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Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

Nota
do Editor

Este Instituto praticamente já esgotou seus assuntos
sobre a Suécia (ver aqui,
aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Portanto, nada
melhor do que compilar tudo o que foi dito em cinco itens sucintos e diretos.

_____________________

Quando o assunto é política econômica, a Suécia se destaca.

De um lado, esquerdistas de todo o mundo citam o
país nórdico como um exemplo de que um estado grande e assistencialista
funciona. E dado que várias fontes de dados (como o enorme banco
de dados do FMI
) mostram que a Suécia é relativamente próspera ao mesmo
tempo em que possui uma pesada carga tributária, o argumento parece ser plausível.

De outro, liberais, embora críticos ao atual estado
de bem-estar sueco, dizem que o país primeiro enriqueceu por meio do livre
mercado, e depois, só depois, adotou um estado de bem-estar social abrangente. E,
após ter adotado este modelo, seu crescimento econômico estancou.

Esse ponto está em conflito direto com a visão da
esquerda, que frequentemente chega a afirmar que a Suécia é rica por causa de seu estado
assistencialista, e não apesar dele.

Tal afirmação não só é um atentado à lógica econômica
(a qual não combina com sentimentalismos), como também, para piorar, nunca foi
comprovada via fatos e evidências.

A seguir, cinco fatos a serem apresentados sobre a
Suécia.

1.
A Suécia enriqueceu quando seu governo era pequeno.

Sim, até 1960, o tamanho do governo sueco —
mensurado pelo volume de seus gastos em relação ao PIB — era menor até que o
do governo da Suíça.

Veja este quadro que mostra a evolução dos gastos do
governo elaborado pela revista The Economist. Toda a explosão
dos gastos do governo sueco (Sweden)
aconteceu entre as décadas de 1960 e 1980. A social-democracia é uma
consolidação da década de 1970.

economist-graph-us-source.png

No século entre 1850 e 1950, a população dobrou e a
renda real dos suecos decuplicou. A mortalidade infantil caiu de 15% para 2%, e
a expectativa de vida aumentou extraordinários 28 anos. Em
1950 a Suécia já era a quarta nação mais rica do mundo
, não obstante a não-existência
de um estado assistencialista ou de qualquer grande controle estatal sobre os
setores da economia. 

Como em qualquer outro país, o impressionante
estoque de capital da Suécia foi construído por empreendedores operando em um
sistema de livre mercado.

(Tudo isso foi relatado em detalhes neste
livro
 bem como neste excelente
tratado
).

2.
Na Suécia, a tributação das empresas é das menores do mundo. E a tributação
indireta sobre os pobres é alta.

Ao contrário do que grande parte da esquerda acredita,
o estado de bem-estar social sueco é custeado de uma forma relativamente brutal:
jogando o fardo majoritariamente sobre os pobres e sobre a classe média.

Os suecos sabem que é impossível financiar um governo generoso
tomando dos ricos e das empresas — há muito poucos deles, e a economia depende
deles enormemente. Consequentemente, o governo da Suécia aufere grande parte de
suas receitas por meio dos altamente regressivos impostos sobre valor agregado
(o ICMS deles), a uma alíquota de 25% que
incide sobre cada bem ou serviço vendido — o único imposto que ricos e pobres
pagam exatamente o mesmo valor em coroas suecas.

Por outro lado, a alíquota máxima do imposto de
renda de pessoa jurídica é de apenas 22%
na Suécia
(nos EUA é de 35%; no Brasil chega a 34%).

Mais: ao mesmo tempo em que o imposto sobre a renda
decresceu, o imposto sobre o consumo aumentou na Suécia.

20150806_nima4.png

A linha vermelha mostra a evolução dos impostos indiretos
(VAT e previdência social); a linha verde mostra a evolução dos outros impostos
(diretos); a linha azul são os impostos totais.  Fonte: base de dados
tributária da OCDE e cálculos próprios.

Os ricos da Suécia usufruem várias vantagens
econômicas não oferecidas a seus compatriotas das classes mais baixas. A Suécia
sempre concedeu deduções fiscais bastante generosas para custos de capital. As
empresas suecas podem deduzir 50% de seus lucros para reinvesti-los no futuro,
o que os torna uma reserva isenta de impostos.

As regulamentações trabalhistas são modeladas para
beneficiar as grandes empresas (não há a imposição de salário mínimo, por
exemplo).

3.
A Suécia contrabalança seu estado assistencialista implantando políticas extremamente
pró-mercado em outras áreas da economia.

O ambiente empreendedorial da Suécia é extremamente desregulamentado e o país é
um dos mais abertos do mundo para o livre comércio
. Você demora no máximo 6
dias para abrir um negócio e as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na
média.

A
dívida pública é baixa
, o que significa que o governo não estoura o
orçamento.

O país adota um sistema nacional de vouchers escolares

Não
há salário mínimo
 estipulado pelo governo.

Há uma robusta
proteção dos direitos de propriedade
.

Como já dito, as
alíquotas de imposto de renda para pessoa jurídica
são das mais baixas do
mundo.

