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O funcionalismo público, a drenagem dos cérebros, e os efeitos deletérios sobre a iniciativa privada

N. do E.: um dos principais motivos da queda do governo
Dilma foi a desorganização
das contas do governo
.  As consequências
do descalabro fiscal foram recessão, inflação alta, desemprego e
desindustrialização.

O atual governo havia prometido um maior compromisso
com o equilíbrio orçamentário. A nomeação de Henrique Meirelles para o
Ministério da Fazenda seria uma indicação de maior rigidez nessa área. 

Duas semanas depois, o que se vê é apenas uma continuação
do governo Dilma, com lamentáveis recaídas ao populismo.

Os reajustes salariais dos funcionários públicos, aprovados
ontem pela Câmara dos Deputados
, foram um tapa na cara dos mais de 11 milhões
de desempregados que, além de não terem salários, terão de pagar ainda mais
impostos para bancar os marajás.  Após um
aumento
explosivo no número de falências
, os empreendedores que ainda conseguem se
manter no mercado, mas que mal estão conseguindo pagar suas contas, ainda serão
obrigados a bancar essa humilhação.

A farra com o dinheiro público permitida pelo atual
governo é coisa para Lula nenhum botar defeito. 
A brincadeira custará R$ 58 bilhões nos próximos quatro anos.

Se estivessem realmente comprometidos com equilíbrio
fiscal, Temer e Meirelles teriam de ser os primeiros a gritar contra essa aberração.  No entanto, ambos deram consentimento ao
descalabro.  E
voltam a falar em CPMF
, com cada vez mais frequência.  

Ao mesmo tempo em que fazem esbórnia com o dinheiro que tomam de impostos, políticos e burocratas insistem em dizer que o grande problema do Brasil
são os aposentados da iniciativa privada, que ganham R$ 880 por mês.

Eis a democracia em ação: o governo — qualquer
governo — sempre está interessado apenas em obter o apoio de poderosos grupos
interesse, e faz isso adotando medidas populistas que sempre geram tragédias no
futuro.

O artigo a seguir ilustra as consequências que os
privilégios dados ao setor público geram na mentalidade do país.

_____________________________________________________

Vejam
esta lista
. Nela encontram-se divididos os vencedores dos prêmios Nobel por
país.  Os Estados Unidos lideram com 355. 
O Reino Unido tem 120.  A Alemanha,
105.  A França, 67.

Chile, Colômbia, Peru, Guatemala, México e até mesmo
Venezuela também têm ganhadores.

Nossos vizinhos argentinos já somaram cinco.  

Até a Islândia, com uma população menor do que
Piracicaba, já arrematou um Nobel.

Já o Brasil não tem nenhum.  Zero.
 Conjunto vazio.  

As razões para a irrelevância brasileira nas
ciências são muitas e de difícil medição, mas há uma tendência que nos mantém
em ponto morto: o fato de que “os empregos estatais transformaram-se em
objeto de cobiça dos melhores cérebros do País”.

A frase não é minha.  Aparece em uma
reportagem
 ainda de 2010 da revista Isto É, que comemora o
fato de muitos dos brasileiros mais capazes intelectualmente não estarem na
academia nem liderando o empreendedorismo, mas dentro de uma repartição pública.

A drenagem dos cérebros pela máquina pública só
tende a piorar. De acordo com a revista:

Ao
todo, entre abertas, temporárias e programadas, são quase 400 mil vagas de
emprego no serviço público, com salários iniciais variando entre o mínimo e os
desejados R$ 20,9 mil oferecidos a juízes substitutos dos Tribunais Regionais
do Trabalho. “Hoje em dia, em média, um servidor público federal ganha o
dobro dos seus congêneres na iniciativa privada”, diz o professor de
relações do trabalho da Universidade de São Paulo, José Pastore, deixando claro
por que os concursos públicos têm atraído tantos candidatos. “Nos últimos
oito anos os salários públicos da União tiveram um aumento real de 75%,
enquanto os do setor privado, de apenas 9%.”

Isso foi em 2010. 
De lá para cá, tudo piorou.

Esta
matéria da Revista Exame
, de setembro de 2015, sintetiza a situação:

Salários
gordos e cargos vitalícios, o doce serviço público

[…]
como o desemprego está aumentando e o Brasil está caminhando para a pior queda
desde a Grande Depressão […] conseguir um emprego público é como ganhar na
loteria.

Ele
vem com um salário desproporcional, estabilidade vitalícia e benefícios que
podem incluir motoristas e voos gratuitos.

“O
setor público oferece estabilidade: você passa no concurso e tem um emprego
para o resto da vida”, disse Guilherme Alves, 21, que estava estudando o
entorpecedor juridiquês em Brasília em um das centenas de cursinhos dedicados a
preparar alunos para passar em um concurso estatal. “É ótimo”.

O
salário médio dos secretários no governo central do Brasil é 49% maior, em
relação ao PIB per capita, que o do México e quase o dobro que o dos países que
pertencem à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.

O
funcionário típico do governo brasileiro ganhou 42% a mais no ano passado do
que o trabalhador comum. […]

Isso
exacerbou fortes distorções na economia: os brasileiros pagam impostos
surpreendentemente altos para financiar um setor estatal inchado que oferece
serviços públicos deficitários. O setor privado também ficou sufocado.

“Nós
não conseguimos pagar o aparato estatal que construímos”, disse Gil Castello
Branco, secretário-geral da Associação Contas Abertas, que supervisiona os
gastos do governo. […]

Por
enquanto, juízes e parlamentares podem chegar a ganhar 30 vezes o salário médio
do setor privado, além de regalias. […]

No
ano passado, o governo federal gastou 20,6 % do PIB em salários, benefícios e
despesas administrativas, restando apenas 1 % para investimentos, de acordo com
a Associação Contas Abertas. […]

Tudo
isso distorceu fortemente as condições do setor privado, de acordo com José
Pastore, ex-professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
da Universidade de São Paulo e ex-membro do Conselho de Administração da
Organização Internacional do Trabalho.

Seguindo a furada Cartilha
do Politicamente Correto
, a imprensa chama funcionário público de servidor.
Eu vou chamar de funcionário, por desobediência.

E por causa da imprecisão do termo.  Afinal,
todos nós somos servidores públicos.  O engenheiro que passa da iniciativa
privada para o cargo público não se transmuta num ser altruísta.  Ele
continua priorizando sua carreira, seu “polpudo salário” e sua estabilidade.
 O rapaz que vende coco na praia está servindo ao público, os pedreiros
que construíram os prédios da sua cidade estavam servindo ao público, os
engenheiros que conceberam a tela em que você está lendo este artigo estavam
servindo ao público.

Só porque o sujeito extrai sua renda do imposto que
você paga, e não do produto que você compra, isso não significa que ele serve
mais ao público do que seu semelhante da iniciativa privada.

Na verdade, são exatamente os funcionários públicos,
os burocratas, que menos servem ao público.   Como não produzem, mas
sobrevivem dos tributos, eles precisam extrair a sua renda do setor produtivo
da sociedade.   Ao passar do setor produtivo para o estatal, o
profissional competente está passando do numerador para o denominador da
economia: extraindo mais recursos do que criando.

O burocratismo ainda tem outros problemas menos
aparentes.  O empregado do governo também é um eleitor do governo:
participa do processo político que lhe favorece.  Quando ele olha para o
orçamento, o que você acha que ele prioriza: a responsabilidade fiscal ou o
aumento de seu salário? Quando vai às urnas, qual a sua mentalidade?  A
consciência do bem comum ou a garantia de estabilidade?  O jogo aqui é de
soma zero.

O que o burocrata toma da sociedade é em geral
transferência de recursos.  E para fortalecer a defesa de seus interesses
profissionais, os funcionários públicos se fundem em grupos de interesse.
 A sociedade como um todo sai perdendo, mas a categoria profissional
consegue tornar ainda mais atraente a matrícula em seu grupo de interesse. Isso
atrai mais candidatos, criando mais demanda por concursos e, por conseguinte,
políticos dispostos a suprir essa demanda.

No início do Século XIX, Charles Dunoyer percebeu
esse ciclo na França pós-revolucionária. Em L’Industrie et la
morale
 [A indústria e a moral], Dunoyer aponta para a burocracia como
a substituta da aristocracia derrubada.  A “paixão pelos cargos”
levara à criação de uma classe de pessoas cujo principal interesse era a
expansão da oferta dos empregos públicos.  E não eram apenas os empregos
que se multiplicavam, notava Dunoyer, mas também o poder da administração
estatal, que precisava se inflar para acomodar a crescente demanda.

No século seguinte, o economista Ludwig von Mises
observou como que a ruína das repúblicas européias no início do século XX
estava associada ao inchaço do funcionalismo público.  A razão é
compreensível: se os membros do congresso não mais se consideram mandatários
dos pagadores de impostos, mas procuradores daqueles que recebem salários,
pagamentos, subsídios, auxílios e outros benefícios do tesouro, a democracia se
torna insustentável.

[N. do E.: o Banco Mundial criou um indicador próprio
que calcula a carga
tributária total que incide sobre as empresas de cada país
.  Esse indicador mensura o total de impostos
diretos e de contribuições obrigatórias pago pelas empresas de cada país — após
as deduções e isenções permitidas — em relação ao seu lucro.  O indicador desconsidera imposto de renda de
pessoa física e impostos indiretos (como ICMS, IPI, II etc.).

O Brasil é nada menos que o 11º colocado.  Só está melhor que Comores, Argentina, Eritréia,
Bolívia, Tajiquistão, Palau, Mauritânia, Argélia e República Centro-Africana.  Está praticamente empatado com a Colômbia,
embora esta venha em forte trajetória da queda da carga tributária.

No Brasil, as empresas pagam 69,2% de impostos em relação
aos seus lucros.  A social-democrata Dinamarca,
por exemplo, cobra apenas 24,5%.

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Isso acentua ainda mais as injustiças.  Dado que é justamente o setor privado quem tem
de sustentar a farra do setor público, é impossível haver bons salários na
iniciativa privada.  Toda essa carga
tributária sobre as empresas, que coloca o Brasil na 11º posição mundial e que
impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para
sustentar o setor público e seus salários magnânimos, pagos pelos trabalhadores
da iniciativa privada.  E estes ganham
pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.

Com uma carga tributária escorchante como essa, como
exigir que as empresas contratem mais e paguem melhor?

A esquerda, que se diz “defensora dos trabalhadores”,
faz um silêncio ensurdecedor.]

Conclusão

O burocratismo e os privilégios à casta de
funcionários públicos são, portanto, uma doença sociopolítica que pode levar à falência
das próprias instituições de um país. Enquanto isso não acontece, é a falência
da produção intelectual que continua vitimando alguns de nossos melhores
cérebros.

Pedir às pessoas para mudar seu comportamento, e não
seguir a carreira do funcionalismo, é ilusão.  Enquanto essa estrutura de
incentivos não for alterada, o Brasil continuará vítima da elefantíase
burocrática.  E os trabalhadores da
iniciativa privada — que é quem emprega os mais pobres — continuarão com os salários
achatados.  Isso se tiverem emprego.

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463 comentários em “O funcionalismo público, a drenagem dos cérebros, e os efeitos deletérios sobre a iniciativa privada”

  1. Vive la liberté!

    Está aí um autor que cada vez me chama mais a atenção, o grande Diogo Costa. Textos simples, interessantes e com bons argumentos.
    Parabéns.
    Sou empregado público, mas concordo plenamente com tudo que foi dito acima.
    Sobre um líder que possa fazer tal mudança, eu acho isso difícil de acontecer no futuro próximo. Quando o partido Líber (ou até mesmo o Novo) for autorizado, talvez haja mais chances. Porém, ainda assim, seria necessária uma maioria representativa para aprovar, ou melhor, abolir!, leis que tornem nosso país mais livre.

    Abraços.

  2. Quem dera esse sistema fosse uma soma zero. Quando se tira dinheiro através de impostos pra pagar funcionalismo estatal ou subsidiar amigos do rei, os recursos deixam de ser alocados pela demanda voluntária e passam a ser geridos por uma meio dúzia de burocratas “iluminados”, que financiarão algo que é menos demandado. A economia estatista é, de fato, uma soma negativa.

  3. O governo fhc pode não ter sido maravilhoso e era semi esquerdista, mas temos q observar as reformas que ele fez na economia. Vocês viram o q aconteceu? Os lixos q trabalham p o estado td votaram no PT com medo de perderem suas boquinhas. O Brasil nao tem jeito mesmo.

      

  4. Marx contra o Golias capitalista

    No artigo anterior, dei-lhes uma pequena aula sobre Mais-valia, Mais-valia relativa e mais-valia absoluta, provando cabalmente a importância do papel do Estado para proteger o explorado trabalhador. Neste presente artigo, abordarei o conceito de Marx sobre a “queda tendencial da taxa de lucro”.

    A tecnologia, ou seja, o constante avanço tecnológico, de certa forma, aumenta drasticamente a desigualdade social, ainda mais nos países chamados subdesenvolvidos, como é o nosso caso.

    Negar isso é querer por em xeque uma das proposições mais polêmicas do Karl Marx, aquela da chamada “Queda tendencial da taxa de lucro”.

    Mas, para responder melhor, vou voltar à Roma Antiga:

    Na Roma escravista a mão de obra responsável pela produção era a escrava. O sistema produtivo era fundamentado na díade proprietário-escravo. Quem não pertencia a nenhuma destas classes ficava de fora.

    A população de homens livres que não eram proprietários (e por isso estava fora do Sistema) não parava de crescer e as revoltas ficavam cada vez mais iminentes. A política do Pão e do Circo foi criada para estes que ficavam de “fora” do sistema.

    O “bolsa-família”, pelo bem ou pelo mal, é completamente diferente. O constante desenvolvimento tecnológico (e aqui estamos chegando na questão de fato), ao mesmo tempo em que não deixa cair a taxa de lucro do patrão, “expulsa” o trabalhador do sistema. O dinheiro do Bolsa-Família vai para esse trabalhador – eventual pagador de impostos –, enquanto ele fica na “fila”.

    Temos assim que enquanto no primeiro caso o “beneficiado” estava fora do sistema, no segundo caso o beneficiado foi expulso.

    Explico melhor a questão da tecnologia:

    É aquilo que se convencionou, a partir de Marx, chamar de “mais valia”.

    A taxa de lucro do patrão tende a cair. Para que isso não aconteça, já que não se pode mexer muito nas horas de trabalho, ele melhora a tecnologia. Um exemplo.
    Uma fábrica de fios tinha 30 trabalhadores. Tais funcionários utilizavam uma máquina que produzia determinado produto em determinado tempo. Porém, o dono do negócio busca uma tecnologia melhor que produzirá quase o mesmo número de produto no mesmo número de tempo. Porém (e aqui temos a resposta que procuramos), ao invés de trinta funcionários, precisará apenas de três. E penso que isso pode sim ser chamado de “aumento drástico das desigualdades sociais”.

