A
literatura marxista solidificou a ideia de que o valor de troca de uma
mercadoria advém do trabalho efetuado para produzi-la. Sendo assim, segundo os marxistas, é
impossível o capitalista gerar valor se ele próprio não tem de trabalhar.
Por conseguinte, seus lucros só podem ter
origem em uma apropriação indevida do valor gerado pelos seus alienados
empregados.
Falando
mais especificamente, dado que o capitalista possui o controle exclusivo dos
meios de produção, ele tem o poder de não
remunerar os proletários por toda a jornada de trabalho em que geram
valor. Ou seja, o capitalista explora o
trabalhador arrebatando deles a mais-valia.
Este
é, em suma, o cerne da teoria
marxista da exploração: o capitalista, que não efetua trabalho físico,
retém para si uma parte do valor desses bens que os trabalhadores produziram, e
ele consegue fazer isso graças ao seu monopólio dos meios de produção (os
quais, vale dizer, são bens complementares indispensáveis ao trabalhador, sem
os quais os trabalhadores nada conseguiriam produzir).
Ocorre
que o ponto de partida dessa teoria é equivocado: ao contrário do que alegam os
marxistas, a atividade econômica do capitalista de fato gera valor, e seu papel não pode ser simplesmente
eliminado. Se eliminarmos os
capitalistas da equação, alguém terá de concentrar todas as funções que hoje os
capitalistas desempenham, e esse alguém mereceria a remuneração (mais-valia)
que atualmente é dos capitalistas.
Vejamos
um exemplo intuitivo para entender por quê.
Um mundo de pequenos burgueses
Imagine
uma sociedade na qual todos os indivíduos são trabalhadores autônomos (ou seja,
não existe trabalho assalariado), e todos eles possuem meios de produção
avaliados em $ 100.000 — ou seja, possuem terras, instalações industriais,
maquinários e matérias-primas valorados em $100.000 e adaptados à atividade
profissional que realizam.
Nesta
sociedade, a distribuição da riqueza é perfeitamente igualitária, de modo que
não existem nem grandes capitalistas exploradores e nem pobres despossuídos que
se veem obrigados a vender sua força de trabalho. Há simplesmente uma divisão do trabalho, a
qual faz com que cada indivíduo se especialize em produzir determinados bens
que serão trocados por outros bens produzidos por outros indivíduos.
Será
que sob estas condições seria alcançado um equilíbrio econômico estável no qual
a mais-valia e o trabalho assalariado desaparecem? Negativo.
Mesmo que todos os indivíduos possuam idêntico poder de barganha, que
todos tenham começado exatamente do mesmo ponto de partida (ou seja, nenhum
começou já com alguma vantagem), e que ninguém tenha recorrida à violência,
necessariamente alguns indivíduos mais competentes veriam seu patrimônio
crescer e outros menos competentes veriam seu patrimônio estagnar ou mesmo
encolher.
Comecemos
constatando o fato de que, para manter o patrimônio, cada indivíduo tem
necessariamente de reinvestir continuamente uma fatia de suas receitas: as
instalações industriais se depreciam, as máquinas se danificam e têm de ser
substituídas (ou, no mínimo, têm de passar por manutenções recorrentes), as
terras devem ser aradas e irrigadas etc.
Ou seja, nem todos os bens adquiridos pelos autônomos são bens de
consumo; é necessário também adquirir bens de capital.
E, ao se adquirir bens de capital, a compra
de bens de consumo tem necessariamente de ser reduzida — afinal, os autônomos
deverão poupar uma fatia de suas receitas e dedicá-la à renovação de seus
próprios bens de capital.
Nesse
cenário, veremos três grandes grupos de indivíduos: aqueles que poupam
estritamente o necessário para repor seu capital; aqueles que poupam mais do
que o estritamente necessário; e aqueles que poupam menos que o necessário.
O
primeiro grupo de indivíduos conseguirá conservar seu capital. O segundo grupo tenderá a aumentar seu
capital (ele disporá de um maior número de bens de capital com os quais será
capaz de fabricar uma maior quantidade de bens de consumo no futuro). E o terceiro grupo verá seu patrimônio
encolher (as máquinas irão se danificar e não haverá reposição, as terras
perderão sua fertilidade, as instalações industriais deixarão de ser funcionais
etc.).
Mais
ainda: é perfeitamente possível que haja indivíduos que tiveram um desejo tão
premente de consumir agora e nenhuma vontade de poupar para o futuro, que
optaram por vender seu patrimônio para outros indivíduos, os quais foram
capazes de comprar esse patrimônio em decorrência de terem previamente poupado
a maior parte de suas receitas — ou seja, alguns indivíduos consumiriam muito no
presente à custa de ter de se desfazer do seu capital, e outros aumentariam seu
capital à custa de consumir muito pouco no presente.
Parece
claro que, só por esta razão comportamental, ocorreram profundas alterações
patrimoniais que levaram alguns indivíduos a se desfazer de todo o seu capital
e, consequentemente, os obrigaram a, no futuro, ter de trabalhar para outros
indivíduos que ou mantiveram seu capital ou aumentaram seu capital.
