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Debate entre o presidente do IMB, Helio Beltrão, e Paul Singer, fundador do PT
Veja abaixo o vídeo completo do debate ocorrido na PUC-SP.

O tema central foi a grande recessão e as consequências da crise, cujos efeitos ainda estão sendo sentidos em 2014.

Além de Helio Beltrão e Paul Singer, participou também o professor Carlos Eduardo Carvalho.

O debate ocorreu por ocasião da XII Semana de Relações Internacionais.

Para melhor situar o leitor/espectador, eis o índice do debate:

00:00 - 05:00: apresentação dos palestrantes (Professor do departamento de RI da PUC, Carlos Gustavo).

05:00 - 38:00: palestra inicial de Paul Singer

38:00 - 1:05:20: palestra inicial de Helio Beltrão

1:05:20 - 1:33:00: palestra inicial de Carlos Carvalho

1:33:00 - final: sessão de perguntas

(errata: no minuto 59:30, ao invés de 'bilhões' de dólares, Helio quis dizer 'trilhões')







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Equipe IMB

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comentários (15)

  • José Ricardo das Chagas Monteiro  02/10/2014 13:44
    Hélio, você foi aprovado no teste, parabéns.
    Sua resposta para professora não poderia ter sido mais educada, sem exceder a justiça, tem em alguma livro?
    Interessante, nenhum comentário até o momento.
    Saúde e vida longa a todos do IMB.
    Abraços.
  • Helio  02/10/2014 20:51
    Obrigado, José Ricardo!
  • Ayrton  07/10/2014 15:05
    Rapaz, estava procurando já por esse video, hoje eu lembrei de pesquisar pra ver se achava.
    Vou assistir esse video, e ver se o Hélio é feito de ferro mesmo rsrs.
    Abraços!
  • Eliana Figueiredo  09/10/2014 02:51
    Boa noite. Vi este artigo na Carta Capital e sou leiga em economia, por isso venho pedir encarecidamente que façam uma análise sobre os argumentos pró governo brasileiro em investir em Cuba. www.cartacapital.com.br/internacional/por-que-o-brasil-esta-certo-ao-investir-em-cuba-1890.html
    Grata desde já.
  • Vive la Liberte  09/10/2014 13:11
    Não considero ruim o governo brasileiro se aproximar de Cuba, mas esse investimento para construção de um porto em Muriel é tão nebuloso quanto esse artigo da CC.

    Esses empréstimos volumosos do BNDES normalmente são altamente subsidiados. Visto que o contrato entre os dois países é sigiloso, fica pairando no ar aquele sentimento de suspeição, de que o investimento é na verdade um esquema para favorecer a empresa amiga do rei, Odebrecht. Eles vão encher o bolso de dinheiro e o Tesouro vai pagar parte da conta ao BNDES.

    O grande problema é que o poder público não possui métodos eficientes de analisar quais investimentos são realmente demandados pela sociedade. Quem está melhor preparado para avaliar isso é o setor privado. Então, o governo cede a pressão dos lobistas das grandes empresas, ou por ideologia, investe em um porto cujo bom desempenho depende dos Estados Unidos afrouxarem o embargo e de Cuba se atualizar. Muito estranho.

    Finalmente, a matéria mesmo não esclarece bem essa parte:
    "A obra, erguida pela Odebrecht em parceria com a cubana Quality, custou 957 milhões de dólares, sendo 682 milhões de dólares financiados pelo BNDES. Em contrapartida, 802 milhões de dólares investidos na obra foram gastos no Brasil, na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Pelos cálculos da Odebrecht, este valor gerou 156 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no País. A obra 'se pagou' (...)"
    Até onde eu sei o porto não está pronto. Como pode ter se pago? Muito pelo contrário, tudo indica que além de dinheiro emprestado do BNDES, o Brasil contribuiu com material de construção e mão de obra qualificada. Isso é custo de opção. Poderia ter empregado essa mão de obra e material no próprio Brasil e ter gerado o mesmo benefício para o país.
    Imagine... se eu emprestar 100 reais para um americano e ele usar esses 100 mais 50 para comprar algo que estou vendendo. Posso dizer que o meu empréstimo já está pago?
    Não entendi patavina do raciocínio desse parágrafo. Para mim o porto só começa a se pagar depois que estive pronto. o_O
  • Eliana Figueiredo  09/10/2014 14:33
    Bem, obrigada. Então, não estou errada em pensar que se nossas estradas estivessem em dia, coisa que não estão, se nossos portos fossem tão bons quanto este de Cuba, e se nossas ferrovias não tivessem se transformado em algo quase fantasmagórico, ainda assim o Brasil teria muito em que investir dentro do nosso próprio território em construção civil, visto que as obras do "minha casa, minha vida" estão dando o que falar em qualidade que é zero, pois estão rachando as paredes sem que nem tenham, muitas delas, sido ocupadas! Penso também em obras como a transposição do rio São Fransisco, que já era para ter sido entregue. Isso, sem falar que este empréstimo não poderia ter sido feito da forma com foi, não passou pelo CONGRESSO NACIONAL. Simplesmente foi um "canetasso" da presidente como se ela fosse uma imperatriz ou coisa parecida.
  • Juliano  09/10/2014 16:28
    O artigo da Carta Capital é, pra variar, non-sense.

