Com quase 900 pessoas na platéia do auditório da
Universidade Presbiteriana Mackenzie, a V Conferência de Escola Austríaca,
realizada pelo Instituto Mises Brasil nos dias 12 e 13 de maio, foi a mais
exitosa de nossos 10 anos.
E foi também a que apresentou a maior variedade de
assuntos. Ao todo, foram 17 palestras.
Tendências da economia brasileira. Os presidenciáveis
de 2018. Como o governo brasileiro transformou uma recessão em depressão. Democracia
versus liberdade (há compatibilidade?). O futuro do mercado financeiro. Heterodoxos,
ortodoxos e austríacos (os dois primeiros brigam entre si enquanto os últimos
ensinam). O Reino Unido pós-Brexit. A doutrinação esquerdista e o intervencionismo
no ensino jurídico. Os cinco planos econômicos que tentaram salvar (e
afundaram) o Brasil. Por que a Justiça do Trabalho tem de acabar. O homem que
acelerou o fim da União Soviética. Patentes. Propriedade Intelectual. Reservas fracionárias não são fraude (pois
é…). O que impulsiona a esquerda moderna.
E muito mais.
Deixe o Netflix de lado (a quinta temporada de House of Cards é enfadonha), pegue a
pipoca e confira os vídeos.
Cenário
Brasil e os mercados financeiros aqui e no mundo
Com Helio Beltrão (presidente do IMB), Dalton
Gardimam (economista-chefe do Bradesco BBI) e Florian Bartunek (sócio-fundador
e CIO da Constellation). Painel aprofundado e técnico sobre o mercado
financeiro no Brasil e no mundo, suas perspectivas e suas grandes incógnitas. Há
como os EUA subirem os juros? E a Europa? Por que o Japão não faz isso desde
2001? O Brasil está indo para o mesmo caminho?
A
democracia é inimiga da liberdade?
Bruno Garschagen, autor do best-seller “Pare
de Acreditar no Governo – Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e
Amam o Estado” (Editora Record), comenta todos os detalhes de cada
regime de governo, mostra por que a democracia tende a ser o pior e explica por
que deve ela deve ser repensada e até mesmo abolida.
Economia
brasileira: como chegamos aqui? — ou: Como o governo transformou uma recessão em
uma depressão
Leandro Roque, economista, editor e tradutor do site
do Instituto Mises Brasil, explica em detalhes como o governo, ao tentar
corrigir lambanças feitas por ele próprio, acabou agravando a situação econômica.
A palestra explica por que tivemos dois anos de depressão, por que a inflação de
preços disparou e em seguida desabou, por que o desemprego foi para 14%, e por
que os governos estaduais estão quebrados.
A
cultura do intervencionismo no ensino jurídico no Brasil: o problema do
dirigismo contratual
André Ramos, especialista, mestre e doutor em
Direito, professor de Direito Empresarial e Econômico do Centro Universitário
IESB e autor de diversos livros jurídicos, mostra como o ensino jurídico no Brasil
é viciado e eivado de apologias ao intervencionismo e à onisciência de burocratas
e reguladores. No Brasil, não há o direito de firmar contratos livremente. E
isso emperra toda a nossa economia, afetando o empreendedorismo, a livre
iniciativa e a criação de riqueza. Palestra obrigatória para todos os
estudantes de direito.
Os
cinco planos econômicos que tentaram salvar (e afundaram) o Brasil
Ubiratan Jorge Iorio, economista, Diretor Acadêmico
do IMB e Professor Associado da UERJ, mostra nesta palestra bem-humorada (e ao
mesmo tempo trágica) como a população brasileira serviu de cobaia para economistas
heterodoxos e seus experimentos cada um mais maluco que o outro. E mostra como
o governo conseguiu destruir nada menos que 7 moedas no Brasil em 5 décadas.
