Nota do editor
Dado que está na moda defender aumento de impostos sobre os mais ricos, tributação de dividendos, aumento de impostos sobre a herança e até mesmo uma reforma tributária que aumente a arrecadação, nada melhor do que ir direto à fonte.
O método explicado abaixo garante, com 100% de eficácia, que o dinheiro sairá do bolso dos mais ricos e irá diretamente para o bolso dos mais merecedores, sem utilizar políticos e burocratas como atravessadores (que cobram pedágio).
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É crescente o número pessoas que diz que a solução para o fim definitivo da pobreza e das “injustiças sociais” está na tributação pesada dos mais ricos.
Estas pessoas genuinamente acreditam que toda a riqueza destes bilionários está na forma de dinheiro “parado nos bancos”, apenas esperando ser tributado e redistribuído.
Mal sabem elas que a riqueza destes bilionários está majoritariamente na posse de fábricas, instalações industriais, bens de capital, caminhões, tratores e maquinários em geral, e ações — de modo que é impossível confiscar uma fatia desses bens e repassá-los para os mais necessitados. (A maior parte da riqueza de Jeff Bezos não está em uma conta bancária, mas sim no valor de sua empresa).
Pouco importa.
O fato de haver vários indivíduos com sua riqueza estimada em milhões, algumas vezes bilhões, é algo que enlouquece muita gente, especialmente políticos.
Populistas imaginam que estes ricos não fazem absolutamente nada na vida a não ser amontoar dinheiro, contá-lo gostosamente e gargalhar sadicamente ao pensarem nas vantagens que possuem sobre o resto da humanidade.
Sendo assim, munidos de tais imagens mentais, os ativistas da redistribuição de renda propõem vários esquemas para separar, à força, os ricos de seu dinheiro, sempre utilizando o poder da violência governamental. Trata-se de uma abordagem brutal que envolve um pesado uso da coerção estatal contra pessoas.
Se você acredita na paz, como vários ativistas de esquerda alegam, então tal postura não pode ser defendida. Violência produz apenas mais violência, e nunca é uma solução.
O outro problema com a tributação — e este, por si só, deveria bastar para fazer com que a esquerda abandonasse em definitivo a defesa deste método — é que o dinheiro confiscado é transferido para o próprio estado — a mesma instituição que suprime a liberdade de expressão, joga as pessoas na cadeia pelo uso de drogas e intimida vários tipos de associação voluntária e consensual entre dois indivíduos. Não é algo muito esperto tomar dinheiro daqueles que usam sapatos lustrados e transferir para aqueles que usam botas militares.
Certamente tem de haver uma maneira melhor, mais inteligente e mais pacífica de se retirar dinheiro das mãos dos ricos e transferi-lo para as mãos da classe média e dos pobres.
E eu tenho a solução perfeita.
É simples e 100% eficaz
Esta solução me veio recentemente, quando eu estava caminhando por uma rua da cidade e vi um Rolls-Royce Phantom, estacionado onde qualquer carro normal estacionaria.
Carros absurdamente ostentosos e pomposos podem ser incríveis em termos de luxo e desempenho, mas chegam a custar US$ 800.000.
Inacreditável! Por que alguém iria querer comprar isso? O proprietário deste carro poderia ter gasto uma minúscula fração deste valor em um carro bem mais simples (como o meu), suficiente para levá-lo do ponto A ao ponto B; mas, em vez disso, e por razões que ninguém pode realmente explicar, esta pessoa decidiu se desfazer de uma quantia equivalente a vários anos da renda de um trabalhador médio — tudo por um carro.
O ponto a ser enfatizado aqui é que esta pessoa voluntariamente abriu mão de seu dinheiro. E onde este dinheiro foi parar?
Ele foi para as pessoas que venderam o carro, para as pessoas que construíram o carro, para as que transportaram o carro da fábrica até a concessionária e para as que forneceram equipamentos para o carro.
Mas não pára por aí.
O dinheiro foi também para os trabalhadores da indústria de borracha que fizeram os pneus e para os trabalhadores nas siderúrgicas que fizeram o material da luxuosa carroceria.