    Estes três trabalhadores são aqueles que continuaram se especializando. Os outros 27, mesmo os que também procuraram se especializar, não tiveram a mesma sorte dos outros… Para eles, o “bolsa família” até que possam voltar para o matadouro, ops, para o “mercado”.

    É por isso que nossos avós, só com a 4ª série, já conseguiam um trabalho e se aposentavam nele. E é por isso que daqui algum tempo nem os que tiverem diploma de doutor estarão garantidos.

    Até a próxima, pequenos gafanhotos. E que a sabedoria de Marx os ilumine.

  5. Vocês viram uma notícia que diz que o Brasil tem poucos funcionários públicos comparando com outros países? Algo em torno de 10% da força de trabalho, não achei o link pra colocar aqui.

    Imagino que o estado brasileiro não seja capaz de sustentar volumes de funcionários públicos de países mais ricos.

    Há outras explicações por um número baixo?

  6. Um pequeno relato – que pode parecer arrogante.

    Eu já quase virei um funcionário público, uns 10 anos atrás, na época em que estava me graduando em Engenharia Mecânica. Na época se não me engano o salário inicial da carreira era cerca de 2,5 mil, e prestei um concurso que pagava 8 mil. Nada mal, ainda mais para quem estava com 21 anos começando a vida profissional.

    Acontece que passei e fui aprovado. No entanto a convocação demorou um ano e meio, e nesse período tive bastante tempo para repensar se era isso que queria da minha vida. Eu já era “meio anarquista” na faculdade mas acreditava que “já era hora de crescer” e parar com essa besteira. Além do mais tenho diversos familiares próximos que são funcionários públicos, todos honestos e compromissados, e posso afirmar categoricamente que a carreira pública é um lixo, especialmente para quem trabalha direito.

    No final das contas, acabei desistindo da vaga e indo “encarar o mercado”, mesmo indo ganhar menos da metade do que eu ganharia na carreira pública. Na época (e na verdade até hoje), a maioria dos meus amigos ficou inconformada, me chamaram de louco e etc, mas felizmente sempre estive 100% seguro da minha decisão de me manter livre.

    Em 2011 conheci o Mises Brasil e pude finalmente compreender que meus ideais sempre foram anarco-capitalistas, eu só não sabia disso nem nunca tinha formalizado dessa maneira. Já estou bastante “crescidinho”, tenho família e 2 filhos, e continuo sendo o “anarquista” da época da faculdade, só que agora com um embasamento teórico muito mais sólido para “defender” minha posição quando necessário.

    Ah claro, ainda não ganho tanto quanto ganharia na carreira pública, mas isso não é um incômodo para mim. No longo prazo ainda posso superar os tetos salariais da carreira pública, e eu dependo apenas de mim mesmo para isso. Claro que estamos falando da carreira pública honesta. Sou livre, não tem remuneração que me faça abrir mão disso.

    Enfim, esse relato foi apenas para dizer que essas forças de drenagem de cérebros não são tão irresistíveis assim.

  7. Privatização. Ganharia meu voto o candidato a presidente disposto colocar a PND p/ andar novamente.

    Programa Nacional de Desestatização pela Lei nº 8.031, de 1990

    Até+,

  8. Rodrigo Garcia de Vargas

    Sou funcionário público e concordo com todo o pensamento, mas fico em dúvida quanto à conclusão. Essa liderânça sairá de onde? E sem apoio de numerosos eleitores esclarecidos poderá fazer o quê? O trabalho de mostrar a realidade, que vocês fazem, talvez seja a melhor coisa a fazer no momento. De futuro, com uma parcela imensa da sociedade compreendendo os fatos, creio que se possa formar uma resistência política. Agora não. Culturalmente, o que impera é a mentalidade descrita acima. Só culturalmente para começar a mudar.

  9. Sou SERVIDOR público e trabalho em benefício do polvo brasileiro. É preciso aumentar os impostos dos super-ricos, rentistas safados, e gastar para o bem do sofrido polvo brasileiro.

  10. Amigo,

    cá entre nós, confesse seus medos, para qual concurso da magistratura o nobre autor não logrou êxito?

    De outra banda, opino, o problema não se encontra nos salários da iniciativa pública e sim na falta de valorização dos profissionais da iniciativa privada somados a “burrocrácia” e aos altos impostos a que são submetidos todos aventureiros (infelizmente esse é o termo adequado) da livre iniciativa.

    A culpa não é do setor público, mas sim da falta de política públicas que motivem os jovens a buscar salários dignos na iniciativa privada ou “abrir o próprio negócio” sem medo de rumar para a lógica do mercado – fechar as portas!

    Reclama-se muito da prestação dos serviços públicos, mas cá entre nós, na iniciativa privada é diferente? Somos bem tratos por médicos, dentistas ou engenheiros. Confias no teu mecânico? Já comprastes um apartamento de alguma construtora e teve a unidade entregue na data prometida e de acordo com o especificado no contrato. Garanto, sem conhecê-lo, que não.

    Portanto, “os burocratas, que menos servem ao público” devem ser os mesmos que prestam os serviços na iniciativa privada com ineficiência, inclusive, dentro da sala de aula de Universidades particulares e ou na mão de obra pouco qualificada de um azulejista.

  11. Noelson Cavalcanti

    Soma-se a isso, o fato que a burocracia, tão mal fafada e discutida, veio para corrigir o maldito patrimonialismo (ainda presente nos dias de hoje: cargos em comissão. Ocupados por despreparados, sem critérios técnicos, apenas na base do “toma lá, dá cá”). A burocracia nasceu como combate a essas práticas nefastas de corrupção decorrente do patrimonialismo que impera desde o Brasil Colônia e, tentou-se dar um fim com a Revolução de 30 com Getúlio Vargas, por exemplo, com a criação do instututo do concurso público e, consequente, meritocracia, sem conchavos. Infelizmente, isso se deve ao fato do Brasil ser tão desigual (à época do Brasil Império, 90% da população era analfabeta), trabalhar para o governo era única opção. Agora, que culpa temos nós, servidores, se alguns para aparecerem criticam a máquina pública porque não tem mérito de passar em um concurso para ingressar nela. Prefere ficar com os conchavos políticos desde a Política dos Governadores a encarar um concurso. Lamentável! Pura Inveja!

  12. Pode ter a certeza de que se os tais “funcionários públicos” pudessem extrair suas respectivas rendas dos “impostos” estariam realmente muito felizes.
    Com o devido respeito, mas há vários equívocos no presente texto.

    Ora, funcionário público não extrai nada de ninguém. Ao contrário, recebe pelo seu trabalho. Agora a pouco foi publicado um texto sobre o Estado no qual podemos , ai sim, extrair informações que podem apontar, por exemplo, diversos equívocos deste texto.
    O agente público, e especificamente, o servidor público estatutário( antigo funcionário público) é pago de acordo com a LEI. Esta sim, permite que uma certa categoria de receita pública seja direcionada para uma despesa com vencimentos, subsídios etc.

    Evidentemente, na iniciativa privada ninguém tem o objetivo de servir ao outro. Pelo contrário, serve a si próprio e , consequentemente, gera benefício para “os outros”.

    O autor se refere a “emprego público, salário, funcionário público( termo ultrapassado) misturando termos que não se misturam, não devem se misturar e, mais ainda desejável, inda bem que não se misturam.

    O rapaz que vende coco na praia está “servindo” aos interesses próprios e não ao interesse público. Consequentemente, prospecta cliente e realiza contratos onerosos, bilaterais ou sinalagmáticos de compra e venda.

    Noutra linha, o termo burocracia tem sido amplamente usado de forma equivocada e aqui estamos diante de mais um destes equívocos.
    Que o excesso de procedimentos limitadores da criatividade é ruim, não há o que discordar.
    Todavia, a dominação da qual tratou Max Weber , passa muito longe destas imprecisões.
    Ademais, o precitado autor é reconhecido por estudar e compreender o próprio desenvolvimento da livre iniciativa num dos maiores “mercados” do mundo, através de sua famosa obra sobre a ética protestante.

    Não obstante, nem precisamos ir muito para afirmar a ampla e irrestrita utilização da burocracia pelas próprias organizações capitalistas a partir do início do século passado.
    Ainda é possível concluir que o “Estado” não é o principal “cliente” da burocracia. Ao contrário, foi exatamente nas grandes CIAs, nas quais Taylor, Fayol , Ford entre outros atuaram que a burocracia pôde prosperar e ainda prospera, inclusive, servindo de exemplo para a própria organização hierarquizada estatal.

    A título de exemplo, o Japão , tido como uma economia desenvolvida não se furtou dos ensinamentos de Deming para “qualificar” toda a sua produção. Sua capacidade de gestão por PROCESSOS o elevou rapidamente a um grande potência mundial.( é claro que há outros fatores)

    Inúmeros outros exemplos podem ser elencados para apontar os incríveis equívocos no presente texto.

    Inchaço do Estado não deve ser confundido com Burocracia a não ser que se queira perpetuar este incrível equívoco.
    Por último, meus votos são para que não apareça nenhum líder isolado e sobretudo, político, para implementar qualquer coisa. Já chega de absolutismos contrários à tão importante liberdade que todos desejamos.

    Quanto à drenagem de supostos cérebros para a administração pública só temos a discordar. A administração pública tem seus excelentes agentes, não há dúvida. Mas querer “extrair” dai a informação de que não teríamos um único prêmio Nobel porque nossos cérebros foram e estão sendo drenados para a administração pública é raciocínio raso e falacioso.

    É certo que temos vários vencedores espalhados pela nossa sociedade que, por uma razão ou outro, só não foram reconhecidos, ainda.

    Aqui mesmo neste sítio deve aparecer de quando em vez um destes candidatos.

    Saudações

  13. O brasil não tem nobel não é por que os ‘melhores’ cérebros estão mamando nas tetas do governo.O brasil não tem nobel porque o povo brasileiro é BURRO.
    Não existe nada de genial em decorar um monte de besteiras inúteis pra passar num concurso.Qualquer um com QI de papagaio consegue.

  14. A solução, creio, passa por um elemento muito simples: a iniciativa privada passar a pagar salários e benefícios que satisfaçam a expectativa dos profissionais. O que eu vejo por aí – por exemplo – de engenheiro e arquiteto contratado como “analista”, de forma que a empresa não tenha que pagar o piso salarial da categoria.

    Além do mais, pessoal liberal tem esta idéia errada de que aqueles que procuram “estabilidade no emprego” apenas o querem para poderem vagabundear, trabalhar pouco e mal sem receber penalização alguma. Não vou negar que existam aqueles que assim o desejam, mas a grande maioria apenas não quer ir para o olho da rua apenas por que a empresa perdeu algum contrato, não ganhou alguma licitação ou simplesmente quer “cortar gastos”. Fora as demissões movidas por questões puramente pessoais…

    Enfim é isso: sejam um pouco menos ideológicos e mais empáticos com as pessoas “normais”, que apenas querem ter alguma segurança financeira para construir seus projetos e famílias.

  15. Uma pessoa q santifica o estado é tão alienado quanto a q santifica a industria privada. É como falo e com conhecimento de causa, pois tenho uma empresa, vcs não sabe como é o mercado, vcs tem a ingênua idéia de q as empresas competem entre si só com preço e qualidade rs… Não, competem com carteis, subornos, vendas casadas, sabotagens etc… E isso só faz DIMINUIR qualidade e AUMENTAR o preço, por isso, o estado deve proibir tais práticas. Viu como é racional? Se algo diminui qualidade e aumenta preço, deve ser proibido, já vcs não analisam, já dizem por um dogma q o estado não pode proibir nada rs.. Analisem primeiro.

    Há casos onde o estado intervem q são benéficos.

  16. Srs.

    Sendo bem racionais… Não dá pra concorrer.

    Por exemplo, um professor universitário na iniciativa privada ganha (exceto em alguns poucos casos) 60% a 70% do que ganha um professor numa universidade pública (olha só a tabela de remuneração nesse edital). Com a vantagem que o cara pode entrar com Mestrado, quando não só com a graduação, e dificilmente não chega até o doutorado (pago pelo estado, claro).

    Cê acha que o cara que quer seguir a carreira acadêmica não vai ao menos tentar entrar na universidade pública? E isso não tem nada a ver com a moral do cidadão.

    Resumo: enquanto o estado for gigante, vai atrair mais gente e se tornar mais gigante ainda.

  17. Sou servidor público e ratifico tudo escrito no texto: aqui é uma legião de gente parasita que mal trabalha, aí chega você, disposto a trabalhar, e encontra toda uma repartição pública, quase parada…devagar devagar….

    pq sou funcionário público? pq trabalhar na iniciativa privada nesse país é uma loucura…escravidão quase certa…

    infelizmente nosso país está no modo salve-se quem puder.

    Não dá para colocar a culpa naqueles que tentam não se prejudicar nessa grande zona chamada Brasil.

    Solução? reduza o tamanho do Estado, tire-lhe funções e deixe-o somente com aquelas estritamente necessárias que sejam feitas pelo Estado (eu considero todas aquelas baseadas no poder extroverso) e acabe também com a tal “estabilidade”…

    Dá para ser eficiente no serviço público, pelo menos minimamente…desde que criem condições para isso: tirem daqui os inúteis parasitas folgados que nem trabalhar querem, é errado isso de pensar que todos aqui estão querendo apenas parasitar, tem gente com a real intenção de tentar fazer valer o seu salário com bons serviços prestados…

  18. Eu gostaria de sugerir ao comitê do prêmio nobel que o prêmio de medicina fosse dado às irmãs do salão de beleza J. Sisters de Nova Iorque.

    style.time.com/2013/01/16/good-news-bikini-waxing-is-killing-crabs/

    Milhões e milhões de dólares economizados com consultas médicas, melhor higiene e, fantástico, tudo feito sem um centavo de bolsas do governo!

    Imaginem o primeiro premio nobel do Brasil para esse grupo?

  19. Coisas horrorosas que acontece no Brasil,hoje. Como o funcionalismo público se tanto”bem” e levando vantagens sobre o restante da população explicam a GRAVE CRISE DE CREDIBILIDADE que o Brasil agora enfrentam. A Credibilidade ou melhor a falta dela está se transformando no problema número UM do Brasil.