Reservas
fracionárias não são crime
Fernando Ulrich, mestre em Economia da Escola
Austríaca sob a orientação de Jesús Huerta de Soto, atuante nos mercados financeiro
e imobiliário brasileiros, e o maior especialista em Bitcoin do país, não limita
a polêmica apenas ao título. Ele realmente adentra a fundo na questão das
reservas fracionárias, cita nomes, faz críticas fortes (inclusive ao seu mentor
de Soto) e apresenta uma ambiciosa abordagem deste que é um dos temas mais polêmicos
nos círculos libertários. Segundo Ulrich, reservas fracionárias não são fraude,
não causam inflação de preços e não geram ciclos econômicos. E quem diz o
contrário está errado.
O
fim da justiça do trabalho?
Rodrigo Saraiva Marinho, advogado, professor e mestre
em Direito Constitucional pela UNIFOR, relata várias bizarrices cotidianas que já
vivenciou em decorrência da Justiça do Trabalho (como um indivíduo que pediu indenização
de R$ 250 mil após seu primeiro dia de trabalho na empresa), explica como ela
onera exatamente o empreendedor mais pobre e mostra — com números espantosos
— por que ela tem de ser abolida. Marinho também apresenta várias brechas da
Constituição que permitem que todas as suas partes ruins possam ser legalmente
revogadas.
O
governo Temer, as reformas, as eleições de 2018 e os rumos da economia brasileira
Leandro Roque, Fernando Ulrich, Paulo Scarano (economista
e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP) fazem um painel no qual respondem a
perguntas sobre as reformas do governo Temer (a principal e mais importante já foi
aprovada, segundo Leandro), os presidenciáveis de 2018 (Lula, Ciro Gomes,
Bolsonaro, Doria, Marina Silva), secessão, lei do teto de gastos, reforma da previdência,
setores que puxarão a retomada da economia brasileira (é possível prever?), e tucanos
que afinam perante dificuldades.
Austríacos
no fogo cruzado entre heterodoxos e ortodoxos
Fabio Barbieri, mestre e doutor pela USP, e
professor na FEA de Ribeirão Preto, faz uma palestra bem-humorada e, ao mesmo
tempo, extremamente provocativa, na qual critica, cita nomes e aponta erros de
ortodoxos e heterodoxos brasileiros, ilustrando seus erros metodológicos, seus
dogmas e seus fanatismos. Embora o diálogo com os ortodoxos seja mais racional,
austríacos não se sentem à vontade com nenhuma das duas correntes.
Da
Europa para o Brasil: lições de liberdade
O italiano Adriano Gianturco (professor do IBMEC-MG),
o alemão Antony Mueller (professor na Universidade Federal de Sergipe) e o português
José Manuel Moreira (professor da Universidade de Aveiro) trazem detalhes políticos
de seus respectivos países e mostram o que podemos copiar e o que devemos sumariamente
rejeitar. Especial atenção para a verdadeira zorra que é o parlamentarismo
italiano.
Paternalismo
libertário — problemas de uma trilha bem escorregadia
Roberta Muramatsu, mestre em economia pela USP, Ph.D
pela Universidade Erasmus (Roterdã) e professora adjunta na Mackenzie e em
regime parcial no Insper, aborda de uma maneira original um tema recorrente
entre os libertários: o paternalismo do estado e suas aparentemente inofensivas
intervenções que, embora de início sejam aceitas por alguns libertários como um
mal menor, acabam se expandindo até virar uma metástase irreversível. Doação de
órgãos, sistema de saúde e aposentadoria são abordados.