No
entanto, a verdadeira explicação para os grandes movimentos patrimoniais não está
nas distintas propensões a poupar ou a consumir, mas sim no grau de acerto ou de erro com que o capital é reinvestido.
Como já indicado, cada indivíduo com um
determinado patrimônio deveria continuar reinvestindo nele conforme seus ativos
vão se deteriorando com o passar do tempo.
Só que — e isso é importante — essas decisões de reinvestimento não
são automáticas: quando um indivíduo reinveste, ele tem de decidir em quê irá
reinvestir; e, ao fazê-lo, ele tanto pode acertar (inclusive acertar
extraordinariamente) quanto pode se equivocar (inclusive se equivocar
estrepitosamente).
Assim,
em uma economia caracterizada pela divisão do trabalho e pelas trocas
comerciais voluntárias, uma das tarefas mais complicadas que existe é
justamente a de selecionar os projetos de investimento mais exitosos: não se
sabe de antemão o que produzir e nem qual é a melhor forma de fazê-lo (com
efeito, a resposta para essas duas perguntas está continuamente mudando à
medida que se alteram as preferências dos consumidores e o conhecimento das
técnicas de produção disponíveis).
Consequentemente, é necessário dedicar vultosos recursos intelectuais
apenas para se descobrir isso.
Se,
nos anos 1990, um indivíduo houvesse investido maciçamente em sua empresa de
máquinas de escrever — ou, atualmente, em celulares que não sejam smartphones,
ou em câmeras analógicas, ou em navegadores de internet que não se adaptam às
crescentes exigências dos usuários — e continuasse reinvestindo suas receitas
para tentar manter esse tipo de negócio, hoje ele estaria arruinado: seus
ativos utilizáveis na fabricação de máquinas de escrever não valeriam nada
hoje.
Por
outro lado, se um indivíduo reinveste seu capital de maneira cada vez mais
acertada, de modo que seus produtos vão abocanhando uma demanda crescente do
público consumidor, sem que outros produtores sejam capazes de imitá-lo na
produção de bens tão valorados pelos consumidores, seu capital irá se
multiplicar continuamente, ainda que ele tenha partido de uma estrita posição
de igualdade com o resto dos empresários (com efeito, os produtores menos
competitivos que fabricam bens tidos como total ou parcialmente substituíveis vivenciarão
uma queda na demanda, e seu capital perderá valor).
Novamente,
portanto, chegamos a outro motivo que explica por que alguns indivíduos podem
aumentar seu capital ao passo que outros podem se descapitalizar, tendo
consequentemente de trabalhar para os primeiros (pelo menos até que consigam
poupar de seu salário um capital suficiente para voltarem a ser produtores
autônomos).
Mas
há um terceiro motivo, em parte derivado do anterior, que explica como o
patrimônio das pessoas poderia se tornar desigual: já vimos que, ao escolher
onde ou em quê ele deve se especializar, um indivíduo está correndo um
considerável risco de perda patrimonial. No entanto, nem todos os planos de negócios são igualmente arriscados: existem
setores cujos padrões de demanda ou cujas técnicas produtivas são muito mais
estáveis e previsíveis do que outros. Um
restaurante de bairro, com uma clientela muito fiel, não é a mesma coisa que
uma start-up biotecnológica.
Consequentemente,
aqueles setores menos arriscados tendem a ser os preferidos dos investidores
avessos ao risco: quase todos desejam investir neles, de modo que a
concorrência se torna muito mais intensa e inevitavelmente os preços se igualam
aos custos.
Por outro lado, existem
outros setores muito mais arriscados em que, justamente por isso, a
concorrência é quase inexistente e, por conseguinte, os produtores
bem-sucedidos que ali atuam podem cobrar preços maiores do que seus custos —
ou seja, setores em que é possível obter lucros (e no qual os produtores malsucedidos
acumulam prejuízos e perdem seu capital).
Com
tudo isso em mente, é bastante provável que, da mesma maneira que a propensão
para poupar não é a mesma para cada indivíduo, tampouco as predisposições para
assumir riscos são idênticas, de modo que aqueles que obtiverem êxito nos
setores mais arriscados verão seu capital crescer muito mais rápido do que
aqueles que preferem o conforto dos setores menos arriscados.
Mais
ainda: é possível haver indivíduos tão avessos ao risco, que eles preferem
vender todo o seu patrimônio não para consumi-lo, mas sim para investir
diversificadamente em uma variedade de empresas muito pouco arriscadas.
“Diversificação + pouco risco” implica que as probabilidades de perdas
patrimoniais serão quase nulas.
Só que,
em troca dessa segurança, a renda que eles obterão desses investimentos também
serão quase nulas.
Ou
seja, pode haver indivíduos que, em troca de não quererem ver seu patrimônio
exposto ao risco de projetos ruins, optem por renunciar à gestão de seu próprio
patrimônio, ainda que não obtenham nenhuma renda em troca desta renúncia.
