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Por que funcionários públicos não deveriam receber aumentos reais – e a questão nem é só econômica
Trata-se, acima de tudo, de uma questão de moral, de ética e de lógica

De 2003 a 2018, os funcionários públicos tiveram aumentos salariais reais de 53%. Ou seja, os salários nominais subiram 53% acima da inflação de preços acumulada no período. O rendimento médio mensal na iniciativa privada é de R$ 1,96 mil. Já o do funcionalismo federal chega a R$ 11,84 mil. (Fonte).

Ainda segundo este estudo do Ministério da Economia:

Houve um crescimento de 34% no número de funcionários ativos do Poder Executivo de 2003 a 2018, de 532 mil para 712 mil. Ao mesmo tempo, os servidores tiveram um ganho real (acima da inflação) de 53%, em média, nos salários no mesmo período, com impacto perverso nas contas públicas.

A média, porém, mascara os benefícios polpudos recebidos em certas carreiras e cargos. Segundo o estudo, o aumento real superou os 200% em várias funções e houve um caso em que o salto alcançou 311% em termos reais. 

Mesmo assim, é recorrente lermos notícias do tipo "sindicatos de servidores exigem reposições (aumentos) reais nos vencimentos". Recentemente, li uma notícia que me chamou muito a atenção: um sindicato de servidores do executivo pedia um aumento de cerca de 40% de salário e uma redução da jornada de trabalho de 8 horas diárias para 6 horas diárias. Embora um tanto quanto exigente demais, pedidos como esses vindos de sindicatos de funcionários públicos não são nada incomuns. E, em muitas das vezes, o governo cede às pressões.

Estabilidade permite pressão

Em tese, a estabilidade no serviço público existe para proteger os funcionários de pressões externas no exercício de suas funções. Sendo assim, o funcionário pode desempenhar seu papel com a garantia de que, caso seus atos desagradem alguém, esse alguém não conseguirá tirá-lo do serviço ou sofrer ameaças. Seria uma espécie de separação entre estado e governo; uma garantia de que, com uma mudança de governo, não haverá mudança de servidores, de modo que o serviço poderá ser exercido de forma contínua, o que traria benefícios à administração pública.

Muito embora nem todos os funcionários públicos desempenhem funções que necessitam dessa proteção, vamos deixar este assunto para outra oportunidade.

Quanto à forma de entrada, ela acontece por meio de concursos públicos.

Hely Lopes Meirelles pontua o seguinte sobre o assunto:

O concurso público é o meio técnico posto à disposição da Administração Pública para obter-se moralidade, eficiência e aperfeiçoamento do serviço público e, ao mesmo tempo, propiciar igual oportunidade a todos os interessados que atendam aos requisitos da lei, consoante determina o art. 37, II, da CF. Pelo concurso afastam-se, pois, os ineptos e os apaniguados que costumam abarrotar as repartições, num espetáculo degradante de protecionismo e falta de escrúpulos de políticos que se alçam e se mantêm no poder leiloando cargos e empregos públicos.

Mas o que vem acontecendo nos últimos anos, como comprova a notícia do início deste artigo, é que os funcionários públicos utilizam dessa própria estabilidade para pressionar o governo por aumentos em suas remunerações, bem como por maiores benefícios.

No mercado de trabalho normal, para um empregado ter um aumento real em sua remuneração ele tem de produzir mais valor para seu empregador para justificar esse aumento. É de se imaginar que a mesma lógica deveria ser aplicada ao serviço público, mas isso é impossível de ocorrer, pois é impossível mensurar a produtividade e a criação de valor de um funcionário público.

No entanto, isso ainda é o de menos. O problema é outro. E bem maior.

Por que pedir aumentos reais atenta contra a lógica

Em um arranjo econômico minimamente ético e moral, os servidores não poderiam ter um aumento real, pois, para começar, entraram voluntariamente via concurso público — ou seja, aceitaram voluntariamente o valor inicial acordado — e possuem um privilégio unilateral, que é o da estabilidade no emprego.

Mas, com as pressões por aumentos salariais reais, na prática o que ocorre é que o estado se compromete a nunca demitir esse funcionário, mas o funcionário não se compromete a fornecer seu trabalho pelo valor previamente acordado.

Vamos imaginar o seguinte cenário: uma empresa oferece dez mil reais de salário para contratar um bom advogado. Vários profissionais interessados na vaga irão enviar seus currículos, e a empresa contratará, a princípio, o melhor funcionário com base em todos os currículos enviados.

Mas vários profissionais não terão interesse nesta vaga, pois acreditam que a remuneração oferecida não é interessante, dentre outros fatores.

Assim, após a contratação do novo advogado, ele deverá desempenhar um que justifique essa remuneração; caso contrário, será demitido e a empresa procurará outro profissional.

Se acontecer de muitos advogados, com produtividade parecida a este que foi contratado, continuarem interessados em trabalhar, mas por um salário menor — de, por exemplo, oito mil reais —, eles farão pressão para ocuparem o lugar do novo advogado.

O advogado, tendo ciência disso, sequer tentará pedir por um aumento real.

Já no serviço público, por outro lado, as coisas funcionam de uma forma um tanto quanto diferente.

Suponha que a administração pública queira contratar um novo advogado e abra um concurso público para o preenchimento de uma vaga. É divulgado o concurso e, em vez de análises curriculares e processos seletivos, é realizado um concurso com base em provas e títulos, no qual a intenção é encontrar o melhor candidato ou o que melhor se saiu na prova.

Vamos presumir que quem foi aprovado seja de fato o melhor advogado. Ato contínuo, após a realização do concurso, é feita uma espécie de contrato no qual a administração compromete-se a pagar a remuneração oferecida no edital de abertura do concurso e a nunca demiti-lo, a não ser que cometa infração grave prevista em lei.

Da mesma forma que no mercado privado, vários outros advogados não tiveram interesse por esta vaga por acreditarem que, devido à remuneração ofertada, o concurso público, a preparação e o cargo não compensavam o esforço.

A administração pública, portanto, fica obrigada a manter esse advogado para sempre em seu quadro de servidores e, para isso, ela espera ter feito a melhor contratação possível com base no salário ofertado e nos interessados (vamos presumir que as provas de fato escolham o melhor advogado dentre todos os concorrentes e que o advogado mantenha a sua produtividade).

Tendo este cenário, o que acontecerá quando esse funcionário público, já estável no serviço público, obtém um aumento real de seu salário, o qual veio por meio de uma pressão por parte dos sindicatos?

Acontece o óbvio: os pagadores de impostos foram prejudicados. Se a remuneração do cargo subiu de 10 mil reais para 14 mil reais, então, na época do concurso público, a administração pública saiu no prejuízo, pois contratou um advogado de 10 mil reais pelo preço de 14 mil reais. Outros advogados melhores, que poderiam ficar interessados pelo subsídio de 14 mil reais, não prestaram o concurso ou não assumiram, e, por consequência, não compõem o quadro de servidores.

Poderíamos pensar também que um mesmo advogado possa ter prestado dois concursos diferentes, um com uma remuneração de 10 mil reais e outro com a remuneração de 12 mil reais, logrando êxito nos dois certames, tendo então preferido assumir o cargo que pagaria os doze mil reais. Os pagadores de impostos, neste caso, também saíram no prejuízo, pois está tendo de bancar um funcionário público que está hoje recebendo mais do que realmente provou ser capaz de produzir frente aos outros candidatos na época do concurso público.

Ou seja, os pagadores de impostos foram prejudicados em qualquer cenário, pois não têm o mercado de trabalho e a concorrência para lhe protegerem.

A conclusão é que os funcionários públicos, ao passarem pelo processo de seleção, adquirem um benefício que não existe de nenhuma outra maneira em nenhum outro tipo de relação, seja ela trabalhista ou comercial, que é o de ter a garantia da estabilidade de seu cargo e a remuneração desconectada de sua real produção.

Isso, obviamente, deixa seu empregador — os pagadores de impostos — em uma posição desfavorável, refém financeiramente dos próprios funcionários que fazem pressões contínuas por aumentos reais sem contrapartida produtiva. O governo cede a essas pressões aumentando benefícios e remunerações que hoje equivalem a 13% do PIB (em todas as esferas de governo), o que, obviamente, se reflete na carga tributária.

