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Eis as únicas três maneiras de se organizar uma economia

Existem três e apenas três maneiras de se organizar uma economia. Todas as outras são meras combinações e permutações destas grandes três.

Socialismo

Uma dessas maneiras é o socialismo, que é o total controle estatal dos meios de produção. O estado é dono, controla e administra as fábricas, as siderúrgicas, as indústrias, as empresas aéreas, as minas, todo o setor agrícola, as escolas, os meios de comunicação etc. 

Sim, você é o dono da sua escova de dente e das suas roupas de baixo. Dependendo da “benevolência” do estado, você pode até ter uma bicicleta ou até mesmo um carro. Mas você não pode utilizar nenhuma destas suas posses para propósitos comerciais. Você não pode vender nada em troca de dinheiro. Igualmente, você só pode trabalhar e produzir em empreendimentos controlados pelo estado. Preços e salários são determinados pelo estado. Lucros são proibidos. Tudo deve ser igualmente dividido entre tudo e todos.

União Soviética, Cuba, Coreia do Norte, a China de Mao Tsé-Tung, o antigo Leste Europeu e a atual Venezuela — todos tentaram este arranjo. O resultado é bem conhecido

Fascismo

Outro arranjo econômico possível é o fascismo. 

Nele, há propriedade privada dos meios de produção, mas é só um verniz. Krupp, Stuka, BMW, e Volkswagen eram empresas geridas privadamente sob o nazismo, mas apenas na teoria. Estes meios de produção eram tão intensamente regulados pelo estado, que, na prática, era como se o estado fosse seu real gerente.

Sob o fascismo, há controle de preços (não em todos os setores, mas nos “estratégicos”) e é o governo quem decide o que pode e o que não pode ser produzido, quem pode e quem não pode empreender em determinadas áreas, e quem merece e quem não merece receber auxílios do estado. 

Ou seja, além de poder estipular, restringir ou regulamentar o modo como os meios de produção são utilizados, o governo também proíbe ou regula o acesso a determinados setores da economia. No extremo, pode estipular que apenas ele, o governo, tem permissão para incorrer em determinada atividade comercial.

Na prática, portanto, sob o fascismo, o estado proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde e como bem quiserem.

As receitas das empresas são afetadas — positiva ou negativamente — por políticas governamentais como regulação de preços, subsídios diretos e indiretos, regime tributário diferenciado, políticas de compra de estoques excedentes, e todos os tipos de barreira à liberdade de entrada nos mercado.

Não são os consumidores que decidem o sucesso ou o fracasso de algumas empresas, mas sim o governo. É o governo quem garante fartas receitas àquelas empresas escolhidas para fazer obras públicas; quem ajuda aquelas empresas que estão em dificuldade; e quem socorre aquelas que foram à falência.

A esmagadora maioria das economias atuais são muito mais fascistas do que socialistas. Embora os governos continuem sendo os donos de estradas, parques, cursos d’água, escolas, livrarias, museus, vastas extensões de terra e empresas estatais, os governos não são os donos das fábricas, das indústrias e das fazendas. Os meios de produção estão majoritariamente em mãos privadas e há alguma liberdade para se comercializar esta propriedade privada.

Estes governos, no entanto, praticam pesadas e intensivas regulamentações. Além de praticarem, em intensidades diversas, as medidas citadas acima, a livre concorrência também é tolhida por vários tipos de restrição à entrada em vários setores da economia. 

Agências reguladoras determinam quem pode e quem não pode entrar em determinados mercados — como os setores bancário, aéreo, telefônico, elétrico, internet, TV a cabo, postos de gasolina etc.—, bem como quais serviços essas empresas selecionadas podem ou não ofertar, e quais preços podem cobrar. Subsídios e empréstimos subsidiados são destinados às empresas favoritas do governo, garantindo-lhes vantagens sobre concorrentes menores. Tarifas obstruem importações e garantem reservas de mercado para as empresas mais politicamente influentes. Altos tributos impedem que novas empresas surjam, cresçam e concorram com as já estabelecidas.