    Vejam está noticia : Dilma nega crise e vende Brasil ‘cor de rosa’ em Davos
    Numa tentativa de melhorar a imagem do país, presidente disse que a inflação e as contas públicas ‘estão sob controle’
    veja.abril.com.br/noticia/economia/dilma-nega-crise-e-vende-brasil-cor-de-rosa-em-davos

    ‘É ver para crer’, diz investidor sobre discurso de Dilma

    Megainvestidor paquistanês afirma que discurso da presidente requer confirmação prática
    veja.abril.com.br/noticia/economia/e-ver-para-crer-diz-investidor-sobre-discurso-de-dilma

    Agora vejam se algum investidor estrangeiro vai por seu dinheiro no Brasil sabendo de coisas como; O Governo gastar fabulosas quantias de dinheiro para pagar funcionários públicos que são a mesmo tempo seus empregados,aliados e eleitores. Pode-se acreditar em que possa haver austeridade numa situação destas.

    Como pode haver CREDIBILIDADE numa nação vendo coisas como estas ?

    O resultado disto é a total falta de credibilidade e confiança primeiramente por parte dos estrangeiros,depois por parte dos nacionais.
    O Diabo é conhecido por ser enganador justamente por tentar sempre enganar a todos. O Governo Brasileiro vai na mesma sina do Diabo e já é conhecido por seu lado enganador. Por quanto tempo o restante da população brasileira vai ser enganada pelo funcionalismo público ? O dia que souber que os funcionários não estão recebendo em dia porque os impostos não dão dinheiro suficiente !!!!! A Credibilidade está acabando não por poca coisa,não !!!!

  20. Desculpem, vou fazer uma pergunta que não tem relação com o artigo.

    Estava pensando que há 4 dados sobre o pib e 3 dados sobre a ipca. O dado do ipca que falta é a média dos 12 últimos dados da inflação de 12 meses.

    Esse dado existe na economia para alguma utilidade? O que ele significa?

  21. Em relação ao prêmio Nobel não podemos esquecer que há anos existe muito lobby. Porém, é lógico que aqui no Brasil há deficiência de cérebros. Não se vê mais ‘Ruys Barbosas’, ‘Oswaldos Aranhas’, ‘Machados de Assises’,’Césares Lattes’, etc.
    O próprio César Lattes, único brasileiro indicado ao prêmio Nobel, e por duas vezes, disse em entrevista em 1996 (ele morreu em 2005):

    “Qual sua avaliação da qualidade atual de nossas universidades?
    César Lattes – Bem, a USP hoje em dia para mim está fossilizada. Deitou na fama e acomodou-se. Não há criatividade lá, como houve no passado. O caso da Unicamp não é muito diferente. Hoje em dia, valorizam-se mais os títulos e cargos do que a pesquisa pura nas universidades. Há papéis e computadores demais e reflexão e criatividade de menos. Outro problema, principalmente no caso da Unicamp, que conheço mais, é o inchaço do corpo burocrático, que consome a maior parte das verbas destinadas à universidade.”

    Veja a íntegra aqui:
    forum.portaldovt.com.br/forum/index.php?showtopic=150068

    Sou funcionáro público federal (nunca usei o termo “servidor”) há 6 anos e acredito que a drenagem dos cérebros se dá principalmente por esse cancro chamado “Cargo em Comissão”, os famosos cargos de chefia que são escolhidos não por competência, mas pelo famoso QI (Quem Indica).

    Além do que, a pesquisa científica no Brasil não é voltada para descobertas, mas sim, voltada para a produção de artigos. Quanto mais artigos um “pesquisador” escreve, mais verbas e status ele ganha, não importando a qualidade desses artigos.
    Isso é norma do CNPQ.
    Muitos orientadores de alunos de Faculdade, Mestrado e Doutorado não participam ativamente dos trabalhos, mas tem seu nome incluído nos artigos.

    Nesse ponto o autor do artigo (Diogo Costa) tem razão, a burocracia, e eu diria o excesso de burocracia, leva à falência das próprias instituições democráticas.

  22. Sou engenheiro militar e trabalho para o Estado num projeto de um míssil (o primeiro brasileiro).
    Tenho uma multa a pagar pelos meus 5 anos de estudo 🙁 (eu choro quase todos os dias por isso). Um ano já se foi!!!!

    Acompanho o IMB desde 2010, não tenho grana para pagar a minha multa com a União (sempre ela….) e, assim que a tiver, lançarei o meu livro sobre o parasitismo estatal! Darei uma festa quando tudo acabar!!!

    Leandro e Deuntrinado (o.O — acredito, apenas acredito, que sejam o mesmo), eu sou fâ de você(s)!!!

  23. Concordo com o engenheiro e o Julio.
    Já era empregado publico antes de conhecer este prestigiado site.
    Por ser autodidata em economia foi um grande achado, outro paradigma de grandes e produtivas ideias.
    Levei mais de três anos entre assistir aulas de E.A, palestras e ler e estudar seus artigos para arriscar alguns comentários.
    Estes internautas alienígenas que aqui aportam pela primeira vez com argumentos sem pé nem cabeça idolatrando Marx em verborragia de dar dor de barriga são no mínimo imaturos.
    Parecem crentes novos (do socialismo-comunismo populista)que vê o diabo em tudo!

    Félicitations et embrassades à l’auteur du texte et l’ensemble du personnel à Mises Institute Brésil.

  24. Funcionalismo público é uma das piores escórias que assolam este país. Todo mundo quer fazer concurso pra ser lacaio do estado, ninguém quer trabalhar de verdade numa empresa decente. E ainda tem lei especial pra proteger essa porcaria: em quase qualquer repartição pública tem uma placa onde está escrito o artigo do código penal que descreve o “crime” de desacato a funcionário público. Dá cadeia. Por que não o contrário, ser crime o funça desacatar o desgraçado que trabalha de verdade pra pagar o salário dele? Ah é, porque o estado protege à si mesmo e a seus serviçais, não aos “cavalos” que o sustentam.

    Fiquei muito decepcionado quando perguntei numa página do Facebook de libertários se fariam concurso público e em que situação: Qual não foi a minha surpresa (e o meu desgosto) quando vi que TODOS os que responderam disseram que fariam, e alguns com base na lei de Gérson mesmo. Fica difícil ter esperança quando até os libertários do país se prestam a esse papel.

  25. Empregado público

    Sou mais um.

    Porém, hoje, sou consciente.

    Passei para uma universidade pública e durante o curso de graduação fiquei sabendo das maravilhas do emprego público. Essa impressão combinou com o mantra sempre entoado tbm pelos meus pais – funças aposentados.

    Além de serem meus pais, penso neles como criaturas sobreviventes do caos dos anos 80/90. E por eles terem sido tbm funças, validam uma tese minha de que muitos empregados públicos, na média de seus 20 – 30 anos de trabalho, possuem melhores condições do que os trabalhadores de mesma profissão, com todos os altos (salários vultosos) e baixos (desemprego) da economia. Na maratona da vida, a estabilidade é um seguro, seja te privando de grandes oportunidades, seja te protegendo do desemprego.

    Tinha um pensamento meio esquisito. Julgava possuir o direito divino de ter um emprego assim, uma vez que passando num concurso público, pertenceria ao 5% mais apto do País…uma tolice msm.

    Pois bem, depois de fazer o meu primeiro concurso comecei a trabalhar na iniciativa privada. Ainda como estagiário, aprendi muito sobre meu ofício, muito sobre a realidade. Mas me incomodavam as várias horas de trabalho árduo, os fins de semana no escritório. Formar família, nestas condições? Nem pensar. Não pelo salário, mas sim pela disponibilidade de ver seus filhos crescendo, ou simplesmente, ter uma vida fora do escritório.

    Aí fora chamado pelo Estado. Assumi. Adquiri a tal estabilidade, a segurança, o tempo para me exercitar, tive uma filha, curti ela ainda neném. Só que havia um vazio, uma inquietação: minha mente estava se atrofiando numa velocidade considerável. Julgava a empresa que trabalhava, altamente burocratizada, e por isso fiz novo concurso. Passei.

    Bom…o salário aumentou, consegui a “proteção” de um sindicato mais aparelhado. Mas a inquietação persiste. Existe um ranço, um corporativismo que é impressionante. Pessoas de mais tempo de casa conseguindo cargos só por tempo de serviço, sem o básico como por exemplo inglês fluente ou outros cursos de especialização…e eu sempre sendo criticado por ser da geração Y…

    Tinha algo errado nisso tudo!

    Graças ao ócio, comecei a estudar sobre finanças, objetivando minha independência financeira. Acabei conhecendo este sítio tbm. Todas aquelas idéias esparsas, de que me aproveitei, como a proteção de um sindicato forte que não “me privatizasse” ou a estabilidade, foram aqui devidamente bem justificadas e evidenciadas.

    A cada texto que lia era uma porrada nas minhas vaidade e um afago na minha alma. Para todos os “ses” que levantava, sempre havia um artigo que os respondia.

    O “problema” é que eu sempre fui um adepto da lógica, nunca gostei de histórias mal contadas. Assim, fora catequizado por vcs.

    Aí começa o processo de se tentar dialogar com meus iguais…sempre em vão. O ranço “anti-rentista” e “anti-privatista” é impossível de ser diluído entre os mais velhos, isso aprendi depois de várias discussões em cafezinhos. A fé de que o problema se encontra na corrupção e não na causa dela – o Estado – é o que cega esses pessoas.

    Então, me encontro como uma colega aí acima colocou, no caso de uso da “tarja preta”. Tenho que ficar calado no trabalho ou isso me renderá problemas com meus superiores. Não consigo nem conversar com meus familiares, pq todos eles são beneficiados pela sombra estatal, como eu. Meus colegas…esses aí todas vez que veem um link do mises nem leem mais, pq não aceitam, veem exceções como Suécia, Embraer, BBC como regra/objetivo de como as coisas funcionam.

    Largar meu emprego não me parece uma opção. Formei família e isso seria ainda mais egoísta do que não mantê-lo. Pedir demissão para procurar emprego na iniciativa privada traria problemas aos meus.

    O que me resta então? Possuo uma dívida comigo mesmo. E todo dia penso em como pagá-la. Acho que a melhor forma de fazê-lo é doação para este sítio, tentar tutelar meus filhos da maneira que agora correta e adquirir independência financeira (minha consciência agradeceria imensamente). Diferente do que vários acham, quero que meus filhos sejam livres economicamente para poderem fazer o que bem quiserem, longe da necessidade de um cargo público.

    Agradeço a vcs pelas discussões e artigos sempre claros e objetivos.

  26. Emerson Luis, um Psicologo

    As pessoas reagem a estímulos. Se um indivíduo percebe a alternativa X como melhor do que a alternativa Y, ele provavelmente vai optar por X. Isso vale para tudo.

    Recriminar as pessoas por essa reação humana causa pouco efeito, é mais produtivo fazer com que Y torne-se mais interessante do que X, então sua reação mudará também.

    Pode-se modificar os estímulos, ou a percepção deles, ou ambos.

    * * *

  27. O texto é meio longo, mas talvez ajude a esclarecer alguns questionamentos.
    Sou aposentado da iniciativa privada e microempresário. Se não fosse talvez já tivesse morrido de tristeza e de…fome. Tenho projetos com PI no Brasil e um com pedido de patente internacional. Quando jovem fui empurrado, pelos meus irmãos, para o serviço público, mas resisti. Achava, certo ou não, que se fosse viver do dinheiro arrecadado por meio de IMPOSTOS não ia me sentir bem. Esta palavra "IMPOSTO" sempre me deu a impressão de algo arrancado à força. Sinto que tenho vivido modestamente, mas com dignidade e respeito por mim mesmo. Como empresário tenho a certeza que imposto é algo cruel e despótico. Numa microempresa como a minha o valor do DAS é maior que a folha de pagamento de uma dezena de empregados + a minha retirada. E olha que eu pago acima da média de mercado e ainda pago convênio médico para todos para que eles não passem pelo vexame de se socorrerem do serviço público. O estado é sócio majoritário sem contribuir em nada para o sucesso do negócio. E só me atrapalha com suas regras e normas "boladas" por quem não tem ideia do que é tocar um micro negócio. Agora que estou querendo industrializar um projeto patenteado, de bom uso, de aceitação garantida, que vai realmente melhorar a vida dos usuários a quem se destina, estou encontrando uma dificuldade esmagadora para realizar o intento. Verticalizado é impossível, pois são vários processos, a mão de obra qualificada é agulha no palheiro e o maquinário é caro e afinal não compensa. Terceirizado bate-se na obsolescência técnica e operacional dos fornecedores patrícios além de uma doença típica dos brasileiros: a falta de comprometimento. Na hora de pegar o serviço prometem maravilhas depois estouram todos os prazos, te entregam os componentes com defeitos, o preço já não é mais o mesmo e as justificativas são as mais cretinas e desinteressantes para o problema em pauta. Me digam: não é a cara do nosso governo? Parece que o descaso, a galhofa, a falta de seriedade, o desprezo pela qualidade e custo está no nosso DNA. Mesmo assim sempre que posso aconselho aos mais novos serem livres, produtivos e mostrarem ao maior número de pessoas possível a grandeza que é ter seu próprio negócio, pois como empregado público ou privado sempre haverá alguém dizendo quanto você vale ao passo que no mercado são milhões de pessoas que te avaliam e ao teu produto e isto te faz crescer e ser livre.

  28. Rodrigo Lopes Lourenço

    Algumas observações sobre o tema parecem necessárias.
    Em primeiro lugar, todo o problema dos privilégios do setor público têm fundamento constitucional. Ou seja, as leis, como tais, são absolutamente inocentes, porque tudo que aqui se aponta tem assento constitucional. Não há lei a ser mudada, porque, nessa hipótese, a nova lei de combate a privilégio seria inconstitucional.
    Em segundo lugar, como a Constituição de 1988 é centralizadora, os privilégios são iguais no âmbito federal, estadual, municipal e no distrito federal. Nenhum estado, município ou o DF pode alterar ou restringir os privilégios, porque estes têm assento na Constituição de 1988.
    Justamente porque a Constituição de 1988 garante tantos e tão intensos privilégios é que ela é chamada pelos privilegiados de “Constituição-cidadã”.
    Por outro lado, não se deve acreditar no teórico limite para salário no setor público: no ano de 2014, ele seria R$ 29.462,25. A Constituição até diz isso, mas cria tantas exceções que é difícil não encontrar gente ganhando bem mais, especialmente nas carreiras jurídicas.
    Aliás, o pessoal que ganha muito – isto é, acima do limite que a própria Constituição impõe – parece compactuar com a posição de horror aos impostos sustentada neste site: no Brasil de hoje, apenas os funcionários de baixo pagam imposto de renda sobre tudo o que ganham; os de cima, isto é, os das carreiras jurídicas, ganham muitas “verbas indenizatórias”, que estão isentas do teto constitucional e do imposto de renda.
    Agora, uma pergunta: por que essa fixação em professores de universidades públicas e auditores fiscais? Eles ganham uma miséria se comparados a promotores novos na carreira e desembargadores dos tribunais estaduais.
    Que fique claro: nem falo de corrupção! O que afirmo é que o ganho de um auditor fiscal em final de carreira não chega aos pés do de um promotor novo na carreira.
    Todavia, uma das principais atrações do serviço público, aposentadoria com ganhos integrais, está morrendo. Sim, aqueles que ingressaram no serviço público após 31 de dezembro de 2003 não têm mais direito às aposentadorias com ganhos integrais e, no âmbito da União e da maioria dos Estados, os ganhos de aposentadoria, para esse grupo mais recente, estão limitados ao teto da previdência geral, hoje R$ 4.390,24.

