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O Brasil é o quarto país do mundo que mais tributa empresas - e supera todos os países da OCDE
Não há como se ter uma economia pujante assim

No Brasil, a alíquota máxima do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica é de 15%. No entanto, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Mas não pára por aí.  

Há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%; o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. 

Se você fizer a conta, irá se apavorar. Os estrangeiros fizeram.

Recentemente, o titular da Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, fez um tuíte comentando os números da OCDE, mostrando que o Brasil taxa muito as empresas (confira aqui). 

Analisando os dados, é possível constatar que o secretário está correto.

Os dados estão no Corporate Tax Statistics Database da OCDE (link aqui) e consideram impostos sobre a renda das empresas do governo central e dos governos regionais. 

São disponibilizados dados para 108 países: 36 pertencentes à OCDE e 72 não-pertencentes. 

As alíquotas mais altas estão na Índia, 48,3%, seguida pela República Democrática do Congo e por Malta, 35%, e pelo Brasil com 34%. 

É isso mesmo: as empresas brasileiras pagam a quarta maior alíquota de impostos sobre renda entre os 108 países avaliados pela OCDE. 

E piora: em nenhum país da OCDE a alíquota é maior que no Brasil. Chega perto, como é o caso da França, mas não é maior.

Vale repetir para enfatizar: o Brasil tributa mais as empresas do que todos os países ricos da OCDE.

(Isso não é exatamente uma novidade para os leitores deste site. Este artigo, por exemplo, mostra que, após todos os impostos, uma empresa fica com apenas 3% de seu faturamento.)

Considerando todos os países da amostra de 108 países, a alíquota média é de 20,7%. 

Retirando os 11 países onde a alíquota dos impostos sobre a renda das empresas é zero – nenhum deles pertence à OCDE —, a alíquota média sobe para 23%. 

Para os países que não pertencem à OCDE e cobram alíquotas maiores do que zero, a alíquota média é de 22,8% e a mediana é de 25%. 

A figura abaixo mostra as alíquotas desses 61 países que não pertencem à OCDE, com o Brasil em destaque.

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Figura 1: alíquota total de impostos sobre a renda das empresas para os países que não pertencem à OCDE

Ou seja, dentre os países que não pertencem à OCDE, o Brasil só tributa menos que Índia, Malta e Congo.

Já na amostra com apenas os países da OCDE, a alíquota média é de 23,3% e a mediana é de 23,5%. A figura abaixo mostra essa amostra de países adicionada ao Brasil. Fica claro que as alíquotas de impostos sobre a renda enfrentadas pelas empresas brasileiras são bem maiores que as de outros países, inclusive de países ricos.

2.png 

Figura 2: alíquota total de impostos sobre a renda das empresas para os países que pertencem à OCDE (o Brasil não pertence, mas está ali para efeitos de comparação)

Ou seja, somos o incontestável campeão mundial de tributação de empresas quando comparado aos países mais ricos e importantes do mundo.

A figura abaixo mostra as alíquotas em todos os países da amostra com destaque para um grupo selecionado de países; quanto mais para direita, maior a alíquota do país. O eixo vertical mostra quantos países possuem alíquotas menores que a do país. 

O gráfico mostra que 97,2% dos países possuem alíquotas menores que a do Brasil e 12% possuem alíquotas menores que a Hungria.

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Figura 3: no eixo X, a alíquota total de impostos sobre a renda das empresas; no eixo Y, a porcentagem de países com alíquotas menores que um determinado país

As consequências de uma alta carga tributárias sobre as empresas são nefastas.

A tributação sobre afeta os empreendimentos e os investimentos produtivos

Em uma economia livre, a quase totalidade dos lucros obtidos tem de ser poupada e reinvestida. A maneira de um empreendedor introduzir melhorias nos produtos produzidos e vendidos é reinvestindo a quase totalidade dos lucros obtidos. É por meio desse processo que o público geral se beneficia do capital acumulado pelos capitalistas e empreendedores.

O caso clássico é o de Henry Ford: ele começou com um capital de aproximadamente US$ 25.000 em 1903 e terminou com um capital de aproximadamente US$ 1 bilhão à época de sua morte em 1946. Foi graças a ele — que reinvestiu quase todo o seu lucro para aprimorar o processo de produção — que os automóveis apresentaram uma espetacular redução real de custo, indo de um preço hoje comparável ao de um iate para um preço que praticamente qualquer pessoa podia bancar. 

Ford foi responsável pela maior parte do enorme progresso ocorrido nos automóveis produzidos ao longo desse período, bem como na eficiência com que eles passaram a ser produzidos. Ford reinvestia seus lucros na expansão da produção destes automóveis aprimorados.  

Se seus lucros houvessem sido confiscados pelo governo, dificilmente teria ocorrido tamanha evolução no mercado automobilístico.

Os lucros são exatamente o que possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva.

São também os lucros que possibilitam a contratação de novos empregados ou até mesmo a concessão de aumentos salariais. 

Em qualquer setor da economia que opere sob concorrência, os lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos salariais. Se isso não ocorrer, as empresas simplesmente não serão capazes nem de repor seus estoques. Consequentemente, perderão sua fatia de mercado.

São os lucros, portanto, que permitem que as empresas façam novos investimentos, intensifiquem seu capital produtivo, contratem mais pessoas e paguem maiores salários.

Impostos sobre a receita e sobre o lucro das empresas afetam diretamente todo esse processo de formação de capital. Tributar receita e lucro significa fazer com que a capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.

Quando o governo tributa receita e lucro, ele apenas faz com que o dinheiro que seria utilizado para ampliar e aprimorar os processos produtivos seja agora direcionado para o mero consumismo do governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de capital.  

A maior parte daquela fatia que é confiscada pela tributação teria sido usada para a acumulação de capital adicional. Se o governo utiliza essa receita para financiar suas despesas correntes, o resultado será uma diminuição na acumulação de capital.

Como consequência dessa redução na acumulação de capital, o progresso (inclusive tecnológico) fica prejudicado. A quantidade de capital investido por trabalhador empregado — o que aumentaria sua produtividade — é diminuída. Assim, o aumento da produtividade marginal do trabalho e o correspondente aumento dos salários reais é interrompido.

É praticamente impossível uma economia prosperar e enriquecer se suas empresas são tributadas em níveis confiscatórios. Não é à toa que os países nórdicos são conhecidos por tributarem pouco suas empresas. Vide as posições de Noruega (Norway), Dinamarca (Denmark), Suécia (Sweden) e Finlândia (Finland) na figura 2. Suas alíquotas são, respectivamente, 22%, 22%, 21,4% e 20%.

Imposto sobre dividendos

A discussão a respeito das alíquotas de impostos sobre a renda das empresas ganha ainda mais relevância em um momento em que o governo fala de taxar dividendos, uma tributação que incide sobre o dinheiro que a empresa paga aos acionistas. 

O argumento mais corriqueiro é o de que "praticamente todos os países do mundo tributam dividendos". Não vale. O Brasil tem nada menos que 92 tributos. Os outros países não chegam a 20. Logo, a tributação de dividendos significaria apenas a criação de mais um tributo, o que nos afastaria ainda mais dos outros países.

E há também os efeitos não-premeditados. Tributar dividendos tem o potencial efeito de imobilizar recursos em uma empresa que pode não ser a mais interessante para investir. Se o imposto sobre dividendos for muito alto, o acionista pode preferir manter o dinheiro na firma a receber os dividendos e investir em outra empresa mais produtiva. Isso reduz o dinamismo da economia, premiando as empresas menos eficientes e afetando o redirecionamento de recursos para as empresas mais eficientes.

Para concluir

Qualquer ideia sobre tributar dividendos não pode ir adiante sem antes o governo efetivamente reduzir o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). 

Caso contrário, iremos apenas disputar com a Índia o topo do ranking dos países que mais tributam o lucro das empresas — o que, convenhamos, não é uma meta alvissarreira.


autor

Roberto Ellery
é professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), articulista do Instituto Liberal, e participa de debates sobre as formas de alterar o atual quadro de baixa taxa de investimento agregado no país e os efeitos de longo prazo das políticas de investimento.

  • Pablo  15/07/2020 18:09
    Assunto crucial para entender também os motivos de os salários serem baixos no Brasil.

    Além do quarto maior confisco tributário do mundo, há também o fato de que que os custos de um empregado para um patrão são dobro do salário que ele realmente ganha. Um trabalhador que recebe R$ 1.500 custa mais de R$ 3.000 para o patrão, por causa dos encargos sociais e trabalhistas.

    Ou seja, de um lado, as empresas têm de lidar com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro das empresas. E isso já impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes. E impede também, e principalmente, a acumulação de capital.

    De outro, as empresas também têm de lidar com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento. Dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    No final, é impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    E ainda há quem diga que os salários no Brasil são baixos porque os empresários são sovinas e sem "consciência social."
  • Carlos Alberto  15/07/2020 18:14
    Pablo, seu comentário vale por um artigo. Muito bom!
  • Marcelo  16/07/2020 11:40
    Melhor seria desonerar o gerador de empregos e canalizar a tributação para o sistema financeiro.
    Os bancos são os que mais ganham e os que menos pagam em todo o mundo.
  • Maurício  16/07/2020 12:32
    Bancos são tributados como empresas. E, se aumentarem impostos sobre eles, o único efeito será o aumento do custo do crédito, o que irá alargar ainda mais a disparidade entre a facilidade de financiamento para grandes e pequenas empresas.

    Gênio.
  • Marcelo  17/07/2020 09:49
    Esse senso comum coloca os bancos acima do bem e do mal, ao redor do mundo.
    Quando criam recessão, eles expandem o crédito e ganham dinheiro e quando há inflação, os bancos ganham com o "imposto inflacionário".
  • Imperion  16/07/2020 14:29
    Tributar bancos? Se isso acontecer, eles vão ter menos propensão a comprar títulos de divida do governo. O governo é que tem que fazer o que sempre se falou: gastar menos e cobrar menos impostos.

    Se ele quer cobrar impostos e se endividar como um trouxa, fazer esse arranjo pavoroso, por que vc acharia que ele tributaria as pessoas que vão lhe financiar a divida? Ao contrário, quanto mais impostos e divida o governo fizer pra gastar , mais ele tem e vai puxar o saco dos credores. 
  • Sadib  15/07/2020 18:27
    Um exemplo clássico de investidores privados (além do Ford mencionado acima), foi o desenvolvimento do mainframe pela IBM, onde investiram 5 bilhões de dólares na época (em 1961, imagine quanto dinheiro isso representa hoje!!), apostando um valor 2x o faturamento da empresa na época:

    computerworld.com.br/2014/04/07/o-mainframe-aos-50-como-system-360-da-ibm-revolucionou-a-ti-corporativa/

    E graças a essa aposta capitalista foi criado uma das tecnologias que mais revolucionou a história da humanidade.

    Essa é a beleza do capitalismo.

    E enquanto isso, em bananópolis, nós estávamos preocupados em construir a fabulosa Brasilia:

    www.poder360.com.br/brasilia-60-anos/construcao-de-brasilia-custou-uss-1-5-bilhao-em-valor-de-1960/

    Obrigado JK!
  • George  15/07/2020 18:42
    Vale pra Intel também. No início da década de 80, ela estava na vanguarda da produção daquilo que na época era o mais avançado chip para uso em computadores pessoais: o 8086. 

    Mas aí a concorrência entrou no mercado e achatou os lucros da Intel. 

    Pra continuar na liderança, a Intel teve de introduzir o bem melhor chip 80286.  E então a mesma história se repetiu. 

    Pra continuar na frente da concorrência, que estava sempre em seus calcanhares, a Intel teve de desenvolver e introduzir o 80386, e depois o 80486 e então sucessivas gerações do chamado chip Pentium.

    A Intel conseguiu fazer uma fortuna durante todo este processo ao mesmo tempo em que vendia produtos melhores a preços menores (em termos reais). Mas ela só conseguiu isso porque reinvestiu seus lucros. 
    Seus lucros foram seguidamente reinvestidos na produção dos cada vez melhores chips que iam sendo produzidos a uma fração do custo dos chips de uma década ou duas atrás. 

    Isso é capitalismo em ação. O governo intervir nesse processo é o mesmo que jogar um martelo nas engrenagens de uma fábrica. Fode tudo.
  • Sadib  15/07/2020 20:55
    Verdade George, a história da Intel é outra história impressionante. Pena que ela perdeu esse espírito inovador nos últimos anos pois é uma empresa que sempre admirei, gosto muito desse post:

    stratechery.com/2018/intel-and-the-danger-of-integration/

    Mas isso faz parte do ciclo da vida das empresas.
  • Chico  16/07/2020 21:59
    Me recepcionou muito, ela ficou folgada, ainda bem que a AMD mostrou pra ela o que é concorrência
  • Antônio Davi Roland de Brito  15/07/2020 18:44
    O que fazer com R$10.000.000,00?
    1)Abrir uma empresa
    2)Colocar no Tesouro Direto
    3)Colocar na poupança e levar para Singapura quando for possível ir para lá
  • Régis  15/07/2020 19:09
    1) Pior decisão.

