Os socialistas já
tentaram, e várias vezes, colocar sua ideologia em ação. O socialismo foi
aplicado na União
Soviética, em Cuba,
na China (antes de
Deng), na Coreia do
Norte, no Camboja,
na Etiópia e no Zimbábue
e em vários outros regimes menos famosos.
Em cada caso, sem exceção,
o resultado foi miséria econômica e autoritarismo político.
Mas os socialistas mais obstinados
se recusam aceitar. “Não julgue o comunismo com base apenas nestes resultados!”,
dizem eles. “O socialismo verdadeiro simplesmente nunca foi tentado.”
O socialismo não funciona, a menos que
seja o socialismo puro
Recentemente, ninguém
menos que Noam Chomsky veio a público dizer que o regime da Venezuela — o
mesmo que implantou controle de preços, estatizações, expropriação de
propriedade privada, generosos programas assistencialistas e planejamento
centralizado (ver aqui)
— não tem absolutamente
nada de socialista:
“Eu nunca descrevi o modelo de capitalismo de estado
de Chávez como ‘socialista’; nem sequer insinuei algo tão absurdo assim. O
regime não tinha nada a ver com o socialismo. O capitalismo privado permaneceu
livre … Os capitalistas continuaram livres para solapar a economia de todas
as maneiras, como por meio de uma maciça exportação de capital.”
Portanto, o raciocínio dos
socialistas é o seguinte: o socialismo só irá funcionar se ele for progredindo
até chegar ao ponto do “socialismo total”. Qualquer outro arranjo que não seja o
socialismo pleno — no qual não haveria uma única padaria privada — é inaceitável.
Nenhum esforço parcial será suficiente.
E todos os experimentos
socialistas só fracassaram porque alguns elementos do “capitalismo privado”
continuaram funcionando. Enquanto ainda existir qualquer aspecto econômico que
não seja de socialismo pleno, então o regime não é socialista.
Mais ainda: o fracasso das
políticas socialistas do regime venezuelano — tais como a expropriação
de empresas privadas (até mesmo
hotéis) e a expansão de indústrias estatais — deve ser atribuído ao
capitalismo, e não ao socialismo.
Naturalmente, conclui o
raciocínio, se o socialismo pudesse chegar ao seu estágio pleno — com todos os
elementos do capitalismo eliminados — saberíamos que este sim seria o
socialismo de verdade porque estaríamos vivendo em uma sociedade marcada por
uma prosperidade sem precedentes e por uma igualdade total.
Pouco importa que, para
todos os propósitos e intenções, Lenin de fato alcançou a quase completa e
total estatização da economia durante a Guerra Civil da Rússia em 1922. Como as
pessoas começaram a morrer de fome logo em seguida, Lenin recuou e, em vez do
socialismo pleno, adotou o socialismo parcial, sob a sua assim chamada “Nova
Política Econômica“.
Este exemplo prático de
Lenin é, claro, firmemente ignorado. E socialistas inflexíveis, como o próprio
Chomsky, vivem repetindo que meras medidas parciais não funcionam para o
socialismo, e que apenas o socialismo total pode funcionar. Qualquer coisa que
não seja socialismo pleno, ao que tudo indica, irá entrar em colapso, como
mostra a Venezuela.
Sim, o governo pode até
estatizar e confiscar várias empresas, fábricas, indústrias e até mesmo pontos
de comércio, como
aconteceu na Venezuela. No entanto, a menos que o estado confisque absolutamente cada lojinha e mercearia,
não há socialismo real.
Consequentemente, não se atreva a culpar o socialismo quando toda a economia,
após todas essas medidas, entrar em colapso. Toda a culpa deve ser atribuída
aos resquícios de capitalismo.
A mesma lógica não precisa ser aplicada
ao liberalismo laissez-faire
Observe, no entanto, que
isso não é um problema quando ocorre na direção oposta. Se pegarmos uma economia que sofre intervenções do estado e
começarmos a introduzir reformas liberais parciais, isso por acaso fará a
economia entrar em colapso?
Certamente não. Com
efeito, a própria análise empírica mostra que, quanto menos relativamente socialista for uma
economia, menor será a
pobreza e maior será a prosperidade.