Conclusão

Mesmo na mais benéfica e otimista das hipóteses – a saber, que os funcionários públicos são realmente pessoas trabalhadoras, dedicadas e que se importam com o bem do povo —, a idéia de exigir aumentos reais não apenas não se sustenta sob nenhuma lógica, como ainda é anti-ética e imoral.

Já no mundo real tudo é ainda pior, e temos o seguinte cenário: pouca eficiência por parte da máquina pública no oferecimento dos serviços públicos, salários muito acima do real valor de mercado, constantes aumentos, privilégios nababescos e emprego garantido até o fim da vida para essas pessoas.

E tudo isso bancado por nós, os pagadores de impostos, que compulsoriamente temos de arcar com todo esse atual arranjo de receber serviços públicos ruins pagando cada vez mais caro.

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Leia também:

Como os funcionários públicos se tornaram uma casta privilegiada e quase intocável

O duplo ônus da cultura do funcionalismo público

 


autor

Saulo H. E. Fernandes
é um engenheiro eletricista pagador de impostos que, assim como ele, gostaria que todos os outros estivessem sujeitos às mesmas demandas de excelência no mercado de trabalho.

  • Daniel  21/11/2019 16:47
    Ótimo insight. Confesso que nunca tinha visto por esse ponto.
  • Evandro  23/11/2019 17:16
    Tem que acabar com.o vitaliciamento dos juízes e promotores.
  • Marcelo  21/11/2019 17:54
    Que estatística mentirosa!
    Os números confessam qualquer coisa, desde que devidamente torturados.
    A Globolixo começou com essa campanha contra os servidores públicos desde a década de 90.
    Os servidores do poder executivo estão à míngua por conta disso.
    Enquanto isso, os servidores do Judiciário e do Legislativo, realmente, estão etéreos sem qualquer atrito com a realidade da crise econômica atual.
    Transformar servidor público em bode expiatório é fazer cortina de fumaça para esconder aquilo que realmente interessa.
    Não é factível crer que o déficit nas contas públicas seja impactado pelos coitados dos servidores públicos do poder Executivo em suas três esferas administrativas.
  • Guilherme  21/11/2019 18:10
    Ui! Que dó! Escorreu uma lágrima aqui...

    Se você está na penúria e sua situação é difícil (com emprego estável e salário garantido), então isso significa, por definição, que você é bom demais para a profissão que ocupa.

    Sendo assim, faça o básico: peça demissão e vá empreender na iniciativa privada. Sendo você tão bom, irá ganhar muito mais do que jamais sonhou em ganhar no serviço público.

    E aí, bora trabalhar? Se não fizer isso é porque é um baita de um incoerente. Ou então um puta de um mentiroso (e o pior é que eu acredito que são os dois).


    P.S.: qual é a "estatística mentirosa"? No aguardo da sua refutação.
  • Jefisson Leivas Marques  21/11/2019 19:33
    Muito bem respondido Guilherme!
  • Maurício  21/11/2019 18:13
    Opa! Já surgiu o primeiro parasita gemendo. Tava até preocupado com a ausência deles. Quando não tem funça gemendo significa que não foram faladas verdades o suficiente.

    Quero mais. Geme mais.
  • Goga  22/11/2019 13:10
    Não possuo o hábito de comentar os ótimos artigos do site, porém não posso deixar de tecer alguns pontos:

    1. (Para deixar claro) Sou engenheiro de uma prefeitura em SC há cerca de 3 anos (e não, eu não recebo acima do teto);

    2. Eu, liberal e inimigo de burocracias, tento ao máximo ajudar as pessoas com seus projetos pessoais (a burocracia existe pq as pessoas são burocratas e não simplicistas);

    3. Trabalhei na iniciativa privada durante bastante tempo e afirmo, tanto na iniciativa pública quanto na privada há os bons e maus funcionários/servidores;

    4. Grande parte das vezes, leis mal feitas por nossos legisladores (municipais, estaduais e federais) engessam os trabalhos do executivo, além de exigir várias pessoas para tarefas (burocracias) que nem precisariam existir;

    5. Eu, um grande fã deste site, me senti desapontado com tamanha generalização de profissões, mas pior ainda foram os comentários "liberais" que mais parecem o Lula(drão) naquele famoso discurso em que diz que a profissão de político é mais honesta que servidor, pois o político, por mais ladrão que seja, precisa ir pra rua pedir voto, o servidor não;

    6. Para finalizar... SIM, quando se fala principalmente em âmbito estadual e federal, os servidores ganham horrores acima do teto.

    Meu ponto de vista, se querer responder e xingar, pode fazer, diz mais sobre o seu caráter do que o meu.
  • Renegado  22/11/2019 17:01
    Legal, essa sua vaga na área de engenharia, é pra fazer o que na prefeitura em que vc trabalha? Por que na minha região, os "engenheiros" da prefeitura só servem para pedir propina para aprovar plantas de obras em geral. E olha também sou de SC, ok? Será que existiria essa necessidade de engenheiros de prefeituras se não houvem burocracias criadas pelo próprio estado? É aquela coisa, vamos criar dificuldades para vender facilidades...
  • balaio  26/11/2019 12:47
    Se todo mundo acha isso, que funcionário público é a melhor coisa do mundo, ganham horrores, não trabalham, só sugam dinheiro e não precisam de aumento (eu to há 5 anos sem reajuste, provando que nem todas as classes recebem reajuste), então que estudem e façam concurso oras... A prova ta aí pra todo mundo, estuda e passa quem quer (ou melhor, quem conseguir, né).
    Então ao invés de ficar reclamando dos funcionários públicos, sai da iniciativa privada, faz um concurso aí e fique rico! Simples, não?
    Lembre-se que não somos políticos nem temos as regalias deles, povão ignorante confunde demais isso.
  • Vladimir  26/11/2019 13:59
    Ui, que argumento ar-ra-sa-dor!

    Vocês são tão imorais que genuinamente juram que a aspiração de todo o brasileiro é viver do parasitismo, assim como vocês.

    Acredite, meu caro: há pessoas que realmente não querem viver de dinheiro espoliado dos desdentados.
  • Freddy  23/11/2019 17:25
    So não fala que não temo FGTS, hora extra, participação no lucro, ser sócio de empresa, penalidade de cassação de aposentadoria e etc... E aí porra e descontamos agora 16% de previdência como aposentado sobre rem bruta .
  • Júlio   23/11/2019 17:42
    Meu Deus, FGTS!

    Isso é piada sua, né? Por favor, diga que sim. Impossível a ignorância chegar a tanto.

    O FGTS foi criado, em tese, para proteger o trabalhador de uma eventual demissão! Funça tem estabilidade no emprego e não pode ser demitido. Logo, por que caraios ele deveria ter FGTS?!

    Outra coisa: FGTS é uma piada. Rende 3% ao ano. Durante o desgoverno Dilma, com a inflação a 11%, quem estava com dinheiro preso no FGTS se lascou todo.

    Isso é dinheiro do trabalhador que o governo sequestra e impede que ele, o trabalhador, use como quiser. O governo considera o trabalhador imbecil demais para gerir o próprio dinheiro.

    Quem inveja FGTS é otário. Eu sou autônomo freelancer e nunca tive FGTS na vida. Graças a isso já posso me aposentar quando quiser, pois tive a liberdade de investir todo o dinheiro que recebi. Se eu tivesse sido escravizado pelo FGTS estaria mendigando trabalho até hoje.

    Previdência? Ainda que você "contribuísse" com 100%, a imoralidade do arranjo permaneceria intacta. E por um motivo muito simples: funcionário público nãopaga imposto. E isso é fácil de ser demonstrado.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

    Assim, pouco importa o valor da sua "contribuição" previdenciária. O dinheiro veio do roubo, e você não está fazendo contribuição nenhuma.

