clube   |   doar   |   idiomas
Explicando todo o problema com o nosso sistema político - em 2 minutos
Todas as mazelas decorrem deste arranjo

Há aproximadamente 200 milhões de pessoas no Brasil.

Imagine que o Congresso irá aprovar uma lei — ou implantar uma determinada política — que irá custar a cada brasileiro R$ 1.

Esta legislação está sendo implantada por causa de um lobby feito por determinados grupos de interesse. Mais especificamente, esta legislação beneficiará apenas 100 pessoas. Cada uma delas ganhará, caso a legislação seja aprovada, R$ 1 milhão.

Isso significa que há 100 pessoas no Brasil que, em vez de perder R$ 1 com a implantação dessa lei, irão ganhar, cada uma, R$ 1 milhão.

Qual é o resultado social líquido da aprovação dessa legislação?

Duzentos milhões de pessoas perderão R$ 1. Isso dá uma perda de R$ 200 milhões.

Cem pessoas ganharão R$ 1 milhão cada uma. Isso dá um ganho de R$ 100 milhões.

Portanto, temos um ganho de R$ 100 milhões menos uma perda de R$ 200 milhões. Logo, o custo social total é uma perda de R$ 100 milhões para o país, em termos puramente utilitaristas.

Essa legislação será aprovada? Pode ter a mais absoluta certeza de que sim. Sempre.

Com efeito, todo o sistema político foi desenhado exatamente com o intuito de poder aprovar legislações desse tipo.

Por quê?

É simples. Para cada um de nós, essa legislação custará R$ 1. Sendo assim, com um custo per capita tão baixo, como será possível conseguir organizar e energizar um número grande o bastante de pessoas para fazer ativismo contra essa lei?

Mais: suponha que, em um caso totalmente inédito, você consiga, em apenas uma hora, organizar um número suficiente de pessoas para protestar e revogar essa legislação.

O que você ganhou? Um real por uma hora de esforço intenso. Eletrizante...

Por outro lado, aquelas 100 pessoas irão ganhar, cada uma, R$ 1 milhão com esta legislação. Consequentemente, elas irão, com grande afinco, gastar várias horas de sua vida tentando descobrir qual a melhor maneira de fazer um lobby eficaz, quais políticos devem ser abordados para conseguir fazer com que eles aprovem essa legislação, qual a melhor maneira de propagandear de forma positiva essa legislação para o povo, e, principalmente, como fazer o povo acreditar que tal legislação será boa para todos.

Essas 100 pessoas estarão perfeitamente dispostas a gastar, conjuntamente, centenas de milhares de reais para conseguir aprovar essa legislação. E ainda colherão belos lucros.

Já você, que se opõe a essa legislação, teria de ser capaz de organizar 1% da população brasileira — isto é, 2 milhões de pessoas — para conseguir revogar essa lei.

Mais ainda: você terá de encontrar 2 milhões de pessoas que tenham, em relação a essa legislação, o mesmo fervor que aqueles que querem aprová-la.

Pior: o custo de você organizar essas pessoas irá superar, em muito, os eventuais benefícios de fazer isso.

Ainda pior: mesmo que você consiga encontrar esses dois milhões de pessoas, e esteja disposto a incorrer em todos os custos para fazer isso, no final o seu manifesto será simplesmente enviado para o Congresso — a mesma entidade que está sendo assediada por lobistas muito mais bem organizados e financiados que você.

Quais as chances de você vencer?

Vale para tudo

O raciocínio acima vale para qualquer tipo de política.

A legislação pode ser a imposição de tarifas de importação, a criação de subsídios diretos, a criação de regulamentações que irão dificultar a entrada de novos concorrentes em um mercado específico, a escolha de uma determinada empresa para gerenciar um presídio, leis mais lenientes para mineradoras ou a criação de uma emenda orçamentária que irá beneficiar alguma empreiteira que será agraciada com a concessão de alguma obra pública (uma simples obra de recapeamento em uma estrada pode ser decorrente de um lobby de uma empreiteira para conseguir aquela obra.)

Pode ser também coisas mais triviais, como a obrigatoriedade do uso de extintores e do kit de primeiros socorros nos automóveis (beneficiando as empresas que os fabricam) ou a proibição de sacolas plásticas nos supermercados (bom para os supermercados, que agora não têm de fornecê-las, e bom para os fabricantes de sacolas biodegradáveis, que agora terão clientela cativa).

E olhe que estamos desconsiderando por completo todas as políticas ilegais que também são estimuladas e facilitadas por esse arranjo, como fraudes em licitações e superfaturamento (com o dinheiro de impostos) em obras de empreiteiras, ambos conseguidos em troca de propinas para políticos.

Pode reparar: a esmagadora maioria dos casos de corrupção que você lê no noticiário é uma consequência direta deste arranjo.

A solução? Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas).

A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.

___________________________________

Leia também:

Uma teoria simples sobre a corrupção


autor

Patri Friedman
é o fundador e presidente do The Seasteading Institute, entidade que tem como missão promover o desenvolvimento de comunidades autonômas permanetes no oceano. É o editor do blog LiveJournal.

  • anônimo  14/12/2016 13:32
    A solução é pelo menos uns 30% da população sair do país.
  • 4lex5andro  15/12/2016 20:04
    Se fosse a península da flórida perto o suficiente, o mar é até calmo. Pq não?!
  • Alex Fabiano Soares  20/06/2018 23:01
    Fugir é a solução???
  • Bad Maluco  07/02/2021 19:16
    Vai fugir para qual curral ?

    Vai fugir eternamente até morrer.............kkkkk
  • Solstafir!  14/12/2016 13:32
    e Zefini.
  • Andre  14/12/2016 13:37
    Brasileiros médios dirão: "Basta acabar com a corrupção que haverá recursos para saúde e educação e etc, e fazer leis boas para melhorar a vida das pessoas."
  • anônimo  02/02/2019 12:12
    Vc gosta de ouvir coisas boas como vou acabar com a corrupção vou acabar com o tráfico de drogas c liga
  • Max Stirner   14/12/2016 13:49
    É só o Estado que faz lobby ?
  • Léo Odebrecht Gutierrez Pessoa  14/12/2016 14:01
    Oi? Quem foi que disse isso?

    O estado não faz lobby. Pessoas da iniciativa privada fazem lobby junto a pessoas do setor estatal.

    Quanto maior e mais poderoso um governo, quanto mais leis e regulamentações ele cria, mais os indivíduos poderosos e com boas conexões políticas irão se aglomerar em torno dele para obter privilégios à custa dos concorrentes e da população como um todo.

    Neste sistema econômico, o mercado é artificialmente moldado por uma relação de conluio entre o governo, as grandes empresas e os grandes sindicatos. Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um genuíno livre mercado.

    Há a criação de privilégios legais, que vão desde restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros, até coisas mais paroquiais como a obrigatoriedade do uso de extintores e do kit de primeiros socorros nos automóveis e a obrigatoriedade do uso de canudinhos plastificados (devidamente fornecidos pela empresa lobbista) em bares e restaurantes.

    E há a criação de privilégios ilegais, que vão desde fraudes em licitações e superfaturamento em prol de empreiteiras (cujas obras são pagas com dinheiro público) a coisas mais paroquiais como a concessão de bandeiras de postos de combustíveis para empresários que pagam propina a determinados políticos (bandeiras essas negadas para empresários honestos e menos poderosos).

    Em troca, os empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e reguladores com amplas doações de campanha e propinas. A criação destes privilégios pode ocorrer ou abertamente, por meio de lobbies e da atuação grupos de interesse, ou na surdina, por meio do suborno direto.

    Em ambos os casos, empresários poderosos e grupos de interesse conseguem obter privilégios mediante o uso da coerção estatal. E isso só é possível porque há um estado grande que a tudo controla e tudo regula.

    Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas.

    A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

    Os libertários, obviamente, se opõem radicalmente a ambos esses arranjos, tanto o legal quanto o ilegal.

    E a receita que propõem é bem simples: se os lobbies, os grupos de interesse e as propinas surgem porque o estado detém um grande poder regulatório e decisório, então nada mais lógico do que reduzir o estado a uma mínima expressão.
  • alessandro  30/01/2017 22:33
    É importante uma república forte mas somente se pudermos mantê-la.
  • Social Democrata em Conversão  14/12/2016 14:15
    Tentei, mas não consigo refutar ou apontar erros.
  • Ier Cubano  14/12/2016 16:17
    Há erros:

    1 - Os 100 milhões serão serão alocados na economia, ou seja, as pessoas vão ter o retorno.

    2 - Ganho de escala, cada individuo perde 1, mas o coletivo ganha 100 milhões.

    3 - Os que receberam o valor são certamente mais capazes para alocar o dinheiro.

    4 - Se foram eleitos possuem legitimidade, quem consente, cala.

    5 - Não precisa fazer ativismo algum para revogar nada. E o principio da eficiência, melhor trabalhar e pagar, do que ficar de mimimi e não pagar.

    Poderia apontar milhares de outros erros. O artigo/escritor pintou como se os recursos do estado, acabassem em fundo perdido/jogo de soma zero, isso é uma mentira. Os recursos passam pelo estado para sua operação e depois retornam a população.

    Obrigado!
  • anônimo  14/12/2016 20:03
    Os itens 2, 3 e 5 não fazem sentido.
    Os 100 milhoes podem ser destinados a comercializacao de bens ou serviços que não agregam em nada Pra populacão ou para o aumentar da eficiencia econômica. Sobretudo se o dinheiro sair do País. E quanto à eficiencia, este arranjo provoca, na verdade, ineficiencia a medio e longo prazos pois distorce todo o processo de formaçao de preços, tendo em vista que quem decidirá o destino do montante, o fará diferentemente da vontade dos donos.
  • Rodolfo Dias de Alvarenga  02/02/2021 14:00
    Ainda mais se esses 100 milhoes excerdentes acabam virando a compra de uma novela de uma grande corporação para ser apresentada em um canal estatal! Qual foi o benefício da popução? Zero
  • Vladimir  14/12/2016 21:38
    Prezado Ier Cubano:
    Uma pergunta pq isso não acontece aqui no Brazil?
    Porque não existe uma rede ferroviária decente?
    e os metrôs ligando Rio a São Paulo?
    Cadê as hidrovias?
    Cadê os cidadãos capacitados a resolverem os problemas?
    Cadê a infraestrutura para se ter um parque industrial?
    Cadê a rede de telecomunicações eficiente?
    Cadê os grupos de autodefesa formados por cidadãos?
    Porque os nossos políticos são tão ineptos, corruptos, arrogantes e sem noção?
    E para finalizar:
    A prosperidade de uma nação não depende de sua extensão territorial ou das riquezas do seu solo, mas sobretudo do caráter do seu povo
  • Estevam  15/12/2016 01:07
    Ier Cubano. Quanta baboseira.

    1 - Você quase acertou, o autor omitiu o destino dos restantes 100 milhões, mas é sua pretensão dizer que a forma desse retorno é desejado para considerar que há realmente um ganho. Se o dinheiro foi tomado à força é um tanto improvável que o burocrata acerte em agradar.

    2 - Seis por meia dúzia. Coletivo não sente nada, a sociedade é a soma de suas partes.

    3 - Com base em quê? São deuses? Se são capazes de alocar melhor por quê precisam da violência para se financiarem? Por que a própria alocação genial de recursos não os faz grandes empreendedores?