    2) Foi excelente quando a Dilma estava no poder. Os juros eram obscenos. Hoje, são ínfimos. Fiz meu pé de meia ao me entupir de títulos durante o governo Dilma. Só com os ganhos de capital que tive já posso me aposentar.

    3) Não vai render nada e você ainda vai perder quase tudo na conversão cambial.
  • Felipe L.  16/07/2020 01:51
    Com esse dinheiro, só alguns processos trabalhistas (ou mesmo de outra natureza) e todo esse dinheiro vai embora. Melhor sair do país e renunciar a cidadania brasileira. Vai para um país como os EUA e pronto.

    De fato os juros nos últimos anos da Dilma eram altos, mas os juros reais no governo Lula e nos primeiros anos do governo FHC eram ainda maiores.
  • Ex-micro  15/07/2020 21:27
    Eu fechei a minha empresa faz cinco anos, vendi o imóvel pra uma construtora, botei o dinheiro no banco e virei rentista.

    Volta e meia penso na felicidade dos meus vinte e poucos funcionários ao se livrarem do "patrão opressor" que se apropriava de sua mais-valia. Devem estar muito mais contentes agora, vivendo de bolsa-família.
  • undefined  17/07/2020 03:36
    Pegue esse dinheiro e vá morar em um país mais livre economicamente e desenvolvido longe daqui de Bananolandia... Tire um visto de investidor, empreendedor ou rico desse país.
  • Douglas  15/07/2020 19:03
    O estado brasileiro, desde Vargas, escolheu se sustentar pelo pior tipo de imposto que é o imposto jurídico (sobre empresas).

    O imposto abusivo sobre empresas, não apenas inibe totalmente o desenvolvimento, como ainda transforma o país num gigantesco curral corporativista.

    E pra piorar tudo, o estado brasileiro ainda não modernizou sua burocracia colonialista. Muito menos as relações de trabalho, de antes da 2° Guerra.
  • Eduardo Gonçalves  15/07/2020 19:10
    Sim, aqui se fala muito sobre aumentar imposto para ricos e reduzir imposto sobre o consumo, mas se esquecem do principal: se as empresas criadoras de emprego, renda e riqueza forem pesadamente tributadas, não há como ter prosperidade. Nenhuma economia prospera punindo os empreendimentos bem-sucedidos. É totalmente contra a lógica.
  • Alfredo  15/07/2020 21:25
    O que mais se vê no Brasil é progressista falando que tem de tributar lucros.
  • Juliano  15/07/2020 19:12
    Não é difícil de entender o motivo de o país viver de crise em crise. Com tanta espoliação não há como o país enriquecer e prosperar. Ninguém enriquece sendo assaltado.
  • Roger Lima  16/07/2020 01:50
    Exceto a casta pública, esse aí nadam na fartura e nas riquezas produzidas por nós, meros mortais que temos que matar um leão por dia ( e nem é o leão da receita federal ), saiu por esses dias uma pesquisa do IR sobre as 20 profissões que tem maior renda no Brasil, e 13 das 20 dão justamente do setor público, a elite que nada produz e só consome recursos de quem os produziu, logo vemos o por que o Brasil está eternamente fadado ao fracasso !!!
  • Drink Coke  17/07/2020 21:16
    Eu acho que o pior ao país nem é a tributação (não estou dizendo que não seja péssima), mas se o Brasil tivesse um sistema judicial e legislativo menos nocivo ao empreendedorismo, austeridade fiscal, fosse mais aberto ao comercio e ao IED, uma moeda valorizada, até poderia enriquecer progressivamente com essa carga tributaria.
  • GUILHERME ALTENFELDER GARCIA  06/10/2020 17:35
    Mas é exatamente esse ambiente intrusivo e espoliador criado por nosso sistema tributário, que é diuturnamente levado a cabo pelos legisladores e executivo. Não há distinção no que você apontou; o sistema é e foi exatamente criado pela casta política, são indistintos.
  • Imperion  15/07/2020 19:22
    Economia define projeto de reforma tributária e inclui criação de imposto sobre pagamentos eletrônicos

    g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2020/07/15/economia-define-projeto-de-reforma-tributaria-e-inclui-criacao-de-imposto-sobre-pagamentos-eletronicos.ghtml
  • anônimo  15/07/2020 19:30
    ainda vamos voltar ao escambo
  • N_o_m_e  15/07/2020 19:51
    E agora o Paulo Guedes quer criar uma nova CPMF rsrsrs


    Lembro que esse site aqui apoiou esse governo. Parabéns otários.
  • 4lex5andro  16/07/2020 18:51
    Menos.
    O que o governo está propondo é parecido, mas não é uma ''nova cpmf''.

    É um tributo no formato ''imposto'' (sem destinação pré-definida), por enquanto chamado de ''ipmf''.
    Que é diferente da antiga cpmf (que como contribuição era linkada a mitigação do já existente problema da queda de superavits do Inss, que resultaria em um deficit inevitável).

    Pelo que o ministro declarou, o novo (está sendo chamado de ipmf) tributo será incidente sobre compras e vendas on-line, em aliquota similar a da antiga cpmf (que não incidia sobre compras/vendas, mas sobre quaisquer transações financeiras, mesmo um saque módico ou transferência bancária era tributada, não existia a figura de comércio on-line como se tem hoje).

    E de outro lado se desonerará outras despesas, como na carteira de trabalho, além de que nesse governo já se eliminou algumas cobranças de fundo duvidoso como carteira estudantil, dpvat e detem.

    Mas é preciso avançar mais, e sem uma reforma tributária, esse novo imposto não deverá ser aprovado, aliás até o Planalto desde o ano passado já sinalizava discordância do ministro nisso.

    É esperar a Pec andar no ''parlmento'' mesmo, pra saber o que espera o Brasil, se uma reorganização/simplificação/redução de seu emaranhado de tributos (impostos, taxas e contribuições) ou esperarão até as eleições de 2022.
  • Proletário burguês imoral opressor  15/07/2020 20:07
    Tem um comentário de um certo cara que estava debate no Facebook e gostaria que vocês me ajudassem a elaborar uma resposta vinda de vocês, pois acabei ficando sem argumento. Estávamos debatendo sobre capitalismo e se era o melhor sistema, e acabei mostrando aquele gráfico que mostra a taxa de pessoas vivendo em absoluta pobreza e sua diminuição após a revolução industrial, creditando o crédito ao capitalismo. A resposta dele foi: "Falácia de post hoc ergo propter hoc. "Depois disso, logo por causa disso", sim, de fato o capitalismo acendeu juntamente com a revolução industrial, mas, há capitalismo com ou sem o indústria. Significa que apesar da produção industrial ser um fenômeno bem usado pelo capitalismo não significa que só existiria produção industrial ou avanço tecno-científico caso exista capitalismo. A redução da fome está relacionada ao desenvolvimento da técnica, da tecnologia e na nova velocidade de produção, não está relacionado por si com o serviço assalariado. A produção familiar, cooperativas ou firmas ou mesmo auto-gestão agroindustrial hoje gozariam das mesmas vantagens da indústria tal qual o sistema capitalista goza, ou seja, a fome reduziu apesar do capitalismo, e não por causa dele, na verdade, o "Capitalismo" que se conhece no ápice da Revolução industrial é chamado de capitalismo tardio, desde que exista a contratação de serviço assalariado ou aluguéis com o principal objetivo de adquiri lucro, gerando capital de giro em preferência temporal, logo há capitalismo. O termo "capitalista" referia-se ao proprietário de capital e o seu uso é anterior ao surgimento do capitalismo, a palavra capitalista surge no século XVII e designa a privatização do capital, ou seja, o seu aluguel ou o serviço assalariado e isso precede a própria industrialização, logo capitalismo é diferente de industrialização. Apesar da industrialização ter sido um fenômeno amplamente manifestado no capitalismo a manifestação de um fenômeno é uma substância acidental e não essencial, o mesmo acidente pode existir em entes diferentes logo não se pode por um gráfico que tem a curva da fome gerada pela industrialização e inferir que é uma curva gerada pelo capitalismo." Se puderem responder agradeço!
  • Fernando  15/07/2020 20:13
    A mesma conversa bizarra de sempre.

    A acumulação de capital gerou a revolução tecnológica e produtiva que permitiu a maior produção de alimentos. Foi exatamente o capitalismo que gerou mais oferta de bens de capital e, consequentemente, mais produtividade e mais produção.

    Mas o sujeito diz que a maior produção de alimentos não só não foi causada pelo capitalismo, como, ao contrário, se deu "apesar" dele.

    Ou seja, segundo ele, se o mundo tivesse adotado modelo norte-coreano, cubano ou venezuelano, teríamos ainda mais comida.

    É realmente pra levar isso a sério?
  • Imperion  15/07/2020 21:55
    O capital é um ferramenta que aumenta a produtividade. E foi ele que reduziu a pobreza. Com isso tem-se a bonança.

    Pega uma fazenda produtiva, tome e entregue pros sem-terra pra vc ver. Eles só produziriam pra si mesmos. Ignoram totalmente o conceito de capital alavancando a produção.

    Todo mecanismo do capitalismo, com excesso de produção, é que numa simples fazenda se produz mais que o consumo local. Isto é, tem-se um excedente.

    Somente isso já permite abastecer o mundo mais que em todas as épocas da humanidade. Excedente gera comércio.

    Mas a intenção dos comunistas, socialistas, social democratas é atacar a produção. Porque sua ideologia é tomar dos outros. Nunca vão falar bem do capitalismo porque é "conveniente pra eles". Eles sonham em convencer as pessoas pra ter mais gente nos seus exércitos. E é muito conveniente pra quem não produz segui-los. Eles sonham em receber sem ter feito nada.

    Eu sempre digo, quem sonha em tomar dos outros é tolo. Acabando o dinheiro, mais pra frente é dele que vai ser tomado.
  • George  16/07/2020 01:16
    Mentalidade típica de quem estacionou na era feudal.

    Naquele mundo, quando alguém via uma plantação, ou um celeiro, ou um arado, ou animais de carga, e perguntava a quem tais meios de produção serviam, a resposta é "ao agricultor e sua família, e a ninguém mais". 

    À exceção de algum ocasional gesto de caridade dos proprietários, aqueles que não possuíam meios de produção não podiam se beneficiar dos meios de produção existentes, a menos que eles próprios de alguma maneira também se tornassem proprietários de meios de produção. Eles não podiam se beneficiar dos meios de produção de terceiros, a menos que os herdassem ou os confiscassem.

    Com a Revolução Industrial e a ascensão do capitalismo, a realidade mudou. Os meios de produção dos mais ricos passaram a servir diretamente aos mais pobres. A desigualdade continuou existindo, mas a pobreza absoluta passou a desabar.

    Além dos hyperlinks em azul acima, recomendo também:

    mises.org.br/article/2178/agradecamos-ao-capitalismo-pelo-fim-de-semana-pelos-feriados-e-pela-reducao-da-jornada-de-trabalho
  • Proletário burguês imoral opressor   16/07/2020 11:26
    Obrigado pelas respostas! Se vê que o indivíduo tem a mentalidade típica do Belloc sobre a Revolução industrial, que ela não fora consequência do capitalismo e sim que ele existia antes.
  • Libertador  16/07/2020 11:39
    Falando nisso: vocês tem resposta para essa visão dele sobre o capitalismo ter surgido antes da revolução industrial?
  • Jairdeladomelhorqptras  16/07/2020 14:02
    Caro Libertador,
    Sua pergunta: "... o capitalismo ter surgido antes da Revolução Industrial...
    É uma boa pergunta. Mas creio q talvez tenhamos de "fatiar" o capitalismo. Por exemplo: na Idade Média já existiam empreendedores que levavam itens a para os artesãos confeccionartem em suas casas, depois os montava e vendia nas feiras. Seria ele um capitalista? Os empreendimentos nas grande navegações? Poderíamos chamá-lo de capitalismo mercantil? A terra na Idade Média não seria um Capital que produzia? Não seria um tipo de capitalismo agrário? Nunca encontrei respostas diretas. Mas creio que podemos colocar o capitalismo tão distante quanto os comerciantes marítimos fenícios por volta de 1500 anos antes de Cristo.
    Abraços
  • Libertador  16/07/2020 20:16
    Só se você definir capitalismo como livres trocas, o que não é necessariamente verdade. Capitalismo pode ser tanto liberal quanto iliberal(capitalismo de estado).
  • anônimo  16/07/2020 23:21
    Creio que para definir o que é "capitalismo", é necessário definir o que é "capital". Qual é a definição de "capital" nesse contexto?
  • P.P.  15/07/2020 20:39
    O empreendedor pode contra-atacar o estado ao investir em títulos públicos para recuperar o dinheiro espoliado, e ainda ganha juros.
  • João Pedro  15/07/2020 20:58
    Na melhor das hipóteses, cria-se um moto-perpétuo. O governo esbulha empresas para pagar títulos, e as empresas compram esses títulos e recebem parte dos impostos.