A liberdade de entrada de produtos estrangeiros no mercado doméstico é desestimulada ou mesmo impedida por meio de proibições, tarifas, quotas de importações, barreiras alfandegárias e barreiras não-tarifárias. O mesmo se aplica à entrada de potenciais empresas estrangeiras que possam rivalizar com empresas nacionais já estabelecidas em qualquer setor da economia.

Laissez-faire

O terceiro arranjo, obviamente, é o capitalismo laissez-faire, no qual o mercado — isto é, a livre interação entre consumidores, investidores e produtores — reina supremo.

Em um arranjo de estrito laissez-faire, todos os meios de produção são propriedade privada, e os proprietários têm total liberdade para utilizá-los da maneira que mais lhes aprouver, sem estipulações estatais, sem restrições e sem regulamentações (a única restrição óbvia é não agredir a vida, a propriedade e a liberdade de terceiros).

A demanda dos consumidores é o que realmente determina como estes meios de produção serão utilizados, e é ela quem determina os preços de tudo, inclusive da mão-de-obra.

A livre concorrência é plena. Não há protecionismos, privilégios, reservas de mercado, subsídios e restrições à entrada de indivíduos ou empresas em nenhum setor da economia e em nenhum tipo de mercado. Não há empecilhos burocráticos e não há agências reguladoras determinando quem pode e quem não pode entrar em um determinado setor. Qualquer empresa, de qualquer lugar do mundo, pode entrar livremente em qualquer área da economia para fornecer seus serviços.  

Há plena liberdade de comercializar com pessoas de todos os cantos do mundo, sem restrições governamentais, sem tarifas protecionistas. Qualquer indivíduo pode transacionar livremente com qualquer outro indivíduo de qualquer lugar do mundo.

O sucesso ou o fracasso de empreendimentos é determinado exclusivamente pelos lucros e pelos prejuízos destas empresas, os quais decorrem de sua capacidade de superar, no mercado, a concorrência das empresas rivais e de melhor satisfazer as demandas dos consumidores. Não há protecionismos, subsídios e nem programas de socorro a nenhum tipo de empresa falida, inclusive bancos.

Finalmente, o governo é restrito a níveis locais e sua atividade consiste unicamente em proteger a vida, a liberdade e a propriedade das pessoas.

Nas versões moderadas, há alguma propriedade e controle estatais, mas muito pouca. Os exemplos mais próximos incluem Hong Kong (antes da atual investida chinesa), Cingapura, Suíça e elementos dos EUA e do Reino Unido do século XIX.

As correlações empíricas entre liberdade econômica e prosperidade demonstram que “a riqueza das nações” é maximizada sob os arranjos econômicos que mais se aproximam deste sistema.

O que realmente temos

Atualmente, o arranjo dominante ao redor do mundo é aquele que combina alguns poucos elementos do laissez-faire com a uma maioria dos elementos do fascismo.

Sim, a maioria dos arranjos econômicos atuais é majoritariamente fascista. E é defendido com grande entusiasmo exatamente por aqueles que se dizem anti-fascistas.

O atual Partido Democrata americano, por exemplo, não é socialista no sentido clássico. Ao menos até agora, o Partido não está agitando por uma maciça estatização dos meios de produção. Na prática, o Partido Democrata é economicamente fascista, e combina sua defesa da economia fascista com elementos pontualmente socialistas, como uma forte ênfase em redistribuir tudo (que não esteja imobilizado) dos ricos para os pobres. 

Já os países nórdicos, ao contrário da crença popular, não apenas não são socialistas, como estão entre as nações que mais se aproximam da livre iniciativa. Eles estão no maior quintil — aliás, quase sempre, no maior decil — do ranking dos países que apresentam a maior liberdade econômica em termos práticos (veja todos os detalhes aqui, aqui, aqui e aqui).

Um arranjo fascista bastante popular entre os social-democratas

Uma mescla muito comum entre socialismo e fascismo resulta nas parcerias público-privadas, que nada mais são do que arranjos que combinam infraestrutura controlada pelo estado e construída com dinheiro privado.

