumento da renda disponível e do
aumento da capacidade de consumo da população permitido pelas importações
baratas, e também por causa dos empregos agora mais produtivos gerados em
outros setores, até mesmo empregados demitidos por causa da concorrência
estrangeira ficam em melhor situação.

Utilizando
o governo para criar escassez artificial

O protecionismo é uma política voltada para criar
escassez.  Restrições ao comércio não apenas
não aumentam a quantidade de capital disponível, como ainda forçam um uso não-produtivo
do capital.  Dado que o país
protecionista, por definição, necessariamente terá uma mão-de-obra menos especializada,
o capital ficará mais dispersado por toda a economia, o que fará com que os salários
sejam menores do que poderiam ser.

Adicionalmente, tendo agora de pagar mais caro por
produtos nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais estarão
incapacitados de consumir mais e de investir mais.  A restrição às
importações e a reserva de mercado criada por ela faz com que a capacidade de
consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida. 

E sempre que a capacidade de consumo e de
investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos
diminuem por toda a economia. 

Assim, empregos de baixa produtividade nas
indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de alta produtividade em
empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de
consumo e de investimento das pessoas. 

Toda a economia se torna mais ineficiente, a
produção diminui, os preços médios aumentam, e os salários reais caem.

Protecionismo é uma política que atende apenas aos
interesses dos empresários mais ineficientes, menos competitivos e mais avessos
a atender aos desejos dos consumidores.  Empresários
interessados em produzir produtos de qualidade, utilizando bens de capital
importados, são prejudicados.  E toda a população
é prejudicada ao ter de consumir apenas produtos nacionais ruins e
artificialmente caros, prejudicando sua capacidade de poupar até mesmo para sua
aposentadoria.

No que diz respeito ao comércio, a melhor política
sempre será a eliminação de todas as barreiras à importação.  Mesmo que unilateralmente.  A abundância sempre deve ser preferida à
escassez.

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A abertura comercial é
imprescindível para o crescimento econômico – e isso não é folclore

Não há argumentos
econômicos contra o livre comércio – o protecionismo é a defesa de privilégios

Países pobres tributam
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55 comentários em “Defender o protecionismo é defender a escassez – defender o livre comércio é defender a abundância”

  1. Desculpe o incomodo, Preciso falar sobre Lula.

    Hoje pela manhã estive a conversar com minha planta chamada Helio beltrião. Estive a falar com ela, sobre como este mundo é injusto, como este mundo é cruel para com os pobres e minorias. A maior injustiça deste século, é o que está acontecendo com Lula atualmente.

    Como pode, um homem que fez tanto pelo Brasil, ser tão negligenciado, ser tão odiado pela burguesia, pela mídia do capital, pelo homem branco burgues que mora no leblon. Abaixo eu preparei uma pequena homenagem para Luiz Inácio Lula da Silva.

    Abaixo, todos as grandes conquistas de Lula:

    1 – Lula tirou milhões de Brasileiros da ignorância, Ensinou o Brasileiro a falar inglês e francês, enviou milhares de estudantes para Europa. Sabe aquele negócio de ter que ser filinho de papai, para fazer mochilão pela Europa? Agora, todos somos filhos de um único pai, o grande lula.

    2- Lula acabou com a miséria no Brasil. Antes quem não tinha o que comer, tinha que roubar, agora tem bolsa família e bolsa comida. A miséria no Brasil simplesmente não existe mais, graças ao nosso pai. Na era lula, a comida simplesmente começou a nascer nas prateleiras, é o milagre da boa administração.

    3- Antes de lula, tínhamos Bruno Tolentino, quando lula chegou ao poder, mudamos para Gregório Duvivier. Sem dúvida uma evolução.

    4- È verdade, talvez a segurança não tenha evoluído muito no Brasil. Mas eu tenho uma explicação: Culpa do capitalismo. Infelizmente, nosso pai, para nos trazer o socialismo, teve que liberar um pouquinho o capitalismo e isso acabou trazendo como consequência a morte. Mas veja que isso não é culpa do Pai Lula, mas sim do capital.

    5- Lula melhorou a saúde a tal ponto, que até eu, que sou filho de juiz, gosto de ir as vezes no SUS, porque sei que serei bem atendido. O SUS simplesmente causa inveja em todos países de primeiro mundo, dizem que até Obama quis copiar.

