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A existência do dinheiro é o que permite o desenvolvimento e o progresso da civilização
E por que manipulações da moeda destroem riqueza

Em termos simples, o dinheiro pode ser definido como um "meio de troca aceito por todos".

O dinheiro é o bem que todas as pessoas de uma sociedade estão dispostas a aceitar — com efeito, estão ávidas para aceitar — em troca de produtos e serviços que elas oferecem.

Tão logo as pessoas recebem dinheiro em troca dos bens e serviços que ofertam, elas subsequentemente o utilizam com o objetivo de fazer novas trocas comerciais, para então obter os produtos e serviços de outras pessoas, as quais estão igualmente ávidas para aceitar esse dinheiro delas.

Sendo assim, o dinheiro é a mercadoria de mais fácil comercialização em uma economia. Um indivíduo está disposto a aceitar dinheiro porque tem a convicção de que todas as outras pessoas estarão dispostas a aceitar este dinheiro dele em troca de bens e serviços.

Sem o dinheiro, não há divisão do trabalho

Independentemente da maneira como o dinheiro surge na economia, o fato de que ele existe é algo extremamente benéfico. Sem o dinheiro, uma sociedade baseada na divisão do trabalho — da qual toda a moderna civilização depende para ter bem-estar — não poderia existir.

Uma sociedade baseada na divisão do trabalho é caracterizada pelo fato de que cada indivíduo se dedica a produzir apenas um bem ou serviço — ou, no máximo, uma pequena quantidade de bens e serviços. E cada um destes bens e serviços é consumido pelas outras pessoas.

Ao mesmo tempo, praticamente tudo o que qualquer indivíduo consome nesta sociedade é produzido pelo trabalho de outros. 

Apenas pense em qualquer emprego que você já teve, em quão específica era a natureza daquele trabalho, e quem, em última instância, foi beneficiado pelo fato de que aquele serviço foi fornecido. Se, por exemplo, você trabalhou em uma fábrica de botões de camisa, os beneficiários físicos do seu trabalho foram as pessoas cujas camisas tinham os botões que você ajudou a fabricar. 

Igualmente, pense em todos os tipos de trabalho feitos por todas as pessoas que fabricam bens e serviços que você consome: de ar-condicionado e automóveis a produtos contendo zinco e zircônio.

Entre os benefícios de uma sociedade baseada na divisão do trabalho está o fato de que o volume de conhecimento empregado nos processos de produção cresce contínua e exponencialmente. Em vez de todas as pessoas viverem como agricultores que visam apenas à subsistência, e que aplicam seus escassos conhecimentos produtivos apenas para si próprias, sob um arranjo de divisão do trabalho o volume de conhecimento aplicado na produção passa a refletir todo o conjunto combinado de conhecimentos de todas as diferentes especializações.

E cada indivíduo, na condição de comprador dos bens e serviços de outras pessoas, se beneficia deste radicalmente ampliado conjunto de conhecimentos.

Uma sociedade baseada na divisão do trabalho, e todos os seus benefícios, não seria possível caso não houvesse dinheiro. Na ausência do dinheiro, bens e serviços só poderiam ser trocados por outros bens e serviços por meio da prática direta do escambo.

O produtor de cada bem ou serviço teria de encontrar alguma maneira de trocar o bem ou serviço específico que ele produziu por todos os bens e serviços que ele deseja adquirir de todas as outras pessoas.

Por exemplo, os produtores de ácido sulfúrico, de vigas de aço, de rolamentos, de chips de computadores, de cortes de cabelo etc. teriam de encontrar alguma maneira de oferecer seus bens e serviços em troca de comida, roupa e alojamento. 

Porém, quantos agricultores ou donos de mercearia, quantos comerciantes ou fabricantes de roupas, quantos proprietários de imóveis, incorporadoras ou financiadores hipotecários teriam necessidade de tais produtos — principalmente com uma frequência cotidiana?

Mais: como poderiam os produtores de bens tão valiosos e indivisíveis, como carros ou imóveis, oferecer estes seus produtos em troca de coisas de pequeno valor, como um pedaço de pão? Eles não têm como fragmentar carros ou imóveis em pedaços menores e usar esses pedaços como moeda de troca para conseguir pão.

Nestas e em praticamente todas as outras situações, um tremendamente complicado e oneroso processo de trocas indiretas teria de ser feito, tais como, por exemplo, trocar chips de computadores por computadores, trocar computadores por farinha de trigo (supondo que alguém conseguiria encontrar um dono de moinho de trigo que necessitasse de um computador naquele exato momento), e trocar farinha de trigo por pães (supondo que alguém teria uso para caminhões e armazéns lotados de pães). 

No fim, cada indivíduo teria de criar uma enorme e variada coleção de bens que pudesse satisfazer terceiros para, com isso, convencê-los a participar de qualquer transação comercial. Cada indivíduo teria de ter uma variedade de bens que teriam de ser utilizados para pagar empregados, consumidores e fornecedores. E todos estes, por sua vez, também teriam de incorrer em uma série de transações complicadas para também conseguirem os bens e serviços que querem, e para acumular os bens que necessitariam apenas para transacionar com terceiros. 

Simplesmente seria impossível para cada individuo obter os bens e serviços que desejam ou necessitam.

Outro problema que existiria na ausência do dinheiro seria a total incapacidade de se calcular custos, de modo que ninguém conseguiria saber se suas operações foram bem-sucedidas. O fabricante de chips de computador, por exemplo, começou com uma determinada quantidade de silício e com uma determinada quantidade de maquinário de fabricação de chip. Após utilizar todo o silício e exaurir uma parte da vida útil de seu maquinário, ele fará trocas comerciais e terminará em posse de uma determinada quantidade de pães ou de um punhado de bens pelos quais pães podem ser trocados. 

Como poderá esse produtor saber se teve lucro ou prejuízo em sua operação? (Vale ressaltar que este é exatamente o tipo de problema que ocorre em uma economia socialista, a qual, como Mises demonstrou, é incapaz de calcular custos).

Na ausência do dinheiro, a única maneira confiável de adquirir itens básicos e de primeira necessidade seria ou tentando produzir cada um deles por conta própria, como um agricultor de subsistência, ou tentando produzir bens e serviços que agricultores estão sempre demandando — por exemplo, você teria de se tornar um ferreiro ou um médico rural.

Mas isso, obviamente, significaria a completa destruição da extremamente produtiva especialização gerada pela economia baseada na divisão do trabalho, e a abolição da oferta da enorme variedade de bens e serviços vitais para um moderno padrão de vida.

O resultado seria um apavorante empobrecimento e uma explosão na mortalidade, levando a uma acentuada despopulação. Um precedente histórico deste exemplo ocorreu no século III d.C.: uma das principais razões  para o colapso do Império Romano foi a destruição do dinheiro.

Com o dinheiro, todo o progresso é possível 

A existência do dinheiro impede esses problemas. 

Por causa do dinheiro, um produtor não tem de produzir apenas aquilo que seus ofertantes de bens e serviços essenciais querem. Tudo o que ele tem de fazer é produzir algo que qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, queira e esteja disposta a dar seu dinheiro em troca.

Pois, uma vez em posse deste dinheiro, tal produtor poderá agora comprar o que desejar de quem ele quiser — afinal, o dinheiro é algo que todos querem, é a mercadoria de mais fácil comercialização em uma economia.

Desta maneira, a existência do dinheiro radicalmente aumenta o grau em que a divisão do trabalho pode ser ampliada e aprofundada.

Ao mesmo tempo, o dinheiro fornece a base intelectual para a conduta da sociedade baseada na divisão do trabalho.

Por causa do dinheiro e da existência de preços monetários para todos os bens e serviços, os produtores se tornam capazes de comparar suas receitas monetárias com seus custos monetários e, com isso, saber se estão sendo eficientes em sua produção. 

Em uma economia monetária, aquele fabricante de chips de computado sabe o custo monetário do silício e do maquinário utilizado para fabricar os chips, bem como o valor monetário dos chips que ele produz e vende.

Supondo que o poder de compra do dinheiro não tenha caído significativamente entre o momento em que o produtor comprou seus meios de produção (bens de capital e mão-de-obra) e o momento em que ele vende seus produtos, um lucro monetário significa um aumento em sua capacidade de adquirir bens e serviços de terceiros. Consequentemente, isso comprova que sua operação foi bem-sucedida.

Intimamente relacionado a isso está o fato de que a existência dos preços torna possível comparar os custos de se utilizar diferentes métodos de produção e, consequentemente, escolher o mais econômico. O sistema de preços — possibilitado pelo dinheiro — torna possível comparar a lucratividade de se produzir diferentes produtos, a lucratividade de se investir em áreas diferentes e, acima de tudo, comparar em termos remuneratórios as vantagens de se trabalhar em uma determinada ocupação em vez de em outra.