O país está implantando um programa de privatização no
sistema de saúde, no sistema previdenciário, e na educação.

O IPTU é de 0,75%
do valor da propriedade até um valor máximo de 764 euros
.

Não há impostos sobre a herança.

Como consequência, quando desconsideramos os gastos
do governo e se analisamos fatores como livre comércio, desregulamentação, política
monetária e direitos de propriedade, a Suécia é o oitavo país mais liberal do
mundo segundo Fraser
Institute
.

Non-Fiscal-Freedom-Rankings-2012.jpg

4. Após a adoção do estado assistencialista
na década de 1970, a taxa de crescimento caiu. E muito.

Como dito, primeiro a
Suécia enriqueceu e acumulou muito capital (e tal tarefa foi auxiliada por uma
continuamente austera política monetária, que fez com que a Suécia jamais
conhecesse um período prolongado de alta inflação de preços).  Depois, só
depois de ter enriquecido, é que o país começou a implantar seu sistema de
bem-estar social no final da década de 1960.

No entanto, o consumo
deste capital acumulado está erodindo a riqueza da Suécia.

O
gráfico abaixo
mostra as taxas de crescimento da Suécia e da Dinamarca em
dois períodos: de 1920 a 1965 (antes da adoção do estado de bem-estar; barra
azul) e de 1966 a 2010 (após a adoção do estado de bem-estar; barra vermelha).

Denmark-Sweden-Welfare-State-Growth.jpg

Para que uma economia que
faz uso maciço de políticas assistencialistas continue crescendo, sua
produtividade tem de ser muito alta.  E para a produtividade ser alta, seu
capital acumulado já tem de ser muito alto.  Apenas um alto grau de
capital acumulado pode permitir uma alta produtividade. Ou seja, o país tem de
já ser muito rico para adotar uma social-democracia duradoura. (Por isso, a social-democracia no Brasil
ainda é impossível
.)

Apenas um país que já
enriqueceu, que já acumulou o capital necessário, e que já alcançou a
produtividade suficiente pode se dar ao luxo de adotar abrangentes políticas
assistencialistas.

Mas, ainda assim, tais políticas
cobram um preço. Por mais alta que seja sua produtividade, não dá para
continuar crescendo como antes.  Mas, é tudo uma opção dos eleitores.

5. Há uma comparação que complica a situação
da Suécia.

Americanos de ascendência sueca são
39% mais produtivos
, em termos per capita, do que os suecos que
permaneceram na Suécia (para os finlandeses em mesma situação, este valor chega
a 47%; para os dinamarqueses, 37%).  Mais:
entre os americanos de origem sueca, a taxa de pobreza é
menor
do que a taxa de pobreza de seus conterrâneos na Suécia.

Em termos mais abrangentes, renda dos escandinavos
que vivem nos EUA é de cerca
de 20% acima da média americana, e a taxa de pobreza, cerca de metade da média
americana
.

Aparentemente, pode-se tirar os escandinavos da
Escandinávia, mas não a Escandinávia dos escandinavos. Há um legado cultural
que explica parte desse sucesso: uma cultura de confiança social, de relativa
ausência de corrupção, e uma ética de trabalho luterana.

 Nordic-CFR.png

A Suécia em um único gráfico

Por fim, um gráfico que praticamente resume tudo. Ele
está no trabalho acadêmico do professor Olle Krantz intitulado “Economic
Growth and Economic Policy in Sweden in the 20th Century: A Comparative
Perspective
“.

O gráfico mostra a evolução do PIB per capita da Suécia
em relação à média dos países europeus no período de 1870 a 2000.  Perceba a brusca reversão a partir de 1950 e
a acentuada queda a partir de 1970.

ultimo.png

Difícil constatação mais explícita do que essa sobre os efeitos do estado de bem-estar sobre o enriquecimento de um país.

Vale notar também que a economia sueca chegou ao ápice
em relação às suas vizinhas européias no auge da Segunda Guerra Mundial. A Suécia,
sempre é bom lembrar, não participou da guerra. Nenhuma lição aqui, apenas
notar que talvez não seja uma boa ideia ter suas indústrias bombardeadas.

Conclusão

A principal lição, que já deve estar abundantemente
clara, é que um estado de bem-estar social é uma receita garantida para o declínio.
Sim, se o país adotá-lo quando já estiver rico, ele pode durar bastante tempo;
mas ainda assim cobrará um preço claro em termos de crescimento econômico e
renda per capita.

O que talvez explique por que os estrategistas políticos
e econômicos da Suécia passaram os últimos 25 anos tentando reverter e abolir algumas
de suas políticas sociais
.

_________________________________________________________

Leia também:

A social-democracia no
Brasil entrou em colapso – abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

 

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121 comentários em “Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar”

  1. Esse último gráfico é estarrecedor, será que existe algo parecido do Brasil em comparação com a renda de algum outro país desenvolvido?

    Excelente artigo.

