A
relação entre libertarianismo e religião é longa, antiga e tormentosa.
É
inegável que Ayn Rand teve uma duradoura, forte e profunda relação com o
libertarianismo. Embora ela nos
rejeitasse e nos tratasse como “hippies da direita”, muitos de nós ainda somos
fascinados com ela, inspirados por ela e em dívida para com ela por ter nos
apresentado a defesa moral da livre iniciativa.
Eu certamente me incluo nessa categoria.
Uma
das mais fortes influências que ela teve sobre o movimento libertário foi o seu
ateísmo beligerante. Para muitos
seguidores da filosofia da liberdade, uma agressiva rejeição a Deus e a todas
as coisas religiosas pode perfeitamente ser vista como um axioma básico dessa
visão de mundo. Confesso que essa também
foi a minha posição nesse assunto durante muitos anos. Essa era também a posição de um rico e
potencial doador do Mises Institute, o qual teria contribuído fartamente caso o
Instituto mudasse sua visão em relação a esse assunto e passasse a adotar uma
postura agressivamente contrária a todas as religiões. Felizmente, Lew Rockwell se recusou a
desvirtuar a missão de seu Instituto em relação a esse quesito, e ficou sem a
doação. Embora seja ele próprio um
católico devoto, Rockwell se manteve fiel aos seus princípios: o Mises
Institute continuaria envolvido nos estudos da ciência econômica e da
liberdade, e nada teria contra qualquer religião em absoluto.
O
que fez com que eu mudasse minha postura?
Por que continuo hoje sendo tão ateu quanto sempre fui, porém, ao mesmo
tempo, um amigo e defensor da religião?
Nada tem a ver com o fato de que, dos últimos 19 anos, passei 15 deles sendo
empregado por instituições jesuítas católicas.
Fui professor do College of the
Holy Cross de 1991 a 1997 e, desde 2001, sou professor da Universidade
Loyola em Nova
Orleans.
Para
alguns — aqueles ainda encantados com a visão randiana acerca de religião e
liberdade –, já é ruim o suficiente que um libertário tenha uma visão positiva
sobre a religião. Para a maioria, pode
parecer uma total contradição lógica um ateu como eu ser um grande defensor e
até mesmo um admirador da religião.
Permita-me explicar tudo.
Nesse
assunto em especial, sou guiado pelo aforismo “o inimigo do meu inimigo é meu
amigo”. Embora tal raciocínio nem sempre
seja verdadeiro, nesse caso em específico creio que seja.
Assim,
qual instituição é a maior inimiga da liberdade humana? Só pode haver uma resposta: o estado em
geral; e, em particular, a versão totalitária deste. Talvez não haja melhor exemplo de tal governo
do que a URSS e seus principais ditadores, Lênin e Stalin (embora a supremacia
em termos de números absolutos de inocentes assassinados pertença à China de
Mao). Podemos em seguida perguntar: quais
instituições esses dois respeitáveis russos escolheram para o opróbrio? Em primeiro lugar, a religião. Em segundo lugar, a família. Não foi nenhuma coincidência os soviéticos
terem aprovado leis que premiavam os filhos que delatassem os pais por
atividades anticomunistas. Certamente
não há melhor maneira de destruir uma família do que por meio dessa política
diabólica. E como eles tratavam a
religião? Essa é uma pergunta meramente
retórica: a religião foi transformada no inimigo público número um, e seus
praticantes foram cruelmente caçados e exterminados.
Por
que escolheram a religião e a família?
Porque ambas são as principais concorrentes do estado na busca pela
lealdada e obediência das pessoas. Os
comunistas estavam totalmente corretos — se formos nos basear em suas próprias
perspectivas diabólicas — em centrar sua artilharia sobre essas duas
instituições. Todas as pessoas que são inimigas
de um estado intrusivo, portanto, fariam bem em abraçar a religião e a família
como seus principais amigos, sejam essas pessoas ateias ou não, pais ou não.
A
principal razão por que a religião é um contínuo e eterno incômodo para os
líderes seculares advém do fato de que essa instituição define a autoridade
moral independentemente do poder dessa gente.
Todas as outras organizações da sociedade (com a possível exceção da
família) veem o estado como a fonte suprema das sanções éticas. Não obstante o fato de que alguns líderes
religiosos de fato já se ajoelharam perante oficiais de governo, existe uma
hostilidade natural e básica entre essas duas fontes de autoridade. O papa e outros líderes religiosos podem não
ter nenhum regimento de soldados, mas eles têm algo que falta aos presidentes e
primeiros-ministros, para grande desespero destes.
Eis
aí minha posição. Eu rejeito a religião,
todas as religiões, pois, como ateu, não estou convencido da existência de
Deus. Aliás, vou mais fundo. Sequer sou agnóstico: estou convencido da não-existência Dele. Entretanto, como um
animal político, eu entusiasticamente abraço essa instituição. Trata-se de um baluarte contra o
totalitarismo. Aquele que deseja se opor
às depredações do estado não poderá fazê-lo sem o apoio da religião. A oposição à religião, mesmo se baseada em
fundamentos intelectuais e não almejada como uma posição política, ainda assim
equivale a um apoio prático ao estado.
Mas
e quanto ao fato de que a maioria das religiões, senão todas, apóia a
existência do estado? Não importa. Apesar de que algumas religiões organizadas
podem frequentemente ser vistas como defensoras do estatismo, o fato é que
esses dois ditadores, Lênin e Stalin, já haviam entendido tudo: não obstante o
fato de pessoas religiosas frequentemente apoiarem o governo, essas duas
instituições, estatismo e religião, são, no fundo, inimigas. “Concordo” com Lênin e Stalin nesse quesito. Estritamente do ponto de vista deles, ambos
estavam totalmente corretos ao suprimirem brutalmente as práticas
religiosas. Isso faz com que seja ainda
mais importante que todos nós libertários, ateus ou não, apoiemos aqueles que
adoram a Deus. O inimigo do meu inimigo
é meu amigo.
Bem
sei que, nesse ponto, muitos ateus irão energicamente protestar apontando para
o fato de que inúmeras pessoas inocentes foram assassinadas em nome da
religião. É verdade. Infelizmente, é muito verdade. Entretanto, seria válido colocarmos um pouco
de perspectiva nessa conjuntura. Quantas
pessoas foram mortas por excessos religiosos, tais como a Inquisição? Embora as estimativas variem amplamente, as
melhores (ver aqui)
dão conta de que o número de mortes ocorridas durante essa triste época, a qual
durou vários séculos, está entre 3.000 e 10.000. Alguns especialistas, aqui, garantem
números ainda mais baixos, como 2.000.