Os preços estabelecidos pelo mercado permitem que os empreendedores descubram novas informações sobre o atual estado do mercado e utilizem esse conhecimento para aproveitar novas oportunidades de lucro. É essa busca pelo lucro que os leva a atuar de forma empreendedora, comprando fatores de produção a preços baixos, utilizando-os para transformar matéria-prima em bens de consumo, e vendendo o produto final a preços mais altos. 

Como o explicou Mises:

O que possibilita o surgimento do lucro é a ação empreendedorial em um ambiente de incerteza. Um empreendedor, por natureza, tem de estar sempre estimando quais serão os preços futuros dos bens e serviços por ele produzidos. Ao estimar os preços futuros, ele irá analisar os preços atuais dos fatores de produção necessários para produzir estes bens e serviços futuros. 

Caso ele avalie que os preços dos fatores de produção estão baixos em relação aos possíveis preços futuros de seus bens e serviços produzidos, ele irá adquirir estes fatores de produção. Caso sua estimação se revele correta, ele auferirá lucros.

Ou seja, é a existência de preços monetários surgidos livremente no mercado o que permite a apreensão de informações e todo o subsequente processo racional de produção. Sem preços monetários de mercado não há cálculo econômico porque a criação e a transmissão de conhecimento empreendedorial necessário para coordenar a sociedade ficam bloqueadas. 

Igualmente, o dinheiro permite a divisão intelectual do trabalho e a especialização da mão-de-obra.

A divisão do trabalho é um arranjo em que cada indivíduo se especializa naquilo em que é bom e, desta maneira, ganha seu sustento produzindo — ou ajudando a produzir — um bem ou um serviço.

A divisão do trabalho é algo cuja plenitude só pode ocorrer sob o sistema capitalista com preços monetários. 

Havendo preços monetários e havendo a possibilidade de se calcular custos (ambas as coisas só são permitidas pelo dinheiro), cada indivíduo pode escolher se especializar naquela ocupação em que ele terá o maior ganho possível de acordo com suas habilidades; o indivíduo irá se especializar na produção daqueles bens e serviços que ele é capaz de produzir com mais eficiência para, em seguida utilizar sua renda monetária (alta, por causa da sua especialização), para comprar aqueles bens e serviços que são produzidos de maneira mais eficiente por outros indivíduos em outras localidades.

Um indivíduo maximiza seu bem-estar quando pode se especializar naquilo que faz melhor e, em decorrência disso, utiliza sua receita monetária para comprar, ao menor preço possível, os bens e serviços de que necessita.

Em uma economia monetária, as pessoas — exatamente por poderem adquirir bens e serviços fornecidos por terceiros que são melhores no suprimento destes — podem se concentrar naquilo em que realmente são boas. 

Consequentemente, todo o progresso permitido pela divisão do trabalho ocorre. Tal arranjo é o que permite o surgimento de especialistas como neurocirurgiões, cardiologistas, oftalmologistas, gastroenterologistas, agricultores, carpinteiros, alfaiates, pilotos de avião, professores, financistas, instrutores de ioga, artistas, cineastas, chefs, contadores e empreendedores do ramo de tecnologia.

A especialização em cada uma destas profissões só ocorre porque cada indivíduo calculou os custos e os benefícios de se especializarem nelas e de venderem o resultado de sua especializações para consumidores voluntários. Tudo isso só é possível porque há preços livremente formados pelo uso do dinheiro. 

O efeito de tais indivíduos se especializarem em cada uma destas áreas é o surgimento de um corpo de conhecimento tão extenso e disperso que gera a existência de uma infinidade de produtos. 

Essa multiplicação da quantidade de conhecimento voltada ao processo produtivo gera um aumento contínuo e progressivo da própria quantidade de conhecimento, criando um ciclo de progresso que se retroalimenta.

A importância da moeda sólida: a destruição de um ciclo econômico

Tendo entendido tudo isso, torna-se evidente a importância de se ter uma moeda sólida. 

Uma moeda sólida é simplesmente aquela que não gera uma falsificação de todo o processo de cálculo econômico. Segundo o próprio Ludwig von Mises, para que o cálculo econômico ocorra de maneira acurada, tudo o que é necessário é evitar grandes e abruptas flutuações na oferta monetária.

Se a oferta monetária — a quantidade de dinheiro na economia — é profunda e abruptamente alterada, todo o processo de cálculo econômico é falsificado.

Atividades e ocupações que até então não eram atraentes (por não serem lucrativas) repentinamente se tornam rentáveis. Mas a consequência é nefasta.

Excetuando-se a hiperinflação — em que o próprio cálculo de preços, custos e lucros se torna impossível para prazos maiores do que 30 dias —, o  caso mais clássico de falsificação do cálculo econômico decorrente de manipulações na oferta monetária são os ciclos econômicos.

Quando o Banco Central atua para reduzir artificialmente os juros, ele provoca uma expansão da oferta monetária. Estes dois fatores (juros menores e expansão monetária) faz com que aqueles investimentos que antes não eram atraentes repentinamente se tornem promissores. 

Quando os juros dos empréstimos bancários são reduzidos (em decorrência do maior volume de dinheiro que agora pode ser emprestado), aqueles projetos de longo prazo que antes eram inviáveis tornam-se agora — exatamente por causa dos juros mais baixos e do maior volume de dinheiro — aparentemente viáveis. 

Esses projetos de longo prazo — como, por exemplo, empreendimentos imobiliários, construção de shoppings, fabricação de máquinas, e ampliação da capacidade produtiva das indústrias — são aqueles que demandam mais capital e mais investimentos vultosos. O que antes parecia caro, agora, repentinamente — por causa dos juros menores e do maior volume de dinheiro disponível — parece bem mais acessível.

Consequentemente, vários projetos e empreendimentos de longo prazo que antes se mostravam desvantajosos tornam-se agora aparentemente (muito) lucrativos. 

Esse novo dinheiro criado pelo Banco Central e injetado na economia por meio do sistema bancário (via concessão de empréstimos) faz empreendedores pensarem que outras pessoas pouparam dinheiro — reduziram seu consumo —, desta forma liberando capital para a economia.

No entanto, a realidade é que não houve nenhum aumento na poupança, e nenhum aumento em bens de capital. Houve apenas criação de moeda e manipulação de juros.

Só que, em algum momento, inevitavelmente, preços e custos começarão a subir, e consequentemente os juros bancários também subirão (se os bancos não subirem os juros, receberão de volta uma moeda valendo muito menos do que quando emprestaram).

Neste ponto, com a subida dos juros, a expansão do crédito é interrompida (ou fortemente reduzida), os juros de longo prazo sobem, a expansão monetária é desacelerada, a renda e a demanda param de crescer, e os investimentos se comprovam sem sustentação, pois não havia poupança real os lastreando.

O mercado inevitavelmente irá impor o desejo dos consumidores e todos estes empreendimentos que até então pareciam lucrativos revelar-se-ão um grande desperdício.  

Vários investimentos de longo prazo feitos durante o período da expansão monetária se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro e um esbanjamento desnecessário (o que os fez ser distribuídos incorretamente no tempo e no espaço) porque os empreendedores se deixaram enganar pela abundância do crédito, pela facilidade de seus termos e pelos juros baixos estipulados pelas autoridades monetárias.

Vale ressaltar que a expansão monetária não aumenta a produção. A expansão monetária altera a produção. Ela desvirtua a produção. Ela retira recursos de determinados setores e os redireciona para outros setores. Por isso, a teoria dos ciclos econômicos é uma teoria sobre investimentos errôneos e insustentáveis (os malinvestments). Estes investimentos, uma vez descobertos, têm de ser liquidados. Este processo de liquidação é a recessão.

Por isso, criar moeda não tem como criar riqueza nem aumentar produção. Criar moeda apenas desvirtua a produção e mal direciona recursos. Há menos produção em determinados setores e mais produção em outros setores. A produção total não aumenta.

No final, os investimentos acima imobilizaram capital e recursos escassos para seus projetos, recursos estes que agora não mais estão disponíveis para serem utilizados em outros setores da economia.  

No geral, a economia está agora com menos capital e menos recursos escassos disponíveis, pois boa parte foi imobilizada em empreendimentos insustentáveis no longo prazo.

Todos estão mais pobres.

Ciclos econômicos, portanto, são um fenômeno tipicamente causado pela manipulação dos juros e pela expansão monetária. É um fenômeno inerente a qualquer arranjo que não tenha uma moeda sólida.