    Mas, é claro, não é isso o que ocorre.

    "Investir" em títulos públicos é tão imoral quanto cobrar imposto, pois os "juros" serão pagos com dinheiro roubado dos outros (ou impressão de dinheiro, gerando inflação - outra forma de roubo).
  • Moral  15/07/2020 21:17
    De novo esta falácia?

    Uma máfia está atuando em Paraisópolis, vamos chamar esta máfia de PCC. Sua renda é proveniente de achaque a moradores e comerciantes da comunidade.

    Vamos supor que o achaque que eles realizam lhes garante um roubo de 100 moedinhas.

    No entanto, o PCC percebe que para manter sua estrutura funcionando as 100 moedinhas não serão suficientes. Eles precisam pagar muitas moedinhas para seus homens armados poderem atuar, comprar carros, armas, talvez algumas ações assistencialistas, tudo com enfoque na manutenção do seu poder.

    Então esta máfia vai até alguns membros da comunidade que costumam poupar um pouco mais e diz:

    "Olha, se vocês me derem mais moedinhas, além das 100 que a gente já arrecada, eu prometo lhe devolver com juros no futuro."

    Aí o futuro financiador da máfia pergunta: "Mas e como você irá me garantir receber esta moedinhas no futuro?"

    Ao que a máfia prontamente responde: "Opa, nós iremos usar seu dinheiro para garantir que consigamos achacar ainda mais dos seus filhos! Olha que legal!".

    Um arranjo assim é moral? De que maneira o contrato entre um financiador de bandido e um [b]bandido[/u] é de alguma forma legítimo?

    É absurdo alguém achar que AUMENTAR o tamanho do estado significa estar recebendo de volta algo via juros. Ao comprar um título público você está literalmente dando MAIS RECURSOS para o estado. São dois caixas diferentes! Uma coisa é o que é arrecadado via impostos e outra o que é arrecadado via emissão de título público. Isso é contabilidade básica.
  • Cristian  21/07/2020 17:11
    "É absurdo alguém achar que AUMENTAR o tamanho do estado significa estar recebendo de volta algo via juros. Ao comprar um título público você está literalmente dando MAIS RECURSOS para o estado. São dois caixas diferentes! Uma coisa é o que é arrecadado via impostos e outra o que é arrecadado via emissão de título público. Isso é contabilidade básica."

    EXATAMENTE!

    E eu que participo de um site/fórum bastante conhecido de "educação" financeira na internet, tenho que aturar quieto (o ambiente de discussão lá é tóxico quando você pensa fora da caixinha deles) o mestre e seus seguidores (puxa-sacos) dizendo que tesouro direto é NECESSÁRIO ter se eu quero ser um investidor "inteligente".
  • Imperion  21/07/2020 21:04
    Quem entra nessa de aumentar o estado são os que recebem esmolas retiradas das outras pessoas. É conveniente pra elas.

    Mas no final sempre que se aumenta o estado, são delas que se retira. Elas pensam que ganharão, mas sairão perdendo. Se os ricos forem espoliados , eles cortarão sua produção proporcionalmente.

    E os que receberem esses recursos não vão produzir para cobrir essa falta. Resultado: todo dinheiro que receberem no mínimo vai virar inflação. Seja por excesso de dinheiro ou por falta de oferta.
  • Gustavo  15/07/2020 21:49
    Importante dizer também que pagar imposto aqui não apenas é caro como é EXTREMAMENTE burocrático. Empresário gasta 1.500 horas por ano com burocracia para pagar impostos.

    Somos o país em que se gasta mais horas para calcular o valor dos tributos a recolher, 50% de tempo à frente do segundo colocado (Bolívia). 

    O tributo não chega numa guia bonitinha para ser pago, o empresário tem que contratar contadores para saber como pagar imposto (e depois advogado, porque sempre um fiscal vai achar algo que ele pensa que está errado).

    Ou seja, imagina uma situação: o bandido te assalta todo mês, mas ele não pega e leva, você tem que separar exatamente o que ele quer, de acordo com um extenso livro de normas, e se separar errado, você paga quatro vezes mais.
    Se tem dúvidas, pergunte para um contador ou empresário sobre o ICMS e em especial sobre o ICMS-ST (o inferno na terra).
  • BADMALUCO  15/07/2020 22:07
    governo = ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

    O pior artigo que já li na minha vida. Foi um soco no estômago.
    Não consigo acreditar que estamos pior que o Paraguai.

    Não deveria ter imposto algum sobre as empresas em um país prospero.

    Temos que concorrer não com países da OCDE, mas com os países que não cobram nenhum tipo de imposto sobre a atividade produtiva.
  • Jango  16/07/2020 00:24
    Dá até tristeza de ler isso e saber que nada será feito para mudar essa realidade.
  • Emanoel  16/07/2020 01:05
    Só de curiosidade: qual a diferença entre socialismo e intervencionismo? No livro As Seis Lições, Mises diz que ambos são distintos.

    Obrigado.
  • Bernardo  16/07/2020 01:22
    No sentido clássico do termo, 'socialismo' é um regime no qual o estado confisca e se apropria dos meios de produção. Todas as fábricas, indústrias, escritórios, armazéns, mercearias, restaurantes, padarias etc. pertencem exclusivamente ao estado.

    No intervencionismo, o estado não se apropria diretamente dos meios de produção, mas os regula, tributa, controla, dá ordens, impõe decretos, e até mesmo estipula salários e controla preços de alguns produtos. Os meios de produção continuam em mãos privadas, mas não seguem à ordens do livre mercado e nem dos consumidores. Eles obedecem a políticos.

    O primeiro arranjo é Cuba, Coreia de Norte, a ex-URSS e, cada vez mais, a Venezuela.

    O segundo arranjo é qualquer país da América Latina — sim, aqui o governo estipula valores mínimos para os salários (e não me refiro apenas ao salário mínimo, mas também aos salários estipulados pelos Conselhos de Classe, órgãos protegidos pelo governo) e estipula preços de todos os bens e serviços de setores regulados por agências reguladoras.
  • Adriano  16/07/2020 01:24
    Estive pensando e cheguei a uma conclusão interessante: é impossível ser um capitalista de sucesso (honestamente) sem ser um socialista no início de seu empreendimento. E isso o que um socialista não entende.

    Explico: o empreendedor investe grande parte de seu capital em um negócio que não sabe se vai dar certo. Paga primeiro os empregados e os três governos sem saber se sobrará um salário para ele; trabalha 15 horas por dia; muito pouco fica com a sua família; tem como principal moto o sonho de que o negócio prospere, muito mais que o próprio lucro líquido, que quando ocorre é novamente reinvestido na empresa. Hoje em dia este lucro é cada vez menor, portanto tem que ser um herói para suportar os esforços deste sonho.

    Ou seja, no início, ele trabalha para todo mundo, paga todo mundo, e não ganha nada. No final de um grande período de tempo, com alguma sorte, ele colhe algum lucro.
  • Geraldo Ribeiro  16/07/2020 01:33
    Muito bom seu insight. É bem assim mesmo.
  • Evaldo  16/07/2020 01:39
    Nos países de maior liberdade econômica, as pessoas têm que beneficiar umas às outras para sobreviver e prosperar, mesmo que não percebam isso ou não sejam particularmente altruístas.

    Já nos países socialistas, é possível prosperar sem beneficiar ninguém além de si mesmo e todos são induzidos a participar do prejuízo socioeconômico da maioria.
  • Felipe L.  16/07/2020 01:31
    Eu achei que a alíquota máxima no Brasil do IRPJ fosse de 25%, não de 15%.

    De qualquer forma, chama a atenção essa alíquota na Índia, de quase 50%. Não sei os impostos indiretos, mas eu duvido que a grande maioria dos negócios lá consiga pagar isso, visto que o país ainda é bastante pobre e a economia ainda tem uma parcela grande de informalidade.

    Mas vejam que até lá eles cortaram impostos. Vejam só.

    A própria natureza do imposto de renda é uma obra diabólica e de sadismo. Qual a lógica disso, se o governo já arranca o nosso dinheiro todo ano?

    Falando do Guedes, parece que é um ritual. Todo ano ele volta com essa história de CPMF e algum outro imposto adicional. O cara além de defender a destruição da nossa moeda, defende maior espoliação do povo. Com a CPMF voltando, a economia informal explode (não é com isso que eles se preocupam?) e todo o setor privado fica menos produtivo e mais pobre. Bolsonaro já falou que não quer, o Paulo vai lá e não, tem que enfiar mais imposto.

    Claro, além do imposto de renda, tem ainda os impostos indiretos. Algo que existe nos EUA e é bastante esquisito é que lá o cidadão americano, mesmo não morando mais no país natal, precisa fazer todo ano a sua declaração do imposto de renda, como se ele ainda morasse lá. É por isso que tem bilionário que renuncia a cidadania americana e vai para países como Cingapura (como aconteceu com o Eduardo Saverin).

    O Ford foi um cara muito genial, não sei como ele foi cair no conto do Hitler. Ele chegou até a arriscar um empreendimento na Amazônia com a Fordlândia (até escrevi sobre em meu artigo de meu curso de graduação), mas acabou não dando certo, principalmente por causa das pragas e pelo fato de que até hoje a floresta é um lugar extremamente hostil, sendo conhecido apenas por indígenas e alguns outros moradores locais.
  • Gabriel  16/07/2020 07:26
    25% é na Pessoa Física.
  • Caio  17/07/2020 14:34
    Pessoa física é 27,50%.
  • Gabriel  17/07/2020 15:21
    Exato, passou despercebido o "alíquota máxima".
  • Humberto  16/07/2020 01:31
    Já deram uma olhadinha nas 1.826 páginas da coletânea do PIS/Pasep e Cofins ?

    www.receita.fazenda.gov.br/publico/Legislacao/Coletanea/ColetaneaPISCofins.pdf
  • Jango  16/07/2020 01:41
    Parece aqueles decretos de tabelamento da saudosa União Soviética.
  • Joao  16/07/2020 02:57
    O problema no Brasil é que os ricos quase não pagam impostos, enquanto os pobres e classe média pagam muito. Precisa redistribuir a carga tributária. Mais impostos para os ricos e menos para os pobres, mais tributaçao na propriedade e renda e menos no consumo.
  • José  16/07/2020 12:34
    Muito bem. E aí o resultado será este aqui:

    www.mises.org.br/article/2740/quatro-consequencias-inesperadas-de-se-aumentar-os-impostos-sobre-os-mais-ricos

    www.mises.org.br/article/2977/se-voce-defende-os-trabalhadores-entao-voce-tem-de-defender-os-ricos

    Impressionante a total incapacidade das pessoas de ligar causa e consequência.

    Mas o que impressiona mais ainda é a tara dessa gente de continuar dando dinheiro para políticos e funcionários públicos. Estes não podem ter suas rendas afetadas de jeito nenhum!

    Povo bovino é outro nível…
  • Rodrigo  16/07/2020 14:55
    Rico não paga imposto? Vejamos.

    1) Peguemos um diretor de alguma grande empresa, que ganha R$ 30.000 mensais. Como seria a carga tributária deste diretor, em termos aproximados?

    2) Logo de cara, o imposto de renda retido na fonte seria quase R$ 7.600, além de R$ 354 de INSS. Arredondando, ele paga R$ 8.000 de imposto direto, sem falar no imposto que a empresa tem que pagar também, reduzindo seu salário líquido.

    (E, para pagar os R$ 30.000 de salário, a empresa desembolsa uns R$ 10.000 extras ao governo.)

    3) Restaram líquidos até agora uns R$ 22.000 para o diretor, enquanto o governo já embolsou uns R$ 18.000 em cima dele. Mas a coisa está longe de terminar.

    4) Outros dois impostos diretos abocanham importantes fatias de sua renda. Digamos que esse diretor viva num bairro de luxo, com um elevado IPTU. Lá se vão pelo menos R$ 7.000 anuais para o governo.