Tais indivíduos também se converteriam
inevitavelmente em trabalhadores assalariados: dado que colocaram seu
patrimônio em algo que não gera renda (o equivalente a terem guardado o dinheiro
embaixo do colchão), se quiserem obter receitas terão de trabalhar dentro dos
planos empresariais de outros capitalistas.
As três funções essenciais do capitalista
Tendo
em mente esse exemplo, é fácil inferir quais são as três funções econômicas
valiosas desempenhadas por todo capitalista: adiamento do seu consumo próprio
para financiar investimentos, seleção de projetos de investimentos
bem-sucedidos, e concentração patrimonial de riscos.
Dito
de outro modo, o empregado assalariado, à diferença do capitalista, pode
consumir 100% de suas receitas, não tem de dedicar nada do seu tempo para
avaliar os acertos ou os erros de seus empreendimentos, e, em caso de falência
do empreendimento em que trabalha, perde seu emprego mas não perde seu patrimônio.
Apenas
imagine o que aconteceria se, a cada vez que uma empresa quebrasse, seus
empregados também perdessem o dinheiro em sua conta bancária e até mesmo
tivessem penhorados seu imóveis totalmente quitados? É exatamente isso o que pode acontecer a um
capitalista.
Evidentemente,
a função econômica desempenhada pelo capitalista é custosa e valorosa: é custoso
e valoroso que seja ele quem restringe seu consumo para financiar uma
atividade, que sela ele quem dedica seu tempo e esforço para avaliar projetos
empreendedoriais, que seja ele quem concentra os riscos dos investimentos.
Os
capitalistas adiantam bens presentes (salários) aos trabalhadores em troca de
receber, somente quando o processo de produção estiver finalizado, bens
futuros. Existe necessariamente uma diferença de valor entre os bens presentes
dos quais os capitalistas abrem mão (seu capital investido na forma de salários
e maquinário) e os bens futuros que eles receberão (se é que receberão).
Os
capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupança para todos os seus
fatores de produção (pagando os salários da mão-de-obra e comprando
maquinário), esperam ser remunerados pelo tempo de espera, pela postergação do
seu consumo, pela seleção do projeto de investimento e pelo risco assumido. Por
outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu salário no presente, estão
trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.
Ao
contrário do que alegam os marxistas, o fato de o trabalhador não receber o
“valor total” da produção futura nada tem a ver com exploração;
simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por
bens presentes sem que haja um desconto. O pagamento salarial representa bens
presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.
A
relação trabalhista é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o
capital e a poupança do capitalista) por bens futuros (bens que serão
produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, mas que só estarão
disponíveis no futuro).
Se
essas atividades — postergação do consumo, seleção criativa de projetos de
investimento e uso arriscado do patrimônio — não tivessem valor e o
capitalista não pudesse “cobrar” por eles, simplesmente não haveria atividade
econômica, não haveria produção e não haveria enriquecimento da sociedade.
E
é essa remuneração que o marxismo chama de “mais-valia”, fruto da exploração
capitalista. O curioso, no entanto, é
que se o capitalista fosse obrigado a prestar essas atividades valiosas, mas fosse
proibido de cobrar por elas, então seria ele o explorado.
Se
o encanamento da sua casa estraga, você pode ou contratar um encanador (que irá
levar parte de suas receitas) ou consertar o encanamento você próprio (mantendo
assim a totalidade das suas receitas). Igualmente, para fazer frente às condições, aos riscos e às dificuldades
de uma economia caracterizada pela divisão do trabalho, podemos ou nos deixar
“explorar” por capitalistas ou nos converter em “autônomos
auto-explorados”.
Mas o que não podemos fazer é contratar um
encanador e não lhe pagar nada, tornando-nos assim “autônomos
heteroexploradores”. E é exatamente isso
o que implicitamente defendem os muitos críticos da exploração capitalista.
Artigo maravilhoso!
Cara!
O artigo de hoje é uma aula!
Simplesmente irretocável.
Parabéns!
Ah, e muito obrigado!
NENHUM sistema existe sem capitalismo. O que muda nos sistemas é QUEM controla o capital acumulado.
Este artigo destrói qualquer indagação sobre a mais-valia.
Só li mimimi, eu nunca recebi sem antes ter produzido.
Não existe isso de troca de presente com futuro, tudo balela de vocês.
Goste vocês ou não, somos explorados! ganhamos menos do que deveríamos (afinal da onde veria o lucro da empresa). E os Capitalistas só conseguem viver as custa de quem trabalha pelo único motivo de que ele possuem os meios de produção que é “legitimado” através do estado.
O único meio de acabar com isso é tomando o estado dos capitalistas!
O artigo é uma aula sobre o papel do capitalista na sociedade. A teoria da exploração já havia sido refutada há muito tempo por Böhm-Bawerk.
Artigo perfeito !
O capitalismo é feito por riscos e responsabilidades.
Governo nada mais é do que um aglomerado de pessoas irresponsáveis e escravagistas, que cometem irresponsabilidades ou assegura o risco dos outros.