Para concluir

Ao radicalmente aumentar a amplitude e a profundidade da divisão do trabalho, e ao fornecer o arcabouço intelectual essencial para orientar a condução dessa divisão do trabalho, o dinheiro é o que torna possível a moderna civilização material, com seu crescente conforto e bem-estar.

O dinheiro é o pilar essencial de tudo o que existe de bom no mundo material.

Manipulações artificiais em sua quantidade não apenas não têm como gerar riqueza, como, ao contrário, tendem a destruí-la em decorrência de toda a falsificação do cálculo econômico que tal medida gera.

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Leia também:

O que é o dinheiro, como ele surge e como deve ser gerenciado

A origem do dinheiro e de seu valor



autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • Daniel Cláudio  03/02/2021 19:28
    Espetacular. Verdadeira aula do Reisman. Agora, vejam este gráfico e digam: quão sólida é a nossa moeda?

    ibb.co/8cSHg4r
  • Lucas  03/02/2021 19:35
    Dá só pra imaginar o tanto de recurso escasso que foi mal direcionado e imobilizado em atividades improdutivas em decorrência dessa expansão…
  • David Ferreira Diniz  03/02/2021 19:30
    Eu conversando com um amigo semana passada quando surgiu uma questão sobre estado espoliador. Ele disse que quem fala que o estado é espoliador não entende nada de estado...
  • Gustavo  03/02/2021 19:35
    O estado espolia a riqueza triplamente: tributando, regulando (isto é, impedindo a produção) e destruindo a moeda.
  • Ex-carioca  03/02/2021 21:12
    Aposto que o seu amigo é funcionário público, pirata de licitação ou esquerdista.

    Somente quem se beneficia dos espólios estatais é capaz de defender essa máquina malévola de empobrecimento e concentração de riqueza.
  • Pedro  04/02/2021 03:07
    Aproveitando esses dois temas, uma dúvida. Se os preços dos meus produtos começam a cair, eu tenho o direito de tentar evitar essa queda e manter meus lucros, desde que não incorra em nenhum crime.

    Uma dessas maneiras, legítimas sob regime democrático, é convencer o governo a me apoiar. Contudo, se o governo me apoia, ele piora a situação da concorrência.

    Seria então inviável um livre mercado num regime democrático ou em um regime com a presença de qualquer forma de estado, tendo em vista que os governantes são pessoas e pessoas são influenciáveis?
  • Leandro  04/02/2021 03:20
    Você pode fazer várias coisas legítimas para tentar evitar esta queda de preços. Você pode, por exemplo, restringir a sua produção. Você pode também combinar com outros produtores esta restrição da produção (algo inviável em um livre mercado, pois preços artificialmente altos atraem concorrência; mas, em teoria, não há nada de errado em fazer isso, e você não está agredindo ninguém).

    Quanto a recorrer ao governo, as medidas que não envolvem agressão a terceiros são: pedir uma redução de seus impostos, pedir desburocratização para o seu setor, pedir a redução de tarifas de importação para seus insumos etc. Em suma, pedir que o governo retire barreiras que ele próprio criou e que nem sequer deveriam existir.

    No entanto, a realidade é essa mesma que você percebeu: havendo um regime democrático, políticos não se refrearão; eles irão sempre agredir terceiros para conseguir os votos dos protegidos. No seu caso, o governo certamente vai lhe conceder subsídios, seja dando-lhe dinheiro diretamente, ou concedendo crédito subsidiado via BNDES, ou impondo programas de preços mínimos, nos quais o governo, utilizando dinheiro de impostos, compra sua oferta excedente de moda a evitar que os preços caiam.

    Governo, na democracia ou em qualquer outro arranjo, é sempre agressão e privilégios.
  • Imperion  04/02/2021 18:36
    Num livre mercado, o moral e ético é você fazer uma pesquisa de preços. Olhando o que está subindo, você é flexível e troca seus bens de capital da produção atual por bens que produzam o que está subindo.

    Você deixa de se dedicar ao que cai e se dedica ao que sobe. Assim o que está em excesso tem uma diminuição e o que está faltando tem um aumento.

    Os preços não manipulados do livre mercado te dão esse norte. Num livre mercado vc agindo assim satisfaria e geraria valor aos consumidores e teria menos prejuízo.

    Não gosta de livre mercado o empresário que investiu num malinvestiment e que por causa disso pode perder dinheiro aplicado. O medo o faz buscar proteção do estado.
  • EUGENIO  08/02/2021 02:44
    "negócio de risco" , TEM RISCO!

    Um quadro de preços de mercado,PODE VARiAR,podem variar custos de componentes e mão de obra, de ações comerciais como promoções de venda da concorrencia, e quem não pode reagir tem que aceitar perdas.

    Pelo que sei,no mundo atual existe um ordenamento comercial no qual os ESTADOS, países, ECONOMiAS DE ESTADO não podem concorrer comerciamente, como a safada da China faz.

    GiGANTE como ESTADO, pode fabricar e vender mercadorias abaixo do custo de produção,por um tempo determinado, os concorrentes QUEBRAM,ninguem aguenta vender abaixo do custo, e o GiGANTE CHiNA FiCA DE DONA DO MERCADO!!
    Assim destruiu empregos no mundo todo,alemanha,e outras potencias, e em função de jogadas sujas como estas.

    O MUNDO ,OMC, OMS,ONU,e organizações e países CALAM! Tal desonestidade rebenta com o mercado de trabalho, mihões de empregos indo pelo ralo.

    A China como viram em assuntos da OMS, manda nas organizações mundiais, corrompeu até países, funcionarios de estado no mundo todo, se criou praticando isso.TRUMP percebeu,reclamou e lhe tomaram o poder, a maior potencia mundial subjugada.

    Muitos pseudos sábios de economia de mercado dizem que é melhor para os consumidores.Fora das REGRAS DO JOGO NÃO É MEHOR! Em seguida quebram os concorrentes, monopolizam a produção e o comércio.

    Para completar começam a vender e distribuir a trazer atacadistas chineses para o pais, completando o garrote,grandes atacadistas hoje no Brasi já são familias de chineses.

    COMO É ECONOMiA DE MERCADO, A CHiNA PiSA ESMAGA E DESTROi concorrentes FORA DAS REGRAS!




  • Eustáquio  03/02/2021 19:44
    A maioria das pessoas nem sequer entende direito o que exatamente é o dinheiro.

    Poucos se dão conta, por exemplo, de que se alguém possui uma nota de $10 (ou qualquer outro valor), ele não é proprietário da nota em si mas sim do valor que ela representa.

    Ou que o papel-moeda era originalmente um tipo de nota promissória de uma quantidade de ouro no banco - daí tantas moedas no mundo terem nomes de medidas de peso.

    O problema não é o dinheiro em si, mas as atitudes em relação a ele (incluindo tanto a obsessão quanto a aversão e outras). O dinheiro é apenas mais um dos instrumentos inventados pelo ser humano para facilitar sua própria vida. Usá-lo com equilíbrio e bom senso é responsabilidade individual de cada um.
  • Francisco d´Anconia  03/02/2021 21:51
    "O dinheiro é o produto da virtude, mas não dá virtude nem redime vícios. O homem que venderia a própria alma por um tostão é o que mais alto brada que odeia o dinheiro - e ele tem bons motivos para odiá-lo. Os que amam o dinheiro estão dispostos a trabalhar para ganhá-lo. Eles sabem que são capazes de merecê-lo.

    Eis uma boa pista para saber o caráter dos homens: aquele que amaldiçoa o dinheiro o obtém de modo desonroso; aquele que o respeita o ganha honestamente. Fuja do homem que diz que dinheiro é mau. Essa afirmativa é o estigma que identifica o saqueador.[...]

    Enquanto os homens viverem juntos na Terra e precisarem de um meio para negociar, se abandonarem o dinheiro, o único substituto que encontrarão será o cano do fuzil.[...]

    Quando o dinheiro deixa de ser o instrumento por meio do qual os homens lidam uns com os outros, então os homens se tornam instrumentos dos homens. Sangues, açoites - ou dinheiro. Façam sua escolha, o tempo está se esgotando..."

    Francisco d´Anconia em A Revolta de Atlas - Ayn Rand, volume 2, páginas 82-87.
  • Walter  03/02/2021 21:57
    Sempre lembrando que, no livre mercado, dinheiro é simplesmente um certificado de desempenho. É a prova de que você criou valor para terceiros. Se você é um indivíduo que sabe criar valor para terceiros, você terá dinheiro e, logo, a liberdade de ter e consumir o que quiser.