    4 - E você vive em um mundo de pessoas absolutamente conscientes e instruídas e não há nenhuma fraude eleitoral. Onde todos os agentes políticos nos representam, tanto que amamos a todos os congressistas. Legitimidade na ponta de uma arma talvez.

    5 - Qual a relação entre a primeira frase e a segunda? E como se refuta o autor repetindo o que ele disse?

    Milhares é muito rapaz. Mais humildade por favor. Jogo de soma zero é tirar de um para dar para outro. Sim, o Estado faz isso. Repetiu a falácia do item 1.

    De nada! Adoro ajudar.
  • saoPaulo  15/12/2016 09:22
    Ier Cubano 14/12/2016 16:17

    Há erros:
    Só se forem seus.

    1 - Os 100 milhões serão serão alocados na economia, ou seja, as pessoas vão ter o retorno.
    Retorno menor do que elas teriam se tivessem gastado o dinheiro delas por si próprias. É como eu roubar o teu CD predileto e te devolver um da banda Calypso. É como eu roubar sua Playboy predileta e te devolver uma da Hortência.

    2 - Ganho de escala, cada individuo perde 1, mas o coletivo ganha 100 milhões.
    What? Que lógica mágica é essa? Eu tirar um balde d'água da parte funda da piscina e despejar na parte rasa não aumenta o nível da água. Não há ganho algum, seu maluco!

    3 - Os que receberam o valor são certamente mais capazes para alocar o dinheiro.
    Impossível! Justamente pelo argumento do cálculo econômico de Mises, tão repetido neste instituto, e pela dispersão da informação pela sociedade.

    4 - Se foram eleitos possuem legitimidade, quem consente, cala.
    Deixa eu ver se entendi sua lógica. Dois bandidos apontam uma arma para a sua cabeça e dizem: "nós decidimos te estuprar." Você vai simplesmente se consternar e liberar o toba... Tá serto!

    5 - Não precisa fazer ativismo algum para revogar nada. E o principio da eficiência, melhor trabalhar e pagar, do que ficar de mimimi e não pagar.
    Realmente, não precisa fazer ativismo algum para revogar nada. E o principio da eficiência, melhor ser estuprado, do que ficar de mimimi e morrer.

    Poderia apontar milhares de outros erros.
    Sério? Manda mais, estamos ansiosos!

    O artigo/escritor pintou como se os recursos do estado, acabassem em fundo perdido/jogo de soma zero, isso é uma mentira. Os recursos passam pelo estado para sua operação e depois retornam a população.
    Cara, você sabe a diferença entre troca e assalto? Se você rouba de A para dar a B, isto é sim um jogo de soma zero! Quanta ignorância!

    Obrigado!
    Disponha!
  • clovis carvalho lagarto filho  15/12/2016 17:34
    opá! como? quer dizer que existem pessoas que sabem gastar melhor o MEU dinheiro que eu? Na hora de fazê-lo (o dinheiro) eu sou bom nisso, mas na hora de gastá-lo não!!??.... ah! num f.... p.....ra
  • Lucas-00  01/02/2019 23:31
    kkkkk não entenderam que você estava sendo sarcástico.
  • anônimo  03/02/2021 12:37
    Os retornos voltam pra os brasileiros, está no site errado! Você deveria fazer comédia...
  • Lucas Vieira  14/12/2016 17:26
    Eu concordo absolutamente com tudo nesse texto. Mas ele tem um errinho sim:
    "proibição de sacolas plásticas nos supermercados (bom para os supermercados, que agora não têm de fornecê-las, e bom para os fabricantes de sacolas descartáveis, que agora terão clientela cativa)."

    Posso estar errado, mas os fabricantes de sacolas irão perder a clientela dos supermercados não? Isso é ruim e não bom para eles.
  • Marcos  14/12/2016 18:27
    Os fabricantes de sacolas plásticas se estreperam (não fizeram o lobby). Já os donos de supermercado e os fabricantes de sacolas biodegradáveis (que são compradas pelos consumidores, e não pelos donos de supermercado) se deram muito bem. Qual o erro?
  • Antônio  15/12/2016 10:32
    Os fabricantes de sacola biodegradável provavelmente serão prejudicados sim. O preço aumentou p/ o usuário final e sabemos que a demanda caiu +- 30%. Se ele vendia a 5 centavos p/ o mercado por exemplo (Receita Antes = 100% da demanda original*5centavos = 0,05 "unidades de receitas") e agora vende aos mesmos 5 centavos para o mercado (Receita Depois = 70% da demanda original*5centavos = 0,035 "unidades de receitas"), ele se fudeu sim!
  • Gramsci  15/12/2016 11:38
    Como assim?! Antes, os fabricantes de sacolas biodegradáveis não tinham consumidores cativos. Agora têm. Ou o cara compra uma no supermercado, ou sai carregando as compras num caixote de papelão, como um marsupial.

    Como exatamente a aquisição de uma reserva de mercado e uma clientela cativa prejudica os fabricantes de sacolas biodegradáveis?

    É cada um...
  • Max Stirner   14/12/2016 14:34
    Reduzir o Estado não vai acabar com os problemas...

    Na melhor das hipóteses você só vai tirar os políticos do "esquema".

    Existem instrumentos e instituições que na teoria criam uma responsabilidade do Estado para com as pessoas, existe pelo menos algo a quem se possa recorrer, existe um "dever de prestar contas" do Estado para com as pessoas.
    As pessoas vigiam o Estado, se o "esquema" é feito sem o Estado nem isso vão poder fazer !!!
    Aí voltaremos ao ponto de discursão de séculos atrás que explica a necessidade de se ter um Estado.

    Você precisa entender que antes de economia, enquanto houver dois indivíduos no mesmo local, existe relação de PODER. E sempre vai existir briga pelo PODER.

    Enfim...
    Se o Estado brasileiro funcionasse de forma correta, ninguém estaria criticando sua existência. O arranjo foi feito, leis é o que não faltam.
    O problema não é o Estado em si, o problema são as pessoas. E você acha que corrige isso diminuindo o Estado ?

  • Raphael  14/12/2016 15:07
    Como você próprio acabou de demonstrar, ainda que involuntariamente, não há contra-argumentos lógicos. Restam apenas apelos emotivos, efusões de clichês e afetações de sensibilidade.

    Mesmo num arranjo perfeito, gerido exclusivamente por anjos, você conseguiria coibir apenas os arranjos ilegais. As legislações legais seguiriam impávidas. Por quê? Porque todo o arranjo foi desenhado e planejado para funcionar exatamente assim.
  • Mateus Nardi  14/12/2016 15:32
    O Estado não é um arranjo democrático como se propõe ser, e isto esta sendo evidenciado em grande escala no Brasil, mas isto acontece praticamente no mundo todo.

    A organização social espontânea é a única forma de todos se beneficiarem. O livre mercado não precisa ser regulado, quem o regula são os clientes, os usuários dos serviços prestados.
    Em termos gerais é quase impossível haver monopólio de um bem ou serviço (A menos é claro que seja este concedido pelo estado).

    O Artigo em questão exemplificou porquê os incentivos levam os indivíduos do meio politico á corrupção. Se ainda tem fé neste esquema que nada mais é do que uma "legalização" de roubo alheio, convido-lhe a analisar mais alguns artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=52

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1822

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2400

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923

    A única solução realizável é diminuir a maquina publica.

  • SRV  14/12/2016 15:58
    Max, talvez você não tenha percebido mas vou destacar um trecho de seu comentário:

    "As pessoas vigiam o Estado, se o "esquema" é feito sem o Estado nem isso vão poder fazer !!! "

    Como um "esquema" feito sem o Estado , entre entidades privadas, poderia me prejudicar? Se o esquema não pode usar o Estado pra aprovar leis, se o esquema não pode comprar decisões judiciais, se o esquema não pode fazer lobby, como o cidadão comum pode ser prejudicado?

    Então se hipoteticamente duas empresas gigantes se envolvem em um esquema de "compra" de leis, como poderiam fazer isso com um Estado fraco, limitado ou inexistente? Ou ainda, se houver "espionagem industrial", como o cidadão comum seria afetado? Ou duas gigantes resolvem combinar preços, em um ambiente de livre concorrência. O resultado seria a imediata entrada da concorrência estrangeira. Como pode o cidadão ser afetado?
  • Max Stirner  14/12/2016 17:39
    "Ou duas gigantes resolvem combinar preços, em um ambiente de livre concorrência. O resultado seria a imediata entrada da concorrência estrangeira."

    Imediata ? Será ?

    Existe uma coisa chamada "assimetria de informação". Isso existe no mundo real.

    É algo que os libertários daqui esquecem...
  • Tulio  14/12/2016 18:30
  • Max Stirner  14/12/2016 19:56
    Eu me refiro a um lugar real onde nem sempre um concorrente vai entrar IMEDIATAMENTE pra quebrar o cartel.

    Isso pode acontecer não por culpa do concorrente, pois talvez ele nem saiba que esse lugar existe. O mundo é muito grande e é cheio de assimetria de informação.

    As pessoas podem conviver com um cartel,um esquema entre duas empresas ou um monopólio durante anos...até que alguém resolva investir naquela determinada região.

  • Magno  14/12/2016 20:10
    "Eu me refiro a um lugar real onde nem sempre um concorrente vai entrar IMEDIATAMENTE pra quebrar o cartel. [...] As pessoas podem conviver com um cartel,um esquema entre duas empresas ou um monopólio durante anos..."

    Cê tá ligado que você simplesmente acabou de descrever exatamente como funciona o mercado de internet no Brasil, que funciona sob a regulação cartorial e cartelista da ANATEL, que impede empresas estrangeiras de entrar no mercado?

    Impressionante como as pessoas não percebem suas incoerências: ao descreverem seus temores de como seria um mundo sem regulação, acabam descrevendo exatamente o mundo regulado em que já vivem!

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

  • Bartolo de Sassoferrato  14/12/2016 18:50
    Infelizmente, não tem como "esquecer" essa conversinha aí, tal a insistência dos estatistas com essa besteira.

    Afinal, como esquecer da "coisa chamada 'assimetria de informação'" se essa coisa é um dos maiores engana-trouxas para o papai-estado na promover intervenção na economia?

    Só ignorantes econômicos continuam achando q essa "coisa chamada 'assimetria de informação'" tem alguma validade teórica ou empírica.


    The notion that so-called asymmetric information is a source of market failure is deeply flawed. Asymmetric information is essentially a synonym for "the division of knowledge (and labor) in society," which is the whole basis for trade and exchange and the success of markets. The real asymmetric information problem, moreover, is with government, since all taxpayers are rationally ignorant of almost everything government does. Asymmetric information is therefore a source of government failure, not market failure. (https://mises.org/library/note-canard-asymmetric-information-source-market-failure)


    If their ideological convictions for government have merit, then they should be anxious to explain them. If their beliefs lack merit, then they should accept this graciously. In either case, it is clear that all too many economists are not interested in an open and honest debate over these issues. Instead, they use deceptive rhetoric about market failure to hide their true agenda: the expansion and empowerment of the state. (https://mises.org/library/market-failure-myth)
  • Eduardo  14/12/2016 17:48
    "Como um "esquema" feito sem o Estado , entre entidades privadas, poderia me prejudicar?"