Enquanto o Joaquim Levy paga o pato desse ajuste fiscal, o Tombini e o Brarbosa ficam fazendo as cagadas e desrespeitando as metas. Eu sou contra essa política econômica, mas se eles estão fazendo dessa forma, que se respeite as metas. Essa inflação de 9%, deveria gerar uma demissão sem aviso prévio do Tombini. Esse atombini não cumpre meta nenhuma !
O antídoto mais poderoso para combater as bobagens socialistas é o sujeito tentar a própria sorte abrindo um negócio.
Quem já se aventurou no mercado competindo, arriscando-se, assumindo enormes responsabilidades pessoais, quando se depara com o discurso maniqueísta e simplório dos amigos do estado sente que está lidando com crianças rabugentas. Se isso não nos custasse recursos preciosos, seria apenas engraçado.
Belo artigo.
Pois isso aconteceu exatamente comigo há alguns anos. Investi em um negócio de produção de peças injetadas para atender o metro de SP e da Venezuela. Depois de um tempo quebrei por vários motivos, e obviamente o prejuízo foi todo meu.
Voltei a trabalhar como empregado por dois anos, juntei dinheiro, aprendi, estudei, me esforcei e montei novamente outro negócio, só que dessa Vez com um modelo totalmente reformulado.
Empreender é isso: o risco é seu. E o lucro também quando da certo (risos).
Artigo excelente! IMB sempre mantendo o padrão, parabéns.
Ao analisarmos o artigo, temos que fazer algumas ressalvas quanto á crítica ao Marx.
Em primeiro lugar o manifesto comunista é datado de 1848, quando saíamos de uma sociedade escravocrata, para uma sociedade industrializada, naquele tempo já havia um acumulo de capital oriundo de séculos de uma sociedade marcada pela exploração.
Ao analisarmos nas entrelinhas o tratado de Marx na época podemos entender que ele alertava os capitalistas para o seguinte risco: SE VOCÊS NÃO PAGAREM UM SALÀRIO DECENTE AOS SEUS FUNCIONÀRIOS, QUEM IRIA COMPRAR O QUE OS CAPITALISTAS PRODUZIAM? este alerta serviu como base de avanços sociais modernos, é de bom tamanho que verifiquemos que se o socialismo tem impeditivos reais para sua implantação reconheçamos os erros enormes do capitalismo e busquemos uma equação para deixarmos de legado ás futuras gerações.
Estamos na hora de produzirmos pensadores novos para tempos difícieis que se avizinham, superpopulação, escassez de recursos naturais, entre outros problemas.
Mas o artigo é muito convincente!
Por acaso esse tal HUGO MIMIMI não seria…digamos…el pajarito HUGO Chávez que andó hablando con el Maduro Cocô Duro?
Confira: https://brasildelonge.files.wordpress.com/2013/12/castillejos-2.jpg
Tenho a obrigação de aplaudir e agradecer por essa aula gratuita. Tenho uma duvida: o acumulo de conhecimento que resulta um futuro menos incerto de lucro, também pode ser compreendido como um valor?
Que artigo!
Belíssimo artigo!
Perfeito.. Mas gosto mais do termo empreendedor do que capitalista..
Texto correto. Sempre existirá pessoas mais eficientes que outras. Isso é natural e desejável.
Alguem poderia me dizer como funcionava e economia nos países ditos ”Socialista/comunista” União Soviética/Cuba, e como se relacionava com mercado extrangeiro?
Qual a opinião de vocês sobre as privatizações que a Dilma pretende fazer?
Excelente artigo. O Juan Ramón Rallo escreve muito bem.
Artigo simples, claro, direto, profundo e verdadeiro!
Só para adicionar: a teoria da mais-valia é ilógica, além de tudo, porque o salário é debitado do lucro, não o lucro do salário como defende o marxismo.
Os socialistas acreditam que as riquezas caem do Céu ou brotam de uma árvore mágica; daí vêm os capitalistas e tomam mais do que sua justa porção, causando falta para os demais; então cabe a eles, os reformadores da sociedade e da própria realidade, redistribuir as riquezas.
* * *
“No entanto, a verdadeira explicação para os grandes movimentos patrimoniais não está nas distintas propensões a poupar ou a consumir, mas sim no grau de acerto ou de erro com que o capital é reinvestido.”
Poderia expandir esse parágrafo num novo artigo? Poderia citar livros ou trabalhos acadêmicos que expandam o tema?
Parabéns e obrigado.
O apelo do marxismo não mais reside na teoria da exploração, na promessa de revolução ou na critica à burguesia. Reside na analise do "fetichismo da mercadoria" que se encontra no volume 1 de "o capital", uma avaliação que é predecessora da critica continua dos mercados e que ultimamente provém das diatribes do velho testamento contra a idolatria.
A acusação é de que o mercado extirpa o desejo humano, pôe a venda até mesmo aquelas coisas que não deveriam ser trocadas exceto como presentes, atribui um preço a tudo e nos conduz a um mundo de ilusões transitórias e de falsas representações, um mundo "estetizado", que nos escraviza por meio de nossos anseios manufaturados.