Ou seja, o dinheiro foi do rico para todo o resto, e ninguém teve de ameaçá-lo de morte, de cadeia ou de espancamento para que isso acontecesse.
Aqueles que receberam o dinheiro não tiveram de fazer lobby por ele, não tiveram de tributar e nem coagir ninguém. O cara rico abriu mão do dinheiro voluntariamente.
Logo, parece que estamos chegando a alguma conclusão aqui.
Os ricos são um grupo interessante. Eles gostam de se destacar por meio de atos e posses que o resto de nós considera como apenas absurdas ostentações. Se não houver coisas com as quais os ricos possam gastar seu dinheiro esbanjadoramente, eles irão apenas ou entesourar este dinheiro, ou comprar ouro, ou enviá-lo a um paraíso fiscal.
O famoso sociólogo Thorstein Veblen entendeu tudo às avessas. As pessoas que se ressentem da riqueza das elites não deveriam de modo algum condenar seu consumo excessivo. Elas deveriam, ao contrário, encorajar cada vez mais seu consumismo.
A solução é ter uma sociedade que apresente uma vasta proliferação de luxos excepcionalmente caros nos quais os ricos possam gastar seu dinheiro.
Este é o caminho para a expropriação voluntária e para uma eficaz redistribuição de renda — deles para o resto de nós, do 1% para os 99%.
Considere, por exemplo, uma passagem de primeira classe de um avião. Para alguns vôos, o preço desta passagem é de quebrar a banca. Para compras de última hora em alguns vôos internacionais, uma passagem desta pode custar até US$15.000.
E o que este passageiro ganha em troca? Ele será servido por uma comissária de bordo que acha que ele é o máximo, terá vários drinques à sua disposição e um espaço extra para as pernas. Mas chegará ao mesmo destino dos passageiros que estão na classe econômica.
Em troca deste pouco a mais, este passageiro rico transferiu milhares de dólares de sua conta bancária para as contas bancárias dos pilotos, dos comissários de bordo, dos operadores de bagagens, dos funcionários que comandam a burocracia da empresa aérea, dos mecânicos da empresa aérea, dos responsáveis pelo abastecimento nos aeroportos, e de todos os demais envolvidos na operação do voo. Todos certamente muito mais pobres do que ele.
Outro detalhe adicional, do qual poucos parecem se dar conta, é que são justamente os altos valores pagos pelos passageiros da primeira classe e da classe executiva que permitem preços mais baratos para a passagem da classe econômica.
O mesmo raciocínio se aplica a hotéis de luxo. Para mim, um hotel é apenas um local para se dormir quando se está em outra cidade. Porém, há toda uma classe de hotéis de luxo voltados para fornecer a seus hóspedes momentos inesquecíveis pelo período de tempo em que ficarem ali.
Há hotéis com spas, saunas, piscinas, salas de ginástica, vários tipos de restaurante, bares em todos os cantos, bibliotecas, campos de golfe, espaços para caminhadas, salões de dança e mais luxos do que você seria capaz de usar durante todo o ano.
Estes hotéis chegam a cobrar milhares de dólares por apenas uma noite.
Eu não entendo muito bem a lógica de se fornecer tudo isso, mas vários indivíduos pertencentes ao 1% dos mais ricos mantêm estes lugares sempre cheios. E isso é ótimo!
O dinheiro deles sai de seus bolsos diretamente para as mãos de recepcionistas, garçons, limpadores de piscina, porteiros, arrumadeiras, cozinheiros, limpadores de chão, pedreiros, operários que fazem reparos em instalações, e todos os outros tipos de profissões puramente manuais que você for capaz de imaginar.
Precisamos de muito mais de tudo isso. Veja o campeonato mundial de iatismo. Trata-se de algo absurdamente caro apenas para participar. Os iates podem custar mais de US$5 milhões. Apenas a manutenção eleva este valor alguns milhões a mais. Tal coisa seria absolutamente impensável para a esmagadora maioria dos mortais.