  2. Sabe-se que o brasileiro é péssimo entendedor de inglês. Como seria ótimo ter estes documentos e livros citados traduzidos para o vernáculo tupiniquim para distribuir aos amigos e convencê-los de que economia livre = riqueza para todos.

  3. Excelente artigo, como sempre.

    Fiquei com uma dúvida sobre o trecho abaixo:

    “Por outro lado, a alíquota máxima do imposto de renda de pessoa jurídica é de apenas 22% na Suécia (nos EUA é de 35%; no Brasil chega a 34%).”

    Como contra-argumentar quando a esquerda diz que, apesar do IRPJ ser alto no Brasil, é fácil sonegá-lo, pois a distribuição de lucros e dividendos não são tributados? Esse é um argumento normalmente utilizado para dizer que no Brasil os ricos empresários pagam poucos tributos (característica liberal), e mesmo assim o país não cresce, tem alto índice de desemprego, etc.. Também é dito (não verifiquei a veracidade) que o Brasil é um dos únicos países onde a distribuição de lucros e dividendos não é tributada.

    Obrigado!

  4. Numa conversa com um amigo de esquerda, ele defendeu o arranjo econômico da Suécia (forte assistencialismo) mesmo depois que expliquei que isso deteriora a riqueza do país e reduz drasticamente o crescimento.

    O argumento dele é que essa riqueza toda gerada no passado agora estava dando melhores condições para todos, principalmente pobres, e que quando a riqueza começasse a escassear, era só diminuir o assistencialismo para voltar a acumulá-la, e no futuro voltar a redistribuí-la.

    Ele não se convenceu quando argumentei que se o assistencialismo não fosse tão intenso, os suecos mais pobres estariam numa situação ainda melhor.

    O argumento que usei é correto? É possível afirmar que os suecos mais pobres estariam numa melhor situação se o assistencialismo não existisse?

    Grato pela atenção!

  5. Pra quem não suporta mais o politicamente correto não sabe o nivel doentil que isso chegou a Europa. Na europa se uma mulher for estuprada por um islamico e chegar a delegacia e relatar que ele era um imigrante arabe ela que fica presa por xenofobia, se um homosexual dar em cima de você e você der um fora por ser hetero você é processado por homofobia e se o teu filho se declarar homosexual e você ficar decepcionado e o seu filho relatar isso a professora na mesma hora vem reportagem na sua casa. Maria do Rosario protetora oficial dos bandidos estaria no paraiso na Suecia, a Suecia tem uma lei relativamente liberal a posse de armas todavia se um bandido invadir a sua casa e você atirar nele isso não é aceito como legitima defesa.

  6. Lembrando que os impostos de renda sobre os mais pobres também são proporcionalmente altos. Nada escapa.

    Leandro, qual a diferença efetiva sobre os preços entre um imposto sobre o consumo(VAT) e o IRPJ?

    Como um imposto sobre o consumo se torna ainda mais prejudicial para os mais pobres?

    As empresas de qualquer forma não podem simplesmente sair repassando, ísso também irá afetar seus lucros, por isso pergunto.

  7. Só uma coisa que fiquei na duvida, a Suecia enriqueceu quando tinha um governo pequeno todavia ate pela informalidade da epoca todos os governos eram menores, não esqueçam que o Brasil Imperio que era um dos governos que mais cobravam impostos 20% do pib que hoje só paises africanos, hong kong e cingapura cobravam. Os estados incharam porque hoje ficou mais facil tributar devido a economia que ficou mais formal

  8. Capitalista Keynes

    Que piada…..querer denegrir a Suécia por ela dar certo de um modo diferente do que pregam os liberais…ridículo….Façam como o Armínio Fraga que numa entrevista , disse que “Os EUA chegaram lá , Cingapura ,… cita outros e” NÃO SEI COMO, OS PAÍSES ESCANDINAVOS “….ou seja, mesmo discordando da forma ou de como, ele reconhece que os países Escandinavos chegaram lá (no desenvolvimento). O que mais vejo aqui neste site é tupiniquim falando mal da Suécia…piada só pode…invejinha mata viu ?.

  9. O artigo é excelente, porém não serve como argumento aos estatistas.

    Ele deve ser mostrado para pessoas abertas a argumentos, dados e fatos, coisa que os estatistas não são.

  10. Excelente artigo para esclarecer os mitos escandinavos que esquerdistas proclamam.

    Tenho umas dúvidas: “Com dito, primeiro a Suécia enriqueceu e acumulou muito capital (e tal tarefa foi auxiliada por uma continuamente austera política monetária, que fez com que a Suécia jamais conhecesse um período prolongado de alta inflação de preços). Depois, só depois de ter enriquecido, é que o país começou a implantar seu sistema de bem-estar social no final da década de 1960.”

    Qual foi a austera política monetária aplicada nesse período na Suécia?

    ” Em 1950 a Suécia já era a quarta nação mais rica do mundo”

    Existe algum site, gráfico ou quadro que mostra o ranking dos países em PIB desde o início(ou da metade) do século passado até 2000?