A critica foi formulada de muitas maneiras e em muitas tonalidades, mas sempre concentrada na distinção entre os desejos verdadeiros, que conduzem à realização daquele que os satisfaz, e os desejos falsos, que são "tentações" que levam à ruptura, alienação e fragmentação do eu.
Essa diferenciação está no cerne da religião e é tema de muita arte séria. È algo que deve ser reconhecido, especialmente agora que vivemos em uma época de abundancia. Valores materiais, idolatria e indulgência nos prazeres sensoriais estão corroendo constantemente a nossa consciência de que realmente existem bens que não podem ser colocados a venda, uma vez que fazê-lo é destruí-los – Esses bens como o amor, o sexo, a beleza e a comunidade. Esses bens não são completamente compreendidos até que os recebemos, nem conseguimos quantificá-lo ou inseri-los em alguma equação de custo-beneficio. Emergem por meio de nossas associações e existem para ser compartilhados.
A decisão de proteger as coisas que não devem ser vendidas é nossa, a ser cumprida pela lei quando não for por concordância.
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Como é um prazer refutar mais uma vez, o instituto mises. Obrigado tenha um bom dia.
Como posso ser classificado? Rentista? Pois tenho dinheiro investido no Tesouro Direto e pretendo viver dessa renda daqui a alguns anos.
austriacos.com, parece que só aqui no mises.org.br consigo conversar com você. O que aconteceu com o site?
A literatura marxista é um lixo apodrecido.
Sou um frequentador do site MISES, porque considero a discussão que aqui se faz é da maior importância para o entendimento da economia, e tento absorver o que aqui se discute sem me preocupar com questões ideológicas, se o que se defende é o capitalismo, se aqui se combate implacavelmente o pensamento marxista, isso é o que menos me importa, mas absorver a condução do raciocínio que aqui se faz. Isso é o tesouro que essa discussão traz, e a grande contribuição do site MISES, com destaque para a importância do trabalho do Leandro Roque que merece toda a minha admiração, um conduto de colaboração à parte, e está de parabéns! Ele, não necessariamente, precisa concordar com meu modo de ver a economia, não diminue em nada a importância dele! Venho sempre aqui, mas raramente escrevo comentários, uso meu tempo aqui para absorver os muitos comentários que são aqui postados, e que vejo, funcionam como uma força intelectual paralela que dá muito brilho ao site, a parte dos colaboradores que escrevem seus textos, sempre brilhantes. Realmente, muito bom, o site MISES.
Se venho comentar sobre esse brilhante texto é porque entendi que as coisas não são exatamente assim, ou melhor, são assim, mas a importância da discussão, não é, se existe a mais-valia e se ela representa a exploração dos capitalistas sobre os trabalhadores, isso é uma coisa do passado, ficou lá em Marx, já passou, e nem mesmo é considerada a grande questão da atualidade. O que decorreu daí, é sobre a função da mais-valia, qual a importância da mais-valia, se é que ela pode ser importante e benéfica aos destinos do capitalismo! Se pode, o capitalismo é bom, se não pode, merece discussão! Paira uma grande questão, nos fundamentos do marxismo, que é a questão do colapso do capitalismo, e isso, segundo Marx, se daria inevitavelmente em função de contradições internas do próprio capitalismo, e a mais-valia seria uma dessas contradições. Veja, que o foco não é se existe mais-valia, ou se a mais valia é retirar do trabalhador o que era seu de direito, isso já passou, é perda de tempo! A discussão é: pode a mais-valia ser realizada? Ou, em outras palavras, quem "compra" a mais-valia? Até me permito brincar um pouco, será que a mais-valia pode "encalhar" ? Pois a resposta, sem brincadeiras, é que a mais-valia não pode ser realizada, não encontra demanda pra ela, e isso é o que gera as crises econômicas, e essa sentença de morte da tese do colapso do capitalismo sobre as nossas cabeças, e dos nossos bisnetos… E não há Banco Central que resolva isso!