    5) Mas esse diretor tem pelo menos dois carros na garagem, que custam R$ 2.500 cada um de IPVA anual. Mais R$ 5.000 para o governo.

    6) Apenas de impostos diretos esse diretor já foi forçado a entregar mais de R$ 100.000 anuais para o governo, ou 30% de seu salário bruto, sem levar em conta os impostos pagos pela empresa. Só que ele está longe de se ver livre do governo.

    7) O diretor terá um plano de saúde privado. Um plano de saúde bom custaria a esse diretor algo como R$ 1.000 por mês. Vamos somando isso ao total de carga.

    8) Por motivo óbvios, o diretor irá morar num local seguro, que conta com seguranças privados, e que eleva bastante o gasto com condomínio. Pelo menos outros R$ 1.000 mensais ele deve gastar apenas para ter câmeras, seguranças particulares e sistemas de proteção em seu prédio.

    9) Esse diretor colocará seus dois filhos numa boa escola particular, gastando pelo menos R$ 2.000 por mês. Esses três serviços básicos - saúde, segurança e educação - custam pelo menos R$ 4.000 mensais ao diretor, além dos impostos que ele joga no lixo.

    10) Daqueles R$ 22.000 líquidos, o diretor já torrou R$ 5.000 apenas para pagar IPTU, IPVA, saúde, segurança e educação. Sobraram R$ 17.000 em sua conta, lembrando que seu salário bruto era de R$ 30.000 (já estamos falando de uma carga de 43%). Mas ainda não acabou.

    11) Cada conta de luz, gás e telefonia tem um imposto embutido de pelo menos 30%. Para cada compra no supermercado, o diretor terá que deixar uns 40% para o governo, imposto médio dos produtos ali vendidos. Enfim, digamos que o diretor gasta, dos R$ 17.000, R$ 12.000 por mês. Deste valor, pelo menos R$ 4.000 são impostos novamente.

    12) Sobraram na conta do diretor R$ 5.000, que ele finalmente poderá poupar, contribuindo para a oferta de capital que serve para investimentos produtivos no país.

    13) Mas o governo quer mais! Se ele investir esse dinheiro em um fundo tradicional de um banco, o mínimo que ele terá que recolher em impostos será 15% sobre os rendimentos, ou seja, outros R$ 1.000 por ano, em média.

    14) Se você já perdeu a conta, é porque são muitos impostos mesmo. Isso porque não considerei taxas e contribuições menores, ou o custo indireto de nossa asfixiante burocracia, que somados acabam lascando outra fatia importante da renda.

    15) No total, esse diretor, que ganha R$ 30.000 por mês, ou R$ 360.000 por ano, já pagou de impostos pouco mais de R$ 200.000, ou 55% de carga. Lembrando, novamente, que a empresa pagou outros R$ 120.000 ao governo para poder empregar este diretor.

    16) Em resumo, esse diretor custa para a empresa uns R$ 480.000 por ano, mas ele recebe líquidos apenas R$ 155.000, aproximadamente. Para onde foram os outros R$ 325.000? Exato, para o governo.

    Conclusão: A carga efetiva deste diretor está próxima dos 70%! 

    Rico não paga imposto?


    P.S.: o exemplo acima foi escrito em 2009. Hoje, os números são bem maiores.
  • Felipe L.  16/07/2020 16:19
    Eu nem li tudo, senão ficaria ainda mais apavorado. Os libertários americanos reclamam, com razão, dos impostos lá nos EUA (imposto de renda). Se eles vissem como é aqui, eles com certeza ficariam ainda mais furiosos.
  • Joao  17/07/2020 03:45
    Mas rico geralmente não é CLT. E sim PJ de serviços e paga muito pouco imposto. Ou recebe via dividendos, isento de impostos.
  • Rodrigo  17/07/2020 14:11
    É óbvio que não é CLT. Não tem como enriquecer sendo CLT neste país.

    É impossível ter salários crescentes com toda a carga tributária sobre as empresas e com todos os encargos sociais e trabalhistas sobre a folha de pagamento. Este site vive alertando sobre isso. O artigo acima é apenas mais um sobre isso. Finalmente alguém começou a entender.
  • Felipe L.  17/07/2020 21:30
    Alguns CLTs enriquecem, aí é milagre. O pessoal da Globo é esperto, eles se cadastram como PJ.
  • Imperion  18/07/2020 04:15
    Rico não é CLT. CLT é empregado. Rico sabe que pra enriquecer tem que investir em bens de capital e produzir. Colocar o dinheiro pra trabalhar pra si. A mentalidade do empregado é só ganhar e consumir.
    O rico age assim porque sabe que obterá grandes recompensas. É assim desde que mundo é mundo. Bens de capital é que enriquecem. Só trabalhar, não.
  • Alexandre  31/07/2020 12:08
    Sem contar q um salário de 30 mil em CLT quebraria o patrão né? Pq é a forma q mais onera, patrão empregado.
  • Mórmon  16/07/2020 11:54
    A próxima guerra mundial será da Hungria vs. Irlanda.
    As duas potências mundiais segundo esse site, haja vista suas economias "pujantes"
  • Victor  16/07/2020 12:43
    Ao contrário, meu doce. Governos que tributam pouco são governos enxutos (por definição). Consequentemente, são os menos propensos a iniciarem guerras. Governos sem renda não fazem guerras. Governos pequenos não fazem guerras.

    Qual a chance de a Suíça entrar em guerra com Liechtenstein?

    Aliás, como você acaba de descobrir, reduzir impostos é também uma questão humanitária: quanto menos renda para os governos, menores as chances de guerra.

    Isso é tão básico que é até constrangedor eu ter de explicar isso. Mas o que mais tem aqui é paraquedista ignorante…
  • 4lex5andro  16/07/2020 18:43
    POis é.
    Os maiores financiadores das indústrias de armas são os impérios.

    Reino Unido, França, depois, China, Urss/Russia e os Estados Unidos (onde o lobby das empresas armamentistas junto a Washington é histórico).
  • Pessoa que pensa por si mesma  16/07/2020 13:25
    Vamos lá "amiguinho":

    A Hungria possui um IDH de 0,838 (estimativa de 2017), sendo considerado muito alto, o 45º no ranking mundial, possui um PIB per capita de USD ~17466, um PIB per capita PPP de USD ~32623, o que eu diria que são números ótimos para um país que à 30 anos atrás era p*tinha da URSS.

    Agora a Irlanda: a mesma possui uma IDH de 0,938 (estimativa de 2017), muito alto, o 4º maior do mundo, seu PIB per capita é de USD ~79703, um PIB per capita PPP de USD ~86781, inclusive reza a lenda que em várias partes de Dublin o número de brasileiros supera o de Irlandeses.

    Por fim, vamos aos números de Banânia: IDH de 0,759 (estimativa de 2017), sendo o 79º no ranking mundial, nosso PIB per capita é de USD ~11122, Pib per capita PPP é de USD ~14652.

    Conclusão, a Hungria, que à 3 décadas atrás era dominada pela Rússia, não tinha qualquer autonomia real e vivia forçadamente sob um regime político e econômico totalmente fracassado (aka socialismo), se libertou, cresceu e hoje nos supera largamente em poder de compra e qualidade de vida, e tudo isso com a situação descrita no artigo. Já a Irlanda, não há muito o que dizer, com sua baixa tributação consegue ser o 4º melhor país do mundo para se viver, isso por si só já coloca a esquerda numa saia justa, uma vez que a mesma afirma que tal coisa é impossível. Nenhum dos dois países citados é uma potência mundial, mas é inegável que estão infinitamente melhor do que o pseudo capitalista Brasil.

    Se você acha que está errado, sinta-se à convidado à rebater com dados e fatos, mas faça um favor à todos nós, inclusive à você mesmo, e não me venha com matéria da Foice de São Paulo, vermelho.org ou algum blog de sindicato, o nível aqui é muito superior ao das páginas no Twitter onde você curte "lacrar".

    Abraços!
  • Arquivesco  16/07/2020 13:41
    O cara é tão ignorante que diz que o site chama Hungria de "economia pujante". Irlanda sim, mas a Hungria passou por um longo tempo no regime comunista e ainda tem dificuldades econômicas.
  • Intruso  16/07/2020 12:53
    Como diminuir impostos se temos uma estrutura imensa a ser mantida? Universidades, hospitais, escolas, creches, Exército, Marinha, Aeronáutica, Judiciário ( federal e estadual), Polícia (federal, estadual e municipal), Presídios, Legislativos (federal, estadual e municipal), bolsa família, auxílio emergencial, Institutos de pesquisa, vários ministério, milhares de aspones, e demais instituições que não vem em minha memória.
  • Johannes  16/07/2020 14:25
    Como vocês provavelmente já devem saber, Cuba à alguns anos adotou políticas neoliberais no setor residencial, passando à permitir o comercio, porém não há evidência de que houve qualquer melhora no estado das moradias.
    Da mesma forma a Coreia do Norte, desde a crise econômica dos anos 1990 passou a permitir o mercado negro, assim viu-se de certa forma a ascensão do capitalismo dentro do país, além de também se abrir com políticas neoliberais no setor do turismo, ainda assim os indicadores de pobreza e fome do país mal se mexeram. No Brasil, mesmo depois de todas a reformas e anulação de direitos promovidos pelos presidentes Temer e Bolsonaro, a economia não melhorou e o desemprego continua muito alto.
    Um estado forte e bem organizado faz falta inclusive na defesa nacional, China e Coreia do Norte já possuem exércitos muito maiores do que qualquer país ocidental, sendo assim nações soberanas, enquanto os EUA possuem hoje 1,3 milhões de soldados, menos da metade da China e menos de 1/4 da Coreia do Norte, isso para um país que à poucas décadas atrás era a maior potência militar do globo mostra que o modelo econômico excessivamente livre e desregulado vem causando a lenta derrocada do país.
    Dito isso, será que não está na hora de repensar as nossas opiniões? Será que não deveríamos ser humildes e admitir que talvez a mentalidade neoliberal do ocidente já não seja a mais adequada para enfrentar nossos problemas? Fica aí a reflexão.
  • Kepler  16/07/2020 14:42
    Quando você acha que já viu de tudo, surge um animador de circo e diz que Cuba e Coreia do Norte são neoliberais… Por que as pessoas têm essa propensão a se auto-humilharem dessa forma?

    Quanto à reforma trabalhista, eis a evolução do número de pessoas trabalhando. Tenha em mente que a reforma ocorreu no início de 2017.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-employed-persons.png?s=brazilempper&v=202006301210V20200714&d1=19200810&type=line

    Baita tiro no pé o seu, hein? O emprego cresceu firme até fevereiro deste ano (quando os governos estaduais decidiram foder a economia e proibir todo mundo de trabalhar).

    É nisso que dá ficar macaqueando blogs ideológicos e pró-partidos políticos: você faz papel de bobo.

    Dito isso, será que não está na hora de repensar as suas opiniões? Será que você não deveria ser humildes e admitir que talvez a sua mentalidade estatizante já não seja a mais adequada para enfrentar aceitar o mundo? Fica aí a reflexão.
  • 4lex5andro  16/07/2020 18:36
    Mesmo não gostando, ainda estava lendo, apesar dos ''neoliberalismos'' que não ajudaram Cuba e Coreia do Norte (só faltou o Johaness bradar: maldito capitalismo).

    Mas não deu, depois de ''anulação de direitos'' no Brasil, não dá pra continuar ou responder seriamente um post desses.
  • Daniel Cláudio  16/07/2020 20:19
    Espere aí, o cara está perguntando por que não houve uma explosão de investimentos em Cuba e na Coreia do Norte após seus respectivos governos (extremamente bondosos e supremamente confiáveis) dizerem que podiam investir em hotéis de lá?

    É isso mesmo?!

    Esse aí, coitado, nunca estudou a literatura sobre "incerteza gerada pelo regime". Dica basica para você: se um governo com um histórico de décadas de confisco repentinamente diz que autoriza investimentos, é óbvio que é uma armadilha. Só vai investir lá quem é completamente imbecil. É confisco certo. Mais ou menos como os otários estrangeiros que compraram títulos públicos da Argentina.