    Suponha que exista algo necessário ou desejado pela população normal (e.g. internet).
    Então as entidades privadas provedoras de internet se reunem e fazem um esquema: "vamos aumentar os preços dos serviços de internet, triplicando o nosso lucro e ferrando o consumidor, ele não vai querer ficar sem internet mesmo".
    Você foi prejudicado por um acordo privado realizado entre entidades privadas e não existe estado para dizer que isso é errado.

    Os países com os maiores IDHs têm serviços de educação exclusivamente públicos.
    A Alemanha tem um sistema público de educação superior universal, qualquer um pode estudar lá, desde que aprovado.

    O problema não é o governo e sim quem escolhe o governo.
    As pessoas deveriam passar por um pequeno teste de capacidade mental para ser apto a votar.
    Não tem lógica certas pessoas do governo serem eleitas de novo novamente mais uma vez.
  • Campos  14/12/2016 18:28
    Ou seja, o único exemplo em que você conseguiu pensar foi o de um fictício cartel em nível mundial, coordenado voluntariamente por milhões de provedores espalhados ao redor mundo, o qual poderia ser perfeitamente furado por qualquer provedor municipal.

    É... realmente, um argumento poderoso.
  • SRV  15/12/2016 12:13
    Eduardo, o que você falou sobre cartel não faz sentido.

    "Suponha que exista algo necessário ou desejado pela população normal (e.g. internet).
    Então as entidades privadas provedoras de internet se reunem e fazem um esquema: "vamos aumentar os preços dos serviços de internet, triplicando o nosso lucro e ferrando o consumidor, ele não vai querer ficar sem internet mesmo".
    Você foi prejudicado por um acordo privado realizado entre entidades privadas e não existe estado para dizer que isso é errado."


    Vamos falar de ambiente de genuína concorrência, sem conluio regulatório estatal. Supondo que o cartel que você disse aconteça no mundo real, e se os preços se mantiverem mais altos por causa do cartel, a demanda vai OBRIGATORIAMENTE cair. Não existe nenhum bem que tenha demanda perfeitamente inelástica, nem mesmo água (você tomaria banho de caneca 1x por semana se precisasse economizar água em um nível drástico, ou até mesmo banho com toalha úmida, tentaria coletar água da chuva, etc). Algumas dessas empresas perderão muitos clientes e agora estarão com prejuízos pois ficarão com infraestrutura ociosa. Elas terão incentivos fortes para atrair mais clientes, aproveitar melhor as instalações e evitar a falência.

    Qual é a melhor maneira de conseguirem? BINGO! FURANDO o esquema e fornecendo serviços mais baratos. Consumidores que tenham deixado de consumir o bem agora poderão voltar a fazê-lo pois apareceu um fornecedor com preços melhores.

    Repetindo: como pode, em ambiente de livre e genuína concorrência, um "esquema" entre empresas ser bem sucedido e acabar prejudicando a população como um todo?
  • Capitalista Opressor  15/12/2016 19:47
    Em um ambiente genuíno de livre concorrência, não há menor possibilidade das empresas organizarem um esquema para controlar o mercado tanto pela concorrência de novas empresas nacionais ou internacionais quanto pela possibilidade de uma dessas empresas que participarão do esquema não seguir com o plano de fixarem um preço nas alturas e assim angariar todos os clientes das empresas que fizerem o esquema em prol de um monopólio.

    E o que permite a educação de "qualidade" nos países com sistemas públicos? O imposto sobre o consumo.
    Os países nórdicos são os maiores exemplos dessa política de tributação e o nível de ensino, foram que alguns países ainda usam voucher.

    Sobre a Alemanha, te digo que a situação anda nada boa em termos de educação no país, vários pais que queiram colocar seus filhos em uma escola ou universidade pública encontram diversas barreiras. Como sempre falado por este site, anos após ano tem que se investir uma quantia cada vez maior pelo mesmo número de alunos, e como essa situação está se encontrando na Alemanha, o sistema educacional de qualidade que dizem tanto do país está começando a apresentar resultados negativos. E a questão, é que o número de crescimento populacional na Alemanha não é tão impactante para apresentar quantias cada vez maiores para o financiamento do sistema educacional do país.

    Filhos de imigrantes ainda lutam por acesso a educação

    O problema sempre é o governo, mais cedo ou mais tarde todos irão reconhecer isso.

    A questão que fica: Poderia ser melhor o sistema educacional da Alemanha? Sim.
    Como? Privatizando e liberando para a concorrência fazer o resto do trabalho.

    A situação é semelhante ao setor da saúde, mas esses ainda encontram resistência não sei por qual motivo, já visto que a alimentação é a coisa mais importante e essa ainda está em mãos privadas.
  • Henrique Zucatelli  14/12/2016 16:03
    Max, vou ser breve para que entenda em 1 minuto, como não podemos controlar um Estado anti libertário.

    Você sabe quais leis estão sendo aprovadas nesse momento na sua cidade? Provavelmente não.

    E quando forem aprovadas, por mais imorais que sejam e te prejudiquem, serão leis e será obrigado a cumpri-las, sob risco de prisão ou confisco.

    Tudo com prestação de contas, bonitinho, para Inglês ou Chinês ver.

    Ganhei do artigo.
  • tales  14/12/2016 17:55
    Você mesmo matou a charada. O problema são as pessoas. Então, no mínimo, convém não dar a elas força coercitiva desproporcional (como é no sistema político atual) para, em nome de todos, privilegiar a si mesmo e a seus amigos.
  • 5 minutos de IRA!!!  02/02/2021 11:54
    Só lembrando aos desavisados: Max Stirner é um anarquista que pode ser considerado niilista. Gosto de suas ideias mas, infelizmente, era contra a propriedade privada, ou seja, não entendia nada de economia. Faz parte.
  • marcela costa  14/12/2016 15:41
    NÃO GOSTEI DA CONCLUSÃO DO IMB:A solução? Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.
    MINHA CONCLUSÃO SERIA ESTA:A solução?Só há uma:reduzir a "nada"o tamanho do estado para que se reduza a "nada" as chances de privilégios.Não há outro jeito.Com um estado mínimo,lobbies,grupos de interesse e subornos empresariais certamente atuarão para transformá-lo em um estado grande,intervencionista e ultra-regulador igual ao que aconteceu com os Estados Unidos Da América.
  • Henrique Zucatelli  14/12/2016 16:12
    Marcela, permita-me um contra ponto.

    Como liberal clássico (Rule of Law) e muito afinado com Hoppe, me apego a teoria dos micro Estados e da proteção de fronteiras como papel único de uma entidade comum organizada. E só. E mesmo sendo um adepto da monocracia, admiro Estados como a Suíça e sua democracia direta, que sempre deu e dá muito certo.

    O livro Como a economia cresce, e como ela quebra dá uma boa noção de como impostos podem ser transformados em contribuições: somente pessoas de maior poder aquisitivo pagariam para votar, logo esse montante seria utilizado para fins de proteção da vida e liberdade dos habitantes.


  • RAFAEL TEIXEIRA  14/12/2016 15:56
    A corrupção sistemática necessariamente acompanha um governo. Ela está presente na história de absolutamente todos os governos. Varia apenas a intensidade e o grau de exposição e de denúncia pela mídia.

    A teoria por trás destas conexões é simples. Em primeiro lugar, o governo detém o monopólio da criação de leis. E o monopólio da criação de leis gera oportunidades para se roubar legalmente. Roubar legalmente significa aprovar uma lei ou regulamentação que favoreça um determinado grupo à custa de todo o resto da economia, principalmente os pagadores de impostos.

    Em segundo lugar, o governo, munido do dinheiro que coleta de impostos, detém o monopólio da escolha das empresas que farão as obras públicas que o governo julga adequadas. Esse processo de escolha, que dá à empresa vencedora acesso livre ao dinheiro da população — algo que não ocorre no livre mercado — é outra forma de roubo legalizado.

    Claro que existe corrupção no livre mercado, porém, gera gastos extras e encare os bens e serviços oferecidos. Com isso mais cedo ou mais tarde, através do sistema de preços, a concorrência cuidará de varrer os corruptos (diga-se não para sempre, mas em uma batalha constante). Sem contar que a corrupção em nível privado é prejudicial a áreas específicas e não a toda a nação, como no caso estatal.
  • Max  14/12/2016 18:26
    "Claro que existe corrupção no livre mercado"

    Não existe "corrupção" no âmbito privado, meu caro.

    No âmbito privado existe roubo.

    "Corrupção", por definição, é a apropriação de dinheiro proveniente de dinheiro dos impostos; só existe corrupção quando há agente estatal envolvido. Não havendo agente estatal envolvido, nem dinheiro de impostos, não há corrupção, e sim roubo puro e simples.
  • Pirro de Élis  14/12/2016 15:59
    "Mesmo num arranjo perfeito, gerido exclusivamente por anjos, você conseguiria coibir apenas os arranjos ilegais. As legislações legais seguiriam impávidas. Por quê? Porque todo o arranjo foi desenhado e planejado para funcionar exatamente assim"

    Toda vez que observo essa afirmação me paira uma dúvida que, creio eu, seja bastante comum aos cidadãos. Evidentemente que o pluripartidarismo estabelecido criou um monopólio de poder ao governo que dificulta a transparência do erário e a aprovação de seus projetos positivos, entretanto,faço uma pequena digressão histórica e observo que a redução muito radical e contundente do Estado também trouxe diversos problemas a economia mundial.

    Provavelmente os exemplos da crise de 2008/2009 devem ser bastante citados aqui, principalmente na sua ausência de regulação estatal sobre os agente econômicos que acabaram expropriando boa parte dos Ninjas ,sendo alvo de hipotecas.
    Por que eu cito isso? Estou fazendo uma apologia exacerbada ao intervencionismo e empoderamento estatal? Criando uma interpretação que seu afirmação ( que me interessou muito) é uma demonstração de liberalismo utópico? De forma alguma

    Quando o Max diz: " Você precisa entender que antes de economia, enquanto houver dois indivíduos no mesmo local, existe relação de PODER. E sempre vai existir briga pelo PODER."

    Nunca pude concordar tanto. Embora pareça de um pedantismo filosófico falar sobre "Poder" no sentido amplo,ele só caracteriza que a boa gestão poderá interferir de forma positiva ao Estado;sendo ela uma boa gestão, o Congresso colaborará com emendas constitucionais que favorecerão os agentes econômicos.

    Porém, a sua crítica ela é muito pertinente. Tento demolir minhas utopias em acreditar que o Estado é o bastião da integridade, mas sei de longe que ele não é. O problema está nos representantes do governo que, infelizmente,não coadunam com os valores pregados em campanhas eleitorais.

    Sem contar os aspectos regionais de obtenção de voto. Algumas operações da Polícia Federal evidenciam isso.( "Operação Chequinho", envolvendo o ex-governador Antony Garotinho do RJ com a obtenção de votos por favorecimentos dos seus eleitores ao programa " Cheque cidadão". Um pseudo Bolsa Família).

    Outra coisa, agora citada no texto debatido:
    "Só há uma: reduzir ao máximo o tamanho do estado para que se reduza ao máximo as chances de privilégios. Não há outro jeito. Um estado grande sempre acaba convertendo-se em um instrumento de redistribuição de riqueza: a riqueza é confiscada dos grupos sociais desorganizados (os pagadores de impostos) e direcionada para os grupos sociais organizados (lobbies, grupos de interesse e grandes empresários com conexões políticas."