    Abraço

  11. Moro na Suecia.

    1 – Nao tenho decimo-terceiro salario;

    2 – O adicional de ferias eh ridiculo;

    3 – Os banheiros sao individuais e homens e mulheres usam o mesmo banheiro (o cancer chamado CLT proibe isso). Cito isso apenas como um exemplo de bobagem regulada no Brasil e que aqui nao eh.

    4 – Nao existe essa praga de salario minimo. Sindicatos e empresas podem chegar a um acordo sobre esse topico sem a intromissao do governo;

    5 – Acordos coletivos sao firmados entre empresas e sindicatos e o governo nao se mete nisso.

    6 – A idade minima de aposentadoria eh de 65 anos e, salvo engano, foi aumentada no ano passado para 67 anos;

    7 – Empresas aqui pagam muito menos imposto do que no Brasil. A minha empresa nao paga impostos sobre o computador, o material de escritorio e o celular que me fornece para trabalhar porque estes sao considerados como insumos para o funcionamento do negocio. Isso significa um desconto de 20 a 25% nesses bens.

    E vou dizer… Essas medidas tornam a economia muito mais dinamica. A Suecia é um pais extremamente pro-empresas. E funciona muito bem. Aplique isso no Brasil e sera um escandalo.

  12. OFF

    LEANDRO,

    Se for possível, desejo sua opinião sobre dois assuntos:

    1 – Recomenda o livro “Economia brasileira contemporânea” do Fábio Giambiagi, para fins de estudar o histórico econômico brasileiro?

    2 – Concorda com o exposto neste link?

    Agradeço antecipadamente.

  13. Acompanho diariamente o IMB há alguns meses e sempre tive interesse por economia. Gostaria de frequentar uma faculdade de Ciências Econômicas, mas como todos sabemos o conteúdo é meio dúbio. Gostaria de saber se alguém sabe informar se vale a pena cursar uma faculdade com essa matriz curricular:

    Matriz curricular

    ?

    1º Semestre

    – Metodologia Científica

    – Ética, Política e Sociedade

    – Fundamentos e Teoria Organizacional

    – Economia

    – Seminário Interdisciplinar I

    2º Semestre

    – Homem, Cultura e Sociedade

    – Noções de Direito

    – Empreendedorismo

    – Métodos Quantitativos

    – Seminário interdisciplinar II

    3º Semestre

    – Matemática Financeira

    – História do Pensamento Econômico

    – Contabilidade Geral

    – Matemática I

    – Seminário interdisciplinar III

    4º Semestre

    – Microeconomia I

    – Metodologia e Técnicas de Pesquisa em Economia

    – Matemática II

    – História Econômica Geral

    – Seminário interdisciplinar IV

    5º Semestre

    – Macroeconomia I

    – Econometria I

    – Formação Econômica do Brasil

    – Economia Brasileira Contemporânea

    – Seminário interdisciplinar V

    6º Semestre

    – Microeconomia II

    – Econometria II

    – Economia Política

    – Economia Monetária

    – Seminário interdisciplinar VI

    7º Semestre

    – Macroeconomia II

    – Elaboração e Análise de Projetos

    – Análise de Investimentos

    – Economia Internacional

    – Seminário interdisciplinar VII

    8º Semestre

    – Economia do Setor Público

    – Optativa

    – Trabalho de Graduação

    – Mercado de Capitais

    – Seminário interdisciplinar VIII

  14. Quanto ao conteúdo dúbio, quem decide o currículo de TODOS OS CURSOS no Brasil é o MEC, logo é bastante difícil uma diversificação na grade, existem sim universidades que oferecem um currículo diferenciado (na verdade, são matérias extras, ou períodos em que determinada matéria é reforçada), faço economia, e posso dizer que aprendo mais neste site que em sala de aula! O melhor curso de economia (pelo menos é o que dizem), é a UNICAMP (intervencionista), já viu né?! É daqui pra pior!

  15. A melhor solução seria jogar os corpos dos difuntos na frente do congresso nacional. Se o governo é responsável pelas pessoas, então eles devem carregar os corpos das vítimas do governo.

    Quem sabe eles param com essas alucinações socialistas, quando aparecer 50 mil corpos de pessoas assassinadas na porta do congresso, milhares de mortos nas emergências dos hospitais públicos, milhares de corpos de vítimas de acidentes de trânsito, etc. Em uma década não seria possível entrar no congresso sem pisar nos corpos ou passar por cima dos difuntos com os carros.

    O povo cansou dos bandidos do governo. O povo quer ter poder sobre o seu próprio destino.

    É melhor sofrer por nossa culpa do que pelas mãos de vagabundos socialistas.

  16. Sei que muitos aqui são completamente contra qualquer forma de imposto. Mas admitindo sua existência, vocês considerariam os impostos como os praticados na Suécia (como ICMS) a melhor opção? Já vi muitos liberais contrários a esse tipo de tributação regressiva e que se fosse para escolher um imposto brasileiro para deixar de existir seria esse. Não tenho opinião formada a respeito disso no momento. Desde já, obrigado.