    Aliás, ainda que não houvesse confisco nenhum, quem é que vai investir num país cuja população é morta de fome e não tem renda pra nada?
  • Estado o Defensor do Povo  16/07/2020 21:17
    Desculpa mas até o motivo que você dá para a suposta inferioridade dos EUA em relação à China e Coreia do Norte é ridículo, número de soldados do exército, eita, mesmo pra alguém estatista sabe que mero número de pessoas servindo no exército não é quase nada, e o armamento? E os caças? E a tecnologia pra bombear tudo?
    Mas óbvio eu como libertário, tendo a respeitar mais os países com um exército fraco que não faz nem cosquinha, pois isso significa menos peso nas costas do cidadão comum.
  • Zuca em Tuga  17/07/2020 19:44
    Quando o post do Johannes é tão ruim que até o Estado se revela libertário!
  • Marionete do Nego Ney  16/07/2020 15:41
    [OFF]

    Pessoal, recentemente fui acometido por um súbito interesse por histórias de pessoas que fugiram de regimes socialistas, sendo assim já li o livro "Para poder viver", de Yeonmi Park, estou na metade do "Fuga do campo 14", de Blaine Harden (este conta a história de Shin Dong-hyuk, um rapaz que nasceu e cresceu dentro de um campo de trabalho forçado norte-coreano, teve que assistir sua mãe e seu irmão sendo executados e trabalhou pesado desde muito cedo (é interessante como a esquerda ainda diz que no socialismo não existe escravidão)), também tenho baixado o "Nada à invejar" de Barbara Demick, que pretendo ler em seguida.

    Mas aí eu vos pergunto: Alguém saberia de algum livro nesse estilo sobre Cuba ou algum outro país socialista?

    Obrigado!
    E que eterno Nego Ney seja sempre louvado!
  • Anon  17/07/2020 23:39
    Tem o "Escolhi a Liberdade" do Victor Kravchenko, onde ele relata suas experiências na URSS e sua saída do país.
  • LUCAS GALLON  16/07/2020 18:13
    Após as reformas liberais de Macron, que reduziu consideráveis 10% de impostos corporativos na França, o Brasil tomou o honroso lugar do país ocidental que mais tributa empresas.

    Curiosa é a disparidade em realação ao Simples Nacional, que tem um dos regimes fiscais mais favorecidos do mundo para pequenas empresas.
  • Zé Ninguém  16/07/2020 19:45
    Há algum tempo venho acompanhando este instituto, principalmente os artigos que falam sobre o fracasso dos sistemas de ensino tradicionais, e me veio à cabeça uma ideia, vamos lá:

    Os cursos superiores no Brasil (e também no exterior eu presumo, embora em menor escala) são geralmente muito estressantes, não raro se ouvem relatos de universitários que ficaram noites sem dormir, que tiveram e tem sérios problemas psicológicos como depressão, etc. Os cursos, que muitas vezes já tem matérias exigentes (principalmente na área de exatas), acabam ainda piores graças à professores que não sabem ensinar, que passam uma tonelada de trabalhos, as vezes sem sentido, e sobrecarregam os alunos, as vezes o aluno vem com uma base ruim do ensino médio e acaba tendo que estudar além do conteúdo da aula, outro conteúdo de que ele precisa para tal. Como resultado o estudante muitas vezes se estressa com conteúdos que não são difíceis, mas que o professor faz questão de tornar difíceis, não dorme e não come direito e estuda além da conta, e tudo isso, de acordo com vários estudos científicos, prejudica muito o aprendizado e a memorização de longo prazo. Muitas pessoas que tem plenas capacidades para se tornar grandes profissionais em suas áreas acabam desistindo do curso pelos motivos apontados, e isso é péssimo para o desenvolvimento do país.

    Pois bem, digamos que ocorre algum tipo de milagre divino dos céus e o Brasil resolve jogar toda a regulação do sistema de ensino no lixo e permitir um livre mercado genuíno nessa área, decidimos então abrir uma rede de escolas, do ensino fundamental até o técnico e superior, funcionando mais ou menos assim:

    Os quatro ou cinco primeiros anos serias pouca coisa diferente do que temos hoje, os alunos seriam alfabetizados, aprenderiam as bases da matemática, história, geografia, etc, vocês sabem.

    Nos anos seguintes haveriam caminhos diferentes, por exemplo, o aluno poderia decidir se quer seguir no futuro exercer uma profissão ligada à área de exatas, nesse caso todas as matérias de costume seguem sendo ensinadas, porém haverá foco maior em matéria como matemática e física, já se o aluno escolher a área de biológicas, mesmo esquema, mas focando mais em biologia e química, se escolher humanas, foco em línguas e filosofia, etc. Em tudo isso o modelo EAD e o Homeschooling também poderiam aparecer.

    Chegada a hora do ensino superior, o esquema muda, ao invés de enfiar todo mundo numa sala de aula e fazer o esquema padrão que conhecemos, os cursos são divididos, em engenharia por exemplo as disciplinas necessárias para que o aluno comece à atuar como técnico são na medida do possível concentradas no começo do curso, de forma que assim que concluídas o mesmo já seja certificado como técnico e possa arranjar seu primeiro emprego na área.
    Mas não só isso, ao invés de aula presencial, o aluno estuda como quiser, seja em livros, pela internet, ou com pessoas experientes, whatever (disciplinas que envolvem prática, obviamente teriam que ser no mínimo semipresenciais e com a estrutura necessária), levando o tempo que precisar, e quando achar que está pronto ele só paga para fazer provas, que teriam que começar avaliando o domínio da teoria e envolver também testes práticos do conteúdo em questão, caso passe ele recebe uma certificação de que conhece o conteúdo em questão.
    Assim que terminadas as disciplinas necessárias para ser técnico, ele recebe este diploma, e então decide se quer continuar e se tornar engenheiro ou se para por aí.
    Esse exemplo seria para a área de engenharia, mas o mesmo esquema poderia ser usado em qualquer área.

    Tentei mais ou menos imaginar um modelo que seria barato, ou pelo menos não mais caro do que o que já temos hoje, e que reduziria os problemas que citei acima, dando maior flexibilidade e eliminando matérias inúteis.

    Aí eu pergunto à vossas senhorias: Vocês acham que um sistema como esse ou parecido é possível, e se sim, a qualidade poderia se equiparar à de grandes universidades? Seria possível formar grandes engenheiros e cientistas dessa forma?

    Agradeço imensamente à todos que tiverem a paciência de ler o meu textão e responder. :)
    Abraços!
  • Minerius  16/07/2020 20:52
    "Os cursos superiores no Brasil (e também no exterior eu presumo, embora em menor escala) são geralmente muito estressantes, não raro se ouvem relatos de universitários que ficaram noites sem dormir, que tiveram e tem sérios problemas psicológicos como depressão, etc. Os cursos, que muitas vezes já tem matérias exigentes (principalmente na área de exatas), acabam ainda piores graças à professores que não sabem ensinar, que passam uma tonelada de trabalhos, as vezes sem sentido, e sobrecarregam os alunos, as vezes o aluno vem com uma base ruim do ensino médio e acaba tendo que estudar além do conteúdo da aula, outro conteúdo de que ele precisa para tal. Como resultado o estudante muitas vezes se estressa com conteúdos que não são difíceis, mas que o professor faz questão de tornar difíceis, não dorme e não come direito e estuda além da conta, e tudo isso, de acordo com vários estudos científicos, prejudica muito o aprendizado e a memorização de longo prazo. Muitas pessoas que tem plenas capacidades para se tornar grandes profissionais em suas áreas acabam desistindo do curso pelos motivos apontados, e isso é péssimo para o desenvolvimento do país."

    Não sei no resto do mundo mas nos EUA, em certos cursos superiores e em algumas instituições as férias são bastante longas, coisa de 2 meses pelo menos, não sei o motivo, se é porque eles empurram menos coisas, mas eu percebi que o ensino lá parece ser mais flexível do que o daqui, pois é comum que haja pessoas já no mercado de trabalho nessa idade, ao passo que no Brasil é menos comum, claro, provavelmente por estes motivos, de forma que eu creio que os professores não vão ficar vomitando porcarias, sabendo que o discente não pode ficar faltando e perder dinheiro por causa disso. Pelo menos é o que eu via em meu curso de Inglês. Mas é dedução minha, eu não cursei o ensino superior lá.

    Agora aqui no Brasil, sim, os professores vão vomitando pilhas e pilhas de porcarias que na maioria das vezes não vão agregar nada para o futuro daquele aluno, principalmente no fim do semestre. Como agora está a distância e muitos alunos nem assistem às aulas (eu particularmente prefiro estudar por conta própria), então aí eles tentam passar mais coisas ainda, para "compensar" esse fenômeno. E, assim como nos outros níveis de ensino, eles nunca dão conta de passar toda a matéria. Onde eu frequento, por exemplo, eles estão dando aulas à distância. Só que tem professor que não está gravando a aula, o que é um absurdo. Ou seja, se o aluno precisa trabalhar a tarde toda (se for um sortudo que ainda está empregado nesse caos de hoje), ele não pode assistir à aula porque o professor não a gravou. Imagina só que maravilha, explicar para o chefe assim "Posso faltar hoje? É que no meu curso o professor não grava a aula e eu tenho que ir na aula dele hoje. ". Falando de estresse, esse fenômeno é particularmente pior nos cursos de Medicina. Há alunos [link=www.google.com/search?q=aluno+de+medicina+comete+suic%C3%ADdio&rlz=1C1GCEA_enBR870BR870&oq=aluno+de+medicina+comete+suic%C3%ADdio&aqs=chrome..69i57.566j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8]que chegam a cometer suicídio. Mas isso nunca aparece na mídia, porque o ensino superior aqui é romantizado e parece ser tudo perfeito e nada pode ser questionado.

    "Pois bem, digamos que ocorre algum tipo de milagre divino dos céus e o Brasil resolve jogar toda a regulação do sistema de ensino no lixo e permitir um livre mercado genuíno nessa área, decidimos então abrir uma rede de escolas, do ensino fundamental até o técnico e superior, funcionando mais ou menos assim:[...]"

    Essa é apenas uma hipótese sua, de forma que várias seriam as formas para se estudar, se aprimorar e se qualificar. Haveriam cursos mais práticos, mais teóricos, a abordagem deles teria que ser a melhor possível e com certeza só apareceriam os melhores docentes. Na Uber você pode dar nota para o motorista, então imagino que isso possa ocorrer também no ensino.

    Só que infelizmente ninguém quer abolir o MEC. Nem mesmo a neoconzada que reclama tanto da doutrinação esquerdista é capaz de pensar sobre isso. Não é possível que para isso também tenha que ter aval do Congresso e do STF.
  • Alexandre  31/07/2020 13:01
    Os cursos superiores no Brasil são cheio de encheçao de linguiça. O curso de medicina não é difícil, o q ocorre é q muitos estão lá por vontade de pais e avós, daí, da merda. Qualquer coisa é melhor a educação atual. Povo brasileiro tá ficando burro e semianalfabeto. Minha mãe estudou até a 4 série do fundamental, sabe ler, escrever, interpretar perfeitamente. Tem uma grafia invejável. Nós dias de hoje, o cara se forma no ensino médio e comete erro de escrita na produção do curriculo vitae. É vergonhoso o negócio.
  • Imperion  16/07/2020 22:29
    Pra formar grandes engenheiros , ao contrário nao se deve facilitar a materia. Nenhum grande engenheiro o é sem conhecer o que sua profissão precisa e sem dedicação para realizar
    Depende da dedicacao individual de cada um. É o aluno que estuda. A faculdade so oferece a materia para ele.
    Ao contrário tb, a falta de devida educacao no ensino básico é que atrapalha os estudos de ensino superior.
    O sonho do aluno é receber o diploma sem precisar estudar e ele ta acostunado a isso desde pequeno e vai ter que mudar logo na hora que ta pagando os tubos.
  • MAURICIO GOMES  17/07/2020 00:54
    Leia o livro de Rothbard:"Educação livre e obrigatória" e reflita nele,mas sua proposta é interessante,afinal a teoria libertária não tem padrões a serem seguidos,a filosofia libertária prega a liberdade e inovações tecnológicas em qualquer área do conhecimento,seus princípios são apriorísticos,mas as soluções ilimitadas,o governo e seus asseclas é que atrapalha tudo e todos.
  • Imperion  17/07/2020 02:41
    Pra formar grandes engenheiros, ao contrário, não se deve facilitar a matéria. Nenhum grande engenheiro o é sem conhecer o que sua profissão precisa e sem dedicação para realizar.

    Depende da dedicação individual de cada um. É o aluno que estuda. A faculdade só oferece a matéria para ele.

    O contrário também, a falta de devida educação no ensino básico é que atrapalha os estudos de ensino superior. O sonho do aluno é receber o diploma sem precisar estudar e ele tá acostumado a isso desde pequeno e vai ter que mudar logo na hora que tá pagando os tubos.
  • Zé Ninguém  17/07/2020 11:39
    Imperion, creio que me não me expressei como pretendido nesta parte, permita-me tentar novamente:

    Veja, usarei como exemplo a minha própria experiência, nos meus tempos de faculdade eu trabalhava das 8:00 até as 17:00, depois pegava o ônibus para a cidade vizinha onde eu estudava das 18:30 até as 22:00, chegava em casa geralmente após as 23:30, e até eu ter tomado banho e petiscado alguma coisa já passava da meia noite, no dia seguinte acordava às 6:30 ou mesmo antes para me preparar pro trabalho. Essa por si só já era uma rotina bastante massante, agora some à isso os trabalhos que eram passados e ter que estudar pras provas, muitas vezes depois de chegar da aula, e ir dormir as vezes depois das 1:00 ou 2:00 da manhã.