No entanto, os ricos fazem tudo isso, e voluntariamente transferem sua riqueza diretamente para os menos abonados de todas as posições sociais e profissionais.
Principalmente se você considerar toda a atenção dada pela mídia e toda a badalação que ocorre nas redondezas, há centenas de milhares de pessoas que se beneficiam desta extravagância dos ricos.
O que começa lá em cima sempre chega ao andar de baixo
O que é especialmente louvável neste comportamento dos ricos é que, todos os produtos que eles inicialmente adquirem antes do resto da humanidade, um dia se tornam amplamente disponíveis para todo o mundo, desde que, é claro, a economia de mercado esteja funcionando livremente.
Na década de 1980, um celular era o supra-sumo do luxo. Hoje, celulares estão disponíveis para todos os pobres do mundo. O mesmo é válido para computadores. Eu carrego em meu bolso mais memória RAM e HD do que havia disponível, em conjunto, para os mais ricos e poderosos do mundo duas décadas atrás.
Os ricos são aquilo que chamamos de “adotantes primários”. Eles são os primeiros a adotar toda e qualquer tecnologia que surge. Com o tempo, aquilo que era luxo se torna algo corriqueiro para o resto de nós. Produtos que antes estavam disponíveis apenas em lojas exclusivas e chiques, daquelas que você tem de marcar hora para poder entrar, acabam nas prateleiras de shoppings populares alguns anos depois. Os ricos desbravam as novidades, fazendo todo o serviço antes de nós. Desta forma, eles são os benfeitores da sociedade.
Ludwig von Mises, ainda na década de 1950, já tinha explicado e previsto este fenômeno, o qual está ocorrendo de maneira cada vez mais acelerada.
Quer espoliar os ricos? Forneça algo a eles
Se quisermos espoliar os ricos de seu dinheiro, temos apenas de criar cada vez mais oportunidades para que eles possam esbanjar milhões, até bilhões, em objetos e serviços que você e eu jamais sonharíamos adquirir.
Precisamos de mais luxo, de mais fausto, de mais magnificência, de mais consumo conspícuo dos ricos, de mais bens e serviços tentadores, exagerados e exorbitantes que incitem os ricos a abrir mão do seu dinheiro.
Porém, é claro que, se quisermos tudo isso, teremos também de ter produtores capazes de fabricar estas coisas e vendê-las para os ricos. Isto significa uma sociedade trabalhadora, poupadora, acumuladora de capital e investidora.
E isto, por sua vez, significa que não se deve punir o investimento e a acumulação de capital, nem tampouco criar impostos punitivos sobre as receitas geradas por aqueles investimentos voltados para os ricos.
Impostos sobre a renda têm de ser zerados, assim como sobre bens de luxo. Quaisquer medidas que desestimulem a produção e a venda de bens de luxo têm de ser repelidas caso realmente se queira esvaziar os bolsos dos milionários.
Igualmente, é também preciso acabar com esta crescente ideia de que os ricos devem dar todo o seu dinheiro para amplas e dispersas instituições de caridade. A quem isto realmente beneficia? É difícil saber, mas certamente há organizações sem fins lucrativos que não fazem aquilo que alegam estar fazendo. Um caminho muito melhor seria estimular os ricos a enriquecerem o máximo possível e, depois, saírem gastando desmesuradamente por coisas que, no final, irão beneficiar a todos nós.
Para concluir
Apenas para deixar claro: não se está fazendo aqui nenhuma defesa do consumismo desbragado. A importância da poupança, da frugalidade e da prudência é inquestionável, pois estes são alguns dos pilares que permitem o investimento de longo prazo e, consequentemente, o enriquecimento de uma sociedade.
E a Escola Austríaca de pensamento econômico sempre foi pródiga em suas explicações de que são a poupança e o investimento, e não o consumo, a força-motriz de uma economia.
No entanto, os ricos, por definição, são aqueles que, exatamente por terem poupado e acumulado capital, podem agora se dar ao luxo de consumir mais conspicuamente. E é daí que se propõe que venha a redistribuição de renda (que é o objetivo exclusivo da proposta aqui apresentada).