  17. leandro balthazar

    Porque quase todas as fontes não são de dados oficiais de organismos como o FMI e sim de outros institutos liberais que também recebem ou receberam dinheiro dos irmãos Koch?

  18. O capitalismo é fantático !

    A geração de riqueza é tão grande, que até um túmulo funerário pode ser vendido à 100 mil reais. Um pedaço de terra com medidas 3m x 2m pode ser vendido por 100 mil.

    Eu gosto de comparar o governo com um condomínio. Quem vai querer morar em um condomínio, onde o síndico cobra mensalidade mais alta de quem ganha mais, faz reformas dentro de apartamentos privados, divide o salário dos moradores, etc ? Se a maioria das pessoas não querem morar em um condomínio que faz essas coisas, por que acreditar que o governo pode fazer isso ?

    Os governo dependem de populismo, dirigismo e expropriação. A maioria dos governos precisam cometer crimes. Quem defende o governo deveria defender bandidos e assaltantes.

    Qual é a diferença entre o governo e um bandido ? O roubo não pode ser justificado pela motivação. Os fins não justificam os meios. Só os comunistas assassinos é que acham que os fins justificam os meios. É coisa de terrorista e bandido.

    Hoje não existe um governo que cobra apenas pelo que fornece. Todos os governos entregam serviços que não são solicitados. Isso é muito diferente de cobrar um imposto para tratar um esgoto, arrumar uma rua, ou entregar qualquer coisa que seja necessária para ter o mínimo de ordem. O imposto para se ter o mínimo de ordem já seria muito alto.

    O governo é como um bandido trabalhando na polícia. Ou seja, quem deveria promover o mínimo de ordem, acabou causando mais desordem.

  19. Este é um dos melhores resumos sobre a economia da Suécia que eu já li, texto claro, direto e objetivo. Entretanto, a respeito do item 5, apenas para enriquecer seu conteúdo, gostaria de fazer um pequeno acréscimo sobre a questão do legado cultural dos suecos.

    Embora os nórdicos em geral (suecos, noruegueses e dinamarqueses) sejam mais ricos e produtivos nos EUA do que nos seus países de origem, existe uma excelente obra que explica o porquê desta diferença, cujas causas não estão ligadas a questões culturais, mas sim a questões de escolhas institucionais que cada nação faz.

    Assim, ao invés de dizer que o sucesso dos nórdicos que moram nos EUA é devido à “cultura nórdica luterana” desses emigrantes (suecos, noruegueses e dinamarqueses), entendo que é mais adequado creditar esse sucesso ao quadro institucional político e econômico dos EUA que, por ser LIBERAL, INCENTIVA sua população residente (independente da origem étnica ou religiosa) a atingir os mais altos padrões de riqueza e prosperidade.

    Digo isso apenas para enriquecer o excelente texto deste post.

    Faço esses comentários com base na obra “Porque Falham as Nações”, publicada em 2013 por Daron Acemoglu (MIT) e James A. Robinson (Harvard).

    Segundo estes autores, baseados em dezenas de exemplos colhidos ao redor do mundo e ao longo da história, não é o clima, a geografia, a religião, a história colonial ou a “cultura” de um povo que faz dele próspero ou pobre. Fundamentalmente são as suas “escolhas” políticas e econômicas que irão levar um país ao sucesso ou ao fracasso (ex.: as duas Coreias, uma do Norte, outra do Sul, ambas com o mesmo clima, mesma geografia, mesma língua, mesma religião, ambas foram colônia do Japão, ambas possuem a mesma “cultura” – que nunca foi católica nem protestante luterana, mas budista e confucionista; enfim, apesar de ambas as Coreias serem praticamente GÊMEAS SIAMESAS na sua origem, fizeram todavia “escolhas” radicalmente diferentes na idade adulta, pois a Coreia do Sul escolheu ser LIBERAL e, POR ESSE MOTIVO, tornou-se extremamente mais rica e próspera do que a esfomeada e reprimida Coreia do Norte marxista totalitária).

    Neste sentido, acredito que o Brasil, mesmo sem possuir na sua origem uma “cultura nórdica luterana protestante", já que historicamente sempre foi majoritariamente um país católico, pode sim ser rico, próspero e inclusivo bastando para isso fazer a “escolha” política e econômica CERTA: optar por ser LIBERAL.

    Conforme mostram os autores acima, Acemoglu & Robinson, quando uma nação "escolhe" implantar instituições INCLUSIVAS, seja na política (democracia, pluralismo partidário, distribuição do poder), seja na economia (livre mercado, livre competição, garantia da propriedade privada e das patentes industriais), o resultado é um INCENTIVO imenso para todas as pessoas buscarem trabalhar, produzir e inovar pois sabem que as riquezas produzidas serão suas na exata medida do esforço e das capacidades individuais de cada um.