Historicamente, isso é
óbvio. Os países que adotaram mais cedo o livre comércio, a industrialização, e
as instituições de uma economia de mercado são hoje as economias mais ricas do
mundo. Isso também ocorreu na Europa do pós-guerra, onde as economias
relativamente mais pró-mercado, como as da Alemanha e do Reino Unido, são mais
ricas e têm um padrão de vida maior do que as economias mais socialistas do sul
da Europa, como Grécia e Espanha. Com efeito, isso também vale até mesmo para
os países escandinavos, como a Suécia, que enriqueceram ao longo da história adotando regimes bem
próximos ao laissez-faire.
E tudo isso fica ainda
mais evidente quando comparamos a Europa Ocidental com o Leste Europeu.
Em nenhum destes casos
encontramos uma economia de livre mercado puro ou uma totalmente socialista. O
que observamos, no entanto, é que, quanto mais mercado e menos socialismo há em
um país, maior o padrão
de vida, menor a desigualdade, e muito menos brutal é a pobreza geral.
Dito de outra forma,
naqueles países que se inclinam mais para o mercado, tudo é melhor e mais
desenvolvido.
Isso também é válido para
a Ásia. Coréia do Sul
e Japão estão longe
de ser economias puramente de livre mercado. As economias de ambos os países são
caracterizadas por uma grande variedade de restrições comerciais, ligações
corporativistas entre governo e grandes empresas, e um maciço aparato
regulatório. No entanto, Coreia do Norte e Vietnã, que são muito mais pobres,
sempre tiveram uma participação estatal muito
maior na economia — com o governo sendo o proprietário de várias empresas
no Vietnã e de todas na Coreia do Norte — e um setor privado muito menor em
relação aos do Japão e da Coreia do Sul.
E, ainda assim, pela
lógica dos socialistas, o problema com a Coreia do Norte e com o Vietnã é que
eles não têm socialismo pleno. Se tais países ao menos pudessem se livrar dos
poucos capitalistas que, como disse Chomsky, “ainda estão livres para solapar a
economia”, então a Coreia do Norte finalmente irá se tornar próspera, e o
Vietnã passará a rivalizar com o Japão em termos de produtividade e riqueza.
É claro que isso é um
contra-senso total. Se a Coreia do Norte quiser ter menos pessoas passando
forme, ela tem reduzir substantivamente o socialismo em sua economia, como fez
a Coreia do Sul.
Mesmo reformas incompletas e parciais
funcionam em economias de mercado
Ao contrário do
socialismo, reformas de mercado não
precisam ser totais, completas ou utópicas para que seus benefícios sejam
reconhecidos.
É por isso que defensores
de uma economia de mercado não precisam dizer que “as reformas de mercado não
funcionaram no País X porque aquele país nunca alcançou o estágio do
capitalismo pleno, puro e verdadeiro! Se ao menos todos os socialistas tivessem
sido liquidados e todas as políticas remotamente semelhantes ao socialismo
tivessem sido abolidas, aí sim o verdadeiro capitalismo seria adotado!”
Isso nunca precisará ser
dito porque até mesmo
medidas parciais em direção a uma maior liberdade de mercado melhoram a
economia e o padrão de vida.
Vimos isso na Alemanha
Ocidental após a Segunda Guerra Mundial com as reformas efetuadas por
Ludwig Erhard, as quais levaram a um período de acelerado crescimento
econômico, mesmo com as reformas tendo sido apenas parciais. Ao abolir os
controles de preços e outras restrições impostas pelo governo à economia, a
Alemanha decolou ao passo que outras economias mais socialistas — como a do Reino Unido à
época — ficaram estagnadas. Já a Alemanha Oriental,
socialista, viu seu padrão
de vida encolher ao longo deste mesmo período de tempo.
A Alemanha Ocidental não
adotou um capitalismo “puro e pleno”. Os alemães adotaram um arranjo economia
relativamente mais laissez-faire que o resto da Europa. E a economia cresceu
forte. Com efeito, as reformas de mercado feitas pelo governo da Alemanha
Ocidental ocorreram quase que por acidente. E, ainda assim, chamamos
os resultados de “o
milagre alemão“.