  29. Além do mais, para terror de todos os times de sonhadores, tornei-me um cínico contumaz; e isso no sentido mais “dioginiano” da palavra. Quero dizer que não estou muito preocupado com os destinos da sociedade nem tampouco com o que seria sua configuração ideal; e pelo simples fato de qualquer uma delas–comunista, capitalista, teocrática, e etc– será sempre um inimiga empedernida da individualidade excepcional e destinada a uma liberdade do tipo mais espiritual. Enfim, o “homem de gênio”, como, aliás, me julgo ser, será sempre massacrado por este ou aquele parágrafo normativo de uma estrutura social.Por isso sempre tive muita consideração pelo Mises, que dizer,em alguns de seus escritos–sobre o casamento, por exemplo,–sempre vemos esse ceticismo formal, essa crença que o divórcio entre o “eu” e sua atmosfera circundante seria inevitável, exatamente como numa tragédia grega.O universo privado de trabalho exige “reciclagem”, “trabalho em equipe”, “compromisso com produção”, “resiliência”, “vestir a camisa da empresa”, ou seja, todos dísticos contrários à personalidade presenteada–ou amaldiçoada– pelos deuses com uma indomabilidade encrustada na sua natureza. Todos vocês aqui, como bons idealistas, erram ao não enxergar potencialidades existencialmente tirânicas também na “iniciativa privada”..Esse é, de fato, um assunto fascinante, mas pararei por aqui. Não me interpretem mal, pois gosto de vocês, mas senti a necessidade de acrescentar que o nível de nuance da vida humana escapa aos projetos de combate político.

  30. Correndo o risco de ser enquadrado na frase atribuida a Bernard Shaw,

    “Para todo problema complexo, existe uma solução clara, simples e errada”

    Tenho uma proposta simples que chamei de matematica da democracia:
    O voto  e passa a ser opcional e tera a HONRA de votar aquele que se enquadra na equacao:
    Dinheiro pago ao governo – Dinhero recebido do governo – Beneficios recebidos > zero

    Dinheiro pago ao governo = todos os tipos de impostos pagos, como ICMS, IPTU, IR, …a lista e longa

    Dinhero recebido do governo=salarios e outras receitas pagas pelo governo..note se que apsentadoria INSS nao eh receita paga pelo governo quando for resultado das contrbuicoes previdenciarias feitas ao longo de 35 anos…

    Beneficios recebidos = monetizacao de qualqer tipo de benficio, como , eg, estudar na USP

    Ou seja, nenhum func publico, do executivo, legislativo ou judiciario votara!
    Isso acaba com conflitos de interesse

    Quem tera essa honra de votar?
    Os que pagam as contas….
    Alem dos ricos votarao os miserveis..os catadores de lixo..as prostitutas…os viciados em crack de SP…desde que nao recebam bolsa esmola..nao se pode dizer que essa turma e das ” zelites” e garanto que todos vao querer nivel de ensino bom para seus filhos com professores bem pagos e jamais aprovarao os salrios milionarios de juizes, procuradores, deputados, etc

  31. Uma premissa que pode não ser totalmente verdadeira é considerar com certeza que imposto é roubo. Pode ser, e provavelmente é, para os leitores deste site. Mas eu suspeito (e é só uma suspeita minha), pelo que observo por aí, que a maioria da população, ou seja, a maioria dos votantes, apoia o pagamento de imposto. As pessoas acham que é o certo e dizem, até com orgulho, que pagam seus impostos direitinho. E recriminam os sonegadores; veja o caso do ISS de São Paulo: quantos apoiam a combinação feita? Veja que é bem diferente você pagar achando que está sendo assaltado (leitores do Mises) de pagar achando que é o certo, que está fazendo sua parte. Assim, a maioria da população parece encarar o imposto como uma espécie de doação obrigatória. Nesse caso, os funças estariam gozando do fruto dessa doação, e não e roubo, o que aliviaria um pouco a barra deles.

    É claro que o exposto acima também se sustenta em uma premissa, e essa é a pergunta que resta: a mente do pagador tem alguma influência no fato? O fato de ele achar que está contribuindo transforma o roubo em contribuição de fato?

  32. Fico imaginando se um funcionário publico não se sente triste, quando vê alguém em estrema pobreza, e sabe que ele tem uma culpa nisso. (mesmo que indiretamente). pois o dinheiro que poderia estar na mão daquele pobre, foi retirado a força para pagar seu salário e suas mordomias. estou enganado? prove!

    Talvez seja por isso, que eles deixam se auto-enganar.

  33. Segundo a ética de uns, ser servidor público é imoral pois a remuneração desses cargos é fruto dos impostos. Então ser dono ou empregado de qualquer empresa é uma escolha ética e trabalhar em empresas ou órgãos públicos é uma escolha anti-ética?

    Não conheço uma empresa sequer que nunca tenha obtido subvenções, se beneficiado de condições diferenciadas no mercado por conta de políticas de governo, ou mesmo feito um simples empréstimo em um banco. Tudo isso é financiado com dinheiro de impostos.

    Sim! Até mesmo os simples e inocentes empréstimos para as empresas são subsidiados pelo governo. Todos! Mesmo os que não vem de bancos públicos ou BNDES.

    Também os profissionais liberais! Médicos, engenheiros, advogados, economistas, etc.. Todos são beneficiados por regulações do governo que lhes garante condições mais vantajosas no mercado.

    Então diga o moralista, você, sua empresa, ou a empresa para que você trabalha não se beneficia dos impostos?

    Ah, claro, a questão toda é que os que trabalham na área privada mais pagam do que recebem do governo, enquanto que os empregados da área pública mais recebem do que pagam ao governo.

    Mentira! Tanto na esfera pública quanto na privada existem trabalhadores que mais pagam e trabalhadores que mais recebem.

    Trabalhador honesto, bem qualificado e proativo, usa sua força de trabalho para oferecer o produto ou serviço esperado pela empresa, pelo governo, pela sociedade, ou pelo chefe. Esse trabalhador, na esfera pública ou privada, no Brasil e no resto do mundo, mais paga do que recebe do governo. É uma espécie em extinção!

    Trabalhador desonesto, desqualificado, ou preguiçoso, se aproveita da desinformação, gasta seu tempo com atividades inúteis ou improdutivas, ou simplesmente oferece produtos ou serviços inadequados aos consumidores, à empresa, ao seu chefe ou à sociedade. Esse trabalhador, na esfera pública ou privada, no Brasil e no resto do mundo, mais recebe do que paga ao governo. É uma espécie que está se impondo na sociedade tanto entre os trabalhadores da área pública como entre os da área privada, incluídos entre esses os donos das empresas e os profissionais liberais.

    Bem observou um comentário acima, a ética muda com o tempo. Leiam o que viveram e escreveram os maiores pensadores da história e vejam se concordam com a ética desses. Reflitam se tudo o que vocês fazem ou pensam hoje pode ser considerado correto em qualquer época, no passado, e no futuro. É por isso que nenhuma ética é suprema, imutável, irretocável.

    É por isso também que ninguém deve ter autoridade para impor sua ética aos outros, não na democracia. Na URSS, nos estados nazistas, fascistas e nas ditaduras em geral, pelo contrário…

    Seria muito interessante se as ciências sociais pudessem ser testadas em laboratório. Eu gostaria muito de observar qual resultado teria caso se tornasse majoritário esse pensamento de que a escolha por uma carreira pública é imoral.
    Ressalto: gostaria de o resultado de um teste de laboratório, não me traria qualquer prazer ver pessoas sendo torturadas, fuziladas ou enforcadas pela imoralidade de ter assumido um cargo público.

    É interessante ver gente que se diz defensora da liberdade querer impor sua ética própria ao restante da sociedade.

    Aos servidores que estão chateados, desejo que encontrem felicidade na carreira que escolham.

    Ao Aspone 24/01/2014 16:10:12, e aos que o parabenizaram, espero que reflitam sobre a questão ética de suas práticas.

    Ao anônimo 25/01/2014 13:29:32, agradeço a sugestão, já iniciei a leitura!!

    A todos, desejo um bom dia!

  34. Prezados. Muitos falam nesta questão de serviço público. Infelizmente as estatais existem. Já que existem, é melhor que os libertário ingressem no serviço público. Pois é melhor um libertário no serviço público do que um comunista. Um libertário no parlamento pode elaborar projetos no sentido de reduzir a presença do estado na economia e na vida dos indivíduos. Um esquerdista, por outro lado, quer aumentar a presença estatal, até levar à estatização total da economia e da vida dos indivíduos.

    Pensem nisso. Antes de insultar um libertário que é funcionário público, pensem se não seria pior se um esquerdista estivesse ali.

  35. mais um argumento explicando a ineficiência do nosso func publico:

    muitas vezes, e eu ja presenciei isso…. o cara que esta la ate tem boa vontade mas não pode decidir nada pq tem medo de um processo de improbidade administrativa pq ele aprovou alguma coisa que de acordo com a cabeça desses arrogantes promotores ele nao deveria ter feito…ou seja eles nao tem autonomia

    portanto

    ” e melhor eu nao aprovar nada”

    isso nao tem conserto, salvo um..reduzir enormemente o estado

    fizemos um ano da tragedia da Boite Kiss..e nada aconteceu…250 pessoas morreram

    então pra que pedir um monte de alvaras se ninguem vai fazer nada com isso?

    se houver uma tragedia como essa que sejam punidos os culpados por fraude na construcao, operacao e no uso de foguetes dentro da boite

  36. anônimo 27/01/2014 13:03:23
    E você acha o quê, que alguém aqui apóia isso?
    Não acho não, e nem escrevi nada disso.
    Se os Eike Batista da vida se beneficiam do roubo eles são tão desprezíveis quanto qualquer outro tipo de parasita.
    Se fosse só o Eike tava bom. O problema é que ninguém pode se ver livre do estado, e foi isso que apontei acima. O estado dirige a economia, toma conta de tudo, está em tudo. Estar na iniciativa privada não torna ninguém independente do estado. Os senhores ainda não perceberam que vivem num estado socialista? Ficar apontando os funcionários públicos como os vilões não faz sentido. É criar uma versão capitalista da luta de classes inventada pelos comunistas. É um erro da mesma natureza.

  37. Deste que o mundo é mundo, existe uma hierarquia, uma ordem. O estado como atualmente conhecemos representa esta ordem, sem ele há o caos. Vc quer viver sem este estado,bem em alguns lugares aonde não há estado ou sua influência é nula, o que acontece ? o caos, a sociedade vira um faroeste sem lei. Não há imposto, mas tb não há nada. O indio fora da tribo tem que enfrentar a floresta sozinho,na unha!
    Mas muito bem,poderá existir quem sabe uma outra forma de organização, mas que terá sua hierarquia quer agente queira ou não, e ela sempre vai nos limitar ou nos roubar se vermos por esta perpectiva. Eu pessoalmente gosto do conceito de liberdade de um Burguês de alguns seculos atras chamado Espinoza: ” A liberdade do homem é dizer um sim ou um não para seu destino”. Sempre poderemos nos sentir ressentidos com uma sensação de perda por sermos roubados/limitados com “status quo”, ou não, podemos tb achar que tudo isso engrandece o mundo e deixa o mais belo como Santo Agostinho achava isso em relação ao mal. Por isso a ideia de progresso é uma mentira, o homem é um eterno insatisfeito como diria Schopenhauer. Ele quase sempre escolhe dizer um não para seu destino.

  38. Tirando as bobagens sobre “ética maleável”, eu entendo e dou certa razão ao ponto do João Silva. Vivemos num estado socialista totalitário, e não existe realmente qualquer coisa totalmente “fora” do governo.

    No entanto, e é aqui que julgo ser possível traçar uma linha divisória entre o ético e o anti-ético, existe um critério que já foi mencionado aqui: esse emprego e/ou posição existiria se não houvesse estado?

    Claro que se trata de uma questão bastante subjetiva, e muitas vezes, insolúvel, mas já é um começo.

  39. Discordo. Universidade pública no Brasil é melhor porque tem muito mais estrutura do que as particulares (laboratórios melhores, equipamento melhores, salas de aulas melhores, auditórios melhores, professores melhores, etc…). Além disso, as universidades investem em pesquisas, objetivo que os particulares ainda não demonstraram interesse.

    Agora, professor de universidade pública é funcionário público também, ou seja, é FUNÇA. Assim como funcionários da Petrobras, Caixa Econômica, CEMIG, Banco do Brasil, Serpro, empresas públicas e de sociedade mista, que PAGAM OS MESMOS IMPOSTOS SEJA PARA PRODUZIR OU PAGAR SEUS FUNCIONÁRIOS.

    Não da para criticar quem troca um emprego privado por um público, sendo que ele só está trocando de emprego por condições melhores. Isso acontece o tempo todo entre empresas da própria iniciativa privada. No fundo todos são apenas EMPREGADOS.
    Mesmo em órgãos públicos (tribunais, ministérios, banco central) os EMPREGADOS trabalham também. A improdutividade do setor público tem a mesma origem da improdutividade do setor privado.

  40. Bom, antes eu falei do prêmio Nobel mais em relação aos funcionários públicos e concordei que o excesso de burocracia leva à falência das próprias instituições democráticas.

    Mas, em se falando do prêmio Nobel em relação aos funcionários da iniciativa privada (que são e sempre foram a esmagadora maioria no Brasil), o que impediu que um deles ganhasse um prêmio Nobel?
    A drenagem dos cérebros?

  41. Quando aparece esse assunto, sempre tem alguém que diga: ‘ora, mas é melhor que a vaga seja ocupada por um liberal do que por um comunista, como alguém tem que estar lá de qualquer jeito, melhor que seja eu’
    Eu não consigo ver qual a vantagem nesse caso.De um jeito ou de outro o roubo continua,não importa o que o funcionário saiba
    Fui expulso do fórum do búfalo por falar que isso é uma grande idiotice inútil, e é mesmo.

  42. “defende que uma pessoa largue seu emprego no setor público e vá para a iniciativa privada.”

    Ué? Você não vê a relação entre mais funcionários públicos e mais impostos? Mais gente na iniciativa privada: mais riqueza gerada. Mais gente em cargos públicos, mais riqueza sendo espoliada.

    “há anos atrás no Brasil não havia tantos impostos.”