    O Chile é outro exemplo que confirma o raciocínio acima. Nunca teve na sua origem uma “cultura” nórdica luterana protestante, pois também nasceu como país majoritariamente católico, chegou a ser destruído pelo governo socialista-marxista de Salvador Allende, entre 1970-1973, mas depois de 1980 o Chile fez a escolha certa: optou pelo LIBERALISMO ECONÔMICO e, hoje, é o único país da América do Sul a fazer parte da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, grupo dos países mais desenvolvidos do mundo. Em 2007, conquistou a posição de credor líquido internacional (FMI), e chegou a ser classificado pela S&P com nota AA+ (apenas um nível antes do triplo “AAA”, o mais alto grau de investimento e qualidade de uma economia).

  20. Antes de conhcer o IMB eu basicamente pensava que era “preto ou branco”, que todos os países se encaixavam em uma de três categorias: eram capitalistas ou socialistas ou social-democratas.

    Então aprendi (1) que entre os países existe um graduê de “cinza”, ou seja, de liberdade econômica, de baixíssima até altíssima; (2) que um mesmo país pode ter boa liberdade em alguns aspectos e falta dela em outros e (3) que um mesmo país pode oscilar em liberdade econômica no decorrer dos anos.

    * * *

  21. Recentemente estava conversando com um amigo sobre a Suécia e ele apoiava seu sistema assistencialista. Para tentar convence-lo dos males de se ter um estado assistencialista, utilizei o gráfico deste artigo das taxas de crescimento da economia sueca do período de 1920 a 1965 e de 1966 a 2010. Nesse dia ele pareceu convencido e a conversa terminou.

    Contudo, em outro momento, meu amigo trouxe duas objeções. Foram elas:

    1) O crescimento da economia sueca no período e 1920 a 1965 se deu por conta Suécia não participar da I e II guerra, lucrando com as exportações;

    2) A desaceleração da taxa de crescimento sueca se deu pela crise do petróleo.

    Alguém poderia me ajudar a responder essas objeções?

  22. No ponto [1] o artigo explica que o crescimento econômico sueco se manteve até 65 apesar do aumento de carga tributária em função das indústrias suecas atenderem muitos países europeus combalidos pela Sgm (onde a Suécia acertadamente não participou).

    Entretanto, com esses países já reestabilizados e voltando a exportar, e enriquecer, o aumento do estado sueco começou a se fazer pesar, nos idos de 65/66, e daí em diante o governo sueco precisou fazer ajustes necessários (tanto que após atingir 60% de gasto estatal sobre o pib em 80, a partir de então até 2000 esse percentual foi diminuindo).

    O ponto [2] tem uma complexidade maior por ser a época da crise do petróleo e do fim do padrão-ouro, que impactaram a trocas comerciais de todos os países, principalmente os desenvolvidos, independente de serem mais ou menos liberais.

  23. Sei lá… não sei se concordo com vocês, com as taxas tributarias enorme que o brasil tem, e arrecadações gigantescas, creio eu que se não fosse a roubalheira o país seria próspero, moderno e rico. Posso estar errado, mas a social democracia na Suécia até hoje deu certo, e de acordo com o autor do artigo há um risco de dar errado no futuro. Como eu posso me basear em suposições e daí chegar a uma conclusão de que autos impostos desde que tenha retornos justo para população não possa da certo?

  24. não sei se é minha internet, mas os gráficos não estão carregando no site. estranho pois antes estavam, ainda bem que tem o link.

  25. Pedro da Silva Alves

    Tem mto socialista dizendo que a Suécia não cresceu com liberalismo economico pq dps de 1885 houve uma pesada taxa tarifária na Suécia, como vcs contra argumentariam esse fato??? Segue o link das fontes

    http://www.youtube.com/watch?v=z8gMLMxT-L4&t=1s

    pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/1485/1/GIVasconcelos.pdf( página 18)

    gupea.ub.gu.se/bitstream/2077/2955/1/gunhis01.pdf (gráfico de tarifas no final)

  26. Josias de Paula Jr

    Excelente artigo.

    Infelizmente, no fim do primeiro tópico há remissão para um livro e um tratado – (“Tudo isso foi relatado em detalhes neste livro bem como neste excelente tratado)” -, contudo os dois links não funcionam. É possível dizer quais são os dois textos. Tenho muito interesse no tema.

    Obrigado.

  27. Daniel Magnusson

    Partindo de um princípio econômico de que a “riqueza total” provêm do que é produzido em forma de produtos que outros (humanos) queiram adquirir, e para tanto dispostos a trocar por “resultados de esforços próprios”, senão o valor do produzido é zero!

    Portanto, em todo o referimento à Suécia, para se ser sério, deve se referir à produção INDUSTRIAL sueca, baseada em invenções e técnicas desenvolvidas que geram PRODUTOS que outros humanos avaliam alto, ou sejam a dinamite inventada pelo Sr. capitalista Alfred Nobel para controlar o TNT altamente auto-explosivo… ou seja o aço sueco desenvolvido por empresas privadas… ou seja a industria papeleira…

    Mas depois tudo muda… É o socialismo que “CRIOU” a riqueza sueca!!!