Não intencionava escrever muito, mas vejam quantas correntes do pensamento econômico criticam a forma de se fazer o capitalismo, basta estudarmos as teses que vem se desenrolando desde as práticas mercantilistas, a crítica de Smith, a lei de Say, a teoria de Ricardo, Malthus como o profeta da demanda efetiva, Keynes como o "descobridor" da demanda efetiva, os monetaristas, novos clássicos, escola austríaca, neokeynesianos, desenvolvimentistas, essa gente toda tem crítica ao modo de como o capitalismo é conduzido, ninguém concorda com ninguém, então, por que tanto alvoroço em torno da mais-valia, o que a mais-valia tem há ver com tudo isso? É que a mais-valia é um excedente sem que haja como comprá-la de volta, sem possibilidade de demanda, e, isso, seria a causa das crises econômicas. O assunto é extenso, não é o meu objetivo, muitos pensadores já discorreram sobre isso, e é isso o que merece ser discutido
Mas um produto novo criado, recem lançado no mercado. O seu valor é determinado pelo tempo de trabalho efetuado
Ontem escrevi um pequeno comentário sobre o texto , mas, quando se escreve, nem sempre a mão cumpre o que o pensamento plasma, o pensamento vai mais rápido do que a mão consegue escrever, e hoje, quando li o que escrevi, não achei que seria justo falar da não realização da mais-valia, sem que eu tenha falado um pouco sobre o que significa, ou pelo menos assim eu entendo, sobre a "não realização", ficou parecendo que eu disse que não é possível gerar a mais-valia, mas não é isso o que eu quis dizer, logicamente que não. É que historicamente muitas crises do capitalismo são denominadas de "crises de realização", ou seja, crises que só acontecem porque não se consegue demandar uma parte do que foi produzido. Foi produzido , mas não tem quem compre! Confesso que não sei quem cunhou esse termo, "crise de realização". Mas, foi um ataque a lei dos mercados de Say, que entendia que o crescimento de uma economia só depende exclusivamente do aumento da capacidade produtiva. E Ricardo embarcou nessa! Tudo o que será produzido será necessariamente vendido. Olha só, que mundo perfeito! Mas, não foi preciso esperar Keynes apresentar sua teoria quando a economia ruiu em 1929 e anos 30, Malthus, muito antes, se opôs frontalmente contra esse argumento da dupla Say-Ricardo, está lá no seu "Principles Of Political Economy", as origens da demanda efetiva, o aviso era, a produção pode não ser realizada(procurada), daí advém as crises de realização!
Voltando ao meu pequeno comentário de ontem, só pra deixar mais claro, foi isso o que eu quis dizer, a teoria econômica(a racional) não encontra uma classe de agentes econômicos que possa comprar(realizar) a mais-valia, nem trabalhadores, nem capitalistas, trabalhadores gastam em consumo, capitalistas se usarem a mais valia para consumo, ainda que seja uma parte dela, deixam de acumular o que o crescimento pede, e aí, é crise encima de crise, sustentada por oferta de moeda! Por "sustentada", entenda-se a oferta de moeda socorrendo eternamente o buraco da demanda efetiva! É fácil demonstrar isto. Assim, o capitalismo teria que viver de mercados não capitalistas, onde a mais-valia seria desaguada! Mas, isso é outra história! Tudo vale a pena discutir. Mas, sobre o brilhante texto de ontem postado no MISES, a questão relevante é: quem demanda a mais-valia?
Acabaram com o tal do Alexendre Conte. O cidadão diz que aprendeu a ganhar dinheiro com Marx, com quem concorda… Ora, ora, a coerência o impediria de ganhar dinheiro concordando com Marx. Se ele realmente admitisse que Marx estava certo, deveria ter entregue o lucro aos empregados e, ai, adeus empreendimento.
Aprecio o artigo e toda essa discussão, a ênfase da importancia do capitalista e/ou do empreendedor, a justificativa do spread, ou lucro, pela lei da preferencia temporal, etc.
Mas para mim isso tudo é secundário. Dois pontos tem precedencia. Um: todo mundo busca lucro em todo o que faz, e isso é legítimo, moral. E pronto! E chame como quiser: lucro, mais-valia, spread, margem…
Segundo ponto: cada trabalhador é livre para aceitar ou recusar um trabalho. Na medida em que aceitou aquele emprego, sabendo oxque tem que ser feito e o quanto ganhará por isso, está resolvido. Não interessa o quanto o patrão está ganhando com isso. Só se ele quiser ter noção do quanto pode barganhar, mas muito marginalmente… Se tiver cargo administrativo, ou se estiver sendo maroto e querendo aprender para depois abrir seu próprio negócio. Na vigência de um contrato que foi aceito por ambas as part s, pressupoe-se que haja beneficio mutuo.
Gostaria da ajuda dos colegas. Já li diversos textos do site (e concordo com a maioria dos posicionamentos), mas ainda não sei como lidar como uma situação dessas: http://www.otempo.com.br/capa/economia/multinacionais-produzem-alimentos-inferiores-no-brasil-1.1156235
Apesar de já perceber existem muito produtos de ótima qualidade no país, essa análise da Proteste apenas alimenta a metralhadora giratória de quem defende o socialismo, que o “empresariado é desonesto”, que o “capital é um ser autônomo que apenas quer o pior para as pessoas”, etc.
Por exemplo: acho mais fácil avaliar se um brinquedo, um carro ou um eletrodoméstico é de boa qualidade, mas no caso de alimentos ou remédios (principalmente no caso dos remédios) a situação fica mais complicada. Vcs tem alguma dica sobre isso? Meu questionamento é pertinente?
Caro Renzo, caso você ou qualquer pessoa considere esse produto (alimento, remédio, etc) pior do que um equivalente estrangeiro, fica a sugestão:
Tente importá-los e veja o tamanho da complicação que o governo gera.
Tente produzir algo semelhante ao produto estrangeiro, “melhor”, e veja como nossas santas agências reguladoras, protetoras dos nossos interesses, vão incentivar e permitir.