É
claro que estamos falando de seres humanos assassinados, e cada assassinato
deve ser lamentado; porém, se considerarmos apenas as magnitudes relativas,
podemos positivamente dizer que tais números são completamente insignificantes
quando comparados à devastação infligida à raça humana pelos governos. De acordo com as melhores estimativas (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui),
as vítimas do estatismo apenas no século XX se aproximam do ultrajante marco de
200 milhões. Não, não houve erro
tipográfico. 200 milhões de cadáveres
produzidos diretamente pelo estado!
Querer comparar algumas milhares de mortes injustificáveis produzidas
pela religião com várias centenas de milhões produzidas pelo estado é algo
totalmente desarrazoado. Sim, o
assassinato de uma única pessoa é deplorável.
Porém, se quisermos comparar religião e governo, devemos ter em mente
essas diferenças astronômicas.
Eis
uma lista de pessoas devotamente religiosas que eu conheço pessoalmente e que
fizeram grandes contribuições para a causa da liberdade:
William
Anderson, Peter Boettke, Art
Carden, Stephen W. Carson, Alejandro Chafuen, Paul Cwik, Gary
Galles, Jeff Herbener, Jörg
Guido Hülsmann, Rabino
Israel Kirzner, Robert
Murphy, Gary
North, Ron
Paul, Shawn Rittenour, Lew
Rockwell, Joann Rothbard, Hans
Sennholz, Edward Stringham, Timothy Terrell, David Theroux, Jeff
Tucker, Laurence
Vance, Tom
Woods, Steven Yates.
E não podemos também deixar de mencionar a Escola
de Salamanca, povoada e divulgada, principalmente, por padres como estes: Dominicanos: Francisco de Vitoria,
1485–1546; Domingo de Soto, 1494–1560; Juan de Medina, 1490–1546; Martin de
Azpilcueta (Navarrus), 1493–1586; Diego de Covarrubias y Leiva, 1512–1577;
Tomas de Mercado, 1530–1576. Jesuítas: Luis Molina (Molineus), 1535–1600;
Cardeal Juan de Lugo, 1583–1660; Leonard de Leys (Lessius), 1554–1623; Juan
de Mariana, 1536–1624.
Essa escola de pensamento é genuinamente nossa
predecessora moral e intelectual. Para a
contribuição da Escola de Salamanca para o movimento austro-libertário, ver aqui, aqui, aqui, aqui
e aqui.
Já é hora — aliás, já passou da hora — de o
movimento austro-libertário rejeitar a virulenta oposição randiana à
religião. Sim, Ayn Rand fez grandes
contribuições para os nossos esforços.
Não precisamos agir precipitadamente; não precisamos jogar fora o bebê
junto com a água da banheira. Mas é
certo que o sentimento anti-religião pertence a essa última atitude, e não à
primeira.
As opiniões acima expressadas são consistentes com
o ponto de vista do meu eterno mentor, Murray Rothbard. Esse brilhante erudito, que frequentemente
era chamado de “Senhor Libertário”, justamente por representar a epítome do
libertarianismo, era uma pessoa extremamente favorável à religião, sendo
especialmente pró-catolicismo. Ele
atribuía os conceitos do individualismo e da liberdade (bem como quase tudo de positivo que havia na civilização ocidental) ao cristianismo, e argumentava com
veemência que, enquanto os libertários fizessem do ódio à religião um princípio
básico de organização, eles não chegariam a lugar algum, dado que a vasta
maioria das pessoas em todas as épocas e lugares sempre foi religiosa.

Por favor, na colagem da página inicial do site, associada à chamada deste artigo, que diz “Imagine no religion”, onde aparecem o Hitler, o Mao e o Stalin, quem é o louro cabeludo e barbudo no canto inferior direito?
Gostaria de começar o meu comentário pedindo desculpas pelos meus comentarios insultuosos no artigo sobre a liberação da maconha, realmente eu peguei pesado, foi mal aí pessoal, me desculpem.
Com relação a este artigo sobre libertarianismo e religião, ele traduz muito aquilo do que eu sinto a respeito destas duas ideologias, conservadorismo e libertarianismo. Acho que conservadores e libertáios têm muito o que aprender uns com os outros. O Conservador por exemplo deve aprender com o libertário que o estado é o seu maior inimigo, por mais mínimo que ele seja, e que este só existe para destruir as duas coisas que ele mais preza: a família e a tradição.O Libertário deve aprender com o Conservador que sem valores morais não existe capitalismo e muito menos Libertarianismo, para ser libertário não precisa ser libertino. Como diz o texto, a religião pode ser um aliado de peso destas duas forças, por mais que ela seja odiada por muitos libertários, estes não podem negar que ela causou menos danos a humanidade do que o Estado, e como bem diz o autor: O inimigo de meu inimigo é meu amigo.
Quem sabe num futuro próximo Libertários e Conservadores não possam até criar uma ideologia em comum, algo como Libertconservadores ou conservlibertarios. (alguem por favor dê outra dica de nome que as minhas foram Horriveis!)
Excelente artigo!
Parabéns pela tradução!
Tenho muitas opiniões contrárias ao estatismo, mas não posso me deixar calar contra o libertarianismo, pois este, favorece a descriminalização das drogas e outras aberrações sociológicas. O problema é que vocês libertários estão sempre vociferando contra o estatismo, mas padecem do mesmo mal que os estatistas: são também extremistas!!!O ideal entre estatismo e libertarianismo é o equilíbrio, aliás como tudo na vida!Equilíbrio é um princípio que serve pra tudo e acredito que nesse caso também!Lembrando que equilíbrio não quer dizer 50% a 50%, pode querer dizer 60% a 40%, o importante é não haver extremismos.Mas sobre o artigo, concordo plenamente em relação as religiões!!
Leandro, o Rothbard não era agnóstico? O Block tá falando que ele era pró-catolicismo…
Este é o mesmo Walter Block que escreveu “Defendendo o Indefensável”?