    Participação no lucro?! Que lucro, se o governo opera com déficit primário! Aliás, se vocês realmente tivessem participação, então teriam de ter seus salários reduzidos ano após ano, pois o governo, como dito, opera com déficit primário.
  • Raul RB  25/11/2019 12:38
    Obrigado Julio por ter respondido essa. Só de ler já da para ver o mal caráter de um individuo que só reproduz o que escuto nos sindicatos. "Ser sócio da empresa" essa fez sair água pelo nariz.
  • Insurgente  25/11/2019 14:40
    É, não tem FGTS mas tem licença prêmio, gratificação, anuênio, biênio, quinquênio, plano de saúde, horário de trabalho geralmente muito do flexível e por aí vai.
  • Insurgente  25/11/2019 14:07
    "Que estatística mentirosa!"
    Onde?

    "Os números confessam qualquer coisa, desde que devidamente torturados."
    Correto.

    "A Globolixo começou com essa campanha contra os servidores públicos desde a década de 90."

    Não sei o q isso tem a ver com o q se está sendo demonstrado.

    Os servidores do poder executivo estão à míngua por conta disso."

    Imagina só os pobres mortais no setor privado com a pressão de serem demitidos.


    "Enquanto isso, os servidores do Judiciário e do Legislativo, realmente, estão etéreos sem qualquer atrito com a realidade da crise econômica atual."

    Correto.

    "Transformar servidor público em bode expiatório é fazer cortina de fumaça para esconder aquilo que realmente interessa."

    O q interessa, então? Manter os privilégios e os aumentos reais pagos pela classe produtiva, enquanto nego mantem-se incólume ao que acontece na economia do país?

    "Não é factível crer que o déficit nas contas públicas seja impactado pelos coitados dos servidores públicos do poder Executivo em suas três esferas administrativas."

    Tem que ter sangue de 5000 baratas pra manter a compostura e não sair por aí xingando uma pessoa que simplesmente mexe os dedos para teclar que o fato de 13% do PIB (Tre-ze!) se refere aos gastos com 712 mil pessoas e que isso é irrelevante para as contas públicas.
  • Interessado  21/11/2019 17:55
    g1.globo.com/economia/noticia/2019/11/21/industria-de-carne-do-brasil-e-consumidor-pagam-mais-com-exportacao-maior-a-china.ghtml

    É por causa da inflação brasileira?... como evitar que a carne brasileira seja mandada para China?...o povo está sem carne...

    Funcionários públicos! São ótimos! Uma irregularidadezinha num imposto aqui e eles nem tiveram a pachorra de investigar... já faz um ano...se fossem privados, teriam que investigar
  • Marcos  21/11/2019 18:02
    Ué, descobriram o básico. Muito tardiamente, porém antes tarde ...

    Exportação sem importação é igual a escravidão, escassez e privação. E o curioso é que é justamente a esquerda que sempre defendeu estímulo às exportações e restrição às importações. Agora aguentem as consequências.

    www.mises.org.br/article/2827/exportar-muito-e-importar-pouco-nao-gera-crescimento-e-e-o-caminho-para-a-pobreza
  • Pablo  21/11/2019 18:46
    Mesmo que funcionasse a contento e que seguisse os mais rigorosos critérios de contratação e de desempenho, ainda assim o funcionalismo público nada mais seria do que um desperdício de mentes e de empreendedorismo custeado pelos verdadeiros trabalhadores brasileiros.
  • Servidor  21/11/2019 18:51
    Entao vc quer o que? Extinguir os cargos publicos? Quer viver sem juízes, funcioarios dos tribunais, funciorios nas prefeituras?

    Voce tem ideia de quanto a iniciativa privada explora?

    Melhor ser um servidor publico, servir a sociedade, do que ganhar 2 mil por mes pra trabalhar 14 horas por dia pra alguem que vai ganhar 100 vezes isso em cima de mim.
  • Pablo  21/11/2019 19:01
    "Melhor ser um servidor publico, servir a sociedade,"

    Servir à sociedade? Acho que você quis dizer "se servir da sociedade", né? Pois é isso o que o funcionalismo faz.

    O engenheiro que passa da iniciativa privada para o cargo público não se transmuta num ser altruísta. Ele continua priorizando sua carreira, seu "polpudo salário" e sua estabilidade. Já o rapaz que vende coco na praia está servindo ao público, os pedreiros que construíram os prédios da sua cidade estavam servindo ao público, os engenheiros que conceberam a tela em que você está lendo este artigo estavam servindo ao público. Servidores públicos somos nós, da iniciativa privada.

    Só porque o sujeito extrai sua renda do imposto que você paga, e não do produto que você compra, isso não significa que ele serve mais ao público do que seu semelhante da iniciativa privada.

    Na verdade, são exatamente os funcionários públicos, os burocratas, que menos servem ao público. Como não produzem, mas sobrevivem dos tributos, eles precisam extrair a sua renda do setor produtivo da sociedade. Ao passar do setor produtivo pro estatal, o profissional competente está passando do numerador para o denominador da economia: extraindo mais recursos do que criando.

    "Voce tem ideia de quanto a iniciativa privada explora? Melhor ser um servidor publico do que ganhar 2 mil por mes pra trabalhar 14 horas por dia pra alguem que vai ganhar 100 vezes isso em cima de mim."

    E como é que você quer que os salários na iniciativa privada aumentem? Você realmente acha que é só uma questão de "querer"? Com que dinheiro?

    No dia em que você realmente empreender, finalmente perceberá que os custos de um empregado para um patrão são dobro do salário que ele realmente ganha. Um trabalhador que recebe R$ 1.500 custa mais de R$ 3.000 para o patrão, por causa dos encargos sociais e trabalhistas.

    No Brasil, as empresas têm de lidar não apenas com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, como também com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro das empresas, o que impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes e, principalmente, a acumulação de capital.

    Por exemplo, vejamos os impostos incidentes sobre as empresas. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%. Porém, aqui as coisas são mais avançadas. Não bastasse o IRPJ, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

    É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    Adicionalmente, dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    No entanto, você jura que lidar com tudo isso é uma moleza, e que nada disso afeta salários. Vá empreender, então -- já que, para pagar melhores salários, basta querer...
  • anônimo  21/11/2019 19:34
    Apenas para adicionar ao seu comentário:

    Não apenas as empresas têm que arcar com todos estes impostos, como também têm que arcar com os salários e benefícios dos funcionários que cuidam disso.

    Por experiência própria, posso ver o absurdo que é isso na prática: trabalho numa multinacional de 400 funcionários, e a área fiscal tem 20 pessoas, que cuidam de guias de impostos, apurações diversas, obrigações acessórias e todas as diferentes legislações (ao "Servidor" acima, fica um desafio simples: entender e pensar na aplicação prática de todas as regras de ICMS e ICMS-ST) de IPI, ICMS, diferentes NCMs com base de cálculo aumentada em 700% e por aí vai.

    É um desperdício de tempo e dinheiro imenso, apenas para (tentar) cumprir tudo que o governo exige.

    Pra ficar ainda mais legal, ouvimos frequentemente os diretores da matriz dizendo que "não vale e pena expandir a operação no Brasil por causa do caos tributário"
  • Jefisson Leivas Marques  21/11/2019 19:35
    Perfeito!
  • Sávio  21/11/2019 19:37
    "Melhor ser um servidor publico, servir a sociedade, do que ganhar 2 mil por mes pra trabalhar 14 horas por dia pra alguem que vai ganhar 100 vezes isso em cima de mim."

    O pior de tudo dessa cambada é esse tipo de pensamento. O sujeito se preocupa com o quanto o dono do negócio irá ganhar. O socialismo é pura inveja mesmo.
  • Renato  21/11/2019 20:10
    "Melhor ser um servidor publico, servir a sociedade, do que ganhar 2 mil por mes pra trabalhar 14 horas por dia pra alguem que vai ganhar 100 vezes isso em cima de mim."

    Esse pensamento egoísta é que afunda cada vez mais o Brasil. Entendam de uma vez por todas que quem sustenta o funcionalismo público farto é a iniciativa privada. Se acabar o incentivo à produtividade vai acabar a mamata desse povo sugador de dinheiro.

    Pessoas têm que usar o talento em prol do capitalismo para arrecadar dinheiro. No capitalismo você só ganha dinheiro se servir bem os consumidores, não tem exploração nenhuma nisso. Fica difícil para as pessoas acomodadas com a vida entender isso.