Lições
da história que não aprendemos
Yuri Maltsev, pesquisador do Mises Institute
americano, trabalhou na equipe da reforma econômica de Mikhail Gorbachev antes
de desertar para os Estados Unidos em 1989. Suas experiências práticas com o
comunismo e com a social-democracia, bem como os efeitos nefastos de ambos,
fornecem lições valiosas. (Palestra em inglês)
Brexit:
o que poderia significar e o que realmente significa
Andy Duncan, especialista em finanças, conta tudo o
que a imprensa esconde sobre o Brexit. (Palestra
em inglês)
Legislação
estatal versus lei e liberdade
Stephan Kinsella, advogado especialista na área de
patentes e autor prolífico sobre leis de propriedade intelectual, direito
internacional e outros tópicos jurídicos, explica como são falhas e injustas as
leis criadas pelo estado e mostra como seriam as leis e o direito em um
ambiente sem estado. (Palestra em inglês)
Os
novos Bárbaros — o que dirige a esquerda moderna?
Andy Duncan está de volta, e agora para explicar a
confusa mentalidade da esquerda progressista e defensora da ditadura do
politicamente correto. Todas as tendências progressistas e vitimistas (como “apropriação
cultural” e o “direito” de não ouvir coisas ofensivas) sempre surgem na Europa e
nos EUA, sendo em seguida copiadas, embora com algum atraso, pelos nossos
progressistas. É de extrema importância entender como funciona a mentalidade
dessa gente para saber como contra-atacar. (Palestra
em inglês)
O
imperialismo da propriedade intelectual versus inovação e liberdade
Stephan Kinsella volta para abordar mais um tema
polêmico que divide libertários: patentes, direitos autorais e todos os demais
tipos de propriedade intelectual em geral. Para Kinsella, tais medidas são monopólios
protegidos pelo estado, atrasam o progresso e servem apenas para garantir
reservas de mercado. Copiar não é roubar e idéias não são bens escassos e,
consequentemente, podem ser monopólios protegidos pelo estado. (Palestra em inglês)
Perestroika
e como eu destruí a União Soviética
Yuri Maltsev, nesta palestra de encerramento, relata
como ele, atuando dentro do regime (na equipe da reforma econômica de Mikhail
Gorbachev), ajudou a acelerar a derrocada do império comunista, libertando o
povo da opressão e trazendo uma maior estabilidade para o mundo. (Palestra em inglês)
“Capitalistas do mal” fornecendo informações gratuitamente. Que absurdo!
Brincadeiras a parte, parabéns pelo ótimo conteúdo! E viva a liberdade!
Eu estava presente e vi todas essas palestras ao vivo. Mas verei todas aqui mais uma vez. Agradeço imensamente ao IMB por filmar e disponibilizar essas verdadeiras preciosidades aqui. Obrigado!
Olá,
Essas duas palestras estão com o link errado:
Os novos Bárbaros — o que dirige a esquerda moderna?
Legislação estatal versus lei e liberdade
Queria estar presente um dia.
Parabéns pela apresentação, pessoal.
Que bom terem disponibilizado as palestras. Parabéns aos organizadores!
Parabéns ao IMB, muito boa a conferência. Só pecaram em não chamar um Heterodoxo de peso para estimular o debate. Acho que seria interessante chamar, por exemplo, Prof Belluzzo e Profa Conceição Tavares para esclarecer algumas coisas sobre os planos Heterodoxos.
Já vi 5 vídeos. Impressionado com o alto nível. Muito obrigado!
“Facistas”!! Querem um Brasil melhor, sem corrupção e sem a ditadura do PT, isso é um absurdo. kkkk
Parabéns a toda a equipe pela realização e muito obrigado ao Instituto por compartilhar todo esse conteúdo.
Aliás, fico feliz e orgulhoso que a universidade na qual me formei há quase 10 anos cedeu espaço para um evento desse tamanho para falar sobre liberdade e economia pela ótica da escola austríaca.
É de fato impressionante o avanço das ideias reverberadas por este Instituto ao longo dos últimos anos. Enquanto universitário, começando a ter contato com ideias da economia austriaca, jamais passou pela minha cabeça que um dia um evento desse tamanho pudesse ser realizado nessa universidade.
Excelentes palestras!