    Por isso, no livre mercado, você tem a liberdade de trabalhar naquilo que quer e de consumir o que quiser (exceto aquilo que é proibido por políticos, o que nada tem a ver com capitalismo), desde que em troca crie valor para terceiros. Nada pode ser mais ético e moral do que isso.

    Já se você é um sujeito imprestável, incapaz de criar valor para ninguém, então de fato você não poderá nem ter e nem consumir o que quiser. E nada mais justo e moral do que isso: se você não presta pra nada nem pra ninguém, não há por que ter acesso irrestrito a bens e serviços que outras pessoas labutaram tanto para produzir.

    Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros. Não houvesse dinheiro, a escravidão estaria generalizada.
  • Marcus Quintanilha  03/02/2021 22:09
    Até entendo sua lógica mas mesmo você há de convier que ela é um tanto cruel né? Afinal que lógica e justiça existe em um mundo em que o valor é SUBJETIVO ? Existe algo de fato ético e moral quando o valor é SUBJETIVO ?
  • Walter  03/02/2021 22:16
    É uma lógica tão "cruel" quanto dizer que "2 + 2 = 4" ou que "tudo o que sobe cai".

    O pessoal ainda não entendeu o básico: a economia não pode ser alterada por coitadismos, vitimismos, e afetações de indignação e de emotividade. Economia é razão, e não emoção. Se a economia for guiada pelo coitadismos, o salário mínimo iria pra R$ 1 milhão e todos os preços seriam congelados. E aí seria uma maravilha, não? A Venezuela já está quase lá.

    Os maiores desastres humanitários forem causados exatamente por pessoas que pensavam que a economia poderia ser modificada pela emoção, pelo coitadismo e palas lágrimas.
  • Walter Heinz  03/02/2021 22:40
    O pessoal hoje em dia não consegue concluir o óbvio.
  • Imperion  04/02/2021 03:02
    Ora, não é pra ser moral, é pra ser prático. Todo mundo se beneficia com preços livres e divisão de trabalho.

    Quanto à "justiça", achas justo eu não trabalhar, não produzir algo de útil e não colaborar com a sociedade e obrigar você a trabalhar o dobro só para que eu mantenha o meu estilo de vida?

    Se sim, bora começar. Se não, não deseje para os outros o que não deseja pra você.

    Já uma divisão do trabalho garante que ninguém parasitará os outros. O pobre não tem culpa da manipulação dos governos, mas tem culpa se quiser participar dela.
  • Vinícius  03/02/2021 19:48
    Na verdade esse assunto é mais importante do que parece. Há várias pessoas, inclusive gente séria e instruída, que defendem a abolição do dinheiro, dizendo que isso seria benéfico para a sociedade.

    Com os infindáveis escândalos de corrupção que assolam o Brasil, o que surge de gente dizendo que a causa de tudo é o "vil metal" não tá no gibi. Elas dão a entender que se não houvesse dinheiro não haveria corrupção, não haveria pobreza e todos estaríamos no paraíso e na abundância.
  • anônimo  03/02/2021 19:53
    Um regime que tentou abolir o dinheiro foi o Khmer Vermelho, de Pol Pot. O resultado foi um genocídio que exterminou 1/4 da população do Camboja, deixando ainda a população que sobrou em uma miséria tão grande que até hoje eles ainda não se recuperaram. Em todas as conversas que tive até hoje, nunca vi ninguém que falasse em abolir o dinheiro ter uma alternativa, nem que fosse uma alternativa que só funcionasse em um mundo de fantasia.
  • Caio  03/02/2021 20:19
    Não tem aquele pessoal do movimento Zeitgeist que defende isso aqui no Brasil?
  • Santiago  03/02/2021 20:37
    Zeitgeist é comunismo do século 21.

    Eles falam que com a tecnologia atual já é possível produzir o suficiente para TODOS terem uma vida plena. E que portanto não precisaremos de dinheiro.

    Só não sei o que é que eles estão esperando para começar à produzir e distribuir produtos para todos AGORA!

    Ora, se é possível então FAÇAM, PRODUZAM!

    Enquanto isso ficarei esperando meus produtos GRÁTIS trabalhando, para não morrer de fome.
  • EUGENIO  09/02/2021 02:31
    "POVO QUE NÃO TEM VIRTUDE TERMINA POR SER ESCRAVO"
    ===============================================

    ASSIM QUE A CEGONHA PASSAR, E TAMBÉM O COELHINHO DA PASCOA , VIRÁ O PAPAI NOEL COM SEU TRENÓ CHEIO DE COMIDAS,PRESENTES E O QUE FOR PRECISO, GRATIS......

    KKKKK tem cada cabeça, nem dá para acreditar! Acho que se reúnem, fumam maconha e comem cogumelos, mas, não; é ignorancia e preguiça mesmo.

    Não explicaram como funcionam as coisas, ouvi desde pequeno "quem não trabalha nã come!"

    Certa feita em viajem, almoçava em um hotel,vi na parede do restaurante uns 5 jovens em pé, encostados na parede olhando todos no salão comerem e eles não.Só olhavam. Discretamente perguntei a garçon do que se tratava, pois chamava a atenção.O garçon explicou baixinho:

    -Êles são ciganos,estão vendendo coisas na cidade e estes jovens nada venderam na manhã,estão se "educando", é da cultura deles. Não comem e "pagam mico" por não terem se esforçado e obtido sucesso.
    Cada cultura com seus usos e costumes.
    ---------------------------------------------

    Um filme que dá para entender o que se passa na America de hoje,tipos como Clinton,Obama, e agora BiDEN é

    "MODELO AMERICANO" ,

    Provavelmente do ano 2004 , mostrava a "conversão" do tipo trabalhador,patriota,hierarquia social e familiar americano , pais,professores,alunos subvertendo usos e costumes tradicionais daquela sociedade, e que os destacou no mundo.

    Mostrava Drogas de toodo o tipo rodando livremente , e a decadencia não é por nada. hoje estã perdendo a patria, a familia e a vergonha.

    "POVO QUE NÃO TEM ViRTUDE TERMiNA POR SER ESCRAVO"

    A CHINA BOTOU UM PREPOSTO ,BIDEN,PARA GOVERNAR O QUE JÁ TOMOU DOS AMERICANOS, INDUSTRIAS ,INTELIGENCIAS,TRUMP PERCEBEU ,tentou dar a vota por cima, ganhou a eleição,MAS O JUDICIARIO LÁ COMO CÁ JÁ ESTAVA "AMANSADO", AS MIDIAS IDEM.

    O NOVO "PRESIDENTE" NÃO TEVE ELEITORES FESTEJANDO EM SUA POSSE, SÓ "VOTOS TEÓRICOS" ELETRONICOS.

    SÓ FALTA TIRAREM A ESTATUA DA LIBERDADE E BOTAREM LÁ UM DRAGÃO ,SIMBOLO CHINES.

  • Gustavo  03/02/2021 20:47
    Zeitgeist é apenas uma outra roupagem para aquela surrada teoria do supercomputador que vai resolver tudo via Big Data e sem o uso do dinheiro.

    Só que um "supercomputador" não resolve o problema da alocação de recursos e nem o da produção, pois não resolve o problema da ausência de preços de mercado.

    Sem preços de mercado livremente formados, simplesmente não há como alocar recursos de maneira racional, sensata e eficiente.

    Dizer que um supercomputador pode substituir a propriedade privada, o uso do dinheiro e a livre formação de preços (algo que só é possível no capitalismo) é absolutamente o mesmo que dizer que um comitê centralizado especializado pode substituir a economia de mercado, que era exatamente o argumento dos socialistas.
  • Imperion  03/02/2021 21:22
    Tem. Eles começam desacreditando o dinheiro, mostrando as reservas fracionárias dos bancos.
    Quer dizer, só porque o sistema de crédito tá errado, todo o uso do dinheiro também está.
    Então eles misturam moeda com dinheiro.

    A partir daí, a solução é passar tudo pro estado e abolir o dinheiro, trocando por um sistema de colaboração (um socialismo).
  • Marionete do Nego Ney  04/02/2021 14:51
    O fato de gente supostamente instruída defender tal idiotice é apenas mais uma amostra da decadência intelectual que Banânia vive, acreditar que abolir o dinheiro mitigaria a corrupção equivale a acreditar em Papai Noel, com direito a renas e trenó voador. O abençoado se esquece que quem rouba dinheiro não quer o dinheiro em si, e sim as coisas que pode comprar com o dinheiro roubado, caso o dinheiro fosse abolido os bandidos (seja os pé de chinelo ou de terno e gravata) passariam a roubar outras coisas. Aliás, se essa lógica fizesse o mais mínimo sentido os bandidos deveriam roubar somente dinheiro, e não carros e eletrônicos por exemplo.