    Não? Hiperinflação é o quê? Protecionismo é o quê? A história brasileira do séc. XX é uma tragédia populista. Vargas foi um fascista dos maiores. O governo militar foi extremamente protecionista. Quando Collor abriu os mercados, apareceu uma faísca de esperança. Aí veio o Lula e sua trupe e acabaram com tudo.

  43. Primeiramente, sou funça e ganho mais do que mereço pelo que entrego à sociedade (não por ser preguiçoso, mas pq o que me é exigido diariamente é pouco, talvez por causa da resistência dos meus pares).
    O edifício sede da autarquia que trabalho tem 27 andares. Um ex-presidente da instituição afirmou que tocaria o serviço apenas com 5 andares. Concordo com ele, só não entendo porque ele não fez nada a respeito.
    Outra coisa: passei por diversos órgãos e merecidamente fui selecionado mediante concurso público para cada um deles, sempre buscando o melhor para mim, seja financeiramente, seja em termos de qualidade de vida. No entanto, nós servidores públicos temos que entender que a aprovação em um concurso não é um bilhete premiado, que dará direito a uma aposentadoria antecipada (sim, antecipada pq quem não faz nada já está aposentado, só não pode ficar em casa ainda). Concurso público é uma forma evitar apadrinhamentos e uma forma de selecionar as melhores cabeças para o cargo, no dia seguinte à nomeação acabou… a partir daí temos que entregar todos os dias à sociedade o retorno justo pelo nosso salário.

  44. Creio que as pessoas são livres para serem o que quiserem. Se alguém escolhe o serviço público porque ganha mais, o que há de errado nisso? A maioria dos comentaristas possui um forte ressentimento contra os servidores públicos certamente porque prestaram concurso público e não passaram.Vejam bem, eu me mato de trabalhar em um escritório de advocacia em São Paulo e não vejo nenhum glamour na iniciativa privada.Já prestei alguns concursos públicos mas ainda não fui chamado, infelizmente. Minha esperança é que com as cotas eu consiga um lugar ao sol.

  45. Se o governo restringe o mercado e cobra altos impostos, a única alternativa é o serviço público. Ou o cara vai fazer o que? Pedir esmola na rua para ser “libertário”?

  46. As cotas raciais já são um fato, pois o STF as endossa. Assim ,quem quer que se erga contra elas está infringindo a lei. Também apoio cotas para mulheres no serviço público (principalmente se forem loiras bonitas).

  47. Estão certos as grades mentes que preferem o serviço público.

    Trabalhar em empresa privada é uma das piores experiências que você pode ter na sua vida. Qualquer um que trabalha numa firma pode confirmar.

    Salários ruins, pressão enorme, assédio moral, poder absurdo dos chefes sobre sua vida, desrespeito às leis trabalhistas, horários desregulados, risco de demissão, as férias precisam ser negociadas com o chefe de forma humilhante e eles lhe obrigam às vezes a tirar 10 dias só e guardar os outros 15 dias, muitos feriados não emendam, ás vezes você tira férias mas ainda sim trabalha (você recebe o salário e abono porque as férias venceram por lei mas só tira efetivamente em outro momento porque o chefinho "precisa de você agora"), enfim, a maioria das empresas privadas são chefiadas por sociopatas.

  48. Vamos diminuir o tamanho do Estado por falta de candidatos em concursos públicos? Perder (ganhar) por W.O.?

    Ou vai-se diminuir porque a população tem uma mentalidade empreendedora e liberal o suficiente para saber votar contra estatistas e populistas?

  49. Quando eu falo que não quero fazer concurso, a maioria dos meus conhecidos e parentes me olha como se eu fosse um alien. Eu tenho que vir pra esse site frequentemente pra me certificar de quem é o maluco de verdade.

  50. Culpa da iniciativa privada porca que só suga seus funcionários.

    Eu cansei.

    Ter faculdade, pós graduação, falar 2 ou 3 idiomas e na hora de uma entrevista te oferecem 1500 reais de salário.

    AH VAI PRO INFERNO.

  51. tem algum artigo neste site que fale sobre as 8 horas ou 12 horas de trabalho, nas empresas privadas?

    neste site tem um critica sobre as 8 horas de trabalho e o consumismo:
    papodehomem.com.br/o-seu-estilo-de-vida-ja-foi-projetado/

  52. O pior de tudo é o “engavetamento” de talentos. Sou um…servidor e vejo colegas – e eu, inclusive – que não podem usar seus conhecimentos adquiridos. Um servidor com doutorado, por exemplo, ganha um salário razoável, mas não pode usar seu conhecimento adquirido no seu cargo, e claro, não se sente encorajado a largar seu emprego público. É lamentável.

  53. Em uma sociedade libertária, as pessoas são livres para irem em busca de seus interesses. Portanto, nada mais natural que as pessoas inteligentes, competentes e esforçadas partam em busca de estabilidade e de uma boa remuneração, se assim o desejarem, disputando sua vaga com milhares de outros candidatos. É terrivelmente justo. Só os melhores, mais preparados e mais competentes são aprovados. Não existe esse papo de “vocação”, “liderança inata”, “mimimi” etc. Numa sociedade libertária é perfeitamente normal que as pessoas usem seus talentos e esforços em busca de seus interesses. O que há de estranho e imoral nisso? E não se iludam. Se chegar o tal dia em que os empregos públicos terão uma remuneração pífia, serão esses mesmos auditores do TCU, Procuradores da República, Delegados da Polícia Federal, pilotos da Força Aérea e auditores fiscais da Receita Federal que migrarão para a iniciativa privada e ocuparão as melhores vagas. Porque são preparados, inteligentes e esforçados. Somente mudarão suas metas e se adaptarão à nova realidade e ao mercado. Simples assim. O mais forte e mais preparado triunfa sempre. Agora, se o sujeito não tem competência, coragem ou força de vontade para disputar vaga no serviço público, e ao mesmo tempo também não consegue vencer ou se firmar na iniciativa privada, só resta mesmo ficar com esse “mimimi” e analisando o que é justo e injusto. Ora, cada época tem a sua realidade. No passado era necessário saber esgrima, montar a cavalo e atirar para se garantir. Hoje as habilidades necessárias são outras. O mundo é, sempre foi e sempre será injusto. Os libertários deveria saber disso. Esse papo de buscar os interesses dos outros e o bem estar do próximo é conversa de comunista, não de libertário. As grandes tragédias da humanidade são sempre causadas pelas pessoas que querem “consertar” o mundo e “iluminar” o restante das pessoas. A imensa maioria dos funcionários públicos mais gabaritados desempenha suas funções a contento e com produtividade. O funcionário competente não teme o amanhã, entendam isso. Muitas vezes, como diz o próprio artigo, é o tal cara que brilhava na iniciativa privada e migrou para o serviço público em busca de seus interesses. É como tirar o dinheiro dos ricos e entregar para os pobres. Depois de um certo tempo, os ricos estarão novamente ricos e os pobres retornarão à pobreza. Há uma razão por trás das coisas e da situação. Dificilmente alguém está ali por acaso, pois teve que se provar contra milhares de outros candidatos. Quanta ingenuidade e leviandade afirmar que o sujeito que passou num concurso do topo, seja Procurador da República ou Auditor do TCU, é um vagabundo, incompetente e acomodado… Pelo contrário, esse é o cara que tem excelente formação, conhecimentos sólidos e força de vontade para superar a si mesmo e ao próximo na busca dos seus interesses. Nada mais natural e libertário do que isso. Ridículo mesmo é a pessoa dizer que não quer ganhar trinta mil reais por mês e ter estabilidade, porque por razões ideológicas prefere ganhar um quinto disso “servindo à sociedade e ao próximo” na iniciativa privada… Isso é conversa para boi dormir, de quem não tem competência para passar em concurso público e nem para enriquecer na iniciativa privada. Como não consegue ser protagonista da sua vida e não tem coragem para mudar seu destino, tenta então mudar o mundo… A coisa fica mais fácil assim, não? Se a pessoa quer enriquecer, o serviço público certamente não é o lugar adequado para ela. Ninguém honesto enriquece no serviço público. Todo mundo sabe disso. As pessoas competentes e capazes fazem o seu destino dentro ou fora do serviço público. É a lei da seleção natural. Os mais fortes e adaptáveis sobrevivem e conseguem melhores resultados.

  54. Os Países mais desenvolvidos do mundo, os Nórdicos, tem muito mais funcionários públicos do que o Brasil. Até a mãe do liberalismo econômico tem mais funcionários públicos do que o Brasil.

    Apesar de vcs falarem que os servidores não fazem nada, se o serviço público parar por apenas um dia, o país se torna um caos, muita gente mal vai conseguir sair de casa…e também não vai conseguir ficar em casa…

    E mais, não existe no mundo uma sociedade sem governo e muito menos sem funcionários desse governo…

    Quero ver os gênios desse site entender o significado dessa última afirmação…

  55. Então diga aí o que tem de irracional em falar que o sujeito que tem seu ‘salário’ tomado à força dos pagadores de impostos NÃO é empregado coisa nenhuma, e isso NÃO é capitalismo porque a base do capitalismo são trocas VOLUNTÁRIAS.
    Caso você não consiga explicar vai estar provado que o único irracional aqui é você.

  56. Bom,
    Sou cidadão e pago impostos.
    Se pago impostos, sou forçado a sustentar o Estado e consequentemente o funcionário público.
    Porém, eu também sou funcionário público. Logo, estou me roubando.

  57. Mr. Magoo
    Se um Funcionário Público é ladrão porque o que ele ganha é fruto de dinheiro roubado, poderia dizer o mesmo de um empresário que ganha ao vender uma Ferrari a um assaltante. Então, de acordo com sua lógica de valor, por que esse empresário seria alguém mais valoroso que um funcionário público?

    A propósito, o empresário que vendeu Ferraris (ou Lamborguinis, sei lá!) ao senador Fernando Collor, denunciado por corrupção, seria igualmente corrupto ?

    Frota. Você cobraria moral e ética desse empresário ?

  58. Caro Robson,
    O ponto é que é Impossível saber p real valor gerado por um funcionário público. Pouco importa se ele é eficiente ou não. O dinheiro, portanto, roubado da população foi destruído. Ou seja, quanto maior o funcionalismo público mais a destruição de riqueza gerada pela sociedademproduyiva.
    Na realidade, dependendo do cargo p melhor para a sociedade é que o funcionário público seja o mais ineficiente e burro possível. Um fiscal eficiente da receita federal é um exímio destruidor de valor da sociedade.

  59. Brant

    Besteirol total é confundir eficiência com eficácia. Lucro diz respeito à resultados. Capacidade de atingir resultados é medida de eficácia de uma empresa.

    Eficiência diz respeito, apenas, à operacionalidade e efetividade do funcionário.

    Uma empresa pode ser eficiente sem, contudo, atingir resultados esperados.
    A Seleção da Espanha de Futebol era muito eficiente no esquema tic-tac, mas não saia gol. Logo, não era eficaz.

    Mas sobre o que você falou, se o Estado não entra em falência porque está sempre mantido por impostos, isso não tem relação direta com a eficiência do funcionário público. (já te disse que eficiência não é eficácia!)

    Uma Justiça morosa não impede que um Juiz resolva mil processos por mês. O inverso também é verdadeiro.

  60. Minha tese é que o libertário é o comunista do passado,comunismo e libertarianismo são iguais apenas com sinais trocados.Incapaz de aceitar a realidade como ela, criam teorias descabidas e bode expiatórios como o funcionalismo publico.

    DOIS HOMENS SUBIRAM AO TEMPLO,PARA ORAR,UM FARISEU E O OUTRO PUBLICANO. O FARISEU,ESTANDO EM PÉ,ORAVA CONSIGO DESTA MANEIRA: Ó DEUS,GRAÇAS TE DOU,PORQUE NÃO SOU COMO OS DEMAIS HOMENS,ROUBADORES,INJUSTOS E ADÚLTEROS;NEM AINDA COMO ESTE PUBLICANO.
    JEJUO DUAS VEZES NA SEMANA E DOU OS DÍZIMOS DE TUDO QUANTO POSSUO.
    O PUBLICANO,PORÉM,ESTANDO EM PÉ,DE LONGE,NEM AINDA QUERIA LEVANTAR OS OLHOS AO CÉU,MAS BATIA NO PEITO,DIZENDO:Ó DEUS,TEM MISERICÓRDIA DE MIM PECADOR!

  61. O cidadão tem a liberdade de escolher onde quer trabalhar, dentro de sua capacidade e conhecimento. Ocorre que vivemos em um país “half-mouth”, e essa atitude levamos para o setor privado e público. Entendo que a grande diferença no Brasil, é que o setor público que produz papel e burocracia paga bem e oferece muita segurança. Não existe aqui uma troca de recompensas como nos EUA, onde o funcionário público ganha menos mas tem maior segurança e melhores benefícios (saúde e férias). Já os que trabalham no setor produtor (privado) os riscos são maiores (pode ser despedido a qualquer hora sem FGTS e multas), como também são as recompensas (maiores salários, bônus e participações nos resultados). Ou seja, existe no Brasil um “incentivo” para ser funcionário público, e daí muita gente faz esta opção. Empreender nos EUA é uma opção saudável e natural, já aqui é uma aventura desafiadora com toda a nossa burrocracia e “fiscalização”…

  62. Pessoal. Esse site prega a liberdade também. Porém vi muita gente pregando o fim da mesma para o colega que é funcionário do governo. Vocês não podem tomar decisões por ele e nem sabem quais foram todas as condições que o levaram a tomar suas decisões. Um abraço a todos.

  63. A iniciativa privada brasileira (Empresas) precisam pagar adequadamente os nossos melhores cérebros! Historicamente, o empresariado brasileiro é refratário com o investimento em recursos humanos! Pouco a iniciativa privada mantem parceria com as universidades, realidade bem diferente nos Estados Unidos.Precisamos criar uma cultura de valorização da iniciativa privada, desde cedo, para que nossos jovens avancem e criem riquezas para o nosso país!

  64. Eu como grande liberal, continuarei ganhando bem no setor público até que alguém na iniciativa privada me pague mais.

    Pode chorar liberal teórico!

  65. Existe uma realidade. Essa realidade é que, no Brasil, é bastante vantajoso ser funcionário (chame como quiser) público. Não sei por que é assim. Não sei como chegou a este ponto. Não sei até quando será assim. Não sei se isso é bonito ou feio. Não sei como “mudar essa situação”. Nada disso me interessa. Sei que o Brasil tem 500 anos. Sei que eu não vou viver mais 1000 anos. E sei o que é melhor para mim. E esse melhor, no momento, é ser “funça”. Não há dúvidas quanto a isso.

    Princípio número 1 (e único): somos humanos, não abelhas.

    Sobre a comparação do funcionário com o ladrão, ignorando se um ou outro estão certos ou errados ou se são iguais ou diferentes, algo eles têm em comum, no Brasil: suas raízes.