Conciliar o libertárianismo com as crenças religiosas não é tão difícil, já que se trata de uma doutrina libertária a aberta a todas as influências. No entanto, o contrário torna-se muito mais complicado. Será que um cristão ortodoxo poderia aceitar que a mulher mundana que se vende na esquina é tão digna de respeito quanto o padeiro que prepara o seu pão? Ou que a venda e o consumo de drogas seja tão legítimo quanto a venda e o consumo da palavra de Deus?
Ademais, acho que não se está demonstrada tese que o capitalismo desmoronaria sem o cristianismo (ou que o capitalismo não se desenvolviveria sem o cristianismo), nem que todo materialismo é coletivista. É importante notar também que aqueles estados ateus suprimiram ou tentaram suprimir Deus, mas o substituiram por um Grande Líder e pelos Heróis do Povo e Líderes Revolucionários: ícones diferentes, a mesma idiotice de sempre.
Não dá para discutir capitalismo, liberdade pessoal e economica com pessoas que não possuem religião, são ateus ou coisas que o valha!
O capitalismo, destituido do pano de fundo conservador judaico cristão se torna tão desumano e cruel quanto qualquer outro sistema.
Perdão, mas eu discordo totalmente do artigo do Walter Block. Dizer que a religião é contrária aos comunistas e intervencionistas constitui um mito. As religião sempre representaram um grande entrave ao libertarianismo.
O fato é que muitos socialistas usam o cristianismo para sustentar seus fins, como a turma da “Teologia da Libertação”. A CNBB, por exemplo, assume posturas políticas claramente socialistas, defendendo o retrocesso da nação. Alguns conservadores católicos podem afirmar que se trata de uns poucos bispos esquerdistas infiltrados na Igreja, mas desconfio que seja algo bem mais estrutural.
Murray N. Rothbard disse que a Igreja Católica tende mais para o “libertarianismo” do que os protestantes. Mas não custa lembrar que um fervoroso católico – transformado em santo depois pela Igreja Católica – realmente escreveu um livro que exala socialismo do começo ao fim. Trata-se de Tomás Morus e seu livro clássico Utopia, editado em latim no ano de 1516. A obra descreve um Estado imaginário considerado ideal pelo autor, tendo como modelo A República, de Platão. Desde o começo do livro, fica clara a idéia de que, para o autor, um mundo ideal seria um mundo sem propriedade privada e com a felicidade coletiva colocada acima dos indivíduos. O ataque aos ricos é freqüente, como nesse trecho: “Ponham um limite às compras em massa dos poderosos e a seu direito de exercer uma espécie de monopólio. Que diminua o número dos que vivem sem fazer nada. Que se retome o trabalho da lã, a fim de que uma indústria honesta possa ocupar utilmente essa massa ociosa, aqueles que a miséria já transformou em ladrões…”. Ou seja, Morus cai na falácia de que os ricos detentores dos meios de produção exploram os pobres, e que a miséria transforma necessariamente as pessoas em ladrões. São bandeiras claramente esquerdistas. Mas para quem acha que o contexto da época justifica essa postura e que ainda não é possível afirmar que Morus era um defensor de idéias socialistas, segue um trecho bem mais direto: “Com efeito, esse grande sábio (Platão) já havia percebido que um único caminho conduz à salvação pública, a saber, a igual repartição dos recursos. E como realizá-la onde os bens pertencem a particulares? Quando cada um exige o máximo para si, não importa o título que alegue, e por mais abundantes que sejam os recursos, uma minoria irá açambarcá-los e deixará a indigência ao maior número. […] Estou portanto convencido de que os recursos só podem ser repartidos com igualdade e justiça, que os negócios dos homens só podem ser bem administrados, se for suprimida a propriedade privada.” Quando Morus começa a descrever a ilha ideal, vemos claramente o caráter autoritário presente na ideologia socialista. Ele diz, por exemplo, que “uma única atividade é comum a todos, homens e mulheres: a agricultura, que ninguém pode ignorar”. Além disso, “cada família confecciona ela própria suas roupas, cuja forma é a mesma para toda a ilha”. É justamente o igualitarismo pregado pelos socialistas depois. Não é possível restar mais dúvida. Tomás Morus, o católico fanático, é um dos precursores do socialismo, calcado em Platão. Sua contribuição para o avanço das idéias socialistas é reconhecida pelos próprios, e o autor foi cultuado pela Revolução Russa, que lhe erigiu uma estátua em homenagem às idéias contidas em Utopia.
Então, eu acho que as religiões sempre representaram um entrave ao libertariaismo.
Ótimo artigo, MUITOS libertários deveriam aprender com ele. Por essas e outras que Walter Block está no top 3 dos meus autores favoritos
Hitler ateu? Hum, sei não…
O problema não é a religião ou o ateísmo, o problema é a mistura deles com o estado, sempre causa problemas.
Se ateísmo fosse problema, os grandes índices de ateísmo não estariam nos países mais ricos e desenvolvidos, e os índices baixo de descrença não seria tão pequeno em países pobres.
A Bíblia é permeada de mensagens de liberdade, como os abaixo:
Gál 5:1 Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo de escravidão.
2Co 3:17 Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.
Joã 8:32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Ats 5:27 E tendo-os trazido, os apresentaram ao sinédrio. E o sumo sacerdote os interrogou, dizendo:
Ats 5:28 Não vos admoestamos expressamente que não ensinásseis nesse nome? e eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem.
Ats 5:29 Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens.
Tgo 2:12 Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como havendo de ser julgados pela lei da liberdade.
Gál 5:13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros.
Luc 4:18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
Isa 61:1 O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
Lev 25:39 Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado e vender-se a ti, não o farás servir como escravo.
Deu 24:17 Não perverterás o direito do estrangeiro nem do órfão; nem tomarás em penhor o vestido da viúva.
Deu 24:18 Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te resgatou dali; por isso eu te dou este mandamento para o cumprires.
A Bíblia também refuta o Estado como instância máxima do poder:
Mar 12:17 Disse-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E admiravam-se dele.
Slm 62:11 Uma vez falou Deus, duas vezes tenho ouvido isto: que o poder pertence a Deus.
Os judeus foram escravizados pelos totalitários Estados egípcio, babilônico,medo-persa e romano; os cristãos foram perseguidos pelos romanos e pelo Sinédrio. Cristo e muitos de seus discípulos foram mortos pelas mãos de oficiais romanos.