Outro exemplo moderno é a
América Latina. Quando olhamos para a região como um todo, vemos seguidas vezes
que os regimes que adotaram reformas pró-mercado até mesmo parciais e
incompletas — como Chile, Peru e Colômbia — são os países que vivenciaram as
maiores taxas de crescimento econômico da última década.
Enquanto isso, aqueles países
que mais entusiasmadamente adotaram a “onda vermelha” — cujos governantes eram
aliados do chavismo e seu bolivarianismo — tiveram as piores taxas de
crescimento (2014-2015):

[N. do E.: sobre Equador e
Bolívia, que utilizam, respectivamente, o dólar e uma moeda atrelada ao dólar (na
prática, refutando a própria retórica anti-imperialismo) e dão bastante
liberdade para o mercado informal, veja aqui).
Mas qual é a desculpa para
a falta de crescimento econômico na Argentina, no Brasil e na Venezuela? Todos esses
países, na última década, adotaram o populismo econômico: mais ativismo
estatal, mais regulação estatal, mais intervenções estatais, e mais controle
estatal sobre a economia. Logo, por que estes países não ultrapassaram os
outros países latino-americanos mais voltados para o mercado?
De acordo com a lógica socialista,
o verdadeiro problema é que nenhum destes países adotou o socialismo total.
Isso é muito gostoso: toda
vez que algumas reformas socialistas são tentadas — e fracassam –, a ideologia
já tem uma justificativa pronta: o socialismo só irá funcionar quando for implantado por completo.
Agora, apenas imagine qual
seria a situação da humanidade se o mesmo raciocínio fosse válido para uma
economia de mercado. Dado que nenhuma ideologia jamais será implantada por
completo, isso significa que a humanidade estaria condenada a viver para
sempre na mais abjeta e sórdida pobreza.
Felizmente, reformas de
mercado meramente parciais e casuais já conseguem melhorar nossa situação. Infelizmente, governos estão sempre
comprometidos em nos empurrar para a direção errada, com sua manipulação da moeda e do crédito, seus controles
de preços, e suas crescentes regulações e tributações.
Os ataques aos mercados são
contínuos e generalizados. Felizmente, todo o necessário para melhorar a situação
novamente é um movimento de contra-reação que leve a economia de volta em direção
a mercados mais livres.
Todos faríamos bem em
estudar e aprender as lições do Leste Europeu, da Alemanha Ocidental, da
América Latina e de todos os outros regimes que, de forma relutante ou
voluntária, saíram da frente e deixaram o mercado funcionar com mais liberdade.
Os socialistas podem
continuar sonhando com a maneira como seu prometido paraíso será realizado no
dia em que o socialismo pleno e puro for alcançado. Enquanto isso, na vida
real, a economia de mercado continuará aprimorando a situação e o padrão de
vida de bilhões de pessoas.
Ótimo artigo.
Venezuela: o socialismo que deu certo
Então vão ficar esperando pra sempre. Se o socialismo completo for atingido, todo mundo vai ter morrido de fome.
Tem a história do cara que estava treinando seu cavalo para viver sem comida. A cada semana, ele diminuía a quantidade de ração para o cavalo se “acostumar” com a menor quantidade, até chegar ao ponto em que ele se acostumaria a viver sem comida alguma. O experimento estava indo muito bem. Infelizmente, quando estava quase chegando ao fim, o cavalo morreu.
É a teoria batida;
Esquerdistas não levam em conta a livre iniciativa. Na era do Fogo todo mundo aprendeu a fazê-lo…mas só alguns pensaram em como o fogo podia ser feito mais rápido, mais forte e mais duradouro…enquanto houverem situações assim, não vai existir socialismo.Ponto.
O capitalismo é um sistema centralizador, na medida que necessita que seja imposta uma ordem jurídica que crie um ambiente de segurança legal e previsibilidade. Nesse sentido, o intervencionismo, ao contrário de uma política socialista é uma politica capitalista, porquanto assegura que dentro de determinadas regras de previsibilidade o capitalismo cresça e se desenvolva com segurança.