    Tudo bem,mas COMO você faz isso? Quais seriam as devidas reformas legais para que isso ocorra? E outra, quais seriam as implicações jurídicas desse processo? Caso o contrário, o discurso fica carregado de sofisma.



  • Nascimento  14/12/2016 16:24
    "Redução muito radical e contundente do estado americano" gerou a crise de 2008?

    Você é piadista, né? Dizer que o estado mais poderoso e intrusivo do mundo foi reduzido radical e contundentemente é algo que nem sequer pode ser classificado como escárnio. Seria preciso criar um adjetivo novo.

    O que você tem a dizer, por exemplo, sobre o "decreto CRA", por meio do qual o governo americano obrigou os bancos a sair concedendo empréstimos imobiliários a absolutamente todos os tipos de pessoas, inclusive aquelas que tinham um histórico de crédito latrinário (até mesmo presidários)? Os bancos que se recusassem eram acusados de racismo.

    O que você tem a dizer sobre o Fed e sua política de juros artificialmente baixos, visando exatamente a estimular o endividamento e a compra de imóveis?

    O que você tem a dizer sobre as para-estatais Fannie Mae e Freddie Mac, que existiam exatamente para intervir no mercado imobiliário e garantir liquidez às hipotecas?

    O que você tem a dizer sobre a imposição estatal de políticas de ação afirmativa para a confesso de empréstimos?

    O que você tem a dizer sobre o monopólio, garantido pelo governo americano, das agências de classificação de risco?

    O que você tem a dizer sobre o Tesouro americano e todo o seu conjunto de poderes regulatórios?

    Aliás, o que dizer também sobre a Controladoria da Moeda, que licencia, regula e supervisiona todos os bancos dentro dos EUA; a Securities and Exchange Commission (SEC, cuja função é idêntica à nossa CVM); a Federal Deposit Insurance Corporation, uma agência federal que tem como objetivo garantir os depósitos feitos em bancos comerciais; e Federal Home Loan Bank Board, agência federal que supervisiona todos os empréstimos hipotecários do país?

    É, realmente, o estado americano foi reduzido radical e contundentemente...

    É cada piadista.

    Artigo:

    [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696]Como ocorreu a crise financeira americana[\link]
  • Ufanista Democrata   14/12/2016 16:04
    Eu sei que estamos passando por um momento conturbado na nossa política, mas não podemos ser tão pessimistas assim.

    Pesquise bem seu candidato, analise suas propostas, projetos que ele elaborou/aprovou e se ele é ficha limpa ou não. Mobilize seu bairro/sua comunidade, faça sua voz ser ouvida! Afinal de contas, quem faz a democracia somos nós!

    O Brasil é gigante, belo, rico em recursos naturais! Somente com educação e combatendo a corrupção que podemos mudar esse destino!

    #boramudarbrasil #EuSouBrasileiroENãoDesistoNunca #OGiganteTáVivo
  • Miniarquista ancapizado  14/12/2016 16:35
    Secessão já!
  • Todd  14/12/2016 18:27
    "Afinal de contas, quem faz a democracia somos nós!"

    QUE PIADA
  • Ufanista Democrata  14/12/2016 19:26
    Pois é, esse tipo de discurso me deixa mais enjoado do que o discurso dos progressistas(na verdade, são até cômicos). O pior é ter que ouvir o famoso: ''voto nulo não ganha eleição''

    E aí entra no círculo vicioso clássico de qualquer debate sobre o Brasil: Corrupção> políticos corruptos> população vota mal> educação como solução> valorizar o professor> pedir mais investimentos(estatais, é claro) em educação> corrupção> e continua o ciclo de novo.

  • Todd  14/12/2016 21:53
    Corrupção> políticos corruptos> população vota mal> educação como solução> valorizar o professor> pedir mais investimentos(estatais, é claro) em educação [e, de quebra, em outras áreas]>mais grana extraída da iniciativa privada>mais estado> corrupção> e continua o ciclo de novo...



    É bem isso aí. Deprimente demais.

  • Festivo  15/12/2016 02:33
    O que está escrito nesse artigo pode ser facilmente refutado com um contra-exemplo muito simples: o novo padrão de tomadas de três pinos.

    Lembremos que "com a criação do Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas, o nosso mercado passa a comercializar apenas dois modelos de plugues e tomadas. Nele, os plugues possuem dois ou três pinos redondos e as tomadas três orifícios de 4 mm ou 4,8 mm".

    É muito, mas muito provável mesmo que nenhuma empresa ou grupo de empresas tenha exercido qualquer tipo de lobby ou influência sobre a esfera estatal para que fosse aprovada essa versão de tomadas, que afinal seguiu um modelo facilmente adaptável a versões anteriores.

    Jamais poderia se cogitar que qualquer das empresas do setor possa ter tido algum ganho expressivo com a implantação da novidade, ou que a criação tenha induzido a troca do maior número de peças possível da instalação.

    Muito menos ainda poderia se falar em incremento de custo ao consumidor final.

    Sabemos também que o "padrão foi criado, acima de tudo, para dar mais segurança ao consumidor, ao diminuir a possibilidade de choques elétricos, incêndios e mortes".

  • Zelador  15/12/2016 11:38
    Isso mostra como você faz parte daquela fatia de brasileirinhos ingênuos. A tomada de três plugues foi adotada pelo governo Lula a pedidas das empresas de eletrodomésticos nacionais. Por quê? Simples: para dificultar a vida do populacho brasileiro que compra eletroeletrônicos em Miami.

    Com isso, aqueles "infratores" que tiverem o atrevimento de comprar produtos eletrônicos no exterior, ou importar, terão gastos extras apenas para poder utilizar seus produtos em solo pátrio. Uma punição por tentar furar a reserva de mercado.

    Você, involuntariamente, acabou de fornecer um perfeito exemplo de lobby: fabricantes nacionais de eletrodomésticos, que querem inibir importados, que vêm com outro plugue.

    Veja o absurdo em uma foto.

    Políticos e lobistas vibram com a existência de pessoas como você.
  • Rodrigo Martins  14/12/2016 16:35
    Ótima síntese do nosso drama.
  • Paulo Henrique Martinello  14/12/2016 19:06
    Gostei muito do artigo, por mais que pareça simplificar algo complexo. Ele explica de uma forma diferente a teoria de que se importar com politica(aqui no sentido de fiscalizar sempre), ser algo irracional.

    Não só 1 Real não é perceptível, como brigar contra isso tem um custo de oportunidade bem maior que 1 Real. Se cada Brasileiro protestar contra essa perda de 1 real por 1 hora(coisa impossível), provavelmente os prejuízos seriam maiores.

    Isso em termos meramente ''econômicos''

    Ai que existe aquela teoria da ''IGNORÂNCIA RACIONAL''

    Só para dar uma explicação básica, a Teoria da Escolha Pública propõe o estudo do comportamento político com base, nas palavras de Buchanan, da "política sem romance". Buchanan concluiu corretamente que a diferença de relevância entre os agentes do mercado e da política não são os interesses que as pessoas buscam, mas a condição pela qual elas buscam.
    A aquisição de informação é sempre um empreendimento custoso. Mas o que isso quer dizer?
    Toda ação precisa, para ser realizada, de um desses quesitos:
    Custo de oportunidade(o que a pessoa precisa deixar de fazer ou ganhar para realizar a ação)
    Custo monetário
    Custo de informação(procurar saber as consequências da ação realizada)
    E o mais importante, que abrange todos os anteriores, custo de tempo.
    (Existem mais, obviamente, mas só listei os principais)


    Prosseguindo, é possível que possa custar mais para adquirir determinada informação do que os benefícios que essa informação pode conferir. Quando o custo para adquirir informação é do que os benefícios derivados dessa informação, é racional ser ignorante. Afinal, para quê eu vou me esforçar para adquirir algo cujo esforço seja subjetivamente maior que o resultado? Seria como gastar 10 minutos de sua vida para ganhar 5 minutos a mais de tempo de vida. Não faz sentido. Esse é o básico da teoria de ignorância racional.
    Primeiramente, consideremos um exemplo extremo. Vamos supor que uma cirurgiã cardiovascular, devido a alta demanda do seu cargo, tenha como uma hora do seu tempo o equivalente a 1000 reais. Em um cenário desses, não faria nenhum sentido para ela gastar uma hora de sua vida procurando o super mercado mais barato da cidade, o que poderia, no máximo, economizar 20 reais de sua carteira.

    Apesar do exemplo ter sido um pouco exagerado, isso vale para a grande maioria das pessoas, considerando que esse tempo adquirindo informação poderia ter sido "gasto" em outras atividades. Não importa que seja tempo gasto conseguindo dinheiro ou tempo gasto com a família, por exemplo. Afinal, tempo é dinheiro rs. Poucas pessoas trabalhariam 20 horas por dia para conseguir 1 real devido ao alto custo de oportunidade. Esse tempo poderia ter sido gasto para coisas muito mais produtivas, mesmo que não seja conseguir dinheiro

    Resumindo, a não ser que alguém tenha uma razão para acreditar que os benefícios de adquirir vão ser maiores que os custos de adquiri-la, é racional permanecer ignorante.

    Nesse ponto, acho que vocês já entenderam a relação disso com o interesse em política. O eleitor não investe tempo para ficar informado em política porque ele acha(e tem razão) que os resultados dessa ação serão muito menores que o custo. Elas trarão um resultado político mínimo ou nulo. Indo além, quanto mais ocupado é o eleitor, mais justificativas ele tem para permanecer como um ignorante racional.


    A única crítica que eu conheço é o fato de que a pessoa pode ter uma visão errada dos resultados ao se basear se vale ou não a pena gastar tempo em determinada ação. Hm, isso é verdade. Porém, empiricamente falando, é muito difícil que os resultados sejam diferentes do usual. Além disso, se a pessoa pode calcular o resultado de maneira errônea, o mesmo pode ocorrer com os custos. Eles podem ser maiores que o esperado.


    A conclusão é que o "problema no Brasil" não é culpa do "eleitorado ignorante", como alguns apontam. O fato dele ser ignorante na hora de votar é algo totalmente compreensível e racional. Na grande maioria das vezes, é completamente custoso, além de inútil, pesquisar sobre propostas políticas. A pesquisa só seria benéfica em casos extremos, como projetos políticos relacionados a censura, por exemplo. Mas nesse caso, todos(ou quase todos) se importam.

    O problema é desse sistema "democrático"(haha) falido existente no Brasil.

    "Todos os partidos políticos terminam fatalmente, mais dia menos dia, em se preocuparem mais com os meios do que com os fins. Esta a razão por que os libertários combatem a política, e julgam-na o processo mais falso de luta pela emancipação social. Nunca, pela política, se consegue atingir os fins desejados e, quando se consegue alguma coisa, é sempre apesar da política."
    Mário Ferreira dos Santos.


  • Anderson d'Almeida  14/12/2016 22:09
    Ótimo comentário, Martinello!

    Daria um bom acréscimo ao artigo.

    Acredito que há fatores que podem aumentar os custos da pesquisa (ou o não perder 1$ para os votantes/lobistas das várias pautas), um dos tais é a própria ignorância acerca da situação geral. Ora, é bem mais fácil uma pessoa que entende, mesmo que razoavelmente, de economia perceber as linhas ou consequências que uma pauta a ser votada no congresso trará. Ela poderá, numa rápida pesquisa, entender as nuances da situação; diferente da maioria da população leiga nessa ciência. A falta de conhecimento comum à população a faz se distanciar mais ainda do entendimento dos fatos, ou seja, aumenta o custo da averiguação/luta contra as pautas dos Lobbys.