Defensores das PPPs parecem não se dar conta de se tratar de uma variedade de fascismo econômico combinada com elementos abertamente socialistas.

Uma parceria público-privada nada mais é do que um arranjo no qual políticos escolhem seus empresários favoritos para gerenciar um determinado setor (saneamento, por exemplo), e estes empresários, como consequência, passam a atuar em uma área totalmente protegido pelo estado contra a entrada de concorrentes, transformando-se na prática em uma reserva de mercado para essas empresas.

Na prática, uma PPP é simplesmente isso: a criação de uma reserva de mercado, garantida pelo estado, para os empresários favoritos dos políticos. Trata-se de um arranjo criado apenas para beneficiar aquelas empresas que têm fortes conexões com o estado, e que passam a usufruir uma reserva de mercado garantida pelo estado. 

Por serem protegidas pelo estado, e por não terem nenhuma concorrência, seus preços são altos e a qualidade dos serviços quase sempre ruins.   

Uma das consequências diretas deste arranjo é a inevitável insatisfação do público, o que tem levado vários países a reestatizarem por completo vários serviços até então concedidos por este modelo de Parceria Público-Privada.

Infelizmente, muitos liberais e conservadores que defendem a liberdade econômica já caíram no erro de defender PPPs. Em vez de defender a total desestatização da infraestrutura, eles defendem uma cooperação entre governo e empresas privadas, tudo financiado pelos impostos dos trabalhadores e empreendedores — e ainda o fazem acreditando que estão defendendo a livre iniciativa.

Conclusão

Ainda em 1929, em em sua coleção de ensaios intitulada Uma Crítica ao Intervencionismo, Ludwig von Mises escreveu:

Quase todos os teóricos de política econômica e quase todos os estadistas e líderes partidários estão procurando um sistema ideal que, em suas crenças, não deve ser nem capitalista nem socialista, e que não se baseie nem na propriedade privada dos meios de produção e nem na propriedade pública.  

Estão procurando um sistema de propriedade que seja restrito, regulado e dirigido pela intervenção governamental e por outras forças sociais, como os sindicatos. Denominamos tal política econômica de intervencionismo, que vem a ser o próprio sistema de mercado controlado.

Continuamos neste mesmo debate até hoje.

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84 comentários em “Eis as únicas três maneiras de se organizar uma economia”

  1. Ótimo artigo, porém eu, como libertário, tenho uma crítica para ele:

    Existem 3 sistemas de planejamento econômico: Aquele que tem respeito pleno á propriedade privada (Livre-mercardo), aquele que tem desrespeito pleno á propriedade privada, e na qual o Estado passa a ser seu absoluto controlador e planejador (Socialismo), e aquele que é uma combinação dos dois, e pode variar em sua dosagem, mas basicamente é o sistema onde o Estado ganha o poder de confiscar/roubar propriedades e bens, e passa a poder classificar uma propriedade específica como pública ou não pública, além de também poder decretar tudo que quiser, desde á vida ou morte de alguém, até quem irá receber tal subsídio. Ou seja, é o sistema na qual o Estado não necessariamente precisa respeitar á propriedade privada, mas não é nenhum dos dois extremos (Capitalismo de estado), e eu acho meio erraneo classificar o fascismo como á principal imagem desse terceiro sistema, sendo que ela é apenas uma variante dela. Até porque esse terceiro sistema não possui um nome definitivo, pois às dosagens variam muito, mas ainda há uma certeza: Nesse sistema, o estado regulariza e intervém no capitalismo, logo, nada mais correto do que classifica-lo como capitalismo de Estado.

    Logo, é como se o autor tivesse feito isso apenas para apontar uma contradição por parte dos progressistas, e eu acho meio erraneo se limitar á algo assim em um trabalho feito supostamente para explicar algo não muito bem classificado e definido.