O mercado é um ente jurídico proposto e posto pelo Estado e será tanto mais “livre” quanto forem adequados ao interesse dos grandes capitalistas (Big Business / Establishment). O mercado não é um ente natural, fruto da espontaneidade de troca e venda de mercadorias.
– A Ordem Econômica na Constituição de 1988, por Eros Roberto Graus.
O que vocês acham galera?
Artigo muito bom.
No BRASIL tivemos raras ocasiões de liberdade na economia. Sempre tivemos um Estado muito forte (energia, petróleo, telefonia, Saneamento, telefones, infraestrura-estradas, portos, ferrovias, aeroportos, etc) e um estado inchado que consome 5 meses de nosso trabalho e sem um retorno adequado.
Se queremos outro resultado, não podemos repetir o que não deu certo em toda República.
Caros:
Só por curiosidade, baixei a planilha do Heritage Index, que mede a liberdade econômica dos países.
A correlação entre Renda per Capita e a pontuação de liberdade econômica é impressionante: 63% !
Notem que a correlação é um número que varia de -100% a +100%.
63% é uma correlação muito forte…
Sei que correlação não é prova de causa e efeito, mas neste caso é um indício fortíssimo.
Dá para afirmar de forma muitíssimo objetiva que quanto mais economicamente livres os países, maior a renda per capita.
[]s
OFF:
Dizem que o nosso agronegócio só é pujante por causa que o setor tem uma pouca intervenção estatal, isto é verdade?
Mas em contradição, dizem que a Embraer é produtiva por causa do protecionismo do governo brasileiro, isto é verdade?
O que dizer para aquelas pessoas que dizem que antes de maduro ser o líder da Venezuela, ou seja, quando Chaves o era, a Venezuela era um “paraíso socialista “?
“Os socialistas podem continuar sonhando com a maneira como seu prometido paraíso será realizado no dia em que o socialismo pleno e puro for alcançado.”
Os socialistas não buscam nada disto, o seu único objetivo é poder, para que assim eles possam controlar a população e viver suas vidas de nababos.
O artigo é excelente, mas já passou da hora de tratar socialistas/comunistas/esquerdistas como “coitadinhos enganados que querem o bem da humanidades mas nunca acertam”. Essas pessoas são monstros morais, verdadeiros psicopatas e como tal, devem ser expostos e combatidos.
Deturparam Marx ™
Acredito que o socialismo encontre terreno fértil na ausência de uma educação voltada para o ensino dos pilares econômicos e das leis de mercado.
Muitas pessoas, da qual me incluía e até certo ponto posso permanecer incluso, não dominam economia como deveriam. E isso abre espaço para especulações amadoras de toda ordem do que deveria ser feito para um mundo melhor.
Se ao invés de “doutrinação desastrada” fosse ensinado economia e história de fato, em escolas, o socialismo já estaria morto. E poderíamos rumar a um modelo econômico sustentável e em plena adaptação as demandas do mundo moderno.
Mas desejar algo assim, uma educação pura, sem lastro ideológico visando unicamente o desenvolvimento do indivíduo é utópico nesse mundo em que vivemos.
Felizmente, o Brasil não se tornou uma Venezuela. E se bem lutarmos para isso, talvez nunca se torne. Ainda há liberdade, mesmo que forças doentias se levantem em uma tentativa desesperada de ceifá-la.
Ironicamente, o maior inimigo da esquerda tem sido a liberdade de informação. Nunca antes se viram surgir tantos liberais, por causa da censura e doutrinação em sala de aula. Mas a internet mudou tudo… talvez, por isso, o maior sonho dos ditos “progressistas” seja “regular” a internet.
Esse é o título mais verdadeiro deste site.
Quando seu organismo estiver totalmente doente, ele será plenamente saudável.
Uma das desculpas que tem circulado na internet diz que o socialismo puro,100% estatizado,sem propriedade privada e sem estado só será realidade crível quando todos os países virarem socialistas\comunistas,o mundo todo virar um mapa-múndi vermelho,ou seja uma revolução mundial da classe proletária.E aí Leandro Roque como contradizer tal absurdo?