Os ricos não levarão seu dinheiro para a cova. O mercado é a melhor, mais eficiente e mais pacífica maneira de fazer com que toda a riqueza seja distribuída para o resto do mundo.
Quer espoliar um rico e redistribuir o dinheiro? Crie e venda algo para ele.
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*Este artigo foi originalmente publicado em 21 de julho de 2020.
É como diz aquele meme.
– "O que queremos?"
-"Acabar com a pobreza!"
-"E como vamos fazer isso?"
-"Tomando dinheiro dos ricos e repassando para políticos!"
Eu me lembro quando viralizou o vídeo do tal "Rei do Camarote", e os esquerdistas caíram de pau em cima dele dizendo que seus gastos que eram uma “afronta aos pobres" (pouco importa que o vídeo o mostrou cercado de seguranças claramente mais pobres do que ele).
No entanto, esses mesmos simplesmente não abriram a boca pra reclamar dos gastos insanos de seus políticos e burocratas amados com luxos às custas de dinheiro público. (À época, Dilma e a comitiva do PT esbanjavam dinheiro do povo em viagens e banquetes de luxo na Europa. (Só em Portugal, a comitiva ocupou 45 quartos de hotel, ao custo de 71.000 reais)
Outro raciocínio comum é o de inventar um número de bilhões de dólares que “acabaria com a miséria extrema”, valor esse que o pessoal propõe que seja arrancado dos bilionários.
Novamente, eles se esquecem que esses ‘poucos’ bilhões são muito menos do que seus governos amados já arrecadam e a miséria continua.
Em resumo, trata-se de uma cretinice de quem quer ver rico (desde que do setor privado; eles não têm nada contra políticos e burocratas milionários e bilionários) ser espoliado, e não de quem genuinamente está meramente interessado em acabar com a miséria distribuindo renda.
Talvez esse seja o objetivo secundário, atrás de espoliar ricos que eles não gostam.
Ok, tudo certo com a lógica, só que no atual rumo da economia, esse dinheiro irá principalmente para o DONO da fábrica de carros, para o DONO da fábrica de pneus, enfim, para outras pessoas tão ou mais ricas quanto o cliente do hipotético phantom. Eles podem até contratar mais mão de obra, mas no atual rumo das coisas, esses funcionários serão cada vez mais mal pagos, cada vez mais mal assistidos pelo estado e terão cada vez menos direitos, em troca de um salário cada vez menor.
Este raciocínio vem de longe. Sem o desejo de ostentação das classes abastadas, teríamos um mundo sem Dante, Michelangelo, Mozart, Da Vinci, Shakespeare, Bach, Goethe etc… Em suma, um mundo em que eu não gostaria de viver!
Suas subsistências individuais fizeram maior bem para a humanidade do que as “benesses coletivas” que o estado geralmente nos fornece: guerra, regulações e atualmente os ditos serviços sociais.
Um bom tempo atrás vi uma reportagem na TV sobre Dubai. O luxo é símbolo da cidade. Sheiks gastam milhões com coisas banais. Porém, uma taxista, que só levava passageiros do sexo feminino, retirava em média de US$ 5.000 por mês. Hoje deve ser bem mais.
Em 2012, a França caiu nessa tentação socialista de aumentar a tributação dos ricos e das grandes fortunas achando que isso iria resolver os problemas.
Como consequência os banqueiros franceses pegaram a grana que tinham e se mandaram pra Londres. No início de 2015, o governo francês recuou e revogou esse aumento de imposto.
Rico não gasta a maior parte da grana com consumo (até porque ele nem consegue). Ele a investe. Por isso tributar grandes fortunas é um tiro no pé. Pois o rico simplesmente vai pegar a grana e investir ela em alguma outra coisa em algum outro lugar. E aí ele vai consumir menos no país de origem e, pior ainda, investir menos também ali. Será um golpe duplo para a criação de emprego e renda.
Já disse antes, deixa os ricos gastarem seu dinheiro. Eles vão entupir os outros de grana e estes vão investir em maquinário pra produzir mais bens. Isso faz os preços despencarem.