    Outro ponto é o caos "primário" da situação, já são tantos os problemas no país que se atentar ao pequeno detalhe, mesmo que positivo, será visto como "dispêndio inútil de energia". É como um atleta que está em má fase, com o time em baixa, o clube com problemas financeiros e uma série de problemas, ainda se preocupar se vai comer uma ou dois gramas de proteínas a mais. Um detalhe em meio a tantas situações negativas ou desconexas pode soar como um custo enorme, que não vale a pena pagá-lo.
  • Edujatahy  14/12/2016 22:18
    ótimo argumento. É exatamente o que acho. Simplesmente NÃO compensa perder tempo com política. É muito mais útil dedicar seu tempo ao trabalho ou ao lazer.

    Minha fé é que no futuro as tecnologias e serviços privados nos permitam cada vez mais proteger nosso patrimônio do Leviatã.

    Eu pessoalmente já me posicionei há mais de um ano em Bitcoin. Nem conta bancária uso mais. Governo pode chegar com Bacen Jud e levar meus 3 reais que tem na conta.

    Foi a melhor decisão que já tomei.
  • Renegado  15/12/2016 16:58
    Prezado Edujatahy, você poderia, se possível for, me informar como procedeu com a migração para o bitcoin? como fica a questão de receber salário, pagamentos e etc..?
    Obrigado..
  • Edujatahy  15/12/2016 21:34
    Caro Renegado,

    Bem simples na realidade. No início eu simplesmente convertia boa parte que eu recebia em bitcoin em qualquer exchange no Brasil (FoxBit, MercadoBitcoin, Bitcointoyou, etc...). E já manda para sua wallet (recomendo ter uma paper wallet se fores guardar mais dinheiro).

    Para os gastos do dia-a-dia eu comprei alguns cartões pré-pagos (recomendo muitíssimo o advancedCash, é MUITO bom e rápido, e você pode recarregar ele em bitcoin, ainda que esteja convertido em dólares).

    Boletos podem ser pagos em bitcoins por serviços oferecidos na internet (bitbol por exemplo).

    O ponto é que você tem que ter paciência. Não adianta você colocar tudo em bitcoin no dia zero se você está com muita conta em real no curto prazo. O bitcoin é muito volátil, então você pode comprar hoje e estar com "menos" dinheiro amanhã, mas no médio e longo prazo você sempre estará ganhando dinheiro pois ele tende a valorizar. Hoje eu converto imediatamente tudo o que ganho para bitcoin no dia 0 porque já estou usando bitcoins que comprei meses anteriores para pagar minhas contas do mês corrente.

    As exchange são rápidas, caso você realmente precise pagar alguma conta em real (por exemplo, um aluguel), você consegue facilmente sacar para sua conta e pagar no dia (ou sacar direto na conta do locador, mas têm de deixar isso informado à exchange).

    E se você precisa de dinheiro "cash" para o dia-a-dia você pode ir no peer-to-peer (localbitcoins) e pegar em dinheiro vivo (tomando os devidos cuidados, evidentemente).

    É plenamente possível viver só com bitcoins, já o faço há meses!

    E é indescritível a sensação de você ter absoluto e total controle sobre seu dinheiro. Tomando os devidos cuidados contra hackers e roubo, é muito bom você saber que o estado não pode fazer nada para tirar seus bitcoins, ele pode atrapalhar sua vida com certeza , mas tirar seu bitcoin é impossível.


  • Renegado  17/01/2017 11:01
    Caro Edujatahy, obrigado pelas informações, realmente foram de muita valia para mim. Comecei algumas aplicações financeiras em bitcoins. Aos poucos vou migrar também para esta realidade. Fico muito satisfeito que algumas pessoas estejam feliz trabalhando com esta moeda. Acredito que ela seja uma evolução natural, como alguns artigos neste site já sugeriram. Abraços e desejo-lhe o melhor.
  • Taxidermista  15/12/2016 11:59
    De fato, boa ponderação complementar, Martinello.

    Vale lembrar aos interessados que a teoria da ignorância racional está exposta no livro do Bryan Caplan:

    The Myth of the Rational Voter: Why Democracies Choose Bad Policies:

    www.amazon.com/Myth-Rational-Voter-Democracies-Policies/dp/0691138737/ref=sr_1_2?s=books&ie=UTF8&qid=1481802651&sr=1-2&keywords=caplan


    E também no livro do Ilya Somin:

    Democracy and Political Ignorance: Why Smaller Government Is Smarter:

    www.amazon.com/Democracy-Political-Ignorance-Smaller-Government/dp/0804799318/ref=pd_sim_14_6?_encoding=UTF8&psc=1&refRID=P1P7JY7FJBK4EYE37RR1


    O Jason Brennan tem dois livros sobre a temática:

    www.amazon.com/Ethics-Voting-Jason-Brennan/dp/0691154449/ref=asap_bc?ie=UTF8

    www.amazon.com/Against-Democracy-Jason-Brennan/dp/0691162603/ref=asap_bc?ie=UTF8


    E saiu um pequeno livro chamado "Nothing To Vote For: The Futility Of The American Electoral Process", de Daniel Schwindt , que toca nesse ponto:

    www.amazon.com/Nothing-Vote-Futility-American-Electoral/dp/1540459152/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1481803014&sr=1-1&keywords=nothing+to+vote+for


    Abço.
  • Josimar  14/12/2016 19:24
    Como reduzir ao máximo o tamanho do estado, já que a grande maioria é apenas pagador de impostos.
    Será que o federalismo de estados Autônomos resolveria, e se resolve como implantar no Brasil de uma maneira prática sem enrolação de leis, decretos etc
  • Marcos  14/12/2016 20:28
    O problema é que precisamos de estado.

    Estradas, hidroelétricas, aeroportos, essas coisas todas custam milhões ou bilhões de reais, não dá pra esperar conseguir convencer todo mundo a dar seu realzinho pra construir a próxima hidroelétrica ou a próxima estrada a 2000Km da minha cidade onde eu nunca vou passar ou de onde a eletricidade nem vai chegar na minha casa...

    Se precisamos de um estado, por pequeno que seja, a tendência, como vc mesmo explicou é que ele cresça cada vez mais, as cem pessoas que descobrem que podem ganhar cem mil reais cada hoje, vai tentar ganhar um milhão amanhã...
  • Dane-se  03/02/2019 15:30
    Bocejos....

    1) Não precisamos do estado!

    2) Todas essas obras caríssimas, são super ou hiperfaturadas muito acima do custo real, pois além do fato de que não é o estado que as produz e sim companias privadas, estas recebem subzídios de impostos para fazerem tais obras, ou seja, tudo é destinado aos esquemas corporativistas de favoritismo político e seus amigos.

    3) Todos no mercado, sejam empresas ou consumidores necessitam de estradas, hidrelétricas (ou não), e tantas obras de infraestrutura, isto significa que todos teriam interesse em investir para construir, pois empresas necessitam para manterem suas atividades e lucro e indivíduos comuns também. Qualquer conglomerado de empresas nacionais ou internacionais teriam capital suficiente para investir e construír qualquer dessas obras, seja construíndo toda a infraestrutura, ou construíndo a base da infraestrutura e alugando o uso para empresas menores com menor capital gerando não só lucro exorbitante para as empresas construtoras, como gerando concorrência e crescimento indireto do mercado. Há várias formas do mercado solucionar problemas de infraestrutura sem qualquer necessidade de intervenção governamental, especialmente pelo fato de que estas obras são sempre hiperfaturadas do preço original por causa dos esquemas de favoritismo do estado.
  • Sefazpiauidf  14/12/2016 21:08
    Teoria da Escolha Pública.
  • Bruno   14/12/2016 21:22

    Excelente artigo.

    Como já ouvi por ai, os benefícios são concentrados (em uma minoria), e os custos são dispersos (na maioria pagadora de impostos).

    E o custo de oportunidade é realmente inviável nessas condições. Assim, paulatinamente, o estado vai ficando cada vez mais inchado e avança sobre os cidadãos, dando a aparência de legalidade em forma de leis que só beneficiam a eles mesmos.
  • Primo  14/12/2016 22:46
    "Conclusão

    O raciocínio acima vale para qualquer tipo de política. "

    Ora, acabemos com o estado amanhã. Esse tipo de política não estará terminada. As pessoas que se juntam para tirar $1 não deixarão de se juntar simplesmente porque o estado acabou. Alguém aqui acredita que extinguindo o estado os custos de coerção serão zerados? A coerção é uma característica da personalidade humana, ela não é combatida por meio das instituições. Sempre teremos que fazer algo contra a nossa vontade, isso não é culpa do estado, mas é culpa da insustentável leveza do ser humano.
  • Tio  14/12/2016 23:56
    Descreva como isso ocorreria, por favor. Forneça exemplos tangíveis e verossímeis.
  • mauricio barbosa  15/12/2016 02:01
    Esse primo parece um bufão,pois ele conclui que a natureza humana é pecadora e só o estado pode combate-lá quando na realidade o estado maximiza essa força do mal em pequenos grupos políticos que nos assaltam todos os dias com suas leis e regulamentações injustas,portanto voltamos a estaca zero,ou seja não temos saída,vamos cruzar os braços e como escravos amedrontados aceitarmos os nossos senhores mandar e desmandar em nossas penosas vidas,enfim é a mentalidade da esmagadora maioria dos brasileiros.O gado sendo tocado,as ovelhas sendo conduzidas por lobos em pele de cordeiro,ora Primo acorda!!! Se nós ficarmos calados passivamente a opressão aumentará,enfim se não temos poder de mudar este estado de coisas,pelo menos podemos gritar ,desabafar e discutir estes temas em qualquer fóruns,sites,academias,praças e botecos deste imenso país e temos paciência com quem quer aprender conosco e argumentos para destroçarmos elementos que querem ou pretendem nos ridicularizar e ironizar,mas saem com o rabinho entre as pernas por saberem que nossos argumentos são imbatíveis ou então quando agem com ma-fé por serem pagos para isto são rechaçados e denunciados sem dó para ver se aprendem a respeitar o espaço de terceiros como é o IMB...Primo é com esta filosofia de vida que enfrentamos o leviatã e esperamos a aurora da justiça um dia brilhar em nossa direção,ou seja ela virá um dia,mas não será de braços cruzados que este dia chegará e será mantido,enfim una-se a nós e propague essa ideia sem radicalismos,difamações baratas e espírito de destruição,lute pela sua Liberdade,grite por ela em qualquer hora e lugar,esse tem sido o papel do IMB nos últimos 10 anos gritar e informar as massas que a nossa Liberdade é inegociável...Pois o futuro a Deus pertence,mas o presente é nosso então marchemos e façamos coro nessa luta contra a opressão estatal e pelas nossas Liberdade!!!
  • Primo  15/12/2016 20:51
    Tio [14/12/2016 23:56], sem estado e com a liberdade restrita ao respeito a propriedade privada, quem tem menos "capital/propriedade" tem menos liberdade. Logo, se tem uns com mais liberdade que outros, tem espaço para coerção.