    Abraços
  • Daniel  21/11/2019 20:13
    Cara, se na iniciativa privada só pagam 2.000 para você, e no serviço público te pagam 9.000, então quem está explorando alguém aqui é você a nós pagadores de impostos.

    Ora, a iniciativa privada só paga 2.000 porque tem gente disposta a aceitar esse salário e porque, por definição, você não gera um valor maior do que esse.

    Qual a lógica do Estado tirar do meu bolso para te pagar 9.000 se a iniciativa privada prova por A+B que seria perfeitamente possível preencher as mesmas vagas pagando 2.000?
  • Ãhã  21/11/2019 20:17
    Sei. 100 vezes de lucro em cima do teu trabalho? Bá, você deve ser um empregado muito talentoso, me admira que qualquer outro empresário não te ofereça um emprego onde ele tire duas a três vezes lucro em cima de ti. Se ele fizesse isso ainda estaria em baita vantagem, não é mesmo?

    Se vc produz tanto assim por que não solicita ajuda da família e amigos ou talvez empréstimo de banco para abrir seu próprio negócio? Seu ganho ia ser espetacular.
  • Renegado  22/11/2019 17:10
    "Entao vc quer o que? Extinguir os cargos publicos? Quer viver sem juízes, funcioarios dos tribunais, funciorios nas prefeituras?"
    Tenho 32 anos e por incrivel que possa parecer pra vc, até o presente momento eu não precisei de juizes, funcioarios dos tribunai, funcionários de prefeitura e afins. Pra mim até aqui, só tive que pagar por parasitas cujo os quais nunca utilizei.
  • Leandro C  22/11/2019 13:56
    "Pablo 21/11/2019 18:46
    Mesmo que funcionasse a contento e que seguisse os mais rigorosos critérios de contratação e de desempenho, ainda assim o funcionalismo público nada mais seria do que um desperdício de mentes e de empreendedorismo custeado pelos verdadeiros trabalhadores brasileiros."

    Eu discordo um pouco.

    Tenho que atualmente, dentre os servidores públicos, há os que trabalham menos e os que trabalham mais, há as carreiras que trabalham menos e as que trabalham mais, há aquelas que criam mais valor e as que criam menor valor, enfim, o grande problema é de diferenciação; fator que existe também na esfera privada, mas que supostamente é nivelada pela precificação e pelos próprios riscos inerentes à atividade empresarial. O setor público, como já foi exaustivamente explicado neste sítio, é péssimo em precificar adequadamente pois segue uma lógica diversa (não é apenas incompetente, mas também deve obrigatoriamente seguir os preceitos engessadores do direito administrativo, e não vejo como ser de forma diferente).

    De todo modo, verdadeiros trabalhadores são as pessoas que verdadeiramente trabalham, o que se encontra tanto no setor público quanto no privado e o fato de ser custeado é irrelevante na medida em que tudo é custeado, inclusive, os custos privados pelo consumidor; ademais, perceba que pagamos por serviços e produtos públicos ou privados na medida em que precisamos deles, sem ficar mensurando exatamente o quanto de trabalho foi efetivamente empregado, pois sequer conhecemos integralmente todos os respectivos processos produtivos (o que seria humanamente impossível mensurar adequadamente a cada gasto a ser efetuado).

    Enfim, tirando o fator precificação, numa suposta hipótese que nivelasse todas os servidores como altamente competentes, ou seja, nivelando também a própria Administração Pública como sendo também um empregador altamente competente (pois o problema, no mais das vezes, encontra-se deste lado da questão), o que temos não é outra coisa senão o problema "consumo versus produção".

    E é aqui que se encontra minha principal discordância do que seu texto aparentemente defendeu: o gasto com o setor público é sim um gasto, mas não necessariamente um desperdício, pois nem todo gasto é desperdício; então se é isto que você chama de desperdício, procure repensar sua vida, pois não podemos entender como desperdício a própria vida que se vive; desperdício é o exagero no gasto, não é o gasto em si; desperdício é ir à sorveteria e consumir sozinho trinta potes de sorvete, mas, considerar qualquer gasto, como um simples picolé, como exagero, talvez não seja o correto; claro que haverá casos ou situações em que um único picolé poderá ser considerado exagero ou que trinta potes ainda não seja exagerado; mas, tente entender a lógica embutida no pensamento.

    Portanto, ir à sorveteria e consumir um sorvete pode ser considerado um desperdício ou então ser considerado um ótimo momento em sua vida, tudo depende como você vê a mesma coisa; pode colocar na conta outros exemplos, como contratar um vigilante para cuidar da sua casa (ou do seu prédio), será um desperdício ou uma segurança adicional; talvez seja exagero seu condomínio contratar cinquenta vigilantes, mas tendo em vista a insegurança que vivemos, talvez um vigilante não seja algo tão estranho; enfim, há uma vida por trás da produtividade; acaso você mensure tudo em indicadores de produtividade, então, de fato, talvez devamos comer apenas ração para continuar produzindo cada vez mais; agora, se você pretende uma vida de qualidade, então talvez considere trabalhar na medida o mais equilibrada possível tão somente para poder desfrutar uma refeição gostosa à sua preferência (o que, para uns será um exagero e, para outros, muito pouco).

    Assim, se nós, enquanto sociedade, decidimos custear hospitais, serviços policiais etc etc, pois acreditávamos que isto nos traria mais conforto, então não podemos entender como desperdício; precisamos, isto sim, repensar nossos gastos.
  • 5 minutos de IRA!!!  21/11/2019 18:56
    Esse aumento das carnes merecia um post próprio.......... mais lúdico não existe...........
  • Insurgente  25/11/2019 16:13
    carne tá cara demais!
  • HELLITON SOARES MESQUITA  21/11/2019 19:26
    Até para o funcionário publico é ruim. Basta ver a média salarial de países desenvolvidos, porque os funcionário públicos tem menos privilégios. Acontece que um funcionário publico em média já receberia mais, pois é melhor formado. O problema é que o trabalhador formal ganha pouco para pagar essa estrutura. Fazendo os salários produtivos serem baixos, o que desestimula a produção. Sem produção é impossível manter bons salários para cargos mais complexos. O que faz o peso aumentar.
    Também não faz sentido em nenhuma hipótese ter estabilidade quando se tem concurso. Só faz sentido pra Juiz, promotor, Delegado e alguns cargos que podem punir poderosos.
  • Joao  21/11/2019 20:18
    Pior, os funcionários públicos reclamam que pagam muito imposto, quando na verdade não pagam imposto algum. Se a fonte de seus salários é o recolhimento de imposto, é ilógico dizer que "pagam imposto".
  • Leandro C  22/11/2019 14:15
    "Joao 21/11/2019 20:18
    Pior, os funcionários públicos reclamam que pagam muito imposto, quando na verdade não pagam imposto algum. Se a fonte de seus salários é o recolhimento de imposto, é ilógico dizer que "pagam imposto"."

    Não sei se funcionários públicos reclamam por pagar muito imposto (nunca vi isto ocorrer; mas, como impostos altos são de nossa cultura, então não estariam apenas seguindo a manada?), mas, supondo que seja verdade, como isto pode ser "pior"? isto não seria uma coisa boa? se eles realmente fossem assim superpoderosos e conseguissem diminuir a carga tributária, isto não seria bom?
    A carga tributária no Brasil, afinal, é baixa ou alta? se é alta, então é errado reclamar?

    No restante do seu raciocínio, as coisas também não parecem se sustentar; oras, funcionários públicos são isentos, são imunes? mesmo não o sendo, ainda assim não pagam imposto algum? nem quando recebem, nem quando gastam seu dinheiro? ainda que não pagassem qualquer imposto, seria correto afirmar que não são afetados de qualquer forma pelos impostos (já que os impostos são utilizados para as mais diversas finalidades no país, até mesmo para proteger mercado)?