Eu acho que a nossa arma hoje é a infomação. Adultos normalmente procuram conhecimento por si só porém adolescentes e jovens não. Como sugestão, o instituto poderia utilizar os famosos “memes” com questionamentos humorados sobre os problemas e as aternativas liberais assim como é feito por outros divulgadores liberais como: MBL, Spotniks, Marxismo Cultural da Depressão, Canal Mamae Falei.
No mais, obrigado por mais este conteúdo de qualidade e gratuito.
Sensacional. Recomendo as palestras do Leandro, do André, do Barbieri, do Ubiratan. Vou parar por aqui senão vou digitar todas.
Social-Democracia “Doriana” ou conservadorismo “Bolsonariano”… isso ou Lula e a ditadura comunista.
Situação atual da direita:
– Um candidato conservador sem partido.
– Um partido liberal sem candidato.
Luz no palco fraca, o Leandro ficou parecendo o Bashar al Assad.
Parabéns a todos do Instituto pelo sucesso e pela proporção que alcançou o evento! E tenho certeza que não apenas eu, todos aqui acabam também se sentindo muito engrandecidos por isso. (Se não se importam com este tipo de comensalismo)
Seria interessante se vocês procurassem uma plataforma, como o SlideShare ou o SlidePlayer, para também publicar as apresentações. Se eu não me engano, no sábado o Hélio Beltrão falou que iria disponibilizá-las para download. #TenhoConvicçãoMasNãoTenhoProva
P.S.: Ou talvez, ele estivesse falando das próprias palestras, e eu é que me confundi. Dentro da normalidade, já que eu vivo fantasiando essas coisas. Em cada palestra que assisto.
Não querendo estragar a festa, mas olhem essa matéria aqui e dê uma boa olhada nos comentários, é de se surpreender: Chefe das Forças Armadas condena entreguismo de Temer
Não sei se eu rio ou choro.
Parabéns ! O instituto está ficando “parrudo”.
O IMB precisa sair um pouco da internet e fazer mais palestras, cursos, consultorias, entrevistas, etc. Isso vai fazer a liberdade aumentar exponencialmente.
O nosso maior problema era que a informação não chegava até as pessoas. Estávamos vivendo numa bolha socialista.
A democracia no Brasil virou uma briga entre bolcheviques e mencheviques.
Foi uma completa doutrinação socialista sem armas, comparado aos regimes cubano, norte coreano e russo. Nenhum estado democrático foi tão dominado na imprensa, instituições e aparelhado dentro do estado.
Acho que a bolha já foi estourada, mas sempre haverá pelegos e militontos querendo restaurar o regime antigo.
Estado Brasileiro – definição:
“Abstrato mastodontico que abriga burocratas parasitas, lotados em instituições inúteis e ineficientes que sugam o dinheiro do setor produtivo, criando um ciclo vicioso de destruição de riquezas, destruição de vidas e supressão das liberdades através do confisco das propriedades e das dignidades humanas”.
OFF
Ouvi isso esses dias: “o Brasil não cresce porque sua economia não é inclusiva!”
Faz sentido?
O tema do Fernando Ulrich sem dúvida é o mais importante e que merece atenção e estudo aprofundado.
Altera toda a teoria monetária austríaca.
Fica aí uma dica para os estudantes de economia.
Prezados, muito importante a iniciativa de realizar eventos onde os ideais liberais sejam apresentados, difundidos e defendidos. Assisti aos vídeos e fiquei realmente impressionado, lembrando-me, por diversas vezes, das lições de Mises, Hayek e demais.
Mas apresento aqui minhas sinceras reservas quanto à apresentação realizada por Rodrigo Saraiva Marinho, em que tratou do fim da “justiça do trabalho” (nem as iniciais maiúsculas se preocupou em usar).
Sou juiz do trabalho desde 1999, e não vi, nas palavras desse apresentador, qualquer fato que diga respeito ao meu dia a dia de trabalho, e a de muitos colegas meus.