    mauricio barbosa [15/12/2016 02:01], em um grupo de trabalho escolar sempre tem um mais aproveitador, aquele que está mais interessado em passar de ano e ter o diploma do que em aprender. Muitas vezes, aqueles interessados em aprender se submetem a levar os aproveitadores nas costas pois o custo de agir ao contrario seria maior. Se isso é um problema, destruir a escola não resolve a situação. Isso acontece também em um ambiente de trabalho, nas divisões de tarefas. Como o próprio texto diz, "o raciocínio acima vale para qualquer tipo de política." Voltemos a escola. Para a pessoa que está interessada em aprender, não importa se ela estará levando alguém nas costas. A luta de quem está interessado em aprender transcende a discussão de justiça com relação ao aproveitador. A punição ao aproveitador não tem relação em aprender mais ou aprender menos.
    Se o individuo não está interessando em ter poder, não importa o que o estado faz.
  • Tio  15/12/2016 21:48
    Pedi que você desse um exemplo prático factível e verossímil. Cadê? Não quero saber de generalidades filosóficas incompreensíveis. Quero um exemplo prático.
  • mauricio barbosa  15/12/2016 23:09
    Tio o primo só dá exemplos vagos,pois que eu saiba os métodos escolares do mec são ultrapassados e obsoletos,os professores fazem vista grossa para estes comportamentos caroneiros dos alunos espertalhões,enfim mais uma vez o estado fazendo de suas instituições um lugar de deseducação,pois chamar escola pública de educadora é xingar a verdadeira educação e pedagogia ou seja escola pública não é exemplo para nada,use exemplos mais práticos e que possam ser defendidos com unhas e dentes por vocês esquerdistas,pois escola pública não serve,aquilo ali é depósito de doutrinação estatista,principalmente no caso brasileiro,até a próxima...
  • Primo  16/12/2016 14:45
    Tio e Mauricio:

    Em um deserto, você quase morrendo de sede, alguém te oferece uma copo de água por $1000. Você mesmo sabendo que esse copo é vendido a $2 a uns 30km dali acaba comprando. Já adiantando: você aceita essa explicação para exemplificar que o valor é subjetivo, mas não vai aceitar essa mesma explicação como meu argumento que demonstra coerção nas relação de trocas. Ora, com estado ou sem estado haverá trocas coercitivas, sejamos sinceros. Se uma situação é melhor que outra, discordo, pois acredito que seja mais um problema moral do que estrutural. Não faz diferença viver em uma monarquia, uma republica, uma ditadura, uma anarquia ou seja lá o que for se a estrutura moral da sociedade estiver alinhada. Caso contrário, não duvide da capacidade humana em se adaptar ao meio e desenvolver métodos de coerção.
  • Rodolfo  16/12/2016 15:10
    Qual coerção, meu filho?!

    Se eu estou com sede no deserto e aí surge alguém voluntariamente se oferecendo para me saciar, qual é a coerção envolvida?!

    Coerção seria se eu roubasse a água dele...
  • mauricio barbosa  16/12/2016 17:27
    Ora primo eu estou morrendo de sede e chega alguém oferecendo água a R$ 1.000,00 e se eu tiver esta quantia,pago na hora pois sei que não terei mais forças para chegar até o botequim que irá me cobrar pela água mineral R$2,00,mas se tiver forças para suportar mais 30 km de caminhada então é lógico que não irei pagar os R$1.000,00 pedidos pelo negociante de água que só está oferecendo o seu produto,ou seja ele não está ali para fazer caridade para ninguém,pois se o negócio dele é vender água para pessoas desesperadas não há mal nenhum nisso nem tampouco coerção,isso se chama trocas voluntárias e acontece em todos os lugares...Mais uma vez derrotado e conta outra primo...
  • Primo  16/12/2016 18:47
    Pronto, não há coerção. Reconheço que desta vez perdi, mas temos que fazer justiça. As politicos também não são obrigados a se candidatar, eles candidatam-se voluntariamente e legitimam-se no poder por meio da constituição imposta. Nos escolhemos voluntariamente tirar nosso CPF e RG (ou nossos pais) e legitimar o poder do estado, não há coerção entre estado e Cidadão. Os politicos escolhem volutariamente votar uma lei para retirar $1 seu, eles não são obrigados.
    Perdi uma batalha, mas estou vendo seu flanco esquerdo aberto e sei que vencerei a guerra. Alias, você nem precisa dar $1 para o estado, como também não precisa tomar água. Deixarei de tomar água de hoje em diante para prova que mesmo estando errado, eu estava certo.
  • Mig  19/12/2016 12:37
    Como não há coerção? Isto se chama roubo, extorsão. Toda transação que envolve a vida, a integridade, a liberdade, a moral e a honra da pessoa não é uma troca voluntária.
  • Ex-microempresario  23/06/2017 17:54
    "...a vida, a integridade, a liberdade, a moral e a honra da pessoa..."

    Para ficar igualzinho à nossa bela constituição, faltou a "dignidade".

    Com base nisso, dá para justificar tudo. Aliás, me entregue 20% dos teus rendimentos porque eu não pude comprar champagne francês este mês e beber espumante nacional fere minha integridade, minha honra e minha dignidade enquanto pessoa humana.
  • garcia  14/12/2016 23:31
    O bananeiro vai dizer: "basta votar nos políticos certos"
  • Alexandre  15/12/2016 00:50
    Lembrei do Mancur Olson em "A Lógica da Ação Coletiva".
  • Chefferson Amaro  15/12/2016 03:03
    O problema não é reduzir o Estado; isso está num segundo plano. A questão no brasil é cultural... veja bem, destruiram a alta cultura do Brasil. Se você destrói a alta cultura (que é autoconsciência e autocrítica em todas as obras culturais), você separa as consciências e cada vive no seu mundinho particular. Vamos ver como exemplo os protestos que tiraram a Dilma foram pacífios, mas sem nenhum senso de unidade nacional. E isso aconteceu porque não há alta cultura no Brasil mais. Se a população estivesse vivenciando alta cultura, teríamos um diálogo nacional e assim podemos mudar facilmente o sistema político.

    Mas é óbvio que isso não interessa para os grupos interessados.
  • Zack  15/12/2016 12:48
    É o estado que destrói a cultura.
  • saoPaulo  15/12/2016 08:56
    Li alguns comentários com a mesma ladainha de sempre: "ah, mas e os carteis? Ah, mas as empresas também podem ser corruptas! Basta votar no político certo!"
    Meu pai amado, as pessoas perderam qualquer senso de proporção!
    O estado brasileiro já rouba, pelo menos, 10% do dinheiro de miseráveis, rouba 66% do dinheiro de trabalhadores qualificados, roubaria 59% de tudo que é produzido no país, caso não houvesse sonegação*.
    E neguinho está preocupado com possíveis formações de cartéis! Com assimetria de informações!
    Puta que o pariu! É muita estupidez!

    * Se todos os contribuintes -pessoas físicas e empresas- pagassem todos os tributos corretamente, como manda a lei, sem sonegação e calote, qual seria a carga tributária no país?
    Um estudo feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) revela que a carga tributária potencial, nesse caso, é de 59,38% do PIB (Produto Interno Bruto).
    www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1709200602.htm
  • Juliana  15/12/2016 14:20
    Corretíssimo o artigo. Mas vale acrescentar que os 200 milhões, por puro desconhecimento, também devem ver algum benefício nesse arranjo. E para diminui-lo, a população teria que começar primeiro por rejeitar muito daquilo que lhe é cômodo..

    Muitas das medidas, por exemplo, são proclamadas e feitas para a geração ou a defesa do emprego. Essa é uma palavrinha mágica, que sempre funciona, e agrada aos ouvidos da maioria. Outro exemplo, é que eu estava vendo que as creches — aqui na cidade, mas provavelmente é assim em todo o país — oferecem quase tudo (uniforme, mochila, agenda), tudo fazendo propaganda da prefeitura, é claro. Cadê o conhecimento das pessoas de que 'não existe almoço grátis', e dispensar essa e todas as outras políticas que, de certo modo, "privilegiam" a população.

    Primeiro o sacrifício. Depois a recompensa.
  • 4lex5andro  15/12/2016 20:14
    Em tempo, o senado aprovou a extensão de ISS para provedores de serviços por streaming, como Netflix e Spotfy. Nesse caso o lobby de anatel e teles funcionou.
  • Festivo  16/12/2016 00:54
    Pessoal, o que precisamos é criar mais leis, ao melhor estilo '10 medidas contra corrupção' - projeto de inciativa popular.

    Esse país tem poucas leis. E com lei é que se resolve tudo nesse mundo.

    A causa de todos problemas enunciados no artigo é a falta de regulamentação.

    A questão é muito simples: para combater monopólios, oligopólios, carteis, grupos de influência, lobbys e implantação de políticas absurdas, basta criar uma legislação mais dura no tema, começando com a seguinte 'medida':

    Art. 1o. É vedada a utilização de lobby para influenciar a criação de políticas que beneficiem um pequeno grupo, em detrimento do resto da população.

    De quebra, seria instituída uma 'contribuição' ("temporária" é claro, ao melhor estilo da LC110/2001 -- adicional sobre o FGTS) para custear uma Comissão Nacional do Lobby, que cuidasse especificamente do tema).
  • Edujatahy  16/12/2016 08:44
    Boa. E ainda podemos melhorar.
    Para garantir o pleno e eficiente funcionamento da "Comissão do lobby" poderia ser criado um departamento específico do tribunal de contas da União bem como do ministério público apenas para tratar sobre o tema.

    E por se tratar de um problema sistêmico . Seria necessário copiar esta comissão nas câmaras do estado bem como na câmara dos vereadores dos municípios. Afinal, imagine o perigo que corremos com uma empresa como Uber ter monopólio dos meios de transporte. Caos!
  • Lel  20/12/2016 13:25
    O mais triste é que o nosso sistema educacional está ensinando exatamente isso pros alunos.
  • junior  16/12/2016 17:06
    Eu proporia um deputado para cada 50.000 habitantes, atuando diretamente de seu municipio, com no reuniões e votações presenciais estaduais. O restante tudo on line, utilizando-se certificados digitais e sistema on line de monitoramento da pessoa pública.
  • anônimo  19/12/2016 20:30
    muito bem resumido
  • Emerson Luis  27/12/2016 19:16

    Custos Dispersos, Benefícios Concentrados.

    * * *
  • Anônimo  01/02/2019 17:41
    R$ 200 milhões para 100 pessoas daria R$2 milhões para cada um.
  • Marcos  01/02/2019 19:57
    Do que você está falando? A lei dá um ganho de R$ 1 milhão para cada 100 pessoas e uma perda de R$ 1 para cada 200 milhões de pessoas.

    Leia com mais atenção.
  • Arthur  01/02/2019 20:02
    A ânsia de "lacrar" é o que gera esses comentários nonsense.
  • Pobre Paulista  02/02/2019 20:29
    Mas se você considerar o PIB nominal dividido pela dívida externa dá bilhão
  • Alerson Molotievschi  03/02/2019 12:20
    kkkk
  • Anônimo  04/02/2019 12:27
    Estou falando que, se R$200 milhões foram arrecadados e R$100 milhões foram distribuiídos, para onde foram os R$100 milhões restantes?
  • Alexandre  04/02/2019 13:14
    R$ 200 milhões foram subtraídos da população.

    Destes R$ 200 milhões, R$ 100 milhões foram utilizados para bancar todo o custo da operação, que envolve propinas para políticos, agrados para os reguladores, subornos para as comissões da Câmara e do Senado, panfletagens, propagandas etc.