    6- Lula lutou para democratizar a mídia brasileira, antes dominada pelo capital. Ajudou a popularizar sites do povo brasileiro, como mídia ninja e carta capital.

    7- Lula ajudou o movimento dos Trabalhadores rurais sem terra, A lutar pela Reforma agraria no Brasil. Infelizmente não chegamos ao ideal, pois sofremos um GOLPE no meio do caminho, mas o povo nunca vai desistir de trazer o socialismo para o Brasil.

    Esses são apenas alguns feitos de um homem grandioso, que quase salvou o Brasil do neoliberalismo. O povo será oprimido pelo capital, mas fica aqui meu agradecimento a Luiz Inácio Lula da Silva, nosso grande pai.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.

  2. Como diria o econômista Marcos Lisboa que é um social-democrata. Pra cada exemplo de sucesso de protecionismo(COREIA DO SUL), você tem a America Latina e a Africa de fracasso. Todos lembram a Coreia do Sul e o Japão como “cases” de sucesso mas esquecem de todo o resto.

    O Ciro Gomes diz que os EUA e o pais mais protecionista do mundo, mas quando eu fui lá eu vi um panetone da Bauduco produzido em Minas por 6 dolares. Mais barato que no Brasil. Eu sei que as estradas brasileiras são horrorosas mas será que transportar de avião e mais barato?

  3. Leandro,

    Já que com a abertura tarifária, a ausência de qualquer protecionismo, a produtividade desse país sobre, então posso afirmar que governos de outros países tem motivos para impedir a abertura comercial dos outros?

    Sendo que assim impediria um aumento da produtividade de outros países e aumentaria a chace dos monopólios cartelizados por eles caírem.

  4. Em relação a essa parte:

    Por fim, suponha que a China resolva subsidiar suas exportações ao ponto em que pudéssemos adquirir produtos chineses de graça. O que isso significaria? Significaria que não mais teríamos de utilizar recursos escassos para produzir esses mesmos produtos domesticamente, de modo que agora poderíamos redirecionar bens de capital (que são escassos) para outras indústrias, as quais produzirão os bens não fornecidos pelos chineses. Com mais capital, essas outras indústrias, ceteris paribus, terão empregos com salários maiores do que eram antes do comércio com a China.

    Vamos supor que a economia de determinada região do Brasil venha por décadas se desenvolvendo no ramo têxtil. Vários bens de capital e capital humano foram utilizados por décadas para que essa indústria se desenvolvesse.

    Agora suponha que um país estrangeiro, que recentemente começou a produzir os mesmos bens por um terço do preço. Esse país seria a China. Só que ela consegue tal proeza não por aumento de produtividade, mas sim por explorar uma população que mal consegue ter o que comer no final do dia.

    O comércio com esse país estrangeiro é aberto, e em poucos meses toda a indústria nacional que sustentava vários habitantes de várias regiões se ve completamente destruída.

    O que o artigo não explica, é como que os bens de capital utilizados anteriormente no ramo têxtil, serão realocados. Como realocar uma fábrica que serve para um propósito específico? Vai desmontar ela e reciclar os tijolos ou algo do tipo? E o capital humano? Pessoas que trabalharam e se especializaram por anos nesse ramo de indústria, simplesmente irão buscar outros ofícios? E nesse tempo entre eles perderem o emprego e dedicarem anos se especializando em outro ramo de negócio, como que elas vão consumir, se sua renda foi pro brejo?

    O problema da teoria apresentada no artigo, me parece, é simplesmente não considerar o fator tempo que os bens de capital e de capital humano levam para serem realocados. Não me parece ser algo tão simples assim, como o artigo sugere.

  5. Collor poderia ser oque for,mas em uma coisa ele estava certo:

    -Abrir nossas importações automobilística.

    Ainda sim foi longe do ideal,importar carro usado continua proibido e importar carros novos(independente) ainda é muito complicado.Sem conta que a nossa industria aqui ainda mama nessa proteção,não é atoa que nossos carros continuam verdadeiras carroças(melhorou muito nos últimos 20 anos)

    Trago aqui amigos,uma analogia com a economia e as competições automobilisticas.Logo em seguida,aproveito e comento sobre essa história de que ”os carros hoje são todos iguais”

    Vamos lá:

    Eu sou um verdadeiro apaixonado por corrida de automóvel, acompanho a formula 1 e diversas categorias.Mas por eu ter 20 anos,não vivenciei muitos momentos históricos no automobilismo,justamente por isso,leio artigos e blogs que contam fatos e historias do automobilismo mundial.