Sei – é claro – que decisões absurdas e surreais são muitas vezes tomadas, não poderia negar, e sou totalmente contra elas! Mas daí generalizar, como ocorreu na apresentação – a própria forma da apresentação do professor leva à caricaturização da instituição – e se propor o fim da justiça laboral vai uma distância muito grande.
Há abusos ocorrendo na atuação da Justiça do trabalho? Sim, muitos e muitos. Mas não podemos jogar a criança fora junto com a água suja.
E se, ao invés de se propor a extinção da mesma, esse Instituto procedesse a debates (e não apresentação de palestras individuais) acerca do papel a ser por ela exercido, apresentando críticas à sua atuação e as melhorias por que deveria ela passar, inclusive convidando representantes da mesma que tenham essa (ao meu ver surreal) “visão social”? E se o Instituto Mises procedesse a publicações nas revistas dos 24 tribunais trabalhistas brasileiros, mostrando os inconvenientes que muitas posturas adotadas por juízes acarretam à economia?
A Justiça do Trabalho é um órgão do Judiciário. Em minhas atividades diárias sou um juiz, não sou advogado de quem quer que seja (empregado ou empregador), nem legislador para criar direitos para uns e obrigações para outros: a mim cabe aplicar a lei ao conflito de interesses que me é apresentado. Justamente por ter essa postura creio ser bem reconhecido por aqueles que se submeteram ao meu entendimento – sejam empregados, sejam empregadores. Discordo totalmente do chamado “ativismo judiciário”, por entender que isso invade competência constitucionalmente atribuída ao Legislativo.
Em suma, proponho aqui a realização de debates sobre esse tema, sobretudo porque é sempre interessante “ouvir a outra parte”, seja para dela discordar ou concordar. Isso, a meu ver, não prejudicaria as teses defendidas por esse Instituto, mas poderia, em verdade, começar a provocar uma reflexão mais crítica a juízes, desembargadores e ministros trabalhistas, muitos dos quais, infelizmente, e em face de uma visão totalmente errada do que sejam as relações trabalhistas no século XXI, ainda acham que o empregado deve ser sempre “protegido” contra o empregador, seu algoz (mas sem o qual o empregado não teria emprego…)
Parabéns, novamente, pela iniciativa.
Se o governo não consegue ensinar ba be bi bo bu e da de di do du para as crianças, como eles querem administrar a vida de milhares de pessoas ?
OFF-Topic
A idiotização econômica do blog anti-nom:
O Brasil está jogando fora o seu maior tesouro natural: Nióbio
Você está por dentro da PEC 241?
Reforma trabalhista e o pato que o trabalhador vai ter que pagar
A Ganância no Empreendedorismo
Não verta lágrimas pelo capitalismo
Apenas para os leitores ficarem sabendo do que acontece em blogs deste gabarito.
Prezado Fernando Ulrich,
Sua palestra foi muito instigante. E sobre ela que desejo expor o que segue:
Pelo que compreendi, você acredita que o descasamento entre os vencimentos dos ativos e passivos do bancos são a causa dos ciclos econômicos e não as reservas fracionárias – como acreditam os austríacos Mises e Rothbard, por exemplo.
Assim, de nada adiantaria, segundo seu raciocínio, “impor” 100% de reservas bancárias, pois não evitaria a iliquidez do sistema – iliquidez no sentido que você expôs na palestra.
Continuando, novamente pelo que compreendi, somente – ou principalmente – a abolição do banco central e da moeda de curso forçada diminuiria o descasamento dos ativos bancários, pois os banqueiros seriam muito mais prudentes sem a certeza do prestamista de última instância – o banco central.
Dito isso, não consegui entender a relação direta do descasamento dos ativos bancários com a ocorrência dos ciclos econômicos. Não seria esse descasamento uma consequência das reservas fracionárias ao invés de ser a causa dos ciclos econômicos? A iliquidez do descasamento dos ativos e passivos não seria também uma consequência das reservas fracionárias?