    E os R$ 100 milhões restantes foram embolsados como lucro pelas 100 pessoas que fizeram o lobby.

    P.S.: o brasileirinho é tão cru em política que ele jura que se todo o dinheiro da população for confiscado e redistribuído, todas as pessoas, no final, estarão mais ricas!
  • Pensador Libertário  02/02/2021 17:03
    Sem falar que a maior parte deste dinheiro nas mãos dos grandes vão virar títulos públicos e irá parar nos cofres do Banco Central,ou seja o dinheiro fica preso na ciranda financeira e pouca coisa volta para o povão e vira inflação(Aumento de preços devido a solidariedade dos preços das cadeias produtivas).
  • Imperion  02/02/2021 21:10
    É um esquema de impressao e compra de titulos. Quanto mais imprime, mais vai para os titulos e quanto mais o gov deve, mais ele imprime.
    So que fiscalmente o gov ter um deficit de 11 por cento do pib e a hora da morte das contas fiscais.
    Ele nao comporta endividamento de 10o porcento , 111 porcento, 122 por cento do pib que ocorrera se essa farra nao acabar.
    Imprimir dinheiro é um imposto e quanto menos o real vale, mais se tem que imprimir
  • anônimo  02/02/2019 13:49
    O que vcs acham da proposta apoiada pelo Juiz Sérgio Moro de legalização do lobby? Nos EUA e na Europa, o lobby é legalizado.
  • Lucas  02/02/2019 23:48
    Não muda nada. O que já existia nas sombras passará a funcionar legalmente.

    O problema não é como a coisa é feita, mas sim o arranjo que gera a coisa. Lobby é consequência de estado inchado. Ele ser legal ou ilegal é totalmente secundário. Lobby é só um sintoma. A doença é que tem de ser combatida.
  • Askeladden  03/02/2019 12:53
    Nada de novo no reino da Dinamarca.
    Amigos do rei enriquecendo com os impostos.

    Sendo realista o capitalismo é assim.
    Sempre alguém lucrando a custa do trabalho dos outros.
    Dinheiro é o que faz o mundo girar.
  • George  03/02/2019 13:32
    Capitalismo é livre transação com o dinheiro próprio. Estatismo é transação escusa com o dinheiro confiscado de terceiros.

    No capitalismo, lucros e prejuízos são seus. No estatismo, o lucro é seu, mas os prejuízos são dos outros.

    Dizer que ambas as coisas são idênticas é confundir o dia com a noite. Ou então é ser acintosamente calunioso. Qual o seu caso?
  • Askeladden  04/02/2019 00:20
    A crescente concentração de poder nas mãos do estado faz com que este se converta em um instrumento muito apetitoso para todos aqueles que saibam como manuseá-lo para seu benefício privado.

    Com estado grande, intervencionista e ultra-regulador, lobbies, grupos de interesse e subornos empresariais sempre serão a regra.

    www.google.com/amp/s/economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-dos-eua-diz-que-teve-prejuizo-de-us11-2-bi-com-resgate-da-gm,183461e.amp

    www.google.com/amp/s/www1.folha.uol.com.br/amp/mercado/2018/10/na-america-latina-resgatar-bancos-ainda-recairia-sobre-os-contribuintes.shtml


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2407


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2092


    m.oglobo.globo.com/economia/presidente-do-banco-central-confirma-que-governo-quer-usar-tesouro-para-resgatar-bancos-em-dificuldades-21931065

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,eua-alteram-execucao-do-plano-de-resgate-dos-bancos,276810

    www.nexojornal.com.br/expresso/2017/10/11/O-que-se-sabe-sobre-o-plano-do-governo-para-tentar-salvar-a-Oi

    www.portaldoemprestimo.com/para-socorrer-empresas-endividadas/




    www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2018/conheca-os-lobbies-mais-poderosos-do-brasil-efo1mg4p4qct9ne4aig7eut82
  • Renegado  04/02/2019 12:04
    "No capitalismo, lucros e prejuízos são seus. No estatismo, o lucro é seu, mas os prejuízos são dos outros."

    acho que ficaria assim:

    No capitalismo, lucros e prejuízos são seus. No estatismo, o lucro é seu e do governo, mas os prejuízos são dos outros.
  • Rodrigo  03/02/2019 14:03
    Fato.
  • anônimo  04/02/2019 11:57
    A direita quer corrigir as coisas sem entrar na política, enquanto a esquerda ocupa até DCE de faculdade. A guerra da narrativa está ficando mais equilibrada, mas ainda tem muita gente alienada.

    A esquerda odeia a competição, por isso sempre vai tentar desqualificar a direita.

    Infelizmente, as coisas só irão mudar quando a direita conservadora e liberal entrarem na política, na mídia, nas faculdades, etc. Nenhum político é santo, mas ficar olhando e reclamando não vai aumentar a liberdade.

    Ainda tem muita gente que depende do estado. Fechar escolas, hospitais, cortar aposentadorias e bolsas, parece ser revolucionário. Não é fácil trocar a asa com o avião voando, mas é a única forma. A credibilidade da mudança depende da melhoria na transição. Ninguém vai acreditar numa mudança que está piorando a situação atual de uma parcela mais pobre.

    A mudança não vai melhorar para todo mundo numa paulada só. Por mais que o país possa crescer de 5 a 10%, quem ficar para trás vai fazer muito barulho contra a mudança.

    Eu sempre digo que a liberdade retira alguns benefícios, mas ganhamos 10 vezes mais em outras coisas. Pode não ter emprego estável, mas sempre teremos oportunidades e melhores rendimentos, melhor poder de compra, etc.
  • Luciano  23/06/2020 22:01
    Hoje, estamos diante de um caos,imagina se não tivéssemos as forças (precárias ainda) do estado. O Brasil está num cemitério.
  • Leandro SP  21/06/2020 16:24
    O Estado, seu poder pelas armas e força, impostos por leis injustas, existem porque tem poder de financiamento dos mesmos, acredito fortemente que isso tende a um fim não muito bonito, com o advento do bitcoin ou que seja qualquer outra cripto moeda, não importa, o fim de tudo isso é evidente e eminente.
  • Cássio Roberto Rodrigues de Facio  22/06/2020 17:44
    Com esse artigo fica muito fácil entender porque a ANEEL queria taxar o SOL, indo conttra as pequenas empresas integradoras e as pessoas que produziam a própria energia.
  • medroso  02/02/2021 05:25
    E agora com o senado e o congresso nas mãos do Bolsonaro? Quero ver a desculpa pra vender tudo e mais um pouco, os presidente da camara e do senado já falaram: PRIORIDADE URGENTE: PEC EMERGENCIAL, REFORMA TRIBUTARIA E REFORMA ADMINISTRATIVA. Em seguida deve vir a do pacto federativo.
    As principais reformas estariam em pé pra ser aprovadas e chegar em 2022 com um país minimamente decente pra destruir a esquerda em 2022.

    E o banco central parece que acordou ou impressão minha?
  • Régis  02/02/2021 14:24
    Acordou durante um dia: quando divulgou a ata do Copom. Mas voltou a dormir profundamente dois dias depois, quando vários de seus membros saíram dando entrevistas dando a entender que não haverá aumento de juros tão juros.

    Só sei que com o barril de petróleo ao preço que está, se esse dólar não cair forte e rápido (algo praticamente impossível com juros reais negativos menores que os da Suíça), o que ocorreu em 2018 será visto como um piquenique.
  • anônimo  02/02/2021 18:03
    Esse Banco central está destinado á própria destruição, os investidores provavelmente já perderam as esperanças, o máximo que dá pra se esperar é a taxa crescer pra uns 4% no decorrer do ano, aliás, é simplesmente bizzaro o fato que o presidente do BC foi considerado o banqueiro do ano pelos britânicos, será que lá está está dominado por keynesianos e chicaguistas também?

    Mas pelo menos as reformas do governo vão finalmente começar á andar, agora que os sabotadores foram embora, o Maia tinha paralizado a câmara e não estava fazendo maia nada, e pretendia colocar o Rossi lá pra ver se conseguia manter alguma influência.
  • medroso  02/02/2021 20:13
    E a nossa divida com aumento do juros como fica? 6,5% seria muito? Como resolver?
    Vocês acham mesmo que vai andar as reforamas? Isso ajuda a derrubar o dolar, se o juros for pra 4% pelo menos esse ano e mais as reformas, da pra voltar pra 4 reais.

  • Imperion  03/02/2021 01:15
    Nossa dívida não é pela Selic. A dívida nossa é pelo juro do título que o governo emitiu (contrato). A dívida tem dois fatores: o principal e o juro do título.

    Primeiro o governo faz dívida pra pegar dinheiro e farrear. E não paga. Ele faz uma nova dívida e usa pra pagar a anterior e aproveita também pra aumentar o montante (o povo trouxa do futuro que vai pagar). Ela já passou de 50 por cento pra 90 por cento do PIB (o inflado de 7 trilhões de reais, não o PIB real, sem os gastos do governo).

    Com a quantia da dívida, tem mais peso que os juros. Mas o problema dos juros baixos é que estimula o governo a farrear com nosso dinheiro. E uma dívida de 90 por cento é muito, que sabemos que ele não vai pagar (só rolar).

    Mas pra rolar a dívida e pagar a anterior, o emprestador não é obrigado a emprestar a juros baixos. É ele quem decide quanto de juros vai cobrar. Então os juros dos títulos sobem. E com isso as despesas da dívida sobem (mais dívida e com mais juros).

    Exemplo: no regime militar, o FMI e os governos ofereceram dinheiro a juros baixos ao governo brazuca. Este pegou muito emprestado, ficou impagável, e então começou a rolar. E não tava nem aí; os juros eram baixos. Achou que seria assim pra sempre.

    Com o tempo, pararam de emprestar a juros baixos, só a valores 4 vezes maior. Ou governo aceitava ou não pegava dinheiro pra rolar a anterior. Dívida impagável mais juros elevados geraram mais gastos, para os quais ele não tinha dinheiro. Foi daí que gerou a bola de neve (juros mais divida aumentando).
    Resultado: pra conseguir dinheiro sem emprestar, ele foi pelo caminho da inflação. Esta se tornou galopante (seis trocas de moedas). Mas criar vergonha na cara e cortar gastos pra pagar a dívida, necas.

    A hiperinflação foi causada pelo descontrole da dívida inicialmente, mas são os gastos acima do que seria moral e aceitável que gera a inflação.

    A tendência futura é que a inflação estoure: onze porcento do PIB em déficit vai subir o montante da dívida pra 100 por cento, 110 por cento, 121 por cento a cada ano. E isso é só inflacionário.

    Real vai derreter. Aumentar imposto pra pagar a dívida: inflacionário

    Aumentar gastos pra sair dando dinheiro: inflacionário.

    Desvalorizar a moeda pra exportar: inflacionário.

    Esse papo de baixar Selic pra diminuir a dívida: balela pura.

    Eles queriam era imprimir dinheiro pros bancos comprarem mais títulos de dívida do governo e ele continuar gastando, aumentando o "montante" da dívida.

    Mesmo esquema de sempre. O ciclo econômico tá rolando. Se aumentar a Selic, vai ocorrer o freio da expansão somente. O governo vai conseguir menos pra gastar. E isso ele não quer.

    Essa realidade atual indica que o real vai continuar a se desvalorizar no longo prazo.

    Então saia do reeca, vá para o ouro.