A quase totalidade das religiões sofreu ou sofre algum tipo de perseguição ou interdição por parte do Estado. Sabem muito bem o valor da liberdade e o peso da mão totalitária do Estado.
As intenções do reino racional entre a ciência e Deus vão muito além das repercussões agora limitadas a liberdade, religião e totalidade do Estado. Compare o conjunto do sistema Hegeliano e do Post:
Hegel: “Após haver elevado e eu até o Espirito Absoluto, quer dizer até Deus, e haver identificado Deus com a totalidade do ser, o sistema hegeliano era levado a considerar que a natureza era Deus desdobrado no espaço e que a história era Deus desdobrado no tempo. A natureza e a história podiam assim ser reconstruídas especulativamente e de maneira definitiva.”
O post: “As opiniões acima expressadas são consistentes com o ponto de vista do meu eterno mentor, Murray Rothbard. Esse brilhante erudito, que frequentemente era chamado de “Senhor Libertário”, justamente por representar a epítome do libertarianismo, era uma pessoa extremamente favorável à religião, sendo especialmente pró-catolicismo.”
Se for para o “Senhor Libertário” dissociar o movimento austro-libertário da tarefa de compreender os progressos da ciência para se estender à religião, melhor que ele fosse pró-Hitler.
As analises histórico-concretas serão resolvidas com a lógica abstrata de como o homem parte da história, porque a economia lida com objetos, mas os trata como coisas, que não tem interatividade básica consigo mesma, como quer o problema teológico ou pela política.
Em Fichet, pág 80 “Portanto, a verdadeira questão polêmica entre o idealismo e o realismo é: que caminho se deve tomar na explicação da representação?”
A alienação da ciência ao mercado financeiro fez voar em pedaços as especulações da “filosofia da história”.
O problema de representar o regime da propriedade privada se resume numa palavra: o “modelo”, do composto que justifica as mudanças do processo interno, com o veículo de devir correspondente ao contrário exterior, o qual consiste na interconexão entre a natureza e a sociedade; e isso ocorre onde a história irá transformar a produção, em unidade de uma totalidade contrária – posto que esta vale como liberdade do fazer, porém, considerando que a moeda é como um Deus, ela está com a concepção que deixa parada muitas as nações no tempo.
Contudo, para isto ser resolvido existem os pares matemáticos da relação de valor com sistemas de poder: sujeito e objeto, partes de espaço de tempo do relativo pelo absoluto e o finito com o infinito.
A histórica passagem do estado para a matriz de valor da economia, atribuído a representar a liberdade do homem, exige a reconstrução definitiva da produção da natureza num sistema em si, tal a própria autonomia da propriedade privada no tempo.
Ou vocês querem que exista a história sem tempo e espaço, e a moeda física devote o seu caráter de crises sistemicas aos intelectuais e religiosos dessa ou daquela escola?
Até agora ninguém respondeu quem é o cara louro, cabeludo e barbudo no canto inferior direito da imagem associada à chamada desse artigo, rs!
Aproveitando que a coisa se enveredou para ‘religião x desenvolvimento’, aproveito para compartilhar um link, para os que não viram:
Em 27/09/2010 a Folha publicou uma pesquisa interessante sobre religiosidade e desenvolvimento econômico que demonstra que, com excessão aos Estados Unidos, quanto mais religioso, mais pobre tende a ser um país.
www1.folha.uol.com.br/poder/805103-quanto-mais-religioso-mais-pobre-tende-a-ser-um-pais-diz-pesquisa.shtml
Meu pai completou apenas o segundo ano do ensino fundamental. Está aposentado agora, mas conduziu sua vida e de nossa família sem demandar nenhum centavo do estado. Foi um self-made man. Não precisou ler uma só linha de Marx ou Mises para saber que sobreviver do próprio esforço é moral e materialmente o melhor caminho. Sempre que falava (e ainda fala) sobre o governo e políticos em geral, era em tom de total desconfiança. A explicação: sua inabalável fé católica. Se eu tivesse 1% do conhecimento de Thomas Woods seria capaz de explicar essa conexão…
Quando criança, recebi da minha família essa herança. Na adolescência e juventude flertei com o ideário comunista. Espero que Deus me perdoe por isso. Passei a olhar meus familiares como babacas reacionários. Um pouquinho de humildade, maturidade e conhecimento adquiridos depois da universidade me ensinaram que a porcaria da “revolução” é coisa de quem nega a realidade e a verdade. Em suma, estupidez em seu mais alto grau de sofisticação.
Depois de muita reflexão e leitura (o site do IMB ajudou muito) posso dizer que estou “limpo”. O filho pródigo volta pra casa e diz a seu velho pai: você estava certo.
Prezado Leandro\r
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O texto “Religião e Libertarianismo” traz importantes informações sobre dois aliados essenciais da filosofia da liberdade: a família e as religiões.\r
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Uma pessoa com fortes vínculos familiares e religiosos vai sempre rejeitar o estatismo, vez que ela vai ter conforto material e espiritual garantido no seu seio familiar e religioso.\r
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Nas eleições presidenciais de 2010, vencidas pelo grotesto PT e a terrorista marxista-leninsta Dilma, bastou aparecer a Bíblia para a petezada ficar tremendo de medo.\r
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Os estatistas não temem qualquer mecanismo estatal de controle e fiscalização pois sabem que estas instituições podem ser destruídas ou submetidas aos seus interesses escusos.\r
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Já a família e as religiões não são facilmente destruídas pois estas atuam na esfera privada da vida das pessoas, sempre longe do controle estatal, bem como possuem sua própria agenda e valores.\r
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Frise-se que a Escola Austríaca foi fundada por religiosos na Espanha, informação amplamente divulgada no IMB.\r
\r
O site “Mídia sem Mascara” que defende o conservadorismo em seus textos, em várias ocasiões, utilizou os textos do IMB para falar sobre economia.\r
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Assim, os defensores de economia de mercado e da tradição judaico-cristã tem mais em comum do que imaginam e podem e devem ser parceiros na luta pela liberdade das pessoas.\r
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Esclareço que tenho noção de que não esta entre os objetivos do IMB a defesa de tradição judaico-cristã.\r
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De qualquer forma mais um bom texto sobre a filosofia da liberdade.\r
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Recomendo a leitura do site “Mídia Sem Mascara” e “Blog do Reinaldo Azevedo” em conjunto com os textos do IMB.\r
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Abraços\r
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A diferença entre o esquerdista e o libertário (se ambos forem ateus)
É que o primeiro vê um crucifixo como um símbolo ofensivo, o segundo vê dois pedaços de madeira colados.