O IMB tem vários artigos sobre este arranjo, ficam os dois que eu me lembro mais claramente:
mises.org.br/Article.aspx?id=1873
mises.org.br/Article.aspx?id=811
Abraço
Concordo com o que vc escreveu anteriormente, no primeiro post, mas não acho que se encaixa no que perguntei.
A questão é a seguinte: segundo a pesquisa, as empresas multinacionais produzem os mesmos alimentos dentro e fora do Brasil, e, comprovadamente, o produto europeu tem mais qualidade que o brasileiro. Aí vem o governo e regulamenta pra ficar igual na Europa: pronto, virou herói; pessoal da esquerda municiado com argumentos pró intervenção estatal.
Quanto ao exemplo do sódio, veja por outro ângulo: antes os fabricantes obrigavam o consumidor a consumir muito sódio, e agora o governo obriga os consumidores a consumir pouco sódio. Mas para a maioria da população a quantidade de sódio nos alimentos industrializados era excessiva e fazia mal para a saúde, e agora não; e, usando o seu exemplo, o cidadão que tem pressão baixa pode simplesmente colocar mais sal na comida. Ou seja, o governo vira herói de novo, tendo em vista que na prática o resultado final foi melhor pra todos.
Ótimo artigo. Essa conversa dos marxistas de que o empregado é explorado é uma idiotice sem tamanho. Se você contrata um operário de torno pra fazer parafusos de aço e combinou de pagar a ele R$ 2000,00 por mês, o preço do seu parafuso será o custo (matéria prima + custo do empregado + eletricidade etc.) somado a uma margem de lucro. O lucro do patrão é um extra adicionado aos custos. Como é que o trabalhador está sendo explorado? Ele já recebeu o valor devido referente ao custo dos parafusos que ele produziu. O extra está sendo cobrado é dos consumidores que compram o parafuso.
Artigo magnifico!
“Dito de outro modo, o empregado assalariado, à diferença do capitalista, pode consumir 100% de suas receitas, não tem de dedicar nada do seu tempo para avaliar os acertos ou os erros de seus empreendimentos, e, em caso de falência do empreendimento em que trabalha, perde seu emprego mas não perde seu patrimônio.”
Quem ferrou o empresário aí foi o estado!
O empresário “normal” não explora o trabalhador. O exemplo que o Benzoato de Sódio deu (nossa! que nome esse cara escolheu pra se chamar no Mises! Ele deve ser químico) é o de um empresário que não explora. Mas há os que submetem o empregado a condições de trabalho desumanas. Que bom seria o mundo se todos os empresários fossem como o do exemplo do Benzoato de Sódio.
Se a jurisdição Brasileira soubesse disso, com certeza seriamos uma minarquia.
O direito brasileiro ignora por completo isso, eles acham que riqueza cai do céu e da canetada, por isso oneram tanto os empreendedores e ignoram completamente os custos que as leis impõe sobre eles….
E pior: Acha que o empreendedor tem que ter desvantagem na justiça, por isso sempre na duvida julgam pro lado do consumidor ou do trabalhador, ou seja, tem que tratar diferente quem tem mais dinheiro sob quem tem menos..(na cabeça deles).
Não entendem tamanha importância que tem o empreendedor, sem ele a economia não gira!
Todos que produzem riqueza(trabalham no setor privado), são capitalistas. Buscam produzir mais para ter mais lucro, poupam para empreender no futuro…
O capitalismo é o único modo de sobrevivência humana. Pode ser adaptado para tornar a realidade mais agradável. Mas, o brasil ainda não entendeu.
O Artigo está correto mas não está completo.
Um Marxista vai dizer que é possível sim, e a briga será eterna entre capitalista e seja lá o que for.
O problema que precisa perguntar ao Marxista é: Quem vai coordenar e organizar essa sociedade “igualitária”?
Obviamente aparecerão centenas ou milhares de marxistas que dirão: “Nosso grupo consegue! Nós não vamos deixar os capitalistas ficarem ricos e estarem acima do povo. Nós somos o povo. Nós compraremos as máquinas, as inovações. Nós coordenaremos milhões de pessoas. Nós somos capazes. Nós pegaremos o dinheiro (ou moeda de circulação, seja qual tipo for) gerado pelos trabalhadores e cuidaremos seriamente dessa moeda e distribuiremos maravilhosamente entre eles. Os trabalhadores não precisam se preocupar, faremos tudo para eles. Os trabalhadores viverão bem com o sorriso na face, felizes e alegres, eles terão seus carros, seus alimentos, a felicidade que tanto almejam. NÓS VAMOS CUIDAR DO POVO.”
Tenho certeza absoluta que milhões baterão palmas aos marxistas, inclusive os “intelectuais”, porque “finalmente” a esperança voltou ao povo e darão uma banana ao capitalista.
Mas surge uma pergunta fundamental: “porque o povo é tão pobre, desde centenas de milhares de anos?” Por causa do capitalismo ou por causa do marxismo? Muitos dirão que é o capitalismo. Mas o capitalismo já existiu alguma vez, ou foi sempre o marxismo!!