Tributar os ricos, por outro lado, faz com que estes gastem menos, as empresas ficam com menos, não investem e diminuem a produção. Isso diminui a oferta de bens e causa escassez e aumento de preços. Todos perdem.
E pra que? Porque acreditam que se espoliar a riqueza de outros, vão receber um quinhão. Não recebem e continuam acreditando que vão. Não há diferença entre roubar e terceirizar o roubo pelo estado.
Se você torce pra que outro seja roubado pra vc receber, vc tb cometeu o crime. É uma questão de caráter.
Um ponto bem levantado pelo artigo e que (quase) ninguém percebe é isso: os mais ricos não têm aquela fortuna divulgada em suas contas correntes, esperando para ser gasto. O caso do Jeff Bezos é um bom exemplo: obviamente ele tem alguns milhões, talvez até bilhões, disponíveis para gastar. Mas a grande parte da sua riqueza está na forma das ações da sua empresa. Como ele conseguiu tudo isso? Apenas fornecendo uma necessidade dos consumidores, simples (sem entrar nos detalhes de incentivos fiscais e tudo mais). E para mim o mais curioso é o seguinte: se ele quiser vender todas as suas ações para realmente embolsar todo aquele valor, não vai conseguir (pelo menos não pelo valor de mercado atual), pois um despejo de ações no mercado funcionaria igual qualquer outro produto: quando há muita oferta e não há demanda equivalente, o preço desaba. A linguagem também tem um peso nisso: estes dias vi uma reportagem dizendo que o Bezos havia FATURADO x bilhões em um dia. Não, ele não faturou nada disso, foi o valor de mercado da empresa que subiu.
É nítido que a social-democracia está entrando em colapso no mundo todo. As promessas feitas pelos políticos divulgadores de tal sistema não estão conseguindo sair do papel, portanto estão arranjando bodes expiatórios pra conseguir arrancar cada vez mais dinheiro pra esse sistema.
O problema para eles é que estamos em 2020, não em 1980. É cada dia mais fácil burlar impostos, leis trabalhistas, decretos idiotas, taxação sobre heranças, etc. Então a única saída pra eles é ficarem cada vez mais radicais, já que isso é determinante pra vida ou morte deles.
A mesma coisa pode ser dito sobre a internet. A internet deixou os reis nus. Cada dia que passa, políticos estão sendo vistos como realmente são: ladrões parasitas sem escrúpulos. Não à toa querem leis cada vez mais intrusivas para censurar tudo o que podem. Fiquem com esse vídeo.
Ou desinformação,afinal nossa educação só forma imbecis coletivistas que não pensam ,apenas reagem e pedem sempre mais estado-babá.
O comentário do “desafiante” lá em cima mostra bem porque essa turma odeia a chamada “classe média”. Para a idéia deles fazer sentido, só podem existir, de um lado, os burgueses bilionários exploradores, e do outro lado, os pobres explorados que trabalham por uma mixaria para não morrer de fome.
O “desafiante”, que provavelmente não tem a menor idéia de como funciona uma indústria, deve acreditar piamente que uma empresa como a Rolls-Royce contrata funcionários semi-analfabetos e paga os piores salários possíveis.
Afinal, no mundo do “desafiante”, que deve ser uma universidade pública ou uma repartição pública, coisas como competência, talento, conhecimento e experiência são absolutamente inúteis; nada mais óbvio que ele pensar que o resto do mundo também funciona assim.
Rolls-Royce é feito de maneira praticamente artesanal. O interessante é que os carros, à medida que foram ficando mais acessíveis e em processo mais robotizado, o processo de produção mais artesanal é que acabou ficando como algo refinado. O Toyota Century é a mesma coisa. Bom, o Century é um Rolls-Royce japonês.
Agora falando de aviões. Décadas atrás, na década de 50, os aviões aparentavam ser mais espaçosos, as pessoas até iam muito bem-vestidas, porque ainda era um luxo viajar de avião. Hoje é comum os poltronas serem mais enxutas e com materiais menos nobres. Esse fenômeno ocorreu pelo fato de uma maior parte do público hoje dos voos aéreos ser de pessoas mais pobres, assim como as crescentes regulações sobre o setor? Inflação? Diminuição no tempo das viagens?