    Dinheiro do BNDES é dinheiro subsidiado. É transferência de dinheiro dos pobres daqui para quem for receber o agrado. Ou seja: o governo tirou dinheiro à força da população brasileira para dar dinheiro para o governo Cubano. É um absurdo já de início, imoral.

    O argumento de que o dinheiro é usado para comprar produtos de empresas brasileiras é infantil de tão ruim. Em um primeiro lugar, quem recebe o dinheiro não é a mesma pessoa que teve que subsidiar o empréstimo. Isso pode ser muito bom para a Odebrecht, que ganha uma bolada, mas é horrível para todo mundo que só ficou com a conta. Estendendo o raciocínio, ficaríamos ricos em tirar dinheiro dos brasileiros para construir estradas nos EUA, se as empresas contratadas fossem brasileiras? Quem diz que a obra "se pagou" foram justamente os beneficiados nessa palhaçada.

    Se houvesse realmente uma vantagem comercial para alguma área, existiriam filas de empresários dispostos a fazer o investimento. Afinal de contas, a obra "se paga", é lucro certo.

    O PT consegue fazer um malabarismo com os conceitos e engana os mais ingênuos. Consegue convencer que é uma boa idéia pagar alguém para nos dar trabalho. Quando eu estiver desempregado, vou dar R$ 100 para o meu vizinho me oferecer R$50 pra cortar a grama dele. Daí eu só olho para os R$50 e agradeço por ter um emprego!
  • Brasileiro Nato  09/10/2014 15:00
    eu tambem gostaria de saber mais sobre a questao brasil e cuba. Para mim investir pode até investir, mas faça isso sem o dinheiro do BNDES.
    Estou certo?
  • Vagner  09/10/2014 18:03
    Estado investir? Pra se investir precisa de dinheiro. O estado não produz nada para ter dinheiro, não produz para poupar, não produz para investir. O estado roubou o dinheiro e está fazendo lavagem. Há imbecis que defendem isso... Como a CC.
  • Malthus  09/10/2014 18:52
    Não tem como o estado investir corretamente. Mesmo que o governo fosse povoado por anjos e santos, isso não poderia ocorrer, pois contraria a lógica econômica:

    Como as obras públicas subtraem riqueza da população

    O problema dos subsídios aos investimentos públicos

    Gastos governamentais sempre são ruins para a economia

    O governo não pode gerenciar empresas eficientemente
  • gustavo sauer  11/10/2014 01:46
    Estado banqueiro/empresário não possui incentivos pra agir de forma eficiente. Se há em Cuba boas oportunidades de investimento, as empresas privadas ficarão encarregadas de financiá-los.
  • Marcus Werneck  29/11/2014 19:52
    O Professor Paul Singer não entende nada de mercado financeiro....confundiu até a direção de ursos e touros, não teve clareza, misturou ações, títulos públicos e debentures...
  • Marcelo Pis  18/06/2015 19:19
    Boa resposta para a professora, parabéns.
  • Didi  02/08/2015 18:47
    É como bater em ferro frio Hélio, mas fazer o que? A Pastifícia Unidade Comunista persiste junto as massas vender a ideia do bumba meu boi, todavia quase um ano se passou desde o fatídico debate e hoje se vê com clareza os efeitos do excesso de fermento nesse abetumado Estado "canalha" em detrimento da sociedade, porém nada está como dantes no quartel de Abrantes, pois considerável parcela da população já se deu conta do tremendo embuste.
  • Victor Lívio Azevedo de Oliveira  05/12/2018 17:28
    Hélio, parabéns pelo debate, o presidente do IMB é mais fera do que eu pensei.
    Te admiro muito, mesmo só tendo 19 anos, um dia gostaria de me tornar um investidor e um Áustriaco com ao menos metade do seu cacife.
    Abçs.


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