    A formula 1 hoje esta vivendo por um momento delicado,esta passando por crises financeiras e até mesmo de audiência,assim perdendo investidores no esporte,devido a isso,estava fazendo hoje uma relação entre a crise e o mundo automobilistico com economia.Posso estar errado,mas pelo oque refleti e conclui,a formula 1 atual esta passando por isso devido ao excesso de regulamentos impostos pela Federação Internacional do Automobilismo(FIA),a qual é responsável pela administração da Formula 1 e demais categorias famosas hoje em dia.

    Portanto,acho interessante demonstrar e realizar essa co-relação,veja bem:

    A FIA é como o estado,regula e determina as regras do campeonato mundial,enquanto as equipes são as empresas,que contratam pilotos,mecânicos,engenheiros e estrategistas que se tornam os funcionários dessa empresa(da equipe).

    As equipes assim como as empresas,visam o lucro tanto com patrocinadores quanto com os prêmios da própria FIA(Descarte prêmios da FIA pois ao meu ver isso não se encaixaria nessa relação)

    Portanto,as equipes competem entre si para obter melhores colocações possíveis no campeonato,aquela equipe que é mais vencedora,alem de fazer uma baita propaganda para si mesma,ainda atrai patrocinadores e investidores,sendo assim mais lucro para si,assim como as empresas..Hoje em dia,principalmente depois da morte do nosso grande Ayrton Senna da Silva,a FIA andou deixando o regulamento muito restrito,ao ponto de fazer a categoria entrar em crise,

    Os melhores anos da Formula 1 foram justamente aqueles em que o regulamento era mais permissível como por exemplo:

    Década de 80= Tinha uma variedade de motores,o regulamento aceitava motor 1.5 V6 turbo e os 3.5 V8 aspirados,existiam muitas fornecedoras de motores no campeonato(Renault,TAG Porsche,Honda,Ferrari,Cosworth,BMW e etc) e assim a década de 80 foi mais uma era de ouro da formula 1

    1989-1994= Os motores turbo passaram a ser proibidos,passou a ser permitido motor V8,V10 e V12 com uma imensa variedade de fornecedores como; Ford,Renault,Honda,Peugeot,Ferrari,Lamborguini,Yamaha e etc.

    Em 1994(o ano trágico da formula 1) ocorreram uma serie de acidentes fortes durante a temporada,inclusive dois fatais.Sendo assim a Formula 1 por segurança e outros motivos,adotou um regulamento rígido demais,que com o passar do tempo,fez com que a categoria começasse a perder a graça junto a falta de interesse por parte das Fabricas e das equipes.

    Hoje para se ter uma ideia,so existem motores Honda,Ferrari,Renault e Mercedes-Benz.

    A F1 serve como mais um exemplo de que a livre competição é a solução para a prosperidade,porque oque a formula 1 sofre hoje,é um excesso de regulamento,assim como a pratica de ideias socialistas na economia.

    Quanto mais dificuldades as ”regras” gerarem(burocraticas ou financeiras), mais difícil fica a entrada de novos competidores e consequentemente menos desenvolvimento,emprego,renda e afins.Portanto,na F1,quanto mais rígido é o regulamento,menos interessante fica categoria e mais limitada é o DESENVOLVIMENTO da mesma,porque entram-se menos fornecedores de Pneus,motores,menos equipes,menos pilotos e por ai vai.Hoje,somente a PIRELLI é fornecedora de pneus,anulando a concorrencia entre fornecedoras de pneus durante a temporada.

    A categoria WEC(World Endurance Championship),famosa por realizar as 24 horas de Le mans e 24 horas de Nurburgring,tem vivido avanços,pelo simples fato de que a categoria tem um regulamento muitoooo liberal,muito mesmo! A Toyota,Porsche e Audi são as que competem na categoria mais top do campeonato(LMP1) e é notório que os carros das mesmas são completamente diferentes,tanto em desenho e aerodinamica quanto em motores.Os motores tem engenharias completamente diferentes,até o Diesel é permitido la,sendo assim é a categoria que esta atraindo mais e mais interesses das montadoras,patrocinadores e investidores,não é a toa que ate a Ford volto para o campeonato depois de muitos anos.