    Muita gente diz que estudar em Banânia e não estudar nada dá na mesma, eu já acho que estudar em Banânia é pior do que não estudar nada.
  • Gilmar  03/02/2021 19:55
    Especulação em bolsa e ações em valores irreais são também consequência direta de uma moeda insólita. A consequência é fazer inocente embarcar em canoa furada (ilusão de ganhos fáceis e rápidos) e perder tudo.
  • Cristiano  03/02/2021 20:21
    Sem dinheiro, a coisa começaria dar errado já cedo no dia, na padaria.

    - Não tenho dinheiro, mas tenho este tubo de pasta dental para pagar o pão.
    - Senhor, eu já tenho pasta dental, não preciso dela.
    - E o que você precisa?
    - Bom, eu preciso de algumas canetas.

    Fazer o que? Sair na rua com o tubo de pasta dental na mão, até encontrar alguém que esteja disposto a dar umas canetas em troca dele, e depois voltar à padaria pra comprar o pão? O mundo voltaria à idade da pedra em questão de semanas.
  • Victor  03/02/2021 20:28
    Acho que foi o Kogos quem disse:

    "O dinheiro é o que faz com que a prostituta possa comprar pães na padaria sem ter que fazer sexo com o padeiro."
  • Felipe  04/02/2021 00:34
    Sim, ele disse isso mesmo.
  • Ex-microempresario  03/02/2021 20:48
    Em um blog que eu frequentava apareceu um sujeito que garantia que o fim da propriedade privada seria a solução para todos os problemas. Segundo ele, a "solidariedade" seria suficiente para garantir abundância para todos.

    Depois de um tempo, ele contou que era funcionário público aposentado e morava em uma cobertura de frente para a praia em Fortaleza.

    Eu perguntei se no modelo sem propriedade privada dele haveria coberturas de frente para a praia para os sete bilhões de habitantes da terra, ou só para alguns.

    Estou esperando a resposta até hoje.
  • Vladimir  03/02/2021 21:20
    A teoria econômica dominante — inclusive a seguida pelo nosso Banco Central — ainda segue a doutrina de que é necessário manipular a oferta monetária para gerar crescimento.

    Mas é uma questão de lógica que a riqueza real não pode ser aumentada por meio da simples criação de dinheiro e de crédito. Aumentar a quantidade de pedaços de papel na economia (ou de dígitos eletrônicos) não torna uma sociedade mais rica; não aumenta a quantidade de recursos escassos disponíveis, não aumenta a quantidade de materiais para a construção de bens de capital e bens de serviços.

    A riqueza genuína só pode ser criada pela divisão do trabalho, pela poupança, pela acumulação de capital, pela capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), pelo respeito à propriedade privada (o que implica baixa tributação), pela segurança institucional, pela desregulamentação econômica, pela moeda forte, pela ausência de inflação, pelo empreendedorismo da população, por leis confiáveis e estáveis, por um arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Se criar dinheiro e sair concedendo crédito gerasse enriquecimento e prosperidade, então a diferença entre a Suíça e o Haiti seria apenas de ativismo do Banco Central de cada um.

    Aumentos na quantidade de dinheiro apenas alteram a estrutura da economia; variações na oferta monetária não produzem impacto no crescimento agregado da economia, mas afetam a maneira como os recursos da economia são alocados e distribuídos. Variações na oferta monetária sempre serão benéficas apenas para o governo e para suas empresas favoritas — como o setor bancário e os grandes industriais amigos do rei —, que são os primeiros a receber o novo dinheiro criado.
  • Daniel  03/02/2021 21:43
    Moro em uma pequena cidade do interior do Ceará. Aqui a renda das pessoas é basicamente resultante da agropecuária, aposentadoria, comércio e salários da prefeitura. Muitas pessoas não possuíam residências, viviam de aluguel. Mas com os incentivos ao crédito imobiliário a maioria conseguiu a casa própria. Detalhe: aqueles que já tinham casa, agora têm duas e alugaram, melhorando assim a renda dos mesmos.enfim, ao que parece, a demanda, embora não existisse antes, passou a existir(isso é ruim?). E os recursos escassos não foram desperdiçados, mas estão lá, digo, aqui, em forma de moradia. E, embora os preços em geral tenham subido, tornando-as pessoas devedoras, algumas resolveram esse problema diminuindo seu padrão de vida até que as contas fossem pagas (forma estimulada de poupança).

    Pergunta sincera: é possível dizer que a situação piorou?
  • Vladimir  03/02/2021 21:54
    Prezado Daniel, há várias considerações.

    1) Note que você mesmo já deu parte da resposta. Você disse que, antes, as pessoas "viviam de aluguel". Hoje, após o crédito, elas possuem casa própria, mas "os preços gerais subiram", "as pessoas se tornaram devedoras", e várias "diminuíram seu padrão de vida" para pagar dívidas. Isso é bom?

    Observe que de fato não há almoço grátis. Trocaram aluguel por endividamento, preços mais altos e redução do padrão de vida. Tudo isso porque alguém enfiou na cabeça delas que morar de aluguel é menos digno do que ter casa própria, algo que tende a gerar mais gastos do que apenas ser inquilino.

    (Apenas uma consideração em paralelo: reduzir o padrão de vida porque está endividado não é exatamente uma "forma estimulada de poupança". Normalmente, você poupa para ter mais renda no futuro; neste seu exemplo, as pessoas foram forçadas a poupar apenas para pagar dívidas. A diferença é grande. A renda futura delas não aumentou por causa dessa poupança. Se você poupa para pagar uma dívida para comigo, não está havendo redução do consumo. O dinheiro que você deixou de gastar está vindo para mim, e eu o gastarei. Ou seja, o nível de consumo não necessariamente foi reduzido. Alguém continua consumindo os recursos disponíveis no mercado.)

    2) É inegável que há ganhadores com a expansão do crédito. Isso nunca foi questionado. E, como você bem disse, "aqueles que já tinham casa, agora têm duas e alugaram, melhorando assim a renda dos mesmos." Exatamente como explica a teoria. Expansão do crédito sempre ajuda os mais bem posicionados. Os mais pobres ficam apenas com mais dívidas e com menor poder de compra por causa do aumento generalizado dos preços.

    3) Sim, expansão do crédito cria uma demanda que antes não existia. Isso também está no cerne da teoria. E é também o problema: criar demanda é fácil; difícil é criar a oferta. Daí a inflação de preços. Demanda nunca foi problema para a humanidade. A demanda, por definição, é infinita. Você sempre terá desejos a serem realizados, por mais supérfluos que sejam. O problema é gerar a oferta. O problema na economia sempre foi a produção.

    4) Por último, vale a lição de Bastiat. Na economia, mais importante do que aquilo que se vê, é aquilo que não se vê. O que você viu foram algumas pessoas da sua cidade comprando casas. O que você não viu foram as pessoas de outras cidades que não foram beneficiadas por essa expansão inflacionária do crédito e que, exatamente por isso, hoje não mais podem comprar suas casas porque os preços gerais de tudo (principalmente material de construção e mão-de-obra) subiram.

    Esse artigo dá uma boa idéia dessa teoria:

    mises.org.br/article/3245/em-uma-recessao-um-programa-estatal-de-obras-publicas-ira-apenas-piorar-a-economia-
  • Imperion  04/02/2021 00:00
    Excelente artigo. Destruição do dolar de dentro pra fora.

    [Link]rothbardbrasil.com/o-status-de-moeda-de-reserva-do-dolar-nao-durara-para-sempre/?fbclid=IwAR0XNe9qBimGhu4LgL7v3eha_rxrPObM1X6tLzR7g7cg94PtUbYTdbeSv4U[/link]
  • cmr  04/02/2021 07:40
    Isso é ótimo, chega de EUA empurrando suas crises e os custos de suas guerras para o resto do mundo.

    Já passou da hora de o mundo usar dinheiro de verdade nas transações financeiras, e não um papelzinho colorido lastreado na honestidade de políticos.
  • Inácio  04/02/2021 00:26
    [Irony mode on]
    Companheiros,
    Nunca antes na História desse Planeta houve um desenvolvimento tão vigoroso quanto o dos últimos anos.
    Isso é fato incontestável, companheiro Ludovico!
    E foi justamente nesse período que surgiu Banco Central pra tudo que é lado, imprimindo moeda até não poder mais.