    Õ que criou o milagre sueco foram as emprêsas que desenvolveram os produtos, depois “democráticamente” com impostos requisitados para democràticamente serem distribuidos para o “bem público”

    A indústria sueca durante muitos anos vendeu a outros países seus produtos “manufaturados na Suécia” a preços bem maiores do que o de outros países… escolham: porque os produtos desenvolvidos valiam mais, ou porque um operario “socialista” valia mais – dando mais dinheiro ao sistema político?

    Muito mais pode ser dito. Por favor, a informação está na internet…

    Por exemplo: Sr. do proletariado pagou em OURO ao Sr. Nobel tomar conta de fontes de petróleo em Baku,,, após encampar as ditas fonte em posse de Alfred Nobel…,

    Premio Nobel… hoje algo de orgulho do “socialismo sueco” que não falha às festas Nobel…

    A meu ver o problema é a MENTIRA quanto à origem da riqueza… Não é em nada (=ZERO) devido a alguma política anti-capitalista… tudo é questão de se aproveitar de manipular a verdade = poder…. o Mises tinha razão….~

    A quem leu até aqui, obrigado… se consegui adir algo novo ao tema Mises… me sentirei alegre e satisfeito.

  28. Pergunta um tanto off topic:

    Li aqui ni IMB:

    “Qualquer tentativa do governo de jogar o fardo tributário exclusivamente sobre os ricos fará apenas com que cada vez mais ricos deixem o país.” Os chamados exilados fiscais

    Entretanto, me deparei com argumentação contrária:

    “Será que uma tributação mais progressiva poderia gerar fuga de capital, ou algo do tipo?

    Mas se o capital decide sair do Brasil nesse momento ele ainda irá arcar com ainda mais perdas. A primeira é que se os agentes decidirem se desfazer dos ativos em moeda nacional ao mesmo tempo, o excesso de oferta de ativos fará o preço deles despencar. Pior, após vender os ativos, os agentes têm que fazer a conversão de reais em dólares, e se muitos agentes fazem isso, há forte desvalorização cambial, que demandará mais perdas.

    Então ao invés do agente perder somente com impostos, ele perde com a queda nos preços dos seus ativos e com a desvalorização cambial. Ao invés de um só canal de perda, haveria três canais. E, com base na hipótese das finanças comportamentais, os agentes possuem aversão à perda. Logo, podemos concluir (usando o arcabouço das finanças comportamentais) que essa hipótese de fuga de capitais é frágil.

    Claro, existem casos de ricos que mudam de país para serem menos tributados, mas nunca é um efeito manada e geralmente são milionários que não investem na cadeia produtiva, mas sim têm suas fortunas aplicadas no mercado financeiro. Um caso famoso, que a mídia brasileira fez estardalhaço, foi o do ator Gérard Depardieu na França, que se mudou para Bélgica para pagar menos impostos [22], e que entra no exemplo do típico milionário que nada tem a perder mudando de país, pois fez sua fortuna no cinema, não é um capitalista cuja fortuna depende de infraestrutura, da propriedade privada dos meios de produção e de um mercado consumidor para ela ser mantida e ampliada. ”

    Essa argumentação faz sentido lógico? É válida ou falaciosa?

  29. Algumas coisas a Suécia não tem e aqui temos de sobra, e que texto não aborda.

    1. Super salários; aqui demonizam o serviço público, mas não vejo professores nem médicos ganhando bem, . compensação, legislativo e judiciário fazem a festa.

    2. Educação e instrução de qualidade para todos. Aqui as pessoas perdem todas as oportunidades só por nascerem nas classes menos abastadas.

    3. Corrupção sistemática, aqui todo o sistema e corronpido, a começar pelo “jeitinho brasileiro” que é usado para burlar todas as regras em benéfico próprio.

    4. Retorno do imposto em forma de serviços, na Suécia os impostos são altos mas voltam em forma de serviços boa qualidade pra população, não é igual aqui que os impostos não se convertem e bons serviços, obrigando a população a pagar plano de saúde, escola, segurança, transporte, pra poder ter o mínimo de qualidade de vida, ou seja, pagamos duas vezes para ter serviços que não são de qualidade.

  30. Ex-microempresario

    Enquanto nos EUA os 10% mais ricos pagam 45% do total arrecadado de imposto de renda, na Suécia os 10% mais ricos contribuem com apenas 25% do total. Além disso, boa parte da arrecadação vêm de imposto sobre consumo, onde o rico e o pobre pagam a mesma alíquota.

    Nas palavras do jornalista sueco Johan Norberg:

    “O sistema tributário não é construído para espremer os ricos; eles são muito poucos, e a década de 1970 mostrou que a economia é muito dependente deles. Em vez disso, a Suécia aperta os pobres. Eles são contribuintes leais, não podem pagar advogados e nunca transferem seus ativos para as Bahamas.”