    Enfim, seu comentário parece ser ainda mais ilógico; tão ilógico quanto vivermos em uma sociedade que espera tudo do governo e na qual cada indivíduo não quer pagar qualquer tributo para sustentar este mesmo governo que deve prover a tudo e a todos.
  • Marcos Rocha  22/11/2019 14:51
    Ele está corretíssimo. Funça não paga imposto e isso é fácil de demonstrar.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.
  • Joao  22/11/2019 15:36
    Marcos, obrigado por desenhar para o cidadão. Achei que não precisasse de tanto esforço, mas como ele não entendeu a ironia da palavra "pior", como iria entender que funcionário público definitivamente NÃO paga imposto. É só acompanhar o ciclo do dinheiro para chegar a essa conclusão lógica básica.
  • Edson roberto albach  21/11/2019 21:44
    Saulo Fernandes, vc colocou todos os servidores num balaio só e tenta surfar na crista do momento que é pegar o servidor público para bode expiatório. Senti um certo recalque seu, e até frustração. Se uma categoria exerce atendimento direto com doenças e doentes, fica lógico que deve ter essa exposição reduzida em sua jornada diária de trabalho pois, incorre no risco de adoecer também. Saiba separar o joio do trigo e não generalizar. Ah, se tentar um próximo concurso público, se prepare melhor talvez consiga êxito. Boa sorte!
  • Henrique  21/11/2019 22:08
    Nossa, que crítica original… Sério mesmo, por que todo funça é tão sensível e sem argumento assim? Sempre que ouvem verdades, ficam todos melindradinhos e já saem argumentando que tudo não passa de pura inveja.

    Prezado Edson, contra-argumente. Refute os números do ministério da economia. E, acima de tudo, trate de demonstrar um mínimo de respeito por aqueles que pagam seu salário.
  • Vladimir  21/11/2019 22:26
    "vc colocou todos os servidores num balaio só"

    Deve ser porque todos estão no mesmo balaio dos pagadores de impostos. Para quem paga impostos não faz diferença nenhuma.

    "e tenta surfar na crista do momento que é pegar o servidor público para bode expiatório."

    Vocês são muito pobres coitados. Todo o Brasil se compadece de vocês. Só falta agora você mostrar onde ele está errado.

    "Senti um certo recalque seu, e até frustração".

    É isso aí. Quem produz e arca com 40% de impostos sobre a renda tem apenas "recalque" quando reclama do destino que dão ao seu dinheiro. Por que ele simplesmente não cala a boca, fica quietinho e aceita ser espoliado em silêncio? Seria muito melhor para todos, né? Que povinho chato. Não deixa nem a gente espoliar em paz…

    "Se uma categoria exerce atendimento direto com doenças e doentes, fica lógico que deve ter essa exposição reduzida em sua jornada diária de trabalho pois, incorre no risco de adoecer também. Saiba separar o joio do trigo e não generalizar."

    Vocês, além de terem o mesmo modus operandi (dizer que toda e qualquer crítica é recalque), ainda são extremamente covardes: sempre que criticados, recorrem aos médicos e enfermeiras da saúde pública para dizer que "nem todo serviço público é desnecessário"… Ora, tenham hombridade, assumam seus cargos e tentem argumentar o salário (espoliado dos pobres do país) que recebem.

    "Ah, se tentar um próximo concurso público, se prepare melhor talvez consiga êxito. Boa sorte!"

    Ui, que argumento ar-ra-sa-dor!

    Vocês, aliás, são tão imorais que genuinamente juram que a aspiração de todo o brasileiro é viver do parasitismo, assim como vocês.

    Acredite, meu caro: há pessoas que realmente não querem viver de dinheiro espoliado dos desdentados.
  • eduardo da silva  21/11/2019 23:03
    Excelente artigo e ainda muito bondoso com esse pessoal que esta estrangulando nossa economia. Porém faltou dizer que a culpa é de nossos corruptos e imorais legisladores que criaram um estado de Marajás, de uma casta feudal, de uma dinastia monarquica horizontal .....Não há filho de político que não acabe na política e para fazer e dar continuidade a esse estado de coisas. Escondem-se de imoralidade em imoralidade, voto proporcional, fundo partidário que é uma espécie de apoteoso da indecência pública nacional.
  • Felipe  22/11/2019 00:31
    Só faltou 1 etapa no raciocinio. Alguns concursos tem um turnover muito grande, as pessoas entram e ficam pouco tempo e já saem. O poder público perde o treinamento, a contratação, acaba a fila do concurao devido a baixos salarios. Nestes casos se justificam aumentos reais.
  • Vladimir  22/11/2019 02:47
    Ou seja, os pagadores de impostos bancaram a farra, vários parasitas se aproveitaram, mas no final não gostaram do que foi ofertado, coletaram seus cheques e foram embora para outros cargos ainda mais nababescos. E aí você, um gênio, diz que essa imoralidade é a prova inconteste de que o estado deve tributar ainda mais os desdentados apenas para convencer os funças (todos eles oriundos da classe média alta) e mudarem menos de cargos.

    Obrigado por involuntariamente fornecer mais um forte argumento contra essa praga.
  • Estado o Defensor do Povo  22/11/2019 10:04
    Por que tu não paga o salário deles tudo sozinho então hein? Por que eu tenho que ser obrigado a sustentar esses caras? O que eles têm de tão especial que eu tenho que prezar por eles mais do que a minha própria vida? Visto que se eu não pagar imposto eu sou morto.
  • Wesley  22/11/2019 00:55
    O argumento dos caras é que quem não passa em concurso publico e universidades públicas é fracassado pqp.
  • SERGIO DIAS DE ALMEIDA  22/11/2019 12:32
    Sou funcionário público estadual de SP, infelismente ha mais de 20 anos sem aumento.
    E hoje quando se fala em funcionalismo público se generaliza.
    Regalias é somente para o auto escalão do serviço público Federal.
    Isto para os idiotas desavisados.
  • Daniel  22/11/2019 14:44
    Com esse seu português claudicante e essa sua total dificuldade de se comunicar no idioma-pátrio, você ainda acha que está ganhando pouco?

    Meu querido, dê graças a Deus por você conseguir comer. Não deveria ter nenhum emprego acima do de estagiário de gari. E ainda assim seria muito.
  • Renegado  22/11/2019 17:26
    Pede a conta e vai embora.
  • Estado o Defensor do Povo  22/11/2019 19:02
    Se tu ganha pouco então pede demissão e vai pra iniciativa privada, se você perceber que você não é capaz de fazer isso então já percebeu qual é o problema.
  • Joao  22/11/2019 19:15
    Então, tem algo bem fácil para resolver seu problema. Chama exoneração. Melhora até o sono.
  • Funça  22/11/2019 14:11
    Sou funça e concordo com as críticas. Mas há de se considerar o cálculo racional da pessoa que procura emprego / salário; se o Estado paga mais e dá mais benefícios, é natural que seja preferível, especialmente por aqueles que não têm espírito ou talento empreendedor, ou que não têm capital para empreender. Dizer que o servidor público é imoral simplesmente por ser pago pelo Estado é exagerado; serviços são prestados, ainda que mal ou que não devessem incumbir ao Estado, e boa parte das pessoas concorda com que serviços sejam prestados pelo Estado. Se uma empresa pagar mais e der mais benefícios, será preferida, e é muito difícil saber se essa empresa é idônea ou se não consegue pagar salários altos exatamente porque tem benefícios do próprio Estado ou outras maracutais; o trabalhador simplesmente aceita prestar os serviços contratados, pensando primeiramente no seu benefício. O que torna o servidor público imoral são atitudes como chorar privilégios; apresentar incompatibilidade entre a prática e o discurso; se corromper ao longo do exercício da função (há várias formas de isso ocorrer e, no meu caso, diria que a cultura institucional o leva exatamente a isso, por vezes também associada ao corporativismo ou ao comportamento de manada). Para mim, é um dilema: ganhar um salário acima da média, ainda que pouco demandado em termos de serviço, em parte porque não compro o discurso estatizante e seus delírios, ou tentar a sorte na selva, onde certamente ganharei menos e trabalharei mais. Se os salários do funcionalismo fossem mais próximos dos da iniciativa privada, isso daria muito mais dinâmica para a economia; os servidores públicos poderiam ter algum aumento na forma de bônus anual, a depender da saúde da economia, convertida em arrecadação; se a economia está ruim, sem bônus e ainda com a possibilidade de demissões e enxugamento.
  • Lee Bertharian  25/11/2019 03:14
    Caro Funça, então vamos considerar o "cálculo racional" de ser um traficante ou assaltante de bancos.
    A grande diferença é que esses caras não defendem suas atividades como "importantes para a sociedade".
    A maior oportunidade (infelizmente perdida) foi a de ficar calado...
  • Funça  25/11/2019 11:30
    Meu caro, o cálculo racional de ser um traficante é que você pode ganhar muito, mas pode ser preso a qualquer momento pela polícia (pelo Poder Público), com o consentimento da maioria da população. O mesmo para o assaltante de banco. Agora você quer comparar isso com o funcionário que realiza processos administrativos na própria polícia, por exemplo? ou com o próprio policial? com o professor de escola pública? com o juiz?
  • Lee Bertharian  25/11/2019 16:26
    Até poderia comparar, em vista das similaridades: o primeiro grupo explora um mercado originado em leis excessivas; o segundo quer tomar à força o que foi produzido por outrem...
    Mas não é esse o meu ponto. Quis dizer que eles RECONHECEM que suas atividades não agradam à população - diferentemente dos funças (nada pessoal) que se julgam imprescindíveis, como confirma o apelo à autoridade que você fez na sua resposta.
    Ou será que o "consentimento da população" não se aplicaria aos privilégios do funcionalismo?
  • PENETRA  22/11/2019 14:57
    Faz o seguinte, pegue todo o dinheiro que o Hélio Beltrão pai ganhou como funcionário público e devolva ao Estado.