    Como mudar isso? Não me interessa. Se for o caso, mudo eu daqui.

    Realidade. Realidade. Realidade.

  66. Todo ano que começa a temporada de concursos é a mesma ladainha. O autor peca ao avaliar quais cérebros estão sendo drenados, em essência 80% dos concursos públicos são destinados à áreas da advocacia, áreas estas que não produzem conhecimento científico nenhum. Outro ponto que o autor peca feio é ele nutrido da raiva cega por funcionários públicos esquece que a maior parte da pesquisa científica é feita por funcionários públicos financiados pelo estado.
    A carga tributária praticada pelos governos sim é ridiculamente alta no entanto o funcionalismo pouco tem a ver com isso pois do que se arrecada, menos de 5%, é destinado ao pagamento de pessoal. Os salários altos são uma forma modesta de devolver à sociedade o que os próprios cidadãos pagaram. Se os impostos fossem mais suaves e a participação do montante destinado à pagamento de pessoal fosse maior é óbvio que as pessoas viveriam melhor.
    O que os liberais teóricos tem extrema dificuldade de entender é que o equilíbrio de mercado entre demanda e oferta é uma utopia assim como o socialismo e o anarco-capitalismo, não existe mercado 100% equilibrado, ainda mais em uma economia capenga baseada na venda de comodities. O grande mal do funcionalismo público está na cabide de empregos que se chama cargos em comissão na qual os amigos do rei sem nenhuma comprovação técnica ou laboral assumem cargos estratégicos de altos salários em troca de favores políticos, no entanto essa prática não é exclusiva do estado já que 60% dos empregos de carteira assinada são por indicação.

  67. Li a maioria das centenas de comentários e, claro, o artigo. Fui chamado de lixo, de incompetente, parasita, vagabundo, bandido, assaltante, ladrão; me acusaram de receber “polpudos salários” sem fazer nada entre outras coisa. Bem ao contrário do que sugerem tais “elogios”, minha realidade como servidor público é outra. De acordo com a linha de raciocínio apresentada na matéria e especialmente nos comentários que a complementam, o servidor público recebe e nada dá em troca de seu salário. Isto é, obviamente,um grande e revoltante equívoco. Até o ano passado, eu tinha o mesmo trabalho que minha esposa – era professor. Todos os dias, eu tinha que aguentar poucas e boas de alunos para fazer meu trabalho; minha esposa também, tinha que levar trabalho pra casa e, por vezes, ocupar meu final de semana com eles; minha esposa também, tinha minha saúde abalada em razão do esgotante trabalho; minha esposa também, trabalhava nos três turnos e chegava a ministrar 15 aulas por dia e minha esposa também! A única diferença é que eu trabalho no setor público e ela, no privado. De acordo com vossas excelências, ela, ao fazer o mesmo serviço que eu, porém no setor privado, está contribuindo para a criação de riqueza neste país; eu, ao fazer o mesmo coisa que ela, porém no setor público, estou apenas sendo um mero vagabundo, recebendo sem trabalhar! Meus iludidos amigos, belisquem uns aos outros. Vocês precisam acordar…

  68. Lendo vários comentários aqui deste site, percebi como existem pessoas desinformadas ( ainda) com relação ao trabalho no setor público. Vamos lá:

    1) Funcionário público é um parasita. Não trabalha nada e ganha muito bem.

    Eu até ” entendo” as pessoas ainda terem esse tipo de ideia do serviço público. O problema é que muitos dos que proferem essas pérolas não se dão ao trabalho de pesquisar mais a fundo o que causou essa ” fama” do funcionário público e se da fato é assim ainda, atualmente.
    Essa fama é oriunda de duas coisas: a primeira é a devido a “turma do trem da alegria”. Essa turma do trem da alegria são aquelas pessoas, em sua maioria, sem qualificação nenhuma para exercer sua função pública, que foram colocadas ali por terem algum padrinho politico sem nunca terem prestado um processo seletivo simples, muito menos um concurso público. Chegaram ali por mera indicação política. Com a promulgação da nossa CF/88 todos aqueles que já estavam no serviço público até 1983 foram tornados ” estáveis”, ou seja, ganharam a famosa estabilidade. O outro problema são os famosos comissionados, que ocupam os cargos, sem estabilidade, e a maioria sem nenhuma qualificação para exercerem simplesmente por serem “amigos do rei”. Esses são os maiores causadores de todos os problemas do serviço publico. Pessoas desqualificadas, acomodadas, ingratas com o “presente” que lhe fora dado além de muitas simplesmente nem vão trabalhar e continuam recebendo.

    Só que pelo menos essa turma do trem da alegria está se aposentando e novos servidores, que estão estudando com afinco, estão ocupando a vagas desses ” parasitas”.
    O problema é ver as pessoas generalizando, como se todos os servidores fossem parasitas incompetentes que estão lá apenas para roubar o dinheiro do povo e prestar um serviço de péssima qualidade.

    2) A maioria dos servidores são corruptos

    Interessante essa ideia. Trabalhei durante 5 anos na iniciativa privada (sou engenheiro civil) e lhe digo que 99% das construtoras sonegam impostos, com o consentimento do empregado ( Seu chefe diz: lhe pago x na carteira e o resto por fora, ok? e se você achar ruim, cai fora que por que tem sempre um que aceita). Qual a diferença então dos funcionários públicos e privados? Quem são os corruptos?
    OBS: Não me venham com a historia de que ” os tributos são muito altos e blá blá blá e por isso que sonego” pois você é tão corrupto quanto o servidor que não trabalha ou o politico que desvia dinheiro .

    3) O serviço publico paga muito bem ( bem melhor que o setor privado)

    De fato eu acho errado, ou pelo menos estranho, o setor publico pagar um salario superior ao setor privado, afinal o estado não gera receita. Entretanto, a maioria das pessoas acham que todos os cargos do setor público pagam quantias estratosféricas. Amigos, existem sim aberrações salariais, como o caso de juízes que iniciam a carreira e ganham 27 mil ( dá mais que 15 vezes a média salarial do brasileiro, ao passo que em outros países essa mesma relação está em torno de 6 vezes). Entretanto várias carreiras pagam salários medianos ( equivalentes na iniciativa privada como a maioria dos cargos de engenheiro civil) e em muitos casos, absurdamente baixas ( sfnoticias.com.br/profissionais-questionam-salario-oferecido-em-concurso-da-prefeitura)
    OBS: Isso é mais comum do que vocês pensam.

    Continuando… ok, o salário do setor público em média é maior, e isso não está correto. Mas da fato, o problema é: O setor público pagam bem ou o setor privado paga mal? Na minha concepção, o principal motivo é a segunda opção. Aqui no Brasil, pouquíssimos são os empresários ( normalmente as multinacionais ou grandes empresas) que valorizam seu funcionários. Pagar hora-extra para o funcionário que trabalhou 11 horas naquele dia? kkkkkkkk. E as férias? Vai tirar quando? Assinar a carteira? Espera ai amigo, mês que vem eu assino. E o salário? Vou pagar uma parte por fora, ok? E aquela promoção que estava prometida? Agora não vai dar viu?

    E outra, qual o problema do setor público querer pagar bem? Afinal ele sabe que existe uma tendencia de que se você oferecer bons salários irá atrair os melhores trabalhadores? Ou você querem que um professor universitário com mestrado, doutorado e pós doutorado ganhe uma “merreca”?
    A meritocracia é outro ponto importante. Falam que meritocracia existe de fato no setor privado. Vou ri aqui. Me conta outra. Cansei de ver o funcionário se matando de trabalhar e vim um engenheiro recém-formado ( que por sinal era filho do amigo do dono da construtora) pegar a sua promoção ou então já começar na empresa no mesmo cargo que você que está lá a 5 anos batalhando.
    E para entrar na empresa? Como é feita a entrevista de emprego? Justa né? Se você for negro você já sai atrás se um concorrente seu for branco dos olhos azuis ( e não venham me dizer que não é assim por que é).
    Sem contar o fato do funcionário se dedicar durante vinte anos a uma empresa e simplesmente o dono descartá-lo depois por ele estar ” velho demais” para o trabalho, e colocar em seu lugar um cara novinho, disposto a ir até o inferno por esse emprego ganhando 1/100 do que o antigo funcionário.

    Ai vem gente falar: tenho certeza que a maioria desses funcionários públicos não aguentam a pressão de trabalhar no setor privado, e nem tem capacidade para fazer o trabalho que eu faço, por isso correm para o setor público.
    Amigos, sou engenheiro civil. Era um dos mais eficazes e competentes dentro da minha empresa, e além disso, durante o tempo que fiquei lá dentro, fiz pós-graduação latu senso ( MBA) e strictu sensu ( mestrado). Eu implantei várias técnicas de gestão dentro da obra que acarretou ainda mais rendimento no canteiro. Você acham que eu fui valorizado por isso? NENHUM centavo a mais. Amigos, nesse país o empresário é um sanguessuga. Ele vai explorar o funcionário até não poder mais.
    Você acham que se o empresário, ao fazer o levantamento de custos da sua empresa, notar que ele pode pagar ao funcionário um salário entre 3 mil a 5 mil sem comprometer a saúde financeira da empresa, quanto ele vai pagar?? É LÓGICO QUE VAI PAGAR 3 mil. Ele quer é lucrar mais, e não vai valorizar o funcionário. Ai se o funcionário for pedir aumento, depois de muita luta, o chefe decide pagar 3,5 mil e o funcionário sai todo feliz achando que está evoluindo dentro da empresa.

    Ele so vai valorizar o funcionário quando for perde-lo, como foi no meu caso, quando comuniquei meu chefe de que eu tinha passado em um concurso. Na hora ele me disse que ia aumentar meu salário ( inclusive iria cobrir a proposta do salario que eu teria no serviço público). Para vocês terem uma ideia, ele iria dobrar meu salário. Agora me digam: Se ele iria dobrar meu salário quando eu tinha passado no concurso, por que ele não o fez antes? Por que ele não me valorizou antes para evitar perder um funcionário de qualidade?

    Por isso muita gente deveria se informar melhor sobre o que é o serviço público e também sobre o “amado” setor privado do qual a maioria aqui trabalha.

  69. Vocês se lembram do decreto bolivariano? Pois bem. No momento que a esquerda conseguir transformar funcionário público em militante, pode esquecer, nem impedimento nem intervenção militar dá jeito.

  70. a pessoa que fala que o funcionário público ganha dinheiro roubado deve achar que
    o funcionário público vive de vento e não gasta nada com produtos e serviços oferecidos pelo setor privado

  71. Viver no Brasil é bom, para uma minoria e esta vive muito bem por aqui, mas para a maioria viver no Brasil é um verdadeiro inferno, porém a pior parte deste inferno é que grande parte dessa maioria jura que vive bem e poucos lugares no mundo são melhores, acham que estão bem mesmo que vivam como porcos no chiqueiro, e os donos do chiqueiro ficam do lado de fora rindo e dando pauladas nos porcos que gritam e pulam sem saber o que está acontecendo, para acalmá-los jogam lavagem para parte deles, só saem desse chiqueiro quando por fim, morrem.

    Aí está mais uma paulada estatal nos porcos brasileiros do chiqueiro Brasil.

  72. O ‘imposto’ existe pra demonstrar que a populaçao é subordinada ao Estado… apenas isso… nao teria logica eles cobrarem ‘impostos’ sendo que fabricam dinheiro do nada…

    Sendo funcionário público vc incorpora o dinheiro dos impostos (ate porque nao teria logica o governo pagar ‘impostos’ para si mesmo) que geralmente o empregador paga pra empregar um funcionario…

  73. Sou funcionário público da saúde em um grande hospital, mas não tenho benesses como o judiciário possui. Concordo com o texto, e não tenho vergonha alguma de dizer q sou funcionário do MEC, pois passei por concurso público para conseguir minha vaga. E de fato, fiz o concurso porque o salário pago eh muito maior que o da iniciativa privada. Na minha área, pessoas com curso superior ganhando meros 2 mil reais pra trabalhar como loucos, sofrendo exploração não soh salarial mas a demanda do trabalho é um descalabro. Por isso fiz o concurso e graças a Deus passei, ganhando muito mais e trabalhando o JUSTO.
    Não tenho culpa disso, apenas procurei o lugar q me proporciona a melhor renda. Fosse o contrário, estaria na iniciativa privada.

    Ou seja, a minha situação ilustra perfeitamente o texto. E pra mim é uma tortura pois sou seguidor deste site, entendo os fundamentos e concordo com tudo, mas minha vida profissional é diferente, inclusive vivo cercado de sindicalistas de esquerda, então pra mim fica difícil viver num paradoxo deste. Mas não sou hipócrita nem ingênuo; não vou abandonar meu emprego por causa de minhas convicções, porque EU sei o quando as pessoas da minha área SOFREM na iniciativa privada.

    Devo acrescentar que desempenho minhas atividades procurando sempre me dar o melhor de mim. Meu foco é na humanização do atendimento hospitalar, e mesmo observando colegas que não estão preocupados com isso, entendo que como SERVIDO PUBLICO, devo assistir e servir as pessoas que procuram o hospital da MELHOR FORMA POSSÍVEL.

  74. Henrique Zucatelli

    Vou ser debochado como o Prof. Olavo de Carvalho: qualquer tentativa de explicar a nação concurseira que eles estão levando o país a falência é bater em ferro frio. Brasileiro ama o livre mercado e a concorrência – para os outros. Para si quer estabilidade, muitos direitos e dinheiro no bolso.

    Não é nada estranho ver tantos funcionários públicos no IMB. Lutam pela queda de barreiras comerciais, moeda forte, desregulamentação dos mercados e todo aparato austríaco – até que Mises pisa dá um belo chute em seus bagos.

    Escrevem textos repletos de afetação, com requintes de lamento dramático de quem não teve escolha, a não ser passar anos decorando leis e fórmulas para – ora veja, ter um final feliz e previsível. Não é fácil admitir que escolheram desde o vestibular a carreira pública pela grana, pelo conforto e pelas regalias. “Enforquem a mãe mas não toquem no Estado”.

    Qual a diferença entre um empresário da FIESP que implora por impostos de importação e um funcionário público que defende sua intransponível necessidade no Estado? A cor de suas gravatas. São todos mimados que vivem do empobrecimento alheio.

    Os argumentos daqueles que defendem certas profissões inalienáveis ao aparato Estatal têm mais furos que uma peneira. E piora ainda mais quando eles atrelam essa inexorável atribuição estatal aos seus nababescos benefícios.

    E pior: pelo menos metade das profissões públicas, em qualidade e quantidade, existem apenas para resolver problemas criados pelo próprio Estado. Ou trocando o complexo pelo simples, o Estado poderia ser 90% menor do que ele é.