  2. O mercado é tão fantástico que té mesmo em mercados regulados e fechados pelo governo é possível haver concorrência (mesmo que sufocada). Aqui na minha cidade abriu um posto novo, cobrando 30 centavos a menos, o que confirma o que todos já suspeitavam: existe cartel de preços na região. O que aconteceu? Esse posto novo desviou maioria dos clientes pra ele, teve até fila. Dois dias depois todos os outros postos jogaram os preços para abaixo desses 30 centavos.

    Isso é só um exemplo. Se não fossem todas as imposições da ANP e todos os papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos, licenças e encargos, além de toda a cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos, outros postos já teriam aberto há muito tempo e talvez esse cartel tivesse durado apenas alguns meses, em vez de mais de uma década.

  3. Pergunta: o comunismo realmente está morto ou simplesmente seus ideólogos se renderam à realidade e resolveram continuar com os mesmos objetivos, mas com uma abordagem diferente?

  4. Sobre infraestrutura e saneamento, vale lembrar que o governo brasileiro sempre proibiu investimentos estrangeiros nestes setores. Se investimentos estrangeiros fossem liberados, consórcios de empresas estrangeiras não teriam nenhum problema ou dificuldade para investir maciçamente aqui (e lucrar bastante com essa demanda). Porém, como o governo historicamente sempre proibiu essa “exploração estrangeira” e exigia que o capital fosse exclusivamente nacional, ficava difícil realmente haver algum investimento maciço.

    Daí as “grandes obras” do país, como hidrelétricas e rodovias, serem estatais.

    Em suma: o governo proíbe investimentos estrangeiros, tributa pesadamente o capital nacional, estipula monopólios, e então sai falando que a iniciativa privada não se interessa. E conclui que, se não fosse o governo, nada seria possível.

  5. O Brasil possui 418 estatais. Acho que o único país na história que teve mais estatais foi a União Soviética. Ainda precisamos melhorar muito para virarmos fascistas.

  6. Lembrando que quem acusou inicialmente a social-democracia de ser fascista não foram libertários, mas sim os próprios marxistas. Mas como o socialismo é um fracasso completo, agora a esquerda moderna abraçou a social-democracia pra sua bizarra quimera política de propaganda.

    Você pode achá-los completos tapados, mas precisa admitir pelo menos que antes do socialismo falhar, eram bastante coerentes com o que acreditavam.

    “Firstly, it is not true that fascism is only the fighting organisation of the bourgeoisie. Fascism is not only a military-technical category. Fascism is the bourgeoisie's fighting organisation that relies on the active support of Social-Democracy. Social-Democracy is objectively the moderate wing of fascism. There is no ground for assuming that the fighting organisation of the bourgeoisie can achieve decisive successes in battles, or in governing the country, without the active support of Social-Democracy.”

    http://www.marxists.org/reference/archive/stalin/works/1924/09/20.htm

  7. Sinceramente, seria bom se os libertários deixassem de confundir a definição de “Capitalismo” com “Capitalismo de livre-mercado”, porque causa certa confusão, principalmente nos debates de libertário contra libertário – Debates esses que acontecem quando uma lógica se diverge em relação á outra -.

    Capitalismo: O principal e único sistema econômico humano, criado para mover bens, que são escassos, dá melhor forma possível, utilizando-se por base á produtividade e racionalidade humana, e que enfatiza o direito de propriedade e de bens, e da troca de bens (Comércio) como principal impulsionadora dá produção por parte de empresários e comerciantes, pela qual um indivíduo sempre tem de satisfazer outro para assim poder ser satisfeito por outro em uma sociedade.

    Capitalismo de livre-mercado: Sistema quê enfatiza á importância dá liberdade de concorrência e do direito inviolável que um indivíduo possui sobre sua propriedade e sobre seus bens, e dá liberdade de se efetuar trocas de bens sem medidas coercivas e restritivas por parte de um órgão regulador e afins, sendo assim, voluntárias.

    Capitalismo de Estado: Sistema que enfatiza á necessidade de se haver um controle coercivo de um órgão regulador e afins sob o mercado “selvagem” e “imoral”, e também para que esse possa fazer uma distribuição “justa” dá mais-valia das empresas e do salário “excedente” dos indivíduos, é importante notar que existem inúmeras dosagens para esse sistema, e inúmeras teorias econômicas quê tentam implementa-la da suposta melhor forma possível (Apesar de todas falharem).