E agora falando do próprio Brasil e voltando aos carros. A década de 80 foi um desastre, com hiperinflação e protecionismo. O Chevrolet Monza, que chegou por aqui em 1982, apresentava um interior com materiais que hoje não se encontram em carros de sua categoria atual (que hoje seria da categoria de um Honda Accord). Apesar de o similar alemão (Opel Ascona) ser mais bem-acabado (por motivos óbvios…), o carro tinha um interior muito bonito. O cruzeiro era praticamente uma porcaria, pior do que hoje é o peso argentino. Com uma moeda ruim assim, então a única explicação para um carro como o Monza ter um interior refinado assim é pelo fato de que, por ele ser um carro de luxo à época e portanto com público de maior poder aquisitivo, isso provocou então esse fenômeno. Faz sentido para vocês? Lembrei também do Santana do mesmo período. Hoje, apesar de os carros possuírem grandes melhoras em questão de comportamento dinâmico, consumo e maciez na operação dos comandos, é comum ver carros com interiores simples. Um exemplo é o próprio Polo feito no Brasil. Na Europa parece que o Polo sofreu também depenação no acabamento interno. Ou isso foi mudança de prioridades, de forma que pelo carro ter ficado mais acessível, então eles cortaram custos em umas coisas e investiram em outras?
A origem disso tudo está na confusão que costuma-se fazer entre dinheiro e riqueza.
Dinheiro não é riqueza e nem sinônimo de riqueza. Acumular dinheiro não deixa ninguém rico. O que deixa as pessoas ricas é exatamente trocar esse dinheiro por bens e serviços que melhorem seu padrão de vida. Ou seja, para ser rico é necessário se desfazer do seu dinheiro em troca de riquezas. Jeff Bezos é rico porque acumula riquezas. Se acumulasse dinheiro, seria pobre. Nos exemplos citados no artigo, as pessoas estão o tempo todo trocando dinheiro por coisas que melhorem o seu bem estar. A vida dessas pessoas está melhor justamente porque se desfizeram de seu dinheiro em troca de bens e serviços que lhe proporcionassem isso. Vejam que nem mesmo os poupadores acumulam dinheiro. O dinheiro que não irão gastar agora é trocado por ouro, ações, títulos, imóveis e qualquer outra riqueza que eles possam liquidar no futuro. O mesmo vale para dinheiro do governo. Apesar de frequentemente utilizarmos a expressão “cofres públicos”, não existe um cofre ou depósito em que esse dinheiro está. Esse dinheiro não está guardado, ele está circulando. Dinheiro entesourado só existe nos desenhos animados do Tio Patinhas!
Toda política econômica pelo lado da demanda, que visa “incentivar o consumo”, parte do princípio que pessoas acumulam dinheiro. Partem do princípio que há uma determinada quantidade de dinheiro “parada” em algum lugar e que é preciso “colocar esse dinheiro em circulação” para então “fazer a economia girar”. Isso não existe. O dinheiro já está em circulação. De novo, ninguém acumula dinheiro, mas sim riquezas. Vide os tais “auxílios” que o governo está distribuindo para as pessoas. Mais um exemplo da confusão entre dinheiro e riqueza. Distribuem dinheiro, pensando que estão distribuindo riqueza! Políticas protecionistas: “vamos restringir as importações para que o nosso dinheiro não seja mandado para fora do país”. Veja, estão mais preocupados com o dinheiro “saindo” do que com riquezas entrando.
Enquanto não ficar clara essa distinção entre dinheiro e riqueza, políticas econômicas desastradas continuarão sendo colocadas em prática, criando muito dinheiro, mas destruindo muita riqueza!
O que levou a bolha DOT.COM ? falha do mercado?
Não sou rico nem nunca serei. E quero pagar menos impostos. Então sou totalmente a favor de se taxar mais os ricos.
Falem da reforma tributária do Paulo Gados.