    O real só deve valorizar se o governo tomar vergonha na cara.
  • Felipe  02/02/2021 21:13
    Hoje o real deu uma valorizada... o real se valorizou em relação ao dólar, ao mesmo tempo em que o dólar se valorizou. Mas se tratando de Brasil, e aqui sempre foi assim, no máximo irão fazer umas migalhas de reformas e de resto está tudo certo.
  • anônimo  02/02/2021 22:03
    Provavelmente valorizou por causa dos resultados das eleições de ontem, pois aumentou e muito probabilidade das reformas e privatizações acontecerem ainda nesse ano.

    Existem diversas reformas quê irão impactar bastante, como por exemplo, a tributária, tem até uma quê ira diminuir os benefícios e encargos sobre funcionários, facilitando assim a contratação.

    A única reforma quê eu achei ruim for a da reformulação do Bolsa família, aparentemente irão criar novos benefícios...

    Porém ainda está longe dos investidores estrangeiros voltarem a confiar no Brasil, só veremos realmente uma valorização de respeito quando o BC parar com esse negócio de juros negativos, apesar é improvável isso acontecer enquanto o Guedes estiver aí...
  • Vladimir  02/02/2021 23:13
    Centrão privatizando?! E acabando com a própria mamata?! Centrão só existe e prospera com o dinheiro de superfaturamento e de estatais. Chance zero de acabarem com a própria mamata. Apague esse delírio da sua mente.

    O melhor que você pode esperar deste e de qualquer futuro governo é que não faça hiperinflação. Em não acontecendo isso, já estamos no lucro.

    Se o atual fizer uma reforma administrativa e uma tributária meia-boca, já será um feito.
  • Imperion  02/02/2021 21:28
    É um esquema de impressão e compra de títulos. Quanto mais imprime, mais vai para os títulos e quanto mais o governo deve, mais ele imprime.

    Só que fiscalmente o governo ter um déficit de 11 por cento do PIB é a hora da morte das contas fiscais. Ele não comporta endividamento de 100 porcento , 111 porcento, 122 por cento do PIB, que ocorrerá se essa farra não acabar.

    Imprimir dinheiro é um imposto e quanto menos o real vale, mais se tem que imprimir.
  • %C3%83%C2%81lesson Vaz  02/02/2021 22:08
    A falácia que está na bíblia da nação diz: 'todo poder emana do povo'. Se assim fosse, poderíamos votar através da internet mesmo, diretamente, a revogação, promulgação e ou impeachment de qualquer autoridade. Por exemplo, teríamos retirado vários ministros do STF e o Bozo já poderia ter tido admitido o seu processo de impeachment, pois assim, o voto do povo, diretamente, poderia sobrepor a qualquer ato de 'autoridades'.
  • anônimo  02/02/2021 23:17
    Tanto faz, mesmo se tudo no estado fosse controlado pelo povo, e os políticos fossem obrigados á fazer tudo que o povo mandar, ainda assim não melhoraria em nada,o quê esse site prega não é a república "genuína", mas sim o fim do Estado.
  • looper  03/02/2021 13:23
    Democracia é o povo decidir o que quer. E o povo quer dinheiro grátis. Ainda bem que nossa democracia é uma encenação.
  • anônimo  03/02/2021 16:30
    Exato, se o povo detesse o poder, seria um verdadeiro caos:

    A população iria obrigar a polícia á ir saquear milionários e bilionários;

    O povo iriam criar todo tipo de privilégios, minorias iriam fazer propagandas pra convencer o restante da população á criar tal privilégio para eles;

    Empresas iriam fazer propagandas para convencer o povo á dar protecionismo e subsídios para elas.

    Iriam imprimir á rodo, e com o BC sendo controlada por leigos, a política monetária seria um desastre;

    Os gastos só iriam aumentar mais e mais, pois á tendência do povo governando é isso, e os impostos iriam ser abolidos, isso iria criar um déficit fiscal sem fim, e com os investidores e empresários fugindo do país, a tendência é quê o pais iria quebrar rapidinhom

    Ou seja, o povo é burro e desinformado, é totalmente sem noção colocar uma população quê não entende nada de economia pra brincar de administração, provavelmente iriam ser piores até quê os políticos.
  • Pasquale  03/02/2021 16:50
    * Se o povo detivesse
  • weberth   03/02/2021 13:30
    Aqui em Goiás, o grupo que saqueava a empresa de energia elétrica, cujo líder do bando era o ex governador, chegou a aumentar uma das tarifas da conta de energia.
    Motivo?
    Eles queria mais propina da empresa, e não tinha outra maneira a não ser aumentando a conta. Uma operação da polícia pegou esse rolo numa das escutas, saiu até no jornal.
    Isso é apenas um caso de milhares de casos que acontecem no dia a dia.
    Ah, se o povo entendesse que governos são apenas mafiosos reunidos decidindo como roubar ainda mais o povo.
  • Rene Kultz  04/02/2021 14:01
    Essa situação que o artigo descreve me lembra os cartórios. É fácil para os deputados aumentarem os preços de custas e emolumentos ou colocarem penduricalhos como a taxa do Fundejur. Isso não atrai atenção da mídia, e a população só vai se dar conta dos aumentos quando precisar dos serviços do cartório, algo que não acontece todo dia. Já quem recebe essa grana tem ganhos altíssimos caso esses aumentos sejam aprovados. Não é coincidência o fato de que a profissão mais bem paga do Brasil é de Titular de Cartório.
  • Ex-microempresario  05/02/2021 17:13
    Eu tenho certeza que a situação do país é irreversível, a não ser que outro país nos invada e destrua todo nosso sistema educacional, das pré-escolas às universidades.

    Acabei de ler um universitário brasileiro pontificar o seguinte no facebook:

    "O New Deal, além de salvar o mundo do crash da bolsa em 1929, provou que a lei de Say está errada."
  • Imperion  06/02/2021 22:21
    Empresa fecha e é obrigada a continuar com o quadro de funcionários. Brasil é pague pra entrar reze pra sair

    g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2021/02/06/justica-proibe-demissao-de-funcionarios-da-ford-em-fabrica-de-taubate.ghtml 
  • rraphael  06/02/2021 23:05
    caralho, isso só agrava mais o problema
    cada vez menos marcas estarão interessadas

    mas o que vale é a militância ...
  • Felipe  07/02/2021 04:27
    "Nissan diz que Brasil só exporta impostos e pede plano nacional"

    É questão de tempo para mais marcas saírem do Brasil, além de outros segmentos de indústrias. Curioso, entretanto, é que anos atrás, algumas fabricantes de automóveis não queixavam tanto da situação brasileira quanto agora. Não sei se isso é apenas achismo meu...

    O Brasil no governo Lula já era uma porcaria, mas naquela época o câmbio estava mais estável e o real até se valorizou. No final das contas, até as corporações que são protegidas pelo governo acabam se dando mal (basta ver o que aconteceu com as indústrias em 2015 e 2016). Aqui é uma zona.

    Os chineses na indústria já têm salários maiores do que os daqui. Mesmo assim, a China atrai mais investimentos no setor do que aqui. Além da moeda melhor (se a nossa moeda tivesse a idade do Renminbi, hoje um dólar americano custaria mais de R$ 10), há ainda zonas especiais econômicas, os impostos são menores e a carga tributária é menos complexa.

    A TMM está sendo mostrada à risca o que é capaz de fazer.
  • Imperion  07/02/2021 23:20
    O modelo do Brasil: cobre impostos de 50 por cento do PIB, tire a renda de quem produz. Então quando não compram o produto nacional, as fábricas fazem lobby pra obter subsídios à exportação. Com isso se paga pra uma empresa ficar no país, somente pra produzir e mandar pra fora.
  • Romulo Lima  11/02/2021 22:21
    Sabe o que eu acho que seria interessante? Tomarmos canudos como exemplo e todas as pessoas com pensamento liberal mudar-se para uma determinada localidade e criar uma cidade, só que baseada no liberalismo em vez do socialismo. O governador, o prefeito, os vereadores, os professores, os empresários... todos seriam liberais.

    olha que beleza!!!
  • Herculano Simões Jr  12/02/2021 23:57
    Como se diminui o Estado? Afinal, quem domina o estado ñ quer mudanças e são poucos. Como mudaria? Q muda sei q muda. Os impérios eram estado de poder fortissimo, donos da vida e propriedade dos indivíduos, voltados a guerras. O gigantismo improdutivo acabou com eles. O fato e q dominação estatal q redunda sempre em ineficiência para o país e pode conduzir ao caos. Precisamos estar preparados com nova proposta qdo ele chega. E espantoso como o caso Covid q privilegiou algumas empresas e arruinou muitas outras ñ causa reação. Empresas ñ são indivíduos e a maioria ñ tem parte com governos. E tem instrumento de rebeldia sensacional: recolhem 80% de todos os impostos e podem fazer rebeldia fiscal.Pr mudar tem q ter projeto: tirar invalidando o estado de todos os serviços a começar com saude e escola, desregulamentando.
  • Felipe  16/02/2021 22:33
    "Quem são os pré-candidatos à Presidência em 2022 e como eles se articulam"

    Meu palpite: Ciro Gomes vai continuar tendo relevância só no Ceará, PSDB vai ficar mais esquecido, assim como PT e Mandetta. Boulos é mais preferido pela elite socialista.

    PSDB sempre ganhou para governo estadual porque realmente não tinha nada melhor. Para presidenciáveis o partido ficou cada vez mais esquecido desde o fim do segundo mandato do FHC.

    Sobre Luciano Huck e Eduardo Leite, não posso falar nada.

    O que vai pesar mais para o Bolsonaro até lá: moeda e inflação (o que ironicamente é o mais fácil de resolver).

    O que pensam sobre?
  • Vladimir  17/02/2021 04:24
    Concordo. Mas dependendo do que ocorrer em termos monetários, principalmente inflação de alimentos e combustíveis, Ciro vai dar trabalho.

    Eleição no Brasil sempre foi inflação e moeda. Sempre. Desemprego está em um distante segundo lugar.

    Com a Lei da Liberdade Econômica, e com cada vez mais desempregados virando autônomos, inflação será cada vez mais o definidor. Se entregar inflação baixa e moeda forte, é reeleição garantida. Porém, por enquanto, tal cenário está cada vez mais distante.
  • anônimo  17/02/2021 14:05
    Acho difícil isso acontecer. No máximo devemos esperar por algumas reforminhas, e alguns novos programas sociais, Bolsonaro já está começando á ficar desesperado.

    Se o governo Biden fizer alguma cagada grande, talvez o Dólar abaixe um pouco.

    Aliás como esse pacote de estímulo dos EUA vai ser? eles irão despejar tudo nos bancos? procurei como irá ser no Google, mas não encontrei detalhes, só achei um monte de propaganda esquerdista dos jornais americanos.
  • Felipe  17/02/2021 22:37
    Acho que esse pacote de estímulo vai ser igual aquela porcaria feita nos governos Bush e Obama, exceto o fato de que será mais intenso.

    A questão é: quem são os beneficiados por esses estímulos? Porque me impressiona o entusiasmo que a mídia tem por isso.

    Ainda bem que o Obrador está ignorando a mídia e não está embarcando nessas porcarias keynesianas. Segundo ele, esse tipo de coisa beneficia corrupção, aumenta desigualdade social e privilegia os mais ricos, além de falar que a dívida governamental prejudica o crescimento do país.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.