Ligar o descasamento dos ativos e passivos dos bancos à ocorrência dos ciclos econômicos retira o excesso de moeda criada pelas reservas fracionárias do núcleo central da teoria. Como entender então os investimentos errôneos feitos pelos empreendedores, pois a teoria diz que o aumento artificial da oferta monetária – através das reservas – causa um aumento artificial da renda e, consequentemente, um aumento artificial do consumo.
Desta forma, como o descasamento em questão causaria os ciclos econômicos?
Obrigado antecipadamente.
Toda essa discussão não serve para nada, enquanto o governo não for boicotado.
Nada adianta a população ser honesta, se os juízes são corruptos.
Não é falta de ética ignorar o estado. Se o governo engana, mente, rouba e confisca sem a mínima satisfação, ignorar o governo é motivo de sobrevivência.
A questão é simples. Os fiscalizadores do governo tem medo, são corruptos ou estão sossegados com a estabilidade no emprego.
Todos os tribunais de contas do governo não tem poder para punir. Os tribunais de contas são todos indicados por políticos.
O estado é composto por juízes que não julgam, médicos que não curam, professores que não ensinam, policiais que não prendem, etc.
Enfim, somos livres…
Não vi nenhuma dessa leva ainda, mas todas as palestras que vi do André Ramos são perfeitas. Ele não deixa sobrar um argumento contrário, ele mata todos.
Muito boa a V conferência austríaca de economia,mas a minha indagação é sobre o que Fernando Ulrich explanou…
De acordo com o mesmo,as reservas fracionárias não provocam crises,mas sim o descasamento entre ativo e passivo.
O FED ao praticar uma política heterodoxa ao remunerar reservas em excesso(Reservas acima do compulsório)ele conseguiu salvar os bancos da insolvência(Os mutuários das hipotecas não foram salvos,diga-se de passagem) devido a alta exposição com a bolha imobiliária.As hipotecas não vencem no mesmo prazo portanto dá para o Fed carrega-lás em seu ativo e remunerar reservas em excesso em seu passivo com os juros do títulos do Tesouro.
Então pergunto ao Leandro Roque,se os depósitos remunerados do Banco Central norte-americano salvou a América de uma hiperinflação e depressão severa,qual o argumento um libertário deve usar para objetar está política,pois ela fez os bancos se livrarem de ativos tóxicos de longo prazo e o FED pode carregar estes ativos de baixo custo por ser o dono da impressora,tal politica monetizou o déficit público do governo norte-americano de forma avassaladora,o que tem provocado até mesmo rumores de terceira guerra mundial(Improvável,mas a ameaça funciona e amedronta,propaganda de guerra também é arma de combate)devido a instabilidade do Dólar por causa da trilionária divida norte-americana,enfim não consigo argumentar contra esta política de depósitos remunerados e Dilma se fosse presidente estaria praticando tal política,enfim não consigo enxergar os furos desta operação e gostaria que os demais comentaristas não usem de baixarias e ofensas pois estou querendo aprender humildemente com todos e confesso que as vezes tenho dificuldade para entender alguns assuntos devido a falta de tempo para estuda-los a fundo,
Ótimos vídeos.
Orgulho de ser Mackenzista :3
Meu cachorro pediu para vocês colocarem legendas em português nas palestras em inglês.
Enquanto o IMB disponibiliza essas informações gratuitamente, Dilma dará aula em um curso sobre esquerdismo que custará R$7200!
* * *
Olá,
Para os interessados em Mercado Financeiro, indico o filme OUTSIDER, que conta a história real do trader que quase quebrou o banco Societe Generale no auge da Crise Financeira em 2008.
Sucesso absoluto na Europa, agora chegou ao Brasil no iTunes, NET Now, Vivo Play e Looke.com.br
Trailer legendado no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=cbHYALynMyk&t=16s
Abs