    E trago um plus a mais aqui pra vocês, meus camaradas: A China antiga tão era pujante e também tinha papel moeda do governo.

    Logo, ter uma moeda fiduciária é bom!
    [Irony mode off]
  • cmr  04/02/2021 07:52
    O dinheiro foi inventado na China, e tinha lastro.
    O lastro era: 1 unidade monetária valia 1 qin* de arroz. E o imperador honrava isso, não saía cunhando moedas sem ter o devido lastro.

    Dinheiro sem lastro é coisa recente.


    * 1 qin = 1/2 kg (exato por definição, originalmente valia um pouco mais de 0,6 kg)

    (A Inglaterra, se fizesse igual a China fez, arredondaria a libra para 1/2 kg)
  • Roberto R  04/02/2021 10:17
    Falando em dinheiro, por que o ouro esta caindo tanto esses dias? $1814/oz
    Nao esperava isso mesmo
  • Trader  04/02/2021 14:18
    Porque tem mais gente vendendo do que comprando.
  • Pensador Libertário  04/02/2021 14:36
    Alguém me responda por favor a seguinte questão-O Senado(Falta a Câmara aprovar) aprovou a criação do depósito voluntário por parte do Banco Central,dizem que o depósito voluntário no Banco Central vai enxugar a liquidez de forma mais eficiente do que as operações compromissadas e até onde isto é bom ou ruim e até onde o depósito voluntário e as operações compromissadas são onerosas para o Tesouro e para o Banco Central e ao que parece tal política monetária(A criação e execução dos depósitos voluntários)foi um sucesso nos Estados Unidos onde as hipotecas compradas pelo FED depois de uma década deram lucro ao mesmo e devido aos depósitos voluntários a inflação foi domada e o balanço do FED está se recuperando com este lucro das hipotecas adquiridas quando da aplicação desta política inovadora,enfim quais os prós e os contras dos depósitos voluntários x operações compromissadas x mercado interbancário inflacionista?
  • Guilherme  04/02/2021 14:55
    Se bem feito e corretamente utilizado, tem a capacidade de matar a inflação com juros baixos.

    Explicado aqui:
    www.mises.org.br/article/2213/ao-contrario-do-que-diz-a-imprensa-o-banco-central-americano-nao-tem-como-elevar-os-juros

    Mas, no Brasil, ainda estamos longe disso. M1 cresceu 50% em 12 meses e o câmbio está extremamente desvalorizado. O IPCA ainda vai subir bem antes de cair.
  • Pensador Libert%C3%83%C2%A1rio  04/02/2021 18:00
    Sua resposta ficou vaga demais e o artigo explica a realidade norte-americana e não abrange a realidade brasileira,por obséquio detalhe mais como seria esse processo no caso do Brasil.
  • Guilherme  04/02/2021 18:33
    Deixa eu tentar desenhar:

    Se o Bacen adotar a política de pagar juros sobre toda e qualquer reserva em excesso voluntariamente mantida pelos bancos no BC, ele irá revolucionar completamente suas práticas.  Nenhum livro-texto, nem mesmo os próprios livros publicados pelo Fed, jamais havia discutido essa hipótese antes de 2008.

    Tal política, com efeito, irá colocar uma rolha no mecanismo de transmissão entre a expansão da base monetária e o aumento da quantidade de dinheiro na economia. Esse mecanismo de transmissão será rompido. A relação entre aumento da base monetária e aumento de M1, M2, M3 e M4 será quebrada.  Até antes de 2008, não havia nenhum manual de macroeconomia que discutia essa possibilidade.

    Consequentemente, haverá uma nova era na economia brasileira no que diz respeito às práticas do Bacen. Qualquer economista que queira apresentar uma teoria sobre hiperinflação no Brasil em decorrência de uma volumosa expansão da base monetária terá de explicar como essa hiperinflação poderá ocorrer agora que o Bacen descobriu essa prática de pagar juros sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente depositem nele.

    Com essa medida de pagar juros sobre todo e qualquer depósito voluntário que os bancos depositarem no Bacen, a possibilidade de hiperinflação é praticamente nula.
  • Imperion  04/02/2021 18:57
    Guilherme, esse deposito voluntario é equuvalente a aquela taxa paga pelo fede pra deixar as reservas paradas nos bancos, isto e , nosso bc quer imitar o "esquema"?
  • Caro an%C3%83%C2%B4nimo  04/02/2021 19:08
    Alguém ai pode me mandar o Link disso? Eu não encontrei nenhum artigo da mídia faltando sobre isso, mas se for verdade, vai ser ótimo, pois vai parar essa lambança que o Guedes e o BC estão fazendo nos últimos tempos.
  • Solícito  04/02/2021 20:36
    Aqui:

    www.camara.leg.br/noticias/725714-confira-a-lista-de-prioridades-do-governo-na-camara-e-no-senado/

    PL 3877/20 - Depósitos voluntários: autoriza o Banco Central (BC) a receber depósitos voluntários remunerados das instituições financeiras;
  • Felipe  04/02/2021 21:21
    O que vai mudar na prática?
  • Leandro  05/02/2021 03:58
    De início, o que é garantido mesmo é que a dívida pública (títulos públicos) em posse do mercado cairia.

    Hoje, para reduzir a base monetária, o BC normalmente tem de fazer "operações compromissadas" (vende títulos com o compromisso de recomprá-los no futuro). Ao fazer isso (vender os títulos), a dívida em posse do mercado aumenta.
    Caso opte pelo pagamento de juros sobre depósitos voluntários dos bancos, os títulos públicos saem da equação. A dívida pública em posse do mercado fica menor.

    Isso é o que vai efetivamente mudar na prática. Todo o resto já se torna apenas palpite.
  • Pensador Libert%C3%83%C2%A1rio  04/02/2021 19:15
    Então a teoria monetária moderna tem razão de ser? Pois com esse mecanismo o Governo poder emitir dinheiro a rodo? Já que hiperinflação será coisa o passado.
  • Vinícius  04/02/2021 20:35
    Hein?! A Teoria Monetária Moderna já está sendo aplicada no Brasil, e com afinco. E o resultado é esse que estamos sentindo nos preços…

    Pagar juros sobre depósitos voluntários que os bancos fazem no Banco Central é o exato oposto do que defende a TMM.

    A TMM diz que é pro BC imprimir a rodo e jogar tudo na economia. Já pagar juros sobre depósitos voluntários que os bancos fazem no Banco Central, e com isso travar a expansão monetária, vai contra tudo o que a TMM defende.
  • Politicamente incorreto   04/02/2021 22:50
    Então depósitos voluntários são a salvação da lavoura.Todo governo poderá gerar déficit público a perder de vista que a inflação estará contida?
  • Leandro  05/02/2021 04:07
    A experiência prática ainda é recente; porém, quando foi adotada (nos EUA), ela de fato gerou uma contenção no crescimento do M1 (até antes da pandemia, quando tudo mudou).

    De janeiro de 2009 a janeiro de 2020, apesar de toda a explosão da base monetária, o M1 americano cresceu apenas 7% ao ano:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m1.png?s=unitedstamonsupm1&v=202102042300V20200908&d1=20090105&d2=20210205

    Já o M2 cresceu a uma taxa média anual ainda menor, de 6,3%:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202102042300V20200908&d1=20090101&d2=20210205

    Ou seja, a medida de fato colocou uma rolha no mecanismo de transmissão da política monetária, separando por completo a expansão da base monetária (M0) e a expansão da oferta monetária (M1, M2).

    Quanto ao déficit público, ele não necessariamente gera inflação. Tudo depende de quem o financia. Artigo sobre isso aqui.
  • WMZ  04/02/2021 23:40
    Hiperinflação é coisa do passado se o governo aumentar os impostos quando a inflação estiver alta, para drenar a oferta monetária.É assim que diz a teoria. O que houve de moderno, na verdade, foram as técnicas de se coletar impostos, ou seja, o IOF e semelhantes.

    Mas a teoria parece ser um pouco insensata pois:

    Vamos supor que o preço de uma mercadoria universal seja 10 reais

    Então, veio a inflação e o preço pulou para 16 reais

    Como que a TMM drenará a inflação com o objetivo de diminuir o preço da mercadoria de volta para 10?

    Se ela aumentar os impostos, de modo que os cidadãos pagarão 6 reais a mais de impostos mas com a mercadoria voltando para 10, tudo ficará na mesma, ou seja,"é trocar 6 por meia dúzia".

    Se ela aumentar os impostos, de modo que os cidadãos pagarão 10 reais a mais de impostos, aí teremos um desastre.