Pessoal do IMB, se alguém puder ajudar.
Pegando o gancho do autor que citou as Alemanhas, alguém sabe me dizer o que aconteceu com o mercado imobiliário pós-queda do muro?
Pergunto isso pq imagino que após a queda, muitos do lado Oriental podem ter buscado a migração para o lado Ocidental e duvido que o inverso tenha acontecido em volume significativo.
Houve alguma pressão inflacionária nos preços dos imóveis do lado Ocidental? Ou talvez em outros setores da economia…
Tem algum texto no site que trate de como foi o desenvolvimento do lado Oriental pós queda? E de como essa abertura impactou o lado Ocidental?
Obrigado!
André
O que os socialistas crentes (aqueles que não são liderança) não conseguem entender é que o socialismo real é justamente o socialismo na prática. O que ocorreu na URSS, Camboja, China, Cuba e Venezuela é o socialismo colocado em prática e suas consequências seguintes. E isto sempre vai ocorrer, pois, em maior ou menor grau, ou em maior ou menor velocidade (no caso dos países que seguem a estratégia gramsciana da guerra de posição, isto demora mais), vai haver estatização dos meios de produção, e as demandas da sociedade (tal como do mercado) vão ser suprimidas para virar demanda do estado (e, mais ainda, dos seus líderes).
Agora, há uma imprecisão no artigo: a primeira grande fome causada pelo socialismo, levando ao óbito cinco milhões de pessoas, ocorreu entre 1921 e 1922, onde Lênin – daí sim – elaborou a Nova Política Econômica. Mas não demorou muito para ocorrer outra grande fome na URSS…
Muito bom…então deixem o Brasil só com as 5 estatais mais poderosas BB,Petrobras,Caixa,BNDES e Eletrobrás …o resto privatiza tudo. nos Estados privatiza tudo. Reforma trabalhista tirem o emprego hora zero (intermitente), o home office , a proibição incorporação de função gratificada (ex. gerente de setor) após 10 anos e mais umas coisinhas ali e deu…Reforma da previdência idade minima de 62 e não 65. Imposto de Renda só para quem ganha acima de 20.000 por mês. Pronto temos um liberalismo nem tão ferra trabalhador, meia boca e todos ficam felizes, esquerda e liberais.
Então o socialismo pleno seria a ausência de Estado? Porque para que a igualdade seja de fato plena, total, não pode existir uma única pessoa com mais poder. Aí eu pergunto: os interessados em implantar o socialismo estão dispostos a levantar de suas cadeiras, abdicar de seus salários, para que tenhamos o socialismo pleno?
“Isso é muito gostoso” Claramente um juízo de valor emitido por um neoliberal que se delicia ao perceber as cagadas que o Estado faz
É verdade que a Islândia se recuperou da crise com keynesianismo?
Uma coisa é certa: escolha você acreditar em qualquer coisa que queira acreditar, w você vai encontrar dados que apoiem suas crenças.
Se, por exemplo, eu levanto a tese de que defender a Escola Austríaca é uma atividade estressante e que faz mal à saúde, tanto que a maioria de seus teóricos e estudiosos são mais carecas que os de outras escolas, não duvidem que eu vou encontrar estatísticas e dados históricos que comprovem a minha tese. Igualmente, se alguém resolve rebater e afirmar o contrário, também encontrará dados que comprovem sua tese. Por isso que eu adoro as estatísticas. Tem estatísticas para todo mundo.
Parece piada, mas é assim que as coisas funcionam. Não são necessariamente os fatos que irão mudar as mentes. Escolher, ou uma ideologia ou uma filosofia, é uma opção de vida e é impossível uma unanimidade sobre quem está certo.
Mas, voltando ao meu instituto de pesquisas não oficiais, não científicas e não acadêmicas, se há uma coisa que deve fazer muito mal à saúde essa coisa é ser socialista. Deve ser muito frustrante saber que o socialismo de verdade nunca foi tentado, sempre foi solapado por capitalistas e somente o socialismo pleno funciona. E nesse ponto, o McMaken foi perfeito. Qualquer abertura de mercado, por menor que seja, já é válido para demonstrar como liberdade econômica melhora a vida das pessoas. E qualquer defensor do livre mercado praticamente já comemora.