Galerinha, não sei se vocês já viram esta notícia recente, mas segue aí:
http://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2020/07/22/pobreza-cresce-na-venezuela-e-ja-atinge-96-da-populacao-do-pais-diz-estudo?fbclid=IwAR01ETBGi4VRWCsS2grfC41UGIRbOVL7Nx-ea0Ci2OutmYUOfQ6ZLsJZIiI
Detalhe: a fonte é a CNN, veículo midiático abertamente de esquerda, se até eles já estão tendo que admitir que a coisa lá vai muito mal eu imagino que a situação real seja pior ainda.
O carrapato ficou MAIOR do que a vaca. Na república social democrata das bananas do brasil isto nunca será entendido.
Tucker sempre ácido e certeiro. Muito bom!
Artigo sensacional. Apesar de concordar que nao é taxando ricos que resolveremos o problema da “desigualdade”, nunca tinha pensando dessa forma. Achei genial, “Quer espoliar um rico e redistribuir o dinheiro? Crie e venda algo para ele.”
Muito bom!
Diante de progressos que podemos fazer com a acumulação de capital e uma redistribuição de renda não violenta, como poderíamos integrar ou resolver os problemas de terras indígenas. Essa duvida surgiu em minha cabeça na medida que o artigo se propõe a uma redistribuição (da maneira correta/eficiente) para as partes “pobres”. Porém, os pobres eles de certa maneira estão inseridos na civilização apenas não tem tantos poderes, mas ainda que escassos ainda conseguem ser inseridos na sociedade. Entretanto, em relação a povos mais marginalizados, como o exemplo de povos tribais.
As tribos que são mais isoladas, diferente dos índios que preferiram se integrar a civilização, como faríamos para amenizar ou até quem sabe neutralizar os possíveis danos que causaríamos com o progresso que uma sociedade mais livre poderia trazer?
Digo o exemplo do desmatamento, sendo pouco ou muito ainda é desmatamento e tira uma porção da qual esses povos que preferem viver isolados e também relativo a expansão das “cidades” que tomariam mais espaço das terras nacionais?
Se me fiz entender, o que poderíamos fazer para amenizar ou neutralizar esse impasse com os povos indígenas brasileiros que como dito, preferem se manter distantes?
*OBS*: Eu posso ter me equivocado com alguns termos, porém não foi minha intenção agredir ou menosprezar nenhuma das partes nessa minha colocação, desde já agradeço as respostas!
Excelente texto. A maior forma de redistribuir renda é desenvolver uma sociedade.
É impossível para uma sociedade acabar com a pobreza com uma classe gigantesca da população sendo pobres de mente. Se acabar com a pobreza decorresse de uma canetada, ela já não existiria em lugar nenhum no mundo.
Se hoje, por algum decreto de alguma entidade superior, toda a riqueza do mundo fosse igualmente distribuída para todos os cidadãos, em 10 anos já teríamos pobres e ricos novamente, e os pobres em sua maioria seriam os pobres de hoje, e os ricos em sua maioria seriam os ricos de hoje.
Um tigre adulto criado em cativeiro desde filhote, com toda sua força e saúde, sendo solto na selva repentinamente, certamente morreria de fome, por sua ignorância. As pessoas são iguais, se não mitigarem a pobreza mental elas sucumbirão à pobreza não importa a quantidade de transferência de renda que o Estado force para elas, com o advento de que aqueles que nutririam o Estado, num dado momento, igualmente sucumbiriam. Pensariam “se for para ser pobre, melhor ser pobre e não carregar as infinitas responsabilidades de produzir”. O futuro se resumiria numa pobreza generalizada.
Ou a sociedade reivindica e cria mais educação como um primeiro passo para a evolução (educação efetiva que transforme, não esse engodo que temos hoje e que chamam de educação), ou estará eternamente fadada a ser desigual, violenta e pobre.