    Quando se fica nessa rotina por tempo prolongado, o rendimento em todas as áreas começa a cair, meu aprendizado foi bastante prejudicado e cheguei ao ponto de só estudar o mínimo necessário para passar nas provas, além de não ser mais tão produtivo no trabalho.

    Sendo assim, no modelo que expus eu não visaria facilitar a matéria, pelo contrário, porém o aluno teria todo o tempo que precisar para estudar a fundo o conteúdo, buscar diversas fontes e praticar o que aprendeu, e então quando achar que está pronto, paga somente para fazer as provas, que é claro, não podem dar mole, mas devem certificar só os que realmente sabem. Isso ao meu ver eliminaria, ou pelo menos diminuiria bastante o problema que descrevi acima.

    Isso ao meu ver reduziria drasticamente os custos e geraria bastante flexibilidade pro estudante, visto que no Brasil a imensa maioria deles não vem de famílias que tem condições de bancar seus estudos universitários, e assim precisam trabalhar para tal, como é o meu caso.

    Abraços! :)
  • Imperion  17/07/2020 19:28
    Não tendo a regulamentação obrigatória, as faculdades estariam livres pra fazer sua grade. Nos países desenvolvidos com grande formação de engenheiros por exemplo, funciona assim.

    Ensinam o que é necessário pra ser engenheiro. Pois se vc quer algo, vc tem que ir diretamente ao que vc quer: disciplinas de engenharia. Se vc fizer, vc gastará menos e terá mais tempo, amenizando assim o relatado.

    Mas no técnico não. Vc perderia tempo com outras disciplinas desnecessárias pra ser engenheiro. E vc tem que ir diretamente ao que se quer pra ter mais eficiência nos estudos.

    Mas o contrário poderia ocorrer. Depois de fazer o técnico, a faculdade não tivesse que exigir vc fazer de novo matérias equivalente. Desse modo vc economizaria tempo e dinheiro. 
  • Lockdown salvou vidas  16/07/2020 22:00
    Ta cade vocês agora com a alta de mortes e casos na suécia? O pior país escandinavo na COVID (Olhem Finlandia e Dinamarca) Brasil 50% ficou na ruas, eai cade a beleza dos resultados?

    Até a curva americana ja esta caindo, graças ao isolamento mais severo. Enquanto aqui a única coisa que estabilizo é as mortes, os casos de covid continuam aumentando (que é a melhor referência métrica)
  • Lockdown matou o mesmo tanto e ainda fodeu a economia  17/07/2020 00:39
    De novo? A mesma ladainha já refutada várias vezes?

    Suécia saiu-se melhor que Reino Unido, Espanha e Itália, que trancaram todo mundo em casa, foderam a economia e agora estão numa puta depressão. Já a economia da Suécia cresceu.

    Aliás, teve mais mortes per capita nos estados de Nova York e Nova Jérsey, todos totalmente trancados, do que na aberta Suécia.

    Pode refutar os dados.

    The media's jihad against Sweden's no-lockdown policy ignores key facts
  • Fredrick Bastiat  17/07/2020 01:13
    E mesmo se tivesse saído pior, a diferença parece que teria sido muito pouca pra justificar o arrombo, seria uma espécia de"vitória mutilada".
  • Felipe L.  17/07/2020 03:44
    Esse artigo em Inglês eu traduzi anteontem e publiquei em meu blog.
  • Lockdown salvou vidas  17/07/2020 05:18
    Economia suéca cresceu? A retração é prevista de -6% e o desemprego aumentou 1,5% pelo menos.
    Pensei que voces conheciam o trading economics kkkkkkkkkk
  • Guilherme  17/07/2020 14:10
    Eu conheço muito bem. E aqui está.

    Crescimento trimestral de 0,1% (enquanto todos os outros países afundaram na recessão):

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/sweden-gdp-growth.png?s=swgdpaqq&v=202006012125V20200716

    Crescimento de 0,4% sobre o mesmo trimestre do ano anterior (enquanto todos os outros países apresentaram quedas fragosas):

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/sweden-gdp-growth-annual.png?s=swgdpayy&v=202006012126V20200716

    Pior do que a ignorância (que tem cura) é a ignorância arrogante e soberba.

    "kkkkkkkkkk" (é assim? Fiz certinho?)
  • Lockdown salvou vidas  18/07/2020 00:34
    O cara traz dados de 2020, fala de trimestre e o resto acha que ta abafando. Pra vcs a liberdade individual vales mais que centenas e ate milhões de vidas que morrem todos os dias. De fato a esquerda tem razão em alguma coisa!

    Cade o semestre de 2020? Você não refutou nada
  • Vladimir  18/07/2020 04:11
    "O cara traz dados de 2020, fala de trimestre e o resto acha que ta abafando."

    Mas, hein? Foi utilizado exatamente o intervalo de tempo que você exigiu. Tá afinando agora? Típico.

    "Pra vcs a liberdade individual vales mais que centenas e ate milhões de vidas que morrem todos os dias."

    Ué, mudou de assunto? Você chegou aqui falando que a Suécia, que não adotou lockdown, teve recessão e forte aumento no desemprego. E ainda disse que tudo isso estava no TradingEconomics.

    E então as pessoas aqui, gentilmente, mostraram que você estava triplamente enganado. A economia sueca cresceu no trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior (enquanto todos os outros países do mundo afundaram na recessão), cresceu no trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (enquanto os outros países do mundo afundaram na recessão) e o desemprego aumentou mísero 0,8 ponto percentual. Nada praticamente.

    Ah, e se quiser fonte de mídia oficial, eis aqui:

    Sweden's Economy Grew Last Quarter, Adding to Covid-19 Debate

    "De fato a esquerda tem razão em alguma coisa!"

    No quê, por exemplo?

    "Cade o semestre de 2020? Você não refutou nada"

    Mas meu doce! Os números do segundo semestre ainda não saíram! Como é que eu vou postar números que nem sequer ainda foram divulgados?

    Seu desespero perante uma refutação é tão abissal, que fez você se rebaixar ao ridículo de exigir comentários de algo que nem sequer ainda ocorreu.

    Dica: mantenha o anonimato.
  • Humberto  17/07/2020 14:23
    Haha, é cada invertida que desavisado toma aqui. É nisso que dá achar que tá no Twitter ou no Facebook, onde é só lacrar e sair correndo…

    Aliás, falando em desemprego, o desemprego na Suécia foi de 8,2% em fevereiro para … 9% em maio. Uma "explosão"!

    tradingeconomics.com/sweden/unemployment-rate

    Enquanto isso, os idiotas dos americanos foram resolver imitar os europeus, e deu no que deu: o desemprego saltou de 3,5% em fevereiro para 13,3% em maio. Invejável…

    tradingeconomics.com/united-states/unemployment-rate
  • Intercept  16/07/2020 23:38
    Muito bom. O artigo poderia ter dado um adendo sobre o índice de desenvolvimento dos países no ranking. Quanto mais pobre um país, menos deveria tributar suas empresas.
  • Imperion  17/07/2020 02:39
    pt.m.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Liberdade_Econ%C3%B4mica

    Os mais desenvolvidos do globo são os mais livres. Liberdade econômica produz riqueza. Note o ranking. Eles tem o maior PIB per capita. Índices de produtividade elevados e educação elevada.

    Nenhum país comunista ou socialista está sequer perto da metade do ranking, são os lanternas. Nesses, o estado ou toma tudo ou quase tudo.

    Brazilzilzil toma quase metade do que o brasileiro ganha, não resolve os problemas e os improdutivos de esquerda ainda querem convencer que se der a outra metade vai resolver os problemas. Note que com 92 tributos e bagunça tributária, o Brasil está em 150 no ranking de 200 países. Entre os países de quarto mundo, muito mais perto do dos piores do globo do que sequer os medianos.

    E indefinidamente longe sequer dos primeiros. 
  • Felipe L.  17/07/2020 04:05
    Por que antes da MP 984, o SBT não podia transmitir jogos? Pelo que vi, a partida de futebol entre Flamengo e Fluminense já ganhou em audiência do Jornal Nacional. É por isso que em grande parte da minha vida, nunca tenha visto uma partida de jogo no SBT...

    Tomara que vire lei. Outra coisa que deveriam ter tornado lei foi o fim da obrigatoriedade de ficar divulgando balanço de empresa da bolsa em jornal. Por que isso foi tirado? Com o fim disso, certamente até a imprensa tradicional teria de melhorar e não ser essa porcaria de hoje. Talvez ela fosse boa lá nas décadas de 50, 40, 30... pelo menos eram coisas com um Pourtuguês mais bonito.
  • Gabriel Vinícius  17/07/2020 14:51
    Não existia nenhum impedimento para o SBT quanto à transmissão de partidas de futebol. Uma vez o próprio Sílvio Santos explicou esse fato.

    O motivo de não haver transmissões pelo SBT é porque na época era impossível competir com a Globo por audiência nesse sentido.
  • Drink Coke  17/07/2020 21:05
    O que mudou é que agora o clube tem os direitos de transmissão do seu mando de campo, antes os direitos cabiam aos dois times, mandante e visitante. Logo para transmitir um jogo a emissora precisava ter os direitos dos dois clubes. Isso tirava um pouco o poder dos clubes em negociar, porque você sinplesmente não podia fechar com uma emissora X se a emissora não tivesse os direitos de outros clubes, pois assim seus jogos nunca seriam exibidos.

    No caso da final, o Flamengo não tinha feito um acordo com a globo em relação ao campeonato carioca e com essa lei ele simplesmente pode fechar com o SBT, já que o mando era dele. Sem a lei o SBT jamais poderia transmitir o jogo, pois precisaria ter os direitos do Fluminense também e esses ja pertencem a Globo. É isso
  • Felipe L.  17/07/2020 13:32
    Olhem que interessante, um caminhão autônomo para colher cana-de-açúcar:

    Como é controlar o brutal caminhão autônomo de R$ 750 mil que colhe cana

    Tem gente que ainda é contra isso, pois irá tirar emprego dos cortadores de cana, naquela ideologia comunista de que os empregos devem ser mantidos à todo custo, mesmo que eles sejam improdutivos. Na URSS era assim.

    Tributar lucro é punir os eficientes e os competentes. Isso deveria ser considerado crime.
  • Fritz inteligente e educado  17/07/2020 15:40
    "Tem gente que ainda é contra isso, pois irá tirar emprego dos cortadores de cana, naquela ideologia comunista de que os empregos devem ser mantidos à todo custo, mesmo que eles sejam improdutivos. Na URSS era assim."

    Amigo, nem me fale...
    Sou do Sul do Brasil, de região colonizada por alemães (sou descendente destes inclusive), e embora eu goste da minha "raça", principalmente pela sua cultura de trabalho duro, e eu diria, até grande inteligência em certos aspectos, eu simplesmente nunca tive contato com um povo tão averso à mudanças e ao avanço tecnológico quanto este, e olha que tenho amigos do mundo todo.

    Pois bem, minha cidade embora tenha várias fábricas é majoritariamente agrária, por vezes meu pai por exemplo assiste Globo Rural e lá mostram alguma máquina top de ultima geração que automatiza ou acelera determinadas funções, e comentários como "que absurdo, como fica o emprego das pessoas?", "quem usa esse tipo de máquina é porque tem preguiça de trabalhar", etc quase sempre se seguem.

    Anos atrás um senhor aqui da minha rua comprou uma daquelas máquinas pra tirar leite das vacas, o que além de poupar muito trabalho, já que ele tem bastante gado leiteiro, aumentou absurdamente a produtividade, visto que agora o tempo que antes era gasto na ordenha agora vai pra outras atividades, mas então... Várias pessoas, principalmente mais velhas, ficaram desdenhando ele, fazendo comentários taxando-o de preguiçoso, "moderninho" (no mal sentido é claro) e babaquices do tipo.

    Na educação a coisa é ainda mais lamentável, meu pai por exemplo já chegou à reclamar com minha professora porque ela passava muito pouca coisa no quadro para copiar, porque algum professor de matemática não nos fez decorar a tabuada, ou porque não passavam dever de casa o suficiente... Sim, eu estou falando sério... Além disso, não era raro eu levar bronca por não ter decorado algo para a prova, sim, decorado, eu sabia o conteúdo e raramente tirava notas ruins nas provas, mas para os meus pais, é necessário decorar o que a professora passa no quadro...