Vou fazer esta pesquisa, e comprovar que o socialismo faz mal à saúde.
Eu acredito que existe um pouco de ingenuidade no liberalismo.
Essa coisa de defesa do livre mercado por todas as pessoas, parece o pensamento esquerdista de que as pessoas precisam gostar do socialismo.
Sempre existiu lobbies e maracutaias contra o livre mercado, realizadas pelos próprios empresários e capitalistas. São os próprios capitalistas que bloqueiam o livre mercado. Os melhores exemplos são a FIESP, CNI, etc.
Eu sempre fui capitalista e sempre vou ser. O único detalhe é que eu não acretido em boa vontade, fair play e ética. A única forma de proteger o capitalismo é fazendo boicote contra empresas corruptas, fraudulentas e sem ética.
Os lobbies sempre existiram e sempre vão existir. Por mais que empresários usam esquerdistas para ter arrêgos no livre mercado, não dá para esconder os lobbies de muitos capitalistas.
Como nós sempre dissemos: O preço da liberdade é a eterna vigilância.
Não tem descanso contra os lobistas.
O socialismo total, puro é utópico. Um controle absoluto de tudo pelo estado, além da imaginação. Mas há lugares onde o Comunismo (socialismo) sempre funcionou sem problemas, há muito tempo e esta em presente entre nós. Sim, funciona há milhões de anos, em nossa casa, ali no jardim. Sim, sociedades de INSETOS, abelhas, formigas, cupins, vespas e marimbondos são exemplos que mostro onde o comunismo deu certo! Cada um pode ser mostrado como um pais em que funciona! São modelos em que os “membros” a sua volta trabalham p/ a comunidade, sempre existe nestas sociedades de artropodos uma abelha rainha, uma formiga rainha, etc, onde seus “membros” continuamente mantém funcionando. E funciona sem problemas. Essas sociedades quase não evoluem, mantendo a filosofia intocada. Pois é, como esses socialistas querem implantar uma igualdade entre seres humanos? Não somos como insetos e muito menos “androides” programáveis.
Como visto atrás, se refletirmos, uma sociedade puramente comunistas (socialista) será possivel em uma sociedade de andróides comandada por um computador central, coisa de ficção cientifica (MATRIX).
O maior perigo, em boa parte das vezes, não são nem os políticos e sim essa classe dita “Intelectual” formadas por jornalistas, professores dentre outros.
Infelizmente, as frases abaixo são verdadeiras:
Precisamos salvar o capitalismo dos capitalistas.
Precisamos salvar o socialismo dos socialistas.
Esse é o principal ponto. Sempre existirá pessoas querendo destruir o sistema.
No socialismo, sempre haverá socialistas roubando, massacrando, destruindo os “direitos humanos”, roubando remédios dos pobres, roubando marmita de crianças, etc.
No capitalismo, sempre haverá capitalistas suborbando governantes, destruindo a concorrência, vendendo coisas com defeitos, etc.
Os países que cresceram mais, foram os capitalistas que são mais honestos, mais justos, mais competitivos, etc. Essas malandragens socialistas ou capitalistas não fazem a economia crescer.
O socialismo nunca vai dar certo, porque as pessoas não são burras o suficente para serem escravos por muito tempo.
Leandro, por que estatais como a USP são melhores que universidades particulares?Lembrei desse artigo. Segundo meu professor de geografia do cursinho, é porque nas estatais os alunos são mais dedicados e estudam mais por conta própria e porque os professores sempre vão ganhar dinheiro. Isso tem sentido?
Meu professor credita a recuperação japonesa no pós-guerra a desvalorização do iene e ao investimento em educação (com que dinheiro?). Tem um artigo sobre o Japão aqui no Instituto?
Vocês liberais precisam amar mais a verdade e passar ao público leitor os fatos como eles são.