    Socialismo (Ou sistema de planejamento econômico estatal sob propriedades espoliadas): Sistema que diz quê á existência de direitos de indivíduos sobre propriedades são desnecessárias, e que todas as propriedades devem estar nas mãos do Estado, para que esse possa distribui-la entre todos de maneira “justa”, e para que esse planeje á Econômia e a produção de bens, assim fazendo á mais-valia deixar de existir.

    Resumindo: Tanto o capitalismo de livre mercado, quanto de Estado, são às duas principais variações do capitalismo original, pelas quais definem de qual maneira o capitalismo humano deve ocorrer, da qual uma enfatiza á importância de se haver um livre-mercado genuíno, enquanto á outra enfatiza que o mercado deve ser controlado e regularizado pelo Estado, mediante impostos (roubo) e coerção.

    Já o socialismo é apenas uma ideologia autoritária que enfatiza o roubo coletivizado de todos os bens.

    PS: Não venham utilizando argumentos emotivos ou interpretações errôneas como aconteceu com meu outro comentário, só tentem argumentar contra mim caso tenham certeza que entenderam meu ponto.

  8. a populaçao brasileira nasceu e se criou na mentalidade de economia de estado, falam de privatizaçao e tal, mas adoram uma estatal para garantir “preços baixos” sem entender que isso leva a preços ainda mais elevados… e com nossa midia atuante, nao será tao cedo que entenderam a realidade economica que nao seja por real vontade de entender…

  9. Vendo este artigo, basta ver dois exemplos práticos no Brasil:

    – Planos de saúde, passagens de ônibus e metrô: preços controlados pelo estado.

    – Viagem de Uber: preços livres.

    Em qual desses dois exemplos os preços sobem mais? Analisando os preços de viagens de Uber e os preços dos combustíveis, no mínimo os preços das corridas estão em uma tendência de deflação real de preços.

    Há aquele aplicativo de fretamento de ônibus cujo nome esqueci. Seria ótimo se vingar por aqui, porque já fica menos dependente daquelas rodoviárias estatais medonhas. Hoje os ônibus são ótimos, o problema são as rodoviárias, monopólios e a qualidade terrível de ruas e estradas que, além de serem cheias de remendos mal-feitos, ainda podem ter buracos, lombadas e valetas. Viajar de ônibus na Alemanha deve ser um espetáculo, talvez até melhor do que viajar de avião (pelo menos os bancos de ônibus são mais largos que os de aviões).

    Aliás a deflação de preços é uma maravilha. Ainda preciso entender o motivo de os bancos centrais sempre quererem evitar isso, em sua maioria (o Banco Nacional da Suíça pelo menos deixa mais).

  10. adriano da silva souza

    O Chile já era pessoal, na eleição venceram os partidos de esquerda e os “independentes” , já consigo ver o q vai sair dessa constituinte ,meu medo e q no brasil aconteça a mesma coisa, america cada vez mais “latrina”.

  11. Um exemplo de como o livre mercado é incapaz de agir corretamente sem regulação: A indústria dos jogos eletrônicos, em vários jogos Vê-se violência extrema, assassinato, terrorismo, sequestro, assalto a bancos, tortura, etc. A legislação existente é tão fraca que não só não coíbe isso como na verdade ajuda as empresas, basta elas classificarem tais jogos como “18+” para poderem se eximir de qualquer responsabilidade. Agora, à menos que sejamos liberais cachorrinhos defensores de empresário, não precisamos pensar muito pra saber que as empresas sabem, e sabem muito bem que a esmagadora maioria dos que consomem tais jogos são crianças e adolescentes e que os pais não ligam ou simplesmente não tem tempo para vigiar o que os filhos fazem o tempo todo, sendo assim é obrigação moral da empresa assumir a responsabilidade total sobre qualquer impacto social negativo que tais jogos possam causar.