    O mundo tem basicamente dois caminhos:

    1- Décadas a frente, depois de seguidas crises- cada vez mais longas e com espaços mais curtos as pessoas vão enfim encontrar no livre mercado o único caminho a ser seguido, como Mises salientou fortemente nesse artigo

    2- Com o aumento do Estado o mundo entrará em uma espiral de empobrecimento cada vez maior. Inflação e desigualdade culminarão em mais revoluções civis nos países de forma descentralizada, o que poderá resultar em guerras declaradas do Estado totalitarista contra o povo, causando mais pobreza. Isso só terá um fim quando, um a um, cada Estado implodir e seu povo retomar a liberdade, como aconteceu com a URSS.

  75. Sociólogo da USP

    Sou funcionário público com orgulho e digo que o reajuste foi merecido. Essa junta fascista que está no poder não pode combater a crise com arrocho salarial, pelo contrário, o arrocho tem que acontecer no bolso da burguesia exploradora, afinal, é ela que causa a inflação que corrói o nosso poder de compra. E não sei se vocês sabem, mas nós também pagamos impostos(diferente da burguesia sonegadora).

    Aqui na repartição pública onde trabalho, embalamos 4 greves em 5 anos para receber o que é nosso de direito. Até porque um emprego que não paga férias, 13º, remuneração integral durante a greve e reajuste anual de acordo com a inflação é escravidão.

    Aos amigos proletários que são escravos da iniciativa privada, juntem-se à nós, façam um concurso público e venham conhecer a liberdade.

  76. Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é [email protected]

  77. Cristian William

    O comentário do Rocha foi o melhor. Aplausos!

    Há um artigo do IMB que comenta sobre o ser humano, por instinto, ter a predileção do caminho mais curto e menos perigoso, em detrimento do mais arriscado e longe. Sou funcionário público municipal, trabalho na saúde há 5 anos. Quando conheci o IMB passei a conhecer a verdade, a verdade que infelizmente faço parte da parte improdutiva e vilã da história. O que tenho feito?
    Primeiramente o último concurso que prestei foi o de fevereiro de 2015. Segundo, pedi transferência para uma lotação mais distante, e ainda, noturna, para não ser anti-ético, pois, onde eu trabalhava falta de escrúpulos era a regra.
    Estou preparando a minha saída, quero e vou voltar à iniciativa privada.
    Só não posso meter os pés pelas mãos: tenho 37 anos, apenas o ensino médio, casado com uma mulher que perdera 50% da renda com essa crise, e conheço na prática o que a saúde pública tem a oferecer.

    Quando eu conseguir me libertar…
    Vou postar no meu site.

    Obrigado.

  78. Felicitações Diogo!

    Este artigo foi no âmago da questão, lembrando que empresariar neste país exige um misto de denodo com doidice, dado que o empreendedor carrega um passivo trabalhista gigantesco, o fisco o vê como potencial sonegador e não cessa de criar ferramentas absurdas para confiscar até o imaginário e a continuar como está configurado restará a extrema-unção, velas, flores e caixão!

  79. Aspirante a empresário no Brasil (traduzindo: maluco... rs..)

    Qualquer dia desses me canso de acreditar que esse país tem jeito e das duas, uma:

    1) Mudo de país e ofereço os meus serviços pra uma nação que mereça recebê-los (seja o serviço que for – gari, advogado, cientista, programador, doméstica, pedreiro, médico, ou qualquer outro que a sociedade necessite…);

    2) Ou, me torno um “funça” e crio um site igual ao aspone.blog, só pra rir desse povo babaca que fica defendendo essa m**** de Estado e seus “burrocratas” !!! Garanto que 3 meses de decoreba (e uma boa dose de imoralidade) é o suficiente pra eu (e qualquer outro que não seja um analfabeto funcional) passar em qualquer concurso!!! E tem gente que se acha o “phodástico” quando consegue isso…

    Enquanto não me canso, sigo meus estudos para descobrir qual a melhor maneira de montar a minha empresa, sem ter que pagar tanto imposto pra sustentar essa corja!!!

    #desabafo

  80. Anderson Nascimento Nunes

    MCADAMS, R. H. Beyond the Prisoners' Dilemma: Coordination, Game Theory, and Law. S. Cal. L. Rev., v. 82, p. 209, 2008. Disponível em: . Acesso em: 26/1/2016.

  81. A verdade é que existe muita ineficiência no setor público. Além disso, os servidores públicos, principalmente os de Brasília, possuem privilégios que os trabalhadores do setor privado não possuem. A conta é salgada e o Estado brasileiro encontra-se exaurido com o excesso de impostos e a diminuta contrapartida em serviços.

  82. O problema do funcionalismo público é o mesmo que Mises atribuiu ao socialismo. A impossibilidade de cálculo econômico, o que o torna um sistema deficitário por ser pouco eficiente.

    Quando o governo abre um edital e diz, técnico da justiça federal, vagas 150, salário 5.800,00 reais; de que oráculo ele tira esses números? Em outro edital, técnico da justiça municipal, salário 3.500,00. E todos concordam, “lógico o outro é federal, tem que ganhar mais.” E eu pergunto, por que? Baseado em que? Eu fico imaginando as reuniões altamente técnicas.
    “-Precisamos de técnicos?
    -Pra quê?
    -Não sei exatamente, disseram que tem pouca gente.
    -Quantos precisam?
    -Sei lá, bota uns 150 aí, acho que resolve.
    -É, isso cabe no orçamento. Se o salário inicial não passar de 8.000 reais.
    -Bota aí uns 5.800, acho que tá bom.”

  83. Só vou discordar da parte que funcionários públicos não tem interesse nas contas públicas equilibradas, só ver o que aconteceu recentemete com o salário dos servidores no RS.

    Se um servidor nao quer as contas de onde vem o salário dele sejam equilibradas ele é tolo só isso.

  84. Só discordo de chamar “as melhores mentes”, pois decorar um par de matérias não mostra nenhuma grande mente. Muitos são os que passam por decorar anos a fio a mesma coisa e poucos os que realmente possuem algum valor. O resto, ótimo texto. Espero que faça o brasileiro refletir e parar com esta farra do governo de usá-lo como escravo. Se a maioria se recussar a manter o abestado, o país teria uma chance.

  85. O artigo é de forma geral correto em sua parte central (mais antiga), mas erra na análise política atual do Brasil no início do texto. Estes aumentos salariais dos servidores já haviam sido negociados pelo governo Dilma, e já estavam tramitando no Congresso. Estas despesas estavam inclusive incorporadas no déficit público anunciado para este ano de 2016.
    Se Temer tentasse mudar algo, iria ter que reabrir negociações com sindicatos de servidores públicos (majoritariamente de esquerda), que provavelmente iriam aproveitar-se da oportunidade para criar mais confusão e balburdia neste início de governo (ainda interino).
    Não é ideologia ou afirmação de princípios: é apenas a velha Realpolitik,

  86. Sou empregado público também e concordo com a liberdade econômica, falo muito dela dentro e fora do trabalho, o que me levou ao serviço público foi justamente porque onde eu moro é a única forma de ganhar a vida sem precisar adular políticos, por mais paradoxal que pareça.
    Antes disso trabalhei em vários lugares a longas horas de serviço e sem direitos e nunca processei ninguém (desde os 12 anos que trabalho).
    O liber é um passo importante porque vai divulgar os ideais libertários, tem muita gente que acha bom estado grande e provedor, endeusam políticos por causa de favores e auxílios, sonha com concursos públicos trocam favores por votos (principalmente os mais miseráveis, infelizmente nossa classe política é 99% composta por canalhas da pior estirpe) o que fortalece o poder do estado.
    A iniciativa privada sofre principalmente porque o povo concorda com a regulação estatal, então há um grande desafio à frente para os libertários, torço por vocês.

  87. Descordo da parte que cita o exodo de cerebros dos setor privado ao publico. Eu pessoalmente vi pouquissimos casos onde a MERITOCRACIA foi aplicada a contento na iniciativa privada, onde o mais competente é elevado a cargos de gerencia mais complexa, oque voga, via de regra é a indicação, o conchavo, panelinha, parentada e afins.

    Então digo por minhas experiencias que competencia por si so não o levara ate onde voçe acredita que deveria estar dentro da iniciativa privada, e isso é obviamente um monumental entrave para o setor produtivo, e criado pelo proprio.
    Inclusive competencia, diploma e curriculum não são nem mais garantia para lhe garantir um emprego.

    Garagistas que falam ingles avançado e gerentes de agencias bancarias que não sabem operar uma maquina de lavar roupas, este é o setor privado brazuka.
    O governo da um tiro no pe ao sufocar as empresas, em revide o setor privado da um tiro no outro pe. o brasil é altamente insolvente e não por culpa exclusiva de um governo que apenas resolve problemas do governo.

  88. Instituto Mises, abra por favor uma enquete sobre a ocupação dos leitores por aqui e sabermos o perfil do leitor médio do site, ao que parece temos muitos funças leitores exatamente por terem boas habilidades em leitura e bastante tempo para ler os artigos já que não fazem quase nada produtivo o dia todo.
    Dependendo do resultado podem ver se estão ou não atirando pérolas aos porcos.

  89. e o Libertarian Party no EUA agora aparecendo na grande mídia com o Gary Johnson?
    O que vocês da escola Austríaca tem a dizer? é confiável este partido, as ideias são compatíveis com o que a escola defini? o Gary Johnson é “confiável”.
    boa noite a todos!

  90. Ernesto de Carvalho

    Sou daqueles que crêem que o homem esta pronto para o fim do estado, mas a sociedade não evoluiu a esse ponto. O estado mínimo ainda é um mal necessário. Infelizmente nosso país escolheu a direção oposta, de um estado paquidérmico e ineficiente. Digno de nota que no Brasil não basta reduzir o estado. As empresas privadas que prevalecem em nosso país, em sua maioria, se beneficiam do estado, cresceram às custas do dinheiro estorquido do povo, e não se submetem à livre concorrência. Conspiram para criar mecanismos de proteção e de financiamento estatal para manter sua ineficiência. São as grandes responsáveis pelo atual estado das coisas, já que financiam políticos que trabalham para atender a seus interesses paroquiais e manter o stablishment.

  91. Os doentinhos como sempre procurando um bode expiatório… Enquanto isso, os verdadeiros culpados de toda essa desgraça continuam incólumes:
    evonomics.com/stop-crying-size-of-government/

  92. “…E para fortalecer a defesa de seus interesses profissionais, os funcionários públicos se fundem em grupos de interesse.”

    Qualquer grupo com os mesmos interesses se fundem para defendê-los. Advogados, políticos, contadores, traficantes, lixeiros, juízes, ministros, desembargadores. Podemos avaliar a moral e ética dessas fusões ou a forma que são feitas.

    O problema é outro. É estrutural. É na essência dos humanos aglutinados nesse local chamado Brasil. Esse país não afundou de vez porque, ainda, a maioria não desandou. Ainda existem loucos investindo em produção. Loucos e, porque não, oportunistas. Mas, isso é do jogo.

    O autor fala em privilégio. Como se isso fosse uma doença. Ué, na iniciativa privada não existem privilégios ? Qualquer privilégio desmedido pode causar desgraça em qualquer célula social (privada, pública, religiosa…)

  93. Acusador Intolerante

    O articulista fez uma relação entre gasto público e premio nobel, só que a França tem uma carga tributária bem mais alta e tem bem mais funcionários públicos que o Brasil(proporcionalmente falando), neste caso comofás??

  94. Convivo com muitos funças, e sempre que vêm com papo de aumento salarial, eu digo que eles deveriam dar graças aos céus que não perdem o emprego, considerando essa crise horrível.

    Daí, outro dia, ganhei o ódio de muitos quando eu disse que, se depender de mim, o salário de todos, inclusive bolsas e “direitos sociais”, deveria ser limitado a 10 mil reais, ou menos. Mal sabem que tenho feito lobby indireto na Câmara para impedir aumentos salariais ou mesmo correções inflacionárias. Um dia, quem sabe, deixo essa contribuição (redução/depreciação salarial do funcionalismo estatal) para o Brasil que produz 9_9

  95. Há um livro escrito por Werner Keller – E a Bíblia tinha razão. Pois bem, parece que tinha e ainda tem razão e gostaria de demonstrar isso. Sem nenhum proselitismo, basta ler esse breve texto extraído do evangelista Mateus 23,1-4 para se perceber a veracidade e perenidade do que foi dito:

    1 Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos, 2 Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.
    3 Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem;
    4 Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los;

    A íntegra desse texto é do capítulo 23 de Mateus e dos versículos 1 a 39, onde Jesus advertiu duramente Escribas e Fariseus, que eram na época homens entendedores da Lei e da política nacional. O texto serve tranquilamente para se fazer uma crítica à nossa realidade tupiniquim. Basta se perguntar: o que são hoje esses fardos pesados e difíceis de suportar que estão atados nos ombros dos homens que o texto diz? Ora, sou obrigado a concordar não só com o título do livro de Werner Keller de que a Bíblia tinha razão, mas com o texto utilizado acima. Se os IMPOSTOS não são fardos pesados, não sei mais o que seria.

  96. Faltou no artigo algo essencial: O Brasil gasta mais de 15% do PIB com aposentadoria, (sendo um país com população jovem enquanto países com populações velhas como o Japão gastam cerca de 5%) e metade desse gasto é com funcionários públicos . Também absurdos como aposentadoria integral e planos de saúde.

  97. Para acabar com a corrupção sistêmica e institucionalizada do governo precisamos mudar o sistema. No Brasil nada funciona porque políticos podem colocar qualquer um em cargos comissionados por indicação política para executar suas ordens ilegais, antiéticas e imorais. O mais triste é que quanto mais indicados corruptos um político tem, mais dinheiro ele ganha de caixa dois de campanha e maior a chance dele se reeleger. O resultado é um estado pesado, incompetente e corrupto onde os piores políticos sempre se reelegem. Se acabarmos com os cargos por indicação política acabamos com este ciclo vicioso. Basta uma lei acabando com isso e o Brasil mudará muito! Saiba porque isso é importante lendo o texto do link (assinem a causa): https://secure.avaaz.org/po/petition/Poder_legislativo_federal_FIM_DOS_CARGOS_POR_INDICACAO_POLITICA/share/?new

  98. O Brasil precisa fazer as REFORMAS POLÍTICAS! É POSSÍVEL FAZER EM 2 ANOS.

    REFORMA DO JUDICIÁRIO, REFORMA TRIBUTARIA, REFORMA DO FUNCIONALISMO, REFORMA ELEITORAL, REFORMA POLÍTICA E PROFISSIONALIZAR O ESTADO BRASILEIRO. ANALISANDO CONSTATA-SE A EMPÍRICA TENTATIVA DE MANUTENÇÃO DO FURTO QUALIFICADO AO ESTADO. NÃO SABEM COMO DESENVOLVER UM SISTEMA ADMINISTRATIVO COMPLEXO, OU NÃO QUEREM?