    Com disse antes, eu adoro o meu povo e tenho orgulho de ser quem sou, mas sinto que o povo daqui se recolhe para a sua bolha e esquece que o mundo é maior e muito mais complexo do que suas plantações e cabeças de gado, e que a automação é necessária para o avanço da humanidade. Muitos deles trabalham pesado por pura birra, "por que eu aprendi assim em casa", chegam nos 50 anos de idade e mal conseguem andar ou mexer os braços de tanta dor, mas ainda desejam que os filhos sigam o mesmo caminho, mesmo sabendo perfeitamente que isso vai arruinar a saúde deles no longo prazo.

    O mais interessante é que os alemães da Alemanha, que tive o privilégio de visitar, são o completo oposto, lá no geral evoluções tecnológicas que aliviem o esforço físico e/ou aumentem a produtividade são vistas com muito bons olhos.
  • Felipe L.  17/07/2020 16:37
    De fato. A jornada de trabalho na Alemanha é bem baixa.

    O país já se tornou mais produtivo até que os EUA. Problema lá é que os impostos são mais altos do que nos EUA.

    Obrigado pelo seu relato.
  • Imperion  17/07/2020 20:11
    A mecanização robótica autônoma veio pra ficar. Se não pode baixar as exigências para contratar trabalhadores, investe-se em bens de capital que vão fazer o trabalho. As fazendas altamente produtivas que alimentam o mundo, não aquelas que o MST quer fazer. Pra eles, o trabalho é escravidão. Com uma máquina dessas então se livra um monte gente disso.
  • Lucas  17/07/2020 20:28
    Meses atrás, alguns canais do YouTube publicaram um vídeo mostrando uma fábrica de caminhões situada em Minas Gerais. Uma fábrica bastante moderna, muito bem equipada. Na seção de comentários do vídeo, não faltavam comentários de gente lamentando o fato da fábrica ter "mais máquinas do que pessoas"!

    Ora, sério mesmo que esse pessoal que comentou isso iria ficar mais satisfeito em ver pessoas executando serviços pesados, repetitivos e desgastantes em vez de deixar isso para as máquinas? Sério mesmo que o consumidor iria preferir um produto produzido manualmente, cuja qualidade ficaria sujeita ao humor da pessoa que o produz no dia, em vez de confiar em uma máquina que produz tudo de uma maneira padronizada, com o máximo de eficiência possível?

  • Felipe L.  18/07/2020 04:13
    O pior é que até nos EUA há pessoas que pensam da mesma maneira. Isso mostra o nível de ignorância econômica. Eles realmente não sabem que a prosperidade deles foi baseada no acúmulo de capital, que consequentemente trouxe máquinas melhores... No Quora também está cheio de ignorante econômico.
  • Consagrado  18/07/2020 08:46
    Não deixa de ser irônico. Justamente quem mais se acham intelectual, científico e com mente aberta são justamente os mais ignorantes em diversas áreas do conhecimento, especialmente em economia e biologia.
  • Gabriel Vinícius  17/07/2020 14:31
    Desonerar a folha aumentando impostos simplesmente vai fazer o país descer no ranking de países que mais tributam empresas e subir no ranking de países que mais cobram impostos dos indivíduos. Retirar de um lugar para colocar em outro é absolutamente ridículo, e pior ainda é apontar isso como solução viável para a resolução do problema.

    Nem as empresas e muito menos os indivíduos devem ser responsáveis por financiar as atrocidades promovidas pelo governo, então o que deve de fato ser feito é o estado cortar de sua própria carne, reduzindo seu peso, reduzindo burocracia e reduzindo os cargos públicos. Claro que todos aqui sabem disso, mas por favor, não venham com a brilhante ideia de tirar os impostos de um lugar para colocá-los em outro. Simplesmente muda o "devedor".
  • Felipe L.  17/07/2020 15:32
    Eles querem reinventar a roda e então se gabarem de ter feito a "própria" "reforma tributária". É pura vaidade, chuto eu. Agora a artimanha é eles tirarem as piores partes, mas o projeto continuar ruim e assim ficar mais fácil de ser aprovado, só para ter menos resistência popular. No Plano Real fizeram a mesma coisa. Ao invés de ir pelo caminho mais fácil, prático e eficiente, que seria adotar uma moeda forte e consolidada como o dólar (e fechar o BCB), não, eles criaram uma outra moeda e depois toda aquela gambiarra. O resultado de deixar a moeda ser cuidada por políticos e burocratas brasileiros está aí. Melhor do que antes, mas parece que por aqui a mediocridade é tolerável.

    Depois vão reclamar com a explosão da informalidade. Só ver o próprio BCB, que cancelou o sistema de pagamentos do WhatsApp. É a maldita ideologia dos caranguejos no balde.

    Será possível que para demolir o sistema tributário e fazer outro mais enxuto também vai precisar de aval do Congresso? Se precisa, o problema é deles, não nosso. Por sinal, a classe política é MUITO bem paga e pergunta se nessa pandemia, alguém cortou o próprio salário, como já fizeram nos países vizinhos da América Latina.
  • Judeu  17/07/2020 18:25
    Exímio artigo. Quando o instituto irá trazer um artigo com um ranking assim das leis trabalhistas?

    Morei 6 meses nos EUA e me surpreendi como é fácil arrumar um emprego comparado com aqui. Além da carga horária ser muito mais flexível.
  • Felipe L.  17/07/2020 19:55
    De fato, realmente é. Até os anúncios de emprego são diferentes. Aqui no Brasil parece que eles estão sendo obrigados a te contratar (parece um anúncio de órgão público), por lá eles parecem querer te contratar. Em algumas vagas de emprego eles perguntam a sua disponibilidade de horários e dias da semana.
  • Carinha  17/07/2020 18:43
    Pessoal, o que vocês acham dessa suposta retomada do crescimento econômico na China e da meta deles de crescer 8,2% no ano que vem? Vocês acham isso legítimo/possível?
  • Felipe L.  17/07/2020 19:56
    Difícil confiar nos dados deles. A China é uma verdadeira caixa preta.
  • Juliano  17/07/2020 20:13
    Nem legítimo e nem possível -- mas, obviamente, nada impede que tais números sejam inventados e divulgados. O governo chinês, assim como o cubano, pode inventar as estatísticas que quiser. Não há auditoria.
  • Imperion  17/07/2020 21:01
    Apenas voltam a programação normal. Longe dis 15 por cento ao ano
  • Judeu  19/07/2020 18:58
    A economia chinesa está desacelerando desde 2015. E isso em dados oficiais.

    Não é atoa que o estado chinês está desesperado em lançar seus tentáculos em Taiwan , Hong Kong e pelo mundo afora. A "era de ouro" da China está no fim.

    A pandemia pode ter afetado mais o mundo no curto prazo, mas a China vai perder muitos investidores. Pode ter certeza. Ainda mais que desde 2015 a China possui cada vez mais leis trabalhistas (ou seja, está auto-podando sua principal força).
  • Felipe L.  20/07/2020 03:08
    Por que o Renminbi desvalorizou justo nesse período?
  • Bostileiro  19/07/2020 19:25
    Até o Macron da FRANÇA conseguiu reduzir impostos, mas essa latrina é incapaz de fazer o mesmo. A única saída daqui é o aeroporto mesmo.
  • Felipe Lange  18/07/2020 13:23
    Só eu que fico intrigado com o fato de a Suécia ter tomado outro caminho com relação ao coronavírus? País que hoje adota algumas medidas paternalistas como o ensino estatal, restrições sobre como os pais devem educar os seus filhos, assim como o assistencialismo.

    Eles adotaram aquele conceito de "confiar na responsabilidade individual das pessoas", que é o que deveria ter sido feito no resto do mundo. Até lá na Bielorrússia socialista eles não adotaram nada.

    Aqui sempre fomos adestrados. Deprimente.
  • Felipe Lange  18/07/2020 15:26
    Falando nisso, o tal do teste para o coronavírus já tem em farmácia? Se eu testar positivo e piorar sintomas, estou seriamente pensando em tomar a hidroxicloroquina.
  • Felipe Lange  18/07/2020 15:26
    Ah, esqueci de perguntar se a hidroxicloroquina precisa de prescrição médica.
  • Fabrício  18/07/2020 15:57
    Sempre foi de venda totalmente liberada nas farmácias. Existe há mais de 70 anos. Qualquer pessoa que fosse viajar para a Amazônia era recomendado tomar. Não havia nenhuma contraindicação.

    Em 2016, a Globo fazia campanha aberta para as pessoas tomarem cloroquina para combater o vírus da Zika. Afirmavam abertamente que não tinha nenhuma contraindicação e que até mesmo grávidas podiam tomar o remédio sem medo.



    Agora, decidiram lacrar e proibir a venda do remédio. E pessoas seguem morrendo por causa dessa decisão.
  • Felipe L.  18/07/2020 18:16
    Na verdade a venda existe, mas a Anvisa dificultou ainda mais, exigindo uma receita de duas vias (não sei se qualquer médico consegue receitar isso). Um absurdo. As pessoas deveriam poder tomar o que quisessem. Parece que em Porto Feliz o prefeito está distribuindo ivermectina para a população e está funcionando. Não sei se funciona e ainda não li a respeito.

    O que fazer, afinal?
  • Imperion  18/07/2020 15:51
    Nem sempre as "soluções" são iguais. A Suécia não se tornou um país rico seguindo os outros. Então é natural que eles desconfiassem. Esse lockdown foi um manicômio coletivo. Tinha algo de errado e alguns perceberam.
  • anônimo  19/07/2020 03:32
    Parece que em Porto Feliz o prefeito está distribuindo ivermectina para a população e está funcionando. Não sei se funciona e ainda não li a respeito.

    A Anvisa alerta que não há comprovação da eficácia do medicamento contra a doença e não recomenda o uso nem para quem está infectado e nem como forma de prevenção, por conta dos efeitos colaterais:

    oglobo.globo.com/sociedade/anvisa-alerta-que-nao-ha-provas-da-eficacia-do-remedio-ivermectina-contra-covid-19-1-24524621
  • Coreano  19/07/2020 19:48
    Já viram isso? imgur.com/a/XEakEmn
  • Guilherme  19/07/2020 22:26
    Gráfico impressionante. Obrigado por postá-lo.
  • Ninguém Apenas  21/07/2020 13:44
    Estranho, no Chile não existe imposto de renda sobre o salário dos empregados? É o único da lista que não tem a área vermelha.
  • Supply-sider  21/07/2020 21:14
    Tem, mas as alíquotas lá só incidem sobre ganhos muito altos.

    Por exemplo, a alíquota de 13,5% só incide a partir de 2,52 milhões de pesos mensais, o que equivale a R$ 16.800.

    home.kpmg/xx/en/home/insights/2015/11/chile-income-tax.html

    E como antes disso o cara já pagou a alíquota da previdência, ele, na prática, não paga imposto de renda.

    Começou a entender por que o país enriqueceu?
  • Ninguém Apenas  23/07/2020 00:50
    Não tinha ideia, valeu pela resposta.
  • Anônimo   20/07/2020 03:42
    O país não têm tradição em prestação de serviços por esta razão tributa, isentar todas as empresas, tributar e pagar salários com base no consumo anual da pessoa física e nos moldes da cpmf
  • Fabio  21/07/2020 23:28
    Esse artigo e essa lista me ajudou a entender a diferença entre a china e a India, sempre falam que as empresas só vão pra China pela mão de obra farta e barata, porem a índia também tem uma população na casa dos bilhões, se fosse só esse o motivo era de se esperar que muitas fabricas se instalassem na India
    Porem quando chega no gráfico se nota que a India rouba quase a metade (48%) dos lucros de um empreendimento enquanto a China rouba apenas 1/4 dos lucros.
  • Alexandre Furtado Montes  07/08/2020 20:06
    Prezados
    Antes de mais nada parabéns para o artigo, assim como para todos os participantes deste interessantíssimo debate. Tive contato muito recentemente com a Escola Austríaca e estou em processo inicial de aprendizado. Li vários artigos aqui do Instituto Mises e, além desse aqui, li dois artigos sobre a crise de 2008 e surgiram muitas dúvidas. Percebi que os debates em ambos os artigos já se encerraram há um bom tempo e não expus minhas dúvidas lá com o receio de que não seriam respondidas. Me desculpe se coloco essas dúvidas aqui em um artigo que não trata exatamente do tema, mas simplesmente não sei em que outro foro poderia expô-las.
    Vamos lá:
    1- Se entendi bem, as crises geralmente surgem da tentativa dos bancos centrais em inflar o crédito, para tentar ativar a economia. Ora, por que os bancos centrais se dispõem a fazer isto? Justamente porque já existe um enfraquecimento prévio da economia em andamento, eu suponho. Então, não foi a inflação de crédito que causou a crise, ela já existia antes. Peço que me expliquem esse ponto.
    2- Peguemos o caso do estouro da bolha imobiliária. O artigo descreve de forma muito didática como se deu o processo, não tenho muitas dúvidas a respeito. Mas a questão que me intriga é a seguinte: previamente à esta crise, houve outra, a bolha das ponto.com. E, aparentemente, o "easing" monetário se deu justamente para fazer face ao enfraquecimento da atividade econômica decorrente disto, o que remete ao ponto anterior. O que causou a crise das ponto.com?
    3- As duas questões anteriores parecem desembocar na seguinte questão: uma economia de mercado funcionando sem nenhuma intervenção seria imune a crises ou elas existiriam de qualquer modo?
    4- No Brasil, tendo em vista a existência do BNDES, que empresta a longo prazo por juros subsidiados, sem nenhuma relação com oferta e demanda de moeda, não distorceria completamente a questão das preferências temporais?