Gostei muito do artigo.
A principal mensagens do Cristianismo é muito clara: ame ao próximo (i.e. faça caridade por vontade própria, e perdoe o próximo quantas vezes for necessário). É uma ideia diametralmente oposta à da falsa moralidade do estatismo, onde a "ajuda" ao próximo é feita na marra, por coerção. Coerção é exatamente o oposto do "proposta" de Cristo, que sugere que todos façam caridade VOLUNTÁRIA.
Em meus inúmeros debates contra intervencionistas, principalmente quando me atacam com argumentos relacionados à pobreza, eu os lembro que "Nem Deus obrigou os homens a doarem nada…quem os socialistas acham que são então para me obrigarem a ajudar alguém". O socialismo não é antagônico ao cristianismo somente porque teme o poder da família e da igreja. É muito mais do que isso: o socialismo é visceralmente contra toda religião "caridosa" porque os princípios de caridade e amor caritas dessas religiões (cristãs incluídas) esvaziam o falso argumento moralista/altruísta dos intervencionistas. Em um mundo cristão ideal como Cristo sugeriu, onde todos ajudam a todos por amor, não haveria desculpas para a criação de um estado gordo e corrupto. Esta é a principal razão dogmática/psicológica (consciente ou não) pela qual totalitários não gostam de religião, e não o medo da disputa de poder com a família e o clero.
Além deste antagonismo entre caridade voluntária e distribuição forçada, existe um outro aspecto que afasta o socialismo de religiões, e que une libertarianismo e religião: similaridade de perfil psicológico profundo. Não sou psicólogo, mas sei que existe claramente semelhanças psicológicas entre religiosos e libertários no que tange à disciplina, à competitividade, e à admiração pela meritocracia, e à ética, perfis psicológicos raramente encontrados em socialistas e intervencionistas que querem a tutela e o oversight do estado patriarcal.
Apesar de eu achar que existe uma enorme intersecção de princípios e de traços psicológicos entre pessoas religiosas e de pensamento libertário, não acredito que as bases do pensamento libertário derivem da religião necessariamente – não acho nem pertinente tentar defender esse link, e nem ao menos acho que religião deveria ser tópico relevante no debate político, mas sim temas totalmente separados. Mas o outro extremo, da linha Randiana, me deixa muito triste. Sou católico, libertário fervoroso de alma, brigo quase todo dia pelos pensamentos libertários, e fico triste quando vejo que ainda existem pessoas querendo contrapor agressivamente o cristianismo contra teorias libertárias.
Já faz muito tempo que as Igrejas cristãs (principalmente a católica) estão focadas somente em religião puramente, e não em governo ou poder for the sake of it. Obviamente qualquer cristão irá seguir e agir de acordo com seus valores e suas crenças onde quer que esteja em qualquer esfera, mas o verdadeiro cristão nunca irá forçar ninguém a nada, pois isso seria contra o princípio do livre-arbítrio pregado por Cristo. Ficar criticando princípios Cristões porque seres humanos da "Igreja" de séculos atrás não seguiram esses mesmos princípios Cristões me parece uma criancice.
Religião é lavagem cerebral. Assim como o estatismo.
Acredito que o Cristianismo é um opositor da liberdade, pois o deus cristão é intervencionista, e governa com medo e culpa. Ameaçando com “sanções” eternas no pós vida. A religião foi o primeiro tipo de dominação de indivíduos que ocorreu. A religião fere a liberdade de ação, e desvia de uma ética baseada em consequências terrenas, a curto e longo prazo.
Ateu, Racionalista e Libertário.
Marcos e Anarco, não é possível que vocês não conseguem entender a diferença entre "religião" e "atitudes de pessoas que se julgam religiosas". Todo político é corrupto? Ou melhor: quer dizer que as idéias de direita nas quais Demostenes acredita deixam de ser boas, enquanto valores, a partir do momento que Demostenes foi acusado de corrupção? Este é o racional de você pelo jeito. Entendam uma coisa: os conceitos básicos das maioria das religiões (cristões, judeus, espíritas, etc), são basicamente relativos a amor ao próximo (leia-se, bondade, compaixão, altruísmo voluntário por não querer ver alguém sofrer, empatia), e perdão (perdoar quem te quer mal). Todo o resto são conceitos que as algumas PESSOAS que se julgam religiosas cunharam, interpretaram de acordo com o que achavam correto. Inclusive eu, e muitos religiosos verdadeiros, não concordam com regras que humanos anexaram aos verdadeiros conceitos puros das religiões. Mas mesmo essas regras ditadas por religiosos, dizem respeito somente ao comportamento dos religiosos, e é problema nossa achar se elas estão certas ou não, e não aos ateus. Se você não acredita na existência de Deus, não deveria estar incomodado com o que os religiosos interpretam. Mesmo as igrejas e cultos não obrigavam você a NADA! Pelo contrario, o principio verdadeiro da religião ;e o livre-arbitrio, ou seja, faça como QUISER, acredite no que QUISER. Isso é liberdade, igual ao capitalismo: trabalhe mais se quiser, e ganhe mais se quiser, ninguém esta te impondo nada. É tão óbvio isso…
Uma coisa é criticar um babaca que se julga religioso e tem atitudes políticas não-libertárias, outra coisa é criticar alguém porque ela acredita nos conceitos core das religiões como perdão e amor ao próximo. Eu farei coro com você e o ajudarei a bater forte em qualquer político religioso que queira usar o nosso dinheiro para fins religiosos. Se o único alvo de suas críticas forem os políticos religiosos idiotas que usam o dinheiro do taxpayer para fins religiosos, eu concordo com vocês. O que eu acho um absurdo, na verdade, é a crítica agressiva pura e simples a credos religiosos no nível teórico, ou à religião X ou religião Y. Isso sim, se feito, é preconceitusoso, desnecessário, anti-liberdade, e no mínimo, ineficiente para o movimento libertário, além de desrespeitoso, claro. Existe uma grande diferença entre criticar a atitude de políticos ignorantes e religiosos que misturam religião com estado, e criticar a religião em si dos sujeitos. Falar mal de uma religião por causa de alguns mal elementos que se auto-denominam desta religião é tão injusto e insensato quanto dizer que a macieira é uma merd* porque 1/10 das maçãs apodrecem cedo demais. Concordo com você que muitos dos políticos do mundo inteiro (não somente do Brasil), misturam alhos com bugalhos, mas não é a religião dessas pessoas que manda eles fazerem isso. Eles fazem isso porque distorcem as coisas, são uns coitados que não conseguem entender que religião não é coerção, NÃO PODE ser coerção, pelo contrário. Então é justo bater neles, mas não nos valores da religião deles. Não está escrito na bíblia, e nenhum padre diz para eles misturarem taxpayer $$ de ateus com a religião. Pelo contrário: "A César o que é de César", já dizia o próprio Cristo.