DUVIDO ALGUÉM ME PROVAR QUE EXISTIU CAPITALISMO NESSA FACE DA TERRA!!!
TUDO SEMPRE FOI MARXISMO, DESDE OS CHEFES DAS TRIBOS, OS REIS, O GOVERNO E ETC.
NUNCA, NUNCA EXISTIU O CAPITALISMO.
O MUNDO MENTIU PARA VOCÊS!!!
Eu sei que o artigo não fala disso, mas eu estava lendo um pouco sobre o positivismo é sua influência no meio político e econômico no Brasil, e fiquei com algumas duvidas, de como se formou esse pensamento positivista no país. Então queria saber se alguém pode me dar uma sugestão de artigo ou livro sobre o assunto ?
Mais um artigo maravilhoso!
Incrível!
Finalmente consegui iluminar a obscuridade que existia em minha mente com relação a esse assunto. Anos e anos de doutrinação na escola me fizeram acreditar que o Capitalismo é a causa da maioria (se não de todos) os males da sociedade, e agora, finalmente, as escamas estão caindo dos meus olhos.
Muito obrigado Mises Brasil!
Alguém poderia, por gentileza, me indicar livros básicos pra ir conhecendo mais sobre a Escola Austríacas e sobre o Capitalismo de fato? Eu gostaria de uma bibliografia básica, e se possível, uma complementar mais voltada para a área do Direito (da qual sou estudante).
Desde já agradeço!
Excelente texto. Infelizmente o capitalismo ainda é visto como diabolico hoje ate em salas de aula. Enquanto o governo tiver na mão a educacao com programas voltados a esquerda como Fies e prouni, acho dificil essa situacao mudar, felizmente existem iniciativas privadas como o Educa Mais Brasil que podem vir a mudar esse panorama
Só nos resta torcer.
Lembrando, que capitalista, nao é somente o individuo que é empresario.
Um funcionario, tambem pode ser empreendedor, ao se esforçar e mostrar interesse em crescer junto com a empresa e galgar posiçoes de lideraça.
Ao criar essa aliança de comum interesse com o empresario, o funcionario com mentalidade capitalista, tambem participa dos lucros da empresa.
Mas infelizmente, o que vemos é uma maioria proletaria com uma subcultura esquerdista, que quer apenas viver na zona de conforto, reinvidicar “direitos” trabalhistas e se acomodar em discursos de vitimismo exploratorio.
Mal sabem eles, que sao apenas massa de manobra e burros de carga de sindicatos.
Mais um ótimo artigo e respostas excelentes do Leandro. Admiro muito a paciência dele de ensinar de forma clara para todos.. Quem dera meus professores fossem assim!
O mais bizarro são esses anarquistas de esquerda. Eles podem ser chamados de anarco-comunistas. Isso parece ser baseado na teologia da libertação.
Imagine um lugar sem governo e sem propriedade privada. Você chega na “sua casa” e tem alguém morando nela. Vai até a “sua garagem”, mas alguém saiu com “seu carro”. Abre a “sua geladeria” e verifica que alguém bebeu as suas cervejas.
Ou seja, é uma coisa bizarra. Isso só pode ser coisa de maconheiro ou de fanático. Isso sim seria a terra arrasada.
Leandro uma dúvida em OFF:
Este ano eu queria fazer faculdade de economia, mas na minha região não tem uma única sequer que dê aulas de economia, por isso eu escolhi ciências contábeis, mesmo ele sendo a distância, isso irá me ajudar a compreender algumas coisas em economia?
Uma dúvida mais importante, qual é a relação de ciências contábeis com a economia em geral?
Obrigado
Obs: Eu sei que você não recomenda fazer faculdade de economia pela intoxicação das inutilidades econômicas ensinadas, mas nesse país parece que o diploma vale mais do que o conhecimento.
Acho engraçado essa onda anti capitalista, mas no fim da noite todo mundo joga no seu iphone e dorme no conforto do seu ar condicionado. Hipocrisia dessa galera anti capitalista
“As nossas exportações de bens manufaturados, produzidos pela indústria, também está muito fragilizada, em queda, perdendo participação para a exportação primária, de grãos, minérios. Ou seja, ao invés de exportarmos produtos industrializados, pela capacidade de transformação da nossa indústria, nós estamos exportando produtos primários e a indústria que está transformando esse produto primário é a indústria de outros países que importam os nossos produtos', afirma o diretor técnico à jornalista Marilu Cabañas."
É óbvio: a desvalorização cambial encarece os custos para as indústrias. Toda indústria que preste, precisa importar insumos, incluindo bens de capital, que são os que aumentam a produtividade. Brasil tem uma participação relevante na indústria, mas não é uma autarquia…
“As nossas exportações de bens manufaturados, produzidos pela indústria, também está muito fragilizada”…
“Toda indústria que preste, precisa importar insumos, incluindo bens de capital”…
Pra galera da FIESP e pros políticos bananeiros, pelo jeito, não há problema: se for o caso, fazem todos construírem hidrelétricas usando colheres e vassouras. Já disse e repito: Brasil, país de empresário rico e empresa pobre.