  • Outro Penetra  22/11/2019 20:12
    Devolver ao Estado por qual motivo? É melhor queimar.
  • Rene  22/11/2019 16:39
    O problema nem está na pessoa do funcionário público. Todos os seres humanos agem conforme os incentivos que recebem, buscando melhorar sua própria situação. Eu fico realmente impressionado quando vejo histórias de pessoas que estudam 12 horas por dia durante meses para passar em um concurso. E pior, elas fazem esse esforço todo em busca de uma recompensa que nem é garantida. Não tem como alguém dizer que estas pessoas não são esforçadas.

    O problema real está nos incentivos criados para que a opção de um concurso público seja tão mais vantajoso do que atuar no setor privado. Somente em um país doente como o nosso passar meses de sua vida estudando para algo que ela tem menos de 1% de chance de conseguir é considerado menos arriscado do que abrir uma empresa, por exemplo.

    Uma vez que a pessoa passa no concurso, o seu cargo já estará definido e ela já vai saber exatamente o que ela terá que fazer. Ela só será exonerada se fizer um trabalho excepcionalmente ruim. Tanto faz se ela fizer um trabalho medíocre, regular, aceitável, bom, excelente ou excepcional. O seu cargo e seu salário não sofrerão alterações por conta disso. Ou seja, melhorar seu desempenho como profissional definitivamente não será prioridade para ela. Por outro lado, apoiar o sindicato pode trazer um aumento real de salário, então é até natural que esta será uma ação tomada pela maior parte dos funcionários públicos.

    A única maneira de melhorar esta equação é mudando os incentivos. Imagino como o Brasil seria um país melhor se os concurseiros de hoje tivessem incentivos para focar toda esta energia empreendendo. Se uma pessoa pudesse abrir uma empresa em uma garagem e tivesse chances reais de se tornar um bilionário. Se a inciativa privada pagasse muito mais do que as empresas públicas. Infelizmente, do jeito como as coisas estão estruturadas hoje, isto não tem qualquer chance de acontecer.
  • WDA  27/11/2019 20:13
    De todos os comentários o seu foi, de longe, o mais sentado e preciso.
  • Intruso  22/11/2019 19:01
    Façam o seguinte então: convenção a sociedade brasileira a implantar o anarcocapitalismo ou mesmo o "Estado mínimo", aí sim será o quase fim do servidor público, vocês irão regojizar, mas o povo brasileiro irá penar em um sistema em que nada é público e gratuito e tudo terá que ser feito por meio de pagamento monetário: escola, hospitais, universidades, etc, etc.
  • Vladimir  22/11/2019 19:25
    "Convenção a sociedade brasileira…"?

    Entenderam por que essa gente se borra de medo quando acusam a mamata dela? Onde mais um desqualificado intelectual desse conseguiria emprego se não fosse em uma repartição pública (certamente nomeado por um amigo político)?

    E observem: sempre que se critica os privilégios dos funças, esses covardes imediatamente se refugiam atrás de médicos e enfermeiras do SUS, dizendo que, se não mais houver bibliotecônomos ganhando R$ 25.000 por mês em um emprego estadual (conheço exatamente um assim), então o Brasil estará ferrado. É de uma baixa inclassificável.
  • Estado o Defensor do Povo  22/11/2019 22:25
    Blz, me diz então algo que seja gratuito hoje, e por sinal impostos não são sinônimo de "gratuito", a gente paga eles caso você não saiba.
  • Funça 2  23/11/2019 05:09
    Também sou funcionário público estadual e concordo com o texto. Faltou apenas abordar que os maiores salários estão no Legislativo e no Judiciário porque eles tem orçamento próprio e fazem o que querem com o dinheiro, um escárnio. Pondero, todavia, que há muitas categorias que ganham igual ou até menos comparadas às da iniciativa privada e a generalização do texto nesse ponto é incorreta. O que me consola um pouco é que o meu trabalho diário tenta impedir que outros funças consigam ainda mais vantagens através de processos, especialmente professores e policiais aliciados por sindicatos e advogados especializados. Há uma verdadeira indústria de ações judiciais voltadas a saquear ainda mais os pagadores de impostos travestida de direitos e vantagens, é impressionante. Imagina se o Judiciário, na maioria dos casos, julga a favor ou contra o Estado? Há muitas ações inclusive de juízes e funcionários do Judiciário contra o Estado. Já ouviram falar em precatorios que causam rombo nos cofres públicos? Pois é, os maiores beneficiados são os próprios funcionários públicos. A simplificação do regime jurídico dos funças reduziria muito o número de processos e condenações. Sou funça mas no fundo defendo, ainda que indiretamente, o dinheiro dos pagadores de impostos.
  • Vladimir  23/11/2019 06:08
    "Faltou apenas abordar que os maiores salários estão no Legislativo e no Judiciário porque eles tem orçamento próprio e fazem o que querem com o dinheiro, um escárnio."

    Totalmente imaterial e alheio ao ponto do artigo. O artigo não foca em níveis salariais, mas sim na questão de haver aumentos reais de salário. Em nada importa se o funça ganha salário mínimo ou R$ 150.000 por mês (com penduricalhos e tudo).

    "Pondero, todavia, que há muitas categorias que ganham igual ou até menos comparadas às da iniciativa privada e a generalização do texto nesse ponto é incorreta."

    Segue sem entender o básico. De novo: o artigo não foca em níveis salariais, mas sim na questão de haver aumentos reais de salário. Em nada importa se o funça ganha salário mínimo ou R$ 150.000 por mês (com penduricalhos e tudo), ou se o salário dele é equivalente ou não a um da iniciativa privada.

    O fato de você insistir neste ponto imaterial, ainda que com um tom consensual e apaziguador, apenas comprova a insegurança.
  • Fun"a 2  23/11/2019 13:28
    A qual insegurança você se refere? Não se trata de tom apaziguador, mas apenas uma reflexão e uma visão de quem está lá dentro e tenta impedir um achaque ainda maior aos cofres públicos, só isso. Seu silêncio nesse ponto denota um consentimento tácito, coisa impossível de acontecer expressamente por aqui. Todos os exemplos citados no texto referem-se ao Executivo, foi nesse sentido. Ademais, ainda que o foco do texto fosse outro apenas fiz uma sugestão e ponderei alguns pontos para se ter uma melhor visão do assunto e que o texto poderia ser mais completo e esclarecedor se abordasse o Legislativo e Judiciário onde os aumentos salariais são ainda maiores. Vocês aqui adoram pinçar palavras ou frases do texto com o único intuito de denegrir. Entendo perfeitamemte a posição contrária aos salários dos funcionários públicos e acredito ter contribuído com uma visão de quem está lá dentro e, por mais paradoxal que seja, defenda indiretamente os pagadores de impostos mas não faz parte do seu ideário concordar, ainda que parcialmente, com pessoas como eu, o que tende a afastar pessoas que poderiam dar contribuições valiosas.
  • Vladimir  23/11/2019 16:03
    E segue desesperado e sem entender o básico. Eu literalmente defeco se é do judiciário, do executivo ou do legislativo. Ou se é do Ministério Público. Nenhum deve ter aumento real. Qualquer ser minimamente inteligente sabe que, ao pegar apenas um dos ramos e desenvolver para ele o raciocínio, este mesmo raciocínio se aplica a todos os outros. Mas, é óbvio, tem de ser minimamente inteligente.