É MUITO FÁCIL CAIR NO MESMO ERRO INJUSTO E CONTRADITÓRIO QUE MUITOS DITOS "RELIGIOSOS" CAÍRAM NO PASSADO E AINDA CAEM, DA INTOLERÂNCIA E DA AGRESSÃO AOS QUE PENSAM DIFERENTE. QUEM FAZ ISSO COM CERTEZA NÃO É CRISTÃO, JUDEU OU ESPÍRITA DE VERDADE, E MUITO MENOS LIBERTÁRIO….
Sou libertário, odeio estado interventor mais do que vocês provavelmente, mas acredito na espiritualidade também. Acredito que esta vida aqui é algo passageio somente, que tem algo após aqui, E ISSO NÃO ME FAZ MENOS LIBERTÁRIO. Mas as suas críticas agressivas e desrespeitosas à minha espiritualidade fazem SIM você menos libertário. Se vocês querem fazer briguinha infantil aos conceitos mais broad de religião e fé baseados em coisas que os HOMENS fizeram no passado, vão se unir aos grupos ateus anti-religiosos de carteirinha, e não ao libertarianismo.
Se você não entender isso que disse, tente pelo menos entender o lado "burro" da sua atitude, que não ajuda em nada a propagação do libertarianismo que tanto apreciamos: a insistência de alguns libertários de tentar fazer uma contraposição entre religiosidade e libertarianismo, como se as duas coisas fossem necessariamente mutuamente exclusivas, é um erro não somente conceitual, mas também um erro estratégico-politico. O linchamento de religiões por parte de alguns libertários são um tiro no pé da causa libertária. Temos que nos unir, e não discutir religião. Existem MUITOS libertários que não são ateus no mundo inteiro, incluindo aí diversos contribuidores e escritores libertários (poderia citar alguns somente do IvM aqui nos EUA). Além disso, essa implicância de atuais libertários que defendem apenas os pensamentos de Dawkins ou o objetivismo da nossa doce Mrs Rand acabam somente repelindo pessoas que poderiam nos ajudar a lutar contra a praga do estado. Ao se misturar religião e política, acaba-se postergando esse falso estigma de que libertários não podem ter religião. Esse debate sem propósito sobre religião por parte de auto-denominados (e falsos) libertários acaba restringindo desnecessariamente o universo de pessoas que apesar de concordarem com o os conceitos de liberdade do libertarianismo, ficam com receio de serem chamados de libertários devido a essa perversa associação enganosa que foi alimentada entre ateísmo e libertarianismo. Libertarianismo não é sinônimo de "iluminismo anti-religioso". Pelo contrário, eu até poderia colocar aqui textos para mostrar que os conceitos principais de religiões como liberdade, free will, ética e caridade VOLUNTÁRIA são totalmente compatíveis e alinhados com os conceitos de liberdade do libertarianismo. Mas não vou entrar nessa seara por aqui, e vou me ater apenas ao meu ponto mais "pragmático" neste meu apelo a vocês "libertários anti-fé".
Apesar de eu ver links claros entre valores religiosos e libertarianismo, meu objetivo aqui não é entrar no lado teórico da questão. Esse é um ponto mais filosófico, e teríamos que debate-lo ao vivo. Além do mais, por princípio eu acredito que política e religião têm que ser totalmente separados, não alvo de debates, algo que imagino que vocês "ateus anti-religiosos" não acreditam dado a luta diária de vocês para criar um antagonismo entre libertarianismo e "amor ao próximo". Se vocês querem contradizer o próprio principio de liberdade que acreditam defender, e continuar atacando uma tema totalmente individual como a fé de cada um, ok, vivam com a incoerência de vocês. Mas seria inteligente da parte de vocês se vocês usassem a suas brilhantes racionalidades para prestar atenção pelo menos na "ineficiência" dos ataques às religiões, no que tange ao avanço do libertarianismo na política. Isso nos atrapalha a propagar o libertianismo e a quem sabe um dia sermos elegíveis no Brasil…
Sandro, você realmente é hilário, Alan Denadary tem razão. Já vi muitos ateus que têm raivinha enrustida no coração contra religiosos argumentarem bem, mas você…além de ser incoerente e agressivo desnecessariamente (alias, como comunistas quando falam sobre religião), não o mínimo de conhecimento para vir debater aqui no site do IvMB.
"pessoas seguras preferem discutir e mostrar do que censurar e esconder ideias opostas". Ah, entendi, por isso você coloca aqui as suas opiniões no anonimato não é?
Nossa, Sandro Anônimo, você deve se achar malandro, não é? Uaaaau, como eu queria ser "malaco" como você Sandro, você deve ser super radical e divertido e fumar bastante maconha não é?! Puxa, como eu gostaria de ser tão libertário assim como você! Os religiosos são todos um caretas antiquados e quadrados, não acha?
Sandro anonônimo, tenha dó vai, acho que é você quem tem conceitos da Idade Média. O último "não-ateu" que você conheceu deve ter sido a sua avó. A sua referência de pessoas com fé ainda é alguém da década de 20…certeza.