    Atenciosamente,
    Alexandre Furtado Montes
  • Leandro  07/08/2020 20:47
    "Se entendi bem, as crises geralmente surgem da tentativa dos bancos centrais em inflar o crédito, para tentar ativar a economia."

    Crises creditícias, ou seja, as crises típicas dos ciclos econômicos, sim. Mas há também crises econômicas causadas por outros fatores.

    De modo geral, é falsa a ideia de que crises são causadas exclusivamente por Bancos Centrais. Crises são causadas, aí sim, exclusivamente por intervenções estatais. Banco Central é apenas um dos vários tipos de intervenções estatais. Há crises causadas por um aumento súbito de impostos; há crises causadas por uma súbita restrição ao livre comércio (forte aumento das tarifas de importação); há crises causadas por repentinas regulações do mercado de trabalho (que explodem repentinamente o desemprego); há crises causadas por uma súbita guinada nas políticas de um governo, o que gera um profundo abalo na confiança dos agentes econômicos (a famosa "incerteza gerada pelo regime"); e, finalmente, há crises causadas pelo fato de o estado proibir as pessoas de trabalhar, produzir e circular livremente, (como a atual).

    No entanto, para dar prosseguimento, vou partir do princípio de que você esteja se referindo apenas aos ciclos econômicos.

    "Ora, por que os bancos centrais se dispõem a fazer isto? Justamente porque já existe um enfraquecimento prévio da economia em andamento, eu suponho."

    Correto.

    "Então, não foi a inflação de crédito que causou a crise, ela já existia antes. Peço que me expliquem esse ponto."

    Você próprio já respondeu. Há uma expansão do crédito. Essa expansão gera um boom. Preços e custos sobem. Juros, consequentemente, também sobem. O boom virou bust. Para "combater" o bust, há uma nova expansão do crédito.

    O ciclo se reinicia.

    "Peguemos o caso do estouro da bolha imobiliária. O artigo descreve de forma muito didática como se deu o processo, não tenho muitas dúvidas a respeito. Mas a questão que me intriga é a seguinte: previamente à esta crise, houve outra, a bolha das ponto.com."

    Correto.

    "E, aparentemente, o "easing" monetário se deu justamente para fazer face ao enfraquecimento da atividade econômica decorrente disto, o que remete ao ponto anterior. O que causou a crise das ponto.com?"

    A recessão americana de 1990-1992, em conjunto com o espetacular estouro da bolha imobiliária japonesa e do índice Nikkei. Para combater esses efeitos, o Fed inflacionou. Tudo terminou em 2000. Em 2001, houve recessão.

    E aí, junto com a recessão de 2001, vieram o 11 de setembro e, depois, em 2003, a guerra do Iraque. Fed inflacionou. Boom imobiliário.

    "As duas questões anteriores parecem desembocar na seguinte questão: uma economia de mercado funcionando sem nenhuma intervenção seria imune a crises ou elas existiriam de qualquer modo?"

    Nesse caso, alguém teria de apresentar uma teoria demonstrando de maneira logicamente irrefutável como seria possível que pessoas transacionando voluntariamente, com total liberdade de preços e salários, pudesse gerar crises.

    "No Brasil, tendo em vista a existência do BNDES, que empresta a longo prazo por juros subsidiados, sem nenhuma relação com oferta e demanda de moeda, não distorceria completamente a questão das preferências temporais?"

    Completamente. Tanto é que a crise de 2015 teve entre suas origens a expansão do crédito estatal.
  • Alexandre Furtado Montes  13/08/2020 18:30
    Prezado Leandro, obrigado pela resposta rápida e esclarecedora.
    Mas o assunto é vasto e complexo, de forma que uma resposta, muitas vezes, embora esclareça um ponto, suscita outras dúvidas. Assim, vamos lá, tentando entender:

    a recessão americana de 1990-1992, somada ao estouro do mercado imobiliário japonês e à quebra da bolsa daquele País fizeram a crise das ponto.com americanas, certo? E o que causou essas duas crises? Não achei material nenhum a respeito, existe algum (s) artigo (s) a respeito desses temas?

    De fato, assim pensando a respeito, não parece haver nenhuma razão para que uma economia de mercado entre de repente em crise. Entretanto, tenho ainda dificuldade em imaginar que poderíamos, em tese, obter uma expansão sem limites. Quer dizer que aquela coisa de que o sistema capitalista é inerentemente cíclico? Os ciclos só ocorrem devido a intervenções estatais?

    Abraços,
    Alexandre
  • Leandro  13/08/2020 20:58
    "a recessão americana de 1990-1992, somada ao estouro do mercado imobiliário japonês e à quebra da bolsa daquele País fizeram a crise das ponto.com americanas, certo?"

    A recessão, não. A resposta a essa recessão.

    "E o que causou essas duas crises? Não achei material nenhum a respeito, existe algum (s) artigo (s) a respeito desses temas?"

    A japonesa foi sintetizada aqui:

    www.mises.org.br/article/2519/como-as-politicas-keynesianas-do-governo-mutilaram-a-economia-do-japao

    A americana foi uma confluência de três fatores: fim da expansão monetária da década de 1980, aumento de impostos no início do governo Bush e a invasão do Iraque ao Kwait, que gerou um súbito aumento nos preços da gasolina e, consequentemente, dos juros de longo prazo.

    "De fato, assim pensando a respeito, não parece haver nenhuma razão para que uma economia de mercado entre de repente em crise."

    Correto. Pessoas trabalhando, produzindo e consumindo, tudo voluntariamente, não é um arranjo propenso a vivenciar crises cíclicas. É necessário haver um distúrbio externo para criar essa crise.

    "Entretanto, tenho ainda dificuldade em imaginar que poderíamos, em tese, obter uma expansão sem limites."

    "Expansão sem limites" não é um termo certo.

    O fato é que sem bolhas infladas por surtos de crédito farto e fácil, e estouradas por períodos de crédito escasso e caro, não haveria crescimentos de 7% ao ano seguidos por contrações de 4%. Haveria crescimentos contínuos de 2% ao ano, ou mesmo 3%.

    À primeira vista, não parece nada espetacular. Porém 2% ao ano significa que em 20 anos a economia está 50% mais rica. E em 35 anos, a riqueza de todos foi duplicada.

    Economia verdadeira é isso: é arte de enriquecer sem mágicas e sem atalhos.

    Só que poucos aceitam ou têm paciência. Daí saem criando bancos centrais e praticando intervencionismos fiscais e monetários com o intuito de "acelerar" esse enriquecimento. Aplaudem as consequências aparentemente positivas (o PIB artificialmente maior no curto prazo), e fingem que as inevitáveis consequências negativas (as recessões) nada têm a ver com as medidas.

    E assim tudo vai.

    "Quer dizer que aquela coisa de que o sistema capitalista é inerentemente cíclico? Os ciclos só ocorrem devido a intervenções estatais?"

    Correto. Mas isso tem de ser mantido em segredo. Se essa crença se generalizar, políticos e economistas nunca mais encontrarão emprego.
  • Felipe L.  13/08/2020 21:53
    "A americana foi uma confluência de três fatores: fim da expansão monetária da década de 1980, aumento de impostos no início do governo Bush e a invasão do Iraque ao Kwait, que gerou um súbito aumento nos preços da gasolina e, consequentemente, dos juros de longo prazo."

    Será que não foi outra coisa? A Guerra do Golfo foi coisa que durou pouco tempo, praticamente 1 ano. Chequei os preços da gasolina de 1991 a 2000 e veja que oscilaram pouco. Então eu pesquisei e vi que a invasão foi no começo de agosto de 1990, que não constava neste gráfico acima mencionado. Mas achei este outro gráfico. O preço disparou em agosto e logo afundou depois de dezembro daquele mesmo ano de 1990 e depois os preços variaram sem grandes turbulências. Você não acha que isso foi causado pelo aumento dos tributos, como o Temer fez aqui no Brasil em 2017? E por que o preço da gasolina interferiu nos juros de longo prazo? Você quer dizer, o preço da gasolina ter interferido no índice de preços dos EUA e o Fed, então baseado nisso, ter aumentado os juros, naquele clássico regime de metas de inflação que o Brasil copiou em 1999? Por que ao longo do tempo, apesar dos ciclos de aumento nos juros e queda, as subidas dos juros têm ficado cada vez menores? Com o cenário agora de TMM e lockdowns, como os ciclos econômicos seriam afetados? Ficariam nulos, como o Brasil de 1980-1992?
  • Supply-sider  13/08/2020 23:24
    Pelo que entendi, ele citou três fatores e você se concentrou em um só. A recessão começou em meados de 1990 e terminou em meados de 1991.

    O preço da gasolina saltou de US$ 0,55 para 1,05 (aumento de 100%) em apenas 6 semanas, começando em julho de 1990. Digite "RB1!" (sem aspas) no TradingView e confira você próprio. A incerteza que isso gerou à época foi enorme.

    Sim, a guerra do Golfo foi um passeio, mas apenas quando se olha em retrospecto. À época, ninguém tinha certeza de nada (e os EUA, até então, não tinham tido nenhuma vitória militar significativa desde a Segunda Guerra). Os fatores incerteza e insegurança são cruciais para a decisão de investimentos.

    Mas isso ainda foi o de menos. O governo Bush elevou não apenas as alíquotas do imposto de renda, como também as de ganho de capital. Isso foi crucial para o desastre (o governo Clinton, por sua vez, reduziu essas alíquotas). Elevar impostos sobre ganhos de capital significa punir pessoas que se arriscam criando empresas com o intuito de gerar valor para posteriormente vendê-las. Reduzir impostos sobre ganhos de capital foi o segredo dos governos Reagan e Clinton, e seu aumento foi o desastre do governo Bush I.
  • Felipe L.  14/08/2020 00:44
    Acho que acabei confundindo algo. Penso que ele quis dizer que o que causou aumento nos juros de longo prazo foi a contração monetária, não o aumento do preço da gasolina.

    Surpresa grande um cara de esquerda fazer reforma. Mas isso é comum em países desenvolvidos. É em países como o Brasil, que vemos "a direita" defender aumento de impostos, desvalorização cambial e redução dos juros na marra. Conheço somente a Venezuela e a Argentina como exemplo de país rico que ficou pobre.
  • Alexandre Furtado Montes  14/08/2020 18:10
    Obrigado mais uma vez. Super esclarecedora a conversa.

    Grande abraço.
  • Lucas  07/08/2020 22:55
    Percebi que os debates em ambos os artigos já se encerraram há um bom tempo e não expus minhas dúvidas lá com o receio de que não seriam respondidas.

    Bem-vindo, Alexandre.

    Não tenha receio de publicar comentários em artigos antigos. Os frequentadores mais assíduos deste espaço acompanham todos os comentários através da seguinte página: www.mises.org.br/Comments.aspx

    Dessa forma, eles certamente irão ver os comentários que você publicar nos artigos - sejam eles novos ou antigos - e o risco de você ficar "no vácuo" é baixo.
  • Alexandre Furtado Montes  13/08/2020 18:19
    Obrigado Lucas pela dica. Abs
  • 4lex5andro  15/09/2020 14:28
    E se anda a reforma tributária, só depois da substituição nas chefias das casas legislativas.
    Mais um dia típico de Brasil.
  • Felipe  23/09/2020 01:13
    Como era o imposto de renda no Brasil antes da criação da Receita Federal em 1964? Era como se fosse um boleto do IPTU, chegava na sua casa e você simplesmente pagava? Alguém viveu nessa época?
  • Felipe  23/09/2020 13:20
    8% de imposto de renda? Realmente já fomos menos escravos.


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