    Seu desespero é tão patente que só lhe restou recorrer ao fato de que, após ter respondido todos os seus argumentos, eu ignorei o autoelogio que você próprio fez sobre seu trabalho. É sério isso? Eu não faço a mínima ideia do que você, um funça, faz da vida, e prefiro nem saber. E eu ignorar por completo seu autoelogio não significa nenhum "consentimento tácito". Significa apenas piedade.
  • Fun"a 2  23/11/2019 16:34
    O desesperado aqui parece ser você que não consegue manter um diálogo civilizado e apela à escatologia para defender um argumento. Que tal repensarmos a extensão e a profundidade da palavra desespero? Estou tranquilo apenas querendo mostrar que há funças compartilhando as ideias desse instituto e que, por incrível que pareça, sofrem pressões de todos os lados para defender, ainda que indiretamente, o dinheiro de contribuintes.
    Somos mal vistos na administração pública e sofremos pressão de políticos comissionados, sindicatos e até da imprensa porque somos os que dizem não internamente às demandas corporativas. Mas isso não agrega nada à discussão, não é mesmo? O importante é denegrir a qualquer custo aquilo com o qual você não concorda ou não gosta até o ponto da exaustão, usando a escatologia como argumento. Seus pares desse instituto deveriam ter vergonha de você ao se comportar desse jeito num local em que as ideais e o debate saudável deve prevalecer sempre ou então você não tem discernimento suficiente para entender o que estou falando, o que é uma exceção já que por aqui só existem doutores.
  • Estado o Defensor do Povo  23/11/2019 18:51
    Mas de qualquer forma, repito que não tenho nada contra funcionários públicos, nada mesmo, e nenhum perde meu respeito por ser funça, só fico indignado quando eles atrapalham o avanço da liberdade, como pedir aumentos, desrespeitar a iniciativa privada, protestar contra as privatizações (como fazem os funcionários dos correios pra não perder a boquinha deles), e às vezes até não prevaricar no serviço(entendo que às vezes é inevitável pro funça já que ele só cumpre ordens, mas dane-se, por exemplo os fiscais que apreendem as mercadorias de vendedores ambulantes, não importa se os caras "só fazem o trabalho", eu fico muitíssimo triste quando vejo essas coisas), são essas coisas que me indignam mais, pois aí o sujeito ativamente contribui para o Estado aumentar, se não fizer essas coisas e só tiver ocupando o cargo deles então eu não vejo nada demais.
    Vou dar um exemplo, eu mesmo tenho uma mamata que é minha meia-passagem de estudante, não vou recusar ter uma já que isso não vai mudar em nada a sociedade, mas se o prefeito resolver abolir isso, então eu não vou reclamar, vou achar ótimo, gostaria que a atitude dos funças seguisse uma linha parecida.
  • Estado o Defensor do Povo  23/11/2019 16:55
    Caro funça, seguinte, ao contrário de outros cidadãos aqui do instituto mises, não tenho nada contra os funcionários públicos, não tenho nada contra a pessoa de ninguém e os vejo simplesmente como pessoas tentando conseguir o melhor pra si seguindo as regras que temos no mundo hoje, de qualquer forma, o ponto principal do instituto ser contra o ganho dos funcionários público é de que:
    Quem paga o salário dos funcionários públicos? O governo, e da onde vem a receita do governo? Dos impostos, e o que acontece se alguém se recusa a pagar impostos? É preso, ou seja, os pagadores de impostos são obrigados a sustentar os funças, se não o fizerem eles vão presos, não importa se o funça ganha 25.000 ou só 1.000, não importa se o funça tem 5 filhos pra cuidar, se tem 3 casas ou então só um kitnet morando de aluguel, nada disso importa, continua sendo um peso pro pagador de impostos de qualquer jeito, e é esse o problema, obviamente os funças que recebem fortunas todos os meses como os desembargadores causam mais revolta na população, e pelo fato de ganharem tanto eles realmente acabam causando mais estrago no bolso dos outros, fato, mas isso é um ponto secundário, o ponto principal continua o mesmo.
  • J Edimar  24/11/2019 12:52
    Sou professor de uma escola pública municipal.

    Dezenas de professores que deveriam esta em sala de aula estão na secretária, conselho e sindicato gerando burocracias pedagógicas.

    Centenas de professores que deveriam esta em sala estão em no gereciamento da escola: diretores, vice diretores, coordenadores, supervisores, orientadores... gerando mais burocracias.

    E outra centena estão de licença médica porque ficaram doente em decorrência do próprio trabalho doentio que eles mesmo em suma maioria defende estão ganhando sem trabalhar.

    E os poucos professores que realmente trabalhar em uma escola pública se tornam criminosos da burocracia tentendo a serem perseguidos e execrados pelos demais colegas passivos.

    A maioria dos professores acham que todo orçamento da prefeitura é para pagar seu salário.

    E quando eu converso para eles que asfaltar uma rua gera mais PIB na cidade do que contratar professores, eles ficam chocados comigo.
  • Joao  26/11/2019 17:40
    "estão na Secretária". Coitada dela.
  • Douglas  24/11/2019 22:20
    Não vejo futuro, onde o funcionalismo público é visto como o futuro. Por isso o Estado brasileiro, nunca funcionou, e nunca fuincionará. Eu já fiz parte desse sistema, por pouco tempo, mas fiz. E tive a oportunidade de ver o quão amarrado, ineficiente e sem sentido ele é! O Estado deve ser mínimo e não atrapalhar a vida de quem produz e quer crescer. O Estado brasileiro emperra o desenvolvimento do Brasil, e só agora estamos dando conta disso! E milhões ainda defendem que o Estado deve fazer isso, deve oferecer aquilo..., mas estão errados! Digo, o que o Estado poderia fazer, e que seria de grande ajuda nesse momento, era parar de abrir concursos, e extinguir o que é ineficiente. Talvez poderia investir na capacitação da polícia e do Exército para agir contra a violência nesse país, porque isso sim é uma ação urgente! Ah, e mais, rasgar essa Constituição e ao fazer outra, não permitir que virem leis, ideias de comunistas, socialistas, progressistas, seja lá o nome seja dado a essas pessoas. Para mim são todos da mesma ideologia, só muda a estrategias para se alcançar o mesmo objetivo: viver às custas dos impostos dos outros, tal como uma aristrocacia moderna.
  • Marcos Martins  25/11/2019 13:07
    O artigo não leva em consideração a situação inversa: quando o servidor é contratado por um valor, mas tem perdas reais por falta de reposição salarial frente à inflacao. Aqui, na Bahia do PT, estamos há mais de uma década sem reposição salarial real. E, pata piorar, o atual governador se nega a dar qualquer aumento desde que entrou. Ou seja: estamos lascados! Muitas prefeituras também têm feito isso.
  • Etelvino  25/11/2019 15:03
    Chorei de dó aqui. Deve ser muito difícil viver do esbulho dos desdentados baianos e não conseguir esbulhar cada vez mais.