Você deve ser um bicho-grillo comunista que não estudou NADA sobre libertarianismo. Se tivesse estudado minimamente, saberia que libertários religiosos são a favor da não-proibição de drogas (independente do que seres humanos das "igrejas" digam), e todo qualquer outra liberdade individual, desde que não faça mal à vida de terceiros, ou seja, libertários de verdade SIM. Acho que no fundo você é o " vagabundo maconheiro guevarista" que mencionou, e VOCÊ é quem tem "birrinha emocional", birrinha emocional contra pessoas que acreditam em algo além da morte. Vai entender né….por que será que religião te incomoda tanto? Se os conceitos sugeridos pelas religiões, de amor ao próximo, perdão e vida eterna não te fazem mal algum, s#ao inofensivos, e nem ao menos te obrigam a nada, porque tanta raivinha no coração? Não sou psicólogo, mas acredito que algum religioso te podou em toda sua rebeldia em algum momento da sua infância…e por isso hoje você não consegue usar sua brilhante racionalidade para entender os conceitos core das religiões e as coisas ruins que os humanos fizeram em nome de religiões. Sandro Anônimo, faça dois favores aos libertários:
1) vá estudar um pouco. Se não acredita em nós, vá ler Thomas Woods, Murray Rothbart, Walter Block, Lew Rockwell, Steven Yates, etc
2) deixe de dizer que é libertário, POR FAVOR, isso não só atrapalha a causa libertária politicamente, como também passa a errônea imagem a quem te escuta de que libertários são intransigentes, e desrespeitosos com as opções religiosas dos outros
Cada um que aparece aqui…
Aos que odeiam o cristianismo, lembrem-se da contribuição crucial do protestantismo tardio para o desenvolvimento do capitaismo liberal.
“Sequer sou agnóstico: estou convencido da não-existência Dele.”\r
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Como você se convence da não existencia de algo que você supõe não existir?\r
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Loucura?\r
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Uma posição que a própria Igreja condena mas permite que você em algum momento da sua vida tenha é a DÚVIDA, ou a INCETERZA. Nunca a certeza em. Isso é ilógico.\r
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Gosto muito do Instituto Vom Mises, mas nesse assunto ele não tem autoridade moral de adentrar.\r
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E o WB no artigo deixa claro a importância da instituição que a Igreja, principalemte e talvez a única e que durante tanto tempo protegeu e a coloca em um pedestal que nenhum governo tem a coragem de diexar: A FAMÍLIA.\r
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Muitas religiões ressaltam a primazia do livre-arbítrio em uma vida correta, sendo que a retidão só pode ser alcançada através da escolha voluntária ao bom caminho. Afirmam, também, que o bom e agradável a Deus só pode ser verdadeiramente efetuado quando forem facultativos, e que o adesão aos princípios de Deus só é possível quando se há a possibilidade de não fazê-la. Mais objetivamente: Um homem só é bom quando, mesmo com a chance de fazer o mal, escolhe fazer o bem.
Pelo que se observa, os princípios acima se encaixam a várias e várias religiões, principalmente na cristã.
Não há, então, a possibilidade de transgredir a liberdade individual sem que se lance fora as bases do cristianismo; sem que se retire de consideração o respeito à faculdade do homem de escolher fazer o bem, não de compulsoriamente fazê-lo; até mesmo porque tal feito é impossível.
Tendo em vista estas afirmações, não há como qualquer seguidor do cristianismo – e outras religiões que alardeiem o livre-arbítrio – irem de encontro ao libertarianismo sem trair suas próprias convicções.
Sempre gosto de pensar que louvo as liberdades individuais não porque sou libertário, mas sim porque sou cristão.
Parabéns pelo artigo. É um fato amplamente conhecido que o ideal liberal encontrou terreno fértil para seu nascimento dentro do contexto da moral judaico-cristã, obviamente que nenhum de nós precisa ser nem judeu nem cristão para apreciar seus resultados positivos em termos de respeito à vida humana, direito de propriedade e liberdade individual. O problema que vejo em uma boa parte do movimento libertário é justamente a tentativa de esvaziar o liberalismo dos fundamentos morais que criaram as condições para a sua própria origem.
A existência de um código ético que permeia e guia as ações dos indivíduos é uma constante em todas as civilizações humanas, e constitui-se da quebra deste código, a atitude anti-social passível de punição. Este estabelecimento dos padrões morais é imprescindível para que haja ordem na sociedade e geralmente surge pela via religiosa, que em última análise, é uma iniciativa privada sustentada por doações. Quando criticamos a religião, portanto, precisamos compreender que a sua alternativa é um código ético criado “em laboratório” pelo Estado. Historicamente a substituição das igrejas pelos partidos resultou sempre em tirania e solapamento da dignidade humana, por fim, a antítese de qualquer padrão moral que se tenha estabelecido inicialmente.
O liberalismo esvaziado dos conceitos éticos que o precedem torna-se apenas um sistema econômico, sem alma, sem consistência, jamais sendo um sistema político efetivo com a capacidade de abarcar a complexidade da vida social como um todo.
Bem, este é o Mises Institute, não o portal libertarianismo ou ordem Livre, ou algo do tipo, então considero correto utilizarmos a visão de Ludwig von Mises, que ao que nos consta, não defendia a extinção do estado, posso estar errado, mas parece-me que é isso. Ayn Rand (e lembrando que este e o Instituto Mises) deu sua contribuição, mas desculpe-me dizer, fica obscurecida ante Mises e Böhm Bawerk. Suspeito que ela tenha ficado mais à frente por propaganda do que realmente por um bom conteúdo, confesso que ainda tenho de fazer mais leituras, mas é essa minha visão sobre isso.
eu particularmente penso que o IMB deve deixar a religiao de lado…
eu vejo que nos EUA o Mises Institute, tem em varios de seus artigos referencias ao cristianismo!
mas não pensem que sou ateu… eu sou espiritualista, acredito que Jesus existiu mas nao foi o mesmo das escrituras bíblicas..
mas eu penso que o IMB deve se focar em falar apenas do lado político e economico da sociedade!
religião é algo muito pessoal, e o Brasil é um país cheio de diversas religiões, então se vocês ficarem falando só em cristianismo e catolicismo, terão que falar também de espiritismo, budismo, umbanda, etc…
Quem condenou a Cristo quando esteve em forma humana no mundo?Resposta:O povo induzido pelos religiosos e o Estado da época.
A religião que Deus,aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.
Tiago 1:27
Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.
Colossenses 2:8
Por mais sensato que pareça a filosofia do IMB (acredito ser a mais sensata)nunca vai deixar de ser uma filosofia humana passível de erros.Essa sede de justiça que se nota aqui jamais se concretizara nesse mundo.
“O inimigo do meu meu inimigo é meu amigo”. O inimigo do meu inimigo fatalmente será meu único inimigo ao final.