    Lembro me do título “Bully”, lançado nos anos 2000 pela americana Rockstar Games, este foi lançado em uma época em que muito se discutia como combater o Bullying nas escolas, daí vem a dita cuja empresa e decide aproveitar a ocasião, e se utilizando de um assunto delicado como este lança um jogo que incentiva o Bullying puramente para ganhar dinheiro. A Rockstar nunca contribuiu com um centavo para o combate ao Bullying, nunca nem sequer falou sobre o assunto, quando é pra ganhar dinheiro a mesma apareceu, quando é pra lidar com as consequências não se ouve falar dela. Casos como este estão longe de ser isolados, temas como terrorismo e assassinato são explorados ao absurdo por essas empresas.

    Agora, eu não sou aquele tio chato que fica botando toda a culpa da violência nos jogos, mas também não sou aquele terraplanista que diz sem nenhum embasamento científico que o que é mostrado nos jogos não tem nenhum impacto negativo nos jovens, sendo assim “Decha comu tá” não é opção pra mim.

    Isto estando esclarecido, defendo que se ponha ordem na casa, primeiramente que as empresas sejam obrigadas a buscar e seguir orientações de especialistas credenciados nessa parte de impacto social e etc, segundo que as empresas que lançam jogos assim sejam obrigadas a contribuir com projetos com foco na educação e no combate à violência, terceiro que as empresas sejam punidas para cada pessoa abaixo da idade mínima especificada que for pega jogando tais jogos, o que criaria o incentivo pra que as mesmas abram o olho e desenvolvam mecanismos de controle.

    Abraços.

  12. PAULO Alves de Oliveira

    Gostaria muito de uma solução para os monopólios naturais, gostaria muito de hoje usar a agua da Sabesp e amanhã a agua do Cedae ou quem sabe usar a energia elétrica da Light por dois dias e achar muito cara e mudar para a a Enel. Este sonho é colocado porque enquanto não haver tecnologia, alguns setores terão que ter regulamentação, citei alguns, temos outros que não são monopólios naturais e temos uma dificuldade de ter concorrentes, então o 3 º modelo para ser implantado na sua plenitude ainda é uma utopia.

  13. Outra forma de ver o assunto é que existe uma graduação entre Estado total (100%) e liberdade total (0% Estado, 100% economia e sociedade livres). O Brasil, por exemplo, seria 80% socialista e 20% livre.

    A esquerda de modo geral já entendeu que Estado total é inviável, então eles tentam descobrir a porcentagem de Estado que podem impor sem matar o hospedeiro, quanta “liberdade” podem conceder aos servos para que o sistema funcione minimamente e eles possam continuar usufruindo seus privilégios às custas da população taxpayer.

    * * *

  14. Sobre o sistema social democrata: Imagine que no condominio onde voce mora decidissem conceder a reforma do elevador pra uma empresa que depois cobraria pelo uso dele…o mesmo pela portaria…o mesmo pra limpeza…….uai, mas voce ja não paga o condomínio?????

  15. Pergunta, porque as coisas tendem a ser mais caras nas capitais do que no interior, não deveriam ser mais baratas pela maior oferta de bens e serviços?

  16. Eu tenho uma pergunta: Se a Argentina esta pior que o Brasil, com mais gente na pobreza e na Miséria, como ela ainda é classificada como um país rico? É mais rico que o Brasil em per capita e um monte de outros dados….

    A Argentina pode não estar AGORA crescendo como o Brasil, mas ela ainda é mais rica e melhor que nosso país.

  17. Eu queria concordar com o artigo, mas o autor esqueceu completamente que a base do fascismo é o autoritarismo e o ultranacionalismo.
    A economia é como o artigo descreveu, mas isso é detalhe. Não da pra sair dizendo que o país aqui é fascista só por causa de meia dúzia de semelhança

  18. Soviético de Xique-Xique

    Diria que mesmo o fascismo é uma combinação de economia de mercado com economia estatal. O terceiro modelo econômico seria a economia de subsistência e o feudalismo

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