    UM SISTEMA MAIS EQUILIBRADO É POSSÍVEL DE SER FEITO! CONTUDO A ELITE QUER? A SOCIEDADE ESTÁ DESVIRTUALIZADA E A PERGUNTA É COMO DESENVOLVER MORAL EM MEIO A IMORALIDADE, A PUTARIA, A ORGIA SOCIAL QUE ESTAMOS VIVENDO?

    NÃO QUE ORGIA SEJA RUIM MAIS TEM O SEU LUGAR, NÃO PODE SER EM PRAÇA PUBLICA. ONDE ESTÁ A MORAL E OS BONS COSTUMES, ESTA ELITE PROFANA E IMORAL ESTÁ MANTENDO ESTE SISTEMA DEGENERADO! QUAL O PLANO PARA O BRASIL? O BRASIL PRECISA TORNA-SE UM PAÍS E NÃO UMA COLÔNIA COM CONSTITUIÇÃO E EXERCITO!

    CONSTITUINTE JÁ!

    COM ELEIÇÃO DE PESSOAS FORA DO MANDATO ATUAL, COM ESSE PARLAMENTO ALTAMENTE CORRUPTO É IMPOSSÍVEL OU CASO SEJA FEITO SERÁ MAIS DANOSO AINDA A ORDEM SOCIOECONÔMICA DO PAIS, NÃO SÃO DESTA TERRA, NÃO SÃO PATRIOTAS OU NACIONALISTAS, NÃO ENTENDEM O QUE É UMA REPUBLICA, NÃO PLANEJAM A CONSTRUÇÃO DA NOSSA CIVILIZAÇÃO QUEREM ESPOLIA-LA O QUANTO PUDEREM ATÉ O QUANDO PUDEREM ATÉ O FIM DOS TEMPOS E PARA ISSO TREINAM SUAS GERAÇÕES PARA MANUTENÇÃO DESTE SISTEMA CORROÍDO CHEIO DE ANOMALIAS E QUE PRODUZ A DESGOVERNANÇA E INCENTIVO AO DESORDEM PUBLICA.

    Sem as reformas não é possível desenvolver o equilíbrio social. O equilíbrio social passa pela forma de pensar da população que deve entender seu papel social nas diferentes classes em principal a ELITE, este grupo social define de sua forma o caminho para um sistema altamente coeso e prospero ou para um produtivamente corrupto e desorganizado.

    Somente é possível que o indivíduo entenda seu papel social com educação e construção de moral, ética e esta vem através da religião ou doutrinação. A Elite econômica e os políticos e o funcionalismo foi desenvolvidos aqui no BRASIL e vários países do mundo com a ideia de exploração social E com uma ideia forte de corporação de interesse próprio E não de grupo SENDO ISSO O PRODUTOR DO Desequilíbrio QUE É SOMENTE CONSEQUÊNCIA DE ANOS DE BURRICE COLETIVA JUNTO COM PERÍODOS DE IRRACIONALIDADE COLETIVA, POLÍTICO GOSTA DO ACHO E NÃO DA INFORMAÇÃO CORRETA. EVOLUIR É PRECISO!

    PRECISAMOS QUE OS HOMENS DE BEM, OS QUE QUEREM A CONSTRUÇÃO DA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA, ESTES DEVEM SAIR DO ÓCIO CRIATIVO OU DE SUAS FUNÇÕES ESTAGNADAS OU DOS SEUS CARGOS DE MÉRITO SOCIAL E ENTRE NA POLÍTICA! É PRECISO QUE EXISTA UM CONTRA PONTO AOS DESTRUIDORES OU ELES VENCERÃO. NÃO EXISTE VAZIO QUANDO TRATA-SE DE PODER SOCIAL. (SE O BEM NÃO QUER O MAL OCUPA!)

  99. Nós povo, aqui “em baixo” não temos como saber o tamanho da sujeira. Mas é quase certo que de acordo com muitas fontes a riqueza que nossos trabalhadores produzem a duras penas estava sendo desviada para Venezuela, Cuba, Bolívia e outros tantos…Não adianta nada alardear “democracia” como o PT faz, e mandar dinheiro para financiar ditadores sanguinários do naipe do Fidel Castro e do Nicolás Maduro…

  100. Olá, pessoal.

    Acredito que o maior causador da ineficiência no serviço público é a má gestão.

    O ódio contra os servidores públicos que observei em alguns comentários aqui e no texto do artigo se deve, creio, principalmente em usar o termo “marajá” como regra. Acredito que os supersalários são minorias.

    A maioria recebe no nível da iniciativa privada. Basta consultar alguns editais de prefeituras (onde há a maioria dos concursos) para constatar.

    E outra. Tem muito servidor que veste a camisa e supera a ineficiência dos maus servidores, fazendo jus à remuneração. Não vejo pq um exemplo desse seria anti-ético.

    Uma questão: Se o serviço público fosse tão eficiente como o privado, com qualidade à altura do valor dos tributos cobrados do povo, deveria ser expandido?

  101. O funcionário público (servidor uma ova, só se for considerado aquele indivíduo como o que se serve do dinheiro roubado) fica muito ofendido quando comparado ao ladrão. Há muita razão para se ficar ofendido, mas só cabe razão para o ultraje se ele partir do ladrão.

    O funcionário público é muito pior do que o ladrão. O ladrão sabe que é ladrão e sabe que faz mal às suas vítimas. O funcionário público, por outro lado, mesmo surrupiando dinheiro dos outros tal como o ladrão, se acha não só melhor do que o ladrão, na verdade, se acha numa categoria especial e superior aos demais seres humanos em geral.

    Mas o mais trágico é que o funcionário público pega parte desse dinheiro roubado e o usa justamente para tornar a vida dessas mesmas vítimas um verdadeiro inferno. E, horror dos horrores, quanto mais mal o funcionário faz às suas vítimas, mais ele se acha superior e encarregado de uma nobre função, tal como o Corneluis tristemente demonstrou. Pelo menos o ladrão, como já dizia Lysander Spooner, rouba o dinheiro e tem a decência de ir embora.

  102. É totalmente desleal colocar todos os funcionários públicos no mesmo “saco”, pois existe uma grave distorção entre um professor de carreira, um policial militar, servidor de uma Universidade ou Instituto Federal se comparados com os grandes cargos públicos como os alocados no Judiciário e via de regra são ocupados por pessoas que nunca precisaram trabalhar, e sustentadas por seus pais, conseguiram galgar esses lugares… O professor, o servidor e o policial representam a mesma classe média extorquida por impostos e muitas vezes tomam esse rumo como única solução digna de sustento, visto que nossa iniciativa privada (também extorquida) não compreende toda a mão de obra qualificada através de sua demanda.

    Necessitamos ter respeito pelos funcionários/servidores públicos direitistas e entender as diferentes modalidades de serviço oferecido pela iniciativa pública. Não é porque o rapaz é de direita, que tem que abandonar seu cargo público… se começarmos a agir desta forma, entraremos na briga de classes comum à esquerda.

  103. roberto vidigal limeira

    Eu também acho que a culpa das mazelas do Brasil é daquela médica que desabafou na frente das câmeras dizendo que era difícil tratar das pessoas se nenhum recurso. Ela deveria pegar parte do vultuoso salário de R$ 5.000,00 para aparelhar o hospital.

  104. Em 2016, os 632.485 servidores do Executivo custaram aos cofres públicos o total de R$ 96,4 bilhões.

    Isso dá uma média de R$ 152.415 por servidor.

    Desse total, 23% dos servidores ganham acima de R$ 13 mil. Outros 20% recebem entre R$ 3,5 mil e R$ 5,5 mil, enquanto 17% têm vencimentos entre R$ 5,5 mil e R$ 7,5 mil.

    Aumenta mais o estado que ainda tá pouco!

    agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-07/servidores-federais-aptos-aposentadoria-nao-poderao-aderir-pdv

    epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2017/07/servidor-que-optar-por-reducao-de-carga-horaria-podera-ter-outro-emprego-no-setor-privado.html

    http://www.oantagonista.com/posts/servidores-do-executivo-custaram-quase-100-bilhoes-em-2016

  105. Até as eleições de 2014 esse tipo de texto era motivo de piada entre esquerdistas e funcionários públicos, afinal quem iria criticar um sistema que “cuida do povo ” se o país está crescendo e o desemprego e inflação controlados?

    Agora vemos quem realmente estava com a razão.

  106. Ao escritor desse texto, deve ser aquele que passou a vida toda fazendo concurso público e nunca passou em nenhum. A você que difama a estabilidade do concursado aqui vai um auto explanação, A estabilidade é um instituto antigo e tem como finalidade garantir que o servidor não fique sujeito a pressões políticas a cada troca de comando (governo), além de preservar a autonomia desses funcionários que precisam agir de forma técnica, mesmo contra interesses de poderosos. Outro aspecto que decorre da estabilidade é permitir a continuidade do serviço, o que não aconteceria se a cada troca de governo toda a equipe pudesse ser substituída. Dessa forma, pretende-se atender aos melhores princípios da administração pública. Se você não teve competência de passar num concurso público, pelo menos respeita aqueles que tiveram. Se você preferir, se mude para uma sociedade, sem organização, e sem nenhuma forma de autoridade imposta. Claro que existem servidores ineficientes, mas não venha culpar os servidores pela má gestão da administração pública. Se você tiver outro meio de financiar a máquina pública, que não seja através da arrecadação de impostos, habilita-se a uma eleição para tentar mudar esse paradigma.

  107. Li alguns comentários, porém não sei se alguém abordou outro grande mal que acontece devido a enorme vantagem dos concursos públicos:

    As pessoas simplesmente deixam de estudar assuntos produtivos para focar em conteúdos jurídicos que provalvelmente nunca serão utilizados. Reparem, para cada vaga existe uma concorrência que facilmente supera 100 por 1. Façam as contas, em 2016 foi previsto 90 mil novas vagas, teoricamente 9 milhões de pessoas gastaram seu tempo de um modo praticamente inútil. Ainda que 10% somente estudem em grande quantidade, são 900 mil pessoas qualificadas que deixam de aprender algo relevante para sociedade. Acho isso bem impactante. É um efeito indireto poucas vezes tratado.

    Percebi isso porque sou uma delas, gosto muito de informática, eletrônica de potência, engenharia (sou formado em eng mecanica), porém simplesmente parei de estudar as áreas exatas para focar em contabilidade, leg aduaneira, civil, tributaria…etc para focar em concursos publicos. Já faz 3 anos nessa vida, sou concursado; estou esperando pra chamar em outro que passei e continuo a procurar novas vagas. Não é o que eu queria, mas é o que me paga. Nem cheguei a procurar o mercado privado após me formar, pq no próprio estágio já tinha percebido a enorme vantagem dos concursos.

  108. TODO servidor público enche a boca para falar na meritocracia, que estudou e mereceu o cargo mas eles não entendem que a questão levantada pelo autor é se aquele cargo pago pelos impostos do povo é um cargo digno de receber o valor inflado que recebe…afinal de contas, compara com o setor privado, o funcionario público quase não trabalha…os poucos que trabalham, se fosse em setor privado pode ter certeza que seria bem pior. no serviço público vc paga pra uma pessoa trabalhar como meia secretária, ganhando o salário de 2 secretárias e ainda tendo folga em TODOS os feriados do mundo, e não trabalhando sabado e domingo, e tendo uma carga horária minúscula. meritocracia é tu subir no setor privado, merecer aquele cargo pois rende mais que os outros…e não simplesmente passou numa provinha e ganhou um cargo de cone. se vc fosse criasse uma micro empresa pagaria o seu salário para um funcionário? lógico q não né…pq esse dinheiro sairia do seu bolso pra pagar pro funcionário…já o salário de servidor, sai dos impostos.

  109. Eu acho curioso como na internet todos os funcionários públicos ralam pra caramba, quadro totalmente diferente da realidade que testemunhamos todos os dias.

    De todos os funcionários públicos que eu conheço, e olha que é quase todas as pessoas que eu conheço, apenas um admitiu que não faz quase nada o dia inteiro. Que a maior parte do dia é tomando café e contando piada na repartição.

    Para quem advoga e está acostumado a frequentar repartição pública vê que para o sujeito simplesmente fazer o movimento de ir até uma estante e pegar um processo é como se a mão fosse cair. Em outras esferas conseguem ser piores ainda. E reclama só para você ver o que acontece.

  110. Como punição a funcionários públicos, juízes e outros ( direito adquirido garantido pela CF socialista) deveria taxar IR 40% e INSS 40% sobre os proventos para os da ativa e aposentados com salários acima do teto conforme CF e para aqueles ganham até o teto a taxação deveria ser escalonada. Existe alguém com aquilo roxo no país para fazer isso?

  111. O tema exposto de maneira simplificada é bom, entretanto, não nos apresenta as metaformas “metastases” oriunda do cancro estatutário. Nesse sentido, poderiámos expor algumas diferenças significativas entre a mão de obra pública (ex. composta pelos funcionários bastante produtivos tipo celetista do poupatempo paulista) em contraposição à mão de obra estatal (composta de funcionário de carreira estatutário ex. engenheiro da Petrobras com salário R$ 200.000,00 a.m). Países escandinavos desenvolvidos (social democratas) e europeus desenvolvidos (social liberais) comumente utilizam-se da mão e obra pública super produtiva e de baixo custo em escala razoável, o que proporciona gestão pública de qualidade e responsabilidade fiscal. Outro ponto que ainda não fora abordado pelo instituto trata do serviço público que incentiva o empreendedorismo, vou citar dois exemplos, entre muitos, para não me alongar: FOODS BENEFITS ( ticket restaurante assistencial do Reino Unido) incentiva a criação de mercearias de olho no papel que só pode ser convertido em dinheiro pelo empresário (CNPJ do bairro). Outro exemplo do mesmo país é o HOUSE BENEFITS (vale diária/semanas de pensão em determinada região) que incentiva a ampliação da hotelaria de olho no mesmo tipo de conversão monetária. Social liberalismo é isso, assistência social serve à quem precisa e dinheiro na mão do empresário. Infelizmente, no Brasil é bolsa família (dinheiro de pinga na mão do pinguço) para sustentar curral eleitoral. Fica a dica de lelitura dos cápitulos 4, 5 e 6 do “Caminho da Servidão” de Hayek. Abraços a todos, uni-vos!

  112. Guilherme Alberti Borges

    Sim, muito interessante a matéria, parabéns, também sou funcionário público e adoro a carreira. O complicado são as demandas da meritocracias que não temos e da difamação da classe, mas tudo se supera.

    blogodorium.blogspot.com/2019/03/a-culpa-e-dos-servidores-publicos-pera.html

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