    Esse momento que o automobilismo esta passando,perante a administração da FIA,reflete claramente a mesma coisa que acontece em uma economica de mercado,nem citei o caso da WRC(World Rally Championship) que mais uma categoria que perdeu todo o seu encanto devido ao excesso de regulamento,se tiverem interesse de passar essa relação a diante,explico o caso da WRC também!

    Esse exemplo vale pra competições que tem o fim do desenvolvimento da engenharia.E não da pilotagem! Esse exemplo não cabe a categorias de base e acesso,como a Formula-3,Formula Ford,Formula Renault e etc.

    Acho que essa analogia,demonstra de forma clara que o título do artigo é a mais pura verdade,o próprio automobilismo prova isso.

    Agora vamos a outro tópico:

    ”Os carros hoje são todos iguais devido as regulamentações e protecionismo.”

    É verdade mas até um certo ponto,pelo seguinte:

    A aerodinamica é um fator principal para que os carros passassem a ser muito parecidos.

    Pelo simples fato de que a aerodinamica é um fator que conforme o seu maior coeficiente,maior a eficiencia do carro.Ou seja,aquele carro com uma ”melhor” aerodinamica,passa a ser mais eficiente não só em desempenho em consumo,mas como em segurança também.

    Hoje os carros são todos arredondados justamente pela aerodinamica.Eu entendo e concordo sobre as regulamentações atrapalharem e influenciarem os carros a se tornarem cada vez mais iguais,mas chega ser desonesto acusar somente as regulamentações por esse efeito,não podemos isenta-la por isso,mas ao mesmo tempo não podemos por a culpa exclusivamente nela.

    Vejamos:

    Vamos olhar para o automobilismo:

    Pega os carros da formula 1,da década de 80 até agora.Veja como ficou mais parecido..Concordo que o regulamento da categoria influenciou mas vejamos que quanto mais se entendia sobre aerodinamica,mais parecido os carros ficavam.Pega os carros da década de 90,se todos tivessem a mesma pintura,a diferença entre os mesmos seria quase imperceptível.

    Na década de 50,60 e até 70,os carros já eram bem diferentes porque a aerodinamica não era levada a serio como é hoje,mas ainda sim tinham muitos carros iguais também,porque o melhor ”layout” era aquele então muitos usavam o melhor disponível na época,mas ainda sim tentaram diferentes modelos,alguns foram fracassados e outros proibidos pelo regulamento.Mas a diversidade entre os carros,era muito maior do que hoje.Mesma coisa para os carros de Rua!

    Mas é ai que ta: Hoje a um consenso de que o layout arredondado,as rodas em determinadas posições,o motor de determinada configuração,é o mais eficiente atualmente,portanto todos adotam esse modelo.Não podemos negar que ainda hoje há diversidade no ”layout” da carroceria,digo em tipos: Existem SUV,Coupe,Sedan,Hatch…Carros bem diferentes em desenho mas todos daquele jeito arredondado por causa da aerodinamica.As grades frontais passaram a ser muito parecidas,pois aquele ”layout” é oque proporciona melhor refrigeração para o motor,assim como outras coisas…Se pegarmos um carro com motor central ou traseiro(Lotus,Ferrari,Porsche,MR2/MRS) veremos que são bem diferentes,a frente não possui aquela grade e enfim ja muda bastante.Mesma coisa,porque todos os carros hoje tem 4 rodas?Porque já tentaram fazer 3,5 e 6 rodas.Mas o melhor e mais eficiente são 4 rodas!

    O próprio TESLA model S,no modelo 2016 eles tiraram aquela grade falsa,o carro ficou com a frente lisa,ficou bem diferente dos outros porque como o carro é elétrico,ele se da ao luxo de dispensar aquelas grades e tomadas de ar na frente.E a TESLA pode mudar ainda mais o carro,mas os padrões de aerodinamica e os padrões esteticos que os consumidores exigem,limitam muito em mudar mais o carro.

    Quando começou a aerodinamica na formula 1(final de 60 e começo dos 70),as equipes fizeram asas completamente diferentes,porém depois de uns anos,todos usavam uma asa na frente e outra atrás,mas porque?Simples,aquele layout era o mais eficiente possível,não tinha outro jeito,entao todos passaram a usar esse layout de uma asa na frente e outra atrás.