  31. Diego Nogueira Rocco

    ”Não faz sentido atacar a social-democracia, a própria matéria provou que é possível ter assistencialismo sem abrir mão do desenvolvimento econômico, a matéria só provou ele cresce mais devagar, mas não deixou de crescer…”

    Amigão, deixe-me explicar: é impossível, de maneira contínua e interrupta, ter, a longo prazo, uma social-democracia sustentável, e isso é questão de lógica econômica. Para que o Estado custeie todos os seus serviços ”grátis”, ele precisará de dinheiro. E de onde exatamente vem esse dinheiro? Simples: da iniciativa privada, que é impiedosamente esbulhada pelos políticos. O problema é que a tendência é que os gastos não parem de crescer. Primeiro porque, se algo é transformado em ”direito”, a demanda pelo mesmo se torna infinita. Segundo porque, com cada vez mais idosos (pessoas que usam bastante o sistema de saúde), esse serviço estará cada vez mais sobrecarregado. Assim sendo, os custos do governo crescerão sem parar. Como quem financia toda essa maravilha é o setor privado, o Estado só conseguirá manter a sua social-democracia caso o fluxo de riqueza criada pelas empresas e pelos trabalhadores seja alto e constante. Para a infelicidade dos populistas, isso só é possível caso o ambiente seja extremamente favorável ao empreendedorismo (pouca burocracia, pouca regulamentação, tarifas de importação baixas, moeda forte, dentre outros). É exatamente por isso que nós percebemos uma tendência global: países desenvolvidos estão se tornando cada vez mais economicamente livres. É por que eles acreditam no capitalismo laissez-faire? É claro que não. É porque, se não fosse assim, eles simplesmente não teriam como sustentar toda essa social-democracia. Pegue países como Finlândia, Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Canadá e até mesmo os EUA. Repare que o imposto sobre pessoa jurídica é relativamente baixo, bem menor que o do Brasil (que chega a 34%). Enquanto o de todos esses países, sem exceção, diminuiu, o nosso, desde o FHC, aumentou (antes era de 25%). Na Finlândia, por exemplo, no início da década de 1980, esse imposto era de mais de 60%. Sim, isso mesmo. Aí eu pergunto: se a Finlândia decidisse hoje, novamente, taxar o lucro das empresas em mais de 60%, será que ela conseguiria manter a sua social-democracia? Claro que não, o país simplesmente colapsaria. Entenda o seguinte: social-democracia só funciona em nações ricas e com ambiente amigável à iniciativa privada (algo curioso, já que quem defende esse modelo geralmente é esquerdista, naturalmente avesso a privatizações, desestatizações e afins). Mesmo assim, uma vez que os gastos não param de crescer, a liberdade econômica também não parará. Chegará um ponto em que de duas uma: ou mais liberdade econômica simplesmente não surtirá efeito algum no aumento da produtividade, ou mais liberdade econômica significará menos impostos para o Estado. É nessa hora que alguém terá de ceder: ou a sociedade, na melhor das hipóteses, estagna, ou ela empobrece. Ou os políticos cortam gastos e a economia volta a crescer. Não há escapatória. Para que o governo combata a pobreza ele tem de tirar dinheiro das empresas (o que afeta os salários e os empregos) e dos consumidores (o que afeta o poder de compra dos mesmos). Portanto, paradoxalmente, para que o Estado combata a pobreza, ele tem de primeiro deixar a sociedade como um todo mais pobre.

    ”..a China por exemplo irá se tornar a maior economia do mundo e vive em uma social-democracia.”

    A China é uma social democracia? Não sabia, essa é novo. Queridão, na China não existe nem previdência social. O povo tem que poupar ao máximo, senão morre de fome quando ficar velho. O governo está cagando para a população, só quem importa é o grande setor industrial, que exporta literalmente tudo para o mundo e deixa o populacho com as migalhas.

    ”A única forma da social-democracia falhar seria se os pobres começassem a procriar de forma desproporcional, aumentando os impostos e atrasando ainda mais o desenvolvimento econômico, porém, para isso existe a lei do filho único, o que foi utilizado na China para impedir o aumento populacional, o que é triste…”

    É justamente o contrário: se a população começa a cair (ou a crescer lentamente), o governo tem menos pagadores de imposto e, por consequência, menos pessoas para esbulhar. Isso significa menos dinheiro e mais dificuldade para financiar a social-democracia, vide Finlândia.

    ”mas é menos pior do que adotar um sistema liberal, deixar essas pessoas crescerem em ambientes pobres, ficar desempregadas, sem assistencialismo, totalmente dependentes da população e depois morrendo por fome, sede, frio ou por doenças que poderiam ser tratadas”

    Não. É no liberalismo que as pessoas têm oportunidade de melhorar de vida. Recomendo este artigo. João, entenda o seguinte: tirar dinheiro de quem gera emprego e de quem consome para dar nas mãos dos políticos não aumenta a oferta de bens e de serviços e, por isso, não pode melhorar nosso padrão de vida no longo prazo. Programas sociais só servem para dar satisfação no curto prazo. No longo prazo (que é com quem nós deveríamos nos preocupar), só mais empresas, mais empregos, mais bens e mais serviços tornam uma população mais rica. Baixa inflação e moeda forte também são excelentes. E issosó é possível em um ambiente com pleno liberalismo econômico.

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