Gosto da premissa que envolve todo o raciocínio. Eu só acho que na hora de calcular para onde vai o dinheiro, parece esquecer que volta para essa mesma elite em grande parte. Ok, tem a contrapartida em financiar a vida de toda a gente, mas não podes esquecer isto da equação. Parte do lucro volta para o cara comprar mais uma passagem de 15 mil que vai de ponto A a B. Só que agora ele pode comprar duas. Veja, não estou dizendo que isto está errado, os melhores países do mundo pra se viver funcionam muito bem assim. Mas acho que esqueceste disto na equação, não?
Engraçado que os socialistas se preocupam com o suposto fato(já refutado, é verdade) de que essa renda, no fim das contas, continuaria majoritariamente nas mãos da mesma “elite”, nunca chegando nos mais pobres. E o que acontece quando você dá esse dinheiro pro Estado? Ele usa 13% só pra pagar funças, disperdiça uma boa parte em serviços de péssima qualidade, cuja oferta é decidida por burocratas sem o menor acordo com uma demanda real de mercado e o resto enfia no rabo dos seus empresários favoritos com boas conexões políticas. Mesmo que o diagnóstico de que o dinheiro dos mais ricos apenas retro alimenta a desigualdade e a injustiça fosse correto, a solução oferecida pela esquerda é a pior possível.
"Os lucros são a força motriz da economia de mercado. Quanto maiores os lucros, mais bem satisfeitas são as necessidades dos consumidores … Quem melhor serve ao público, obtém os maiores lucros."
Mises
* * *
Só faltou falar de uma grande questão nesse artigo. O fato desses “ricos” na verdade vivem do estado.Atraves da manipulação das taxas de juros e cambio,alem de credito e subsidios,alem das proteção aduaneiras sobre produtos importados e das regulamentações impostas sobre produtos.
No livro Intervencionismo: uma análise econômica
Há dois modelos diferentes de socialismo, e apesar de manterem o autoritarismo econômico, o primeiro modelo é muito burocrático pois o Estado estaria no controle de tudo. E no segundo modelo socialista, existe mercados e uma economia com sistemas, porém totalmente influenciada pelo governo, ou seja, o governo praticamente escolhe a dedo àqueles que entram no mercado, sendo o governo responsável por controlar os preços e o que deve ser produzido.
O mundo atual vive o segundo. Temos agencia reguladoras,ministerios e secretarias que ciram todo tipo de taxações e regulamentações,visando “proteger’ os produtos dos fabricantes nacionais.E a grande cereja do bolo são os “bloco economicos” que são super estado que regulam tudo.
Mises explica em seu livro que a humanidade tem uma decisão a fazer: Ou escolhe a liberdade e economia de mercado não obstruída (livre mercado) ou o socialismo
Artigo atualissimo.
Mas para o parasita, isso da muito trabalho. É mais facil tomar. E se nao conseguir tomar dos ricos, toma da classe media ou dos outros pobres.
E para o rico nao impedir as tomadas, os parasitas se aliam ao estado, pra esse tomar e redistribuir o butim.
O parasita nunca pensa que quando o hospedeiro morrer, ele tambem vai.
O povo parasita que apoiou os parasitas poderosos, morre primeiro. Pois numa sociedade com todo mundo senso parasita, nao tem butim pra todo mundo. Os poucos pobres dos paises ricos ganhamais que a mioria dos paises pobres
Mais um excelente artigo que não conhecia. Pra uma pessoa que nunca foi rica como eu, é fácil cair na armadilha de ver artigos de luxo como desnecessárias e até mesmo dignas de serem evitadas. Mudei mto minha forma de pensar depois da leitura.
E o que vocês esperam de um país onde o sujeito é pobre e miserável e ao invés de primeiro tentar sair da situaçao muito ruim como muitas pessoas decentes fazem,não,ele arrumam 4,5,8 filhos sem salário,dinheiro entrando,casa própria aí depois ficam na miséria,os filhos também são miseráveis e ficam reclamando que o governo não dá as coisas de graça e ficam falando mal de rico,empresário e capitalista. Eu moro no exterior onde tem muito brasileiro,a maioria mineiro e nordestino e a grande maioria ,quase todos,petista e são tudo dessa forma. É simples assim.