    Mesma coisa: Porque todos tem 4 rodas?Porque é o jeito mais eficiente,não tem uma evolução.Tentaram a Tyrrel,um F1 de 6 rodas mas não deu certo,foi um fracasso!E voltaram a usar as 4 rodas novamente como todos…Entende que é algo que os empreendedores chegaram a um consenso?Não existe um layout de carro mais eficiente do que os de 4 rodas,ja tentaram mudar mas ninguém conseguiu,então usam-se as quatro rodas.

    Enfim,eu entendo e concordo plenamente sobre isso,só acho que o carro esta mais igual pelo mercado do que pelas regulamentações,por uma questão de eficiência.Não tenho duvidas de que,as regulamentações influenciam sim e muitas vezes banalizam a produção de certos carros bem diferenciados,assim como a FIA baniu certos carros inovadores da F1.

    Grande Abraço,

    Bruno Feliciano

  6. Empreendedor frustrado

    Fico assustado com os preços das coisas no Brasil. Estava procurando uma certa câmera reflex na internet, e deu assim:

    Ebay: U$ 300,00.

    BR: R$ 5.000

    Também já pensei em abrir um negócio focado na fabricação de clones de Arduino e shields em geral, alguns que eu projetei e não existem, embora haja uma demanda enorme, mas graças ao nosso glorioso, mais que soviético e draconiano imposto de importação de 60%+ICMS local, o capital inicial requerido para o meu negócio seria altíssimo, e olha que nem considerei as etapas burocráticas e registros que não tenho a mínima ideia do que precisaria ser feito para a coisa ser “legal”.

    Como o negócio estaria iniciando, eu venderia os produtos com preços bem menores. De fato, se fosse possível importar tudo de Shenzhen sem impostos, mesmo com o câmbio no patamar atual, o custo individual seria irrisório, mas enfim. Sem essas amarras, eu poderia complementar a minha renda trabalhando para mim mesmo. O governo se intrometeu e quer ser o meu sócio de qualquer maneira.

    E cobra caro, muito caro por isso.

    Estatistas não fabricam, e se forem importar, pagam as taxas de boa fé “em nome da proteção da indústria nacional”, e da destruição da iniciativa de quem queria começar a fazer dinheiro e vender produtos a preços mais realistas.

    Foda-se o Estado, porque desde que comecei a pesquisar sobre liberalismo, estou convicto como rocha de que contrabando é autodefesa.

  7. Penso que as pessoas também têm a responsabilidade de manter essa situação bizarra. O novo Uno por exemplo, é a mesma carroça de sempre só que tem três cilindros e a carroça popular custa 40K. Se custa esse preço é porque as pessoas aceitam pagar. As pessoas poderiam ao invés de comprar as carroças novas, de comprar um semi-novo ou usado para ferrar com os barões da Anfavea. Mas elas aceitam pagar por um produto caro e ruim. O mesmo vale para outros produtos. É como se as pessoas se submetessem voluntariamente a exploração do baronato brasileiro. Elas nem cogitam em boicotar. Isso é um comportamento bizarro que o brasileiro têm e que contribui com o protecionismo.

  8. O Brasil é um dos países com maior carga tributária, péssimo retorno de serviços públicos, pouca liberdade econômica, dívida pública de 4 trilhões de reais, 45% da população com nome sujo no Serasa, 50% da população sem ensino médio, 55 mil assassinatos por ano, 35 milhões de favelados, com 30 milhões de processos fiscais, com máfias no governo, com máfias protecionistas, bolsas e isenções para empresários, etc. E nós ainda temos que escutar o a Temer dizendo que o país tem segurança jurídica. Isso é a maior piada do século. Só pode ser loucura ou sacanagem.

    Além de todas essas porcarias, a única segurança do Brasil é viver de juros. Ninguém vai empreender se os juros pagam mais. O Brasil está ficando mais caro do que países desenvolvidos.

    Essa piada keynesiana ferrou com a vida de milhões de pessoas.

  9. Amigos, uma dúvida:

    não existe mais aquela divisão de artigos por tema, igual tinha no outro site?

    era bem útil para achar artigos sobre determinados assuntos de interesse.

  10. Mises cunhou o termo “Polilogismo” para entre outras coisas definir uma forma de comportamento, que ele atribuía aos comunistas, que num debate de ideias ao invés de refutar o argumento da outra parte bastaria desqualificar a outra parte para junto desqualificar seu argumento. Os ditos liberais brasileiros tornaram-se mestres neste tipo de comportamento. Esse texto é tão desconexo da realidade e construído sobre bases tão ilógicas, tão idealizadas que quando alguém com o mínimo de razoabilidade como o “Crítico” as explora, só resta aos outros ofendê-lo, como fez o tal de professor e outros.