    Se ela aumentar os impostos, de modo que os cidadãos pagarão 2 reais a mais de impostos, aí teremos algo interessante pois os 2 reais de impostos estão combatendo 6 de inflação.

    Nas duas primeiras, a teoria não faz o mínimo sentido.
  • Imperion  05/02/2021 03:54
    TMM: super impressão de dinheiro, e pra tirar o dinheiro da economia, muito imposto, que é exatamente o que o Brasil fez nos últimos 50 anos.

    Mega impressão de dinheiro e tributação maior do planeta. Outros países imitando virariam o Brasil.

    No caso do Brasil, só mais TMM: mais impressão de moeda e piora na já recordista carga tributária, indo de 50 por cento do PIB real pra alíquotas soviéticas de 60, 70, 80, 90 por cento do PIB.

    Nossos políticos adorariam : durante alguns anos teriam mais pra torrar, garantindo suas fortunas antes do colapso que viria depois.
  • Jairdeladomelhorqptras  04/02/2021 15:09
    Pessoal,
    Antes de ser apedrejado digo que sou um fervoroso defensor do Mises e Hayek. Agora a pergunta que, para alguns, pode parecer provocação mas é uma dúvida sincera.
    A China com seus mega projetos governamentais (antecipando uma demanda real) pode ser considerada uma "gigantesca bolha"?
    Se sim, o "estouro" é para quando?
    Recordo que na década de 1930 falavam do sucesso econômico soviético e da depressão americana, antecipando um novo mundo totalmente comunista...
    Hoje existe (uma parcela) a mesma previsão em relação a China.
    Gostaria da opinião do pessoal daqui!
    Abraços!

  • Leitor Antigo  04/02/2021 15:15
    "A China com seus mega projetos governamentais (antecipando uma demanda real) pode ser considerada uma "gigantesca bolha"?"

    Sim.

    "Se sim, o "estouro" é para quando?"

    "Já que você é tão esperto, por que não está rico?"
  • Imperion  04/02/2021 17:32
    Vai estourar quando o governo não conseguir mais promover emissão. A China pega muito dinheiro exportando. Tá longe de acabar.
  • anônimo  04/02/2021 18:32
    Então, se uma guerra ocorrer é certo que a bolha vai estourar?
  • Jairdeladomelhorqptras  05/02/2021 12:42
    Agradeço ao " Leitor Antigo" e ao "Imperion".
    Li o artigo recomendado pelo Leitor Antigo. Ingenuidade minha perguntar para "quando" o estouro de uma bolha. Os autríacos sempre enfatizam que é impossível prever a data exata. De qialquer maneira é interessante e divertido "apostar" em uma data.
    Abraços
  • Pensador Libert%C3%83%C2%A1rio  05/02/2021 10:25
    Por que a Venezuela não adota depósitos voluntários,assim a hiperinflação será contida e Maduro(Obs:Sou anticomunista)poderá recuperar sua credibilidade com a população e com os investidores internacionais e a pergunta que fica é por que Maduro não adota tal politíca,pois mal-informado ele não é.
  • EUGENIO  08/02/2021 02:59
    porque dai não pode roubar, ele não pode fraudar o dólar se he escapa a maracutaia, e agora até dólar pode dançar
  • Felipe  06/02/2021 00:06
    "Brasileiros vão poder ter conta em dólar com nova lei do câmbio"

    Claro que vai melhorar bastante a situação no Brasil. Em 2019, quando a lei foi mencionada, o real até deu uma valorizada.

    Entretanto, o ideal seria liberarem a circulação da moeda aqui, como ocorre no Peru.
  • Felipe  07/02/2021 22:35
    "O plano de Nicolás Maduro para usar os dólares contra hiperinflação"

    A coisa está tão feia que eles deram uma leve dolarizada na economia. No final das contas, o país não colapsou por completo por causa das criptomoedas e do mercado paralelo.
  • EUGENIO  08/02/2021 01:32
    "FALSA RIQUEZA PODE GERAR RIQUEZA VERDADEIRA E PROSPERIDADE"

    Vi e ouvi Delfin neto responder quando perguntado se emitir moeda para produção agricola como ele fazia na ocasião, teoricamente geraria inflação, e daí?

    Delfin ajeitou os óculos,sorriu e professoralmente falou:

    -Neste caso não gera inflação, porque nossa inflação tem um DELAY,(ná época 120/180dias) emite-se, e apos ter injetado na economia há um certo tempo para que ocorra a inflação, o efeito de emissão falsa, e no caso da agricutura em 90 dias a riqueza estara criada mutiplicada em muitas vezes!

    Sou leigo em economia

    Aquela explicação mudou minha vida,meu modo de pensar e como ele mesmo dizia despertou em mim o "ANiMAl EMPREENDEDOR" que existe em cada um de nós!

    Citei porque muitas e muitas vezes copiei com sucesso a lição de Delfin.

    Então acho que os conceitos de Mises não são bem entendidos,pois não fala ou contempla o tempo até que uma "falsa riqueza", emissão sem fundos,se torne verdadeira e lucrativa, ou estou enganado?

    Muitos dão um cheque sem fundos ,falsa riqueza,garantindo mercadorias e depois elas são vendidas, cobrem o cheque sem fundo e todos são felizes "ao fim e ao cabo".

    Se alguem puder indicar onde encontro em especial este assunto?
  • Ulysses  08/02/2021 14:22
    Não entendi. Tipo assim, é sério isso? Essa política do Delfim culminou na hiperinflação da década de 1980, na década perdida e no dantesco empobrecimento da população. E você ainda pergunta se tal política realmente funciona?
  • EUGENIO  08/02/2021 15:49
    SE REPORTE AO QUE EU DISSE, EU NÃO DISSE QUE A POLITICA DE 80 ETC..BLA, BLA, BLA, CITEI UM EPISODIO UM ENSINAMENTO QUE FUNCIONOU, E EXPLIQUEI BEM EXPLICADINHO.

    Não falei sobre o conjunto das idéias politicas dele e sim sobre esse fato específico e as suas afirmações são demagógicas e emocionais, para não dizer infantis.

    Mas como falou Voltaire:

    "Não concordo com o que diz, mas defenderei até a morte o direito de o dizer ."

    Tenho inumeros casos onde repliquei ESTE ensinamento que relatei COM SUCESSO!

    Não tenho conhecimentos suficientes para analisar a obra de Delfin,mas essa boa lição que aprendi funcionou e aproveito para agradecer.
  • Ex-microempresario  08/02/2021 20:11
    Eugenio, em primeiro lugar, quem está sendo infantil, para não dizer mal-educado, é você. Ficar se auto-elogiando e exigindo que os outros comentaristas digam só o que você quer não é uma postura agradável.

    Em segundo lugar, a explicação do Delfim, que tanto lhe agradou, é uma mentira hipócrita bem ao gosto dos políticos. Vou usar uma metonímia para facilitar:

    Quando perguntado se roubar tratores para produção agricola como ele fazia na ocasião, teoricamente seria errado, e daí?

    Delfin ajeitou os óculos,sorriu e professoralmente falou:

    -Neste caso não é errado, porque tem um DELAY,(ná época 120/180dias) até que os donos dos tratores roubados percebam, e no caso da agricutura em 90 dias a riqueza estara criada mutiplicada em muitas vezes!


    Você deve estar pulando da cadeira e gritando "esse maluco está comparando emitir moeda com roubar um trator?"

    Sim, estou. A única diferença é que roubar um trator prejudica uma pessoa só, enquanto que fabricar dinheiro do nada como o Delfim defende prejudica toda a população do país. É como roubar um pouquinho de cada um. Não importa que demore 120 dias para a inflação chegar no bolso do consumidor (se é que isso é verdade), o que importa é que ela chega, ponto.

    Ah, mas isso permitiu que o agricultor plante e produza riqueza! Sim, e daí? O agricultor vai distribuir o que lucrou para todos que foram roubados? Não, não vai. O que o Delfim fez foi roubar de muitos para beneficiar uns poucos.

    Achar que uma coisa compensa a outra é abdicar da própria individualidade e assumir-se como um escravo do governo. É mais ou menos assim:

    "Meu salário não dá para nada, minha geladeira está vazia e minha conta no vermelho, mas estou feliz porque um sujeito que eu nem sei quem é no Mato Grosso exportou milhões de toneladas de soja e isso melhorou o saldo da balança comercial. Oba!"
  • Caro an%C3%83%C2%B4nimo  08/02/2021 21:21
    Acho que esse EUGENIO deve estar sendo irônico, não é possível
  • anônimo  08/02/2021 21:06
    Em que medida a atual situação do Brasil representa uma economia artificialmente estimulada? E qual será o tamanho do tombo devido às políticas de expansão monetária e redução de juros do Bacen? Tenho a impressão de que vocês estão dando menos atenção a isso do que deveriam.
  • Leitor Antigo  08/02/2021 21:25
    "Em que medida a atual situação do Brasil representa uma economia artificialmente estimulada?"