Estado e religião são dois monstros que se equivalem. Igualmente inimigos da liberdade civil e da iniciativa econômica. Ao destruir um você terá que lidar com o outro fortalecido pela ausência do primeiro. O ideal seria estimular que ambos se destruíssem ou se enfraquecessem ao ponto de serem abatidos
Se os socialistas querem enfraquecer e destruir a família a a religião é porque estas são obstáculos ao avanço do socialismo. Assim, independentemente de suas convicções e preferências pessoais, os defensores da liberdade devem se opor a esse empenho socialista.
Existe afinidade entre os princípios liberais e o cristianismo original, embora ela tenha se perdido em várias épocas e lugares. Para ser um liberal não é necessário ser cristão e nem sequer teísta. Mas é necessário seguir uma versão secularizada de uma série de princípios cristãos.
Como mostrou o historiador Paul Johnson, é impossível obrigar alguém a se tornar um genuíno cristão: isso só gera rebeldes ou hipócritas. O cristianismo se corrompeu de vez quando se tornou a religião estatal do Império e a filiação passou a ser obrigatória.
* * *
Por falar em Thomas Woods, ele tem um livro magnífico chamado “Como a igreja católica construiu a civilização ocidental” . É um livro bomba, com várias pesquisas sérias, sobre as contribuições da igreja no tão pejorativo nome “idade das trevas”, que, de escuridão não teve nada. A escola de Salamanca é só um capítulo no livro. Fica a dica.
Sem religião, graças a deus ou qualquer ser mágico da predileção de cada um.
Direita e Esquerda, núcleos eternos propagandísticos sem vínculo temporal.
Liberal Clássico e Humanista Secular.
Eu também sou ateu libertário e tenho muito respeito pelas religiões, principalmente pelo cristianismo e o judaísmo.
Me identifiquei e concordo completamente com o que foi escrito pelo autor.
Não li todos os comentários e por isso não sei se alguém já postou algo a respeito.
Estudo o Espiritismo (doutrina cristã codificada por Alan Kardec) a algum tempo e penso que essa doutrina filosófica, científica e religiosa tem muito a ver com o libertarianismo
“Mas e quanto ao fato de que a maioria das religiões, senão todas, apóia a existência do estado? Não importa. Apesar de que algumas religiões organizadas podem frequentemente ser vistas como defensoras do estatismo, o fato é que esses dois ditadores, Lênin e Stalin, já haviam entendido tudo: não obstante o fato de pessoas religiosas frequentemente apoiarem o governo, essas duas instituições, estatismo e religião, são, no fundo, inimigas.”
de onde tiraram essa ideia de que estatismo e religião são inimigos? ou de que a religião é visceralmente opositora ao governo?! olha o espantalho, cidadão….
Lênin e Stalin perseguiram os religiosos por que o comunismo abraçado por eles é fundamentalmente materialista (lembram do materialismo histórico e dialético), ele nega qualquer estatuto ontológico ao ser humano; ele exclui completamente a dimensão metafísica da existência humana, subvertendo a realidade para sufocar o homem na prisão ideológica da revolução, quando o sentido é hipostasiado num futuro utópico e o indivíduo apenas uma engrenagem. Eles perseguiram a religião por que a religião encarnava a verdade que insistia em desmascarar o terror. (e não por que ambos são intrinsecamente opostos e excludentes)
Esse post merecia ser atualizado agora no auge do movimento pró Bolsonaro. Como ateu, francamente estou muito preocupado com a possibilidade de uma pessoa desse tipo chegar ao poder, o que será que o Sr. Walter Block acha?
o anarcocapitalismo ja é uma religião, mas é ainda mais absurda. promete algo irreal que nunca existirá. discutir esse tema com seriedade é como discutir Harry Potter com seriedade.
Eu achava interessante o liberalismo clássico, mas o que mais existe são defensores de religião naquele movimento, ideologia, sei lá o que eles são!
Sou contra qualquer crença religiosa. Eles usam o Estado pra restringir tudo que tem de bom neste mundo: Querem restringir profanação religiosa em filmes, séries, músicas, são contra o funk, contra o rap, contra a sexualidade nas músicas sertanejas, contra a maconha, são a favor e já defenderam o PT (Universal, por exemplo)…
Cada vez mais estão presentes no poder legislativo. No Congresso Nacional estão cheio deles e agora estão tentando restringir o aborto quando houver estupro.
Sou agnóstico, não ateu como o autor, mas acredito em um mundo sem religião, capitalista com liberdade econômica.
Agora vou seguir o Libertarismo, já que são contra qualquer formação governamental que tente restringir nossas liberdades, justamente aquelas proferidas pelas mais diversas religiões, principalmente as cristãs!
“Senão existisse Deus não haveria ateus” Porque será que grandes ateus se tornaram cristãos? Talvez decidiram ter uma mente mais aberta e “provar” o cristianismo .
É impossível um católico (ou qualquer pessoa) ser libertário ou liberal, é mesmo uma heresia. O princípio da propriedade privada não faz sentido em um universo metafísico determinado por Deus, o libertarianismo é uma ideologia revolucionária que coloca sua visão de propriedade privada acima do poder de Deus e acima do poder da Igreja, a quem foi dada as duas espadas: espiritual e temporal.
Onde verificar o que estou falando? Leiam a bula papal Unam Sanctam que aqui deixo, vejam o que explicou, sobre o liberalismo e afins, o professor Carlos Nougué e a Montfort, e o que a Igreja ensina sobre heresia (pode ser pelo pe. Paulo Ricardo por exemplo). Abaixo a bula:
http://www.veritatis.com.br/unam-sanctam-bonifacio-viii-18-11-1302/amp/
Enquanto isso, as religiões vão se aproximando do marxismo.
Imaginem: Catolicismo+ neopentecostalismo + marxismo + pós-modernismo + lulo-petismo?
É o que está ocorrendo aos poucos…
Religião é controle de massas, sempre foi e sempre será, ser libertário e religioso não faz sentido algum.
Tem libertário que é a favor das cruzadas e defende o libertarianismo.
Religião está mancomunada com o estado, um dos exemplos foi a omissão da igreja católica com o nazismo. E há interesses em comum de estado e religião, como por exemplo o controle da massa e povo obediente ao estado e a Deus, religião e estado criminalizam o aborto, favorecem nascimentos indesejados, pois, esses serão os seus futuros contribuintes/fiéis.