    Sugestão: peça demissão e vá empreender. Ou então vá ter um trabalho de carteira assinada. Tenha hombridade. Em vez de pedir mais roubo, pense em produzir um pouco.
  • Intruso  25/11/2019 22:53
    Gostaria muito que os servidores públicos que ganham salário de fome fizessem uma greve homérica, sem retorno imediato, que fizessem as autoridades negociarem, do contrário não haveria aulas, internações hospitalares, etc.
  • Estado o Defensor do Povo  25/11/2019 15:08
    Lembre-se que se o seu salário aumentar, o salário da iniciativa privada irá diminuir, pois eles terão que pagar mais impostos pra bancar o seu salário, e antes que assuma, não, não tenho nada contra ti, só estou constatando um fato, então é uma boa coisa que você esteja sem aumento, por favor não peça por mais senão você vai piorar a vida de todo mundo, e de novo não estou dizendo que você é uma pessoa ruim ou qualquer coisa, só estou constatando os fatos.
  • Insurgente  25/11/2019 18:01
    Tem alguma coisa q te prende nesse "emprego" ou do contrário vc já teria partido a mil daí.
  • CRISTIANO TAROUQUELA MEDEIROS  26/11/2019 03:04
    Funcionario publico nao paga imposto? Uma empresa que vende serviço para um governo , nao paga imposto
  • Marcos Rocha  26/11/2019 13:56
    Não, funça não paga imposto e isso é fácil de demonstrar.

    Se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos.

    A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro. Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.

    Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado. Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.

    O mesmíssimo raciocínio se aplica a uma empresa cujas receitas são inteiramente oriundas de impostos (como empreiteiras com contratos com o governo, por exemplo).
  • Ws'  27/11/2019 20:00
    Imposto nao é uma taxa obrigatoria ? Não pode dizer que membros da quadrilha pagaram uma taxa obrigatoria para quem comanda a quadrilha
  • Lucius  26/11/2019 10:25
    Sou servidor de uma empresa de economia mista.

    Acredito que o equilíbrio sempre seja a solução. Não há como negar, há fatos e dados provando que funcionários públicos ganham bem acima do valor de mercado, e ainda mais quando colocam-se os benefícios (auxílios...) nesta conta.

    A solução também não é nada fácil de ser implementada, pois tem um custo político e administrativo muito grande, pelo simples fato de existir estabilidade e todo um processo administrativo para punir e demitir. Uma das mais comentadas seria o de reduzir os salários de modo coletivo, tendo como motivador principal a baixa arrecadação de impostos, mas não vejo isso como factível também por questões jurídicas.

    Para mim a mais viável seria simplesmente congelar os salários do funcionalismo até que eles se equiparassem a mediana do mercado, em relação a todos os salários da profissão que mais se pareça com a do servidor no ano anterior.

    Mas, já sabemos o efeito que isso teria e o caos que seria gerado. Os governos, antes disso, deveriam lançar uma ampla campanha de conscientização da opinião pública, mostrando fatos e dados. Mas isso somente teria efeito prático, na mudança da opinião pública, se os próprio políticos reduzissem os seus salários em pelo menos 50% além de acabarem de uma vez por todas com as verbas de gabinete e auxílios sem sentido.

    Não adianta demonizar o servidor, dizer que ele é improdutivo, que é isso ou aquilo. A culpa disso estar acontecendo é do "chefe". A classe política é que deveria ter modernizado a gestão pública para que ele se equiparasse com as do mercado. Assim teriam-se indicadores de desempenho, metas a serem alcançadas etc... e principalmente o reconhecimento dos que mais se dedicaram. Por outro lado, os maus servidores poderiam ser punidos.

    Na minha opinião, as soluções para os problemas que vemos no funcionalismo seriam: equiparação do salário com o mercado + redução do custo do político brasileiro (como indutor da mudança de opinião pública a cerca dos problemas financeiros do governo).

    Eu realmente acredito que esse é o caminho. Isso diminuiria o meu salário, meu padrão de vida e eu realmente não vou gostar disso, assim como vocês também não gostam de ganhar menos. Mas que futuro esse pais vai ter (e das próximas gerações) se os gastos do governo continuarem aumentando?
    O futuro de se tornar uma Venezuela! E isso seria muito pior pra mim e para minha família do que ter o salário igual ao do mercado. E se isso me incomodar que eu mesmo mude de emprego ou empreenda. Caminho fácil e honesto não existe.
  • Nilson  26/11/2019 14:58
    Grandes intelectuais como o autor do artigo desta seção de comentários juntamente com o senhores que nos brindaram com seus comentários, tal como os senhores Pablo, Vladimir e o autointitulado "Renegado", este último que ou mente, ou não pensou nada sobre o assunto ou vive numa espécie de limbo onde só existe ele e o computador que ele utilizou para escrever o seu comentário, nos forneçam, pelo menos, o arcabouço da sociedade sem nenhum funcionário público. Pois, devido a generalização que alguns empregam, sobretudo o autor do artigo, a conclusão que chegamos é que o foco não é o questionamento quanto aos aumentos salariais reais, por mais que o autor tente esporadicamente trazer os argumentos nesta direção, e sim a simples existência de servidores públicos, prova disso, é o ataque a esta classe de modo geral através da imagem que ilustra o topo do texto, já preparando o leitor para o que virá.

    Ora, no atual modelo de sociedade em que vivemos, a existência de pessoas trabalhando em áreas onde a iniciativa privada não atuaria é indispensável, isso, devido a padronização de bens usufruídos por todos, como estradas, praças, iluminação artificial, etc. Cada um pode comprar um automóvel no modelo que desejar, porém as vias devem ser um padrão para todos e serem construídas para a utilização de todos. Por exemplo as praias, ao que parece, para esse pessoal, deveriam ser cercadas e cobrada taxa de limpeza para quem as utilizasse, bens públicos só podem existir enquanto existirem órgãos públicos.

    É impossível manter o tom temperado, como fez a pessoa dos comentários com o pseudônimo "Funça2", com cidadãos como o Sr. Vladimir que acusa os outros de estarem desesperados, quando ele nitidamente é quem está. "Funça2" opinou racionalmente quanto aos problemas da administração pública em geral e indicou possíveis amenizadores para os problemas, diferente de outros que só gritam e atacam como eu poderia fazer também da seguinte forma: "Se sugeres aos funcionários públicos insatisfeitos a exoneração do cargo, você, do mesmo modo, pode procurar um país onde tudo seja privado e cargos públicos inexistam". Será que esse país existe? Vocês baseiam seus argumentos em modelos em vigor ou do passado, ou em sociedades utópicas que só existem em suas imaginações?

    Com as mudanças do valor real da moeda, ter reajustes é necessário, do contrario o servidor não continuaria recebendo o mesmo salário com o que foi contratado, e sim um salário com valor menor. Agora, os pedidos de aumento exorbitantes, e o acatamento dos mesmos por parte do governo, é que é o problema. A estabilidade é outro "mal" necessário, é um artifício fundamental para o bom exercício da função, o problema é os que a utilizam de má fé.

    Os problemas e as falhas (que no caso do Brasil são gigantescos) dos sistemas públicos é o que devemos atacar e buscar mitigar ao máximo e não os funcionários públicos em si, é como querer solucionar o problema de acidentes de automóveis sugerindo que voltemos todos a andar a pé. Estado mínimo ou enxugamento do estado e corte de regalias da administração pública, principalmente do auto escalão, são conceitos que nós brasileiros precisamos entender e discutir mais para que possamos cobrar os resultados que coletivamente desejamos.
  • Andre  27/11/2019 14:15
    Sou funcionário público a 16 anos e acredito que em alguns setores do funcionalismo público (veja não podemos generalizar pois alguns tem sistematicamente seus proventos achatados) não há necessidade de aumento real, desde que haja um compromisso de não achatamento do salário através apenas de uma reposição inflacionária anual em um índice justo de inflação.
    Quanto a comparações sobre salário de dos setores públicos e privados acho desnecessária pois se tratam de trabalhos com naturezas bastante distintas. Talvez não seja o funcionário público que ganhe muito bem, mas o setor privado e suas infinitas variantes que pagam mal seus funcionários.
  • Estado o Defensor do Povo  27/11/2019 23:02
    Funcionários privados ganham mal pra pagar o salário de funcionários públicos, os impostos comem quase metade do salário dos caras, e eles estão sujeitos às flutuações de mercado, à oferta e demanda, funcionários públicos não, eles recebem do governo, é como se fosse a aristocracia.


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