Marx disse que existem três passos para se chegar ao comunismo: a Ditadura do Proletariado, o Socialismo (o Estado é dono de todas as formas de comércio) e Comunismo (o Estado é dissolvido e as trocas comerciais são feitas entre cooperativas e sindicatos. Um legítimo e justo Livre Mercado)
Outra coisa: o Equador e a Bolívia são bolivarianos. Como explicar o sucesso destes países? Vocês não podem porque têm a mente fechada e inventam que “eles têm um comércio informal”. Ora, é justamente um comércio total que nós comunistas queremos! Sabemos que o comércio gera riquezas como mostra a Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo. Logo, queremos o comércio total, sem atravessadores, como ocorre no capitalismo. Se o comércio for feito entre sindicatos e cooperativos a riqueza seria melhor distribuída entre toda a população do país.
Dica: procurem na internet, em inglês, os livros e artigos de Oskar Lange, Paul Cockshott e Cotrell.
Precisamos proteger o socialismo contra os socialistas.
As pessoas são assaltadas pelos socialistas, que cobram impostos sobre comida e remédios, pagam universidades para ricos, roubam marmita de crianças, fazem carnaval com o dinheiro dos hospitais, pagam jornalistas com o dinheiro das escolas, querem fazer samba com o dinheiro da polícia, etc.
Enfim, o socialismo nunca foi tão desrespeitado pelos socialistas.
“Em cada caso, sem exceção, o resultado foi miséria econômica e autoritarismo político.”
Esses são os verdadeiros objetivos do Socialismo. E, nesse sentido, a taxa de êxito foi de 100%.
Desculpe o off, mas eu não concordo que o ”oposto” sempre tende a eficiência, como se o mercado não necessitasse de nenhuma regulamentação. O exemplo mais óbvio que me vem a mente é as nossas calçadas , cada um cuida da sua, não são padronizadas, e é um lixo completo, mesmo em bairros de classe média, alta. Algumas mais elevadas que as outras, outras esburacadas, etc..
Poderia ser um artigo muito bom, que eu compartilharia. Mas ele pecou por:
1 – usar como referência de sucesso o crescimento (PIB) dos países da AL em um único biênio, o que é altamente criticável,
2 – misturar socialismo e comunismo (ainda que ambos mereçam críticas, são coisas diferentes),
3 – não aproveitar os exemplos de reformas liberalizantes na Irlanda, Nova Zelândia, Alemanha oriental pós unificação, Inglaterra pós revolução gloriosa, etc,
4 – não aproveitar para mostrar os insucessos dos governos socialistas de Perón, Allende e cía
-Esse remédio é capaz de curar todas as doenças e deficiências, proporcionar saúde perfeita, restaurar a juventude e permitir viver 150 anos com total vigor.
-Mas TODAS as pessoas que tomaram esse remédio passaram mal, têm sérios problemas de saúde até hoje e algumas até morreram em decorrência dela!
-O problema é que nenhuma dessas pessoas tomou uma dose suficientemente grande, ou tomou com uma regularidade certa e por um período pleno; quando pessoas tomarem o suficiente, esse remédio vai curar todas as doenças, proporcionar saúde perfeita, restaurar a juventude e permitir viver 150 anos com total vigor.
-Sério? Então vou levar para mim, para minha família e para os meus amigos!
* * *
Não existe socialismo pleno e puro, por que as sociedades nunca serão plenas e puras.
O ser humano tem que respeitar as diferenças e parar de impor suas vontades e opiniões.
O radicalismo é o combustível da maioria dos conflito ou guerra.
Socialismo puro só reconhece o índio nativo enquanto nada tem, depois que passou a ter algum bem, acaba o socialismo.
Jogo de palavras, o artifício da retórica para construir um raciocínio teórico que consiga convencer incautos. A essência do próprio artigo parte do princípio do “se”, do “caso”, ou seja, o surrado argumento de que “em tese” esse sistema funcionaria. Ora, algo que depende de mil artifícios, de mil arranjos, de mil elos, de mil ambientes, de mil condicionantes, de mil processos aplicados à subjetividade da natureza humana plural, agindo quase que simultaneamente para dar certo é ALGO QUE NÃO DÁ CERTO!