    Na medida em que o M1 aumentou 50% em 12 meses.

    "E qual será o tamanho do tombo devido às políticas de expansão monetária e redução de juros do Bacen?"

    O próximo tombo, por ora, está longe, pois acabamos de sair do fundo do poço (a renda per capita voltou a níveis de 2014). A questão atual é a carestia (principalmente de alimentos e combustíveis, diretamente afetados pelo câmbio) e o colapso das contas públicas.

    "Tenho a impressão de que vocês estão dando menos atenção a isso do que deveriam."

    Há vários artigos recentes sobre isso neste site. Acho que é você quem tem frequentado pouco.
  • Felipe  09/02/2021 00:01
    "'A queda do dólar está só começando': o impacto da pandemia sobre a moeda americana"

    Queda do dólar de mais de 35 % nesse ano acho um delírio. Isso é pior do que foi o real brasileiro no ano passado (que se desvalorizou aproximadamente 22,98 % em relação ao dólar americano). Ainda mais que a Janet Yellen deu um discreto sinal de que não procura por um dólar fraco. Sem contar que mandaria o mandato do Biden para o buraco, como já ocorreu com Bush. Jimmy Carter também se deu mal e herdou a bomba dos antecessores (ou seja, a culpa não era dele), já que seria no mandato dele que entraria o Paul Volcker, em 6 de agosto de 1979.

    Uma queda de 35 % no Índice DXY daria algo em pelo menos 59,08, aproximadamente. Isso nunca ocorreu, nem nos piores momentos do governo Bush (cuja mínima atingiu 71,8 em 2 de março de 2008), nem na década de 70, quando atingiu aproximadamente 80,34 em 1º de outubro de 1978.

    Para ir para o buraco desse jeito, o Brasil já deveria estar vivenciando uma inflação de preços de níveis argentinos (30 % anuais para mais).

    De qualquer forma, certamente um dólar mundialmente fraco beneficiaria as exportações de commodities e daria sustentação a regimes populistas da América Latina, como ocorreu com Rafael Correa no Equador.

    O que pensam sobre?
  • EUGENIO  11/02/2021 19:12


    Em outro post eu me referi ao episodio citado, e não ao Professor Delfin , a quem eu admiro pela competencia demonstrada de ter feito do Brasil que na época era nada pior que todos na America Latina a OiTAVA ECONOMiA DO MUNDO!

    SOU TESTEMUNHA OCULAR DA HSTÓRiA,vi, não me contaram! Nos deu e encheu de orgulho.

    Relatei uma lição que ouvi dele, em uma entrevista, e que para mim funcionou e poderia servir a outra pessoa. As vezes não gostamos de alguem, mas se esta dizendo algo que é verdadeiro e pode nos ajudar,porque não escutar e aplicar?

    Explico melhor: na entrevista o referido professor era questionado porque endividou o Brasil, porque tomou cem milhoes de dólares emprestado(na época era uma Babilônia)?

    -Ora, peguei só cem milhões porque não consegui mais, se destinaram a uma "DíViDA PRODUTVA"!

    -Como assim , DíViDA PRODUTiVA?perguntou a reporter.

    -DíViDA PRDUTiVA é fazer uma dívida e aplicar o valor em algo que valerá muito mais, quando for pagar .(e viraram itaipu,estradas asfaltadas de norte a sul, telecomunicações, industrias de base,industrias de industrias, industria de aviões, estratégia das telecomunicações via sateite que chamavam de loucura, os esquerdas é claro,culminando o Brasil 8a economia do mundo, Por pior que tenha dado ,outros comunas vieram e saquearam o pais...mesmo assim esta melhor do que o lixo de Cuba, que era o que queriam nos transformar)

    - E a emissão para plantio agricola não vai inflacionar? continuava a reporter

    - Não porque o DELAY para dar inflação é maior do que o tempo de retorno de uma riqueza muito maior.Um grao de milho dá um pé de milho com tres espigas que dão mais de mil graos.

    Apreendi a sabedoria, aprendi, apliquei, me dei bem percebi que nem sempre dívida é coisa ruim, pode ser uma "dívida produtiva" e o retorno é maior do que o valor inicial.

    Nós somos o resultado dos nossos pensamentos,se pensamos certo recompensas,se pensamos errados o resultado nos recomende repensar.

    Sempre que detecto boas idéias e ensinamentos , aplico, e felizmente minha geladeira esta sempre bem abastecida.

    As pedras que eventualmente me atiram eu as junto para construir o meu castelo.



    -


    ]
  • Felipe  14/02/2021 00:05
    Alguém sabe do que se trata a tal da nova lei do Banxico (Banco Central do México)? Até o atual presidente do banco central criticou o projeto que foi aprovado no Senado. Pelo que me parece, ela envolve o banco central local ajudar em remessas de dólares para o México envolvendo dinheiro vivo. Cheguei a ler algumas fontes, mas não entendi ao certo qual seria o problema. Li esse material e parece algo para tornar as remessas internacionais menos custosas. Se é isso, por que as críticas? Talvez eu tenha entendido tudo errado.

    De curiosidade, essa é a cotação do dólar americano para peso mexicano. Após a disparada no ano passado com o pânico do coronavírus, a moeda se valorizou quase que sem parar. Os juros reais do país caíram, mas o país ainda não chegou a juros reais negativos.
  • rraphael  14/02/2021 01:20
    rapida leitura no material a proposta faz sentido para qualquer chicano la fora que quer remeter o que consegue pra familia que ainda reside no pais, quanto menos entrave pra nacionalizar esses valores, melhor
    fala entre outras coisas expandir a quantidade de cidades onde voce pode conseguir esses valores

    ja a materia quando cita programas sociais sendo afetados é ate previsivel , o fato da populacao passar a usar dolares e a força que a moeda tem ao começar a circular com mais força faz com que o assistencialismo do governo tenha pouco peso - diferença

    criticas sempre sao feitas a qualquer mudança principalmente por aqueles que se beneficiam do arranjo atual - deve explicar boa parte das que voce encontrou
  • Felipe  14/02/2021 20:33
    "Dependência comercial do Brasil em relação à China é recorde e deve aumentar"

    Vou desenhar: a moeda desvalorizada no Brasil ajudou a melhorar o padrão de vida dos chineses, já que as commodities brasileiras aumentaram em exportação. O Rodrigo da Silva fez uma thread interessante sobre isso.

    Afinal, cadê a livre importação de carnes argentinas, uruguaias e americanas, além de cafés colombiano e vietnamita, soja paraguaia, entre tantas outras commodities?

    Para melhorar, a moeda chinesa está se fortalecendo continuamente desde 30 de maio de 2020. Agora a cotação do dólar em renminbi chegou aos mesmos valores do que de, aproximadamente, 30 de junho de 2011.

    Não conheço uma política mais anti-pobre do que isso: desvalorizar a moeda e impor tarifas de importação norte-coreanas.
  • Felipe  21/02/2021 23:43
    "México ofrece rendimiento positivo aún con recorte de tasas de interés: expertos"

    Vejam a tabela dos juros reais mostrada na notícia: o Brasil está com juros reais menores do que Noruega, Peru, Dinamarca, Estados Unidos, Alemanha, Zona do Euro, Suécia, Reino Unido, Canadá, Suíça, Colômbia, México, Japão, China e Qatar. Todos estes países que mencionei possuem grau de investimento e uma situação fiscal melhor.

    Pelo menos no governo Dilma tivemos juros reais positivos, mesmo nos piores momentos...

    Banco Central do Brasil deveria imitar o de Cingapura: parar de controlar os juros e atrelar o real à uma cesta de moedas estrangeiras. O Banco Central de Bolivia atrela o boliviano ao dólar americano, mas o Brasil tem uma vantagem sobre a Bolívia: temos um número bem maior de reservas internacionais.

    Reservas internacionais no Brasil (janeiro de 2021): US$ 355.416.000.000
    M1 no Brasil (janeiro de 2021): R$ 580.072.220.000

    Se converter as reservas internacionais em BRL, dá algo em torno de R$ 1.913.168.786.400,00 na taxa de câmbio de agora.
  • Felipe  22/02/2021 01:17
    Falando nisso... índice de commodities disparou de novo. Nova alta histórica: agora passamos dos R$ 1000.


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