    “Todos nós trabalhamos porque queremos trocar os frutos do nosso trabalho (dinheiro) por aqueles bens e serviços que ainda não temos ou dos quais necessitamos continuamente.” Isso nem sempre é uma verdade, temos hoje na nossa sociedade pessoas que possuem tanto capital que não precisariam trabalhar para acessar qualquer bem ou serviço e mesmo assim continuam a trabalhar. A grande maioria trabalha par sobreviver e isso implica no consumo de produtos, ou seja, o consumo é uma condição para sobrevivência não uma finalidade do trabalho.

    “Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas, pois a restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo, inclusive aquilo de que não entendem.” Quer dizer que barreiras alfandegárias nos levam a uma sociedade não capistalista??? Me poupe, quer dizer que a sociedade americana impede que as pessoas trabalhem naquilo em que são boas por impor barreiras ao nosso suco de laranja!!!

    “Em uma economia baseada em transações comerciais, há um certo antagonismo natural entre produtores e consumidores: produtores se beneficiam quando há uma escassez (baixa concorrência) nos produtos que vendem; consumidores se beneficiam quando há uma abundância (alta concorrência) nos produtos que querem comprar.” Essa me parece a única verdade do artigo.

    “Um produtor sempre quer ser a única loja da cidade a vender um número limitado de produtos. Consumidores, por outro lado, querem a máxima abundância, com o máximo possível de produtores concorrendo entre si e o maior número possível de produtos disponíveis, o que geraria preços menores.

    Esse conflito de interesses surge naturalmente em uma economia de trocas.” Isso é falacioso, pois parte do pressuposto que que um produtor sozinho conseguirá suprir toda a demanda e isso raramente se confirma.

    “Em um ambiente não-concorrencial, no qual as indústrias nacionais não estão sujeitas à concorrência de produtos estrangeiros, empregos com altos salários podem surgir…”

    “O padrão de vida dos países ricos é maior que o dos países da África não porque as pessoas trabalham mais, mas sim porque a mão-de-obra dos países ricos utiliza uma maior quantidade de bens de capital …” Outra falácia, existem pessoas em países menos desenvolvidos com padrão de vida melhor do que em países ricos. Também, é o contrário, as pessoas dos países mais ricos utilizam mais bens de capital pois possuem, por diversos fatores, mais capital para acessar tais bem.

    “Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto da acumulação de capital.” Isso não existe, o que existe é trabalhar o mesmo período o ser mais produtivo.

    “Com mais capital, essas outras indústrias, ceteris paribus, terão empregos com salários maiores do que eram antes do comércio com a China.” Afirmação carente de qualquer embasamento.

    “Em países de economia aberta, as pessoas, exatamente por poderem adquirir bens e serviços fornecidos por estrangeiros que são melhores no suprimento destes, podem se concentrar naquilo em que realmente são boas.” Isto embasado no pressuposto de que não podemos nos dedicar a melhorar em algo que não somos bons? o que é isso?! Isso que vai contra a própria lógica liberal/capitalista.

    Quer dizer que o país deve se concentrar naquilo em que é bom?!Sem explorar outras possibilidades?!?! Vamos nos tornar então uma Venezuela, que só é boa em fornecimento de petróleo. Ou vamos nos tornar uma sociedade agrária, já que o Brasil é atualmente forte neste ramo.

    Não há dúvida que o protecionismo tem suas mazelas mas não é com reducionismo que elas serão suplantadas. Essas questões são muito mais complexas do que o simplismo grosseiro deste artigo e seus comentários favoráveis podem supor.

  11. Eu discordo do texto, o protecionismo te suas vantagens, que o superavit nas exportações e importações, toda industria nacional deve ser defendida pelas tarifas de importações, ao contrário ela será destruída pela concorrência internacional

    Deve-se apenas encontrar um numero ideal para essa tarifa, que pode ser medido pela razão do tempo, que ela estiver ativa

  12. Há algum dilema moral em questionar a relação entre um Iphone mais barato e as terríveis condições de trabalho onde é produzido (China)? Quem compra esse produto de certa maneira compactua com esta situação ( ou simplesmente a ignora)? Comprar bens de consumo na sua maioria supérfluos, mais barato possível, é a razão mais ardente de toda a defesa do livre comércio?

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